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Figura 03 – Ilustração Festival da Razão Fonte: HUNT, 2007

Num segundo momento, ou mais precisamente, a partir do momento que os atos de vandalismo deixam de ser praticados contra as propriedades dos nobres e da Igreja e passam a colocar em risco os bens do Estado e também a propriedade burguesa (principalmente no campo), essas ações e seus atores passam a ser vistos não mais como a tomada do poder pelo povo mais sim como atos de “homens rudes”, “ignorantes”, atos de vândalos e passam, assim, a ser reprimidos e contidos pelo novo Estado. Nessa corrente de contenção à destruição e ao vandalismo, é que aparecem as primeiras iniciativas e preocupações com a preservação de monumentos ou da propriedade estatal. Esse momento de ação popular e de mudança social, quando a burguesia alcança o “domínio” político e o projeto de uma nova sociedade tem início, permite pensarmos em duas dimensões fundamentais à idéia de patrimônio. Primeiramente, em resposta ao vandalismo e à necessidade prática em “proteger” esses bens – nesse caso o interesse é econômico e podemos pensar esses bens (esse patrimônio) como objetos de valor material e assim entendidos como 63

Revista ARQCHRONOS - Arquitetura em Patrimonio  

A criação da Revista ARQCHRONOS – arquitetura em patrimônio – é um pólo de troca e de ação crítica relacionado a área de Patrimônio Arquitet...