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Foto 01 – Maquete Bastilha - Palloys Fonte: Musée des Antiquités de la Siene-Maritine

Em outros casos, o vandalismo não é necessariamente associado à fúria popular. A própria Assembléia ordena a venda de bens ou demolição e venda, visando levantar recursos para a Revolução. A única exigência nesses casos é que antes da comercialização haja a destruição de símbolos ou marcas ou brasões e toda espécie de sinais que identifiquem o poder real ou nobre. Alguns lotes de mobiliário são comercializados fora de Paris, anunciados em jornais estrangeiros e vendidos a compradores da Inglaterra e Alemanha. Essa é uma das razões pelas quais é possível atualmente localizar nos Estados Unidos peças autênticas desse período. A ira popular também se volta contra a Igreja. Os objetos sacros são os que mais sofrem a ação vândala, como forma de dizimar o poder religioso, destruindo qualquer signo ou imagem de devoção. A Assembléia, reconhecendo a riqueza desses bens intervém de imediato, confiscando-os, tanto por reconhecer a força e influência dessa instituição quanto por vislumbrar as suas riquezas materiais. Assim, um acordo é firmado. Segundo esse acordo, 59

Revista ARQCHRONOS - Arquitetura em Patrimonio  

A criação da Revista ARQCHRONOS – arquitetura em patrimônio – é um pólo de troca e de ação crítica relacionado a área de Patrimônio Arquitet...

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