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marca e modifica a gestão e a urbanização de cidades que não podem ser entendidas exclusivamente pela perspectiva do Estado-nação já que também resultam, inserem-se e respondem ao mercado global. Quando falamos de desmaterialização temos em vista o avanço da indústria dos serviços e da informação e, assim, a participação da matéria no valor final de alguns produtos é reduzida. Cada vez mais os bens requerem menos materiais ou até são imateriais (por exemplo, os software). A evolução industrial e de bens e serviços, na sua grande maioria, dependem menos da matéria e resultam mais de investimentos nas áreas de conhecimento, informação, inovação e fluxos. Em conseqüência disso as empresas contemporâneas adotam estratégias de comunicação como ferramentas das dinâmicas competitivas atuais. Cada vez más, los bienes que producem la industria requieren menos materiales, y hasta no utilizan materiales en el sentido clásico, como ocurre en el caso de producción de software. Jorge Schavarzer (1993:7-8), uno de los autores que mejor desarrolla este tema, demuestra cómo el precio por kilograma de los nuevos bienes no estrictamente materiales comparado al de los bienes tradicionales, dá cuenta de un valor agregado en los primeros que supera con crices al de los segundos. (RODRIGUEZ; WINCHESTER, 1997, p.35)

Outra diretriz que auxilia o entendimento do valor da imagem no mercado competitivo contemporâneo é a atitude dos consumidores no ato da compra. Gilles Lipovetsky (2004) acredita que as empresas vêm “aparentando uma vontade” de rehumanização, de uma consciência moral, da busca pelo risco zero, da proteção total as vidas e ao meio ambiente, regidas sobre o “princípio da precaução” (LIPOVETSKY,2004, p.51) – surge a responsabilidade empresarial com relação às populações atuais e futuras. No entanto, reconhece que essa “consciência moral” está inserida e associada a uma preocupação pragmática do mercado: as empresas constataram que os clientes valorizam ações comprometidas e éticas.

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Naomi Klein (2003) , na terceira parte do seu livro Sem Logo (Sem Emprego), apresenta grande número de exemplos e “desestruturas” de trabalho, adotadas por empresas estrategistas de Branding.

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Revista ARQCHRONOS - Arquitetura em Patrimonio  

A criação da Revista ARQCHRONOS – arquitetura em patrimônio – é um pólo de troca e de ação crítica relacionado a área de Patrimônio Arquitet...