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CURSO DE INTERNET

SEMANA 2: Noções básicas Objetivos:    

Conceituar internet e redes; Contextualizar historicamente o surgimento da internet; Identificar as principais formas de acesso à internet; Conhecer os principais conceitos relacionados à internet. Introdução A melhor forma de entender a Internet é pensar nela não apenas como uma rede de computadores, mas como uma rede de redes, conectadas umas as outras. A Internet não tem um dono ou um comando central, cada rede individual conectada a ela, pode ser administrada por uma entidade governamental, uma empresa, uma instituição educacional, etc. Fazendo algumas comparações, podemos ter uma ideia do seu alcance:

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Um computador isolado limita-se a acessar as informações gravadas no seu disco rígido (HD hard disk em inglês). Um computador, ligado a uma rede local, consegue compartilhar informações com as outras máquinas conectadas a esta rede. É o que acontece quando vários computadores compartilham uma mesma impressora, ou quando um dos computadores armazena arquivos que podem ser utilizados pelos demais. Um computador ligado a Internet tem o mundo ao seu alcance, ou seja, a Internet permite compartilhar recursos e informações com computadores em qualquer parte do mundo.

O custo de conexão é baixo, você só paga conexão até o seu provedor de acesso, e a partir daí, ele assume a conexão com a Internet e você já estará na rede. Isto significa que você paga o mesmo preço se enviar uma mensagem para o Japão ou para seu vizinho. Existem diversos custos e velocidades que podem ser contratadas com os provedores de acesso (vide reportagem da PcWorld disponível no conteúdo dessa semana). 1.1 - Como os computadores se comunicam? Para que todos os computadores possam comunicar entre si eles precisam usar uma linguagem comum. Essa linguagem é formada por dois componentes: O TCP (Transmission Control Protocol – Protocolo de controle de transmissão) O IP (Internet Protocol – Protocolo Internet). Cada computador recebe um número, chamado endereço IP. Os endereços IP são formados por quatro números cada um com um valor entre 0 e 255. Por exemplo, 125.110.13.45


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Protocolo TCP/IP (Protocolo de controle de transmissão/Protocolo Internet): é o protocolo básico para a comunicação entre as máquinas conectadas a Internet, que gerencia toda a parte de transmissão e distribuição dos dados na rede (acesse o vídeo sobre a história da internet, disponível no conteúdo dessa semana, para ter uma ideia mais clara desses conceitos). Um usuário da Internet, não necessita conhecer nenhum destes endereços IP, já que estes são manejados pelas máquinas em suas comunicações por meio do Protocolo TCP/IP, de maneira transparente para o usuário. Para nomear os computadores dentro da Rede utilizam-se os Nomes de Domínio, que são a tradução para "os humanos" dos endereços IP que os computadores usam. Assim, por exemplo, google.com.br, e extensao.cecierj.edu.br são nomes de domínio. No Brasil os domínios são gerenciados pelo Registro BR. Para registrar um domínio, é necessário ser uma entidade legalmente representada ou estabelecida no Brasil como pessoa jurídica (instituições que possuam CNPJ) ou física (CPF) que possua um contato em território nacional. Existem várias categorias de domínio possíveis, veja todas no site oficial do Registro BR.

1.2 – Serviços disponíveis na internet Desde que foi criada, a Internet não parou de se desenvolver, disponibilizando um grande número de serviços aos seus usuários. Dentre as muitas utilidades da Internet, podemos destacar: 

Propagação do conhecimento e intercâmbio de informações: através da internet, é possível encontrar informações sobre praticamente qualquer assunto, a quantidade e variedade de opções é impressionante. O usuário comum também pode ser um gerador de informações, se você conhece um determinado assunto, pode criar seu próprio site, compartilhando seus conhecimentos com os outros internautas.

Meio de comunicação: o serviço de correio eletrônico (e-mail) permite a troca de mensagens entre pessoas do mundo todo, com incrível rapidez. As listas de discussão, grupos de notícias e as salas de bate-papo (chat) também são bastante utilizados.

Serviços: dentre os vários serviços disponibilizados, podemos citar o Home-banking (acesso a serviços bancários) e a entrega da declaração do imposto de renda via Internet (Receita Federal).

Comércio e Marketing: existe um grande número de lojas virtuais, vendendo produtos pela rede. A Livraria Saraiva (http://www.livrariasaraiva.com.br/) é uma delas. O internauta também pode vender seus produtos em sites como Arremate.com (www.arremate.com.br).

No decorrer desse curso, abordaremos todos esses serviços de maneira mais específica.

Curiosidade Veja nesta imagem do IBOPE como os brasileiros "gastam" seu tempo na Internet. Em breve vamos entender melhor a respeito destes termos específicos e destas ferramentas da Web!


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1.3 – A World Wide Web

A World Wide Web (grande teia mundial) revolucionou a Internet por reunir interface gráfica, recursos de multimídia e hipertexto. A Web possibilitou a construção de páginas gráficas, que podem conter fotos, animações, trechos de vídeo e sons. Nas páginas da web, o texto deixa de ser organizado linearmente, mas sim de forma hipertextual, ou seja, as páginas estão ligadas entre si, através de links. O único programa que você precisa para acessar essas páginas é o navegador. Existem vários tipos de navegadores que serão estudados mais a frente. A web é formada por milhões de sites. Existem sites de universidades, empresas, órgãos do governo e até sites mantidos por apenas uma pessoa. A porta de entrada de um site, chama-se Home Page, ou seja, página principal. Hipertexto é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual agrega-se outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Home Page: Página principal, página inicial, página de entrada (home page ou homepage em inglês) é a página inicial de um site da internet (também chamado sítio). Os sites são localizados através de seus endereços. Esse sistema de endereços é também chamado de URL (Uniform


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Resource Locator, localizador uniforme de recursos). Com ele, é possível localizar qualquer informação na Internet. 1.4- Termos mais comuns Nessa seção iremos conhecer alguns dos termos mais usados quando o tema é internet. Download: significa baixar, em português. É a transferência de dados (textos, programas, músicas, etc...) da Web (Internet) para um computador. Upload: é o processo inverso do download, ou seja, enviar arquivos para a Web (Internet). Plugins: são acessórios que estendem as capacidades do seu navegador. Depois de instalados eles funcionam como se fizessem parte do navegador. Os Plugins também podem ser instalados por demanda, ou seja, quando você entrar numa página web que necessite de um componente especial, ele será instalado automaticamente em seu computador. Antes, porém, você será avisado da instalação, na janela que se abre você pode aceitar, rejeitar ou obter mais informações a respeito. Servidores: existem computadores chamados servidores de nome (name servers) que fazem a tradução entre os endereços numéricos e a representação por palavras DNS (Domain Name Servidor – Servidor de nome de domínio). São computadores equipados com software que permite "servir" a uma rede de computadores. Quanto mais potente o servidor maior e melhor poderá ser a rede por ele atendida. São máquinas de alta capacidade, com grande poder de processamento e conexões velozes. Software: é um programa, geralmente armazenado e executado pelo computador, utilizado para operar ou executar uma tarefa. Roteadores: são máquinas que controlam o fluxo de informações na rede, funcionam como "diretores de trânsito". O roteador lê o endereço de destino de um pedido e o direciona ao lugar correto. Provedores de Acesso: empresa que fornece serviços para conexão com a Internet, e-mail, hospedagem de sites pessoais etc. O serviço pode ser pago ou gratuito. Geralmente, é cobrada uma taxa mensal ao consumidor que tem acesso à Internet de acordo com a velocidade de transferência dos dados. Hoje podemos dividir o acesso a Internet em duas categorias: dial-up e banda larga. As ligações dial-up requerem a utilização de linhas telefônicas. E o acesso de banda larga, mais difundidos no Brasil são o acesso por ADSL e o acesso por cabo. Dial-up: conexão feita com outro computador através de uma linha telefônica comum. ADSL: Asymmetric Digital Subscriber Line, uma tecnologia de comunicação de dados que permite uma transmissão de dados mais rápida através de linhas de telefone do que um modem convencional pode oferecer. A tecnologia ADSL basicamente divide a linha telefônica em três canais virtuais, sendo um para voz, um para download (de velocidade alta) e um para upload (com velocidade média se comparado ao canal de download). Cliente-Servidor: a Internet usa um modelo de rede chamado cliente-servidor, baseado em requisições e respostas. O computador cliente requisita uma informação a outro computador


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(servidor), que responde a solicitação, enviando o que foi pedido. A maioria das aplicações na Internet é baseada neste modelo, entre elas, as mais usadas são: FTP (File Transfer Protocol -Protocolo de transferência de arquivos): é um protocolo utilizado para transferência de arquivos entre computadores. Através deste protocolo é possível receber um arquivo e gravá-lo no seu computador (download) ou enviar um arquivo para outro computador (upload), desde que esse computador seja um servidor FTP. Antigamente, o programa de FTP não possuía uma interface gráfica, e a transferência de arquivos era feita digitando-se uma série de comandos. Hoje em dia, os navegadores incorporaram este programa, e o processo se dá de forma transparente. Ao clicarmos num link que contém uma referência para um arquivo, o navegador contacta o servidor de FTP, fazendo a transferência do arquivo para o nosso computador. HTML (HyperText Markup Language - Linguagem de Marcação de Hipertexto): é uma linguagem de marcação utilizada para produzir páginas na Web. Documentos HTML podem ser interpretados por navegadores. 1.5- Web 2.0 Provavelmente, você algum dia já ouviu falar da Web 2.0. O termo está cada vez mais divulgado, apesar de ter um significado bastante amplo, e muitas vezes um pouco nebuloso. Veja algumas características da web 2.0. A web como plataforma: sites deixam de ter uma característica estática para se tornarem verdadeiros aplicativos no servidor. As funcionalidades dos sites são muito mais poderosas! Redes sociais: recentemente houve uma explosão de usuários em sites que formam e catalisam comunidades, tais como Orkut, Facebook e My Space, dentre outros. Na verdade, estas redes de pessoas sempre existiram desde os primórdios da internet (BBS, chat, fóruns etc.), só que não tínhamos tantos recursos antigamente. Flexibilidade no conteúdo: o conteúdo agora passa a ser dinâmico e sua publicação muito mais simples, tanto por editores profissionais como pelos próprios internautas. Ferramentas de publicação multi-plataforma (PC, celular, PDAs, IPTV) geram poder e eficiência jornalística à sites de notícias, por exemplo. Ao mesmo tempo, o próprio usuário passa a gerar conteúdo (ex. YouTube e Blogs), classificá-lo e mesmo parcialmente editá-lo usando formatos como RSS - Really Simple Syndication. As Wikis são talvez a forma mais conhecida de edição colaborativa, onde qualquer pessoa teoricamente qualificada pode melhorar a qualidade de determinado conteúdo (ex.Wikipedia).

Confira um glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de São Paulo AdSense: um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado. Ajax: um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax


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(abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web. Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente. Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda. RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" -com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo. Tagging [rotulação]: uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade. Wikis: páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar ideias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto. 1.6- Web 3.0 Web Semântica, chamada por alguns analistas de Web 3.0 prevista para estar em prática muito em breve. A Web Semântica é uma evolução da nossa web atual. É nada mais nada menos, que uma web com toda sua informação organizada de forma que não somente seres humanos possam compreender, mas, principalmente, máquinas. Digo, principalmente máquinas, porque elas nos ajudarão, de fato, em tarefas que hoje, invariavelmente, temos que fazer quase que manualmente. Com as informações devidamente organizadas, ficará fácil criar sistemas e robôs de busca mais inteligentes e ágeis. Sim, mais inteligentes que os existentes hoje em dia! A nossa web de hoje, é uma web que apenas humanos entendem as informações disponíveis. Com a Web Semântica, as máquinas compreenderão essas informações e assim, poderão nos auxiliar em tarefas corriqueiras, que antes eram feitas manualmente. Atualmente, é extremamente complexo fazer um sistema que leia e entenda de maneira sensata qualquer informação que a web oferece. Assim, esse ambiente terá informações, devidamente identificáveis, que sistemas personalisados poderão manipular, compartilhar e reusar de forma prática. Tente imaginar como o Google será ainda mais preciso em suas buscas se toda a informação da web estiver organizada de uma maneira sensata ou o que os calendários como do próprio GMail


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ou do Yahoo! poderiam fazer se você agendasse uma viagem: 2 dias antes – ou no momento que desejar – ele te avisaria que as passagens da companhia aérea que você usa frequentemente já foram compradas e sua reserva já foi efetuada no hotel que você costuma ficar quando visita aquele determinado local. Isto tudo será realidade muito em breve!

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