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Sumário Mundo 4x4

Air Cross

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On Road

16 2 rodas

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Dossiê

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TUDO SOBRE O

RALLY DAKAR 2011 30

Nordeste

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Internacional

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Off Road

58 L200

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Destaque

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Editorial 4x4 | O Guia Off-Road DIRETOR DE REDAÇÃO: Alex Sander Braga DIRETOR DE ARTE: André Felipe Rinaldi

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REDATOR CHEFE: Graziella Mendes dos Santos EDITORES: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi; Graziella

amos dividir em categorias, para facilitar: primeiro, consideramos o carro parado. Os testes dinâmicos, com o veículo em movimento, serão comentados no final.

Chassis/Carroceria - Boa parte dos jipes ainda usa o conceito chassis + carroceria, pois é um sistema robusto, de fácil manutenção e que permite uma boa variedade de alterações. Deve-se observar o alinhamento do chassis, procurando por pequenas trincas e soldas. Isso indicará uma provável fadiga de material, o que pode comprometer esse chassis em muito pouco tempo. Os jipes mais antigos com sistema de suspensão baseado em molas semi-elípticas (o famoso feixe de molas) possuem chassis do tipo aberto (perfil em Dos jipes construídos no sistema de monobloco, o Niva possui alguns pontos que devem ser observados com cuidado, como o local de fixação da transferência. Devido ao esforço, esse é um ponto onde ocorrem trincas com relativa facilidade. Não que isso seja comum. Uma boa maneira de verificar isso - já que a observação pura e simples pode não revelar nada - é checar se as alavancas de engate do bloqueio de diferencial e de reduzida estão trepidando muito. Isso costuma ser um indício de trincas no monobloco. As buchas de fixação da carroceria são outro item a ser observado. Originalmente, elas são feitas de borracha, porém atualmente muitos proprietários as substituem por poliuretano, para obter uma maior durabilidade. Porém, isso tem um preço. O poliuretano, por ser um material mais duro que a borracha, transfere mais os esforços e trepidações do chassis para a carroceria, forçando esses pontos a um acentuado esforço, causando muitas vezes trincas que podem estar encobertas pela própria bucha de fixação. Uma boa “balançada” pode revelar rangidos “ocultos”.

Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo REPORTERES: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi; Gra-

ziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo ARTE: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi COLABORADORES: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi;

Graziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo; Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi; Graziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo ESTAGIÁRIOS: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi; Gra-

ziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo ASSISTENTE DE REDAÇÃO: Giulianna Pazos Corbo PESQUISA: Graziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos

Corbo

GERENTE: Alex Sander Braga DESENVOLVEDORES: Alex Sander Braga; André Felipe Rinaldi;

Graziella Mendes dos Santos; Giulianna Pazos Corbo PUBLICIDADE: Giulianna Pazos Corbo DIRETORIA DE PUBLICIDADE: Graziella Mendes dos Santos DIRETOR DE PUBLICIDADE: André Felipe Rinaldi

DIRETOR DE CRIAÇÃO: André Felipe Rinaldi COORDENADOR DE PUBLICIDADE:Giulianna Pazos Corbo COORDENADOR DE EVENTOS: Alex Sander Braga COORDENADOR DE PESQUISA DE MERCADO: Graziella Mendes

dos Santos MARKETING DIRETOR DE VENDAS: Graziella Mendes dos Santos COORDENADORA DE VENDAS: Alex Sander Braga COORDENADOR DE MARKETING: Graziella Mendes dos Santos

Se o jipe tiver molas semi-elípticas (feixe de molas), observe a sua curvatura. Se estiver quase reta, com os jumelos abertos, significa que o feixe está “cansado”. Muitas vezes apenas uma rearqueada resolve. Por outro lado, lâminas muito arqueadas deixam a suspensão dura. Um meio termo é sempre o melhor.

Remoles tionemos

ser um material mais duro que a borracha, transfere mais os esforços e trepidações do chassis para a carroceria, forçando esses pontos a um acentuado esforço, causando muitas vezes trincas que podem estar encobertas pela própria bucha de fixação. Uma boa “balançada” pode revelar rangidos “ocultos”.

Bus is in conse dolut as dolum ipient laut apiet faciunte quam, sa que aut aut remoles tionemos quae num alitati asimoditio maiorpo reperi num latecuptatur aspe pliciatur?

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Cartas No Brasil, a Kia já confirmou que apresentará a nova geração do utilitário em outubro no Salão do Automóvel de São Paulo, com as vendas começando após o evento. O teto do modelo flagrado também revela um desenho mais arredondado, com uma espécie de caída na parte traseira. A lateral também muda completamen Gustavo Rosaneli | Atibaia SP

Comentários e menságens | O que os leitores da 4x4 pensam sobre a revista

O visual é completamente novo. A dianteira traz grade com o novo padrão, semelhante ao do Cerato, enquanto o conjunto ótico tem desenho bem agressivo e com componentes de LED. As linhas das laterais também são bem mais modernas e esportivas do que. Alan taho | Rio de Janeiro RJ Recheado de equipamentos, o EcoSport ganha o cliente mais pelo estilo que pelo comportamento dinâmico. Ao contrário do AirCross, o aventureiro da Ford faz curvas com um pouco menos de confiança, o que se deve, também, a seu maior mérito: o de ser um modelo desenvolvido para ser como um utilitário. Seu centro de massa, muito mais alto que o dos concorrentes. Claudio Bezerra | São Paulo SP Em nossos testes, ela foi o segundo melhor carro em número de quesitos de destaque, atrás só do AirCross. São dela os melhores números de retomada de 80 a 120 km/h, de ruído em ponto morto e de consumo urbano (7,3 km/l) e rodoviário (10 km/l). Ela também se destacou nas acelerações e nas frenagens, itens sempre importantes para a segurança. Victor Maritan | São Paulo SP 10

O competidor deverá estar atento à documentação necessária para a inscrição, como termo de responsabilidade para navegadores idade mínima de 16 anos - e ‘Zequinhas’ menores de idade (mínima de 12 anos), além da autorização de uso para veículos de terceiros, que também estão disponíveis no site. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da Central Copa Lucas Theotonio | Jundiaí SP Habilitação tirada, preparamos uma “grande expedição”, uma viagem longa, fomos a Ubatuba, o Série I (vim a saber depois, um raro 88” 1.956) rebocando um trailer, pesado, mas o bicho chegou lá e depois voltou, sem problemas mecânicos maiores (a menos de uma troca de embreagem que eu mesmo fiz. Diogo Faro| Florianópolis SC No sábado, a partir das 9h, será dada a largada para a quarta etapa do ano, com os pilotos saindo para a trilha a cada um minuto. A chegada do primeiro deverá ser por volta das 14h30. A festividade de encerramento começará às 19h30, com início do jantar a partir das 20h, seguido do discurso de encert22h00. A cerimônia será encerrada Mario Renteiro | São Paulo SP

TWITADAS No ano passado, quando da primeira edição, os vencedores da prova foram Roberto Reijers e Rogério Almeida, na categoria Protótipos do rally Dakar

@geejota O trecho já foi levantado pelo diretor de prova Theo Gardiano e variedades no caminho não vão fal¬tar: “Teremos estradas abertas, trechos de areia, barro, piso duro.

@raphael_bispo Na segunda-feira, dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, será a largada simultânea de todas as categorias às 9h, no Parque Nacional de Maçã.

@brunno_hss No ano passado, quando da primeira edição, os vencedores da prova foram Roberto Reijers e Rogério Almeida, na categoria Protótipos do rally Dakar

@marco_lt Na segunda-feira, dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, será a largada simultânea de todas as categorias às 9h, no Parque Nacional de Maçã.

@sent_port O trecho já foi levantado pelo diretor de prova Theo Gardiano e variedades no caminho não vão fal¬tar: “Teremos estradas abertas, trechos de areia, barro, piso duro.

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A NOVA CARA DA REVISTA 4X4 A parceria entre as equipes do rali e diversos órgãos encarregados nas questões ambientais tem sido continuamente realizada em todas as fases de preparação para o Dakar 2011. “As rotas estão sendo selecionadas, evitando a passagem por áreas ambientalmente mais sensíveis. Além disso, visando a preocupação com o efeito estufa, uma nova avaliação do rastro do carbono foi encomendada, a fim de determinar o nível de emissão de gases”, destacou Klever Kolberg, que na edição passada inovou no mais exigente e perigoso rali do planeta ao ser o primeiro competidor da história do evento a utilizar-se de um veículo movido a etanol.

Seguindo a tradição, a prova terá um percurso diferente do anteriores. A largada acontece no dia 1º. de janeiro de 2011 em Buenos Aires, rumo a Córdoba, mas seguindo rumo norte no território Argentino até San Salvador de Jujuy, quando acontece a travessia da Cordilheira dos Andes. Para o bom desempenho durante a temporada, Flávio contou com produtos de alta qualidade, fabricados pela Radiex. “Contamos com os melhores produtos disponíveis no mercado, e para nós é uma honra representar essa marca nas pistas. Particularmente vejo esse novo Campeonato com bons olhos, pois teve mais acertos do que erros, e uma grande vontade dos organizadores em elevar nosso esporte a outros níveis.

NESTA EDIÇÃO VOCÊ VAI VER: Percurso novo e ansiedade a mil. A cidade de Garuva vive a expectativa de sediar pela primeira vez uma prova de rali de regularidade. A competição contemplada foi o Campeonato Rally SC, organiza¬do pela SC Racing em parceria com o Clube do Jipeiro, e que entra em sua 4ª etapa. Especifica¬mente nesta prova, serão cinco categorias, uma a mais: Super Master, Graduados, Junior, Cidade e Expedition. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.racingsc. com.br. Acabou o rally as meia hora O trecho já foi levantado pelo diretor de prova Theo Gardiano e variedades no caminho não vão fal¬tar: “Teremos estradas abertas, trechos

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de areia, barro, piso duro, piso escorregadio, ou seja, toda condição fora de estrada possível estará nesta prova. Serão aproximadamente 100 quilômetros de trechos cronometrados e quatro horas de rali. Exploramos bem a região. Temos cerca de 50km² só para a disputa”. Com tanto espaço e dificuldades diversificadas, aumenta também a atenção em re¬lação ao desempenho das duplas: “No começo será um exercício mais para o piloto e depois para o navegador. Perto do final da prova, o trabalho dos dois será o mesmo. O rali será técnico, mas exi¬gindo um pouco mais do que foi exigido até hoje. Vamos treinar o refino dos competidores. Todos terão total condição para andar bem, mas tem que ir certo e na metragem.

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Mundo 4x4

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Rally

das Serras

Organizador aposta na descoberta de um “novo Jalapão”. Prova será disputada entre os dias 12 e 15 de novembro, em São Joaquim (SC)

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segunda edição do Rally das Serras será realizada no período de 12 a 15 de novembro, na cidade de São Joaquim, em Santa Catarina. Pela segunda vez, pilotos de motos e quadriciclos e pilotos e navegadores de carros e caminhões enfrentaram as trilhas da região em uma disputa que promete ser emocionante e bastante técnica. O II Rally das Serras é válido pelos Brasileiros de todas as categorias e ainda servirá de preparação para o Dakar 2011, fatos que dão ainda mais importância à competição. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas pelo site da www.webventure.com.br. Como é tradicional nas provas organizadas por Dyonisio Malheiro, diretor-geral do Rally das Serras, a expectativa é de muita técnica em todas as especiais. Nesta edição, o percurso passará pela região de Coxilha Rica, que engloba as cidades de São Joaquim, Painel, Lages e Vacaria, com uma diversidade enorme de terrenos e desafios, como acontece no Deserto do Jalapão, no estado de Tocantins. “A primeira metade será feita na região, que apresenta dificuldades com pedras, altas serras, rios, cachoeiras e fazendas centenárias. Com minha experiência, tenho certeza que este será, em breve, um novo 12

Jalapão para os amantes do off-road”, ex- Nova categoria plica. Malheiro ainda explica o restante da A prova terá um novo formato. Na sextaprova. “Também passaremos pela Rota dos -feira, dia 12, será reservada para abertura Canyons, com trechos difíceis e técnicos, do parque de apoio e a Festa de Abertura mas de uma beleza muito grande. A prova do II Rally das Serras, ambos no Parque será bastante interessante, sem falar que Nacional da Maçã. No sábado serão reateremos apoio do Jeep lizadas as vistorias de A prova terá um novo Clube de São Joaquim motos e quadris, além formato. Na sexta-feira, da Largada Promocional e Jeep Clube de Ladia 12, será reservada ges”, completa. de ambas no Centro da Mas o Rally das Serras para abertura do parque cidade. As provas conão será interessante meçam no domingo, dia de apoio e a Festa de apenas para pilotos e 13, com motos e quaAbertura do II Rally das dris a partir das 10h, na navegadores. Isso porque o percurso permite Serras, ambos no Parque Coxilha Rica. O dia tamque o público prestigie bém será das vistorias Nacional da Maçã. as disputas. A competide carros e caminhões, ção será atrativa também para as famílias, briefing para todas as categorias, Largagraças à programação que será preparada da Promocional (18h) e Prólogo Noturno para o evento. (20h30) para todas as categorias. No ano passado, quando da primeira edição, os vencedores da prova foram Roberto Reijers e Rogério Almeida, na categoria Protótipos. A segunda colocação ficou com Mauricio e Gustavo Bortolanza, enquanto Marcos Moraes e Edu Sachs terminaram em terceiro lugar. Na categoria Super Production o primeiro lugar foi para Reinaldo Varela e Marcão Macedo, enquanto Carlos Policarpo e Rômulo Seccomandi levaram a melhor na Production.

Na segunda-feira, dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, será a largada simultânea de todas as categorias às 9h, no Parque Nacional de Maçã. Um pouco mais tarde, às 10h, começam a especiais, sendo que motos e quadris largarão em Lava Tudo, enquanto carros e caminhões sairão de Cochilha Rica. A cerimônia de premiação está prevista para as 13h30, também no Parque Nacional da Maçã. Ao todo, os participantes percorrerão cerca de 280 quilômetros, com 200 deles de especiais. 4x4 & Cia | O Guia Off-Road


Campeonato Rally SC segue para percurso inédito O Convention & Visitors Bureau apresenta o certo e na metragem correta”, alerta Theo. Rally das Serras/Copa Baja Santa Catarina, Nova categoria. Abrindo o espaço a todos com realização da Racing Adventure e São os amantes do mundo 4x4, a SC Racing Joaquim Eventos Radicais, organização da e o Clube do Jipeiro definiram uma nova Federação de Automocategoria para a prova “Teremos estradas bilismo do Estado de de Garuva. Aos inteSanta Catarina e Fede- abertas, trechos de areia, ressados em curtir a ração de Motociclismo trilha, sem a obrigação barro, piso duro, piso Catarinense, e supervide chegarem aos locais escorregadio, ou seja, são da Confederação certos e horários preBrasileira de Automobicisos, a dica é irem na toda condição fora de lismo e Confederação estrada possível estará Expedition. Nesta cateBrasileira de Motociclisgoria, um responsável nesta prova. Serão mo. pelo comboio leva os A 4ª etapa do campeaproximadamente 100 competidores para um onato será realizada no quilômetros de trechos passeio, que tem em próximo sábado, dia 30, seu percurso belas paiem Garuva, na região cronometrados e quatro sagens e travessias pernorte de Santa Catarina. horas de rali. Exploramos to do mar.

bem a região.

Percurso novo e ansiedade a mil. A cidade de Garuva vive a expectativa de sediar pela primeira vez uma prova de rali de regularidade. A competição contemplada foi o Campeonato Rally SC, organiza¬do pela SC Racing em parceria com o Clube do Jipeiro, e que entra em sua 4ª etapa. Especifica¬mente nesta prova, serão cinco categorias, uma a mais: Super Master, Graduados, Junior, Cidade e Expedition. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.racingsc.com.br. O trecho já foi levantado pelo diretor de prova Theo Gardiano e variedades no caminho não vão fal¬tar: “Teremos estradas abertas, trechos de areia, barro, piso duro, piso escorregadio, ou seja, toda condição fora de estrada possível estará nesta prova. Serão aproximadamente 100 quilômetros de trechos cronometrados e quatro horas de rali. Exploramos bem a região. Temos cerca de 50km² só para a disputa”. Com tanto espaço e dificuldades diversificadas, aumenta também a atenção em re¬lação ao desempenho das duplas: “No começo será um exercício mais para o piloto e depois para o navegador. Perto do final da prova, o trabalho dos dois será o mesmo. O rali será técnico, mas exi¬gindo um pouco mais do que foi exigido até hoje. Vamos treinar o refino dos competidores. Todos terão total condição para andar bem, mas tem que ir Novembro de 2010

Contagem regressiva Além de apoiarem o rali, a Prefeitura de Garuva conta ansiosamente os dias que faltam para a prova. A cidade tem amplo espaço para realização de esportes des-

se tipo, com 503km² de área e so¬mente cerca de 20 por cento é urbanizado. O restante faz parte de zonas rurais e áreas de preser¬vação ambiental. Por esse motivo e suas paisagens naturais que a Prefeitura resolveu apoiar a cau¬sa: “Nossa região é muito bonita e a população gosta desse tipo de esporte. O evento também mo¬vimenta o turismo e o comércio da cidade. Esse foi o primeiro contato, com uma edição tipo de a¬mostra, mas pode ser que no futuro venha se tornar fixa”, afirma Christine Zwetter Teixeira, chefe do setor de Turismo de Garuva. O regulamento da prova, bem como a classificação e inscrições podem ser conferidos no site www.racingsc.com.br. O Campeonato Rally SC tem o apoio Prefeitura Municipal de Garuva, Blumenau sto Maçã, Andardac Hotel, Hankook Pneus, Jeep Clube Guaramirim, Jeep Clube de Jaraguá do Sul, Jeep Clube de Florianópolis, Jeep Clube de Blumenau e Clube do Jipeiro Joinville.

Jeep de Rafael Bolina atolado na lama em meio ao Rally de Sanra Catarina

Rafael Bonilha Bus is in conse dolut as dolum ipient laut apiet faciunte quam, sa que aut aut remoles tionemos quae num alitati asimoditio maiorpo reperi num latecuptatur aspe pliciatur? 13


2 Rodas

Flávio Nachado descendo duna na Superliga de MotoCross

Flávio Machado supera adversidades e é vice-campeão da Superliga de MotoCross

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iloto esteve afastado por 20 dias das pistas, mas conseguiu o quarto lugar da última etapa, garantindo o vice na temporada

Poços de Caldas (MG) foi palco no último domingo (21) da 7ª e última etapa da Superliga de MotoCross. Disposto a brigar pelo vice da categoria MX4, o piloto Flávio Machado da Radiex Team superou todos os obstáculos, e saiu da cidade mineira com o segundo lugar garantido, e após uma temporada de muita disputa, o vice foi muito comemorado. “Fomos para Poços com a missão de brigar pelo menos pelo vice-campeonato, e decidido a fazer valer o esforço de todo o ano, fazendo as contas, tínhamos que chegar ao menos no 5º lugar, para garantir o vice, e isso não foi uma tarefa fácil, pois senti a lesão e a falta de preparo por ficar mais de 20 dias sem treinar. Mas no final deu tudo certo, larguei bem, e me mantive em 3º durante quase toda a prova, terminei em 4º, garantindo o vice”, declarou Flávio, que fez 14

Classificação final Categoria MX4

questão de dedicar a conquista a Radiex, pela confiança depositada desde o início.

1º Wellington Ferreira- 57 pontos

Para o bom desempenho durante a temporada, Flávio contou com produtos de alta qualidade, fabricados pela Radiex. “Contamos com os melhores produtos disponíveis no mercado, e para nós é uma honra representar essa marca nas pistas. Particularmente vejo esse novo Campeonato com bons olhos, pois teve mais acertos do que erros, e uma grande vontade dos organizadores em elevar nosso esporte a outros níveis de visibilidade junto à mídia, sendo importante para os patrocinadores dos atletas e do próprio evento”, explicou o piloto sobre o torneio que teve início este ano.

3º Julio Xavier - 35 pontos

Brasileiro de MotoCross Mesmo não conseguindo participar da penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de MotoCross, Flávio analisa sua participação na prova de maneira positiva. “Esse ano foi o mais competitivo dos últimos anos, fiquei chateado de não ter participado da etapa de Brasília.

14º Ricardo Bicalho - 9 pontos

2º Flávio Machado - 41 pontos

4º Leo Lopes - 27 pontos 5º Dário Jr. - 26 pontos 6º Anísio Clasen - 17 pontos 7º Junior Feitosa - 13 pontos 8º José Neto - 11 pontos 9º Sandro da Rosa - 11 pontos 10º Valdinei Marcolin - 10 pontos 11º Oscar Kleiber - 10 pontos 12º Paulo Monteiro - 9 pontos 13º Rogério Schimitt - 9 pontos

15º Ailton Rodrigues - 8 pontos 16º Ingo Junior - 8 pontos 17º Marcos Evangelista - 8 pontos 18º Renato Carvalho - 7 pontos

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On Road

Novo Kia Sportage

A Gigante das ruas A nova

Surgiram as primeiras imagens sem camuflagem do novo Kia Sportage 2011. Assim como ocorreu recentemente com imagens arquivadas do novo Fiat Uno no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), arquivos registrados na OHMI (agência responsável pelo registro de marcas e patentes válidas nos 27 países da União Européia) vazaram de seus arquivos e caíram na rede.

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Kia divulgou nesta quarta-feira (03) as primeiras imagens oficiais da nova geração do utilitário Sportage. A apresentação ao público do Novo Kia Sportage 2011 acontecerá em março no Salão de Genebra. No Brasil, o modelo será apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo em outubro. Seguindo a nova identidade visual da marca, o Kia Sportage 2011 ganhou linhas bem mais esportivas e modernas. O responsável por criar este novo visual, assim como os últimos lançamentos da marca como o Novo Cerato e Cadenza, é o chefe de design Peter Schreyer, profissional que trabalhou durante vários anos na Audi. O visual é completamente novo. A dianteira traz grade com o novo padrão, semelhante ao do Cerato, enquanto o conjunto ótico tem desenho bem agressivo e com componentes de LED. As linhas das laterais também são bem mais modernas e esportivas do que o modelo atual assim como o desenho da traseira. Por enquanto, a marca não divulgou detalhes técnicos, gama de motores e os equipamentos do Novo Sportage 2011, reservando as novidades apenas para o Salão de Genebra. O que se sabe é que o utilitário compartilha diversos componentes com o Novo Hyundai ix35 (nova geração do Tucson).

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No Brasil, a Kia já confirmou que apresentará a nova geração do utilitário em outubro no Salão do Automóvel de São Paulo, com as vendas começando após o evento. O teto do modelo flagrado também revela um desenho mais arredondado, com uma espécie de caída na parte traseira. A lateral também muda completamente, e nesta nova configuração, a janela espia traseira não existe mais.

A Concorrência

1

Em crescimento no mercado brasileiro, com o sucesso de seus utilitários esportivos, a Hyundai não demorou para lançar o ix35 no país. Ele estreou na Coreia do Sul no último trimestre de 2009, como substituto do Tucson, mas entra agora no Brasil em uma posição superior ao

Segundo o site Kia World, o novo Kia Sportage 2011 será apresentado oficialmente no próximo Salão do Automóvel de Los Angeles e seu lançamento na Coréia do Sul será em fevereiro de 2010. Por enquanto, não existem informações sobre a chegada da nova versão ao mercado brasileiro, mas com a atual estratégia agressiva da Kia por aqui, não será nenhuma surpresa o Sportage 2011 aparecer no Brasil já no ano que vem.

Hyundai ix35

antigo modelo.

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Honda CR-V O CR-V, ao contrário, socializa melhor o espaço. Seu painel de instrumentos tem mostradores grandes que podem ser visualizados até pelos passageiros do banco de trás. E o motorista, que pode ter seu ímpeto no

Compartilhando plataforma e mecânica com o novo Hyundai ix35 (substituto do Tucson), o novo Sportage apresenta um visual mais encorpado que o do modelo que substitui e com linhas menos rebuscadas que as do irmão coreano, além de nítida evolução na qualidade construtiva dos materiais.

acelerador vigiado pelos passageiros.

3

A versão oficial é esperada para o Salão de Genebra, no próximo mês de março. A chegada ao mercado brasileiro está prevista para o segundo semestre deste ano, possivelmente, no Salão do Automóvel de São Paulo.

Tucson Lançado no Salão de Chicago de 2004, o Tucson chegou ao Brasil em 2005. Aqui ele é oferecido em duas versões, 2.0 Diesel manual ou automática e 2.7 V6 GLS automática (com dois pacotes de equipamentos), e seu preço varia de 79500 reais a 128000 reais.

Faróis

Retrovisor

Rodas

Parachoque

A parte elétrica de um jipe é

Comece com uma boa olhada

A primeira verificação deve ser a

A parte elétrica de um jipe é

sempre um ponto crítico. Visto

nos diferenciais, câmbio, tração e

folga. Qualquer coisa acima de

sempre um ponto crítico. Visto

estarem em contato com água

reduzida, eixos e cardãs à procura

1/16 de volta é para se ter cuidado.

estarem em contato com água

e lama e não serem exatamente

de vazamentos. Em carros que

Observe os pivôs nas barras de

e lama e não serem exatamente

blindados, os fios e conexões

não utilizam eixo rígido, observe as

direção, barra estabilizadora (se

blindados, os fios e conexões

sofrem muito desgaste exatame

coifas das juntas homocinéticas.

houver) e terminais de roda.

sofrem muito desgaste

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Dossiê Aventureiros

Reunido o Pelotão Os 4 cross overs mais incréiveis da cetegoria Por Tiago Paschoeto

Ford EcoSport Freestyle

Desempenho 0-100 km/h (s) 12,8 0-1 000 m (s) 34,6 D 40 a 80 km/h (s) 8,6 D 60 a 100 km/h (s) 13,6 D 80 a 120 km/h (s) 25,4 Consumo cidade 6,9 Consumo estrada 9,5 Frenagem de 120 a 0 km/h 71,1 Motor: dianteiro, transversal, 4

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a turma de aventureiros, o EcoSport é o único nascido no segmento, sem versões urbanas. Essa é a maior razão de seu sucesso. Também é o exemplo que o Renault Duster, que chega este ano, como modelo 2011, pretende repetir. E que todos os demais concorrentes tentam ignorar. Criar um modelo novo leva tempo (cerca de três anos) e é caro. Seria mais fácil e barato fazer um aventureiro de um carro que já existe, mas os clientes mostraram preferir a receita da Ford. Essa dianteira histórica do EcoSport, inclusive em vendas, diga-se, se vê às voltas com duas questões. A primeira delas é o preço. Na versão Freestyle, a mais vendida da linha, ele é o carro mais caro da lista que preparamos. O segundo é a idade. Ainda que tenha sofrido uma renovação relativamente recente, que o faz lembrar um Land Rover, o EcoSport atual tem sucessor a caminho. Sua nova geração, desenvolvida sob o código B515, deve chegar no ano que vem, já como modelo 2012. A Ford até poderia pensar em manter o atual como um 20

“EcoSport Classic”, mas a fábrica de Camaçari não comporta isso.

cilindros, 8V, 1 598 cm3, 107/101 cv (A/G) a 5 500 rpm, 15,3/14,5 (A/G) mkgf a 4 250 rpm

Para quem tem o Ford como objeto de desejo e não liga para preço ou desvalorização, o EcoSport Freestyle tem um bom pacote de itens de série. Estão incluídos computador de bordo, retrovisores, travas e vidros elétricos (estes de um toque), direção hidráulica, ar-condicionado, rodas de liga leve e sistema de som My Connection, com Bluetooth, entrada auxiliar e USB e comando por voz. Airbags e ABS? Nem como opcionais. Recheado de equipamentos, o EcoSport ganha o cliente mais pelo estilo que pelo comportamento dinâmico. Ao contrário do AirCross, o aventureiro da Ford faz curvas com um pouco menos de confiança, o que se deve, também, a seu maior mérito: o de ser um modelo desenvolvido para ser como um utilitário. Seu centro de massa, muito mais alto que o dos concorrentes, impõe uma tocada mais contida e cuidadosa.

Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira Dimensões: comprimento, 424 cm; largura, 198 cm; altura, 168 cm; entreeixos, 249 cm; peso, 1 202 kg; portamalas, 296 l Principais itens de série: direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve, faróis de neblina, computador de bordo Preço: 60 830 reais

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Volkswagen CrossFox

Desempenho 0-100 km/h (s) 12,6 0-1 000 m (s) 34,6 D 40 a 80 km/h (s) 7,3 D 60 a 100 km/h (s) 11 D 80 a 120 km/h (s) 19,9 Consumo cidade 6,4 Consumo estrada 8,8 Frenagem de 120 a 0 km/h 61,6

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epois de Ford EcoSport e Hyundai Tucson, quem se dá melhor no mercado de aventureiros é o representante da Volkswagen, o CrossFox, que vendeu 9 512 unidades de janeiro a julho deste ano, segundo a Jato Dynamics do Brasil. Com o carisma reforçado com a nova frente, o CrossFox tem na boa dirigibilidade um destaque. Mas oferece pouco ao consumidor que não está disposto a pagar por opcionais. Os itens de série principais para o modelo são o ABS e os dois airbags dianteiros, além da direção hidráulica, travas, vidros e retrovisores elétricos, computador de bordo e faróis de neblina. Também tem a coluna de direção regulável em altura e distância, que alguns modelos, como a Livina e a Idea, não oferecem nem como opcional. As rodas? São de ferro. E também não conte com ar-condicionado, a não ser que você queira pagar 4 070 reais por ele. Equipando o carro inteiro conforme o modelo que avaliamos, o CrossFox chega a 59 440 reais. É quase o preço cobrado pelo EcoSport, mas com menos espaço interno e um compartimento de porta-malas menor e de abertura mais complicada. Enquanto o EcoSport tem tampa de abertura lateral,

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que permite abrir pelo menos parte dela em espaços reduzidos, o CrossFox tem o estepe instalado em um suporte. E a tampa traseira só abre quando esse suporte é inteiramente basculado. Em espaços de menos de 1 metro, é melhor rebater o banco do carro para retirar compras ou malas do compartimento.

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 8V, 1 598 cm3, 104/101 cv (A/G) a 5 250 rpm, 15,6/15,4 (A/G) mkgf a 2 500 rpm Câmbio: manual, 5 marchas, tração

Além de custar caro pelo que oferece, o CrossFox tem um seguro significativamente mais alto que o dos concorrentes. Ao preço de 2 021 reais, a diferença de sua apólice para a do EcoSport fica em 619 reais. Com esse dinheiro, dá para colocar as rodas de liga leve de aro 15 (460 reais) no CrossFox e ainda sobra um trocado. Se não é lá muito generoso com o consumidor, o aventureiro da Volkswagen pelo menos se comporta direitinho. Em nossos testes, o CrossFox foi bem em frenagem, o que mostra seu bom acerto de suspensão, e em retomada. Consumo, aceleração e nível de ruído estão na média. Aliás, até um pouco acima do que seria de esperar. Sinal da qualidade no acabamento, o nível de ruído do Sandero Stepway é mais baixo que o do CrossFox. Isso se deve, em parte, ao motor 1.6 do Volkswagen, mais áspero que o do concorrente da Renaul

dianteira Dimensões: comprimento, 403 cm; largura, 168 cm; altura, 163 cm; entreeixos, 247 cm; peso, 1 130 kg cm; porta-malas, 260 l Principais itens de série: direção hidráulica, vidros elétricos, travas elétricas, ABS, airbags frontais, faróis de neblina, computador de bordo Preço: 49 890 reais

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Nissan Livina X-Gear

Desempenho 0-100 km/h (s) 11,9 0-1 000 m (s) 33,5 D 40 a 80 km/h (s) 7,9 D 60 a 100 km/h (s) 11,1 D 80 a 120 km/h (s) 17,4 Consumo cidade 7,3 Consumo estrada 10 Frenagem de 120 a 0 km/h 61,4

D

e todos, a Livina X-Gear é a menos aventurada. Não tem suspensão mais alta nem pneus reforçados. Só traz aparência de fora de estrada. Pode-se dizer que ela é o que o C3 XTR foi para a Citroën. E os resultados não são tão animadores. Das 6 465 Livina vendidas de janeiro a julho deste ano, só 947, ou 14,6%, são X-Gear – a Idea Adventure responde por 30% das vendas da minivan. Ainda que não se encaixe bem no que reza o segmento, a Livina se beneficia do fato de ser apenas uma minivan com roupa de safári. O preço de seguro, por exemplo, é o mais baixo: 1 384 reais. E a diferença não se deve a preço, já que a Idea Adventure custa os mesmos 56 900 reais na tabela e tem seguro mais alto. Na prática, a Livina SL X-Gear pode custar até menos, já que ainda há unidades fabricadas em 2009 à venda, oferecidas no site da Nissan a 50 900 reais. Em nossos testes, ela foi o segundo melhor carro em número de quesitos de destaque, atrás só do AirCross. São dela os melhores números de retomada de 80 a 120 km/h, de ruído em ponto morto e de consumo urbano (7,3 km/l) e rodoviário (10 km/l). Ela

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também se destacou nas acelerações e nas frenagens, itens sempre importantes para a segurança e para o prazer ao dirigir. Falando nele, a X-Gear apresenta o mesmo bom comportamento da versão comum. É gostosa de dirigir e seu projeto é moderno, mas não bate o do AirCross. Data de 2006, enquanto o do C3 Picasso é de 2008. A diferença é fácil de perceber: o AirCross tem regulagem de altura de cinto, banco e volante, que também pode ter sua distância regulada. A Livina tem regulagem de altura de volante. E só. E é pouco para um carro nessa faixa de valor, ainda que a Livina X-Gear venha completa, com bancos de couro, freios ABS e dois airbags dianteiros. Por mais gostosa que ela seja de dirigir, é sempre bom poder se acomodar melhor no banco, ajustar o volante para a altura e a distância certas e não ficar com o cinto perto do pescoço nem querendo escapar pelo ombro, dependendo da altura de cada motorista. Por falar em altura, ela fica devendo um vão-livre diferenciado. Menos para condições fora de estrada, mas ele deixa os candidatos a um aventureiro mais valentes diante de valetas e buracos. Neste segmento, emoção conta. E muito.

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, 1 598 cm3, 108/104 cv (A/G) a 5 750 rpm, 15,3/14,9 (A/G) mkgf a 3 750 rpm Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira Dimensões: comprimento, 427 cm; largura, 173 cm; altura, 160 cm; entreeixos, 260 cm; peso, 1 190 kg cm; porta-malas, 449 l Principais itens de série: direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos, travas elétricas, ABS, airbags frontais, rodas de liga leve Preço: 56 900 reais

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Renault Sandero Stepway

Desempenho 0-100 km/h (s) 12,2 0-1 000 m (s) 34,2 D 40 a 80 km/h (s) 7,7 D 60 a 100 km/h (s) 10,5 D 80 a 120 km/h (s) 18 Consumo cidade 6,7 Consumo estrada 8,9 Frenagem de 120 a 0 km/h 63

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e existe algo que se pode dizer da Renault, é que ela aprendeu. Depois de se aventurar pelo segmento dos “fora de estrada leves” com a Scénic Sportway, que tinha até imitações de quebramato e de estribos laterais, a empresa se convenceu de que um aventureiro que se preze tem de ter vão-livre mais alto que a versão comum. E foi isso que ela deu ao Sandero Stepway, que mesmo assim conservou seu maior apelo: o preço. Vendido por 45 690 reais, ele chega a 50 790 em sua versão mais completa, com bancos de couro, ABS, dois airbags dianteiros, rodas de liga leve de aro 16, vidros (nas quatro portas), travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica e toca-CD com MP3 e comandos-satélite. Completão, custa menos do que o Citroën AirCross vai custar básico e menos de 1 000 reais a mais que o VW CrossFox. É a pechincha do segmento, sem concessões à funcionalidade que um aventureiro oferece. Quem faz questão de sinais exteriores mais exuberantes talvez se ressinta da falta do estepe na tampa traseira. Mas, cá entre nós, sorte do Stepway (e de quem o comprar). Essa solução foi criada para utilitários

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de verdade, com tração nas quatro rodas e marcha reduzida, para poupar algum espaço no porta-malas, que já costumava ser pequeno. Na prática, ela expõe um pneu e uma roda cara à cobiça alheia, dificulta a abertura do porta-malas (experimente estacionar de ré depois de fazer compras no supermercado...) e encobre uma área do vidro traseiro, prejudicando a visibilidade. Em nossos testes, o Sandero Stepway se destacou apenas na retomada de 60 a 100 km/h, mas apresentou números médios que o colocam bem em quase todas as situações: aceleração, retomada, ruído e consumo. Ele poderia ter ido melhor em frenagem, mas ainda assim parou antes do EcoSport, que percorreu até 10 metros a mais que seus concorrentes. A boa marca no teste de ruído confirma que, apesar de o Sandero ser considerado um carro de acabamento simples, talvez até demais, ele é bem feito. Não há rebarbas, os plásticos são bem encaixados e o carro passa uma boa impressão geral de montagem e comportamento. Se há um reparo a fazer ao veículo, é o preço do seguro, o segundo mais alto entre os carros desta reportagem: 1 558 reais. A Renault pode trabalhar para melhorá-lo.

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, 1 598 cm3, 112/107 cv (A/G) a 5 750 rpm, 15,5/15,1 (A/G) mkgf a 3 750 rpm Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira Dimensões: comprimento, 409 cm; largura, 175 cm; altura, 158 cm; entreeixos, 259 cm; peso, 1 117 kg cm; porta-malas, 320 l Principais itens de série: arcondicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve, airbags dianteiros e computador de bordo Preço: 45 690 reais

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F4000

Caminhão de Felipe Vivald nas trilhas do Rally dos Sert˜ões

Os

Caminhões no Rally dos Sertões Caminhão da Equipe Ford Racing Trucks/ Território Motorsport foi um dos destaques do evento de agronegócios na última segunda (18) no Credicard Hall

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esmo fora do universo das competições o F4000 Território 4x4, atual Campeão do Rally dos Sertões, é admirado pela sua robustez, resistência e agilidade. O caminhão da Equipe Ford Racing Trucks/Território Motorsport tetracampeão da prova em 2007/2008/2009/2010 foi um dos destaques do evento Melhores do Agronegócio da Revista Globo Rural, na noite da última segunda-feira (18) no Credicard Hall, em São Paulo. Além de marcar presença no evento anual de grande abrangência no mercado de agronegócios, onde a Ford Caminhões atua com relevância, a intenção da montadora, patrocinadora da equipe Território Motorsport há nove temporadas, foi expor o caminhão que tantos títulos conquistou na categoria Caminhões Leves (T4.1) do Rally dos Sertões.

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“Para nós é interessante ter o feedback deste público também, que fica curioso em saber como é um caminhão de rali e como ele enfrenta tantas adversidades de terreno. É gratificante saber que o F4000 4x4, desenvolvidos por nós, ajudou a trazer seis títulos do Sertões para a Ford, sendo os quatro últimos conquistados pela nossa equipe”, afirma o piloto Edu Piano, tricampeão na categoria Caminhões e chefe da Equipe Ford Racing Trucks/ Território Motorsport.

A Concorrência 26 de novembro - sexta-feira Vistoria e Briefing Vistoria das 10h00 às 17h00 Local: Taiwan Centro de Evento

O F4000 Território 4x4, exposto no evento, estreou nos grids em 2007 pelas mãos de Edu Piano, Solon Mendes e Davi Fonseca. O trio venceu por três anos consecutivos o segundo maior rali do mundo com o caminhão que mostrou ser competitivo à altura de fortes adversários e marcas. Em agosto, o mesmo caminhão foi pilotado por Marcos Cassol, Rodrigo Mello e Davi Fonseca e liderou deste o início da prova até conquistar o tetracampeonato para a equipe. A equipe Ford Racing Trucks/Território Motorsport conta com patrocínio da Ford Caminhões, Termicom, Goodyear, Garrett e Cummins e apoio da Cobreq, Revescap, Truckvan, Eaton, Molas Fabrini, Plato Diesel e Knorr-Bremse.

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Rod SP 310, Ribeirão Preto Briefing: às 19horas - Hotel Araucária 27 de novembro - sábado Largada Local: Fazenda Santa Francesca Rod . Anhanguera Km 286

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Aircross

Expedição

Aircross Expedição Aircross segue com destino a região Centro-Oeste do Brasil por Edison Palumbo jr.

N

o sétimo dia, Saindo de Santa Catarina, o ponto mais ao sul por onde a Expedição AIRCROSS passou, nosso comboio cruzou o Estado do Paraná em direção à região central do Brasil. A primeira parada, em São Luiz do Purunã (PR), distrito de Balsa Nova, foi estrategicamente selecionada para que os expedicionários possam recarregar as energias para enfrentar os 6,5 mil quilômetros que restam nessa fantástica viagem.

Chegando ao aconchegante Hotel Fazenda Cainã, cada expedicionário escolheu o que gostaria de fazer para relaxar – jogar futebol, correr, andar de bicicleta, caminhar, jogar tênis de mesa, ou simplesmente ficar apreciando o belo visual. O oitavo dia amanheceu úmido e com aquela neblina densa que anuncia que o sol deve chegar logo mais. Perfeito para as atividades que estavam previstas na Expedição AIRCROSS – cavalgada e escalada. Dessa vez, a divisão dos grupos aconteceu de forma totalmente natural – Carol, Lika, Rafa, Croco e Du escolheram a escalada, enquanto Lu, Guty, Maíra, Cajal e Tatá preferiram a cavalgada. 26

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Expedição

Aircross

A

A aventura da turma da escalada já começou no caminho que dava acesso ao paredão. A trilha íngreme já valeu como um aquecimento para a atividade e proporcionou a visualização de paisagens de tirar o fôlego. No paredão, os expedicionários puderam testar seus limites e descobrir habilidades até então escondidas. Croco foi o mais hábil na atividade, mas Rafa, Du e Lika também não decepcionaram. Para a Carol, não deu, assim como para os especialistas Gabriel e Dalton, que desistiram antes de atingir o ponto mais alto da via. Tudo bem. Eles terão uma nova oportunidade na Serra do Cipó, em Minas Gerais. A turma que escolheu a cavalgada também não se arrependeu. Apesar de curto, o percurso e os cavalos selecionados agradaram muito, até mesmo para os iniciantes no esporte, como Cajal. Criado em fazenda durante toda sua infância, Guty realizou hoje um sonho antigo – montar num cavalo de pelagem pampa (daquele tipo todo pintado). Para Lu, competidora de Três Tambores, a experiência também foi muito bacana e só deixou um gostinho de quero mais para o Pantanal. Depois da agradável passagem por São Luiz do Purunã, era hora de cair na estrada novamente, dessa vez, em direção à região Centro-Oeste do Brasil. A próxima parada: Parque Nacional da Ilha Grande, complexo de ilhas fluviais do Rio Paraná, na divisa do Paraná com o Mato Grosso do Sul. Era hora da turma enfrentar o primeiro acampamento selvagem dessa expedição. Expedição AIRCROSSTodos acordaram bem cedo para enfrentar o mais longo trecho até o momento – 720 quilômetros. Havia ainda um detalhe que poderia inviabilizar a chegada à Icaraíma em tempo de montar o acampamento no Parque Nacional da Ilha 28

Expedição aircross em meio a trilha em Jundiaí

Grande – a BR 376 estava em obras, com diversos trechos funcionando em sentido único, o que aumentaria a viagem em algumas horas. Mas parecia que tudo estava a favor da expedição nesse dia: o céu amanheceu totalmente aberto, sem qualquer sinal de chuva; os pontos em obras já não eram tantos quanto os relatados pela equipe coelho (que sempre faz a viagem no dia anterior para alertar qualquer problema); e o comboio nunca cumpriu tão bem o cronograma de viagem. Mesmo com as várias paradas necessárias durante a viagem, incluindo o almoço na concessio-

nária de Londrina, o tempo de viagem dos expedicionários não foi maior do que o tempo feito pela equipe coelho. Ao nascer do sol, foi mais fácil ver o paraíso intocado em que todos se encontravam – céu limpo, areia fina, vegetação nativa e água muito clara. A falta de luz, banheiro, água, sinal de celular ou conexão à internet, além de obrigar que todos voltassem um pouco às origens, proporcionou um ótimo entrosamento de toda equipe. Às 5h30 da manhã, já estavam todos acordados e prontos para desmontar acampa4x4 & Cia | O Guia Off-Road


mento. Foi o momento de fazer um balanço e está pronta a refeição, que tem os mais dos estragos da chuva que, além de terem diversos sabores. No acampamento, havia colocado a tenda princivários tipos de macarE como matar a fome pal no chão e quebrarão: à bolonhesa, com do algumas barracas, num lugar como esse? A frango e molho branco, deixou várias bagagens ao molho de atum, entre molhadas e campistas maneira mais prática que outros. Se é saboroso? a equipe da organização Bem, isso vai do gosto cobertos de areia. e da fome de cada um. encontrou foi servir Depois de um rápido comida liofilizada, banho no continente, na Noite de tempestade alimento preparado pousada do atencioso Estava tudo muito calmo Pedro, os AIRCROSS pra ser verdade e São por um processo de se enfileiravam novaPedro resolveu dar uma desidratação, que não mente a caminho de apimentada na passaJardim, no Mato Grosso envolve conservantes ou gem da expedição pela do Sul. No meio do perilha. Um pouco antes produtos químicos. curso, uma rápida parada meia-noite, todo da para almoço na concessionária Citroën mundo foi acordado por uma forte chuva, em Dourados e mais 200 km de estrada, que parecia estar disposta a tirar todas as incluindo 130 km de trecho de terra. barracas do chão. A tenda que cobria os

equipamentos e mantimentos trazidos pela organização quebrou e foi preciso bastante gente para impedir que ela fosse pelos ares. Passado o susto, era hora de descansar para estar pronto para mais um dia de estrada. Rumo a Jardim (MS). Às 5h30 da manhã, já estavam todos acordados e prontos para desmontar acampamento. Foi o momento de fazer um balanço dos estragos da chuva que, além de terem colocado a tenda principal no chão e quebrado algumas barracas, deixou várias bagagens molhadas e campistas cobertos de areia. Depois de um rápido banho no continente, na pousada do atencioso Pedro, os AIRCROSS se enfileiravam novamente a caminho de Jardim, no Mato Grosso do Sul. No meio do percurso, uma rápida parada para almoço na concessionária Citroën.

Em Jardim (MS), os expedicionários puderam interagir fortemente com a natureza. Todos nadaram nas águas repletas de peixes do Balneário Municipal, com direito a avistar no fundo do rio um Jaú de 60 quilos e brincar na água rodeados de pacus, dourados, corimbas e piaus. Para as outras atividades, o grupo foi dividido em três – uma parte fez a atividade de flutuação pelo translúcido Rio da Prata, em meio à abundante fauna aquática local, enquanto o segundo grupo conheceu o Buraco das Araras, grande dolina (depressão formada por erosão química), que abriga boa parte das espécies animais da região, entre eles, muitas araras. O terceiro grupo foi escaldo para, no dia seguinte logo cedo, seguir para a Serra da Bodoquena para praticar rapel na Boca da Onça, numa descida de 90 metros de altura, ao lado da maior cachoeira da região. E como matar a fome num lugar como esse? A maneira mais prática que a equipe da organização encontrou foi servir comida liofilizada, alimento preparado por um processo de desidratação, que não envolve conservantes ou produtos químicos. Para comer, basta acrescentar água quente no próprio saquinho, aguardar alguns minutos Novembro de 2010

Expedição aircross em meio a trilha em São Vicente

Rafael Bonilha Bus is in conse dolut as dolum ipient laut apiet faciunte quam, sa que aut aut remoles tionemos quae num alitati asimoditio maiorpo reperi num latecuptatur aspe pliciatur? 29


Capa

O Dakar descobriu a América do Sul em 2009. Topou com uma terra de esplendor em que prosperou, encontrou as suas marcas e que continua a surpreender. A preparação da rota para 2011 deunos a confirmação da capacidade de admiração das paisagens, assim como o potencial esportivo dos terrenos a serem explorados.

por Edison Palumbo jr. | Rubens Alves | Fotos: Mario Augusto

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ENTENDA MELHOR O

RALLY DAKAR

o

percurso - Tem de 8.500 até 15.000 quilômetros, conforme a edição. Ele nunca foi repetido, muda a cada ano e é secreto, sendo apresentado aos competidores somente na hora da largada. Sua característica é de off-road, ou seja, existem obstáculos naturais a serem transpostos, podendo haver trechos onde existe ausência total de vida e de pistas. Este percurso é apresentado na forma de uma Deslocamento - O trechos de deslocamento ou planilha e é dividido em etapas diárias. Todos os dias os competidores estão de ligação são utilizados para se deslocar os paracampados em um ponto e devem chegar no ponto marcado para o acamticipantes através de cidades, ou locais de granpamento seguinte. Estas etapas podem ser divididas em de movimento, ou ainda por reO trechos de trechos de deslocamento e trechos especiais. giões em que não seja possível Planilha ou road book - Mapa com indicações a serem seguidas pelos participantes composto por trechos de deslocamento e especiais de velocidade.É a planilha que contém todas as informações necessárias para se percorrer a percurso, tais como: quilometragem de referência, símbolo de identificação (código tulipa), avisos de perigo, rumo a ser seguido e demais orientações, quando necessárias.

deslocamento ou de ligação são utilizados para se deslocar os participantes através de cidades, ou locais de grande movimento, ou ainda por regiões em que não seja possível manter-se a segurança dos competidores

Código tulipa (desenhos da planilha) - Todas as referências da planilha de prova têm um desenho explicativo da situação que o participante encontrará pela frente, que deverá ser o mais fiel possível dentro do conhecido código tulipa, que consiste em simbologia de fácil percepção. Nos desenhos, a sua posição é representada por uma bolinha, sempre no canto inferior do desenho, e a seta indicará o caminho a seguir, sendo que, quando necessário, na coluna de observações haverá uma descrição da forma de agir ou direção a seguir. Postos de controle - Em pontos estratégicos, definidos e noticiados pela organização, existem fiscais que anotam o horário da passagem de cada participante para evitar cortes de caminho ou utilização de outros percursos paralelos e mais fáceis ou rápidos. Para cada PC perdido existe uma penalidade definida pelos organizadores da prova. Os fiscais anotam se o veículo está no caminho correto, independentemente de seu tempo. O tempo é utilizado apenas para segurança, pois com estas informações a organização tem uma idéia de aonde estão os competidores

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manter-se a segurança dos competidores ou da população local. Para tanto a planilha apresenta um tempo para percorrer este trecho. Este tempo é estabelecido para permitir ao participante cumprir o trajeto com tranqüilidade, mas também com um limite para que a etapa possa ser realizada em menos de 24 horas. Ao chegar ao final do trecho de ligação o participante deverá esperar parado o final deste tempo. As Especiais - As especiais são os trechos contra o relógio, ou seja, os concorrentes devem percorre-lo o mais rápido possível. Os regulamentos atuais da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) limitam estas especiais a 800 quilômetros. Para tanto os carros e caminhões devem ter autonomia para 1.000 quilômetros e as motos para 380 quilômetros, já que as motos podem reabastecer durante a etapa, em pontos definidos pela organização.

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AS NOVIDADES DESSE ANO

N

a Argentina, a corrida visitará cinco novas províncias. A rota virá próxima à fronteira com a Bolívia, levando os competidores até Jujuy, Salta e Tucuman: o mais leal destes gaúchos, terá andado com seu corcel digno de confiança por 17 das 23 províncias do país, no período de três anos.

imediatamente revelou uma cumplicidade espontânea. Diante da catástrofe que atingiu o Chile em fevereiro, o nosso choque logo foi temperado com humildade e dignidade

que nos sentimos pelos nossos amigos latinos americanos. Voluntário e energético, apesar do sofrimento, o povo chileno contam com o Dakar para “enxugar suas lágrimas”. Esperamos ser dignos de tal confiança

O Chile também foi escolhido pelo Dakar para passar suas fronteiras. Do lado de Arica, no extremo norte do deserto do Atacama, os concorrentes estarão mais perto do Peru, para o dia descanso! A experiência na América do Sul não é meramente uma corrida esportiva, mas um meio de troca de culturas também. Além do aspecto esportivo e uma atração para as diferentes regiões do mundo, uma consideração para o Dakar foi sempre o sentimento e o toque humano. O relacionamento que se desenvolveu entre a competição, os concorrentes e as duas nações que o recebe,

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Jeep de Rafael Bolina atolado na lama em meio ao Rally de Sanra Catarina

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01/01 Buenos Aires/Victoria 02/01 Victoria/Córdoba 03/01 Córdoba San Miguel de Tucumán 04/01 San Miguel de Tucumán/San Salvador de Jujuy 05/01 San Salvador de Jujuy/Calama 06/01 Calama/Iquique 07/01 Iquique/Arica 08/01 Dia de descanso 09/01 Arica/Antofagasta 10/01 Antofagasta/Copiapó 11/01 Copiapó/Copiapó

SUSTENTABILIDADE SERÁ FOCO PRINCIPAL DO RALLY DAKAR NA EDIÇÃO 2011

A

parceria entre as equipes do rali e diversos órgãos encarregados nas questões ambientais tem sido continuamente realizada em todas as fases de preparação para o Dakar 2011. “As rotas estão sendo selecionadas, evitando a passagem por áreas ambientalmente mais sensíveis. Além disso, visando a preocupação com o efeito estufa, uma nova avaliação do rastro do carbono foi encomendada, a fim de determinar o nível de emissão de gases”, destacou Klever Kolberg, que na edição passada inovou no mais exigente e perigoso rali do planeta ao ser o primeiro competidor da história do evento a utilizar-se de um veículo movido a etanol. Seguindo a tradição, a prova terá um percurso diferente do anteriores. A largada acontece no dia 1º. de janeiro de 2011 em Buenos Aires, rumo a Córdoba, mas seguindo rumo norte no território Argentino até San Salvador de Jujuy, quando acontece a travessia da Cordilheira dos Andes, e Ca-

lama será a primeira base do rally no Chile. A caravana continua rumo norte, subindo até Arica, próxima as fronteiras do Chile com o Peru e Bolívia. O Deserto do Atacama será o cenário principal das dificuldades, mas na volta à Argentina os competidores enfrentam novamente as dunas e areias finas de Fiambalá, região que sediou as etapas mais difíceis das duas edições anteriores e deixou muitos competidores pelo caminho. “Teremos trechos inéditos, muita altitude, calor e grandes distâncias. Com certeza será um rali muito duro, exigindo muito das máquinas, dos pilotos e equipes. O melhor é estar bem preparado.”, disse Klever. Além disso, segundo Kolberg, a definição adiantada do local e do roteiro facilita a preparação. “Teremos muito mais tempo para trabalhar no carro, para treinar, fazer testes, e também negociar com potenciais empresas interessadas em patrocinar a nossa equipe, que foi a primeira do mundo a correr o Dakar com um carro movido a etanol de cana de açúcar”, destacou o piloto.

12/01 Copiapo/Fiambalá 13/01 Fiambalá/ San Juan 14/01 San Juan/Córdoba 15/01 Córdoba/Buenos Aires 16/01 Chegada

Jeep de Rafael Bolina atolado na lama em meio ao Rally de Sanra Catarina

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O PERCURSO

As categorias no Dakar O Raly Paris-Dakar tem as categorias carros, motos e caminhões divididas da seguinte forma: Carro Duas categorias: Production (veículos originais de fábrica com poucas modificações) e Super Production (carros super preparados, como o Mitsubishi Pajero Full de Klever Kolberg e Lourival Roldan, e os protótipos, no caso os buggies de Jean-Louis Schlesser).

Jeep de Rafael Bolina atolado na lama em meio ao Rally de Sanra Catarina

A

organização do maior rali do mundo já divulgou quais as cidades da América do Sul onde acontecerá cada etapa do Rally Dakar 2011, previsto entre os dias 1º e 16 de janeiro. “Este momento sempre é aguardado com grande ansiedade pelos competidores para que tenhamos uma rápida ideia de quais desafios nos esperam pela frente”, contou André Azevedo, piloto da Equipe Petrobras Lubrax que confirma a sua 24ª participação na prova. Desta vez, a competição percorrerá o norte da Argentina e do Chile. Após a largada em Buenos Aires no dia 1º de janeiro, a caravana do rali seguirá para as províncias de Salta e Jujuy, que fazem fronteira com a Bolívia. Já no Chile, mais etapas no temido Deserto do Atacama esperam os competidores.

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Eles percorrerão trechos do Paso de Jama e do Paso de San Francisco (Argentina), regiões de terrenos e clima complexos. “Analisando o roteiro, vejo que do dia 6 ao dia 12 teremos etapas de areia ou dunas nesta edição do rali, o que o torna ainda mais difícil. Como de costume, a organização do Dakar encontra ainda mais desafios para manter a fama de rali mais difícil do planeta”, explicou Jean Azevedo, também piloto da equipe brasileira Petrobras Lubrax.

Moto Três categorias: Production (Jean Azevedo), Super Production e Experimental. Caminhão Production, onde está André Azevedo e os checos Tomas Tomecek e Mira Martinec.

“Muitos desses trechos que iremos percorrer são inéditos e complicados. Afinal, sairemos de altitudes entre 600 e 800 metros para percorrer locais com 5.000 metros. Isso influirá no rendimento de nossos veículos, bem como na resistência dos competidores”, acrescentou André Azevedo. Mais uma vez, a Equipe Petrobras Lubrax confirma a sua ida ao Rally Dakar em três categorias distintas – moto, carro e caminhão.

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Página 36

Continuação da matéria de capa INFOGRÁFICO - Arte do Alex

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Página 37

continuação da matéria de capa INFOGRÁFICO - Arte do Alex

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RALLY DAKAR NA

Lista de participantes brasileiros Motos * Jean de Azevedo * Rodolfo Mathiens * Sylvio Barros * Zé Hélio Rodrigues Filho Carros * Guilherme Spinelli, Piloto * Marcelo Vivolo, Navegador * Paulo Nobre “Palmeirinha”, Piloto * João Antônio Franciosi, Piloto * Lourival Roudan, Navegador * Sérgio Williams, Piloto Caminhão * André de Azevedo, Piloto * Maykel Justo, Navegador Antigos Participantes * Klever Kolberg, (1988-2007) Piloto/Carros e Motos * Eduardo Bampi, (2006-2007)

AMERICA DO SUL

O

principal dirigente do Rally Dakar, Ettienne Lavigne, confirmou nesta semana a intenção de expandir o maior rali do mundo pela América do Sul em 2012, assim como adiantou o Webventure no fim de outubro.

Concorrência - Embora as negociações com países da América do Sul estejam avançadas, Lavigne afirmou que existem outras alternativas para a prova, como a Arábia Saudita ou mesmo um roteiro retornando à África e passando por Angola, Namíbia e África do Sul.

Em coletiva de imprensa com jornalistas chilenos, Lavigne afirmou ser possível escrever uma nova história do Dakar no continente sul-americano (assim como há uma história da prova na África), com uma rota entre o Rio de Janeiro e Lima, incluindo o Paraguai, Argentina e Chile.

Para a edição de 2011, que começa no dia 1º de janeiro, a organização já tem confirmada a participação de 430 veículos, sendo que 30% são competidores da América do Sul.

A organização do Dakar já fez reuniões com os governos e, inclusive, avaliou possíveis rotas por onde a prova passaria. Segundo Lavigne, a ASO está aguardando um retorno e interesse por parte desses países para poder viabilizar a prova. Ele confirmou que seria muito interessante fazer a largada da prova da cidade do Rio de Janeiro, passando pelo deserto do Atacama, sul do Peru, norte da Argentina e trechos no Paraguai.

O principal dirigente do Rally Dakar, Ettienne Lavigne, confirmou nesta semana a intenção de expandir o maior rali do mundo pela América do Sul em 2012, assim como adiantou o Webventure no fim de outubro. Em coletiva de imprensa com jornalistas chilenos, Lavigne afirmou ser possível escrever uma nova história do Dakar no continente sul-americano (assim como há uma história da prova na África), com uma rota entre o Rio de Janeiro e Lima, incluindo o Paraguai, Argentina e Chile.

Navegador/Carros * Riamburgo Ximenes(2007), Piloto/Carros * Juca Bala, Motos * Dimas Mattos, Motos * Carlos Ambrósio, Motos * Leilane Neubarth, Jornalista e

Jeep de Rafael Bolina atolado na lama em meio ao Rally de Sanra Catarina

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BMW Efficient Dynamics

www.bmw.com.br

PRAZER DEFINE O FUTURO.

Prazer é estar à frente do seu tempo. Conheça o BMW Vision Efficient Dynamics, a expressão mais dinâmica e eficiente do futuro. Com 356 HP, esse carro-conceito possui a força de um esportivo de alta performance e acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Com a mesma velocidade, ele alcança novas marcas de eficiência, com um consumo de 26,6 km/l a 99 g de CO2. O prazer vive o presente, mas já define o amanhã.

PRAZER É BMW.

Puro Prazer de Dirigir


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Jipe Willys carregado até o topo. Desfile é tradição durante a fésta de Guarda Lupe na Colombia

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Internacional

Jipe

Willys Você acha que jipes sofrem na trilha? Então dê uma olhada no que os colombianos fazem com seus velhos Willys

por Marcos Vinícius de Sousa

Q

uando eu era jovem, na Espanha, sonhava em atravessar a América Latina e ver pessoalmente lugares que já havia sentido tão perto do coração, através dos textos de Julio Cortázar, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa, Gabriel García Márquez e tantos outros que libertaram minha imaginação e me levaram a lugares fantásticos. Conforme fiquei mais velho, nunca pensei que teria a oportunidade de visitar a Colômbia e a Macondo de Cem Anos de Solidão (Macondo realmente não existe, mas diz-se que a cidade caribenha de Aracataca inspirou Márquez). Recebo então um convite da Chrysler para visitar Bogotá, e a região de café Quindío, para descobrir a Colômbia: as paisagens, o povo e seu amor pela música, pela boa comida, e pelo Jeep. Hoje, o Jeep é um item de luxo na Colômbia. Afinal, paga 35% de Imposto de Importação, mais 20% por outros tributos. Um Wrangler começa em 112.900 pesos colombianos, cerca de US$ 47.500. O que equivale a um monte de café. Apenas 800 Jeeps são vendidos aqui a cada ano, 120 deles Wrangler. Mas, a partir de 1945, dezenas de milhares de Willys, antecessor do Wrangler, chegaram ao país como parte de um programa de ajuda dos EUA. A maior parte deles era modelo agrícola, com guinchos, enxadas e cabos para puxar máquinas e bombas d’água. Eles deixaram sua marca, e muitos continuam cuidadosamente mantidos. Novembro de 2010

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oi então que Juan Valdés trocou sua mula para um Jeep, ou Yip, como são conhecidos na Colômbia, embora Doyle Dane Bernbach, a agência de publicidade por trás da campanha do Café de Colômbia, preferiria que você não soubesse disso. E Yipao é como os colombianos chamam um “Jeep carregado”, como em Yip “cargao”. E eles são carregados... Ainda que o veículo seja habilitado para transportar meia tonelada, chegam a carregar 2 toneladas, uma arte nascida da necessidade. O Yipao está associado à cultura andina a ponto de ser considerado uma unidade de medida, como um Yipao de bananas (40 a 45 cachos) ou um Yipao de laranjas (20 a 25 sacas). Os Yipaos também são contratados para transportar famílias e seus pertences (em uma viagem), e no transporte público. Por que Jeep? A Colômbia não tinha muitas estradas pavimentadas nos anos 40 e

quando se trata de fazer curvas apertadas nos Andes. Algumas das FJ40 foram alongadas para circular como ônibus.

Armenia foi a primeira cidade a promover um desfile para homenagear o Yipao. Os carros carregados são ainda mais impressionantes quando você percebe que não Entre colecionadores colombianos, o Willys é só uma exibição, mas parte integrante original, o CJ-2A de teto da vida cotidiana das “Colômbia é Paixão”, baixo, é o mais procurapessoas na região de diz a campanha pelo do. A Colômbia também cultivo de café de Quinimportou muitos CJ-3, turismo no país. Paixão dío. Hoje, há desfiles de conhecido como “tapa Yipao em cerca de 30 pela boa comida, por alta” (teto alto), mas as cidades e vilarejos; Arpessoas gostam mais boas risadas, pela música menia e Calarcá são as da versão baixa, de mais populares. (especialmente se for acordo com José Guiltocada alto e você cantar “Colômbia é Paixão”, diz lermo Jaramillo, restaujunto ainda mais alto), rador profissional que a campanha pelo turisvive e trabalha em Camo no país. Paixão pela para a dança e para o larcá. Os funcionários boa comida, por boas Yipao. de sua oficina são carisadas, pela música pazes de fazer cada parte de um Jeep com (especialmente se for tocada alto e você um martelo e chapas de aço. “O mais difícil cantar junto ainda mais alto), para a dança é o painel de instrumentos”, diz Jaramillo, e para o Yipao. Na verdade, o Clube Willys enquanto puxa um de uma pilha de metal. Colômbia organizou, em fevereiro de 2006, É também a parte necessária para poder o maior desfile Willys, com 364 veículos, ganhando um Guinness World Record, que ainda mantém. E a Yipao foi oficialmente declarada “Bem de Interesse Cultural Imaterial do Quindío”. Há 86 Jeeps registrados no desfile, e muitas outras adesões extra-oficiais, como o Jeep Wrangler Unlimited em que estávamos rodando. A maioria deles estava lá para apreciar a festa, mas alguns competiam nas três categorias que reproduzem os usos tradicionais do Jeep: Trasteo ou Coroteo, referente às mudanças de famílias; Agrícola; e Transporte Público.

50. Ainda hoje, há apenas 16.500 km de estradas, dos quais 60% pavimentadas. Em contraste, o Equador tem 43 mil km. A Toyota FJ40 é uma alternativa ao Willys nessas montanhas traiçoeiras, mas seu entre-eixos mais longo é uma desvantagem 44

chamar o trabalho de restauro, porque é onde fica o número de série; o restante pode ser feito em torno dele. Compra-se um velho Willys na Colômbia a partir de US$ 5 mil.

No uso normal, um Yipao pode transportar até 16 pessoas: 3 na frente, 4 no banco de trás, e 8 a 10 de pé na traseira e penduradas nas bordas. Os motoristas de Jeep reúnem-se em praças até formar a lotação e levar os passageiros para seu destino. Na competição, os Jeeps ficam tão lotados que os árbitros exigem que todos estejam sentados, para evitar acidentes. “Todo mundo tem de estar com o dedão do pé no chão do carro”, conta um participante. Na categoria Agrícola, os juízes consideram não só o peso da carga, mas ainda a disposição do cacau, café, iúca, laranja, banana 4x4 & Cia | O Guia Off-Road


ou outros produtos da região. Quando uma família muda de casa, é comum alugar um Jeep para levar seus pertences em uma só carga, incluindo não só os bens materiais, mas também filhos e animais de estimação, junto com a imagem emoldurada de Cristo, como a cereja no topo. É uma verdadeira arte equilibrar tudo isso, o que pode levar várias horas. O que você pode fazer com um Jeep além de carregá-lo com uma variedade incrível de coisas? Truques, naturalmente. Quando as rodas dianteiras estão erguidas no ar, e as traseiras movem o carro, a manobra é chamada de Pique. Neste caso, o motorista pode bloquear uma das rodas e fazer o carro dançar, girando como se perseguisse as pessoas ao redor. E, algumas vezes, o motorista sai do carro enquanto ele se move em duas rodas no meio da multidão. O condutor mal pode ver à frente, e os carros giram a centímetros das pessoas. É a versão colombiana da corrida de touros. O desfile me fez pensar na Espanha, em outras maneiras além das touradas. As pessoas assistindo aos coroteos com imagens do Cristo em cima lembraram-me as procissões da Semana Santa em Sevilha. O ritmo lento da caravana, com frangos pendurados nas laterais dos carros, e as pessoas compartilhando músicas, histórias, risos e aguardente, me levou a pensar na peregrinação a El Rocío, também em Andaluzia. De fato, na Colômbia me senti em casa, como na Espanha de minha infância, mas com novos ritmos (salsa, vallenato, bambuco...) e novos sabores de frutas tropicais (lulo, maracujá, guanábana...). A doce paixão do povo me alimentou mais do que a comida fantástica. As 11 pessoas que dirigem a Chrysler na Colômbia têm em média 28 anos, e decisão de fazer as coisas direito. Apesar dos desafios e dos altos impostos, as vendas de Jeep crescem no país. Será pela tração 4x4 para superar os solavancos na economia? Eu diria que as pessoas é que têm tração integral, embora às vezes elas podem optar por fazer um pique e dançar em duas rodas. Novembro de 2010

O que você pode fazer com um Jeep além de carregá-lo com uma variedade incrível de coisas? Truques, naturalmente. Quando as rodas dianteiras estão erguidas no ar, e as traseiras movem o carro, a manobra é chamada de Pique. Neste caso, o motorista pode bloquear uma das rodas e fazer o carro dançar, girando como se perseguisse as pessoas ao redor. E, algumas vezes, o motorista sai do carro enquanto ele se move em duas rodas no meio da multidão. O condutor mal pode ver à frente, e os car-

ros giram a centímetros das pessoas. É a versão colombiana da corrida de touros. O desfile me fez pensar na Espanha, em outras maneiras além das touradas. As pessoas assistindo aos coroteos com imagens do Cristo em cima lembraram-me as procissões da Semana Santa em Sevilha. O ritmo lento da caravana, com frangos pendurados nas laterais dos carros, e as pessoas compartilhando músicas, histórias, risos e aguardente.

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Destaque

Equipe campea do XVI Rally Mitsubishi

Rally

Mitsubishi Por Leonardo Ciqueira

Acabou a espera. Na fase final da contagem regressiva, a Nação 4x4 faz os últimos ajustes e se prepara para invadir as trilhas brasileiras em abril, quando tem início a temporada 2010 dos ralis Mitsubishi.

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Nesse campeonato, o troféu é secundário. A amizade com outros competidores é melhor do que subir no pódio. Só de correr você já se sente campeão”, conta o mineiro Ângelo Savastano, que há 9 anos participa do rali Mitsubishi Motorsports.

O desafio, que começa pela região Sudeste, leva as emoções do estilo off road em três modalidades - Mitsubishi CUP (velocidade), Mitsubishi Outdoor (estratégia) e Mitsubishi Motorsports (regularidade) -, prometendo um ano de muita diversão e competição sadia. E ainda ganha mais força no segundo semestre, quando em julho começa a temporada Nordeste das competições. Mitsubishi Motorsports - Em grande estilo, a temporada começa no dia 10 de abril, com a largada da 16ª temporada do rali mais tradicional do País, que já reuniu, ao longo desta bem sucedida história, mais de 100.000 pessoas, entre famílias e grupos de amigos, pelas mais diversas trilhas do Brasil “Esse é um dos poucos programas que me permite reunir toda a família. Sairemos da minha cidade em quatro ou cinco carros. Vão os amigos, os filhos, todo mundo”, revela Luis Renato Lopes, piloto de Pouso Alegre (MG), que participa da categoria Turismo , há alguns anos .

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Dividida em três categorias: Graduados (duplas mais expe Premiação - Ao término de cada etapa, as cinco duplas melhor classificadas recebem troféus e prêmios. No final do campeonato, os três primeiros colocados da categoria Graduados dividirão um prêmio em dinheiro de R$43.000,00 Na Categoria Turismo o piloto campeão receberá uma viagem com direito a mais 3 acompanhantes para exótica Patagônia Chilena no Hotel Explora , em Torres del Paine . A melhor dupla Feminina receberá uma viagem para o Costão do Santinho Resort e Spa , na ilha de Florianópolis em Santa Catarina , com mais dois acompanhantes . Na categoria Turismo Light os campeões recebem trofeus e premios especiais em cada etapa . A temporada do Mitsubishi Motorsports Sudeste começa por São Pedro/ SP (10/04) e segue para a cidade de Uberlândia/MG (05/05), Blumenau/SC (29/05), Londrina/PR (26/06), Belo Horizonte/MG (28/08), Itaipava/RJ (25/09) e Ribeirão Preto/SP (27/11). MITSUBISHI OUTDOOR - Em sua 7ª edição, o rali de estratégia Mitsubishi Outdoor volta a reunir equipes em busca de diversão e contato com a natureza. Para André Chiarini, piloto da equipe Ilos Infra, o rali é uma atividade que já integra o dia-a-dia da equipe. “As etapas são consideradas parte das atividades esportivas e sociais do nosso time, tanto que preparamos para este ano uniformes com o símbolo de uma Pajero , adianta Chiarini. Nessa modalidade, o desafio fica por conta das tarefas esportivas e culturais, que permitem aos participantes desfrutar o completo estilo de vida 4x4 em duas categorias: Fun (com tarefas de níveis fácil e intermediário) e Extreme (atividades de níveis intermediário e avançado). Premiação : O Mitsubishi Outdoor não é uma competição , ao final de cada etapa as melhores equipes vencem trofeus e premios especiais . O calendário 2010 do Mitsubishi Outdoor começa também em São Pedro/ SP no dia 10 de abril e continua nas cidades de Uberlândia/MG (01/05), Blumenau/SC (29/05), Londrina/PR (26/06), Itaipava/RJ (25/09) e Ribeirão Preto/ SP (27/11).

Os primeiros na categoria L200 Triton RS são: 1° Reinaldo Varela e Edu Bampi (São Paulo/SP) - 257 pontos; 2º Cristian Baumgart e Beco Andreotti (São Paulo/SP) - 238; 3° Marcos Cassol e Rodrigo Mello (Rio Verde/GO) - 225; 4° Marcos Baumgart e Kleber Cincea (São Paulo /SP) - 182; 5° Amaury Olsen e Marco Macedo (Curitiba /PR) - 165 pontos.

Programação Rally Mitsubishi cup Sexta Feira - 26/11 Vistoria (10h00) e Briefing (19h00) Local: Taiwan Centro de Evento - Rod. SP 310 - Ribeirão Preto Sábado - 27/11 Local: Fazenda Santa Francesca - Rod. Anhanguera Km 286 - Cravinhos/SP 1ª Largada - 08h30 2ª Largada - 11h00 3ª Largada - 13h30 Premiação da prova: 16h00 - Fazenda Santa Francesca Premiação do Campeonato - Taiwan Centro de Eventos

A Mitsubishi de Reinaldo Varela derrapando a pista do Rally

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Nordeste

Copa

Troller Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Copa Troller Nordeste conhecerá seus campeões de 2010 nas categorias Master, Graduados e Turismo.

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ortaleza receberá os melhores pilotos e navegadores da região para a disputa da quarta e última etapa de uma temporada marcada por muito equilíbrio e técnica, sempre com paisagens de tirar o fôlego até mesmo das duplas mais experientes. A programação da prova já está definida e será feita toda no hotel sede, o Porto D’Aldeia Resort, no qual serão realizados: largada, chegada, cerimônia de premiação e jantar de confraternização. As inscrições para a quarta etapa da Copa Troller Nordeste seguem abertas e podem ser feitas pelo site oficial, www.troller.com.br. As atividades oficiais começam no dia 3, com a abertura da Secretaria de Prova e Vistoria Técnica, também no hotel oficial. A primeira servirá para que as duplas que fizeram a inscrição online antecipadamente confirmem a participação com a entrega de toda a documentação necessária, bem como para receber todo o material da etapa, inclusive a camiseta de participação para o dia seguinte. Também poderão ser feitas novas inscrições. Já a Vistoria Técnica será para checar todos os itens de segurança para a prova, um dos pontos principais da competição. A Secretaria funcionará das 14h às 23h, enquanto a Vistoria estará à disposição entre 14h30 e 23h30.

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Ainda na sexta-feira acontecerão os briefings técnicos para todas as categorias. A direção de prova conversará com os participantes para detalhar alguns pontos do percurso estipulado, bem como para tirar dúvidas de última hora. As categorias Master, Graduados e Turismo farão o briefing às 20h30, enquanto a Expedition será 21h30, após a Aula de Navegação marcada para as 21h. No sábado, a partir das 9h, será dada a largada para a quarta etapa do ano, com os pilotos saindo para a trilha a cada um minuto. A chegada do primeiro deverá ser por volta das 14h30. A festividade de encerramento começará às 19h30, com início do jantar a partir das 20h, seguido do discurso de encerramento e apresentação de 2011 às 20h30. A entrega dos boletos dos PC’s ocorre às 21h30, enquanto a previsão de entrega de recurso e começo da premiação é para as 22h00. A cerimônia será encerrada às 23h. As inscrições já estão abertas e os interessados em participar da quarta e última etapa podem acessar a área da Copa Troller no site oficial www.troller.com.br e preencher os dados necessários para a inscrição. Eles terão à disposição o regulamento oficial da competição, que deverá ser lido antes da inscrição. O valor é de R$

100,00 por dupla, que deve ser pago no dia do briefing, na véspera da prova, dia 3 de dezembro, na Secretaria de Prova. O competidor deverá estar atento à documentação necessária para a inscrição, como termo de responsabilidade para navegadores idade mínima de 16 anos - e ‘Zequinhas’ menores de idade (mínima de 12 anos), além da autorização de uso para veículos de terceiros, que também estão disponíveis no site. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da Central Copa Troller, (11) 3075-7926, das 9h às 18h. A Copa Troller 2010 é uma realização da Ford Motor Company Brasil - Divisão Troller, com organização da Speed Sports e supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O patrocínio é de Amortecedores Monroe, ESPN, Gabardo, Bavária, Goodyear, Hipull, com apoio de Troller Acessórios Originais e Webventure. Remoles tionemos Bus is in conse dolut as dolum ipient laut apiet faciunte quam, sa que aut aut remoles tionemos quae num alitati asimoditio maiorpo repe 4x4 & Cia | O Guia Off-Road


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Destaque

Chevrolet

Equinox O crossover compacto da Chevrolet, o Equinox, será apresentado no Salão Internacional do Automóvel de Detroit (EUA). José Henrique Queiros

Conheça outras características: Novo motor 2,4 litros Ecotec, injeção direta l-4, com potência estimada de 259 cv, que apresenta um consumo estimado de 12,75 km/l na estrada, e de 8,93 km/l no tráfego urbano. Autonomia de mais de 800 quilômetros

A

montadora promete que o crossover tem a melhor economia de combustível de seu segmento, rodando na estrada.

Mais econômico que o modelo anterior Inspirado no Chevrotet Malibu sedã e no crossover Traverse, o novo Equinox, apresenta um novo motor de 2,4 litros que promete rodar na estrada aproximadamente 12,75 km/l, 25% mais econômico que o modelo anterior. Esta

característica vem para atender as expectativas dos consumidores americanos em meio à crise econômica e preocupação ambiental. O Chevrolet Equinox será disponível nos modelos LS, LT e LTZ; a tração será dianteira e a integral opcional. Com duas opções de motor: 2.4 de 182 cv e 3.0 V6 de 255 cv, com injeção direta e sincronização variável de válvulas. Oferece única transmissão automática de seis marchas.

com ambos os motores, para abastecimentos menos freqüentes. Seis airbags de série: Airbags frontais duplos, airbags laterais de cortina e airbags laterais instalados no banco para proteção da região pélvica/torácica. Freios a disco nas 4 rodas de série com controle eletrônico de estabilidade

Faróis

Rodas

Retrovisor

StabiliTrak e controle de tração.

A parte elétrica de um jipe

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é sempre um ponto crítico.

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Visto estarem em contato com

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água e lama e não serem

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exatamente blindados, os

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fios e conexões sofrem muito

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desgaste exatame

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Sistema OnStar de série e Rádio com Satélite XM.

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Direção 4x4

Como se livrar das

Enrascadas Por Gustavo Xavier de Oliveira

Para se sair bem em situações difíceis no mundo off-road, é preciso mais do que coragem e espírito de aventura, é preciso conhecimento. Encontre aqui informações preciosas para saber o que fazer em diferentes tipos de situação e terrenos.

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inda na sexta-feira acontecerão os briefings técnicos para todas as categorias. A direção de prova conversará com os participantes para detalhar alguns pontos do percurso estipulado, bem como para tirar dúvidas de última hora. As categorias Master, Graduados e Turismo farão o briefing às 20h30, enquanto a Expedition será 21h30, após a Aula de Navegação marcada para as 21h. No sábado, a partir das 9h, será dada a largada para a quarta etapa do ano, com os pilotos saindo para a trilha a cada um minuto. A chegada do primeiro deverá ser por volta das 14h30. A festividade de encerramento começará às 19h30, com início do jantar a partir das 20h, seguido do discurso de encerramento e apresentação de 2011 às 20h30. A entrega dos boletos dos PC’s ocorre às 21h30, enquanto a previsão de entrega de recurso e começo da premiação é para as 22h00. A cerimônia será encerrada às 23h.

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Mata Fechada

Água

Preste atenção aos espelhos retrovisores e à antena do rádio para não danificá-los no trajeto;

Observe as condições das margens, tanto para a entrada como para a saída do veículo;

Em veículo aberto, o cuidado com passageiros deve ser redobrado, evitando possíveis escoriações com galhos e espinhos;

Assegure que você está com os acessórios para travessia (snorkel): rio com corrente forte é sinal de leito não lamacento. Corrente fraca pode indicar presença de limo macio e profundo;

Caso tenha dúvidas sobre a segurança do trajeto, pare o carro e verifique se embaixo de folhas e troncos caídos existe algum buraco, depressão mais acentuada ou erosão no terreno; Não tente cortar caminho, mesmo com GPS e mapas de boa qualidade em mãos. Tomar essa decisão pode ser desastroso para a natureza.

Verifique a profundidade do rio (o aconselhável é até 50cm de profundidade) e possíveis obstáculos, como pedras e troncos; Certifique-se de que componentes elétricos estão protegidos, com graxa à base de silicone, nas partes mais vulneráveis; Aplique graxa nas partes mais expostas do veículo;

Barro/Lama Faça um reconhecimento a pé para antever problemas;

Vá devagar para evitar a formação de “ondas”na frente do veículo. Depois da travessia, verifique pneus, radiador e funcionamento geral dos componentes. Acione os freios para secar suas pastilhas.

Verifique a existência de paus ou pedras cobertos que possam furar um pneu ou bater embaixo do veículo; Observe a existência de valas profundas em que haja a possibilidade de atolar. Utilize-se de um pedaço de pau ou bambu para medir a profundidade do alagadiço; Mantenha a velocidade baixa e constante; Não acelere demais, isso faz com que os pneus percam a aderência e patinem; Evite passar em facões feitos por outros carros, em especial se forem profundos. Prefira o terreno mais irregular.

Lama Faça um reconhecimento a pé para antever problemas; Verifique a existência de paus ou pedras cobertos que possam furar um pneu ou bater embaixo do veículo; Observe a existência de valas profundas em que haja a possibilidade de atolar.

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Meu Off Road

Land

Rovers Porque eu tenho e gosto dos meus? Mateus Nunes Leitoso

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m 1.972, eu tinha 12 anos, meu para passar, falei ao meu pai - Pai vamos pai (engenheiro politécnico que voltar, não teremos condição de passar - a a vida e o estudo auto-didata correnteza estava muito forte e nem víamos formou) comprou seu primei- a mureta da ponte, que estava submersa. ro LAND ROVER. O motivo da Meu pai então desligou o motor, pegou compra (ou desculpa) foi a aquisição de um uma chave, retirou a correia do ventilador, sítio em Parelheiros, com criação de vacas com um saco de abastecimento de come cavalos, era o sonho bustível, improvisou um de meu pai (o Land e protetor para o distribui“Teremos estradas também o sítio). abertas, trechos de areia, dor (obviamente o Land era gasolina) e as velas barro, piso duro, piso Vim a saber depois de ignição, engrenou (quando me aprofundei primeira reduzida, deu escorregadio, ou seja, nos estudos da marca), carona a diversos pais toda condição fora de que era um Série I 1.955, de família que voltavam estrada possível estará do trabalho (dos ônibus) reformado, adquirido do proprietário da Faróis e, sob aplausos, pasnesta prova. Serão Carello, depois de muita aproximadamente 100 sou pelo rio, água pela insistência. cintura de quem estava quilômetros de trechos dentro (eu) uma sensaUma vez, em 1.973 cronometrados e quatro ção de que o rio iria nos aconteceu que, como horas de rali. Exploramos tragar, mas era impressempre, deveríamos cindível a passagem, a bem a região”. levar ração para os anivida da criação no sítio mais (a região era desdependia disso. provida de recursos na época, telefone e energia elétrica, nem pensar), eles estavam Na volta, repetida a façanha, só que, sem famintos pois uma enchente muito grande a carga, pudemos levar mais gente para o não permitia a passagem de veículos por outro lado. um rio da redondeza. Depois deste Land vieram mais 6, até que, Quando chegamos ao rio, 700 kg de ra- um belo dia (1.974) ele chegou em casa ção, frente do Land apontando para o céu, e me passou as chaves (originais) de mais diversos ônibus e caminhões esperavam um Série I (1.956) que ele havia comprado 56

para mim. Com 16 anos, eu estava radiante de ter um Land, e ainda mais com história, eu era o terceiro dono, isso mesmo, o Land havia sido importado pelo Jóquei Clube com mais outros 20 para uma frota de combate à uma doença, o meu era o utilizado pelo mecânico chefe. Quando a doença se erradicou, o Jóquei Clube vendeu os Landies e o “meu” ficara com o mecânico... Reformamos completamente o “bicho” e eu comecei a fazer trilhas, inicialmente em locais próximos de casa (afinal eu não tinha habilitação e nem idade para tal) no Clube Hípico de Santo Amaro, quantas vezes não atolei, na terraplanagem do que viria a ser o campo de Polo. Habilitação tirada, preparamos uma “grande expedição”, uma viagem longa, fomos a Ubatuba, o Série I (vim a saber depois, um raro 88” - 1.956) rebocando um trailer, pesado, mas o bicho chegou lá e depois voltou, sem problemas mecânicos maiores (a menos de uma troca de embreagem que eu mesmo fiz, por precaução da subida com o trailer). Diversas outras viagens se seguiram (pequenas, a velocidade máxima de um Série I é de 80 km/h). Uma vez fomos a Cabo Frio, filmar um comercial, eu e minha. 4x4 & Cia | O Guia Off-Road


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Revista 4x4  

Projeto de Re-design da revista 4x4 e cia, para o curso de Design Grafico do Centro Universitario Belas Artes

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