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ISSN REVISTA

2019

TFG

ARIEL

-

051

VOL.02

MENDES

CDD

720

NOV/DEZ

DA

2019

SILVA

PARQUE LINEAR

REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇO PUBLICO - PARQUE LINEAR EM MARILIA - SP


REVISTA TFG - ARQUITETURA E URBANISMO [RECURSO ELETRÔNICO]/ NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE DE ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE DE MARÍLIA - VOL 2. Nº 051 (NOV/DEZ/2019) MARÍLIA: UNIMAR, 2019 TRIMESTRAL ENDEREÇO ELETRÔNICO: http://www.unimar.br/cursos/graduação/arquitetura/ ISSN 2019 – 051 versão eletrônica 1.ESPAÇO PUBLICO 2. PARQUE LINEAR 3. LAZER 1.Universidade de Marília – Arquitetura e Urbanismo CDD - 720


REVISTA TFG - ARQUITETURA E URBANISMO UNIVERSIDADE DE MARILIA - UNIMAR ARQUITETURA E URBANISMO.

RISSN 2019 - 051 REVISTA TFG - VOL 2

CDD 270 NOV/DEZ 2019


UNIVERSIDADE DE MARILIA REITOR MARCIO MESQUITA SERVA VICE-REITORA REGINA LUCIA OTTAIANO LOSASSO SERVA PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO FERNANDA MESQUITA SERVA PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO MARCO ANTONIO TEIXEIRA PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO JOSÉ ROBERTO MARQUES DE CASTRO PRÓ-REITOR DE AÇÃO COMUNITARIA FERNANDA MESQUITA SERVA CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO FERNANDO NETTO


UNIVERSIDADE UNIMAR DE MARILIA NDE - NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE · MS. FERNANDO NETTO - Coordenador/Arquiteto e Urbanista · Dr. IRAJA GOUVEIA - Docente/ Arquiteto e Urbanista · Ms. WALNYCE O. SCALISE - Docente / Arquiteta e Urbanista · Ms. SONIA C. BOCARDI MORAES - Docente / Arquiteta e Urbanista · Ms. WILTON F. CAMOLESE AUGUSTO - Docente / Arquiteto e Urbanista NÚCLEO INTEGRADO DE PESQUISA E EXTENSÃO NIPEX Dra. WALKIRIA MARTINEZ HEINRICH FERRER Coordenação CPA - COMISSÃO PRÓRIA DE AVALIAÇÃO Dra. ANDRÉIA C. F. BARALDI LABEGALINI Pesquisadora Institucional COMISSÃO EDITORIAL - REVISTA TFG · Ms. FERNANDO NETTO - Coordenador/Arquiteto e Urbanista · Ms. WILTON F. CAMOLESE AUGUSTO - Docente / Arquiteto e Urbanista · Ms. SONIA C. BOCARDI MORAES - Docente / Arquiteta e Urbanista · Dra. WALKIRIA MARTINEZ HEINRICH FERRER – Coordenação · FERNANDO MARTINS - Jornalista / MTB 76,753 COORDENAÇÃO - ARQUITETURA E URBANISMO · Ms. FERNANDO NETTO - Arquiteto e Urbanista


ARIEL MENDES DA SILVA DISCENTE DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO UNIVERSIDADE UNIMAR DE MARILIA


WALNYCE O. SCALISE DOSCENTE DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO UNIVERSIDADE UNIMAR DE MARILIA

FERNANDO M. NETTO COORDENADOR DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO UNIVERSIDADE UNIMAR DE MARILIA


SUMARIO

RESUMO INTRODUÇÃO CONCEITOS HISTORIA LEGISLAÇÃO PROJETOS TERRENO PARTIDO ARQUITETONICO MEMORIAL JUSTIFICATIVO CONCLUSÃO CONCLUSÃO TFG - 2019 UNIVERSIDADE DE MARILIA.


REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇO PUBLICO

RESUMO Os parques lineares surgem internacionalmente no final do século XIX, início do século XX com o final da segunda guerra mundial e com a urbanização em massa, nacionalmente é um projeto ainda recente que já tem com os exemplos parques no brasil com o intuído de ocupar vazios urbanos ou resolver problemas de enchentes ou APP’s- Áreas de Preservação Permanentes, essas que o código florestal atual tenta proteger, com algum custo. Em suma, a pesquisa prevê conceitos de requalificação e espaços públicos, abordados no conteúdo do texto, bem como a evolução histórica desses espaços e legislações pertinentes que servirão de base para desenvolver a proposta. Portanto, as definições de requalificação, de parques lineares e das características do terreno escolhido e sua história representam os principais pontos da pesquisa. O espaço público em analise já é um centro de esporte abandonado pelo poder público e que, atualmente não apresenta nenhum aproveitamento do mesmo, sendo essa uma característica que se encontra em diversas cidades, pequenas ou grandes. Áreas de preservação permanente são frequentemente utilizadas de forma irregular e com apropriações indevidas desses locais. A pesquisa mostra que algumas características do código florestal permitem que essa área seja melhor aproveitada e mantida, realmente como uma área de preservação. A requalificação do local busca manter como base e característica geral o que já existe, agregando acessibilidade e conforto para utilização do mesmo com total proveito.

PAVIMENTAÇÃO, ILUMINAÇÃO E UM PAISAGISMO MAIS LEVE SÃO PONTOS LEVADOS COMO PRINCIPAIS PARA O PROJETO DE UM PARQUE.

ARIEL MENDES DA SILVA - TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO


REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇO PUBLICO

Pavimentação, iluminação e um paisagismo mais leve são pontos observados como primordial importância para o projeto de um parque. No contexto geral a pesquisa mostra que é possível requalificar os espaços degradados e abandonados, integrando lazer e descanso, mantendo as características próprias do local, melhorando o microclima e preservando áreas com uma forma arquitetônica mais livre e sustentável. O parque linear é um novo conceito que surge para definir áreas urbanas de convívio público, em contato com a natureza, explorando possibilidades de convívio e qualidade de vida em sociedade.

ABSTRACT Linear parks appear internationally in the late nineteenth century, early twentieth century with World War II and mass urbanization, nationally is an even more recent project that already has shows in Brazil to occupy urban leaks or solve problems or APP- Permanent Preservation Areas, these codes that the current forest code attempts to protect at some cost. In short, a research on concepts of requalification and public spaces, addressed the text content, as well as the historical evolution of these spaces and relevant legislations on the use of the basis for the development of a proposal.


REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇO PUBLICO

Therefore, as definitions of requalification, linear parks and features of the chosen terrain and its history represent the main points of the research. The public space under analysis is already a sport center abandoned by the government and that currently has no use of it, a resource that can be found in several cities, small or large. Permanent preservation areas are often used irregularly and with misappropriation of these sites. Research shows that some features of the forest code allow it to be best exploited and maintained, really as a conservation area. The requalification of the local search keep as a base and the general or existing resource, adding accessibility and comfort to use it to the full advantage. Paving, lighting and lighter landscaping are some of the points noted as of prime importance for park design. No general research context shows that it is possible to requalify degraded and abandoned spaces, integrating leisure and rest, maintaining local characteristics, improving the microclimate and preserving areas with a freer and more sustainable architectural form. The linear park is a new concept that defines urban areas of public life, get in touch with nature, exploring the possibilities of living and quality of life in society.

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INTRODUÇÃO Um projeto para requalificar qualquer espaço público possibilita a reutilização de uma área abandonada, projeta um maior conforto e valorização do entorno e o que antes era inutilizável e até uma área problemática, torna-se o local mais procurado da cidade para lazer. Historicamente os parques surgem no final do século XIX, decorrente de problema com o crescimento urbano sem controle, em meio a alta expansão e a pouca preocupação com os vazios urbanos transformando-os em áreas de lazer, surgem os projetos dos grandes parques como Central Park.  A acessibilidade tem que ser possível por todos os locais, o estico contemporâneo e as propostas utilizadas como base para o parque também são peças principais para um ponto objetivo, que é manter a característica do local que foi formado pelo crescimento urbano, e criar um espaço de uso público, o centro esportivo e o centro comunitário são importantes pontos principais do projeto.

O artigo tem como base um projeto para evitar que haja descasos com esses vazios urbanos, que sejam utilizados para pratica de convivência social, esses espaços podem mudar totalmente o desempenho da comunidade ou quando desenvolvido com projetos de uso a longo prazo, tem como ideia propor um impacto visual para a cidade muito confortável. A requalificação da área tem como resultado transformar o visual negativo que uma área pública, uma praça, valorizando todo o ambiente que passa ao redor da área destinada ao modelo com nova pavimentação, iluminação e mobiliário urbano. Um terreno abandonado pode se transformar em um parque.

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CONCEITOS

REQUALIFICAÇÃO

A A requalificação descreve o processo de reconversão dos espações urbanos; seja eles vazios ou degradados pelo tempo ou descaso, “requalificação”, “revitalização” ou até “reforma” são os mesmos termos que buscam aproveitar novamente uma área que tem potencial e oferece possibilidades de aplicação de uma intervenção urbana. Dentro de uma visão sistêmica, segundo Andrade (2005) os principais princípios de sustentabilidade ambiental aplicados através da morfologia urbana de Daucey e Peck no Canada são, entre outros, o adensamento de áreas centrais, a revitalização urbana, a aplicação de mobilidade sustentável, aproveitamento de fontes de energia renováveis assim como proteção ecológica de áreas sensíveis para uso de drenagem natural.  Principal característica da proposta de requalificar um espaço público ou um edifício que tem uma história a ser preservada, é manter as características ou o contexto na qual já existe no local, não mudar totalmente esses padrões.  Hoje com a valorização dessas áreas e o grande desenvolvimento sustentável e aproveitamento dessas áreas vazias, junto com o grande reaproveitamento das fontes naturais (agua e energia), tornasse uma potencialidade paisagística.   Requalificação de espaços começa a se destacar principalmente para o resgate de edifícios históricos, reestruturando áreas centrais, desenvolvendo e privilegiando o comércio da área modificada.

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CONCEITOS CONCEITO DE PARQUE

De acordo com Kliass (1993) os parques são espações públicos com predominância de elementos naturais, de cobertura vegetal, utilizado para o lazer. Hoje os vazios urbanos, são prontamente áreas verdes que se caracterizam pela grande vegetação, preservando o meio ambiente natural. O maior problema é quando essas áreas não tem o cuidado, a manutenção ou a atenção da população por estarem em estados degradáveis.  O grande parque público urbano passou a ser a resposta logica as condições ambientais degradantes das cidades industriais bem como um componente do planejamento das cidades do século XIX. (Sun Alex, 2008)  Áreas de preservação permanente são pontos que se devem mais ter o cuidado e a preservação ecológica, visto que essas áreas sempre estão relacionadas com a drenagem de agua ou até mesmo condução do fluxo d’agua como no terreno apresentado para requalificação. O local desenvolvido para o projeto, por ser um fundo de vale, consiste em uma área totalmente arborizada em volta da canaleta formada pelo escoamento d’agua.  Essas áreas em geral, sejam cobertas ou não, tem função principal preservar os recursos híbridos, biodiversidade e fauna; além de estética e paisagem pode também assegurar o bem-estar do homem.  O termo parque, praça e jardim aparece junto com o surgimento das cidades pós-idade média, assim os espaços decorrentes do crescimento da cidade (os vazios urbanos) hoje são locais característicos de lazer e convívio.

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CONCEITOS

PARQUE LINEAR

Os parques lineares, tem como característica seguir um eixo, seja ele uma ferrovia, uma rodovia e ou um curso d’agua, tendo uma continuidade e integração com a fauna e a flora com o ser humano, cada vez mais comuns em requalificações de áreas extensas que são desapropriadas como: favelas, linhas de ferrovias abandonadas, assim se torna uma recuperação ambiental e também uma área de convivência, esses novos parques como solução integram lazer e meio ambiente. No início do século XIX, temos o surgimento dos primeiros projetos de parques lineares, planos de áreas verdes para os vários urbanos, o primeiro parque Birkenhead Park, proposto por Joseph Paxton, no ano de 1843, na Inglaterra.  Olmsted e o arquiteto inglês Calvert Vaux entre 1887 e 1895, planejaram o Emerald Necklace, esse é considerado ainda um dos maiores parques lineares já construídos, o projeto do parque compõem um arco completo ao redor das cidades de Boston e Brookline de aproximadamente 7,2 quilômetros.

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CONCEITOS

PARQUE LINEAR

Para Sun Alex (2008) praças, ruas, jardins e parques constituem um conjunto de espaços abertos na cidade, que, nem sempre verdes (farta vegetação), correspondem ao ideal de vida urbana em determinado momento histórico, não podendo ser tratados apenas como uma questão de diferente escala. Uns dos principais objetivos do parque linear hoje nacionalmente é assegurar a permeabilidade do solo em áreas de várzea. A proposta para parques lineares nacionais tem como tendência preservar áreas de preservação e requalificar espaços públicos abandonados.

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CONCEITOS ESPAÇO PUBLICO

Os parques como espaços públicos, são de importância extrema no contexto urbano local, a comunidade que convive em um contexto urbano hoje tem por direto usufruir de um parque público, que na maioria das vezes, estão em estados degradáveis e impossíveis de serem utilizados, outa parte desses vazios urbanos até mesmo parques já construídos estão sendo ocupados ou até já apropriados por dependentes ou mesmo moradores de rua. O espaço público na cidade assume inúmeras formas e tamanhos, compreendendo desde uma calcada até a paisagem vista da janela, assim possibilitar uma melhor socialização, também abrangem lugares projetados para o uso cotidiano.  De acordo com Sun Alex (2008) a palavra “publico” aponta e caracteriza todos os locais que concretizam esses espaços abertos e acessíveis, sem exceção, a todas as pessoas.

AREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP)

UNascentes, lagos, riachos e fundos de vales são preservados pelo Código Florestal Brasileiro, essas áreas são denominadas como Áreas de Preservação Permanente – APP. A resolução do Conama n° 303 de 2002 dispões parâmetros e definições para as Áreas de Preservação Permanente, previstas no Código Florestal, pois o artigo 3º, inciso I, da Resolução é praticamente idêntico ao artigo 4ª, inciso I, do Código. (CONAMA, 2002). Por sua vez, a resolução CONAMA nº 369 de 2006 regulariza alguns casos de APP em áreas urbanas, dispondo sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente – APP.

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CONCEITOS FUNDO DE VALE

Fundo de vale é caracterizado por toda a área que se tem canalização de aguas fluviais, e escoamento até o Itambé no final do parque. Hoje o terreno do Itambé marca o limite da cidade de Marilia – SP. Essas áreas geralmente são canalizadas e se tem uma pavimentação por cima da mesma, em alguns locais se projetam vias de fluxo alto de veículos pesados causando sempre uma manutenção na pavimentação, mesmo que realizada de forma correta não tem resistência suficiente para manter o material. O fundo de vale é o ponto mais baixo do terreno ou do contexto urbano, aonde o relevo tem o maior acidente. Esse ponto sempre forma uma calha que recebe as aguas fluviais, de calhas segundarias e que escoem da chuva.  Quando se canaliza essas áreas e se tem pavimentação de vias por cima, em tempos de grandes chuvas o dimensionamento errado dessas canalizações não suporta escoar toda a agua, provocando os alagamentos de centros urbanos como consequência.

As As áreas de preservação apresentam condições ambientais favoráveis, sendo assim, é o lugar onde se deve estimular a preservação ou os usos que valorizem as condições naturais existentes.. TFG - 2019 UNIVERSIDADE DE MARILIA. PAGINA 18


CONCEITOS ACESSIBILIDADE

Qualquer lugar projetado necessita ser acessível, e essa condição ela não se caracteriza apenas fisicamente. Uma praça ao redor de um ambiente poluído visualmente inibe a existência da mesma. De acordo com Sun Alex (apud Stephen Carr, Public Space, 1995) pode-se classificar três tipos de acessos em espaços públicos como físico, visual e simbólico ou social. Acesso físico engloba a ausência de barreias em seu acesso (construções, plantas, agua, etc.), também considerando a localização as aberturas de acesso e saída, condições de travessia e qualidade dos trajetos.

Acesso visual, ou visibilidade, define a qualidade do primeiro contato do usuário ao lugar. Uma praça no nível da rua, visível de todas as calçadas, informa aos usuários sobre o local sendo mais adequado para o uso. Acesso simbólico ou social refere-se a presença de sinais que sugerem quem é e quem não é bem-vindo ao lugar. Portaria nos acessos também podem indicar segurança para muitos e intimidação e impedimento para outros. Construções e atividades que exercem controle social de acesso, como comercio, são conjugados para atrair ou inibir determinados públicos.

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CONCEITOS

CANALIZAÇÃO

A canalização do fundo de vale vem como solução de um problema que é o escoamento dessa cauda de água pluvial que fica em descarte natural até o Itambé. Canalizar o escoamento de água pluvial não prejudica o meio ambiente, o parque sobre essa canalização evita que uma possível pavimentação de vias no local venha a causar um impacto maior no meio ambiente. No projeto implantamos a ideia de canalizar dois blocos e manter toda a área com a maior drenagem natural possível já existente. Os blocos 2, 3 e 4 que propomos a canalização tem apenas as vias já existentes e as edificações propostas não se encontram com a área canalizada.  Pavimentar um terreno que se tem no subsolo a canalização desse fluxo de agua, pode em dias de muita demanda de chuva causar enchentes alagar o perímetro urbano ao redor. O parque no local de escoamento evita esse problema futuro, mantém a vegetação local que ajuda na impermeabilização da agua no solo.

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CONCEITOS ITAMBÉ

OA cidade de Marilia por ser em uma malha de topografia acentuada, é cercada por paredões que chegam a 60 metros de altura conhecidos como Vales do Itambé. Esses paredões e vales localizado na cidade são uns dos maiores pontos de discussão para os moradores e a gestão da cidade, o mesmo está previsto para ser um parque ou um centro de lazer e cultura da cidade no plano diretor, porém não existe nenhum projeto ou algo que se venha a ser utilizado naquela área, somente o descarte e esgoto e escoamento de aguas pluviais.  O projeto para a área, seria até de valorização de parte do mesmo, já caracterizando para esse possível aproveitamento futuro do Itambé.

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HISTÓRIA

INTERNACIONAL

Os primeiros parques e as antigas praças têm sua origem latina, e assim se caracteriza um espaço de encontro e convívio público, urbano por natureza.  Grandes parques com grandes arquitetos começam a surgir como: Brow (17151783), Repton (1752-1818) e Olmsted (1822-1903) surgem então os grandes parques que até hoje são referência como o Central Park (Nova York, 1858) e padrão para revitalizações feitas na atualidade.  Os parques que se projetavam era totalmente funcional e tinha como princípio interligar áreas ou cidades mais afastadas.  Em 1868 eles realizaram o primeiro projeto de parques interligados na cidade de Buffalo e um Parkway no estado de Illinois, unindo o subúrbio Riverside a Chicago e, entre 1887 e 1895, planejaram o Emerald Necklace, considerado uns dos parques lineares, compondo um arco ao redor das cidades de Boston e Brookline de aproximadamente 7,2 quilômetros.  Após esse crescimento e desenvolvimento do estilo de aproveitamento dos espaços vazios no meio urbano, o desenvolvimento do mesmo previsto em planos diretores passou a ser mais frequentes, assim a ideia passa a ser explorada em vários territórios.

NACIONAL

Os parques lineares no Brasil começam a surgir no final dos anos 1990, como partes de programas para recuperação ambiental ao longo de rios e lagos, esses parques então passam a ser inseridos como espaços para pratica e recreação, geralmente corredores de longas distancias, tais como canais, trilhas ou estradas abandonadas.

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HISTÓRIA Com o passar do tempo esses parques aparecem cada vez mais próximos as áreas de lagos e em paralelos com avenidas. Rede de parques, baseada em conformações naturais, como vales ou pela união de parques lineares com outros espaços abertos, compondo estruturas verdes alternativas. No Brasil, os parques lineares solucionam os problemas com enchentes e falta de bacias para acumulo, controle e escoamento de aguas pluviais, no controle das áreas de preservação permanente e requalificação de espaços públicos.

De acordo com Galender (2005), o conceito de parque linear difere do de parque isolado, de desenho geométrico regular e limites finitos. Através de planos urbanísticos, o parque linear busca traçar a cidade de maneira contínua, conectando espaços edificados e espaços abertos..

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JUSTIFICATIVA Implantar um parque linear no acesso a cidade de Marilia-SP, para promover um maior impacto visual, promover integração social, maior qualidade de vida e serviços públicos de lazer. Existem espaços que possibilitam esse projeto, ou requalificação, desses acessos sem mudar sua característica ou até mesmo melhorando sua fachada.  Segundo Magalhães (1996), o solo das cidades também tem sido deteriorado pela edificação, por práticas culturais incorretas que agravam a sua perda por erosão, por contaminação e pela redução de seus índices de fertilidade.  Nessa perspectiva, tornam-se prioritárias reservas de áreas permeáveis nos meios urbanos. Por isso esses terrenos têm se propagado cada vez mais como medidas preventivas e/ou corretivas nos estudos de impacto ambiental.  Hoje no plano de Marilia, o centro esportivo onde se localiza a maior área do futuro parque, esta citado como ativo, e esse estado não e o real do local, a proposta de requalificar vem para devolver mais um local de lazer a cidade que está em abandono.  A requalificação está dentro do código florestal que visa proteger esses locais, por mais que só o Itambé se mantenha preservado, olhar para a área e ter esse contato já de vegetação e posteriormente ver o Itambé, se tornaria um cartão postal para a cidade.

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OBJETIVOS GERAIS

Em vias de especificações para o projeto, temos como proposta a canalização do fundo de vale e requalificação dos espaços transformando em praças, mantendo o fluxo de agua e evitando a pavimentação ou construção de edificações por cima da mesma que acaba sendo uma das maiores problemáticas da urbanização atual. As áreas destacadas com pouca manutenção e até mesmo algumas com nenhuma, mostra o descaso geral com as praças públicas sendo elas, responsáveis pela convivência social publica da comunidade, interagindo diferentes culturas.  A requalificação tem apenas um objetivo, sendo alterar o espaço para que facilite o uso de uma área pública abandonada, disponibilizando o espaço para todo a comunidade residente ao redor do parque. Assim a área valoriza economicamente e em vias gerais se tem a satisfação social promovendo um local para atividades recreativas, além de manter e não prejudicar o reflorestamento urbano e todo o microclima.  Espaços para lazer e uso público seguindo uma linha contemporânea de arquitetura, segurança e iluminação ao longo do percurso para caminhada no interior do parque, além dos espações de alimentação e convívios ao longo de todo o parque.

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OBJETIVOS

ESPECIFICOS

Existem espaços que possibilitam esse projeto, ou requalificação, desses acessos sem mudar sua característica ou até mesmo melhorando sua fachada. O modelo proposto tem como base a atual situação do espaço, que se tem alto potencial de uso público e está em total abandono, manter essa identidade já existentes da praça conservando o seu contexto histórico, o pouco custo e manutenção futura da mesma, e entregar o maior aproveitamento da área para a população. Esse modelo pode começar a ser seguido em diversas praça como o estudo mostra e tendo o melhor resultado visual da cidade. O plano diretor da cidade Marilia - SP prevê a proteção dos Itambé como área de preservação, sendo assim a ideia do parque para o local, é facilitar o escoamento das aguas e a implantação do parque caracteriza e se tem o início da urbanização das áreas do Itambé. A problemática é facilmente solucionada com a continuação da canalização do escoamento até o Itambé, a mesma não romperia com a vegetação e o projeto do parque protegeria a área, visto que com o tempo a mesma não existira no descaso que está.  Assim no projeto, a canalização, o centro esportivo e o centro comunitário promovem a valorização do entorno, agrega ainda mais para socialização, saúde e o lazer para moradores da cidade de Marilia. TFG - 2019 UNIVERSIDADE DE MARILIA. PAGINA 26


LEGISLAÇÃO

CODIGO FLORESTAL

O Código Florestal Brasileiro vem sendo seguido e protegendo parte da mata nos meios urbanos e no contexto em geral criado Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, após polemicas e pedidos de reforma no código em 1990, o código passou a ser regulado pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Mas, em outubro do mesmo ano, ele foi alterado pela Lei nº 12.727, de 17 de outubro de 2012. Independentemente de suas alterações, nele são estabelecidos limites de uso da propriedade, que deve respeitar a vegetação existente na terra, considerada bem de interesse comum a todos os habitantes do Brasil.

Dentro do mesmo existem alguns artigos que caracterizam as Áreas e Preservação Permanente; Art. 8º. A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei. § 1º. A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes, dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. A intervenção prevê totalmente o caráter de preservação da área a de modo que esteja ao total uso da população e seja realmente de interesse social.

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LEGISLAÇÃO

CODIGO DE OBRAS DE MARILIA

No código de obras e edificações do município de Marilia, lei complementar nº 42, de 25 de dezembro de 2014, Art. 37 - Consideram-se compartimentos especiais aqueles que apresentam características e condições referentes a uma destinação específica podendo ser, entre outros: I - Auditório e anfiteatros; II - Museus e galerias de arte; III - Locais para duchas e saunas; IV - Garagens.   Ainda no código, Art. 71 - As lanchonetes e bares estão sujeitos ainda às seguintes exigências:   I - Os locais destinados à venda ou consumo não poderão comunicar-se diretamente com as instalações sanitárias e com locais insalubres; II - Os compartimentos destinados ao preparo de alimentos deverão ser separados da parte de venda ou consumo, obedecidas normas técnicas pertinentes; III - os estabelecimentos com até 250 m² deverão dispor de instalações sanitárias dotadas de um lavatório e um vaso sanitário, separados por sexo, para uso público, obedecendo os de área superior a 250 m², às exigências do Código Sanitário Vigente no Estado de São Paulo; IV - Os compartimentos para despensa ou depósito de gêneros alimentícios deverão esta ligados diretamente com a copa ou cozinha respeitadas as normas técnicas pertinentes.

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LEGISLAÇÃO

LEI DE ZONEAMENTO

Na planta de zoneamento de Marilia anexada junto ao código de obas, o terreno se encontra na ZEC 3 (zona especial de corredores – vias de apoio), pode ser aplicado construção residencial, comercial e serviços públicos ou privado a mesma prevê sempre estacionamento para os locais públicos e de serviço.

PLANO DIRETOR, LEI COMPLEMENTAR N

°

674

O plano diretor da cidade de Marilia, lei complementar n° 674, de 29 de abril de 2013, não possui caractere especifico de habitação publica para o local, visto que o mesmo é uma consequência do crescimento urbano, que por um lado também não teve muito do plano diretor aproveitado. As propostas existentes no plano diretor para a área do projeto, é o centro de interesse urbano no Itambé, que inicialmente previsto, se tornaria um grande parque público nos grandes picos de Itambé que existe na cidade.  Art. 46. A Zona Especial de Interesse Ambiental - ZEIA, denominada Parque dos Itambés, é caracterizada como Área de Proteção Permanente, nos termos do art. 2º da Lei federal nº 4771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal), ficando definida como a área caracterizada pela ocupação de mata atlântica e presença de escarpas que definem a linha de ruptura topográfica, separando planalto e planície, destinadas à proteção e recuperação da paisagem e do meio ambiente.  Hoje a situação não é a prevista no plano diretor, o mesmo é apenas local para descarte de esgoto muita das vezes, e escoamento de agua pluvial.

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LEGISLAÇÃO

NBR 9050 – 2015

Na Norma Brasileira – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (NBR -9050) se tem a preocupação com áreas como parques e praças, visto que o mesmo por serem locais públicos e de acesso em geral tem como fundamental esse acesso. Temos no artigo “10.13 Parques, praças e locais turísticos” alguns pontos que são fundamentais para o projeto do parque. 10.13.1 Parques, praças e locais turísticos que possuam pavimentação, mobiliário ou equipamentos edificados ou montados devem ser dotados de rotas acessíveis.  10.13.2. Nos locais onde as características ambientais sejam legalmente preservadas, devese buscar o máximo grau de acessibilidade com mínima intervenção no meio ambiente.  10.13.3 O piso das rotas acessíveis deve atender às especificações contidas em 6.3.  10.13.4 Pelo menos 5 %, com no mínimo uma, do total das mesas destinadas a jogos ou refeições devem atender ao descrito em 9.3. Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10 % sejam adaptáveis para acessibilidade.  10.13.5. Quando se tratar de áreas tombadas, deve-se atender ao descrito em 10.1 e 10.2.

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ANALISE DE PROJETOS

CENTRAL PARK

O parque em Nova York tem uma área de 341 ha, e está localizado na cidade de Manhattan. É o cartão principal da cidade por ser um enorme parque no meio de uma floresta e aranha céus. Em 23 de maio de 1963 foi conhecido como um marco histórico nacional. O parque foi projetado pelo paisagista Frederick Law Olmsted e pelo arquiteto inglês Calvert Vaux em 1858, os dois participavam de um concurso de arquitetura e paisagismo.

O parque em Nova York tem uma área de 341 ha, e está localizado na cidade de Manhattan. É o cartão principal da cidade por ser um enorme parque no meio de uma floresta e aranha céus. Em 23 de maio de 1963 foi conhecido como um marco histórico nacional. O parque foi projetado pelo paisagista Frederick Law Olmsted e pelo arquiteto inglês Calvert Vaux em 1858, os dois participavam de um concurso de arquitetura e paisagismo.

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ANALISE DE PROJETOS Para o planejamento do mesmo, o crescimento da cidade em 1855 foi o principal influenciador, pensando em um lugar aberto para lazer do nova-iorquinos, assim no centro da cidade um enorme parque com um reservatório e um lago que divide o mesmo em dois setores, os reservatórios e os lagos servem para manter a vida da vegetação existente no local.

Central Park (Nova York, 1858)

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ANALISE DE PROJETOS

PARQUE MADUREIRA

O parque conta com 450 mil metros quadrados de área, e foi inaugurado em 23 de junho, a ampliação do projeto aconteceu em 2015, se tornando o terceiro maior parque da cidade. Localizado nos fundos do Madureira Shopping entre as ruas Manuel Marquês e Conselheiro Galvão.

A proposta para uma área verde no Rio, era necessária pela sociedade e prevista no plano diretor desde 1982, realizado apenas pela desocupação do local que hoje é o parque. Os lagos artificiais ao longo do parque vêm para sanar o problema de baixa umidade durante os dias da cidade, durante todo o percurso se tem a implantação dos mesmos e de cascatas d’agua.

O projeto tem duas praças e uma área de informática, além de pistas de skate, ciclovia, bosques e riachos para utilização da população, a requalificação da área se tornou um ponto de visita para toda a cidade e mais um cartão postal para a cidade do Rio.

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ANALISE DE PROJETOS

O projeto tem duas praças e uma área de informática, além de pistas de skate, ciclovia, bosques e riachos para utilização da população, a requalificação da área se tornou um ponto de visita para toda a cidade e mais um cartão postal para a cidade do Rio.

Parque Madureira (Rio de Janeiro, 2012)

PARQUE LINEAR DO CAJURU

Localizado na cidade de Curitiba, Paraná, o parque linear do Cajuru possui 2.100 metros de extensão e uma área de 104 mil metros quadrados. A função dele é a de resgate da função ambiental do Rio Atuba, cujas margens foram recuperadas em 2002/2003 pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente com a participação de outras entidades municipais.

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ANALISE DE PROJETOS

Visando a recomposição da mata ciliar e para evitar a erosão e o assoreamento do rio, foram plantadas espécies nativas como o monjoleiro, canafístula, vacum, aroeira, manacá e outras.

Os equipamentos da área verde curitibana são: anfiteatro, campo oficial de futebol com grama, vestiário, quadras poliesportivas, equipamentos de ginástica, 4 mil metros de ciclovia, pistas de skate e patinação, pista para caminhada, playground, mesas de jogos e ponte de madeira.

Parque Linear Cajuru (Curitiba, 2002)

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O TERRENO

LOCALIZAÇÃO

O terreno surge com o crescimento da cidade, e chegou a ter eventos esportivos para o público em meados de 1970 e 1980, porem o terreno caiu em descaso. A área proposta está localizada em Marilia, interior de São Paulo é no registro da prefeitura está como Centro desportivo Jair de Freitas e Conta com 01 campo oficial, localização: Avenida João Ramalho, 922 – Parque São Jorge.

A proposta de requalificar o local, com construção social (campo e praça) e a área proposta para o uso comercial (lojas) está dentro da legislação de zoneamento e também do plano diretor da cidade, que tem essa visão de urbanização ascendente na cidade. O acesso que se tem hoje na lateral do terreno, não existe pavimentação e nem atende as normas de acessibilidade, a requalificação dessa área também está prevista no projeto.

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O TERRENO

A proposta de requalificar o local, com construção social (campo e praça) e a área proposta para o uso comercial (lojas) está dentro da legislação de zoneamento e também do plano diretor da cidade, que tem essa visão de urbanização ascendente na cidade. O acesso que se tem hoje na lateral do terreno, não existe pavimentação e nem atende as normas de acessibilidade, a requalificação dessa área também está prevista no projeto. Pouca iluminação ao redor da área e pouca segurança torna o ponto hoje que tem fácil acesso, um local para moradores de rua e dependentes o que não valoriza e nem faz com que a área tenha uma visualização diferenciada da cidade.

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O TERRENO DIMENSIONAMENTO

O terreno do parque é composto por três grandes praças, que formam o conjunto do parque linear. A área total do terreno é 120.329 m² e está divido em três blocos.

TOPOGRAFIA

A diferença de desnível é maior ainda na canaleta formada pelo fluxo da agua pluvial, a canalização tem como solução aproveitar ainda mais a extensão do terreno, mantendo a área com maior percentual permeável possívelo do parque linear. A área total do terreno é 120.329 m² e está divido em três blocos.

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O TERRENO

ZONEAMENTO

O terreno é situado na área da ZEC 3, de acordo com o mapa de zoneamento de Marilia (2005). O mesmo ainda se encontra em área de preservação por ser fundo de vale. Ao redor desse escoamento se tem muita vegetação, a canalização permite o maior uso da área, e a vegetação que cobre a maior parte do bloco 2 do parque não será desmatada para pavimentações futuras.

ACESSOS

Para solucionar o acesso ao parque, as três vias que passam pelo mesmo terão acesso as áreas de circulação, o projeto conta com seis pontos de acesso para o local, e ambos possíveis pelas vias de circulação. Os locais de acesso, pertos dos pontos onde se localizara as áreas de lazer e de alimentação do parque, evitando percurso desnecessário do público.

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O TERRENO

ENTORNO

Os lotes ao redor do terreno, são 85% lotes residenciais, os demais 15% são de uso comercial e público, como mercados, postos de gasolina e comercio em geral. A boa localização entres os lotes residenciais caracteriza ainda mais o espaço público para o projeto do parque.

ORGANOGRAMA E FLUXOGRAMA

A proposta inicial do organograma é de se ter um início do fluxo entre as áreas do seu projeto. A disposição das áreas de alimentação próximo as vias de maior fluxo, as áreas centrais do parque são cortadas por duas ruas de baixo fluxo, então ficou as áreas verdes para uso diverso visto que o bloco central é cercado por loteamento residencial.

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O TERRENO O espaço para requalificação maior é a parte de esporte que não vai ser alterada em questões de localização, apenas de layout para melhor aproveitamento do curso do sol. As áreas de convívio próxima aos acessos e as áreas de alimentação e áreas verdes. O fluxograma proposto separadamente para o parque, demostra claramente o que se tem como base de proposta, manter a característica e o fácil acesso e circulação dos ambientes.

BLOCO 1

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O TERRENO

BLOCO 2 BLOCO 3

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O TERRENO

PARTIDO ARQUITETONICO

De onde parte a ideia do projeto, é do mesmo ponto em que se caracteriza a requalificação, a ideia de que um espaço público pode caracterizar novamente a cidade. O centro esportivo hoje abandonado, pode se tornar parte de um parque, uma área de convívio público que estará disponível para uso da sociedade. A propostas dos espaços de convivência seguem os mesmos padrões de praças que já existem na cidade. Linhas orgânicas e um traçado “desorganizado” embasam as formas dos pontos de descanso do parque. Os traçados das praças internas seguem modelos de praças existentes no entorno do parque, a área conta com mais três praças distintas que também são espaços públicos que não se caracterizam mais com um local de convívio e de lazer público.A proposta paisagística busca promover um ambiente mais leve possível, menos carregado de vegetações altas, e mais livres para a circulação de vento e da iluminação natural.

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O TERRENO

MEMORIAL JUSTIFICATIVO

O desenvolvimento do projeto acontece em uma área que conecta duas das principais avenidas da cidade Marilia, Avenida João ramalho localizada no e Avenida Sampaio Vidal (via expressa). Atualmente apresenta uma sequência de áreas sem uso ou subutilizadas que possuem o potencial para a criação de um parque linear, requalificando a área com blocos de praça e equipamentos de uso público, para a utilização da comunidade, valorizando assim, as áreas e o entorno. Próximo aos locais existem postos de gasolina, supermercados e vários pontos de comércio, além de fazer fronteira com dois bairros de características residenciais e que necessitam de locais para lazer e cultura. Os dois principais acessos para o parque são pela praça do centro comunitário e pela do centro esportivo, o que os torna os dois pontos destaques do local. A aplicação do programa de necessidades, buscou a facilidade dos acessos com a melhor aplicação para as áreas do parque, o espaço de alimentação,  com a utilização do teto verde possibilitando a vista para os campos de futebol, assim como o centro comunitário com parte da vegetação existente do terreno e a vista para o Itambé.  A alteração de posição dos campos para o existente no local, a conexão dos blocos de praças, se faz visível pelo trajeto da ciclovia, assim como a junção das praças, que visa sempre manter um contorno mais plástico.  A locação do mobiliário urbano, bem como a iluminação nas praças também foram pensadas em função do melhor aproveitamento da sombra fornecida pelas árvores com o decorrer do dia e à noite a melhor área de iluminação para oferecer maior segurança para o espaço público.

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O TERRENO

CONCLUSÃO

Requalificar um espaço público, tornado ele uma área de lazer para os moradores mostra que possível tonar o que hoje é vazio no futuro algo de maior proveito no contexto urbano. O parque, o espaço público articulado a rua e a arquitetura, usado para encontro casuais ou práticas de atividades múltiplas, praticamente não existe e é necessário para uma melhor qualidade de vida.

O PROJETO


IMPLANTAÇÃO HUMANIZADA SEM ESCALA

3 2

1

BLOCO CENTRO ESPORTIVO

2

BLOCO DE CONVIVIO

3

BLOCO DO CENTRO COMUNITARIO

1

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BLOCO 01

IMPLANTAÇÃO HUMANIZADA SEM ESCALA

CENTRO ADIMINISTRATIVO TETO VERDE

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BLOCO 02

IMPLANTAÇÃO HUMANIZADA SEM ESCALA

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BLOCO 03

IMPLANTAÇÃO HUMANIZADA SEM ESCALA

CENTRO COMUNITARIO

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REFERENCIAL

KLIASS, Rosa. Desenhando Paisagens, moldando uma profissão. Editora Senac SP, 2006. ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e Exclusão no espaço público. Editora Senac SP, 2008.   KLIASS, Rosa. Parques Urbanos de São Paulo. Editora Pini, 1993.   MASCARÓ, Juan. Manual de loteamentos e Urbanização 2ª edição. Editora Sagra-Luzzatto, 1997.   MASCARÓ, Juan; YOSHINAGA, Mario. Infraestrutura Urbana. Editora 4+, 2005. Disponivel em: <https://monografias.brasilescola.uol.com.br/biologia/parqueslineares.htm#capitulo_3.1> Acesso em 02 Junho 2019.   ANDRADE, Liza Maria Souza De. Agenda Verde x Agenda Marrom: Inexistência de princípios ecológicos para o desenho de adensamento urbano. Brasília: Unb, 2005.


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TRG UNIMAR 2019 - PARQUE LINEAR  

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