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Sumário

Carta Editorial Sobre os autores IESC Feelings Hipertensão Arterial Sistêmica: entenda mais Alzheimer: saiba o que é! Síndrome Metabólica: uma visão geral Conquista Rosa, Vitória Azul: cobertura completa! Virou modinha na FASA Eventos Dicas de filmes


Carta Editorial

A Revista Saúde Integral deste mês de Dezembro, traz à baila questões muito importantes relacionadas ao bem estar e saúde. Acompanhamos algumas campanhas de prevenção a doenças na cidade de Vitória da Conquista, como Diabetes, Hipertensão, Câncer de mama e de próstata e ficamos extremamente satisfeitos em ver a participação dos estudantes de Medicina da Faculdade Santo Agostinho. Compartilhamos experiências vividas numa Unidade Básica de Saúde, que muito contribuiu para o nosso crescimento ao longo do semestre. Foram vivências únicas e muito valiosas para o nosso aprendizado, associando a teoria à prática, em especial no que diz respeito ao Sistema Único de Saúde (SUS). Trouxemos também textos informativos sobre Alzheimer, Hipertensão Arterial e Síndrome Metabólica, mostrando como essas doenças que são consideradas sérios problemas de saúde pública podem ser evitadas com simples mudanças de hábitos e estilo de vida. Estamos muito contentes em poder levar informações sobre saúde à população e esperamos que estas sejam utilizadas de forma efetiva. Não deixamos de trazer informações sobre os próximos eventos acadêmicos que acontecerão na região. Ótimas oportunidades para complementar os estudos sobre temas atuais e pertinentes. Numa sessão descontraída, abordamos também questões relacionadas aos “badados” nos corredores da faculdade e a expectativa para a chegada das férias.


Sobre os autores

Ariane Carvalho Bacelar nasceu em Vitória da Conquista - BA, Brasil, no dia 24 de março de 1995, e se mudou, quando tinha apenas um ano, para a cidade de Guanambi - BA, por motivos profissionais de seus pais, onde permaneceu por quase cinco anos, até que então, voltou a sua cidade natal. Desde criança, desejava ser médica, pois sempre tinha imenso prazer em cuidar de ferimentos das crianças que se machucavam, tentando sempre acalmá-las. Continuou sonhando até que passou em medicina no ano de 2016 na Faculdade Santo Agostino de Vitória da Conquista - Ba, onde permanece até hoje. Durante sua vida, Ariane sempre tenta fazer o que lhe traz satisfação e alegria, procurando sempre estar perto de sua família e amigos. Animação, dinamismo, confiança e empatia são características notáveis de Ariane, fazendo com que ela se apaixone cada dia mais pelo que estuda: a animação no sentindo de encarar os desafios com positividade; a espontaneidade pela maneira natural de decidir tomar atitudes; a confiança onde é previsto código de ética médica o sigilo médico e a empatia pelo amor pelo outro.


Caio Caires Brandão nasceu na cidade de Vitória da Conquista - BA no dia 4 de janeiro de 1994 e residiu na cidade até o ano de 2014. Em 2015 mudou-se para Montes Claros - MG e la residiu por 6 meses, em seguida foi morar em Salvador - BA onde morou até junho de 2016. Ao passar no vestibular de medicina na Faculdade Santo Agostinho voltou para a sua terra natal. Caio sempre foi uma pessoa muito alegre e companheira que sempre está disposto a ajudar o próximo. Ele vê na medicina a realização de um sonho de poder ajudar aos mais necessitados. Aos finais de semana Caio gosta de se encontrar com os amigos e sempre que possível faz viagens já que é uma das suas atividades preferidas.

Elizana Laleska de Oliveira Viana nasceu em Alagoinhas – BA, Brasil, no dia 19 de julho de 1995. Aos 18 anos de idade foi para Salvador- BA, onde começou a se dedicar nos estudos para realizar o sonho de cursar medicina. Aos 20 anos, no ano 2016 foi aprovada no curso de medicina da Faculdade de Saúde Santo Agostinho campus Vitória da Conquista – BA, onde caminha para se tornar médica. Durante sua vida, Elizana Laleska sempre gostou de viajar com a família e amigos, dançar na escola de dança que frequentava durante o ensino médio, assistir filmes e sempre, de certa forma, preocupada com os estudos. Elizana como uma canceriana clichê é emotiva, carinhosa, protetora, simpática, intuitiva e cheia de imaginações. Sabe ser cautelosa quando precisa. Porém, ciumenta, tende a permanecer exageradamente conectada às suas raízes e ao


seu passado, o que a impede de satisfazer sua sede de descobertas e de se conhecer bem e levemente pessimista em certas situações.

Rena Pinheiro Fernandes é natural de Ipiaú-Ba, embora nunca tenha morado lá. Acostumada com mudanças constantes (morou em dez cidades baianas), por conta do trabalho do seu pai, tornou-Se uma pessoa facilmente adaptável às diversidades. Aos 18 anos ingressou no seu primeiro curso de graduação na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Foi aprovada em concurso vestibular para outros dois cursos na mesma instituição, embora tenha concluído apenas o segundo, o bacharelado em Farmácia com ênfase em Análises Clínicas e Saúde Pública. Além das ciências da área da saúde e da química, sempre gostou de escrever e possuía uma afinidade imensa por línguas estrangeiras. Formou-se no Centro Cultural Anglo Americano (CCAA) em inglês e chegou a iniciar a quarta graduação na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC): Bacharelado em Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais, onde teve a oportunidade de praticar, ainda que por porco tempo, os idiomas inglês, espanhol e francês. Atualmente, Renata é acadêmica do primeiro período do curso de Medicina na Faculdade Santo Agostinho Campus Vitória da Conquista e acredita que as experiências anteriores contribuirão de forma significativamente positiva para a sua formação médica. Ela tem concentrado seus estudos na área de Medicina, Saúde e Espiritualidade, sendo uma das idealizadoras do projeto da primeira


liga acadêmica com o mesmo tema no estado da Bahia. É amante de ballet, patinação e ciclismo.

Hudson Vasconcelos de Oliveira nasceu na cidade de Janaúba – MG no dia 22 de Janeiro de 1998 e logo em seguida se mudou para Itacarambi – MG onde viveu com os pais até os 17 anos. Desde criança seu sonho era fazer Medicina Veterinária por gostar muito de cachorros, entretanto com o decorrer do tempo viu que essa profissão não era muito a sua área, pois só gostava de um tipo de animal. Hoje com 18 anos se mudou para Vitória da Conquista, onde cursa Medicina na Faculdade Santo Agostinho. Hudson mesmo sendo tímido, sempre se empenha em fazer o melhor para ele mesmo e para as pessoas que estão em sua volta.

Luciana Freitas Queiroz, Graduada em Nutrição pela Universidade Federal da Bahia, Especialista em Nutrição Clínica pelo GANEP; Especialista em Nutrição Funcional pelo UNICSUL; Especialista em Nutrição Ortomolecular com


experiência na área comercial das empresas Nestlé e Danone e atendimento em consultório. Atualmente, estudando Medicina na Faculdade Santo Agostinho no primeiro período. Sente que está complementando os conhecimentos adquiridos ao longo desse caminho. Gosta de ler, escrever, estudar, principalmente assuntos relacionados a saúde e qualidade de vida. Acredita que investir em conhecimento é a melhor alternativa para evolução humana..

Morgana Sampaio Silveira Santos nasceu em Salvador – BA, Brasil, no dia 15 de julho de 1992. Sua história com a medicina iniciou ainda cedo, aos 6 anos de idade, quando sua avó paterna faleceu de câncer de mama e, para a surpresa de toda a família, Morgana declarou que seria médica para que ninguém sofresse como sua avó sofreu nos últimos anos de vida. Os anos se passaram e durante a adolescência o sonho de ser médica foi deixado de lado por se achar incapaz de conseguir a aprovação porque não era aluna nota 10 sempre, por achar que as pessoas não iriam em seu consultório por preconceito da sua voz – Morgana nasceu com a úvula bífida – e por achar que isto atrapalharia em ser uma médica renomada, por esses e outros motivos, abandonou o sonho de infância e cursou psicologia. O que esta adolescente não sabia era que Deus tinha trilhado um futuro cheio de vitórias e autoaceitações. Aos 22 anos Morgana foi aprovada no curso de medicina da USS (Universidade Severino Sombra) no estado de Rio de Janeiro onde deu início a sua graduação. Um ano depois, foi aprovada pela segunda vez no curso de medicina da Faculdade Santo Agostinho em Vitória da Conquista – BA, onde proporcionou estar mais perto da família


IESC Feelings Segundo Mariene Cruz et al, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), incorpora e reafirma as diretrizes e os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (universalidade, equidade, integralidade, regionalização, participação social e descentralização) e se alicerça sobre três grandes pilares: a família, o território e a responsabilização, além de ser respaldado pelo trabalho em equipe. A família, para Estratégia de Saúde da Família, deve ser entendida de forma integral em seu espaço social, considerando que é nele que ocorre interações entre pessoas e com o ambiente que influencia diretamente na saúde das mesmas. Para consolidar a ESF, entre as várias ações esquematizadas, destaca-se a prática sistemática das visitas domiciliares, realizadas pela equipe de saúde da família (agentes comunitários de saúde, médicos, enfermeiros). A visita Domiciliar é um dos pilares que auxilia a ESF, sendo realizada pelos profissionais da equipe supracitados, o que viabiliza o desenho do perfil da comunidade - as condições de moradia, saneamento básico, renda familiar, hábitos alimentares, crença, grau de escolaridade. Esses aspectos são levados em consideração para se estabelecer as principais estratégias para serem desenvolvidas na comunidade em questão. Quando realizadas adequadamente, as visitas criam vínculos entre profissionais e comunidade, aumentando a adesão do tratamento, facilitando a compreensão e o cuidado das famílias. As ações da ESF contribuíram para a humanização da saúde, trazendo benefícios para a população em geral, especialmente, às mais carentes. Desde a sua criação em 1994, as estatísticas apresentam melhorias na qualidade de vida, diminuição da mortalidade infantil e erradicação de doenças através de vacinação obrigatória, demonstrando avanços no cuidado da saúde com o modelo preventivo. As atividades realizadas através do IESC (Integração Ensino Serviço Comunidade) têm como objetivo aproximar os estudantes de Medicina ao cotidiano dos profissionais de saúde da ESF. A atividade é realizada em grupo, o qual é composto por sete alunos e um instrutor (no caso em questão, Mauro


Teles), sendo auxiliada por toda a Equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) Nestor Guimarães, em Vitória da Conquista – Bahia. Foram realizadas visitas domiciliares acompanhadas dos ACS, as quais proporcionaram as vivências e experiências relatadas a seguir.

Relato de caso Durante as visitas domiciliares fomos às casas de quatro pacientes idosos

que

apresentavam

problemas

como

hipertensão,

diabetes

e

hanseníase, sob a supervisão do instrutor Mauro Teles e acompanhados por uma Agente Comunitária de Saúde (ACS), a qual nos trouxe informações pertinentes sobre a realidade das famílias que visitaríamos na comunidade da micro área seis. Ao chegar na primeira casa nos deparamos com um ambiente arejado e com pouca acessibilidade, já que o idoso que vivia naquela residência era cadeirante, diabético e hipertenso. Esse senhor era cuidado e acompanhado pela sua esposa, a qual nos passou as informações sobre a saúde dele de forma geral. Na sequência, ao chegarmos à segunda casa e encontramos uma idosa da qual logo tivemos empatia por ser bastante comunicativa, bem-humorada e lúcida para nos informar sobre o seu estado de saúde, além de ter nos oferecido geladinhos já que o dia estava ensolarado. Em seguida, na terceira casa nos comovemos ao visitar uma idosa cega, hipertensa e acamada que era dependente de sua filha, que se apresentou muito dedicada à saúde da sua mãe, nos deixando, de certa forma, aliviados. Também ficamos emocionados, uma vez que mesmo com todas as suas limitações, a vontade de viver da idosa era inspiradora. Ao chegar na quarta casa, conhecemos uma outra senhora idosa que era portadora de hanseníase e, além disso, era hipertensa e diabética. Apesar dos seus esquecimentos, percebemos que ela era muito vaidosa. Vivia em uma casa mal dividida, com cheiro desagradável e dependia da sua cuidadora para a administrar os medicamentos e para a sua alimentação. As duas últimas visitas foram as mais marcantes por termos encontrado péssimas condições de moradia e famílias debilitadas. A família da primeira


casa era formada por alguns doentes psiquiátricos que cuidavam de uma senhora que tinha sofrido acidente vascular cerebral (AVC) e que vivia acamada em um quarto em que não havia circulação de ar. A segunda casa nos marcou mais ainda por termos encontrado além de um homem de meia idade, que já havia apresentado dois AVCs e se recusou a nos receber em seu quarto. Na casa, o que mais nos chamou a atenção, foi vermos uma criança com epidermólise bolhosa deitada no sofá em frente ao ventilador para cessar a dor, sem ter o menor conforto e isso nos motivou a desenvolver uma campanha para ajudá-lo. Durante as visitas percebemos o empenho da ACS para estabelecer a comunicação efetiva entre nós e os idosos. Ao finalizarmos as visitas fomos para a UBS Nestor Guimarães e, juntamente com o nosso instrutor, realizamos a discussão do texto da teorização sobre Visita Domiciliar, levantando os principais pontos chave do texto, que foi realmente aquilo que vimos na prática anteriormente: a alegria e confiança da população ao receber a visita da ACS e as importâncias dessa visita domiciliar para toda a comunidade. Diante de tudo que vivenciamos, conseguimos associar a teorização com a prática, aprendendo a importância do papel da ACS como elo central da boa relação dos pacientes com a USF e a partir daí concluímos que conhecer a realidade epidemiológica do território é fundamental para a integralidade, universalidade e continuidade do cuidado em prol da prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde.

Considerações finais A visita domiciliar foi responsável por despertar nos alunos o interesse de compreender melhor o funcionamento dessa atividades dentro da Estratégia de Saúde da Família. Além disso, identificamos que os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) são responsáveis por estabelecerem um elo entre a comunidade e a Unidade de Saúde da Família, criando um vínculo no qual a família se sente à vontade para compartilhar seus problemas e angustias. Também podemos reconhecer alguns agentes determinantes de saúde como por exemplo: condições de moradia, saneamento básico e hábitos de vida.


Percebemos que condições sociais e econômicas estão intimamente relacionadas com a saúde da população. E essa relação pôde ser identificada ao longo das visitas, como por exemplo a casa do senhor que sofreu um AVC e vivia em uma casa insalubre e com recursos financeiros escassos. Todas essas condições são responsáveis por afetar a vida das pessoas que habitam nesse lar, já que o doente muitas vezes necessita de cuidados especiais que a família não está preparada para oferecer.

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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Gustavo Campanha, Iris Lorena, Isabel Dantas, Renata Pinheiro, William Rocha.

APRESENTAÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença de elevada prevalência na população brasileira e mundial. Os dados referentes a essa doença são preocupantes, pois a enfermidade consiste em um dos fatores de riscos para o desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares (DCVS) e alterações renais. Esse conceito é defendido pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão1, que retrata hipertensão como “uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais”. Um dos livros que é referência no assunto é: Kaplan’s clinical hypertension, de Norman Kaplan2, professor clínico de medicina interna na Universidade de Texas Medical Center em Dallas, há mais de 40 anos. Embora a obra retrate um estudo feito majoritariamente nos Estados Unidos, traz uma abordagem ampliada do assunto, bem como as complicações oriundas da hipertensão e os principais grupos de risco. Kaplan parte da análise geral da hipertensão, identificando-a como principal fator de risco para as doenças cardiovasculares e a relaciona ainda com outras doenças, como diabetes e hipertireoidismo.

1 Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51

2 KAPLAN, Norman M. Kaplan’s clinical hypertension. Porto Alegre: Artmed, 10.ed, 2012, p. 9


Entende-se por hipertensão, a elevação da pressão arterial atribuída a um valor abstrato. Pode ser sistólica ou diastólica. Rafael Leite Luna 3, autor da obra Medicina de família: saúde do adulto e idoso classifica a Hipertensão como uma das doenças mais comuns na atualidade, acometendo cerca de 25 milhões de pessoas no Brasil. Devido o seu custo social ser muito elevado, principalmente pelas suas possíveis consequências

cardiovasculares, se constitui num amplo problema de saúde pública. Essas consequências são diversas, como doenças coronarianas, cerebrovasculares, nefropatia, retinopatia e estão diretamente relacionados à presença dos fatores de risco, entre os quais, de acordo com Taylor4, enquadra-se a obesidade, histórico familiar, herança afroamericana e o envelhecimento. A hipertensão, vulgarmente conhecida como Pressão Alta é habitualmente assintomática, devido a isso, tem o diagnóstico dificultado e consequentemente, o tratamento tardio. Para a constatação da HAS, segundo o Tratado de Medicina de Família e Comunidade, em um capítulo organizado por Bianchini5, o profissional deve levar em conta durante a anamnese, a idade, cor, hábitos alimentares do paciente, assim como o uso de álcool, tabaco e cafeína. No exame físico, devem-se realizar medidas antropométricas - aferir a pressão arterial e frequência cardíaca - além de exames complementares laboratoriais. O objetivo primordial do tratamento da H.A, conforme é abordado na obra Tratado de Clínica médica6, de Antonio Lopes, é a redução da morbidade e da mortalidade

cardiovascular.

Divide-se

em

medidas

não

farmacológicas

e

farmacológicas. O tratamento não farmacológico inclui redução no consumo de bebidas alcoólicas, abandono do tabagismo, redução no consumo de sódio, realização de exercícios físicos e mudanças de hábitos associadas à adesão familiar. Já o tratamento farmacológico inclui medicamentos diuréticos, vasodilatadores, bloqueadores dos

3 LUNA, Rafael Leite. Medicina de família: saúde do adulto e idoso. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 593.

4 TAYLOR, R. B. Problemas cardiovasculares. IN: PEARCE, K. A; DASSOW, P. Manual de saúde da família. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3.ed, 2009. p. 304 5 GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. Hipertensão arterial sistêmica. IN: BIANCHINI, Itemar Maia. Tratado de medicina de família e comunidade. Porto Alegre: Artmed, 2012. p. 1233 6 LOPES, Antonio Carlos. Hipertensão Arterial. IN: LOPES, H. F; DRAGER, L. F. Tratado de clínica médica. São Paulo: Roca, 2.ed, 2009. p. 654.


canais de cálcio, Betabloqueadores e inibidores de ECA (Enzima Conversora de Angiotesina). Assim, a hipertensão é vista como fonte de preocupação social devido à prevalência da doença e o elevado risco de desencadear complicações cardíacas e renais. A prevenção torna-se imprescindível e fundamenta-se em uma alimentação saudável, acompanhada de exercícios físicos. O tratamento adequado, por sua vez, requer, principalmente, uma mudança no estilo de vida do hipertenso e o uso de medicamentos específicos para o controle da HAS.


Alzheimer: saiba o que é!

Neurologia é a especialidade que se dedica ao diagnóstico e tratamentos das doenças que afetam o sistema nervoso e os componentes da junção neuromuscular. O Alzheimer por sua vez, é uma doença dentro do campo neurológico que se agrava ao longo do tempo. A etimologia do seu nome deve-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. O Dr. Alzheimer examinou o cérebro de um paciente acometido pela doença após sua morte e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença. No capítulo 113 do livro Tratado de Neurologia (2011) são abordadas as características clínicas e as manifestações patológicas da doença de Alzheimer no inicio do século XX. Durante muitos anos, a doença de Alzheimer foi considerada uma forma de demência pré-senil, limitada a indivíduos que apresentassem os sintomas antes dos 65 anos. Entretanto, análises clínicas, patológicas, ultra-estruturais e bioquímicas subsequentes indicaram que a


doença de Alzheimer é idêntica a doença senil mais comum, iniciando-se geralmente depois dos 65 anos.

O que é Síndrome Metabólica? O primeiro conceito sobre Síndrome metabólica foi proposto por Gerald Reaven em 1988 e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 11 anos após. Trata-se não de uma doença em si, mas de um conjunto de doenças como hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade, colesterol e triglicerídeos elevados, que tem como ponto principal a resistência a insulina. Uma pessoa apresenta resistência a insulina, quando sua insulina não consegue trabalhar de maneira eficiente. Nosso corpo precisa de insulina para exercer diversas funções vitais ao seu funcionamento. Esse hormônio é indispensável no metabolismo da glicose e carboidrato e também está envolvido na síntese de proteínas e armazenamento de gorduras. Isso explica o porquê indivíduos obesos geralmente apresentam alterações em diversos parâmetros como glicose, colesterol, triglicerídeos e pressão arterial. Não existem sintomas da síndrome metabólica e sim fatores. Seriam diagnosticados portadores de síndrome metabólica indivíduos com pelo menos três fatores de risco:


1. Circunferência da cintura elevada: o ponto de corte é específico da população/país avaliado (Brasil 94cm, a mesma da população europeia). 2. Níveis elevados de triglicerídeos: maior ou igual a 150 mg/dL, ou faz uso de medicamento para o controle de triglicerídeos elevados. 3. Níveis diminuídos de colesterol HDL: menor ou igual a 40 mg/dL para homens e menor ou igual a 50 mg/dL para mulheres, ou o indivíduo faz uso de medicamento para o controle de baixos níveis de colesterol HDL. 4. Hipertensão: pressão arterial sistólica maior ou igual a 130 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica maior ou igual a 85 mm Hg, ou o indivíduo faz uso de medicamento para o controle de hipertensão. 5. Glicemia de jejum alterada: glicemia de jejum maior ou igual a 100 mg/dL, ou o indivíduo faz uso de medicamento para o controle glicêmico. Estima-se que as pessoas acometidas com Sindrome Metabólica apresentem em geral um maior risco de eventos cardiovasculares, com cerca três vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (AVC), e duas vezes as chances de falecer em virtude destes eventos. Além disso, estas pessoas têm cinco vezes as chances de desenvolver diabetes tipo 2.


CAMINHADA CONQUISTA ROSA VITÓRIA AZUL A TV SUDOESTE em parceria com estudantes e profissionais da área de saúde promoveu um Evento intitulado Caminhada Conquista Rosa Vitória Azul com o intuito de alertar a


população sobre a prevenção do Câncer de Mama e de Prostáta. Na oportunidade, os alunos da FASA participaram aferindo pressão e distribuindo panfletos de conscientização sobre os problemas citados. No evento, foram oferecidos lanches, serviços de massagem, aulas de dança , muito barulho e diversão para comunidade. A forma lúdica de abordar problemas tão sérios contribue para que a comunidade se envolva e acabe absorvendo a temática do assunto. Assim, a proposta do evento foi atendida e todos os participantes ficaram bastante satisfeitos com os resultados e envolvimento de toda a comunidade. Ao som de músicas animadas, a população e os profissionais de saúde ali presentes deram uma volta no bairro Brasil, local onde foi realizado o evento, chamando a atenção de todas as pessoas do Bairro.


Dicas de filmes

Nesta edição gostaríamos sugerir os filmes abaixo para ilustrar os assuntos abordados:

Golpe do Destino

Óleo de Lorenzo


Patch Adams


Revista IESC