Page 1


MARIO PERNIOLA

ENIGMAS egípcio, barroco e neobarroco na sociedade e na arte Tradução Carolina Pizzolo Torquato

Cortesia de parte do 1o capítulo.

Chapecó, 2009


© 1990 Mario Perniola Título original: Enigmi: il momento egizio nella società e nell’arte © 2009 da tradução brasileira: Editora Argos Este livro ou parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor.

REITOR: Odilon Luiz Poli VICE-REITOR DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GR ADU AÇÃO: Claudio Alcides Jacoski PÓS-GRADU ADUAÇÃO: VICE-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO: Sady Mazzioni VICE-REIT OR A DE GR ADU AÇÃO: Maria Luiza de Souza Lajús VICE-REITOR ORA GRADU ADUAÇÃO: 111.85 P452e

Perniola, Mario Enigmas: egípcio, barroco e neobarroco na sociedade e na arte / Mario Perniola; tradução Carolina Pizzolo Torquato. – Chapecó, SC: Argos, 2009. 223 p. Tradução de: Enigmi: il momento egizio nella società e nell’arte Inclui bibliografia 1. Estética. 2. Civilização ocidental - Influências egípcias. 3. Arte e sociedade - História. I. Torquato, Carolina Pizzolo. II. Título. CDD 111.85

ISBN: 978-85-7897-008-6

Catalogação Daniele Lopes CRB 14/989 Biblioteca Central Unochapecó

Conselho Editorial: Elison Antonio Paim (Presidente); Antonio Zanin; Arlene Renk; Claudio Alcides Jacoski; Darlan Christiano Kroth; Edilane Bertelli; Iône Inês Pinsson Slongo; Jacir Dal Magro; Jaime Humberto Palacio Revello; Leonardo Secchi; Maria dos Anjos Lopes Viella; Mauro Dall Agnoll; Neusa Fernandes de Moura; Valdir Prigol; Paulo Roberto Innocente; Ricardo Brisolla Ravanello; Rosana Badalotti C o o r d e na d o r : Valdir Prigol nad


ENIGMAS DE FIM DE MILÊNIO


SEGREDOS, DOBRAS, ENIGMAS

O segredo Depois de mais de vinte anos de quase ininterrupto silêncio teórico, o pensador mais secreto da nossa época, o francês Guy Debord, publicou em 1988 um complemento ao seu famoso volume A sociedade do espetáculo, cuja primeira edição saiu em 1967. O novo livro, intitulado Commentaires sur la société du spectacle, se qualifica pela importância atribuída à noção de segredo. Segundo Debord, ao longo dos vinte anos que separam os dois livros, nasceu e se desenvolveu um terceiro tipo de sociedade do espetáculo, que se soma às duas precedentes: a primeira, caracterizada pelo espetacular concentrado, encontrou a sua plena manifestação na Rússia stalinista e na Alemanha nazista; a segunda, caracterizada pelo espetacular difuso, se expressou inteiramente nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial; a terceira, enfim, caracterizada pelo espetacular integrado, pertence ao passado mais próximo e se realizou na França e na Itália. É justamente nessa última forma de espetáculo que o segredo assume um


papel essencial: ele se tornou não apenas o complemento decisivo daquilo que é mostrado, mas inclusive a mais importante operação tática. De fato, em um mundo pós-histórico, neo-obscurantista e criptocriminal, como é este em que vivemos, a principal arma é a chantagem. A frase “saber é poder”, em conformidade com a qual nasceu e se desenvolveu a modernidade, assume hoje uma acepção derrisória: a importância do segredo na vida contemporânea está estreitamente ligada à imposição e à difusão em todos os âmbitos da sociedade do modelo mafioso. No que essa concepção, que contém elementos de indubitável agudeza, se revela uma consideração mais aprofundada, não inteiramente satisfatória? Em A sociedade do espetáculo já resulta, a meu ver, inadequado o pressuposto dualístico, maniqueísta, em última análise não dialético, sobre o qual ela se sustenta: tal pressuposto não é tanto de natureza política quanto de natureza essencialmente filosófica. Em 1967, Debord acreditava na existência de dois partidos que se enfrentavam e combatiam entre si: o partido da burguesia e o do proletariado. Vinte anos depois, ele pensa que o partido do proletariado foi vencido e que o primeiro partido apenas vigia a si mesmo e conspira contra si mesmo. Mas essa importante mudança não altera a ideia fundamental segundo a qual a tarefa da razão, no fim das contas, é fácil e pode ser desempenhada de uma vez por todas. Em 1967, tudo era claro, aberto, desdobrado, enquanto que vinte anos depois tudo é obscuro, escondido, secreto: a sociedade era então transparente, hoje é envolta por um manto que torna a compreensão impenetrável. Se esse manto fosse tirado, a verdade voltaria a resplandecer por si só, sem que isso comportasse um grande trabalho para a razão.

22


O que vejo de insatisfatório e no fundo ingênuo nas teses de Debord, e por extensão na própria noção de segredo, é exatamente essa concepção da verdade como algo que às vezes aparece e às vezes desaparece independentemente do exercício do pensamento. O conceito de segredo remete à existência de uma verdade simples: o caminho para chegar a ela pode ser longo, complicado e tortuoso, mas anula-se no momento em que aparece a verdade. Na noção de segredo acho inaceitável a atribuição de um papel secundário e, em última análise, inessencial à atividade de pensar. Cada vez que esta é apresentada como o modelo de uma investigação policial atenta-se contra a sua dignidade, compromete-se a sua primazia, não se sai do quadro cultural de neo-obscurantismo e de neobarbárie delineado por Debord.

A dobra Em um mundo cheio não de segredos, mas de dobras nos introduz o livro de Gilles Deleuze A dobra, que traz como subtítulo Leibniz e o barroco. Aqui a atividade do pensamento é apresentada não como a revelação de um segredo, nem como uma iluminação, nem como uma clarificação, uma Erklärung, mas sim como uma explicação. Agora é interessante observar que a palavra explicação para indicar a atividade de conhecer existe apenas nas línguas romance (em italiano, em francês, em espanhol...). A diferença entre a clarificação (Erklärung) e a explicação (explicatio) é exposta lucidamente por Kant na Crítica da razão pura: aqui Kant privilegia a primeira sobre a segunda. Enquanto a primeira – diz

23


Kant – consiste em expor originariamente o conceito explícito de uma coisa dentro dos seus limites, a segunda tem um âmbito de aplicação meramente empírico. Na explicação, segundo Kant, o conceito não se encontra dentro de limites certos e, portanto, não pode ser definido. Se penso no ouro, por exemplo, não posso nunca estar certo de também pensar em todas as suas características. Kant cita o exemplo da ferrugem: alguém pode pensar na noção de ouro o fato de que ele não enferruja e outra pessoa, diferentemente, não saber nada dessa propriedade. Aquilo que a Kant, todavia, parece um defeito da explicatio pode se revelar sob um outro ponto de vista uma qualidade. Se a atividade de pensar não se encontra nunca dentro de limites certos, mas tende sempre a superá-los, é porque ela implica a experiência de um desenvolvimento. Explicatio e explicare significam desenvolvimento e desenvolver. Daqui deriva que o conhecimento não é simplesmente a revelação de um segredo, nem a iluminação de algo obscuro, nem, enfim, a exposição de um conceito dado a priori, mas o estender, o deslindar, o exprimir algo que está embrulhado, envolto, recolhido. O horizonte conceitual aberto pela dobra e pela explicação permite sair do beco sem saída em que a problemática do espetáculo e do segredo colocou uma geração inteira de militantes. O escolho contra o qual naufragou o barco da militância antiespetacular é antes de tudo o problema da novidade histórica. Vítima de uma concepção estreita e maniqueísta da realidade, o triunfalismo utópico dos anos sessenta e setenta se subverteu em negação da história: a frustrada realização daquilo que se esperava e se almejava gerou cegos diante das dobras, das complexidades, da sinuosidade

24


da realidade efetiva. Assim, preferiu-se pensar que a história tivesse acabado ao invés de reconhecer a insuficiência dos próprios instrumentos conceituais para compreender o que acontecia. A atribuição de um papel fundamental ao segredo é parte integrante dessa deposição do pensamento filosófico. A atenção teórica em relação às noções de dobra e de explicação nasce justamente da necessidade de repensar a emergência histórica: como é possível hoje pensar o novum? O que quer dizer desenvolvimento? Em primeiro lugar, na noção de desenvolvimento parece implícita uma certa afinidade de forma, de estrutura ou de substância entre o ponto de partida e o ponto de chegada: essa afinidade exclui a concepção dualística, maniqueísta da realidade. Afirmar que a sociedade se tornou essencialmente secreta significa reconhecer que o pensamento se tornou essencialmente turvo. A explicação pertence ao mesmo mundo ao qual pertence a dobra. O pensador é tal exatamente na medida em que é capaz de permanecer em ligação direta com a realidade histórico-social. Em segundo lugar, a explicação traz algo novo, algo diferente em relação à dobra. O importante não é que seja melhor ou pior: noções como progresso e retrocesso, vantagem e desvantagem, melhora e piora são relativas e suscetíveis de se subverter rapidamente uma na outra. O importante é que a uma concepção estática como aquela sobre a qual se sustenta a noção de segredo sucede uma concepção dinâmica em que todo o universo é continuamente animado por micromovimentos incessantes, por deslocamentos insensíveis, através dos quais se realiza uma efetiva, contínua e quase imperceptível mutação.

25


Os campos semântico-conceituais abertos por Deleuze são quatro. Eles derivam de quatro verbos latinos: volvo, plecto, flecto e clino. O primeiro, aquele sobre o qual se fundamentam as noções de desenvolvimento e de envolvimento, é volvo, virar, girar em torno (em grego, eilúo). Ele nos introduz no mundo não do segredo, mas da voluta, termo que em latim indica não apenas o ornamento do capitel, mas também a espiral da concha. Como também nas palavras vulva e volumen, a ideia de proteção e de defesa é tão importante quanto a de enrolamento e desenrolamento. Isso é ainda mais evidente no grego eíluma, que quer dizer cobertura. Ao invés de seguir à procura de uma transparência absoluta, é preciso interrogar-se sobre os aspectos positivos implícitos no percurso dos caminhos labirínticos da experiência e do pensamento. No movimento em espiral, o caminho não é retilíneo, e no entanto existe. O segundo campo semântico-conceitual é aquele do plecto, do qual, justamente, deriva plica. Aqui a ideia fundamental é a de tecer (do grego pléco, entrelaçar) e, portanto, a de tecido. O conceito de dobra nos introduz numa ideia de verdade como algo essencialmente vestido. Filosofar é como descascar uma cebola: debaixo da casca tem outra casca e assim por diante. Debaixo do vestido tem a pele, mas a pele ainda é tecido. Sob esse ponto de vista o pensamento da dobra se move numa direção oposta em relação a uma obra que, junto com aquela de Debord e de Deleuze, parece marcar o declínio do niilismo no clima filosófico atual, a Kritik der zynischen Vernunft de Peter Sloterdijk. Para este autor, de fato, o remédio para o cinismo moderno deve ser procurado no cinismo antigo, em um retorno à natureza ou até mesmo à

26


nudez da existência animal. Mas o pensamento da dobra é um pensamento da veste, do amplexus e da complexio, do abraçar e tecer junto coisas diferentes. O terceiro campo semântico-conceitual é o do flecto, dobrar, flexionar, curvar. A inflexão é para Deleuze o processo graças ao qual a flutuação da norma substitui a permanência da lei: no lugar das separações claras se impõe um continuum que através de transições insensíveis opera uma mutação sem saltos nem bruscas variações. A inflexão é uma modulação, um plasmar, um modelar em modo contínuo e perpetuamente variável. No polo oposto da inflexão encontra-se a rigidez, o endurecimento, a esclerose, a inflexibilidade. O quarto campo semântico-conceitual é o do clino (igual ao grego clíno): ele remete à noção de transversalidade, mas também à relação que se estabelece entre dois planos, entre o alto e o baixo. Klímax em grego quer dizer escada: trata-se da gradatio latina, que tem o sentido retórico de elevar progressivamente o estilo, repetindo a palavra precedente e corrigindo-a com outra mais forte. Inclinatio é a derivação, a formação das palavras. Clinamen é a palavra com a qual Lucrécio descreve no quadro da filosofia epicurista o encontro entre os átomos que dá vazão à formação do mundo. É importante observar que essa declinação em relação ao movimento vertical é a mínima possível: o movimento do clinare ocorre através de deslocamentos que são infinitamente pequenos. A efetividade é inversamente proporcional à amplitude do distanciamento da verticalidade da queda. Esses quatro campos semântico-conceituais concordam entre si no delinear uma concepção do mundo em que o aspecto da continuidade prevalece sobre o da fratura. Essa continuidade,

27


todavia, é concebida em modo dinâmico, como uma passagem, um trânsito de uma determinação a outra do ser. Para Deleuze, Leibniz foi o grande pensador da dobra, aquele que deu o destaque máximo à fluidez da matéria, à elasticidade dos corpos, aos recessos e aos esconderijos do ânimo. Sob esse aspecto, Leibniz não é o fundador da metafísica wolffiana, nem o precursor do idealismo alemão, mas o pensador barroco por excelência, no qual a imensa sutileza das coisas se desdobra e a luz se refrata em uma infinita riqueza de cores. Enquanto o pensamento do segredo enfatiza ao máximo os aspectos negativos da realidade e descreve um mundo em que triunfa o nada, o pensamento da dobra nos propõe a imagem de um mundo não vazio, mas pleno, ou melhor, pleníssimo, apinhado, repleto, no qual há um máximo de matéria por um mínimo de extensão. A metáfora da dobra significa exatamente essa plenitude: tal é o mundo barroco, em que todas as coisas são dobradas para ocupar menos espaço possível; tal é o mundo contemporâneo, em que tudo já se dá no presente, tudo está disponível aqui e agora, e nada falta. Assim Deleuze leva adiante e desenvolve a justa intuição de Debord, que em A sociedade do espetáculo havia sublinhado o caráter antecipatório da experiência barroca em relação à idade contemporânea, dando-lhe uma avaliação positiva. Vinte anos depois, no mundo do segredo que ele esboça não há, porém, mais espaço para a herança barroca. O fio condutor do barroco é retomado por Deleuze, que nos introduz num pensamento do pleroma e da plenitude. Entre o pensamento do segredo e o pensamento da dobra há uma clara contraposição sobre esse ponto: o primeiro considera a sociedade do espetáculo integrado a pior de

28


todas as sociedades já existentes, o segundo pensa que a pior realidade é sempre melhor que a melhor utopia, exatamente porque é, ao menos, uma realidade. Se o mundo existe – escreve Deleuze interpretando Leibniz – não é porque seja o melhor, é antes o inverso, é o melhor porque existe, porque é aquele que existe. O pensamento da dobra é por assim dizer pós-niilista: ele toma como sua a mentalidade estoica, segundo a qual alguma coisa, como quer que seja, é sempre melhor que nada. Isso, todavia, não deve ser entendido como uma justificativa da renúncia e da conformação, mas, exatamente ao contrário, como a premissa de um pensamento que quer permanecer a qualquer custo em ligação direta com a realidade. Tanto Debord quanto Deleuze atribuem à dimensão do presente um papel fundamental em relação ao passado e ao futuro, mas também sobre este ponto a avaliação é oposta. Para Debord a sociedade do espetáculo integrado nos introduz em um presente perpétuo que abole a experiência da história, pois inflacionando a importância da novidade destrói qualquer critério de medida. Para Deleuze a primazia do presente é, ao contrário, uma característica da mentalidade barroca, que está ligada a um modo de sentir ao mesmo tempo antinostálgico e antiutópico; nessa tonalidade afetiva, ela se encontra, paradoxalmente, de um lado com a experiência poética e artística do século XIX, de outro com a experiência do Maio francês: a razão filosófica se solda assim com a razão poética e a razão social em um presente carregado de passado e impregnado de futuro. O pensamento da dobra é tão estranho à hermenêutica quanto o é ao utopismo. A explicação é essencialmente diferente

29


da interpretação porque é evento, é um novum pré-figurado pela dobra, mas irredutível a ela. Na filosofia de Leibniz não há nenhum dualismo entre sujeito interpretante e objeto interpretado: a alma é expressão do mundo, porque o mundo está contido na alma. O fechamento da mônada, o fato de ela não ter nem portas nem janelas, não significa de forma alguma estranheza da mônada em relação ao mundo, porque o mundo já está na mônada. Os muitos universos implícitos nas mônadas são apenas um único universo considerado sob os diferentes pontos de vista de cada mônada. De tal forma Leibniz atribui um significado novo, essencialmente mundano, à experiência do recolhimento que tem os seus precedentes na mística renana (Meister Eckhart e Johannes Tauler) e na espiritualidade espanhola do século XVI (o recogimiento). Nessa transposição mundana de uma experiência espiritual Leibniz é verdadeiramente barroco. Tal mundanização é, porém, exatamente o contrário da frivolidade e do efêmero. Ela considera ao máximo o que protege, o que envolve, o que resiste e permanece.

O enigma além do segredo e da dobra A noção de enigma constitui o ponto de chegada ao qual conduz o aprofundamento das problemáticas do segredo e da dobra. Em que o enigma é diferente do segredo? Como escreve Charles Malamud, o segredo nasce da vontade não de proteger o mistério, mas de criar um; o enigma obtém a sua força da tensão interrogativa que suscita. Diferentemente do segredo que se dissolve na sua comunicação, o enigma tem a capacidade de se explicar

30


simultaneamente sobre inúmeros registros de sentido, todos igualmente válidos, e abre um espaço suspensivo intermediário que não é destinado a ser preenchido. No fundo o segredo se baseia sobre uma concepção simplificadora da realidade e sobre a intenção subjetiva de velá-la, de mascará-la, de ocultar a sua evidência: ele implica a existência de alguém que seja o seu detentor e saiba manter um completo domínio da sua administração através de processos de comunicação a um pequeno número de confidentes e de sinalização à grande maioria dos excluídos. A partir do momento em que o segredo foge ao controle do seu detentor, porque a realidade se lhe apresenta sob uma dimensão mais complexa, articulada, multifacetária e contraditória do que imaginava, passa-se a um outro horizonte, que é aquele do enigma. Por exemplo, no quadro da sociedade do espetáculo integrado, delineada por Debord, isso ocorre quando os governantes se encontram no ponto de confluência de muitíssimas tramas que em grande parte fogem ao controle deles: uma sociedade em que ninguém sabe mais o que acontece realmente, na qual é impossível calcular exatamente o preço da produção do que quer que seja, na qual a incerteza é organizada em todo âmbito, ainda pode ser definida como uma sociedade do segredo? Esta é, na realidade, uma sociedade do enigma.

31


CONEXÃO DIRET A COM O CONHECIMENT O. DIRETA CONHECIMENTO A Editora Argos também está na internet. Buscando qualificar e agilizar a prestação de serviços e pensando na satisfação do usuário, surge a Argos Virtual. Agora você pode adquirir livros com segurança sem sair de casa. Conecte-se ao conhecimento com apenas alguns cliques.

Título Enigmas: egípcio, barroco e neobarroco na sociedade e na arte Autor Mario Perniola Tradução Carolina Pizzolo Torquato Assistente editorial Alexsandro Stumpf Assistente administrativo Neli Ferrari Secretaria Alexandra Fatima Lopes de Souza Divulgação, distribuição e vendas Neli Ferrari, Jocimar Vazocha Wescinski, Maiara Demenech e Marta Rossetto Projeto gráfico Alexsandro Stumpf e Ronise Biezus Diagramação Ronise Biezus Capa Alexsandro Stumpf Revisão técnica Susana Scramim Revisão Jakeline Mendes Ruviaro Formato 16 X 23 cm Tipologia Minion entre 9 e 15 pontos Papel Capa: Cartão Supremo 300 g/m2 Miolo: Pólen Soft 80 g/m2 Número de páginas 223 Tiragem 1.000 Publicação julho de 2009 Impressão e acabamento Gráfica e Editora Pallotti – Santa Maria (RS) Argos – Editora Universitária – UNOCHAPECÓ Av. Attilio Fontana, 591-E – Bairro Efapi – Chapecó (SC) – 89809-000 – Caixa Postal 1141 Fone: (49) 3321 8218 – argos@unochapeco.edu.br – www.unochapeco.edu.br/argos

32


33


34

Enigmas - egípcio, barroco e neobarroco na sociedade e na arte  

Autor: Mario Perniola Tradução: Carolina Pizzolo Torquato ISBN: 978-85-7897-008-6 O filósofo italiano Mario Perniola discorre nas páginas...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you