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Três décadas de inovação, qualidade e tecnologia Presidente fala da força da empresa no Brasil Liderança no mercado doméstico Desde 1927 na vida dos brasileiros Produção sustentável e compromisso com a sociedade O que esperar para os próximos anos?


Entrevista Em quais países da América do Sul, além do Brasil, a Michelin dispõe de unidades de produção? Além do Brasil, a Michelin possui duas fábricas na Colômbia. Na unidade de Cali, são fabricados pneus para passeio e caminhonete. Na unidade de Bogotá, são produzidos pneus para caminhões e ônibus. Qual a comparação entre o mercado brasileiro de veí­culos comerciais e o estrangeiro? O Brasil é um mercado em crescimento, diferente dos EUA e Europa, que são mercados maduros. Na Alemanha, por exemplo, a proporção é de 500 veículos para cada mil habitantes. No Brasil, essa proporção cai para 200 carros para cada mil habitantes. Ou seja, há ainda muito potencial por aqui. Podemos dizer que a tecnologia automobilística chega quase ao mesmo tempo em todo o mundo. A inovação está no coração do Grupo Michelin, que está investindo 4% do seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento para propor, com os seus parceiros, as melhores soluções para uma mobilidade sustentável.

Os investimentos vão consolidar nossa liderança nos mercados já conquistados

Um mercado de forte crescimento Qual sua avaliação dos primeiros 30 anos de atuação da Michelin no Brasil? A Michelin está no Brasil desde 1927, com um escritório comercial, em São Paulo. Em 1981, inaugurou a primeira fábrica, no Rio de Janeiro, para a produção de pneus para caminhões e ônibus. Ao longo desses 30 anos de presença industrial, a Michelin vem crescendo cada vez mais. O Brasil é um mercado em expansão e um país estratégico para o Grupo. Construímos fábricas para pneus para caminhões e ônibus, cabos e aros de aço para confecção dos pneus, pneus de passeio e caminhonete, pneus para mineração e terraplanagem. Atualmente essas fábricas estão em expansão. Nosso objetivo permanente é não parar de crescer, por isso já estamos trabalhando para os próximos 30 anos. Como era o mercado brasileiro quando a empresa começou a produzir e como é ele na atualidade? Com a chegada da Michelin, que introduziu o pneu

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radial para caminhões e ônibus, o mercado se transformou. Hoje, mais de 80% do mercado de pneus para caminhões e ônibus é de pneus radiais. Quais as diferenças e semelhanças das unidades de produção do Brasil com as demais do grupo no mundo? O Grupo Michelin possui 71 fábricas em 18 países e desenvolve unidades modernas para produzir pneus com um nível de performance elevado. Nosso processo de fabricação é standartizado e permite obter o mais alto nível de qualidade e produtividade. No Grupo qual é a participação da filial brasileira nas operações mundiais? O Brasil, um mercado em forte crescimento, é um país estratégico para o Grupo Michelin. Em 2010, o faturamento do Grupo Michelin foi de 17,8 bilhões de euros, e a América do Sul representa cerca de 10% desse faturamento. O Brasil hoje é o principal país do eixo América do Sul, representando 70% dessa zona geográfica.

Como o senhor vê a Michelin no Brasil nos próximos 30 anos? Acreditamos que daqui a 30 anos o mundo será composto por 9 bilhões de pessoas, cerca de 30% a mais que hoje, que os custos das matérias-primas serão altos e sua disponibilidade cada vez menor. A Michelin vai desenvolver sempre novas tecnologias para a mobilidade sustentável, produzindo pneus que durem mais, consumam menos matérias-primas com mesma capacidade de carga e menos combustível, emitindo menos CO2 na atmosfera. Qual a avaliação que o senhor faz da mão de obra brasileira? A atividade de fabricação de pneus é muito específica e, por isso, realizamos um grande esforço em formação de pessoas. Além disso, nossas equipes estão cada vez mais internacionais e nós temos muito brasileiros atuando no Grupo em todos os lugares do mundo. A tecnologia Michelin empregada no Brasil é a mesma utilizada na na Europa? As fábricas para pneus de terraplenagem e mineração, e para pneus para caminhões e ônibus, tem as máqui-

“No Brasil, a proporção é de 200 carros para cada mil habitantes. Há ainda muito potencial para expandir ” nas mais modernas do Grupo Michelin. O mesmo vai acontecer com a nova fábrica para pneus de passeio e caminhonete, que ficará pronta no ano que vem. Como o senhor avalia o trabalho da Michelin no Brasil em produzir de forma sustentável? A política de sustentabilidade da Michelin engloba toda a cadeia produtiva. Há um processo permanente de aprimoramento visando reduzir a resistência à rodagem, o consumo de combustível e, consequentemente, a menor emissão de CO2. No Brasil, 75% dos pneus vendidos são de baixa resistência à rodagem. Hoje, 100% de nossas fábricas no mundo são certificadas pela ISO 14001. Trabalhamos na ampliação da vida útil de nossos pneus, o que permite reduzir seu descarte e a necessidade de matérias-primas e de energia para fabricação de produtos novos. Para os pneus inservíveis, a Michelin atua, junto com a ANIP, de acordo com as recomendações da Reciclanip. Jean-Philippe Ollier é engenheiro, formado pela Ecole Central de Lyon, França. Entrou na Michelin em 1988, onde participou de projetos de construção de fábricas até 1991. De 1991 a 1995, trabalhou em várias plantas na França e três anos depois, veio para o Brasil para implementar a construção da unidade de pneus de Passeio e Caminhonete em Itatiaia. De 2002 a 2005, foi Diretor Geral da atividade pneus de Passeio e Caminhonete para América do Sul. Em 2005 retornou à matriz, em Clermont Ferrand, como Diretor Industrial da Linha Produto de Pneus de Passeio e Caminhonete, onde ficou até 2008, quando assumiu a direção mundial da Linha Produto Avião. Em 1º de setembro de 2009, retornou ao Brasil, como presidente da Michelin América do Sul, onde é responsável por todas as operações da Michelin na América do Sul, Central e Caribe.


Michelin hoje

Trinta anos de revolução no mercado brasileiro de pneus Desde o início da produção, em 1981, a Michelin marca sua presença entre os clientes como sinônimo de inovação, qualidade tecnologia A Michelin está presente na vida dos brasileiros há muito tempo e tem conquistado ainda mais a preferência do cliente por ser sinônimo de qualidade, tecnologia e inovação. O compromisso de oferecer a melhor solução é pauta da empresa desde sua origem

no século XIX. A disposição em oferecer imediatamente ao consumidor suas inovações faz do Grupo um dos primeiros do mundo genuinamente globais. Por se tratar de uma empresa com mais de 100 anos, os exemplos são muitos, mas um dos mais significativos foi a introdução no mercado doméstico de uma tecnologia desenvolvida pela Michelin: o pneu radial para caminhões e ônibus. O produto foi desenvolvido em 1952, seis anos depois do pneu radial para carros de passeio, também desenvolvido pela empresa. A ideia revolucionária foi um sucesso, pois conseguiu unir todos os mais importantes atributos de uma só vez. O pneu radial oferece mais durabilidade, melhor aderência e menor consumo de combustível e segue, desde a década de 50, como uma referência na indústria. “Nosso compromisso é oferecer a melhor solução para o cliente”, afirma Feliciano Almeida, diretor de Marketing e Vendas de pneus para caminhões e ônibus para América do Sul, Central e Caribe. O desejo do consumidor passa pela preocupação com a vida total de seus pneus, como explica o diretor. A resposta da Michelin a esse desafio é permanente e o último lançamento apresenta um pacote completo. A nova geração de pneus MICHELIN X Multiway XZE, com foco no transporte rodoviário de carga e passageiros, garante ótimo rendimento na primeira vida, excelente aderência, melhoria significativa da dirigibilidade e estabilidade do veículo. O pneu MICHELIN X Multiway XZE também contribui para a preservação do meio ambiente e ainda oferece a Oferta Vida Total, que permite

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ao cliente rentabilizar e proteger o investimento por toda vida últil do pneu. Novidades constantes. Em um país onde o transporte rodoviário é a espinha dorsal da movimentação de mercadorias – 60% de toda a produção brasileira é transportada por estradas – a atenção dada pela Michelin a esse mercado é de extrema importância. O conceito de oferecer sempre produtos que incrementem ao máximo a mobilidade, com segurança, orienta o trabalho da Michelin e é muito bem compreendido pelos profissionais de transporte. O custo dos pneus para o frotista equivale em média a 9% dos seus gastos, enquanto que o combustível chega a 62%. A soma dos dois representa a maior parte do custo operacional de uma frota. “A empresa precisa sempre dos menores custos e no pneu precisamos de um desempenho quilométrico maior”, diz Rafael Schio, diretor geral da Schio. Por isso, a Michelin trabalha no desenvolvimento de produtos com baixa resistência

à rodagem, mas sem alteração nos índices de performance. “O pneu Michelin gera mais rentabilidade ao transportador”, assegura Feliciano Almeida. Mas a Michelin também está atenta aos demais segmentos de mercado. O lançamento do pneu para motocicletas Pilot Road 3 e a construção da nova fábrica em Itatiaia, que produzirá pneus para automóveis de passeio, são dois exemplos bem acabados da sintonia da Michelin com o ambiente comercial. Por isso, o Grupo mantém investimentos contínuos em desenvolvimento de produtos e expansão de capacidade produtiva. Base industrial sólida. Esse compromisso é a visão estratégica global do Grupo e a América do Sul é um exemplo concreto desse tipo de ação. A companhia procura globalmente aliar investimento e desenvolvimento, com foco nos países com forte crescimento econômico. Assim, Brasil, junto com China e Índia, são os países com prioridade no programa de


Michelin hoje

Grupo lidera mercados de caminhões, ônibus, mineração e terraplanagem investimentos do Grupo. Na América do Sul, o investimento principal é de US$ 1 bilhão, que começou a ser aplicado em 2006 e terá seu ciclo concluído em 2011, além do novo pacote anunciado de 800 milhões de euros, de 2011 a 2015. A presença da Michelin na América do Sul é forte. Na empresa trabalham aproximadamente 5 mil pessoas em sua sede, em seis agências comerciais e nas quatro unidades industriais – duas no Brasil e duas na Colômbia – responsáveis pela produção de pneus para carros, comerciais leves, caminhões, ônibus, terraplenagem e mineração, além de cabos e aros de aço utilizados na fabricação dos pneus radiais. No Brasil, as unidades são no Estado do Rio de Janeiro: Campo Grande, com três fábricas, Itatiaia, com uma fábrica; e a sede na Barra da Tijuca. A Michelin também possui presença comercial na Argentina, Chile, Peru, Equador, Panamá e Venezuela. O Grupo é líder de vendas no mercado de pneus radiais para caminhões e ônibus e no segmento de pneus para mineração e terraplanagem. No mercado de pneus para carros de passeio e comer-

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ciais leves, a Michelin tem como meta conquistar a liderança no continente sul-americano até 2015. Isto será possível com a ampliação da fábrica de Itatiaia, cuja produção está destinada, principalmente, a abastecer o mercado da América do Sul. Com a entrada em operação dessa fábrica, a Michelin pretende, em cinco anos, duplicar suas vendas, assim como seus pontos de distribuição em toda a região. Inovação. Por estar sempre em contato com seus clientes, a Michelin tem apresentado ao longo de sua trajetória inovações que superam as expectativas de seus usuários. Os pneus sem câmara série 80, que diminuíram o conjunto de montagem e melhoraram a relação peso/carga transportada, e o pneu série 70, mais leve e com o perfil mais baixo, específico para eixo semirreboque e que aumenta, com mais segurança, em até 250 quilos ou 4% do volume de carga transportada, são dois exemplos. “Como nosso grande bem é o cliente, nossa maior preocupação é com a sua segurança. Por isso temos o cuidado de escolher uma marca e um modelo de pneu que nos traga confiabilidade”, diz Silvio Curty, Coordenador da Central de Controle de Manutenção da Auto Viação 1001 Na prestação de serviços, a Michelin foi pioneira, na década de 90, como fabricante de pneus em oferecer o serviço de recapagem. Mais recentemente, em 2007, revolucionou o mercado oferecendo o serviço de recapagem Refill, que faz o pneu usado ficar novo de novo, valoriza a qualidade da carcaça e permite o máximo aproveitamento de sua vida útil. O serviço Refill oferece uma garantia exclusiva da carcaça Michelin, pagando até 67% de um pneu novo em caso de problemas. Depois da primeira vida, a carcaça Michelin é submetida a um teste para validação de sua condição e a partir daí recebe uma nova banda de rodagem. Nesse processo, a Michelin se diferencia pelo emprego de duas máquinas: a EPD e a CCA. A EPD (sigla em inglês para Sistema Elétrico de

Detecção de Furos) é um sistema eletrônico que identifica microfuros, furos e danos no interior do pneu que são imperceptíveis a olho nu. Isso representa um ganho médio de 20% na qualidade da detecção. A CCA (que em inglês significa Aplicação Controlada por Computador) é um equipamento que aplica goma de ligação, por extrusão, garantindo adequadamente o preenchimento das escariações e a uniformidade desta interface em toda a superfície da carcaça Michelin. Nesta operação são eliminadas as possíveis bolhas de ar entre as rugosidades provocadas durante a raspagem. É sobre essa base que é aplicada automaticamente, tensionada e centrada, a nova banda de rodagem, com perfeita adesão. Em todo o processo, o sistema de informação faz o acompanhamento individual das carcaças, possibilitando um elevado grau de qualidade ao produto final. Dessa forma, o serviço Refill garante a integridade da carcaça Michelin para a rodagem, permitindo o máximo aproveitamento de sua vida útil. Para o cliente, que reconhece a Michelin como a marca de pneus que oferece mais números de recapes (pesquisa Instituto Qualimétrica 2010), o Refill representa economia no custo por quilômetro rodado e, consequentemente, vantagem competitiva no mercado de transportes. O rendimento quilométrico pode ser superior a 40% na vida total do pneu, em comparação com a concorrência. Para chegar a esse nível de inovação, a Michelin investe por ano mais de 600 milhões de euros. O dinheiro é aplicado nas atividades dos Centros de Tecnologia do Grupo Michelin, que operam em três continentes: Europa (França e Espanha), Américas (Estados Unidos) e na Ásia (Japão, Tailândia e China). “Somos movidos por nosso espírito inovador”, resume o diretor de Marketing e Vendas de pneus para caminhões e ônibus para América do Sul, Central e Caribe.

“O pneu Michelin gera mais rentabilidade ao transportador”, resume Feliciano Almeida

Oferta Vida Total: produto e serviços integrados A capacidade de inovação da Michelin extrapola os produtos e chega também aos serviços. Para oferecer uma cobertura mais ampla na aquisição do pneu MICHELIN X Multiway XZE, a empresa criou a Oferta Vida Total. Na compra do produto, o cliente recebe um bônus de recapagem da própria Michelin, que vale para qualquer pneu de sua frota, e uma garantia inédita contra danos acidentais de um ano, a partir da data da compra do pneu. Para o frotista, significa proteção ao seu investimento e garantia de rentabilidade nos negócios. A garantia contra danos acidentais é uma exclusividade da Michelin, que vai além da garantia obrigatória de cinco anos de fabricação. Com a Oferta Vida Total se o cliente perder o pneu em acidentes, choques com meio fio e outras situações, ele recebe de volta o valor proporcional à utilização do produto até o momento do dano.


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História

O Boneco Michelin é reconhecidamente um dos personagens pu-

Inovações de mercado estão presentes desde o início

blicitários mais famosos em todo o mundo. Com mais de 100 anos de existência, o Bibendum, como é chamado o Boneco Michelin, está presente em campanhas, adesivos e até nos pneus que a Michelin produz.

No mundo, o nome Michelin remonta ao final do século XIX quando os irmãos Edouard e André assumiram o controle da empresa fundada por seus antepassados. Isso foi em maio de 1889, em Clermont-Ferrand (França) e a companhia se chamava Michelin et Cie.

No Brasil desde 1927 Os brasileiros convivem com a Michelin desde 1927, quando a empresa abriu um escritório comercial em São Paulo. Como fabricante de pneus, a empresa iniciou suas operações em 1981, com a inauguração de um fábrica para pneus de caminhões e ônibus na zona oeste do Rio de Janeiro, no bairro de Campo Grande; simultaneamente com uma unidade de produção em Itatiaia (RJ), destinada a fazer produtos semiacabados em metal, para abastecer a linha de produção na capital fluminense. Essas primeiras unidades industriais lançaram as bases para a Michelin entrar no disputado segmento de pneus para caminhões e ônibus. A decisão de iniciar as operações brasileiras fazia parte de um plano estratégico em escala global de expandir as unidades de produção em diversos continentes. Assim, ao mesmo tempo em que o Brasil ganhava suas fábricas, América do Norte, Ásia, além de outros países da Europa e América do Sul entravam no mapa de produção da Michelin.

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Inicialmente, a produção era de pastilhas de freio, feitas de lonas e borracha, chamada The Silent. A história deles começou a tomar outro rumo quando, em 1891, um ciclista foi à fábrica em busca de produtos para consertar os pneus de seu veículo. Então Edouard percebeu que eles estavam diante de uma oportunidade. Daquela visita, nasceu a primeira inovação da companhia: o pneu desmontável. Com isso, a Michelin estabeleceu um novo recorde na área de manutenção: o conserto de um pneu de bicicleta, que antes era feito em horas, passou para 15 minutos. A ideia ganhou fama após a vitória do ciclista Charles Terront, na prova Paris-Brest-Paris, por ser o único competidor a usar o pneu desmontável Michelin. No ano seguinte, 10 mil ciclistas já rodavam com pneus Michelin. Quatro anos depois, a empresa voltou sua atenção para um produto que estava nascendo, o automóvel. O objetivo era resolver o problema da baixa resistência dos aros de borracha dos primeiros carros. Para provar que sua solução era superior, a Michelin criou seu próprio carro, o Éclair, a partir de um Peugeot com motor Daimler, que usou os pneus da companhia na Paris-Bordeuax-Paris. O produto foi posto à prova e superou as dificuldades de desgaste do percurso. A Michelin acabava de entrar no mercado automotivo em grande estilo.

Como a maioria das boas ideias, nasceu por acaso. Em 1894 na Exposição Universal e Colonial de Lyon, Edouard Michelin viu duas pilhas de pneus que decoravam a entrada do evento. Ele achou curioso e comentou com seu irmão, André, que se pusessem dois braços e duas pernas aquilo virava um boneco. Três anos depois, Edouard vê esboços do desenhista Marius Rossilon, que assinava O’Galop, que chamam sua atenção. O desenho mostrava um homem gordo levantando sua caneca de cerveja, sob o verso do poeta latino Horácio: “Nunc est bibendum” (“Agora ele será bebido”). Edouard associa o desenho aos pneus da exposição de Lyon e imediatamente lhe vem à mente a frase: “o pneu bebe o obstáculo”. Então, ele encomenda um cartaz a O’Galop que o apresenta em 1898. O primeiro desenho mostrava um personagem imponente, formado de pneus, atrás de uma mesa com uma taça cheia de cacos de vidro e pregos dizendo: “Nunc est bibendum”.


Sustentabilidade senvolvidas pelo Departamento de Pesquisas da Michelin, mais resistentes ao Microcyclus e com elevada produtividade.

Compromisso cada vez maior por um mundo melhor Sustentabilidade é palavra corrente no vocabulário da Michelin. A empresa tem a certificação ISO 14001 em todas as suas fábricas no mundo e no Brasil é a única fabricante de pneus que exige esta mesma certificação dos licenciados Refill. A maior parte dos pneus que a Michelin comercializa são de baixa resistência à rodagem. Isso significa que atuam reduzindo o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO².

A Michelin estimula o desenvolvimento de uma das regiões com o menor PIB do Brasil, promovendo a geração de renda, pesquisa e preservação da fauna e flora sob o nome de Projeto Ouro Verde Bahia (POVB),

Pneus vendidos são de baixa resistência à rodagem, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de CO²

Cerca de 20 anos depois, a Michelin decidiu dividir e vender a área de 5 mil hectares de plantio em 12 médias propriedades financiadas para alguns funcionários, que se comprometeram em empregar os outros 600 ali presentes. Em contrapartida, ficou estabelecido o cultivo de seringueiras com mudas de-

no sul da Bahia. Tudo começou em 1984, quando a empresa comprou uma fazenda de seringueiras de 9 mil hectares, no estado. O objetivo era produzir borracha natural mas a praga “Mal das folhas”, causada pelo fungo Microcyclus Ullei, era um obstáculo.

Após anos, o projeto tornou-se um grande centro de pesquisas científicas da seringueira e da biodiversidade da Mata Atlântica. Ao lado dos 5 mil hectares de plantio, 3 mil hectares são ocupados pela reserva ecológica para pesquisas de universidades brasileiras e estrangeiras; e mil ha pelo pólo de pesquisa agronômica da seringueira. O POVB, com seu modo de produção sustentável, é um projeto completo, com eixos econômico, social e ambiental bem definidos. Esse projeto representa presente e futuro do ecossistema e da borracha natural para a Michelin e para o mundo. Desde 1998, o Grupo Michelin organiza um evento mundial voltado para a mobilidade sustentável. O objetivo do Challenge Bibendum é reunir os principais atores da indústria automobilística para discutir e apresentar novas propostas e soluções, para assim adaptar as melhores formas de tornar as cidades mais fluídas e limpas. Diante da crescente taxa de urbanização, gerada pelo crescimento populacional, a expectativa é que a frota mundial dobre até 2030, segundo o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Dessa forma, a Michelin se compromete a reduzir em 50% a resistência à rodagem dos pneus. Em 2030, quando a frota mundial dobrar, os pneus Michelin terão seu impacto no meio ambiente reduzido pela metade. Para a Michelin, é justamente nessa diversidade que estão as possibilidades para o futuro. “A filosofia do Challenge Bibendum é identificar os problemas atuais e apontar as possíveis soluções, a fim de colocá-las em prática”, explica Patrick Oliva, vice-presidente corporativo de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Michelin. Em relação aos produtos, a Michelin já está na quarta geração dos pneus verdes para veículos de passeio e caminhonete. O pneu MICHELIN Energy XM1+ oferece uma redução de até 1,7% no consumo de combustível em comparação aos principais concorrentes do mercado. Consequentemente, cer-

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Challenge Bibendum reúne a indústria para discutir propostas e soluções, para tornar as cidades mais fluídas e limpas

ca de 23 Kg de CO2 deixam de ser emitidos para o meio ambiente por veículo ao ano. Isso representa uma redução de 1,5 grama do gás por quilômetro rodado. Se toda a frota nacional de veículos de média potência passasse a usar pneus MICHELIN Energy XM1+, a quantidade de gases poluentes que deixaria de ser emitida seria equivalente à absorção anual de CO² de 4 milhões de árvores. Voltado para motocicletas, o pneu MICHELIN Power Pure pesa um quilo a menos do que os seus concorrentes diretos e é o mais leve pneu fabricado com a tecnologia de dois compostos. Em função de seu peso reduzido, além de gerar benefícios para os clientes, este produto utiliza menos borracha em sua composição, respeitando o meio ambiente. A tecnologia radial, inventada pela Michelin e patenteada por anos, permite ainda reduzir o consumo de combustível dos pneus para terraplenagem e mineração. Em um teste recente, ao vivo para a imprensa, a Michelin comprovou que estes pneus radiais economizam 8,6% de combustível se comparado à tecnologia diagonal.


Futuro

Mais fábricas, mais produção Investimento de 800 milhões de euros até 2015 será aplicado na expansão da base industrial da Michelin no Brasil A movimentação de máquinas nas instalações da Michelin em Itatiaia (RJ) é intensa. O trabalho é preciso e ágil, pois a agenda indica: em fevereiro de 2012 ali, onde mais de mil operários trabalham, será inaugurada a mais nova fábrica de pneus da empresa. A fábrica faz parte dos planos de expansão da Michelin na América do Sul, que contemplam ainda a ampliação da Unidade existente em Campo Grande, bairro localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Todos os projetos industriais da Michelin no Brasil recebem nomes de árvores da flora brasileira. A unidade em construção, em Itatiaia, foi denominada de Pau Brasil e abrigará a produção de pneus para automóveis. Em Campo Grande o ritmo não é menor, mas a atividade acontece dentro dos prédios já construídos. Ali estão em curso ampliações das unidades de produtos semi-acabados para mistura (goma sintética e natural), a instalação de uma planta para fabricação de produtos semi-acabados metálicos e a ampliação da capacidade produtiva da fábrica de pneus para caminhões e ônibus.

MICHELIN X Multiway XZE

Expediente Publicação: Michelin América do Sul Direção-geral: Maria Luiza de Carvalho Diretora de Marketing para pneus de caminhões e ônibus América do Sul Coordenação geral: AutoData Editora

investimentos da companhia de US$ 1 bilhão, iniciado em 2006 e concluído esse ano. Para continuar os projetos de crescimento, a empresa já anunciou um novo pacote de investimentos na ordem de 800 milhões de euros para o Brasil, de 2011 até 2015. O futuro da Mi-

Slogan “A melhor maneira de ir mais longe” incita a imaginação de todos sobre as novidades que virão 14

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Apuração, redação e edição: Argonautas Comunicação & Design

As novas instalações integram um programa de

chelin está sendo construído no presente. Revelar precisamente como serão os produtos que estarão futuramente no mercado é algo que nenhum fabricante faz antes da hora certa. Se a empresa for líder de mercado nos segmentos de ônibus e caminhões então, os segredos sobre esse tema são guardados a sete chaves. Para trazer esses produtos ao mercado, a Michelin estuda

cerca de 15 mil pneus em seu de ciclo de vida final e testa novas tecnologias anualmente em seus clientes. É interessante compreender que, por definição dos irmãos Michelin, a companhia não é fabricante de pneus. Desde os primeiros anos de existência da companhia, o foco dado por seus fundadores foi o desenvolvimento da mobilidade. O slogan “A melhor maneira de ir mais longe” expressa essa ideia e abre a imaginação de todos sobre o que sairá no futuro das linhas de produção da Michelin.

Design, layout e editoração: Argonautas Comunicação & Design Imagens: Michelin América do Sul AutoData Editora Ltda. R. Verbo Divino, 750, Chácara Santo Antônio - São Paulo - SP - Brasil CEP 04719-001 Tel. PABX: 55 11 5189-8900 Fax: 55 11 5181-8943. É proibida a reprodução sem prévia autorização, mas permitida a citação desde que identificada a fonte. Impresso no Brasil


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