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#082 E ANO 08 / 2012 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 18 ANOS.

ALÔ ALÔ


dj nino

vs

Dj renato borges

dj nedu lopes

vs

vs

DJ dubstrong

Dj jeff bass vs

Finalista Sp

QUINTA-FEIRA, 30 DE AGOSTO | 23H | FINAL NACIONAL PORTO ALEGRE | CLUB 688


UMA batalha EN TRE 6 DJS

E UMA CERTEZA: ninguém vai ficar

PARADO.

ATRAÇÃO ESPECIAL: ZEGON RUA SIQUEIRA CAMPOS, 688 - PORTO ALEGRE - RS - 51 9660 6050 1º LOTE R$30 (F) R$40 (M) | 2º LOTE R$40 (F) R$50 (M) JÁ PENSOU IR A UMA FESTA COM 6 DJS COMPETINDO PARA VER QUEM FAZ VOCÊ VIBRAR MAIS EM 15 MINUTOS, PASSANDO POR, NO MÍNIMO, 3 ESTILOS MUSICAIS DIFERENTES? ENTÃO, NÃO PERCA O RED BULL THRE3STYLE, UMA BATALHA DE DJS NASCIDA NO CANADÁ QUE ESTÁ DE VOLTA AO BRASIL. O VENCEDOR VAI ENFRENTAR OS MELHORES DJS NA FINAL MUNDIAL EM CHICAGO.

WWW.REDBULL.COM.BR


4 A REVISTA VOID É UMA PUBLICAÇÃO MENSAL COM DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E TIRAGEM DE 10 MIL EXEMPLARES. TIRAGEM_

9X9 #081

E ANO 08 / 2012 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 18 ANOS.

VOID #078 LAS CHICA PIRA

VOID #077 SABE MUITO

VOID #076 SENGAYA

VOID #075 TCHAN

VOID #074 NÃO COMPRE

VOID #073 AFIADA

VOID #056 FOTOS

VOID #057 MAU SUJEITO

VOID #058 EU ACREDITO

VOID #066 FEZES

VOID #067 FOTOS

VOID #068 NA LINHA

E ANO 08 / 2012 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 18 ANOS.

MOTHER FUCKER

#079

VOID #070 POIS FOI

VOID #060 NADAAVER

VOID #050 LÉGUAS DAQUI

VOID #049 FORA DO GELO

VOID #048 NA MOSCA

VOID #047 CHUTA

VOID #046 AUTO-ESTRADA

VOID #045 FOTOS

VOID #040 NO MUSEU

VOID #039 YES

VOID #038 PODEROSERRIMA

VOID #037 NA CALADA

VOID #036 NÃO TEM CAÔ

VOID #035 AQUI JAZ

VOID #034 FOTOS

VOID #030 PESÔ

VOID #029 NINGUÉM SAI

VOID #028 LUGAR ERRADO

VOID #027 BEM-VINDO...

VOID #026 NUM GUENTA...

VOID #025 BODA DE PRATA

VOID #024 NA PARCERIA

VOID #023 NUNCA MORRE

VOID #020 EGO SUM LUX MUNDI

VOID #019 XXX

VOID #018 NA TELA

VOID #017 VIROU FUMAÇA

VOID #016 SOU DA TINGA E DAÍ?

VOID #015 NO RIM

VOID #014 DEBAIXO DO PANO

VOID #013 ATOLA!

VOID #012 FURA BOLO

VOID #011 SE DEU BEM HEIN?

VOID #010 LARICA

VOID #009 DEBAIXO DO CHÃO

VOID #008 É TUDO DA LEI

VOID #007 NÃO PARA NÃO

VOID #006 POA PORNÔ

VOID #005 FOFOCA

VOID #004 TAMANHO DE PÊNIS

VOID #003 2005...

VOID #002 BAD TRIP

VOID #001 SEXO A TRÊS

Uma das corridas de bikes mais insanas do mundo aconteceu aqui em Porto Alegre e tu nem sabia disso? Então põe o capacete e pedala.

VOID #080 PÉ SUJO

VOID #055 AGORA VAI!

VOID #065 BAZINGA!

VOID #044 NO OLHO

VOID #033 TIRA O OLHO

VOID #022 QUE LOOOOOCO!

VOID #021 2 ANOS NA CARA

PEDALA, ROBINHO

Investigamos o DNA por trás dos quase 20 anos da Comunidade Nin-Jitsu, que está prestes a lançar seu primeiro DVD. Chalaça pura.

VOID #059 BABY BOOM

VOID #054 HANN A AFMELI

VOID #064 CORPO SINTÉTICO

VOID #043 É SÓ O COMEÇO

VOID #032 3 ANOS NONSENSE

VOID #031 SÓ OS MUCHO LOCO

DETETIVE

Caímos de paraquedas nos bastidores do Studio Pampa, o programa mais amado/odiado do RS. Que golaço, ninguém segura nosso timaço.

VOID #069 MEIA NOVE

VOID #053 CAPAI QUE NÃO

VOID #063 EM PELO

VOID #042 SHHHHH...

VOID #041 É FOFREE

MAIS TRASH QUE NA TV

VOID #079 MOTHER FUCKER

VOID #052 POR TRÁS

DISTRIBUIÇÃO_

VOID #062 MOCADO

VOID É DISTRIBUÍDA NO BANHEIRO DOS PRINCIPAIS BARES, LOJAS, GALERIAS E UNIVERSIDADES DE PORTO ALEGRE. CONFERE A LISTA COMPLETA EM WWW.AVOID.COM.BR VOID #051 DE LADO

FOTO DA CAPA: TALLES KUNZLER

VOID #061 NÓIS QUE VOA

CAPA(S)

VOID #072 OLHO DE GATO

VOID #071 SEMPRE

Essa edição é toda dedicada a você, que sabe não se levar a sério. Porque seriedade, a ideia de ser responsável no trabalho, estudar com dedicação, entre outras coisas, é importante. E muito. Mas é também o que somos ensinados (e programados) a fazer o tempo todo. Bem mais difícil é saber rir de si mesmo, encarar o deboche como uma homenagem. Aos que conseguem, um brinde.

VOID #081 9X9

CURTINDO A VIDA ADOIDADO

NESTA EDIÇÃO

PÉ SUJO

#080 E ANO 08 / 2012 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 18 ANOS.


COLABORADORES

EXPEDIENTE

PERESTROIKA - Tiago Mattos e Felipe Anghinoni são Diretores de Whatever da Perestroika, escola de atividades criativas com sedes no RS, SP e RJ. Não gostam de nada sério, tirando coisas sérias.  perestroika.com.br

SHOOT THE SHIT - Shoot The Shit é um coletivo criativo que realiza ações para transformar Porto Alegre na cidade mais afudê do universo.  shoottheshit.cc 

STREET STYLE POA - O estilo das ruas é muito mais que fotos do que se usa pela cidade. Mais que moda de rua, o blog retrata o lifestyle de quem vive em Porto Alegre. streetstylepoa.com.br

LISE BING - Não consegue se controlar na frente de uma câmera, sempre mostra a língua. É dela uma cachorrinha chamada Pantufa e a coluna BING BANG. lisebing.tumblr.com

CRIA IDEIAS - É o estúdio de ilustração mais afudê de Porto Alegre. Trabalham com os mesmos objetivos: ter um cavalo marinho, um par de calças decentes e mais brinquedos. www.criaideias.com.br

DOSE DUPLA - Os gêmeos Léo e Luis fazem pratos pra galera matar a larica depois da festa. E em outros momentos também. Cozinha simples, feita com o que tem. facebook.com/programadosedupla

Direção Gabriel Rezende Marco Arioli Pedro Hemb Rodrigo Santanna Vicente Perrone   Conteúdo e Planejamento João Francisco Hein   Editor Leandro Vignoli   Comercial Emiliano Jobim   Marketing Helene Hermes   Financeiro Camila Bonfada   Projeto Gráfico Lucas Correa Rafael Chaves   Diagramação Henrique Lopes Produção Candi Damé Fotografia Talles Kunzler Assistente de Marketing Gabriela Goularte Revisora Iara M. Rosales Gonçalves   A Void é uma empresa do Grupo Slash/Slash que atua em 5 frentes:

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CAROL ROSA colabora na seção Eleganza. Acredita em uma piscina de ondas em Porto Alegre. Enquanto isso colhe kiwi loucamente since 1986. caroles.pan@gmail.com  collectsomething.tumblr.com

BRUNO ARALDI escreve na seção Na Base, no meio tempo entre bolar projetos de comunicação, atualizar o Surfreaks e arranjar formas de curtir a vida. brunoaraldi@gmail.com  surfreaks.tumblr.com

MARLON OLIVEIRA divide seu tempo entre estudo, trabalho e entreveros. Entre uma atividade e outra, dá um rolê de skate com os amigos. Quando sobra tempo, dorme.  marlondoliveira@hotmail.com

Void.Mag: revista Void.Party: eventos Void.On: online Void.PR: relacionamento com público  Void.EXE: planejamento, criação e produção de eventos e ações promocionais

  Grupo Slash/Slash: C688 Complex EXE M/E/C/A/Festival TOW e Tow In Void


SÓ FALTA O HOLOGRAMA Em 23 de julho completou um ano da morte de Amy Winehouse, mas esse é um osso que vai ser chupado até virar farelo. Desde o último suspiro da moça, já lançaram um disco póstumo e, agora, o livro Amy, My Daughter, onde o seu pai Mitch Winehouse conta as memórias da filha, a partir de algumas cartas que ela enviou. Mas a coisa nem tá perto de acabar. O rapper Nas divulgou a faixa “Cherry Wine”, um dueto com a cantora que será lançado em seu novo disco. O doidêra Pete Doherty é outro que declarou que estaria usando letras escritas por Amy Winehouse no próximo álbum (isso se ele também conseguir ficar vivo até lá). Não é de se duvidar que daqui a pouco saia um álbum em parceria com o 2Pac.

guitar hero sound & vision

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Depois de um lenga-lenga interminável sobre direitos autorais, vai sair do papel a cinebiografia de Jimi Hendrix. O papel do maior guitarrista da história será de Andre 3000 (vocalista do OutKast). Apenas no início das filmagens, All Is By My Side tem estreia prevista somente pro início de 2013, com a direção de John Ridley (que na verdade é escritor de romances). A princípio, o roteiro foca no início de carreira do cara, com o ator/rapper fazendo

covers de Muddy Waters e Beatles (como numa célebre apresentação dele em Londres, com os integrantes da banda na plateia). As músicas do guitarman podem até não ser usadas na trilha, devido a uma nova pendenga judicial. Ou seja, o projeto tem um diretor que não é diretor, o papel principal de um ator que não é ator, contando a história de Jimi Hendrix sem as músicas do Jimi Hendrix. Pra piorar, só faltou o David Guetta assumir a trilha sonora.

TRÊS VEZES MAIS VERDIN O Green Day confirmou as datas de lançamento da trilogia de álbuns ¡Uno! ¡Dos! ¡Tré!. O primeiro disco sai dia 25 de setembro, o segundo em novembro e o derradeiro em janeiro de 2013. O primeiro single da epopeia, “Oh Love”, é um quase “indie rock” e já dá pra conferir direto no avoid.com.br. Dá pra sacar que a banda abandonou um pouco a temática política dos últimos dois discos por coisas “mais pessoais”. Além dessa trilogia, o Green Day ainda anunciou nada menos que dois documentários (pra breve, mas ainda sem data). Haja verde.


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CELEBRITY DEATHMATCH

Por falar em hip-hop e homossexualidade, Drake e Chris Brown receberam a oferta de U$ 1 milhão por uma luta de boxe, após saírem no tapa numa casa noturna em New York. Enquanto não rola o fight num ringue profissional, Chris Brow lançou a faixa “I Don’t Like”, onde chama o rival de “pussy” e tira onda da sua sobrancelha. Agora só resta pro Drake duas opções: aceitar o milhãozinho pela luta, ou fazer uma música xingando Brown de algo. Ou as duas coisas.

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SANGUE, SUOR E RUGAS

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RAP DO ARMÁRIO

BAQUETÃO

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O hip-hop sempre foi um dos poucos estilos, talvez o único, a não ter um grande artista abertamente gay. Não mais, após o rapper Frank Ocean, do Odd Future, ter publicado em seu Tumblr que a primeira relação dele foi com um homem, quando tinha 19 anos. Várias já eram as especulações que em Channel Orange, seu recém lançado álbum solo, algumas das músicas de amor eram endereçadas a outro cara. O lance é ainda mais surpreendente porque o próprio Odd Future já foi acusado várias vezes de homofobia (principalmente o mais conhecido dos rappers do coletivo, Tyler, The Creator). Na real, a DJ do grupo, Syd The Kid, também se declarou lésbica há alguns meses. Agora basta esperar se Frank Ocean apenas abriu a porteira para outros artistas de hip-hop se assumirem. Eu apostaria no Eminem.

Foi lançada no Brasil a biografia de Clint Eastwood. Ganhador de 2 Oscar de diretor (por Os Intocáveis e Menina de Ouro) e indicado outras 4 vezes (como diretor e ator), “Todo Censurado” fala sobre a adolescência, as poucas amizades, os tempos de salva-vidas do exército e sua prolixidade – nos últimos dez anos, o cara dirigiu DOZE filmes. O livro é do historiador Marc Elliot e homenageia os nada menos que 82 anos do diretor.

Dave Grohl é o queridinho do rock, quase um ator de stand-up comedy que lidera uma banda. E os habitantes da sua cidade natal, Warren, em Ohio, são os mais orgulhosos. No começo do mês foi inaugurado um monumento em forma de duas baquetas gigantes de madeira, pesando cerca de 408 quilos. O local de visitação pública será na rua que, inclusive, foi nomeada em homenagem ao vocalista dos Foo Fighters, a Dave Grohl Alley. As baquetas ainda terão penas entalhadas, imitando as tatuagens que o cara tem nos braços. Interessante, só esperamos que a cidade do Kid Bengala não tenha a mesma ideia de homenagem.

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LISTAS

OS CINCO CASAIS DE “CELEBRIDADES” MAIS BIZARROS DO BRAZIU A GRANDE FOFOCA DO MÊS FOI A SEPARAÇÃO DE TOM CRUISE E KATIE HOLMES, UM CASAL QUE SEMPRE FOI PRA LÁ DE ESTRANHO, MAS QUE PARECIA FICHINHA PERTO DOS QUE TEMOS POR AQUI. É A VOID INVADINDO O MUNDO DO LEÃO LOBO!

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E HUCK E ANGÉLICA – é tão perfeitinho, tão família classe-alta brasileira, é tão bom-mocismo, que é capaz de que as únicas três trepadas do casal foram pra fazer os filhos. E MARCELO CAMELO E MALLU MAGALHÃES – a expressão “pegou pra criar” faz tanto sentido que hoje a ex-criança já tem VINTE ANOS. Mas o casal não deixa de continuar bizarro. Digite “copofragia” no Google e estrague seu dia. E LUCIANA GIMENEZ E O DONO DA REDE TV – assim como a gente, tu também não deve lembrar o nome do empresário. Mas i$$o deve ser o que menos importa na relação da apresentadora e o padastro do Jaggerzinho. E DENTINHO E MULHER SAMAMBAIA – ele, jogador de futebol, provando a máxima de que tem neguinho que morreria virgem se não fosse famoso. Ela, uma ex-Panicat. Não dava pra esperar outra coisa, que não se encostar em algum otário desses. E XANDHY E CARLA PEREZ – esses eram os campeões da bizarrice, se é que ainda tão vivos.


OLIMPÍADA(RS): (DES)INFORMAÇÃO É O NOSSO ESPORTE.

TOP 5 –ESQUECERAM DE MIM DELES JUSTIN BIEBER ACABA DE LANÇAR UM DISCO NOVO, A GENTE NÃO AGUENTA MAIS, MAS SEJAMOS PACIENTES. ELE NÃO É O PRIMEIRO ASTRO MIRIM, E A MAIORIA DELES HOJE NEM SABEMOS ONDE ESTÃO. UM POUCO DE FÉ!

JOGOS OLÍMPICOS ROLANDO EM LONDRES E AQUELE MONTE DE ESPORTE DOIDÊRA, COMO BADMINTON E HÓQUEI NA GRAMA. IMAGINA QUE MASSA A NOSSA VALOROSA CAPITAL COMO SEDE, COM VÁRIOS ESPORTES MUITO INOVADORES (MAS, COMO SEMPRE, SÓ QUE NÃO!).

E CANOAGEM URBANA – dentro da cidade, em duas modalidades: Velocidade, na Goethe alagada; Slalom, na correnteza do Dilúvio. E CARROÇA DE EQUITAÇÃO – corrida na Assis Brasil, junto com os carros, porque o realismo faz parte da graça desse esporte. E BOCHA – evento com a sub-sede em Mariluz, permitido a competidores nascidos, no máximo, até 1960. E MARCHA CROSS-COUNTRY – nas principais calçadas da cidade, o vencedor é o que chega com a meia menos molhada ao fim do percurso. Homologado pela Federação Gaúcha de Lajota Solta. E ESPETO CORRIDA – rústica de 9 km, entre o Aeroporto Salgado Filho e a Churrascaria Na Brasa. O campeão deve completar a refeição do primeiro meio quilo de vazio.

E MACAULY CAUKIN – a estrela de todo Natal em Esqueceram de Mim virou um rebelde drogadito, já tem 30 anos, e sipá tá fazendo chupeta ali na Cracolândia. E HANSON – A banda mais famosa do mundo quinze anos atrás continua na ativa, mas perdeu todo o charme. Hoje em dia parece um cover ruim de Bryan Adams. E JUNINHO BILL – o maroto do Trem da Alegria hoje em dia é produtor do programa do Danilo Gentili, na Band. Triste fim. E JORDY – astro bebê, com 16 anos seu sonho era ser dj de techno. Quem sabe ainda não o veremos na Pink Elephant. E HALEY JOEL OSMET – o molequinho de Sexto Sentido concorreu até ao Oscar pelo “I see dead people” do filme. Quem diria que no futuro o “morto” seria ele.

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1001 DISCOS PRA OUVIR DEPOIS DE MORRER JET GET BORN

por leandro vignoli

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A imagem abaixo da capa do disco, uma chifrada dum bicho de quase uma tonelada, representa tudo o que precisa ser dito sobre o ato de tentar escutar este álbum. Na época do lançamento, o rock virou modinha e a playboyzada estava “curtindo um indie rock”. Os Strokes eram a banda da vez e, na cola deles, surgiu um monte de outras horrorosas, com a estética do cabelo seboso e o figurino emprestado do mendigo do centrão. E de todas essas bandas, o Jet conseguiu o feito de ser a pior. Tudo é um amontoado de pastiche do rock. E o problema nem é emolar as clássicas bandas, o que é normal, mas o fato de nem isso eles fazerem direito. O Jet consegue emolar no máximo o Oasis – a derivação da derivação – ou pior ainda, a Cachorro Grande. É tão ruim, mas tão ruim, que ao serem acusados de “Are You Gonna Be My Girl” ser uma cópia chinfrim de “Lust for Life” de Iggy Pop, argumentarem que a batida veio na verdade dos clássicos da gravadora Motown. Ou seja, eles se defendem dizendo que copiaram outra coisa, não a que todo mundo acha. É como assumir que rouba o dinheiro da própria mãe, mas que pelo menos não usa de violência. E o cover mal feito chamou mais atenção que outras porque a música virou hit até de baile de formatura e festinha rock pra torturar os DJs. Mas é apenas um detalhe perto de todo fedorão do álbum. Tem baladinha que nem o Coldplay faria pior, tentativas de glam-rock pra fazer o David Bowie repensar a sua existência como artista e, australianos que são, um monte de arremedo de AC/DC – que bandas cover de colégio em Melbourne devem tocar melhor. Enfim, talvez a ideia de levar uma chifrada dum bicho de quase uma tonelada não seja tão pior.


Enquanto a poluição no mundo aumenta e os recursos diminuem, nossa juventude cresce obesa levando como seu único meio de transporte os carros. Nesse meio tempo, o skateboard sempre sendo criticado, proibido e abusado, enquanto de fato estamos promovendo uma iniciativa de estilo de vida nos transformando em uma alternativa real em transporte. Com as pequenas distâncias que a maioria de nós cobre diariamente, o skateboard se torna a opção ideal para o deslocamento urbano. Skateboard promove exercício, não polui o ar e reduz nossa dependência em energia fóssil. Usar um skateboard como um veiculo é nossa forma mais eficiente de transporte por energia sustentável... alem de ser divertido.

Conheça mais sobre a linha Travel Well: elementskateboards.com.br facebook.com/elementskateboardsbrasil twitter.com/elementbr


alicate por jo達o francisco hein

imagens talles kunzler


HÁ DOIS MESES ME DEPAREI COM O TRAILER DO DOCUMENTÁRIO LINE OF SIGHT, QUE RETRATA A JORNADA DE DEZ ANOS DE UM CARA CHAMADO LUCAS BRUNELLE EM BUSCA DOS REGISTROS DAS CORRIDAS DE BICICLETAS MAIS INSANAS QUE ROLAM EM CIDADES COMO NOVA IORQUE, LOS ANGELES, TÓQUIO, ENTRE OUTROS CENTROS URBANOS DESTE PLANETA. SÓ DE OLHAR AQUELES DOIS MINUTOS DE VÍDEO DÁ PRA SACAR O NÍVEL DE ADRENALINA E PERICULOSIDADE QUE ESSES CICLISTAS ENFRENTAM. MAL SABIA QUE NA MINHA CIDADE NATAL, ESSA BAGAÇA ÚNICA E GOSTOSA CHAMADA PORTO ALEGRE, JÁ ACONTECIAM CORRIDAS CLANDESTINAS DE BICICLETAS HÁ QUASE DOIS ANOS.

Sem perder tempo, fui acompanhar o evento após acertar os detalhes com os organizadores da corrida, dois caras conhecidos como Cavera e Macaco. Ao observar a rapaziada, dá de tudo na parada, desde neguinho anarquista até vocalista famoso de banda emo (Lucas Silveira, do Fresno, participou da jornada com a bicicleta mais balaquêra). Em comum, o apreço que os caras têm pelas suas magrelas. Tem bicicleta com milhares de marchas, umas sem freio, outras feitas de bambu, as que carregam bichinhos de pelúcia, as que são decoradas com quadrinhos, entre outros apetrechos e bizarrices.


Ao tentar descobrir qual que era da parada, se eles se matam mesmo, um dos participantes respondeu que o vencedor seria aquele que não se quebrasse pelo caminho. Ou seja, a parada era séria. Ninguém estava ali pela fanfarra, os figuras estavam ali para pedalarem freneticamente, furarem sinais, irem na contramão e atingirem velocidades altíssimas. E isso foi comprovado na largada, quando os competidores ficaram sabendo qual seria o primeiro check point. Sim, os caras não sabem o trajeto que irão percorrer, são informados a cada conquista de trecho sobre o novo paradeiro que devem seguir. Voltando pra largada, as bicicletas ficaram jogadas no chão e quando rolou o clássico “JÁÁÁÁ”, a trupe saiu correndo que nem manada para catar cada um a sua nave e se mandar.  Como bom sedentário, entrei no “coche” e me dirigi até a chegada da corrida, que era nada mais, nada menos que na nossa querida Lancheria do Parque. É claro que a galera da organização, que foi de bike, já estava por lá. Vinte minutos depois da largada, antes mesmo de eu terminar um rango, o primeiro Muttley chegava vivo e vencedor. A partir daí, todos foram aparecendo com os olhos brilhando, não sei se de cagaço ou felicidade. Aposto que de adrenalina. No final das contas, a corrida, muito mais do que uma loucura de bicicletas, é um retrato, ou melhor, um deboche ao nosso trânsito caótico.


PERESTROIKA

tempo todo mundo tem.  é só uma questão de prioridade por felipe anghinoni imagem marcos torres

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Existe uma coisa dentro de cada um de nós que é o nosso combustível. Que nos estimula a fazer absolutamente tudo. É ela que define o que é importante e o que não é. Que determina a nossa relação de prioridades na vida. Essa coisa se chama motivação. O sinal mais claro e evidente do que nos dá prazer. Se eu oferecer 5 reais para você correr 10 km, você vai achar a proposta ridícula. Agora, se eu oferecer 1 milhão de reais, é bem possível que se interesse. E até consiga completar a corrida, por mais fora de forma que esteja. Um milhão de reais é uma grande motivação. Só que no mundo real, ninguém oferece esse dinheiro para você fazer o seu trabalho bem feito. Ou para você chegar na hora nos compromissos. Ou para fazer as coisas com antecedência, e não em cima da hora. Para fazer tudo isso, você precisa de motivação. É uma força interior. Ninguém precisa dizer nada. Você simplesmente faz porque aquilo é importante. Ninguém precisa dizer para você: dê atenção para a sua namorada. Se você gosta dela, naturalmente vai agradá-

la. Se o seu filho adoecer e baixar hospital, você vai dar bola para a reunião de pauta que está marcado para as 11h? Que nada: você vai sair correndo e deixar tudo pra trás. Afinal, essa é a sua prioridade. Fico imaginando um torcedor fanático dizendo “não fui ao jogo porque esqueci que ontem era a final da Libertadores”. Portanto, não se engane. As coisas que você lembra, que você dá atenção, que você coloca em primeiro plano são verdadeiramente importantes para você. É o que dá prazer, é o que é relevante, são as coisas em que você acredita. O que você faz aos trancos e barrancos, correndo, na última hora, não. Sou bastante exigente como professor. Sou bastante exigente como chefe. E fico muito puto quando alunos ou colegas de trabalho me dizem que não tiveram tempo para entregar um trabalho cujo prazo combinamos em conjunto com antecedência. Se você teve uma semana para fazer uma tarefa, e deixou para a última hora, me desculpe. É sinal de que fazer essa tarefa não era tão importante para você quanto você

está tentando me convencer que era. Você tinha outras prioridades. Ver a namorada, ir ao jogo do seu time, beber com os amigos, dormir, não interessa.  Respeito e dou o maior apoio. Quem define as prioridades da sua vida é você.  Agora, só não me venha dizer que não teve tempo. Porque o dia tem 24h para todos nós. Para você e para o seu colega que conseguiu entregar o trabalho no prazo combinado. Vou falar mais uma vez, com o risco de ser redundante, mas para garantir que você vai entender: nunca mais use falta de tempo como justificativa para nada. O tempo você não pode mudar. Não é possível multiplicar as horas. Mas rever a sua organização e prioridades é algo que pode ser feito. Pense nisso.  Eu pago 5 reais pra você pensar.


SHOOT THE SHIT

nós somos a maioria Depois de quase 6 meses de tratativas, nasceu mais um projeto que temos orgulho de ter ajudado a criar: a sinalização das paradas de ônibus em Porto Alegre. Tudo começou lá em fevereiro, quando a gente botou pela cidade adesivos nas paradas para a galera completar com as linhas de ônibus e tal (até mostramos a história na primeira Void do ano, não tá lembrado?). Dois dias depois veio a EPTC e começamos uma conversa para chegar a um adesivo que já mostrasse essas linhas. Foram muitos e-mails trocados até batermos o martelo sobre o modelo e tirarmos isso da gaveta.

por luciano braga imagens francielle caetano PMPA

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No início, vão ser 30 paradas com os adesivos, meio que para eles testarem se vai dar certo. Depois, a ideia é expandir a coisa toda para uma penca de paradas (palavra da própria EPTC). Mas daí teve gente reclamando que colar adesivos em pleno 2012, enquanto Canoas já tem televisões nas paradas (são 4 na cidade toda), é um atraso. É óbvio que existem soluções melhores, só que para quem não tinha nada e ficava perdidaço em cada parada, um adesivo é muito. Esses mesmos pessimistas também falam sobre vandalismo e a facilidade que seria pra alguém arrancar um adesivo e sumir com a sinalização. Até faz um pouco de sentido, o vandalismo existe e sempre existirá, mas não podemos deixar de fazer as coisas por causa dele. Se é assim, ninguém sairia mais de casa por culpa dos assaltos, não é verdade? Deixar de criar coisas por causa de uma minoria é dar poder para eles. Temos é que pensar que o mundo é feito por pessoas do bem. Elas existem, e são a maioria. Shoot The Shit você também.


The New Transfer Case Watch ®

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Barra Shopping Sul Piso Guaíba - Lojas: 2114 a 2116 Telefone: (51) 3257-9192 www.oakley.com.br


BING BANG

O FIM DOS FILMES

A REDE SOCIAL DO CHUCK NORRIS

Se você não viu aquele filme do momento, mas quer saber o que aconteceu no final para ter assunto nas rodinhas cults e hypadas, você precisa entrar no site Como Termina. Em um parágrafo ou dois, eles contam todo o gran finale, sem piedade. Impressione aquela gata dos óculos quadrados comentando sobre aquele filme francês independente. Ela não viu e mudou de assunto? Pegue o celular, diga que precisa atender uma ligação e fuja. Sua turma agora é outra: dos que apreciam a sétima arte. http://www.comotermina.info/

Para quem acha o Pinterest coisa de mulherzinha, vai adorar o Manteresting, o primeiro site de bookmarking criado por homens e exclusivamente para homens. O formato é idêntico ao do Pinterest, o que muda mesmo são os gostos. Mulheres gostosas (e semi-nuas) ao invés de cachorrinhos, bacon e cerveja no lugar de cupcakes, e mais mulheres gostosas no lugar das unhas coloridas. Manteresting, por uma web com menos fofura e mais testosterona. http://manteresting.com/

FOREVER ALONE? NÃO MAIS!

CRIANDO APPS

Chega de stalkear pelo Facebook o perfil daquelas pessoas que você acha interessante. Quer saber quem está solteiro para você poder investir? O site Relationbook te ajuda nesta busca, pois ele lista seus contatos a partir do status de relacionamento deles. Para acessá-lo, é preciso autorizar a integração com sua conta do Facebook. Assim que você entra no aplicativo, ele mostra a lista de todos os seus contatos e os respectivos status de relacionamento. Não quer perder tempo? Há a possibilidade de filtrá-los por solteiros, homens e mulheres. Pronto, agora é partir para as cutucadas. http://relationbook.me/

Se o Mark Zuckerberg virou bilionário com vinte e poucos anos, você também pode (ok, maybe NOT). O site AppMakr permite que qualquer pessoa crie um aplicativo de forma rápida e fácil sem a necessidade de executar ou saber qualquer tipo de linguagem de programação. Isso porque a ferramenta auxilia em todo o processo de elaboração do aplicativo, de maneira simples e rápida. E o que é melhor: de forma totalmente gratuíta. Depois de concluído, basta enviar o aplicativo criado para a App Store e esperar as verdinhas chegarem. http://www.appmakr.com/

por lise bing

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DOSE DUPLA O MAIOR TESTE DE APTIDÃO PARA UM PRÓ-NIGHTER É O INVERNO. TER QUE SAIR DO CONFORTO DE 1000 GRAU DO EDREDOM, TIRAR O CUECÃO E/OU AS POLAINAS, PARTIR PARA UM BANHO EM QUE O PRIMEIRO CONTATO DOS TEUS DEDOS DOS PÉS COM A ÁGUA TE ASSUSTAM PELO FATO DE TU NÃO SENTI-LOS E, DEPOIS DISSO, AINDA TER QUE SAIR DE CASA E BATER O QUEIXO NA FILA ATÉ ENTRAR NA BUATI, É REALMENTE DIGNO DE UM CERTIFICADO DE BALADEIRO. Tá, beleza! E o rango, onde entra nessa história toda? Simples, meu caro, o inverno é a melhor época para encher o bucho, empanturrar a pança, criar a camada adiposa da hibernação... E se os malandros já têm fome antes da noite, imagina depois de tirar e botar os casacos mil vezes e curtir freneticamente o inferninho na era glacial. Os lobo pira!

por joão francisco hein imagens grabriela marimon

Se o goró que mais esquenta é a tequila, o rango da vez no Dose Dupla é tacos. Essa especiaria mexicana que pode ser recheada com tudo o que tu quiser - SÓ QUE NÃO - é barbada de fazer antes e depois da noite e tem aquele diferencial extra: se come com a mão, ou seja, menos pratos para lavar. Te gruda nos nossos canais online e fuego muchacho!

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revistavoid.com.br facebook.com/revistavoid facebook.com/programadosedupla

*Um agradecimento especial ao trio censura composto por Guilherme Moreno, Jorge Júnior e Marcelo Ogliari, além de um salve especial para o nosso comparsa Diego Barrios.


#M/E/C/A/FESTIVAL @DIEGOBARRIOS absurda.com / facebook.com/absurdaoficial / twitter.com/absurdamkt


CHUPA POR LEANDRO VIGNOLI / IMAGENS POR TALLES KUNZLER

O STUDIO PAMPA É A MAIOR AUDIÊNCIA DE TODA REDE PAMPA. TALVEZ NOSSO FUTURO ESTEJA CADA VEZ MAIS NEBULOSO, MAS O FATO É QUE O PROGRAMA, DE PERFIL POPULAR, CONQUISTA UMA ENORME VARIEDADE DE PESSOAS. MEIO QUE LIGADO NUMA ESPÉCIE DE RANDOM DA POPULARIDADE, ELE AGRADA NÃO APENAS ÀS CHAMADAS “CLASSE C E D”, QUE É A BASE DO SUCESSO, MAS TAMBÉM A MUITO GRÃ-FINO QUE FAZ ONDA NA PADRE CHAGAS, MODERNINHO INDIE, PUBLICITÁRIOS NA ONDA DO “AMAR O QUE FAZ / FAZER O QUE AMA”. STUDIO PAMPA É A MADRUGADA DO ALEATÓRIO, UM SHUFFLE DE BIZARRICES.


A reduzida equipe se põe atrás da câmeras e a música começa a bombar no estúdio como se a gente tivesse na balada, é assim que começa a gravação, sem nenhuma grande frescura, tudo direto e reto. A apresentadora, Cris Barth, dispara o seu boa noite com uma avalanche de assuntos, tudo no improviso, sem usar o teleprompter, e uma desenvoltura muito acima da média. Depois, cada uma das cinco participantes vão sendo buscadas pela câmera, fazendo uma dancinha solo, com olhar sexy direto pra lente. A gravação ocorre quase sem pausas, como se fosse ao vivo, três horas praticamente ininterruptas. No começo, é legal pela excentricidade, mais ou menos como um gringo nos primeiros cinco minutos dum ensaio de Escola de Samba. Mas no final, pra quem não tá acostumado, e nem se interessa pelos temas, é difícil abstrair tanta (des)informação, de Juliana Paes usando um tufo de pentelho falso na novela à mulher grávida depois de ver um filme pornô 3D. E não só isso, com a iluminação do estúdio, a música alta, as cores berrantes, o telão atrás passando o logo do programa em looping, a gravação começa a parecer uma trip de LSD. Fica até a dica pra quem gosta (do programa e de LSD). Comparando os bastidores com o que vai pra televisão, a coisa não é tão diferente. Curioso ver os trejeitos de cada apresentadora quando não está sendo filmada, o tédio das dançarinas balançando prum lado e pro outro por três horas, mas nenhum grande barraco, e a produção sem maiores imprevistos. Nem a entrada de um novo integrante no dia da nossa presença (um tal de Mister RS) deixou a gravação muito fora do script – primeiro, porque elas se divertem com a maioria dos assuntos e, segundo, não levam tão a sério o populacho do programa, quase “personagens”. Talvez a impressão passada olhando na TV seja outra, mas nenhuma mina ali é tão tosca quanto parece. Até me identifiquei. A grande real é que avacalhar a temática dum programa desses é como discutir se quem veio antes foi o ovo ou a galinha: o povo gosta porque é o que passa, ou ele passa porque o povo gosta? Não é um negócio que eu suportaria ver nem meia hora, mas também é factual a capacidade dele atingir o seu público alvo. E no final das contas, a audiência talvez não seja tanto por alguma notícia irrelevante duma celebridade, mas pela leveza e a espontaneidade das pessoas. Ainda leva pontos bônus por não se levar tanto a sério. Como uma certa revista.


VÂMO COM A GARR

VÂMOO LOC

VÂMO A A VER

VÂMOUM QUE ÉDGE DO

VÂMOO RET


VOID X STUDIO PAMPA A EQUIPE DA VOID TROCOU UMA IDEIA COM SUELLEN RIBEIRO, THAYLA COLLING, BRUNA FELISBERTO, SANCLER FRANTZ, JAQUE RAFFLER, TODAS MUITO SIMPÁTICAS, MESMO APÓS AS LONGAS TRÊS HORAS DE GRAVAÇÃO (EMBORA JÁ NÃO SAIBAMOS MAIS QUEM É QUEM). A APRESENTADORA CRIS BARTH, ÚNICA JORNALISTA DA TURMA, POSSUI UMA LIDERANÇA BEM CLARA, COM A NOÇÃO EXATA DA IMAGEM QUE QUER PASSAR E DO QUE REPRESENTA COMO FIGURA PÚBLICA. EM ALGUM PONTO, ATÉ NOS INTERPELOU ESPERANDO POR PERGUNTAS MAIS CAPCIOSAS. QUÊ ISSO, QUERIDA, A GENTE É PURA BONDADE.

Notei que tudo parece um improviso. Existe algum roteiro no programa? Cris_ Cada pessoa produz o seu quadro, tem apenas direcionado o que vai acontecer. O deadline é o mais tardio possível para as fofocas se manterem atuais.. O foco são as celebridades que todo mundo conheça, independente da classe social, idade e orientação sexual.

Estão ligadas nesse blog “Loiras que Balançam”, dedicado a falar mal de vocês? [Nessa hora ficou uma baita confusão. Umas leram, e outras se fizeram. A resposta depois disso foi a padrão “não temos tempo a perder e essas aí não são críticas construtivas”. Ficamos com inveja de não ter um Tumblr falando mal da Void]

As participantes do programa fazem uma personagem? Cris_ Depende, a maioria das coisas são espontâneas, o que a gente pensa, mas outras ficam no terreno da brincadeira. Um pouco das coisas são exageradas pra atingir o público-alvo, mas ninguém é “personagem”, isso seria falso.

Rola muito essa ideia de que vocês são umas gostosas burras? Jaque_ Todas nós somos lindas, mas Cris é uma jornalista, comanda um programa que é sucesso no estado, é uma celebridade no Rio Grande do Sul, aonde tu for com ela o público para, aprendo muito com ela. Eu sou advogada, já passei na primeira fase do concurso do Ministério Público, não tem gente burra aqui. Iria me preocupar se realmente não tivesse conteúdo. Bruna_ A maior parte do programa fala de coisas light do dia-a-dia, fofocas, não dá pra ficar filosofando. Cris_ Se a gente ficar lá dançando “Tche re tche tche”, somos umas burras e se a gente ficasse falando português certinho, somos as metidas. Temos é que agradar o nosso público alvo. O que todo profissional quer é sucesso e, sem falsa modéstia, a gente conseguiu. Tu pode não assistir, mas sabe que existe, reconhece.

E como que vocês encaram ser um programa pra classe popular? Cris_ Acho fantástico, sempre foi a minha vertente, meus ídolos são Chacrinha e Sílvio Santos, pessoas que dedicaram as carreiras a entreter o povo. As pessoas que se encaixam nesse segmento de “classe C” são extremamente carinhosos, fieis, sinceros e nos adoram. Jaque_Vale ressaltar que o público é classe C, mas a classe A também olha. Moro em Porto Alegre há pouco tempo, frequento uma academia numa área nobre e é impressionante como todo mundo cochicha. Ou seja, se reconhece é porque olha. E não rola um preconceito duma chamada “alta sociedade”? Suellen_ Acho que não tem rejeição, faço coqueteis e “presença” em vários meios, às vezes com roupas caras, esse vestido aqui não sai por menos de 2.500 reais. A gente usa porque as pessoas consomem, e quem compra não vai ser o popular, ir numa loja e comprar uma roupa de quase 3 mil reais.

Mas e as pampaquetes, não é bizarro aquelas minas três horas sem fazer nada? Cris_ Mas as Chacretes também ficavam, nos anos 80, de fio dental, às 4 da tarde. Todo programa tem seu corpo de ballet, e o nosso também. Bruna_ Às vezes o público gaúcho é meio preconceituoso. Tanto que as meninas nem são mais as “Pampaquetes”. Isso foi um concurso que teve há quase 2 anos que elas dançavam de biquini, mas não tem mais. Hoje são bem comportadas.


STUDIO PAMPA X VOID COMO AS GURIAS NÃO SÃO BOBAS, ELAS TAMBÉM AFIARAM AS LÍNGUAS E QUESTIONARAM O NOSSO TRABALHO.

Vocês acreditam que as piadas que fazem na revista vendem? Por que distribuem a revista, e não cobram? Como assim, piadas?! Somos um veículo idôneo e com uma moral invejável. Se a Void pudesse ser resumida em uma palavra, seria imparcialidade. Os nossos leitores, se é que existem, enxergam no nosso conteúdo um pilar indestrutível da ética jornalística. Se a pessoa está atrás de piadas, não vai ser na Void que ela vai encontrar. Sobre o fato de a revista ser distribuída gratuitamente, isso acontece porque acreditamos no direito de informação para todos. E também, por outra razão mais simples. Quem compraria uma revista tão séria como essa? As pessoas só querem entretenimento hoje em dia. Os jovens acham que a vida é somente festa. Eles não estão nem aí para o amanhã. Parece que eles nunca acordam e pensam: “bom, hoje eu vou fazer algo de útil”. Legítimos crianções que deveriam criar vergonha na cara. Pronto. Falamos. Como vocês conseguem se levar a sério publicando só fotos de mulheres bonitas e homens feios fazendo “macaquices”? Há alguns dias, deparamo-nos com uma entrevista do Marcello Serpa que,

#chefe de redação da void.

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quando questionado sobre o humor, disse: “No mundo politicamente burro de hoje, sempre é bom lembrar que o humor é um excelente instrumento de distensão. Um belo exemplo para os mal-humorados e mal-amados de plantão que, satanizando a alegria alheia, acabam colocando em risco uma das maiores riquezas nacionais - a irreverência.” Tá, só usamos essa frase bonita porque utilizamos os 38 métodos do livro “Como vencer um debate sem ter razão” do Schopenhauer quando nos fazem perguntas capciosas, ou nos prensam na parede. No entanto, não vamos fugir do embate. Simplesmente porque a resposta é fácil. Se nós não levamos os outros a sério, como iríamos nos levar a sério? Impossível. Com um campeão de audiência e uma campeã de leitores, vocês acham que entramos pra história com essa edição #082? Não temos dúvidas. Desde que noticiamos a nossa incursão no Studio Pampa, recebemos diversos comentários ao estilo “galinha com farofa” “ronaldo com traveco”, ou seja, a combinação perfeita. A ABC nos ligou requisitando uma junção das duas marcas para a realização de um programa diário, já que desde a saída da Oprah, eles não conseguem emplacar um programa de qualidade. Claro que nós recusamos, já que tá legal, a Void e o Studio Pampa tão muito legal.

#combinação perfeita: studio pampa x void.

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#porque a gente é free.


E U Q SÓ NÃO


QUASE VINTE ANOS DE CHALAÇA, PRESTES A LANÇAR SEU PRIMERO DVD, E COM DATA MARCADA PRA TOCAR NO ENTREVERO DEL FUNK, DIA 18 DE AGOSTO, EM GRAMADO, TÍNHAMOS MAIS QUE BONS MOTIVOS PRA FALAR COM A COMUNIDADE NIN-JITSU. DURANTE UMA TARDE NO COMPLEX, OS QUATRO NINJAS MANO CHANGES, FRED E NANDO ENDRES, E GIBÃO ABRIRAM O VERBO, EM MEIO A MARGHERITAS E FILHOS DANDO UM ROLÊ DE SKATE. ENTREVISTA DE LEANDRO VIGNOLI

GRANDE PRESENÇA


Olhando pra trás, como que dá pra resumir quase duas décadas de banda? Mano_Sempre fomos uma banda super despretensiosa, que nunca pensou em receber elogio de crítico, ganhar disco de ouro, a parada era a nossa brincadeira, pra divertir e nos divertir. Então ter alcançado várias coisas e existir depois de 17 anos, é quase como se a gente fosse os mesmos guris falando merda. Fred_Porque brincando, brincando, é que a linguiça vai entrando. Depois de 17 anos, a brincadeira já não é tão brincadeira assim. E a brincadeira era misturar rock com funk. Mano_Meu primeiro vinil foi o “Nós vamos invadir a sua praia”, do Ultraje, que foi a minha maior influência pra fazer letras na real, e o do Fred foi um do Camisa de Vênus, e nossa linguagem meio que também vem daí, essa coisa explícita e debochada do rock. A gente usou dessa vertente com algo que a gente já curtia muito também, que era o Miami Bass, o 2 Live Crew. Fred_Quando o rap surgiu tinham as vertentes de Los Angeles, Nova Iorque e o da Flórida, e esse sempre foi considerado o mais tosco, porque não tinha crítica social, as batidas eram bem mais simples, que foi essa que o funk do Rio se identificou, e é o rap que o BPM chega mais perto da velocidade do samba. E a gente meteu o rock em cima disso, porque a gente também não ia fingir que veio duma favela do Rio, a gente curte rock desde que nasceu e fizemos essa mistura. Não rolou uma rejeição daquele típico “rock gaúcho”, aquelas bandas mais de terninho? Fred_Nunca demos bola pras pessoas das bandas, mas pra quantidade de mulher curtindo. Nando_Mas essa galera respeitava, porque sabiam que a gente tinha

“BRINCANDO, BRINCANDO, É QUE A LINGUIÇA VAI ENTRANDO” um background, eu e o Fred tinhamos uma banda de jazz-fusion antes da CNJ, então esse pessoal sabia que na real a gente sabia tocar às ganhas se quisesse. Mano_Algo importante é que a gente teve uma ascenção meteórica nesse mainstream gaúcho, por tocar nas rádios, mas viemos do underground. Nosso primeiro show foi no Garagem Hermética, de terminar fazendo hardcore. E nesse ciclo o pessoal nos adorava, porque era uma coisa muito fora da casa. Vocês se lembram desse primeiro show? Fred_Claro, abrimos pra uma banda de Curitiba de funk-metal, a Boi Mamão, quem armou a parada até foi o Julio Porto, guitarrista da Ultramen. Mano_Aliás, a Ultramen foi uma banda super importante pra gente, porque eles já eram uma banda de verdade, rodada de palco, e nos convidou pra tocar “Detetive” com eles no FICA (festival de música do Colégio Anchieta). Foi ali que o Mauro Borba disse pra gente gravar o som, que ele queria tocar na rádio. Por isso, então, nossa passagem no underground foi bem meteórica. Tudo numa época ainda pré-internet. Fred_Era uma entressafra total, o rock gaúcho dos anos 80 tinha morrido, em rádio só tocavam duas ou três bandas locais, pra se ter ideia quando a gente apareceu com esses batidões de funk, e uma pegada black music, e ia fazer


show no interior, tinha gringo que chegava pra nós e dizia “mas eu achei que vocês fossem negros”. Até então, o que tinha chegado nesses lugares mais longes era o rock puro e banda cover. O João Gordo também achou que a gente era negão e do Rio, e nos adorou quando descobriu a real. Nando_A mulher dele também adorou…(gargalhadas gerais) Fred_Mas por outros motivos…Não vâmo entrar nesse papo mais antropológico… E como é ser hoje uma banda veterana no meio? Fred_Tipo, hoje todo mundo tem seus trampos paralelos, porque 17 anos pensando só na banda, vai cagar com a banda. Mano_Isso ainda é uma terapia pra gente, fazemos shows é porque a gente gosta. Por mais que cada um tenha sua história hoje, eu com uma postura bem mais séria, quando entra na van, a coisa se transforma. A gente continua se divertindo com a galera que vai no show, fomos muito mais longe que um dia a gente pensou, saca, somos a primeira banda do mundo a misturar rock com batidão funk, já tocamos na Europa sendo anunciados desse jeito. Então hoje é diversão. Fred_Pô, o Rick Rubin ouviu um som nosso, é o maior produtor do mundo. Ele produz os discos do Gogol Bordello, e o Eugene Hutz (vocalista da banda) curte a gente pra caralho, comprou uma compilação com umas músicas da CNJ, e disse que mostrou pro Rubin. E o cara disse que era genial. Não preciso de mais nada.

“MAS EU ACHEI QUE VOCÊS FOSSEM NEGROS” Não é estranho tocar pra essa piazada que é mais nova que vocês tem de banda? Mano_É sensacional, a gente sempre foi uma banda que uma piazada ia no show, então agora aquela piazada de antes só tá um pouquinho mais velha. Fred_Comunidade é atemporal, não é um som datado. então tem moleque de 17 agora, que ouve o nosso CD do pai dele e curte pra caralho, e vai no show. Mano_Um exemplo disso é uma banda como o Bonde do Rolê, que os críticos marcaram como algo muito na frente e não sei o que, fazendo uma parada que a gente fez 10 anos antes. Isso é muito legal. Vocês diriam que seriam 5 vezes mais, se tivessem surgido hoje em dia, com Internet bombando? Mano_Diria que a gente seria 5 vezes mais se tivesse nascido em Miami, e cantasse em inglês. A gente é amigo de infância, de veranear em Tramanda, se tivesse nascido 10 anos depois, talvez as letras teriam muito mais pudor, porque a Internet, embora facilite o trampo de divulgação, faz pensar 20 vezes mais antes de falar. Talvez ficamos a frente do tempo porque não queríamos estar a frente. Tava só cansado da mesmice, e queria fazer um som só nosso. E das loucuradas, então, hoje em dia o rock tá meio asséptico. Fred_O rock politicamente correto é uma coisa escrota, o rock é diversão, três


notas, então a gente continua fazendo música pra divertir. Já teve show que uma mina apertou minhas bolas na beira do palco. Rock é isso. E isso meio que passa na gravação do DVD. Mano_A gente fez todo esse DVD num take só, não precisamos regravar porra nenhuma, 21 músicas. Deu tudo muito certo. Fred_Cara, esse DVD vai ser uma coisa foda, muito orgulho mesmo. As imagens ficaram mil grau, as participações ficaram animais. Porque a gente não queria o clichê do cara vir e cantar um trecho da nossa música, então a gente fez roupagens estilo CNJ da música dos outros, do B Negão, o Xis, Chorão do Charlie Brown, “Tudo que ela gosta de escutar” virou um puta funk. Li que vocês não quiseram nenhum efeito pra não ficar datado e bagacêro. Fred_Porque hoje em dia é fácil botar uma grua, fundo de tela de LED, daqui a cinco anos isso tá um troço arcaico. A gente fez uma parada com artistas, grafiteiros, uma arte mais verdadeira, o caveirão que tem atrás, de fundo, uma referência ao logo do Funkadelic, que o Dr Dre também já usou.

“SOMOS A PRIMEIRA BANDA DO MUNDO A MISTURAR ROCK COM BATIDÃO FUNK”

“JÁ TEVE SHOW QUE UMA MINA APERTOU MINHAS BOLAS NA BEIRA DO PALCO” E quando que sai o DVD? Mano_Ele já está na mixagem final em Nova Iorque, então é assim que ele chegar de lá, final de agosto, começo de setembro. Um pouco depois do Entrevero Del Funk. Como vai ser esse show, aliás, quebradera total? Mano_Sem nenhuma dúvida, a gente tá muito na fissura por um show como esse, tô ligado que vai ter uma galera que pegou o auge da CNJ, então vai tá também muito na fissura pela festa. Pra mim ainda é super especial, que vai ser bem no dia do aniversário de 2 anos do meu filho, vâmo tocar “Guri de 2”, uma música lá do primeiro disco, que há muito tempo não tocamos. Até me arrepio um pouco. Fred_Massa também que vai ter o João Brasil, o cara é muito sangue bom, muito criativo, é dessa nossa geração anos 90. E na finalera, quando as meninas sobem no palco pro funk, não tem essa, é onde Classe A vira Classe Z, pode apostar.


APRENDENDO COM A COMUNIDADE NINJA MAIS DO QUE O SHOW NO ENTREVERO DEL FUNK, O FUTURO DVD E A ENTREVISTA, OS NINJAS DE TRAMANDA TÃO DESDE 95 MOSTRANDO PRA GERAL COMO É QUE SE QUE FAZ.

“Devagar se vai ao longe é só pensar em futebol, mas tem que tomar cuidado, pro piu piu não ficar mol.” “Você é meu denguinho, eu sou o seu dengão, então vâmo lá pra casa pra fazer sucção.” “Se você bebe pra dedéu é capaz de acontecer de você acordar em um motel.” “E o teu pai, na boa, acho que frita um soinho.” “Em terra de herói, nós somos os bandidos.” “Amor amor, o que eu quero é transar. Amor amor, se eu pedir tu me dá.” “Pra ficar do seu lado, só se for, aperitivado.” “Beijo na boca é coisa do passado. A onda do momento é o namoro depravado!.”


STREET STYLE POA

Stripes meets Red.

LOOKS

LUGAR

Os bem vestidos na galera.

Cansado de freqüentar sempre os mesmos lugares? O SSPOA está aqui para abrir seus olhos e dar a dica do que você deve conhecer. A novidade recém inaugurada é o Lola, um bar de tapas, ali na Castro Alves, 422.

Básico com Twist.

CORRENDO NA FRENTE O que ainda não é, mas vai ser. Pode anotar. por cláudia palma

imagens cláudia palma barbara mattivy

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#calça floral print

Biker.

Power of Red.

#western

#maxi tricot


18 DE AGOSTO - SÁBADO das 16h até o BOPE  invadir

Local: Hotel do Entrevero

  up: Line

(Canela - Av. Don Luiz Guanella, 1561 Estrada Gramado-Canela)

DJ João Brasil,

Comunidade Nin-Jitsu, Ing:

open bar de

Patrocínio:

VODKA

Pedro Bertoletti, Juli Baldi e Fran Piovesan.

1º lote: F R$ 60,00 / M R$ 80,00 2º lote: F R$ 70,00 / M R$ 90,00 3º lote: F R$ 90,00 / M R$ 120,00 mais infos:

Promoção:

Realização:


por carol rosa

eleganza

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FRESH!

HIP HOP FAMILY TREE TAG AND JUICE

Para os aficcionados em t-shirts, a marca californiana Freshjive é indispensável. O polêmico fundador e proprietário da marca, Rick Klotz, que também é responsável pelas criações das marcas RMK e Warriors of Radness, é conhecido como um “streetwear pioneer” e faz questão de usar suas peças como plataforma de comunicação através de suas estampas provocativas. A Freshjive está entre as marcas que mais revolucionaram a sua identidade nos últimos anos, cruzando a fronteira do streetfashion clássico para chegar a quase um casual chic. Desde 2010 a marca vem adotando a filosofia “no babel”, ou seja, em nenhuma peça o logo da marca é exposto, nem mesmo na etiqueta. Surtinho “antibranding” ou não, a Fresh continua fazendo um trabalho lindo, tendo como destaque em suas coleções sempre a clássica regata, camisetas polêmicas estilo washed cotton e as bermudas mais curtas.

Um achado um tanto atrasado da minha parte, mas simplesmente sensacional! Garimpando o site da revista SOMA me deparei com o trabalho incrível do quadrinista Ed Piskor, que desde o início do ano está dedicado a contar a história do hip hop nos quadrinhos da série online Hip Hop Family Tree publicada no site Boing Boing. Nascido em Homestead, nos EUA, Piskor de 29 anos já publicou dez capítulos da série, mas o trabalho é árduo e requer muita pesquisa. Os grupos Treacherous Three, Funky Four +1, Furious Five e outros pioneiros do rap já foram retratados, tudo num estilo vintage, bem como os quadrinhos underground dos EUA dos anos 70. Info: http://boingboing.net/

Situada em um dos bairros mais tradicionais de SP, a loja TAG AND JUICE reúne várias formas de expressão da cultura urbana em um mesmo local, unidos pelo ideal de fazer o mundo um lugar melhor através de ações coletivas e saudáveis. Roupas, cafés, uma pequena galeria de arte e um ateliê de bicicletas traduzem o DNA da loja, no bairro Vila Madalena. Segundo um dos sócios, Pablo Gallardo, “a ideia central em relação às bicicletas é entender que cada bike tem a sua identidade. Bicicletas são únicas, nenhuma é igual à outra e nós tentamos deixá-la de acordo com o estilo de vida do dono”. Tá aí uma dica bacana pra quem é fã das magrelas e quer conhecer um lugar em que é possível customizar as bikes com quadros diferentes ou até mesmo importar pedais que não existem no Brasil. Info: http://www.tagandjuice.com.br


UNIQLO

“ATÉ AS VAQUEIRAS FICAM TRISTES”

Filas enormes em Tóquio, uma febre japonesa que já tomou conta da Ásia, Europa e EUA, a UNIQLO virou o maior case de sucesso empresarial do Japão nas últimas décadas. O segredo de Tadashi Yanai, dono da marca e o homem mais rico do Japão, foi criar “moda para o povo”. Roupas de ótima qualidade, com preços inacreditáveis e collabs com estilistas famosos tornam a brand japonesa uma das marcas mais cobiçadas, modernas e baratas da atualidade. O investimento da UNIQLO em publicidade é cada vez maior e, agora, os caras apostaram na plataforma no Pinterest para promover a nova linha de camisetas, a Dry Mesh. Blocos animados com imagens das próprias roupas em cores diferentes e o logo da marca ganham movimento conforme o usuário utiliza o scroll da página, esse é o princípio do Dry Mesh Project. Uma ideia “simples”, linda e que nos mantêm por mais tempo no Pinterest da marca. Melhor olhar e brincar por si mesmo: http://pinterest.com/unqdm23/

Inspiração constante, desde as famosas sleepovers (festinhas de pijama fetiche), cowgirls, anos 60 e muita blusinha curta, as amigas, criadoras e estilistas Emily Faulstich e Kimberly Gordon, fazem a Wildfox Couture ser uma das marcas mais interessantes no cenário americano. Em 2011, a Wildfox transbordou finesse ao lançar a coleção de primavera Vive La France, inspirada no filme Maria Antonieta. Já em 2012, as meninas preferiram relembrar estrelas como Faye Dunaway e Clint Eastwood

e seus filmes westerns spaghetti dos anos 60 para lançar a coleção Primavera/Verão 2012, ‘Even Cowgirls Get The Blues’. Pistolas, garotas lindas, botas de cowboy, cabelos incríveis, penas, espartilhos, saloons, bandidos e crânios de vaca fazem o perfeito casamento de dor e humor por trás da vida de uma solitária cowgirl. Pra quem nunca ouviu falar da marca, vale conferir e se apaixonar por cada editorial, foto ou vídeo.

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OUS TENENTE BLACK

A OUS foi lançada em 2008 - o skate e a cultura de rua são influência e fonte de inspiração da marca . Este modelo vem da linha UNI e é uma combinação de camurça, couro e forro REAP. Perfeito para por na lixa!

BONÉ THE HUNDREDS

A californiana The Hundreds é conhecida pelos seus bonés “snap backs”, modelo em alta no cenário streetwear. Este, ocasionalmente, tem as cores do Brasil, com o nome da marca bem grande na frente e seu famoso logo prestes a estourar ao lado.

CANGURU DAGGER TOW

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ZERO SKATEBOARDS

A Zero, tradicional marca americana de shapes, tem uma coleção de roupas na mesma pegada da arte dos boards: “dagger”. Este canguru tem um corte slim (fica mais justo no corpo) e, não poderia ser de outra maneira, a marca mantêm seu estilo em todas as linhas.


MOCHILA VANS

Essa é a Vans representando também nos acessórios. Uma mochila clean, simples e estilosa, com pequenos detalhes em couro, perfeita para ir pra escola, faculdade ou para o dia-a-dia mesmo, como preferir.

ADIDAS AZURINE LOW

É um sneaker prático, com cano baixo, cabedal em tecido xadrez, forro em lona e sola de borracha. Melhor opção para quem gosta de um calçado confortável e bonito.

RIP CURL MIST TURTLE

Um relógio para finalizar o look. Com pulseira em couro e caixa com borda na cor turtle, o Mist Turtle da Rip Curl foge dos padrões comuns desse tipo de acessório.

SHAPE FLIP LUAN OLIVEIRA

CAMISA EVOKE THE LUMBERJACK

Conhecida pela inovação em design de óculos, a Evoke também manda ver em suas peças streetwear. A camisa de flanela “The Lumberjack” (O Lenhador) passa por um processo de lavanderia para obter um toque macio e efeito vintage.

ARNETTE FIRE DRILL MATTE BLACK LENS BLUE MIRROR O Fire Drill é um dos modelos da Arnette mais vendidos em todo o mundo. Um design clássico, porém inovando nas cores e lentes, mantendo o conceito “core” da marca americana.

TRUCK SILVER X ALIEN WORKSHOP Uma colaboração assinada pelo skatista profissional Rob Dyrdek, este eixo, que mede 7.5 polegadas, faz parte da linha S Class Pro da Silver Skateboard Trucks, tamanho de truck específico para prática do street.

Não se engane à primeira vista, este não é um shape Louis Vuitton. A verdade é que esse é mais um Flip assinado pelo brasileiro Luan Oliveira, com tamanho 7.8 polegadas, que leva o nome de Monogram.

*Esses produtos e mais, você encontra nas lojas TOW Complex e TOW Bourbon Wallig.

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DISTANT SHORES

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Tá, existe uma grande chance, diria imensa, de você já ter assistido esse filme. Não? Peraí, NÃO?! Então não perde mais nem um minuto, mermão. É um filme curto, 16 minutos, que mostra uma galera casca grossa desbravando lugares ainda remotos para a prática do surf, como norte da Noruega, Irlanda, Escócia e uma direita clássica melhor-fechadeira-do-mundo na Indonésia. Corre lá que o filme tá de bandeja no avoid.com.br e ainda tem o link pra download. Pô, que isso, fica tranquilo, não precisa agradecer e dizer que somos afudê demais não.

por bruno araldi marlon oliveira

na base

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Aí tá ele de novo, Craig Anderson. O sul-africano radicado na Austrália com um dos estilos mais estilosos da estilosa nova geração produziu um vídeo com a DC Shoes, chamado Show & Tell, no qual fala um pouco da vida, como se tornou freesurfer e tudo mais. Além de muita quebraceira e aula de fluidez. Então curte aí que é pra tentar fazer igual depois, sem nhéim nhéim nhéim.

COCO WRAP

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ANDO SHOW AND TELL

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CIDADES

Existem muitos tipos de surfistas nesse mundo. Os fissurados que moram e não saem da praia, os que só surfam nos finais de semana, os que ficam o ano inteiro sem se molhar com água salgada e no verão aparecem com a prancha amarelada na praia. Tem os viciados que fazem questão de ter o mar todos os dias, mas também tem os que não se importam de surfar algumas poucas vezes por mês quando as ondas estão boas. Aí tem aquele que respira surf: só ouve músicas de trilhas de filme do Taylor Steele, decora a casa com pôsteres de marcas, reúne a galera pra assistir o WCT ao vivo, até o trabalho está no universo do esporte. Assim como pode ter o cara que vive assuntos completamente diferentes em seu trabalho e horas de lazer, mas sempre que pode tá lá pegando onda. Resumindo toda essa xurumelagem: a cidade que o cara mora diz e influencia muito sua relação com o surf. Em cima disso a Slab australiana fez uma série de matérias chamada “As 10 melhores cidades do mundo para surfistas”. Genial. Concordando com as escolhidas ou não, a proposta é muito boa. Os caras descrevem tudo que a cidade oferece, desde em termos de trabalho, comida, vida noturna e, claro, o que todas têm em comum são ondas de qualidade nas proximidades. Na seleção tem desde cidades clássicas como Sidney e Rio de Janeiro, até Reykjavik (Islândia) e Tel Aviv (Israel). WTF??! Você pensou, né?! Mas lê ali que os caras tem argumentos bons. Se tá afim de se aventurar pelo mundo, tem aí algumas opções pra pirar no Google depois.

Sem ter muito o que fazer nos últimos tempos, o catarinense locão Alan Fendrich foi lá e inventou uma manobra giratória e deu o nome de Coco Wrap. Só isso. O nome não explica muita coisa e tentar explicar em palavras vai ser uma baita complicação. Mas basicamente é um aéreo em que os dois pés saem pra fora da prancha. Pra sacar mais, Google, conhece?


CONVERSE - FIX TO RIDE

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Consertar para andar - essa é a tradução e o objetivo da ação realizada pela Converse em Belo Horizonte, reformando uma das mais importantes pistas de skate de Minas Gerais, a Nova Zoo, construída na década de 80. O local foi inteiramente recuperado, o Bowl ficou perfeito e a área de Street ganhou alguns obstáculos novos, alegrando todos. Para celebrar a conquista dos skatistas mineiros, a Converse realizou uma competição para, depois de dois meses de reformas, entregar a pista aos locais. Foram convidados 30 skatistas, entre profissionais e amadores, de todo o país. Primeiro rolaram as eliminatórias para a final do street , com 10 finalistas. O Bowl estava lá para todos andarem, mas apenas 3 nomes foram chamados para disputar uma bateria. Se já não bastasse o alto nível de skate apresentado e diversão na mesma proporção, o DJ Zegon estava no comando musical do evento. O destaque da área de street foi Lucas Xaparral, com muitas manobras difíceis ao longo do evento e mais algumas cartas na manga usadas na final; em segundo, ficou Danilo Cerezine e, em terceiro, Luiz Apelão. No “Special Session Bowl” o vencedor foi Allan Mesquita, voando alto nas transições. Este foi o terceiro Fix To Ride realizado pela Converse no Brasil, as outras edições reformaram o Bowl do Arpoador, Rio de Janeiro, em 2009 e o IAPI, Porto Alegre, em 2010.

LUCAS PUIG’S CLICHÉ X ADIDAS

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NIKE SB X LEVI’S

Duas marcas ícones da América, a Nike SB e a Levi’s, uniram forças para fazer uma coleção especificamente para os skatistas. Esta união juntou a qualidade do jeans Levi’s com a tecnologia Dri-Fit e Vectra da Nike, as calças terão duas versões (511 e slim) e várias lavagens, acompanhadas por jaqueta jeans e bonés. Dois sneakers também fazem parte da coleção, o Nike SB Dunk Low Pro e o LR Omar Salazar, criados com a ajuda dele, são revestidos com camurça e o emblema da Levi’s no calcanhar. A campanha de lançamento da primeira parte da coleção, que atinge o verão americano, chamada “the 511skateboarding colletion”, é protagonizada pelo próprio Omar Salazar vestindo o kit completo com o seu Nike SB LR e calça 511 modelos collab, e pode ser conferida no vídeo “Nike x Levi’s 511 Skateboarding Collection with Omar Salazar”.

Um dos maiores nomes do skate europeu, Lucas Puig, teve seu trabalho reconhecido. A Adidas Skateboarding lançou recentemente o primeiro modelo de tênis assinado pelo francês e foi além. Embora a marca o patrocine há pouco tempo, resolveu fazer uma collab com a marca de shapes de longa data do cara, a Cliché Skateboards. A série limitada de boards Adidas x Cliché é mais uma prova de que a Adidas está investindo forte no skate, os shapes vem em preto e azul com as famosas três listras, um design simples, que deixa clara a presença da marca no deck. Junto com os lançamentos não poderiam faltar vídeos, vale a pena conferir o rolé do Lucas Puig no site das duas marcas, Adidas Skateboarding e Cliché Skateboards. Enjoy!


Fotos por Shin Shikuma • Texto por Eliézer Santos • Arte por Rodrigo Dudigo

Após mais de uma década de espera por um evento de skate com grandes proporções, os skatistas e adeptos de Belo Horizonte “lavaram a alma” com o Converse FIX TO RIDE, projeto da Converse Skateboad que consiste em consertar locais para a prática do skate, que em sua 3ª edição recuperou uma das mais importantes pistas de skate de Minas Gerais, a NOVA ZOO. A vontade de todos que acompanhavam o evento em inaugurar a pista reformada, era visível. Os novos obstáculos (corrimão, hubba, pirâmide, gap) e a disposição deles na área da pista realmente agradaram aos presentes, que afirmaram estarem satisfeitos não somente com a nova estrutura, mas também com o formato do evento. Passada as eliminatórias, a fase final foi composta por 10 skatistas divididos em cinco baterias com 2 atletas cada. Neste momento, o nível de dificuldade das manobras alcançou um dos pontos mais altos e os atletas surpreenderam, como o Danilo Cerezini, com um Fakie Big Spin Backside Grind, além de um espetacular S/s F/s Tailslide to 270 Out protagonizado pelo Lucas Xaparral, varando o gap caindo direto na hubba, uma das manobras que garantiram a vitória ao prêmio máximo do dia, com Danilo ficando em segundo e Luiz Apelão na terceira colocação. “Estou muito feliz de ter ganhado o prêmio nesse evento tão bacana e importante”, comemora Xaparral, que andou na pista pela primeira vez. Consciente, Lucas acredita que “A vitória não é tão importante quanto a pista que foi entregue para a comunidade”. Além dos novos obstáculos na área de street, o bowl também passou por uma reforma. Por lá rolou uma special session com os skatistas Biano Bianchin, Otávio Neto e Allan Mesquita, que com várias manobras pesadas, levou a premiação de R$ 2.000,00 pra casa.


FREEZE

CAVALERA / 06.07 / SHOPPING IGUATEMI E CLUB688

FOTOS: TALLES KUNZLER / BABI MATTIVY


INVERNO 2012

C AVA L E R A B A R R A S U L B a r r a S h o p p i n g S u l Av. Diário de Notícias, 300 - loja 2036 Cristal - Porto Alegre - RS

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FIGHTER’S AMERICAN ROCK CLUB / 12.07 / CABARET

FOTOS: JOÃO VEPPO - VOLT PROJECT


Fala, Bial. Tudo na paz? Véio, deixa eu te dizer um lance, na moral. Já era meio brabeza te defender depois daquele lance de BBB todo ano e tal, mas tudo bem, o negócio é lá de vez em quando e o povo gosta. Nada contra tu querer ser uma espécie de Faustão ou Gugu dos realities-show. Só que esses dias eu tava zapeando afu e topei com a tua cara apresentando esse programa novo, Na Moral. Tu tá de sacanagem, Pedroca? Isso é nome de banda de pagode, pelo menos aqui em POA, de onde te escrevo. E o que é aquela música de entrada no programa, do Jota Quest? Nem sabia que esse troço ainda existia, só o que me faltava era tu ressuscitar mais esses mortos aí.

CARTA ABERTA

E, na moral, o conteúdo do programa também parece um grande freak-skow. Tua ideia até parecia massa ali, discutir os temas da atualidade, de um jeito fora do politicamente correto. O mundo hoje tá mesmo cheio de mimimi, o cara não pode comer carne que reclamam, não pode fazer piada de papagaio que a Associação dos Amantes de Papagaio aparece pra criticar, tá foda. Mas não é chamando a Maria Paula que vai dar credibilidade pra coisa. Não é colocando o Alexandre Pires cantando que vai funcionar. Só se aquilo foi uma ironia e não entendi, o politicamente incorreto foi mostrar esse monte de drogas no programa? Porque ser explícito não ia rolar, né, tua emissora não libera nem beijinho gay nas novelas. Outra coisa, na minha opinião, sei que vai ser meio pesado. O programa pareceu uma tentativa de “Provocações” do Antônio Abujamra, mas ficou, no máximo, meio Regina Casé. Só faltou a Preta Gil e rico se fingindo de pobre. O grande lance é que tu não tem mais essa banca de cult, na moral. Mal apareceu tua imagem no tubo, já fiquei ali imaginando tu dizendo “vem, vem aqui fora começar um novo sonho que aí dentro da casa o seu sonho acabou”. Então, assim ó, se eu pudesse dar só uma dica sobre o teu futuro, seria esta: use filtro solar! Os benefícios a longo prazo do uso do filtro solar estão provados. Kkkkkkkkkk Só que não.


WELLS OX

DANIEL CRAZY

SS FS OLLIE / FOTO: ALEX BRANDテグ


VOID #082 - ALÔ ALÔ