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R E V I STA

ENERGIA AREVA RENEWABLES

MAR . 2013 # 77

AREVA RENEWABLES BRASIL

O f ut ur o da ener g i a renovรกv el e ner gi a li m pa aba st ec e 12% do Panamรก c om pr oje t os da ar e Va Pr oje t os em S รฃo Paulo e Mat o gr os s o e nt ram em f a s e de t e s t e s


A Revista Energia é uma publicação corporativa da Areva Renewables Brasil, dirigida a seu público externo. Jornalista Responsável: Thaís Cidade (DRT 4053) Redação: Signo Comunicação Tradução: Amadize Silveira Diagramação: Click Comunicação & Design Revista Energia is a corporate publication of AREVA RENEWABLES BRASIL, geared to its external public. Journalist - Thaís Cidade (DRT 4053) - Editor: Signo Comunicação - Traduction: Amadize Silveira Diagramming: Click Comunicação & Design

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editorial Visão industrial por André Salgado

André Salgado é Presidente da Areva Renewables Brasil.

Apesar do fraco crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil em 2012, em torno de 1%, segundo estimativas do Banco Central, o crescimento no consumo de energia elétrica foi de 3,5%, atingindo 448.293 GW/h. Aliadas a este fato, a falta de chuvas no final de 2012 e a consequente redução do nível dos reservatórios fizeram com que fossem despachadas as Usinas Térmicas em todo o país. O risco de racionamento era iminente, porém reduzido graças às chuvas do ultimo mês, quando os níveis dos reservatórios começaram a se recuperar, contudo ainda continuam bem abaixo do que se poderia considerar seguro. O governo já anunciou a manutenção do despacho das Térmicas. Adicionalmente, a Medida Provisória 579, que trata das renovações das concessões, trouxe um clima de insegurança aos investidores, o que contribui para a redução dos investimentos no setor.A política energética pautada exclusivamente na ‘modicidade tarifária’ colocou em competição todas as fontes e em todo o território nacional. Houve uma grande redução dos preços de compra da energia, mas, em contrapartida, provocou uma grande distorção do ponto de vista geográfico (geração longe dos centros de consumo) e uma enorme concentração da expansão em uma única fonte: a Eólica. Cabe ressaltar aqui o aumento de competitividade desta fonte nos últimos anos advindos de incentivos fiscais, da construção de fábricas no Brasil e ainda dos ganhos de produtividade da indústria. No entanto, entendemos que ao colocar em competição nos leilões todas as fontes da forma como está ocorrendo, não estamos comparando “laranjas com laranjas”. Há que se considerar, para ficar em um só exemplo, os enormes custos de transmissão que estão sendo assumidos pelo governo e que beneficiaram sobremaneira a instalação dos parques eólicos. A Biomassa tem ficado de fora da expansão da geração, assim como as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Com isso uma forte e competitiva indústria, de tecnologia nacional e grande empregadora, vem sofrendo um lamentável revés.Hoje, da forma como a política está sendo aplicada e como os leilões estão sendo organizados, os únicos ganhadores serão os parques

eólicos e continuarão ficando de fora a Biomassa e as PCHs. Há um enorme potencial de geração com a Biomassa. Somente no setor sucroenergético, com a utilização do bagaço de cana-de-açúcar e também das suas pontas e palhas ( palhiço), seria possível gerar 15 mil MW médios, o equivalente a uma “Itaipu Verde”, referência que se tornou comum em nosso mercado. Além disto, a geração de energia se tornou um forte pilar da indústria sucroenergética, que é uma indústria importante estrategicamente para o país, além de ser grande empregadora. Precisamos de uma matriz diversificada e segura do ponto de vista do fornecimento de energia. A Biomassa tem um papel importantíssimo na obtenção desta segurança, pois o combustível pode ser armazenado e, desta forma a geração pode ser modulada de acordo com a necessidade do consumo, o que não ocorre com outras fontes renováveis como a eólica e a solar. Há disponibilidade imediata do combustível e a construção de centrais de geração são projetos de rápida execução (em torno de dois anos). Já há o reconhecimento por parte dos órgãos que planejam e regulamentam a expansão da geração da necessidade de implantação de mais térmicas para garantir a segurança do fornecimento, e mais, reconhecem também que elas deverão ser implantadas o mais próximo possível da carga para evitar grandes investimentos em transmissão. Mais uma vez a Biomassa é a solução ideal, pois encontra-se majoritariamente nas regiões centro oeste e sudeste, onde está o consumo. A alternativa à Biomassa seria a construção de térmicas movidas à combustível fóssil. Num país como o Brasil que tem 88% da geração de energia elétrica proveniente de fontes renováveis e que tem a possibilidade de continuar expandindo a geração partir destas fontes, não faz sentido falar, nem muito menos fazer, a expansão baseada em combustíveis fósseis, indo na contramão da redução das emissões de carbono e contribuindo para o aquecimento global. Só uma mudança da política energética brasileira poderá trazer de volta os investimentos em geração a partir da biomassa. O Brasil precisa desta mudança agora!

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INDUSTRIAL VISION Despite a weak GDP growth (Gross Domestic Product) in Brazil in 2012, around 1% according to Central Bank estimates, growth of electrical power consumption was 3,5% higher than in 2011, reaching up to 448.293 GW/h. Moreover, drought at the end of 2012 and resulting reduction on the water reservoirs level prompted the government to order thermal plants to produce and deliver power to the domestic grid. The risk of rationing was eminent, but reduced thanks to rainfall in February when water reservoir levels began to recover, although it was not enough, since they are still below what might be considered a safe reserve. The government has already annouced that it will continue their thermal plants power delivery order. Additionally, Provisional Executive Order (Medida Provisória) #579 on renewal of power concessions worried investors and that contributed to a drastic reduction in investiments in the sector. An energy policy based exclusively on « tariff moderation » sparked competition among all sources of power throughout Brazil. Power purchasing prices were reduced but, on the other hand, it caused an imbalance from the geographic point of view - power generation far from consumption centers - and a concentated focus on the expansion of one single source : wind power. It is worthy to note the increased wind power competitivity in the past few years due to fiscal incentives, construction of several manufacturing plants in Brazil as well as the industry´s gains in productivity. However, we understand that, by placing all sources of power in competition at the reverse auctions, as is happening now, we are not comparing « oranges with oranges. » One must consider, just to give one example, the huge transmission costs being paid by the government and that overly benefitted the installation of wind parks. Biomass has been left out of the power generation expansion as have the SHPs (Small Hydroelectrical plants) meaning that a strong and competitive industry which fully uses domestic technology and is a major employer has been delt a regrettable setback. Currently, due to the applied government policy and organization of power biddings, the sole winners will be the wind parks to the exclusion of biomass and the SHPs. Power generation with biomass has a huge potential. In the sugar-ethanol sector alone, using sucar cane bagasse as well as sugar cane waste (the « palhiço ») it would be possible to generate an average 15.000 MW or the equivalent to a « Green Itaipu », a reference that has become common in our market. Moreover, power generation has become a strong pillar of the sugar-ethanol industry, a strategically important industry for the country and which is also a major employer. Brazil needs a diversified power grid that also has to be reliable from the security of supply point of view. Biomass has a hugely important role in achieving this reliability since the fuel can be stored and thus, power generation can be modulated according to consumption needs a fact that does not occur with other renewable power sources such as wind and solar. There is immediate fuel availability and the construction of power generation plants are fast executed projects (about two years). Government agencies in charge of planning and regulating expansion already recognize the need for deployment of more thermal plants in order to ensure a safe supply and, moreover, they also recognize that the plants must be deployed as close as possible to the consumption centers in order to avoid major transmission costs. We reinforce that biomass is the ideal solution since it is mostly located in the midwest and southeast regions, close to consuming customers. An alternative to biomass would be the construction of plants running on fossil fuel. In a country such as Brazil where 88% of electrical power generation comes from renewable sources and with the possibility of expanding generation from these sources, it does not make sense to discuss, much less perform an expansion based on fossil fuel since it goes against the worldwide need to reduce carbon emissions and which also contributes to reducing global warming. Only changes in the Brazilian electrical power policies can bring back investments in electrical generation using biomass. Brazil needs this change now ! Only changes in the Brazilian electrical power policies can bring back investments in electrical generation using biomass. Brazil needs this change now !

AREVA RENEWABLES

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O futuro da energia renovável A torrefação transforma a biomassa em ‘biocoal’, aumentando a densidade energética e, com isso, pode-se transportá-lo e armazená-lo de forma mais mais eficiente para a geração de energia. A novidade está em desenvolvimento na unidade da Areva em Bordeaux, França e o Brasil tem um grande potencial produtor no cenário global.

Países como os Estados Unidos, China e nações da Europa utilizam energia gerada a partir de carvão mineral em grande escala. Mas não é novidade que esta fonte é muito poluente, de difícil extração e contribui para a formação de gases do efeito estufa. A Areva esta desenvolvendo uma forma de tornar mais eficiente a utilização da biomassa em substituição ao carvão mineral : o ‘biocoal’. A torrefação é a solução da Areva para maximizar o uso do carvão de biomassa e já há um projeto piloto em andamento na França. Com a consolidação da tecnologia, o Brasil se destaca como um futuro produtor com grande potencial. Atualmente, a alternativa mais ecológica para a redução da utlização do carvão mineral é o chamado pellet branco, queimado misturado ao carvão . Essa matéria prima é feita com biomassa em seu estado natural, prensada em um processo chamado de peletização. A Torrefação transforma a biomassa em ‘bio-coal’, aumentando a densidade energética e, com isso, pode-se transportá-lo e armazená-lo de forma mais mais eficiente para a geração de energia. O processo de Torrefação consiste no aquecimento da biomassa em um ambiente controlado, provocando a quebra da hemicelulose, a remoção de umidade e outros compostos de baixo poder calorífico. O resultado é um material com maior concentração de energia por quilograma. “A tecnologia foi comprada pela área de Bioenergias do Grupo Areva, da qual fazemos parte, em julho de 2011“, explica André Salgado, diretor-presidente da Areva Renewables Brasil. “Essa inovação


A Areva tem investido no desenvolvimento de novas soluções e usos para a biomassa.

adquirida é um processo de valorização da biomassa que foi desenvolvido inicialmente para chips de madeira, que são normalmente resíduos do processo de beneficiamento da madeira. Não estamos falando, na grande maioria dos casos, de derrubar árvores para gerar energia e sim de darmos um uso nobre para um resíduo de outro processo industrial que seria descartado, ou usado de forma menos eficiente.″, diz Salgado. Um projeto piloto para fabricação do carvão de biomassa por torrefação já está em testes desde janeiro e a expectativa da empresa é ter uma planta em escala industrial para produção do carvão biológico no final de 2014. Cinco engenheiros da unidade Areva Brasil estão na França para participar do desenvolvimento na nova tecnologia. A compra da tecnologia de torrefação pela Areva e o estudo realizado para refinar tecnologia se encaixa com a visão estratégica da empresa. A Areva tem investido no desenvolvimento de novas soluções e usos para a biomassa. André Salgado enxerga um futuro promissor para a torrefação. Já estão em andamento estudos para a utilização de outros tipos de biomassa, como por exemplo o bagaço de cana-de-açúcar. E o Brasil só tem a ganhar. “Somos um grande produtor de biomassa de cana-de-açúcar. As plantas para fabricação de pellets com torrefação de bagaço ficariam aqui no país e o produto seria exportado principalmente para a Europa. Geraríamos empregos diretos na construção, manutenção e operação dessas fábricas”, afirma Salgado.

The future of renewable energy Torrefaction transforms biomass into « biocoal » increasing its energetic density and, with that, allowing it to be transported and stored in a more efficient manner for later electrical power generation. This novelty is under development at an AREVA unit in Bordeaux, France, and Brazil has the potential to become a major producer in the global market. Countries such as the United States, China and some European nations have mostly used energy generated from mineral coal. But, it´s well known that this source is very pollutant, of difficult extraction and contributes to the emission of greenhouse gases. AREVA has been developing a way to make biomass use more efficient to replace mineral coal : the biocoal. Torrefaction is AREVA´s solution to maximize the use of biomass coal and there is already a pilot project underway in France. With consolidation of this technology, Brazil will stand out as a future produce with major potential. Currently, a more ecologic alternative to reduce mineral coal use is the so-called white pellet which is burned and mixed with the coal. This raw material is made with biomass in its natural state, then pressed in a process called pelletizing. Torrefaction transforms biomass into a « bio-coal » thus increasing its energetic density and it is possible then to transport it and store it in a more efficient way to generate electrical power. The torrefaction process consists of heating the biomass in a controlled environment to break its hemicelluloses, remove humidity and other low calorific value components. The result is a product with higher concentration of energy per kilogram. « The technology was purchased by the Bioenergy division of the AREVA Group, of which we are a part, in July 2011, » explains André Salgado, managing director of Areva Renewables Brasil. « This

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acquired innovation is a process to make biomass more valuable which originally was developed for wood shavings, the typical residue resulting from the wood treatment processes. We are not talking, in most of the cases, of felling trees to generate energy, but to give a noble use to a residue of an industrial process which would be otherwise discarded, or used in a less efficient manner, » according to Salgado. A pilot project to produce biomass coal by torrefaction has been undergoing tests since January and the expectation is that the company will have an industrial scale plant to produce the biocoal by the end of 2014. Five engineers from Areva Renewables Brasil are in France participating in the development of this new technology. Purchase of the torrefaction technology by AREVA and the study performed to improve the technology fits within the company´s strategic vision. AREVA has invested in the development of new solutions and uses for biomass. André Salgado sees a promising future for torrefaction. Underway are studies for the use of other types of biomass such as sugar cane bagasse. Brazil has much to gain. « We are a major producer of sugar cane biomass. The plants to produce pellets with bagasse torrefaction would remain in this country and the product would be exported, mainly to Europe. We would generate more direct jobs in the construction, maintenance and operation of these plants, » says Salgado.

AREVA RENEWABLES

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desempenho empresarial

Energia limpa abastece 12% do Panamá com projetos AREVA Três centrais hidroelétricas construídas pela Areva no país serão responsáveis por 12% de toda a geração de energia panamenha. As duas primeiras entraram em operação em 2011, e a última, no final de dezembro de 2012.


A Areva Renewables Brasil finalizou um projeto grandioso no Panamá. Três centrais hidroelétricas construídas pela empresa no país passam a representam 12% de toda a geração de energia panamenha. Gualaca que tem capacidade instalada de 25 MW, Lorena, com capacidade de 34 MW, e Prudência, a maior, com 58 MW. As duas primeiras entraram em operação em 2011, e a última, no final de dezembro de 2012. As centrais de Lorena e Prudência ficam na cidade de David e a de Gualaca, no município do mesmo nome, ambas a cerca de 560 km da Cidade do Panamá. O contrato para a construção das três centrais somou US$ 29,3 milhões (em torno de 57 milhões de Reais). As obras foram realizadas em parceria com a Alstom e este é o primeiro projeto da Areva Brasil na América Central. As centrais foram encomendadas pela Suez Energy Centro America (SECA). A eletricidade produzida pelas centrais da SECA será enviada para distribuição pela Central Nacional de Despachos (CND), o sistema público de abastecimento elétrico do Panamá. Toda a coordenação do projeto foi feita por uma equipe brasileira enviada para o local de construção. Os painéis elétricos, mais de trinta por central, foram todos fabricados na unidade da Areva Brasil no Recife.

Capacidade Capacity Cidades Cities Centrais Plants Investimento Investment Cliente Client Distribuição Distribuited by

Entre engenharia, fabricação e montagem de componentes, a obra de cada uma das centrais durou cerca de um ano. A unidade de Prudência precisou ser praticamente reconstruída porque em outubro de 2011 a localidade foi atingida por uma inundação que destruiu toda a obra. As três destacam-se do ponto de vista tecnológico por contarem por um sistema de automação que supre todas as operações principais com modelos de redundância, ou seja há comandos repetidos para evitar que o abastecimento seja interrompido por qualquer falha técnica. Rodrigo Borges, gerente de projeto da Areva Renewables Brasil explica o interesse da empresa no mercado da América Central. “Este projeto abriu as portas desta região para a Areva . Mostramos que temos uma equipe qualificada para gerenciar projetos de grande porte para o mercado da América Central, que está aquecido”. A Areva está intensificando a prospecção de negócios na América Central e têm Honduras e El Salvador como outros países com bom potencial. Borges comenta que a geração de energia por hidroelétricas está fortalecida no Panamá, Guatemala e Honduras, enquanto que a energia por biomassa pode ser bem explorada neste dois últimos além da Costa Rica.

117 MW David e (and) Gualaca Prudência, Gualaca e (and) Lorena US$ 29,3 milhões millon Suez Energy / Tractebel Energia Central Nacional de Despachos (CND)

CLEAN ENERGY SUPPLIES 12% OF PANAMA´S ELECTRICAL GRID WITH AREVA PROJECTS Three hydroelectric plants built by AREVA will be responsible for 12% of the entire power generation in Panama. Two of the plants went online in 2011 whereas the third started up in December 2012. Areva Renewables Brasil (AREVA) has completed a major project in Panama as three hydroelectric plants are now supplying 12% of all of the country´s power generation. The plants are Gualaca with 25 MW installed capacity; Lorena, with 34 MW and the largest of the three, Prudência, with 58 MW installed capacity. Gualaca and Lorena went online in 2011 and Prudência in December 2012. Lorena and Prudência are located in the City of David whereas Gualaca is located in the City of Gualaca, about 560 km from Panama City. Construction of the three plants cost USM$ 29,3, in partnership with Alstom. This is Areva Renewables Brasil first project in Central America. The plants were commissioned by Suez Energy Centro America (SECA). Power produced by SECA plants will be delivered for distribution by the Central Nacional de Despachos (CND), Panama´s electrical power supply system. A Brazilian team sent to the construction sites coordinated the entire project. The electrical panels, more than 30 per plant, were fabricated by the Areva Renewables Brasil plant in Recife. Construction, including engineering work, fabrication and component assembly took about one year. The Prudência plant had to be rebuilt in October 2011 almost from the ground up after a flood that destroyed most of the work already done. From the technological point of view, the three plants count on an automation system that supplies all main operational tasks with redundancy, i.e., repeat commands prevent supply interruption due to technical failures. Rodrigo Borges, Areva Renewables Brasil project manager, explains the company´s interest in the Central American market. « These projects opened Central America´s doors to AREVA. We showed that we are qualified to manage major projects for this market, which is heated. » Areva Renewables Brasil has intensified prospecting for business in Central America including Honduras and El Salvador both of which have good potential. Borges says that hydroelectric power generation is strong in Panama, Guatemala and Honduras, whereas biomass can be explored in the latter countries as well as in Costa Rica.

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LONG TREATED AS WASTE, SUGAR CANE TRASH HAS ESTABLISHED ITSELF AS AN ENERGY SOURCE

mercado Pontas e palhas Antes tratados com resíduo, pontas e palhas de cana se estabelecem como fonte de energia

Dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostram que em dez anos, a produção de cana-de-açúcar deve aumentar em torno de 25%. A palha gerada por esse volume de colheita deve atingir cerca de 130 milhões de toneladas. Caso fossem utilizadas para a geração de energia, esse material, que atualmente é, em grande parte, descartado, renderia um incremento de 110 milhões de megawatts/hora. Em um artigo para o Jornal Cana, o consultor Fulvio Pinheiro Machado, já mostra que o mercado está ciente dos grandes potenciais na palha de cana. O especialista afirma que os próprios fabricantes de maquinários agrícolas já têm implantado melhorias em seus produtos para se adequar a essa nova realidade. “Os fabricantes de máquinas agrícolas têm apresentando equipamentos especialmente desenvolvidos para que o aleiramento, coleta, adensamento e transporte dessa palha deixada no campo após a colheita″, afirma. O que o setor tem vivido atualmente é uma revolução semelhante à que alçou o bagaço da cana ao posto de matéria-prima ao invés de resíduo. Há alguns anos, o bagaço tinha o status de sobra que gerava despesas. Hoje o material já é largamente utilizado para a geração de energia e esta evolução permitiu que muitas usinas utilizassem, o antes dejeto, para alimentar suas próprias necessidades de abastecimento elétrico, tornarem-se independentes das concessionárias e até vender o excedente da geração prória. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram as vantagens da combinação do bagaço com outros resíduos

da cana como pontas e palhiço para a geração de energia no Brasil: atendimento da necessidade nacional de geração de energia elétrica a partir de novas fontes energéticas; produção de energia elétrica com tecnologia totalmente limpa, de fonte renovável, que contribui para a preservação ambiental; produção de energia elétrica, sobretudo na época de menor pluviosidade, que coincide com a safra sucroalcooleira; inclusão de um novo agente de produção de energia elétrica, contribuindo, assim, para a consolidação do novo modelo de mercado competitivo; ganho de competitividade no setor sucroalcooleiro mundial, uma vez que será agregado novo produto de receita estável a partir do melhor aproveitamento de um produto residual; utilização de tecnologia totalmente nacional, preservando empregos locais e desonerando a balança de pagamentos do País. Este é um posicionamento que ecoa por todo o setor de geração de energia, que está buscando uma melhor equalização das diferentes fontes geradoras. A ideia é fazer com que o país utilize de forma mais distribuída e inteligente, todo seu potencial energético.

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Data from the Brazilian Sugar Cane Technology Center (CTC) shows that, in 10 years, sugar cane production will increase by about 25%. The residue generated by this harvested volume will reach about 130 million ton. If used to generate energy this material, which currently is mostly discarded, would yield an increment of 110 million megawatts/hour. In an article for Jornal Cana magazine, consultant Fulvio Pinheiro Machado shows that the market is aware of sugar cane trash´s major potential. This specialist says that even makers of agricultural equipment have added improvements to their products in order to meet the new demands. « Agricultural equipment makers already have introduced especially developed equipment for trash blanketing, collecting, densing and transportation of the trash left spreaded out in the field after harvest, » he said. What this sector is going through nowadays is a revolution similar to the one that lifted sugar cane bagasse to the level of raw material from just plain waste. A few years ago, sugar cane bagasse had the status of an expenses generating residue. Now, it is commonly used to generate electrical power and this evolution has allowed numerous mills to use this waste to feed their own electrical needs, to become independent producers and even to sell the exceedance. Data from Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a government research center, shows the advantages from mixing bagasse with other sugar cane residues such as trash, the so-called « palhiço », to generate electrical power in Brazil : • Meet domestic needs for electrical power from new energy sources; • Electric power production with all clean technology, from a renewable source, which contributes to environmental preservation; • Production of electrical power, especially in low rainfall periods, which coincides with sugar cane harvest; • Inclusion of a new agent in the production of electrical power, thus contributing to consolidation of a new model of market competitivity; • Competitivity gains in the worldwide sugar-alcohol sector since a new product will be added to a stable income due to the better use of a waste product; • Use of an all domestic technology thus preserving local jobs and reducing the country´s balance of payments. This position echoes throughout the electrical power producing sector which is searching for more balance among the different generating sources. The idea is to make the country use its energy potential in a more equitable and intelligent manner.

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curtas AREVA entrega primeira usina no NE movida a palhiço de cana-de-açúcar

AREVA delivers its first plant in northeastern Brazil using sugar cane trash

A Areva Renewables Brasil colocou em operações no último dezembro uma Unidade Termelétrica (UTE) movida a pontas e palhiço de cana-de-açúcar para geração de energia elétrica em Teotônio Vilela (AL). Esta é a primeira UTE na Região Nordeste a utilizar as sobras da cana, conhecida como palhiço, na geração de energia. A BEN Bioenergia,

de propriedade da Hidrotérmica – braço de investimentos em geração de energia do grupo gaúcho Bolognesi, vendeu a energia elétrica deste projeto no Leilão de Reserva de 2008. Com capacidade instalada de 53MW, a construção, feita em regime EPC (Engineering, Procurement and Construction).

PCH Cavalinhos entra em testes operacionais Em fevereiro, a Areva fez a entrega das operações das máquinas I e II das turbinas hidráulicas na Pequena Central Hidrolétrica (PCH) Serra dos Cavalinhos II. Com isso, a PCH entrou em fase de testes operacionais em março, etapa que deve ter duração de, aproximadamente, um mês. A PCH tem potência instalada de

30MW de está sendo construída para o cliente Brooksfield nas margens do Rio das Antas no município de Monte Alegre dos Campos, no Rio Grande do Sul em consórcio, realizado com a Cesbe (para a construção civil), a Alstom (para turbinas e geradores) e a Denge (para equipamentos hidromecânicos).

In December, Areva Renewables Brasil placed in operation a thermoelectric plant run on sugar cane trash to generate electrical power in the City of Teotônio Vilela, Alagoas state. This is the first plant in Brazil´s northeastern region to use this sugar cane residue (top, dry and green leaves), known as « palhiço » to generate energy. BEN Bioenergia, a Hidrotérmica company – the financing arm for power generation of Group Bolognesi – sold this project´s electrical power in the government´s 2008 bidding event. With 53MW installed capacity, the plant was built under the EPC regime (Engineering, Procurement and Construction).

SHP CAVALINHOS II BEGINS OPERATIONAL TESTING Areva Renewables Brasil started up machines I and II delivered in February for the Small Hydroelectric Plant (SHP) Serra dos Cavalinhos II´s hydraulic turbines. This is the beginning of the SHP´s operational testing, a step which will last about a month. Cavalinhos has 30 MW installed capacity and it is under construction in the City of Vacaria, Rio Grande do Sul state, in consortium with Cesbe (for civil works), Alstom (turbines and generators) and Dengue (hydromechanic equipment).


Projetos da AREVA em São Paulo e Mato Grosso entram em testes Será em abril, a entrada operacional da primeira máquina da PCH Segredo, que a Areva Renewables Brasil está construindo nas margens do Rio Juruena entre as cidades de Sapezal e Campos de Júlio, no Mato Grosso. Com a chegada do equipamento, a PCH inicia a etapa de comissionamento do projeto com testes operacionais secos e molhados. No mesmo local, foi finalizado o processo de enchimento do

reservatório da PCH Ilha Comprinda, também projeto da Areva. A cota de vertimento foi atingida e houve o fechamento toral da comporta vagão. No mesmo estado, a Areva iniciou a operação assistida da UTE Guaçu. Utilizando resíduo de madeira, a unidade tem potência instalada de 33 MW. Em Brotas, São Paulo, a Areva realiza em abril a verificação de performance da UTE Rhódia.

Bons resultados Neste primeiro semestre de 2013, a Areva Renewables Brasil tem prevista a entrega de seis projetos de geração e co-geração de energia em diferentes regiões do país. Somadas, as obras entregues terão capacitada instalada de 166,1 MW. A unidade brasileira de energia à biomassa da Areva

AREVA PROJECTS IN SÃO PAULO AND MATO GROSSO TO BEGIN TESTS Operational startup for SHP Segredo, a plant under construction by Areva Renewables Brasil on the shores of the Juruema River, located between the cities of Sapezal and Campos de Julio, in Mato Grosso state, begins in April. With the conclusion of equipment assembly, Segredo begins the project´s commissioning phase with dry and wet operational tests. In the same location, the water reservoir of SHP Ilha Comprida completed filling; Ilha Comprida is also an Areva Renewables Brasil project. The overflow level was reached and the fixed-roller floodgate was closed. In São Paulo, Rhodia, a SHP also constructed by AREVA in the City of Brotas, will also begin tests in April to evaluate performance.

GOOD RESULTS

se destaca no cenário global da empresa, com o maior número de projetos desta natureza. O ano de 2012 foi bom para os negócios da Areva no Brasil, com a conquista de um crescimento de 12% em faturamento na comparação com o ano de 2011.

In the first six months of 2013, Areva Renewables Brasil expects to deliver XXX projects of energy generation and co-generation in different regions of the country. The Brazilian unit of energy production by biomass of the French Group AREVA stands out in the Group´s global scenario with the highest number of projects of this nature. The year 2012 was good for Areva Renewables Brasil which saw a 12% growth in invoicing as compared to 2011.


Unidade Recife

Av Cônsul Vilares Fragoso, 291, Bongi CEP 50760-540 - Recife-PE Fone: (81) 2122.2300 - Fax: (81) 2122.2301

Unidade São Paulo

Rua Gomes de Carvalho, 1666, 17º Andar Ed. Boulevard Sul - Vila Olímpia - CEP: 04.547-006 Fone: (11) 3585.1300 - Fax: (11) 3585.1307

Unidade S. José do Rio Preto

Av. Arthur Nonato, 6807, Jd. Maracanã CEP 15092-000 - São José do Rio Preto - SP Fone: (17) 3216-8223 - Fax: (17) 3216-8224

www.areva.com


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