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________________________________________________________________________________________________________ Folha Informativa da Associação de Reencontro dos Emigrantes                                                                          Dezembro/2006 

Antigos militares emigrantes  em luta Emigrantes portugueses em vários países,  com destaque para o Luxemburgo e a  França, têm vindo a manifestar os seus  protestos face à inércia dos Governos que  não regulamentam a lei aprovada por  unanimidade no Parlamento com vista a  permitir a contagem do tempo de serviço  militar para efeitos de reforma. Tais movimentações tiveram um ponto  alto no dia 22 de Outubro, em que várias  centenas se manifestaram em frente ao  Consulado de Portugal no Luxemburgo,  no seguimento de outras acções que têm  vindo a realizar. Em Agosto passado  estiveram em Lisboa, onde se  concentraram em Belém, junto do  monumento aos combatentes. Os antigos militares emigrantes têm  razões de sobra para os seus protestos e a  ARE tem­se associado às suas  reclamações. Não queremos qualquer privilégio nem os  complementos demagógicos e de valor  miserável decididos por um anterior  Ministro da Defesa à caça de votos… O que queremos, é de inteira justiça, e  está até consagrado na Constituição: é não  sermos prejudicados na nossa reforma  pelo facto de termos estado no serviço  militar obrigatório e cujo tempo nos  querem fazer esquecer… Queremos que esse tempo seja registado  no sistema de Segurança Social, para que  seja contado e nos permita a reforma por  inteiro nos países onde estamos.  Simplesmente isto! 

Portugueses continuam a emigrar  Os números do nosso Instituto de Estatística não são muito fiáveis… Até há pouco, apontavam para uma  emigração de entre 25 a 30 mil  portugueses por ano. Todavia, um estudo  da OCDE recentemente divulgado aponta  para um número entre os 80 e 100 mil,  Mesmo pecando uma informação por  defeito e a outra, talvez por algum  excesso, o que é facto, é que continua a  emigrar muita gente que não consegue  em Portugal o emprego e as condições de  vida a que aspiram. Há já quem diga mesmo, que esta vaga de emigração já está  em números próximos da grande vaga migratória dos anos 60/70 do século  passado. Países que há anos atrás tinham poucos portugueses, como a Inglaterra, têm hoje  centenas de milhar. Novos destinos, como a Holanda, somam­se àqueles que já  tinham grandes comunidades, como a Suíça (175000 portugueses) e continuam  ainda a chegar portugueses ao Luxemburgo e à França.

Governo assobia par o ar…

Face a esta nova vaga migratória, bem como aos problemas sociais das  migrações anteriores, o Governo (o actual e os anteriores) fazem de conta…  As políticas para as comunidades portuguesas resumem­se a meia dúzia de  linhas copiadas dos programas anteriores. Os meios (financeiros, materiais e  humanos) atribuídos a esta área são diminutos. Veja­se o Orçamento do Estado:  atribui­se a este sector 4,3 milhões de euros. Parece muito, mas é pouco mais do  que aquilo que os portugueses transferem por dia para Portugal. Repetem sucessivamente palavreado como “a reestruturação consular”, mas o  que se vê é que mão há meios e pessoal qualificado para as novas necessidades.  Na prática, o que têm feito, é encerrar consulados ou operações de cosmética  para mera propaganda. Porém, atendendo à quadra que se aproxima, deixemo­nos de “misérias”… Desejamos a todos os sócios e amigos, às comunidades de emigrantes  portuguesas um FELIZ NATAL e bom ano 2007.

                                      

______________________________________________________________________________________________ ARE  ­  Av. António José de Almeida, 22  •  1000­043 LISBOA  •  Tel.: 218453432  •  Fax: 218453449  •  e­mail: emigrantes@clix.pt


________________________________________________________________________________________________________ Folha Informativa da Associação de Reencontro dos Emigrantes                                                                          Dezembro/2006 

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Reencontro - dez/2006