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An

os

www.areliquia.com.br / jornalareliquia.blogspot.com / facebook.com “A Relíquia” / twitter.com/areliquia

INFORMATIVO DOS ANTIQUÁRIOS, LEILOEIROS, GALERISTAS E COLECIONADORES ANO XV - Nº 193 - AGOSTO DE 2013 - RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Uma das mais belas construções do mundo, o Castelo de Charlottenburgo reúne uma belíssima combinação de edifícios, interiores, obras de arte e jardins que promovem uma verdadeira viagem pela his-

LEILÕES DE AGOSTO RIO DE JANEIRO • ALPHAVILLE • ERNANI • MARIA PIA ATHAIDE • RESIDENCIAL LEBLON • ROBERTO HADDAD • SIQUEIRA CAMPOS

SÃO PAULO • CASA 8 • LESLIE DINIZ • VICTOR HUGO

Foto: Litiere C. Oliveira

Charlottenburg

tória da corte de Brandemburgo-Prússia. Construído por ordem de rainha Sophie Charlotte von Hannover, esposa de Frederico I, este é um local excepcional. Páginas 12. 13, 14 e 15.

Salão de Arte 2013 Evento comemora este ano sua 20ª edição. Página 18

Iº Leilão de Búzios Armação de Búzios teve o seu 1º Leilão de Arte e Antiguidades, na mesma casa da Praia dos Ossos (foto) onde será inaugurado um antiquário. Página 25

FERNANDO BRAGA

A arte alemã página 26 e 27

Mostra Casa Real Coluna Destaques, página 24

A herança do sagrado página 8

Leiloeiro Público


2 - Agosto

de 2013

A RELรQUIA

Shopping dos Antiquรกrios Rua Siqueira Campos, 143 - Slj. 153 - Copacabana - RJ

Tel.: (21) 2235-8015 / 3579-3710 / 9607-2692 / 9605-4724 www.portaldotempoantiguidades.com.br / portaldotempoantiguidades@hotmail.com


A RELÍQUIA

Agosto de 2013 - 3

A mais tradicional casa de leilões do Brasil, fundada em 1906

Grande leilão comemorativo de 107 anos de tradição Receba sempre nossos comunicados de leilão. Para isso nos envie por e-mail: nome, telefone e e-mail - horacioernani@gmail.com

Cicero Dias

Di Cavalcanti

Ione Saldanha

Djanira

Heitor dos Prazeres

J. M. Santos

Maria Polo

Adilson dos Santos

Dorival Cayme

Daniel Senise

Milton da Costa Rosina Becker do Valle

Manuel Santiago

Rescala

Ibere Camargo Valentim

Espaço Ernani Arte e Cultura Rua São Clemente, 385 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2539-2637 - horacioernani@gmail.com Espaço Ernani Arte e Cultura


4 - Agosto

A RELÍQUIA

de 2013

COMPRO OBRAS DE:

LEOPOLDO GOTUZZO ÂNGELO GUIDO LIBINDO FERRÁS PEDRO WEINGARTNER ADO MALAGOLI AUGUSTO LUIZ DE FREITAS FRANCISCO STOCKINGER

DISCAR (51) 3330.4763 8421.9306 e-mail: karam@saladearte.com.br Rua Cel. Bordini, 907 - Moinhos de Vento CEP 90440-001 - Porto Alegre/RS

A RELÍQUIA Circulação Nacional Publicação mensal da Sabor do Saber Editora

Compro Pinturas de artistas paranaenses Alfredo An dersen A. Nisio Theodoro de Bon a Maria Amélia Assumpção Miguel Bakun Guido Viaro Freysleben Traple

41-9971-0484 41-3013-7218

Leilão de Agosto de 2013 Presencial e on-line

Porcelanas, pratarias, imagens, marfins, quadros, lustres, móveis, bronzes, tapetes, relógios, opalinas, faqueiros, aparelhos de jantar, toalhas de mesa, etc

26

Estamos recebendo peças para o leilão de agosto de 2013 Local: Rua Pinheiro Machado, 25 loja B e C, Laranjeiras. Rio de Janeiro. Cep: 22231-090

Tel: (21) 2553-0791 e 9974-4409 www.cristinagoston.com.br cristina.goston@terra.com.br

Pagamos aos proprietários uma semana após o leilão

claudineybelgamo@hotmail.com

FUNDADORES

Litiere C. Oliveira Luiz Carlos Marinho

FEIRAS DE ARTE E ANTIGUIDADES

EDITOR

ART AND ANTIQUES FAIRS

Litiere C. Oliveira

- Reg.Prof. MTb 15109

e-mail: litiere@areliquia.com.br RIO DE JANEIRO Publicidade: Rua Siquira Campos, 143 - Sl 73 - Copacabana - RJ Tel.: 21 2265-9945 Redação / Arquivo / Distribuição Rua Esteves Júnior 9, casa 01 Laranjeiras - CEP 22231.160 - Rio de Janeiro Tel.: 21 2265-0188 / Tel / Fax: 2265-9945 Cel.: 9613-2737 / 8899-0188 e-mail: jornalareliquia@gmail.com SÃO PAULO Representante: Juliano Alves Tel: (11) 5666-6240 / 995981145 / 97389-3445 e-mail: areliquiasp@gmail.com PORTO ALEGRE Representante: Elisa Moog Tel: 51 2112-8038 / 9955-9962 DIAGRAMAÇÃO Felipe A. Oliveira CONSELHO EDITORIAL Itamar Musse, Fernando Braga, Luis Octávio Louro Gomes, Manuel Machado, Paulo Roberto S. Silva e Francisco P. Cunha, Ricardo Kimaid, Roberto Haddad, Rudinel Vicente do Couto, Hebert Gomes, Pedro Arruda e Virgínia Arruda COLABORADORES João Ubaldo Ribeiro ( ABL), Ferreira Gullar, Ledo Ivo (ABL), Paulo Coelho (ABL), Antônio C. Austregésilo de Athayde, Rosângela de Araujo Ainbinder, Ana Beatriz Gomes, Tatiana Maria Dourado, Rachel Brenner, Luiz Marinho, Paulo Scherer Tiragem desta edição: 15.000 exemplares Os conceitos e opiniões emitidas em colunas e matérias assinadas, são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.

Variados tipos de porcelana e cristal, joias, prataria, tapetes, objetos Art-Noveau e Art-Déco, entre outros, em exposição nas barracas montadas There is a wide variety of porcelain, crystal, jewellery, silverware and carpets, amongst other objects of interest. These are displayed and sold at stalls around the market tower.

RIO DE JANEIRO

SÃO PAULO

BELO HORIZONTE

SÁBADO - SATURDAY

SÁBADO - SATURDAY • Feira de Arte e Antiguidades Vitrine dos Jardins - Rua Haddock Lobo, 1307 - Rua Augusta, 2530 - Jardins • Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto - Pinheiros

• Feira de Antiguidades Tom Jobim Sábados, 10 às 17h - Av. Bernardo Monteiro - Santa Efigênia

• Shopping Cassino Atlântico Av. Atlântica, 4240 - Copacabana - Feira de Arte e Antiguidades em ambiente com ar condicionado e música• Feira do Troca - Pça XV, em frente às Barcas (Bric-à-brac onde também se pode encontrar antiguidades). DOMINGO - SUNDAY • Praça Santos Dumont (em frente ao Jóquei) - Jardim Botânico • Feira de Antiguidades de Petrópolis - Praça Visconde de Mauá

BRASÍLIA Todo último final de semana de cada mês - Shopping Gilberto Salomão

DOMINGO - SUNDAY • Feira de Antiguidades do MASP - Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo - Av. Paulista • Feira de Antiguidades do Bixiga - Praça Dom Orione - Bixiga • Feira de Antiguidades do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) - Av. Europa, 218 Jardins • Mercado de Antiguidades de Santos - Piso superior do Mercado Municipal. Praça Iguatemi Martins, s/n°, Vila Nova, Santos/SP.

PORTO ALEGRE • Feira do Caminho dos Antiquários - Pça. Daltro Filho - Sábados, 10 às 16h • Brique da Redenção - Domingos, 9 às 18h - Av. José Bonifácio sn. - Bom Fim • Feira do 5ª Avenida -Av. Mostardeiro, 120 - Todos sábados das 10h às 18h

SÃO LUÍS • Feira de Antiguidades de São Luís - Todo último sábado do mes no Tropical Shopping.Av. Colares Moreira, 440 - Renascença 2


A RELÍQUIA

Agosto de 2013 - 5


A RELÍQUIA

6 - Agosto de 2013

ROBERTO HADDAD ESPECIALIZADO EM ARTE DESDE 1967

3º Grande Leilão da Temporada de 2013 Aproximadamente 1600 lotes de obras de arte de coleções particulares ao correr do martelo pela melhor oferta Exposição: 1, 2, 3, 4 e 5 de agosto quinta, sexta e segunda-feira, das 10h às 22h. Sábado e domingo das 15h às 22h. Leilão: 6, 7, 8, 9, 12, 13 e 14 de agosto, às 20h.

Lote - 882 DEMETRE CHIPARUS (1886-1947) Pierrot. Escultura Art Deco, cerca de 1925 de bronze e marfim representando figura de carnavalesco tocando bandolim. Assinado 'Chiparus' Alt. 66 cm

Lote 517 – PAUL PHILIPPE (1870-1930). “Pierette”. Escultura Art Deco, c.1925 de bronze e marfim Ass. Alt. 38 cm

Lote 348 – Importante espelho francês Luis XIV do sec. XVIII/ XIX. Entalhe de madeira patinada a ouro em acantos e volutas. Med. 222 x 116 cm

Lote 520 - Emile GALLÉ (1846-1904) “Rio de Janeiro”. Alt. 35,5 cm

Lote 1125 - Monteiro, Vicente do Rego (1899 - 1970) “Artesão”, o.s.t. - 79 x 72. Assinado cse. Ex-coleção Marion Gebara Leite de Castro

Lote 540 - PAUL STORR. Raríssimo par de “entré e dishes” redondos em prata inglesa Contraste da cidade de Londres de 1829 Georg e IV. Peças de coleção. Alt. 23,5 cm. e diam. 26 cm.

Lote 875 - GERCHMAN, Rubens (1942 2008) - “Back seat”, acrilica s/ c.t-103 x 79 cm. Ass

Lote 1107 – Cômoda portuguesa D. José em radica. Med. 93 x 145 x 41 cm

Lote- 1096 Portugal , Sec. XVIII. Extraordinária imagem de madeira representando de São Miguel, mais popular do todos os arcanjos, campeão da justiça, é um guerreiro, um cavaleiro, o condestável das milícias celestes que dirige o combate contra os anjos rebeldes. aparece empunhando uma lança fulgurante e segura uma balança, Enquadrado pelas belíssimas asas

Lote 508 - Extraordinária mesa de encostar - Brasil, possivelmente Rio de Janeiro, último terço do Séc. XVIII, em jacarandá - D. José ou pombalino, com 2 gavetas. Med. 80 x 124 x 67cm. Coleção Barão de Saavedra

Local: Copacabana - Rua Pompeu Loureiro 27-A - Tels.: (21) 2548-3993 / 2548-7141 / Fax: 2256-8656 Segurança e estacionamento com manobrista no local


A RELÍQUIA

Agosto de 2013 - 7

Lote 506 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006) “Gato verde com flor”, a.s.t. - 45 x 56. Ass. e dat. 2003. (Com certificado do pintor)

Lote 683 - TERUZ, Orlando (1902-1984) “Meninas no balanço”, o.s.t. 54 x 65. Ass. e dat. 1976.

Lote 300 - REYNALDO Fon seca (1925) - “O Lanche”, o.s.t. - 80 x 100. Ass. e dat. 2000 Ex-coleção Marion Gebara Leite de Castro Lote 897 - CARYBÉ, Hector (1911 1997) “Cenas de bordel”, acrílico aquarelado 50 x 35. Ass. e dat. 1982

Lote 708 CESCHIATTI, Alfredo “Contorcionista com Argola” (1965). Escultura em bronze. Ass. e com marca da Fundição Zani no pé. Med. 53 x 45 x 49 cm

Lote 545 – PARREI RAS, Antônio (18601937) - “Paisagem”, o.s.m. - 24 x 33. Ass.

Lote 95 – Emile Gall e Fra nça, cerca de 1900. “Jac inthe” - Vaso Art Noveau. Assinado. Alt. 31 cm

Lote 283 – VISCONTI, Eliseu (1866 1944). Moringa Art Noveau decorada com figura feminina. Ass. Alt. 23 cm. (Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1909)

Lote 524 - SCLIAR, Carlos (1920 2001) “Família (natureza morta composta)”, vinil encerado s/ tela - 75 x 55. Ass.

Lote 145 - Belíssima sopeira de prata inglesa georgiana lisa. Contraste da cidade de Londres 1824 Georg e IV e marca do prateiro Joseph Cradd ock & William Reid. Med. 29 x 24 x 26 cm (A x L x P). Lote 563 - Importante lustre francês Baccarat do Séc. XIX, para 15 luzes Estrutura de bronze e cristal. Alt. 120 cm.

Lote 650 - Vittorio Matteo Corcos (18591933) - Escola italiana. “Young Lady”, o.s.t. - 65 x50. Assinado

Lote 935 – REYNALDO Fonseca (1925) “Mulher e violino”, o.s.t. - 60 x 50. Ass. e dat. 1974. Cachet da galeria Ipanema.

Lote 102 – Rara cabeça de “Buda”, de marfim ricamente entalhada, China, início do séc.XIX. Alt. 47 cm

Lote 74 – Salvador Dali (1904 -1989) - "Cena onírica", nanquim - 23 x 39. Assinado e datado 1964 Lote 112 – MARCE L ANDRÉBOURAINE (1886-1948) “PENT HES ILIA, QUEEN OF THE AMAZONS ” CIRE PER - DUE. Raríssima escultura Art Deco, cerca de 1925 de bronze patinado. Ass. Bouraine e marca de fundição Susse Frès Edt Paris e marcado no bronze cire perdu e. Med. 39 cm. e comp 90 cm Lote 292 - CICERO DIAS (1908 - 2003) “Dança de roda”, aquarela - 35 x 27. Assinado e datado 1928. Pertenceu a coleção Abelardo Rodrigues (Recife).

Visite o site: www.robertohaddad.com.br

Lote 1074 - Castelo Branco, Píndaro (1930) "Última ceia", ost - 100 x 130. Ass. e dat. 1972

Lote 340 – Elegante sopeira de prata inglesa, contraste de Londres, período William IV - 1834 e marca do prateiro Wm. Bateman. Med. 25 x 40 x 24 cm

E-mail: haddad@robertohaddad.com.br


A RELÍQUIA

8 - Agosto de 2013

Fotos: divulgação

A herança do sagrado A exposição A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos apresenta obras-primas de artistas como Ticiano, Caravaggio, Leonardo da Vinci e Bernini. entro da programação do Festival da Juventude da JMJ Rio2013, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) inaugura em 10 de julho (para o público) a exposição A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos, que apresenta mais de cem obrasprimas vindas dos Museus do Vaticano e das principais instituições italianas, como o Museu do Palácio Venezia, a Galeria Borghese e os Museus Capitolinos (Roma), o Museu de Capodimonte (Nápoles), a Galeria Nacional de Marche (Urbino) e a Galeria Palatina (Florença), além da Biblioteca Apostólica Vaticana e a Fábrica de São Pedro. "É uma exposição única em razão da amplitude do tema e pela presença de mestres e grandes artistas, o que proporciona um amplo entendimento da singularidade de importantes períodos artísticos ? o Renascimento e o Barroco ?, que nasceram e tiveram seu auge em muitos dos distritos italianos", explica o curador da exposição, professor Giovanni Morello, pesquisador que trabalhou na Biblioteca Vaticana durante trinta anos. A exposição ocupará integralmente o segundo andar do museu e apresentará ao público obras emblemáticas como Ressureição [Resurrezione], de Ticiano, e raridades como a primeira representação conhecida de Jesus Cristo, de autor desconhecido, datada entre os séculos III e V, que serviu de inspiração às gerações seguintes. Esse também é o caso de Cristo como Salvator Mundi, do ateliê de Leonardo da Vinci, um dos principais nomes do Renascimento italiano, que também marca presença com outras obras em A herança do sagrado. Para a diretora do MNBA, "esta será uma das exposições mais relevantes já realizadas no país e na América do Sul, abordando a arte do período Renascentista e do Barroco italiano. A mostra reforça os laços culturais entre o Brasil e a Itália". A mostra apresenta pinturas, esculturas, joias e relíquias divididas em quatro módulos. O primeiro tratará exatamente das representações dos diversos episódios da vida de Cristo, com destaque para obras de Ticiano e Peter Paul Rubens. O segundo será dedicado à missão e à vocação dos apóstolos Pedro e Paulo. Nessa parte da exposição, o público poderá apreciar inúmeros achados e obras de arte provenientes da antiga Basílica de São Pedro, conhecida como Basílica de Constantino, no Vaticano. Já o terceira módulo da mostra terá como tema a Virgem Maria, representada em obras muito significativas, como a que veio dos Museus do Vaticano: Nossa Senhora do parapeito [Madonna del davanzale], c. 1490, de Pinturìcchio.

D

Leonardo da Vinci - Rosto de Cristo, desenho. Veneza, Gallerie dell'Accademia

San Pedro penitente (da Guido Reni), ost, séc. XIX Cidade do Vaticano, Fabbrica di San Pietro

Anibbale Carracci, São Francisco em meditação 1585-1586. 96x79 cm Gallerie dell'accademia

O último módulo é dedicado a obras e relíquias que remetem à vida dos santos, tema abordado por artistas como Guido Reni e Caravaggio. Em homenagem ao Rio de Janeiro, o público poderá ver de perto o relicário que abriga os restos mortais do crânio de São Sebastião, padroeiro da cidade. A exposição A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos tem o apoio do

Ministério da Cultura, por intermédio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e é uma realização do Pontifício Conselho para os Leigos, do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, da Fundação João Paulo II para a Juventude, em conjunto com o governo federal do Brasil, por meio do Instituto Brasileiro de Museus e do Museu Nacional de Belas Artes. Segundo o Gerente de Eventos Culturais da JMJ Rio2013, Gustavo Ribeiro, "a mostra é o principal evento cultural da Jornada Mundial da Juventude", que acontecerá este ano no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, com a presença do Papa Francisco. "Ela será a maior exposição já realizada para uma edição do evento, resultado do apoio inédito de diversas instituições da Santa Sé (Vaticano) e da Itália", garante. A produção da mostra no Brasil é coordenada pela Expomus, empresa brasileira que atua há mais de trinta anos no mercado, em parceria com a empresa italiana Artifex. A exposição conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e copatrocínio da Firjan e da Pirelli. Tem ainda o apoio de diversas instituições italianas, como o Ministério do Patrimônio, Cultura e Turismo, o Ministério do Meio Ambiente, o Consulado da Itália no Rio de Janeiro, o Instituto Italiano de Cultura e as empresas: Fórum das Américas, Eni, Enel Green Power, Tim Brasil, Telespazio, Finmeccanica, M&G, Conai, Novamont e Illy. SERVIÇO A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos Visitação: até 13 de outubro de 2013 Horário: das 9 às 21h, de terça a domingo. Local: Av. Rio Branco, 199 - Cinelândia, Rio de Janeiro - RJ. Informações: (21) 2219-8474


A RELÍQUIA

Agosto de 2013 - 9

salão de arte 2013 Stand 40

Marco Grili Antiguidades

Admirável!

Florão entalhado e policromado. Fazia parte do altar-mor da extinta igreja da Fazenda Dois Irmãos Carrancas – MG – Século XVIII

Rua Conde de Linhares, 503 Cidade Jardim Belo Horizonte - MG - Cep: 30380-030 Tel. (31) 3275.4461 / 3291.9545 antiquario@gmail.com


A RELÍQUIA

10 - Agosto de 2013

O que é Arte - Espelhos de Produção Galeria Jaqueline Martins apresenta a apartir de 10 de julho, às 19h, a exposição "Was ist Kunst? - Mirrors of Production"(O que é Arte - Espelhos de Produção), sob curadoria do americano Tobi Maier (curador adjunto da 30a Bienal de São Paulo). Participam da exposição obras de renomados artistas internacionais: Raša Todosijevic (Sérvia), Dan Perjovschi (Romênia), Mark Schreiber (África do Sul), Julius Koller (Eslováquia), Regina Vater (Brasil/EUA), Viola Yesiltac (Alemanha), Hugo Canoilas (Portugal), grupo IRWIN (Eslováquia), Ula Johnsen (Alemanha/Brasil) e Gastão de Magalhães (Brasil). A mostra busca sublinhar as características experimentais e conceituais de artistas brasileiros e soviéticos (URSS/atual leste europeu) entre as décadas de 1960 e 1970, período no qual a situação política e o descontentamento com os padrões de valoração artística levaram artistas a desenvolverem um tipo de arte de caráter político, poético e existencialista. A arte produzida neste período, principalmente na América Latina e na extinta união Soviética, diz respeito ao viés contestador do sistema de circulação da obra de arte. As preocupações políticas acabaram refletindo- se na cultura de maneira reacionária sob o ponto de vista estético, gerando trabalhos mais envolvidos com o conteúdo da crise do que com questões formais. As obras apresentadas na exposição "Was ist Kunst? - Mirrors of Production" geraram novos formatos de expressão e de comunicação, que reavaliaram práticas artísticas, diretrizes de museus e a recepção de uma obra, ampliando o conceito de objeto estético.

A

COMPRO Pinturas de artistas cearenses

R. Cela Vicente Leite Afonso Lopes Barrica Aldemir Martins Antonio Bandeira Entre outros Fábio Menezes (85) 9114-4114 / (85) 3025-7243 galeriamaison@yahoo.com.br

Rasa Todosijevic, Was ist kunst Dragoljub , Was ist Kunst, Marinela Kozelj, 1978 Beograd. 50 x 33 cm

A questão "O que é Arte" colocada no título da exposição também está relacionada a pensamentos e referências que acionaram a organização desta exposição em um momento em que o mercado de arte brasileiro está em um momento histórico de valorização, e as obras de arte não são mais consideradas pelo seu valor estético e reflexivo, e sim como produto de especulação.

Destaques Dan Perjovschi nasceu em 1961, em Sibiu, na Roménia. Vive e trabalha em Bucareste, Romênia. Perjovschi teve muitas exposições individuais em todo o mundo, em 2007, no Centre Pompidou (Paris) e no Projeto 85 (MoMA); em 2005 no Museu Ludwig (Alemanha). Perjovschi também participou de várias Bienais internacionais, como a 9 ª Bienal de Istambul, em 2005; 2a Bienal de Moscou e na 8a Bienal de Sharjah (ambas em 2007). Esta é a sua primeira apresentação no Brasil. Mark Schreiber nasceu em 1970, em Joanesburgo, África do Sul, vive e trabalha em Frankfurt, Alemanha. Apresentou seu trabalho na Schirn Kunsthalle, na Kai Middendorff Galerie, e na Caraíbas

Residency (todos em Frankfurt, Alemanha); na Singuhr Hörgalerie, em Berlim; no Royal College, em Londres e na galeria nacional de Kosovo, em Pristina. Esta é a sua primeira apresentação no Brasil. Július Koller (1939 - 2007| Eslováquia) foi um artista cuja prática considera o estado da arte na utilização de ready-made, objetos do cotidiano e símbolos ao se referir aos processos políticos. Exposições recentes incluem: Espíritos do internacionalismo, Van Abbemuseum, Eindhoven, 2012; Retrospectiva Ficção Científica, Galeria Nacional Eslovaca, Bratislava, 2010. Koller viveu e trabalhou em Bratislava. Esta é a sua primeira apresentação no Brasil. Raša Todosijevic nasceu em 1945, em Belgrado, Sérvia. Vive e trabalha em Belgrado. Foi agraciado com o Prêmio UniCredit Veneza em 2011 na Bienal de Veneza, Itália; em 2006, recebeu a Emily Harvey Award Residencial, em Nova York e Veneza. Participou de exposições como Museu de narrativas paralelas no MACBA, em 2011 e foi homenageado no Pavilhão da Sérvia na 54 ª Bienal de Veneza, em 2011. Hugo Canoilas nasceu em 1977, em Lisboa, Portugal. Vive e trabalha em Viena, Áustria. Exposições individuais recentes incluem Kunstbuero Viena, Workplace Gallery em Newcastle, Galeria Quadrado Azul, no Porto e em Lisboa. Canoilas também participou da 30a Bienal de São Paulo com uma grande instalação no Museu Casa do Bandeirante, em São Paulo. O grupo IRWIN foi fundado em 1983 e é composto por cinco membros - Dušan Mandi, Miran Mohar, Andrej Savski, Roman Uranjek e Borut Vogelnik. Em 2005, o grupo participou na exposição "criatividade coletiva ', na Fridricianum, em Kassel, na 7 ª Bienal de Sharjah, e na 9 ª Bienal de Istambul. SERVIÇO

Was ist Kunst? - Mirrors of Production

Leilão Siqueira Campos Artes, antiguidades, coleções e joias. Quadros, tapetes, cristais, porcelanas, pratarias, bronzes, marfins, arte sacra, esculturas, objetos de decoração.

EXPOSIÇÃO

Dia 26 agosto, das 14 às 21h.

LEILÃO Dias 27 e 28 de agosto às 17h.

Catálogo disponível na internet www.lilileiloeira.com.br

Período expositivo: Até 17 de agosto de 3013 Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 74, Pinheiros - SP

Velho Que Vale Antiguidades Cel. 9635-8764 Tel. 2549-5208

Organização: Leiloeira Pública Eucília Soares e equipe

CAPTAÇÃO PERMANENTE PARA LEILÕES MENSAIS Informações: (21) 25494085 | 87802882 lilileiloeira@gmail.com Rua Siqueira Campos 143 Loja 86 - 2º piso Copacabana - RJ

Luiz e Creuza Marinho Rua Siqueira Campos, 143 Sobreloja 61 e 62 - Copacabana Tel. 2548-9511

Rua Monte Alegre, 340 Santa Teresa Tels. 2508-6117 / 8848-5051


A RELÍQUIA

Agosto de 2013 - 11

Leilão Residencial Ed. Chopin Presencial e on line em tempo real

EXPOSIÇÃO: De 09 a 11 de Agosto de 2013 das 13:00 às 20:00 horas LEILÃO: Dias 14 e 15 de Agosto de 2013 a partir das 19:00 horas. (quarta e quinta-feira) LOCAL: Av. Atlântica 1782 apto 305 Copacabana Ao lado do Copacabana Palace.

Cat disponí álogo do dia vel a partir 07 de A de 201 gosto 3

CONTATOS:

Tel: 24-2222.6879, 24-2232.1261, 24-9994.6493, 21-9765.5188 www.mariapia.lel.br - mariapia@mariapia.lel.br


A RELÍQUIA

12 - Agosto de 2013

Charlottenburg O Palácio de Sophie Charlotte maior das residências da Casa dos Hohenzollern, em Berlim (Alemanha), o Castelo de Charlottenburgo (Schloss Charlottenburg) é um antigo palácio da Prússia, localizado no distrito berlinense de CharlottenburgWilmersdorf. Foi construído no estilo barroco-italiano, entre 1695 e 1699, seguindo o projeto do arquiteto Johann Arnold Nehring (1659-1695) por ordem de Sophie Charlotte Herzogin von Braunschweig und Lüneburg (ou Sophie Charlotte von Hannover, 1668-1705), a terceira esposa do Príncipe Eleitor de Brandemburgo Frederico III (1657-1713). Uma das mais belas construções do mundo, o castelo reúne uma belíssima combinação de edifícios, interiores, obras de arte e jardins que promovem uma verdadeira viagem pela história da corte de Brandemburgo-Prússia. Este é um local excepcional, que convida todos os visitantes a embarcarem em uma viagem através da história e da cultura dos últimos três séculos. Inicialmente concebido como um palácio de verão, o edifício original, de dimensões reduzidas, com base no modelo holandês, foi batizado de Lietzenburg, e correspondia ao desejo de Sofhie Charlotte de possuir um retiro rural, onde pudesse se recuperar da agitação do Palácio Real de Berlim. No entanto, ao se tornar a primeira rainha da Prússia, depois da coroação de Frederico III como rei Frederico I, em 1701, surgiram exigências que o pequeno palácio Lietzenburg não podia satisfazer. Sob a direção do arquiteto sueco Johann Friedrich Eosander (1669-1728), o edifício foi magnificamente ampliado, transformando-se em um palácio de três alas, no mais puro estilo barrocofrancês da época. No coração do edifício central do palácio antigo ergueu-se uma cúpula de 50 metros de altura, com lanterna, encimada por uma estátua dourada com a forma da deusa da Fortuna. Nos anos de 1701-1702 o eixo longitudinal de Charlottenburg se prolongou para leste e oeste, e de frente para o jardim foi construída uma fachada luxuosa inspirada no Palácio de Versailles, a residência de Luís XIV na França. Depois do falecimento da rainha Sophie, ocorrido em 1705, Frederico I deu o nome de Charlotte ao palácio e à povoação adjacente. Entre 1710 e 1712, o palácio seria uma vez mais ampliado, recebendo um pátio de honra e uma Orangerie situada a oeste. O pátio de honra é destinado a convidados e delimitado por duas alas: uma espécie de torre de vigia e um portão decorado com estrelas da Ordem Prussiana da Águia Negra. Mas, Frederico I não viveu o suficiente para ver toda a obra pronta, pois ele faleceu em 1713. >>>

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Vista do Palácio de Charlottenburgo vendo-se em primeiro plano a estátua equestre de Frederico III de Brandemburgo, obra de Andreas Schlüter de 1696

Retrato de Sofie-Charlotte pintado em 1702-1705 por Friedrich Wilhelm Weidemann

Retrato de Frederico I sentado em seu trono de prata(1712), obra do pintor da corte Antoine Pesne


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Agosto de 2013 - 13 Fotos: Litiere C. Oliveira / Reproduções

A Galeria Dourada (sala 363) projetada como Salão de festas constitue sem dúvida um dos pontos mais altos do rococó fredericiano no que diz respeito à criação de espaços . Possui 42 metros de comprimento

Escadaria do edifício principal do Palácio de Charlottenburg

Até meados do século XIX a área do castelo era praticamente um canteiro de obras. Apesar dos muitos construtores ali empregados, como Nehring, Eosander, Georg Wenzeslaus von Knobelsdorff, Carl Gotthard Langhans, Gents e Karl Friedrich Schinkel, e dos diferentes jardineiros e arquitetos paisagistas, como Siméon Godeau, Johann August Eyserbeck e Peter Joseph Lenné, o resultado é uma excepcional construção barroca. Em 1951 seria reerguida a estátua equestre de Frederico III de Brandemburgo, obra de Andreas Schlüter de 1696. A ala leste do castelo foi construída entre 1740 e 1747, por Frederico II (17121786), "o Grande", que a usou como residência de verão até se mudar para o Palácio de Sanssouci, em Potsdam e, em frente a essa parte do palácio, encontra-se desde 1977 uma escultura de bronze erigida a partir de "Quadriga", estátua de mármore do Brandenburg Tor (Portão de Brandemburgo), esculpida por Johann Gottfried Schadow em 1793. Após a morte prematura da "Rainha Filósofa", como era chamada, com apenas 37 anos de idade, em 1705, extinguiu-se a chama da vida cultural em Lietzenburg e, depois do falecimento de Frederico I, em 1713, Charlottenburg teve uma existência sombria durante o reinado do sucessor deste, Frederico Guilherme I (1688-1740). No entanto, o palácio não foi abandonado, e as medidas de conservação necessárias não faltaram ao edifício. Além disso, Frederico Guilherme I sabia usar o palácio exclusivamente para fins oficiais e de representação. Imediatamente depois da morte de Frederico Guilherme I, o novo rei, Frederico II, "o Grande" (1712-1786), escolheu Charlottenburg para sua residência. Frederico II encarregou o arquiteto Knobelsdorff (1699-1753) de ampliar o palácio, ao estilo rococó, de acordo com as suas necessidades. No lugar onde originalmente ficaria a Orangerie

Antesala do quarto de Frederico Ghilherme III, mostrando o famoso retrato equestre de 1800 de Jacques Louis David (1748-1825) - "Napoleão cruzando os Alpes"

A Sala Verde da Rainha Isabel mostrando quadros de paisagens italianas e rico mobiliário

Lateral da Salão Vermelho (sala 100) usada por Frederico I. Suas paredes são cobertas com tapeçaria de damasco vermelho e detalhes dourados. Acima da lareira e do espelho o monograma de Sofie-Charlotte

oriental, emergiu uma nova ala. No entanto, Frederico II acabou por perder o interesse por Charlottenburg, virando a sua atenção para o Palácio de Sanssouci, concluído em 1747. O palácio adquiriu sua presente forma durante o reinado de Frederico

Guilherme II (1744-1797), sobrinho de Frederico II, "o Grande", com a conclusão, na parte ocidental, do Teatro do Palácio e da Pequena Orangerie. O Teatro do Palácio desempenhou um importante papel na história do teatro alemão, pois Frederico Guilherme II deu grande atenção à Literatura de Língua Alemã, anteriormente negligenciada por seu tio. Frederico Guilherme II tinha um apartamento de Inverno na "Nova Ala", localizado na parte sul do primeiro andar, e aposentos de Verão no rés do chão da ala norte. Continua na página seguinte


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Continuação da página anterior

Quarto de Cristal do primeiro domicílio de Sofie em Charlottemburg (sala 118). O mobiliário ricamente entalhado e banhado a ouro e um espelho de prata dão uma ideia da valiosa decoração original. A alternância regular de espelhos e delgados retangulos de damasco verde prolonga a atmosfera do jardim

Salão de Audiências de Frederico I (sala 101), restaurada em 1975-1977 após os graves danos sofridos durante a guerra. Um conjunto de figuras brancas simbolizam as artes e a ciência. Tapeçarias de 1730 procedentes de Bruxelas narram cenas da vida dos herois da Antiguidade baseado nas obras de Plutarco

Vista dos jardins do palácio

Embarque para Citera, obra-prima de Antoine Watteau (1684-1721) adquirida por Frederico "o Grande" entre 1752 e 1765

Vista interior da Casa das Palmeiras na Ilha do Pavão, pintura de Carl Blechen de 1832 por encomenda de Frederico Guilherme III. Mostra a estufa desaparecida num incêndio em 1880. A pintura se encontra na antiga biblioteca, sala 311

Posteriormente, durante o reinado de Frederico Guilherme IV (1795-1861), entre outras coisas, foram renovadas, nos estilos cerimoniosos do classicismo tardio e do neorrococó, as salas do primeiro andar do Palácio Antigo (seção central), as quais passaram a constituir um novo apartamento para o rei e para a sua esposa, Elizabeth. Depois da morte de Frederico Guilherme IV, a Rainha Elisabeth passou a usar Charlottenburg como sede de sua viuvez. Depois, Wilhelm I (1797-1888), rei da Prússia e imperador da Alemanha, mostrou pouco interesse por Charlottenburg. No chamado "Dreikaiserjahr" ("Ano dos Três Imperadores", 1888), o palácio serviu de residência a seu filho, o rei Friedrich Wilhelm Nikolaus Karl von Preußen (18311888) - ou Frederico III, rei da Prússia e também imperador da Alemanha -, que se encontrava em fase terminal de uma doença, durante os 99 dias do seu reinado. Os jardins do Palácio de Charlottenburg (ou Schlosspark - parque do palácio), iniciados em 1697, são de uma beleza e diversidade maravilhosas, uma mistura dos estilos inglês e francês:

A Sala da Prata

Retrato da Rainha Victoria pintado em 1847 por Heinrich von Angeli

ao norte, na direção do rio Spree, observa-se a naturalidade artística de um jardim inglês, no qual se cruzam magníficas trilhas com esteiros pitorescos, pequenas elevações que oferecem belos panoramas e gramados entre árvores antigas que convidam para um descanso; ao sul, na direção dos prédios extensos do castelo, observa-se a geometria rígida de um jardim francês, com um repuxo octogonal no centro e, em suas laterais, alamedas de tílias que oferecem proteção contra o sol e contra a chuva. >>>


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O Mausoléu, construído em 1810 tem inspiração nos templos clássicos

Agosto de 2013 - 15 Outras obras importantes do complexo de Charlottenburg são O Belvedere e o Mausoléu. O Belvedere foi construído entre 1788 e 1790 por Langhans, na beira do jardim ao norte do palácio. Era usado inicialmente como casa de chá e torre de observação. Hoje abriga a coleção de porcelanas berlinenses dos séculos XVIII e XIX e, principalmente, obras da Real Manufatura de Porcelanas de Berlim. Langhans foi o precursor do Classicismo na Prússia e o autor do maior símbolo de Berlim, o Portão de Brandemburgo. O Mausoléu, situado a oeste do parque, foi construído entre 1810 e 1812, que serviu de túmulo para a Rainha Luise. Lá se encontram os cenotáfios do rei Frederico Guilherme III e da Rainha Luise, projetados por Christian Daniel Rauch (1777-1857), assim como os cenotáfios do imperador Guilherme I e da imperatriz Augusta, ambos projetados por Erdmann Encke (18431896). Ao leste da ala projetada por Knobelsdorff encontra-se o Neuer Pavillon, de Schinkel, erguido entre 1824 e 1825, com uma estrutura quadrada e rígida. Em frente desse prédio estão dois projetos de Rauch de 1840, os pilares de granito com estátuas de duas deusas aladas da vitória. Parcialmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial e completamente reconstruído e restaurado depois de 1945, o Castelo Charlottenburg atualmente é um museu, onde estão pratarias, porcelanas e numerosos quadros, notadamente uma importante coleção de pintura francesa do século XVIII, onde está incluída a obra "Pèlerinage à l'île de Cythère" (1717), de Jean-Antoine Watteau (16841721). O museu mostra também o apartamento de Frederico II, "o Grande", insígnias reais de Frederico I e de sua esposa, Sophie Charlotte. Na pequena Orangerie abriu-se um restaurante. Separadamente, pode-se visitar a coleção de porcelanas da Real Manufatura, em exibição no Belvedere, e o Novo Pavilhão. Desde 1952 a estátua equestre de Frederico III encontra-se colocada no pátio de honra.

O escritório particular do segundo domicílio da Rainha (sala 112) ainda preserva a sua escrivaninha de madeira com laca branca decorada com motivos chineses, circa de 1700

A lenda barroca

A estátua de mármore de Carrara para o sepulcro da Rainha Luisa, obra de Christian Daniel Rauch

O Belvedere, construído entre 1788 e 1790 por Langhans, na beira do jardim ao norte do palácio

A história do Palácio Charlottenburg contém ainda um capítulo considerado por muitos como uma lenda. Trata-se da construção de uma Bernsteinzimmer, uma sala completamente coberta de âmbar, mais tarde conhecida como a "oitava maravilha do mundo". A sala de âmbar foi desenhada pelo arquiteto e escultor Andréas Schlüter e a realização do trabalho foi confiado ao ambarista dinamarquês Gottfried Wolffram, provavelmente a serviço de Frederico I desde 1701. Em 1706, a execução foi transferida para dois artistas oriundos de Danzig (Polônia), Ernst Schacht e Gottfried Turau, por causa do preço de Wolfframs ser considerado elevado. Em 1712 o trabalho ainda era mencionado, no entanto a obra em Charlottenburgo nunca seria concluída. Partes da cobertura mural em âmbar foram levadas para o Palácio de Berlin (Berliner Stadtschloss), onde foram instaladas num gabinete adjacente ao Salão Branco. Em 1716, a Sala de Âmbar foi oferecida por Frederico Guilherme I ao Czar russo Pedro, o Grande, seu aliado de então, o qual, em agradecimento, lhe enviou 55 soldados da sua guarda. A sala de âmbar foi, então, instalada no Palácio de Catarina, em Tsarkove Selo. Leia a "Lenda Barroca" na página 30

Grupo princesas de Gottfried von Schadow

As coroas de ouro maciço de Frederico I e SofieCharlotte


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16 - Agosto de 2013

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Agosto de 2013

Salão de Arte de São Paulo comemora 20 anos Pela primeira vez, evento terá sala especial dedicada ao Graffiti, além de reunir obras inéditas e profissionais renomados do Brasil e do exterior. O Salão acontece de 12 a 18 de agosto, no Clube A Hebraica onsiderado um dos maiores eventos de arte da América Latina, o Salão de Arte de São Paulo comemora este ano sua 20ª edição e se firma como evento de arte mais tradicional do país. Apresentando um mix de arte composto por obras modernas e contemporâneas, gravuras, peças e livros raros, galerias, joalherias, antiquários, fotografias e decoradores, a novidade deste ano é uma sala especial dedicado à arte do Graffiti. Reconhecido também por sua credibilidade e profissionalismo, o Salão de Arte tem curadoria, organização e direção de Vera Lucia Chaccur Chadad desde sua primeira edição. "São 20 anos de muita luta para fazer o Salão de Arte se tornar parte do calendário de São Paulo, prestigiando artistas e galeristas do Brasil e do exterior. O crescimento é resultado de muita dedicação tanto da organização quanto dos colaboradores", comemora Vera. Acompanhando um grande movimento do mundo das artes no sentido da arte urbana, a curadoria do graffiti está nas mãos do artista visual paulistano Thiago Mundano, criador do projeto Pimp My Carroça. Para esta edição comemorativa do Salão de Arte, Mundano convidou para integrarem a sala especial os artistas Evol, Mauro, Paulo Ito, Sliks, além de inserir uma obra dele mesmo. "O Salão é reconhecido pelas obras de grandes artistas consagrados no campo das artes e muitos deles não estão mais vivos. A ideia da sala do graffiti é trazer um frescor para esse ambiente, com artistas bons e em atividade", explica o artista. "As pinturas e instalações que vão compor a exposição batizada de 'Artevidade' serão inéditas e também algumas do acervo da Galeria Parede Viva". Neste ano, participam do Salão de Arte mais de 65 expositores, sendo cinco estrangeiros vindos de Portugal, Uruguai e Argentina, e o restante de diversos estados do país. A expectativa é atrair 18 mil visitantes e superar o valor movimentado em 2012. Em uma área de 3.500 m², a programação prevê ações como abertura beneficente, coquetéis em vários estandes e noites de autógrafos. Nas paredes do evento estarão ainda mural em graffiti do artista Eduardo Kobra e fotografias da cidade de Nova Iorque de Marcos

C

Conjunto escultórico em madeira policromada e dourada com mãos, pés e rostos em marfim. Portugal Século XVIII 30 x 21,5 x 14cm

Lasar Segall – 1919 - Retrato de Homem Óleo sobre tela – 70 x 65,5 cm

Rosset. Uma exposição com cerca de dez lustres Baccarat também vai compor o espaço expositivo. Este ano, o salão adota um modelo de decoração oposto ao ambiente clássico das galerias e feiras do setor. Com o uso de tecido e madeira, e sem o silêncio e o branco tradicionais dos endereços comerciais, os visitantes podem se sentir à vontade para conhecer a exposição e entrar nos estandes. O Salão de Arte vem, mais uma vez, representar a força e o crescimento do mercado de arte no Brasil e mantém a tradição de atuar em projetos de responsabilidade social. Nesta edição, como nas anteriores, o Salão terá a sua renda integral da bilheteria e do coquetel da noite de abertura revertidos à ACTC - Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração. A entidade presta atendimento multidisciplinar à criança cardíaca e aos transplantados do coração, encaminhados pelo Instituto do Coração, Incor (HCFMUSP), bem como a seus familiares. Nomes como Luis Alegria, Imaginalis e Jose Sanina, de Portugal, Museu Lasar Segall, Jorge Quartilho,

Tomie Ohtake – 2012 - Imensidão Azul Acrílica sobre tela – 150x150 cm Obs.: No projeto, n – P12-01

Itamar Julião Onça Escultura em madeira 52 x 80 x 122cm

Caloula Filho, Sandra e Marcio, Resplendor, Began Antiguidades, Onze Dinheiros, Almeida e Dale, Dan Galeria, Pinakotheke, Ruth Grieco, Fólio Livraria, entre outros, estarão presentes nesta megaexposição que traz obras inéditas e exclusivas, entre peças de artistas consagrados como Anita Malfatti, Tomie Ohtake, Di Cavalcanti e Portinari. SERVIÇO 20º Salão de Arte de São Paulo Local: A Hebraica - Salão Marc Chagall Endereço: Rua Dr. Alberto Cardoso de Melo Neto, 115. Pinheiros. - São Paulo/SP 12 de agosto (19h) - Cerimônia de abertura e coquetel beneficente. Convite: R$180 - Ponto de venda: ACTC - Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração. Telefones (11) 3088-7454/ 3088-2286 ou pelo e-mail flaviana@actc.org.br, falar com Flaviana Oliveira. De 13 a 18 de agosto de 2013 Horários: Terça a Sexta-feira das 15h às 22h / Sábado das 13h às 21h / Domingo das 13h às 20h Entrada: R$ 30 - entrada integralmente revertida à ACTC. Grupo acima de 10 pessoas - entrada gratuita com agendamento pelo telefone: (11) 3088-2286 / 3088-7454 Acesso facilitado para deficientes físicos Mais informações: www.salaodearte.com.br


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Agosto de 2013 - 19

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Agosto de 2013 - 23

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SP-Arte/foto/2013 25 galerias e mais de 80 De Francisco Iglesias artistas nacionais estarão no Francisco Iglesias reutiliza evento, de 21 a 25 de agosto, correntes de transmissão e no Shopping JK Iguatemi, em resíduos de motocicletas, emSão Paulo. pilhadeiras, retro-escavA SP-Arte/Foto/2013 cheadeiras e tratores para monga a sua sétima edição contar as obras da exposição solidada como mais imporElos, no MuBE. tante evento da fotografia no Entre os dias 8 e 30 de Brasil. Ao reunir as mais conagosto o MuBE traz a mostra ceituadas galerias que trabaElos do artista mineiro Franlham com este suporte, a feicisco Iglesias. O artista recria ra permite que o público teformas de elementos da nanha contato com alguns dos tureza a partir de peças artistas presentes na nova descartadas. O material é o produção brasileira e outros elo, que trabalhado no limite conceituados profissionais em da forma será apresentado de atuação no País. maneira lúdica transformado O evento acontece em um em instalações que fazem remomento em que a fotogra- Foto de Isidro Blasco, que estará no ferência a formações geológifia ocupa um lugar de desestande da SIM Galeria cas, fauna, flora e mares. taque entre obras de arte em Por meio de imãs, rolacoleções particulares, galerias e museus do Bra- mentos, soldas e elementos anticorrosivos os sil e do mundo. Além do reconhecimento co- elos são unidos e ganham formas tridimensiomo arte, a fotografia tem se apresentado como nais como globos terrestres, ondas, águas-vivas, ótimo investimento para novos e tradicionais lagartos, escorpiões, elefantes, cogumelos, dentre colecionadores. Com a maior participação de outros. imagens fotográficas nos leilões de arte de caA exposição é de curadoria de Renata Junsas tradicionais, alcançando valores acima dos queira, também diretora do museu, e faz parte milhões de dólares, as fotos de arte estão ca- de um projeto do MuBe de abrir espaço para da vez mais valorizadas. Este crescimento se artistas de fora dos grandes centros que estejam dá desde os anos 1990, com a presença da foto- produzindo trabalhos consistentes. "É uma oporgrafia no mercado de arte contemporânea, mas tunidade para o público paulista estar em contaaponta ainda um movimento irreversível, com to com a boa produção artística realizada fora a valorização da imagem nas vidas das pes- do eixo Rio-São Paulo", afirma. soas. Vernissage: 7 de agosto de 2013, às 19h. PeAs obras dos mais de 80 artistas que estarão ríodo expositivo: 8 a 30 de agosto de 2013. Enrepresentados na SP-Arte/Foto/2013 mostram dereço: Av. Europa, 218. São Paulo. Entrada graum panorama da nova produção brasileira dos tuita últimos anos, assim como os trabalhos de alguns fotógrafos conceituados, como Miguel Rio Betão à Vista Branco, Pedro Motta, Vik Muniz, Candida HöEm uma mostra inédita, o MuBE recebe a fer, Marina Abramovic, Gaspar Gasparian, Ge- partir do dia 2 de agosto a exposição "Betão à raldo de Barros, Cristiano Mascaro, e outros e vista". Idealizada pelo artista e também exposigalerias de diversos estados, como Belém, Belo tor da mostra, Alberto Simon, a exposição não Horizonte, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e tem curadoria e tampouco um tema específico, São Paulo. somente a liberdade criativa dos onze artistas Além das obras expostas e galerias o evento participantes que assim ficam mais livres na contará mais uma vez com uma programação criação de suas propostas e na maneira de orcultural, com palestras e fotógrafos convidados, ganizá-las numa mostra coletiva. realizada no auditório da Livraria da Vila. O ciEssa mostra inédita terá algumas de suas clo de encontros com profissionais será organi- obras criadas in loco pelos artistas, sendo parte zado pela revista Zum, especializada em fo- de um projeto experimental que tem tudo para tografia. dar uma nova cara às exposições contemShopping JK Iguatemi, Av Pres Juscelino Ku- porâneas. O conceito também leva em considerabitschek, 2041 - Vila Olímpia - São Paulo/SP. ção a premissa de deixar o espaço em si mais Entrada gratuita. visível e celebrar a arquitetura do grande salão

do museu, enaltecendo a sua vocação original de espaço expositivo para as artes visuais. Com a utilização do espaço museu que possui uma qualidade arquitetônica altamente peculiar, as obras ou intervenções transparecem a liberdade criativa de seus artistas e encontram seus lugares sem o peso da mão de um curador e sem um tema específico que faça a ligação entre elas. Os 11 artistas presentes na exposição são: Adriano Costa, Raquel Uendi, Erika Verzutti, Christoph Keller, Deyson Gilbert, Roberto Winter, Paulo Monteiro, Layla Motta, Debora Bolsoni, Lucas Simões e Alberto Simon, residentes e ativos em São Paulo, exceto Christoph Keller, que reside em Berlim, Alemanha. Vernissage: 1 de agosto, às 19h. Período expositivo: de 2 de agosto a 18 de agosto - Terça a domingo das 10h às 19h.

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24 - Agosto de 2013

Destaques

Por Litiere C. Oliveira

Mostra Casa Real no Vale do Café Cerca de 500 convidados compareceram à abertura da Mostra Casa Real, a primeira exposição de Mobiliário e Arte dos Séculos XVIII e XIX, realizada na Fazenda São Luiz da Boa Sorte em Vassouras, no Vale do Café. Estiveram presentes autoridades, celebridades, artistas, políticos, antiquários e colecionadores. Aberta no dia 13 para convidados, e ao público a partir do dia 14 de julho, com entrada franca, a mostra foi uma excelente oportunidade para se conhecer um pouco da história do Ciclo do Café, do apogeu e da opulência dos Barões, do cotidiano da vida na sede das vivendas, e do trabalho escravo que levou o Brasil a ser o maior produtor do grão no mundo. Para a realização desse projeto, os proprietários da fazenda, Nestor Rocha e Liliana Rodriguez, convidaram Antiquários do Rio de Janeiro e São Paulo, colecionadores e arquitetos, decoradores e designers que ambientaram os espaços que foram mostrados ao público. Um selecionado acervo de obras de arte e antiguidade foi disponibilizado entre mobiliário, pinturas, prataria, porcelanas, bronzes, tapetes, tapeçarias, luminárias, cristais, esculturas, imaginarias, e muitos itens inusitados que representam o período do Império Brasileiro, com forte influencia francesa. Foram reunidas mais de trezentas peças, como uma raríssima Nossa Senhora da apresentação, de Portugal do Século XVIII, um imponente Armário Pintado, de Portugal, também do século XVIII, um Par de Monumentais Esculturas de Jardim, de ferro fundido, frança, século XIX, excepcional oratório de Portugal do século XVIII, um Retrato a Óleo do Conselheiro Ferreira Viana, Redator da Lei Áurea, um Serviço de Cia das Índias do Conde e Visconde de Ipanema, retrato único de Infante da Casa de Bragança, de autoria de Ernest Karl Papfp, um dos pintores oficiais da corte, par de Serafins, Portugal, século XVIII, que pertenceu ao Rio Palace hotel, par de cachepots Imari, duas raras galerias Ferahan, século XIX. Teve ainda objetos

Carlos Figueiredo, Liliana Rodriguez, Marise Gollo e Fernando Bicudo

Nestor Rocha com antiquários do Rio de Janeiro. Da esquerda para a direita Magdalena, Paulo Scherer, Hebert Gomes, Robson Santiago, Eusébio Ferreira, Felipe Vicente, Paulo Roberto de Souza e Silva e Francisco Eduardo Cunha

Francisco França e Sheila - colecionadores

Ana e Miguel Salles com Tita Lamego (centro)

Martha Buele, Luiz Carlos e Creuza Marinho

curiosos como o bidé Cia das Índias do século XIX, usado nos banhos de assento, Buda de Madeira, Laca e Ouro, Camboja, século XIX e coleção de almofarizes de bronze, ferro e mármores, utilizados tanto na culinária, quanto na manipulação de farmácia, desde a época dos Mouros. Essas obras foram disponibilizadas para compra através do leilão virtual e presencial no Espaço Ernani Arte e Cultura e venda direta no local.

Passos - Sala dos senhores, Claudia Brassaroto - Sala das senhoras, Dani Parreira e Flávia Santoro - Quarto do Padre, Mariana Dornelles, Fillii Sartori e Luciana Arnaud - Quarto do Filho Viajante e quarto das meninas, Roseli Muller - Quarto do Conde D'eu, Alexandre Lobo e Fábio Cardoso - Cozinha, Tatiana Lopes - Quarto do Padrinho, Cristina e Laura Bezamat - Galeria, Beth Reis - Quarto da tia. A mostra teve ainda os trabalhos da Paisagista e Decoradora Adriana Fonseca - Jardim frontal e jardim das jabuticabeiras, e do decorador Ovídio Cavalleiro - Capela. A curadoria da mostra ficou a cargo de Antonio José Bethencourt-Dias, que também ambientou a Sala de jantar.

Arquitetos e decoradores Particiaram da ambientação os Arquitetos Gorete Colaço - Varandão, Paula Neder - Escritório do Barão, Thoni Litsz - Quarto do Barão, João Reis - Alcova, Ricardo Melo e Rodrigo

Antonio José Bethencourt-Dias (curador) e Sergio Costa e Silva (Música no Museu)

Casal Ronaldo César Coelho


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Agosto de 2013 - 25

Destaques

1º Grande Leilão de Arte de Búzios

Francisco Silveira, Franklin Levy e José Newton Cunha

Com boa presença de público, foi um sucesso o 1º Leilão de Arte de Búzios, promovido pelo antiquário José Newton Cunha, com organização da Capadócia Antiquários Galeria de Arte e Leilões (Francisco Silveira). O leilão aconteceu entre os dias 17 e 20 de julho e foi realizado pelo leiloeiro Frank Levy. Os pregões aconteceram no salão de eventos da Pousada Corsário, na Praia dos Ossos, e a exposição foi realizada no belíssimo casarão onde funcionará em breve o Antiquário dos Ossos (foto a direita), de Newton Cunha. O evento já deixou marcas positivas para o Antiquário dos Ossos, que tem previsão de inaugurar no dia 31 de agosto em Armação de Búzios, e que já estava sendo esperado pelos amantes da arte com boas expectativas, pois o proprietário já tem duas grandes lojas no Rio de Janeiro, Quimera Antiguidades e Fênix Antiguidades.

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26 - Agosto de 2013

Praça Gendarmenmarkt, vendo-se no centro o Konzerthaus, o prédio de Karl Friedrich Schinkel - classicismo puro

A Arte Alemã exemplo dos Países Baixos, os estilos de arte na Alemanha acompanharam os estilos da Itália, França e Inglaterra. A arte alemã seguiu em arquitetura e interior os grandes períodos - Românico, Gótico, Renascentista, Barroco, Rococó e Clássico, observando-se, durante o período Gótico, uma mistura deste com o estilo Românico, notadamente no mobiliário. A arte carolíngia é a forma mais primitiva de arte germânica, e refere-se à arte do período de Carlos Magno, estendendo-se pelas épocas de seus sucessores (entre 780 e 900 d.C.) e alargando sua influência ao período posterior da arte otoniana. Como representante de Roma, Carlos Magno foi a figura política mais poderosa da Alta Idade Média e pretendia fazer um revival da arte romana e de sua cultura no Ocidente. Distanciando-se da iconoclastia do Império Bizantino, admitiu o uso de imagens em obras artísticas e, assim, fez surgir as origens do que viria a ser o Gótico e o Românico e, como em toda arte carolíngia, as iluminuras tiveram grande importância, como o Codex Aureus de Lorsch (778 - 820). Ressalte-se também que, além de se pautar por uma forte herança céltico-germânica, a arte carolíngia inspirou-se na arte romana da Antiguidade Clássica no chamado renascimento carolíngio, resultando em uma comunhão entre elementos clássicos e o característico espírito emocional e conturbado da Idade Média. Nos séculos XV e XVI, a arte de criação de iluminuras decaiu e a elaboração de vitrais desenvolveuse bastante. Nesses séculos expandiu-se a arte da criação de retábulos, em uma grande variedade de estilos. O centro artístico da época era a cidade de Colônia, a ponto de ser criada uma Escola de Colônia. Cabe também destacar, sobre o século XV, o progresso da arte da gravura em madeira, que teve seu primeiro desenvolvimento na arte alemã. O pe-

A

Catedral de Colônia, a maior igreja em estilo gótico do mundo e o maior templo da Alemanha

Mathis Gothart Grünewald

ríodo gótico na Alemanha terminou com a obra de Matthias Grünewald, que pavimentou o Renascimento no país. O Renascimento influenciou mais o sul que o norte do país, muito embora a imitação desse estilo fosse desgraciosa e pesada. No entanto, esse mesmo país teve dois grandes pintores que, em toda a Europa, com exceção da Itália, mais fortemente compreenderam o espírito do Renascimento: Albert Dürer e Hans Holbein. >>>

Albrecht Dürer - Autorretrato


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Agosto de 2013 - 27 Fotos reproduções

O Barroco alemão, por sua vez, tinha excesso de ornamentação em argamassa e foi influenciado pelo estilo Luís XV. A moda francesa era copiada pela corte de Frederico II, que também usou e abusou do estilo Regência. O estilo Rococó também foi adotado na Alemanha, onde artistas do país e franceses lá estabelecidos imitavam a decoração de interiores usada na França. O riquíssimo mobiliário era, na maioria das vezes, fabricado em Paris. São exemplos de obras em estilo Rococó os castelos da Baviera (Munique) e do Reno. Foi na arquitetura, principalmente no século XVIII, que a Alemanha se destacou, como um dos

maiores centros de construções da Europa, tanto na arquitetura religiosa como na civil. É um dos países onde mais se encontram majestosas abadias, grandes igrejas e imensos conventos. A Catedral de Colônia é a maior igreja em estilo gótico do mundo*. Na construção civil, a Alemanha, dividida em estados soberanos, adotando Versalhes como exemplo, construiu grandes castelos. A arte alemã do século XVIII se dividiu entre a de influência italiana (até 1720), e a de influência francesa, que se impôs a partir dessa data. A Alemanha também recebeu a influência clássica vinda da França e da Inglaterra. No mobiliário, os

alemães se inspiraram no móvel de Hepplewhite e Sheraton. Já o estilo Império francês influiu no surgimento do mobiliário conhecido como Biedermeier, que apareceu no início do século XIX. O desenho desse mobiliário era inspirado no móvel do império francês e no camponês alemão. Era um móvel de proporções por vezes pesadas e ornamento clássico em bronze, e outras vezes, contrastando com o modelo anterior, era menor, ornamentado com marchetaria ou pinturas camponesas. A seguir, a Alemanha recebeu o estilo Neorrococó da época de Luís Filipe e, posteriormente, o Eclético.

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30 - Agosto de 2013

A lenda Barroca A lenda vive: a Câmara de âmbar, um fantástico e minucioso quebra-cabeça de 500 mil peças, considerada a "oitava maravilha do mundo", foi totalmente reconstruída. Ela é ao mesmo tempo símbolo da amizade russoalemã e das vicissitudes na história dos dois países.

ilagres precisam de tempo para acontecer. Este levou exatamente vinte e quatro anos. Hoje ele brilha novamente em esplendor barroco, em tons de mel, caramelo, laranja e cereja: a enigmática Câmara de Âmbar, ou melhor, a cópia perfeita da lenda barroca. A valiosa decoração das paredes deste verdadeiro salão, com seus 100 metros quadrados, foi um trabalho de entalhadores, joalheiros, arquitetos e gravadores, uma equipe de 50 pessoas que trabalhou sem interrupção durante mais de duas décadas em uma oficina montada no Palácio de Catarina de Tsarskoyie Selo. A Câmara de Âmbar, reconstruída acribicamente em seus mínimos detalhes, foi reaberta em comemoração do aniversário de 300 anos de fundação de São Petersburgo, em 2003, na presença do Presidente da Rússia, Wladimir Putin e do então Primeiro-Ministro da Alemanha, Gerhard Schröder. Esta festividade marcou um acontecimento histórico. Foi uma cerimônia de caráter simbólico, pois a Câmara de Âmbar é um penhor da amizade russoalemã, mas foi também sempre um símbolo da instável história entre os dois países: O rei da Prússia, Frederico Guilherme I, presenteou ao Czar russo Pedro, o Grande em 1716 a "Câmara de Âmbar", herdada de seu pai, como prova de sua estima e consideração. A resina fóssil, da qual foram fabricados os valiosos entalhes e mosaicos dos painéis, vinha da antiga Königsberg, na Prússia Oriental, que é hoje a região russa de Kaliningrado, onde desde o século XVIII se encontra a maior extração de âmbar do mundo. Formado há cerca de 45 milhões de anos, este "ouro do norte" sempre exigiu extrema habilidade para ser trabalhado. Já na versão original da sala, os artesãos haviam levado 10 anos trabalhando. Em 1755, o salão, ampliado com espelhos e mosaicos de pedra, foi completamente transferido para o Palácio de Catarina, a 30quilômetros de São Petersburgo, onde durante cerca de 150 anos serviu de suntuosa sala de representação dos Czares e Czarinas russos. Na II Guerra Mundial, o presente do monarca prusso despertou a ganância do exército alemão quando este invadiu São Petersburgo: os soldados desmontaram todos os enormes painéis da sala, guarnecidos de âmbar, e até mesmo seus últimos pedacinhos, embalaram tudo em 27 caixotes e simplesmente despacharam a câmara para o Palácio de Königsberg, de volta à Prússia. Mas não por muito tempo. Já em 1944, por medo da destruição, o conjunto era empacotado para nova viagem. E está seria a última notícia segura que se teria da "oitava maravilha do mundo" por muito tempo. Depois disso, perderam-se todos os vestígios da Câmara de Âmbar no caos da guerra mundial. Nunca faltaram teorias extravagantes sobre o destino da obra: peritos de arte, caçadores de tesouros, agentes secretos, propagadores de teorias conspirativas e videntes presumiam que a câmara estivesse esquecida am algum depósito se-

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creto, escondida em um cofre americano, nas minas de sal da região oriental da Alemanha, ou até apodrecendo no fundo do Mar Báltico. As últimas informações, porém, não deixam mais muito espaço para especulação: o editor e organizador de exposições Tete Böttger, de Göttingen, especialista na Câmara de Âmbar há longos anos, descobriu documentos que foram publicados em livros e documentários da TV alemã e que comprovam, com toda a certeza, que os rodapés do salão foram enviados de Königsberg para a universidade-irmã em Göttingen, para protege-los contra as bombas. Em Göttingen, o tesouro foi armazenado com parte da biblioteca da universidade numa galeria das minas de potássio em Volpriehausen. Esta, entretanto, servia também de depósito de munição, e explodiu em 1945 com quase todo o material que armazenava. Além disso, segundo Böttger, teriam sido encontradas em arquivos russos provas de que o resto da câmara realmente se queimou durante o bombardeio de Königsberg. Em 1997, surgiu, de repente, em Bremen, um mosaico original da Câmara de Âmbar e, quase ao mesmo tempo, em Berlim, uma cômoda que sem dúvida pertencia à decoração da sala. Isso causou novas especulações e, mais uma vez, deu asas à imaginação dos caçadores de tesouros perdidos. Seja como for, a cômoda e o mosaico, ambos sem dúvida verdadeiros, foram entregues pelo então Ministro da Cultura, Michel Naumann, ao Presidente Putin - um gesto político na questão das obras de arte tomadas como butin de guerra e a primeira oportunidade para que a equipe russa de reconstrutores pudesse comparar seu próprio trabalho com um original após quase 20 anos de esforços. O resultado é que os copiadores da câmara podem se dar por muito satisfeitos. Seu trabalho, baseado meramente em documentos de arquivos, fotos de 80 anos atrás. e não mais que dezenas de plaquinhas de âmbar originais. Sua réplica do mosaico de pedras é semelhante ao original em seus mínimos detalhes. Os preparativos acríbicos durante anos e a minuciosa reconstrução, digna de um detetive, a pesquisa das técnicas dos antigos mestres e sua reaplicação, como a coloração do âmbar em mel fervente, o esmero da colagem dos mosaicos e da lapidação dos inúmeros elementos decorativos, anjos e guirlandas, tudo isso valeu a pena. Podendo agora ser vista como réplica perfeita do mito de Tzarskoje Selo, a Câmara de Âmbar é também parte de uma história russo-alemã que deu certo. É verdade que o governo soviético havia decidido reconstruir o salão já em 1979. Mas devido à falta de verbas, os trabalhos foram interrompidos. Ao todo foram necessárias oito toneladas do material, que, aliás, foi obtido na mesma mina, próxima a Kaliningrado, como no século XVIII. No ano de 2000, a Ruhrgas AG, uma das maiores importadoras de gás russo na Europa, dispôs-se a ajudar financeiramente. Por um lado, devido às boas relações de longos anos com a Rússia, por outro lado, para presentear a si própria por ocasião dos 75 anos de fundação da empresa. O resultado pôde ser apreciado por todos no Palácio de Catarina. A Câmara de Âmbar é também um grande presente para a humanidade.


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Agosto de 2013 - 31

2º Leilão de Artes e Antiguidades no Butantã EXPOSIÇÃO: Dias 10, 11 e 12 de Agosto de 2013 Sábado, Domingo e Segunda-feira das 14h às 20h

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LEILÃO: Dias 13, 14 e 15 de Agosto de 2013 Terça a Quinta-feira, a partir de 20h. Leilão Presencial e Online (Simultâneo) LOCAL DA EXPOSIÇÃO E LEILÃO: Av. Gal. Mac Arthur, 1698, Jaguaré - São Paulo/SP CEP: 05338-001 Catálogos no local da Exposição. Catálogo online em nosso site: www.leilaodeantiguidade.com.br Realização: Leslie Diniz Leilões Apoio: Began Leilões Leiloeiro Oficial: Reginaldo de Faria Carvalho Organização e Coordenação: Leslie Diniz Telefones: (11) 4306-4006, (11) 97501-3655 e (21) 7824-8446 / Nextel: 55*32*1648

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Edição de Agosto