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EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO - 15 ANOS www.areliquia.com.br / jornalareliquia.blogspot.com / facebook.com “A Relíquia” / twitter.com/areliquia

INFORMATIVO DOS ANTIQUÁRIOS, LEILOEIROS, GALERISTAS E COLECIONADORES ANO XV - Nº 191 - JUNHO DE 2013 - RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

Louvre LEILÕES DE JUNHO RIO DE JANEIRO • ALPHAVILLE • CAPADÓCIA • GARAGE SALLES • MARIA PIA ATHAIDE

SÃO PAULO

O Museu do Louvre é o mais importante e um dos maiores museus do mundo, com um acervo de mais de 380 mil peças. Mantém em exibição permanente

800 anos de história l Os departamentos l As coleções

mais de 35 mil obras de arte, distribuídas por cerca de três quilômetros de galerias abertas ao público. Páginas 20, 21, 22, 23, 24, 30 e 31.

Lucian Freud no MASP

• ANDRÉ CENCIN • CASA 8 • JAMES LISBOA • VICTOR HUGO

PORTO ALEGRE GARIMPO PONTO DE ARTE

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A moça de vestido verde

Nesta mostra organizada pelo MASP e British Council, Lucian Freud põe em relevo a arte do retrato, expressa em 44 gravuras acompanhadas por seis pinturas e 28 fotos do artista e seus modelos no ateliê, clicadas por seu assistente David Dawson. De 28 de junho a 13 de outubro. Páginas 18 e 19

FERNANDO BRAGA

Bienal de Veneza página 6

Fundação Iberê Camargo página 16

Leiloeiro Público


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Junho de 2013

A RELรQUIA

Shopping dos Antiquรกrios Rua Siqueira Campos, 143 - Slj. 153 - Copacabana - RJ

Tel.: (21) 2235-8015 / 3579-3710 / 9607-2692 / 9605-4724 www.portaldotempoantiguidades.com.br / portaldotempoantiguidades@hotmail.com


A RELÍQUIA

Junho de 2013 - 3

A mais tradicional casa de leilões do Brasil, fundada em 1906 O Espaço Ernani Arte e Cultura abre a temporada de exposições fotográficas do Festival Internacional FotoRio 2013, com "O Fantasma da Máquina", de Pedro Stephan Conhecido como documentarista que causou rebuliço com seus ensaios provocantes “Entre Amigos & Amores, os espaços gls do Rio” e “Luana, a Rainha da da Lapa”, Pedro Stephan entra no território dos sonhos, revelando a noite da cidade maravilhosa sob um outro prisma: imagens oníricas, surreais, enigmáticas, para além dos cartões postais e do marketing turístico. O ensaio, feito num cruzamento de ruas em Copacabana, local emblemático da vida noturna carioca, foi realizado altas horas da madrugada, durante várias semanas, enquanto o lugar era freqüentado por toda a sorte de fauna, flora e as máquinas. Usando apenas um pincel, que tinge de negro uma parte da cena, Stephan criou um cenário onírico, onde as imagens se descolam do real. Ali toda a ação paralisada

pela câmera se dá em camadas, sendo metáfora da aceleração absurda deste momento. “Humanos-máquina, vivemos conectados em tempo real, onde tudo acontece mais rápido do que podemos entender, debater ou digerir” explica o fotógrafo. O artista deixou de lado o viés antropológico com que abordou temáticas tabu, como a prostituição trangênero em “A Rainha da Lapa” e desta vez mergulhou no mundo do inconsciente, mas sempre tendo como cenário a noite do Rio “O ensaio é também sobre espaço público noturno, enquanto espaço afetivo, um território habitado e carregado da memória afetiva do passado das pessoas” esclarece Stephan. Dez fotos em tamanho 1x 75 integram a exposição. Vernissage: 5 de junho, 19hs, aberto a todos.

Grande Leilão Residencial em Petrópolis, Cidade Imperial Imóvel, objetos de arte, antiguidades

Grande Leilão Fazenda São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras

Exposição: 5, 6 e 7 de julho Leilão: 12 e 13 de julho

Exposição: 13 a 28 de julho Leilão: a definir

objetos de arte, antiguidades

Grande leilão comemorativo de 107 anos de tradição

Receba sempre nossos comunicados de leilão. Para isso nos envie por e-mail: nome, telefone e e-mail - horacioernani@gmail.com

Espaço Ernani Arte e Cultura Rua São Clemente, 385 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2539-2637 - horacioernani@gmail.com Espaço Ernani Arte e Cultura


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A RELÍQUIA

Junho de 2013

COMPRO OBRAS DE:

LEOPOLDO GOTUZZO ÂNGELO GUIDO LIBINDO FERRÁS PEDRO WEINGARTNER ADO MALAGOLI AUGUSTO LUIZ DE FREITAS FRANCISCO STOCKINGER

DISCAR (51) 3330.4763 8421.9306 e-mail: karam@saladearte.com.br Rua Cel. Bordini, 907 - Moinhos de Vento CEP 90440-001 - Porto Alegre/RS

A RELÍQUIA Circulação Nacional Publicação mensal da Sabor do Saber Editora

Compro Pinturas de artistas paranaenses Alfredo An dersen A. Nisio Theodoro de Bon a Maria Amélia Assumpção Miguel Bakun Guido Viaro Freysleben Traple

41-9971-0484 41-3013-7218

Leilão de Junho de 2013 Presencial e on-line

Porcelanas, pratarias, imagens, marfins, quadros, lustres, móveis, bronzes, tapetes, relógios, opalinas, faqueiros, aparelhos de jantar, toalhas de mesa, etc

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Exposição: 1 e 2 de junho de 2013 (sábado e domingo), das 15h às 22h Leilão: 3 e 4 de junho de 2013 (segunda e terça-feira) a partir das 20h Estamos recebendo peças

Local: Rua Pinheiro Machado, 25 loja B e C, Laranjeiras. Rio de Janeiro. Cep: 22231-090

Tel: (21) 2553-0791 e 9974-4409 www.cristinagoston.com.br cristina.goston@terra.com.br

Pagamos aos proprietários uma semana após o leilão

claudineybelgamo@hotmail.com

FUNDADORES

Litiere C. Oliveira Luiz Carlos Marinho

FEIRAS DE ARTE E ANTIGUIDADES

EDITOR

ART AND ANTIQUES FAIRS

Litiere C. Oliveira

- Reg.Prof. MTb 15109

e-mail: litiere@areliquia.com.br RIO DE JANEIRO Publicidade: Rua Siquira Campos, 143 - Sl 73 - Copacabana - RJ Tel.: 21 2265-9945 Redação / Arquivo / Distribuição Rua Esteves Júnior 9, casa 01 Laranjeiras - CEP 22231.160 - Rio de Janeiro Tel.: 21 2265-0188 / Tel / Fax: 2265-9945 Cel.: 9613-2737 / 8899-0188 e-mail: jornalareliquia@gmail.com SÃO PAULO Representante: Juliano Alves Tel: (11) 5666-6240 / 995981145 / 97389-3445 e-mail: areliquiasp@gmail.com PORTO ALEGRE Representante: Elisa Moog Tel: 51 2112-8038 / 9955-9962 DIAGRAMAÇÃO Felipe A. Oliveira CONSELHO EDITORIAL Itamar Musse, Fernando Braga, Luis Octávio Louro Gomes, Manuel Machado, Paulo Roberto S. Silva e Francisco P. Cunha, Ricardo Kimaid, Roberto Haddad, Rudinel Vicente do Couto, Hebert Gomes, Pedro Arruda e Virgínia Arruda COLABORADORES João Ubaldo Ribeiro ( ABL), Ferreira Gullar, Ledo Ivo (ABL), Paulo Coelho (ABL), Antônio C. Austregésilo de Athayde, Rosângela de Araujo Ainbinder, Ana Beatriz Gomes, Tatiana Maria Dourado, Rachel Brenner, Luiz Marinho, Paulo Scherer Tiragem desta edição: 15.000 exemplares Os conceitos e opiniões emitidas em colunas e matérias assinadas, são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.

Variados tipos de porcelana e cristal, joias, prataria, tapetes, objetos Art-Noveau e Art-Déco, entre outros, em exposição nas barracas montadas There is a wide variety of porcelain, crystal, jewellery, silverware and carpets, amongst other objects of interest. These are displayed and sold at stalls around the market tower.

RIO DE JANEIRO

SÃO PAULO

BELO HORIZONTE

SÁBADO - SATURDAY

SÁBADO - SATURDAY • Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto - Pinheiros

• Feira de Antiguidades Tom Jobim Sábados, 10 às 17h - Av. Bernardo Monteiro - Santa Efigênia

• Shopping Cassino Atlântico Av. Atlântica, 4240 - Copacabana - Antique fair in air conditioned surroundings with a teashop and live music • Feira do Troca - Pça XV, em frente às Barcas (Bric-à-brac onde também se pode encontrar antiguidades). DOMINGO - SUNDAY • Praça Santos Dumont (em frente ao Jóquei) - Jardim Botânico • Feira de Antiguidades de Petrópolis - Praça Visconde de Mauá

BRASÍLIA Todo último final de semana de cada mês - Shopping Gilberto Salomão

DOMINGO - SUNDAY • Feira de Antiguidades do MASP - Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo - Av. Paulista • Feira de Antiguidades do Bixiga - Praça Dom Orione - Bixiga • Feira de Antiguidades do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) - Av. Europa, 218 Jardins • Feira de Arte e Antiguidades Vitrine dos Jardins - Rua Haddock Lobo, 1307 - Rua Augusta, 2530 - Jardins • Mercado de Antiguidades de Santos - Piso superior do Mercado Municipal. Praça Iguatemi Martins, s/n°, Vila Nova, Santos/SP.

PORTO ALEGRE • Feira do Caminho dos Antiquários - Pça. Daltro Filho - Sábados, 10 às 16h • Brique da Redenção - Domingos, 9 às 18h - Av. José Bonifácio sn. - Bom Fim • Feira do 5ª Avenida -Av. Mostardeiro, 120 - Todos sábados das 10h às 18h

SÃO LUÍS • Feira de Antiguidades de São Luís - Todo último sábado do mes no Tropical Shopping.Av. Colares Moreira, 440 - Renascença 2


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6 - Junho de 2013

55ª Bienal de Veneza A

Bienal de Veneza (55ª edição da Esposizione Internazionale d'Arte - La Biennale di Venezia) acontece entre 1º de junho e 24 de novembro de 2013, nos Giardini, no Arsenale e em vários locais ao redor da cidade italiana. Intitulada O Palácio Enciclopédico, propõe-se a indagar sobre o domínio da imaginação. Interroga, por meio da arte, sobre o destino das "imagens interiores em um mundo assediado por imagens exteriores". A curadoria é de Massimiliano Gioni, O Palácio Enciclopédico está instalado no Pavilhão Central (Giardini) e no Arsenale, formando um único itinerário, com obras abrangendo todo o século passado, ao lado de várias novas comissões, incluindo mais de 150 artistas de 37 países. Com 88 participações nacionais também serão exibidos, entre estes, 10 países que estão participando pela primeira vez. O projeto, Biennale Sessions está de volta em 2013, para Universidades e Academias de Belas Artes, que serão fornecidos com condições favoráveis para uma visita de três dias para grupos de pelo menos 50 pessoas que compõem alunos e professores. Além disso, a Bienal vai organizar um programa de encontros sobre arte, entre as quais uma série de conversas com o ator Marco Paolini, e quatro eventos sobre os temas do mito dos artistas autodidatas.

O Brasil na Bienal A representação oficial brasileira na mostra, com curadoria do venezuelano Luis Pérez-Oramas, leva a Veneza, segundo o curador, as produções de significativos artistas brasileiros contemporâneos (há controvérsias). O Pavilhão Brasileiro, localizado nos Giardini, deve organizar sua presença através de uma estrutura "constelar", procedimento já experimentado na Bienal de São Paulo. Ancoram a mostra os artistas Hélio Fervenza (Sant'Ana do Livramento, 1963) e Odires Mlászho (Mandirituba, 1960), convidados a produzir obras inéditas para a exposição. Conforme aponta Pérez-Oramas: "Ambos são artistas que empreenderam uma densa produção, sustentada por um esforço sistemático de inteligência formal e cujas obras, complexas e ricas, merecem uma recepção mais estudada por parte da crítica contemporânea. Suas obras, pouco conhecidas fora do Brasil, serão sem dúvida re-

Colagem - Bauhausmachine (2010) de Odires Mlászho

velações para o público internacional". Outros brasileiros participam da Bienal, fora do pavilhão nacional, convidados pelo próprio curador da Bienal para integrar a mostra principal. São os artistas, Paulo Nazareth, Tamar Guimarães e Arthur Bispo do Rosário (1910-1989). A mais antiga das grandes mostras internacionais de arte, a 55ª Bienal de Veneza oferece, a cada dois anos, uma grande exposição coletiva e dezenas de pavilhões nacionais. O pavilhão do Brasil, por sua vez, construído em 1964 no espaço mais prestigiado do evento italiano, os Giardini, é o lugar onde o próprio país escolhe e expõe artistas que a cada nova edição o representam. Desde 1995, a responsabilidade por essa escolha foi outorgada pelo governo Brasileiro à Fundação Bienal de São Paulo, reconhecimento da grande importância da instituição - a segunda mais longeva

no gênero em todo o mundo - para as artes visuais do país.

A Santa Sé vai ser um país na Bienal de Veneza O Vaticano terá pela primeira vez um pavilhão na mais antiga e importante bienal de arte do mundo. Reconhecido como Estado soberano, terá um pavilhão nacional no Arsenal, entre os 88 países que terão representações oficiais na mais importante e antiga bienal de artes plásticas do mundo. O Vaticano entregou ao fotógrafo tcheco Josef Koudelka a missão de trabalhar o tema intitulado "Creation, De-Creation and Re-Creation" e encomendou trabalhos a três artistas plásticos italianos. A instalação do pavilhão do Vaticano custou cerca de 750 mil euros (R$ 2 milhões), valor inteiramente coberto por patrocinadores corporativos italianos.


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8 - Junho de 2013

Leilão de Arte e Antiguidades em Itaipava Presencial e on line em tempo real

EXPOSIÇÃO: Dias 29 30, 31 de Maio e 01 a 03 de Junho das 11:00 às 20:00 horas LEILÃO: Dias 06, 07 e 08 de Junho a partir das 19:30 horas LOCAL: Estrada União e Indústria. 14.999 - Itaipava Petrópolis - (Antiga Fazenda Imperial, tem uma grande placa: “Castelinho”.

Catálog o na inte rnet já disponí vel Agradecimentos: aos comitentes que nos confiaram suas peças, aos clientes que sempre prestigiam nossos pregões. A minha equipe que soube com muita dedicação e conhecimento do seu ofício tornar este leilão possível; Assistente: Wilma, Cláudia e Elenice; CPD: Trustinfo, que com muita competência desenvolveu o sistema; Logística: Thiago, Everaldo; Fotógrafo: Lucien; Freteiros: Waldeci e Anderson; E por fim a minha amiga Sonia Possini.

CONTATOS:

Tel: 24-2222.6879, 24-9994.6493 e 21-9851.5188 www.mariapia.lel.br / mariapia@mariapia.lel.br / mariapia.lel@gmail.com


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10 - Junho de 2013

RICARDO KIMAID

Obras Falsas Demorou a estourar na mídia e vir a público o fato das grandes casas de leilões internacionais descobrirem ou suspeitar sobre o derrame de obras falsas de origem brasileira em seus pregões. Há muito tempo venho perguntando o porquê de se levar trabalhos de artistas brasileiros para serem apregoados na Europa e EUA. Parece até que fazem isso para "esquentar" as peças, uma vez que tanto a Sotheby´s quanto a Christies, entre outras grandes, são entidades que gozam de prestígio elevado no mercado de arte internacional. Repito a pergunta: Qual o sentido de se viajar tanto, gastar tanto tempo e dinheiro para comprar ou vender a arte brasileira, se o interesse pelas mesmas, quase sempre seja peculiar para o mercado doméstico? É estranho e suspeito! Agora, com certeza haverá de se ter mais cuidado dessas casas ao captarem trabalhos daqui, e se assegurarem devidamente. Quanto aos que correm atrás de moleza, e que lá adquiriram obras, devem estar com uma comichão de dúvidas. A esperteza de se fazer bons negócios tem seu preço, e em um mundo tão integralizado, os espertos estão perdendo espaço; tanto o esperto que vende quanto o que compra. A facilidade de se copiar obras como essas

que foram ilustradas pela imprensa como falsas ou duvidosas, principalmente dessa onda de contemporâneos que não precisam de muita técnica ou aprendizado para sua execução, capacita qualquer amador, mesmo sem grandes recursos, de fazer igual, ou até melhor que a obra legítima. Não vou enumerar a quantidade de artistas cuja obras não tem o menor respaldo com que a distinga como tal, que nasceram adultos, e foram celebrados por uma mídia ignorante, culturalmente falando, cujo viés é apenas a valorização mercantil de suas obras. Esses então serão os alvos preferidos pelos falsificadores. Mudando de assunto, estive na SPArte no mês passado, e confirmei minha opinião a respeito dessas feiras, que a meu ver, nada trouxe de alentador, em se falando de algo novidadeiro. Uma rápida passagem entre os contemporâneos sugeriu-me intitular como vejo esse movimento; "Ice Art". Encontrei sim, no pavilhão que chamam de galerias secundárias, belas pinturas de artistas que escreveram com louvor a história de nosso mercado de arte; vi Portinari, Di Cavalcanti, Segall, Guignard e Ismael Nery, Pancetti, entre outros, que estiveram muito bem representados com obras que os dignificaram. O modernismo

não foi um movimento passageiro; veio para ficar reconhecido e imortalizado pelos seus feitos. Isso, minha gente, não é saudosismo; é cultura, artigo tão em desuso por essa geração que não tiveram o privilégio de vivê-la. Ricardo Kimaid rkimaid@uol.com.br www.rembrandt.com.br tel. 21 2273-3398

Jovens Expressões Grande Leilao Residencial Copacabana (Presencial e on line) EXPOSIÇÃO 29 e 30 de junho (sábado e domingo) - das 11 às 17 hrs LEILÃO 1 e 2 de julho (segunda e terça) ás 19 hrs LOCAL Rua Leopoldo Miguez 15/ apto 201. Copacabana/RJ

Moveis, quadros, tapetes antigos, cristais, porcelanas, pratarias, bronze, imagens, peças de arte e decoração que integram as residências. Catálogo disponível na internet a partir de 15 de junho de 2013 no site: www.conradoleiloeiro.com.br Organização: Equipe Conrado Leiloeiro Informações: (21) 84241327 / 84226282 conradoleiloeiro@gmail.com

Seguindo tendências de exposições de artes nacionais e internacionais "Jovens Expressões" traz ao público a produção de novos artistas evidenciando a diversidade plástica e temática das obras. Sob curadoria e organização de Bruna Azevêdo, Livia Bessa e Karenina Marzulo, também artistas plásticas, a exposição leva à Sala de Cultura Leila Diniz, em Niterói RJ, um conjunto de obras que proporciona ao público a apreciação das questões que envolvem essa nova geração e a sensibilidade com a qual ela se expressa. " Jovens Expressões', título da exposição, foi escolhido por remeter à atualidade, ao que está sendo produzido agora. No entanto, jovens artistas não são necessariamente jovens ou estudantes. O título se refere a jovens produções que compõem o cenário artístico atual, ao que está sendo questionado e produzido agora. Por este motivo, o tema é livre e cada artista escolheu em sua produção pessoal 3 trabalhos que gostaria de mostrar ao público. Posteriormente, com o trabalho de todos os artistas em mãos, foi feita a curadoria pelas também artistas e expositoras Bruna Azevêdo, Livia Bessa e Karenina Marzulo. Ao todo serão expostos 26 trabalhos de 25 artistas. A exposição possui trabalhos

nas modalidades de pintura, desenho, gravura, escultura, história em quadrinho, arte digital e pintura em suas diversas técnicas, proporcionando ao público diversidade temática e estética." Expositores: Antonio Amador, Bidi Bujnowski, Bruna Azevêdo, Camilla Freitas, Dally Schwarz, Denis Mello, F. Fernandes, Felippe Sabino, Fernando de Paula, Granja da Silva, Joana Burd, Karenina Marzulo, Liz Minelli, Livia Bessa, Lua Barbosa, Lud Lov, Marcelo Magon, Marise Castro, Natália Nichols, Nhuxa Gaissionok, Regina Guimmaraes, Renato Shamá, Sirlanney, Tainá Alvim, Toni Araujo SERVIÇO

Jovens Expressões Abertura (vernissage): 06 de junho (quinta-feira) - 17 hrs às 21 hrs Período: 06 de junho à 29 de junho De Segunda a Sexta das 10h às 17h Sábado de 14h às 17h Local: Sala de Cultura Leila Diniz Rua Professor Heitor Carrilho, 81 - Centro - Niterói - RJ Entrada Franca


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Junho de 2013 - 11

ONZE DINHEIROS Escritório de Arte Leilões Residenciais Paulo Roberto de Souza e Silva e Francisco Eduardo de Oliveira Pereira da Cunha

Monumental Par de Vasos em Opalina branca com pinturas flores, medindo 60 cm de altura França, séc. XIX

Onze Dinheiros parabeniza A Relíquia pelos 15 anos de serviços prestados ao mercado de arte

Rua Siqueira Campos, 143 - S/L. 144/145/146 Cep. 22031-070 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (021) 2256-1552 - Fax: 2523-9489 - Cel.: 9994-7394 email: onzedinheiros@uol.com.br www.onzedinheiros.com.br


12 - Junho de 2013

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14 - Junho de 2013

Em setembro, Importantíssimo Leilão no Palácio Princesa Isabel, no Centro Histórico de Petrópolis


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Junho de 2013 - 15

À Relíquia, nossos parabéns, por mais um ano de árduo trabalho no estímulo à cultura, à arte e às antiguidades de nosso País.

SHIN QL – 08, Conjunto 07, Casa 2 - Lago Norte - CEP 71520-275, Brasília – DF Tels: (61) 3368-5054 / 9976-5736 E-mails: antiques.arruda@terra.com.br - pedroarrudaf@hotmail.com


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16 - Junho de 2013

Paulo Pasta e Elida Tessler na Fundação Iberê Camargo Ao lado dos curadores Tadeu Chiarelli e Glória Ferreira, os artistas apresentam dois grandes momentos das suas produções. Mostras serão inauguradas juntas no dia 6 de junho e exibidas ao público de 7 de junho a 18 de agosto

A

Edouard Fraipont

pós iniciar o calendário de 2013 com a mostra William Kentridge: Fortuna e com Iberê Camargo: O Carretel - Meu Personagem, a Fundação Iberê Camargo dá sequência a sua programação com dois grandes nomes da arte contemporânea brasileira. Dia 7 de junho abrem juntas para visitação a exposição de obras mais recentes do pintor, desenhista, ilustrador e professor Paulo Pasta, que terá como curador Tadeu Chiarelli, e a panorâmica dos últimos 20 anos de produção de Elida Tessler, artista conhecida por entrelaçar palavras a objetos, com curadoria de Gloria Ferreira.

Infusão luminosa Paulo Pasta. A pintura é que é isto, com curadoria de Tadeu Chiarelli, apresenta 34 trabalhos (25 pinturas e 9 desenhos) da produção mais recente do artista, entre 2008 e 2013. Ao longo dos anos, sua pintura vem adquirindo mais fluidez, como se perdesse a opacidade e ganhasse mais luminosidade, sem deixar de lado a característica marcante em seu trabalho, a indefinição com as formas e as cores. "Minha pintura sempre guarda para si uma indefinição, como uma espécie de segredo, algo que possa instigar o olhar. Como se ela pudesse produzir o instante", diz. A pintura de Paulo Pasta possui uma fisicalidade notória, e não apenas por suas dimensões e cores, mas também pela intensificação de todos os elementos que a constitui, tornando sua presença um pedido de convivência por parte do espectador, o que vai além de uma simples contemplação. Nos trabalhos Dia e Noite, que serão exibidos no 4º andar da Fundação Iberê Camargo, há um aspecto atmosférico que ele imprime, principalmente, por meio do uso das cores. "Nunca uso a cor pura. O tom se desdobra em vários outros tons, criando uma atmosfera de infusão luminosa. Parece que sempre estou pintando estados da consciência", conta o artista, expoente da chamada Geração 80 de pintura no Brasil. Para o curador Tadeu Chiarelli, "É no jogo entre o caráter tíbio dos limites das áreas de cor e a potência dessa última, que, parece, se encerra o poder de suas pinturas atuais". Segundo Chiarelli, embora pareçam tender sempre a uma estruturação prévia que privilegia o estático e se constituam a partir de cores quase nunca primárias, frente a elas percebe-se que determinadas áreas do quadro pulsam, como se quisessem escapar do plano em direção ao espaço tridimensional.

Influências de Volpi e Iberê No catálogo da mostra, o curador destaca pontos

Paulo Pasta - Cruz Púrpura Laranja 2010 Elida Tessler

Elida Tessler - O homem sem qualidades, 2007

de contato entre a pintura de Paulo Pasta e do consagrado pintor brasileiro Alfredo Volpi, cuja marca pessoal era o tema das bandeirinhas e dos casarios. De acordo com ele, as estruturas de Pasta tendem a se repetir de uma tela para outra, sofrendo, com o tempo, delicadas mudanças em sua morfologia. Sobre a Fundação Iberê Camargo, o artista diz ser um museu feito para um pintor, pensado enquanto luz e espaço para abrigar a pintura. "Se a minha pintura não tiver a luz adequada, ela não vive". Estar próximo da obra de Iberê e do prédio erguido em sua homenagem faz Paulo Pasta lembrar a influência que o artista teve em sua vida. "Iberê representou para mim a possibilidade da existência da pintura, de uma relação profunda e verdadeira com ela".

público de minha cidade natal". Segundo Elida, esta será a primeira vez que ela mesma poderá ver uma quantidade tão grande de trabalhos seus juntos, dialogando entre si. Frequentemente, ela realiza proposições para lugares específicos, de acordo com as características arquitetônicas do local. A mostra Elida Tessler: gramática intuitiva, no terceiro andar da instituição, apresenta 14 instalações com curadoria de Gloria Ferreira e marca o encontro entre ela e Elida, que teve início como colegas de Doutorado em 1989, em Paris. Desde então, elas vem mantendo uma conversa em exposições no Brasil e no exterior e em atividades acadêmicas. "Para mim, esta curadoria veio dar forma a um intenso e precioso diálogo, concebido em torno de dois eixos principais: a relação entre arte e literatura, incluindo a presença da palavra no contexto das artes visuais, e a questão da passagem do tempo e seus registros cotidianos", conta Elida. A artista tem utilizado o termo "gramática intuitiva" informalmente há alguns anos, quando percebeu que para realizar os trabalhos, criava regras preliminares, com a intenção de sublinhar palavras específicas em suas leituras literárias. Para a concepção de O homem sem qualidades caça palavras (2007), por exemplo, Elida estabeleceu a regra de rasurar todos os adjetivos no livro, assumindo o que estava sendo sugerido pelo próprio título do romance do autor austríaco Robert Musil, O Homem Sem Qualidades. O trabalho reúne 134 telas de algodão cru com formato correspondente àquelas das revistas de passatempo. Em cada tela, há 40 adjetivos retirados do romance de Musil. Além dos adjetivos, Elida também realizou outros trabalhos que envolveram o uso de substantivos, verbos, advérbios e gerúndios. Para a exposição, Elida criou um trabalho inédito no qual faz uma referência especial ao livro de Iberê Camargo Gaveta dos Guardados e ao de Gonçalo M. Tavares, Biblioteca. "Tenho particular apreço por livros e bibliotecas. Guardo na memória o ato de buscar as referências nos fichários do Instituto de Artes da Ufrgs desde os meus tempos de estudante". Há alguns anos, Elida encontrou alguns pacotes contendo as fichas catalográficas que seriam descartadas após a digitalização. "Certamente o trabalho assumiria uma espécie de homenagem à biblioteca". O trabalho resultou em um móvel de madeira, evocando a gaveta do fichário original, apresentado de forma circular, aludindo a um determinado ciclo de tempo. "Nos tempos atuais, quando tanto se discute a substituição do 'objeto livro' pelo 'livro eletrônico', e por esta via, as aceleradas transformações que estamos vivendo, este trabalho propõe uma reflexão sobre o descarte e a memória das coisas". SERVIÇO PAULO PASTA E ELIDA TESSLER

Elida Tessler: Gramática Intuitiva A mostra da artista Elida Tessler será uma panorâmica dos últimos 20 anos de sua produção. Esta é a segunda exposição individual da artista em Porto Alegre. A primeira foi em 1988, no MARGS, no qual ela apresentou exclusivamente trabalhos em desenho. "De alguma forma, estou me reapresentando ao

Abertura: 06 de junho, para convidados. Vsitação: de 07 de junho a 18 de agosto. De terça a domingo, das 12h às 19h e quinta, das 12h às 21h. Local: Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000, Porto Alegre - RS - ENTRADA FRANCA INFORMAÇÕES: 3247.8000 ou pelo site margo.org.br

www.ibereca-


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Junho de 2013 - 17

Leilão Residencial Antiguidades, Móveis e Objetos de Arte Sábado, 15 de junho às 15h Local: Rua Eça de Queiroz, 333 - Petrópolis - Porto Alegre - RS Visitação: 12, 13 e 14 das 10h às 18h * Garage Sale durante a visitação Catálogo disponível: www.spazzioantiguidades.com.br/leilao

Loja Garimpo: R. Câncio Gomes, Esquina com a R. Emancipação - B. Floresta - Porto Alegre - RS Contatos: garimpo@pop.com.br / 51 3061.0095 / 51 8167.9594 e 51 8136.8433 CAPTAÇÃO PERMANENTE DE PEÇAS


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18 - Junho de 2013

Lucian Freud no MASP Fotos: Divulgação

Consagrado como um dos mais importantes artistas da atualidade, Lucian Freud põe em relevo a arte do retrato, fio condutor de seu trabalho. Nesta mostra organizada pelo MASP e British Council, o centro é sua obra gráfica, expressa em 44 gravuras acompanhadas por seis pinturas e 28 fotos do artista e seus modelos no ateliê, clicadas por seu assistente David Dawson, que virá para abertura da mostra e fará palestra aberta ao público na quinta-feira, 27. A exposição fica em cartaz de 28 de junho a 13 de outubro, no MASP.

A

mostra LUCIAN FREUD: Corpos e Rostos, que traz pela primeira vez ao Brasil um dos principais artistas do pós-guerra, tem foco em sua produção gráfica e apresenta dois períodos marcantes em sua carreira como gravurista: o primeiro deles na década de 1940, quando ainda jovem fez um pequeno número de gravuras experimentais e, depois de um longo intervalo, um segundo momento a partir da década de 1980, quando criou uma sucessão de obras extraordinárias usando a técnica da água-forte. Estes trabalhos mais recentes incluem uma ampla seleção de nus e retratos e foram descritos como "uma conquista paralela à suas pinturas". Com curadoria de Richard Riley e Delphine Allier e colaboração de Teixeira Coelho, a exposição traz ainda ao público brasileiro seis óleos: um autorretrato do começo de sua carreira e cinco pinturas de diferentes décadas, incluindo Girl with Roses, de 1947-48. E se completa com a exibição de 28 fotos tiradas por David Dawson, seu assistente, amigo e fotógrafo oficial que além de registrar os movimentos do artista e seus modelos no ateliê, costumeiramente servia ele próprio de modelo para Lucian Freud, que nasceu em 1922 na Alemanha e naturalizou-se inglês em 1939. Em suas fotos Dawson buscava imprimir a mesma dramaticidade das pinturas de Lucian Freud, jogando com a luz e os objetos em cena

em registros do artista e das pessoas que ele retratava, como será visto nesta exposição. "As fotografias pessoais de David Dawson, assistente de Freud por mais de vinte anos, trazem uma visão única da vida do artista", observa Richard Riley, chefe de Exposições e Artes Visuais no British Council e curador desta mostra que integra o Transform, programa de arte da instituição.

Palestra com David Dawson No dia 27 de junho, às 15h, David Dawson dará uma palestra gratuita sobre seu trabalho como assistente e fotógrafo oficial de Lucian Freud no Grande Auditório do MASP.

Serviço Educativo Como para as demais exposições temporárias e mostras de obras do acervo realizadas pelo MASP, Lucian Freud: Corpos e rostos tem um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas públicas e privadas. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados. Informações: 3251.5644, ramal 2112.

Lucian Freud, por Teixeira Coelho: Lucian Freud praticou o que se pode descrever como humanismo incômodo. "Pinto o que vejo, não o que você quer que eu veja", costumava dizer aos que o censuravam por um verismo que julgavam exagerado. De fato, Lucian Freud mostrava um comprometimento total com seus modelos, persistentemente buscando apreender toda sua ver-

Lucian Freud - Jovem com rosas

dade, que ele via como algo invasivo e perturbador, não tranquilizador. Essa persistência o levava a gastar 18 meses de trabalho com uma modelo, sete noites por semana, para chegar à obra final. Outra persistência sua foi com o figurativismo, que não abandonou em nenhum momento. Essa insistência chegou mesmo a causar escândalo quando, em 1976, uma exposição na Hayward Gallery de Londres organizada pelo também artista R.B.Kitaj defendeu o que este chamava "Escola de Londres", reunindo artistas como o próprio Lucian

Freud, Frank Auerback, Francis Bacon, Leon Kossof e outros que faziam do figurativismo um elemento de resistência contra o abstracionismo dominante. Abstracionismo, com Lucian Freud, só aquele acidentalmente feito por seus pincéis quando os limpava nas paredes de seu ateliê, sobrepondo mancha de tinta a mancha de tinta...

Lucian Freud Filho de pais judeus, Ernst Ludwig Freud, arquiteto, e de Lucie Brasch, era neto de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. >>>


A RELÍQUIA

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Mulher com tatuagem no braço

Lucian Freud - Esther

Em 1934, para escapar do antissemitismo nazista, Ernst Freud levou sua família para Londres. Em 1938, Sigmund Freud se juntou a eles. Lucian obteve a cidadania britânica no ano de 1939. Durante esse período estudou na escola Dartington Hall, em Totnes, Devon, e posteriormente na Bryanston School. Freud estudou brevemente na Central School of Art em Londres, depois, com grande sucesso, na Cedric Morri's East Anglian School of Painting and Drawing em Dedham, e também na Universidade londrina de Goldsmiths de 1942 a 1943. Desde então, ele serviu como marinheiro mercante no comboio atlântico em 1941 antes de ser invalidado do serviço em 1942. Sua primeira exposição individual na Lefevre Gallery em 1944, apresentou o agora celebrado The Painter's Room. No verão de 1946, ele viajou até Paris antes de ir para Itália e lá ficar por vários meses. Desde então morou e trabalhou em Londres. As primeiras pinturas de Freud são frequentemente associadas com o surrealismo e por apresentar pessoas e plantas em justaposições incomuns, mas a partir da década de 1950 ele começou a pintar retratos,

David Dawson - Desenho com giz, começo de uma gravura

Lucian Freud no seu atelier

geralmente nus, para a quase completa exclusão de tudo o mais, e começou a usar um impasto mais espesso. Com o uso dessa técnica, ele limpava seu pincel a cada pincelada. As cores nessas pinturas são tipicamente emudecidas. Os retratos de Freud geralmente apenas representavam os modelos, as vezes nus no chão ou na cama, mas as vezes o modelo é justaposto com algo mais, como em Menina com um cão branco e Homem nu com chapéu. Os temas de Freud são geralmente de pessoas nas suas vidas; amigos, família, amores, crianças. Nas palavras do artista "o assunto do tema é autobiográfico, tudo sempre tem a ver com esperança e memória e sensualidade e envolvimento, mesmo." "Eu pinto gente - diz Freud - não

pela maneira que elas se parecem, não exatamente a despeito do que elas são, mas como elas por acaso se parecem." Freud pintou um bom número de amigos artistas, incluindo Frank Auerbach, e também Henrietta Moraes, uma musa para muitos artistas do bairro londrino de Soho. Freud era um dos mais conhecidos artistas britânicos que trabalhava com um estilo tradicional representativo, e recebeu o Prêmio Turner no ano de 1989. De acordo com o jornal Sunday Telegraph de 1 de setembro de 2002, Freud teria cerca de 40 filhos, reconhecendo todos quando se tornam adultos. Depois de seu romance com Lorna Garman, ele se casou com sua sobrinha Kitty (filha do escultor Jacob Epstein e da socialite Kathleen Garman) em 1948, mas seu casamento acabou depois de quatro anos quando ele iniciou um romance com Lady Caroline Blackwood, escritora. Eles se casaram em 1957.

Sua pintura After Cezanne, que é notável pelas suas formas incomuns, foi comprada pela Galeria Nacional da Austrália por 7,4 milhões de dólares. A sua parte superior esquerda desta pintura foi 'grafitada'. Lucian Freud foi professor visitante na Slade School of Fine Art de 1949 a 1954, na Universidade de Londres. Apesar de internacionalmente conhecido como um dos mais importantes artistas do século XX, há poucas oportunidades de ver as pinturas e gravuras de Lucian Freud na Grã-Bretanha. Em 1996, houve uma grande exibição de 27 obras e 13 gravuras na Abbot Hall Art Gallery em Kendal, cobrindo todo os períodos da obra de Freud. Isso foi notavelmente seguido por um grande retrospectivo na Tate Britain em 2002. Durante o período de maio de 2000 a dezembro de 2001, Freud pintou a rainha Isabel II do Reino Unido. Morreu em julho de 2011, aos 88 anos.


A REL

20 - Junho de 2013

Museu do Louv

O

Museu do Louvre (Musée du Louvre) é o mais importante e um dos maiores museus do mundo. Seu acervo possui mais de 380 mil peças e mantém em exibição permanente mais de 35 mil obras de arte, distribuídas em nove departamentos. Sua seção de pinturas, com 12 mil peças, perde apenas para o Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia, e é, ainda, o museu mais visitado do mundo, tendo recebido 9,7 milhões de pessoas em 2012. Localizado no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli, na linha central da Avenida ChampsElysées, o museu tem o seu pátio central ocupado pela famosa Pirâmide de Vidro. Para quem gosta de números, o Louvre possui cerca de três quilômetros de galerias abertas ao público, onde se pode caminhar por séculos e séculos de civiliza-

ção, e por muitos quilômetros de geografia e cultura, constituindo assim o observatório mais completo para a história da arte e do mundo. O museu abrange oito mil anos da cultura e das civilizações Oriental e Ocidental. Lá se encontram enormes coleções e artefatos do Antigo Egito, da civilização grecoromana, artes decorativas e aplicadas, obras importantes como a Mona Lisa - a estrela do museu -, a Vênus de Milo, a Vitória de Samotrácia, obrasprimas dos grandes artistas da Europa, como Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, Leonardo di Ser Piero da Vinci, Rafael Sanzio, Ticiano Vecellio (ou Vecelli), Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Francisco José de Goya y Lucientes, Peter Paul Rubens, e tantos outros. Outra preciosidade, O Código de Hamurabi, a mais antiga coleção de leis conhecida por nossa civilização, está gravado em uma estela 1 cilíndrica de diorito, descoberta na cidade de Susa, Irã (1901)

Vista do Castelo do Louvre na Idade Média - miniatura dos irmãos de Limbourg, do célebre "Livro das Horas" do Duque de Berry (Museu Conde de Chantilly)

também pode ser visitada no museu. Vê-se, assim, que o Louvre tem a maior e a mais diversificada coleção de obras de arte que possa ha-

ver no mundo, e o excesso de riqueza excita qualquer visitante.

Leonardo da Vinci, A G 0sm, 77 x 53 cm. A Mona Lisa


LÍQUIA

vre

Gioconda (1503-1506), a é a grande estrela do Louvre

Junho de 2013 - 21 Voltando à sua localização, o Museu do Louvre está encravado no coração de Paris e ainda conserva, na sua arquitetura, a marca da época em que era o sinal inequívoco de poderio. "Posicionado-se no centro do museu e tomando como eixo visual o Arco do Triunfo e o Jardim das Tulherias , a visão se estenderá em quilômetros por uma das mais civilizadas paisagens do mundo, e a Agulha de Cleópatra, no meio da Praça da Concórdia, passará exatamente pelo centro de nossa focalização. Alguns quilômetros mais adiante, no final dos Campos Elíseos, o Arco do Triunfo das Estrelas coincidirá também com o centro do primeiro arco e a agulha egípcia se converterá no eixo comum dos edifícios triunfais. À nossa esquerda, mais além de todos os prédios, fica o rio Sena, esse ponto máximo de toda referência parisiense e, mais adiante, la rive gauche, o Bairro Latino, o Panteon, Saint-Germain, Montparnasse... Tudo o que há muitos séculos é tradição de vida na inteligência francesa; à direita, la rive droite, os grandes bulevares, a Paris clássica e característica, a elegância. Às nossas costas, "a Paris gótica": SaintChapelle, Notre-Dame e a ilha de São Luís. Estar nas Tulherias, antes de entrar no Louvre, é como estar num lugar onde os séculos tivessem deixado no solo sucessivas camadas de civilização".* Vitória de Samotrácia, cerca de 190 a.C. Mármore, alt. 3,38 m. Esta Vitória, representada na forma de uma mulher alada, foi encontrada em 1863 numa colina que dominava um santuário. É considerada uma obraprima da escultura

Francisco I, rei de França (1530), OSM, 96 x 74 cm. Atribuído a Jean e a François Clouet

Mas nem sempre foi assim!

A História Paris fedia no século XII, quando o rei Felipe Augusto (1165 - 1223) decidiu construir o Castelo do Louvre, provavelmente porque ele se sentia asfixiado e aprisionado no velho palácio da Île de la Cité. A área em volta do local da construção servia como desembarcadouro, matadouro, peixaria, curtume e um imenso bordel a céu aberto, ambiente propício para disseminação de doenças. Não foi à toa que o rei decidiu construir também o mercado coberto em Les Halles, par a

transferir os comerciantes da área do castelo. O primeiro castelo real do Louvre foi erguido por Felipe II em 1190, como uma fortaleza, projetada para defender Paris mesmo se ela fosse atacada a partir do rio. Sua aparência original (foto na página 16) em nada se parece com o palácio

Fra Angélico, A Coroação da Virgem (1435). Têmpera sobre madeira, 2,09 x 2,06 cm

atual. A antiga fortaleza tinha um imponente torreão circular envolto por um recinto munido de torres e dois alojamentos. No século XIV, Carlos V (1338-1380) transformou-a em um palácio, mas foi Francisco I (1494 - 1547) e, depois, Henrique II (1519 - 1559) que colocaram abaixo o antigo Castelo do Louvre para construir um palácio real, inspirados pela Renascença. As fundações da torre original da fortaleza estão sob a Sala das Cariátides do museu. No entanto, a escolha do Louvre como residência real foi de duração efêmera, pois a França atravessou em seguida longas décadas conturbadas, com a loucura de Carlos VI, a violência civil e a Guerra dos Cem Anos, eventos durante os quais os reis abandonaram Paris para se instalarem no Vallée de la Loire ou na Île-de-France. Mais tarde, reis como Luís XIII (1601 - 1643) e Luís XIV (1638 -1725) também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carreé e a criação da Colunata de Perrault. As transformações nunca cessaram na história do museu, e a antiga fortaleza militar medieval acabou por se tornar um colossal

Vênus de Milo,cerca de 100 a.C. Mármore, alt. 2,02 m. A Vênus tornou-se um símbolo da arte clássica

complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Continua na página seguinte


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Continuação da página anterior

Pieter Brueghel o Velho, Os Mendigos (1568), OSM, 18,5 x 21,5 cm. É a única obra do artista no Louvre

Rembrandt Van Rijn, Betsabé no banho (1654), ost 142 x 142 cm

Pierre Paul Rubens, A Chegada de Maria de Médicis a Marselha (1622-1625), ost 394 x 295 cm. Um dos 20 quadros encomendados a Rubens para pintar "as histórias da vida muito ilustre e das proezas heróicas" da rainha e da sua regência. Serviria para decorar uma galeria do Palácio de Luxemburgo

Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto Grand Louvre pelo então presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes e novos espaços para exposição, e a construção da Pirâmide de Vidro, desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se realiza agora o acesso principal. "O Louvre não é, em seu conjunto atual, um palácio muito velho; o velho Louvre, ao redor da Cour Carreé (Pátio Quadrado), foi terminado há três séculos, porém o iniciado que gosta de procurar sobre as pedras a marca da história dos homens tem, entretanto, muita coisa para descobrir ao longo das salas e corredores, desde raros vestígios no subsolo do primeiro Louvre, de Felipe Augusto, até às marcas, no Pavilhão de Flora, da última revolução francesa, ou da Comuna de 1871, que incendiou as Tulherias. E, no lado sudoeste do Cour Carreé, o corpo do rei Henrique IV foi exposto para as homenagens do povo de Paris, e existe também a escada pela qual, segundo a história ou lenda, passava o jovem Luís XIV para ir cortejar Maria Mancini, a neta de Mazzarino. Bonaparte, quando primeiro-cônsul, participava de reuniões na Galeria que é hoje chamada de Galeria Henrique IV; e, se a grande galeria não é exatamente aquela em que ele passou no dia do seu casamento com Maria Luísa, da Áustria, é a que atravessou, em um sombrio dia de setembro de 1870, a Imperatriz Eugê-

Johannes Vermeer, A Rendeira (1670-1671), ost colada em madeira, 23,9 x 21 cm. Um dos dois únicos quadros de Vermeer no museu. O outro é O Astrônomo de 1668

nia, fugindo do Palácio das Tulherias para o exílio. E a mesma pedra guarda as marcas do grande esforço mantido através de quatro séculos: são os monogramas dos inúmeros reis que terminaram as diversas partes da construção".*

O nascimento do museu O Museu do Louvre não pode ser comparado a quase nenhum museu no mundo, pois foi criado e se desenvolveu na época em que a França era a grande potência do mundo. Não é uma instituição racional , mas um fenômeno histórico. O Louvre é o que é porque é o herdeiro das coleções reais, porque é o beneficiário dos sequestros revolucionários, da concentração napoleônica, porque durante três séculos foi em Paris que se concentrou o poder e

Hyacinthe Rigaud, Retrato de Luís XIV, rei de França (1701), ost 277 x 194 cm

a riqueza, e os aficionados e os mecenas mais ricos, arrastando em sua estrada os melhores artistas e os melhores artesãos. Pode-se dizer que a vocação museológica do palácio do Louvre remonta a Felipe Augusto, pois o maravilhoso castelo por ele construído já continha muitas obras de arte. Já, no século XVI, o rei Francisco I resolveu demolir a fortaleza e em seu lugar construir um palácio no estilo arquitetônico da época. A obra continuou nos reinados seguintes, e Henrique II concretizou o projeto de um suntuoso palácio composto por vários edifícios. Catarina de Médici (1519-1589) mandou edificar o Palais des Tuileries (Palácio das Tulherias) em 1564, a 600 metros do Louvre. >>>


A RELÍQUIA

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Casada com Henrique II, foi ela quem mandou construir a Pequena Galeria, chamada hoje Galeria de Apolo, e quem teve a ideia de unir, por meio de uma comprida galeria, o Palácio do Louvre à residência das Tulherias. Mas, foi Henrique IV, em 1595, quem começou a fazer a Grande Galeria, de 442 metros de comprimento, unindo a Galeria de Apolo ao Palácio das Tulherias. Na sequência, em 1624, Luís XIII iniciou a ampliação do Cour Carreé e mandou edificar o Pavilhão do Relógio, que depois seria ligado ao Pavilhão de Beauvais por uma ala simétrica ao Pavilhão de Lescot, sobre a atual Rua de Rivoli. Os trabalhos continuaram com Luís XIV e Mazzarino, em 1655 foi concluída a ala sul do Cour Carreé, sobre o Rio Sena, e no final de 1667 Luís XIV construiu a Colunata de Perrault, que se tornou o terceiro lado do Cour Carreé. Com a mudança da corte de Luís XV para Versalhes, o Louvre ficou abandonado, sendo ocupado por todo tipo de pessoas, incluindo artistas, instituições e, também, comerciantes com barracas instaladas em toda parte. Sob o governo do Rei Sol, nenhuma melhoria foi realizada, e somente no século XVIII o arquiteto Gabriel reformou o andar superior do Cour Carreé. Em 1777, o Conde de Aingiviller mandou remover os modelos das fortalezas do reino que enchiam a Grande Galeria e determinou que os arquitetos e decoradores fizessem um projeto para a instalação de um Museu nessa área do palácio, o que aconteceu em 1793. Durante o Império de Napoleão I, continuou-se a ampliação do museu, unindo o Pavilhão Marsan na extremidade do Palácio das Tulherias, com a ala norte do Cour Carreé. Foi o arquiteto Visconti, em 1852, e logo depois Hector-Martin Lefuel, que terminaram a união do Louvre com as Tulherias, prolongando a Grande Galeria até a metade do trajeto, por meio de edifícios paralelos, criando dois pátios internos separados pela monumental Sala dos Estados. Depois, foram criadas as salas Van Dyck, Rubens, Schlichting e Chauchard. Em 1871, a Comuna incendiou o Palácio das Tulherias, e a III República, então, decidiu destruir definitivamente essa residência real. Com o desaparecimento desse Palácio, os dois grandes braços do Louvre abriram-se, assim, para uma grande perspectiva, que dá para o (agora) Jardim das Tulherias , a Concórdia e o Arco do Triunfo. A partir desse momento o Palácio do Louvre tomou seu aspecto definitivo.

Escola de Fontainevleau - Gabrielle d'Estrées e uma das suas irmãs no banho (1595), óleo s/ madeira, 96 x 125 cm. A irmã de Gabrielle é provavelmente a duquesa de Villars, que belisca o mamilo, gesto codificado que faz alusão ao nascimento do duque de Vendôme, em 1594, filho da amante do rei. O anel significa prova de amor

Raffaello Santi (Rafael), A Sagrada Família, ost 2,07 x 1,40 cm (Col. Francisco I)

Nicolas Poussin, O Rapto das Sabinas (1637-1638), ost 159 x 208 cm

Jean-Honoré Fragonard, O Ferrolho (1778) ost 129 x 194 cm

Os departamentos - Pinturas Pode-se afirmar que o acervo do Museu do Louvre começou a ser formado na época de Francisco I, com a compra das primeiras pinturas estrangeiras. As grandes entradas de obras-primas por intermédio da monarquia aconteceram praticamente durante os reinados de Francisco I, Luís XIV e Luís XVI. O que não significa que, entre esses períodos, não tenham ocorrido aquisições. Foi Luís XII (1462 1515) quem introduziu na França o gosto pela arte renascentista italiana. Seu pintor preferido era Leonardo da Vinci (1452 - 1519), a quem tentou atrair para a França. No entanto, quem conseguiu trazer Leonardo foi Francisco I, instalando o mestre italiano no Castelo de Cloux, próximo ao Castelo Real de Amboise, no Vallée de la Loire. Continua na página seguinte

Frans Hals, A Boêmia (A Cigana) (1630), óleo s/ madeira, 58 x 52 cm

Francesco Guardi, A Partida do Bucentauro para o Lido de Veneza, no dia da Ascensão (1766-1770), ost 66 x 101 cm. Quadro da única série de Guardi, foram 12 pinturas, das quais 10 estão no Louvre


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Continuação da página anterior Através do relato do Cardeal de Aragão, sabe-se que Leonardo trouxe três quadros de sua autoria, um São João Batista, uma Santa Ana e um Retrato de Mulher, sem dúvida a Mona Lisa. A Virgem das Pedras só apareceu em 1625, em Fontainebleau. Além de Leonardo da Vinci, Francisco I também trouxe o pintor florentino Andrea del Sarto, que pintou para o rei a tela Caridade, que se encontra também no Louvre. O rei também adquiriu a obra-prima a Bela Jardineira, de Rafael. Desde a Renascença, os edifícios do Palácio do Louvre foram concebidos para alojar obras de arte. Desde o tempo de Catarina de Médici, a Galeria de Apolo era decorada com os retratos dos reis da França. Maria de Médici, mulher de Henrique IV, encomendou a Rubens uma série de quadros, entre os quais a obra-prima Desembarque da Rainha. Os vinte e sete quadros dessa série estão expostos na Grande Galeria do Louvre. O Cardeal de Richelieu doou em 1636, a Luís XIII, entre outras obras, A Virgem, de Leonardo, e Os Peregrinos de Emaús, de Paolo Veronese. Entre 1660 e 1671, o rei Luís XIV adquiriu, do banqueiro Everhard Jabach, uma coleção que incluía todas as obras de Tiziano, que estão no museu, além de uma das mais importantes obras de Caravaggio, A Morte da Virgem. Em 1649, o colecionador Louis La Caze, ao morrer, deixou sua extraordinária coleção para o Louvre, que incluía a Cigana, de Frans Hals, e o célebre Betsabé no Banho (ou O Banho de Betsabé), de Rembrandt. O Pavilhão do Rei continha objetos raros e preciosidades acumuladas pela nobreza. A chamada Coleção do Rei, com peças reunidas desde a época de Francisco I à de Luís XIV, foi transferida para Versalhes pelo Rei Sol, o que gerou protestos por parte dos parisienses. Em função disso, entre 1750 e 1785, organizou-se uma exposição de obras-primas selecionadas nas coleções reais do Palácio de Luxemburgo. O sucesso foi tanto que o Marquês de Marigny, Superintendente Geral dos Edifícios do Rei, e seu sucessor, o Conde de Angivillier, desenvolveram a ideia de tornar o Louvre um museu permanente . O projeto se transformou em lei em 6 de maio de 1791, quando a Assembleia Revolucionária decretou que o palácio deveria ser um repositório de todos os monumentos das ciências e das artes. Grande parte das peças levadas para Versalhes voltaria depois para o Louvre. O enriquecimento mais espetacular das coleções reais, porém, foi, sem dúvida, conseguido por Luís XIV, pois sob o seu reinado foram adquiridas cerca de 1.500 pinturas, com predominância dos mestres da época, entre eles Nicolas Poussin, Claude Gellée (ou Claude Lorrain) e Charles Le Brun. O Rei Sol recebeu de presente, da República de Veneza, a Refeição em Casa de Simão, de Veronese, e o Príncipe Pamphilj ofereceu a Deusa da Boa Ventura, de CaravagSarcófago do Conselheiro Imeneminet, tela aglomerada estucada e pintada. Alt. 188 cm

Eugene Delacroix, A Liberdade que guia o povo (1830), ost 260 x 325 cm

gio. O rei já possuía, em 1681, quatorze obras de Van Dick. A compra de vinte quadros do Príncipe de Carignan, em 1742, permitiu a entrada de obras importantes, como A Virgem com Cordeiro, de Rafael, o Anjo Gabriel Abandonando Tobias, de Rembrandt, e a Virgem da Almofada Verde, de Andrea Solari. Quando o museu foi inaugurado em 10 de agosto de 1793, pôde oferecer um panorama quase completo da pintura italiana, flamenga e holandesa dos séculos XVI e XVII. Além das coleções reais, houve um incrível acúmulo de obras apanhadas na Itália e em Flandres, e o acervo continuaria a aumentar no período do Primeiro Império. Além dos espólios de guerra, o acervo cresceu como consequência da Revolução. Nessa época, o confisco dos bens da Igreja levou ao Museu Central, transformado em Museu Napoleão, obras excepcionais, como A Virgem do Chanceler Rollin, de Van Eyck, e em 1802 o museu adquiriu a série única de Francesco Lazzaro Guardi, A equestre Pestre Senef. Aliás, mesmo o Congresso de Viena tendo imposto a restituição da maioria das obras tomadas pelo Diretório e por Napoleão (cerca de cinco mil peças), o museu conseguiu conservar centenas de quadros, dentre eles As Bodas de Canaã, de Veronese, São Francisco, de Giotto di Bondone, a Virgem com Anjos, de Cenni di Petro Cimabue, a Coroação da Virgem, de Fra Angelico, e a Virgem da Vitória, de Andrea Mantegna, entre outros. Em 1863, com a aquisição da Coleção Campana - um total de 643 telas italianas dos séculos XIV e XV A Tríade de Osorkon, cerca de 874-850 a.C (22ª Dinastia) Ouro, lápis-lazúli, vidro. Alt 9 cm; Larg. 6 cm

Escriba sentado, Saqqara, 2620-2500 a. C. Calcário pintado, Alt 53 cm

veio a Anunciação, de Leonardo da Vinci. As compras continuaram e, em 1870, foi adquirida a tela Rendeira, o primeiro Johannes Vermeer do Louvre, e Boi no açougue, de Rembrandt. Continua na página 30


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A RELÍQUIA

Destaques Junho de 2013

Por Litiere C. Oliveira

Ano da Alemanha no Brasil Com a presença do presidente da Alemanha Joachim Gauck, em São Paulo, foi oficialmente aberto em maio o Ano da Alemanha no Brasil, com duração prevista até o início da Copa do Mundo em junho de 2014. Durante esse período, além da colaboração econômica, será abordado toda a diversidade das relações entre os dois países: cultura, educação, sociedade, ciência, tecnologia, estilo de vida e esporte, temas de eventos

em diversos Estados brasileiros. Na área cultural, a Câmara do Tesouro da Saxônia colocará à disposição importantes peças da grande exposição "Curiosidade Mundial - 500 Anos de Arte na Alemanha". Entre outubro de 2013 e maio de 2014 serão expostas, primeiro no Rio de Janeiro, e depois em Brasília e São Paulo, diversas obras de arte, pinturas, gravuras, de Dürer e Cranach até Baselitz.

Debandada de galerias estrangeiras na ArtRio Feira de Arte Contemporânea A ausência de muitas galerias de arte estrangeiras foi notada na lista de 100 galerias que estarão participando da 3ª edição da ArtRio - Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. Entre as oito galerias londrinas que estiveram presentes em 2012, apenas duas retornarão: White Cube e Nosco. Das nove galerias de Nova York que estiveram na feira no ano passado, cinco estarão fora em 2013: Sonnabend, Marlborough, Sikkema Jenkins & Co, Tanya Bonakdar e Magnan Metz, mas os organizadores conseguiram a adesão de mais três galerias americanas. Da Alemanha (Berlim) três das cinco galerias presentes em 2012 não estarão no Rio em 2013: Neugerriemschneider, Galerija Gregor Podnar e Gentili Apri. A ausência de galerias da Escandinávia (eram duas em 2012: Andersen's Contemporary e Nils Staerk) será também muito sentida, assim como a saída da única galeria asiática de 2012 (Kaikai Kiki, de Tóquio), e das espanholas Fernando Pra-

dilla, de Madri, e Senda, de Barcelona, sem contar a suíça Hauser & Wirth (Zurique). Turbinada pela ajuda financeira da prefeitura do Rio de Janeiro, além de outras benesses raramente concedidas a eventos desse tipo, e ajudada pela novidade da feira numa cidade carente de salões de arte, a 1ª ArtRio bombou, levando seus organizadores a dobrar o tamanho da feira em 2012, assim como as exigências que deixaram de fora diversas galerias que queriam participar. Mas o resultado financeiro e de público deixou a desejar em 2012, sendo esse provavelmente o motivo da debandada das galerias estrangeiras. Com relação à participação brasileira, o grupo de sempre. O comitê de seleção este ano é formado pelos galeristas Anita Schwartz, Cecília Tanure (A Gentil Carioca) Alexandre Gabriel (Galeria Fortes Vilaça / SP), Greg Lulay (David Zwirner / Nova York, EUA) e Matthew Wood (Mendes Wood DM / SP).

"Escadas", de carmela gross, Na casa frança-brasil Artista paulistana traz ao Rio sua produção recente, que brinca com a oposição e a ambiguidade de ideias, conceitos e sensações.Com uma obra de repercussão internacional e presença em coleções importantes, como as do Museum of Modern Art (MoMa/NY, EUA), da Pinacoteca de São Paulo, do MAC e do MAM de São Paulo, do Museu de Arte de Brasília e do Museum of Fine Arts de Houston, EUA, Carmela Gross não apresentava

uma individual no Rio desde 1994. O convite para ocupar o espaço neoclássico da Casa FrançaBrasil trouxe desafios e, ao mesmo tempo, a oportunidade de amplificar alguns conceitos com que a artista vem trabalhando nos últimos anos. Com inauguração dia 4 de junho às 19h, a exposição "Escadas"é realizada e patrocinada pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), Casa França-Brasil e Citroën.

Pintor brasileiro volta a expor no Louvre

No próximo dia 7 de junho, terá início a 12ª Edição Primavera da "Feira Internacional de Arte Contemporânea", no Carrousel du Louvre, em Paris (França). O evento é um dos mais importantes da Europa, recebendo anualmente milhares de visitantes do todo o mundo. Um dos fatores determinantes é que a mostra acontece no subsolo do Museu do Louvre, no Palácio do Louvre, espaço de 7.100 m² que é o centro de todas as convenções e exposições que ocorrem em Paris. A curadora Geni Settanni, da Waylight Eventos Culturais, convidou o artista plástico paulista Rafael Murió, que participará pela quarta vez dessa mostra, com duas telas. Rafael Murió está completando 50 anos de carreira e vem se destacando por ser um dos pintores com maior presença em eventos internacionais. Recentemente participou da "Artexpo New York", nos Estados Unidos, e da "Art Meeting in Portugal", na cidade do Porto. No ano passado, seus quadros foram destaques em outras importantes exposições de países como Espanha e França. Suas obras estão presentes em acervos de grandes colecionadores, principalmente europeus, americanos e australianos. No País, podem ser encontrados nos principais leilões do mercado de arte, além de galerias e museus. Detém inúmeros certificados, prêmios e menções honrosas, além de registros em diversos guias de arte.

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica

Até o dia 30 de junho pode ser feita a inscrição para o "Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica", que patrocina a realização do projeto premiado e publica um livro. Informações e inscrições pelo site: www.odebrecht.com/pesquisahistorica

Bruno Giorgi e Caribé

Duas vidas não seriam suficientes para Bruno Giorgi e Caribé produzirem todas essas esculturas que estão circulando no mercado de arte.

Pierre Verger

Quantos anos serão necessários para uma galeria de arte de Salvador, definir se oito fotografias de Pierre Verger são realmente autênticas, e a partir dessa definição, avaliar/ comprar ou devolver as fotos ao seu proprietário? Três anos tá bom?


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Coleção Grieco no Museu de Arte Sacra - SP abertura da exposição "Memória, Devoção e Brasilidade - Coleção Ruth e Paschoal Grieco", dia 14 de maio passado, no Museu de Arte Sacra de São Paulo, foi muito concorrida, atraindo pessoas de vários Estados. A mostra, com curadoria de Beatriz Vicente de Azevedo, exibe, até 7 de junho, 93 peças entre imaginária, talhas, mobiliário, pinturas e prataria.Um dos objetivos da mostra é reafirmar a enorme importância que as coleções particulares possuem para a preservação de patrimônios culturais. Funcionalidade e simbolismo são marcas de cada uma das peças pertencentes ao núcleo de prataria sacra cristã desta coleção, reunida pelo casal Grieco, tais como navetas, turíbulos, caldeiras para água benta, sinetas, âmbulas, cálices, galhetas, bacias, gomis, luminárias, candelas e castiçais. Entre os destaques da exposição estão a coroa, o bastão e a salva encimada por uma pomba, objetos utilizados na tradicional Festa do Divino Espírito Santo. "Os bens culturais que Ruth e Paschoal, com rigor e critério, reuniram ao longo de mais de quatro décadas são testemunhos "sólidos" e relevantes da memória e da identidade brasileira. O sentido religioso do casal que reuniu esta coleção vai ao encontro da devoção que permeava os séculos anteriores. A fé católica, o amor ao Brasil, o

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Fernando Braga e Itamar Musse Emanuel Araujo entre Ruth e Paschoal Grieco

respeito pelo passado e a consciência da importância de preservar estes verdadeiros tesouros são evidentes" - comenta Beatriz Vicente de Azevedo sobre os objetos em exibição". E continua: "Ao se deparar com uma coleção como esta, é impossível não ser tomado pela admiração, mas o sentimento mais forte que este encontro provoca é a gratidão, em nosso nome, mas principalmente em nome das gerações futuras. Cada peça que integra a coleção passou pela lupa, pelo estudo de publicações e pela pesquisa minuciosa".

Sylvia de Souza Aranha e Cristiane Musse


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A RELÍQUIA

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Continuação da página 24

Estatueta da deusa Ishtar Babilônia, cerca de 250 a.C. Alabastro, ouro, bronze e rubis. Alt. 25 cm

Germain Pilon, Virgem Dolorosa (C. 1585) Terracota policromada, Alt 1,59 cm. Proveniente da Saint-Chapelle de Paris (Saque revolucionário)

Foi nesse ano, na III República, que o museu passou a ser Museu Nacional e as obras tornaram-se propriedade do Estado. Posteriormente, em 1897, foi criada a Sociedade dos Amigos do Louvre, a quem o museu deve uma série de impressionantes doações. Os Mendigos, o único quadro de Pieter Brueghel (o Velho) existente no museu, foi doado por Paul Martz. A doação de Carlos de Beistegui, em 1942, levou ao museu uma das maiores telas de Goya, o Retrato da Marquesa de Solana. O Barão de Rothschild, por sua vez, doou o Retrato de Lady Alston, do pintor inglês Thomas Gainsborough. Os numerosos quadros franceses do século XVII procedem, na sua maioria, das igrejas e conventos de Paris. O Louvre deve muito também a Mazzarino, e depois a Jean-Baptiste Colbert, a formação do acervo de pintura francesa. O primeiro tinha adquirido grande quantidade de telas de Nicolas Poussin, a maior parte (32 quadros) adquiVirgem com Menino de Jeanne d'Évreux (1339), prata dourada e esmalte. Alt. 68 cm

Michelangelo Buonarroti, Escravos (1513-1515). Estátuas inacabadas, mármore. Alt. 2,09 m

Pierre Puget, Milo de Crotona (1670-1682). Mármore, alt. 2,70m

Escudo de Carlos IX (1572) - Ferro martelado e revestido de ouro, esmalte. Alt. 68 cm; Larg. 49 cm

rida de início por Luís XIV. O rei encomendou ao pintor Hyacinthe Rigaud o magnífico Retrato de Luís XIV, pintado em 1701. A pintura francesa se enriqueceu com as telas de Ferdinand Victor Eugène Delacroix, dentre elas a famosa A Liberdade Guiando o Povo, adquirida diretamente do pintor em 1831. As aquisições continuaram regularmente até 1915 e, mais recentemente, o museu recebeu a preciosa pintura A

Coroa de Luís XV (1722), Prata dourada, pedras preciosas e o diamante Regente de 530 quilates encontrado na Índia

Virgem da Cartuxa, de Jean de Beaumetz. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as coleções do Museu do Louvre foram evacuadas, com exceção das peças mais pesadas, que permaneceram protegidas por sacos de areia. Esse acervo foi inicialmente depositado no Castelo de Chambord (Real Château de Chambord), no Vallée de la Loire, e a seguir foi dispersado em vários locais, permanecendo constantemente em mudança, por medidas de segurança.


A RELÍQUIA Mesmo esvaziado, o museu reabriu ao público em 1940 com uma coleção de cópias em gesso de estátuas célebres. A reorganização das coleções do museu na década de 1980 dividiu o conjunto de pinturas, e as peças produzidas após 1848 foram transferidas para o Musée d'Orsay. O restante permanece exposto na Ala Richelieu, no Cour Carré e na Ala Denon.

Antiguidades egípcias O Departamento de antiguidades egípcias do Louvre conta com mais de 50 mil objetos, e abrange os períodos desde o Antigo Egito até a Arte Copta , incluindo os períodos helenístico, romano e bizantino, e seu conjunto oferece uma ampla visão da cultura e sociedade egípcias em todos os seus aspectos. Esse departamento foi criado em 1826 por decreto do rei Carlos X, impressionado pela atuação do egiptólogo JeanFrançois Champollion. Entre outras realizações, o rei também adquiriu 4.000 peças pertencentes a Henry Salt, egiptólogo e cônsul da Inglaterra no Cairo (Egito). Nesse conjunto veio A Grande Esfinge de Tanis e a grande cuba em granito do faraó Ramsés III. Além disso, o acervo cresceu com as remessas de achados arqueológicos das expedições francesas ao Egito. Instalado na Ala Denon e em salas do Cour Carré, a coleção inclui papiros, múmias, joalheria, instrumentos, jogos, armas e outros objetos de arte. Dentre as peças mais interessantes, estão a famosa escultura O Escriba Sentado, a estela do Rei-Serpente, e O Portador de oferendas , além de sarcófagos e objetos variados.

Antiguidades Orientais Este Departamento concentra-se na história e arte do Oriente Próximo desde as primeiras civilizações até antes da presença muçulmana na região, e seu desenvolvimento acompanhou o desenvolvimento da arqueologia oriental na França. As primeiras aquisições ocorreram por obra de Paul-Emile Botta, que em 1843 realizou uma expedição a Khorsabad (Iraque), e seus achados deram origem ao Museu Assírio do Louvre. A coleção é particularmente notável pelas peças da Suméria e da cidade de Akkad (Mesopotâmia), como a Estela dos Abutres, as estátuas de Gudea e de Abih-il (ou Ebih-Il), touros alados de Khorsabad, e painéis de azulejos esmaltados de Susa (Irã), e o Código de Hamurabi.

Antiguidades gregas, romanas e etruscas Este Departamento é um dos mais antigos do Louvre, foi projetado desde o nascimento do Museu Central das Artes, em 1793, mas inaugurado somente em 1800. Sua coleção inclui peças de toda a região do Mediterrâneo, desde o período Neolítico até o do Helenismo. O conjunto começou a ser formado no tempo do rei francês Francisco I, e neste início se concentrava em esculturas. Os saques revolucionários e os saques de guerra de Bonaparte na Itália aumentaram muito o número de obras greco-romanas. A compra da coleção dos príncipes Borghese, da Itália, em 1807, por Napoleão I (mais de 500 mármores) colocou o Louvre em primeiro lugar no ranking dos museus com mais antiguidades. Mais tarde, o museu passou a receber vasos, cerâmicas, traba-

Junho de 2013 - 31 lhos em marfim, afrescos, mosaicos, vidros e bronzes de várias procedências. Pontos altos desse vasto Departamento são a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo, o Apolo de Piombino, a Diana de Versalhes, o Hermes amarrando as sandálias, e o vaso Hércules e Anteu, este último de Eufrônio.

Arte islâmica Embora seja o Departamento mais recente do museu - foi criado em 2003 -, sua coleção de mais de seis mil itens cobre 13 séculos de história da arte islâmica na Europa, Ásia e África, entre vidros, metais, madeiras, tapetes, cerâmicas e miniaturas. A primeira seção islâmica do Louvre foi criada em 1890, por dois conservadores do Departamento de Objetos de Arte, Émile Molinise e Gaston Migeon . Dentre as peças expostas destacam-se como principais: a Píxide de Al-Mughira, uma caixa de marfim da Andaluzia; o Batistério de Saint-Louis, uma bacia de metal do período Mamluk; e o Vaso Barberini, um vaso de metal da Síria.

Esculturas Este Departamento concentra-se nas peças de escultura criadas antes de 1850 e que não se enquadram no departamento de antiguidades etruscas, gregas nem romanas. Desde o início o Palácio do Louvre foi um depósito de obras escultóricas, mas a sistematização de suas peças só aconteceu depois de 1824. Seu acervo primitivo era na verdade reduzido a cerca de 100 peças, pela mudança da corte para Versalhes, e assim permaneceu até 1847. Somente na administração de Louis Charles Léon Courajod, a partir de 1871, a representação de esculturas cresceu, especialmente quanto às peças francesas. Com a criação do Museu d'Orsay parte do acervo recolhido até então foi transferida para esse museu, permanecendo no Louvre as obras criadas antes de 1850. Atualmente as peças francesas estão expostas na Ala Richelieu, e as estrangeiras na Ala Denon. O conjunto de esculturas da França oferece um painel amplo e farto dessa modalidade de arte: vai desde a Idade Média até meados do século XIX, com destaque para: Le tombeau de Philippe Pot (a tumba de Philippe Pot); o par de esculturas representando Carlos V e Joana de Bourbon, a Fonte de Diana; o magnífico conjunto de esculturas de Madonnas góticas; e obras de escultores do porte de Jean Goujon, Germain Pilon, Jean-Antoine Houdon, Antonio Canova, Giambologna (Jean Boulogne), os irmãos Andrea e Giovanni della Robbia, e o maior de todos, Michelangelo (Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni).

Artes decorativas (Objetos de Arte) Este Departamento cobre desde a Idade Média até meados do século XIX, tendo sido criado como uma subseção do Departamento de Esculturas. Foi incorporando obras confiscadas na Revolução Francesa e outras oriundas da Basílica de Saint-Denis, o mausoléu da monarquia francesa. O Departamento recebeu grandes acréscimos com a aquisição das coleções Durand, Revoil, Sauvageot e Campana. As peças são exibidas no primeiro pavimento da Ala Richelieu e na Galeria de Apolo. Dentre seus itens mais preciosos estão a coroa de Luís XV, o bronze Nesso e Djanira, de

Giambologna, o Vaso Suger (ou A Águia de Suger), a tapeçaria A caça de Maximiliano, a coleção de vasos de Sèvres da Madame de Pompadour, e a decoração dos apartamentos de Napoleão III.

Gravuras e desenhos A origem deste grande Departamento, com mais de 100 mil peças, está nas coleções reais. Foi sendo aumentado com aquisições e doações, e foi aberto ao público primeiramente em 1797. Hoje está organizado nas seções : o antigo Cabinet du Roi e seus acréscimos posteriores; e nas exibidas no Pavilhão de Flora . Em virtude da sensibilidade à luz dos papéis existentes nesse Departamento , apenas uma pequena parte dessa coleção se encontra em exposição, e as peças são constantemente substituídas , mas consultas podem ser efetuadas mediante agendamento. Alguns dos autores mais importantes com obras em desenho ou gravura são: Leonardo da Vinci, Rembrandt, Jacques-Louis David, Jean-Honoré Fragonard, Jean-Auguste Dominique Ingres, Delacroix, Charles Le Brun, A.L.Barve e Albrecht Dürer.

Artes da África, da Ásia, da Oceania e das Américas Este departamento começou a ser formado em 13 de abril de 2000, quando cerca de cento e vinte obras da África, da Ásia, da Oceania e das Américas entraram no Louvre para serem exibidas nas salas do Pavilhão das Sessões. Não foi observada nenhuma hierarquia entre as obras, que são mostradas num percurso lógico, tanto a nível histórico como geográfico, começando pela África, depois abordando a Ásia e Oceania, seguindo para a Ilha de Páscoa, América do Sul e terminando no Ártico. O departamento foi composto pelas mais belas pecas das coleções públicas do Museu do Homem, Museu Nacional das Artes de África e da Oceania, e museus regionais como o de Boulogne-sur-Mer, de Rochefort, etc. ¹ Pedra vertical monolítica destinada a ter inscrições Fotos: Litiere C. Oliveira / Reproduções / Arquivo Fonte: Museu do Louvre, Réun. des Musées Nationaux, Texto de Jean Chatelain, Jeannine Baticle, Arquivo A Relíquia, Wikipédia.

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RONALDO REGO É com grande alegria que cumprimentamos a passagem dos 15 anos de "A Relíquia" e o seu dinâmico criador Litiere. Estão em festa a cidade e os seus artistas pela existência de uma publicação única de excepcional qualidade cultural e de serviços. E que assim seja, pelos próximos cem anos!

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Julia Jacobina

São Paulo: Arte & Estilo

RUMOS e DESTINOS - "Tenho em mim todos os sonhos do Mundo.", de José Moura-George O Museu Brasileiro da Escultura, no dia 04 de junho, com vernissage a partir das 19h., abre sua exposição " Rumos e Destinos" de José MouraGeorge. Estarão expostas pinturas acrílicas sobre tela e papel artesanal, um total de 30 obras. A pintura de Moura-George pretende no ato de, habitar pensando na tela, aparentar um paisagismo conceptual, onde, em paralelo ao rigor construtivo das geometrias a luminosidade das cores nos leve para a sustentável certeza da ponderabilidade. Suas obras criam imagens de paisagens perdidas, linhas do horizonte, que se formam no olhar. Essa dualidade estimula o movimento, conflito interior, a cor e a dinâmica dos cincos sentidos unidos num único sentido - o olhar -.

Padrões, de Zaida Siqueira Com vernissage no dia 20 de junho às 19h e aberta para visitação entre os dias 21 de junho e 7 de julho, das 10h às 19h, o MuBe exibe os registros fotográficos de Zaida Siqueira sobre os padrões existentes na natureza, nas rendas, nos tecidos e em objetos do cotidiano. "Linhas retas, sinuosas, convergentes, paralelas, que se afastam ou se reúnem, formando todo tipo de desenho: repita um deles de maneira regular e terá um padrão, como na estampa de um tecido, a forma de uma renda, a decoração de um azulejo, os vazios e cheios de uma escultura… Visíveis nas coisas mais diversas e numa infinidade de variações, padrões existem em todas as culturas porque são capazes de traduzir de forma simbólica elementos essenciais da experiência humana. Eles condensam valores e crenças formados desde tempos imemoriais por diferentes sociedades, indissociáveis do ambiente natural em que vivem seus membros e, antes deles, viveram seus antepassados. Que se tome um povo indígena da Amazônia e se verá que os padrões presentes em sua cultura traduzem uma visão de mundo, uma cosmologia que sustenta sua organização social, mitos que falam de sua origem, ritos que marcam o lugar dos indivíduos na comunidade e seu destino após a morte… Isto é o que ganha forma simbólica e expressão visível nos padrões que se repetem, dos desenhos de sua pintura corporal aos de sua cestaria ou suas peças cerâmicas. Entretanto, o que nos parece familiar em tais

padrões próprios à cultura de outros povos distantes de nós, no tempo e no espaço? Há aqui uma razão profunda. Embora em cada cultura os padrões tenham significados específicos, em suas formas e desenhos eles são universais. Há muitas maneiras de se empreender uma viagem pelo mundo dos padrões que encontramos no dia a dia de nossa experiência, nas formas da natureza e naquelas criadas pelo homem. Com seu olhar atento e amoroso, a fotógrafa Zaida Siqueira e a artista plástica Heloísa Nilo nos convidam, com suas diferentes linguagens, a compartilhar com elas uma mesma alegria de redescoberta das coisas do mundo, e a mesma lição de sabedoria a que ela pode nos conduzir." Maria Lucia Montes

Lucy Citti Ferreira De 15 de junho a 19 de outubro de 2013. A mostra trará a público um recorte de um conjunto recentemente doado ao museu que evidenciará a contribuição da artista para a história da arte brasileira.

Alexandre Estrela 1 Homem entre 4 paredes De 26 de maio a 4 de agosto. A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição 1 Homem entre 4 paredes. A instalação é composta por um túnel de 22m que termina numa sala on-

de é projetada a imagem muito ampliada de uma tatuagem, composta por cinco pontos, ao mesmo tempo, em que é emitido um som cujo volume aumenta gradativamente de acordo com a intensificação da velocidade da projeção. A relação entre o espectador e o trabalho deixa de ser de observação e se torna uma intensa experiência física. Alexandre Estrela (Lisboa, 1971), é considerado um dos principais artistas da nova geração portuguesa e esta é a primeira individual do artista no Brasil. Seu trabalho teve suas primeiras apresentações públicas no início da década de 90 em exposições coletivas, tais como Artstrike (1991), Independent Worm Saloon (1994) ou Wallmate (1995), entre muitas outras, que reuniram alguns dos mais significativos artistas de uma nova geração. Tomando como ponto de partida as práticas conceptuais dos anos 1970 e desenvolvendo-as num momento de radicais alterações tecnológicas, esta geração reconfigurou o objeto artístico e alterou radicalmente o horizonte da produção nacional. As suas obras produzidas dentro desse contexto tecnológico da informação promovem um contínuo deslocamento entre formas e categorias estéticas. Assim, os vídeos de Alexandre Estrela nos levam a questionar o sentido da visão e mesmo o nosso entendimento do que vemos. O artista mantem em Lisboa um importante espaço para exibição de filmes e vídeos experimentais, o Oporto, que aglutina toda uma geração interessada nas possibilidades tecnológicas da imagem. Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, 2 - São Paulo, SP. Tel. 55 11 3324-1000

COMPRO pinturas e desenhos de

KARL PLATNER LEO PUTZ e dos artistas paranaenses

Alfredo Andersen Arthur Nisio Theodoro de Bona Miguel Bakun Guido Viaro

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A RELÍQUIA


A RELÍQUIA

Itamar Musse Desde 1918 Antiquário

Parabeniza A Relíquia pelo seu 15º aniversário

Rua da Paciência, 461 - Rio Vermelho - Salvador - BA Tel: (71) 3334-5316 Tel/fax: 3334-8224 / Cel:(71)9988-0691

E-mail: itamarmusse@uol.com.br

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A RELÍQUIA

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Casa Real

Primeira exposição de Mobiliário e arte dos séculos XVIII e XIX em Vassouras, no Vale do Café

A

penas dois meses após o lançamento do Livro A FAZENDA SÃO LUIZ DA BOA SORTE E O CICLO DO CAFÉ, das editoras SENAC e Rosa Real, quando recebeu mais de mil convidados nos Salões do Hotel Copacabana Palace, no Rio, a Jornalista, Liliana Rodriguez realiza uma nova e instigante tarefa. A instalação da mostra CASA REAL, é uma exposição com mobiliário e arte dos séculos VXIII e XIX, que acontecerá em julho, em Vassouras, no coração do Vale do Café, no Rio de Janeiro. Acostumada a vencer desafios, a escritora/editora/apresentadora e produtora, trabalha agora na montagem do evento que acontecera na Fazenda São Luiz da Boa Sorte , de 13 a 28 de julho. O CASA REAL vai reunir mobiliário e objetos comuns das Casas de Vivenda dos Barões do Vale, no apogeu do Ciclo do Café. Através da seleção de peças de antiquários e colecionadores, decoradores, historiadores e arquitetos montarão os ambientes típicos da época, como: a capela interna do casarão, a sala dos saraus, das Senhoras, dos Barões, os quartos das donzelas, a cozinha...Enfim, um retrato do que era a vida na intimidade das famílias.

As pecas expostas estarão a venda Durante o evento, patrocinado pela Oi, acontecerão palestras e workshops diários sobre os te-

mas referentes a exposição: prataria, tapeçaria, decoração, restauro,gastronomia, arte, cultura e turismo. Haverá também, uma serie de atrações musicais e apresentação de temas paralelos, focados no empreendedorismo e na capacitação profissional. “O Casa Real era um Sonho do meu marido, Nestor Rocha, hoje Presidente do PRESERVALE e entusiasta da Cultura e arquitetura do Vale do Café, cuja história nos remete ao apogeu do Ciclo do Café, que levou o Brasil a ser o maior Produtor do grão do Mundo, no século XIX", conta Liliana. E se tornou possível, com o patrocínio da Oi e com a chancela do Ministério da Cultura. “Desde que nos deparamos com propriedade, de 1835, totalmente destruída pela ação do Homem e do tempo, nos encantamos. Levamos quase uma década restaurando o casarão,praticamente saqueado, cujas portas, janelas, gradis, moveis, tinham sido destruídos ou levados. Isso sem falar do entorno da Fazenda, e do gado, depauperado’’. Agora, com a Mostra Casa Real, o que se pretende é criar um "Programa Real", próximo à Vassouras, que recebeu o título de" Imperial Cidade" e hoje guarda nas fachadas de seus casarios, palacetes, fazendas históricas e monumentos as lembranças de uma época de muita riqueza e dor, pela escravidão, que nunca será esquecido. Durante o período conhecido como Ciclo do Café, a cidade rivalizou com a capital , o Rio de Janeiro.

Dali saíram as sacas de café que sustentaram por muitos anos este país. Hoje, o seu conjunto histórico urbanístico e paisagístico está protegido pelo de tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. A 24 de dezembro de 1984, Vassouras foi declarada, por força de lei, em Estância Turística. A Fazenda São Luiz da Boa Sorte, que sediará o CASA REAL, pertenceu a uma das famílias mais importantes do período, os Gomes Ribeiro de Avelar. Paulo Gomes Ribeiro Avelar, o Barão de São Luiz, viveu ali até sua morte, em 1870. Em vida, além de produtor foi um dos mais importantes comerciantes da região, lembrado no Dicionário Laemmert, e gozou de íntima relação com a Corte. É ali na fazenda restaurada que irá acontecer a Exposição Casa Real, porque para além de uma simples visitação, pensa-se em um projeto maior que agregue valor e conhecimento e que irradie para toda região do Vale do Café. Antes de tudo, este é um projeto cultural de resgate de nossa identidade enquanto nação. O Casa Real será aberto (para convidados) no sábado, dia 13 de julho, com uma visita sensorial, especialmente elaborada pelo design Jair de Souza; um espetáculo de época, criado pelo diretor Fernando Bicudo e culminará com um Show de luzes, assinado por Peter Gasper. A Programação para o Público será de quarta a domingo, das 12: 00 às 18:00 até 28 de julho.


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FAZENDA SÃO LUI U D Fotos: Cristiano Mascaro

epois dos engenhos e do ouro das Gerais, veio o café dominar a economia, cujo ciclo começou a ser formado nos finais de setecentos e foi até meados do século seguinte. Foi com o café que se lançaram os alicerces das grandes propriedades rurais, alcançando o auge após a Independência. O ciclo econômico do café foi relativamente curto - durou menos de um século - mas, além de trazer riquezas para o Brasil e para uma casta de fazendeiros, deixou para a posteridade as magníficas sedes das fazendas, casarões e solares, verdadeiros palacetes, testemunho de uma época de opulência e esplendor na região cafeeira. Nesse contexto se insere a sede da fazenda São Luiz da Boa Sorte, cuja história é narrada no livro de Liliana Rodriguez "A Fazenda - São Luiz da Boa Sorte e o Ciclo do Café", recentemente publicado pela Rosa Real e Senac Editoras. A autora volta ao passado para nos contar a saga da fazenda, símbolo de opulência e prosperidade do áureo Ciclo-do-Café que quase foi ao chão com os inúmeros saques sofridos. Após anos de abandono, a fazenda, que pertenceu ao Barão de São Luiz, ressurge em todo o seu esplendor depois de minuciosa restauração.

Capela de São Luís (C. 1844) construída em homenagem a São Luis, Rei de França

Altar da Capela de São Luís

Salão Principal da sede, a tradicional sala de música, que reúne elementos rurais e urbanos que refletiam os costumes da época, numa convivência harmoniosa entre peças simples e sofisticadas

No teto do quarto do Padre Cláudio, acima do lustre, painel com motivo de anjos pintado pela Princesa Maria Gabriela de Orleans e Bragança

A História No século XIX, o café despontou no cenário internacional e o produto, muito valorizado nos Estados Unidos, encontrou no Vale do Paraíba terras e climas propícios para a produção em larga escala. O cultivo do grão gerou um ciclo de desenvolvimento intenso, e o Vale passou a ser o maior produtor de café do país. A cidade de Vassouras inaugurou, assim, uma estreita relação com a nobreza. São dessa época as construções palacianas e o gosto por móveis, louças e pratarias ao estilo francês, sem contar os títulos de nobreza, que marca-

ram o auge da relação com a fidalguia portuguesa e fizeram de Vassouras a terra dos barões. Oriunda de duas propriedades distintas, ainda que próximas territorial e afetivamente, a Fazenda São Luiz da Boa Sorte só foi registrada na Matriz de Paty do Alferes em 1856, muito tempo depois de os irmãos Gomes Ribeiro de Avel-

lar terem tomado posse destas. As fazendas São Luiz, de Francisco Gomes Ribeiro de Avellar, e Boa Sorte, de Quintiliano Gomes Ribeiro de Avellar, nasceram coladas uma à outra e certamente já destinadas a serem unidas. De coração, presume-se, sempre o foram. Entretanto, nos registros oficiais, isso só viria a ocorrer anos mais tar-

de, e não pelas mãos da família Ribeiro de Avellar. Com a morte de Francisco Avellar, a Fazenda São Luiz passou para seu irmão Paulo Gomes Ribeiro de Avellar, o Barão de São Luiz, depois que este se casou com Feliciana Joze de Carvalho, a viúva do irmão. O responsável pela unificação foi João Gomes dos Reis, que her-


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IZ DA BOA SORTE Foto: Vera Donato

Inúmeras vezes constatamos que a maioria dos projetos culturais, independentemente do seu valor, apoiados por grandes empresas, dura muito pouco tempo, às vezes apenas um dia. Este com certeza completará pelo menos um século. E nós, minha mulher, meus filhos e eu, estamos felizes por sermos guardiões temporários dessa verdadeira obra de arte do século XIX e por possibilitarmos a outras pessoas o prazer de conhecê-la Nestor Guimarães Martins da Rocha Presidente do Preservale

Liliana e Nestor no lançamento do livro da fazenda no Copacabana Palace

Sala principal de jantar do casarão da fazenda

dou uma delas, a São Luiz, do espólio de sua sogra, Zeferina Adelaide, viúva de João Barbosa dos Santos Werneck. Posteriormente, em 13 de janeiro de 1891, ele adquiriu a Boa Sorte no leilão público dos bens de Quintiliano Gomes Ribeiro de Avellar. Quando se tornou proprietário das duas sedes, imagina-se que as tenha unido não

só fisicamente como também no nome: São Luiz da Boa Sorte. A Fazenda São Luiz foi, durante muitos anos, uma das maiores produtoras de café da região do Vale. Depois de 1870, as plantações de café se expandiram em direção ao oeste paulista, onde se obtinha um cultivo de melhor qualidade por causa da chamada terra roxa, ideal para sua cultura. A partir da década de 1880, São Paulo passou a ser o primeiro produtor nacional de café, enquanto no Vale do Médio Paraíba o ciclo praticamente se encerrava, terminando com ele a história das grandes fortunas da região. Começa então um período de decadência, quando muitas sedes de fazendas da região sofreram com o abandono ou o descaso de novos proprietários, como foi o caso da São Luiz.

A Revitalização Já em 1942, a Fazenda São Luiz da Boa Sorte é vendida em ruínas para Rodrigo Ventura Magalhães, que efetua uma grande reforma na casa-grande. Quarenta anos depois, em 1982, Ventura vende a fazenda para o armador Wilfred Penha Borges, que fica com a propriedade por apenas três anos, passando para Ricardo Pimentel, que promove uma

reforma na parte inferior da casagrande e constrói um haras. Finalmente, em 2004, o casal Nestor Rocha e Liliana Rodriguez, adquire a Fazenda São Luiz da Boa Sorte novamente em ruínas, e começam uma longa e criteriosa recuperação do patrimônio que durou exatos nove anos. Quando a propriedade, de 1835 foi adquirida em 2007, seu estado era precário. Estava totalmente

A fachada principal da casa

destruída pela ação do homem e do tempo. O casarão, praticamente saqueado, cujas portas, janelas, gradis, moveis, tinham sido destruídos ou levados. O interior estava tomado por bois e vacas, que ali se abrigavam como se estivessem em um curral. No telhado, havia arbustos e ninhos de passarinhos, isso sem falar do entorno da Fazenda, e do gado, depauperado. A restauração do casarão durou quase uma década, mas os trabalhos se iniciaram pela capela da fazenda, conforme relato no livro de Liliana Rodriguez: "Percebemos então que era urgente iniciar nosso projeto, e a capela tornou-se prioridade. Sabíamos que não seria uma tarefa simples e que a restauração deveria ser precisa, do ponto de vista do Patrimônio Histórico e Cultural. Continua na página seguinte


Encarte 4

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Continuação da página anterior Para enfrentar esse desafio, era preciso buscar apoio e orientação. Começamos uma imensa jornada de pesquisa técnica até que, finalmente, conseguimos autorização do Governo do Estado para, por meio da Secretaria de Cultura, captar recursos com base na Lei de Incentivo do ICMS". Finalmente, depois de meses de cuidadoso trabalho de restauro, coordenado pelo arquiteto João Reis, a capela de São Luiz foi oficialmente reinaugurada, em 23 de junho de 2007. Terminada a capela, as atenções se voltaram para o casarão, que, paralelamente ao restauro da capela, já tinha sofrido algumas intervenções. E havia muito trabalho a fazer no entorno da sede, ou seja, na área global da fazenda. Levaram quase uma década restaurando o casarão. Conforme explica Liliana Rodriguez, esse trabalho foi facilitado pela realização de alguns projetos no município de Vassouras: "Novos ventos começaram a soprar, num movimento de reconciliação com o brilho do passado histórico, cultural e ambiental dessa região. Diversos projetos desenvolvidos em Vassouras e em seu entorno refletem o esforço de recuperação e de busca por uma ocupação sustentável como garantia de um legado melhor e mais justo para as gerações futuras." E continua: "Alinhados com esse pensamento, criamos na Fazenda São Luiz da Boa Sorte o nosso próprio projeto de reflorestamento. Para começar esse novo tempo, a planta escolhida foi o paubrasil, árvore nativa que quase foi extinta. Assim, como um gesto simbólico de amor a terra, ao nosso país e aos nossos descendentes, e no intuito de contribuir com o reflorestamento da região, estamos promovendo o replantio de espécies da Mata Atlântica. Em pouco tempo, serão árvores frondosas e sinalizarão uma luz em direção ao futuro." Hoje, completamente restaurado, o imponente casarão da Fazenda São Luiz da Boa Sorte mostra todo seu esplendor, um exemplo vivo da opulência e riqueza de uma época de ouro, verdadeira relíquia na História do Brasil.

Cozinha situada nos fundos do casarão, como era costume no século XIX, ambiente no qual as famílias passavam maior parte do tempo. O pé-direito medindo quase quatro metros de altura facilitava a ventilação. Na ambientação atual, aparecem utensílios de uso doméstico da época, como as tinas de cobre, as lanternas de pé em estilo de travessões recortados.

“Sant'ana Caminhante” Imagem brasileira de madeira policromada e dourada, sobre um arcaz de madeira no início do século XIX. Umas das mais populares na iconografia religiosa, a mãe de N.Senhora costuma ser representada em cadeira alta, com sua filha ao lado, ensinando-a a ler. Nessa escultura a Sant'ana caminha com sua filha, o que é ressaltado é o espaço à volta, ou seja, o mundo real, e não mais o dos livros

Matéria extraída do livro A Fazenda - São Luiz da Boa Sorte e o Ciclo do Café Autora: Liliana Rodriguez (foto). Rio de Janeiro Ed Senac Rio / Rosa Real, 2012 196p. : il. ; 30 m Inclui bibliografia A escarradeira segue um modelo clássico de uma bacia circular funda com tampa afunilada e furada no centro.Em geral, as escarradeiras eram feitas de faiança ou porcelana e decoradas com adornos moldados e esmaltados.

Painel de azulejos portugueses com imagem de São Luís; original conservado na Fazenda

Edição 191 - Junho 2013  
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