Uma nova história escrita pelo dedo de Deus

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Uma nova história escrita pelo dedo de Deus Cláudia Aparecida Leonel 1ª edição Rio de Janeiro, 2012.


CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ L613n

Leonel, Claudia Aparecida, 1989Uma nova história escrita pelo dedo de Deus / Claudia Aparecida Leonel ; ilustrador Diogo de Almeida Reis Cunha. - Rio de Janeiro : AR Ed., 2012. 70p. : il. ; 18 cm

ISBN 978-85-65873-01-7

1. Romance brasileiro. I. Cunha, Diogo de Almeida Reis. II. Título.

12-5078.

CDD: 869.93 CDU: 821.134.3(81)-3

17.07.12 25.07.12

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Agradecimentos Ao Senhor Jesus Cristo, por ter me dado o privilégio de escrever este livro, que é para Sua honra e glória; a todos que me ajudaram em oração, especialmente a minha família, Igreja Peniel e irmãos de outras igrejas.



Dedicatória Aos meus pais João Brigido Leonel e Maria das Graças Leonel, que sempre estiveram presentes e confiantes em todo tempo, nunca me deixando só, e dispostos a fazer tudo por mim; à minha tia Maria Madalena da Silva Aguiar, pela força que me deu a cada instante com palavras de vitória, e à minha adorável família.



Apresentação Nesta minha jornada, aprendi muito. Em meio a lutas e passando por muitos vales e desertos foi que o Senhor me mostrou sua verdadeira escola, que na verdade não é nada fácil. Aconteceram muitas provações que pensei não conseguir suportar e atravessar, mas o Senhor, meu grande professor, mostrou-me o contrário, ensinando-me que Ele capacita os escolhidos, dando-me muita paciência e perseverança. Tive a certeza de que, com Deus ao meu lado, não havia o que temer. Precisava ter uma fé inabalável, pois sem fé é impossível agradar a Deus. Era somente crer e esperar. Eu aprendi a esperar a hora de Deus e não a minha; a hora certa para que Ele fizesse o milagre, e o milagre aconteceu! Agradeço ao Deus todo poderoso por tudo que fez em minha vida, pois hoje sou mais que vencedora e muito feliz!



Indice A descoberta da doença Início das consultas O dia do resultado O primeiro dia na clinica da Drª Rô O primeiro dia da quimioterapia Na escola O grupo plenitude A queda do cabelo Momentos em que o senhor falou comigo! Buscando um milagre de Deus! As etapas vencidas A descoberta da família A volta da doença Primeira música A promessa da cura de Deus Momentos em que o senhor falou com minha mãe Uma luz no fim do túnel A preparação para o transplante O encaminhamento para o transplante Segunda música Durante a preparação para o transplante Enquanto a médica escrevia no papel, o senhor escrevia no céu! A coleta das células tronco A complicação do catéter Até no erro Deus tem um propósito O transplante Face a face com Deus Milagre através dos exames O sonho

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Uma nova hist贸ria escrita pelo dedo de Deus Cl谩udia Aparecida Leonel



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A descoberta da doença No início do ano de 2007, quando estava com 17 anos, olhei-me no espelho e notei algo diferente em meu pescoço. Comecei a apalpar a região e percebi uns caroços bem pequenos de um lado e do outro; achei estranho e cheguei até a pensar na doença que provocava tumores, mas ao mesmo tempo pensei “Não! Isso não pode estar acontecendo comigo! Eu tenho Deus na minha vida e Ele não permitiria”. Ao passar dos dias, comecei a perceber que os caroços estavam aumentando e me incomodando; pensei em falar com minha mãe, mas tive medo da sua reação. Achava que não era nada, entretanto a cada dia a situação demonstrava o contrário. O caroço estava desenvolvendo muito rápido, dava pra ver que um lado do meu pescoço estava inchado e grosso, e isso estava me preocupando. Certo dia, por volta das 18 horas, minha mãe estava sentada vendo TV, e então me aproximei, sentando-me ao seu lado. Foi quando ela percebeu a alteração em meu pescoço e, assustada, me perguntou: – Cláudia, que é isso no seu pescoço?! – Nada mãe! Não é nada! •13•


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Mas ela, inconformada, apalpou o lugar e, assustada, falou: – Misericórdia! Vou marcar uma consulta pra você ainda nesta semana para saber o que é isso.

Início das consultas Passei a sentir uma dor insuportável nas costas, muita coceira na sola dos pés e por todo o corpo; às vezes não conseguia nem dormir. Então minha mãe resolveu levar-me ao ortopedista, e ele, ao ver o raio-X da minha coluna,disse: – Está tudo normal. Essa dor é causada por má postura. Quando ele voltou a examinar minhas costas, perguntou: – O que são esses caroços no seu pescoço? Vocês já viram isso antes? Procuraram um médico para examinar? – Não – respondeu minha mãe. – Nós até percebemos isso, mas não sabemos o que é; pensamos que talvez fosse por causa da dor na coluna.

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E ele disse: – Não. Isso não tem nada ver! Imediatamente ele me encaminhou para um otorrinolaringologista, para que eu fosse examinada. Enquanto esperávamos pelo atendimento do otorrino, minha mãe orava em pensamento diante daquela situação, e, olhando para a janela, ela disse: “Senhor, eu quero te ver!” E Deus falou ao seu coração: “Você me vê em todas as áreas da sua vida! Não se preocupe, porque o sangue dela é lavado no meu sangue.” Ao entrarmos no consultório, o otorrinolaringologista, que já era um senhor de idade, me perguntou o que estava acontecendo; então mostrei a ele os caroços no meu pescoço. À medida que ele fazia o exame, sua fisionomia alterava, mostrando não ser boa coisa, mas nenhum médico falaria o que era sem ter um laudo nas mãos. Então disse: – Vou tirar isso amanhã! Ele também era cirurgião. Brincou muito comigo para me distrair, pois já previra o que poderia ser, devido à grande

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« Meu livro » experiência nessa área. Eu me assustei ao saber que no outro dia estaria em uma mesa de cirurgia. No dia 17 de abril, dia da cirurgia, estava com medo do que iria passar, mas confiante em Deus. Correu tudo bem. O otorrinolaringologista mostrou e entregou os dois maiores caroços que havia retirado do lado direito do meu pescoço para que minha mãe levasse a um laboratório para realização de biópsia. No mesmo dia voltei pra casa; apenas com um pequeno curativo.

O dia do resultado O resultado da análise ficou pronto, e minha mãe foi levá-lo ao otorrinolaringologista para que desse o diagnóstico. Eu não quis ir; fiquei em casa me recuperando da cirurgia. Ao chegar em frente à clinica, com o resultado nas mãos, ela orou: – Ô gorila do inferno, eu não vou “até” você com armadura e nem espada alguma, mas vou “contra” você, em nome de JESUS. No consultório, o médico olhou o resultado e pediu para que ela se sentasse, pois o que via ali não era bom. Tratava-se de uma doença chamada Linfoma de Hodgkin. Precisava ser cuidada logo, porque poderia até se espalhar para outros órgãos, se isso já não tivesse acontecido. Minha mãe, assustada, perguntou ao médi-

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