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A Fundação EDP, criada em Dezembro de 2004, veio consolidar o compromisso do Grupo EDP com o imperativo de cidadania que tem assumido ao longo da sua existência, demonstrando uma preocupação de responsabilidade social, de modernidade e de apoio a causas relevantes. A Fundação EDP realiza, promove e apoia iniciativas de carácter cultural, científico, educativo e social, sendo particularmente vocacionada para o aprofundamento e divulgação dos temas da energia e do ambiente. Assim, entre os seus principais objectivos contam-se: - Fomentar o conhecimento científico e tecnológico nas áreas da energia e do ambiente, preservando o respectivo património histórico; - Apoiar e promover iniciativas que concorram para o reforço das três dimensões do desenvolvimento sustentável: ambiental, económica e social; - Promover o acesso à cultura, em geral, e às artes, em particular. Na sua acção, a Fundação EDP tem dado uma particular atenção e apoio à música e à dança. - Contribuir para uma maior inserção do Grupo EDP na comunidade. Neste quadro de princípios e finalidades, a Fundação EDP vem desenvolvendo, nas regiões de implantação de novas barragens, projectos e acções que visam acrescentar valor através da criação de condições que potenciem o desenvolvimento sustentável das comunidades envolventes. A Fundação EDP entende que a construção de barragens constitui um desafio e uma oportunidade de desenvolvimento para as regiões onde se integram e que os seus parceiros e interlocutores locais têm uma importante palavra a dizer.

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Para a Fundação EDP, é preciso investir na Cultura, com o propósito de democratizar o acesso das pessoas às obras e à sua fruição. O seu objectivo de descentralização encontra no apoio às formações artísticas que, em cada região, criam, interpretam e levam a arte às populações uma forma privilegiada de realização. Queremos envolver as populações no trabalho artístico, propor interacções, criar novos públicos, despertar nos jovens o interesse e o gosto da arte. Queremos contribuir para a sua formação. Queremos conhecer as expectativas das comunidades e desenvolver programas ajustados às reais necessidades e aspirações. Sabemos que, nas regiões do Norte, tem havido um grande progresso na formação musical dos jovens, através, nomeadamente da sua participação nas bandas filarmónicas, cujo nível artístico não tem parado de crescer. Sabemos que este progresso gera e desenvolve novos hábitos culturais. A Orquestra do Norte tem dado um contributo muito positivo para o enriquecimento da cultura musical, constituindo uma referência de exigência e qualidade. Tem ainda desenvolvido uma notável actividade de pedagogia e divulgação. Ao promover, em parceria com esta Orquestra, um ciclo de concertos que ligam a energia e a música, a Fundação EDP leva o seu testemunho junto das pessoas. Com esse testemunho dinâmico e empenhado, a Fundação EDP reitera a sua vontade de dar um contributo válido, moderno, eficaz e solidário para que estas regiões ganhem maior capacidade de auto-afirmação. A música, linguagem universal, que atravessa tempos e espaços, traz em si uma mensagem de renovação e esperança, que importa reter. A Fundação EDP tem orgulho em ser também portadora dessa mensagem de confiança no futuro destas regiões e dos que aqui vivem, estudam e trabalham. Fundação EDP

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edp orquestra do norte programa

20 de Outubro – 21h30 Porto — Auditório da Faculdade de Engenharia (FEUP)   Piotr Ilich Tchaikovsky - Eugene Onegin, Polonaise Jean Sibelius - Suite Kuolema Op.62A, Valsa Triste Op.44 Claude Debussy - Danças Sagrada e Dança Profana Alexander Borodin - Príncipe Igor, Danças Polovtsianas ... Emanuela Nicoli, harpa José Ferreira Lobo, direcção 22 de Outubro – 21h30 Vila Nova de Foz Côa — Centro Cultural Piotr Ilich Tchaikovsky - Eugene Onegin, Polonaise Jean Sibelius - Suite Kuolema Op.62A, Valsa Triste Op.44 Claude Debussy - Danças Sagrada e Dança Profana Alexander Borodin - Príncipe Igor, Danças Polovtsianas ... Emanuela Nicoli, harpa José Ferreira Lobo, direcção

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3 de Dezembro – 21h30 Macedo de Cavaleiros — Centro Cultural Gabriel Fauré – Pavana, Op. 50 Anton Hoffmeister – Concerto para viola e orquestra em Ré Maior Felix Mendelssohn – Sinfonia N.º4 em Lá Maior, Op.90 “Italiana” ... Ana Ivanova, viola Manuel Teixeira, direcção 11 de Dezembro – 22h00 Amarante — Igreja de São Gonçalo Georg Friedrich Händel - O Messias HWV 56 ... Joana Seara, soprano Carolina Figueiredo, meio-soprano Fernando Guimarães, tenor Job Tomé, barítono Ensemble Vocal Pro Musica Jorge Matta, direcção

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Biografias Emanuela Nicoli

Nascida em Florença em 1977, estudou no Conservatório L. Cherubini em Florença onde, em Julho de 1996, terminou com distinção o curso de Harpa sob a orientação de E. Rossi Zambelli. Na mesma altura diplomou-se, depois de cinco anos de estudo, pela Escola de Arte Experimental. Realizou ainda, com sucesso, o exame de Piano do Conservatório de Música de Florença. Frequentou cursos de aperfeiçoamento em harpa com a S. Mildonian na Academia de Chigiana, em Siena, e com o maestro F.Pierre na Fundação Musical de Santa Cecília, em Portogruaro. Participou em formações de harpa e música de câmara com o professor P. Pinto, o maestro M. Lorenzini, o maestro P. N. Masi no Festival Cidade de Lucca 2004 e com I. Perrin na Academia Internacional de Cagliari (2008). Em 1997 e 1999 integrou a “Orchestra Giovanile Italiana”, em Fiesole, onde frequentou durante três anos o curso de Musica Contemporânea de M.Ancillotti. De 2004 a 2006 frequentou, na Academia de Música de Sesto Fiorentino, o curso anual de música de Câmara do maestro P.N.Masi. Participou com sucesso em diversos festivais como o festival de Piemonte, Liguria, Lombardia e Toscana; em 1997 sagrou-se vencedora no Concurso Nacional “Riviera della Versilia”, e em 1999 ganhou o Concurso Nacional “Rovere D’Oro” na sua categoria. Participou também em vários espectáculos de teatro com a produtora Pamela Villoresi. Em 2006 integrou o curso anual de classificação para “Professori D’Orchestra”(Progetto Palcoscenico, no Teatro Comunale “Maggio Fiorentino”, em Florença. No ano seguinte completou o Diploma de 2.º Grau em Disciplinas Musicais, obtendo a nota máxima e o louvor do Conservatório L.Cherubini. Actualmente apresenta-se como solista, ou em música de câmara com o seu trio “IRIS”, composto por flauta, viola e harpa, com o duo “IRIS” com flauta e harpa, com o qual, na Primavera de 2004, realizou 06


uma tournée em Nova Jérsia (EUA); e com o duo “ARIAL” com saxofone e harpa. Trabalha também como professora, leccionando harpa (desde 1999, harpa céltica) e música de câmara para crianças na Escola de Música de Greve em Chianti. Para além disso colabora habitualmente com as orquestras Sinfonieta de Florença (Florença), “Mussinelli” (La Spezia), “Franci” (Siena), “Philarmonia” (Roma), “Ensemble Orchestral “(Dijon),”I Filarmonici di firenze”(Florença),”Fondazione Festival Pucciniano”(Torre del Lago), “M.De Bernart”(Livorno),” Sinfonica di Massa Carrara”, “Cantieri D’Arte” (Reggio Emilia), entre outras. Em Fevereiro de 2008 foi solista em “Dança Sacra e Profana” de Debussy e no Concerto de Händel em Dijon (França). Em Março de 2008 tocou “Introdução e Allegro” de Ravel com um quarteto de cordas, flauta e clarinete para a Radio do Vaticano (Roma). Colaborou com a orquestras “M.De Bernart“ e “Cantieri D’Arte” nas produções de Tosca, Turandot, Bohemè, Amica, Cavalleria Rusticana, entre outras. É, desde 2009, harpista da Orquestra do Norte (Amarante - Portugal).

Ana Ivanova

Ana Ivanova nasceu em Ruse, Bulgária e licenciou-se com “Excelência” na Academia Nacional de Música de Sofia, no seu país natal. Vencedora de três concursos nacionais de viola, foi ainda agraciada com uma medalha de ouro e outros diversos prémios. Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmónica de Ruse. Tem tido também, desde sempre, um papel muito activo na área de música de câmara. Integrou a Orquestra Sinfónica de Sofia com a qual realizou uma digressão pela Grécia e pela Espanha. Em 2001 fundou o “Duo Romantica” com o guitarrista Lachezar Ivanov. Desde então têm-se apresentado na Europa, Médio Oriente e Oriente (séries de concertos na embaixada Italiana e na Universidade Americana de Beirute e nas Maldivas). Em 2004 foi-lhe concedida uma bolsa de estudo para realizar a sua pós-graduação na Guildhall School of Music & Drama, em Londres, tendo também aí realizado posteriormente um mestrado em Interpretação Musical. Recentemente participou nos festivais ISO (Malta), AIMS (Espanha), Aldeburgh e Snape Proms (Reino Unido) e Aurora (Suécia). É, desde 2008, instrumentista da Orquestra do Norte, em Portugal. Ana Ivanova toca com uma viola feita pelo luthier búlgaro Vassil Valtchev. 07


Manuel Teixeira

Ingressou na Orquestra Gulbenkian em 1965, concluindo no ano seguinte o Curso Superior de Violino do Conservatório Nacional. Como instrumentista, continuou a sua formação em Lisboa, Itália e Suiça com os Professores Sandór Végh, Pina Carmirelli, Franco Gulli, Vladimir Skerlak e, mais recentemente, com Marie Léonard – violino barroco. Em 1976 iniciou os estudos de direcção com o Maestro Silva Pereira, ingressando em 1977 na Academia Herbert Von Karajan, em Berlim, terminando o seu curso em Junho de 1980, com a mais elevada classificação. De regresso a Portugal, dirige inúmeros concertos com as Orquestras RDP, de Lisboa e do Porto, Orquestra Gulbenkian, Nova Filarmonia, Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Algarve e Orquestra do Norte, com a qual se apresenta frequentemente. Dirigiu em Itália vários concertos com “I SolistiVeneti” e, no Festival Internacional de Murcia, a Jovem Orquestra da Estremadura (Espanha). Com a Orquestra de Câmara “Pró – Música”, colabora em várias séries de concertos, sendo de destacar as presenças no Festival Tartini, em Itália, no Festival do Algarve, e na Semana Musical de Santa Cecília, nas cidades de Cáceres e Badajoz. Em 1988, e por sua decisão, deixa o lugar de violinista e de maestro colaborador da Orquestra Gulbenkian. Frequentou o Curso de Verão da Academia Bach, em Estugarda, onde, de entre setenta candidatos, é um dos dez seleccionados para estudar com o Maestro Helmuth Rilling a Paixão de São João de Bach, tendo-se apresentado em dois concertos. Teve a seu cargo, durante 22 anos, a direcção de Coro Polifonia, com o qual se apresentou em todo o Continente, nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, em várias cidades de Espanha, bem como em Paris, Roma, Loreto, Macau, entre outros locais. Em Julho de 2004 dirige, na Eslováquia, com enorme êxito, os Solistas de Bratislava. Presentemente, é docente na Escola de Música do Conservatório Nacional, depois de ter leccionado seis anos em Espanha, onde lhe foi atribuído pelo Ministério da Educação e Ciência deste pais o título de Professor Superior de Violino.

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Joana Seara

Aximus qui occusci liquiam, officiis int, eturepu ditam, consequam vent. Nihil is parum re parcia corempo repudi sim fuga. Laccatus ab in rerspel ecaborehenis desse sit rectus, sequam faccum eatibus miliquid miliqui nimus evero blab illum velenih itaectas aut odis et restrundam, sed maxim disit audis soluptiatur sitio eum remporro idemquo dipsantem conse prorro incto is conse mi, asiniendes et accullatio quos elictaecume invenihicia inum faceaqui serum velenis dolupiendae es est andae parum iur, omnist mos dolorecta adit omnimag nihillentent velis volupid enitiore esto et hillorum que cuptur, aborehe ndunt. Ebitessum cor aliqui veliquiae. Igentiu ribeatus es quam que id mo dolor ad que nusda velita veleser rovitia ersperem solorerro cus erate nullam, consequ aeptiis andebis dem. Oreictus es voluptae cusapictur reriore perem. Um qui des eos non namus, torioribus vendam earcia vel molorep reicipsunt volecab inimus denimus, si aut est, sitaepe volorero odi denetur recta denis essi coraeritatur acesectem. Parum aut re porati nossunt eum haruptatio cum consed quia cuptas cum illites nem doluptium inctent dolorem qui optas restruptiNulpariam harum aperro et, sin ea num quibea num non pror sam quistem que od exceatio. Ut velest, ut enectis mod eleste perferfere nullectur? Accupit aperspe rorecto blatur? Quiaero evero modionsequam facium facereprera dolupti bustiis rest fugias etur aliatus rempe sam doluptae lantis a incides volorib usandandis eles ut pa nobis estrum venihit ut res doloratur? Nam, nos dolorep edipsunt. Cestem reprerf eribus, eiciae. Et eost untoresciet imo offictatene exerem que dolut officium est, as eosam im ventur, ut lis et es et ut ea volupti nimpore ma es dolupti isciis vere porio ent ad quae. Accabore, officipit arum quam libus ra veni is eos este lani re voles explit unt. Risimil laboreh enisinc iisciis incimil icienet ut esto id eture omnitius acid quia venient volorum et venim utem venienet, officid itatiss untur, eaquoditi blaborrum ipienia por min con ex eos eum voluptum ide corepelecae perae inia exerum sitio dolorum hitempor autUrem. Aximus. Explab inum, venet harum fuga. Porem que modit laccaeped ea con ped ex experum fuga. Et et qui ut accum fugiaspis auditat magnis pores unt eum qui aut liqui cus siminctem faccus quuntio dolupiciam sum endaeptium aut reperum hillam explibu sciduci doluptatius, utaeri con cum qui vid qui is nobis estorem enducides molorer orendis erum ex explab iscilles rempos eum ex eostorum rerunda sit versperro blautem rat. Ferrore ni occum samenih itatur, sunt. Bitibus exerum, nisquam, tem rendis a cullit latquamus et voluptati omnient. Facieni maximus res endestiusa conest optat.

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Carolina Figueiredo

Carolina Figueiredo concluiu em 1998 a licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, bem como uma Pós-Graduação em Tradução, detendo o Diploma Internacional de Tradução atribuído pelo Chartered Institute of Linguists. Tendo desde cedo desenvolvido um grande gosto pela música, formou-se em canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Filomena Amaro, tendo realizado o exame final de canto em 2005 com 18 valores. Continua presentemente a estudar canto com Manuela de Sá. Participou de masterclasses e workshops de interpretação com João Paulo Santos, Verena Wachter e Helena Afonso. Em Junho de 2011, foi uma das representantes da Fundação Gulbenkian no 1º Workshop em Lisboa para Jovens Cantores no âmbito da ENOA (European Network of European Academies), tendo sido Marthe em Faust de Gounod, acompanhada pela Orquestra Gulbenkian. Em concerto, já cantou como solista: Heiligemesse de Haydn com a Orquestra do Algarve; Judas Maccabeus de G.F.Haendel, Spatzenmesse e a Missa brevis em Sol M de W.A.Mozart com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras; Gloria de Vivaldi; Responsórios de Carlos Seixas no Congresso EUA realizado na Aula Magna de Lisboa, sob a direcção de José Robert, Jorge Alves e João Valeriano; obras de Purcell, Schutz, Fauré, J.S. Bach sob a direcção de Jorge Matta no Festival de Música de Leiria 2008. É membro efectivo do Coro Gulbenkian, tendo assumido por diversas vezes o papel de solista, sob a direcção de Michael Corboz (Paixão segundo S. Mateus, de J.S. Bach; Missa em Si menor, de J.S.Bach; Stabat Mater, de D. Scarlatti; Elias, de Mendelssohn-Bartholdy; Jefté, de G.Carissimi, Fantasia Coral, de Beethoven;), Michael Zilm (Coro, de L. Berio, Das klagende Lied, de G.Mahler), Fernando Eldoro (Avoaha, de M. Ohana; Madrigais Camonianos, de L. Freitas Branco), e Jorge Matta (vilancicos de António Marques Lésbio; música sacra de Francisco António de Almeida; vilancicos negros do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra; motetes de Pero de Gamboa). Colabora regularmente com o Coro do Teatro S. Carlos, integrando ainda agrupamentos profissionais como a Capella Patriarchal, Mediae Vox Ensemble e Grupo Vocal Voces Cælestes. No seio destes vários grupos realizou uma série de concertos em Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Holanda, Alemanha, Suíça, Itália, Bélgica, Malta, Dinamarca, Israel, EUA, Hong-Kong, Macau e Japão. Como membro e solista destes grupos, bem como convidada do Grupo Vocal Olisipo gravou ainda diversos discos de música sacra e profana de várias épocas, da medieval à contemporânea, com maior incidência nos períodos renascentista e barroco. Projectos futuros para 2012 como solista incluem o Concerto de Ano Novo na Igreja de S. Roque com a Orquestra Divino Sospiro e o Coro Gulbenkian, sob a direcção de Jorge Matta, recitais de música barroca e romântica no Continente e na Madeira, bem como o papel de Bastien em Bastien und Bastienne de Mozart no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian. Presentemente, em paralelo com a actividade musical, Carolina dedica-se igualmente à tradução jurídica. 10


Fernando Guimarães

Licenciado em Canto pela Escola das Artes da UCP-Porto, foi galardoado com o Prémio Jovens Músicos 2007 da RDP e com o 2.º Prémio no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Como vencedor do Concurso Internacional de Canto “L’Orfeo” em Verona, cantou o papel principal desta ópera de Monteverdi em Mantova (no 400º aniversário da sua estreia), Berlim e Budapeste. Particularmente dedicado à música dos períodos barroco e clássico, é convidado habitual de grupos como Cappella Mediterranea e Clematis (Leonardo García Alarcón), L’Arpeggiata (Christina Pluhar), Pygmalion (Raphäel Pichon), Le Parlement de Musique (Martin Gester), Les Muffatti (Pieter Van Heyghen), Ensemble Vocal de Lausanne (Michel Corboz), Canticum Novum (Emmanuel Bardon), Ludus Modalis (Bruno Boterf) etc., apresentando-se regularmente como solista em algumas das principais salas europeias. Participou nas digressões da Académie Baroque Européene de Ambronay de 2008 e 2009, com programas dedicados a Giovanni Gabrieli (sob a direcção de Jean Tubéry) e W.A. Mozart (com Martin Gester). A sua discografia conta já com cerca de uma dezena de gravações para as editoras Virgin, Ricercar e Ambronay Editions. Em Portugal, Fernando Guimarães é presença assídua na reputada Fundação Gulbenkian e trabalha frequentemente com as principais orquestras do país (salientando-se a frutífera colaboração com a Orquestra do Norte de José Ferreira Lobo), bem como com os seus mais conceituados grupos de música antiga (Os Músicos do Tejo e Divino Sospiro). No campo operático foi, entre muitos outros: Ferrando em Così Fan Tutte e Don Ottavio em Don Giovanni (Mozart), Almaviva em Il Barbiere di Siviglia (Rossini), Nencio em L’Infedeltà Delusa de Haydn; Sospiro em L’Opera Seria de Florian Gassmann (NEO); Ippolito em La Spinalba de Francisco António de Almeida. Entre os seus compromissos de 2011 incluem-se: o papel titular em La Descente d’Orphée aux Enfers de Marc-Antoine Charpentier, com Les Arts Florissants; uma digressão europeia com o papel de Noé no oratório Il Diluvio Universale de Michelangelo Falvetti (Cappella Mediterranea); Mercure e Pluton em Le Carnaval et La Folie, de Destouches (no CCB com os Músicos do Tejo); Abramo na estreia moderna de Isacco, figura del Redentore de Nicola Conti (Festival de Brugges); e a ópera Il Paride de Giovanni Bontempi, com L’Arpeggiata, no festival Sanssouci de Potsdam.

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Job Arantes Tomé

Nasceu em 1978 em Matosinhos, iniciando os seus estudos musicais no Conservatório de Música do Porto onde estudou Canto com a professora Cecília Fontes. Licenciado em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE) na classe do professor Rui Taveira. Integrou o grupo dos cantores residentes do Estúdio de Ópera da Casa da Música; na componente formativa do Estúdio, trabalhou com conceituados nomes do canto, da encenação e direcção. Trabalha regularmente com Peter Harrison. Apresenta-se em ópera, oratória e em recitais com várias orquestras em Portugal e França. Estreou dois Ciclos de Canções: “Cherubinischer Wandersmann” de Rui Paulo Teixeira e “Poemário Erótico, Ericsatírico e Burlesco” de Eurico Carrapatoso. Em 2007 foi premiado pela Fundação Rotária Portuguesa, na primeira edição do concurso de canto, com o 1º prémio, melhor Lied e melhor canção portuguesa e no mesmo ano pela ESMAE obteve o prémio Helena Sá e Costa. Em 2008/09 integrou o Centre National d’Artistes Lyriques de Marselha (CNIPAL). Actualmente lecciona Canto na ESMAE.

Ensemble Vocal Pro Musica

O Emsemble Vocal Pró Musica é um projecto de interligação Escola-Comunidade, fundado na cidade do Porto, em 1991, pelo Prof. José Manuel Pinheiro e por alguns dos seus alunos. Inicialmente, integraram este projecto, elementos oriundos de vários grupos que partilhavam uma mesma direcção musical. Nos seus primeiros doze anos de existência teve como objectivos a promoção e realização de concertos corais mais participados, favorecendo um maior intercâmbio, inter-ajuda e sociabilização entre agrupamentos com diferentes características. Realizou nesse período cerca de 80 concertos (acompanhados por alunos e/ou professores do Centro de Música da Valentim de Carvalho, pela Orquestra do Norte ou por Quintetos de Metais) em diversas Igrejas e Salas de Espectáculo de Portugal. Dinamizar a actividade coral através da promoção de espectáculos diferentes, promover o gosto pelo 12


canto em grupo e muito especialmente promover a investigação e inovação na área coral são objectivos que também se perseguem com particular atenção neste projecto.   Actualmente, tem como base um coro que foi criado no Curso de Música Silva Monteiro - uma das escolas do ensino vocacional de Música mais antigas de Portugal - para corresponder às exigências curriculares da escola. A Direcção da escola entendeu como positiva a adesão deste grupo ao projecto que, a partir de Setembro de 2003 começa uma nova etapa passando a apostar numa formação de câmara. Com esta nova formação participou em Outubro de 2003 no 5º Concurso Internacional de Coros em Riva del Garda - Itália, onde obteve um diploma de prata na categoria de Jazz e Música Latina e participou em Novembro de 2004 nas Olimpíadas Corais - 10º Festival e 8º Concurso Internacional de Coros de Atenas - Grécia, onde obteve a Medalha de Bronze na categoria de Coros Mistos. Realizando na cerimónia de abertura deste último evento o seu centésimo concerto. Em Setembro de 2007, deslocou-se a Veneza – Itália, para participar no 5º Festival Internacional e Concurso de Coros “Venezia in Musica”. Concorrendo em 2 categorias, Musica Sacra e Coros Mistos, onde obteve 2 diplomas de ouro, vencendo a categoria de música Sacra e o Grande Prémio “Venezia in Musica”, este último disputado entre os vencedores das 6 categorias. A participação do grupo nestes concursos contribuiu para uma excepcional motivação e evolução musical (e artística) do grupo, pois permitiu o contacto com a realidade coral internacional e promoveu o convívio com grupos oriundos de vários continentes e com níveis artísticos muito elevados. Por ser um grupo jovem, procura dentro da sua actividade musical, explorar a componente lúdica, sem esquecer a componente educativa e por isso “viaja”, no tempo e no espaço, fazendo música de diferentes tipos, estilos, países e épocas.

Jorge Matta

Jorge Matta estudou direcção de coros com José Aquino e Michel Corboz, e direcção de orquestra com Colin Meters e Georges Hurst, em Inglaterra, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Desde 1976 maestro assistente do Coro Gulbenkian, é doutorado em Musicologia Histórica pela Universidade Nova de Lisboa, onde ensina no Departamento de Ciências Musicais. Destacado investigador, editor e intérprete de música portuguesa, tem realizado inúmeras primeiras audições modernas de obras vocais e instrumentais de compositores como Filipe de Magalhães, Lopes Morago, Carlos Seixas, Francisco António de Almeida, Pedro António Avondano e José Joaquim dos Santos, entre muitos outros, e estreias absolutas de obras de Constança Capdeville, Jorge Peixinho, Fernando Lopes-Graça, Filipe Pires e Miguel Azguime. Gravou várias séries de programas de televisão, uma das quais, “Tempos da Música” (1988), inteiramente 13


dedicada à música portuguesa. Em 1986 representou Portugal na Eurovisão e na Mundovisão,. Dirigiu a Orquestra Sinfónica da RDP, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra de Câmara de Macau, a Orquestra de Câmara de Lisboa, a Orquestra de Câmara Sousa Carvalho, a Orquestra Musicatlântico, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, o Collegium Instrumentale de Bruges e o Coro da Radiodifusão da Baviera, e participou nos Festivais Internacionais de Pamplona, Palência e Badajoz (Espanha), Rottenbourg e Munique (Alemanha), Bruxelas (Europália ‘91) e Israel (1998). A sua discografia inclui discos com o Coro Gulbenkian ( “Canções Corais” de Filipe Pires, “Libera me” de Constança Capdeville, “Opera Omnia” de Diogo Dias Melgás, “Música Sacra” de Joaquim Casimiro Junior, “Vilancicos negros de Santa Cruz de Coimbra”, “Música Sacra de Pero de Gamboa e Lourenço Ribeiro” ), com o grupo Cantus Firmus ( “Cantochão Figurado” ), e com a Orquestra de Câmara de Lisboa ( “Música Portuguesa do séc. XVIII” ), que mereceu, entre outros, um prémio da Academia Francesa do Disco. Em 2000-2001, foi director do Teatro Nacional de São Carlos. É, desde 2001, presidente da Comissão de Acompanhamento das Orquestras Regionais.

José Ferreira Lobo

José Ferreira Lobo iniciou a sua actividade profissional em 1979 como Maestro Director da Camerata do Porto, orquestra de câmara que fundou com Madalena Sá e Costa. Com a colaboração de solistas prestigiados internacionalmente, apresentou-se em inúmeros concertos, no país e no estrangeiro. Em 1992, funda a Associação Norte Cultural, sendo o seu projecto o vencedor do primeiro Concurso para criação de Orquestras Regionais, instituído pelo estado português. Neste contexto, cria a Orquestra do Norte, de que é o seu Maestro Titular e Director Artístico. Colaborou com artistas consagrados internacionalmente como Krisztof Penderecki, José Carreras, Júlia Hamari, Regis Pasquier, Katia Ricciarelli, Patrícia Kopatchinskaya, Michel Lethiec, Eteri Lamoris, António Rosado, Dame Moura Linpany, Svetla Vassileva, José de Oliveira Lopes, Vincenso Bello e Fiorenza Cossotto. Da sua carreira internacional destaca-se a direcção de ópera e concerto na África do Sul, no Brasil, na Alemanha, China, Coreia do Sul, no Chipre, em Espanha, nos Estados Unidos da América, no Egipto, em França, na Holanda, Inglaterra, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Itália, Letónia, no México, na Polónia, Roménia, Rússia, Suíça, Turquia, Colômbia e na Venezuela, colaborando com orquestras de renome como Manchester Camerata, Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia, Orquestra de Cannes, Orquestra Sinfónica da Galiza, Orquestra Sinfónica de Izmir, Orquestra Filarmónica Checa, Orquestra Sinfónica de Istambul, Orquestra CRR de Istambul, Orquestra da Rádio Televisão de Pequim, Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Orquestra da Rádio Nacional de Holanda, Orquestra Sinfónica do Estado do México, Orquestra Sinfónica da Universidade de Nuevo Leon, Filarmónica Ar14


tur Rubinstein - Lodz, Orquestra Hermitage de St. Petersburg, Orquestra Sinfónica de Zurique – Tonalle, Sinfonieta Eslovaca, Sinfonia Varsóvia, Orquestra Filarmónica de Montevideo, Orquestra Nacional de Atenas e com os Seoul Classical Players. José Ferreira Lobo apresentou-se em algumas das mais importantes salas de espectáculo do mundo, nomeadamente na Filarmonia de Munique, Tonhale de Zurique, Ópera Nacional do Cairo, no Centro Cultural de Hong Kong, Centro Cultural de Pequim, Teatro Solis de Montevideo, Teatro Cláudio Santoro de Brasília, Teatro Teresa Carreño de Caracas, na Filarmonia de Vilnius, na sala Smétana de Praga e no Hermitage de São Petersburgo. Interpretou ainda música sacra nas igrejas da Madelaine, em Paris, Catedral de Catânia (Festival Bellini) e Orsanmichele, em Florença. É regularmente convidado a integrar mesas de júri de prestigiados Concursos Internacionais. Dirigiu estreias mundiais de compositores franceses, portugueses, suíços e turcos. Possui um amplo repertório que abrange o clássico e o romântico, passando por trabalhos contemporâneos e trinta títulos de ópera. Gravou para a Rádio Televisão e Rádio Difusão Portuguesas e Rádio Suisse – Romande. Com a Orquestra do Norte gravou nove CD’s.

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Orquestra do Norte

A Orquestra do Norte concretiza, desde 1992, o projecto de descentralização da cultura musical, apresentado pela Associação Norte Cultural, vencedora do primeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português nesse mesmo ano. Com a titularidade de José Ferreira Lobo, a ON foi iniciadora de um trabalho verdadeiramente pioneiro e inédito, tendo-se afirmado no panorama da música erudita, sendo hoje uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente. Os objectivos básicos pelos quais sempre se pautou a actividade da Orquestra do Norte passam pela criação de novos públicos, pelo apoio à música e aos músicos portugueses e pela constante renovação do repertório. Dezanove anos depois, estes critérios continuam a ser fundamentais para a instituição. Agente de transformações na gestão cultural do nosso País e criadora de um novo paradigma musical, desenvolve uma intensa actividade com temporadas regulares de norte a sul do país. Realizou mais de 3.000 espectáculos em mais de uma centena de diferentes lugares. A ON apresentou-se ainda em Espanha, França e Alemanha. Consciente da importância que representam o aumento e a diversificação da oferta artística qualificada no desenvolvimento cultural da população, no alargamento de públicos e na formação do gosto, a Orquestra do Norte apresentou as obras mais representativas dos grandes compositores da história da música. Servindo o grande repertório orquestral, desde o barroco até ao presente, dá especial atenção à difusão da música portuguesa. João de Sousa-Carvalho, Luís de Freitas Branco, Francisco Lacerda, Corrêa de Oliveira e Joly Braga Santos foram alguns dos compositores portugueses abordados. Os espectáculos da ON incluem concertos sinfónicos, didáctico-pedagógicos, ópera, música de bailado e de câmara. Para além da música erudita, tem abarcado outros géneros musicais, como é o caso do Jazz e música ligeira. A programação da Orquestra do Norte abriu-se a um repertório mais amplo e variado no qual, junta16


mente com as partituras básicas do repertório sinfónico ocidental, abundam primeiras audições, tanto de música de recente criação, como partituras recuperadas do passado histórico-musical. Com isto, a ON prossegue e intensifica a sua vontade de atender à música dos nossos dias, apresentando obras de compositores como Krzysztof Penderecki, Kristoff Maratka, Karl Fiorini, Alexandre Delgado, Filipe Pires, Nuno Côrte-real, Miguel Faria, José Firmino de Morais Soares, Joaquim dos Santos, Marc-André Rappaz, Emile Ceunink e François-Xavier Delacoste. Sedeada na cidade de Amarante, a Orquestra do Norte integra profissionais de reconhecido mérito e tem, habitualmente, a colaboração de prestigiados maestros, solistas e coros nacionais e estrangeiros. Dos conceituados directores de orquestra que subiram ao pódio da ON referimos Juozas Domarkas, Krzysztof Penderecki, Federico Garcia Vigil, Álvaro Cassuto e Rengim Gokmen. Alguns dos mais destacados solistas vocais e instrumentais portugueses e estrangeiros actuaram nos concertos da ON: entre muitos nomes destacamos António Rosado, Eva Maria Zuk, Avri Levitan, Patricia Kopatchinskaja, Kirill Troussov, Michel Lethiec, Robert Kabara, Placido Domingo, José Carreras, Ileana Cotrubas, Julia Hamari, Fiorenza Cossoto e Svetla Vassileva. Para além da participação regular do seu próprio coro – ensamble de elevado nível musical - a Orquestra do Norte colaborou ainda, entre outros, com o Coro Nacional de São Carlos, Orfeão de Pamplona e com o Coro de Nuremberga. A assistência da ON ronda os cinquenta mil espectadores / ano, o que revela a sua capacidade de resposta aos diferentes tipos de público e o especial cuidado com a formação dos jovens, através dos concertos pedagógicos que são orientados e executados numa perspectiva didáctica. A orquestra dedica ainda parte do seu tempo a gravações, tendo co-produzido até ao momento 13 edições discográficas. A Orquestra do Norte conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e tem colaborado com setenta e uma autarquias, fundações, empresas patrocinadoras e instituições culturais.

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o c n e l e Maestro titular José Ferreira Lobo I Violinos Emanuel Salvador Rómulo Assis Alison Wyatt Gints Sapiettis Richard Downs Natalia Konik  Miksa Iranyossy-Knoblauch Ana Maria Sedes

Contrabaixos Nelson Fernandes Rui Leal Angel Luis Martinez

II Violinos Ioana Perez Mark Hered Eduardo Rey Marcin Sobieraj Malgorzata Szymanska Pilar Serrano

Oboés Russell Tyler Daniel Bernardino

Violas Liliana Fernandes Laura Blazyte Ana Ivanova Bogoslav Andrev Marya Satirova Violoncelos Teresa Lli Marta Ramos Anna Szczygiel Rasa Sapiettis Rosaliya Rashkova 18

Flautas Kayoko Minamino Agnes Abel

Clarinetes Nuno Madureira Cátia Rocha Fagotes Joaquim Teixeira Adam Odoj Trompas Rebecca Holsinger Mário Reis Roberto Sousa Nelson Silva

Trompetes Aki Matsugi Flávio Silva Tímpanos e Percussão Kasuko Osada



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