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Domingo, 14 de Maio de 2017 // Distribuição Gratuita

Ardina da FIAPE Edição Especial Online N.º 2

31.ª Feira Internacional Agropecuária de Estremoz 35.ª Feira de Artesanato

De Estremoz para o mundo FIAPE mostrou de que é feito o Alentejo

No Palco

Entrevista

Música eletrónica em destaque. Diego Miranda estreou nova música.

Balanço positivo. Luís Mourinha satisfeito com edição 2017.

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De Estremoz para o mundo

FIAPE mostrou de que é feito o Alentejo

CM Estremoz

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e indústria, produtos regionais, instituições e ramo automóvel. A exposição pecuária, cuja organização é da responsabilidade da ACORE – Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz, voltou a reunir uma grande variedade de espécies e raças, contando com a presença de 130 bovinos, 600 ovinos e caprinos, para além de cavalos, porcos alentejanos, alpacas. Patente esteve ainda uma mostra canina. A componente de maquinaria agrícola e ramo automóvel contou com 20 expositores, num total de 5000 metros quadrados de exposição, o que represen-

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Entre os dias 27 de Abril e 1 de Maio, o Parque de Feiras e Exposições de Estremoz Eng. André de Brito Tavares voltou a receber mais uma edição da FIAPE - Feira Internacional Agro Pecuária de Estremoz. Segundo a organização, visitaram a 31ª edição deste que é um dos mais importantes certames agropecuários que se realiza a Sul do Tejo, mais de 60 mil visitantes durante os cinco dias do certame. Foram mais de 450 os expositores que marcaram presença na FIAPE 2017, em diversas áreas de actividade: pecuária, artesanato, maquinaria agrícola, comércio

tou um aumento significativo quando comparado com o ano de 2016, em que este sector ocupou apenas 2500 metros quadrados de exposição. Destaque ainda para os sectores de produtos agroalimentares, actividades comerciais e industriais, vinhos, restauração e instituições presentes, que lotaram totalmente o recinto da feira. A Feira de Artesanato, que em 2017 teve a sua 35ª edição, reuniu 120 expositores, nas vertentes de artesanato tradicional, contemporâneo, urbano e artes decorativas, afirmando-se como uma das mais importantes feiras do sector no país, e a mais importante que se realiza a Sul do Tejo. Ainda segundo a autarquia estremocense, “o certame apresentou um programa cultural e de espectáculos variado que cumpriu as expectativas em termos de visitas diárias”. O Alentejo mostrou-se em Estremoz e a festa aconteceu durante as noites da FIAPE que, apesar de frias,

aqueceram o ambiente que se viveu na tenda de espectáculos, por onde passaram artistas de renome nacional e internacional, como Richie Campbell, Matias Damásio, Ana Moura, Dillaz, The Lucky Duckies, Alma e os DJ Karetus, Diego Miranda, Mastiksoul e Krash. A nível local, destaque também para a participação dos dj’s Foksen, John Canon, Silver Soul, Santy e LKapy. No denominado Palco Estremoz, localizado junto ao Stand da Câmara Municipal de Estremoz, este ano alusivo a um dos ex-libris da cidade, o Lago do Gadanha, foram várias as actividades de animação, com grupos locais, entre eles a Ginarte, os Traquinas & AllStar, Ballet e Dança do Orfeão Tomaz Alcaide, Ballet do Ginásio Point Fit, Dance 4Fun, entre outros. Este certame foi organizado pela Câmara Municipal de Estremoz e pela ACORE - Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz, com o apoio de diversas entidades.


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Falta de presenças governamentais não lhe retirou brilho

culdades de execução que alguns projectos camarários têm tido, muito por culpa da burocracia das instituições governamentais, nomeadamente a recuperação das Portas dos Currais e a transferência, e consequente recuperação, das Muralhas de Estremoz para o domínio da autarquia. Augusto Calça e Pina, Presidente da ACORE, exaltou “a qualidade dos animais expostos” destacando que “estão representadas a totalidade das regiões do país nos dois concursos nacionais que vamos levar a efeito dada a importância que os produtores veem neste certame”. Na sua alocução, o Presidente da CCDRA, Roberto Grilo, disse que “31 anos de FIAPE são 31 anos de progresso, mas são princi-

palmente 31 anos em que os interesses dos estremocenses e do Alentejo foram colocados em primeiro lugar”. Concluiu a sua intervenção perguntando “até onde vai esta FIAPE?”, mas dando a resposta logo de seguida: ”pelo que está visível, vai até onde os estremocenses quiserem e, pelo que vejo que eles querem, vai muito longe”. Durante a cerimónia foi ainda apresentado o vídeo “Vive Estremoz”, bem como entregues os prémios referentes ao 22º Concurso de Gastronomia Alentejana, ao V Concurso Regional de

CM Estremoz

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Foi na presença do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha, do Presidente da CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Roberto Grilo, do deputado à Assembleia da República e Vice-Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, Ulisses Pereira, do Presidente da ACORE Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz, Augusto Calça e Pina, e do Presidente da Assembleia Municipal, Nuno Rato, para além de diversas entidades civis e militares, que decorreu no passado dia 27 de Abril, no Auditório do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz Engenheiro André de Brito Tavares a Cerimónia de Inauguração da 31ª edição da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz - FIAPE 2017. Durante o seu discurso, o Presidente da autarquia estremocense enalteceu a “relação institucional entre a autarquia e a ACORE” nestes últimos quatro anos “o que valorizou a FIAPE”. Luís Mourinha falou ainda dos vários projetos que a autarquia tem em curso e que já viram luz verde para a sua concretização, como a nova Biblioteca Municipal de Estremoz. O edil revelou ainda as difi-

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31ª FIAPE inaugurada com “prata da casa”

Azeites FIAPE e ao III Concurso de Vinhos FIAPE. A 31ª edição da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz decorreu até à passada segunda-feira, dia 1 de Maio, com a presença de mais de 450 expositores, nas mais diversas áreas de actividade – pecuária, maquinaria, actividades comerciais e industriais, produtos regionais e gastronomia – integrando a 35.ª edição da Feira de Artesanato de Estremoz, para além de um diversificado e apelativo programa de animação.


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10 restaurantes participantes. Conheça as iguarias vencedoras

22.º Concurso de Cozinha Alentejana de Estremoz Decorreu de 3 de Abril a 1 de Maio, o 22.º Concurso de Cozinha Alentejana de Estremoz, no qual participaram 10 restaurantes do concelho. O júri do concurso foi constituído pelos seguintes elementos: Chef Mariano Correia, gerente do Turismo Rural Monte dos Marmeleiros e formador na área da hotelaria e restauração; José Varunca de Sousa, empresário estremocense e proprietário de dois restaurantes na área metropolitana de Lisboa e António Joaquim Louro, cozinheiro profissional. Depois de realizadas as provas e avaliados os parâmetros definidos no regulamento do concurso, o júri deliberou atribuir os seguintes prémios:

açafrão do Norte Alentejano; Sopa de cogumelos e castanhas com trufas brancas. Romania ou Borrego com Molho de Romã. (receita do Séc. XVI, sendo rumman a designação original) Queijadas das Maltezinhas com seleção de gelados artesanais; Sorbet de Lima e gengibre, Gelado de ameixas rainha-cláudia e Gelado de Noz com canela e licor de bolota.

REFEIÇÃO COMPLETA

ENTRADAS

Cadeia Quinhentista - Estaladiço de grão-de- bico com legumes; Folhado de queijo alentejano com maça caramelizada; Salada de laranja com Hortelã e Romã. Degustação de sopas: Sopa fria de tomate com especiarias; Sopa de mogango com

- 3.º Prémio – O Manjar de Estremoz - Almofadas de Queijo Alentejano, Cogumelos Recheados, Paia de Lombo. - 2.º Prémio – Herdade das Servas - Papa Ratos, Espargos Bravos com Ovos Mexidos. - 1.º Prémio – Café Restaurante “Alentejano” - Pastéis de

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PRÉMIO INOVAÇÃO

Restaurante “O Emigrante” Pão de Bolota, Azeitonas Caseiras, Beringela Recheada. Canja de Pombo Bravo. Entrecosto de Porco no Forno com Migas de Espargos e Bolotas Fritas. Bolo de Bolota.

Bacalhau, Empada de Perdiz, Tordos Fritos e Ovos com cogumelos.

SOPA

- 3.º Prémio –Herdade das Servas - Sopa de Cação. - 2.º Prémio – Buxa do Corticeiro - Açorda de Bacalhau Gratinada. - 1.º Prémio – Restaurante “Zona Verde” - Sopa de Feijão com Alabaças.

PRATO

- 3.º Prémio – Restaurante “Alentejo à Mesa” - Galinha Tostada à Antiga.

- 2.º Prémio – Buxa do Corticeiro - Folhada de Pato com Cogumelos. - 1.º Prémio – Pousada da Rainha Santa Isabel - Cabrito Assado no Forno.

SOBREMESA

- 3.º Prémio – A Talha - Sericaia. - 2.º Prémio – Pousada da Rainha Santa Isabel - Triologia de Sobremesas. - 1.º Prémio – Café Restaurante “Alentejano” - Bolo da Madre Joana, do Convento das Maltezas.

V Concurso Regional de Azeites - Prémio FIAPE 2017

Casa de Sarmento foi a grande vencedora Cooperativa Agrícola de Olivicultores de Casa Branca Cooperativa Agrícola Montoito Cooperativa Olivicultores de Borba CRL Courela do Zambujeiro Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Cano Vineves

1.º lugar - Ouro Prestigio Casa de Sarmento 2.º lugar - Ouro Prestigio Cooperativa de Olivicultores de Estremoz 3.º lugar - Ouro Prestigio - Olidal

Prata Monte da Colónia

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No passado dia 5 de Abril decorreram as provas do V Concurso Regional de Azeites - Prémio FIAPE 2017, no qual concorreram lagares, produtores e embaladores de azeite virgem extra. Depois de efectuada a prova cega, o júri deliberou atribuir os seguintes prémios:

Ouro Prestigio João Portugal Ramos - Azeites e SICA.

Ouro Cooperativa Agrícola de Olivicultores de Sousel


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III Concurso de Vinhos FIAPE

Premiados os melhores vinhos produzidos em Estremoz Medalhas de Prata - Herdade dos Outeiros Altos Outeiros Altos 2016 - João Portugal Ramos - Pouca Roupa 2016 - Marcolino Sebo - Visconde de Borba 2016 - Júlio Bastos - Dona Maria 2016

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Medalhas de Bronze - Monte Seis Reis - Aragonez/ Syrah 2016 - Tiago Cabaço - .Com 2016

VINHOS BRANCOS Vinhos com 1 ano (produção 2015 ou 2016): 1.º Prémio e Medalha de Ouro - José Poeiras - Porta de Santa Catarina 2016 Medalhas de Ouro - Marcolino Sebo - QP Chardonnay 2015

- Monte Seis Reis - Cruel 2015 - João Portugal Ramos - Pouca Roupa 2016 Medalhas de Prata - Luís Louro - Alento 2016 - Júlio Bastos - Dona Maria 2016 - Quinta do Carmo - Quinta do Carmo Reserva 2015 Medalhas de Bronze - Monte dos Cabaço - Monte dos Cabaços 2015 - Miguel Louro - Apelido 2016 - Tiago Cabaço - .Com 2016 - Quinta do Carmo - Quinta do Carmo 2016 - Encostas de Estremoz - Terras de Estremoz 2016

Medalha de Ouro - José Poeiras - Porta de Santa Catarina 2015 Medalhas de Prata - Luís Louro - Alento 2015 - Tiago Cabaço - .Com Premium 2015 - Artur Ferro - Cultural Azul 2015 - Encostas de Estremoz Quinta da Esperança 2015 Medalhas de Bronze - Artur Ferro - Cultural Dourado 2015 - João Portugal Ramos - Pou-

Medalhas de Ouro - Tiago Cabaço - Blog 2012 - Quinta do Carmo - Quinta do Carmo Reserva 2012 - Monte Seis Reis - Tannat/Petit Verdot 2013 - Marcolino Sebo - Quinta da Pinheira Aragonez 2013 - Herdade do Pombal - Herdade do Pombal 2014 Medalhas de Prata - Luís Louro - Monte Branco 2013 - Júlio Bastos - Dona Maria Touriga Nacional 2013 - Encostas de Estremoz Grande Escolha 2013 - Monte dos Cabaços - Monte dos Cabaços Reserva 2010 - Júlio Bastos - Dona Maria Petit Verdot 2013 - Hereditas - Hereditas Reserva 2011 Medalha de Bronze - Herdade do Pombal - Herdade do Pombal Reserva 2013

Vinhos com três anos ou mais (produzidos em 2014 ou antes): 1.º Prémio e Medalha de Ouro - Quinta Dona Maria - Amantis 2014 Medalha de Prata - Tiago Cabaço - Vinhas Velhas 2014 VINHOS ROSÉ Vinhos com 1 ano (produção 2015 ou 2016): 1.º Prémio e Medalha de Prata - Luís Louro - Alento 2016

CM Estremoz

O sector vitivinícola tem vindo a afirmar-se como uma das actividades mais importantes para a dinamização socioeconómica do concelho de Estremoz, sendo os vinhos produzidos de reconhecida qualidade, tanto a nível nacional como internacional. Pelo terceiro ano consecutivo, o Municipío de Estremoz levou a efeito o Concurso de Vinhos FIAPE, concurso esse que tem como objectivo premiar os melhores vinhos produzidos no concelho de Estremoz, contribuindo desta forma para uma maior promoção e valorização do sector. A prova do terceiro concurso decorreu no passado dia 20 de Abril, sendo o júri constituído por vários enólogos do concelho e da região Alentejo que, depois de efectuada a prova cega, deliberou atribuir os seguintes prémios:

VINHOS TINTOS Vinhos com 1 ano (produção 2015 ou 2016): 1.º Prémio e Medalha de Ouro - Monte Seis Reis - Cruel 2015

ca Roupa 2015 Vinhos com três anos ou mais (produzidos em 2014 ou antes): 1.º Prémio e Medalha de Ouro - Marcolino Sebo - Visconde de Borba Reserva 2012


Ivo Moreira

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Richie Campbell trouxe o som e os ritmos do reggae ao Parque de Feiras

“Enquanto conseguir viver do que eu gosto e do que me faz feliz, está óptimo para mim e não preciso mais” No final do concerto que marcou oficialmente o arranque da tour de 2017 de Richie Campbell, o Ardina da FIAPE esteve à conversa com o prodígio da música reggae feita em Portugal. que este ano vai correr ainda melhor. Tenho uma música nomeada para os Globos de Ouro mas isso é secundário, é sinal de que a música correu bem. Este ano acho que vai correr ainda melhor e espero que os próximos anos ainda melhor. Ardina da FIAPE – Até onde é que pode ir o

fenómeno Richie Campbell? Richie Campbell – Felizmente já foi muito longe. Eu não penso muito nesses termos. Eu gosto do que faço e as pessoas gostam do que eu faço. Enquanto eu conseguir viver do que eu gosto e do que me faz feliz, está óptimo para mim e não preciso mais.

Ivo Moreira

Ardina da FIAPE – Single de platina, nomeação para os Globos de Ouro… É esta a melhor fase do Richie Campbell? Richie Campbell – Sem dúvida. Para já todas as fases em que eu estou tem de ser a melhor fase e eu tenho de a ver dessa forma. Mas sim, sem dúvida. O ano passado correu muito bem e acho

Ivo Moreira

Ardina da FIAPE – Como é que foi este concerto aqui em Estremoz? Richie Campbell – Foi óptimo. Foi bom voltar à estrada. No mês passado tínhamos ido a Punta Umbria à viagem de finalistas, mas este concerto aqui em Estremoz marca um bocado o início oficial da nova tour e foi muito bom, correu bem.


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Diego Miranda adorou a FIAPE 2017 e o seu público

CM Estremoz

“Estremoz possui uma das grandes e melhores festas do país”

Ano após ano, a aposta da organização da FIAPE na música electrónica tem vindo a crescer. Se em 2016 a escolha recaiu em nomes como os de Kura e Christian F., em 2017 Diego Miranda foi o cabeça de cartaz de um elenco onde surgiram também Mastiksoul, Karetus e a dupla Krash. Diego dispensa apresentações. É um dos mais conhecidos nomes da “dance music” nacional e internacional. No final de um concerto que colocou o muito público presente na FIAPE em delírio, o produtor concedeu ao “Ardina da FIAPE” uma breve entrevista, onde falou do espectáculo que tinha acabado de dar, da FIAPE e do ambiente que encontrou, e dos projectos para o futuro.

um excelente tema para as pistas deste mundo e do outro. Ardina da FIAPE - Que projectos tens para o futuro e que possas revelar? Diego Miranda - Para além deste meu novo tema que será editado muito em breve, julgo que irei ter um Verão recheado de no-

vidades. Posso avançar que estarei na segunda melhor e maior pista do Tomorrowland da Bélgica, que marcarei presença semanal nos melhores clubes de Ibiza e tocarei um pouco mais em Portugal. Em termos musicais, estou a trabalhar num sem número de parcerias e a terminar um tema que trará um registo

CM Estremoz

Ardina da FIAPE - Como avalias o espetáculo da FIAPE? Superou as expectativas? Diego Miranda - Adorei a FIAPE 2017. Boa organização e o habitual público fantástico do Alentejo. Em termos técnicos, só posso afirmar que esteve a um nível bastante elevado. Diria que esteve ao nível daquilo que as pessoas esperam de um certame que é histórico e assim se deseja manter. Ardina da FIAPE - Estreaste uma nova música. Como foi a aceitação do público? Quando será lançada? Diego Miranda - O público explodiu de uma forma louca. Acho que temos ali

diferente mas, não consigo deixar de trabalhar no que sinto e como gosto de um sem número de géneros musicais, dedico-me. Espero que gostem. Ardina da FIAPE - Que mensagem gostarias de deixar aos leitores do “Ardina da FIAPE”? Diego Miranda - Julgo que possuem uma das grandes e melhores festas do país. Devem sorrir para o evento já que é no mínimo impressionante a quantidade de pessoas que consegue agregar. Em termos de certame, não fica atrás de nenhum dos melhores e ter um jornal de suporte é algo de fantástico.


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Luís Mourinha faz balanço positivo da 31ª FIAPE

“A qualidade da FIAPE tem superado todos aqueles que querem ser únicos no Alentejo”

Ardina da FIAPE – Que balanço faz da FIAPE 2017? Luís Mourinha – Faço um balanço positivo. As nossas estimativas de adesão à feira rondam os 60 mil visitantes e isso deixa-nos muito satisfeitos. Terminámos com chave de ouro na medida em que hoje (ndr: 1 de Maio, último dia da FIAPE) o número de visitantes é espectacular, com um dia de primavera a sério, tivemos até aqui uma primavera molhada, ventosa e fria, mas hoje terminamos com um dia extraordinário.

Ardina da FIAPE - Há muito

que se fala que a FIAPE está limitada em termos de espaço, que precisa de crescer. Há essa hipótese da FIAPE crescer? Luís Mourinha - Isso é um sintoma da dimensão que atingimos. Não sei se vocês se recordam mas aqui há uns anos, quando se fez este pavilhão (ndr: Pavilhão Multiusos), diziam que era um investimento grande demais, que era um elefante branco… Penso que era o Partido Socialista que dizia isso, porque estão sem-

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Praticamente no finalizar da 31ª edição da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz – FIAPE, o Ardina da FIAPE esteve è conversa com Luís Filipe Mourinha, Presidente da autarquia estremocense. O balanço da FIAPE 2017 e o futuro do evento foram alguns dos temas abordados. Saiba ainda nesta entrevista quais as soluções previstas pelo Município para poder ampliar o espaço do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, permitindo assim que a FIAPE possa crescer. pre contra tudo mas nunca fizeram nada…

(...) a médio prazo o Município vai ter de arranjar uma solução para aumentar a FIAPE. O elefante branco está com a dimensão que está, e nós

sentimos, e alguns investidores também sentem que lhes falta espaço para poderem trazer mais equipamento e darem outra dimensão às suas organizações. Temos alternativas. Para o ano penso que não há condições para isso, mas a médio prazo o Município vai ter de arranjar uma solução para aumentar a FIAPE. E há soluções. Há duas soluções e penso que uma delas vai ter de ser desenvolvida para num futuro próximo a FIAPE ter uma dimensão maior, e Publicidade


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“(...) tenho pena é que os que são grandes tenham medo dos pequenos.”

Ardina da FIAPE – E quais

Ardina da FIAPE – É a FIAPE o maior evento agropecuário a Sul do Tejo? Luís Mourinha – Não, isso há uns que têm o rei na barriga… Como nós esgotámos a feira o ano passado, eles este ano esgotaram os espaços, mas o que é certo é que o nosso espaço estava esgotado há mais de um mês, os espaços nós já esgotamos há muitos anos, não foi só em 2017. Eu tenho pena é que os que

são grandes tenham medo dos pequenos. É um sintoma que a nossa qualidade tem superado todos aqueles que pelos vistos querem ser únicos. Nós vivemos num país em democracia, e devemos todos viver e conviver no nosso espaço, quer seja no país, quer seja no Alentejo. Há alentejanos, ou pretensos alentejanos, que só eles é que querem sobreviver no Alentejo. Mas isso era antes do 25 de Abril. Agora estamos num país livre, e a liberdade das pessoas em visitarem a nossa feira é mais importante do que alguns quererem ser muito importantes.

Há alentejanos, ou pretensos alentejanos, que só eles é que querem sobreviver no Alentejo. Mas isso era antes do 25 de Abril.

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são essas duas soluções? Luís Mourinha – Uma das soluções passa por adquirir este terreno aqui ao lado do Pavilhão Multiusos, o que não está fácil, e a outra passa por transferir o palco e os espectáculos para o terreno onde está hoje o Parque de Estacionamento, onde se realiza o Mercado aos Sábados, mas para isso acontecer teríamos

de construir a variante e fazer ali algumas alterações em termos de trânsito, para não criar constrangimentos e dificuldade a quem quer vir à FIAPE.

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nomeadamente para trazer outros sectores, que são fundamentais para chamar mais pessoas e outras áreas. Mais vai caber ao próximo executivo definir a estratégia para aumentar o Parque de Feiras.

Duelo entre Diego Ventura e João Moura Jr.

Pedro Soeiro

Pedro Soeiro

Contas feitas e verificou-se um empate

A renovada Praça de Touros de Estremoz recebeu, no passado dia 29 de Abril, o tão aguardado mano-a-mano entre o rejoneador espanhol Diego Ventura e o cavaleiro tauro-

máquico João Moura Jr. No final, contas feitas e o “jogo” deu empate! Mais exuberante e a cativar o público Diego Ventura, mais regular e cumpridor da tradicional lide a cavalo João

Moura Jr. Em bom plano estiveram os Grupos de Forcados Amadores de Montemor e de Monforte. O prémio "João Cortes" foi atribuído à pega do montemorense Manuel Ra-

malho, ao quinto toiro da corrida. Lidaram-se toiros de Romão Tenório, reservados e sem transmissão. Foi grande o ambiente criado à volta desta corrida, e isso verificou-se pela

entrada de público, com a presença de ¾ de praça muito fortes na corrida de homenagem ao antigo forcado João Cortes.


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Ana Cid faz balanço bastante positivo da exposição pecuária da FIAPE

“São cada vez mais os criadores que querem participar na FIAPE”

Ardina da FIAPE – Mais um

Ardina da FIAPE - Em 2018, há aspectos a melhorar? Ana Cid - Há sempre algo mais a fazer, não só para mel-

horar, mas essencialmente para evoluir. Ardina da FIAPE - É preciso mais espaço? Ana Cid - Lógico. São cada vez mais os produtores que, ano após ano, pretendem participar e trazer mais animais. O espaço torna-se pequeno para o número de concursos que temos e para o número de criadores que querem participar.

ano em que organizou a parte pecuária da FIAPE. Correu bem? Ana Cid – Sim, faço um balanço bastante positivo, embora o tempo não tenha sido favorável. Hoje, dia 1 de Maio, dia feriado, as pessoas acolheram à FIAPE e temos casa cheia. Ardina da FIAPE - Esta é a exposição pecuária mais importante que se realiza a Sul

Ivo Moreira

No final de mais uma FIAPE, e numa altura em que a azáfama era grande no tradicionalmente denominado como Pavilhão do Gado, “Ardina da FIAPE” esteve à conversa com Ana Cid, a médica veterinária responsável pela área de pecuária da Feira Internacional Agropecuária de Estremoz.

do Tejo. Concorda com esta afirmação? Ana Cid - Eu espero que seja, pelo menos a nível pecuário. A exposição que aqui temos é diferente. Nós que nunca prestamos, mostramos que sabemos fazer bem e que somos bons.

VOX POP 1 - Que balanço faz da FIAPE 2017? 2 - Há aspectos a melhorar na FIAPE? Que sugestões deixa à organização? 3 - Voltará na edição de 2018?

Sílvia Sousa

Perpétua Flores

Silvia Cakes - Estremoz

Irmãs Flores - Estremoz

1 - Para primeiro ano, a FIAPE foi boa, apesar do investimento inicial ter sido grande, feito para outra expectativa, mas foi agradável, e deu a conhecer a minha casa nova, que tem apenas quatro meses, e isso foi o mais importante.

1 - Ficou um pouco aquém das nossas expectativas em termos de vendas. Estávamos à espera de mais, mas o vento e o frio podem ter tirado pessoas à feira. Foi um bocadinho mais fraco que nos outros anos.

2 - Eu acho que este pavilhão está muito mal situado, porque as comidas deviam estar mais perto do palco, porque aí concentra-se mais gente e nós trabalhamos com um produto perecível, com pouca validade e deveria estar no sítio onde há mais pessoas. Este era um aspecto que deviam melhorar, as empresas passarem para aqui e as comidas para perto do palco. E o horário deste pavilhão. Fechar à meia-noite é muito cedo.

2 - Quanto a mim acho que está tudo bem, a feira está boa.

3 - Claro que sim. Os estremocenses não podem faltar à FIAPE.

3 - Estaremos de certeza, até porque se tudo correr bem, em 2018 estaremos na Feira de Artesanato e na FIAPE com os Bonecos de Estremoz como Património Imaterial da Humanidade.


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1 - Eu continuo a achar que a FIAPE tem ainda muito caminho a percorrer, pode ainda tornar-se numa feira de maior dimensão, com mais motivos de interesse. Foi mais um ano de muitos visitantes, apesar de alguns problemas com o tempo, que são imponderáveis, que não se podem prever. Estou satisfeito com o número de visitantes que pudemos receber, estou satisfeito em termos tido oportunidade de divulgar a abertura da nossa nova loja em Vila Viçosa, e de podermos continuar a apresentar os nossos produtos aos nossos actuais clientes e a novos clientes que nos visitam nesta altura. É sempre bom podermos mostrar as nossas instalações, ensinarmos o caminho às pessoas para nos visitarem, chamar a atenção para o nosso horário alargado, em que continuamos a estar abertos aos sábados à tarde. Continuamos a oferecer produtos nas áreas da agricultura, da pecuária, do jardim, dos animais de estimação, da bricolage e da casa e lar. Há por isso uma série de motivos para as pessoas nos visitarem, para poderem conhecer o nosso espaço, e adquirirem os produtos que precisam para a sua horta, para o seu jardim, para os seus animais… 2 - Eu considero que esse trabalho nunca tem fim. O trabalho de divulgação, de tornar a FIAPE mais mediática a nível do Alentejo e a nível nacional. Quando eu dizia que há um caminho a percorrer acho que é por aí, devemos continuar a procurar divulgar mais a feira. Poderá haver um ou outro aspecto a melhorar, como sejam estes relacionados com o mau tempo que tivemos em que poderia eventualmente haver um outro abrigo, uma outra situação, mas se tivesse bom tempo não estávamos a falar sobre isso… A FIAPE está no bom caminho, deve continuar a apostar na divulgação a nível nacional porque isso vai trazer mais pessoas à FIAPE e vai fazer com que possamos todos atingir o objectivo que queremos que é o de divulgar e vender os nossos produtos e chamar a atenção

José Manuel Mendes Miraldino - Sousel

1 - Em primeiro lugar, o vento e o frio foram os grandes inimigos da FIAPE deste ano. Não foi a Ovibeja, que uma vez mais coincidiu na mesma altura da FIAPE, que a prejudicou grandemente mas sim o tempo. A FIAPE está agradável. Fiquei surpreendido com o artesanato, que evoluiu bastante, está mais profissional, está mais bonito, está mais atractivo, e verifica-se que o número de expositores aumentou. O sector do gado também está com bom gado vacum e com bom gado lanígero. A FIAPE tem igualmente umas instalações fabulosas. Faltará aqui uma pedrada no charco para a projectar para a dimensão da Ovibeja. A Ovibeja estará sempre ligada à FIAPE. Beja tem uma densidade populacional maior, é uma capital de distrito, mas não é menos verdade que Estremoz está perto de Portalegre, está perto de Elvas, está perto de Évora… Os responsáveis da FIAPE têm que a repensar muito bem para passarem deste patamar. Este patamar está consolidado, qualquer dia está esgotado, se é que não está já esgotado, e tem que se dar o pulo para a frente. Em termos económicos, as feiras valem por aquilo que a economia mexe. A nossa economia não está a mexer muito e penso que é uma condicionante para a FIAPE. Repare que à altura em que fazemos esta entrevista, no último dia da feira, dia em que não se paga, a FIAPE está cheia, a transbordar de povo, enquanto que nos outros dias, era uma tristeza franciscana. Isto é só para corroborar as minhas palavras anteriores que isto tem tudo a ver com a economia, mas essa é

uma situação em que Estremoz não pode fazer nada, e nós também não podemos fazer nada. Quanto a nós próprios, Miraldino, nós fazemos esta feira porque nos está perto de casa, é uma feira que temos no coração, e que já fazemos há muitos anos. Temos um núcleo de proximidade de clientes muito grande e fazemos esta feira também para conviver com eles, para os receber aqui, para lhes mostrar as novidades em termos de mecanização, para beber um copo e comer um petisco com eles… Não podemos dizer que correu mal. Correu como as condições do tempo o permitiram. 3 - Em 2018, vamos voltar a marcar presença, vamos fazer uma presença especial, diferente, em que vamos investir mais do que aquilo que é o nosso orçamento para esta feira, na medida em que são os 75 anos da empresa Miraldino. Faz 75 anos que o meu Pai, que deu o nome à empresa, começou a “mexer” com a agricultura. São de facto muitos anos, e já temos três gerações envolvidas na mecanização agrícola, na agricultura e para o ano, se Deus quiser, vamos marcar aqui presença de uma outra forma, com um novo look e com um orçamento, para a FIAPE, diferente.

Ivo Moreira

Pedro Bandeira Simões Casa Agrícola - Estremoz

3 - Julgo que sim. A nossa intenção é continuarmos a crescer, tentar chegar a cada vez mais pessoas, por isso é que abrimos a nova loja em Vila Viçosa. Aqui, vamos tentar manter o nosso nível de serviço, com simpatia, com proximidade e com horário alargado. Estar numa exposição como esta é importante para nós porque faz com que cheguemos a mais pessoas e naturalmente que em 2018 vamos procurar estar presentes na FIAPE.

Ivo Moreira

Ivo Moreira

das pessoas para as nossas actividades.

Luís Ferreira Friends Gin Premium - Estremoz

1 - Este foi o nosso primeiro ano com estabelecimento próprio e a vender directamente o Gin Friends. Penso que foi positivo e a localização do stand foi perfeita. A nível de entradas, entraram na feira mais de 60 mil pessoas, o que representa 60 mil pessoas que viram a nossa marca, ou grande parte dessas pessoas viram o Gin Friends. O tempo não ajudou, mas também não choveu como se previa. Acho que de um modo geral a FIAPE correu bem. 2 - Acho que não. A FIAPE já tem uns bons anos e os erros têm-se vindo a corrigir. O que existia de mau há uns anos atrás foi corrigido. 3 - Sem dúvida alguma e possivelmente com novidades.


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Isabel Pires

Maria João Pintar com areias - Estremoz

1 - Eu faço um balanço positivo, até mesmo em número de visitantes, apesar do vento e do frio, mas a que já estamos habituados.

1 - Foi um bocadinho mais fraca que as outras que eu já fiz e a razão principal foi o tempo. O tempo não ajudou, e também não ajudou o Domingo não ser o Dia da Mãe, o que também tem muita influência. No entanto, eu gosto de fazer a FIAPE, com um balanço monetário positivo ou negativo, eu gosto disto e gosto do ambiente porque os expositores depois já se conhecem, já começa a

CM Estremoz

CM Estremoz

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3 - Só se eu cá não tiver, mas em princípio sim. Espero fazer esta feira ainda muitos anos. E em 2018 já com os bonecos como Património Imaterial da Humanidade, mas até lá, vamos ver.

3 - De certeza absoluta.

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Bonecos de Estremoz

2 - Há sempre qualquer coisa que pode melhorar. Eu já no outro ano tinha feito uma sugestão que é a de numerarem ou colocarem letras nos corredores e fazerem um mapa com o número ou letras desses corredores e com os stands que existem nesses corredores, para uma orientação dos visitantes. Por vezes existem pessoas que vêm cá para visitar um amigo que tem cá um stand ou à procura de um stand específico e depois andam aqui um pouco perdidas. Acho que esta era uma coisa que poderia ser feita.

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Ivo Moreira

Ivo Moreira

ser um ambiente familiar onde há convívio, o que é sempre saudável.

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Barristas estremocenses esperam ansiosamente a decisão

Ivo Moreira

Bonecos de Estremoz querem ser Património da UNESCO

A Produção de Figurado em barro, vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz”, é uma arte com mais de três séculos e que faz parte da identidade cultural do concelho estremocense. Estão inventariadas mais de

cem figuras diferentes e todos os dias se inventam novas temáticas, sempre relacionadas com o quotidiano das gentes alentejanas, na sua vivência rural e urbana. As mãos habilidosas que trabalham o barro dão vida às

emblemáticas figuras que, com as suas cores garridas e formas únicas, encantam quem passa por Estremoz, como o são exemplo os famosos Presépios de Altar, o “Amor é Cego”, a “Primavera”, os “Fidalgos e Fidalgui-

nhos” ou, mais recentemente, o boneco “Rainha Santa Isabel”. Actualmente, modelam bonecos as Irmãs Flores, Fátima Estróia, Afonso e Matilde Ginja, Duarte Catela e Ricardo Fonseca. Utilizando as técnicas tradicionais, mas modelando com formas contemporâneas e locais, temos Isabel Pires, Jorge da Conceição e Célia Freitas/Miguel Gomes. A Produção de Figurado em Barro de Estremoz integra o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, desde 2014, estando em curso o processo da sua candidatura a Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO. Publicidade

Ficha Técnica Propriedade: Ardina do Alentejo. Paginação e Grafismo: Ivo Moreira. Redação: Pedro Soeiro e Ivo Moreira. Fotografia: Ivo Moreira, Pedro Soeiro e Câmara Municipal de Estremoz.

Ardina da Fiape 2017  

Há precisamente duas semanas terminou a 31ª edição da FIAPE - Feira Internacional Agropecuária de Estremoz. Entre os dias 27 de Abril e 1 de...

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