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A arcaeditora , fotografia e arte digital, orgulhosamente apresenta a primeira revista de assuntos medievais em Portugal.

Aqui esta ela...e certamente que já a estão a ler! Medieval Today... Revista de temas Medievais, com design que combina o estilo Medieval e o Moderno dos nossos dias , não fosse a revista chamar-se 'Medieval Today' ou seja ' Medieval Hoje'. Feita e desenhada com paixão , dedicação e requinte, procurando os leitores que se prendem a valores históricos intemporais e que se identificam, estranhamente, com esta época como se já tivessem vivido nela! E... é claro, todos os outros leitores que não tenham mais nada que fazer!

Porquê uma revista de Temas Medievais?

Na era, das tecnologias electrónicas, dos plásticos, do silicone, dos automóveis Híbridos, do efeito estufa, dos bombardeamentos cirúrgicos, da cotação das bolsas, da moda, dos jogadores milionários, da reciclagem , das crises econômicas , do cancro, do Segredo, do Elvis ainda estar vivo, do cinema 3D e das tartarugas Ninja á luta com o Batman ( creio que este filme ainda não saiu), que importância terá o tema Medieval nos dias de hoje, se o nosso mundo resulta da ilusão do novo e do MODERNO.

As manifestações da época Medieval através da recriação histórica , das feiras Medievais, e do comércio de produtos tradicionais, põe em prática os estudos que se têm feito sobre esta fase da História da Humanidade. Compreender a História ajuda a ajustar de forma sabia o FUTURO. Esta revista tem como um dos seus principais propósitos comparar o Medieval com os dias de Hoje no sentido de avaliar a nossa evolução , ponderar os nossos fracassos e ajudar a avaliar mais eficazmente o NOSSO FUTURO.

Na idade média foram criadas as LEIS e o sistema JURÍDICO para defender e proteger os NOBRES e a MONARQUIA! E hoje? Quem é que as leis actuais protegem ? Esta revista irá comparar leis, filosofias, divertimentos, educação , economia , do passado com o presente, procurando assim tornar estes assuntos medievais, igualmente interessantes de forma a que as pessoas tenham temas alternativos e não passem quase todo o tempo das suas vidas a ver ou a ler, sobre a casa dos segredos ou os 'fora de jogo' não assinalados pelo árbitro !

Aqui também há jogos e competições mundiais, que na grande maioria desconhecemos. Temos campeões do Mundo de Esgrima Medieval, e nem sabemos quem são esses nossos ilustres Patriotas! E esta revista quer divulgar isso, com a ajuda essencial das pessoas ligadas aos diversos assuntos e temas. Aguardando que, todos, e mais aqueles, e ainda os cépticos , incluindo os curiosos, se aproximem, trazendo artigos e ideias interessantes para serem partilhadas, não só no facebook, mas também aqui ! Porque esta revista estará á vista e ao alcance de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo onde exista um computador , ou um smartfone e internet. E que diferença faz isso do facebook ? Bom...NENHUMA! A diferença é que aqui é tudo MEDIEVAL, e não existem fotografias de gatos a dormir na cama das pessoas! Não há 'likes' nem bloqueios, nem pessoas a convidar para jogar nas Bubble Iland, certo?

Bem-vindos ao real e actual MUNDO MEDIEVAL espero que gostem Afonso Faleiro. Editor MEDIEVAL TODAY


Idade Média

História Medieval, economia, sociedade, influência da Igreja, feudalismo, castelos.

Castelo Medieval: símbolo do poder da nobreza

Introdução A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média


caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada.

Estrutura Política Prevaleceu na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todo os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

Sociedade Medieval A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia


(trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

Servos trabalhando no feudo

Economia Medieval A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.

Religião na Idade Média Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.

Educação, cultura e arte medieval A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam.

Esta era

marcada pela influência da Igreja, ensinando o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.


Podemos dizer que, no geral, a cultura medieval foi fortemente influenciada pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

No campo da Filosofia, podemos destacar a escolástica (linha filosófica de base cristã), representada pelo padre dominicano, teólogo e filósofo italiano São Tomás de Aquino.

As Cruzadas No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa.

Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos,

duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas,

também

possuíam

um

forte

caráter

econômico.

Muitos

cavaleiros

cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.

Guerra Medieval

As Guerras Medievais

A guerra na Idade Média era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e o poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval.

Peste Negra ou Peste Bubônica Em

meados

do

século

XIV,

uma

doença

devastou

a

população

europeia.

Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos


O Castelo de Silves,

no Algarve, localiza-se na cidade,

Freguesia e Concelho de mesmo nome, no Distrito de Faro, em Portugal.

arcaeditora photography

Em posição dominante sobre a foz do rio Arade, guarnecendo aquele trecho do litoral, constitui-se no maior castelo da região algarvia, sendo considerado como o mais belo exemplo da arquitetura militar islâmica no país.

Antecedentes A

primitiva

ocupação

acreditando-se

que,

no

humana primeiro

da

colina

milênio

de a.C.,

Silves

remonta

navegadores

à

pré-história,

Fenícios

tenham

penetrado no rio Arade, navegável até fins da Idade Média, e que, posteriormente, tenha conhecido a presença Romana, que aqui explorou uma jazida de cobre, conforme os testemunhos arqueológicos. Alguns autores pretendem que teriam sido estes os responsáveis por uma primeira fortificação, entre os séculos IV e V, também atribuída aos Visigodos que se lhes sucederam.


A partir do século VIII, diante da Invasão muçulmana da Península Ibérica, os novos senhores desta região iniciaram a fortificação de Silves (então as-Shilb), como o confirmam as recentes escavações. Graças à posição geográfica privilegiada a povoação cresceu com rapidez. Por volta do século XI, quando conheceu o apogeu, ultrapassando Ossónoba em importância, foi palco de inúmeras disputas entre príncipes muçulmanos vindo a ser conquistada pelo rei-poeta Al-Mu'tamid (1052), tornando-se sede de uma taifa. Embora uma historiografia clássica afirme que as forças de Fernando Magno conquistaram e saquearam a povoação em 1060, a realidade desse evento tem sido modernamente questionada.

Acredita-se que data deste período a configuração genérica do perímetro muralhado, envolvendo uma área de cerca de doze hectares. A muralha ameada, rasgada por três portas, era reforçada por torres de planta quadrangular. Internamente a povoação era definida por duas ruas principais, constituindo dois eixos. Junto à porta principal (Porta de Almedina, Porta de Loulé) erguia-se o vasto Palácio da Varandas, hoje desaparecido, que conhecemos pela poesia de Al-Mu'tamid.

A povoação encontra-se descrita na crônica de Xelbe, ao final do século XII, como um dinâmico centro urbano, comercial e cultural do mundo islâmico. Data do início do século XIII a reforma Almóada das suas defesas, empreendida pelo último rei muçulmano, Ibn al-Mahfur, que lhe conferiu as linhas gerais que, com alterações, chegaram aos nossos dias.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da

península

Ibérica,

o

monarca português D. Sancho I

(1185-1211)

atraído

pela

também

foi

prosperidade

deste enclave. No início do ano de 1189, com o auxílio de

uma

frota

Dinamarqueses conquistou

de

cruzados

e

Frísios,

preliminarmente

o

vizinho Castelo de Alvor. No

arcaeditora photography


Verão do mesmo ano, com um auxílio de uma nova frota de cruzados, agora de Ingleses e Alemães, intenta, a partir da segunda quinzena de Julho, a conquista de Silves, a quem impôs um duro sítio. Deste episódio, chegou até nós a narrativa de um de seus participantes, que descreve a violência do cerco, assim como o emprego de uma variedade de máquinas de guerra, tais como torres de madeira, catapultas e de um "ouriço" (esfera de madeira armada com pontas de ferro), que destruíram várias torres e troços da muralha, conduzindo à rendição da povoação a 2 de Setembro, violentamente saqueada na ocasião.

A povoação e seu castelo mantiveram-se na posse de Portugal até à contraofensiva Almóada que, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, em 1191, culminou com a perda de todas as conquistas cristãs nos territórios ao sul do rio Tejo, à exceção da cidade de Évora.

No ano de 1242, os cavaleiros da Ordem de Santiago, sob o comando de seu Mestre, D. Paio Peres Correia, intentou a reconquista de Silves que, entretanto, só retornou definitivamente às mãos de Portugal sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), em 1253, quando o seu bispado foi restaurado. O soberano concedeu à povoação o seu Foral (1266), quando terá também determinado a recuperação e reforço das suas defesas.

Posteriormente, D. Fernando (1367-1383) e D. João I (1385-1433) promoveram reparos nessas defesas.

Acredita-se que trabalhos de ampliação e reforço tenham ocorrido sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), que concedeu Foral Novo à Vila (1504), uma vez que datam desse período as obras da Igreja da Sé e da Misericórdia.

Do terramoto de 1755 aos nossos dias

Quando do terramoto de 1755, a sua estrutura foi severamente danificada.

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Nas décadas de 1930 e de 1940, foram promovidas intervenções de consolidação e restauro, a cargo da Direção Geral dos Edifícios e


Monumentos Nacionais (DGEMN), desobstruindo-se troços de muralhas e refazendose algumas torres, ameaçadas de ruína.

Desde 1984 que decorrem escavações arqueológicas no interior do castelo, coordenadas por Rosa Varela Gomes (FCSH-UNL), docente e investigadora na área da Arqueologia Medieval Islâmica.

Atualmente, este castelo constitui um dos maiores e mais bem conservados monumentos do país.

Características

A fortificação ocupa uma área de cerca de 12.000 m², constituindo-se em um típico exemplar da arquitetura militar islâmica, erguido com o emprego de taipa, revestida com grés (arenito), material abundante na região e que lhe confere uma tonalidade avermelhada.

A fortificação islâmica ordenava dois grandes espaços:

a alcáçova, em posição dominante na cota mais alta do terreno, com muralhas ameadas, percorridas no topo por adarve, reforçadas onze torres de planta quadrangular, duas das quais albarrãs, comunicando-se com as duas por uma passagem elevada em arco; e a almedina, ligada à alcáçova através de uma porta protegida por duas poderosas torres. A sua muralha envolve a povoação, sendo rasgada por três portas, das quais apenas a Porta de Loulé nos chegou. Esta porta apresenta um passadiço duplo, com arcos de volta perfeita, protegido por uma torre albarrã. Acredita-se que a sua estrutura inferior seria em cotovelo. Esta torre tem no seu interior duas salas e anexos onde, durante séculos, esteve instalada a Câmara Municipal e, desde 1983, os serviços da Biblioteca Municipal. É acedida por uma escada exterior, construída posteriormente, e pelos dois passadiços originais, no topo. Junto a ela foram encontrados os vestígios do chamado "Palácio das Varandas", durante trabalhos arqueológicos de escavação de sondagem, coordenados por Rosa Varela Gomes. Quatro das torres, modificadas quando dos trabalhos de reconstrução promovidos no século XIV ou XV, apresentam portas em estilo gótico, salas abobadadas e pedras com as marcas dos pedreiros que as levantaram.


Na alcáçova destacam-se ainda, as cisternas:

a principal, de dimensões monumentais, com abóbada apoiada por cinco arcos de volta inteira

assentes

em

colunas

quadradas.

Segundo a tradição, a sua capacidade era suficiente para abastecer a povoação durante todo um ano; e a Cisterna dos Cães, com cerca de 70 metros de profundidade, ao que se crê, aproveitamento um antigo poço de exploração de cobre da época romana.


Ginja de Ă“bidos


“Quando Dançamos entramos numa espiral infinita, de mãos dadas com outras

passadas, presentes e futuras. É uma forma secreta de imortalidade, de continuação”. In Asyul Najima, O Coração da Bailarina

Asyul Najima arcaeditora Photography

D

ança Oriental ‫ رقص شرقي‬

A dança oriental é uma arte milenar que exprime o feminino. As suas origens situa-se nos antigos reinos da região da Mesopotamia, Pérsia, Antigo Egipto, vale do Indo, tendo depois sido levada para outras regiões por populações nómadas. Após a invasão árabe no Egipto a dança tornou-se popular em todo o Médio Oriente e Norte de África onde se misturou com as danças locais. Os registos mais antigos têm cerca de 7000 anos de idade mas acredita-se que as suas origens remontam ao período Neolítico e ás sociedades matriacais que praticavam o culto da Deusa Terra ou Grande Mãe. Dai ser exclusivamente uma dança feminina. Foi dada a conhecer ao mundo ocidental pelas invasões napoleonicas durante as quais os soldados se encantaram com os movimentos ondulatórios que se percebiam por baixo das djalabas ( livres de espartilhos) ao que chamaram “la Danse du Ventre”. A designação foi rapidamente adoptada no ocidente. Trata-se de uma designação bastante limitativa uma vez que é uma dança que envolve todas as partes do corpo e que dá, inclusivamente, mais ênfase ao movimento das ancas do que propriamente ao do ventre . Assim, a partir da segunda metade do século XIX, pelos Estados Unidos e Europa, surgiu um grande interesse por tudo o que era exótico e proveniente do Oriente, podendo mesmo afirmar-se que surgiu uma nova moda – o Orientalismo, que se manifestou não só na literatura e pintura como na música e na dança. (A descoberta do túmulo do faraó Tutankamom contribui muito para este boom!) Realizaram-se diversas Feiras Mundiais, nos Estados Unidos e Europa para onde foram trazidas bailarinas, e muitas ficaram a residir no ocidente contribuindo para a divulgação da dança.


O Ocidente criou desde essa altura diversos estereótipos relativamente á Dança

Oriental que vão desde o romântico, misterioso e sensual ao provocador e pecaminoso. Para estas ideias muito contribuíram os filmes de Hollywood da década de 40 onde a bailarina oriental é apresentada apenas no papel de sedutora. No entanto trata-se de uma dança que exalta tanto o corpo como o espírito feminino.

Dança Oriental ‫ رقص شرقي‬

É uma dança que requer grande perícia, treino e sensibilidade por quem a pratica no Ocidente, uma vez que os movimentos utilizados não são comuns nos hábitos tradicionais ocidentais. Não se pode aprender por imitação pois trata-se de algo que provem de outra


cultura. Assim há técnicas especificas que devem ser estudadas com professores específicos. Baseia-se na consciência corporal e na utilização de grupos musculares específicos que habitualmente não são usados no nosso dia a dia. Um bom exemplo disso é o treino dos músculos intra-costais. Assim a aprendizagem é um processo algo lento mas que permite tornar o corpo mais saudável e os movimentos mais fluidos. Ondulações, batidas, vibrações, pausas e expressão são as partes do todo que á a Dança Oriental. Quando o treino é bem sucedido os movimentos surgem do interior para o exterior do corpo e ai a bailarina começa a revelar-se, mantendo a sua identidade tornando-se mais feliz e segura. Essencial é também o domínio de técnicas respiratórias, o estudo de ritmos árabes e de vestuário e adereços próprio para cada estilo. Estudos coreográficos, educação auditiva, estudo de técnicas de palco, estudo de expressão corporal e técnicas de estrutura física ( cada-corpo-é-um-corpo: posturas ideais para cada uma e cuidados gerais para evitar e corrigir lesões) são essenciais para quem pretende ensinar, bem assim como treino constante e alguma cultura geral. Aprendizagem

A dança Oriental divide-se e subdivide-se em estilos conforme as regiões de onde são originárias e as influências assimiladas. Os movimentos são basicamente os mesmos mas executados de forma algo diferentes conforme as ocasiões, as regiões e as influencias. Assim temos em termos muito gerais o Raqs Al-Sharqi (Dança Oriental), e que hoje se sub-divide em a dança oriental clássica ( mais palaciana ou no caso da actualidade de palco) seguido dos estilos\ritmos folclóricos Baladi ( “a minha Terra”) e o Saidi. O ritmo Saidi tornou-se muito conhecido também por acompanhar ao Raks Al Assaya ou Dança do bastão.( dança muito graciosa onde as mulheres imitam a Tahteeb uma arte marcial masculina praticada com bastões mais grossos. Algumas correntes consideram que os ritmos folclóricos e o Raqs al-Sharqi têm identidades diferentes mas no entanto provem da mesma raiz. Tiveram certamente evoluções diferentes. Um nos templos e em festas de pessoas abastadas e os outros nas casa, ruas e mercados. Também as danças do Magreb têm hoje grande representação nas apresentações de Dança Oriental. Há que fazer aqui uma referência ás Ghawazee (no singular Guawzia), bailarinas de origem cigana que vieram da India para o Egipto pela Pérsia e contribuíram para o desenvolvimento dos ritmos folclóricos. Ao contrário das Ghawazee que dançavam na rua e em pátios abertos, as “Awalim” (no singular Almeh), não eram ciganas e estavam autorizadas a dançar nas festas de pessoas mais abastadas. As Awalim não só dançavam como cantavam e tocavam instrumentos musicais.


Estilos

A partir de 1930 surgiu um outro tipo de bailarina que não era nem Ghawazee nem Awalim. Uma bailarina siría, chamada Badia Mansabny abriu um clube nocturno no Cairo ao estilo europeu chamado “Casino Badia”, o qual proporcionava espectáculos de entretenimento de estilo árabe/egípcio. Um grande número deste tipo de bailarinas foi contratado para dançar no corpo de baile e as melhores podiam fazer performances a solo. A este estilo passou-se a chamar egípcio moderno que, com as influencias de ritmos e estilos ocidentais ,se subdividiu em pop egípcio e clássico egípcio. Nos anos 30 Jamila Salimpour uma bailarina que pertencia ao Ringling Brothers Circus o que lhe dava contacto com um grande numero de bailarinas de diversas culturas, desenvolveu um estilo a que se convencionou chamar Fusão tribal. A Fusão Tribal é uma variação mais livre da dança oriental convencional, que une estilos e influências étnicas e temporais de várias regiões do mundo tanto em termos de escolha musical com em influências de vestuário. Tem no entanto técnicas próprias e a própria escolha dos adereços obedecem a determinados princípios. Fusão Cigana Trata-se de uma verdadeira mescla de tradições desenvolvida pelos povos nómadas. Na sua prática sente-se surgir da subtileza do movimento oriental a objetividade do movimento “que vai direto ao assunto”. Transforma a suavidade em força mas uma força que tem em si a delicadeza do feminino. Nascido em 18 de março de 1930 no Cairo, Mahmoud Redha é um pioneiro da dança teatral no Egipto. Desde jovem treinou como um ginasta e representou o Egipto em eventos internacionais. De 1982 a 1990 foi Segundo Secretário do Estado no Ministério da Cultura. É considerado um herói nacional. Foi um estudioso de todos os estilos de dança egípcios e quis mostrá-los ao mundo na sua forma correcta criando uma companhia de dança que depois se espalhou pelo ocidente, sob a forma de diversas escolas onde procura formar bailarinas de forma correcta. As informações que hoje dispomos sobre a Dança Oriental devem-se aos estudos de Mahmoud Redha

Meleah Laff ( pano enrolado) Esta foi uma dança que surgiu nos anos 20 , decada cujas posturas liberais até contagiaram países arabes como o Egipto. No entanto trata-se de algo que apenas se desenvolveu junto ás grandes cidades do Cairo e de Alexandria. Basicamente parece ter tido inicio no costume que algumas raparigas e mulheres desenvolveram de ir passear com as amigas para os grandes mercados ou até aos cafés e grandes esplanadas dos hotéis do Cairo e Alexandria que nesse tempo floresciam e traziam muitos ocidentais ao Egipto em busca do exótico e da aventura. No entanto para sair de casa, das suas aldeias nos arredores as mulheres cobriam-se


com o tradicional pano preto, ( maleah)usavam o tradicional lenço das camponesas com pompons ou flores e até um leve chandor ( mascara). Por baixo traziam no entanto um vestido colorido e curto. Depois tiravam a meleah e transportavam-na com elas, utilizando-a para dançar. É uma dança alegre e sedutora e nalqumas representações vai-se ao extremo de por a bailarina a fumar cachimbo de água ou até com pastilha elástica( representando o que essas raparigas egípcias copiavam nas liberais estrangeiras, sobretudo americanas e inglesas que viam chegar para férias no Egipto)!.Também é frequente ver a bailarina de meleah laff de sapatos altos (que depois tira durante a dança, demonstrado assim que os movimentos que faz são para ser feitos de pés descalços. Foi uma moda que durou pouco mas marcou muito e no final dos anos 50 o coreografo egípcio Mahmoud Redha inspirou-se nesta tradição urbana e trouxe-a para os palcos. Um exemplo da influência do Ocidente na Dança Oriental

Adereços (principais)

O véu, é como uma extensão da bailarina, de seus braços, proporcionando um ar de mistério, leveza e encanto. Representa a alma da bailarina. A dança com véu pode variar de acordo com a intenção e criatividade da bailarina: podese dançar com um único véu ou mais. O bastão, dança muito graciosa onde as mulheres imitam a Tahteeb uma arte marcial masculina praticada com bastões mais grossos. Deve ser usado um ritmo folclorico como o Saidi. Os sagats, são pequenos discos de metal, usados um par em cada mão podem ser tocados pela própria bailarina enquanto dança. Neste caso, requer grande habilidade da bailarina, que deve dançar e tocar ao mesmo tempo. As velas, usadas em danças apresentadas em festas, aniversários e casamentos egípcios, representando luz, vida e prosperidade. Criando uma atmosfera misteriosa e simbolizam a eliminação das cargas negativas e a iluminação do caminho. As velas podem ser apresentadas dentro de taças, bandejas redondas ou até num candelabro (Raqs al Chamadam )se coloca na cabeça ( este ultimo caso geralmente só é usado nos casamentos ).

A espada, dança com várias versões para sua origem. A primeira seria que esta dança servia para homenagear a deusa Neit, deusa da guerra, que destruía os inimigos e abria os caminhos. As asas de Ísis, tem a sua origem na dança executada pelas sacerdotisas da Deusa Isis


nos seus templos. O cântaro, dança de cariz folclórico que descreve a ida ao Nilo buscar água, numa alegoria á vida pois a água é a fonte da vida.

( principais) Ritmos e instrumentos Snujs ou sagats – pequenos discos de metal de metal utilizadas, no passado, para espantar os maus espíritos, ( as moedas, chocalhos, búzios e contas colocadas em redor da anca da bailarina ou presas ao vestuários tinham a mesma função)equivalentes menores eram colocados nas cinturas das sacerdotisas com o mesmo objetivo ritual. Alaúde (u’de) instrumento de cordas (que deu origem aos violinos, violas e guitarras) Kanoon - Descende da antiga harpa egípcia, o Kanoon corresponde a um tripé de madeira com cordas Derbouck ou Tabla egípcia -É um instrumento de percussão largamente utilizado em todo o mundo árabe, muitas vezes a bailarina é acompanhada apenas por este instrumento dando origem a momentos emblemáticos a que se chamam Drum Solos Riq - O pandeiro usado como acompanhamento e muitas vezes utilizado pela própria bailarina enquanto dança (muito usado pelas Ghawazee) Daff – instrumento semelhante ao pandeiro mas geralmente maior e sem as soalhas metálicas. O seu som é profundo e acompanha geralmente oa Tabla egípcia Flauta Ney –de sons ricos e respirados é conhecida por ser a flauta dos encantadores de serpente

É preciso dançar com a musica. Mesmo numa coreografia os movimentos da bailarina têm que respeitar os tempos/momentos da musica.

Mas o que compõe a musica? Ritmo - é o que define a musica e é composto por um conjunto de sons que se conjugam e repetem

Melodia - é o resultado da execução do ritmo, criando frases musicais, introduzindo pausas, subidas, descidas e prolongamento de tons

Harmonia - depende da cominação dos 2 anteriores e também do ouvido/gosto de quem escuta (por isso temos gostos musicais diferentes)

Emoção - não basta saber a técnica, o executante tem que por emoção naquilo que toca, sentir os sons, senão algo soará a falso ou insignificante aos ouvidos de quem escuta

E agora resta á bailarina interpretar a musica sendo ela própria ritmada, melodiosa, harmoniosa e emotiva.


Nunca falha! (De acordo com o musico e compositor Hossam Ramzy) A bailarina é mais um elemento da musica

( 0s 7principais) Ritmos ( para percurssão) Baladi DD-TKT-D-TKT-TK Maqsoum DD-KD-K Chifftetelli D-KT-KT-DD-T Saidi DT-DD-T Masmoudi DD-T-D-TT Zaar D-K-D-T Fallaih DK-KD-K

Dum - mão direita Tek - mão direita Ka – mão esquerda

Na derbouk:


N

a Idade Média qualquer doença, por pouco viral que fosse, podia facilmente chegar a

ser mortal. Devido á falta de Higiene, á falta de conhecimentos de medicina e á falta de medicamentos adequados á cura. Uma simples constipação podia ser letal e dizimar uma população inteira. Aliás, os povoadores eram tão supersticiosos, que atribuíam a culpa das enfermidades á

Bruxaria,

á

passagem de

Cometas no

céu,

ou

á

cólera

Divina.

Inclusivamente

chegaram a culpar os Judeus e acabaram por os matar em muitas

cidades.

Além das causas mencionadas, outra causa que muito facilitou a propagação das Doenças, foi a falta de alimentos, devido ao grande crescimento demográfico que se verificou na época Feudal. As terras agrícolas eram insuficientes para abastecer a povoação, e começou-se a cultivar terras com baixo rendimento agrícola. O que provocou malnutrição e poucas defesas imunológicas em grande parte da população, sobretudo nas cidades do interior.

A população neste estado e com as suas defesas imunitárias debilitadas, a chegada de uma enfermidade grave teria grandes repercussões mortais. Não só nos pobres mas também na nobreza incluindo alguns Reis, que tendiam a sentirem-se imunes pelo facto de serem Reis e não serem pobres.


A peste chegou á Europa através dos Ratos Negros que vinham da Ásia nos navios de Mercadores Genovenses em 1347, e se estendia através das rotas comerciais. A falta de Higiene foi a maior causa que contribuiu para a propagação da Peste Negra, pois as pessoas dormiam em paletes de palha ao lado do gado para se aquecerem no Inverno, e assim eram alvo fácil das Pulgas. É claro, também os ratos estavam nos celeiros, moinhos e nas casas. As pulgas, em concreto a YERSINIA PESTIS, picavam os ratos negros infestados de Peste, e transmitiam-na aos Humanos quando estes eram igualmente picados. A doença começava a manifestar-se através de Febres muito altas, fadiga, sede, náuseas , tosse, delírios e sangue na expectoração. O sintoma diferenciador de outras doenças que não a Peste, era o aparecimento de manchas no pescoço e nas axilas dos doentes, e inflamação dos gânglios linfáticos. Depois de contaminados, os doentes morriam, em geral, ao fim de uma semana. Está era a Peste Bubônica. Não era contagiosa entre Humanos, e só se transmitia através da picada da pulga infectada. Mas a população não o sabia! O que se descobriu na altura, é que em certas profissões, como os comerciantes de tapetes, eram

mais

afectados,

devido

aos

ratos

que

se

refugiavam nos tecidos. A população, por observação, sabiam, que morriam mais indivíduos em casa, com muitas roupas, onde se podiam mais facilmente esconder os ratos. Por isso começou se a queimar as roupas dos doentes, e não se deixavam entrar carregamentos de tecidos para dentro das muralhas das cidades, e nem os próprios visitantes eram autorizados a entrar com as próprias roupas que traziam vestidas. Eram obrigados a despir

as

roupas

fora

das

muralhas

para

serem

queimadas, e já dentro das muralhas eram lhes dadas outras roupas. Quando transitavam eram observados para verificar que não tinham manchas.

Outra variante da doença, era quando a infecção se generalizava passava para o sangue e se produzia SEPTICEMIA. Está manifestava-se por hemorragias na pele que produziam grandes contusões, de coloração quase negra, daí o nome Peste Negra. Quando a peste atacava os pulmões e se convertia em pneumonia, passava á sua vertente mais contagiosa e mais perigosa para a saúde pública, pois assim, a doença passava a ser transmitida por via respiratória, sendo letal para quem estivesse em contacto próximo com um indivíduo contaminado. Por isso os médicos usavam uma espécie de máscara em forma de bico de Pelicano, que os impedia de se aproximarem demasiado do doente a fim de evitar o contágio. A população observou que com esta variante da doença, esta quando atingia um membro da família os restantes adoeciam também e acabavam por morrer. Assim para evitar a


propagação

da

peste,

os

habitantes

trancavam

as

casas

das

famílias

e

a

população

contaminadas

e

pintavam um X vermelho na porta.

A Peste Negra causou tal epidemia naquela época, que se dizia que Deus poupou alguns, se não, não havia ninguém para enterrar os mortos. Pois esta epidemia dizimou mais de um terço da População Europeia. Esta enfermidade foi erradicada com a chegada dos ratos

cinzentos

que

exterminou

os

ratos

negros

portadores da pulga que transmitia a doença. Em

Florência

apenas

um

quinto

da

população

sobreviveu. No teretorio actual da Alemanha, se estima um de cada dez habitantes perdeu a vida por causas relacionadas com a Peste Negra. Hamburgo, Bremen, e Colônia foram as cidades onde maior proporção da população morreu. Um em cada três. Também na parte da península Ibérica, porém o Oeste, onde está Portugal esteve menos afectado. Se crê que a Peste Negra afectou cerca de 25 Milhões de seres Humanos na Europa, e mais de 40 Milhões na Ásia, donde originalmente vieram os ratos negros. Se contagiaram primeiro a cidades comerciais, e se estendia depois ás cidades circundantes através das mercadorias e dos próprios mercadores, e dai até aos povos do interior e camponeses. Também se propagou por rotas fluviais, e marítimas. A peste também chegou a propagar-se para o sul, não através das rotas marítimas, mas nas rotas das caravanas de especiarias e sedas. Assim chegou á Mesopotania e Egipto.

Esta epidemia teve grandes repercussões sociais e religiosas, pois o Homem deixou de crer num Deus omnipotente. Desaparece o Feudalismo e aumentam as medidas sanitárias, esqueceu se a Bruxaria como forma de prever e controlar os males,

para se passar á Medicina racional e

científica e com tudo isto acaba a Idade Média e começa o Renascimento que conduzirá á época Moderna.

E nós? Se estamos vivos, onde estavam os nossos antepassados nesta época epidémica? Uma coisa é certa eles não apanharam a Peste, pelo menos até á idade de procriarem!

Victoria Suever Escritora e Autora do Livro El Viento Sopla del Norte AMAZON.ES. BUBOK.ES


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Filosofia Medieval

Filosofia Medieval, principais filósofos da Idade Média, Escolástica, principais obras filosóficas da Idade Média, características

São Tomás de Aquino: importante filósofo cristão da Idade Média


Introdução Podemos chamar de Filosofia Medieval a filosofia que se desenvolveu na Europa durante a Idade Média (entre os séculos V e XV). Como este período foi marcado por grande influência da Igreja Católica nas diversas áreas do conhecimento, os temas religiosos predominaram no campo filosófico.

Características

e

principais

questões

debatidas

e

analisadas

pelos

filósofos

medievais: - Relação entre razão e fé;

- Existência e natureza de Deus;

- Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;

- Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.

Principais estágios da Filosofia Medieval

Transição para o Mundo Cristão (século V e VI)

Muitos pensadores deste período defendiam que a fé não deveria ficar subordinada a razão.

Porém, um importante filósofo cristão não seguiu este caminho. Santo Agostinho de Hipona (354 – 430) buscou a razão para justificar as crenças. Foi ele quem desenvolveu a ideia da interioridade, ou seja, o homem é dotado da consciência moral e do livre arbítrio.


Escolástica (século IX ao XIV) Foi um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do cristianismo.

As ideias dos filósofos

gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase.

Os teólogos e filósofos cristão começam a se preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus.

Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação.

No

século

XII, os

conhecimentos

passam

a

ser

debatidos, armazenados e

transmitidos de forma mais eficiente com o surgimento de várias universidades na Europa.

Principais representantes: Anselmo de Cantuária, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, John Duns Scotus e Guilherme de Ockham. Principais obras filosóficas da Idade Média. -

Cidade de Deus (Santo Agostinho)


"Dançar é ser Uno com o todo; é ser esperança no meio do medo; é ser Luz na escuridão!

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Alimentação e Cozinha

Medieval

No que diz respeito à Cozinha Medieval Europeia os dados que nos chegaram até hoje são muito imprecisos, encontra-se facilmente a descrição, mas na maioria das receitas, senão na sua quase totalidade não se faz menção às quantidades. As listas de ingredientes não variam muito mas, tal como hoje em dia, a criatividade de cada um acrescentava e/ou retirava ingredientes numa mesma receita.

Do séc. XIII ao séc. XVI o tipo de culinária é comum a toda a nobreza europeia, tendo aparecido por essa altura os primeiros manuscritos e livros de culinária por toda a Europa.

Para organizar um jantar com amigos em que o tema é a Cozinha Medieval, tenho feito diversas pesquisas, tendo chegado à ementa abaixo, a minha escolha tentou abarcar várias zonas da Europa, e foi um tanto difícil derivado á diversidade de pratos.

Hypocras (As primeiras receitas conhecidas deste vinho doce aromatizado com especiarias datam do Séc. XIII, sendo maioritáriamente da Catalunha e do Langue d'Oc, )Pastéis de Carne (Receita Portuguesa que data de 1438 retirada do Tratado de


Cozinha Portuguesa do Séc. XV)Gehalbirte ayer (Receita Austriaca que data de 1451, vulgarmente conhecida por ovos verdes)Carottes au cumin et à l'huile d'olive (Receita Italiana do Séc. V, de Apicius, Cenouras salteadas com cominhos)Poulet sauté à la coriandre et au cumin(Receita Andaluza do Séc. XIII, Galinha salteada com coentros e cominhos)Poires au sirop parfumées de cannelle et de gingembre(Receita Inglesa datada de 1390, vulgarmente conhecidas por Peras Bêbedas)Tart de Bry (Receita Inglesa do Séc. XIV, Tarte de Queijo) Toucinho do Céu (Doce Conventual das Monjas Beneditinas)

O resultado da minha pesquisa foi baseado na leitura de vários artigos relatando hábitos e costumes da época, a maioria em Francês e Inglês. Tenho pena que sendo Portugal um país com uma história tão rica e já bastante longa, não haja praticamente nada em Português, excepto um tratado da Cozinha Portuguesa do Século XV, sendo que toda a minha pesquisa foi feita na net, espero e acredito que existam alguns livros sobre o assunto. Os sites consultados foram os seguintes, sendo as gravuras também de lá: Old Cook - Cuisine Médiévale Gode Cookery Gastronomie Médiéval Neste jantar não vou recriar o ambiente, mas sim a culinária da época com as necessárias adaptações aos dias de hoje. Aliás, em jeito de graça já avisei os comensais que a mesa terá pratos, copos, talheres e até guardanapos de papel, por isso não procurem nestas receitas o rigor histórico que um estudo mais aprofundado nos poderia dar, esta é apenas uma pequena contribuição minha para a divulgação da culinária medieval. Sendo que quem tiver interesse em recriar refeições ou doçaria da época, encontrará nestes sites centenas de receitas que por vezes com um bocadinho de imaginação podem trazer algumas boas surpresas à nossa mesa.

Abraços...Fernando

Read more at http://pt.petitchef.com/receitas/cozinha-medievalfid-890993#CMf5SGkLKTgPzmwQ.99


FUNDADOR DA ORDEM DOS AGOSTINIANOS

Tão grande é a glória que Santo Agostinho adquiriu, pela sua conversão, santidade de vida e, não menos pelos seus escritos que, ao longo da história, mais de 150 congregações religiosas, quiseram ter a honra de combater sob sua bandeira e que reconhecem Santo agostinho, como fundador e pai.

Tagaste, cidade de Numídia, ao norte da África, era lugar tão insignificante, que talvez tivesse ficado completamente desconhecido, se não fosse a terra de Santo Agostinho. Seu pai era funcionário público e gozava de geral estima, pois era homem correto e leal. Chamava-se Patrício. Deus deu-lhe a graça da conversão ao cristianismo, pouco antes da morte. Agostinho nasceu aos 13 de novembro de 354. Sua mãe, Mônica, santa mulher, procurou dar ao filho uma educação correspondente à sua fé religiosa. Grande, porém, foi o desgosto que teve, ao ver que baldados lhe foram os esforços em conservá-lo no caminho do temor de Deus. Bem cedo Agostinho, esquecendo-se dos conselhos da mãe, caiu na escravidão do pecado, como mais tarde teve a nobre franqueza de confessar perante Deus. Causa desses desvarios, ele mesmo disse ter sido a leitura de maus livros.


Até a idade de 15 anos, fez os estudos em Madaura. Falta de recursos obrigou-o a interromper a freqüência da escola e voltou para Tagaste, onde permanceu, até que o pai tivesse conseguido os meios necessários para o filho poder continuar e terminar o curso em Cartago. Todos elogiavam a Patrício, pelo interesse que mostrava em proporcionar ao filho ocasião de fazer um curso brilhante nas escolas superiores. “Meu pai – assim se exprime Santo Agostinho – fez tudo para me adiantar neste mundo. Pouco se lhe dava, porém, de saber se eu era virtuoso, contanto que fosse eloquënte”.

Durante esse tempo, na idade de 16 anos, Agostinho se entregou de corpo e alma aos prazeres, invejando os companheiros, quando se ufanavam de indignidades por eles praticadas, que não lhe tinha sido possível a ele. O tempo que passou em Cartago foi a época mais triste de sua vida. Lá teve um filho, fruto do pecado. Agostinho deu-lhe o nome de Adeodato.

Indescritível era a tristeza e dor que a mãe experimentava, sabendo que o filho encontrava-se em estado tão lastimável. Essa dor ainda redobrou, quando soube que Agostinho se tinha filiado à seita dos maniqueus. Mônica chorou, como se tivesse perdido o filho pela morte. No entanto, não cessou de rezar pelo apóstata, e pediu a pessoas piedosas das suas relações, que unissem as orações às dela, para obter a graça da conversão de Agostinho. Este parecia ficar dia a dia mais orgulhoso e, completamente inacessível, se tornou aos rogos da mãe. Nove anos passou Agostinho nas trevas do erro herético. Mônica teve uma revelação de Deus, que lhe garantiu a conversão do infeliz filho.

Agostinho, entretanto, abriu em Tagaste e mais tarde em Cartago, um curso de retórica. Era um horizonte muito estreito demais Para sua ambição sem limites, que por ideal tinha, adquirir fama mundial; assim, um dia, resolveu ir para a Itália.

Mônica tudo fez para dissuadi-lo desse plano, ou pelo menos alcançar que a levasse em sua companhia. Agostinho, para se livrar das importunações da mãe, fingiu levar um amigo até as embarcações, enquanto ela se hospedaria num albergue perto do porto. Mônica passou a noite toda em oração e pranto e, quando chegou o dia, Agostinho já se achava em alto mar, em demanda de Roma. Chegado à cidade eterna, caiu gravemente doente. Logo que se restabeleceu, lecionou retórica, e as suas preleções tiveram grande afluência.

Na mesma Ocasião, achava-se em Roma uma comissão da cidade de Milão, para pedir ao Prefeito Simaco uma lente de retórica. Agostinho, por meio de proteção dos amigos maniqueus, conseguiu a preferência entre vários concorrentes e seguiu para Milão. Uma Das primeiras visitas que lá fez, foi ao santo Bispo Ambrósio, que o recebeu com toda a cordialidade.

Foi Deus quem guiou os passos do jovem que, sem o saber, já se achava nas malhas da graça divina. A amabilidade com que Ambrósio o tratava, a caridade que encontrava e, principalmente, a eloqüência arrebatadora do santo bispo, fizeram com que o coração de Agostinho se abrisse ao conhecimento da verdade. Se antes era de opinião que contra as provas do maniqueísmo não havia argumentação, as prédicas de Santo Ambrósio desfizeram essa pretensão. Pouco a pouco conheceu que o sistema da heresia apresentava grandes lacunas, e finalmente se curvou diante da força da verdade.


Agostinho pediu para ser inserido na lista dos catecúmenos. Sabendo quanta mágoa no passado causara à mãe, previa o grande prazer que lhe deveria causar a notícia de sua conversão. Mônica, de fato, veio a Milão, mas nenhuma demonstração deu de satisfação, por ter o filho deixado a heresia. Para Agostinho mesmo, seguiram-se dias de graves lutas internas, pois eram precisas resoluções hercúleas, para quebrar os grilhões de maus hábitos, adquiridos em longos anos e deixar-se levar unicamente pelo suave impulso da graça divina.

Em certa ocasião, recebeu a visita do amigo Ponticiano, que lhe contou a vida de Santo Antão. Foi a hora da graça triunfar. Agostinho confessa que, ao conhecer a vida do grande eremita, ficou profundamente comovido, e tão forte foi esta comoção, que se viu tomado de verdadeiro horror do pecado. Não foi só isto: Deus interveio diretamente na história desta célebre conversão. Quando um dia Agostinho se achava à sombra duma figueira, ouviu perfeita e distintamente as palavras: “Toma e lê”. Instintivamente abriu o primeiro livro que se lhe achava à mão. Eram as epístolas de São Paulo. Abrindo-o, topou com os versos: “Caminhemos como de dia, honestamente, e não em glutonarias e bebedeiras, não em desonestidades e dissoluções; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais uso da carnes em seus apetites”. (Rom 13, 13). Tendo lido isto, não quis mais prosseguir. Fez-se-lhe luz na alma. A tristeza estava-lhe transformada em alegria e, tomado dessa alegria, procurou o amigo Alípio, fazendo-o participante de sua satisfação. Alípio abriu o livro e leu adiante as palavras, que Agostinho não tinha visto: “Ao que é ainda fraco na fé, ajudai-o”. (Rom 14, 1) Apoderou-se também de Alípio grande comoção, que o levou a acompanhar Agostinho na conversão.

Não tardaram a levar à Santa Mônica esta boa nova. O coração da pobre mãe transbordou de alegria, quando a recebeu e ouviu de que modo se realizara a transformação no coração do filho. Deus tinha-lhe, afinal, ouvido-lhe a oração, e não só isto: A conversão de Agostinho dera-se de maneira tão extraordinária, como nunca podia esperar.

Depois, em companhia de sua mãe, de Navígio, seu irmão, Adeodato, seu filho e Alípio, retirou-se para a casa de campo de um amigo, a fim de preparar-se para o santo Batismo. Recebido este, renunciou a tudo que é do mundo: Riqueza, dignidades e posição. O único desejo que tinha era servir a Deus, sem restrição alguma e, para poder pô-lo em prática, formou uma espécie de congregação, composta de amigos e patrícios, que já se achavam em sua companhia. Mônica cuidava de todos, como se fossem seus filhos. Havia ainda uma dificuldade: achar um lugar onde pudesse, como desejava, viver em comunidade. Resolveram voltar para a África. Quando chegaram ao porto de Óstia, morreu Mônica, e Agostinho deu-lhe sepultura lá mesmo. Chegado a Tagaste, vendeu todos os bens, em benefício dos pobres. Escolheu um lugar perto da cidade onde, durante três anos, levou com os companheiros, uma vida igual à dos primeiros eremitas do Egito.

Negócios urgentes chamaram-no a Hipona. O bispo daquela cidade era Valério. Em diversas ocasiões se dirigiu aos diocesanos, expondolhes a necessidade de ordenar sacerdotes. O povo, conhecendo as virtudes e talentos de Agostinho, o propôs ao Antístite, como candidato digno. Embora Agostinho relutasse, alegando indignidade, Valério conferiu-lhe as ordens maiores. Uma vez sacerdote, Agostinho pediu ao Prelado licença para fundar um convento em Hipona e, para esse fim, Valério lhe deu um grande terreno, nas proximidades da Igreja.


Muitos outros conventos ainda se fundaram na África setentrional e Agostinho, com razão, é considerado fundador e organizador da vida monástica.

Em 395, a pedido e insistência do bispo Valério, foi Agostinho sagrado bispo. A nova posição não mais lhe permitia a permanência no convento. Para não perturbar a vida monástica, com as freqüentes visitas que havia de atender, transferiu residência para outra casa, onde foi viver em companhia de sacerdotes, diáconos e subdiáconos.

Naquela pequena comunidade, reinavam os costumes dos primeiros cristãos. A ninguém era permitido ter propriedade. O que possuíam, servia à comunidade. Ninguém era admitido, que não se ligasse pela promessa de sujeitar-se a esse regulamento.

À mulher, era vedada a entrada. Nessa proibição estava a própria irmã de Agostinho, que era viúva e superiora num convento religioso. Se o múnus pastoral lhe impunha a visita a uma pessoa de outro sexo, fazia-se acompanhar por um dos sacerdotes.

Duas ordens religiosas tiveram sua origem da comunidade fundada por Santo Agostinho em Tagaste: A dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho e dos Agostinianos, propriamente ditos, chamados também Eremitas de Santo Agostinho. Ambas as Ordens acham-se também estabelecidas no Brasil. Outra Congregação baseada nos ensinamentos de Santo Agostinho foi a da Congregação das Religiosas de Nossa Senhora, Cônegas Regulares de Santo Agostinho, fundada em 1597 por São Pedro Fourier e o venerável Aleixo lê Clerc.

No ano de 1244, durante o pontificado de Inocente IV, eremitas de Toscana também adotaram a regra. Duas outras congregações menores, que já viviam sob a regra agostiniana, acabaram unindo-se e os três segmentos uniramse, formando uma só congregação. Posteriormente, a Ordem sofreu reforma e, dois novos segmentos (filiais) foram criados, ou seja, Ordem dos Agostinianos Descalços e a Ordem dos Agostinianos Recoletos.

35 anos tinha Santo Agostinho governado a Igreja de Hipona, quando a África sofreu a invasão dos Vândalos e Alanos que, vindo das Gálias e da Espanha, comandados por Genserico, devastaram toda a região norte-africana. Para Agostinho, havia a possibilidade de se pôr a seguro. Preferiu, entretanto, partilhar a sorte do seu rebanho. Esperando a cada momento a tomada da cidade pelas hordas invasoras, rodeado de amigos e de bispos fugitivos, a alma cheia de dor e amor, pediu a Deus que salvasse a África ou aceitasse o sacrifício de sua vida. Acometido de uma febre violenta, sob a recitação dos salmos penitenciais, morreu na idade de 76 anos, em 28 de agosto de 430. Levou consigo ao túmulo a Igreja africana, a própria África com sua alta cultura e civilização. Depois dos Vândalos vieram os maometanos, e com eles o extermínio do cristianismo naquelas regiões.

Grandes são os tesouros espirituais que Agostinho deixou à Igreja, nos seus livros, que apresentam eterno valor. Por especial providência, aconteceu que no grande incêndio que os Vândalos causaram na tomada de Hipona, fossem poupadas a Igreja e a biblioteca do grande Bispo.


Reflexões

A conversão de Santo Agostinho foi o resultado da audição das prédicas de Santo Ambrósio e da leitura das epístolas de São Paulo. O pecador que despreza a audição da palavra de Deus, e a leitura de livros espirituais, está bem longe da conversão.

Santo Agostinho, vendo-se tão escravo da paixão, chegando quase a descrer da possibilidade da conversão, encheu-se de coragem com o exemplo dos Santos. “Estes salvaram-se, por que não hei de salvar-me também?” – dizia, e com boa vontade, com a graça de Deus, conseguiu livrar-se dos terríveis liames do pecado. A mesma experiência fazem todos aqueles que, sinceramente, procuram o caminho da conversão.

Santo Agostinho prorrogara a conversão, sem por muito tempo achar coragem de mudar de vida. Mas, uma vez que se resolveu a abandonar o caminho do pecado, não mais voltou atrás, ficando cada vez mais firme nos bons propósitos.

Se ainda hesitamos em fazer penitência, tomemos, como Santo Agostinho, uma firme resolução de emenda; convertemo-nos, façamos penitência e perseveremos nela.

* * * * * * * * *

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Ordem dos

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Cônegos


Feudalismo na Idade Média Sociedade Medieval, Economia, Influência da Igreja, Idade Média, organização do feudo, suseranos e vassalos, senhor feudal, cavaleiros, servos, sistema feudal.

Servos trabalhando num feudo medieval

Introdução

O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos.

Estrutura Política do Feudalismo

Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).


Sociedade feudal

A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

Economia feudal

A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.

Religião

Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.

As Guerras

A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados


com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

Castelo da época do feudalismo

Educação, artes e cultura

A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.

Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

O fim do feudalismo

O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.



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