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Corte & Conformação de Metais – Abril/Maio 2026
Tudo sobre prensas Motores de acionamento de prensas mecânicas Um resumo explicativo que aborda as características de motores elétricos, como eles fazem as prensas funcionarem e como ocorreu a sua evolução conforme a demanda da indústria.
Com o passar do tempo, foram ocorrendo mudanças no acionamento principal das prensas mecânicas para estampagem. Abaixo segue um resumo da história.
Natal Pasqualetti Neto*
• Ao engatar a prensa, o martelo desce e estampa a peça próximo do PMI (Ponto Morto Inferior), e a velocidade é reduzida em, no máximo, 20%; • Durante o tempo morto de subida e descida, o motor repõe a energia perdida. Conforme o exposto anteriormente, observem que, na partida, o motor requer um certo tempo para atingir a velocidade de trabalho devido à grande massa do volante, e que a cada golpe da máquina o motor sofre um escorregamento de até 20%. Este tempo de partida e o escorregamento que está sujeito a cada golpe da prensa, requer um projeto de circuito adequado para suportar estas condições. No princípio, as prensas utilizavam um motor de indução trifásico CA (corrente alternada).
Primeiro vamos entender o funcionamento do acionamento principal: • O motor elétrico, através de correia, gira o volante até alcançar a velocidade de trabalho; • O volante em movimento armazena energia;
O motor de corrente alternada trifásico é o mais utilizado na indústria, devido à sua simplicidade e pelo fato de não causar problemas. Basicamente, ele é composto de um estator (parte fixa) e um rotor (parte girante), o qual é apoiado em rolamentos. A partir de uma corrente elétrica, é gerado um campo magnético que faz o rotor girar sem qualquer contato com o estator. A velocidade do motor depende do número de polos (característica construtiva) e da frequência da rede elétrica, que no Brasil é 60 Hz.