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Pavilhão Brasileiro é Destaque na CPhI Worldwide Realizada em Paris

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Pavilhão Brasileiro na CPhI Worldwide, maior feira mundial do setor farmacêutico, realizada entre os dias 5 e 7 de outubro de 2010, em Paris, na França, apresentou ao mundo 15 empresas brasileiras, com perspectivas de desenvolvimento de novos negócios em nível internacional. Organizado pela Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI), com suporte da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e Financiadora de Estudos e Projetos (APEX/FINEP), e com apoio institucional da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (INTERFARMA), do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (SINDUSFARMA) e da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), o Pavilhão Brasileiro dispôs de uma área comum para utilização dos expositores e dos demais visitantes brasileiros que foram à CPhI para prospectar oportunidades de negócios, oferecendo completa infra-estrutura de serviços. A CPhI Worldwide é um dos mais importantes eventos mundiais da indústria farmacêutica, oferecendo oportunidades para compradores,

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fabricantes, fornecedores e usuários para trocar idéias, formar alianças e fazer negócios com mais de 25 mil profissionais desta indústria. Em 2011, a feira acontecerá em Frankfurt, na Alemanha, e a promessa é que o Pavilhão Brasileiro traga novidades e surpresas para o evento: localizado no Hall 3 do Complexo de Exposições Messe Frankfurt, o Pavilhão Brasileiro, que será o único com este conceito neste ambiente, com área de 423 m², formado por quatro ilhas, receberá grandes empresas com estandes de grande porte. Para mais informações sobre o Pavilhão Brasileiro, contate a ABIQUIFi. Confira a seguir os depoimentos das empresas e instituições que se fizeram presentes. José Correia da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI) “Nesta edição do Pavilhão Brasileiro na CPhI inovamos em muitos aspectos, com o auxílio das entidades de classe e com as empresas que representam realmente a capacitação brasileira na área farmoquímica e farmacêutica. A expectativa é que o Brasil se torne um parceiro global nos próximos anos. No Pavilhão Brasileiro, recebemos visitantes estrangeiros e temos que acolhê-los bem, é isso que espera-


Visão geral do Pavilhão Brasileiro

se do Brasil. Em mais de uma década participando da feira, os visitantes são recebidos no Pavilhão Brasileiro de uma maneira aberta, confiável e carinhosa, portanto cumprimos a nossa missão.” Odinir Finotti, presidente da Pró Genéricos “A Pró Genéricos, existente há dez anos, é uma associação de empresas que produzem medicamentos genéricos no Brasil. É fundamental haver um Pavilhão Brasileiro como este na CPhI Wordwide. Praticamente todas as empresas associadas à Pró Genéricos estão no Pavilhão e é importante que elas possam expandir suas atividades para outros países. O Brasil está muito bem representado pelas empresas que participam, as quais têm a oportunidade de entrar em contato com empresas da área de biotecnologia, que é o futuro da indústria farmacêutica. Não basta fazer parcerias e importar produtos, mas sim fazer parcerias para estabelecer um parque industrial no Brasil, tanto de conhecimento quanto de produção, ou seja, um pólo de biotecnologia.” Eliane Baruth, superintendente da área de planejamento da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) “A FINEP é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia que possui a missão de financiar a pesquisa cientifica e tecnológica, o

desenvolvimento social em universidades, empresas e instituições científicas para o desenvolvimento econômico e social do País. A meta é transformar o País por meio da inovação. São 43 anos no mercado de inovação, atuando em uma cadeia complementar. A CPhI Wordwide é uma importante feira do setor farmacêutico e farmoquímico para o desenvolvimento das empresas brasileiras e estrangeiras. Conhecer o mercado externo é fundamental. Embora haja oportunidades no mercado nacional, este não é o único mercado em que uma empresa brasileira deva investir. No mercado internacional, a empresa necessita se apresentar para seus parceiros, para os concorrentes, para os fornecedores e clientes. O objetivo da FINEP é apoiar a ABIQUIFI para que as empresas expositoras do Pavilhão Brasileiro tenham seu custo diminuído. A FINEP também possui como objetivo prospectar e descobrir as tendências tecnológicas e a evolução do mercado. É importante ressaltar que a implantação do modelo de Pavilhão, que hoje é tão utilizado, foi implementado pelo Brasil. A primeira vez que participamos da feira foi há 13 anos. O modelo foi tão bem sucedido que foi repetido por outros países. Mostra-se que o Brasil possui empresas, uma cadeia produtiva. A visibilidade que o Pavilhão Brasileiro proporciona é importante. A empresa participa pela primeira vez, faz

Eliane Bahruth FINEP

Ogari Pacheco Laboratório Cristália


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João Trasmontano Biolótus Odinir Finotti Pró Genéricos

Augusto Geraldi Boeringer Ingelheim

Christiano Trotta Nycomed

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contatos na segunda vez o mercado nota que empresa está participando, e assim a empresa vai se consolidando.”

Cristália é uma indústria nacional que enxerga o Brasil como um País do presente, um presente que precisa ser feito e refeito todo dia.”

Denise Carvalho, chefe do departamento de estudos, planos e programas integradores da área de planejamento da FINEP “A CphI é uma importante oportunidade de treinamento também para os técnicos da FINEP”.

Marcus Soalheiro Cruz, diretor-presidente da Nortec Química “A Nortec Química completa 25 anos em dezembro de 2010 e sempre produziu matérias-primas para a indústria farmacêutica. Somos expositores da CPhI há 15 anos e participamos do Pavilhão Brasileiro desde a sua criação. Em 2010, foi concebido uma espécie de sub-pavilhão no Pavilhão Brasileiro, ou seja, cresceu o suficiente para ocupar um lugar bem maior na CPhI. A Nortec utiliza a CPhI para demonstrar o potencial exportador da empresa e também para prospecção de clientes, de fornecedores e de parceiros. Uma das filosofias da empresa é a construção de alianças estratégicas com outras empresas similares no mundo.”

Ogari Pacheco, presidente do Laboratório Cristália “O Laboratório Cristália iniciou suas atividades fabricando medicamentos para a rede hospitalar. Possui três vertentes básicas de atuação: venda a hospitais, venda ao governo e o mercado privado. Fabricamos aproximadamente uma centena e meia de medicamentos em apresentações diferenciadas. O diferencial do Laboratório Cristália é que a empresa se auto-abastece produzindo cerca de um terço das matérias-primas necessárias. Produzimos química fina e iniciamos a produção no campo da biotecnologia. O Laboratório Cristália participa desde a primeira edição do Pavilhão Brasileiro na CPhI. A meta é dobrar o índice de exportação, atingindo o mercado regulado. A indústria farmoquímica brasileira possui uma participação modesta, se pensarmos globalmente. O Brasil é um importador de princípios ativos e sabe-se da importância destes insumos para a sustentação da indústria farmacêutica. O Governo Brasileiro está tomando a decisão adequada no sentido de estimular a indústria farmoquímica. A indústria farmacêutica vai bem em termos de produtos terminados. Produz-se praticamente todas as formas farmacêuticas disponíveis no mundo e com qualidade. Os genéricos vieram para ficar e representam uma parcela significativa em participações no mercado. O problema reside no abastecimento de insumos farmacêuticos. A CPhI é um balcão de negócios, de encontro de empresários de diversos países, em que se discute, se conversa e avaliam-se oportunidades, parcerias, transferência de tecnologia etc. O Laboratório Beate Kleim e Rubem Minardi - Arquiteto do Pavilhão Brasileiro na CPhI

Robertson Petrungaro, gerente comercial da Divisão Cápsulas da Genix Global “O business principal na CPhI Worldwide é a exportação. Atualmente a Genix exporta cápsulas gelatinosas duras para toda a América Latina, mas com a duplicação da fábrica em Anápolis os negócios em âmbito mundial avançarão muito. Teremos um excedente de produção visando a exportação para a Europa e outros mercados como a África do Sul, o Irã e a Turquia. O Brasil tem sido visto como um País em que há demanda e também onde há produtos de qualidade. A Genix é uma empresa 100% nacional que opera com tecnologia internacional, certificada pela ANVISA, ou seja, está habilitada a vender mundialmente.” Ricardo Coelho, gerente comercial da Formil para a América Latina “A participação da Formil Química na CPhI é principalmente focada nos clientes que possui no Brasil, realizando um trabalho institucional e também buscando parceiros nos países da América Latina e nos demais países para os quais a Formil está habilitada a comercializar seus produtos. O negócio da empresa se baseia na síntese de matéria química farmacêutica e comercializamos esses itens com as principais empresas. Apresentamos na CPhI duas áreas de atuação da empresa, que é a parte de matérias-primas e a parte veterinária. A parte veterinária a Formil trabalha com outro modelo que é o produto terminado e também busca desenvolver parceria nos países da América Latina e outros países. A presença no Pavilhão Brasileiro é muito importante, pois reúne todas


Julio Tanaka Genix

as empresas, criando um bloco que atrai significativamente os participantes da feira e cria um interesse cada vez maior sobre quem são os produtores e o que eles estão fazendo no Brasil. Os asiáticos tem se interessado bastante, assim como empresários de outros países como Irã, Grécia e Síria. A Formil realiza esse tipo de trabalho dentro do Brasil, principalmente, nas grandes empresas de genéricos e nas internacionais. É um modelo de negócio que operamos e vendemos para outros clientes da América Latina. O resultado tem sido bastante positivo. A CPhI é bastante produtiva.” José Roberto Pereira, diretor de novos negócios da Biolab “A Biolab participa da CPhI Worldwide com a finalidade de expor seus produtos para exportação, de desenvolver mais fornecedores, tentando consolidar e finalizar alguns entendimentos sobre licenciamento, prospectando outros parceiros para o licenciamento no Brasil. Não imaginávamos que o trabalho fosse tão intenso nesta CPhI. Empresas procuram a Biolab devido aos medicamentos inovadores, para realizar alguns desenvolvimentos conjuntos, estabelecendo parcerias para a produção. As indústrias farmacêuticas européias, americanas e asiáticas sabem que o Brasil, hoje, é um dos países em que o mercado farmacêutico mais cresce, e esse crescimento se manterá por muitos anos. O poder de compra da população está aumentando e o perfil da população está se alterando, tornando-se uma população mais envelhecida. A pirâmide populacional do Brasil está adquirindo o formato das pirâmides dos países da Europa, fazendo com que o mercado se torne muito atraente. O mercado europeu e americano está estável. A tendência do Pavilhão Brasileiro é se tornar cada vez maior e mais procurado. A participação da Biolab foi bastante proveitosa.”

Laura Gomes, gerente de exportação da Biolab “Houve mais procura por parceria para exportação do que nos outros anos. A Biolab apresenta produtos inovadores e cada vez mais se insere no mercado internacional, oferecendo novidades. Isto chama a atenção de potenciais parceiros europeus e de outras regiões do mundo, como os Emirados Árabes, que também participam da CPhI.” João Trasmontano, diretor da Biolotus do Brasil “A Biolotus do Brasil dedica-se a licenciamento e à exportação de produtos farmacêuticos para os mercados da América Latina, da África e do Oriente Médio. Até hoje, os produtos eram exclusivamente produzidos na China, na Suécia, na Suíça e em Portugal e, agora, iremos produzir no Brasil, favorecendo a exportação para a América Latina. O Pavilhão Brasileiro, por sua dimensão dentro da feira, atrai muitas pessoas. A empresa aproveitará a CPhI para fechar vários acordos para exportação. É um ponto de partida.” Nelson Pelegrini, assessor de novos negócios da Eurofarma “A CPhI é um evento especial. A Eurofarma está focada e em apenas um dia o estande da Eurofarma foi visitado por mais de 30 pessoas, com intuito de conhecer a empresa, conhecer os produtos e descobrir uma maneira de possuir uma colaboração no exterior. O Pavilhão Brasileiro possui importante representatividade na feira e chamou-me a atenção o interesse das empresas estrangeiras nas empresas brasileiras. Estas estão representando muito bem o Brasil e demonstram a evolução do segmento, em qualidade e em atendimento. A filosofia inicial da Eurofarma era produzir para terceiros. A base é a exportação de produtos terminados. A expectativa é que haja um retorno interessante, talvez 10% ou 15% dos contatos transformem-se em negócios. A Eurofarma comprou empresas na Argentina e no Uruguai e prospecta comprar outras empresas em outros países. As aquisições iniciaram-se em 2009 e o objetivo é atender a toda a América Latina e a América do Sul. Utilizamos a estrutura da empresa e futuramente talvez concentremos a produção, mas a idéia é sempre utilizar a estrutura local.” Ana Paula Branco, Laura Gomes e Jandira Pereira Biolab

José Correia da Silva ABIQUIFI

Valentina Baigorria Kin Master

Symone Andrade Medley

Roberson Petrungaro Genix

Marco Jr - Pharmab e Shekhar Dhande - Sun


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Ricardo Coelho Formil Química Luiz D’ávila UFRJ

Jairo Yamamoto ValuePharma

José Roberto Pereira Biolab

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Jairo Yamamoto, Presidente da ValuePharma “A ValuePharma é uma empresa holding criada para realizar investimentos no setor farmacêutico. Atualmente, há uma participação majoritária na empresa Althaia S/A Indústria Farmacêutica, que foi criada a partir de um processo de cisão da empresa Almapal. Além disso, investe-se em uma empresa de nutracêuticos denominada Equaliv. É fundamental o Brasil estar bem representado em uma feira como a CPHI. As empresas nacionais apresentam peso muito importante no mercado farmacêutico nacional e muitas delas estão investindo fora do País. Possuem tecnologia de ponta e inquestionável padrão de qualidade. Além disso, possuem escala suficiente para almejar passos maiores. A feira é um evento que aproxima as empresas, mas é importante haver seqüência nos projetos.” Nilce Tomokane, diretora da planta da Boehringer Ingelheim de Itapecerica da Serra (SP) “A Boehringer Ingelheim veio para o Pavilhão Brasileiro na CPhI para buscar parceiros estratégicos para a produção da planta de Itapecerica da Serra pois acredita-se que o Brasil possui um grande potencial, não somente para o futuro mas que está acontecendo agora. O Brasil cresce a cerca de 14% no mercado farmacêutico. Há muitos investidores acreditando e entrando no País. Portanto, buscamos na CPhI parceiros estratégicos. O trabalho de grupo de empresas sob o nome da ABIQUIFI torna mais forte a presença na CPhI. Individualmente as empresas teriam muito menos força. Percebe-se a força do Pavilhão Brasileiro, que é muito visual e claro. Dentro do Pavilhão Brasileiro as empresas ganham mais robustez de negócios e mais oportunidades.” Augusto Henrique Geraldi, gerente de negócios industriais da Boehringer Ingelheim “A Boehringer Ingelheim está completando 125 anos de existência em nível global e no Marinete Miniero e Marcela Saad

Brasil está com 56 anos. A CPhI é muito importante e é a primeira vez que participamos do Pavilhão Brasileiro, porém é o quinto ano que participamos da feira. Foi fundamental na decisão de participar o fato que quem quiser fazer negócios com o Brasil deve vir a este Pavilhão. Em termos de perspectivas de negócios, com exceção à China, é o grande celeiro do mercado farma global. Deverá, nos próximos cinco anos, dobrar o volume de vendas em termos de produtos farmacêuticos. Para as empresas que estão chegando, que querem entrar no mercado, há um modelo de condomínio industrial que é fantástico. Oferecemos isso para todas as empresas que querem fazer negócios no Brasil. É uma novidade, este modelo é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Para estas novas empresas é uma grande oportunidade de ganharem tempo de implementação de uma planta no Brasil.“ Maria Silvia Ortiz Camargo, gerente de marcas e patentes da Medley “O objetivo do Medley na CPhI Worldwide é prospectar negócios. Expandiremos, nos próximos meses, a exportação para os países da América Latina. Na CPhI visitamos fornecedores, conhecemos portifólios e verificamos a documentação necessária para a área regulatória. O Pavilhão Brasileiro, localizado na área central da feira, é importante pois o País vive uma situação econômica privilegiada e há condições de atender a vários outros mercados.” Simone Ursini de Andrade, gerente de novos negócios da Medley “O Medley está bem posicionado no mercado brasileiro em termos de genéricos e busca, na CPhI, novos produtos, não apenas em genéricos e produtos para complementar o portifólio da empresa, mas também produtos que ainda não são comercializados no mercado brasileiro, que se encaixem nas legislação da ANVISA. Empresas estrangeiras estão buscando empresas no Brasil para alocarem seus produtos, e o Pavilhão Brasileiro na CPhI é uma ponte entre essas empresas.” Lélio Augusto Maçaira, presidente da Laborvida “A participação da Laborvida na CphI é importante e o objetivo é buscar intermediários de síntese química para a produção de medicamentos verticalizados, exatamente para levar esses


Sílvia Camargo Medley

intermediários para o Brasil. O Pavilhão Brasileiro é muito importante por congregar as indústrias farmoquímicas e farmacêuticas que pretendem se inserir nesse mercado mundial. Montar um estande próprio é mais complexo, porém em um Pavilhão é muito mais simples e mais interessante. Quanto às perspectivas de exportação, a maioria das empresas pensam em possuir qualidade para exportar para mercados regulados e não exportar para mercados de baixa qualidade, portanto a intenção da Laborvida é desenvolver produtos com a estabilidade e a qualidade necessárias para, um dia, exportar para mercados regulados.” Agenor Giuliette, diretor-presidente da Galena “A Galena trabalha com importação, distribuição e fracionamento de matéria-prima farmacêutica e possui a filosofia de trabalhar com produtos de qualidade diferenciada, atendendo o mercado farmacêutico veterinário e de alimentos. A empresa iniciou vendendo para farmácias magistrais, construindo mais de 30 parcerias ao longo dos anos. A Galena frequenta a CphI Worldwide desde a primeira edição do evento, com o objetivo de aprimorar os contatos, formar parcerias e buscar idéias e novidades. O Pavilhão Brasileiro é presença destacada na feira, pois o Brasil está em um bom momento, percebe-se isto nas conversas com os fornecedores de diversos países. A Abiquifi deve arrojar ainda mais para o próximo ano para que as empresas brasileiras apareçam mais e tenham mais oportunidades. A participação da indústria brasileira, das entidades e das empresas é importante, pois há mercado em todo o mundo. A indústria farmacêutica brasileira adquiriu porte tal que justifica investir nesses espaços, como a CPhI. A CPhI 2011, em Frankfurt, Alemanha, será um vento importantíssimo para o Brasil, que terá novo governo e novos investimentos.” Marco Quintão, Nilce Tomokane e Serafim Branco Neto

José Abdalla Nehme, presidente da Associação Brasileira de Revendedores e Importadores de Insumos Farmacêuticos (ABRIFAR) “O contato efetuado na CPhI é o maior benefício e a maior realização que existe para os importadores brasileiros e os associados da ABRIFAR. Acredito em uma feira de negócios e nos contatos efetuados. A CPhI é um bom fórum de discussão também em relação ao aspecto técnico. A implementação de registro no Brasil é um dos pontos de maior discussão nesse evento e é uma preocupação destacada inclusive pelos investidores estrangeiros.” Valderlanzs Dantas, presidente da Lanza Pharma “A CPhI é um dos eventos mais focados na indústria farmacêutica e a participação das empresas brasileiras é cada vez mais ativa. Acredita-se no crescimento do mercado farmacêutico para os próximos anos. As perspectivas são positivas. O perfil das empresas expositoras está cada vez melhor, são empresas de alta tecnologia, todas extremamente importantes para o nosso negócio.” Marco Antonio Belchior, presidente da Pharmab “O objetivo de participar da CPhI é estar junto às representadas, orientando clientes nas visitas e tentando descobrir produtos novos, valorizando as parcerias que possuímos, o que é importante nas representações. Há 20 anos representamos as empresas no Brasil e isto é muito importante para consolidar mais os contatos. O Pavilhão Brasileiro está maior do que em outras edições e é prazeroso verificar que o Brasil está crescendo como exportador. O Pavilhão Brasileiro é um local de encontro entre parceiros e espero que cresça ainda

Abdalla Nehme ABRIFAR

Nelson Pelegrini Eurofarma

Vanderlanzs Dantas Lanza Pharma Andréa e Fernanda Marques Pinto, Maranata e Serafim Branco Neto


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mais e que haja mais empresas brasileiras voltadas para exportação e prospecção no mercado internacional.” José Aparício Britos Frinki, professor do curso de farmácia e coordenador do Laboratório Analítico de Insumos Farmacêutico (LAIF) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) “O LAIF surgiu em um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, a ANVISA e uma expressiva manifestação de apoio e também da fonte de recursos da ABIQUIFI. A CPhI mostra um movimento expressivo pela freqüência e participação nos negócios de empresas estrangeiras interessadas. Cito a ABIQUIFI entre outras entidades e instituições que se uniram para que este Pavilhão acontecesse. O LAIF também está presente apoiando este evento e é um laboratório que se dedica à caracterização e à variação dos insumos de certas análises que não são aquelas rotineiras. Foram realizados diversos contatos com as empresas presentes e muitas delas conheciam e estavam utilizando os serviços do LAIF e há um crescente e promissor mercado para o LAIF e uma relação importante com as empresas farmacêuticas, inclusive a retomada de algumas informações, de possíveis relacionamentos e intercâmbio com ações e crescimento nessa área analítica e de segurança de medicamentos farmoquímicos, fazendo frente inclusive à concorrência externa e qualificando os fornecedores brasileiros e também garantindo que o que entre nesse País tenha um grau de qualidade que mantenha a redução de riscos sanitários ao utilizar o medicamento.” Andréa Marques, gerente de marketing da União Química Farmacêutica “A União Química Farmacêutica participa da CPhI há alguns anos, procurando se expor para o mercado internacional, buscando parcerias para importação e exportação. A exportação é estratégica para a empresa, visando a internacionalização futura, e a CPhI abre portas para que a empresa se exponha e que haja trocas, não somente com fornecedores, mas com futuros distribuidores. No Pavilhão Brasileiro sente-se que o Brasil ganha força maior. Os visitantes são atraídos e cria-se oportunidades para todos. Chegamos na CPhI com muitas reuniões confirmadas e estas reuniões foram produtivas.” F M A revista Fármacos&Medicamentos realizou a cobertura do evento a convite da ABIQUIFI

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Indústrias Farmoquímica e Farmacêutica Brasileiras: Destaque no Cenário Internacional A exemplo de anos anteriores, o Pavilhão Brasileiro, composto por empresas farmoquímicas e farmacêuticas instaladas no Brasil, vem se superando no quesito quantidade e qualidade, atraindo assim todas as atenções do mercado internacional na CPhI Worldwide 2010, este ano realizada em Paris, França. Este evento, que é considerado o maior do mundo no setor, realizado anualmente na Europa, é hoje uma importante vitrine para a indústria brasileira e a participação das empresas deverá refletir resultados consideráveis na balança comercial do setor, pois houve a participação de mais de 1.900 expositores e uma média acima de 25 mil visitantes, o que demonstra a importância e abrangência mundial. Em 2010, houve participação recorde de expositores e de visitantes brasileiros, e em uma área bastante privilegiada e de grande visibilidade para os visitantes, o que certamente gerou inúmeras oportunidades de negócios. Em uma experiência inovadora, além da assessoria de profissionais bilíngües, salas reservadas para reuniões, internet, impressoras e outros serviços, e o tradicional cafezinho brasileiro, o Pavilhão Brasileiro contou com uma disposição de estandes modernos e de fácil visualização, e com uma área comum para utilização dos expositores que foi cenário de diversos encontros e oportunidades de negócios. O que pode-se esperar para 2011, em Frankfurt? Com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o respaldo das entidades representativas do setor industrial brasileiro: Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (INTERFARMA), do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (SINDUSFARMA) e da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), haverá a oportunidade de abrir novas parcerias e reforçar o comércio exterior brasileiro. Empresário brasileiro, nos vemos na CPhI 2011, em Frankfurt, Alemanha. Serafim Branco Neto, gerente executivo da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI)

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Conceito de Condomínio é Resultado da Evolução dos Serviços Prestados pela Boehringer Ingelheim Após cinco anos do lançamento da Industrial Customer Business (ICB), área especializada no Desenvolvimento de Negócios Industriais, criada com o objetivo de expandir a atuação no mercado e ampliar a produção do Complexo Industrial da companhia em Itapecerica da Serra, a Boehringer Ingelheim contabiliza excelentes resultados e aprimora o portifólio de serviços. Presente no Brasil há 55 anos produzindo medicamentos para uso humano e veterinário, a empresa alemã ultrapassou a marca de 25 milhões de unidades contratadas para terceiros no final de 2010 e deve crescer ainda mais. Agregando ainda mais valor aos clientes, a área de ICB oferece soluções abrangentes e personalizadas para a operação farmacêutica, passando por toda a cadeia produtiva, que vai desde o desenvolvimento e busca de fornecedores, passando pela própria produção até a distribuição do produto acabado. A partir de agora, este modelo pode ser ainda mais completo, pois possibilita ao parceiro a extensão do serviço para que empresas que queiram se estabelecer no complexo industrial da Boehringer Ingelheim usufruam de toda a infra-estrutura instalada. “Com isso, esta opção mais completa que denominamos de Condomínio, oferece aos clientes a possibilidade de contar com alta tecnologia, ampliar as próprias produções ou mesmo lançar produtos, sem a necessidade de pesados investimentos direcionados à linha de produção. O cliente instala-se no complexo industrial para manter sua operação produtiva, otimizando seus recursos”, destaca a diretora da fábrica da Boehringer Ingelheim, Nilce Tomokane. Na Boehringer Ingelheim, a área de Desenvolvimento de Negócios Industriais é considerada uma estratégia para a consolidação de um negócio rentável e sustentável, oferecendo uma solução completa para a operação, com contratos de médio e longo prazo, possibilitando aos parceiros se concentrarem em atividades de pesquisa e desenvolvimento e comercialização dos seus produtos, enquanto a Boehringer cuida da atividade meio, ou seja, fabricação e suprimento dos produtos para o mercado. A unidade ICB, criada especificamente para a modalidade de terceirização, vem se somar às tradicionais áreas de negócios da empresa, Consumer Healthcare (medicamentos isentos de prescrição), Prescription Medicines (medicamentos vendidos sob prescrição médica) e Animal Health (Saúde Animal). Hoje, os negócios da área de ICB respondem por cerca de 7% do faturamento da Boehringer Ingelheim no mundo, o equivalente a € 800 milhões. Para garantir toda excelência e segurança aos clien-

tes, a empresa investiu mais de US$ 75 milhões nos últimos anos, tanto na atualização tecnológica dos seus processos e nas instalações da fábrica quanto na qualificação da equipe. “Essa estratégia exigiu esforços da companhia e foco em desenvolver recursos altamente especializados, aliando todo nosso expertise a necessidades específicas da terceirização”, detalha Nilce. Nilce A fábrica nacional é uma das Tomokane maiores e mais modernas do Grupo no mundo, sendo responsável pelo terceiro maior volume de produção e atende demandas específicas dos atuais 7 clientes de ICB bem como dos três novos projetos que deverão ser aprovados nos próximos meses. “Diante deste cenário, estimamos ampliar a produção em mais 15 milhões de unidades”, afirma o gerente de Negócios Industriais da empresa, Augusto Geraldi. “O Condomínio chega para a nossa empresa como uma estratégia para ampliar a capacidade produtiva e o volume de negócios, disponibilizando ao segmento farmacêutico produtos com qualidade e segurança. Mais do que isso, nosso cliente poderá focar os esforços nas próprias estratégias de mercado, enquanto delega a produção a especialistas do setor. Outra grande vantagem é que há uma empresa instalada em nosso complexo industrial seguindo este modelo, e certificada pela ANVISA, comprovando a eficiência do conceito de condomínio industrial, ressalta Autusto. Além disso, a credibilidade e as certificações da fábrica brasileira por agências regulatórias externas, atualmente compreendendo as agências Européias (Inglaterra e Alemanha), Argentina e Colombiana é um atrativo para o mercado, juntamente com o respeito aos aspectos éticos, sociais e ambientais. Brasil em destaque Há outra novidade da unidade alemã no Brasil: “O complexo industrial foi escolhido para a produção de alguns medicamentos, hoje fabricados na Europa, que serão transferidos para o Brasil nos próximos anos. A fabrica brasileira será responsável pela exportação destes produtos para o mercado latino-americano, europeu e asiático. Novos investimentos serão realizados para adequação do site aos volumes requeridos, além de termos recebido, em agosto último, a agência regulatória alemã para certificação das linhas de sólidos para exportação ao continente europeu”, anuncia Augusto.

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Um Olhar sobre o mundo  

Reportagem sobre a CPhI World Wide na França em 2010

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