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Revista mensal gratuita nยบ 2 Fevereiro 2013


Indice

4- Índice

52 - Ambiente

5- Espaço do Leitor

54 - Literatura

6- Editorial

56 - Arte

7- Manifesto

60 - Aqui Talentos

8- Algarve Solidário

64 - Usos e Costumes

13- Educação

66 - Musica

17- Curiosidades da Historia

68 - Cinema

19- Política

72 - Teatro

23- Direito e Justiça

74 - Culinária

25- Economia

81 - Design

29- Finanças

82 - Arquitectura

31- Moda

83 - Ponto de Encontro

33- Turismo

86 - Memorias

34- Tentações

90 - Informática

36- Volta ao Mundo

91 - Desporto

41- Nutrição

92 - Paranormal

44- Saúde

96 - Eventos

47- Bem Estar

98 - Assinantes

50- Ecologia

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Espaço do Leitor Ficha técnica Director / Editor: Augusto Gu erreiro augusto.aquialgarve@gmail.com

Redacção: Vanessa Rod rigu es João Co sta Vítor Gonçalves Maria José Mangas João Carlos

Colaboradores: Eduardo Catarino Eduardo Passos Rui Madeira Cláudio Mocho Eugénia Dobrões Maria José Mangas António Santos Soraia Farinha Nuno Martins António Marques Miguel Lace rda Andreia Cruz Dília Guerreiro Nuno Candeias Nuno Santos José Gonçalves

Conte a sua história, escreva a sua opinião… A revista Aqui…Algarve tem uma coluna dedicada exclusivamente para histórias enviadas pelos nossos leitores. Escolhemos as melhores histórias e publicamos nas nossas edições.· Para participar é muito simples, basta enviar a sua história (preferencialmente com fotografias) para o email: edicao.aquialgarve@gmail.com com o título da história. As histórias seleccionadas ganham um brinde especial da Revista Aqui…Algarve. Envie a sua! As informações aqui prestadas tem o propósito de trazermos matéria voltada para o interesse dos nossos leitores, sempre procurando responder às suas dúvidas e ajudando a promove-lo com o conhecimento profundo sobre a matéria que escreve. Não sendo destinada para outros fins.

Composição e Design: Augusto Gu erreiro Vanessa Rod rigu es João Co sta

edicao.aquialgarve@gmail.com Informática: Infor-Tec Informá tica geral-info r-tec@sapo.pt

Senhores Diretor, Editor e colaboradores da revista Aqui Algarve, Constituiu-se motivo de muita alegria para mim o inicio da circulação mensal da vossa revista, a revista "Aqui Algarve", que na certa vem assinar uma importante página no jornalismo escrito do Algarve. Excelentes reportagens, colunas as mais variadas e um conteúdo dos mais completos, fazem da Revista Aqui Algarve uma leitura obrigatória da maioria dos algarvios, a cada inicio de mês. Parabéns e muitos anos de circulação é o que desejo aos que fazem a Aqui Algarve.

Fotografia: Aqui Algarve Nuno Santo s Click Time Photo

Departamento Comercial e Publicidade: Vanessa Rodrigues João Neves Ana Mónica Nuno Cand eias co mercial.aquialgarve@gmail.com

Secretariado:

José Maria Alves (Advogado)

Estimados Senhores (as) da "Aqui Algarve", Com muita amizade, saúdo respeitosamente, agradecendo este novo projecto "A revista Aqui Algarve" vem fazer pelo bem da comunidade, inclusive do algarve. Maravilhosa a mensagem expressa pelo "Editor" nesta 1º edição! Com os votos mais cordiais de Bom Ano de 2013, desejo que tenham saúde e forças para continuar por longos anos a árdua e importante tarefa que assumiram com os meios de comunicação social.

Tânia Neves

Impressão: Arnaldo Matos Pereira , Ld a. Zona Industrial de Loulé Lote 18 Apartado 247 8100-911 Loulé Algarve - Portugal

Sabrina Vilarinho (Estudante na Universidade do Algarve) 5

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Editorial

Palavras soltas pelo vento Não posso falar por todos, mas hoje, sem nenhuma dúvida, creio piamente em algo que um dia ouvi numa aldeia rural, localizada na vasta região do Alentejo, durante uma visita familiar: “ se tu não absorves a vida com intensidade a vida absorve-te com dor. A dor de quem tem medo de prosseguir”. E p ortanto, tem pouca disposição para o novo, principalmente combinado na mesma oração, com a palavra “desconhecido”. Sentado ao redor da fogueira, no meio da escuridão, no frio cortante da noite alentejana após todos irem dormir, enquanto partilhava os meus pensamentos com um pequeno cão que nos guardava durante o sono acabei ouvindo as palavras acima citadas, que soltas pelo vento encontraram o lar nos meus ouvidos. Estas palavras, que jam ais esquecerei diziam que algumas coisas simplesmente estão destinadas a ser assim mesmo, sem ter um porquê, sem pergun tas, sem explicações, apenas estão e mesmo assim, não guardam dúvida alguma.

“ Apenas ser.” Nesta edição as coisas estão um pouco mudada s. A começar pelo editorial, já que não sou o mesmo do mês passado, nem igual a quem era na noite que passou. Abracei à bastante tempo uma necessidade de mudança constante, assim como um vírus agressivo que não dá descanso. Não se trata necessariamente de uma mudança física ou geográfica mas sim, uma mudança de conceitos, um tipo de upgrade constante na vida, dia após dia, mas que jamais cessa ou arrefece. Encare esta edição como o prefácio de um caminho longo, difícil, excitante, divertido e mo a própria vida. Por tudo isto, preocupe -se menos, viva mais e seja livre. Aqui começa uma outra forma de estar e compreender a vida.

Boa leitura Augusto Guerreiro Editor

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Manifesto

Limites, verdades ou auto-imposições? Quantas vezes não se deparou com a situação de não acreditar que conseguiria realizar algum objectivo e sentiu o aperto do medo, a sensação de que o desejo estava demasiado distante da sua realidade? Pois é, uma vez ou outra, independentemente de quem se é, de como ou onde se vive, e de quanto se tem na conta bancária, todos acabam por ter que lidar com este incomodo sentimento de limitação. Um dos maiores causadores deste mal e factor preponderante pa ra a auto limitação é a necessidade de “estar seguro”. Por ordem desta procura, as pessoas acabam por passar pela vida inutilmente à procura de uma pertença segurança que nunca vêm, pois é praticamente inalcançável. Como é possível ter segurança e viver nu ma bola recheada de rocha derretida e flutuando num vácuo infinito, estando à mercê de um futuro imprevisível? O facto è: quando se pensa tê-lo encontrado, percebe-se ou não que se deparou com a verdade, com a prisão do tédio e da normalidade. O medo de nã o ter casa, não ter dinheiro, enfim, o pavor de falhar, paralisa uma grande parcela da população que tristemente, apenas pára de viver. Perder o interesse pela vida na procura de uma velhice tranquila. No entanto, de que serve uma velhice tranquila após uma vida pobre de aventuras, experiências e vazia de significado? É uma pergunta não respondida, jogada ao ar e uma questão sem pretensão de ser solucionada.

Normose Há dias saiu na comunicação social, um artigo com uma entrevista a um mestre de yoga, Hermógenes, um septuagenário de vasta sapiência e sabedoria que apontava uma doença como a principal moléstia a atormentar as pessoas nos dias de hoje: a “normose”. Esta doença de nome incomum refere -se à necessidade de ser comum, normal, de se enquadrar no rebanho e abandonar a procura pela singularidade. Ou seja, o medo de se afastar do que é comum é tão grande que o ser humano apenas passa a existir, abstendo-se de na realidade viver plenamente e realizar o que deseja. Enfim, ter medo é plenamente normal e saudável para qualquer um. O medo faz reflectir e ponderar os riscos, mas de forma alguma pode paralisar a vida no sentido em que a própria deixe de realmente ser “vida”. É preciso acreditar que nenhuma montanha é alta de mais, nenhum rio é largo ou profundo de mais e nenhum caminho é intransponível, pois os limites não existem senão na mente de quem os cultiva. Por isso, para viver sem limite temos que aproveitar cada momento e extrair dele o máximo. É viver o por do sol, é viver o anoitecer, é atravessar florestas e tomar banhos de sol, é caminhar pelos trilhos do campo, passar uma tarde á beira-mar ou deitado na relva de um parque. Viver é, intrinsecamente, sentir-se vivo e aproveitar na sua maior e mais completa express ão. Por isso, viva e seja livre. Augusto Guerreiro

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Algarve Solidário

QUEM SOMOS O Centro de Apoio ao Sem -abrigo - C.A.S.A., é uma associação sem fins lucrativos, Instituto Particular de Solidariedade Social , fruto da iniciativa e inspiração de Pema Wangyal Rinpoche, Presidente Honorário, é uma entidade de solidariedade social, constituída por escritura pública a 19 de Julho de 2002. Entre os seus objectivos fundacionais destaca -se a prática do BOM CORAÇÃO e a prática da BONDADE, como promoção humana e desenv olvimento integral da dignidade de todas as pessoas que se encontrem em situações de vulnerabilidade. Esta é uma condição essencial a todos os membros e candidatos ao voluntariado na associação. Somos uma Associação exclusivamente de voluntários que, apesar de ser reconhecida oficialmente por todas as entidades e poderes públicos, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro ou de outro tipo das mesmas. Para levar a cabo o seu trabalho diário precisa de apelar à boa vontade da sociedade civil de forma a au mentar cada vez mais o número de pessoas a quem queremos apoiar.

QUEM APOIAMOS O C.A.S.A. tem por objectivos realizar acções de apoio básico e de primeira necessidade como são a alimentação, vestuário, alojamento, fornecimento de mobiliário e utensílios domésticos; acções de apoio técnico especializado nas áreas médicas, jurídica, psicológica, etc. Visa também promover acções que visem a integração social e profissional e consequentemente a independência económica a favor de crianças, adolescentes ou out ros socialmente desfavorecidos, vítimas de violência ou maus tratos, independentemente da sua nacionalidade, credo religioso, política ou etnia, podendo ser de âmbito nacional ou internacional. Quem é elegível para receber apoio? Pessoas sem rendimentos; desempregados; pessoas sem meios de ganhar a vida devido a doença ou deficiência; sem -abrigo; pessoas socialmente excluídas ou marginalizadas devido a vício de drogas ou alcoolismo; vítimas de abuso; idosos, entre outros. Os critérios de elegibilidade são avaliados e comprovados, numa primeira fase, através do cruzamento de dados com a Segurança Social e outras Instituições – documentos comprovativos das receitas do agregado, bem como das despesas (recibos de renda e outras provas de gastos) são necessários como prova de nível de rendimentos e necessidades do candidato. Posteriormente, é realizada uma visita domiciliária para averiguar a veracidade de declarações de carácter mais subjectivo, de forma a verificar in loco a situação da família apoiada. Para permanecerem elegíveis, os candidatos terão de assinar um Acordo Social com o C.A.S.A., que estabelece, entre outras coisas, a necessidade de fazerem voluntariado na Instituição durante pelo menos 6 horas semanais e de participar em campanhas de recolha nos hipermercados, caso tenham condições físicas, familiares e profissionais que o possibilitem.

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Algarve Solidário

1. Distribuição de refeições e cabazes alimentares a sem -abrigo, idosos e famílias carenciadas, sendo que à data dá resposta a mais de 1.500 pessoas nos concelhos de Faro, Albufeira, Loulé (em Quarteira) e São Brás. 2. Deslocação diária de várias equipas de apoio domiciliário para apoio dos utentes sem mobilidade e mais idosos. 3. Distribuição regular de vestuário, calçado, cobertores e artigos de higiene; 4. Disponibilização de se rviços de uma equipa de acompanhamento especializado pertencentes ao quadro dos voluntários inscritos na associação, com o objectivo de apoiar as pessoas em situação de vulnerabilidade a diferentes níveis; 5. Realização de reuniões periódicas com as Autarqui as, Instituto de Segurança Social, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Juntas de Freguesia e outras organizações com desenvolvimento de intervenções junto da população sem abrigo; 6. Apoio a grupos de alunos de diversas Instituições de ensino que têm contactado o C.A.S.A. para desenvolver trabalhos/estudos sobre os sem -abrigo, nomeadamente através de acções de formação nas escolas e/ou integração destes alunos nas “equipas de rua”. 7. Participação no CLAS 1 de Faro e Albufeira, bem como o NPISA 2 e RIVA 3 de Faro; 8. Realização de Festas de Natal com Almoço e Animação com a presença de centenas de pessoas carenciadas desde sem -abrigo, idosos abandonados, crianças e famílias carenciadas e na qual providenciamos alimentação, distribuimos vestuário, géneros alim entares assim como presentes para as crianças;

9. Festas do Dia da Criança, em Hotéis que se disponibilizaram para acolher os filhos dos nossos utentes, com actividades de animação, distribuição de brinquedos e lanches; 10. Funcionamento de arm azéns especializados, cada um deles destinado a uma àrea especifica da nossa intervenção diária – Alimentação; Vestuário; Equipamentos e Brinquedos - para recolha e distribuição dos géneros aos utentes apoiados pela Associação; 11. Várias vezes ao ano desenrolam -se Campanhas de Recolha de Alimentos nos diferentes Hipermercados do Algarve, abrangendo em média de cada vez, cerca de 15 superfícies comerciais. 12. Realização de Campanhas Especificas de Angariação de Patrocínios Financeiros com vários estabelecimentos comerciais, nomeadamente restaurantes, hotéis, superficies comerciais, etc. 13. Realização de Campanhas alusivas a determinadas épocas do ano, Páscoa, Verão, Natal, cujo objectivo é a venda de brindes alusivos de forma a obter patrocínios financeiros. 14. Realização de actividades para angariação de fundos que permitam suportar as despesas correntes de funcionamento da Instituição. De entre essas actividades dest acamo s: Esp ectáculo s Musicais, Torneios Desportivos, Eventos Culturais, Particip ação em Mercados Sociais, entre outros. 15. Organização de Campanhas de Solidariedade, junto de instituições públicas e privadas, bem como do público em geral tendo em vista a recolha de géneros alimentares, vestuário, calçado, brinquedos, material escolar, e tc. para distribuição aos carenciados; 9

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Algarve Solidário

O NOSSO PROJECTO ESPAÇO CASA SOLIDÁRIA O “ESPAÇO CASA SOLIDÁRIA” pretende ser um local que vá muito para além dos tradicionais, mas necessários, apoios e valências básicas e de primeira necessidade para a população mais desfavorecida, como são os apoios alimentares, de higiene, vestuário e outros, focalizando a sua int ervenção fundamental na criação de uma Loja de Formação e Integração Profissional para a população alvo referida antes e que demonstrem competências e capacidades para aí trabalharem. As suas instalações deverão compreender: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Loja Social de Venda de Produtos, Equipamentos e Serviços Equipas de Serviço Externo e Domiciliário com o apoio de Oficinas Profissionais Ateliers Formativos e Ocupacionais Banco de Géneros Alimentares e Equipamentos Apoio Técnico especializado Alojamento de Emergência Higiene pessoal, distribuição e tratamento de vestuário Cozinha Solidária

Até ao momento de autonomização completa por parte dos utentes eenquanto eles mantiverem situações de vulnerabilidade, o “ESPAÇO CASA SOLIDÁRIA” , pretende assegurar, com carácter transitório e de curta duração, as necessidades básicas (alimentação, higiene pessoal, distribuição e tratamento de vestuário, alojamento de emergência, etc.) e a criação de espaços de valorização e enriquecimento pessoal (gabinetes de apoio técnico especializado, programas formativos e de reciclagem) essenciais à capacitação dos indivíduos para a sua autonomização e bem-estar.

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Algarve Solidário

COMO PODE AJUDAR O C.A.S.A. ALGARVE Na delegação do Algarve encontramo-nos neste momento a apoiar diariamente mais de 1.500 pessoas, de entre Sem Abrigo, Idosos abandonados, Famílias disfuncionais, Individuais e Famílias com graves problemas económicos e sociais, a quem proporcionamos diariamente um apoio em comida e géneros alimentares, para além de muitas outras áreas de primeira necessidade. A sociedade civil pode contribuir através de:      

Participando ou apoiando um evento solidário de angariação de fundos para o CASA Doando um patrocínio financeiro regular (mensal ou anual) ou pontual, no valor que entender Tornando -se Sócio ou Amigo do CASA Doando géneros, produtos, equipamentos, materiais e serviços diversos Contribuindo com horas de trabalho voluntário e angariando voluntários Divulgando junto dos seus amigos o trabalho do CASA

Para que se destina essa contribuição: O apoio da sociedade civil em 2013 vai-nos permitir:  Dar Alimentação a mais de 1.500 pessoas diariamente – meio milhão refeições por ano;  Garantir o Vestuário e a Higiene a mais de 300 agregados familiares de uma forma regular;  Patrocinar a Formação e Integração Social de 150 utentes carenciados anualmente;  Dinamizar o Espaço Casa Solidária, a sua Loja Social e Oficinas Ocupacionais;  Garantir os materiais, equipamentos e serviços para o funcionamento regular do CASA.

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Algarve Solidário

OS NOSSOS CONTACTOS Sede - Rua Ataíde de Oliveira nº 79 r/c – Faro Loja Social - Rua Cunha Matos nº 17 r/c - Faro 289813748 / 967797001 / 913907730 apoioaosemabrigo.faro@gmail.com / faro@casa-apoioaosemabrigo.org www.casa-apoioaosemabrigo.org / www.casa-faro.org https://www.facebook.com/pages/CASA-Centro-de-Apoio-ao-Sem-Abrigo/

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Educação Convenção sobre os Direitos das Crianças

O

1. s direitos escritos nesta Convenção são de todas as pessoas com menos de 18 anos. 2. Todas as crianças têm os mesmos direitos; não interessa a sua cor, raça ou sexo, a língua que falam ou o país em que vivem. Não devem ser tratadas de forma diferente por terem mais ou menos capacidades, serem ricas ou pobres ou pelas opiniões políticas ou religiosas dos seus pais.

9. As crianças não devem ser separadas dos pais; só se eles as maltratarem. Têm sempre o direito de verem e falarem com os pais, mesmo que estes não vivam juntos. Se, por qualquer razão, pais e filhos se separarem, tanto os pais como os filhos têm o direito de saber onde uns e outros estão.

3. As decisões que os adultos tomam sobre a vida das crianças devem garantir sempre o seu bem-estar. 4. Os Estados dos países são responsáveis por fazer com que os direitos das crianças sejam cumpridos. 5. As crianças têm direito a que o Estado do país em que vivem ajude os seus pais a dar-lhes as melhores condições de vida.

10. Todas as crianças que vivam em países diferentes do país dos pais têm o direito de se encontrar ou de irem viver com eles.

6. Todas as crianças têm direito a viver e a crescer.

11. Nenhuma criança pode ser levada para outra terra sem o conhecimento e a autorização dos pais. Se isto acontecer, os Estados devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as libertar.

7. Todas as cri anças têm direito a um nome próprio e aos apelidos dos pais; têm direito a um dia de anos e a pertencerem a um país e tudo isto deve ficar escrito num livro especial que está guardado num sítio chamado Conservatória do Registo Civil. Têm também o direito de saber quem são os seus pais e de ser educadas por eles. 8. Se uma criança não conhecer os seus pais ou não souber onde e quando nasceu, o Estado deve fazer tudo o que puder para conseguir essas informações.

12. As crianças têm o direito de dar a sua opinião e de serem ouvidas, tendo em conta a sua idade, nas decisões que lhes digam respeito. 13. As crianças têm direito de dizer o que pensam e sen tem, através da fala, da escrita ou de outro meio, desde que não prejudiquem os direitos das outras pessoas.

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Educação

14. As crianças têm o direito de pensar livremente e de pertencer a uma religião. Os pais devem ajudá-las a compreender melhor o mundo e a tomar as suas decisões. 15. As crianças têm o direito de se reunir com outras pessoas e de criar grupos, desde que não prejudiquem outras pessoas. 16. As crianças têm direito a ser respeitadas, e ninguém, sem motivo justo, deve meter -se na sua vida, na sua família, nas coisas que lhes pertencem ou nos seus segredos. 17. As crianças devem saber o que acontece no mundo. Por isso, os meios de comunicação social (a televisão, a rádio, os jornais e as revistas) devem informá-las sobre estes e outros assuntos do seu interesse. Os adultos devem ajudá-las a compreender o que vêem, lêem e ouvem.

19. Nenhum adulto pode maltratar uma criança. O Estado deve proteger as crianças de todas as formas de violência. 20. As crianças têm direito a que cuidem delas. Se, por qualquer razão, os pais não o puderem fazer, compete ao Estado garantir a sua protecção.

18. A educação e o desenvolviment o das crianças são da responsabilidade dos pais ou, se não for possível, das pessoas que cuidam delas.

21. As crianças que não possam viver com a sua própria família, podem ter uma nova família se forem adoptadas. A nova família passa a ser Responsável pelo bem -estar da criança que adopta. 22. Se uma criança tiver de fugir do seu país para proteger a sua vida e garantir a sua segurança, o país para onde ela for é obrigado a cumprir todos os direitos escritos nesta Convenção.

23. As crianças deficientes têm direito a receber cuidados especiais para poderem viver como os outros meninos e meninas.

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Educação 24. As crianças têm direito a ser saudáveis. Devem ter assistência médica e os cuidados necessários para crescerem com saúde. 25. O Estado deve ter a certeza de que as crianças que vivem em lares, hospitais, etc., estão a receber os cuidados de que precisam. 26. Todas as crianças têm direito à segurança social. 27. Todas as crianças devem ter condições para crescerem saudáveis e felizes. Têm direito a viver numa casa, a terem roupa, a uma boa alimentação e a cuidados de higiene. 28. Ir à escola é um direito das crianças. O ensino básico é obrigatório e gratuito; por isso, todas as crianças devem frequentá-lo. Se quiserem, também podem ir para o ensino secundário e para a universidade. 29. A educação que os adultos dão às crianças é muito importante para elas. Permite-lhes desenvolver as suas capacidades, aprender a respeitar as pessoas, os seus costumes e tradições, defender o meio ambiente. Além disso, prepara -as para viver em sociedade com as outras pessoas. 30. Nem todas as crianças falam a mesma língua, praticam a mesma religião ou têm os mesmos costumes. Mas todas têm direito a viver de acordo com a sua cultura e tradições. 31. As crianças devem ter tempo livre. Têm direito a brincar e a descansar, a criar, descobrir e divertir -se. Devem poder part icipar em jogos e actividades que sejam para a sua idade.

32. As crianças não devem fazer trabalhos que não sejam próprios para a sua idade, porque podem prejudicar a sua saúde, o seu desenvolvimento e os estudos. 33. As drogas são substâncias que prejudicam as pessoas e podem matá -las. Por isso, as crianças não podem consumir drogas nem vendê-las ou distribuí -las a outras pessoas. 34. Todas as pessoas devem respeitar o corpo das crianças. Ninguém pode abusar dele, fotografá-lo ou filmá -lo, se e las não souberem para que são essas fotografias e esses filmes e quem os vai ver. Ninguém pode levar uma criança a mostrar ou usar o seu corpo para ganhar dinheiro. 35. As pessoas não são coisas. Por isso, nenhuma criança pode ser raptada, vendida, dada ou trocada seja pelo que for. 36. As crianças não podem ser usadas para proveito dos adultos. O Estado deve protegê las de todas as formas de exploração. 37. Se uma criança cometer um crime ou ameaçar a segurança e o bem -estar de outras pessoas, só deve ir p resa se não houver outra maneira de resolver a situação. Em qualquer caso, tem direito a ser respeitada e a ter um

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Educação 38. As crianças que vivam num país que está em guerra têm direito a protecção e assistência especiais do Estado. 39. Todas as crianças que tenham sofrido maus tratos físicos ou psicológicos têm direito a receber cuidados especiais. 40. Se uma criança for acusada de ter cometido um crime, o Estado deve fazer tudo para que ela aprenda a ter em conta os direitos das outras pessoas, tratando-a sempre com respeito. 41. Para além dos direitos escritos nesta Convenção, as crianças de cada país podem ainda ter out ros direitos criados pelo Estado. 42. Todas as crianças devem saber quais são os seus direitos. Os Estados devem dar a conhecer esta Convenção às crianças e aos adultos. 43. Para ter a certeza de que todos os países que assinaram esta Convenção põem em prá tica os direitos das crianças, formou-se um grupo de pessoas muito interessadas neste assunto; a esse grupo deu-se o nome de Comité dos Direitos da Criança. 44. Todos os países devem entregar ao Comité dos Direitos da Criança um relatório em que esteja esc rito o que cada um fez para cumprir o que está escrito nesta Convenção. 45. Nas reuniões do Comité podem participar outras pessoas ou grupos que também se preocupem com os direitos das crianças como, por exemplo, a UNICEF. 46. Todos os países do Mundo podem assinar esta Convenção. 47. Esta Convenção só é lei nos países que, depois de a terem assinado, queiram aprová-la.

48. Os países que não assinem ou aprovem esta Convenção podem, mesmo assim, concordar com ela. 49. Esta Convenção só passa a ter efeito em cada país um mês depois de esse país a aprovar ou concordar com ela. 50. Cada país pode sugerir alterações ao texto desta Convenção. Para que estas alterações sejam lei têm de ser discutidas e aceites pela maioria dos países que assinaram a C onvenção e aprovadas numa reunião na qual estão representados todos os países do Mundo - a Assembleia Geral das Nações Unidas. 51. Se algum país não concordar com algum aspecto da Convenção ou tiver questões em relação à sua aplicação deve comunicar as suas dúvidas por escrito ao secretário -geral das Nações Unidas para que este possa informar os outros países. 52. Se um país que tenha aprovado esta Convenção quiser deixar de fazer parte dela, deve comunicar a sua decisão por escrito ao secretário-geral das Nações Unidas. Esta decisão só terá efeito passado um ano. 53. O texto da Convenção dos Direitos da Criança assinado pelos vários países está na posse do secretário -geral das Nações Unidas. 54. Esta Convenção está escrita em várias línguas: inglês, árabe, chinês, espanhol, francês e russo.

Convenção sobre os Direitos das Crianças (versão para crianças)

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Curiosidades da história

Educação

Curiosidades da História

Pequim (China) - Uma exaustiva história da antiga comunidade portuguesa de Xangai, uma das maiores da cidade, na primeira metade do século XX, está guardada em casa de um académico local, à espera de editor. No conjunto são cerca de 300 páginas, que incluem uma lista das famílias portuguesas residentes outrora na grande metrópole chinesa e das "68 empresas que eram propriedade de portugueses ou geridas por portugueses", contou à agência Lusa Wang Zhicheng, investigador da Academia de Ciências Sociais de Xangai. De acordo com o Censo de 1930, entre os 48.806 estrangeiros residentes então em Xangai contavam-se 1.599 portugueses, mais 193 que os próprios franceses, que governavam uma parte da cidade, conhecida ainda hoje como "antiga concessão francesa". A lista era encabeçada pelos japoneses (18.796), seguidos dos ingleses (8.449), russos, norte-americanos e indianos. "Entre os europeus, os portugueses estavam em terceiro lugar", realça Wang Zhicheng. Xangai era uma das cidades mais cosmopolitas do mundo: "Paris do Oriente" e "Paraíso dos Aventureiros, assinalavam os guias turísticos. Quase todos oriundos de Macau, filhos de casamentos entre portugueses e chineses, os portugueses de Xangai constituíam também uma das mais antigas comunidades estrangeiras estabelecidas na cidade, após a Guerra do Ópio (1839-42).

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Curiosidades da história

Em 1850 havia já seis portugueses a viver em Xangai e quinze anos mais tarde o número ultrapassava a centena. No século XX, a comunidade estava organizada em dezenas de associações recreativas e teve vários jornais, quase todos de reduzida tiragem e curta duração. "Os portugueses tiveram sempre uma posição influente na comunidade estrangeira de Xangai, mas o seu peso político, económico e cultural era bastante pequeno", afirma Wang Zhicheng. Director do Centro de Estudos Eslavos da Academia de Ciências Sociais de Xangai, nascido em 1940, Wang Zhicheng começou por estudar os emigrantes russos que se refugiaram naquela cidade após o triunfo da revolução comunista na Rússia, em 1917. "Era um tema por que ninguém se interessava", diz Em 1993, após dez anos de pesquisa, Wang Zhicheng publicou “História da Emigração Russa em Xangai", que seria depois traduzida e editada na Rússia, e que chamaria a atenção da Fundação Macau: "Eles entraram em contacto comigo e propuseram-me que fizesse uma história idêntica acerca dos portugueses". Parte da investigação teve "uma edição electrónica", há cerca de uma década, mas nos últimos quatro anos, Wang Zhicheng escreveu mais um capítulo, que continua inédito. O investigador descobriu também que, muito antes da "Guerra do Ópio", cujo desfecho obrigou a China a abrir cinco dos seus portos ao comércio internacional, um missionário chamado José Semedo construiu uma igreja em Xangai: "Foi o primeiro português a viver em Xangai, em 1622". Situada na costa leste chinesa, no estuário do rio Yangtze, Xangai é hoje a "capital económica" da China e a maior cidade do país, com cerca de 23 milhões de habitantes.

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Política

O Brasil como actor global Após o império soviético desmoronar como um baralho de cartas a Guerra Fria terminou. O mundo da política internacional deixou de ser um jogo feito por dois grandes poderes e os Estados Unidos passaram a ser a única

superpotência entre nós.Com tanta disparidade existente no sistema

internacional Washington não precisou sequer repensar as suas alianças e nem os objectivos das instituições de BrettonWoods, que foram criadas para consolidar a economia de mercado, primeiramente no Ocidente, ajudando assim a combater a ideologia rival, o comunismo, e fortalecer as democracias liberais.

A partir daí nada de muito significativo aconteceu dentro da ordem mundial até aos atentados de 11 de Setembro de 2001 e a invasão ao Iraqu e. Nesse contexto, ficou clara que as Nações Unidas têm grandes dificuldades de chegar a uma decisão sobre os desafios que lhe são colocados. Os Estados Unidos, com grande influência do pensamento neoconservador que se encontrava alocado no primeiro escalão da administração de George W. Bush, aproveitaram a brecha para agir unilateralmente. O resultado? Possivelmente a mais grave crise transatlântica

— lembram-se de

Bush, Aznar, Blair e Durão Barroso na cimeira da Lajes um pouco antes do início da operação militar norte-americana no Iraque? — E duas guerras (Afeganistão e Iraque) que até hoje custam muito caro aos endividados cofres de Washington. Ao passo que a guerra do Iraque trouxe para a mesa das discussões a validade das instituições do pós-guerra, out ro acontecimento, com grandes implicações para a ordem internacional, começou a chamar a atenção: a emergência de novas potências. E é aqui que vamos centrar a nossa análise. Países como China, Índia e Brasil, com seus poderios económicos e com populações imensas, são o maior destaque de entre

estes novos polos de poder. Além disso, vemos uma Rússia a se

reposicionar estrategicamente, principalmente ao nível regional, muito à custa das suas reservas energéticas. Um outro conjunto de potências emergentes, co mo a Turquia, Chile, México, África do Sul ou Indonésia, reclamam igualmente serem ouvidas com mais atenção nos fóruns internacionais.

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Política

Dentre os cinco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) esta coluna tratará do dono da primeira letra desta sigla, acompanhando a progressão e o comportamento do Brasil como um actor com aspirações globais. A expansão

da

rede diplomática brasileira, principalmente em África, asua actuação nos fóruns internacionais, como a ONU e o recém -criado G-20 e a liderança na Unasul (União de Nações Sul-Americanas) são um bom exemplo disso.

O Brasil, um país

com quase 200

na última

década. Já Lula apostou

milhões de habitantes, e que tem a

forte na independência estratégica

sexta maior economia do mundo,

face aos centros de

ultrapassando recentemente o Reino

Washington),

Unido, tem como linhas mestres da

relacionamento

sua política externa o pacifismo, a

emergentes (os BRICS e IBSA são um

independência estratégica em relação

exemplo).

aos Estados Unid os e um

internacionais

terceiro-

poder (leia-se

privilegiou com

as

Nas Lula

o

potências

instâncias transformou

o

mundismo que é hoje traduzido nas

Brasil de um actor passivo para um

relações

actor activo propagando aquilo a que

sul-sul. Os

dois

líderes

responsáveis pela inserção do Brasil

o

na cena internacional foram

internacionais

presidentes

Fernando

os exHenrique

especialista

em

relações

Amado

Cervo

caracterizou

de

Cardoso e Lula da Silva. O primeiro,

“multilateralismorecíproco”. Como o

responsável

próprio Lula referenciou num discurso

pela

estabilização

económica brasileira, criando assim a

em Davos, em 2003: “Nós queremos

base do crescimento sustentável que

comércio livre, mas um comércio livre

este país sul-americano tem assistido

caracterizado pela reciprocidade”.

Como qualquer potência que pretende se afirmar no cenário internacional, o Brasil precisa demonstrar que não é apenas um “seguidor de regras”, mas também um “fazedor de regras”. Talvez esta seja a tarefa mais complicada que qualquer governo brasileiro terá que enfrentar daqui em diante. Isso implicará alterar o status quo, mas o Brasil não sendo uma potência revolucionária ou revisionista e as potências ocidentais, apesar do seu relativo declínio, continuando no comando das instituições

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20 ALGARVE


Política

O governo de Dilma deu um primeiro passo nessa direcção lançando nas Nações Unidas o conceito RwP (sigla

em inglês para

Responsabilidade enquanto

se

protege) em contraposição à doutrina R2P (sigla em inglês para Responsabilidade de proteger) que promove a ideia que a soberania de um país fica suspensa quando quatro tipos de crime estão em curso: genocídio, crimes de guerra, crimes contra os direitos humanos e limpeza ética. Grande parte das potências emergentes não aceita em nenhuma circunstância que a sob erania de um país seja posta em causa, olhando assim para conceitos como o R2P como uma forma de as potências ocidentais usarem a sua superioridade militar. Com o RwP o Brasil tenta acautelar essa situação, tentando que as crises internacionais sejam resol

vidas nos fóruns

multilaterais e não à base de intervenções militares. O problema é que nem mesmo o Brasil empenhou -se fortemente para que este novo conceito se tornasse uma norma global, e assim começa a cair no esquecimento. Enquanto isso as resoluções para a crise na Líbia e, num futuro próximo, para a Síria, foram e serão tomadas tendo como base a norma do R2P. Assim, o Brasil tem dois grandes desafios que iremos acompanhar e analisar neste espaço. Primeiro, verificar se o arrefecimento da sua economia

significará algum

retraimento estratégico. O segundo é saber se o país terá a capacidade e o empenho suficiente para desenvolver um poder normativo que vá mais além da região onde está inserido.

Eduardo Passos Especialista em Relações Internacionais.

Investigador no ThinkTank

Contraditório

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ALGARVE


Direito e Justiça Ordem dos Advogados

Ao serviço da Advocacia

Breve história A Ordem dos Advogados, criada pelo Decreto n.º 11 715, de 12 de Junho de 1926, remonta à primeira metade do séc. XIX, tendo origem na Associação dos Advogados de Lisboa, cujos Estatutos foram aprovados em 1838. Após vários projectos não concretizados, deve-se ao Ministro da Justiça, Prof. Doutor Manuel Rodrigues, o impulso decisivo que conduziu à criação da Ordem dos Advogados Portugueses. O Ministro da Justiça encarregou a organização da Ordem ao Presidente da Associação dos Advogados de Lisboa, Dr. Vicente Rodrigues Monteiro, que viria a ser o seu primeiro Bastonário, no triénio de 1927-1929. A Ordem dos Advogados, inicialmente instalada na sede da Associação dos Advogados de Lisboa, na Rua da Emenda, arrendou, em 1936, à Companhia dos Tabacos de Portugal, o 1.º andar do Palácio Regaleira, edifício setecentista, sito no Largo de S. Domingos, em Lisboa. Três anos mais tarde, a 24 de Maio de 1939, aí seria inaugurada, em cerimónia solene, a nova Casa dos Advogados Portugueses, com a presença do Chefe de Estado, General Carmona. Em 1931, teve início a publicação do Boletim da Ordem dos Advogados; em 1932 foi aberta a Biblioteca, que viria a tornar-se numa das primeiras bibliotecas jurídicas portuguesas; em 1939, foi criado o Instituto da Conferência e atribuído, pela primeira vez, o título de Advogado Honorário; em 1941, começou a publicar-se a Revista da Ordem dos Advogados; em 1947, foicriada a Caixa de Previdência da Ordem dos Advogados que, em 1960, passou a integrar também os Solicitadores, designando-se, desde 1978, Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores. Na comemoração do XXV aniversário da fundação, em 1951, a Ordem dos Advogados foi condecorada, em sessão solene presidida pelo Presidente da República, com o Grande Oficialato da Ordem de São Tiago de Espada.

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Direito e Justiça

No mandato do Bastonário Angelo D'Almeida Ribeiro, teve lugar em Lisboa, entre 16 e 19 de Novembro de 1972, o I Congresso Nacional dos Advogados, que voltaria a realizar-se em 1985 (II Congresso, Lisboa, 19 a 22 de Dezembro), 1989 (I Congresso Extraordinário, Lisboa, 4 a 7 de Maio), 1990 (III Congresso, Porto, 25 a 28 de Outubro), 1995 (IV Congresso, Funchal, 18 a 21 de Maio), 2000 (V Congresso, Lisboa, 17 a 20 de Maio) e 2005 (VI Congresso, Vilamoura, 17 a 19 de Novembro). Por deliberação do Conselho Geral, de 10 de Novembro de 1989, foi instituída a Medalha de Ouro da Ordem dos Advogados, atribuída, aos Presidentes da República Dr. Mário Soares e Dr. Jorge Sampaio; aos Bastonários Prof. Doutor Adelino da Palma Carlos e Dr. Ângelo D'Almeida Ribeiro; e aos advogados Dr. Salgado Zenha, Dr. Francisco Sá Carneiro e Dr. Roberto Busato. A 19 de Maio de 1992 comemorou-se, pela primeira vez, o Dia do Advogado, Dia de Santo Ivo, com a presença do Presidente da República que, na ocasião, distinguiu a Ordem dos Advogados com o título de Membro Honorário da Ordem da Liberdade. Por deliberação do Conselho Geral, de 16 de Abril de 2004, foi criada a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados, atribuída pela primeira vez ao Presidente do Conseil des Barreaux de l'Union Européenne, Hans Jurgen Hellwig. O Estatuto da Ordem dos Advogados regulamenta os mais importantes aspectos relacionados com a organização e funcionamento da Instituição representativa dos Licenciados em Direito que exercem a Advocacia e estabelece o quadro deontológico do exercício da actividade. O Estatuto actualmente em vigor foi aprovado recentemente pela Lei n.º 15/2005, de 26 de Janeiro. A Ordem dos Advogados é uma associação pública independente dos órgãos do Estado, sendo livre e autónoma nas suas regras. (Ordem dos Advogados)

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Economia Conceito de Economia

S

egundo Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, economia pode ser definida como a ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam os recursos escassos para produzir bens com valor e de como os distribuem entre os vários indivíduos. Nesta definição estão implícitas duas questões fundamentais para a compreensão

da economia: por um lado a ideia de que os bens são escassos, ou seja, não existem em quantidade suficiente para satisfazer plenamente todas as necessidades e desejos humanos; por outro lado a ideia de que a sociedade deve utilizar os recursos de que dispõe de uma forma eficiente, ou seja, deve procurar formas de utilizar os seus recursos de forma a maximizar a satisfação das suas necessidades.

Dito por outras palavras, a economia procura responder a três questões, as quais constituem os três problemas de qualquer organização económica: o quê, como e para quem: - O que produzir e em que quantidades? Quais os produtos e serviços deverão ser produzidos de forma a satisfazerem da melhor forma possível as necessidades da sociedade? - Como devem os bens ser produzidos? Que tecnologias e métodos de produção utilizar? Que matérias-primas deverão ser utilizados para produzir determinado produto? Como maximizar a produção tendo em conta os recursos disponíveis? - Para quem são os bens produzidos? Como repartir pelos diferentes agentes económicos os rendimentos disponíveis? Quem deverá ganhar mais e quem deverá ganhar menos? Da forma como as sociedades respondem as estas três questões resultam diferentes sistemas de organização económica - nos dois extremos podemos distinguir duas formas de organização económica alternativa: - Economias centralizadas ou de direcção central - neste tipo de economias as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo governo; - Economia de mercado - nestas economias é o próprio mercado (composto por quem oferece e por quem procura os bens) que decide a resposta às três questões que constituem os problemas de qualquer organização económica. Contudo, na verdade não existem actualmente sociedades que se encaixem em nenhum dos dois casos extremos expostos. De facto, todas as sociedades actuais estão organizadas em economias mistas na medida em que contém características quer das economias de mercado, quer das economias de direcção central. Nas economias ocidentais, por exemplo, é o

mercado que determina o quê, o como e o para quem produzir mas os governos desempenham papeis importantes como sejam a supervisão e regulamentação das actividades económicas, a oferta de serviços públicos ou a repartição dos recursos pelos agentes económicos.

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Economia

Ramos da Economia Economia da Agricultura

amplamente descritas como economia política.

A economia da agricultura é o estudo

Economia do meio-ambiente Economia ambiental

das forças económicas que afectam o sector agrícola e o impacto do sector agrícola no resto da economia. É uma área da economia que se aplica a teoria microeconómica e a situações complexas do mundo real.

A economia ambiental é um sub-ramo da economia que procura arranjar maneiras de mitigar os problemas de modo a maximizar o valor dos recursos. Entre esses temas incluemse: a desflorestação, a sobreexploração dos recursos marinhos (essencialmente a sobre pesca), o aquecimento global derivado do efeito de estufa resultante das emissões de gases para a atmosfera, etc. A economia do meio-ambiente não deve ser confundida com novas escolas de pensamento económico referidas como Economia ecológica.

Economia do desenvolvimento

A economia do desenvolvimento estuda factores que explicam o crescimento económico, como o aumento na produção per capita de um país ao longo de um extenso período de tempo. Os mesmos factores são usados para explicar diferenças no nível de produção per capita entre países. Os factores estudados incluem a taxa de investimento, crescimento populacional, e mudança tecnológica. O campo distinto da economia do desenvolvimento examina aspectos económicos do processo de desenvolvimento em países de baixa renda focando em mudanças estruturais, pobreza, e crescimento económico economia do desenvolvimento frequentemente incorpora factores políticos e sociais.

Economia Financeira

A economia financeira, muitas vezes chamada simplesmente de finanças, foca a alocação dos recursos financeiros em um ambiente de risco (ou incerteza). Assim, seu foco está na operação dos mercados financeiros, na avaliação de preços de activos financeiros, e na estrutura financeira das empresas

Sistemas económicos Sistemas económicos são o ramo da economia que estuda a performance e o comportamento relativo de diferentes economias ou sistemas, pelas quais sociedades determinam a propriedade, direcção e alocação dos recursos económicos e as suas respectivas trajectórias de desenvolvimento económico. Um sistema económico de uma sociedade é a unidade de análise. Um elemento comum é a interacção de influências políticas e económicas,

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ou


Economia Teoria dos Jogos

Economia Internacional

A teoria dos jogos é um ram o da matem ática aplicada que estuda a s in tera cções e stratégicas entre agente s que irão m axim izar suas vantagen s, dadas as estratégia s que os outros agentes escolhe rem . Ela forne ce uma abordage m qu e envolve m odelag em formal pa ra situações sociais em que os tomadores de decisão in teragem com outros agentes. A teoria dos jogo s generaliza abordagem de maximização desenvo lvidas para a nalisar mercado s como o m odelo d e oferta e de manda. O campo de estudo remonta ao clássico de 1944 Teoria dos Jog os e Compo rtam ento Econ ómico d e John vo n Neuman n e Oskar Morgenstern, que encontrou aplicaçõ es significativas em muitas áreas fora da econom ia propriam ente dita, inclusive formulações em estratég ia nuclear, ética, ciência política, e teoria evolucionária.

O comércio intern acional estuda os de term inantes d os fluxos d e bens e serviços atravé s das fronteiras internacionais. A prim eira teo ria de comércio interna cional (teoria clássica de com ércio internacional) foi fo rmu lada no início do século XIX por David Ricardo, també m sendo conhecida po r Teoria das Vantag ens Com parativas ou Princípio d as Vantagens Compa rativas.

Economia do Tra balho

A economia do trab alho procu ra en tender o funcion amento do mercado e a sua dinâmica relacionad a ao traba lho. A economia do trab alho ob serva os ofertantes de força-detraba lho (trabalhadores), seus de mandantes (em preg adores) e tenta en tender o s padrões re sultantes de salários e outras re ndas do trabalho, de em prego e desemprego.

Economia da informação

O ramo da economia da informação é aque le em que o sector d e in form açõe s se tornou predominante com relação aos sectores agrícola e industrial. O sector de informações é a p arte da economia que lida com a criação, manipulação, processam ento, transm issão, distribuição e uso de in form ações, quando então a in form ação é definida co mo a redução da incerteza e a incerteza como a medida do número de possibilidade s.

Economia e Dire ito

Econo mia e direito , ou a análise económ ica do direito, é uma ab ord agem da te oria do dire ito qu e ap lica métodos d a eco nomia ao direito. In clu i o uso de conceito e conóm icos pa ra explica r o s efeitos de normas legais a fim de d eterm inar quais no rm as são economicamen te eficie ntes e para pre ver quais no rmas o serã o.

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Economia

Economia Gerêncial

A economia gerêncial aplica análise microeconómica para especificar decisões nas organizações. O foco é a tentativa de optimizar decisões de negócios, inclusive minimização de custo por unidade e maximização de lucro, dados os objectivos da firma e limitações impostas pela tecnologia e condições de mercado Finanças Públicas

Finanças públicas é o ramo da economia que lida com o gasto e receita dos orçamentos das entidades do sector público, geralmente o governo. O campo aborda questões como incidência fiscal (quem realmente paga um imposto), análise custobenefício de programas do governo, efeitos na eficiência económica e distribuição de renda de diferentes tipos de gastos e impostos e políticas fiscais.

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Finanças

U

ma promoção forte da região e a definição dos produtos complementares ao sol e praia para ajudar a actividade no inverno são as prioridades que o Turismo do Algarve apresentou hoje à tutela, disse o seu presidente. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), Desidério Silva, reuniu-se hoje com os responsáveis do Turismo de Portugal e adiantou à revista Aqui Algarve que foram debatidas estas duas questões, que considerou fundamentais para recuperar alguma dinâmica perdida com a crise económica. “Uma delas tem a ver com a necessidade do reforço da promoção da região. Isso é fundamental para nós e procurei com o Turismo de Portugal definir algumas estratégias que viessem a ter impacto e dar alguns frutos, particularmente no próximo inverno”, afirmou Desidério Silva. O responsável máximo da ERTA disse que a outra prioridade passa pela “definição, com os parceiros da região, dos produtos que há, quantificando e identificando-os, para promovê-los em complementaridade ao sol e ao mar, particularmente aqueles que podem ser suporte numa época do ano em que o turismo é muito fraco na região”, como o inverno. Desidério Silva considerou que “o Algarve, como está, precisa mais do que aquilo que se está a fazer” e manifestou-se convicto de que “o Turismo de Portugal vai dar um sinal forte sobre essa matéria”. Para Desidério Silva é indiferente quem gere as verbas para a promoção do Algarve, desde que os interesses da região sejam atendidos e defendidos pelo Turismo de Portugal. “E o Turismo de Portugal, como tem essa força que nós não temos, se fizer a promoção de acordo com aquilo que entendemos ser importante para a região, só temos que dar as mãos e trabalhar em conjunto”, salientou.

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Durante o mês de Janeiro inscrições gratuitas com oferta de branqueamento dentário na clinica ALLWAYSWHITE

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Moda Ano Novo: Novas Tendências! O novo ano chegou, e apesar de ainda estarmos em pleno Inverno, quando visitamos as lojas não conseguimos evitar em dar uma olhadela às novas colecções, e nessa altura surge a pergunta da praxe: quais são as tendências para a próxima estação?! Quando no mundo da moda as tendências Primavera/Verão já são algo tão “last season”, e todas as atenções se centram nas propostas para o próximo Outono/Inverno, nós por cá só agora começamos a sonhar com as flores da Primavera e o calor do Verão.

Soraia Farinha Consultora de imagens & Make UP Artist

Para quem se pergunta: mas afinal o que é isto das tendências da moda? Uma tendência pode ser uma cor, um tipo de corte, um padrão, um estilo, e é definida com base em observações sobre a forma como a moda evolui. Tratam -se de previsões efectuadas com base em pesquisas de mercado, análises do contexto socioeconómico, observaç ão do estilo de figuras mediáticas, tais como, cantores, actrizes, até à simples observação do que se passa nas ruas das nossas cidades, o chamado “Street Style”, entre muitos outros factores. No fundo, tendências são propostas e cabe -nos a nós filtrar as mesmas e perceber se estas se integram no nosso estilo pessoal e, principalmente, se nos ficam bem. Tendências não são a t n e regras, e normalmente são passageiras, portanto devemos comprar com moderação R a 3 L 1 e 0 e de forma consciente. d 2 r g a n c ri E como tendências há muitas, pois gostos também, ficam alguns exemplos do que se s p O S Riscas Black&White vai encontrar nas lojas nesta próxima estação.

e n o B & g a R

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n o lt u F lly o H

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Transparências

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Moda E por falar em tendências, este ano a Pantone (uma autoridade mundial nos assuntos da cor) definiu que a cor para o ano 2013 será o verde esmeralda! Num ano que não se avizinha nada fácil para os portugueses, e sendo o verde a cor da esperança, penso que não poderiam ter efectuado uma escolha tão acertada, pois todos nós precisamos de esperança e de acreditar que tudo vai melhorar e todos nós vamos sobreviver a tempos tão incertos. 6

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4 1

3

7

1.Vestido, Modcloth.com 2. Bolero, MINUET PETITE 3. Mala, Jil Sander 4. Top, HALSTON HERITAGE 5. Anel, Swarovski 6. Verniz, Essie 7. Baton, Lime Crime

lie o J a n il e g n A

o n ti n le a V

3 1 0 2 g in r p S re P

Além do verde esmeralda, que é a cor destaque de 2013, existem também outras cores tendência a levar em consideração este ano (imagem em baixo). Mas tal como já referimos anteriormente, nem todas as tendências servem para nós, e na questão das cores também se aplica o mesmo princípio. Por exemplo, quantos de nós já vimos uma peça na loja que gostamos imenso e quando vamos experimentar, apesar de o corte ser o certo, parece que ficamos com ar de “doente”?! Já pensaram que simplesmente poderá não ser acor certa para vocês? Todos nós temos uma chave de cores própria, ou seja, um conjunto de cores/tons que nos favorece, e outros que evidenciam as nossas características menos boas (manchas, olheiras, rugas, etc.). Ao longo da nossa vida, e de tanta roupa experimentar-mos, vamos apreendendo por nós mesmos quais as cores que mais favorecem, mas por vezes isso não é uma tarefa fácil e muitas pessoas têm uma enorme dificuldade em fazê-lo. Além disso na maior parte das vezes, aquilo que nos fica melhor entra em conflito com aquilo que nós preferimos. Como dar a volta à questão? Por vezes o problema não está na cor, mas no tom. Se gostarmos muito de uma cor e soubermos que esta não nos fica muito bem, podemos tentar experimentar vários tons dessa cor para descobrir aquele que nos fica melhor. A cor está aí e é para ser usada sem medo, por isso toca a arriscar!

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Turismo 2013 Já chegou, e com este novo ano, novos desafios estarão perante o Turismo Algarvio. Sendo o Turismo uma actividade económica que se encontra em constante evolução, é necessário executar avaliações do presente, para assim se delinear as estratégias para o futuro. Para isso é necessário também conhecer o nosso passado, para tentarmos compreender as causas da evolução das tendências do nosso mercado. O que pretendemos para o Algarve hoje, é reflexo de toda a nossa História enquanto região turística. Como todo o bom Algarvio, todos nós sabemos que a nossa região sempre foi especial, era tão especial, que depois da conquista do Algarve aos Mouros em 1242, o Rei de Portugal, começou a denominar-se de: El’ Rei de Portugal e do Reino dos Algarves, (ainda existe que reclame o titulo de Príncipe do Algarve). Este facto levou o algarve a ser “esquecido” e obrigado a desenvolver-se como uma região autónoma. O nosso desenvolvimento enquanto destino turístico, esteve desde o início ligado a actividades económicas e comerciais. As primeiras visitas turísticas ao Al garve remontam á ocupação Árabe, quando Silves era uma magnífica capital mourisca , e que era visitada por motivos comerciais, devido aos seus bazares e fóruns comerciais (Turismo de Negócios). Durante esta época os turistas vinham ao Algarve com a intenção de comercializarem os seus bens e realizarem trocas de produtos. Durante muito tempo Silves era o principal destino.

Já no princípio do século XV, e lá sob alçada da coroa portuguesa, D. Henrique, estabeleceu em Sagres uma das Primeiras Escolas de Navegação Portuguesas, o que fez da região de Sagres, apelativa aos mais habilitados, na arte da navegação, que o Algarve visitavam, á procura de embarcações para trabalhar, Ao longo da História, o estabelecimento de uma região como destino turístico, esteve muitas vezes relacionado com personalidades da sociedade da época.

Nos finais do seculo XV, Monchique e Alvor, começaram a ser localidades conhecidas pelas suas magníficas termas. As pessoas procuram as termas para se reabilitarem de doenças do foro respiratório e doenças de Pele. Em 1945 El Rei. D. João II, veio para o Algarve, tentar recuperar -se de uma doença, tendo falecido em Alvor no dia 24 de Outubro desse mesmo ano. Por esta época, era também comum, visitarem -se as praias, por motivos de saúde. Acreditava-se no poder regenerativo da água salgada – foi nesta altura que surgiu a tão portuguesa expressão “ir a banhos”.

Na próxima edição iremos continuar a contar “as passas do Algarve”

Nuno Martins

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Tentações

Pousada de S. Bento (Gerês)

Se

gosta de pinceladas fortes de verde e azul a colorir a sua alma, fuja do bulício da cidade, vá até à Pousada de S. Bento mesmo no meio do Parque Natural da Peneda Gerês. Vai sufocar de ar puro e prazeres. Mesmo aqueles que se vão esquecendo, porque abafados pelas desculpas contínuas da falta de tempo. Aqui, tem o tempo todo do mundo, o universo à sua total disposição. E como a natureza é pródiga em ofertas, com alguma sorte pode mesmo ver o arcoíris emoldurando uma deslumbrante vista sobre o rio Cavado e a Albufeira da Caniçada. Em dias de luz intensa, se esperar até à tardinha, terá o mais espectacular pôr-do-sol em tons de fogo e rubro que parecem querer entrar pelas águas do rio dentro e aquecê-lo. Aproveite a boleia e aqueça também a alma. Quando a noite chegar usufrua do aconchegante conforto de todos os cantinhos especificamente pensados para si. Para que se sinta o principal, o mais importante. Cada espaço tem em si a harmonia e o equilíbrio que o vão contagiar, que vai querer levar, ou então que prefere deixar guardados para quando voltar muito em breve. E se não consegue deixar a agitação que sempre o consome, se é daqueles que não prefere ficar parado, pode mesmo fazer uns agradáveis passeios

a cavalo ou até andar de barco. A pousada facultar-lhe-á todos os contactos de que precisa para que seja feliz a sua estadia, em terras do norte. Não muito longe, a uns escassos 15 km fica a ponte romana de Miserela. Aproveite para esticar os músculos das pernas e dê longas caminhadas por esses campos fora. Sabe bem sentir o frio seco bater no rosto e olhar as gotículas de água que se espalham pelas pequeninas folhas dos arbustos que cobrem o chão. Em alguns locais dão mesmo a ilusão de serem tapetes com fios puxados. E porque os passeios abrem o apetite, satisfaça os seus gostos, aprimore o paladar. Experimente os pratos que a pousada preparou para si. Terá um cardápio de luxo à sua espera. Os sabores do menu regional vão deixá-lo estonteado. Saborear cada pedaço da vitelinha barrosã no forno com arroz de loureiro e esparregado, a truta com molho de vinho verde e a deliciosa tarte de maçã, será sem dúvida uma festa, digna de fazer parte do melhor manjar dos deuses. Sabia que os deuses também se alimentavam? E que só gostavam do melhor? Pois bem, a Pousada de S. Bento não fez mais senão copiar, recriar e trazer até si, o que viu no Olimpo. E conseguiu. Não perca estas sensações e vá experimentar.

Eugénia Dobrões (escritora)

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OLHÃO

Praça Patrão Joaquim Lopes nº 21 - Tel. 289723811 / Fax 289723813 Tlm. 964252966 Luís Conceição - halconp55@halcon-viajes.es


Volta ao Mundo Império dos Sentidos A capital japonesa é fascínio e novidade. História e futuro. Dia e noite. Néons e névoa. Luxo e sofisticação. Globalização e segredo. É um mundo à parte. Onde só se entra sem preconceitos.

O avião faz-se à pista quase 24 horas depois de termos despachado as malas no aeroporto de Narita, em Tóquio «Permaneçam sentados até a aeronave se imobilizar», avisa o comissário de bordo pela instalação sonora. O sinal de cintos apertados apaga-se e começa a corrida às bagageiras. Dez segundos depois, o toque de um telemóvel. E depois outro. Há duas semanas que não ouvíamos um único telefone a tocar, fosse por uma chamada ou pelas mensagens escritas. Nada. Na capital do Japão e em toda a sua área metropolitana, onde 33 milhões de pessoas circulam de um lado para o outro com telemóveis de última geração, não se ouvem telefones a tocar. Só quando poisámos na Portela é que nos apercebemos disso – e sentimos falta desse silêncio no meio do caos. Megalópole. A palavra nasceu para caracterizar lugares como este. Se Nova Iorque é apelidada de capital do mundo, Tóquio é a capital de um outro mundo. Não conseguimos atravessar uma rua sozinhos. Nunca , principalmente em Shinjuku, a nossa casa durante duas semanas. É um dos 23 bairros – autênticos distritos – da cidade e o mais movimentado, se for justo fazer tal classificação. Atravessar uma passadeira, aqui, é um exercício para os sentidos. Centenas, milhares de pessoas, juntam-se dos vários lados da estrada à espera que o sinal passe a verde. Não são apenas as pessoas que vêm de frente e as que estão ao nosso lado. Há também as que cruzam da esquerda e da direita. Os que passam vão ao banco, ao restaurante, à loja de discos, comprar banda desenhada ou apanhar o metro. Descem as escadarias em direcção ao subsolo e

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Volta ao Mundo

desaparecem na mais famosa estação de metro de Tóquio. Em Shinjuku, nas horas mais movimentadas, um funcionário diligente coloca-se encostado a cada uma das portas das diversas carruagens. Os passageiros formam várias filas, seguindo as indicações pintadas no chão. O metro pára, abrem -se as portas e sai um magote de gente. Não há atropelos, os que saem têm prioridade. Depois entram os que estavam à espera, aos milhares. Ocupam todo o espaço possível e, nesse momento, entram em acção os funcionários da empresa de transporte subterrâneo. Empurram os passageiros para o interior do comboio até ser impossível caber mais alguém. Sardinha em lata. Nunca um cliché pareceu tão perfeito. Estamos num dos 160 mil restaurantes de Tóquio, oito dos quais com três estrelas Michelin, de um total de 191 atribuídas à capital japonesa. Sem esquecer as bancas de rua ou balcões minúsculos por onde passam as mais diversas sopas, massas, espetadas, fritos e cozidos. A qualquer hora do dia ou da noite. A cidade não dorme. Sus hi ao almoço. Sushi ao jantar. Cinco euros, 14 pedaços. O tapete rola sem parar. Há pratos a 60 cêntimos, outros chegam a três euros. Isto nos restaurantes mais em conta, presentes em quase todas as ruas. Nos de luxo, cinco euros não chegam para uma garraf a de água. No Sushi Ouchi, em Shibuya, por exemplo, 100 euros poderão não ser suficientes para uma pessoa jantar. E não é dos mais caros. Claro que peixe fresco, em muitos casos vivo, só naquela que é considerada a maior lota do mundo. Cerca de 65 mil pess oas trabalham diariamente no mercado de Tsukiji e é nos seus restaurantes que as filas começam às oito da manhã . Todos os dias, 2.000 toneladas são comercializadas, mais de 700 mil por ano nos 1.600 pontos de venda que estão aqui montados. Se há visita ob rigatória, é esta. A partir das cinco da manhã começam os leilões de atum, um momento imperdível.

As nove horas a mais do que Portugal dificultam o contacto. Os primeiros dias são complicados, mas nada que não se resolva. Principalmente quando se tem a sorte de poder olhar Tóquio de cima, a partir do 52.º andar do hotel Park Hyatt, o tal do filme incrivelmente traduzido para português como O Amor É Um Lugar Estranho. As luzes dos edifícios confundem se com as estrelas que o brilho da cidade não deixa ver. Há néons por toda a parte que anunciam tudo o que possa existir para anunciar: sex shops, cybercafés, restaurantes, lojas de fotografia ou de manga, a impressionante arte da banda desenhada japonesa. Chega ao ponto de o bairro de Akihabara ser conhecido como «Manga Town. É também aí que as meninas vestidas de criadas trabalham em cafés e restaurantes, com seus vestidos curtos e rendilhados, para delírio de uma sociedade altamente fetichista. A loucura das indumentárias não é, no entanto, maior que em Harajuku. Lado a lado com o santuário xintoísta Meiji, em pleno parque Yoyogi, os freaks de Tóquio e ncontram-se aqui. As tribos da sociedade japonesa reúnem-se para se mostrar. Nada é combinado, apenas acontece. Os turistas adoram o espectáculo. Acorrem às centenas a Harajuku para fotografar o freak show e os retratados não se importam. Não estão ali par a ganhar dinheiro, apenas para ser vistos, para se afirmarem. Rolls-Royce e Bentley. Um atrás do outro, estão estacionados à porta da Armani. Poderia ser da Chanel, Gucci, Prada, Louis Vouitton ou qualquer outra que seja sinónimo de exclusividade e preços astronómicos. Nos bairros de Roppongi ou Ginza, essa selecção é uma imagem de marca. A principal rua, a Harumi Dori, é um viveiro. Todas as grandes casas estão ali representadas. No hotel Kuyaukusyo Mae, exclusivamente para homens, a noite fica barata, menos de 30 euros. Nos casulos que nos estão destinados, televisão, edredão, travesseiro, rádio, espelho e prateleira cabem

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Volta ao Mundo

numa gaveta em fibra de vidro com dois metros de profundidade, um de altura e outro de largura. Para se ter uma ideia, é algo entre uma tenda de campismo e um gavetão do Instituto de Medicina Legal. As noites de fim -de-semana são complicadas para os japoneses. É nessas alturas que descarregam a pressão do dia -a-dia e saem com os colegas e amigos para esquecer os afazeres profissionais. E aí, tudo pode acontecer. Até mesmo acabarem a noite na mal -afamada Kabuki -Cho, paredes-meias com um dos grandes seg redos da capital japonesa: Golden Gai. Em pouco mais de um quarteirão, centenas de pequenos bares de porta fechada revelam uma realidade desconhecida «Barca» é o nome escrito na entrada. Lá de dentro vem música. Dois homens sentados ao balcão com um copo d e vinho cada um. Azeitonas e presunto sobre a mesa. Amália na aparelhagem. Fotografias de eléctricos de Lisboa na casa de banho. É uma casa portuguesa, com certeza. A paixão de Naomi, a empregada, por Portugal não se explica. Sente que nasceu portuguesa e nunca pôs pé no país. Não autoriza fotografias, não quer que o pequeno bairro de Golden Gai se encha de turistas da globalização. Seja. Golden Gai ficará em segredo – quem ousar, que o descubra. E se conseguirem, encontrem o «Bonita», outro dos minúsculos bares. Um conselho que vale ouro.

Admirável mundo loiro É uma cidade cosmopolita. É um vilarejo. É arquitectura de vanguarda. É design vintage. São mulheres sofisticadas. São pescadores de barba rija. É sol à meia -noite. É uma impressionante movida noctu rna. Pode ficar descansado: não lhe vamos falar da Pequena Sereia. A capital da Dinamarca é muito mais cool do que isso.

(...) Copenhaga é uma cidade aberta ao mundo e, ao mesmo tempo, absolutamente

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genuína e carismática. Tudo aqui parece ter sido pensado com um único objectivo: qualidade de vida (...) A revista Forbes publica todos os anos um ranking sobre o grau de satisfação dos habitantes de cada país e a verdade é que a Dinamarca tem o maior índice de felicidade humana do planeta (...) Peter Rasmussen, editor da secção de notícias locais de um dos maiores diários do país, o Jyllands Posten, tem uma teoria para explicar a bonança dinamarquesa: «Somos tão ricos que não precisamos de nos preocupa r com as coisas materiais. Podemos dedicar tempo ao bem -estar.» (...) Peter deve ter razão, porque há farra em toda a cidade. Para já, Copenhaga tem alguns dos melhores restaurantes do mundo – incluindo o melhor de todos, o Noma, capaz de destronar o espanhol El Bulli (...) na lista da Academia S. Pellegrino, que todos os anos elege os cinquenta melhores restaurantes do planeta. Depois há uma vida nocturna que não fica nada atrás das capitais mais meridionais. «Isto não é assim tão diferente de Lisboa», av ança Martin Moeller, ou DJ DeJean, um dos principais nomes da música electrónica do país. (...) «Ok, não temos nenhum clube da qualidade do Lux. Mas aqui saímos de casa para os copos nunca antes das onze, meia -noite. Os bares fecham às quatro, as discoteca s às oito da manhã e depois temos os afterhours. Se quiseres, podes dançar um fim-de-semana inteiro, sem parar.» (...) O mais curioso de tudo é que, durante o Verão, a cidade não conta mais de três horas nocturnas – há sol até à meia noite e das três da m adrugada em diante. Mas os dinamarqueses sabem aproveitar a luz: há esplanadas por toda a parte (...), os jardins são imensos, com grupos de estudantes de fato de banho na relva (...), e, além disso, há uma infinidade de concertos ao ar livre.

O trânsito automóvel é praticamente inexistente em Copenhaga. Toda a gente parece preferir a bicicleta. Há ciclismo em inúmeras versões: com carrinhos de bebé incorporados, para dois, três ou quatro passageiros, com cestos à frente, malas atrás, coberturas para chuva – you name it! (...) A Strogel é a principal rua comercial da cidade, e é aqui que Copenhaga desfila toda a sua vaidade. Lojas das grandes marcas de roupa internacionais, alguns bares e restaurantes, bancas de waffles, pequenas orquestras, mimos, souvenirs. Começa no praça do município, mesmo junto aos jardins do Tivoli (onde está instalado um soberbo parque de diversões com carrosséis de época) e termina já perto do Palácio Amalienborg, um edifício oitocentista que serve de residência oficial da rainha Margarida e onde todos os dias, ao meio -dia, é criteriosamente cumprido o render da guarda. Mais adiante, fica a estátua da Pequena Sereia (...) Estamos no principal eixo da cidade turística, das excursões organizadas e dos pacotes de viagem com visita guiada. Norrebro está na berra. Durante anos foi a zona residencial das classes trabalhadoras e dos emigrantes, o bairro problemático onde as classes abastadas evitavam ir (...) Mas, em abono da verdade, a noção de ghetto na Dinamarca é uma coisa relativa. Os edifícios têm fachadas neoclássicas, as lojas apresentam montras em arte nova, as pessoas já não são todas loiras mas continuam todas a ser bonitas e, que raios, até os graffiti são obras de arte. Hoje há restaurantes vietnamitas e libaneses ao lado das me rcearias turcas e dos reparadores de bicicletas. Existem lojas de candeeiros vintage, mobiliário retro, posters antigos, relíquias de toda a espécie. Os bares e os clubes com mais hip também se transferiram para esta zona da cidade. Jardins e espaços verdes não faltam. (...) Paragens obrigatórias, pelo menos três: a Bolsa, o Diamante Negro e a Ópera. A primeira fica na margem direita do curso de água, foi construída no século xvii, está

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Volta ao Mundo assente em pilares de madeira até hoje e é um dos mais óbvios exemplos da arquitectura escandinava da época. O segundo edifício, na margem oposta, acolhe a Biblioteca Nacional e o Museu de Fotografia. Construído em 1999 pelo atelier de arquitectura dinamarquês Schmidt, Hammer, Lassen, custou cerca de 45 milhões de euros e é absolutamente espectacular: dois cubos inclinados sobre a água, de mármore preto e vidro escurecido. Já a Ópera, na margem direita, custou quatrocentos milhões de euros (...) Desenhada pelo dinamarquês Henning Larsen, é uma referência mundial em termos de arquitectura, engenharia e acústica. Oferecer uma cerveja é um hábito banal num país que criou algumas das mais conceituadas marcas do mundo, nomeadamente a Tuborg e a Carlsberg. Esta última empresta até o nome a dois museus, um de cerveja e outro de arte. Não se perde nada em ir ao museu da marca, mas o que é absolutamente imperdível é o Ny Carlsberg Glyptotek, um edifício extraordinário que acolhe uma das mais completas exposições de escultura clássica do mundo, com galerias repletas de túmulos egípcios, figuras gregas, altares romanos (...) Mas a verdadeira vocação de Copenhaga é a modernidade, e para isso há o Museu de Arte Moderna. E depois há o design, e esse está em toda a parte. A cidade leva a criatividade tão a sério que o município proibiu o uso de mobiliário de plástico nas esplanadas e nos cafés e exigiu que fossem utilizadas peças com selo nacional (...) Estamos, afinal, no país onde nasceu o Lego, a cadeira formiga, as cabinas telefónicas públicas portuguesas ou o modelo moderno dos moinhos eólicos. Toda a capital é uma homenagem ao funcionalismo dinamarquês e toda a arquitectura dinamarquesa parece trabalhar o conceito do design, dentro ou fora de portas. Copenhaga tem pinta, muito estilo e boa onda - até em Cristiania, o bairro freak da cidade. Ocupada em 1971 por um grupo de hippies, anarquistas, artistas e músicos, as antigas instalações militares de Bandsmandsstraedes são geridas autonomamente pelos seus habitantes, naquilo a que os locais chamam de estado independente. Não será bem assim (...), mas a verdade é que, à entrada de Cristiania, há um cartaz de madeira que avisa you are now leaving the E.U. («você está a sair da União Europeia»). O consumo e a venda de drogas leves não são permitidos no resto da cidade, apenas aqui. E no entanto Cristiania mantém-se limpa, cheia de áreas verdes, com uma intensa vida cultural, com famílias a passear no fim-de-semana pelo mesmo caminho dos dealers de haxixe. Seria difícilimaginar o mesmo cenário noutro sítio que não na capital da Dinamarca.

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Nutrição Comece o ano de 2013 mais saudável!

O inicio do ano é sempre dado a muitas promessas e uma delas costuma ser a nível da alimentação, ou, seja, a sua dieta. Quer uma ou várias as tentativas que se fazem para alterar os hábitos, mudar é difícil…e mudar a dieta ainda mais. Segundo o Director-Geral da saúde, Francisco George, a alimentação saudável e actividade física devem ser vistas como um investimento a médio prazo, quer a nível individual ou familiar. Deste modo, a Direcção Geral de saúde (DGS) emitiu um conjunto de recomendações de alimentação simples e fáceis de realizar para o ano de 2013, para que os portugueses consigam enfrentar o novo ano com mais saúde.

1. Fazer da água a principal bebida do dia

3. Inclua leite e lacticínios nas pequenas refeições ao longo do dia

. Para acompanhar as refeições e fora delas.

. Um copo de leite possui apenas cerca de 28 % do cálcio necessário por dia para um adulto, 24 % da Vitamina D, 22% do fósforo.

. Esta permite a hidratação correcta sem excesso calórico, ajuda a regular a temperatura corporal, permite um óptimo desempenho físico e intelectual, contribui para uma adequada regulação da pressão arterial e ainda uma pele saudável.

. O leite é um super alimento de baixo custo e facilmente disponível de manhã ou em qualquer hora do dia.

2. Começar as refeições principais com uma sopa de hortícolas

4. Escolha pão de qualida de

. Para as pequenas refeições e para acompanhar o almoço ou o jantar.

. A sopa, em Portugal, é uma das principais fontes de hortícolas, produtos ricos em substâncias protectoras e em fibra, essenciais ao bom funcionamento intestinal, ajuda na saciedade e regulação da gordura ingerida.

. O pão, de preferência de mistura, é fonte importante de energia, vitaminas e fibra. Possui valores reduzidos ou nulos de gordura e açúcar, por isso deverá fazer dele o alimento central das pequenas refeições ao longo do dia.

. Em alguns casos pode-se transformar na refeição principal com a adição de leguminosas (feijão, grão, ervilhas, lentilhas), carne ou peixe.

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Nutrição

5. Invista nas suas capacidades culinárias.

8. Aproveite para experimentar novos sabores e actividades

. Encontre espaço e tempo para melhorar a sua capacidade de preparar refeições saborosas e nutricionalmente equilibradas.

. Faça uma pequena plantação de ervas aromáticas, num pequeno terreno ou até mesmo em casa em vasos.

. Ao longo do mês tente encontrar novas receitas que integrem produtos vegetais, equilíbrio nutricional e rapidez.

. O uso destas ervas, permite, ainda, reduzir o sal que adiciona na confecção dos alimentos e manter um sabor agradável.

. Depois de testadas se resultarem, guarde esse precioso conhecimento. É um investimento decisivo para a sua saúde e para a sua família.

9. A alimentação saudável, um peso adequado e actividade física estão interligados.

6. Tente fazer proximidade.

compras

. 30 minutos por dia de caminhada vigorosa podem contribuir para a redução da pressão arterial, do colesterol e bem-estar mental.

de

. Ajude a sua comunidade local, conheça quem lhe vende, estimule para que estejam à venda produtos de que gosta, compre alimentos frescos, leve sacos, ajude o meio ambiente e não utilize o carro.

. Este percurso pode ser realizado a caminho do emprego, ao almoço (15 minutos para cada lado) ou ao final da tarde quando vai comprar produtos hortícolas ou fruta fresca numa loja de proximidade.

. Faça, ainda, exercício moderado nestes percursos.

10. Por fim, desconfie de soluções milagrosas.

7. Não se esqueça de levar fruta consigo quando sai de casa.

. Veja a alimentação saudável e a actividade física como um investimento a médio prazo em si e na sua família.

. Óptima opção, prática e económica em qualquer altura do dia.

. Tente juntar à mesa, prazer, equilíbrio nutricional e companhia dos que gosta.

. Durante a manhã e a meio da tarde é um excelente motivo para fazer uma pausa, repor energias e recomeçar o trabalho com nova motivação e empenho.

Dietista Adriana Santos (Membro da Ordem dos Nutricionistas

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Saúde Doenças e Investigação médica - O cardiologista Ricardo Seabra Gomes considerou hoje que a análise de um terceiro tipo de colesterol, que faz aumentar ainda mais o risco do bloqueio das artérias, poderá ter utilidade em termos de avaliação de risco do doente.

O especialista comentava à revista Aqui Algarve um estudo dinamarquês divulgado pelo Público, publicado na revista Jornal of the American College of Cardiology, que envolveu 73 mil participantes e visou avaliar a responsabilidade de um terceiro tipo de colesterol, denominado "feio" ou "remanescente", nas doenças cardiovasculares causadas pela obstrução das artérias. Além dos chamados "bom" e "mau" colesteróis, respectivamente o HDL e o LDL, existe um terceiro tipo, que quase ninguém conhece, mas é o que faz mais aumentar o risco de bloqueio das artérias, a aterosclerose, principal causa do enfarte cardíaco. O estudo envolveu 73 mil participantes, quase 12 mil dos quais tinham sido diagnosticados, entre 1976 e 2010, com uma cardiopatia isquémica decorrente de aterosclerose coronário, e cerca de 20 mil apresentavam, devido a mutações genéticas, altos níveis de colesterol "feio O estudo mostra, pela primeira vez, que existe uma relação causal entre os altos níveis de colesterol “feio” e a aterosclerose, com a s pessoas com altos níveis de colesterol a correrem um risco quase três vezes maior do que as outras de desenvolver uma cardiopatia isquémica. Em declarações à Aqui Algarve, Ricardo Seabra Gomes adiantou que esta análise “é uma maneira mais sofisticada de calcular o conteúdo de gorduras no sangue”.

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Saúde

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“ samos habitualmente o colesterol total, o bom, o mau e os triglicéridos, mas há muitos outros componentes lipídicos, que não são avaliados habitualmente na prática clínica”, explicou. As análises ao sa ngue indicam os níveis de colesterol "bom" e do "mau". Contudo, a soma destes dois tipos de colesterol não é igual ao colesterol total. É nessa discrepância que se esconde o colesterol "feio", de densidade muito mais baixa do que o colesterol mau, explica o jornal. "Até aqui, as pessoas, os médicos e os cientistas têm -se focado principalmente no colesterol LDL. A maior parte dos médicos ignora o colesterol remanescente", disse ao Público Borge Nordestgaard, um dos autores do estudo, da Universidade de Copenhaga. Seabra Gomes adiantou que, “dificilmente, [este exame] será feito em larga escala”, porque são análises muito específicas e a maior parte dos laboratórios não terá capacidade para o fazer. Mas tem uma “potencial vantagem” de não necessitar de ser rea lizado em jejum. “Este é um primeiro estudo a mostrar isso”, acrescentou. Com este estudo, “há bases para justificar que não se tem ligado muito a esta maneira de avaliar o colesterol feio ou remanescente”, frisou. Como utilidade, Seabra Gomes apontou que “poderá ter mais utilidade em termos de avaliação de risco do que os que são utilizados actualmente”. Esta análise permitiria descobrir um “maior risco” nalguns doentes que, neste momento, não são detectados só com a determinação clássica do mau e do bom colesterol. “Até que ponto vai entrar na prática clínica eu acho que ainda é prematuro dizer. Há tantos trabalhos científicos, há centenas de factores de risco o que o próprio artigo diz é que isto não vai mudar muito”, comentou. “Não muda na prevenção e nã o muda no uso das estatinas”, medicação usada para tratar o colesterol alto. Para o especialista, tem de continuar a apostar -se na prevenção, através de uma alimentação saudável, do exercício físico e na medicação.

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Bem Estar Mitos mais comuns no exercício físico Eis que estamos no início do ano, altura característica para estabelecer novos projetos (a nível profissional, pessoal, social, amoroso…), novas metas a atingir e renovadas promessas a cumprir.

“praticantes” e em todos eles (uns mais que outros) lhes reconhecemos algo em comum, que é a dúvida! Como fazer? Porquê? Por onde começar? Como evitar certos erros? Como atingir os meus objetivos? Etc…

A área da saúde é, aqui, uma das mais visadas por todos nós, ainda mais nesta fase, após os variadíssimos excessos cometidos nos compromissos festivos dos últimos dias do ano. Sem dúvida que a preocupação da grande maioria das pessoas com a sua saúde e o s eu corpo acresce neste período, embora nós defendamos que o devessem fazer durante os 365 dias do ano.

Hoje em dia, sabe-se que a procura da resposta é grande e a oferta de informação enorme; no entanto, na nossa opinião devemos ter o cuidado de analisar as fontes da mesma e a sua veracidade. Para além disso, todo esse processo acarreta uma cruzada de informação, muitas vezes contraditória, que levam obviamente o leitor à dúvida sobre o que aceitar como verdadeiro.

Afinal, quantos de vós não ouviram já dizer que “o que faz mal não são os excessos que se cometem entre o Natal e a passagem de ano, mas sim entre a passagem de ano e o Natal”? A PersonalTrainers Algarve concorda totalmente com esta afirmação e defende a prática de atividade física durante todo o ano, com bons hábitos alimentares, mantendo, assim, um estilo de vida saudável. Daí que uma das nossas preo cupações diárias seja ajudar os outros a conseguirem atingir os seus objetivos, modificando os seus hábitos em prol de uma maior qualidade de vida. Ao fazê -lo, deparamo-nos com o mais variado tipo de

Então achámos pertinente expor vos, de seguida, alguns dos mitos mais badalados relativamente à prática do exercício físico e que mais dúvidas causam a quem o exerce.

Mito 1: Irei queimar mais gordura se treinar com uma intensidade menor. O foco mais importante no exercício e controle de peso de gordura não é a percentagem de energia para os exercícios provenientes de gordura, mas o custo total de energia, ou quantas calorias são queimadas durante a atividade. Contudo, o exercício de alta intensidade é difícil de suportar se está apenas a começar, sendo mais seguro optar por iniciar com uma intensidade menor e ir aumentando de forma gradual.

Mito 2: Praticar exercício é a única forma de perder o peso que desejo. Como em todas as respostas ao exercício, o ganho ou perda de peso é influenciado por muitos fatores, incluindo a ingestão alimentar e genética. Todos os indivíduos não vão perder a mesma quantidade de peso com o mesmo programa de treino. Embora o exercício isolado não possa garantir o seu peso ideal, praticar atividade física regular é um dos fatores mais importantes para a gestão bem sucedida do peso a longo prazo. Mito 3: Se quiser perder peso, não devo tre inar força. Completamente errado! A maioria dos especialistas acreditam que o exercício cardiovascular e de musculação são importantes para manter um peso saudável. O treino de força ajuda a manter a massa muscular e consequente diminuição percentual de gordura corporal. 47

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Bem Estar Mito 4: Pessoas com obesidade não devem praticar exercício. Estudos mostram que pessoas obesas que participam em programas regulares de exercícios têm um risco menor de todas as causas de mortalidade, em relação aos indivíduos sedentários, independentemente do peso. Tanto homens como mulheres, de todos os tamanhos e níveis de aptidão, podem melhorar sua saúde com o aumento da atividade física. Mito 5: O exercício físico só funciona se sentir dor no dia seguinte. De início será normal sentir algumas dores musculares devido ao facto de o seu corpo não estar habituado a tais estímulos, a sua homeostasia foi desafiada. Com o passar do tempo, esse equilíbrio é reposto e as dores terão tendência a desaparecer. Contudo, também não será aconselhável manter o mesmo treino utilizando sempre as mesmas rotinas, pois os resultados irão estagnar. O ideal será gerir o estímulo (carga) / recuperação/ novo estímulo, respeitando sempre as limitações da dor, evitando possíveis lesões. Mito 6: Muitas repetições abdominais ajudam a perder a barriga. É um engano pensar-se que, ao fazermos centenas de repetições abdominais por dia, iremos “queimar” toda a gordura localizada na barriga. Antes devemos baixar o valor percentual de gordura como um todo, englobando o trabalho cardiovascular e uma alimentação correta. Os exercícios específicos e direcionados para a região abdominal apenas irão tonificar a sua musculatura, o que irá favorecer uma boa postura mas não significará a característica “perda do pneu”.

Mito 7: A musculação é proibida para pessoas com problemas posturais. Primeiro será necessário identificar a origem do problema, como um desvio postural. A partir daí será mais fácil adaptar e direcionar os exercícios para fortalecer as musculaturas mais afetadas pela má postura, amenizando o problema. Obviamente, estas indicações devem ser fornecidas por um especialista (Osteopata, Fisioterapeuta, PersonalTrainer). Mito 8: O exercício físico é perigoso para a 3ª idade. Defendemos a prática da atividade física em qualquer idade, ainda que devidamente adaptada aos limites característicos de cada um e de cada faixa etária. O exercício físico deverá preparar os idosos para as atividades diárias básicas, como pegar um objeto do chão, abrir uma gaveta, sentar numa cadeira, subir ou descer escadas, melhorando a nível cardiovascular, etc. A melhoria do equilíbrio é também fundamental nestas idades, pois uma possível queda poderá acarretar um elevado risco, devido ao maior desgaste ósseo e à capacidade de recuperação mais lenta. Por fim, permitirá ainda combater doenças como a obesidade, hipertensão arterial, osteoporose, entre outras.

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Revista aqui algarve nº 2  

Fevereiro 2013 (Parte 1)

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