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Publicação mensal da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria

50

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anos

Santa Maria / RS / Brasil ANO 50 nº 02 Março - 2017

Jantar-Baile Tropical abre celebrações dos 50 anos

Páginas 10 e 11 Entrevista:

Jurídicas:

Pagamento de parcelas atrasadas e acumuladas Página

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Memória visual:

A Associação A estreia do segundo Darcila professor Luiz Castelan Gonzaga Binato Página

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Crônica de viagem:

O êxtase de Santa Teresa Vitor Biasoli

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izer que Roma é uma cidade de roteiros infindáveis é cair no lugar comum. No entanto, para alguém informado pela História, Arte e Religião Católica, não há como fugir disso. Roma é uma espécie de umbigo do mundo, o umbigo da Civilização Ocidental. Ali se localizou a matriz de um dos maiores impérios da Antiguidade, ali ainda se encontra a sede da igreja mais poderosa do Ocidente, e nesse mesmo território podem ser vistas as obras de arte que são referência para a nossa sensibilidade e pensamento. Dito isso, o que um sujeito pode fazer quando tem apenas um final de semana em Roma, como me aconteceu dias atrás? Eu havia feito um passeio básico de turista, no início de fevereiro – uma longa caminhada entre as ruínas do Coliseu e a Cidade do Vaticano –, e precisava escolher um roteiro mínimo para desfrutar com calma. Joguei para o alto as várias possibilidades, escolhi a Galeria Borghese e marquei uma visita pela

Internet, no sábado. Para o domingo, não decidi nada, certo de que haveria de pintar alguma coisa. Estava hospedado num hotel próximo ao Coliseu e me sentia no centro do mundo. A Galeria Borghese absorveu a tarde de sábado e teria ficado no museu o dia inteiro se a visita não fosse por tempo limitado (duas horas). Encerrado esse período, fui bater pernas nos jardins do entorno da galeria e ali me deixei até o entardecer (calado, entre árvores e esculturas – com a certeza de que milhares fazem isso desde o século XVII, quando construíram aqueles jardins). Então lembrei uma escultura de Bernini numa igreja próxima, “O êxtase de Santa Teresa”, e achei que tinha tempo. Com o guia de viagem na mão, me aventurei. A noite caia, mas ainda encontrei a igreja aberta. Havia uma missa em andamento e lentamen-

te avancei em direção ao altar, até me colocar próximo a quarta capela da esquerda, onde se encontra a obra de Bernini. Acompanhei a missa com aparente atenção, mas meus olhos estavam pregados no monumento. A santa tinha o rosto mergulhado na sombra, mas uma de suas pernas despontava – iluminada –, saindo do drapeado das roupas e terminando num pé desnudo, os dedos maravilhosamente estendidos. Encerrada a missa, um sacerdote tomou o púlpito, chamou o público para perto e se pôs a explicar as obras da igreja. Meu italiano é precário, mas a voz e os gestos do padre eram tão expressivos que eu “entendia” o que ele falava: as intervenções de Nossa Senhora na guerra contra os rebeldes (a vitória na batalha de Montanha Branca, contra os protestantes) e, especialmente, o fervor religioso de Santa Teresa. O rosto da santa foi ilu-

minado por uma lâmpada sobre a sua cabeça, o padre imitou o movimento do braço do anjo traspassando o peito da santa com uma flecha dourada e creio que enfim compreendi o que a primeira doutora da Igreja escreveu na sua autobiografia: “a terna carícia que Deus fez à [sua] alma”. Naquela noite, não tirei foto nenhuma. Não me comportei como o turista que me tornei. Era impossível. Outros sacaram suas câmeras e celulares e enquadraram o monumento de Bernini, Santa Teresa, sua boca e o pé. Eu me recolhi a minha insignificância, saí em silêncio da igreja e fui andar pela noite romana. Entre outras coisas, entrei numa enoteca e pedi “un bicchiere di vino primitivo”, que bebi emocionado próximo a uma fonte. Emocionado com Bernini e com o gozo de Santa Teresa. Seguramente transfigurado pela Arte, a História e a Religião – assim mesmo, com iniciais maiúsculas, como ainda escrevem os escritores tradicionais, que ainda acreditam na grandeza inquestionável da Civilização Ocidental.


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Melhores fotos de 2016:

Fotojornalismo em destaque

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World Press Photo divulgou, no último mês de março, as fotos vencedoras de seu concurso mundial de fotojornalismo. O prêmio de melhor foto do ano de 2016 foi dado a uma imagem que mostra o drama dos refugiados no Mediterrâneo, de autoria do australiano Warren Richardson. Ela retrata o momento exato em que um homem entregava um bebê a outra pessoa sob uma cerca na fronteira entre a Hungria e a Sérvia. Um brasileiro, o fotógrafo Lalo de Almeida, também levou para casa prêmio especial dos jurados por sua série de fotos sobre bebês com microcefalia no Brasil e suas mães.

Fotos World Press Photo/reprodução APUSM

Associação dos Professores Universitários de Santa Maria Fundada em 14/11/1967 Av. Nossa Senhora das Dores, 791 CEP: 97050-531 - Santa Maria/RS Fone/Fax: (55)3223 1975 ou (55) 32214856 - www.apusm.com.br E-mail: apusm@apusm.com.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Tania Moura da Silva Vice-presidente: Eduardo Rizzatti 1º Vice-presidente: Darcila Castelan 1º Secretário: Martha Adaime 2º Secretário: Solange Fagan 1º Tesoureiro: Luiz Antônio Freitas

Esta imagem do fotógrafo australiano Warren Richardson foi considerada a melhor foto do ano na 59ª edição do World Press Photo, a maior premiação do fotojornalismo mundial. A fotografia, em preto e branco, mostra um homem passando um bebê pela cerca de arame farpado em Roeszke, na fronteira entre a Sérvia e a Hungria. (Australia - Warren Richardson – 2016)

O canadense Kevin Frayer, da Reuters, obteve o primeiro prêmio na categoria Cotidiano – Imagem Única com esta imagem de um trabalhador das minas de carvão de Shanxi, na China. (Canada – Kevin Frayer – 2016)

CONSELHO DE CURADORES Titulares Waldyr Pires da Rosa Etevaldo Vargas Porto Julio Cesar Farret Suplentes Sirlei Dalla Lana Ronaldo Morales Pedro Romeu Bagioto JORNAL DA APUSM Fundado em 30/03/1971. Supervisão Geral Quintino Corrêa de Oliveira Gaspar Miotto Jornalista Responsável Ricardo Ritzel / MTB: 12773 Fone: (55) 3221-4856 Ramal 25 jornal@apusm.com.br Diagramação Rodrigo de Oliveira Fortes Revisão Prof. Leila Ritzel Tiragem 3.000 exemplares O Jornal da APUSM aceita a colaboração da Comunidade Universitária Distribuição gratuita e dirigido aos associados

Foto de capa: Rodrigo Fortes E-mail: fortesrodrigo@gmail.com A brasileira Markione Gomes da Rocha, 29, e Pérola, 1, em Recife, onde a filha recebe tratamento para a microcefalia, causada pelo vírus da zika.(Brasil - Lalo de Almeida- 2016)

Acompanhe as notícias pela página da APUSM ou pelo facebook. Para receber nossas notícias por e-mail, mantenha o seu cadastro atualizado. * Caso queira atualizá-lo ou mandar alguma sugestão envie um e-mail para: jornal@apusm.com.br


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Jurídicas

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Pagamento de parcelas atrasadas e acumuladas

Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (SINTUF/MT) ajuizou ação com o objetivo de garantir a seus substituídos a correção monetária plena sobre os valores pagos administrativamente pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ação contra a universidade foi ajuizada por meio de Ioni Ferreira Castro Advogados Associados, parceira de Wagner Advogados Associados. Em inúmeros processos administrativos, a UFMT efetuou pagamentos de parcelas devidas a seus servidores. Tais pagamentos ocorreram ao longo de cada ano, desde a constatação da verba devida. Entretanto, os pagamentos, aconteciam de

forma acumulada e tardia, sem qualquer tipo de correção monetária. Na análise do caso, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, por unanimidade, dar provimento à ação do sindicato. Conforme descrito no

acórdão, “é pacífico o entendimento jurisprudencial no sentido de que o pagamento tardio de quaisquer valores na via administrativa enseja o pagamento de correção monetária, que nada mais é do que a recomposição do poder aquisitivo da moeda, não se tratando, portanto, de acréscimo patrimonial”. O não pagamento da correção monetária aos servidores resultaria em enriquecimento indevido da universidade, em detrimento patrimonial dos servidores, uma vez que estes não possuem qualquer culpa pelos erros da administração. No processo ainda cabe recurso.

Instituto Farroupilha é condenado a pagar RSC em atraso Conforme alegado pelo IFF, as parcelas não haviam sido pagas por indisponibilidade orçamentária. A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou que o Instituto Federal Farroupilha pagasse a um servidor o valor correspondente à Retribuição por Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) em nível III. O valor devido é superior a um ano e meio de remunerações e deverá ser atualizado monetariamente pelo IPCA-E. Tais parcelas devidas foram re-

conhecidas administrativamente pelo instituto, entretanto, o pagamento não foi efetuado. Segundo alegado pelo IFF, não há disponibilidade orçamentária para adimplir os valores. Ocorre que, como já afirmado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o pagamento independe de liberação orçamentária por parte do MPOG e a Administração não pode condicionar o pagamento. Para garantir o direito de receber os valores atrasados, referentes à RSC em nível III, o servidor do Insti-

tuto Federal Farroupilha entrou com ação judicial por meio de Wagner Advogados Associados. Na sentença proferida, favorável ao servidor, o juiz federal afirmou que, “tendo transcorrido lapso temporal suficiente para adoção das medidas necessárias ao pagamento administrativo dos valores devidos, não é razoável, nem aceitável, que o autor tenha que aguardar indefinidamente a percepção dos valores a que faz jus.”. No processo ainda cabe recurso.

Fonte: Wagner Advogados Associados.

O advogado e sócio do escritório Wagner Advogados Associados, Flávio Ramos, realiza todas as quintas-feiras pela manhã, das 10h ao meio-dia, orientações jurídicas aos associados da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (APUSM). Ramos é especializado nos assuntos relacionados a questões funcionais do servidor público como: carreira, vínculos do professor ao serviço público, entre outros. O escritório atua nesta área há cerca de 30 anos. Neste ano o escritório também está atendendo aos professores associados que possuem vínculos com instituições particulares. Assuntos relativos ao regime geral da previdência - INSS destes associados podem ser esclarecidos pelos advogados. Para isso, basta que o associado utilize este serviço nas quintas-feiras.


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Crônicas:

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Eloisa Antunes Maciel*

Uma figura ímpar...

m situação angustiante, em ambiente hospitalar onde eu visitava freqüentemente um irmão em fase de tratamento intensivo, portador de um quadro de enfermidade múltiplo, minhas idas e vindas pelo elevador central do hospital transformaram-se em quase interminável vai- e vem não menos angustiante... E nessa rotina em que a tensão parecia ativar preventivamente a minha capacidade de observação, uma das minhas “descidas” ao térreo coincidia com a do elevador do lado oposto ao que eu me encontrava. Nessa ocasião, observei a saída de uma figura que, a priori, considerei incomum para a idade que aparentava sob diversos indícios... Uma idosa senhora curvada, mas extremamente ágil, deixava o elevador segurando duas grandes sacolas que aparentavam estar cheias, presumidamente também bastante pesadas... Ao notar que eu a observava atentamente, saudou-me com um esboço de sorriso e um discreto aceno com a cabeça... Nesse instante, imaginei que fosse a mais velha parenta de algum enfermo ao qual prestava assistência na condição de acompanhante... Encontrei-a por mais em duas vezes semelhante situação. Voltei a observá-la no recinto de um hotel vizinho ao hospital. Inicialmente, imaginei que estivesse na condição de hóspede ocasional – dada a presumida condição de acompanhante de paciente hospitalar – como era o meu caso... No entanto, notei que agilmente se deslocava para comunicar-se com funcionários do hotel, como a combinar “estratégias de ação funcional”... Seria? (Confesso que tive ímpeto de rir dessa minha suposição no momento...). Por mais de uma vez, voltei a observar essa sua manifestação de “familiaridade” no local. A partir então, não mais a encontrei.. Todavia, na semana seguinte, estando ocasionalmente em minha residência em município vizinho, recebi a não desejada notícia de que meu irmão

estava em situação de óbito... Desloquei-me depressa ao hospital, passando pelo hotel onde deixei minha modesta bagagem, sem tempo para informar-me sobre a disponibilidade de vaga... Desafortunadamente meu irmão já havia falecido – e eu recebera a dolorosa incumbência de “guardar o corpo” até a chegada dos agentes funerários, os quais se demoraram por mais de duas horas... Sem condições de acompanhar os familiares no translado do corpo para outro município, retornei ao hotel... Não mais havia vaga disponível... No entanto, graças à intervenção de uma sobrinha– consegui uma “vaga extra” em anexo especial do hotel... E quem eu pude ver “em primeiro plano.” nesse local? Em atendimento ágil aos hóspedes que lanchavam na ocasião, lá estava ela!!! Sim. Ela própria, desvelando-se entre uma pequena copa e as mesas de um diminuto refeitório, revelando, mais uma vez, sua notável agilidade de deslocamento e presteza no trato com as pessoas às quais prestava assistência na ocasião... E, desta vez, imaginei-a servidora eventual, dada a lotação extrema das vagas disponíveis no hotel... Novo “erro de mira”! E eu somente soube que ela era gerente efetiva daquele núcleo na manhã seguinte, quando deixei o hotel... Ao notar que eu me preparava para deixar o local, dirigiu-me gentilmente a palavra informando-me de sua função... Após retomar as chaves, apanhou a minha bagagem e desceu agilmente os dez degraus da escada que separava o segundo andar do térreo e, também agilmente, chamou um táxi para o qual deslocou a bagagem.... Perplexa, apenas consegui esboçar um leve gesto e murmurar algo quase inaudível à guisa de agradecimento. Nesse instante, revi – e reconsiderei - todas as minhas errôneas conjeturas sobre essa singular figura, de aparência frágil e senil, mas realmente digna de admiração... Em suma: uma figura ímpar...

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Máximo José Trevisan*

Fernanda Montenegro & Shakespeare

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Bobo disse ao rei Lear, quando ele lamentava os erros cometidos: “Não devias ter ficado velho antes de ficares sábio.” Lembrei-me da afirmação de Shakespeare, escrita há 400 anos, ao ler o que Fernanda Montenegro, aos 87 anos, falou em recente entrevista ao Canal Brasil: “Não tenho medo da morte, mas tenho pena de morrer. Vivi sempre muito intensamente. Eu não joguei fora nenhum momento. Eu me lambuzei de cada momento que eu vivi, que estou vivendo.” Que mulher sensacional essa atriz, que nós, brasileiros, temos o privilégio de ter em nosso meio! Ela tornou real o pensamento de Shakespeare: pois soube se tornar sábia antes de ficar velha!.. Ano passado, li um texto de Francisco Daudt, no jornal Folha de São Paulo, sobre a velhice. Ele me levou novamente a pensar na vida e no tempo que passa. Aliás, mais uma vez me perguntei se é o tempo que passa ou somos nós que passamos pelo tempo. Fernanda Montenegro não tem medo de morrer, mas sim tem pena de morrer! Entendo que assim fala só quem se sente feliz. A propósito, noutro dia, em fim de tarde, encontrei o amigo Dr. Troian, no Calçadão. Conversa vai, conversa vem (amigos que se prezam se dão tempo para conversar...), caiu o assunto idade. Ele, então, afirmou que estava com vontade de não renovar a sua carteira de motorista... (mas acabou renovando). Revelou também que estava muito feliz! Mas, logo, logo, vi que ele puxou o freio de mão, ao dizer que não se animava a repetir a frase, pois,

noutro dia, dissera a mesma a um outro amigo e tivera, como resposta, uma pergunta: “Mas você era infeliz antes?” Meu caro, Dr. Troian: neste tempo tão cinza, tão repleto de afirmações falsas, etc, etc, não se dê o direito de chamar-se ao silêncio ao falar sobre a sua vida e a felicidade que está vivendo. Assuma o risco de um invejoso pensar que está mentindo ou de um pessimista ou deprimido julgar que não é possível ser feliz hoje e neste país, em que até demonstrar alegria e felicidade está difícil. Não esconda a sua felicidade! No texto de Daudt, que referi acima, o autor também comprova que se tornou sábio antes de ficar velho: “Então estou negando os perrengues que a idade traz? Claro que não. Só não quero levar, além da queda, o coice. Calvície? Nomes demoram a ser lembrados? Algumas dores articulares? Diminuição do tempo de sono? OK, paciência, mas achar que disso decorre uma retirada do erotismo e da curiosidade, do achar graça em viver?” Esse é o caso, o desafio de todos nós ante os anos que se acumulam: como conviver com as suas turbulências que o voo no tempo cobra de cada um? Como alimentar a vontade e o prazer de viajar no mundo, cultivando sonhos e novos projetos de vida? Como suscitar surpreendentes e prazerosas emoções e renovar um coração muitas vezes carregado de decepções e frustrações? Os infelizes não têm pena de morrer! Os felizes, sim! *maximotrevisan@uol.com.br; advogado, escritor, membro da ASL.


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Entrevista

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“Nossa mensagem teve eco...”

ornal da APUSM: O que é a APUSM para você hoje? Darcila Castelan: A APUSM é uma entidade que foi criada com fins culturais, sociais, esportivos, visando integrar a comunidade universitária no contexto da região. Para que isto acontecesse, foi necessário redimensionar os espaços da nossa sede para que se tornassem mais agradáveis e acolhedores. Exemplos disto são o Salão Cultural que agora tem a comodidade das divisórias de vidro, e o Salão Panorâmico Fugued Calil que, como o próprio nome indica, permite agora uma visão exuberante de Santa Maria, circundada pelos seus belos morros. Neste sentido, a nossa linha de atuação foi embasada na frase “APUSM para todos”, e tanto, que este lema foi usado também em nossa campanha publicitária que divulgou nossos eventos nestes últimos quatro anos. Assim, ficamos felizes porque a nossa mensagem teve eco em vários setores da comunidade santa-mariense, e até mesmo, fora de nossos limites geográficos. A APUSM é para mim uma entidade de grande valor representativo e que tem orgulho de seus associados pela forma de atuação nas atividades docentes de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Jornal da APUSM: Qual o balanço dos quatro anos de ges-

coquetéis, almoços, jantares e bailes. Quarto, à valorização do associado, tanto o professor aposentado, quanto o que está em atividade. Exemplo é o Café dos Pioneiros, que resgata a memória da Educação em Santa Maria, como também aos Prêmios APUSM Destaque Pesquisa, Destaque Ensino Superior e Distinção. E, finalmente, o quinto momento, o filantrópico, a realização de parcerias com diversas entidades beneficentes.

A vice presidente Darcila Castelan “A APUSM é para mim uma entidade de grande valor representativo e que tem orgulho de seus associados”.

tão à frente da diretoria da Associação? Darcila Castelan: Podemos dividir o nosso trabalho em cinco momentos. Primeiro, o incentivo à produção cultural: lançamentos de livros, exposições de artes plásticas, fotografias, artesanato, exibições de cinema, conferências e palestras alusivas a determinadas efemérides, estímulo ao Coral e concursos na área de Educação. Segundo, o incentivo ao es-

porte com o resgate das equipes de futebol de campo dos nossos associados, a realização de torneios internos de xadrez, assim como também estaduais, nacionais e até mesmo internacionais, como a Taça APUSM 50 anos. Destaco também a criação e implantação em nossa sede de grupos de atividades funcionais e outras práticas voltadas ao bem estar e à saúde. Terceiro, a participação crescente de nossos associados em

Jornal da APUSM: Como você projeta a APUSM para os próximos anos? Darcila Castelan: Dando continuidade ao nosso lema, “APUSM para Todos”, que levou o nome da instituição aos mais variados recantos do Estado, vejo uma APUSM atingindo um público cada vez maior. E, unindo as nossas aspirações com esta nova geração de docentes associados, para qual está sendo projetada uma nova estrutura física e operacional, seja realmente utilizada, ocupada e valorizada nos próximos 50 anos, fechando um centenário de realizações. Outro ponto importante de nossa atuação é a parceria que mantemos com a Fundação Moã, com a preocupação de preservar o meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais.


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Evento 50 anos:

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Abrindo os eventos de 2017

tima companhia, gastronomia refinada, serviço perfeito e música envolvente. Este é o resumo do primeiro evento social de 2017 na Associação, o Jantar baile Tropical, que aconteceu no último dia 17 de março no Salão Cultural, e que abriu a programação especial do cinqüentenário de fundação da APUSM. Na oportunidade, e depois das saudações de boas-vindas da presidente Tania Moura da Silva aos associados, familiares e amigos, o ex-presidente da Associação, professor Quintino Oliveira, pediu a palavra e fez um breve histórico da APUSM, comentando sobre as lutas, conquistas e personagens que fizeram a história da Associação dos Professores ao longo destas cinco décadas de atuação. Confira na sequência as imagens de quem foi ao Jantar Tropical da APUSM, que teve gastronomia do chef Da Cás, música de Claudiomiro e Banda Santa Maria e a organização impecável do Setor de Eventos da Associação.

Quintino Oliveira, recebendo as congratulações das mãos de Tania Moura da Silva e Manuela Oliveira

Coral da APUSM emocionou com “Aleluia” de Leonardo Cohen

Vilson Quaiatto e Daniele Portella

Regina Biacchi Emanuelli e Claudio Emanuelli, Máximo e Eunice Trevisan, e Leda Trevisan

Equipe de gastronomia do chef Da Cás

Claudiomiro abrindo o show da Banda SM


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Evento 50 anos:

E celebrando os 50 anos...

Ana Maria e Adarci Antoniazzi, Sonia e Benildo Frizzo

IracemaDorneles,AnaRocha,CeiçaFiguera,SoniaQuadroseTerezinhaAntonello

Vitelio e Irene Freitas, Margareth e Luis Freitas, José e Maria Helena Zanella

Maria Goreti e Neuton Pasin, Marli e Manoel Taragô e Nublea e Wilson Mavara


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Meio Ambiente

Criada bactéria que come plástico Tecnologia em desenvolvimento

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e acordo com estudos recentes, é bastante provável que em 2050 haja mais plástico do que peixes em nossas águas oceânicas. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com a poluição dos oceanos, e desse modo, uma bactéria foi desenvolvida por duas estudantes canadenses para transformar plástico em gás carbônico e água. Miranda Wang e Jeanny Yao moram em Vancouver e vêm trabalhando na ideia desde que estavam

no colégio. Em 2013 elas já davam palestras sobre o trabalho e, desde então, vêm recebendo incentivos financeiros para o projeto e já ganharam cinco prêmios de inovação tecnológica, além de serem as mais jovens a ganhar o conceituadíssimo Prêmio Perlman de Ciência. Tudo devido ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO² e água. A tecnologia vem sendo utilizada de duas formas: a primeira é para limpar as praias e a segunda para produzir matéria-pri-

A dupla de estudantes ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de Ciência.

Em um primeiro passo o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes do mesmo em pedaços mais maleáveis. Esses ma para confecção de tecidos. “Nos dias de hoje, é praticamente impossível fazer com que

componentes por sua vez, são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva apenas 24 horas para acontecer. paremos de usar plástico. Acreditamos que tudo deveria ser biodegradável”, disse Wang.


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Educação

Professor de SM é destaque nacional

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professor universitário santa-mariense e associado APUSM, Afranio Righes, recebeu no final do ano passado o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2016. A solenidade de outorga da homenagem dos melhores profissionais brasileiros no ano de 2016 aconteceu no sofisticado Clube Sírio-Libanês, em São Paulo. Homenagem, promovida pela empresa Braslíder, tem como objetivo destacar organizações e profissionais de diversas áreas que geram valor à sociedade por meio de ações cidadãs e igualitárias Righes recebeu o título de

Comendador na categoria profissional do ano – Destaque Nacional e Mérito Social pelo seu trabalho Engenharia Ambiental e Sanitária desenvolvido junto ao Centro Universitário Franciscano de Santa Maria. O professor Righes é graduado em Agronomia pela UFRGS (1969), mestrado em Ciências do Solo pela UFRGS e Ph.D em Soil and Water Management pela Iowa State University of Science and Technology (1980) EUA. Ele também é professor aposentado pela UFSM e, atualmente, atua como professor no Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universitário Franciscano.

Foto Arquivo Pessoal Afranio Righes

Righes recebeu o título de Comendador na categoria profissional do ano – Destaque Nacional e Mérito Social pelo seu trabalho Engenharia Ambiental e Sanitária


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Crônicas:

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or motivo de mudança – ocorreu-me algo que deve acontecer com os guardadores e “colecionadores” de registros afetivos. Recortes de jornais, revistas, tudo o que nos prometemos rever “um dia”, e precisam ser descartados sem essa releitura. Deparei-me, em especial, com dezenas de cartas amareladas de uma amizade que cultivei certo tempo. Eram de uma colega de cursinho de Porto Alegre, que conheci graças a uma mudança de S. Maria para a capital, com o sonho de cursar Jornalismo ou Psicologia. Saíamos do Menino Deus – morando a umas quadras distante uma da outra – no mesmo bonde. Nasceu daí uma amizade muito produtiva para os dois lados. Foi bom para minha auto-estima toda aquela admiração que ela me devotava. Um dia, nós de pé no coletivo e ela me olhou e exclamou: “Como tu és bonita”! Uma bobagem, diria qualquer pessoa, só que foi muito bom para mim que, exatamente naquela manhã, tivera dissabores. Ela não escondia sentimentos, não se “economizava”, como costumamos fazer, quando poderíamos distribuir pequenas alegrias, assim,

Afetos e desapegos aos que amamos, dizendo-lhes algo agradável. Na época, eu não tinha consciência disso, só vim a saber agora, ao reler alguns trechos das tantas cartas que precisei destruir com muita papelada mais. Perdi-a, não sei quando, de vista. Veio o casamento, as filhas e costumamos ter prioridades, perdendo tanta riqueza de amizades boas que deviam ser eternas. Numa das cartas – quando saí de Porto Alegre e, casada, fui morar em S. Leopoldo, a nossa comunicação passou a ser escrita. Numa delas, escreveu o que bem demonstrava o humor e o senso crítico da sua personalidade: “E tu não entendes o que eu pretendo fazer na vida? Eu acho – porque ainda não tenho certeza – que não pretendo coisa nenhuma. Viver até os 40, 50 o mais tardar. Trabalhar, filosofando até lá, com o conforto devido e necessário à minha “magreza”. (Magro era um nome comum na gíria da época). “Agora quem não entende sou eu. Por que tu não achas lamentável ter nascido? Eu te pergunto o que tu vais fazer da tua vida? O que ela te trouxe, senão muita experiência

a partir da negatividade de tudo e de quase todos? E ela prossegue, lá adiante: “E o que eu analiso não é a vida aqui ou ali, no Brasil ou na China, mas a vida em si mesma. É, quando a gente olha por trás vê tudo que muda e que vai mudando inevitavelmente. E nisto tudo – que é a vida – ou tu aceitas e dizes estar vivendo, ou tu te revoltas e dizes estar vegetando. De qualquer maneira, a vida não é opção, e tudo o que é imposição não presta, podes observar”. “Quanto às nossas diferenças” – ela, classe média alta, não precisava trabalhar para estudar – “não te preocupes em avançar o sinal, porque eu apito em seguida e te dou multa”. “Gostaria que tu entendesses o seguinte: eu não deixei a religião por simples medinho. É justamente o contrário. Quando perdi o medinho é que deixei a religião. E isso não aconteceu de um dia para outro como pensas, mas foi um longo processo. Eu tenho uma tia que diz que fé não se compra em armazém. De pleno acordo! E o que sustenta religião – qualquer que seja – é a fé”. No momento em que se procura racionalizar a fé, como eu fiz, ela acaba, vira nada. E as coisas co-

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Celina Fleig Mayer* meçam a aparecer de tudo quanto é lado, com um sentido novo. Elas são mais claras, agora...agora eu posso ser eu mesma, livremente, sem pensar que sou isso ou aquilo porque Cristo ou Buda quer. Eu faço e penso a partir de mim mesma, sem me preocupar com os mandamentos ou o diabo a quatro. Nesse sentido posso ser muito mais autêntica, porque sou livre, entendes? Perdi minha amiga de vista, de cartas, de contatos. Era tão diferente em tudo, menos na facilidade de se comunicar, dizer-se. E os escritos amarelados pelo tempo – creio que ela viveu além dos 40 ou 50 anos e está achando bom – fizeram com que perdesse tanta inquietude dos seus, então 18 anos. E como não posso guardar o acúmulo de tantos registros do passado,(mudanças são sinônimo de desapegos), reler uma carta dessas me fez sentir uma vontade imensa de revê-la. Talvez a encontre no Facebook, uma senhora séria e ajuizada, cheia de certezas. Não mais todos esses inteligentes questionamentos que eu, na época e, também hoje, não saberia responder. *Jornalista


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Crônica

Uma esquina histórica O novo edifício das Faculdades de Farmácia e de Medicina, erguido em duas Arquiteto e professor universitário fases, sobre o terreno das caaposentado luizbinato@gmail.com sas da fotografia, foi inaugurado em 4/1/1960, quase um s casarões dessa foano antes da criação da USM tografia, um deles na (20/12/1960). A ala laboratoesquina das atuais ruas rial do conjunto fora inauguFloriano Peixoto com Dr. Asrada em 30/9/1956, no jubitrogildo de Azevedo, deram leu de prata da Faculdade de lugar, na década de 1950, ao Farmácia. Duas placas, no prédio pioneiro da que se torvestíbulo do prédio, testenou Universidade de Santa munham tais inaugurações. Maria - USM (UFSM desde O edifício teve diversos 20/8/1965). Ambos apresen- Fotografia: Santa Maria, anterior a 1952, autoria n.i., P&B, publicada in ISAIA, Luiz Gonzaga. usos, inclusive a administratavam elementos arquitetô- UFSM: Memórias. Santa Maria: [S.ed.], 2006, p. 51, acervo Luiz Gonzaga Isaia. ção central da UFSM, que nicos neoclássicos, típicos nele permaneceu até meados do século XIX: janelas com arcos ca, extensões da URGS. visto à esquerda da foto abrigaria da década de 70. Abriga agora curromanos, porão alto e platibandas a O casarão da esquerda foi cons- por décadas a Faculdade de Farmá- sos dos Centros de Ciências Sociais prolongarem as fachadas fronteiras truído para a primeira sede própria cia, cuja aula inaugural ocorreu em e Humanas e de Ciências da Saúde, às ruas e a disfarçarem as coberturas do Clube Caixeiral Santamariense 27/2/1932. constituindo um marco da arquitede telhas cerâmicas. O prefeito Miguel Meirelles, tura dita moderna, implantado na (antes, o Clube alugava um sobrado No primeiro plano vê-se uma no ângulo sudoeste das atuais ruas em sua primeira gestão (19/1/1942 Santa Maria dos anos 1950. casa de Florindo Nerva. Seus herdei- Dr. Bozano com Duque de Caxias). - 5/2/1947), promoveu uma reforma Apresentei aqui um exemplo das ros a venderam por Cr$ 300.000,00 O terreno foi doado, em 1896, pelo interna no prédio levantado em 1889, transformações da paisagem urbana (trezentos mil cruzeiros) à Univer- então presidente do Clube, Henrique frente à Praça Saldanha Marinho, local. Para mim, conhecer, de fato, sidade de Porto Alegre, depois que, Ribeiro da Silva. Em out./1926 o pela Sociedade 13 de Maio, para o uma cidade inclui inteirar-se sobre a em dez./1948, a essa instituição foi Caixeiral inaugura outra sede, a de- teatro homônimo. Após usos plurais, vida dos seus prédios. Qualquer ediagregada a Faculdade de Farmácia de finitiva, cuja pedra fundamental foi e, desde ago./1913, uma proprieda- ficação deve ser vista como registro Santa Maria. (Com tal incorporação, lançada em 21/4/1920, sobre a área de do Município, Meirelles decide da presença humana e das marcas de a Universidade de Porto Alegre pas- adquirida, em jan./1920, dos herdei- transferir, para o térreo, a Biblioteca sucessivas gerações. saria a ser denominada “do Rio Gran- ros do Dr. Nicolau Becker Pinto, na Pública Municipal, instalada desNota: A coluna que ora se inicia de do Sul” – URGS, depois UFRGS.) rua do Acampamento, 39 (antes ha- de 12/10/1938 no andar superior da contará com a colaboração de leitoO imóvel foi adquirido para permitir via ali uma casa comercial, destruída aludida construção. No pavimento res, mediante o envio, por meio elea expansão física da Faculdade de por incêndio). alto, implantaria um auditório, de- trônico, de imagens referentes à meFarmácia, instalada no casarão contíPor proposta apresentada, em nominado Centro Cultural. Os tra- mória de instituições universitárias, guo. O bloco que substituiu esse pré- 30/9/1931, pela Sociedade de Me- balhos técnicos, conduzidos pelo en- daqui e da região. Para tanto, favor dio da esquina teve as obras iniciadas dicina de Santa Maria, foi criada a genheiro e intelectual Luiz Schmidt utilizar o e-mail acima. em 25/10/1952. Constituiria a 1.ª Faculdade de Farmácia desta cidade, Filho, foram entregues ao público etapa do edifício das Faculdades de embrião da UFSM. A novel Faculda- em 8/3/1946. Durante essas obras, a Leitura recomendável: ISAIA, Farmácia e de Medicina (criada, esta, de logo adquire essa antiga sede do Biblioteca Municipal funcionou na Luiz Gonzaga. UFSM: Memórias. em 28/4/1954). Ambas eram, na épo- Clube Caixeiral. Assim, o casarão sede da Faculdade de Farmácia. Santa Maria: [S. ed.], 2006. Luiz Gonzaga Binato de Almeida

O

Exercícios físicos na APUSM Pilates no Solo Todas as terças e quintas-feiras Manhã: 9h às10h - Tarde: 17h às18h Circuito Funcional em Grupo Terças e sextas-feiras, das 18h às 19h Segundas e quintas-feiras, das 19h30 às 20h30 Aulas orientadas pelo professor Daniel Corrêa Moraes. Inscrições ou sugestões para novas turmas, favor entrar em contato pelos telefones (55)3221-4856 e (55)99166-9308 ou pelo e-mail: apusm@apusm.com.br


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Literatura

Uma Viagem no Tempo aprovada por pessoas categorizadas. Aqui, não pretendo provar nem esperar aprovação dos leitores. Até por isso, o estilo é de um diálogo despretensioso. A mensagem implícita é a de liberdade para pensar independentemente do consenso “politicamente correto” e a da esperança de que o leitor faça o mesmo. E se algumas afirmações não estiverem de acordo com os ensinamentos da Igreja Católica? O autor espera que os leitores fiquem com os ensinamentos da Igreja, pois milhares de cabeças, durante vinte séculos, pensam melhor do que uma. Se eu não confiasse na Igreja, não poderia me considerar propriamente católico.

Professor Carlos Leite Maciel Filho*

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o Ovo Cósmico ao Tempo da Consciência apresenta uma viagem no tempo desde o início do Universo, passa pela História Geológica até um futuro imaginário, permite assim um olhar retrospectivo sobre a nossa realidade. A base das reflexões é a ciência de que dispomos hoje e sobre a qual são evidenciados o Princípio Organizador do Universo, o Princípio Vital e o Princípio da Consciência, princípios esses tirados do livro de Dom Dadeus Grings, a Descoberta Científica de Deus. Um estudo científico puro e simples pode se tornar cansativo. Por isso, a criação do universo, as relações com o Criador, a vida, a nossa inserção no mundo consciente são apresentados em uma ficção, em uma viagem através do tempo, ao lado de textos extraídos de cientistas e filósofos conhecidos da maioria das pessoas, tendo por fim algumas conclusões próprias. É uma maneira de discutir a questão

EDITAL DE

mais livremente. As pessoas acostumadas com trabalhos científicos sentirão a falta de uma documentação maior para provar as afirmações, especialmen-

C O N V O C A Ç Ã O 01/2017

APUSM – ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE SANTA MARIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Convocamos os Senhores Associados para a ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA a realizar-se, na sede da APUSM – Associação dos Professores Universitários de Santa Maria, com sede na Avenida N. Sra. Das Dores, nº 791 - Bairro N. Sra. Das Dores – em Santa Maria/RS., no dia 12 de abril de 2017, com início às 18 horas, em primeira chamada, com “quorum” mínimo de 5 % (cinco) por cento dos Associados e em segunda chamada às 18:30 horas, com “quorum” mínimo de 50 (cinquenta) Associados, de acordo com os ar�gos 13 e 15 do Estatuto da Associação. Ordem do Dia: - APROVAÇÃO DAS CONTAS/BALANÇO DO EXERCÍCIO 2016. - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA DIRETORIA EXECUTIVA. Santa Maria, 20 de março de 2017. Prof.ª Tania Moura da Silva Presidente CPF. nº 303 380 340-72

te as que não estão no consenso geral. Este texto, no entanto, está longe de ser uma tese. Uma tese deve conter provas e argumentações para chegar à conclusão e deve ser

*Professor universitário aposentado Centro Universitário Franciscano, 2014 240 p. : 15 x 21 cm ISBN: 978-85-7909-042-4 Site para venda de exemplares: https:// tempogeologicoinicialfinal.wordpress.com/ Para maiores informações e compra do livro envie um e-mail para: carlos. macielfilho@gmail.com


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Literatura Professor Aguinaldo Severino

A camisa do marido

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ão nove contos que gravitam o mundo das mulheres. A narradora conta histórias, colhe memórias de uma tia, de uma mãe, de uma madrasta, de uma irmã ou sobrinha; dá voz a uma aldeã, a uma menina, a um poeta, a um filho perdido. As tramas são engenhosas. Há histórias algo bíblicas, com ecos faulknerianos, narrativas de vingança, ciúme e morte; histórias literárias, uma que brinca com uma passagem do Quijote e outra que fala dos aborrecimentos de Camões; histórias de família, onde mistério e mentira torturam as gentes. Nélida Piñon cria personagens femininas que não são cabotinas, não comungam falsos heroísmos ou poderes mágicos. São reais, respiram o mesmo ar que nós, receberão o mesmo naco de terra para descansar. Nas histórias sentimos algo da aridez da meseta ibérica, do silêncio calmo dos lugares que fogem dos ruídos do mar, da escuridão da mata fechada que dá aos dias a extravagância do mundo dos sonhos. O último dos contos, “A desdita da lira”, é o que mais gostei. Nele não encontramos uma protagonista feminina, como nos oito contos anteriores, mas

senti a presença da Musa de Camões assombrando o conto. O velho poeta lambe as feridas da vida, parece lamentar a força do poema que publicou, pois conhece dele as mentiras, os excessos, o ufanismo besta que num turbilhão sempre a tudo destrói. Para ele (como antes, para Terêncio) nada do que é humano é estranho,

porém, numa coda amarga, que o próprio Terêncio não previu, sabe que é mesmo muito estranha a alegria de viver. Esses nove e curtos contos confessam a boa artífice que os engendrou. Vale. “A camisa do marido”, Nélida Piñon, Rio de Janeiro: Editora Record, 1a. edição (2014), 158 págs”

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Mal de Alzheimer

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Recuperando a memória perdida

essoas que sofrem da Doença de Alzheimer podem não ter “perdido” a memória e têm apenas dificuldades em recuperá-la, concluem investigadores conduzidos pelo Nobel da Medicina Susumu Tonegawa, que na quarta-feira revelaram a possibilidade de um tratamento curar os estragos provocados pela demência. O prêmio Nobel da Medicina Susumu Tonegawa (1987) defende que o estímulo de áreas específicas do cérebro com luz azul permite a ratos de laboratório recuperarem experiências e memórias que pareciam esquecidas. Os resultados fornecem algumas das primeiras evidências de que a doença de Alzheimer não destrói por completo as memórias específicas, torna-as “apenas inacessíveis”. “Como seres humanos e ratos camundongos tendem a ter princípios comuns em termos de memória, os nossos resultados sugerem que os pacientes com a doença de Alzheimer, pelo menos nos estágios iniciais, podem preservar a memória. Ou seja há hipóteses de cura”, comentou Susumu Tonegawa à agência de notícias France Presse. A equipe de Tonegawa usou este tipo de animais geneticamente modificados para mostrar sintomas semelhantes aos dos seres humanos que sofrem de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro que afeta milhões de adultos em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que em 2050 a demência afete

131 milhões de pessoas. Os animais foram colocados em caixas cuja superfície inferior estava eletrificada, causando uma descarga desagradável, mas não perigosa, sobre os seus membros sempre que os animais tocassem nessa estrutura. Um rato que não tem Alzheimer desenvolve comportamentos medrosos, evitando a sensação desagradável. Camundongos com Alzheimer não reagem da mesma forma, indicando que não guardam nenhuma memória da experiência dolorosa. No entanto, quando os cientistas estimulam áreas específicas do cérebro dos animais – as chamadas “células de engramas” relacionadas com a memória – usando uma luz azul, os ratos acabam por se lembrar da sensação desagradável ou pelo menos desenvolvem comportamentos para evitar os choques elétricos.

O mesmo resultado foi observado também quando os animais eram colocados num recipiente diferente durante o estímulo, o que sugere que a memória se manteve. Ao analisar a estrutura física do cérebro dos ratos, os investiga-

dores mostraram que os animais afetados com a doença de Alzheimer tinham menos “espinhas dendríticas”, através das quais as conexões sinápticas são formadas. Com a repetição dos estímulos lumínicos, os animais podem incrementar o número de espinhas dendríticas atingindo os níveis dos ratos saudáveis. “A memória de ratos foi recuperada através de um sinal natural”, disse Tonegawa, referindo-se ao recipiente que causava o comportamento de medo. “Isto significa que os sintomas da doença de Alzheimer em camundongos foram curados, pelo menos nos estádios iniciais”, disse. A investigação, patrocinada pelo Centro RIKEN-MIT para Genética de Circuitos Neurais, é a primeira a mostrar que o problema não é a memória, mas as dificuldades na sua recuperação, explica o centro com sede no Japão. “É uma boa notícia para os pacientes de Alzheimer”, acrescenta Tonegawa por telefone à AFP, a partir do escritório em Massachusetts. Tonegawa obteve em 1987 o prémio Nobel da Medicina. Publicado originalmente em Sapo.

Atenção associado: as novas carteirinhas UNIMED já estão disponíveis na APUSM Quem é associado APUSM e possui o plano de saúde da Unimed não pode deixar de retirar a nova carteirinha na secretaria da Associação dos Professores. O horário de atendimento é das 8:00 às 12:00 horas, e das 14:00 às 18:00 horas.

Para retirar basta levar um documento de identificação com foto. Não tem custo e melhor, não leva mais do que cinco minutos.


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Esporte

A

Veteranos em campo

bola esta rolando no Campeonato de Veteranos de Santa Maria, a mais tradicional competição de futebol amador da região, que chega neste ano de 2017 a sua 30ª edição com recorde de 75 equipes que disputam o título. Novamente a Associação dos Professores Universitários de Santa Maria participa desta grande festa do esporte santa-mariense com duas equipes: A APUSM 60 anos, comandada pelo professor Cleber Biazus; e a APUSM 65 anos, dirigida pelo professor Clauton e treinada pelo técnico Charque com colaboração do auxiliar técnico, Edson. E, embora as duas equipes da Associação tenham estreado no torneio com derrota no último dia 18 de março, ambas por 4 a 0 para as equipes do Gauchão/Eng. Crespan, o diretor de esportes da APUSM, Clauton Machado, acredita que seus atletas irão vi-

rar o jogo nas próximas partidas. “Não é fácil começar com derrota, mas os times que enfrentamos na estreia, o Gauchão /Eng. Crespan, são considerados por todos como favoritos em suas categorias. Além disto, a equipe

65 anos não contou com oito titulares que não tiveram condições de jogo devido a inscrição tardia na competição e devem entrar em campo no próximo confronto”, ressaltou o diretor de esporte da Associação, e concluiu “Per-

demos a primeira partida, mas vamos reverter este resultado e continuamos ganhando, e muito, em saúde e qualidade de vida, além de divulgarmos a APUSM nos integrando com a comunidade santa-mariense”.


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Esporte

Torneio Aberto do Brasil de Xadrez

Taça APUSM 50 anos

Classificatório para a final do Campeonato Brasileiro de Xadrez Blitz e Rápido 2017

Local: Auditório da APUSM – subsolo 1 Data: 21 e 22 de abril de 2017 Inscrições: pelo e-mail jorge.boabaid@ig.com.br Organização: SMXC – Santa Maria Xadrez Clube e APUSM Apoio: CBX – Confederação Brasileira de Xadrez e FGX – Federação Gaúcha de Xadrez Premiação: mais de R$ 5.000,00 em prêmios e brindes para as categorias Absoluto, Sênior, Veterano, Feminino e Sub 18 Entrada livre *Mais informações na sede da APUSM ou pelos sites www.apusm.com e www.xadrezgaucho.com.br

Patrocínio: Condomínio Real Park, Joalheria e Ótica Gaiger, Construtora Jobim, Sommos

Odontologia, Financeira Barrichello, Hotel Morotin, Santo Garden Grill e Imobiliária Taperinha


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Novos Convênios

Atendimento ao Associado Nos atendimentos médicos prestados em Porto Alegre e grande Porto Alegre o associado, que tem plano de saúde através da APUSM, fica responsável pelo pagamento “a posteori” de um fator moderador de 10% (dez porcento) do total da fatura. Esse percentual (10%) é cobrado, também, sobre consultas e exames.


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Convêniados: Saúde Agafarma Telefone: (55) 3222.6509 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte). Fisioterapeuta Marcelo de Carvalho Pozza Telefone: (55) 99989.3099 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Reni Farmácias Telefone: 0800 510 1933 / (55) 3223.1930 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Delínea – Pilates e Atividades Físicas Telefone: (55) 3317.0493 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Centro Clínico Camobi Telefone: (55) 3226.6571 10% a 20% de desconto para associados e familiares Laura Weber – Fisioterapia, RPG e Pilates Telefone: (55) 99608.0048 *Desc. 10% para associados APUSM (consulte) Consultório Psicológico de Juliana Martins Telefone: (55) 99114.9919 *Desc. 30% de desconto nas consultas e atendimentos Andréa Machado - Psicóloga Telefone: (55) 99133.9633 *Desc. 50% de desconto nas consultas e atendimentos Mariane Noal Moro: Pilates e massagem Telefone: (55) 3025.2216 Descontos de 5 a 15% para associados. Psicólogos - Diego Gomes e Volnei Telefone: (55) 99673.8293 / 99953.3693 Consulte descontos para associados. Colchão Inteligente Telefone: (55) 3317.2442 Descontos especiais para associados. Dr. Luciano Ceron – Dentista Telefone: (55) 3225.3123 10% de desconto. Stefani Brondani – Nutricionista Telefone: (55) 99948.3060 10% de desconto. Dentista - Alessandra Camponogara Telefone: (55) 99992.1378 Consulte descontos para associados. Nova Derme – Farmácia de manipulação Telefone: (55) 3026-7340 *Desc. 15% para associados APUSM. Perfil Odontologia Telefone: (55) 3025.1005 *Desc. 5 a 15% para associados APUSM

Diego Gonçalo Gomes - Psicólogo Telefone: (55) 99167.7797 Descontos para associados. Clínica Kowalski Odontologia Telefone: (55) 3026.2962 *Desc. especiais para associados APUSM Andréa HOME CARE – Psicóloga Telefone: (55) 99133.9633 50% de desconto. Bruna Scherer Lorenzoni – Fisioterapeuta Telefone: (55) 99913.1842 10% de desconto. Fernando S. Molon – Psicólogo Telefone: (55) 99913.1842 30% de desconto. Mariéle Pasetto - Psicóloga Telefone: (55) 99910.7454 *Desc. especiais para associados APUSM SOMMOS Odontologia Telefone: (55) 3219.3276 20% de desconto para associados. EKOAUDIO Aparelhos Auditivos Telefone: (55) 3028.3815 Desconto para associados.

Estética Vanis Cabelereiros Telefone: (55) 3317.1999 10% descontos para associados. Beleza Ville Telefone: (55) 3347.1113 *Desc. especiais para associados APUSM Adriana Stiler Bohrer - Estética e Cosmética Telefone: (55) 99680.0043 *Desc. 15% para associados APUSM Bella Forma Centro Estético & Cosmético Telefone: (55) 3217-5450 *Desc. 3% para associados APUSM

Escolas de idiomas Up-Escola de Idiomas Telefone: (55) 3025.6217 *Desc. 10% de descontos em qualquer de seus cursos Curso de Inglês CNA Telefone: (55) 3028.0050 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Wizard Escola de Idiomas Telefone: (55) 3222.2293 Descontos de 20% para associados da APUSM KNN Idiomas Telefone: (55) 3223.0058 Descontos de 30% nas mensalidades

Serviços diversos Cheia de Graça Telefone: (55) 3025.3545 *Desc. 10 a 15% para associados APUSM Nação Verde Telefone: (55) 3307.2226 10% descontos para associados. Stoika Training System Telefone: (55) 3217.8837 10% descontos para associados. Wagner Advogados Associados Telefone: (55) 3026.3206 *Desc. especiais para associados APUSM Sicredi Telefone: (55) 3026.0198 *Condições especiais para associados APUSM Cia Todo Dia Telefone: (55) 3307.4661 Descontos 10% para associados APUSM. Centro Óptico Fone: (55) 3307.1337 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte)

Automotivo Superauto Telefone: (55) 3027.7974 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Minami Motors de Santa Maria Telefone: (55) 2101.1300 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Citroen - De France Telefone: (55) 3223.1001 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Concessionária Hunday Telefone: (55) 3027.9700 *Desc. especiais para associados APUSM (consulte) Lavagem Zero Grau Fone: (55)99998.2050 / 99902.4477 10% de desconto para associados APUSM Unidas – Aluguel de carros Telefone: (55) 99641.8888 10% de desconto.

Hotéis

Gaiger Telefone: (55) 3026.0022 Descontos de 20% nas compras à vista e 10% no crediário.

Lar Residence - Porto Alegre/RS Fone/Fax: (51) 3226.6126 *Desc. especiais para associados APUSM

Pet Life Telefone: (55) 3015.5815 *Desc. especiais para associados APUSM

Holiday Inn - Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3378.2727 *Desc. especiais para associados APUSM

Urbanes Empreendimentos Telefone: (55) 3026.7761 Vantagens especiais para associados.

Dall´Onder Hotéis (Bento Gonçalves - RS) Grande Hotel Telefone: (54) 3455.3555 Vittoria Hotel Telefone: (54) 3455.3000 *Desc. especiais para associados APUSM

Ótica Silvio Joalheiro Telefone: (55) 3221.6204 *Ótica 20% à vista e 10% a prazo, e Joalheria 15% à vista e 10% a prazo

Comidas Empório dos Cupcakes Telefone: (55) 99663.8366 Descontos de 5 a 10% para associados. River’s Grill e Restaurante Telefone: (55) 3347.2019 *Desc. de 10% para associados APUSM Santo Garden - Restaurante Telefone: (55) 3027.7898 Descontos 10% para associados. Eleven Burger Telefone: (55) 99124.0288 Descontos 10% para associados. Food Truck Telefone: (55) 99685.0508 Descontos 30% para associados.

Hotel Jandaia - Santana do Livramento/RS Fone: (55) 3242.2288 *Desc. especiais para associados APUSM Hotel Continental Santa Maria - SM Telefone: (55) 3028.7070 *Desc. especiais para associados APUSM


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Jornal APUSM edição Março 2017  

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