Revista APTS Notícias (ed. 127)

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Associação Paulista Associação Paulista dos dosTécnicos TécnicosdedeSeguro Seguro

SEGURO AUTOMÓVEL ANO XXIX - Nº 127 / 2017

ENTRA EM DECLÍNIO Enquanto o seguro auto popular não deslancha, corretores e seguradoras terão de buscar alternativas para manter a rentabilidade


PA L AV R A D O P R E S I D E N TE

APTS: o legado de Vázquez No dia 1º de outubro, a APTS perdeu o seu fundador e presidente por diversas gestões, Luis López Vázquez. Meu amigo de longa data, atuei ao lado dele em diretorias de outras entidades e tive a honra presidir a APTS por duas gestões, na década de 90, e novamente agora, quando estou prestes a assumir o segundo mandato para o próximo biênio. Tenho um grande carinho pela APTS e tudo farei para continuar o legado de Vázquez. Assim como ele, hoje eu também enfrento, juntamente com minha diretoria, o desafio de levar adiante o ideal de disseminar o conhecimento técnico de seguro para todos os profissionais do mercado. A tarefa não é fácil, sobretudo pela falta recursos financeiros, mas o exemplo de luta, coragem e determinação de Vázquez são verdadeira fonte de inspiração. Se hoje a APTS é uma entidade respeitada e reconhecida, parte do mérito cabe a ele. A APTS era a sua vida e onde - ele confessou certa vez- se sentia realizado. Ele nos fez acreditar que o saber técnico é algo maior que o próprio mercado, é o que o move para frente toda a indústria seguradora. Afinal, sem o trabalho dos técnicos não haveria a correta subscrição de risco, a justa precificação do seguro e tampouco a precisa liquidação de sinistros. Vázquez se foi, mas o seu legado permanece. Torço para que no futuro outros se encantem por esse ideal e prossigam nessa missão, mantendo a chama que um dia ele acendeu quando ousou fundar, 34 anos atrás, uma associação para defender e valorizar a prática técnica em seguros.

Boa Leitura!

Osmar B ertacini

Presidente da APTS

APTS  EDICÃO 127


ÍNDICE

10 Capa

O seguro automóvel não voltará a crescer no mesmo patamar de quatro anos atrás, quando a venda de veículos bateu recorde

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Destaque

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Especial - Diversas homenagens marcaram os 55 anos de carreira de Osmar Bertacini

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Registro

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Entrevista – Diretor de Ensino e Tecnologia do Sincor-RJ Arley Boullosa desmistifica a Youse

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Em Foco – Encontro de entidades do setor de seguros revela convergência de interesses

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Mercado

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Geral - Processo eleitoral na APTS

O desembargador Sérgio Martins está certo de que se formará uma nova jurisprudência com a Reforma Trabalhista

20 Artigo

Thabata Najdek apresenta cinco argumentos para os corretores de seguros venderem o seguro D&O

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Memória O adeus da APTS ao seu fundador Luis López Vázquez

Associação Paulista dos Técnicos de Seguro Pedro Barbato Filho e Luiz Gustavo Miranda de Souza DIRETORIA EXECUTIVA: Suplentes: José Cesar Caiafa Junior, Josafá Presidente: Osmar Bertacini Ferreira Primo e Maria Amélia Saraiva Secretário: Evaldir Barboza de Paula Tesoureiro: Hélio Opípari Junior Órgão oficial da ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS TÉCNICOS DE SEGURO CONSELHO ADMINISTRATIVO Redação e Publicidade: Largo do Paissandu, Efetivos: Paulo de Tarso Meinberg, 72 - 17º andar - Conj. 1704

APTS  EDICÃO 127

São Paulo - SP - CEP 01034-901 - Fones: (11) 3229 6503 - 3227 4217 www.apts.org.br e-mail: apts@apts.org.br Edição e Assessoria de Comunicação: Prisma Comunicação Integrada Jornalista Responsável: Márcia Alves (Mtb 20.338) madlis@uol.com.br Design gráfico: Marco Antonio Betti

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E S PE C I A L

O reconhecimento do mercado a Osmar Bertacini carlos candido

Os 55 anos de carreira do presidente da APTS receberam muitas homenagens

Onze troféus, vídeo e reportagens na imprensa marcaram o importante momento da carreira de Bertacini

O

smar Bertacini, presidente da APTS, costuma dizer que o maior patrimônio que conquistou ao longo dos seus 55 anos de atuação no mercado de seguros são os amigos. As inúmeras homenagens que ele recebeu desde que atingiu, em junho, essa importante marca em sua carreira são a prova do quanto é querido e respeitado no setor. 4

Até agosto, Bertacini já colecionava onze placas em sua homenagem, além de ter sua carreira retratada na mídia especializada em seguros imprensa e online e também em vídeos. Emotivo, Bertacini foi às lágrimas várias vezes ao ser surpreendido com as homenagens. Foi assim na homenagem prestada pelo CVG-SP, pelo CCS-SP e pelo Sincor-SP.

Bertacini tem intensa vida associativa. Além da APTS, ele é 2º secretário do Sincor-SP, diretor da UCS, do CCS-SP, da SBCS, ANSP e Camaracor-SP. Ele também já integrou a diretoria do CCS-SP, presidiu o CVG-SP e a Aconseg-SP. “Este é um mercado pujante, que ainda tem muito a crescer. Sou otimista e pretendo continuar com esse trabalho até quando puder”, disse. APTS  EDICÃO 127


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O presidente da Aconseg-SP, Marcos Colantonio, homenageou Bertacini com uma placa, dia 20 junho, em Campinas (SP), durante evento que reuniu as assessorias de todo o estado.

A SulAmérica Seguros homenageou o presidente da Humana Assessoria, com uma placa assinada pelo diretor regional São Paulo, Luciano Lima, e pelo vice-presidente Comercial, Matias Ávila.

O CVG-SP prestou homenagem a Bertacini, um dos seus fundadores. “Nada mais justo que homenagear quem contribuiu muito com esse setor”, afirmou Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP.

Ao receber uma placa do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), dia 13 de junho, Bertacini disse: “Procurei pautar minha vida profissional na transparência, humildade, sinceridade e profissionalismo”.

Uma das homenagens que mais emocionaram Bertacini foi prestada pelo Sincor-SP, durante o evento Oficinas de Empreendedorismo, realizado no dia 23 de junho, no Club Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes.

Bertacini foi homenageado pelo Clube dos Corretores de Seguros de Osasco e Região (CCS-OR) dia 27 de julho, com uma placa entregue pelo mentor José Amélio.

Em junho, ele também recebeu um troféu da Ituran, empresa líder no mercado de monitoramento de veículos.

Ele também foi lembrado por outra seguradora, a Tokio Marine, que concedeu, em junho, uma placa com o símbolo da flor Fuji, que representa fortuna, fidelidade e vida longa.

A 17ª edição do Prêmio Mercado de Seguros, promovido pela revista Seguro Total no dia 17 de agosto, concedeu a Bertacini o título de Executivo do Ano.

Das mãos do diretor regional Guarulhos do Sincor-SP, Claudemir Machi, Bertacini recebeu, em junho, uma placa assinada por toda a diretoria.

Fundador e diretor da União dos Corretores de Seguros (UCS), Bertacini recebeu não apenas uma placa como também um bolo com a sua foto estampada. A surpresa novamente o fez chorar por mais uma vez.

A Academia Nacional de Seguros e Previdência prestou sua homenagem na forma de vídeo. “O Osmar é uma figura importantíssima para o seguro”, afirmou o presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos.

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R E G I ST RO

Bertacini prestigiou a tradicional premiação Destaques do Ano do CVG-RJ, na noite de 27 de setembro, no Windsor Guanabara Hotel, no Rio de Janeiro. Foi a 41ª edição do evento, que reuniu cerca de 350 pessoas. Osmar Bertacini prestigiou o almoço do CVG-SP com o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, no dia 24 de agosto, no Terraço Itália. Na foto, ele está ao lado do presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya.

A APTS foi representada pelo secretário Evaldir Barboza de Paula na cerimônia de entrega do Prêmio Seg News 2017 e do prêmio Corretora Premium Best, promovidos pela Agência Seg News, dia 15 de setembro, no Braston Hotel.

Osmar Bertacini assistiu ao Café com Seguro, promovido pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), dia 3 de agosto, em São Paulo, quando foi discutido o “Cenário Econômico e o Mercado de Seguros”.

Dia 4 de setembro, o presidente do SincorSP, Alexandre Camillo, e o 2º secretário e coordenador do programa Cultura do Seguro, Osmar Bertacini, concederam entrevista ao programa A Grande Jornada pelo Mundo do Seguro sobre o tema “Projeto de Vida Segura”.

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Dia 10 de agosto, no Hotel Cad’o’Oro, em São Paulo foi lançada oficialmente a 2ª edição do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros, realizado pela Fenacor, com apoio da Escola Nacional de Seguros, da CNseg e do IRB.

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Osmar Bertacini, compôs a mesa de autoridades na cerimônia de lançamento do Projeto de Vida Segura, promovido pelo Sincor-SP e Sindseg-SP, dia 26 de julho, na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O ato oficializou a parceria para que o programa seja levado para mais de 500 escolas estaduais de São Paulo. O evento também marca um importante momento do Programa Cultura do Seguro, coordenado por Bertacini no Sincor-SP.

Recebidos pela presidente da UCS, Mara Borges Sutto no jantar no dia 20 de junho, Bertacini e o presidente da Mister Liber Corretora de Seguros Josusmar Sousa apresentaram palestra sobre “Benefícios”, transmitindo ensinamentos importantes para construir uma carreira de sucesso na área.

Carreira

O presidente da APTS presenteou a cantora infantil Giovanna Castro, de 9 anos, com um violão, durante almoço do CCS-SP, dia 1º de agosto, no Circolo Italiano. Ele assistiu à apresentação da menina na Feijoada Beneficente da ONG FBT, realizada em julho, e soube que ela não tinha recursos para comprar um violão.

h om e nag e ada

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1. Francisco Filho entrega placa a Bertacini, durante o Prêmio Mercado de Seguros, promovido pela revista Seguro Total, dia 17 de agosto. 2. José Amélio, mentor do CCS-OR homenageia Bertacini, dia 27 de julho. 3. Silas Kasahaya, presidente do CVGSP, entrega placa a Bertacini, dia 13 de julho.

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4. O presidente e a 1ª vice-presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo e Simone Martins, respectivamente, surpreendem Bertacini com uma homenagem, dia 23 de junho. 5. O presidente da Aconseg-SP, Marcos Colantonio, homenageou Bertacini com uma placa, dia 20 junho, em Campinas (SP). 6. A presidente da UCS, Mara Borges Sutto, comemorou os 55 anos de carreira de Bertacini com um bolo, dia 20 de junho.

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E N T R E VI STA

Desmistificando a O que os corretores podem aprender com a seguradora digital

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desqualifica a prestação de serviço. Se quiserem conseguir leads mais barato, acho mais interessante o modelo de desconto na renovação em função das indicações, porque se consegue fidelização maior. Outros já tentaram o mesmo. Isso foi copiado dessas associações, cooperativas, empresas de proteção veicular que vendem o que o mercado e os corretores chamam de “seguro pirata”. Não tem nada de novo. Mas, como a Youse lança e tem muito dinheiro para divulgar, parece algo “milagroso”.

rofessor na Escola Nacional de Seguros e diretor de Ensino e Tecnologia no Sincor-RJ, Arley Boullosa lota o auditório da entidade com palestras semanais que ministra sobre temas relacionados a seguro e à tecnologia. Em uma delas o tema principal é a Youse, que ele reconhece “é a bola da vez”, mas não por muito tempo. Na entrevista a seguir, o especialista tenta “desmistificar a Youse”, mostrando o que os corretores podem aprender com esse modelo de negócio. Em sua opinião, o corretor de seguros deve lutar contra seguradoras do tipo da Youse? Temos que ter claro que a Youse não é uma seguradora. Desastrosamente foi lançada antes da hora e com um discurso completamente inadequado ao afirmar que lá era mais barato porque não tinha corretor. Não tinha e ainda não tem aprovação da Susep para operar como seguradora. Nasceu em sete meses, depois virou uma plataforma da Caixa Seguradora e o que faz de verdade é corretagem já que não é seguradora. Acho que a categoria deve tomar as medidas legais, já que temos um mercado regulamentado. Mas, essa paranoia com a Youse, como se fosse algo que vai roubar o lugar dos corretores é uma grande besteira. Os corretores falam mais da Youse do que os con8

Arley Boullosa

sumidores. No Rio de Janeiro, me incomoda muito mais as associações de proteção veicular (seguro pirata) do que a Youse. O mais novo produto da Youse promete a devolução de 50% do prêmio em troca de indicação. O corretor tem motivos para se preocupar? É uma tentativa de conseguir leads mais qualificados. É muito mais fácil você abordar uma pessoa para realizar uma venda quando se fala no nome de outra. Não gosto do modelo de devolução de dinheiro. Acho que

O que os corretores podem aprender com a Youse? Em primeiro lugar que o mundo mudou, que temos um mercado vivo e se movendo. Se olharmos com atenção, podemos aprender muitas coisas com a Youse. Algumas funcionam e outras não. O site é amigável e vai direto ao que interessa. A linguagem talvez seja um pouco direcionada demais para o púbico jovem, mas, está definido ali o tipo de pessoas que a empresa quer alcançar. Eles fazem um ótimo trabalho de CRM (gestão de relacionamento com o cliente) e também de cross selling (venda de mais de um produto para o mesmo cliente). Todo conceito é muito bem pensado e, com muito dinheiro, contratam ótimos profissionais para cuidar de cada pedaço da empresa. APTS  EDICÃO 127


Mas, o mais importante que os corretores podem aprender é como não vender. A venda é mal feita, mal explicada e isso irá gerar muitos processos quando começarem os sinistros. No meu entendimento, tem relação com gente demais de tecnologia e marketing, mas nenhum corretor na operação. Não conhecem as necessidades dos clientes, não pensam como corretor e não sabem o suficiente de mercado. É muita teoria, principalmente importada, e pouca prática. É isso que nos dá a certeza que a Youse não incomoda e daqui a pouco perde essa pressão inicial que qualquer novo player com muito dinheiro pode gerar. Ela vai passar, como outras também passaram e os corretores irão permanecer como o maior canal de distribuição de seguros, como é no mundo inteiro. Você afirmou que tem gente de tecnologia, que pode oferecer uma boa experiência na contratação de seguros. Significa que o corretor tem novos concorrentes? Claro que sim. Já temos e teremos cada vez. E não serão despreparados como os gerentes de bancos eram no passado. As corretoras “online” foram o primeiro movimento nessa direção. Metade não aguentou o baixo índice de conversão e desistiu. Mas, quem está chegando aprendeu com os erros de quem ficou pelo caminho e as que resistiram ajustaram seus modelos de negócios e processos. É loucura imaginar que um mercado com tanta possibilidade de fazer dinheiro e tão mal explorado vá permanecer onde está. Aconteceu lá fora no mercado financeiro com as fintechs e agora chegou à indústria do seguro com as insurtechs, que já movimentam bilhões de dólares. Aqui não será diferente. Seria uma questão de tempo acabar a resistência do consumidor à compra 100% online? Acredito que o modelo antigo de fazer corretagem vai acabar. Aquele corretor que ainda pega o pedido de cotação com papel e caneta ficará limitado a poucos clientes. Hoje, o cliente está cada vez mais digital e quer facilidaAPTS  EDICÃO 127

O tema “Youse” costuma atrair a atenção dos corretores no Sincor-RJ

de agilidade. Hoje, o cliente chega à corretora e quer ir direto para a negociação, já sabe o que quer. Ele espera encontrar do outro lado um corretor que esteja na mesma velocidade. Mensalmente, o termo “seguros” é pesquisado 12 milhões de vezes no Google aqui no Brasil. Apesar da quantidade de buscas, o cliente acaba cotando nas corretoras online e fecha com os corretores “tradicionais”, que ele sabe onde pode encontrar quando precisar. De que forma a compra de leads pode ajudar o corretor a vender pela internet? A compra de leads é o início de tudo. É com eles que a corretora vai começar a entender que o cliente captado na internet é completamente diferente do cliente de relacionamento ou indicado. Os leads (pessoa interessada em comprar determinado produto ou serviço) de seguros de automóvel ajudam a corretora a crescer em velocidade muito maior, porque terceiriza a prospecção e foca no que realmente interessa: as vendas. Mas, os corretores precisam ter cuidado. É uma operação que exige qualificação e a captação não é barata. Tivemos uma melhora significativa na qualidade das empresas que fornecem leads no Brasil. No início o lead custava muito barato, mas, o resultado

final era uma conversão baixa. O esforço para processar 500 leads e fechar 10 negócios era muito grande. Hoje temos empresas sérias que qualificam os leads antes de vender para os corretores. O lead é mais caro, mas, a conversão é maior e a economia de tempo é o que faz a diferença para uma operação mais produtiva e eficiente. Quais suas orientações ao corretor que deseja iniciar a venda pela internet? Comece com calma. Não tente queimar etapas. Não é simples e não é fácil. Quem diz ter fórmulas milagrosas para vender seguro de automóvel pela internet está vendendo ilusão. Fazemos isso há seis anos e o processo na nossa corretora vem se aperfeiçoando diariamente. Sempre ajustamos aqui e ali. Acho interessante que conversem e peguem dicas com corretores que já operam com clientes que tenham origem na internet. Apenas comprar leads não é a solução. Existem empresas que além de fornecer os pedidos de cotação de quem pesquisou na internet, atuam também prestando consultoria sobre a melhor maneira de fazer e acompanham todo o processo, pois, se o corretor compra e não consegue bons resultados, acaba desistindo e não compra mais. 9


C A PA

SEGURO AUTOMÓVEL perde mercado Fim do ciclo de crescimento desafia seguradoras e corretores de seguros

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or quase duas décadas até 2013 o seguro de automóvel cresceu impulsionado pela venda de veículos novos. A oferta de crédito fácil e a demanda reprimida levaram a uma sequência de nove anos seguidos de alta, que teve seu auge em 2012, com o

recorde de 3,8 milhões de unidades vendidas. Mas, o boom nas vendas de veículos, no entanto, resultou em um alto nível de inadimplência e fez o mercado recuar. Em 2015, com o estouro da crise e o aumento do desemprego, a situação se agravou e as vendas caíram 26,5%, o maior tombo em 27 anos. No ano seguinte, a queda foi de 20,19%, acumulando uma 10

retração de quase 50% em quatro anos. O seguro de automóvel acompanhou essa tendência e o ano de 2013 foi o último em que registrou crescimento de dois dígitos (18%). Em 2014, o crescimento foi de 9%; em 2015, 3%; e em 2016, apenas 2%. No cenário futuro, os prognósticos para o mercado de veículos não indicam a recuperação. Com base nas fracas projeções de PIB para 2017 e 2018, respectivamente de 0,34% e de 2%, além dos reflexos negativos da crise política sobre a economia, um estudo do DMI Group prevê que o setor automotivo continuará pressionado, com expectativas modestas de recuperação de desempenho e de reversão da queda contínua nas vendas dos últimos anos. “Mesmo com o PIB do segmento automotivo crescendo historicamente sempre mais que o dobro que o PIB do país, o desempenho será fraco nos próximos períodos, em função de taxa de juros elevada, falta de crédito, ausência de estímulos ao consumo, endividamento das famílias e elevada taxa de desemprego”, avalia Vicente Koki, Analista-Chefe da DMI Group. Embora a redução da venda de automóveis novos seja um fenômeno mundial, a rápida queda no Brasil

nos últimos anos assustou o mercado de seguros. “Sabíamos que a estabilização nas vendas aconteceria um dia, mas um dia distante. O mercado se considerava blindado”, disse Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros, no encontro realizado pelo Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo, em agosto. Segundo Riedel, entre 2012 e 2015, o combined ratio do ramo se manteve próximo ou acima de 100%. Mas, no último ano, o índice atingiu 106%. “Significa que recebemos R$ 100 do nosso segurado e devolvemos R$ 106 em serviços e sinistros”. Para ele, a situação pode piorar se houver queda de juro, porque então as empresas não poderão mais equilibrar seus resultados com aplicações financeiras.

Novo perfil de mercado Todos os fatores que levaram à queda na venda de veículos resultaram em uma nova tendência ainda mais impactante para o seguro de automóvel: o envelhecimento da frota nacional. Desde 2010, o percentual de veículos com até cinco anos diminuiu 4% ao ano. Essa tendência associada à redução do poder compra resultou na queda de penetração do seguro de automóvel de 36% em 2010 para 32% em 2016. Outra consequência do APTS  EDICÃO 127


Murilo Riedel

Alexandre Camillo

envelhecimento da frota é a vulnerabilidade à criminalidade. O roubo de veículos mais antigos alimenta o mercado de desmanche. Em São Paulo, esse tipo de crime foi responsável por 18,13% das ocorrências, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública. Já no Rio de Janeiro, a escalada da violência gerou o aumento de 100% no roubo de veículos e de mais de 160% no valor do seguro de alguns modelos. Mas, o declínio do seguro de automóvel não é resultado apenas dos efeitos da crise econômica. Também impactam a carteira outros diversos fatores relacionados ao avanço da tecnologia, como a criação de canais digitais de venda, a maior sensibilidade do consumidor ao preço, diante da facilidade de comparação, e o uso de tecnologias para a avaliação de riscos e prevenção de acidentes, além do carro autônomo. Todos esses fatores combinados com a preferência crescente da população por plataformas de transportes em detrimento do veículo próprio deverão transformar o seguro de automóvel no seguro de jornada ou de locomoção. No artigo sobre “o fim do dinheiro” e a chegada das criptomoedas, que serão controladas por blockchain (rede de bloco virtual que agrupa diferentes registros de transação), os professores da ISAE/FGV – Escola de Negócios, Christian Geronasso e Patrick Silva, preveem grandes mudanças em modelos de negócio que exigem intermediação, APTS  EDICÃO 127

Salvador Edison Jacintho

inclusive o seguro de automóvel. “Poderemos consultar um blockchain, que possuirá todas as informações históricas, sem a necessidade de uma entidade intermediadora. Será possível, a partir de um smartphone, realizar a leitura de um QR Code que detalhará todas as vezes que o seguro de um automóvel foi acionado”. Hoje, o seguro automóvel já representa uma pequena fatia no total do faturamento do setor, que é liderado por saúde e previdência. Para a grande maioria dos corretores, que ainda concentra sua produção no automóvel, as mudanças trarão impactos. Para o presidente do Sincor-SP Alexandre Camillo, o seguro automóvel está passando por uma fase de transição e o corretor deve começar a trabalhar com um portfólio maior de produtos. “O corretor de seguros que insistir em oferecer ao seu cliente apenas o seguro de automóvel realmente estará fadado ao insucesso”, adverte.

Esperança no auto popular Considerando que a venda de veículos jamais voltará aos padrões anteriores, de quase 4 milhões de unidades ao ano, e que a taxa de penetração do seguro continuará caindo, Riedel avalia que não há como fugir do desafio de trabalhar com veículos mais velhos. Nesse aspecto, o seguro auto popular, que utiliza peças usadas no conserto de veículos, se apresenta ao setor como uma grande promessa, já que poderá conquistar a parte da frota nacional que não está segurada, em torno de 70%. O produ-

Armando Vergilio

to, que já é comercializado por duas seguradoras, oferece coberturas reduzidas a preços acessíveis para atingir um mercado alvo de 30 milhões de veículos com idade superior a cinco anos. “Antes, porém, será preciso fazer um trabalho de desenvolvimento da cultura dos seguros, porque esse novo consumidor precisa entender o que está envolvido em um seguro popular”, diz o corretor de seguros Salvador Edison Jacintho, presidente da Comissão de Seguro Automóvel do Sincor-SP. Para ele, é necessário simplificar a linguagem do seguro e iniciar a comercialização em mercados-testes para que seja possível ajustar o produto antes da distribuição em larga escala. “Será preciso, ainda, implantar um processo de fiscalização eficiente em todas as fases do processo, desde a regularização dos desmanches até o rastreamento eficiente das peças”, diz. A regulamentação da Lei 12.977/2014, a Lei do Desmonte, e a sua fiscalização por meio dos órgãos de estado, sobretudo os Detrans, é a saída para viabilizar o seguro auto popular, segundo o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergílio dos Santos. “Os estados têm de regulamentar, fazer a parte deles, para que as empresas de desmonte possam existir e, consequentemente, a oferta das peças usadas, porém, com a garantia de estrutura e de procedência de que a peça não veio do furto”, diz. 11


C A PA

Auto popular ainda é aposta do setor Produto seria a solução expandir carteira de seguro automóvel, mas apenas duas seguradoras iniciaram – com sucesso – a comercialização

C

riado para conquistar o mercado de mais de 30 milhões de veículos que não têm seguro, fatia correspondente a cerca de 70% da frota nacional, o seguro popular de automóvel ainda 12

está longe de atingir esse objetivo. Por enquanto, apenas duas seguradoras oferecem o produto, Azul Seguros e a Tokio Marine Seguradora. Mas, apesar da experiência bem-sucedida de ambas, o

auto popular ainda não deslanchou. No debate promovido pela APTS, dia 29 de agosto, no auditório do Sincor-SP, José Nogueira dos Santos, o vice-presidente do Sindirepa-SP, sindicato que repreAPTS  EDICÃO 127


Reparação de veículos

Custo da peça no Brasil

segurados

Sinistralidade com velocidade estimada a 30 km/h

Do volume anual de 1,7 milhão de

veículos sinistrados com perda

Frente 22.750,00 7.400,00 5.000,00

parcial:

Premium Intermediário Popular

Traseira 18.000,00 6.000,00 3.600,00

- 69% são reparados em rede referenciada - 19% em concessionárias - 12% em oficinas não referenciadas

senta o setor de reparação de veículos, apresentou o seu ponto de vista. “O alto preço das peças combinado com a Lei do Desmonte, que precisa ser discutida amplamente pela sociedade e que ainda demora a ser consolidada, eleva o aumento de furto de veículos e o comércio ilegal de peças”. Para Nogueira, a Lei do Desmonte (12.977/2014) ainda não oferece solução para atender toda a demanda, pois a capacidade de abastecimento dos estabelecimentos legalmente instalados não atende a 1% da demanda do mercado de sinistro. “Enquanto a rede independente está presente em 5.572 municípios do Brasil, as concessionárias têm presença em apenas 578 municípios, e não têm capacidade instalada para atender toda a demanda”, diz. Segundo ele, nos Estados Unidos, por exemplo, o trabalho de desmontagem de veículos é realizado pelas próprias montadoras. Além de reconhecer a evolução do mercado independente de peças novas, Nogueira destacou a importância do reparador independente para a consolidação de qualquer projeto Custo da peça no Brasil Veículo (marca/modelo)

R$

Freemont 2014

8.075,00

BMW 54Oi 2001

10.767,00

Mercedes C180 1997

16.695,00

Audi A4 2012

17.698,00

Mini Cooper 2009

APTS  EDICÃO 127

29.006,00

de melhoria de mobilidade. “O objetivo da Câmara de Colisão é a aproximação do mercado reparador com o segurador, para que haja mais segurança, pois, somos um dos elos desta cadeia produtiva”.

Garantia da qualidade Representando a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), o vice-presidente na região Sudeste e presidente do Sincor-SP, sindicato paulista da categoria, Alexandre Camillo, toca em um ponto crucial para a evolução do seguro auto popular: a garantia da origem e do estado de uso das peças recuperadas provenientes de desmanches. De acordo com a Lei do Desmonte, caberá aos Detrans dos estados regimentar e fiscalizar as empresas de desmontes para o registro e controle da origem das peças. “Criou-se a expectativa de usar peças recuperadas para reduzir o preço do seguro e a partir daí atender uma parte dos consumidores que está à margem do seguro. Mas, o fato é que isso não se tornou realidade”, afirma. Segundo Camillo, o entrave para a atuação dos Detrans é a ausência de um sistema informatizado, cujo custo atual está na casa de milhões de reais. “Apenas o Detran de São Paulo adquiriu esse sistema”. Ele conta que nos seminários itinerantes sobre a Lei do Desmonte, realizados pela Fenacor, fica clara a necessidade de se equipar os Detrans para a consolidação da Lei. “Aí sim pode se pensar no seguro auto popular. A Fenacor e a Confederação Nacional das Seguradoras se debruçaram novamente sobre o assunto, buscando soluções efetivas. Neste sentido, serão retomados os seminários sobre a Lei do Desmonte, em locais a serem programados, pelos estados de maior frota circulante. Está se avaliando também a força de contribuição juntos aos Detrans na obtenção destes sistemas. Acredito firmemente que, em

breve, teremos boas novidades”, diz.

Ampliar a base Felipe Milagres, diretor da Azul Seguros, destaca que a missão da empresa é ampliar a base de segurados. Na região Sudeste, cerca de 15,6 milhões de veículos circulam sem a proteção do seguro, dos quais quase 9 milhões somente em São Paulo. A seguradora também enxergou oportunidade no envelhecimento da frota nacional, cuja penetração do seguro é proporcionalmente menor quanto maior a idade do veículo. Entre 4 e 10 anos, apenas 38% possuem seguro e acima desse patamar somente 10%. Outro dado a considerar é a alta na venda de carros usados, que cresceu quase 10% até junho deste ano. Pesquisas que revelam os motivos pelos quais os donos de veículos não comAuto popular da Azul Seguros - Coberturas básicas (colisão, roubo, furto) - Para veículos com cinco anos ou mais de uso - Importância segurada de até R$ 60 mil e indenização de 80% ou 90% da tabela Fipe - Serviços de assistência 24 horas e guincho em até 100 km - Valor do seguro até 30% mais barato que o tradicional - Pagamento do prêmio em até dez prestações fixas

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carlos candido

C A PA

Luiz Padial, José Nogueira, Felipe Milagres, Osmar Bertacini e (em pé) Evaldir Barboza de Paula

Auto popular da Tokio Marine - Cobertura inicial para colisão e incêndio - Para veículos com cinco anos ou mais de uso - Indenização pela tabela Fipe (ajustada entre 80% e 90%) - Valor da franquia difere no momento do sinistro se a oficina for de livre escolha ou referenciada - Serviços flexíveis (carro reserva e vidros) - Pagamento do prêmio em até 6 vezes sem juros ou em 12 parcelas fixas no débito em conta ou cartão de crédito

pram seguro ajudaram a Azul Seguros a direcionar a construção do seu produto. Com base na justificativa dos entrevistados que consideram o seguro caro, a empresa adotou a solução de um produto enxuto com preço competitivo. Em relação à baixa percepção do valor do seguro, a solução foi tornar o produto fácil de entender, com perfil simplificado e coberturas básicas. Mas, o seguro auto popular se tornou viável para a seguradora somente após a publicação da Resolução CNSP nº 340, em dezembro de 2016, que permitiu o 14

uso de peças de desmontagem oriundas de empresas credenciadas e também peças de reposição novas, desde que apresentem as mesmas especificações técnicas do fabricante. Com isso, a Azul pode reduzir o preço do seu produto a partir do uso de uma cesta de peças, que inclui peças originais, peças de desmontagem provenientes da Renova Ecopeças, empresa da Porto Seguro criada há três anos, e peças de fabricantes homologados e certificados. Para o conserto de um Celta, por exemplo, com batida frontal e danos à parte mecânica, o uso da cesta de peças resultaria em uma economia de mais de 28% no serviço. Milagres explica que na composição do prêmio de seguro, 40% são destinados ao pagamento de roubo e furto; 30% para perda total; e 30% para perda parcial. Desta última, 20% correspondem ao valor da peça e 10% ao custo da mão de obra. “Mesmo assim, não é possível economizar 20% com o uso de peças de desmontagem porque as peças de mecânica devem ser originais”.

Boas perspectivas O sucesso do seguro de automóvel que oferece cobertura de roubo mais o rastreador, lançado há um ano, abriu caminho para a Tokio Marine Seguradora criar o seu seguro popular de automóvel. A empresa optou por utilizar no reparo de veí-

culos peças novas compatíveis, que são oriundas do mercado alternativo, com as mesmas especificações técnicas do fabricante. “Por um simples motivo: é um mercado mais maduro do que o mercado de desmonte, além de ser o tipo de peça que os consumidores, provavelmente, utilizariam, se não tivessem seguro”, diz o diretor Luiz Padial. O seguro popular da Tokio Marine está disponível para 16 tipos de veículos (passeio, caminhões e utilitários de carga), cuja combinação pode atingir mais de mil versões. Ele também destacou a abrangência de oferta do produto, presente em dez cidades do país, adiantando que a empresa já somou outras dez cidades à lista. Em seis meses de operação, a empresa vendeu mil apólices, somando R$ 1,4 milhão em prêmios, e indenizou apenas nove sinistros, dos quais somente um por perda parcial. “Acompanhamos cada venda, até para ter a certeza de que foi uma venda consciente, e nos casos de sinistros, também verificamos o serviço da oficina”, diz Padial. Outra preocupação da empresa foi estudar o seu grupo de segurados do auto popular para identificar características comuns. O estudo revelou que 62,3% dos seguros são de novos clientes. “Aquilo que almejávamos foi alcançado, o que nós dá tranquilidade para buscarmos esse mercado”, diz. Também foi identificado o APTS  EDICÃO 127


José Nogueira dos Santos

perfil do segurado, que é composto em sua maioria (52,4% das vendas) por um público mais jovem, entre 18 e 40 anos, a maior parte residente em zonas periféricas das cidades. Com base em dados da Fenabrave e da consultoria Tendências que preveem o crescimento de 6% nas vendas de veículos novos neste ano e de 11,3% em 2018, a Tokio Marine calcula que no médio prazo a venda de seguro auto popular represente 15% de sua carteira. “O mercado está crescendo e as perspectivas são boas”, diz Padial.

Alexandre Camillo

Felipe Milagres

Osmar Bertacini

Luiz Padial

Público lotou auditório

APTS  EDICÃO 127

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D E STAQ U E

Microsseguro ajustado à realidade Novos estudos mudaram a conceituação e reduziram o tamanho do público alvo

E

ntre 2008 e 2013, o mercado de seguros promoveu amplas discussões sobre o microsseguro, que era tido na época como a grande aposta de desenvolvimento do setor. A expectativa era transformar em segurados os indivíduos da faixa da população das classes D e E, então calculada em 100 milhões de pessoas, por meio da oferta de seguros de baixo tíquete. Porém, o microsseguro não deslanchou. Diversos obstáculos inviabilizaram a operacionalização do produto, sobretudo a falta de canais de distribuição. Para Adevaldo Calegari, professor da matéria no curso MBA da Escola Nacional de Seguros, a explicação está no alto custo de distribuição e na baixa margem de remuneração de vendas. O consultor Bento Zanzini afirma que a remuneração não é atraente para a venda individual. “Apesar das muitas discussões, o corretor não entendeu bem o seu papel na venda de microsseguros, que deve ser o de distribuidor apto a organizar uma força de distribuição para atingir grupos de pessoas”, diz. Ambos os especialistas analisaram o tema no 6º Trocando Ideias 2017, promovido pela União dos Corretores de Seguros (UCS), dia 22 de agosto. Segundo Zanzini, outros obstáculos prejudicaram o microsseguro. Ele cita a ausência de cultura do seguro; a baixa percepção dos benefícios versus a falta de comunicação adequada; a complexidade e morosidade na aprovação das notas técnicas pela Susep; a concorrência dos seguros populares não convertidos em microsseguros – já que ambos não conseguiram atingir o público de baixa renda -; a ausência de uma rede de “agentes distribuidores”; os custos 16

Os palestrantes Bento Zanzini e Adevaldo Calegari ao lado da presidente da UCS Mara Sutto

de administração elevados; e a dificuldade em adotar novas tecnologias, que poderiam reduzir custos. Por outro lado, o microsseguro conseguiu evoluir. Em 2016, de acordo com dados da Susep, iniciou o ano com R$ 7 milhões em prêmios emitidos e encerrou o exercício com R$ 233 milhões. “Não é pouca coisa. No entanto, representa apenas 0,1% do volume de prêmios do setor”, diz. Chama atenção a baixa sinistralidade do produto, na casa de 5%. “Com essa sinistralidade, os segurados não percebem o benefício do produto. Tem algo errado que precisa ser consertado”, diz. Os dados revelam ainda a concentração de venda no ramo vida e domínio de três seguradoras em 80% do mercado.

Novo conceito Estudos recentes foram realizados para ajustar o microsseguro à realidade. Em vez

de 100 milhões, o mercado-alvo do microsseguro é de 40 a 50 milhões de pessoas, algo entre 14% a 20% das classes C, D e E, segundo estudo da CNseg e Escola Nacional de Seguros. Em 2015, a IAIS, regulador internacional, classificou o microsseguro como seguro inclusivo. O novo conceito muda a orientação do produto para mercados desatendidos pelo seguro e não mais apenas para a população de baixa renda. Para Zanzini, é inequívoca a necessidade de proteção securitária, não apenas da população de mais baixa renda, mas também de outras camadas ainda não alcançadas pelo mercado, por motivos que vão além da questão financeira. Segundo ele, produtos não faltam, mas existem muitas dificuldades a serem superadas, sobretudo em relação à cultura do consumidor potencial (educação financeira) e ao alcance dos modelos de distribuição. “Ainda temos muito a evoluir na escala de distribuição”, diz. APTS  EDICÃO 127



D E STAQ U E

Reforma trabalhista criará nova jurisprudência Desembargador destaca a incerteza em relação ao alcance de interpretação da nova lei

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Reforma Trabalhista, que altera mais de 100 pontos da CLT, entra em vigor em novembro e até lá o governo deverá efetuar mudanças no texto por meio de Medida Provisória. Mas, além da insegurança de não se saber o que será mudado, existe, ainda, a incerteza em relação ao alcance de interpretação da nova lei. Para o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região, Sérgio Pinto Martins, é certo que se formará uma nova jurisprudência, sobretudo para temas que não existiam na CLT. Em agosto, durante sua participação em evento promovido pelo escritório de Advocacia Perez & Rezende, em São Paulo, ele analisou diversos pontos da nova lei, destacando algumas novidades. Uma delas é a extinção do pagamento pelo horário de trajeto. A mudança, segundo Martins, é benéfica porque muitos empregadores não forneciam transporte pelo temor de serem acionados na Justiça. Outra novidade é a possibilidade de as empresas negociarem diretamente com os empregados a forma de compensação de horas e do banco de horas. Martins adverte que não se pode interpretar literalmente todos os artigos da nova lei. No caso, por exemplo, do teletrabalho, ou trabalho remoto, foi definido que não haverá direito a hora extra. Mas, outro artigo da CLT, datado de 2010, prevê hora extra se houver controle. Na tentativa de limitar a interpretação do julgador quanto às possibilidades de indenização, a Reforma Trabalhista trouxe para a CLT o dano moral. Mas, além da dificuldade de se 18

Desembargador Sergio P. Martins

estabelecer a intensidade dos critérios, como de sofrimento ou humilhação, o desembargador destaca que o cálculo da indenização, baseado no último salário do ofendido, poderá criar discrepâncias. “Quem ganha mais, receberá mais”, disse. Dentre os avanços da reforma, o desembargador cita a exclusão do salário dos pagamentos referentes à ajuda de custo, auxílio alimentação e diárias para viagem. Outra é a gratificação em razão do exercício de atividade de confiança, que até então, na interpretação do TST, era incorporado ao salário depois de dez anos. Martins citou, ainda, o fim da necessidade de homologação. “Era inútil,

porque o sindicato concordava e depois entrava com uma ação” disse. Outro ponto é o pagamento de verbas rescisórias que terá apenas um prazo, em vez de dois. Já sobre a dispensa coletiva, que não precisa mais da intervenção do sindicato, ele reconhece que “estava na hora”. Por fim, a extinção da contribuição sindical voluntária – que será substituída por outra cobrança a ser definida por Medida Provisória – trouxe dúvidas ao desembargador. “Até que ponto eu preciso pagar uma contribuição sindical para me beneficiar de norma coletiva da categoria?”. Com a nova lei, caiu o velho conceito de que “uma vez sócio, sempre sócio”. Significa que o sócio retirante responderá pelas obrigações trabalhistas durante o prazo de dois anos. Exceção para os casos de fraudes. “Se não há fraude, não tem sentido o sócio responder por dez anos”, disse. Já no caso da prescrição intercorrente, aquela que ocorre quando o processo permanece paralisado por um tempo predeterminado, havia súmulas do TST com posições distintas. Por isso, alguns processos trabalhistas se arrastavam por até 20 anos. O desembargador concorda com a mudança, “porque não é possível que um processo nunca termine”. Martins encerrou sua apresentação mencionando que, inicialmente, a reforma ainda apresenta alguns problemas e várias interpretações. “Não é tão simples interpretar 100 itens e aplicá-los na empresa para evitar que conflitos cheguem ao Judiciário”, disse. APTS  EDICÃO 127


E M F O CO

A convergência das entidades de seguro SBCS reuniu dez entidades para debater questões de interesse comum

M

uito além do interesse comum de difusão do conhecimento em seguro, as entidades de seguros estão bem alinhadas no propósito de preparar os profissionais do mercado para os novos desafios. Essa disposição ficou clara no evento realizado em junho, em São Paulo, pela Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS), com a participação de representantes de dez entidades. Na abertura do evento, o presidente da SBCS, Affonso Fausto, listou os seguros pouco comercializados que correspondem a oportunidades: seguros de recebíveis, de fusões e aquisições, de gestão de crises, consórcios, seguro de vida e produtos de acumulação de renda e o seguro de D&O. “É obrigação das entidades do setor divulgar essas coberturas para garantir o pleno desenvolvimento da sociedade geradora de bens e serviços”, registrou. O vice-presidente da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), Sergio Nobre, comentou sua surpresa com a estimativa do número de alunos que assistirão a sua palestra, em outubro, no curso de ensino à distância de uma famosa universidade. “Cerca de 20 mil alunos assistirão online e o conteúdo poderá ser baixado por 100 mil”, disse. O presidente da APTS e diretor da SBCS, Osmar Bertacini, defendeu maior participação dos corretores na distribuição do seguro de vida. Ele, que também representou o Sincor-SP, comentou os projetos do sindicato na área de ensino, destacando a nova fase do Cultura do Seguro. “Vamos adentrar as APTS  EDICÃO 127

Principais entidades do setor foram representadas no evento

escolas públicas para levar a conscientização sobre a necessidade de proteção”, disse. Adevaldo Calegari, mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) lembrou a origem nobre da entidade, que nasceu 45 anos atrás durante o regime militar para dar voz aos corretores de seguros. Ele, que também representou a Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Camaracor-SP), ressaltou a evolução do seguro. “Quando iniciei, existiam cerca de cinco ramos de seguros. Hoje, existem mais de 30 soluções, de risco cibernético a risco de responsabilidade civil”, disse. A atuação da Escola Nacional de Seguros foi comentada por Ronny Martins, gerente da regional São Paulo. “Em 2016, realizamos mais de 270 palestras, em 109 cidades, com a presença de 14 mil pessoas”, disse. Representando a Limra, Ronald Kaufmann colocou a empresa à disposição das entidades para a produção de pesquisas. A pesquisa

sobre a geração Milênio, por exemplo, revelou hábitos de consumo novos. “Temos de observar o comportamento dos novos consumidores e perceber suas necessidades”, disse. A função social do seguro foi um dos assuntos abordados por Tiago Moraes, diretor de Seguros do Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP). “O seguro está presente nos momentos em que a pessoa mais precisa: na dor da perda de um ente querido, na doença, quando bate o carro. Nosso desafio é trazer essa experiência para dentro da área técnica e para o pessoal de assistência”, disse. Marcelo Guirao, presidente do conselho da União dos Corretores de Seguros (UCS), tocou em um tema sensível aos corretores, que é a venda de seguro online, ressaltando que os benefícios das parcerias com seguradoras no processo de adaptação dos profissionais. “Algumas seguradoras dispõem de ferramentas que facilitam a venda por meio do corretor”, disse. 19


A RTI G O

Cinco argumentos para vender D&O V

ender uma apólice de seguro D&O para gestor de empresa familiar ou de pequeno porte parece uma tarefa impossível. Mas, não é. Com argumentos certos, é possível não apenas vencer a resistência do gestor, como também convencê-lo de que o seguro D&O é um investimento baixo para proteger o patrimônio que ele construiu, caso venha ser acionado na justiça por algum de seus atos ou de seus comandados. A seguir, cinco argumentos para as principais justificativas dos gestores que resistem à ideia de contratar o seguro D&O: 1 – “Minha empresa não tem ações na bolsa, não preciso de seguro” É um erro pensar que as empresas de capital fechado não estão sujeitas a riscos. Nenhuma empresa está livre de ser acionada na justiça e tampouco seus gestores, especialmente pelo risco de responsabilização previsto nos códigos de defesa do consumidor, tributário, civil etc. E o seguro D&O serve, nesses casos, para cobrir os custos de honorários advocatícios para que o administrador tenha a melhor defesa. 2 – “Sou diligente, nunca enfrentarei processos na justiça” Todos o gestor é responsáveis por sua conduta e a de seus subordinados, ainda que o ato ou omissão não tenha sido cometido diretamente por ele. Um diretor foi acionado na justiça porque o empregado, que trabalhava em outro estado, morreu em acidente de trabalho por não utilizar os equipamentos de segurança fornecidos pela 20

4 – “Sou sócio administrador e o seguro D&O não me protege” De fato, se ele for apenas sócio não terá a cobertura do seguro. Mas, se for sócio administrador terá cobertura para o risco de administração da empresa. Então, caso seja questionando na justiça pelo recolhimento de um tributo, por sonegação fiscal, pouco importa o fato ser ou não sócio, porque o foco da ação será apurar um ato de administração da empresa.

Thabata Najdek, profissional com dez anos de atuação nas áreas de linhas financeiras e responsabilidade civil, ministra 24 cursos online no site cursos.linhasfinanceiras.com

empregadora. Veja que a responsabilidade do executivo extrapola a sua conduta. Então, o risco é bem maior do que se possa mapear. 3 – “A empresa é familiar e os acionistas não vão me processar” A maioria das ações na justiça são ajuizadas pelo Ministério Público por questões criminais, tributárias, consumeristas e ambientais, entre outras. Os fornecedores também podem questionar a conduta do administrador durante o processo da ação de falência, por duvidarem que a empresa possa honrar suas dívidas. Então, o fato de a empresa ser familiar pouco importa na promoção de ação contra o executivo.

5 – “A empresa é pequena, não necessita de seguro D&O” Empresas pequenas podem ter riscos bem grandes. Um exemplo é o de um shopping em Osasco que explodiu, em 1996, e gerou uma série de desdobramentos contra os seus executivos, inclusive o gerente. Além de processados criminalmente, a justiça aplicou a desconsideração da personalidade jurídica, pela qual os gestores respondem com o seu patrimônio. O caso chegou ao STJ e eles foram absolvidos no processo criminal, mas tiveram de arcar com as indenizações civis. O shopping tinha o capital social de apenas R$ 3 milhões. Ou seja, o risco era desproporcional ao tamanho da empresa e o patrimônio dos administradores ficou extremamente vulnerável. O melhor argumento de vendas é explicar ao empresário que o custo do prêmio é provavelmente muito menor, por exemplo, que o prêmio do seguro de automóvel dos executivos da empresa, e a proteção (limite segurado) muito maior. APTS  EDICÃO 127


M E RC A D O

Sompo Seguros debate acessibilidade da Pessoa com Deficiência A Sompo Seguros veicula em suas redes sociais, desde o início de outubro, o segundo episódio da Websérie, Todos Diferentes e Todos Iguais, que tem como objetivo trazer a público o debate sobre a relação da coletividade com a Pessoa com Deficiência (PcD). Sob o tema

Lazer, o episódio apresenta, por meio do depoimento dos entrevistados, algumas das questões que a pessoa com deficiência tem de lidar quando vai a bares, restaurantes, cinema, teatro, estádios de futebol ou assistir a competições desportivas; ou ainda viajar, ir à praia etc. Desta vez, os depoimentos da blogueira Ana Kelly (www. bloganak.com.br), do atleta profissional de rugby em cadeira de rodas Lucas Junqueira (www. facebook.com/lucasjunqueirarugby), do humorista Paulo Fabião (https://www.facebook.com/PauloFabiao) e do mágico ilusionista Vagner Molina, mais conhecido como Mágico Burke (http://www. magicoburke.com.br/); lançam um alerta da questão da acessibilidade, que ainda é pouco observada em muitos estabelecimentos e áreas de lazer, sejam elas públicas ou privadas.

HDI Seguros em processo de transformação digital Por meio do projeto GO Digital, a HDI Seguros tem buscado a melhoria de todos os seus processos, internos ou externos. Ao longo de 2017, a seguradora alemã já digitalizou inúmeras etapas do seguro, como aviso e consulta de sinistros, vistoria prévia, comunicação com clientes e, também, foi a pioneira do setor na disponibilização de chatbots para atendimento. A HDI tem investido em diferentes setores de tecnologia. Em 2017, a empresa lançou um aplicativo exclusivo para que terceiros possam verificar o andamento do sinistro, além de incluírem essa opção dentro do app destinado aos segurados, que foi lançado em 2012 e é

APTS  EDICÃO 127

SulAmérica reduz consumo de energia, água e combustível

constantemente atualizado com novas ferramentas. Segundo Fabio Leme, vice-presidente Técnico da HDI Seguros no Brasil, a companhia está em processo de transformação digital desde o início do ano. “Acreditamos que essa migração é fundamental para que as companhias continuem competitivas. É muito importante entendermos o consumidor para oferecer o serviço com a qualidade e ferramentas que esperam”, diz.

A SulAmérica vem aprimorando de forma significativa os indicadores de impacto socioambiental de suas operações. Entre 2014 e 2016, a companhia conseguiu reduzir o consumo de água em 43% e o de energia elétrica em 24,3%, resultados conquistados por meio de iniciativas voltadas à eficiência predial, além do engajamento de colaboradores. O uso de combustível por veículos corporativos também diminuiu no período, em 35%. Os três índices integram um conjunto de cinco metas de ecoeficiência estipuladas pela seguradora para o período entre 2014 e 2023. Outro princípio trata da gestão de resíduos sólidos: aumento do volume de lixo reciclado e redução de geração de lixo comum.

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M E M Ó RI A

O adeus ao fundador da APTS Luis López Vázquez se dedicou ao desenvolvimento técnico do mercado seguro

N

o dia 2 de outubro, o mercado de seguros amanheceu mais triste. A dois dias de completar 82 anos de idade, Luis López Vázquez partiu. Nos últimos anos, ainda lutando bravamente contra a Doença de Parkinson, ele se tornou um exemplo de perseverança ao frequentar os eventos do setor, às vezes de cadeira de rodas, às vezes com andador. Gostava de reencontrar os amigos e de se pronunciar ao microfone, ainda que a voz prejudicada pela doença impedisse que todos o entendessem. Dizia sempre que sua vida era o seguro e que se sentia realizado ao lado dos amigos. Figura dócil, Vázquez era um verdadeiro cavalheiro. Inteligente e idealista, defendeu com maestria inúmeras teses, como a independência dos corretores de seguros; a preservação da prática técnica em seguros; a união das entidades do setor; e o subsídio do governo para a viabilização do microsseguro, entre outras. Corretor de seguros, ele fez diferença em sua trajetória na vida associativa, com passagens pelas diretorias do Sincor-SP, da Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro, mentoria do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo e a presidência da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro, entidade que fundou para defender a técnica de seguros e a disseminação do conhecimento no setor. A APTS é, sem dúvida, o seu maior legado. Mas, a sua história no setor de seguros começou em maio de 1954. Nessa época, chegava ao país o jovem espanhol de 19 anos, em busca de oportunidade no mercado de trabalho. No seguro, co22

Luis López Vázquez

meçou por acaso. Meses depois de sua chegada, falando regularmente o português, eis que decide atender ao anúncio dos classificados, que solicitava profissionais com determinadas qualificações. A empresa em busca de profissionais era nada menos do que a Ajax Corretora de Seguros, uma verdadeira potência que naquele tempo dominava o maior ramo de seguro, o incêndio. Concorrendo com outros profissionais, para conseguir o emprego, ele deveria passar pelo teste da redação. Como fazer se mal falava o idioma? Não fosse a generosidade de Roberto Rondon, então presidente da Ajax, talvez a história tomasse outro rumo. Sem perda de tempo, permitiu que o jovem estrangeiro escrevesse sua redação em espanhol mesmo, afinal, lembrou que seu avô, Marechal

Rondon, era descendente de uruguaios. Na técnica de seguro incêndio, Vázquez aprofundou seu conhecimento nessa época pelas mãos de Jayme Menezes (que mais tarde viria a fundar a Delphos). Todos os dias pela manhã, durante dois meses, Menezes lhe ministrou aulas de técnica de seguro, preparando-o para conduzir o departamento de incêndio da Ajax. Oportunidade e determinação fizeram o jovem Vázquez galgar rapidamente os mais altos postos da empresa. Depois de construir uma bela carreira na Ajax, em 1961, ele fundou a Expert Corretora de Seguros e mais tarde a Eleven Corretora de Seguros. Na década de 80, a inflação alta e baixos investimentos em produção emperravam o desenvolvimento do seguro, desvalorizando a técnica de seguros. Em abril de 1983, Vázquez fundou a APTS e a presidiu por diversas gestões. Sob seu comando, a entidade realizou grandes debates e inovou com os eventos do meio-dia, disseminando o conhecimento técnico para várias gerações de profissionais. Em 2015, ele concluiu sua última gestão. Osmar Bertacini, seu sucessor, fez questão de reconhecer a importância do seu trabalho, nomeando-o para o cargo de Presidente Emérito. Com a morte de Vázquez, o mercado de seguros perde um dos seus grandes ícones. Defensor incansável do desenvolvimento técnico do mercado de seguros, seus ideais permanecerão vivos na memória de todos que o conheceram e servirão de exemplo e inspiração para as novas gerações. APTS  EDICÃO 127


GERAL

ELEIÇÃO NA APTS Osmar Bertacini será reeleito por aclamação para o biênio 2017/2019

Presidente: Osmar Bertacini

O

atual presidente da APTS, Osmar Bertacini, será eleito por aclamação para novo mandato à frente da entidade. A chapa liderada por ele foi a única inscrita no prazo regimental, de acordo com as regras estabelecidas no edital de eleição para a gestão 2017/2019. A diretoria realizará Assembleia Geral Ordinária para homologar a chapa única.

Secretário: Luiz Macoto Sakamoto

Tesoureiro: Evaldir Barboza de Paula

G e st ão 2017/2019

Conselho Administrativo

Diretoria Executiva

Efetivos: Alexandre Del Fiori, Hélio Opipari Junior e José Luis Schneedorf Ferreira da Silva

Presidente: Osmar Bertacini Secretário: Luiz Macoto Sakamoto Tesoureiro: Evaldir Barboza de Paula

Aniversariantes

Suplentes: Cesar Bertacini, Octavio José Milliet e Alexandre Milanese Camillo

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A diretoria da APTS deseja a todos um feliz aniversário!

Outubro 02 03 08 11 13 15 15 18

Adevaldo Calegari Roberto G. da Rocha Azevedo Ricardo Elias Akkawi Ronald Kaufmann Felipe Gustavo Galesco Wagner Morales Arsenio Lélis de Almeida Marcos Antonio Barreto Silva

APTS  EDICÃO 127

18 Felippe Moreira Paes Baretto 26 Paulo Rogério Hauptli 29 José M. Pedreira de Freitas Novembro 10 14 17 23

Luiz Oswaldo Pamio Luiz Gustavo Miranda de Sousa Carlos Roberto De Zoppa Paulo Silva Bráz

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Processo Susep: 15414.001197/2004-41. O registro deste plano na Susep não implica, por parte da autarquia, incentivo ou recomendação à sua comercialização.

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