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Brasil

Voluntários das Trans anunciam salvação no Brasil Pág. 8

Alcance Surdos em Morro do Chapéu amplia a visão da sociedade

Mundo

Missionários solidificam obra de evangelização no Peru

Mobilização

Missões Nacionais conclama: Vamos invadir o You Tube

Pág. 3 Pág. 10 Pág. 21

Abertas as inscrições para o Projeto Radical Latino-Americano 2010 Pág. 15

M issões Jornal de

Órgão Oficial das Juntas de Missões Mundiais e Nacionais da Convenção Batista Brasileira Ano VI | Nº 28| Julho • Agosto | 2009

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Cracolândia Um desafio para quem é Radical

o culto em que a 1ª IB em São Paulo comemorou 110 anos, o grupo de 13 Radicais Brasil, que atuará na Cracolândia paulista até dezembro de 2009, foi comissionado para o início do trabalho, no dia 6 de julho passado. Entre os presentes, o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, que ouviu falar sobre a agência missionária dos batistas brasileiros e sobre o projeto que tem como objetivo resgatar vidas que são ceifadas a cada dia pelo consumo de drogas no local. Ao ser questionado sobre a rele v ânc ia do projeto, declarou vê-lo com muito entusiasmo. “São ações como essa que vão nos dar oportunidade de superar este imenso desafio que é fazer com que estas pessoas tenham a chance de reencontrar o seu caminho na vida”. Pastor Paulo Eduardo Gomes Vieira, titular da 1ª IB em São Paulo, compartilhou que a igreja tem tido como slogan: “a Cracolândia será conhecida como a Cristolândia”. Pág. 7

Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (à dir.), no comissionamento dos Radicais

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Voluntários impactam o Haiti

ma caravana com 40 brasileiros seguiu para o Haiti, entre o final de junho e o início de julho, para apoiar a obra missionária no país e também para prestar atendimentos nas áreas de saúde, educação, esportes, entre outras. Durante 12 dias o grupo, coordenado pelos pastores Mayrinkellison Wanderley (Coordenador de Missões da JMM) e Marcos Grava (Coordenador do PEM – Programa Esportivo Missionário), visitou e ajudou o trabalho de igrejas na capital Porto Príncipe e em algumas cidades do interior, contabilizando mais de mil contatos e uma centena de conversões.

Dentista Cidadão amplia sua rede de unidades

O programa Dentista Cidadão tem sido uma alternativa para ampliar a ação social das igrejas ao mesmo tempo em que funciona como instrumento de evangelização das comunidades atendidas. Pág. 4

Ação Social

Foram realizados cerca de 350 atendimentos nas áreas de odontologia, nutrição, fisioterapia, clínica geral, enfermagem e estética. Pessoas que nunca viram um médico na vida receberam, gratuitamente, a atenção dos brasileiros e medicações necessárias. Muitas crianças foram instruídas na correta escovação dos dentes, além de aplicação de flúor. Os voluntários também usaram a estratégia de evangelização dos Kids Games, que reuniu mais de 400 crianças e adolescentes, e aproximadamente 200 aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Pág. 23

Camboja e Laos Novos desafios

Esses dois países asiáticos são alvos das orações e do Planejamento Estratégico da JMM 2009-2012. Pág. 14


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Editorial Dando a vida aos Brasileiros

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Brasil está sendo dilacerado pelo pecado que traz à vida das pessoas dor, angústia, desespero, tristeza e sofrimento. Deus tem chamado o Seu povo para fazer diferença atuando de maneira importante para a transformação da triste realidade que tem assolado nossa Pátria. Nesta edição você poderá encontrar notícias sobre o que tem acontecido ao redor de nossa nação a fim de que vidas possam experimentar a verdadeira felicidade que há em Jesus Cristo. Milhares de pessoas têm se despertado para a obra missionária colocando-se à disposição do Deus de missões para atuar em grandes centros urbanos, em meio a dependentes químicos, em pequenas cidades do interior do país, entre etnias, em meio aos discriminados pela sociedade, aceitando assim, o grande desafio de levar esperança aos cativos retidos pelas pesadas correntes do pecado. Alguns se entregaram definitivamente para a obra missionária e estão indo para o campo; outros dedicaram parte do seu tempo como voluntários em um dos projetos de evangelização de impacto como as 8 Trans e o Alcance Surdos; um crescente grupo de irmãos tem se envolvido com a construção do novo Lar Batista F.F. Soren, seja enviando recursos financeiros, seja participando voluntariamente de uma das tarefas que estão sendo desenvolvidas neste momento na propriedade que o Senhor nos deu; outros ainda, abriram as portas de seus consultórios odontológicos aderindo ao Programa Dentista Cidadão. Os desafios são muito grandes, mas muitas e maiores são as bênçãos que o Senhor tem derramado sobre a Junta de Missões Nacionais. Desfrute de algumas destas vitórias que nosso Senhor tem nos concedido ao longo das páginas deste Jornal. Por Pr. Davidson Freitas Gerente Executivo de Planejamento e Estratégia da JMN

Expediente O JORNAL DE MISSÕES é uma publicação bimestral das Juntas de Missões Mundiais e Nacionais da CBB. JornalistaS ResponsáveIS: Sérgio Dias 25.944/DRT-RJ (JMM) Marize Gomes Garcia 41.487/DRT-RJ (JMN) MISSÕES MUNDIAIS: Rua Senador Furtado, 71 Praça da Bandeira, Rio de Janeiro - CEP: 20270-021, RJ Tel.: (21) 2122-1900 - Fax: (21) 2122-1911 E-mails: jmm@jmm.org.br; redacao@jmm.org.br Portal: www.jmm.org.br DIRETOR EXECUTIVO (Interino): Pr. Sócrates Oliveira de Souza GERENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING: Pr. Luiz Cláudio Marteletto REDATORES: Sérgio Dias, Ailton de Faria Figueiredo e Márcia Pinheiro PROJETO GRÁFICO: Joatan de Souza EDITORAÇÃO: Rosimar Costa e Joatan de Souza MISSÕES NACIONAIS: Rua Gonzaga Bastos, 300 Vila Isabel CEP: 20541-000 - Rio de Janeiro, RJ Tel.: (21) 2107-1818 | Fax: (21) 2107-3851 E-mail: falecom@missoesnacionais.org.br Site: www.missoesnacionais.org.br DIRETOR EXECUTIVO: Pr. Fernando Brandão GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIA: Pr. Davidson Freitas REDAÇÃO: Tiago Monteiro REVISÃO: Adalberto Alves de Sousa COORDENAÇÃO DA PRODUÇÃO EDITORIAL: Gerson Daminelli Ribeiro DIAGRAMAÇÃO: Wellington Nunes • Oliverartelucas TIRAGEM: 170.000 exemplares

Palavra do Diretor I

Não vamos recuar...

niciamos nossa jornada todos os dias necessitando de um novo milagre. O inimigo, que veio matar, roubar e destruir, ataca constantemente e usa várias estratégias para nos desviar do foco e também para nos desencorajar. Mas é preciso estar firme (1Co 15.58), focado na missão e na total dependência do Espírito Santo. É preciso muita oração. Por onde passo, tenho suplicado aos batistas que se mobilizem em intercessão pelo avanço da obra missionária no Brasil. Pela misericórdia do Senhor temos avançado e precisamos de mais orações ainda. Aqueles que estão envolvidos com a obra da proclamação do evangelho precisam de muita oração, pois são alvos permanentes das setas do reino das trevas. Entramos na Cracolândia em São Paulo e isto tem deixado o diabo furioso; centenas de voluntários estão nas ruas pregando e ensinando o evangelho do Reino nas operações missionárias Trans; as obras do Lar Batista F. F. Soren já começaram para abençoar muitas crianças; nos próximos meses vamos abrir mais um centro de recuperação para dependentes químicos na cidade de Campos, RJ; dezenas de missionários foram nomeados para vários estados do Brasil; na cidade de Nova Santa Rosa no interior do Piauí, após 12 anos de existência daquela comunidade, foi realizado o primeiro culto evangélico durante a Trans; novas igrejas estão sendo plantadas; igrejas que estavam fechadas foram reabertas; vidas estão se convertendo e confessando Cristo Jesus como Senhor e Salvador; em Laranjal do Jari no Amapá um bar se tornou numa Congregação Batista onde o nome do Senhor está sendo proclamado, invocado e exaltado; meninas que eram abusadas sexualmente estão se tornando Mensageiras do Rei Jesus; em Laranjal do Jari também construiremos um centro social para abençoar muitas crianças que são vítimas das drogas e da prostituição infantil; várias famílias desabrigadas foram abençoadas com donativos, visitas missionárias e muita oração nos estados de Santa Catarina, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte e Ceará; milhares de crentes batistas estão mobilizados em oração por Missões Nacionais e pela evangelização do Brasil; os investimentos missionários no Brasil aumentaram graças às ofertas das igrejas

e dos irmãos que amam missões; 71 missionários foram abençoados com um programa de treinamento e pastoreio durante 5 dias em Curitiba no Paraná, fruto de parceria entre Missões Nacionais e a Igreja Batista do Bacacheri (outras regiões receberão treinamento similar em breve); por tudo isso damos glória a Deus e rogamos ao Senhor que nos dê forças e coragem para que continuemos avançando apesar de todas as lutas e obstáculos. Certamente o diabo não está nada satisfeito porque o evangelho está sendo pregado e vidas estão sendo salvas. Mas ainda há muito para ser feito. Necessitamos investir mais tempo em oração pelo Brasil, mais recursos humanos e financeiros para que mais vidas sejam alcançadas com as Boas-Novas do Evangelho do Senhor Jesus. Por isso temos suplicado a Deus por mais vocações. Temos pedido aos pastores que preguem sobre vocação e também que as igrejas apoiem os seus vocacionados. Também temos trabalhado para ampliar nossa rede de intercessores por Missões Nacionais. Já temos milhares de irmãos cadastrados e recebendo o Boletim Sempre Orando. Se você ainda não se cadastrou entre em contato conosco. Em setembro próximo iniciaremos mais uma campanha especial para levantar recursos financeiros para o sustento da obra e o envio de missionários para abertura de novas frentes de proclamação da Palavra de Deus em nosso país. Mobilize sua igreja para uma grande campanha de Missões Nacionais este ano. Você não pode ficar fora desta grande obra. É preciso avançar. Por Ti, darei minha vida, é o tema da campanha deste ano, que desafia cada um de nós a dar a vida por Aquele que deu a sua vida na cruz do Calvário para nos salvar da perdição eterna. Aproveito para agradecer a todas as igrejas que têm orado, investido e se envolvido com a evangelização do nosso querido Brasil. “Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor...” Por Fernando Brandão Diretor Executivo de Missões Nacionais

Os desafios continuam

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“...para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1Pe 2.9)

cada dia que se passa, os desafios de anunciar as grandezas do nosso Deus aumentam em uma velocidade impressionante. À medida que a população vem crescendo, de igual modo cresce o individualismo, o materialismo, o consumismo desenfreado, a falta de raízes e uma chamada moral mais autônoma, gerando cada dia mais conflitos. Aliá, os conflitos estão muito mais instalados no nosso mundo atual do que a gente esperava. Uma rápida olhada apenas para a América Latina nos permite ver um continente que está vivendo como um barril de pólvora. Muitas guerras, conflitos culturais e sociais. As lutas de classes não diminuíram; pelo contrário, aumentaram e muito. A realidade dos conflitos se faz notória nas batalhas raciais, étnicas, políticas, de gênero, de gerações e família. É um mundo cheio de antagonismo. Isto mostra que o mundo está em trevas e quem está nessa condição precisa da única luz que pode dar direção e conduzir a uma nova vida, que é Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor. Muitas vezes, diante destes desafios, nos sentimos pequenos demais, ou que nossa ação, nosso esforço, é diminuto comparado com a grande necessidade da humanidade. Mas precisamos sempre lembrar que a obra de Deus sempre foi feita com pessoas, como cada um de

nós. Pessoas que se disponibilizam para obedecer ao seu chamado, como lemos em Gênesis 12 no chamado de Abraão: “E em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Como discípulos de Jesus somos chamado a abençoar todas as famílias da terra. Jesus Cristo morreu para comprar com seu sangue os procedentes de todas as tribos, povos, línguas e nações. O propósito de Deus é que a igreja seja a luz para as nações, que evangelize e faça discípulos em todas as etnias, até os confins da terra. O testemunho da igreja deve cruzar as fronteiras de sua Jerusalém e ir por todo o mundo. O mundo inteiro tem voltado os olhares para o Brasil como sendo um dos países que, nos próximos anos, irá liderar o mundo na área da economia, da energia e alimentos. Isto nos coloca diante de outros desafios, como liderar também o mundo na anunciação da Palavra de Deus. Nós, os Batistas brasileiros, temos recebido o chamado de muitas nações do mundo para ensinarmos a estas nações o amor de Deus. Somos chamados para liderar a revolução espiritual, que pode levar todos os homens a conhecerem as grandezas daquele que nos tirou das trevas para a maravilhosa luz. Por Sócrates Oliveira de Souza Diretor Executivo interino de Missões Mundiais


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Brasil

Primeira dama recebe missionários e apóia projeto

Alcance Surdos em Morro do Chapéu Projeto de Missões Nacionais amplia a visão da sociedade local

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segundo projeto Alcance Surdos deste ano foi realizado entre os dias 14 e 28 de junho. Desta vez na cidade baiana de Morro do Chapéu, onde o casal missionário surdo Josivaldo e Valdelina Beda inicia o trabalho com surdos. Segundo dados do IBGE, há mais de 1.000 surdos na cidade, mas localizá-los foi uma árdua tarefa para a equipe composta por 21 missionários voluntários, representantes de sete estados brasileiros. Os surdos da região não conhecem a Língua Brasileira de Sinais e, em sua grande maioria, não estão inseridos nas escolas, vivendo excluídos da sociedade, muitas vezes proibidos, pelos próprios familiares, de sair de casa sozinhos. “O Alcance Surdos levou uma nova visão de quem é o surdo, porque até então todos eles eram considerados como doentes mentais”, afirmou a missionária Marília Moraes Manhães, coordenadora do Ministério com Surdos de Missões Nacionais e do projeto Alcance Surdos. A missionária contou que em uma das casas ouviu um senhor dizer que havia visto um surdo dirigindo, afirmando que ele estava contra a lei, pois por ser doente não poderia dirigir. Marília aproveitou a oportunidade para esclarecer o senhor da realidade dos surdos. O motorista ao qual se referia era o missionário Josivaldo. Em contrapartida a esta realidade, a sociedade local demonstrou grande interesse pelo aprendizado da Libras e as aulas contaram com representantes das

Josivaldo evangelizando na escola

manos”, declarou, referindo-se à condição de isolamento e preconceito vivida pelos surdos, mas que será quebrada pelo aprendizado de Libras por parte da sociedade. O projeto se desenvolveu com as aulas de Libras, impactos evangelísticos nas ruas, com pantomima, palestras nas escolas, visitas aos lares e estudos bíblicos. Em dois lares, os voluntários se depararam com duras realidades: no primeiro, um jovem de 22 anos dependente do álcool, explorado pelas pessoas que, não raras vezes, o deixam bêbado nas ruas sem roupa e sem dinheiro, segundo o relato de sua mãe, que já não tem esperanças de ver o filho desenvolver-se. Sendo o mais novo dos três filhos e o único surdo, o pai ao tomar conhecimento de sua condição passou a acusar a mãe de ter trazido castigo para dentro de casa, deixando com ela a responsabilidade do cuidado do filho. Separada do esposo, a mãe, professora, vê o filho como um castigo de Deus para sua vida. Em outro lar, uma jovem de 32 anos vive isolada, sem conseguir se comunicar com sua família, e agride fisicamente seus pais. Tendo perdido a audição aos 9 anos de idade, em consequência da toxoplasmose, a jovem tem idade mental de criança e é muito nervosa. Embora os Missionários com a jovem de 32 anos e a mãe pais acreditem que a áreas de saúde, educação e de comercian- filha tenha problemas mentais, a dupla tes. Todos em busca de aprimorar o aten- que visitou a família crê que seus problemas sejam decorrentes da falta de dimento aos surdos. Josivaldo declarou estar muito feliz pelo comunicação. A voluntária surda Laiza apoio recebido da equipe voluntária e crê Silva Rebouças (IB da Graça/Salvador), que este período vai provocar uma grande conseguiu estabelecer comunicação revolução para a cidade. “Em pouco tem- com a jovem, que chorou muito. Os pais po os surdos serão vistos como seres hu- da jovem realizaram estudos bíblicos

O testemunho de Telma

Participantes ao término do projeto e aceitaram a Cristo. Os missionários continuarão acompanhando a jovem. O culto da vitória contou com a presença dos surdos convertidos e com um emocionante testemunho de Telma, que fez um paralelo dos tempos em que riam dela pela cidade, e a consideravam “maluca”, e da alegria que tem agora em sua vida

após conhecer Jesus e outros surdos como ela, confirmando que têm direito a uma vida digna. A relevância do projeto não se pode medir pelos 32 surdos convertidos. O resultado vai muito mais além, pois foi o início de uma transformação do olhar de toda uma sociedade para os mais de 1.000 surdos existentes na cidade.


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Na busca por um trabalho social relevante, igrejas firmam parcerias com o DC

Brasil

Dentista Cidadão amplia rede de unidades odontológicas

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programa Dentista Cidadão (DC) tem ampliado sua rede de atendimentos por todo o Brasil. A estratégia, que alia evangelismo ao tratamento odontológico, revela-se como ferramenta inovadora, que a cada dia cai nas graças dos batistas. Com a formação de novas parcerias, o Dentista Cidadão já chegou à Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, estado que já contabilizou as primeiras vidas convertidas por intermédio do projeto. Os primeiros frutos são do DC em Mogi das Cruzes, SP, na Igreja Batista Betel. Quatro pessoas já foram batizadas. “Tocadas pelo amor de Deus e o cuidado que esse programa transmite, elas se renderam aos pés de Jesus. Elas estão no cronograma de atendimento odontológico, mas o contato com a igreja (Evangelismo e Discipulado) e o interesse pessoal pela vida de cada uma delas fez com que tomassem essa decisão”, declarou a pastora Inês Murad, que coordena o projeto. Marcelina, uma das que se converteram por meio do Dentista Cidadão, diz que agora está liberta das drogas e declara Jesus como o Senhor de sua vida. Ela, que é HIV positivo e portadora de um tumor maligno no cérebro, parece ter encontrado o verdadeiro motivo para sorrir. No Rio de Janeiro, está prevista a abertura de quatro unidades de atendimento do Dentista Cidadão. Na capital, no bairro de Vila Isabel, o projeto funcionará na comunidade do Morro dos Macacos, onde existe um trabalho da Igreja

Momento de batismo de frutos do trabalho do Dentista Cidadão Batista zona norte, coordenado pelo pastor Fabiano Fialho. A Prefeitura Municipal do Rio está apoiando a iniciativa, disponibilizando uma unidade odontológica. Na zona Oeste, a Primeira Igreja Batista de Bangu, após receber a visita do gerente de relacionamento do DC, Dani Paes, decidiu implantar o projeto. “Eles já possuem o consultório dentário doado por uma irmã em Cristo, que é dentista”, ressaltou Dani.

No Norte do estado, em Campos dos Goytacazes, dentistas e a equipe de Evangelismo e Missões da Igreja Batista da Coroa se reuniram para discutir ações que viabilizassem a abertura do Dentista Cidadão. Após o encontro, decidiram usar o consultório da igreja, que estava desativado, para iniciar o projeto, que será coordenado pela dentista Ana Paula Cunha. O trabalho também contará com o apoio

da irmã Janai Direito – estudante de serviço social, que realizará a triagem nos atendimentos. O quarto projeto do Dentista Cidadão no estado do Rio contemplará a Região dos Lagos, mais precisamente Saquarema. A Primeira Igreja Batista de Barra Nova, na pessoa do pastor Edson Domingues, decidiu implantar uma unidade, que funcionará três vezes por semana. O trabalho terá o apoio do dentista Márcio Reis, que também é diácono da igreja. Na Bahia, o Dentista Cidadão dá seus primeiros passos em Barra da Estiva, município localizado na região da Chapada Diamantina. Durante um encontro com Dani Paes no Rio de Janeiro, o missionário Marcos Azevedo decidiu implantar o projeto que atenderá o grande número de pessoas carentes da cidade. “O programa é maravilhoso. Temos que levá-lo a todas as cidades, principalmente no interior do país. Já fizemos contato com pr. Iranildo, da cidade de Mucugê, e pr. Cândido, da cidade de Andaraí, e eles estão empolgados para a implantação do programa. No que depender de nós, implantaremos o Programa Dentista Cidadão em toda a Bahia”, conclui pr. Marcos. Outras igrejas estão sendo procuradas para somarem forças com Missões Nacionais na luta por uma melhor qualidade de vida aos brasileiros. Se você deseja mais informações sobre o Dentista Cidadão, entre em contato através do telefone (21) 2107-1818 ou e-mail falecom@missoesnacionais.org.br


Batistas são convocados para a Cruzada Evangelística em Mato Grosso em janeiro de 2010

Cruzada Evangelística Batistas mato-grossenses lançam um

grande desafio aos batistas brasileiros! Por Pr. Nilton Antonio de Souza, Gerente Executivo de Evangelismo e Discipulado

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omo parte da programação da 90ª Assembleia Anual da Convenção Batista Brasileira, no período de 20 a 26 de janeiro de 2010, em Cuiabá, será realizada uma grande Cruzada Evangelística em todo o estado de Mato Grosso, sob a liderança da Junta de Missões Nacionais e da Convenção Batista Centro-América. As conferências evangelísticas serão realizadas em duas datas: de 16 a 18 de janeiro de 2010, alcançando as cidades mais distantes de Cuiabá; e no dia 24 de janeiro, alcançando a Grande Cuiabá e cidades mais próximas. O desafio maior que temos é a chegada antecipada de conferencistas para os trabalhos nos dias 16 a 18 de janeiro (sábado a segunda-feira). Todos deverão estar em Cuiabá, no máximo, dia 16, até as 12h, a fim de terem tempo hábil para chegar às cidades não tão distantes. Os que puderem chegar na sexta-feira, dia 15, poderão ser enviados aos locais mais distantes, ampliando o alcance da cruzada. Para isso, contamos com a ida de muitos conferencistas, tornando possível que todas as igrejas distantes sejam atendidas no período. Conclamamos a todos os pastores e suas respectivas igrejas que unamos nossas forças, especialmente nesta primeira etapa. À medida que formos recebendo as

inscrições, que poderão ser feitas no site www.missoesnacionais.org. br. , planejaremos a agenda de cada um nesta primeira etapa. Desejamos oferecer-lhes hospedagem nas cidades para onde forem enviados até seu retorno a Cuiabá, que deverá ocorrer na terça-feira, dia 19. Para a segunda etapa, que será realizada no domingo, dia 24, as inscrições também podem ser feitas pelo mesmo site. Os batistas mato-grossenses já estão se preparando para essas conferências: um grupo de 85 irmãos, entre eles pastores, seminaristas e líderes, participou do treinamento em Discipulado oferecido pela Junta de Missões Nacionais em Cuiabá. Outro treinamento em Plantação de Igrejas Multiplicadoras será realizado nos próximos dias 14 e 15 de agosto, na capital mato-grossense. Oremos pelos batistas de Mato Grosso e pelo povo hospitaleiro desse grande estado, para que milhares de vidas sejam alcançadas pela graça de Jesus e dezenas de novas igrejas sejam iniciadas para a glória de Deus. Batistas brasileiros e, especialmente, conferencistas, aceitem esse grande desafio. Façam logo sua inscrição! Com absoluta certeza, Deus haverá de recompensar o esforço de cada um! Para qualquer outra informação, faça contato pelo e-mail nilton@missoesnacionais.org.br .

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Batistas socorrem vítimas de enchentes com recursos financeiros e doações de alimentos e roupas

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Igreja com grande visão missionária

Pr Silvado tendo ao fundo os missionários

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o mês de junho, de 24 a 28, a Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba, PR, realizou o congresso Crescer Missionário, recebendo 71 missionários de Missões Nacionais para um tempo de capacitação, lazer e comunhão com a igreja. Já em sua 16ª edição o congresso vem abençoando diversos missionários e surgiu de forma despretensiosa. “Nossa igreja era pequena e sem muitos recursos financeiros para investir em missões. Orando a Deus, pedindo oportunidades para abençoar, começamos a fazer viagens missionárias com nossos coros”, compartilhou pastor Roberto Silvado. Segundo o pastor, ao conhecer a realidade dos missionários mais de perto, surgiu a ideia de levá-los

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para o convívio com a igreja com o objetivo de “amá-los com o amor de Jesus”. A iniciativa tem sido abençoadora para os missionários, tanto que em 2008 Missões Nacionais firmou uma parceria com a igreja, que funciona como um Centro de Treinamento no sul do país. O congresso, conforme explicou pastor Silvado, tem alvos bastante definidos tanto no que se refere aos missionários quanto à própria igreja. No primeiro caso, visa fazer com que os missionários sintam-se amados, valorizados e desfrutem de um tempo de refrigério, além receber capacitação ministerial. Para a igreja, a expectativa é de que os membros conheçam a realidade missionária, desmistificando a imagem dos missionários, e criem víncu-

los com eles, estabelecendo um relacionamento duradouro. Para desenvolver estes vínculos, durante o congresso os missionários ficam hospedados nas casas de membros da igreja, tendo a oportunidade de conviver de perto. Pastor Silvado compartilha os resultados: “Temos membros de nossa igreja que se programam para visitar o missionário nas férias, assim como missionários que ao vir a Curitiba sentem-se à vontade para ficar na casa da família que o hospedou”. Para o pastor Marcelo Oliveira Rosa, missionário em Cajobi, SP, que participou, o 16º Crescer Missionário é “obra de Deus. Uma visão abençoada para minha vida, quando realmente tive  oportunidade de um crescimento espiritual,  reciclagem e até mesmo um tempo de descanso em comunhão com nossos irmãos”. A missionária Dayse Mary de Almeida

Coelho (Uberaba, MG) participou de 12 oficinas e afirmou: “Estou voltando pra casa com uma boa bagagem”. Todos retornaram impressionados com o carinho e atenção dos que estiveram envolvidos no congresso. Uma grande obra realizada por uma igreja que se julgava pequena e sem recursos para investir em missões! “Louvamos a Deus pela visão missionária da igreja e equipe ministerial, na liderança do pastor Roberto Silvado, por esta grande iniciativa, que deixará marcas para a eternidade”, declarou agradecido o gerente executivo de expansão missionária, pastor Samuel Moutta. Pastor Silvado confessa: “Meu sonho é que mais igrejas estejam experimentando o que experimentamos – A BÊNÇÃO DE ABENÇOAR MISSIONÁRIOS”, colocando-se à disposição para compartilhar a experiência da igreja com os interessados.

Coral formado por missionários e irmãos da igreja

A prática do evangelho

s batistas brasileiros responderam prontamente aos apelos apresentados por Missões Nacionais no auxílio às vítimas de enchentes que atingiram diferentes pontos de nosso Brasil. A demonstração prática do evangelho deixado por Jesus até hoje produz frutos. Em Santa Catarina, por exemplo, pastor Silas Honorato Martins, missionário em Gaspar, declarou: “É sem dúvida, um momento importante do nosso trabalho, pois, os frutos estão surgindo, a igreja está crescendo. Recentemente realizamos cinco batismos...todas as pessoas passaram por problemas de enchente. Elas foram alcançadas pelo poder de Jesus Cristo, através do trabalho nos abrigos”. No esta-

do, foram empregados R$ 64.749,70 no socorro às vítimas, incluindo aquisição de gêneros de primeira necessidade, como água, por exemplo; realização da mini Trans Blumenau, em janeiro; aquisição de móveis, utensílios de vital necessidade e reconstrução de moradias atingidas pela enchente. Tudo isto sem contar o envio de 12 toneladas de donativos ao estado. Donativos estes enviados pelas igrejas batistas do Rio de Janeiro à sede de Missões Nacionais, somando 5 toneladas de alimentos, 8 mil litros de leite, 15 mil peças de roupas, 2 mil pares de calçados e 3 mil pacotes de fraldas. No Maranhão, a Convenção Batista Maranhense lançou uma campanha de auxílio às vítimas no estado, sendo apoiada

pela Convenção Batista Brasileira e Junta de Missões Nacionais. Por meio da JMN, foi enviada ao Estado a cifra de R$ 13.500,00 referentes à compra de 500 cestas básicas para atender a população de Trizidela do Vale. No mesmo período (entre abril e maio), foram enviados à Convenção Batista do Piauí 500 filtros de água (R$ 7.000,00) e 300 cestas básicas (R$ 10.500,00), além de 100 cestas básicas (R$ 3.000,00) diretamente ao missionário pr. Jair Cruz, para atender os municípios de Barras, Luzilândia, Luis Correia, Piracuruca, União, Miguel Alves, Joaquim Pires e Parnaíba (campo onde atua o pastor Jair). Também o Vale do Açu (RN) recebeu mais uma vez o apoio dos batistas.

Desta vez com o envio de R$ 3.000,00 ao missionário, pr. Manoel Moreira (coordenador de área da JMN na região), para a compra de 100 cestas básicas. As cestas socorreram vítimas nos municípios de: Assú, Carnaubais, Ipanguaçu, Alto do  Rodrigues e Porto  do  Mangue. Já para o Ceará, por intermédio do missionário pr. Izaías Emídio Machado, 100 famílias foram atendidas com cestas básicas nos municípios de: Alto Ferrão, Camuru, Baixo Jiqui e Iraiçaba, num total de R$ 3.000,00. Somando todas estas ações, os batistas brasileiros enviaram para socorro das vítimas nestas localidades o montante de R$ 104.749,70.


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“...dormi nesta praça...me tornei um traficante, mas um dia alguém disse que havia esperança pra mim. Aceitei a Cristo, fui pro seminário, trabalhei no presídio e batizei 700 presos”

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Radicais Brasil na Cracolândia Preparados e comissionados para a batalha

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s 13 missionários voluntários do projeto Radical Brasil na Cracolândia da capital paulista foram comissionados na 1ª Igreja Batista em São Paulo no último dia 6 de julho, como parte integrante da programação do 110º aniversário da Igreja. O culto contou com a presença do casal de missionários que coordenará o projeto, pastor Humberto e Soraya Machado, ambos com experiência na evangelização de marginalizados e também de diversas autoridades legislativas e judiciárias da cidade de São Paulo, inclusive do prefeito Gilberto Kassab, que tomou conhecimento da agência missionária dos batistas brasileiros e do projeto. Ao dirigir-se aos radicais, deu os parabéns e desejou Oração de Comissionamento sorte, concluindo: “Que possamos juntos fazer do Brasil uma grande nação”. Pastor Paulo Eduardo Gomes Vieira destacou que grande parte das entradas financeiras da Igreja serão aplicadas neste projeto e crê que Cristo pode libertar e transformar esta situação. Libertar vidas. “Aqui na 1ª Igreja nós temos dito, tem sido um slogan: a Cracolândia ainda será conhecida como a Cristolândia”. Depois de três meses de preparo, realizado no Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM) no Rio de Janeiro, que incluiu estágio em comunidades carentes da cidade e visi- O desafio radical ta ao campo onde estão atuando, os radicais iniciam seu trabalho cientes de que só o poder de Deus poderá transformar a realidade das vidas que ali se encontram. A mídia secular tem lançado o olhar para o local, transmitindo uma ideia do cenário de destruição pessoal vivido pelos dependentes que circulam por aquelas ruas do centro da capital paulista. Radicais que aceitaram o desafio

Fotos: Selio Morais

Por: Marize Gomes Garcia, Gerência de Publicações de Missões Nacionais

Pessoas que vivem sem contato familiar e que admitem que só é “amigo” aquele que tem a droga e enquanto a tem. O comportamento oscila entre a apatia e a agressividade. Há um “leilão” constante de objetos por preços irrisórios para reverter em compra de mais droga, segundo testemunharam os radicais. Calças e blusas são oferecidas por R$ 1,00 e o preço é anunciado em alta voz. Este é um pequeno panorama do campo onde 13 destemidos servos do Senhor dos exércitos batalharão nos próximos seis meses. Antes de partir para a batalha, muniram-se, em primeiro lugar, de compaixão por aquelas almas. Este foi o pedido que cada um dos radicais fez a Deus antes da primeira visita, que Ele enchesse seus corações de compaixão e, ao dar os primeiros passos naquelas ruas, este foi o sentimento que falou mais alto. “Quando chegamos naquelas ruas, uma criança falou: ‘olha o anjo’. E um adulto mandou que ela calasse a boca porque anjo só existia no céu, mas ela insistia: ‘olha o anjo’”, compartilhou Katiana Lima de Oliveira, impressionada com o fato. Na opinião do pastor Elthom Wagner Leão de Sá, responsável pelo ministério da juventude da Igreja, a Cracolândia é um problema espiritual e se não investirmos espiritualmente ele não será resolvido. Enquanto nossos radicais estão no campo de batalha, resgatando vidas das garras do inimigo de nossas almas, é necessário que o povo de Deus se una em oração por suas vidas e pela salvação e transformação daqueles que estão em trevas. No link Oração do site da JMN (www.missoesnacionais.org . br) você encontra o nome de cada um dos Radicais e suas fotos. Inclua-os em sua lista de oração.


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Com mais de 690 participantes, Trans alavanca a obra missionária em quatro estados

Brasil

Começou a Trans 2009

Voluntários arregaçam as mangas na plantação e revitalização de igrejas

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té o fechamento desta edição, a Operação Jesus Transforma já havia alcançado algumas localidades em quatro estados brasileiros: Alagoas, Tocantins Piauí e Maranhão. Cerca de 690 voluntários saíram a campo anunciando o evangelho e colheram mais de 4 mil frutos, tendo como ferramentas teatro, evangelismo pessoal, exibição do filme Jesus e atendimentos sociais.

Tocantins

Alagoas No município de Olho D’água das Flores, dona Isabel contou aos voluntários que aguardava a chegada deles, pois uma amiga da igreja batista já havia dito sobre a chegada de missionários. Após conhecer o plano de salvação, Isabel, chorando, disse que precisava de algo novo para sua vida. Ela e sua família aceitaram participar dos estudos bíblicos propostos pela equipe. Na cidade de Capela, AL, os moradores, apesar da boa receptividade, abrindo suas casas para os estudos bíblicos, dificilmente tomam uma decisão ao lado de Cristo. De acordo com Laís Suzanni Cavalcanti, 20 anos, que pela primeira vez participa da Trans, os convites são aceitos, chegando a ser dif ícil atender a tantos pedidos para  realização de estudos bíblicos. Porém, diante do apelo para seguir a Cristo, retardam a decisão. “Dia desses conversava com um senhor sobre a palavra de Deus e perguntei se ele queria ter essa alegria, essa paz com Deus, deixar as coisas do mundo, os vícios e se entregar a Jesus. Ele afirmou que queria muito e queria ser crente, gostava de crente, mas isso só seria daqui a uns 5 anos. ‘há um tempo para todas as coisas’, disse ele”. 

Piauí A motivação dos voluntários também marca a Trans 2009. Para participar, alguns percorreram grandes distâncias. Duas voluntárias da Trans Piauí/Maranhão saíram de Laranjal do Jari, no Amapá, viajaram durante três dias de barco até Belém do Pará e, em seguida, enfrentaram 13 horas de ônibus até Teresina. Uma terceira fez o mesmo trajeto até Belém, mas, para chegar a Cristino Castro, enfrentou 30 horas de ônibus.

Voluntários da Trans PI reformam templo batista No dia-a-dia do campo, os voluntários da Trans Piauí também ajudaram na reforma de um templo cuja estrutura estava inadequada para a realização de cultos. Uma oferta foi levantada entre o grupo e um grande mutirão foi feito para que ali voltasse a comportar irmãos batistas. Segundo a voluntária Cícera Soares da Silva, agora “a igreja está digna de um local de adoração”.  Nos serrados piauienses, o município de Nova Santa Rosa, conhecido pelo cultivo de soja, após 12 anos de fundação, teve seu primeiro culto evangélico. Das 85 famílias que ali residem, a equipe que atuou no local recenseou 59 casas e realizou 32 estudos bíblicos dos 46 marcados. O pr. Cirino Refosco, coordenador regional da JMN, tem acompanhado as equipes pelas cidades e bairros da Trans Piauí. Em sua jornada visitando as equipes, percebeu o comprometimento dos voluntários. As equipes usaram como base, o que realmente é base para qualquer projeto – a oração. Encontramos uma equipe levantando às 3h da manhã para fazer caminhada de oração pelas ruas da cidade, pedindo a Deus para salvar as pessoas e abrir portas para a pregação do evangelho”, disse pr. Cirino. Além de oração, houve equipes promovendo escalas para jejum em favor dos perdidos e das

equipes. “Estou maravilhado de ver um povo tão disposto à oração, e assim a Trans Piauí está alcançando um nível espiritual muito elevado. O Espírito de Deus está agindo por meio de nossos voluntários e isso é bênção para nossa nação”. Outro aspecto ressaltado pelo pr. Cirino é a harmonia entre missionários e as equipes, que tem gerado um cuidado mútuo, fator que tem bons reflexos nos trabalhos.”Um povo que ora unido – trabalha unido, é isso que estamos percebendo nas equipes da Trans Piauí. Deus seja louvado por isso”.

No Tocantins, cidades como Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Araguacema já foram alcançadas. Dentre os primeiros frutos do Tocantins, destacase a conversão de Joelson e sua esposa, Inês. Ele, que foi contratado para conduzir a equipe de voluntários enviados a Caseara e Araguacema, entregou-se a Cristo após ter assistido ao filme Jesus. Sua conversão já está gerando frutos, conforme aponta pastor Valdir Soares, coordenador da Trans no estado: “Ele colocou o ônibus à disposição da equipe para conduzi-la às atividades diárias dos nossos missionários voluntários sem cobrar nenhum centavo”. Na cidade de Caseara, os resultados superam as dificuldades. Numa das ações, quando exibiram o filme Jesus na nova Igreja Batista em Caseara, mais de 100 pessoas estiveram presentes e 28 vieram a se converter, sendo 6 adultos e 22 crianças. No dia seguinte, os voluntários realizaram, dentre outras atividades, uma EBF para 110 crianças. Muitas entregaram suas vidas a Cristo. Ainda nesse dia, o seminarista Mateus Chaveiro esteve incumbido da responsabilidade de trazer a mensagem no culto noturno. A programação resultou na decisão de 14 pessoas. Continue orando pelos frutos da Trans 2009. Na segunda quinzena de julho foram alcançados os estados de: Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em Caseara, TO, crianças aprendem sobre o plano de salvação


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Institucional


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Mundo

A missionária Odete Dossi informa que 12 pessoas foram batizadas na Missão Batista em Huanta e necessitam de recursos para a compra de um terreno e a organização da igreja

Missionários solidificam obra no Peru

Por Ailton de Faria Figueiredo

Pr. Joel e Lúcia Martiniano

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m novembro de 2000 o Pr. Joel Martiniano, sua esposa Lúcia e seus filhos Isaac e Miquéias desembarcavam em Lima, capital do Peru. Eles trabalharam um ano e meio na cidade de Arequipa, onde aprenderam bem o castelhano, conheceram um pouco da cultura local e aprenderam sobre a denominação batista peruana. Em junho de 2002 o Senhor os direcionou para Ayacucho, no Sul do país, o segundo Estado mais pobre do país e que foi base do grupo terrorista “Sendero Luminoso” durante 20 anos. Depois de nove anos no Peru, sendo sete de intenso trabalho em Ayacucho, a família missionária está deixando o Peru para trabalhar em um novo campo. Nesse período, muitas lutas e conquistas marcaram o ministério desse casal que realizou todos os trabalhos de evangelismo a partir da Igreja Batista La Hermosa. No desenvolvimento do projeto Winañankama (“Até que cresça”, na língua

quéchua), os missionários abriram duas doloroso pudesse atingir sua própria casa. congregações: Huanta e Tambo. Planta- Mas o inesperado veio e eles perderam ram também a Igreja Batista La Hermo- sua filha, poucos dias após o nascimento. sa, em Huamanga, a qual já conta com Mas essa grande perda e as dificuldades pastor nacional. Quarenta comunidades de adaptação ao campo não desanimaindígenas da região também receberam ram esses obreiros. Agora, ao encerrarem o impacto de missões. Nelas, foram feitos seu tempo no Peru, eles percebem que os muitos treinamentos para combater as períodos dif íceis passados nesse campo tradições religiosas que eles traziam do serviram para crescimento e solidificação de seus caráteres como servos. “Deus passado Outros projetos também foram confirmou, no Salmo 108, que nos queria implantados em Ayacucho. Entre eles em Ayacucho para o crescimento de Sua está o PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar), cuja coordenadora nacional foi a missionária Lúcia Martiniano. Ela lembra, com emoção, o testemunho da mãe de um dos alunos do PEPE que matriculou o filho porque viu um menino vizinho participar do projeto e ter a sua vida e a de sua família transformadas pelo poder Pr. Joel (à esq.) realizando batismo na Igreja Batista La Hermosa de Deus. A missionária relata que crises, brigas e dívidas obra no tempo certo. Nos colocamos nas Suas mãos, dependendo dEle para tudo, e foram convertidas em bênçãos. Diante de um intenso trabalho, evan- faríamos tudo de novo, se assim o Senhor gelizando centenas de crianças, o casal nos permitisse”, afirma emocionado o Pr. missionário não imaginava que algo tão Joel Martiniano.

Batismos em Huanta

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trabalho realizado pela missionária dos batistas brasileiros, Odete Dossi, que está em Huanta desde 2008, continua dando frutos que glorificam o nome de Deus naquela localidade. Por exemplo: o Pr. Domingo Juárez – que sucedeu o missionário Pr. Joel Martiniano – batizou, no dia 24 de março, cin co irmãos na Missão Batista em Huanta, que é filha da IB La Hermosa. No dia 16 de maio, foram batizados mais sete homens na cadeia, como resultado de um projeto social daquela Missão. Segundo o Pr. Domingo, Raul foi o primeiro preso que se converteu no Presídio em Huanta. Uma semana antes de seu batismo ele havia comentado com o pastor sobre seu processo, pelo qual oraram. Essa é uma prática comum, em alguns dos estudos bíblicos, em que oram pelos presos e pelo andamento de seus processos. Raul estava há muito tempo preso e nada era resolvido quanto a sua situação; ele não tinha advogado e seu delito nunca foi provado. Dois dias antes da realização dos batismos, o pastor fez um último encontro com os presos que iam se batizar. O Diretor da cadeia chamou o pastor ao seu escritório e lhe disse que Raul iria receber liberdade, mas ele pediu permissão para ficar na cadeia até que fosse batizado. Para a glória de Deus, Raul foi batizado num clima de muita alegria. “Agora já são 12 pessoas batizadas na Missão Batista em Huanta. Os irmãos necessitam de recursos para a compra de um terreno e a organização de sua igreja”, diz a missionária Odete Dossi.

Guerra contra o pecado no Paraguai Por Paulo Pagaciov – Missionário no Paraguai, dentista responsável pelo POPE.

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Batalha de Itororó foi um violento confronto que aconteceu em 06 de dezembro de 1868, durante a Guerra do Paraguai, entre as tropas do Brasil e as forças paraguaias de Francisco Solano Lopez, na ponte sobre o arroio que lhe deu o nome. Hoje, esses dois países vivem em tempos de paz. Louvamos a Deus, pois o Programa de Educação Pré-Escolar e Programa de Odontologia Preventiva e Educativa (PEPE e POPE) estão presentes naquela localidade. Ali, os batistas brasileiros, juntos com os paraguaios, travam uma outra batalha... agora, contra o pecado. Foi nessa localidade, próxima ao Rio Itororó, que a Igreja Batista de Panambi-

reta iniciou uma frente missionária. Como naquela região não há nenhuma escola cristã – e muitas crianças necessitam de um local para estudar – a igreja iniciou um pré-escolar com o sonho de ter uma escola de ensino básico. Existem 25 crianças muito sofridas, de famílias problemáticas, que estavam sem estudar, pois não havia lugar para elas. Agora, além de ter um local para estudar, as crianças recebem uniformes, material escolar, kit do POPE (escova, pasta e toalha) e o mais importante: amor. Elas estão aprendendo sobre Jesus, aquele que nos ama de verdade e nos dá a vida eterna. Em Itororó temos 45 unidades do PEPE, onde estão matriculadas 900 crianças que

recebem prevenção contra cárie através do POPE. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, aquelas crianças estudam na igreja. No domingo, muitas delas voltam com seus pais para assistirem à Escola Bíblica Dominical. Se você deseja também participar desta batalha contra o pecado, há várias maneiras. Primeiro, orando; pois necessitamos de intercessores; As crianças receberam material escolar e um Kit do POPE pode adotar um dos Projetos POPE ou PEPE; pode enviar doações de material dental, toalhinha etc. As doações podem escolar, tais como lápis número dois e de ser enviadas para a Caixa Postal 785, Foz cores, borracha, apontador de lápis, tesoura do Iguaçu/PR – CEP 85851-970. escolar, escova de dente infantil, creme Agradecemos muito a sua ajuda.


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Mundo

Moçambique precisa de profissionais voluntários, sustento para a manutenção dos projetos e muita oração, pois são grandes as batalhas espirituais

Acampamento no Oriente Médio

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os 450 milhões de habitantes do Oriente Médio e do Norte da África, apenas 0,22% são evangélicos. A maioria dos que decidiram seguir a Cristo é formada por ex-muçulmanos que romperam com a Shariah (lei islâmica), a qual não permite a conversão a outras religiões, sob pena de prisão. Por isso, o missionário Jessé, de Missões Mundiais, ficou surpreso com o número de participantes no mais recente Acampamento de Verão realizado no seu campo missionário no Oriente Médio. As atividades esportivas e gincanas bíblicas reuniram 130 adolescentes. A região onde o Acampamento foi realizado é considerada o berço das três maiores religiões monoteístas – o cristianismo, o judaismo e o islamismo – e seu governo afirma ser pacífica a convivência entre seus cidadãos de diferentes crenças. “No entanto, as meninas jogando futebol estampavam em seus rostos uma alegria de quem parecia experimentar uma comunhão e uma liberdade nunca antes

pela manhã e, à tarde, as equipes Alfa e Ômega se divertiam em jogos dinâmicos. As tarefas tiveram o apoio de uma equipe de cerca de 30 conselheiros. À noite, quando todos estavam mais integrados, acontecia o programa Caça ao Tesouro, onde a Palavra de Deus era apresentada Meninas ouvem orientações do missionário “treinador” aos meninos e desfrutadas. Todos tiveram a oportunidade meninas. Ao final do Acampamento alde fazer novas amizades e ouviram sobre guns adolescentes manifestaram o desejo como é possível conquistar a verdadeira de conhecer mais sobre o Filho de Deus. paz que há em Jesus”, conta o missionário. A semente do Evangelho naqueles coraAs clínicas de futebol, futebol ame- ções agora precisa ser regada para que eles ricano, vôlei e basquete aconteceram possam aumentar o número de cristãos

Novos líderes em Moçambique

Missionária Noêmia Cessito e família

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investimento da missionária de Missões Mundiais em Moçambique, Noêmia Cessito, no trabalho de educação e evangelização de crianças, tem rendido líderes à Igreja Batista do Dondo. Há 25 anos, quando chegou àquele país africano, sua visão já era trabalhar com os pequeninos. Inicialmente, Noêmia teve que mudar seus planos. Por causa do comunismo, ela se viu obrigada a realizar um trabalho mais fechado. Antes de Deus lhe permitir um maior envolvimento com as crianças, ela atuou no Instituto Bíblico e num hospital. “A dificuldade maior que encontrei em Moçambique foi a guerra. O país está em reconstrução e tenta se reerguer. Mas as marcas da guerra permanecem. A miséria ainda é muito grande. Alguns melhoram de vida, porém, a fome não acaba”, revela a missionária.

A liderança de sua igreja é formada por homens e mulheres que um dia foram seus alunos na Escola Bíblica Dominical. Alguns também estão à frente dos projetos Pequenas Sementes e Raio de Sol, que desenvolvem atividades educacionais e de saúde. Os projetos começaram com a participação de, apenas, 40 crianças. Hoje mais de 600 menores são beneficiados por eles. A Aids está dizimando o país. Segundo os últimos dados divulgados pelo Unicef, 16,2% dos moçambicanos com idade entre 15 e 49 anos são portadores do HIV. Moçambique registra um número crescente de crianças soropositivas. Em 2006, cerca de 99 mil menores de 15 anos viviam com HIV; a maioria com menos de cinco anos. O Unicef calcula que, até 2010, o número aumente para 121 mil. A missionária desenvolve o Projeto Vida que já cuida de 110 portadores de HIV, com um posto de saúde. Há muitas pessoas que desejam ser beneficiadas. Mas, infelizmente, para outra pessoa entrar, é preciso que alguém de dentro morra. A lotação já atingiu o seu limite. “Existe uma fila de espera. O HIV atinge desde a criança até o adulto. O nosso povo sobreviveria 100 anos se tivéssemos o coquetel antiaids. O nosso projeto sobrevive com poucos medicamentos. No entanto, o povo tem morrido mais por causa da fome. Quando eles têm o remédio mais forte, não têm o alimento

para acompanhar. Então, pegam anemia e morrem”, lamenta Noêmia. No posto de saúde a demanda é de mil pessoas por mês, que recebem também oração e visita. O posto precisa de médicos e enfermeiros. Uma das maiores necessidades naquele campo missionário é a mão-de-obra voluntária para dar continuidade aos projetos. Professores de educação f ísica e padeiros são bem-vindos! Na Casa de Nutrição, que é um subprojeto, há muitas frutas e tubérculos. Mas lá as pessoas têm que se sentar no chão. No local, 100 crianças soropositivas e órfãs recebem acompanhamento nutricional. “Elas são alimentadas com uma mistura e, quando tem, com leite”, diz a missionária. Outra necessidade é de professores cristãos para a Escola El Shaday. A ideia é anunciar o Evangelho aos alunos desde a creche, por 12 anos. Atualmente, a escola tem 180 alunos e precisa de um ônibus, já que está localizada numa região muito violenta. Moçambique precisa de profissionais voluntários, sustento para a manutenção dos projetos e muita oração, pois são grandes as batalhas espirituais. “É muito envolvimento espiritual e nós, missionários, precisamos de cobertura. Quando a igreja ora, ela se envolve”, finaliza Noêmia Cessito.

daquele país, que hoje representa apenas 6% da população Em outro acampamento no Oriente Médio, o Pr. Jessé realizou clínicas de futebol com jovens refugiados. A localidade alcançada abriga, hoje, o maior número de refugiados palestinos do mundo (1,8 milhão). Ali, os maiores problemas são a pobreza e o desemprego. A situação é pior entre as mulheres. De acordo com o Centro Palestino de Direitos do Cidadão, um terço das mulheres daquele campo não trabalha. O índice é quase o dobro da taxa de desemprego entre os homens. Segundo a ONU, milhares de palestinos na região não têm perspectivas de uma vida melhor. Alguns não têm nem direito à cidadania, o que impede que eles trabalhem no setor público ou recebam atendimento em hospitais públicos. Para mostrar a esperança em Jesus, o missionário espera chegar àquelas famílias alcançando primeiro seus adolescentes. Nesta empreitada, ele conta com as orações do povo de Deus no Brasil.

Ações levam esperança à Guiné

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tradicionalismo religioso é um dos principais motivos que levam a missionária de Missões Mundiais na Guiné, Ana Lúcia Pereira, a dobrar seus joelhos em oração por aquele povo africano. O país também vive conflitos políticos que têm cerceado a obra missionária. No entanto, Deus abre portas no meio do impossível aos olhos dos homens. A missionária pede apoio aos crentes brasileiros. “Orem para que os guineanos sejam ousados no Espírito, colocando a Palavra de Deus acima da vontade da família”. Ela também solicita orações pelo processo de transição do governo. É com gratidão que a missionária e os jovens Voluntários Sem Fronteiras celebram o encerramento de mais um ano letivo do PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar). Reafirmando seu propósito, o programa alcançou diversas famílias com o Evangelho através da oferta de educação. Mas uma das unidades precisa que alguma igreja se responsabilize por ela, de sustento e de um novo local. A obra de Missões Mundiais na Guiné foi conhecida de perto por um grupo de crentes americanos que visitou aquele campo missionário em maio. Eles evangelizaram, conheceram os projetos desenvolvidos na comunidade e aplicaram seus conhecimentos profissionais. Agora, eles intercedem pela atuação da JMM na Guiné.


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Málaga, na Espanha, vibrou com a presença do Pr. Arlindo Barreto, mais conhecido como Bozo, o “Palhaço de Deus”

Mundo

Obreiros da terra firmam ministério no Leste Europeu

Grupo de irmãos reunidos em uma igreja na Ucrânia

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egundo o Pr. Lyubomyr Matveyev (Ucrânia), que coordena o trabalho de obreiros da terra no Leste Europeu, entre fevereiro e maio deste ano, a mão de Deus pode ser sentida poderosamente naquela região. A afirmação é feita a partir de relatos de alguns obreiros e de outros missionários de Missões Mundiais. Apesar da crise financeira, da perseguição religiosa e da pressão do governo, os missionários registraram no período de fevereiro a maio sete decisões por Cristo na Armênia. Em Hrazdan, o obreiro da terra tem impactado a cidade com suas visitas evangelísticas a doentes terminais e aos novos convertidos. Mas em Abo-

vyan, as aulas da Escola Bíblica Dominical foram prejudicadas, devido a proibições de alguns pais e professores de escolas da aldeia. No Azerbaijão, os obreiros da terra somaram um total de três decisões por Cristo entre os meses de fevereiro e maio. Ainda há um candidato ao batismo. Nas aldeias de Kysare e Avaran, segundo o obreiro da terra, 80% dos moradores são muçulmanos. Ele pede orações para que corações estejam sensíveis à mensagem da salvação. Além de compartilhar o Evangelho, os missionários têm dado à população um pouco mais de dignidade, através de suas ações sociais.

Recentemente, dois orfanatos receberam a visita da obreira, que atendeu a mais de 70 crianças. Os adolescentes também são receptivos à Palavra de Deus. Em um acampamento, dois entregaram suas vidas a Jesus. As contribuições e intercessões dos irmãos brasileiros fazem a diferença naquele país. Na Geórgia, quatro obreiros da terra apresentaram ao Pr. Lyubomyr Matveyev o relatório de suas atividades realizadas entre fevereiro e maio. O ministério continua em três localidades do sul da Geórgia. Em um orfanato, crianças recebem assistência social, e, juntamente com os adultos, ouvem a Palavra de Deus. Lá o obreiro também realiza atividades esportivas através do Programa Esportivo Missionário – PEM. Na cidade de Balgojiani não havia sequer uma igreja batista. Mas hoje já há sete irmãos batizados e cerca de 12 frequentam a igreja local. Na cidade de Gori, o obreiro da terra revela que alguns dos irmãos por ele discipulados deixaram a região após a ocupação militar. Neste momento de dificuldades, a igreja oferece alimentação aos mais carentes, aproveitando a oportunidade para evangelizar e testemunhar do amor e da misericórdia de Deus. Apesar da tensão, a igreja tem seis candidatos ao batismo. O obreiro lamenta o período pós-guerra, quando há constantes demonstrações de agressividade política. Segundo ele, há muitas pessoas da igreja envolvidas no movimento que exige um novo presidente. Mas ele glorifica a Deus pelo retorno

dos irmãos que haviam deixado a igreja. Esta é apenas uma pequena amostra do que tem sido feito e do muito que ainda há para se fazer no Leste Europeu. Deus escolheu contar com seus filhos em mais esta obra. O Pr. Lyubomyr Matveyev lembra que “nós temos que levantar os nossos olhos e ver que os campos estão prontos para a colheita” (Jo 4.35). Após 40 anos de isolamento sob o regime comunista, a Albânia carrega o rótulo de ser uma das nações mais pobres da Europa e também uma das mais fechadas ao Evangelho. No país existem apenas 10 igrejas batistas que pertencem à União Batista Albanesa (UBA). Na Primeira Igreja Batista de Bathore, na cidade de Kamze, onde estão os missionários Pr. Henrique e Henriqueta Davanso, a situação começa a mudar. Lá há 40 mulheres, três homens, 16 adolescentes, cerca de 15 jovens e mais de 120 crianças. Existe ainda um grupo se preparando para ser batizado em setembro deste ano. A maioria desses irmãos é fruto do trabalho de discipulado, das ações sociais e das estratégias usadas através do PEM (Programa Esportivo Missionário). No final de maio, Missões Mundiais enviou à Albânia a missionária Adriana Noeme para ajudar o casal a plantar mais igrejas no país. Adriana já havia servido ao Senhor em um campo missionário da Janela 10/40. O sonho de nossos missionários é ver aquele país afastasdo de suas antigas ideologias para, assim, abraçar o Evangelho.

Bozo ajuda a despertar igreja na Espanha

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Igreja Batista La Luz, em Málaga, na Espanha, recebeu recentemente uma visita que fez despertar ainda mais sua participação voluntária, animando o casal missionário, Pr. Horácio e Ana Maria Wanderley. Málaga vibrou com a presença do Pr. Arlindo Barreto, mais conhecido como Bozo, o “Palhaço de Deus”. Além de contagiar a igreja com sua alegria, ele foi usado pelo Espírito Santo para falar sobre o plano da salvação. Muitas foram as pessoas que dedicaram suas vidas a Jesus. Bozo estava acompanhado de seu filho, Dr. Diego Barreto, dentista

missionário, que deu seu testemunho e ainda presenteou a igreja com tratamentos odontológicos. Sensibilizados pelas atividades missionárias como as de Bozo e de seu filho, além do trabalho desenvolvido pelo Pr. Horácio, os irmãos de La Luz passaram a organizar um Café Missionário. A igreja está envolvida em diversas atividades voltadas ao “ide” de Jesus. Até as crianças manifestam através de ações práticas o quanto seus corações batem por missões. Todos os domingos, eles preparam doces e salgados, que são vendidos com o objetivo de arrecadar

fundos para a obra missionária; sendo este também um momento de confraternização. Duas crianças seguiram o exemplo dos adultos e, por missões, tomaram a iniciativa de fazer e vender bolinhos. O Pr. Horácio Wanderley se empolga com o despertar da igreja. “Estamos planejando diversas atividades evangelísticas para o verão europeu e pedimos a sua intercessão para que alcancemos êxito espiritual e numérico. Nós sabemos que os espanhóis estão nos pensamentos de Deus. Por isso, estamos aqui na tarefa de comunicar o amor divino”, conclui o missionário.

Agora pastor, Bozo fala aos batistas espanhóis


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Cerca de 60 jovens experimentaram um pouco mais das maravilhas de Jesus em um acampamento no norte da África

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Mundo

Uma visão para ganhar muçulmanos Entrevista concedida a Marcia Pinheiro

Obreiro da terra Gabriel Azam é missionário da Junta de Missões Mundiais no sul da Ásia e em recente passagem pelo Brasil, ele esteve na Sede da JMM e concedeu entrevista ao Jornal de Missões. Jornal de Missões: O que o levou a querer ganhar vidas para Jesus entre os muçulmanos? Gabriel Azam: Fiz muitas coisas que desagradavam a Deus. Mas Ele abriu os meus olhos através das Escrituras Sagradas. Em 1972 Deus me transformou e um ano depois Ele falou que tinha um trabalho específico para mim. Em 1977, durante uma vigília, o Senhor me disse que eu deveria largar o meu trabalho. Então, lembreime do que Ele me falou cinco anos antes e clamei por uma resposta. Passei a orar todas as noites e madrugadas, em uma rocha, e a jejuar. Certa noite, Deus me deu uma visão. Nela, vi muçulmanos olhando para o céu com rostos brilhantes e felizes. Eu estava de joelhos, maravilhado e não sentia sono, apesar da hora avançada. JM: De imediato o senhor entendeu o significado daquela visão? Gabriel Azam: Não. Fui entender apenas dois meses depois, quando estava numa capela ouvindo um relatório de um seminarista. Ele disse que apenas 2% dos missionários iam aos muçulmanos e que a maioria voltava antes do tempo e frustrados. Eles não tinham apoio de igrejas e nem sustento; não davam frutos. Aquilo me tocou. Então, orei para que entre aquelas 70 pessoas que ouviam aquele relatório, pelos menos uma fosse escolhida para falar do Evangelho aos muçulmanos. Foi quando o Espírito Santo me escolheu. Deus me

Gabriel Azam: Até 1994 passamos por muitas crises. A igreja não correspondia, não crescia. Infartei em 1994 e minha esposa passou por duas cirurgias. Até que Deus mandou um irmão do Brasil, Pr. Tomé Fernandes, que me apresentou à Convenção Batista Brasileira. Desde aquela época as coisas passaram a acontecer de forma tremenda. Hoje a Al-Bashir possui ungiu e me escolheu para os muçulmanos. Desde 1977 sirvo ao Senhor assim. JM: Como iniciou esse trabalho entre os muçulmanos? Gabriel Azam: Nós criamos a agência AlBashir, que em árabe significa Mensageiro das Boas-Novas. Seu tema está em Rm 10.1: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação”. O trabalho para alcançar vidas entre os muçulmanos é muito dif ícil e requer muita paciência e persistência. O primeiro muçulmano chegou a nossa igreja só em 1985. Depois ele andou meio desviado e só em 1994 foi restaurado, sendo coordenador de uma de nossas áreas até morrer. JM: Quais foram as lutas enfrentadas no início desta obra missionária?

55 obreiros. JM: Como tem sido a parceria com a JMM? Gabriel Azam: O Pr. Tomé Fernandes nos apresentou as bases da organização, com suas metas e visão para que tivéssemos hoje um trabalho próspero. O apoio dos batistas brasileiros nos fizeram conquistar coisas tremendas. O que antes parecia impossível entre

os muçulmanos, hoje é realidade. A Al-Bashir tem sete ministérios. Temos um total de 210 famílias (quase todas formadas por ex-muçulmanos). Criamos um curso bíblico por correspondência, que levou estudos sobre a Palavra de Deus a mais de 16 mil muçulmanos. Também trabalhamos com presidiárias através de um centro de treinamento vocacional. Ali, mais de 100 mulheres já se converteram ao Evangelho de Jesus. Há 10 anos temos falado em seminários e faculdades, que já beneficiaram 29 instituições. Deus abençoou este projeto com um prédio próprio. Agora temos um programa para organização de novas igrejas. JM: Qual o seu maior desafio? Gabriel Azam: Nosso desafio é dar aos muçulmanos a oportunidade de ouvir o Evangelho, pelo menos, uma vez na vida. O islã avança rapidamente pelo mundo. Só na Europa, as estimativas sobre o número de muçulmanos variam entre 15 e 20 milhões, de 3% a 4% da população europeia. Que Deus nos dê coração para dizer que chegou a vez de eles de ouvirem as Boas-Novas. JM: Como o seu trabalho é apoiado? Gabriel Azam: Nosso trabalho é sustentado pelos irmãos brasileiros, através de nossa parceria com a Junta de Missões Mundiais. Deus tem feito algo extraordinário na minha vida e na de minha esposa para trazermos os muçulmanos para Cristo. Agradeço a todos que nos têm sustentado com

Jovens alcançados no Norte da África

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conteceu, entre os dias 31 de maio e 04 de junho, o segundo Acampamento de Jovens no Norte da África. O evento contou com a participação de 60 jovens que puderam experimentar um pouco mais das maravilhas de Deus em suas vidas. Com a realização de sua segunda edição, naquela região, o Acampamento se firma como uma das mais eficazes estratégias de evangelização num país de maioria muçulmana.

Segundo a missionária da JMM na localidade, L. G. Schmidt, dentre vários, um testemunho a marcou de forma especial. Ela se emocionou ao ver um rapaz de 19 anos, participante do acampamento do ano passado, entregar sua vida para Jesus. O jovem tentou explicar o mover de Deus em sua vida: “Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Houve um momento em que senti algo diferente. Era como se dentro de mim tivesse algo forte

mudando meus sentimentos. Porém, sabia que era uma coisa boa. Posso dizer que o Espírito Santo começava a fazer morada em meu ser.” Após o acampamento, 10 jovens seguiram para outra localidade e contagiaram os irmãos de lá com o amor de Deus. O pastor local comentou que ouvira falar dos batistas, mas que só agora conhecia o trabalho na prática. Ele ficou surpreso pela determinação e pelo amor dos moços em pregar

a Palavra de Deus. Ao fim da visita de três dias, houve muitas decisões por Cristo, e o pastor pediu aos jovens para retornarem e ensinar mais sobre missões. De volta às suas igrejas de origem, aqueles jovens testemunharam sobre o quanto foi maravilhoso ver de perto, mais uma vez, o mover de Deus. Eles foram instrumentos do Senhor para encorajar os demais irmãos a prosseguirem levando as Boas-Novas.


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Mundo

Há um clamor que vem daquelas nações. Os desafios precisam de uma resposta dos crentes brasileiros. Então, qual é a sua?

Camboja e Laos: desafios da JMM O Jornal de Missões segue apresentando alguns desafios previstos em seu Planejamento Estratégico para os próximos quatro anos, em especial os países que estão para se tornar campos das igrejas da CBB. Por Sérgio Dias

é bastante acidentado, predominando cadeias de montanhas e densas florestas, o que dificulta a instalação de grandes fazendas agrícolas, e não há saída para o mar. A maior fonte de renda dos seus cerca de 6 milhões de habitantes é a produção, ilegal, de ópio e heroína. Há uma característica no Laos que chama a atenção: convivem no mesmo território, um pouco menor em área que o Estado do Piauí, 138 grupos étnicos. Tamanha diferença faz com que os conflitos étnicos aconteçam com maior frequência, dificultando a governabilidade do comunismo que está no poder há cerca de 30 anos.

Um país onde falta a “Luz” Localizado no Camboja, templo de Angok Wat é uma das obras mais importantes para o budismo

CAMBOJA

L

ocalizado no Sudeste da Ásia, o Camboja está na Janela 10/40 (faixa que compreende os países menos evangelizados do mundo), e faz fronteira com a Tailândia, o Vietnã e o Laos. Dos 14,7 milhões de habitantes, cerca de 10% vivem na capital Phnom Penh. A religião da maioria da população é o budismo, com 85,6% de seguidores. Apenas 1,3% são, oficialmente, cristãos e estão agrupados nas mais variadas denominações. Os batistas estão presentes no país desde 1953. A União Batista do Camboja, fundada em 1995, tem cerca de 7.800 membros cadastrados em aproximadamente 280 igrejas ou congregações (cerca de 30 pessoas por igreja), segundo dados da Aliança Batista Mundial.

Contexto social é uma oportunidade O Camboja é uma das nações mais pobres da Ásia. O enfraquecimento econômico, e consequentemente social, deu-se após uma revolução que colocou militares extremistas no poder em 1975. Nos quatro anos seguintes foram perseguidas as classes mais altas da sociedade, onde estavam os principais opositores do regime, e as religiões – inclusive o budismo – foram banidas. Estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram, vítimas de algum tipo de perseguição. Somente no final da década de 1980 o regime foi derrubado. Com o enfraquecimento populacional, veio também o cultural e o econômi-

co. Atualmente, o Camboja é o país que mais recebe assistência, por habitante, das Nações Unidas e é mantido pela agricultura de base (cultura de frutas, cereais e verduras) e pela indústria da pornografia. A nação possui o “título” de maior índice de abandono infantil da Ásia e, por isso, várias prostitutas são crianças abaixo da faixa dos 10 anos. Entretanto, a queda do regime militar possibilitou a reabertura das portas do Camboja para o cristianismo. Em 1990, os vários grupos cristãos receberam autorização para regressarem ao país. Hoje, a liberdade religiosa no Camboja está aumentando e o país apresenta-se como uma grande oportunidade missionária. Vários grupos cristãos têm visto as situações moral e espiritual da sociedade local não como uma barreira, mas também como uma ponte para atuarem em programas de assistência médica, social e espiritual, entre outros. Há, ainda, a necessidade de treinar os pastores e líderes cristãos, pois a perseguição imposta aos setores mais intelectualizados da sociedade estagnou a produção educacional da nação. O Camboja espera por vocacionados nas áreas social (programas educativos e médicos), esportiva (especialmente o futebol) e teológica (criação de seminários e treinamentos).

Entre os laosianos, a crença principal é o budismo (53%), seguido de crenças populares (49%), pessoas sem religião (3,5%) e ateísmo (3%). Os cristãos, segundo dados não-oficiais, não chegam a 1%. Não há relatos de igrejas batistas no Laos, segundo a Aliança Batista Mundial. A presença irrisória do cristianismo no país pode ser explicado, em boa parte, pela Guerra do Vietnã. O regime comunista que se instalou no país passou a suprimir todas as manifestações religiosas e o cristianismo foi sufocado até desaparecer – como no

caso dos batistas. De acordo com o relatório da Aliança Batista Mundial, não há registro oficial de uma igreja ou algum membro sequer no país. Outro fator que freou o crescimento do cristianismo são as barreiras etnolinguísticas entre os 138 grupos existentes. Por isso, hoje o Laos é considerado um dos países mais fechados ao Evangelho. Porém, agências missionárias relatam que a boa semente da Palavra de Deus permaneceu em algumas tribos em pequenos vilarejos do interior. Há relatos (não-oficiais) de conversões ao cristianismo evangélico nesses lugares. Esses povos, como os hmong, lao, tai, vietnamitas, chineses e pequenas tribos ao norte, têm recebido missionários, muitos, inclusive, se convertendo e liderando ministérios. As estratégias mais utilizadas pela força missionária no Laos são o filme “Jesus” (já traduzido para o laosiano), atividades esportivas, trabalhos médicos e educacionais e, para os já convertidos, discipulado bíblico – faltam bíblias para os crentes – e capacitação de lideranças. Há um clamor que vem daquelas nações. Os desafios precisam de uma resposta dos crentes brasileiros. Então, qual é a sua? Fontes: Almanaque Abril 2009, Aliança Batista Mundial e Livro Intercessão Mundial – edição século 21

LAOS A República Popular Democrática do Laos também fica no Sudeste da Ásia e faz fronteira com China, Mianmar, Vietnã, Tailândia e Camboja. Sua principal cidade é a capital Vientiane. O terreno do país

Templos budistas multiplicam-se em todo o território do Laos


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Estão abertas as inscrições para o Projeto Radical LatinoAmericano 2010. As vagas são limitadas e vão até o final de outubro

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Mundo

Voluntários Sem Fronteiras abrem portas na Guiné

A

brindo portas com suas vidas e testemunhos, a equipe de Voluntários Sem Fronteiras do Projeto Radical África está impactando as pessoas com as quais têm contato nas aldeias ou em cidades na República da Guiné. Desde os líderes religiosos dos vilarejos onde moram, passando pela população local e chegando aos médicos que os assistem em casos de enfermidades, o testemunho de vida “radicalmente” moldado ao caráter de Cristo causa reações positivas entre os guineanos e cria oportunidades para compartilharem a mensagem de salvação. Nos últimos meses, a equipe que está no país foi afligida por várias doenças. Como não há infraestrutura na aldeia onde estão, os Voluntários Sem Fronteiras

precisam recorrer ao atendimento médico num vilarejo próximo. A médica que atende os missionários não compreende como pessoas tão jovens encaram doenças sérias e privações com abnegação e sequer cogitam voltar ao seu “distante país”. “Ela está tão impactada que deseja conhecer nossa casa. Nossa oração é para que ela compreenda que a nossa motivação e alegria em deixar tudo é o amor que temos por Deus e por Sua missão, a nós confiada”, relata um membro da equipe. Entre os vários relacionamentos que os Voluntários Sem Fronteiras já desenvolvem na aldeia, dois deles merecem destaque, segundo a equipe. O líder religioso da aldeia pediu aos missionários que fossem realizados estudos bíblicos sobre

Deus. Um sussu convertido foi ao vilarejo, a pedido dos jovens missionários, ministrar as aulas. Os resultados dos primeiros estudos foram animadores. O outro relacionamento é com uma jovem. Ela tem recebido estudos bíblicos e ficou interessada em aprender mais. “Ela fez várias perguntas e pude dizer claramente quem é Deus e o que Ele fez por nós. Aproveitei para Voluntários Sem fronteiras trabalham com esportes no país desafiá-la a não somente gostar do que conto, mas a crer. Acredito Jesus, pois está muito impactada”, finaliza que, em breve, ela se renderá aos pés de uma das Voluntárias Sem Fronteiras.

Abertas as inscrições para o Projeto Radical Latino-Americano batistas que tenham mais de 18 anos, sejam seminaristas, universitários ou que possuam nível superior completo. O período do projeto será de 11 meses nos campos da América do Sul. O Projeto é uma iniciativa compartilhaRadicais Latinos utilizam Kids Games como ferramenta evangelística da entre a UBLA (União Batista Lastão abertas as inscrições para o Pro- tino-Americana), a Sociedade Missionária jeto Radical Latino-Americano 2010. Batista Britânica (BMS, sigla em inglês) e a As vagas são limitadas e vão até o Junta de Missões Mundiais da Convenção final de outubro. Podem se inscrever jovens Batista Brasileira.

E

Até agora, mais de 70 jovens, de 12 nações diferentes (Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Equador, Peru, Espanha, Guatemala, Inglaterra, País de Gales e Escócia) participaram do Radical LatinoAmericano. Eles trabalharam em nove países da América do Sul e evangelizaram milhares de pessoas.

irem a outros países da América do Sul, em dois períodos. Se você tem interesse em servir a Deus efetiva e “radicalmente”, entre em contato com Missões Mundiais através dos telefones (21) 2122-1900 (cidades com DDD 21) ou 0800 709 1900 (demais localidades) e obtenha mais informações.

Treinamento

O treinamento é feito nas instalações do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, entre os meses de janeiro e fevereiro. Em seguida, os Voluntários Sem Fronteiras seguem para o Paraguai, onde é feita a segunda etapa do treinamento e aprofundamento na língua espanhola. Finalmente, as equipes são divididas para Uma das características do Projeto é o trabalho com crianças

Para outras informações sobre o Projeto Radical, veja anúncio na página 9


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Artigo

Outro motivo de sofrimento é que as pessoas põem em nós uma carga de esperança de solução para seus problemas muito além das nossas possibilidades

Brasil, um celeiro de missionários adormecido Por Durvalina Barreto Bezerra, Diretora do Seminário Betel Brasileiro em São Paulo e autora do livro “Ministério Cristão e Espiritualidade”, da editora Betânia.

C

om o crescimento da Igreja brasileira – “existem hoje, entre 100 mil e 140 mil igrejas evangélicas de todos os tipos” como resultado do mover do Espírito Santo – surgiu o Movimento Missionário, confirmando assim que o Espírito Santo é o diretor de Missões e que a obra missionária é fruto do seu agir, conforme a história das missões nos Atos dos Apóstolos. Somos um celeiro de missões para o mundo se comparados aos anos anteriores ou se comparados às nações vizinhas. Conforme a pesquisa de Ted Limpic, “há treze anos pudemos identificar apenas 800 missionários transculturais, atualmente há mais de três mil missionários brasileiros servindo ao redor do mundo. Em 1989 tínhamos 5% de brasileiros na

“janela 10/40”, o número cresceu para 16%. Mesmo havendo várias agências internacionais, 89% dos missionários servem debaixo de liderança brasileira. Lembro-me do que declarou Luis Bush, no primeiro Congresso Iberoamericano em 1987 em São Paulo: “ O Brasil deixa de ser apenas um campo receptor para ser um Celeiro de missões para o mundo.” Isso é uma realidade na nossa história. Ainda assim, somos uma Igreja emergente. O Movimento Missionário Brasileiro é recente. Evidentemente há um despertamento em alguns segmentos da Igreja, mas há muitos grupos que ainda não entendem e não se comprometem com a Grande Comissão como o programa essencial para a evangelização a partir da igreja local.

Primeiramente a Igreja evangélica não trabalha com um programa de despertamento vocacional. A igreja deve primeiramente despertar a vocação e ter um programa específico para os vocacionados, como por exemplo: Classe da Escola Bíblica Dominical com um currículo apropriado, projetos de evangelização e missões para promover experiências da prática ministerial, programa de leituras específicas, um acompanhamento da vida integral, um discipulado dinâmico para o crescimento espiritual e desenvolver a personalidade vocacional. Além disso, a imagem do missionário é muito deturpada. Missionário é o maltrapilho, que sofre e não tem subsistência, alguém que não tem outra competência a não ser pregar. A missão integral da igreja não tem tido proeminência no trabalho missionário.

O bivocacionado, aquele que usa a profissão na missão, ainda é muito raro. Para atacar o problema na raiz, eu diria que os seminários e faculdades teológicas deverão inserir a missiologia na teologia. Isto, porque o púlpito e todo o programa da igreja está atrelado à pessoa do líder. Se ele for ensinado sobre a missão da igreja, vai pô-la em prática no seu ministério. Para os líderes em atuação, a participação em congressos missionários, conferências, leituras sobre o assunto é uma forma de despertamento, agregando a isso a oração e influência de alguns que já estão nessa caminhada. A igreja recebeu a missão de levar o Evangelho até aos confins da terra. Portanto, ela deve despertar, preparar, enviar e cuidar dos seus vocacionados. Que o Senhor nos ajude nesse grande desafio.

O lugar do sofrimento na vida do missionário

Por Antonia Leonora van der Meer*

S

er missionário é um privilégio, não um fardo intolerável carregado por uns “grandes servos de Deus”. Deus escolhe os pequenos, os fracos, as coisas loucas deste mundo para que a glória seja só dele (1Co 1.26-29). Mas esse privilégio está ligado ao caminho da renúncia e de levar cada dia a sua cruz, seguindo a Jesus. O sofrimento já faz parte da vida de muitos missionários e, quanto mais penetrarmos nas regiões ainda não alcançadas, mais teremos contato com realidades de grande carência social e espiritual, de conflito com poderes das trevas, de violência, guerra e perseguição. Isso leva ao sofrimento do missionário e de sua família. Porém, muito mais do que isso, o confronto com o sofrimento do povo certamente vai perturbar profundamente o coração do missionário. Como podemos enviar pessoas para lugares onde o sofrimento é uma realidade diária e muito forte? Alguns acham que isso não pode ser a vontade de Deus. Mas como foi que Deus enviou seu Filho? Com que garantia e segurança? Lembremo-nos de que Jesus disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21; 15.20). Isso significa correr os mesmos

riscos, vencer a mesma resistência, viver com a mesma expectativa de vitória, por meio do caminho da cruz. Como podemos descrever o sofrimento na vida do missionário? Nas horas de guerra violenta que presenciei, o que me chocou mais profundamente foi ver pessoas feridas, caídas nas ruas sem ninguém poder socorrer, e ouvir as histórias das vítimas da guerra nos hospitais. Uma mulher sem braços que perdeu a única irmã, barbaramente violentada. Crianças atingidas por balas enquanto dormiam em sua própria cama. Ver a falta de recursos e a angústia dessas pessoas era profundamente perturbador. Mas Deus precisa de um instrumento para levar sua graça, amor e esperança a essas pessoas. É o sofrimento de saber da angústia de nossa família e não poder fazer nada para tranquilizá-la. E as coisas sempre parecem piores do que são para quem as acompanha de longe. É o sofrimento de acompanhar o despertamento espiritual, a descoberta da graça de Deus por uma pessoa, que depois aparece mutilada, morta pela própria família. Outro motivo de sofrimento é que as pessoas põem em nós uma carga de esperança de solução para seus problemas muito

além das nossas possibilidades. Às vezes, nos perguntamos: “O que estou fazendo aqui? Fará alguma diferença esse pouco que posso fazer?” É claro que fará diferença! Cada vida transformada, que recupera a esperança, a alegria e a razão de viver, a consciência de sua dignidade é uma grande vitória. Mas, às vezes, ficamos angustiados pelo muito que não podemos fazer e que de nós é esperado. Há também os sofrimentos relacionados com a família que deixamos para trás. Muitos lutam e têm a obrigação de deixar pessoas e ministérios que amam para dar apoio aos pais idosos que precisam de sua presença. Outros sentem-se forçados a voltar prematuramente (o coração ainda quer ficar) para não comprometer a educação e o futuro dos filhos. Além disso, há sofrimentos evitáveis, causados pela irresponsabilidade dos que enviam sem apoio verdadeiro, sem orientação e sem fidelidade no sustento financeiro. Isso gera profundas angústias e as igrejas terão de prestar contas a Deus da maneira como tratam os seus obreiros. Qual é a nossa responsabilidade? Não podemos enviar missionários apenas invocando a bênção de Deus e depois

lavar as mãos. A obra é nossa, como igreja brasileira. Precisamos estar bem perto de nossos missionários, acompanhando-os diariamente em oração, mantendo contato por e-mail, carta, telefone, de modo responsável (há lugares onde uma carta mal orientada pode causar muitos problemas). Podemos enviar uma pessoa para visitálos, orar com eles e ouvi-los. Devemos recebê-los com muito carinho, cuidado e atenção quando vêm de férias, para que tenham um bom descanso e renovação f ísica, emocional e espiritual, provendo suas necessidades. (Infelizmente, ainda há igrejas que cortam o sustento durante os meses em que o missionário está no Brasil, pois entendem erroneamente que ele “já não está fazendo o trabalho missionário”.) Assim, há sofrimentos inerentes ao modelo de encarnação deixado por Cristo, para os quais o missionário deve estar preparado. Outros tipos de sofrimento podem ser minorados e é nossa responsabilidade fazê-lo, com carinho e amor pelos que estão na linha de frente. * A autora foi missionária em Angola por dez anos e, agora, é deã do Centro Evangélico de Missões, em Viçosa/MG

Extraído da Revista ULTIMATO


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Institucional


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Cartas

Geral

Missionária na Globo

Amei a reportagem... Fiquei muito feliz ao ver  a missionária que ajudo “Gislane “ (do REAME) ao vivo... Só Deus mesmo é capaz de nos abençoar com uma programação desta. Que Deus abençoe o serviço de todos. Regina Almeida

Clubinho Missionário

Recebi o porta-retrato e gostei muito, é muito interessante e criativo. Fico feliz em colaborar com o trabalho de missões. Que Deus continue abençoando muito cada um de vocês, e que este trabalho possa edificar muitas vidas para a expansão do reino e para a glória de Deus. Luis Gustavo Amaral

M

ais de 540 pessoas estive-ram reunidas em Mossoró, RN, para participarem do Congresso Missionário que teve como foco o despertar de vocações. Realizado nos dias 5 a 7 de junho, no Teatro Lauro

Recado de Deus

Estava no culto da Associação Batista da Planície na 1ª IB de Campos e, antes de  saber quem iria trazer a mensagem, orei pra que Cristo se levantasse no meio daquela reunião de forma que os homens se emudecessem e somente a cruz falasse aos nossos ouvidos e corações, pois tenho saído faminta de muitas reuniões, mas graças ao Pai Bondoso, Jesus assumiu o comando e nos alcançou enquanto Ele entregava ao senhor a mensagem. Vi  irmãos reconsiderando suas ações, diante de tamanha admoestação - foi tremendo saber o quanto Deus tinha pra nos dizer e o quanto temos pra fazer. Parece que o sermão ainda está soando nos meus ouvidos... Obrigada por ter se esvaziado de si mesmo e deixado Cristo nos falar naquela noite... Ninguém queria ir embora... Para muitos da Planície, o sol nasceu diferente no domingo 12 de julho. A minha classe de EBD não terá mais o mesmo comportamento tanto em intercessões quanto em ofertas para as campanhas de missões. Gleice Ponte IB Pelinca – Campos-RJ

Relacionamento com Missões Mundiais

Sou Promotor de Missões há oito anos e, através do Jornal de Missões e de outros veículos da JMM, Deus tem me despertado e colocado em meu coração o desejo de fazer mais pela obra missionária. Sempre procuro levar à minha igreja atividades que possam ser desenvolvidas ao longo do ano e que possibilitem aos meus irmãos uma aproximação maior com missões. Pr. Paulo A . de Oliveira Filho Jaboatão dos Guararapes/PE

Pastor missionário

Fazer missões é o foco do meu ministério. A leitura do Jornal de Missões me estimulou a trabalhar com a revitalização de igrejas através do ministério Gama. Isto tem servido para fortalecer a minha fé. Pr. Rogério Cesar Bastos Serra/ES

Missionária nas nações

Sou comprometida com missões nos três níveis: intercedo, contribuo e vou aos lugares para os quais o Senhor das nações me envia. Já estive duas vezes na Guiné-Bissau, uma vez em Roma e, em breve, pretendo estar em Moçambique. Sandra B. Neves Igreja Evangélica Pentecostal Cristã – Rio de Janeiro/RJ

A força da juventude

A JMM está de parabéns! Estou começando agora a focar a minha vida em missões e esta agência tem me ajudado muito com relação a isso. Porque hoje existem muitos jovens se distanciando de Deus. Os que estão na igreja, como eu, devem ter um compromisso com missões para, juntos, levarmos o Evangelho aos quatro cantos do planeta. Suiane C. Barros IB de Ponto de Cacimbas – S. F. Itabapoana/RJ

Índia e China

Gostaria de parabenizar Missões Mundiais pelas informações sobre o trabalho realizado na Índia e na China, amplamente divulgadas em seus veículos de comunicação. Que Deus continue os abençoando ricamente à frente deste trabalho. por e-mail

ESCREVA-NOS CONTANDO SUAS EXPERIÊNCIAS COM MISSÕES Envie sua carta ou e-mail com experiências com a obra missionária. Sua opinião sobre o nosso trabalho, e o conteúdo do Jornal de Missões, é muito importante. Escreva para redacao@jmm.org.br ou redacao@missoesnacionais.org.br.

Monte, a programação contou com palestras, oficinas e ministrações de louvor e da Palavra de Deus. Vidas foram edificadas e a obra missionária no Brasil mais uma vez recebeu novo impulso.

Formatura no Norte da África

Mudança de Campo

Os missionários Francisco Vieira Medeiros e Erinete Carvalho de Sá Medeiros deixam aqui o bom perfume de Cristo. O amor da Junta de Missões Nacionais por esta comunidade resultou, verdadeiramente, no engrandecimento do reino de Deus. Nossas orações são para que o divino trabalho de vocês se perpetue, com o mesmo vigor com que chegou a nós. Deus os abençoe! Hércules Gomes Júnior - Vice-presidente IB de João Pinheiro-MG

Avivamento missionário

N

este ano, o PEPE já formou duas turmas de alfabetização no Norte da África. Cinquent a c r i anç a s garantiram sua vaga na primeira série da escola pública, já lendo e escrevendo, o que não é comum nos campos de refugiados. Mas esse número ainda é muito reduzido, já que cerca de dois milhões de crianças vivem naquela Alunos formados nas classes de alfabetização área, sendo que mais da metade não de uma delas testemunhou: “Mohamed, tem acesso à escola. O discipulado e antes desse projeto, era muito rude, o Kids Games são outras ferramentas batia nos irmãos e não fazia o que peutilizadas na educação daquelas crian- díamos. Hoje ele é um menino especial, ças. Mesmo sendo muçulmana, a mãe ajudador e muito tranquilo.”

A

Construtores do Futuro

pós um grande período de expectativas, começaram os preparativos para a construção do novo Lar Batista F. F. Soren. Com o apoio do Departamento de Estradas de Tocantins (Dertins) e voluntários, Missões Nacionais trabalhou na limpeza do terreno em Palmas para a posterior terraplanagem. “A próxima etapa consiste na escolha do tipo e maneira de construir o muro, bem como a consolidação dos orçamentos, aquisição de materiais e contratação de mão-de-obra. Naturalmente, contamos também com a mão-de-obra voluntária”, afirma Cláudio

Márcio Rodrigues, missionário voluntário da JMN, que está acompanhando as obras em Palmas.

Obreiro da terra na Bielo-Rússia não resiste a infarto

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missionário da JMM na Ucrânia, Pr. Anatoliy Shmilikovskyy entrou em contato com a Sede de Missões Mundiais, no Rio de Janeiro, para informar o falecimento do Coordenador Nacional de Missões na Bielo-Rússia, Alexei Komarchuk, um dos obreiros da terra da JMM. Dias antes Alexei havia sofrido um infarto, mas não resistiu e foi para junto do Senhor, aos 68

anos. “É uma grande perda. De todos os países que trabalho, com Alexei era mais fácil pregar o Evangelho. A sua humildade, competência, ética e a sua fé em Deus eram exemplares. Nem sei qual caminho escolher para o trabalho com os obreiros da Bielo-Rússia, pois não haverá mais o Pr. Komarchuk, mas creio que o Senhor nos mostrará”, diz o Pr. Anatoliy.


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Os grandes desaf íos continuam sendo o término das construções do primeiro templo batista para o povo aimará e dos templos das congregações

Geral Fila da bênção

Comemorações em Moçambique

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Casal missionário da JMM atuando em Gorongosa

o mês de maio, os irmãos de Moçambique celebraram o Mês da Família. Os missionários de Missões Mundiais, Pr. Antônio e Sirley da Silva, estiveram no distrito de Gorongosa, onde realizaram um trabalho voltado para as famílias daquela igreja. Na Missão Batista das Palmeiras, eles encerraram o mês de maio com uma confraternização. Os missionários passaram o dia na praia com o grupo e, além da palestra, realizaram gincana bíblica e esportiva.

E

m Sapiranga, RS, uma fila de espera virou local para implantação de uma estratégia evangelística que despertou a curiosidade dos moradores e tornou o trabalho missionário conhecido na região. Após notarem a demora para receber atendimento em um dos serviços

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A

Pr. Hans Behrsin, missionário na Letônia

O

O la Rodrigues, da 1ª. IB de Vista Alegre, SP, parceira do projeto.

templo batista para o povo aimará e dos templos das congregações Nova Jerusalém, Ágape e da Jeohvá Jirhé. Somente o primeiro está mais avançado, mas eles possuem três terrenos e, agora, falta somente um. A esperança dos missionários é que até o próximo ano as construções estejam bem mais adiantadas.

Apoio ao campo

U

m grupo de voluntários, liderado pela missionária Anália de Lourdes Santos, realizou, na segunda semana de junho, uma viagem missionária em apoio ao trabalho do obreiro Júnior Freitas, que atua em Monte Alegre, CE. A equipe promoveu atividades de evangelismo pessoal e visitas aos lares, deixando naquela comunidade marcada pela religiosidade o verdadeiro brilho do evangelho.

ecentemente, o Pr. Hans Behrsin teve a oportunidade de pregar em uma igreja batista em Riga, capital da Letônia, onde pôde perceber a carência da população. Apesar de possuir um templo com 500 lugares, a igreja tem apenas 24 membros. É lamentável ver uma igreja que já foi considerada forte, mas que chegou a ser transformada em ginásio esportivo durante o regime comunista e hoje luta para se reerguer.

Celebração com batismos casal Pr. Girlan e Denise Silva, ao comemorar 10 anos de ministério na África, celebra a data com novos batismos na Igreja Batista de Sebina, em Botsuana. Quando ali chegaram, a igreja tinha um batistério no meio do templo. Havia dificuldade para realizar batismos,

pois ele estava furado. Os missionários construíram outro, com azulejos e tijolinhos, bem maior e muito bonito. No domingo, 14 de junho, os missionários comemoraram esta data histórica, em seu ministério, com a realização de quatro novos irmãos sendo batizados.

Impacto evangelístico

Construções de templos casal missionário Pr. Juan Carlos e Narriman Nuñez continua na direção do Projeto Batista Missionário Arica e Tarapacá para Cristo, no Norte do Chile, e conta com o apoio dos obreiros da terra Rolando e Alexandra. Os grandes desaf íos continuam sendo o término das construções do primeiro

públicos do município, os missionários Walter e Nair Azevedo decidiram preparar um café-da-manhã e, juntamente a um material evangelístico, distribuíram às pessoas que aguardavam na fila. A atividade virou rotina e, desde então, acontece todas as terças e quintas-feiras.

Igreja na Letônia luta contra evasão

Primeiros frutos frente missionária em Vale dos Machados, em Guarulhos, SP, liderada pelo casal de obreiros Marcio e Talita Pureza, celebrou, no dia 14 de junho, sua primeira cerimônia de batismo.  Os novos convertidos – entre eles, um filho do seminarista da igreja –  já estão integrados e  ajudam o casal no trabalho de evangelismo e discipulado do bairro Vila Rio, em Guarulhos, SP. A celebração contou com a presença do pastor Wladimir Batista e da missionária Rosânge-

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F

oi realizado no dia 04 de julho um grande impacto evangelístico na cidade de Capão da Canoa, RS, promovido pela 1ª IB de Torres – igrejamãe do projeto. Visando divulgar e integrar a população local à nova igreja, 40 irmãos evangelizaram durante todo o dia. No culto noturno, além dos membros das duas igrejas, marcaram presença alguns visitantes, frutos dos convites feitos aos moradores. “Foi uma noite de muita comunhão, louvor e alegria na presença do Senhor. Após a mensagem, tivemos 3 decisões por Cristo e uma reconciliação, o que muito alegrou os nossos corações”,

Pastores intercedem pelos novos convertidos lembrou o missionário pastor Nivaldo Tavares Jr., que agradece o cuidado da igreja em Torres.

Milagre no Paraguai

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Voluntários que levaram Cristo a Monte Alegre

ma grande vitória ocorreu recentemente no Paraguai. A jovem Maria José, convertida a Jesus Cristo, comemora a conversão de sua mãe, que chegou a ameaçá-la com internação em um hospício. Para o missionário da JMM no país, Dr. Paulo Pagaciov, este

foi um verdadeiro milagre. A mãe disse ao pastor: “Como Deus foi bondoso conosco colocando sua esposa, a missionária Teresa, em nosso caminho!”. O casal missionário glorifica ao Senhor com mais este fruto colhido para o Seu Reino.


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Mobilização Missionária

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Com foco na compaixão pelas vidas, os congressos provocaram um verdadeiro avivamento social

Congressos de Ação Social mobilizam força voluntária para o cuidado dos necessitados

o mês de maio, igrejas e Missões Nacionais caminharam juntas em direção a um grande avivamento social. Pastores, líderes e pessoas interessadas em desenvolver ministérios eficazes de ação social participaram de dois importantes congressos que se propuseram discutir soluções para as demandas que surgem em comunidades carentes, bem como uma forma contextualizada de se promover o Ide de Cristo. Passaram pelos congressos na 1ª Igreja Batista de Vila Valqueire (cidade do Rio), e na Igreja Batista da Coroa, em Campos dos Goytacazes (zona norte do estado), membros representantes de mais de 70 igrejas. O evento foi um marco ao levar os participantes a níveis mais intensos de comprometimento com o Reino por meio de ações solidárias. Segundo a gerente executiva de Ação Social da JMN, Alice Carolina Barbosa Cirino, muitos dos participantes, motivados pelo que ouviram na programação, estão apoiando Missões Nacionais. “Voluntários formaram grupos e vieram à Junta oferecer apoio para as Trans e para os projetos sociais. Um grupo está apoiando diretamente o pastor Fábio no Projeto Esperança na Praça, na Cruz Vermelha e na Mangueira”, disse. Em ambos os congressos houve uma resposta rápida para os desafios lançados. Em Vila Valqueire, um jovem casal, que vivia debaixo de um viaduto, foi abordado por um grupo da igreja e convencido a tentar uma nova vida, tendo o Evangelho como proposta para o caminho que trilharão. Juntos há mais de dois anos, eles revelaram sonhos simples, mas cheios de significados para quem sempre viveu à margem da sociedade. “Quero ter meu trabalho... quero ter minha casinha. Quero cuidar do meu esposo e continuar na igreja. Não quero mais voltar para o mundo”, disse Patrícia, com olhar tímido. Pastor Lívio Renato, da 1ª IB de Vila Valqueire, destacou o papel da igreja de ajudar os que necessitam. “Não queremos fazer ação social para evangelizar. Queremos socorrer, transformar, amar como Jesus amou, revelando seu caráter e cuidado aos homens. Assim, cremos que de maneira concreta estaremos sendo agentes no mundo”.

Casal amparado pela PIB de Vila Valqueire durante congresso de Ação Social Na IB da Coroa, dois dependentes químicos tiveram suas vidas alcançadas de maneira especial. Marcelo, transtornado pelo efeito da droga, chegou à igreja procurando um telefone para ligar para um pastor que poderia ajudá-lo a libertarse das drogas. Recebido por um membro da igreja, o coordenador do Centro de Tratamento Logos, Josemar Coelho Gomes, Marcelo compreendeu mais profundamente a extensão do amor de Deus e, após ouvir as orientações de Josemar, entregou-se a Cristo. O outro jovem, Leandro, chegou à igreja acompanhado de seu pai, que demonstrava uma grande tristeza e desespero por ver o filho sendo consu-

mido pelas drogas. Eles, que residem em Niterói, foram a Campos à procura de uma solução. Leandro foi atendido, amparado. Orações foram feitas, enquanto seu pai se derramava em lágrimas e agradecia a Deus por vislumbrar a nova chance que seu filho recebera. Os jovens estão sendo auxiliados no Logos, instituição que, após o congresso, passou a contar com vários voluntários. “Em uma semana após o

Batistas intercedem pelos necessitados

congresso, igrejas se apresentaram para nos apoiar, tanto espiritualmente quanto financeiramente. Louvado seja o nome do Senhor Jesus!” Quem participou em um dos congressos de ação social voltou para casa com um novo olhar sobre a obra que cada um deve desempenhar no Reino de Deus. É como ressaltou o pastor Ismael José Ferreira, da IB da Coroa: “As igrejas estão cheias de voluntários e precisamos aproveitar essa gente”. Completando sua palavra, ele afirmou: “Nosso alvo deve ser ganhar vidas para Jesus e me alegro quando vejo que Missões Nacionais está buscando a excelência em ação social”.


São mais de 19 milhões de oportunidade de evangelização. Aproveite!

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Mobilização Missionária

vira canal de propagação missionária

P

ara acompanhar a tendência das mídias sociais, Missões Nacionais está lançando a campanha Vamos Invadir o You Tube. A idéia é utilizar essa valiosa ferramenta de comunicação como espaço para levar uma mensagem criativa a todos os seus usuários. Participar dessa invasão é enxergar uma nova perspectiva de expansão do evangelho. Onde, virtualmente, penetraremos em lares que não conhecem o evangelho transformador de Cristo.

Quem está no You Tube? Para comunicar aos usuários do You Tube, é preciso antes conhecê-los. Uma pesquisa realizada pela consultoria Eve-

ris, em parceria com a Escola de Negócios da Universidade de Navarra, da Espanha, indica que o Brasil já alcançou a quinta posição no ranking mundial em número de pessoas que acessam a internet. Isso significa que um em cada dez dos cerca de 1,6 bilhão de internautas existentes no mundo vive na América Latina, metade dos quais está no Brasil. Com relação ao número de usuários no You Tube, são mais de 19 milhões de brasileiros. Os novos hábitos de uso da web, amparados por conexões cada vez mais rápidas, também quebram antigos paradigmas sendo o principal deles as regras de postagem que ditavam

gravações curtas, com menos de dois minutos de duração. Hoje grandes produtoras, ancoradas nessa mudança de hábitos, postam programas com cerca de 20 minutos. Isso porque sabem que, por bem ou por mal, pessoas estão começando a levar o computador para a cama. Jon Gibs, vice-presidente de análise de mídia da Nielsen, uma empresa de mensuração de audiência, disse que os vídeos online - que segundo projeções da eMarketer movimentarão US$ 1 bilhão ao ano em 2011 - estão em momento decisivo. “Historicamente, a experiência online com vídeos sempre tem girado em torno

de clipes”, ele disse. “Acreditamos que estamos ingressando em um período de transição no qual porção maior da audiência começará a aceitar vídeos em formato mais longo”.

Resumindo... Nenhuma ação missionária alcançou tantos brasileiros. São milhões de pessoas neste campo vasto e fértil. Agora que você já sabe um pouco mais sobre os hábitos dos usuários do You Tube, poderá direcionar seus vídeos, produzindo clips criativos. Este desafio é para todos nós... vamos, juntos, invadir o You Tube.


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Mobilização Missionária Igreja de Brasília abençoa obra no Chile U m grupo de 30 irmãos da Igreja Memorial Batista de Brasília/DF, realizou uma viagem missionária ao Chile, nos dias 23 e 24 de maio. Sob a liderança do M.M. Anderson Motta e de sua esposa Juliana, o grupo apresentou dois concertos no Teatro Municipal de Cartagena, além de executar outras atividades, junto com a congregação local. No sábado fizeram a primeira apresentação e, no domingo, liderado por Juliana Motta e pela missionária Cláudia Areco, o grupo foi dividido em três para um trabalho com crianças. Participaram dessas atividades cerca de 25 meninos e meninas. O segundo grupo, sob a liderança da missionária Aline Alvares, fez visitas a pessoas idosas e enfermas, evangelizou e cantou O grupo de irmãos da IMB de Brasília no Chile músicas em adoração a Deus. Como fruto desse trabalho, seis famílias undo o Pr. Antônio Alvares, que liderou foram tremendamente impactadas. Seg- o terceiro grupo, foi uma bênção para

N

eles, para a congregação (CEBAC) e para a cidade receber esses irmãos nesses dois

dias. Como resultado, algumas pessoas assistiram ao segundo concerto do domingo à tarde. Apesar do frio, da forte neblina e da garoa, estiveram presentes cerca de 200 pessoas, sendo apenas cerca de 30 evangélicas. “Estamos fazendo amizade com muitas dessas pessoas. Elas – que não iriam a uma igreja evangélica, a não ser atraídas pelo teatro – estão sendo evangelizadas”, conta o Pr. Antônio. De acordo com o missionário, 200 pessoas pode parecer pouco, mas considerando que era um convite de uma igreja evangélica, o tempo ruim e uma cidade que não está acostumada com este tipo de apresentação, essa assistência foi um milagre. Além de abençoar o ministério, o grupo também abençoou o casal dono do hotel onde se hospedou, os funcionários da prefeitura, os donos e funcionários de um restaurante onde estiveram no sábado à noite. Enfim, por onde passaram deram um bom testemunho e levaram a Palavra de Deus.

Uma oferta acima da média

o culto de encerramento da Campanha de 2009, a Igreja Batista Rocha Eterna, Sumaré/SP, contou com a presença da missionária dos Voluntários Sem Fronteiras Gabriela Elina da Silva que participou da sexta turma do Projeto Radical África. A igreja foi organizada no dia 31 de maio de 2008 e, atualmente, tem 42 membros. Todos participaram ativamente da Mobilização Missionária para levantamento da oferta do Dia Especial

para Missões Mundiais. Nesta campanha, a média de oferta dessa igreja, por irmão, ultrapassou a 100 reais. Segundo pesquisa, a média de ofertas para a obra de Missões Mundiais, ao ano, não chega a R$ 20,00 por batista. Agradecemos pela vida de cada irmão e pelo ministério do Pr. Josiel Lima Vieira por colocarem sua igreja muito acima da média, quando se trata de assuntos relacionados à obra missionária.

Missionária Elina da Silva (à esq.) com liderança da Igreja Batista Rocha Eterna.

Crianças são despertadas para missões O Crianças da PIBBO exibem, com alegria, o “Bolotinha”

Pr. Mauro Fonseca de Campos, da Primeira Igreja Batista em Belo Oriente/MG, está trabalhando para despertar nos membros de sua igreja o ardor missionário, especialmente nas crianças. Para isso, ele conta com a ajuda de uma excelente equipe

que forma o Conselho Missionário. A irmã Denise, promotora de missões e professora da EBD daquela igreja, conta que neste ano, durante a campanha de Missões Mundiais, o pastor levou todo o Conselho Missionário para participar do congresso Conexão Missionária que Missões Mundiais realizou em Ipatinga/MG. Ali eles conheceram a missionária Paula e assistiram ao vídeo do Níger. Depois do culto, os irmãos da PIBBO gravaram o vídeo para trabalhar com as crianças na EBD. Elas assistiram ao vídeo e desejaram

contribuir com o POPE, daí nasceu a ideia de encher um porquinho/cofrinho que foi batizado de “Bolotinha”. Segundo a Promotora de Missões, todos contribuíram com muita alegria. “Nossas crianças ficaram muito felizes de poder abençoar outras crianças. Agradecemos a Deus e a todos da PIBBO em especial a tia Marlene e tia Graça que muito me abençoa neste ministério que Deus nos confiou o de ensinar a Palavra de Deus aos pequeninos e também ao pastor Mauro Fonseca de Campos e sua família”, finaliza a irmã Denise.


Foram realizados cerca de 350 atendimentos nas áreas de odontologia, nutrição, fisioterapia, clínica geral, enfermagem e estética, além de atividades evangelísticas através dos Kids Games

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Mobilização Missionária

Voluntários brasileiros impactam o Haiti Haiti é um país onde há muita pobreza, problemas sociais e políticos, opressão maligna; enfim, um campo fértil para a ação do inimigo. Mas também é um lugar onde as pessoas clamam por libertação e apoio de outras nações para Criança haitiana recebe o carinho de um dos missionários voluntário ajudar no desenvolvimento social, econômico e espiritual ma caravana com 40 brasileiros seguiu para o Haiti, entre o final do país”, diz. A caravana deixou o Brasil imaginando de junho e o início de julho, para as condições que enfrentaria, mas não apoiar a obra missionária no país e também esperava pela realidade espiritual que enpara prestar atendimentos nas áreas de saúde, educação, esportes, entre outras. controu. Como o Haiti é a terra do vodu, as Durante 12 dias o grupo, coordenado pelos ligações desta religião com o cotidiano ulpastores Mayrinkellison Wanderley (Co- trapassam os limites da devoção individual. ordenador de Missões da JMM) e Marcos De acordo com informações da equipe de Grava (Coordenador do PEM – Programa obreiros da terra, a independência do país Esportivo Missionário), visitou e ajudou o teria sido obtida graças a rituais de vodu trabalho de igrejas na capital Porto Príncipe que envolveram as principais lideranças e em algumas cidades do interior, contabili- do Haiti – inclusive religiosas. Um dos zando mais de mil contatos e uma centena maiores rituais de magia acontece sempre ao meio-dia e envolve oferendas e sacride conversões. De acordo com o Pr. Mayrinkelisson, f ícios. Por conta disso, o clima de batalha a realidade do Haiti necessitava de uma espiritual era sentido em todas as partes resposta urgente dos crentes brasileiros. “O por onde passavam os voluntários; alguns

U

ESPAÇO DO

PAM

Apresente o PAM a um irmão

A

ataques opressores ocorreram, sem suces- madamente 200 aceitaram a Jesus como so, contra integrantes da equipe. Para o Pr. Senhor e Salvador de suas vidas. No fim do período missionário no Haiti, Mayrinkellison, muito do que aconteceu durante os 12 dias explica-se através desta duas certezas: a obra de evangelização no relação entre o poder haitiano e o vodu. “O país crescerá ainda mais e a vida de cada vodu atrasa o desenvolvimento do país; isso participante da caravana foi fortalecida e é nítido. Porém, mantivemos-nos firmes, mais firme com Deus. “Agora é tempo de em oração, e contando com a intercessão consolidação, pois as igrejas haitianas que das igrejas no Brasil. Enfrentamos as forças apoiamos ficaram com o fruto de nosso do mal frente a frente e o Senhor dos Exér- trabalho. Deixamos roupas, comida, remécitos estava conosco! Os batistas haitianos dios e material esportivo, com os quais eles pedem as orações de todo o povo de Deus poderão dar continuidade ao trabalho. Mas em seu favor, para que os ajudem a serem ainda falta muito: novas caravanas serão firmes nessa batalha que já dura mais de 200 montadas, as igrejas do Haiti precisam de adoção para os obreiros da terra e precisaanos pela libertação espiritual do Haiti”. Em relação ao trabalho que pretendiam mos de profissionais da área da saúde que desenvolver, sucesso total, para a glória possam doar parte de seu tempo naquele de Deus. Foram realizados cerca de 350 país; enfim, o trabalho não terminou”, finaatendimentos nas áreas de odontologia, liza o Pr. Mayrinkellison Wanderley. nutrição, fisioterapia, clínica geral, enfermagem e estética. “Pessoas que nunca viram um médico na vida receberam a atenção de um de nossos profissionais e, além disso, a medicação necessária, de graça, por doações vindas do Brasil. Muitas crianças foram instruídas na correta escovação dos dentes, além de aplicação de flúor”, diz o coordenador da JMM, destacando a estratégia de evangelização através do esporte e dos Kids Games, que reuniu mais de 400 crianças e adolescentes, sendo que aproxi- Pr. Mayrinkellison (à dir.) caminha ao lado de obreiro da terra

obra missionária é realizada em parceria entre os que são enviados (os missionários), quem viabiliza a realização do trabalho (em nosso caso, a Junta de Missões Mundiais) e os que ficam segurando as cordas (os adotantes). A JMM tem trabalhado para atender ao clamor que vem dos campos. Os missionários estão se apresentando e é necessário que mais pessoas se juntem àqueles que amam e sustentam essa obra.

Entretanto, ainda há muitos que não experimentaram a bênção de participar da evangelização dos povos. Na sua igreja, na sua família ou mesmo no seu trabalho há pessoas que podem se juntar a você, que já é missionário sustentador. Apresente o PAM a um irmão em Cristo. Explique como ele pode fazer missões como você. Mostre-lhe a oportunidade de fazer parte do Programa de Adoção Missionária – PAM (ofereça o cupom do boletim 60 Dias de Oração).

Sua Igreja adota um missionário da JMM?

Q

uando a igreja adota um missionário, além de participar do sustento financeiro, está intercedendo e batalhando espiritualmente pelo avanço do Evangelho. E é possível participar financeiramente do sustento missionário com uma oferta mensal a partir de R$ 20,00 (vinte reais), ou com um valor que corresponda a realidade de sua igreja. Ela receberá, periodicamente, a carta do missionário ou projeto adotado e terá a possibilidade de corresponder-se com ele. Em 2008, através do PAM Igreja, 15% das igrejas batistas do Brasil participaram do sustento de um missionário ou projeto. Ajude a mudar esta realidade.

Entre em contato com Missões Mundiais, através dos telefones 2122-1901 (de cidades com DDD 21) ou 0800 709 1900, ou adote pelo Portal: www.jmm.org.br.


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Institucional


Jornal de Missões - Edição 28  

Publicação Oficial das Juntas de Missões Nacionais e Mundiais

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