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AP

UMA REVISTA FEITA PARA QUEM MORA, OU PRETENDE MORAR, EM APARTAMENTO

Magazine Ano 1 - Nº 1

Maio de 2012

Decoração: quadros são indispensáveis Paisagismo: plantas para apartamento Culinária: prepare-se para o inverno Carros: o remodelado Palio Sporting Lazer: conheça o Jardim Botânico de SP

André e Luana:

decorando pela primeira vez


d o o W n a b r U o t a n Porcella

a os técnicos t a n a ll e c r o p , imprime em d o o s elegantes e r W o c n a e b d r U a am A Coleção de ampla g s é v a r t ffee. A série a o C a z e e r o u t t t a o n ,C beleza da , Off White e it h p nas peças, a r o G m , s y li a a r e G r , r n maio como Ocea ue permite q , a m o r C rodutos. nologia c p e s t o a a a o iz ã il ç t u íveis encia tão dispon alor e difer s v e is d a o o m o W d n ba o agregan põem a Ur m o c e nto escovad e u q m s a o b t a a c n a a ll com Os porce o. 20x120cm e m c 0 e sofisticad 2 u 1 q x o t 5 1 m s u o t e ient nos forma alquer amb u q a o ã d , que e acetinado

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EDITORIAL

Criada para

um público cada vez maior Eu gosto de decoração e, com frequência, compro uma ou outra revista sobre o assunto. Porém, depois da leitura, o que sempre me incomoda é que seus assuntos são dirigidos a quem vive em uma casa. São raras as vezes que encontro uma ou outra matéria escrita para aqueles que moram, como eu, em um apartamento. No início, achei que fosse uma implicância sem sentido prestar atenção nisso. Mas, pensando bem e depois de conversar com alguns decoradores, concluí que existe diferença entre decorar uma casa e um apartamento. Basicamente foi assim que nasceu AP Magazine. Da necessidade pessoal de informações específicas que, mais tarde, achei que também seriam importantes para outras pessoas. E, já que ia criar uma publicação, comecei a pensar no que mais eu gostaria de ver numa revista deste tipo. A revista AP teve sua concepção editorial formatada para mostrar assuntos que o ajudarão a tornar seu apartamento bonito e funcional, mas, sobretudo, queremos que ele se pareça com quem você é. Ela também foi criada para fazer você se divertir, dentro e fora dele. Portanto, não estranhe se logo após uma matéria sobre decoração, existir outra que sugira uma visita ao parque, ou uma fugidinha para o cinema. E, as diferenças entre AP e o que você conhece não param por aí. Outro diferencial importante é que ela é digital e pode ser lida no iPad, em tablets com sistema operacional Android e em qualquer outro tipo de computador. Não imprimir a revista em papel foi uma decisão unânime da equipe, porque acreditamos que é melhor plantar alimentos a árvores que serão transformadas em celulose. Outra crença dos criadores da revista é que vivemos um momento onde o lucro com uma publicação não deve ser gerado pela restrição do acesso das pessoas à informação. É por isso que AP Magazine é gratuita. Neste novo modelo de negócio quem deve manter a revista são os anunciantes interessados em oferecer seus produtos e serviços aos nossos leitores. Como você pode perceber, AP Magazine é diferente de tudo aquilo que você imaginava numa publicação. Mas, principalmente, ela foi feita para você que vive num apartamento e precisa de informação específica. E nós, a cada edição, faremos isso. Sempre tendo em mente que não basta morar, o importante é viver bem. Tenha uma ótima leitura e até a próxima edição. Roberto Paes Editor-geral de AP Magazine


Porque morar não é o bastante. DECORAÇÃO

VIVER BEM

AUTOMÓVEIS

I N D I C E

LANÇAMENTO

Vire seu iPad para visualizar a página


PAISAGISMO

CULINÁRIA

OPINIÃO

LAZER

TURISMO

BICHOS

O importante é viver bem.


AP Magazine

Porque morar não é o bastante. O importante é viver bem.

Uma revista gratuita sobre decoração de interiores e estilo de vida para quem vive em apartamento. Disponível para iPad, tablets com sistema Android e em PDF no web site da publicação (www.apmagazine.com.br)


VIVER BEM Texto e imagens: Roberto Paes

André e Luana: decorando pela primeira vez Apesar de jovens, os recém-casados mostraram ter os pés no chão ao escolher seu primeiro apartamento e revelaram bom gosto na hora de fazer a decoração.


O

s dois se conheceram há seis anos e, apesar de trabalharem na mesma empresa, nunca haviam trocado uma palavra sequer. André conta que, no último dia de trabalho de Luana, decidiu se sentar na mesma mesa onde ela estava, num restaurante próximo da empresa, e puxou conversa. Depois desse dia eles começaram o trocar e-mails, foram estreitando a amizade, e algum tempo depois começaram a namorar. Quatro anos se passaram e o analista de sistemas André Yabiku se casou com a bacharel em direito Luana Santos. A compra do apartamento aconteceu um ano antes, em julho de 2010. Luana conta que ambos optaram por morar na zona Leste de São Paulo, no bairro da Vila Prudente, local próximo de onde André nasceu e

viveu a maior parte de sua vida. A partir daí, os dois contam que tomaram uma série de decisões racionais que tinham por finalidade tornar a vida de ambos a mais cômoda possível. Eles passaram a procurar prédios que ficassem próximos à estação de metrô Vila Prudente, para usarem o transporte público em vez do automóvel. Deram preferência a um edifício perto de facilidades como açougues, padarias e supermercados. Depois de definir a região, André conta que escolheram um condomínio que tivesse apenas aquilo que eles realmente iriam usar. Os dois trabalham durante todo o dia e, com suas pretensões de crescimento profissional, costumam fazer cursos que acabam tomando uma parte da noite também.

Em frente ao rack está um confortável sofá, com espaço de sobra para o casal passar horas descansando em frente da TV ou simplesmente tirando uma soneca


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O branco predomina em todos os ambientes, exceto por algumas paredes que receberam um papel listrado, com tons de bege, que resultam numa combinação harmônica


O rack, em madeira escura, foi feito sob medida, com gavetas laterais, sem puxadores e com o centro aberto. A TV divide o espaço superior com alguns poucos objetos “Para nós o apartamento é praticamente um dormitório. Tem épocas que chegamos às oito da noite, tomamos um banho, sentamos para conversar no sofá da sala e pedimos uma pizza para o jantar. No dia seguinte pegamos o elevador às oito da manhã e vamos para o trabalho. Nos finais de semana, na maioria das vezes, vamos para a chácara dos meus pais ou dos pais dela e o apartamento fica trancado”, diz André. “Na época da compra não fazia nenhum sentido para nós comprarmos um apartamento em um condomínio que tivesse piscina, salão de jogos, academia, ou qualquer outra facilidade coletiva. Queríamos um lugar que tivesse portaria, elevador, garagem e um apartamento confortável para duas pessoas se esparramarem depois de um dia cansativo de tra-

balho”, completa Luana. Apenas o necessário O apartamento em que André e Luana vivem é um dois dormitórios. A sala, com uma varanda pequena, foi criada em forma de “L”, com uma das paredes fazendo divisa com o banheiro e outra com a cozinha. Esta é um corredor, com a lavanderia separada por uma porta de vidro. Luana diz que cada quarto tem em média nove metros quadrados, a sala de estar e jantar tem 15 metros e a cozinha uns oito. Ao todo, o imóvel tem 53 metros quadrados. A sala, dividida em dois ambientes, tem uma mesa para seis lugares e um mini-buffet na parte reservada para jantares. A sala de estar tem um rack embutido num canto e serve de suporte para


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A sala de jantar, para seis pessoas, tem uma mesa com tampo de vidro e cadeiras giratĂłrias. NĂŁo hĂĄ quadros nas paredes, apenas um lustre retangular no teto


uma Smart TV, um DVD player e algumas peças decorativas. Do lado oposto fica um confortável sofá de três lugares. A cozinha, de um lado, possui todos os eletrodomésticos necessários: geladeira, fogão, micro-ondas, pia e armários. Todos muito bem dimensionados e embutidos. Do outro lado apenas uma mesa dobrável e cadeiras suficientes para um casal tomar um rápido café da manhã. Atrás de uma porta de vidro está a lavanderia. Nela, máquina de lavar roupas e o tanque. O banheiro é bem distribuído e dispõe de tudo o que eles precisam. Num dos dormitórios o casal colocou uma cama box, guardaroupas embutido e criados-mudos. O outro quarto, provisoriamente, acumula os presentes de casamento e alguma mobília que

fará com que ele se torne um escritório e, se o casal quiser, um quarto para o primeiro filho. Nele também houve espaço para embutir um guarda-roupa. “Eu sou descendente de japoneses e morei durante alguns anos no Japão. Estar lá traz uma nova perspectiva de tudo o que você precisa. A racionalidade do povo japonês está em tudo, desde a quantidade do que você come até o espaço que você precisa para viver. No começo você estranha um pouco, mas, depois, começa a dar razão ao estilo de vida deles”, diz André. Na hora de decorar Depois de colocarem as mãos na chave de seu apartamento, André e Luana começaram uma reforma completa. Ele conta que

A cozinha tem todos os eletrodomésticos que se pode desejar, armários embutidos e uma mesa retrátil para um café da manhã rápido, antes de ambos irem para o trabalho


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A cozinha ĂŠ um jogo bem equilibrado entre o preto e o branco. Acima da pia o casal aplicou uma parede de pastilhas com vĂĄrios tons de preto, criando um visual agradĂĄvel


Um adesivo com tons florais, aplicado logo acima da cabeceira da cama, quebra com harmonia os tons claros usados nas paredes, nos móveis e na cortina ambos optaram por fazer isso antes de mudar para evitar problemas futuros. O apartamento ganhou cores claras, algumas paredes receberam papel de parede listrado, com tons leves e harmoniosos, e cozinha e banheiro ganharam ares de ambiente moderno e sofisticado. Os dois contam que optaram por não usar um designer de interiores para ajudar na decoração. No entanto, Luana confessa que, graças ao trabalho de seu pai, sempre esteve atenta ao universo da decoração e isso facilitou muito as escolhas do casal. “Meu pai tem uma empresa que projeta e fabrica mobília. Ele atende pedidos de móveis planejados para todo tipo de casas e apartamentos, desenvolve projetos desenhados por designers de interiores e eu cresci vendo

ele fazer isso. Acho que eu acabei fazendo um curso de decoração sem saber”, conta Luana. E, pelo visto, a convivência com o trabalho do pai fez com que o casal chegasse a um resultado final bastante agradável. Todos os móveis do apartamento, como não podia deixar de ser, foram construídos pela empresa do pai de Luana. “Acho que aquilo que define o resultado de nossa decoração é a leveza, um jeito quase japonês de decorar, com economia e ao mesmo tempo com elegância, sem abrir mão do conforto, mas sem se sentir oprimido pela falta de espaço. Conseguimos criar um lugar onde pretendemos viver por algum tempo e para o qual, no final do dia, não vemos a hora de voltar”, diz André. Outro toque marcante na de-


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Ambientes pequenos requerem criatividade. A solução encontrada pelos dois pode ser vista no guarda-roupa, com portas deslizantes e apenas o indispensável


coração que ambos criaram é um traço de modernidade. Na cozinha a madeira harmoniza com o aço inoxidável dos eletrodomésticos, na sala de jantar a mesa tem um amplo tampo de vidro e as cadeiras giratórias misturam tecido e aço. O sofá da sala de estar é confortável, mas tem linhas retangulares bem definidas e o quarto tem cama box com cabeceira embutida, e o guarda-roupa, portas de correr. “Acho que não dá para dizer que o apartamento foi decorado por mim ou por ele. Aqui dentro tem o dedo dos dois. O André trabalha com informática, é um cara lógico e racional. Eu sou advogada, tenho uma personalidade forte e adoro cada coisa em seu lugar. No final das contas acho que conseguimos equacionar tudo isso com um toque requintado que só

as mulheres têm”, diz Luana. Quem vê o resultado final do trabalho de reforma e decoração feitos por André e Luana pode achar que está tudo acabado e basta entrar e aproveitar. Para eles, no entanto, nada chegou ao final. “A decoração nunca termina. Por mais que se imagine que está tudo pronto, a gente sempre acha que tem alguma coisa faltando. Depois de algum tempo, também, pinta uma vontade de mudar o ambiente, renovar. Acho que decoração tem muito a ver com o momento pelo qual estamos passando”, diz Luana. O viver em apartamento Luana está passando pela experiência de viver em um apartamento pela primeira vez em sua vida. André, ao contrário, tanto no

O banheiro é bastante simples, mas muito bem decorado com louças e metais modernos, ármário embutido e uma charmosa parede de pastilhas coloridas


O condomíno parece ter sido projetado para casais sem filhos. Além da garagem e salão de festas, não há nenhum outro serviço Gostou?

Brasil, quanto no Japão, já havia passado por experiências semelhantes. O que ambos apontam como positivo neste estilo de vida é que em um prédio o casal se sente seguro. “Durante a semana o apartamento fica vazio o dia inteiro, em alguns dos fins de semana nós vamos para a chácara e ele continua vazio. Imagine se nós teríamos a mesma tranquilidade para viver assim se estivéssemos morando

em uma casa?”, pergunta André. “É claro que viver num condomínio não é um paraíso. Quando estamos em São Paulo nós adoramos receber visitas e precisamos ficar nos policiando para não incomodar os vizinhos com barulho. Ou seja, tem alguns cuidados que temos que tomar vivendo num condomínio que certamente não teríamos vivendo numa casa, mas eu acho que os prós superam de longe os contras”, conta Luana.

Sua opinião sobre esta matéria é muito importante para nós. Fale o que você achou dela e que outras matérias gostaria de ver na revista. Envie um e-mail para contato@apmagazine.com.br.


DECORAÇÃO

Gravuras: uma boa opção para ter obras de arte Ao decorar seu apartamento, você planeja tudo nos mínimos detalhes. Mas, quando ele está pronto, você olha para as paredes e sente que falta algo.

Depositphotos/Paolo De Santis

Texto: Roberto Paes imagens: Depositphotos e Divulgação


Q

uadros dão um toque indispensável à decoração de qualquer ambiente. Mas, quem sonha com uma obra de arte exclusiva na parede de seu apartamento também sabe que, para isso, vai ter que desembolsar uma quantia razoável, que pode não estar disponível naquele momento. Porém, entre ficar com uma parede vazia ou com a conta corrente no vermelho, sua melhor opção é a gravura. Estas obras de arte, assinadas e com certificado de autenticidade, são tiragens limitadas, com valores de aquisição muito menores que as obras únicas e que apenas você e um pequeno número de pessoas vão possuir. Segundo o paulistano Wilton Pedroso, proprietário da Galeria da Gravura, uma empresa especializada na comercialização de obras de arte com sede na av. Paulista, em São Paulo, a gravura é uma imagem impressa tradicionalmente em um papel. Toda gravura é criada a partir de uma matriz e a imagem desenhada nela é transferida para o papel com a ajuda de uma prensa. Ele conta que, ainda hoje, muitas pessoas não diferenciam

uma gravura de uma reprodução barata, impressa aos milhares. Aliás, Wilton comenta que as gravuras devem ser consideradas obras de arte, tanto que são comercializadas no mundo todo e seus proprietários, quando as vendem, costumam receber mais do que investiram nelas. “A gravura além de ajudar na decoração ainda é um belo investimento, pois nunca desvaloriza e tem a tendência de se valorizar entre 10 e 30% de ano para ano, de acordo com o artista. Alguém pode comprar hoje o quadro de um pintor que está despontando e, dentro de alguns anos, quando o artista atingir renome, sua gravura poderá atingir um alto valor de mercado”, diz Pedroso. Mais que um quadro Sabendo que ao comprar uma gravura você está adquirindo um objeto de decoração e, ao mesmo tempo, fazendo um investimento financeiro de médio e longo prazo, é preciso tomar alguns cuidados importantes, tanto no que se refere à escolha do artista – alguém de alto renome, ou um que está se lançando no mercado de arte – e seu estilo, quanto na esco-

Detalhe da obra “Gato”, de Aldemir Martins. Litogravura de 50 X 35 centímetros. Valor: R$ 2.000,00


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Detalhe da obra “Casanova”, de Burle Max. Litogravura de 60 X 82 centímetros. Valor: R$ 3.700,00


lha da galeria onde serão feitas as aquisições. Segundo Wilton, quando o assunto é o artista, quem adquire a obra deve pensar como um investidor do mercado financeiro. Pintores de renome, da mesma forma que ações de uma empresa sólida, sempre tendem a valorizar, sem riscos, mas com pequenas margens. Já autores que estão despontando apresentam um risco maior, mas podem representar um lucro expressivo, se forem consagrados pelo mercado. “É um pouco difícil acompanhar a valorização das obras, é algo que demanda muito tempo e especialização. Um bom caminho é ter uma galeria que lhe forneça uma consultoria especializada. Outra opção, desde que o comprador tenha tempo, é o acompanhamento de leilões e, outra forma mais simples, é monitorar o preço das obras na Internet, apesar de que não existem muitos sites de confiança e especializados para isso”, diz Pedroso. Para ele, a consultoria também é uma boa saída e muitos consultores fornecem as informações gratuitamente. Ajuda ter uma rede de contatos e participar de redes sociais, já que alguns artis-

tas muitas vezes estão acessíveis através delas. Todos estes recursos não dispensam que o interessado em investir conheça o assunto. “O estudo e especialização, através de cursos de arte contemporânea e história da arte a partir do século XX, ajudam a gerar conhecimento e padrões de entendimento sobre a valorização das obras” diz Pedroso. Aliás, ele leva a sério este conselho e acumula uma pilha de diplomas. Um de bacharel em Biologia e outro em Artes Visuais, uma licenciatura em Biologia, pós-graduação em Gestão Financeira e outra em Marketing, além de ser aluno especial de mestrado em Artes Visuais. Projeto ambicioso Wilton Pedroso conta que sempre teve paixão por artes visuais e quando viu a oportunidade de abraçar o comércio de obras de arte, há oito anos, criou a Galeria de Gravura, que tem uma loja física e uma loja virtual que, segundo ele, tem atualmente o maior acervo de gravuras originais na Internet. “A Galeria de Gravura foi criada para preencher uma lacuna exis-

Detalhe da obra “Risco”, de Regina Silveira. Litogravura de 70 X 50 centímetros. Valor: R$ 1.700,00


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Detalhe da obra “Bandeirinhas”, de Volpi. Serigrafia de 70 X 100 centímetros. Valor: R$ 2.800,00


tente na comercialização de obras de arte pela internet. Na época não existia nenhuma empresa no ramo fazendo isso. Foi uma forma de levar e propagar arte para os quatro cantos do país e do mundo, de forma fácil e transparente” diz Pedroso. Porém, num mercado onde quantidade precisa estar associada a qualidade, Pedroso diz que cuida atentamente da montagem de seu acervo, através da seleção feita por uma equipe curatorial especializada, que viaja o Brasil inteiro atrás das melhores obras disponíveis. “Com toda certeza, as obras da Galeria de Gravura são especiais e o cliente tem a tranquilidade de comprar uma obra que foi selecionada por um profissional qualificado. E nós também pensamos na facilidade. Com sete cliques o cliente pode comprar uma obra e em 24 horas recebê-la em sua casa” diz Pedroso. Além disso, a galeria também oferece a ajuda de um decorador aos seus clientes. No acervo da Galeria de Gravura é possível encontrar uma grande variedade de artistas, nacionais e internacionais, desde os consagrados, como Salvador Dalí,

Vasarely, Di Cavalcanti, Aldemir Martins, Burle Marx, Frans Krajcberg, Tarsila do Amaral, Regina Silveira, Flávio de Carvalho, Léon Ferrari e Volpi, entre outros, e também, nomes que começam a despontar, como Fernando Ribeiro, Daniela Schneider, Washington Silvera e Zimmermann. “Temos importantes jovens artistas despontando no mundo da arte. Quando falo jovem, me refiro aos que têm entre 40 e 50 anos de idade e que para a arte são jovens, principalmente se levarmos em conta que os grandes artistas contemporâneos viveram até os 80 anos. A arte requer um tempo de maturação diferente de outros ramos de atividade. Agora, artistas que estão engatinhando e têm um bom caminho pela frente, se continuarem produzindo, são o Leandro Serpa e o Ramon Rodrigues”, diz Pedroso. Conselhos úteis Segundo Wilton, ao comprar uma gravura, você deve sempre valorizar empresas com escritório aberto ao público e evitar sites que não existam na junta comercial e sem escritório próprio ou telefone fixo.

Detalhe da obra “Neo Concreto”, de Zimmermann. Serigrafia de 66 X 48 centímetros. Valor: R$ 1.100,00


Saiba como são feitas estas obras Detalhe de “O Sutra do diamante chinês”, xilogravura impressa no ano nove da era Xiantong.

Depositphotos/DarkoVeselinovic

pio de que água e gordura se repelem. As imagens são desenhadas com material gorduroso sobre pedra calcária e com a aplicação de ácido sobre a mesma, a imagem é gravada.

Xilogravura é a técnica mais antiga para produzir gravuras. O artista retira de uma superfície plana, a matriz, geralmente de madeira, as partes que ele não quer que tenham cor na gravura. Após aplicar tinta na superfície, ele pressiona papel sobre ela e a imagem é transferida para o papel. A Gravura em metal começou a ser utilizada na Europa, no século XV. As matrizes podem ser placas de cobre, zinco ou latão. Estas são gravadas com incisão direta ou pelo uso de banhos de ácido. A matriz é tintada e utiliza-se uma prensa para transferir a imagem para o papel. A Litografia, ou Litogravura, parte do princí-

Detalhe da obra “Risco”, de Regina Silveira. Litogravura de 70 X 50 centímetros. Valor: R$ 1.700,00

A Serigrafia, embora existam registros de trabalhos utilizando estêncil na China, no século VIII, realmente começou a ser usada por artistas na segunda metade do século XX. O processo de impressão é semelhante ao usado em tecidos. Giclée é um processo de microjato de tinta e é usado na impressão desta nova geração de gravuras. É feita na máquina que jateia aproximadamente quatro milhões de microscópicos pingos de tinta, por segundo, sobre papel ou tela. Podem ser usadas até 16 milhões de cores. Monotipia é um processo de gravura que dá origem a uma única cópia. Usualmente, para a preparação da placa de impressão, usam-se materiais não absorventes, como vidro e fórmica e mais tinta e pincéis. Para transpor, utiliza-se papel absorvente.


Depositphotos/Pavel Losevisky

“A obra de arte tem que ser comprada de locais sérios. Se a compra for feita pela internet, pesquise antes sobre a empresa, se ela existe mesmo, em nome de quem ela está registrada, se ela emite nota fiscal e se as obras têm certificado de autenticidade.”

Gostou?

“A obra de arte tem que ser comprada de locais sérios. Se a compra for feita pela internet, pesquise antes sobre a empresa, se ela existe mesmo, em nome de quem ela está registrada, se ela emite nota fiscal e se as obras têm certificado de autenticidade”, diz Pedroso. Quando o assunto é conservação ele recomenda, sempre que a gravura não estiver enquadrada, armazená-la em uma superfície plana para que a fibra do papel não seja danificada e jamais enrolada. Outra dica é colocá-la em um lugar seco e que receba iluminação direta. Ao colocar no mesmo lugar mais de uma gravura, intercale entre elas um papel de seda, com pH neutro. Wilton também recomenda que não se guardem juntas gravuras em bom estado e outras com fungos, ou qualquer outro tipo de contaminação. E, por fim, nunca deixe suas gravuras envoltas em plástico, ou qualquer outro tipo de embalagem que não permita o contato entre o papel e o ar. “Se a pessoa que comprar uma gravura tomar estes cuida-

dos, suas obras de arte sempre estarão em perfeito estado e irão decorar seu apartamento maravilhosamente bem. Isso sem falar que, ao manter sua gravura conservada, o cliente estará cuidando de seu investimento”, finaliza Wilton Pedroso. Agora que você sabe como complementar a decoração dos ambientes de seu apartamento adquirindo gravuras, visite o web site da Galeria de Gravuras e conheça as obras que estão disponíveis para aquisição. Depois, basta fazer seu pedido e esperar um pouco para que elas estejam em suas mãos. Se você tiver tempo e precisar do auxílio de um decorador, visite a loja que fica localizada na av. Paulista.

Navegue e saiba mais... Abaixo relacionamos endereços de sites que podem trazer informações interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar nos endereços. Galeria da Gravura www.galeriadagravura.com.br

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PAISAGISMO Texto: Adriana Cortez imagens: Depositphotos

Depositphotos/Ingrid Balavanova

Plantas: o complemento de qualquer decoração

Existem mil maneiras de decorar o seu apartamento. Um quadro aqui, um móvel ali. Mas, nunca se esqueça de usar plantas para humanizar os ambientes


Depositphotos/Yuttasak Jannarong


É

comum, ao terminar de decorar um cômodo, não se sentir satisfeito com o resultado. Aparentemente está tudo ali - quadros, móveis e eletrodomésticos - e, no entanto, falta vida ao ambiente. Você pode passar dias pensando no que está faltando, mas arriscamos um palpite: uma planta. Sim, um vaso para dar vida a sua sala, quarto ou até mesmo a seu banheiro. O vaso de planta pode ser grande ou pequeno - isso depende do espaço -, mas o importante é que ele vai complementar sua decoração. Entretanto, antes de sair comprando, saiba que não é todo tipo de planta que combina com seu apartamento. Você pode colocar um vasinho de violetas sobre a mesa, mas não um coqueiro no canto da sala. Se você se sente inseguro para escolher, já que não faltam opções, a melhor saída é pedir ajuda a um paisagista. Você não conhece nenhum? Para facilitar sua vida, vamos lhe oferecer as dicas de um. Nesta edição conversamos com Claudia Casella e pedimos a ela algumas sugestões sobre a decoração com plantas. Formada em arquitetura de

interiores e paisagismo, pela Escola de Arte e Design Arquitec, de Campinas, interior de São Paulo, Cláudia descreve seu trabalho como o de orientar e projetar, tendo em mente todos os anseios e desejos de quem pede sua ajuda na hora de incluir plantas na decoração. Ela nos explica que é possível ter plantas em ambientes fechados, desde que elas recebam luminosidade e tenham bastante ventilação. Mas os melhores locais ainda são os clássicos, como os próximos de janelas ou as varandas, onde haja boa iluminação, mesmo que indireta, na parte da manhã ou da tarde. Escolhendo bem Usar plantas em sua decoração ajuda a humanizar o ambiente. Mas além disso, segundo Cláudia, elas também ajudam a purificar e a manter a umidade do ar, além de proporcionar aos seus proprietários momentos de lazer, durante a aplicação dos cuidados necessários a sua conservação. Ao escolher uma planta considere as variações de temperatura e a arquitetura de seu apartamen-

Cada espécie requer cuidados específicos para florescer e continuar sadia. Por isso, é bom pesquisar um pouco e descobrir quais devem ser tomados com as espécies de sua escolha


Plantas ajudam a humanizar o ambiente, purificam e mantém a umidade do ar, além de proporcionar aos seus proprietários momentos de lazer to. As plantas mais adequadas para apartamentos são a palmeira bambu (Chamaedórea elegante) e a Areca catechu; o lírio da paz, o chifre de veado, além das marantas, avencas e samambaias. Outra sugestão dada por Cláudia é criar jardins verticais, que podem ser montados com peperônias, samambaias, avencas, brilhantinas, orquídeas e bromélias. Cada espécie requer cuidados específicos para florescer e continuar sadia, por isso é bom pesquisar um pouco e descobrir quais devem ser tomados com as espécies de sua escolha. Algumas regras gerais são: poda, adubação, ventilação e iluminação indireta. Agora que você já descobriu um pouco sobre o universo das plantas, corra para a loja mais próxima e escolha aquelas que combinam com o seu perfil. Para ajudá-lo nesta busca, separamos alguns endereços localizados em São Paulo: Natureza in Casa, Shop Garden e Ibirapuera Garden. Quem é Cláudia Casella Ela nasceu em Campinas e já recebeu prêmios como a Medalha

Gostou?

e Diploma do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, em 2007 e 2008, conferidos pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (ABACH), e o Troféu Top of Business Internacional por ser um dos 60 nomes mais lembrados em todo o País pela excelência de seu trabalho. Além disso, participou das edições de 2004, 2006 e 2008 do Campinas Decor e, desde 2004, seus projetos fazem parte do Anuário Brasileiro dos Melhores Profissionais da Revista Casa & Mercado. Visite o blog de Cláudia.

Navegue e saiba mais... Abaixo relacionamos endereços de sites que podem trazer informações interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar nos endereços. Cláudia Casella www.claudiacasella. blog.br Natureza in Casa www.naturezaincasa.com.br Shop Garden www.shopgarden.com.br Ibirapuera Garden www.ibirauperagarden.com.br

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LANÇAMENTO Texto: Guilherme Justo Imagens: Divulgação

MaxHaus: liberdade para criar seu próprio espaço

Com um conceito de arquitetura sem paredes a MaxHaus apresenta um apartamento flexível, onde é fácil criar ambientes que levam em conta as necessidades de quem vai viver neles


MaxDoor é uma porta premiada por seu design e funcionalidade. Ela tem funções eletrônicas, personalização de comandos e um controle remoto no lugar da chave

L

ançado há quatro anos, a MaxHaus é um projeto que valoriza a exclusividade. Seus apartamentos não possuem paredes, além das usadas para delimitar o banheiro, o que permite ao comprador criar espaços segundo suas necessidades. Esse novo conceito valoriza o comportamento e a individualidade. O projeto se adapta às pessoas cansadas da mesmice, que sempre buscam algo novo e, principalmente, exclusivo. “Acreditamos que a liberdade de estipular seu próprio espaço também faz parte da revolução de hoje. Pensando bem, mais importante do que tentar redefinir a nossa época é perceber o quanto ela está redefinindo cada um de nós”, diz José Paim de Andrade, presidente da MaxCasa e responsável pela MaxHaus. Com isso, numa MaxHaus, o proprietário tem a liberdade de projetar seu apartamento do modo como imaginou. Mas a

grande sacada do projeto é que as pessoas mudam. Hoje, talvez, você esteja solteiro. Amanhã pode estar casado e com filhos. Para se adaptar a esta mudanças, basta customizar o espaço conforme as Toque no ícone para assistir ao vídeo suas necessidades. Como eles fizeram isso Basicamente um andar de edifício da MaxHaus tem quatro apartamentos de 70 metros quadrados. Todos eles sem nenhuma parede, além daquela que delimita o espaço reservado ao banheiro, mas os atrativos do projeto não acabam aí. As janelas de cada unidade foram instaladas a 60 centímetros do piso, com altura de 1,60 metro, o que traz mais luminosidade ao ambiente. Os vidros são laminados e duplos para que, quando fechados, impeçam a entrada de ruídos externos. Visto da rua, dão a impressão de grandes painéis espelhados.


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A combinação entre as cores claras, o concreto aparente e a madeira propocionam leveza aos ambientes e passam uma sensação de amplitude dos espaços


A colocação de paredes pelo proprietário, em um dos dormitórios, por exemplo, permite a criação de espaços dimensionados segundo as necessidades dos moradores No banheiro, feito em piso de mármore piguês, a construtora oferece já instalados box, ducha, torneira e pia, todas inspiradas no design dos melhores acessórios Toque no ícone para de banheiro vistos em hotéis. A assistir ao vídeo ducha tem regulagem simplificada de altura, fluxo e temperatura da água. A cuba e o tampo da pia são feitos de cristal e o box em pastilhas de vidro. Na cozinha, existem alternativas inteligentes de personalização. A pia de aço inox oferece um design clean e a possibilidade de optar por várias configurações de tampo, inclusive uma com a lateral que facilita o manuseio de alimentos e louças. Além disso, outro componente de destaque é o misturador, que permite total mobilidade e controle de temperatura e fluxo da água. Um toque tecnológico presente nos apartamentos da MaxHaus é o AutoHaus, um sistema de automação residencial, considerado o mais avançado do mun-

do. Com ele, através de um iPad, iPod, iPhone ou outro smartphone touch, é possível comandar o ar-condicionado e também outros eletroeletrônicos. As áreas comuns Além do grande atrativo que é poder customizar seu apartamento, algo que merece destaque são as áreas comuns oferecidas pelo projeto. Dentro do condomínio, o morador pode desfrutar de piscina semiolímpica, academia e lavanderia profissional, onde máquinas ecológicas consomem até 40% menos energia. Para quem não está com vontade de preparar sua própria comida, o edifício oferece o MaxHaus Café, um espaço para fazer uma refeição completa ou, simplesmente, pedir um lanche rápido. O cardápio, assinado pela Divani&Fusco Gastronomia, leva uma pitada contemporânea e caseira, com refeições práticas e


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Este apartamento, na praia Brava, em Santa Catarina, utiliza a madeira em sua decoração, passando uma sensação de aconchego que é impossivel não perceber


As áreas comuns de um edifício MaxHaus contam com diversas comodidades e uma decoração impecável Toque no ícone para ver mais imagens

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saborosas, preparadas com ingredientes naturais, sem conservantes. Uma MaxHaus é sinônimo de praticidade e conforto, porém, o design, em todos os ambientes coletivos, não foi relegado para segundo plano. Todos contam com um design moderno e arrojado, misturando materiais e cores que agradam aos olhos. Um detalhe exclusivo fica por conta dos elevadores, em vidro transparente e que revelam, a cada andar, pinturas de diferentes artistas.

tros quadrados de área privativa. Antes da MaxHaus, a saída para quem precisava alterar a configuração do seu apartamento era comprar uma marreta, ou chamar um pedreiro. Agora você molda o espaço do seu jeito e pode mudá-lo, sem muito trabalho, sempre que desejar. Para conhecer melhor este projeto, acesse o web site do empreendimento. Lá você poderá ver diversas plantas, assistir vídeos demonstrativos e olhar unidades decoradas.

Dentro da filosofia MaxHaus de um apartamento para cada fase de sua vida, além das unidades básicas é possível também criar combinações de apartamentos maiores, adquirindo outras unidades, no mesmo andar ou em andares diferentes. São várias as possibilidades de expansão, que vão desde os 140 até os 560 me-

Navegue e saiba mais... Abaixo relacionamos endereços de sites que podem trazer informações interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar nos endereços. MaxHaus www.maxhaus.com.br

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OPINIÃO Texto: Roberto Paes Imagens: Depositphotos e Roberto Paes

Depositphotos/Michael Osterrieder

Apartamento: de opção a necessidade

Hoje, aproximadamente 38% das pessoas que vivem na Grande São Paulo moram em edifícios e o crescimento vertical da cidade tende a aumentar num ritmo cada vez maior


I

maginar uma São Paulo sombria, igual às metrópoles vistas nos filmes de ficção, ou uma megalópole brilhante, parecida com as cidades dos programas do Discovery Channel, é mera especulação. No entanto, afirmar que, em poucas décadas, um número cada vez maior de pessoas irá trocar sua casa por um apartamento é um fato incontestável. Pelo menos é isso que nos faz pensar Jethero Cardoso de Miranda, arquiteto e designer que atualmente coordena o departamento de design de interiores do Centro Universitário de Belas Artes, em São Paulo, e faz parte do conselho consultivo da Associação Brasileira de Designers de Interiores. Segundo ele, São Paulo, assim como outras metrópoles espalhadas pelo mundo, não tem como sustentar a qualidade de vida de seus moradores se expandindo de forma horizontal. E, para Jethero, um dos principais motivos que tem feito pessoas se mudarem para apartamentos é o aumento

da dificuldade de locomoção. “Em São Paulo o sistema de transporte de massa já ultrapassou seus limites. As ruas da cidade vivem coalhadas de carros e os congestionamentos estão cada vez maiores. Está se tornando impossível morar longe dos centros econômicos da cidade. Em outras palavras, é preciso morar o mais próximo possível do trabalho, da escola”, diz Jethero. Outro fator que leva os paulistanos a preferirem apartamentos, segundo ele, é a escalada da violência. “Existem bairros em São Paulo, por exemplo a Chácara Flora, perto de Santo Amaro, que é um bairro estritamente residencial, com vários terrenos e casas grandes, onde a quantidade de imóveis à venda aumentou muito nos últimos anos. Morar em uma casa isolada é sempre assustador. Todos temos medo de voltar depois de uma viagem e não encontrar nem a mobília. Esse medo faz as pessoas trocarem suas casas pela segurança de um condomínio”,

“Todos temos medo de voltar depois de uma viagem e não encontrar nem a mobília. Esse medo faz as pessoas trocarem suas casas pela segurança de um condomínio.”


Depositphotos/Andrey Konovalikov


Depositphotos/Jean Remisesiewicz


comenta Jethero. Jethero diz que morar num apartamento tem muitas vantagens. Ele, que também vive em um, afirma que além da locomoção e da segurança os condomínios prestam cada vez mais serviços que facilitam a vida dos moradores. “Os apartamentos hoje são dimensionados para o tipo de pessoa que a construtora sabe que vai ocupá-lo. Alguns incorporam diversas tecnologias de automação, outros têm áreas comunitárias que são verdadeiros clubes de campo. Eu tenho certeza que, daqui a algumas décadas, vai ser comum encontrar condomínios mistos com torres residenciais ao lado de salas comerciais e no sobsolo, além das garagens, centros comerciais completos”, diz Jethero.

lo já estão totalmente ocupadas e, por conta disso, para que um novo prédio seja erguido, algumas dúzias de casas devem desaparecer. Isso, segundo Jethero, faz com que o valor do metro quadrado se torne cada vez mais alto, e que os apartamentos inevitavelmente fiquem cada vez menores e mais caros. “O aumento no valor dos apartamentos em áreas próximas aos aglomerados comerciais e até mesmo em locais que permitam um acesso fácil a outras regiões é inevitável. O metro quadrado onde se pode construir é algo cada vez mais raro na cidade. O que as pessoas que querem comprar um apartamento devem fazer é escolher com bastante bom senso qual o condomínio que melhor se adapta às suas necessidades”, comenta Jethero. “Por que alguém que acaba Cada vez mais caros de deixar a casa dos pais, solteiro e cursando uma faculdade, preAs áreas próximas aos centros cisa de um apartamento de três comerciais na cidade de São Pau- dormitórios e se dispõe a pagar

“O aumento no valor dos apartamentos em áreas próximas aos aglomerados comerciais e até mesmo em locais que permitam um acesso fácil a outras regiões é inevitável.”


por um condomínio que tem um playground? Não seria economicamente mais viável que esta pessoa escolhesse um apartamento de um dormitório, sem nenhum serviço que não vá utilizar, de preferência a algumas quadras de sua universidade ou de seu trabalho?”, pergunta Jethero. Aliás, para ele, as pessoas deveriam pensar em seus apartamentos como bens imóveis, porém não eternos. Segundo Jethero, existe aquele adequado para cada fase da vida de um ser humano. Ou seja, quando se está começando a viver ninguém precisa de algo maior que um dormitório, por exemplo. Quando a vida começa a tomar seu rumo, aí chega a hora de mudar de apartamento e pensar que o de dois dormitórios é um espaço ideal para ele, a esposa e, dali a algum tempo, o primeiro filho. Mais tarde, com a vida estabilizada, nada melhor do que um apartamento maior, com três ou mais dormitórios, para acomodar

com conforto a família. E numa terceira fase, quando os filhos forem embora, o casal não precisa mais de um apartamento grande. “As pessoas precisam ter a certeza de que tudo muda. Na decoração de interiores é assim. Um dia você acorda e olha para o seu apartamento e não gosta de mais nada do que está ali. Você mudou, sua maneira de pensar mudou, seu estilo de vida também está ficando diferente. Mudar de apartamento deve ser algo tão simples quanto trocar a estampa de um sofá, ou mudar uma cortina”, diz Jethero. Escolhas certas Comprar um apartamento, segundo Jethero, não é uma tarefa simples, principalmente se o comprador pretende vendê-lo para mudar para um maior. Para ele, além da configuração do imóvel é preciso levar em consideração as facilidades, úteis e inúteis, e a localização do prédio, tanto no que

“Quando alguém está pronto para comprar um apartamento, a emoção toma conta e as questões práticas acabam ficando em segundo ou terceiro plano.”


diz respeito à vizinhança, quanto às facilidades oferecidas pelo bairro. Todos estes fatores podem influenciar no preço do apartamento no momento de colocá-lo à venda. “Quando se compra um apartamento é muito importante saber se ele tem a quantidade de cômodos que o morador realmente precisa, se a distribuição do espaço interno atende às necessidades de quem vai ocupá-lo. Quanto ao condomínio, é preciso avaliar se a garagem é necessária, se a piscina é algo que vai ser usado, ou seja, se aquele pacote de facilidades e serviços prestados serão realmente utilizados. Lembre-se que, usando ou não a piscina ou a sauna, você terá que pagar por sua manutenção, que está embutida no preço, e que vai também ser incluída no valor do condomínio”, diz Jethero. Já quanto ao entorno do condomínio, ele diz que é preciso

saber se a vizinhança é segura, se existe uma rede de transporte público acessível, se as ruas, caso você tenha carro, comportam os veículos da região, e também verificar a infraestrutura de serviços, como padarias, supermercados, postos de combustível e tudo o que o comprador vai precisar para viver bem. Todos estes fatores, somados, podem significar uma valorização ou desvalorização do imóvel quando chega o momento de vendê-lo. “Quando alguém está pronto para comprar um apartamento, a emoção toma conta e as questões práticas acabam ficando em segundo ou terceiro plano. Isso é tão ruim quanto comprar uma peça de decoração motivado pelo momento. Morar num apartamento é uma experiência bastante gratificante desde que você viva num lugar pensado e projetado para você. Escolha bem e você viverá bem”, conclui Jethero Miranda.

“As pessoas precisam ter a certeza de que tudo muda. No design de interiores é assim. Um dia você acorda e não gosta de mais nada do que está ali.”

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CULINÁRIA

Depositphotos/Jean-Marie Guyon

Culinária: neste inverno fuja do convencional

Texto: Guilherme Justo Imagens: Roberto Paes

Para se manter aquecido durante o inverno, nesta edição trazemos uma receita que combina o tradicional risoto italiano com a carne suína regada por um delicioso e levemente picante molho de tangerina


Q

uando chega o frio é impossível não pensar em comidas pesadas e quentes, como por exemplo as sopas e caldos. Mas nem só desses pratos se vive nessa época do ano. Para variar o cardápio, trazemos uma receita executada pela chef Debora Salles. Ela sugere a harmonização entre um filé mignon de carne suína acompanhado por um molho de tangerina, com um risoto de tomates secos. Curiosidades Conta a lenda que o risoto surgiu no Norte da Itália, servido como prato principal durante a cerimônia de casamento da filha de Valério de Fiandra, o mestre responsável pelos vitrais da catedral de Milão e que também era um apreciador da boa gastronomia. Enquanto preparava o risoto, Fiandra deixou cair acidentalmente na mistura um pouco de açafrão. O resultado acabou agradando aos convidados e, a partir

Ingredientes (serve duas porções) Filé Mignon e molho de tangerina - 300 g de filé mignon suíno  - 200 ml de saquê  - Sal e pimenta a gosto - 500 ml de suco de tangerina - 1 colher de chá de curry verde, ou vermelho Risoto de tomate seco - 100 g de arroz arbóreo - 1 xícara de vinho branco - 1 cebola média - 500 ml de caldo de legumes - 100 g de tomate seco - 100 g de parmesão ralado - 50 g de manteiga

daí, passou a ser conhecido como risotto alla milanese. Daquela época até os nossos dias o risoto se tornou um prato popular e hoje conta com uma grande variedade de receitas. A carne suína, tradicional nos países do Norte da Europa, é um prato rico em gordura e bastante apropriado para as estações frias. O filé mignon de porco, ao contrário, é uma carne sem gorduras e que conserva um sabor delicioso, ideal para o frio moderado do nosso país. Harmonização Todo prato pede uma bebida específica para acompanhá-lo e, quando isto é feito da forma correta, quem sai ganhando é o seu paladar. Para acompanhar esse risoto de tomates secos e carne suína nossa sugestão é um vinho tinto de corpo médio e com uma boa dose de acidez. A variedade da uva mais adequada a estas características é a Shiraz e a região produtora ideal é a Austrália.


Modo de praparo Filé e o molho de tangerina Limpe a peça de carne, tirando a gordura aparente. Tempere com sal e pimenta, transfira para uma vasilha e acrescente o saquê. Deixe a carne marinando por aproximadamente duas horas. Pegue uma frigideira, coloque no fogão e deixe-a aquecer. Quando estiver bem quente, acrescente um fio de azeite e coloque a carne para selar. Vire a peça de todos os lados. Depois de oito minutos retire e reserve. Extraia o suco da tangerina e coloque-o em uma panela, acrescente o curry e leve ao fogo para reduzir.  Quando restar metade do volume, desligue o fogo, acerte o sal e pronto. Para servir, corte a peça do filé mignon suíno em medalhões e regue com o molho de tangerina.  Risoto de tomate seco Em uma panela à parte, dissolva o caldo de legumes nos 500 ml de água, e depois de levantar fervura, abaixe o fogo, apenas para mantê-lo aquecido. Pique a cebola em cubos pequenos. Em uma panela grande, refogue a cebola e depois acrescente o arroz, mexendo durante dois mi-

nutos, e acrescente o vinho branco. Continue a mexer até quase todo o vinho evaporar. Em seguida, acrescente ao arroz uma concha de caldo por vez e mexa continuamente. Cada vez que o caldo estiver secando, coloque mais uma concha e continue mexendo. Quando o arroz estiver quase no ponto (pegue um grão e aperte entre os dedos, deve estar com uma parte branca no meio do grão, mas bem pequena), acrescente os tomates secos picados em pedaços médios e misture bem. Quando o arroz estiver no ponto, desligue o fogo, acrescente o parmesão e a manteiga. Misture bem e sirva imediatamente.

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Debora Salles: feliz com o que faz Depois de trocar a publicidade pela gastronomia, ela diz ter encontrado sua verdadeira paixão

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Nascida no Rio de Janeiro, mas morando em São Paulo há vários anos, Debora Salles de Souza conta que sua paixão pela gastronomia nasceu dentro de casa, quando preparava as refeições da família. “Sempre fui a cozinheira da casa dos meus pais. Desde sempre, adorei testar receitas e, em festas, era a responsável pela comida”. De cozinheira familiar, Debora se transformou em chef de cozinha, e hoje não se prende a restaurantes para mostrar sua arte. Depois de ter passado por grandes casas como, por exemplo, o Di Café Bistrot, o Restaurante Mangalo e o Hotel Pestana, ela decidiu seguir outra linha: abriu uma empresa de consultoria para restaurantes e realiza pequenos eventos em domicílio. Debora diz que seu trabalho é

bastante influenciado por nomes bem conhecidos do público brasileiro, como Nigela Lawson, Jamie Oliver e Chuck Hughes. Para ela, todos são chefs que simplificam a arte da gastronomia, apresentando receitas rápidas e fáceis de serem feitas, com ingredientes casuais mas que, nem por isso, perdem o charme e o sabor. Ela nem sempre segue receitas à risca, mesmo sendo a primeira vez que faz um prato; por isso, sempre personaliza o trabalho. “Às vezes não dá certo, mas em outro dia a gente tenta novamente. O chef não pode ter medo de errar. Deu errado, pede pizza, come miojo e tenta outro dia”. Finalizando, Debora alerta para a importância de se ler a receita com cuidado antes de iniciar o preparo, para evitar a falta de algum ingrediente.

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AUTOMÓVEIS Texto: Roberto Paes Imagens: Divulgação

Palio Sporting: compacto nervoso e cheio de estilo

Repaginado por fora e por dentro, a versão topo de linha do Fiat Palio ganhou visual esportivo, conforto interno e desempenho que vão agradar ao consumidor


O Sporting revela sua personalidade em muitos detalhes, desde as cores fortes com adesivos sobrepostos, até as rodas de liga leve e aro de 16 polegadas

N

Não há brasileiro que ouça a palavra Palio sem associar este nome ao hatchback criado pela Fiat e que, até hoje, conta com mais de 2,5 milhões de unidades vendidas. Porém, com o lançamento da geração 2012, é melhor apagarmos esta imagem de nossas mentes. Hoje, no lugar do compacto que estávamos acostumados a ver com uma frente sóbria, curvas pouco acentuadas e nada agressivas -, surge um carro totalmente redesenhado, que transpira esportividade, luxo e conforto. Do lado de fora, sem exagero, tudo no Fiat Palio faz com que o adjetivo novo lhe caia muito bem. A frente recebeu linhas arredondadas e aerodinâmicas, com faróis em forma de gota e um friso central cromado, onde está apoiada a logomarca da montadora. Logo abaixo, a imensa grade de tomada de ar para o motor lembra a boca

de um tubarão prestes a abocanhar sua presa. No para-choque, da cor do carro, nas laterais inferiores a montadora colocou dois belos suportes para faróis de neblina. Nas laterais, o Palio continua a dar sinais de esportividade. Sob uma superfície suave, definida por curvas e vincos, a partir dos faróis dianteiros é possível ver uma cintura que se eleva da frente para a traseira do carro. Mais abaixo, surge outro vinco, onde estão embutidas as maçanetas e uma tomada de ar cromada para o motor, muito comum em carros esportivos. Um detalhe final que aprimora ainda mais o acabamento são os adesivos, as rodas de liga leve com circunferência de 16 polegadas e os pneus radiais 195. Na parte de trás o que chama a atenção são as lanternas. Agora elas são alongadas, horizontais e


dividem espaço com o vidro traseiro. A tampa do porta-malas na altura do para-choque ganhou um acabamento chanfrado, lembrando uma bolha suave. No teto um discreto spoiler acentua a esportividade e serve de abrigo para o brake-light. O para-choque traseiro segue a linha robusta do dianteiro com refletores laterais nas extremidades e um berço para a placa de identificação do carro.

Detalhes coloridos no volante , painel e instrumentação com aparência tridimensional, sistema de som e vidros dregradê conferem luxo ao modelo

Por dentro, o show continua Como se não bastassem as mudanças radicais no design externo, a Fiat incorporou ao interior do Sporting diversos itens que garantem ao motorista e passageiros conforto, sofisticação e segurança. Começando pelo painel, o carro tem instrumentos desenvolvidos pela Magneti Marelli, com display de LCD branco, novos gra-

fismos em degradê e números grandes, ponteiros brancos iluminados e disposição dos elementos que causam a impressão de três dimensões. O motorista tem à sua disposição velocímetro, conta-giros, relógio e hodômetro total e parcial digitais, termômetro do líquido do radiador, medidor de quantidade de combustível e luzes de aviso. Ainda no painel, um ponto que merece destaque é o sistema de som. Seguindo a tendência de outros modelos da marca, a Fiat integrou um aparelho com rádio, CD Player, MP3, conexão USB para o Apple iPod, viva-voz bluetooth para telefone celular e comandos que podem ser acionados por botões no volante. Para dar saída ao som, o Sporting conta com dois alto-falantes midwoofer na lateral dianteira, dois twitters frontais e dois full-range na lateral traseira. Se o dono do carro quiser, ainda


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2012


Viagem no tempo Ao longo de seus 15 anos, o Palio passou por mudanรงas radicais em seu design e evoluiu em seus componentes. Agora, ele chega em 2012 radicalmente modficado.

1996

2006

2008


há espaço para a instalação de mais alto-falantes na tampa sobre o porta-malas. No que diz respeito ao conforto, o Palio Sporting oferece ao seu motorista direção hidráulica, regulagem elétrica dos espelhos retrovisores, sensor crepuscular que liga os faróis quando não há luz natural, sensor de chuva que aciona os limpadores de para-brisa em caso de chuva, e motor E torQ Flex 1.6, que com câmbio Dualogic permite uma condução com troca de marchas automática, ou com troca sequencial, através de toques na alavanca de câmbio, ou em borboletas instaladas atrás do volante. Os bancos dianteiros e traseiros do carro são envolventes e foram projetados para oferecer uma maior ergonomia aos ocupantes. Os dianteiros tem ajuste para frente e para trás, e o do motorista tem regulagem de altura e apoio

para os braços. O banco traseiro tem dois ajustes de posição nos encostos e pode ser rebatido, aumentando a capacidade de carga do porta-malas. As padronagens de forração seguem uma linha que harmoniza com o painel, com o acabamento das portas laterais e com o teto. Completando seus acessórios, o Sporting ainda conta com comando interno de abertura do porta-malas e do reservatório de combustível, computador de bordo com indicadores de distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso, iluminação no porta-malas, luz de leitura dianteira com dimmer, interruptores nas portas, console central com porta-objetos e porta-copos - dois dianteiros e um traseiro -, bolsas porta-objetos nas portas dianteiras, porta-revistas nos encostos dos bancos dian-

Os instrumentos do painel do Sporting monitoram diversas funções do carro e, ao mesmo tempo, dão um toque de luxo e esportividade que caracterizam o modelo


teiros, porta-luvas inferior e superior - quando não houver airbag -, retrovisores externos com comandos internos, para-brisa degradê, para-sóis com espelho do lado do motorista e do passageiro e alerta de limite de velocidade. Sem esquecer da segurança Segundo a Fiat, a estrutura do novo Palio foi projetada para atender às mais rigorosas exigências de segurança do mercado mundial. Na carroceria, foram usados materiais de alta resistência, o que resultou no aumento da rigidez, melhor performance em segurança e, de quebra, uma redução no peso da carroceria de 15%. Estes componentes correspondem a 35% da estrutura da carroceria e também foram usados em 30% das partes móveis do carro e em 34% da estrutura das portas. Além disso, outros aspec-

tos que reforçam a segurança passiva é a possibilidade do novo Fiat Palio ser equipado com quatro airbags, dois frontais e dois laterais e, no quesito segurança ativa, o destaque fica para os freios ABS com EBD. Outro ponto forte do novo Fiat Palio é sua suspensão. Com uma estrutura totalmente nova e mais robusta, ela foi projetada e calibrada para proporcionar conforto aos ocupantes em quaisquer condições de rodagem, ou seja, ela absorve as irregularidades do piso e as oscilações laterais e longitudinais que surgem durante as manobras, garantindo estabilidade e mantendo a aderência dos pneus. O sistema de freios do novo Fiat Palio foi dimensionado para segurança e firmeza. Nas versões com motor 1.0 e 1.4, o freio dianteiro é a disco com pinça flutuante e o traseiro é a tambor com sa-

As lanternas traseiras do novo Palio criam uma composição harmoniosa com detalhes como o aerofólio, a tampa do porta-malas e a ponteira cromada


Além dos detalhes impecáveis do acabamento, uma boa notícia para quem comprar o novo Palio é que ele ficou mais confortável graças ao aumento de suas dimensões

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patas autocentrantes, um cilindro de comando por roda e dispositivo de regulagem automática de jogo. O circuito cruzado garante uma frenagem segura mesmo que um dos circuitos falhe, pois nesse caso outro fará com que o carro pare. O carro também traz válvula corretora de frenagem que atua sobre o freio traseiro. Se o carro for equipado com ABS, a correção de frenagem será feita eletronicamente e integrada ao ABS. Sem dúvida, o novo Palio Sporting é uma ótima opção para pessoas que não têm um segundo carro e precisam de um compacto multiuso, seja para enfrentar o trânsito congestionado dos grandes centros, seja para encarar uma estrada sem medo de não ter potência para uma ultrapassagem. Ele transporta confortavelmente quatro pessoas e suas bagagens.

O preço, se comparado a outros compactos, não é alto, levando-se em consideração tudo o que ele oferece. Para conhecer melhor o Sporting e as outras opções da linha 2012 do Fiat Palio, visite uma concessionária perto de seu edifício, ou então acesse o web site da Fiat. Lá você poderá ver todos os modelos e montar o seu carro com os opcionais que desejar. Depois, basta desfilar com ele pelas ruas da cidade.

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LAZER Texto e imagens: Roberto Paes

Jardim Botânico: um reencontro com a natureza São Paulo agrada a todos os gostos e, para os que apreciam um passeio ao ar livre, ela oferece este parque, onde é possível passar momentos agradáveis


Martha e John não se cansam de visitar o Jardim Botânico. Segundo ele, o Brasil é um país extremamente rico em variedades de aves e tem uma fauna muito rica

A

o contrário de alguns parques da cidade, o Jardim Botânico não é um lugar onde você vai encontrar milhares de pessoas caminhando ou praticando algum tipo de esporte. Nele é possível passar uma manhã tranquila, fazendo um piquenique com a família e os amigos. Aliás, mesmo sendo paulistano há 47 anos, confesso que só soube da existência deste parque graças a um convite para observar aves feito pela escritora e ornitóloga Martha Argel e pelo designer norte-americano John Gwynne. Ambos trabalham no projeto Aves do Brasil, desenvolvido pela WCS (Wildlife Conservation Society). Tudo começou numa manhã da primeira quinzena de fevereiro. Bem cedo apanhei os dois e, munidos de binóculo, caderneta de anotações, guia de campo – um livro que cataloga espécies de aves – e uma cesta de piquenique,

fomos para o Jardim Botânico. Depois de pagar uma taxa de entrada simbólica e passarmos pela bilheteria, chegamos a uma passarela de madeira, que segue paralela a um curso d’água. Este não é nada mais, nada menos, que o famoso riacho do Ipiranga em cujas margens, alguns quilômetros adiante, foi declarada a Independência do Brasil. Já na passarela é possível observar várias espécies de plantas e algumas aves que parecem não estar nem um pouco incomodadas com a presença humana. Mais à frente encontramos uma loja de lembrancinhas do parque e um agradável restaurante. Seguindo em frente, já dentro do parque propriamente dito, encontramos um pequeno museu de Botânica onde é possível aprender sobre a flora paulista e ver alguns dos objetos usados pelo fundador do parque, o natu-


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Ao contrário de outros parques da cidade, o Jardim Botânico não tem milhares de pessoas passeando ou praticando esportes. Ele é tranquilo e ideal para relaxar


ralista Frederico Carlos Hoehne. Mais adiante, andando por um caminho pavimentado que cruza gramados muito bem cuidados, chegamos a um jardim decorado tendo ao centro um lago artificial, ladeado por portais de pedra construídos no século passado. Continuando o passeio, passamos por duas estufas, quentes e úmidas, que simulam o clima ideal onde vivem diversas espécies de plantas. Em seguida, atingimos a borda de um grande lago e então começamos a observar as aves que vivem por lá. Martha havia me alertado que a observação de aves pode ser uma atividade cansativa e que muitas vezes requer paciência. Mas não foi assim no Jardim Botânico. As aves apareciam de todos os lados, fazendo aquilo que mais queríamos: posarem para as nossas lentes. Nas horas seguintes acompa-

nhei Martha e John, aprendendo a caminhar suavemente e sem falar no meu tom de voz natural. Assim que eles localizavam uma espécie, se apressavam em me mostrar onde a ave estava. Aos poucos fui pegando um pouco de prática e cheguei a apontar aos dois algumas que eu mesmo localizara, sem a ajuda deles. Enquanto observávamos, eu consultava o guia de espécies e eles chamavam a minha atenção para diferenças de plumagem entre macho e fêmea, além de outras particularidades que, sem a intenção de ver atentamente um pássaro, eu jamais teria percebido. Naquelas poucas horas, fizemos anotações sobre mais de quinze espécies, inclusive algumas, segundo eles, raras de se observar na cidade. Quando o sol ficou forte e os estômagos começaram a roncar, paramos para fazer nosso piqueni-

A cada centímetro do parque é possível encontrar plantas de uma beleza que prende a atenção. É muito fácil esquecer que ainda estamos em São Paulo


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Observar aves no Jardim Botânico é uma tarefa simples. Elas parecem não dar a menor atenção à presença dos seres humanos e adoram posar para as fotos


As estufas do Jardim Botânico nos fazem ter a impressão de estar dentro de uma floresta tropical, completamente isolados do barulho e da poluição da cidade

O guia de campo Aves do Brasil é ótimo para quem deseja conhecer melhor as espécies que está observando e pode ser encontrado na loja virtual do web site da Editora Horizonte. Seu preço é R$ 49,00.

que. Sentamos próximos da mata nativa e devoramos nosso lanche. Um olho na cesta e outro nas árvores à procura de alguma nova descoberta. Neste momento, sem que soubéssemos de onde ele vinha, um lagarto enorme passou por nós, quase entre as pernas do John, e se embrenhou na mata. Martha e eu nos assustamos. Ele, olhando para cima, sequer percebeu a passagem do animal. Isso deu motivo para muitas gargalhadas. Bem alimentados, jogamos nosso lixo em recipientes destinados à reciclagem e fizemos o caminho de volta à entrada do parque. Contemplamos com uma certa dose de felicidade toda a beleza e tranquilidade deste parque muito bem cuidado pelo governo do Estado de São Paulo e voltamos para casa cheios de lembranças, fotos e anotações de nossas observações. Se você gostou de nossa aven-

tura e ficou curioso para conhecer o Jardim Botânico de São Paulo, que tal programar um piquenique com seus amigos ou sua família? Saiba mais acessando o site do parque. Nele, você vai encontrar muitas informações, inclusive sobre o Instituto de Botânica, criado em 1917. O Projeto Aves do Brasil Este projeto, criado pela WCS e coordenado no Brasil por Martha Argel, tem como objetivo divulgar entre os brasileiros nossa belíssima fauna de aves, incentivando o interesse e o amor por nossa natureza. Entre as ações do projeto está a elaboração da série Aves do Brasil composta por cinco guias de campo, cada um apresentando as aves de uma região do Brasil. O primeiro volume, lançado em março de 2011 pela Editora


Toque no ícone para ver mais imagens Horizonte, aborda 740 espécies de aves que vivem no Pantanal e no Cerrado, contendo mais de 1000 belíssimas ilustrações. O livro traz, ainda, um texto sobre as exuberantes paisagens naturais da região, sua conservação e sugestões de como participar em sua proteção. Segundo Martha, a observação de aves, ou birdwatching, é um passatempo muito praticado em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a atividade cresceu muito nos últimos cinco anos. Aliás, com suas mais de 1.800 espécies conhecidas, nosso país é um paraíso para os observadores de todo o mundo, e tem tudo para se tornar um dos mais famosos destinos ecoturísticos do globo. “Observar aves é algo que não

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requer conhecimento acadêmico. Para apreciar a beleza de nossas aves, basta ter um binóculo, um bom guia de campo e uma caderneta para anotar suas descobertas. Para muita gente, ainda, o birdwatching representa a oportunidade de obter fotografias maravilhosas, pois muitas de nossas aves são espetaculares”, diz Martha. Ela informa que muitas espécies já incluídas no primeiro livro do projeto podem ser vistas em São Paulo, tanto em parques como em regiões urbanizadas. Martha, que mora perto do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, conta que vê todos os dias bentevis, sabiás-laranjeira, sanhaços-cinza e até aves de rapina, como o carcará e o falcão-de-coleira. No momento, ela trabalha,

junto com John Gwynne e mais dois autores, no segundo livro da série Aves do Brasil, desta vez abordando a Mata Atlântica do sudeste brasileiro, justamente onde se situa a cidade de São Paulo.

Navegue e saiba mais... Abaixo relacionamos endereços de sites que podem trazer informações interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar nos endereços. Jardim Botânico www.ibot.sp.gov.br/jardim WCS www.wcs.org Editora Horizonte www.horizontegeografico.com.br

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TURISMO Texto: Roberto Paes Imagens: Divulgação e Depositphotos

Depositphotos/Joy Fera

Inverno: está na hora de subir a montanha

Chegou o momento de tirar os casacos do armário e se preparar para curtir as atrações de uma estação de inverno. Neste sentido, nada melhor do que ir para Campos do Jordão


L

ocalizada a 181 quilômetros da capital paulista, na região nordeste do estado de São Paulo e fazendo divisa com algumas cidades de Minas Gerais, está a Estância de Campos do Jordão. Essa cidade encravada no topo da serra da Mantiqueira, a 1.628 metros de altitude, ao longo das últimas décadas se transformou no point de inverno mais badalado do Brasil. E essa fama, pode ter certeza, não surgiu por acaso. Campos do Jordão, hoje, é uma cidade voltada para o turismo de inverno, mas principalmente um lugar onde pessoas de todas as idades podem encontrar um programa agradável. Para as crianças e seus acompanhantes, há diversos passeios turísticos, como por exemplo uma visita ao Horto Florestal, ou ao palácio do Governo, antiga residência de descanso dos governadores paulistas, sem deixar de fora os tradicionais trenzinho e teleférico.

Para aqueles que já têm idade suficiente para dispensar a companhia dos pais, Campos oferece muitos lugares para a azaração, ou simplesmente para bater papo com os amigos. No centro da cidade, na área entre as ruas Dr. Djalma Forjas, Diogo de Carvalho e a av. Antônio Nicola de Pádua, pode-se encontrar diversos bares com mesas na calçada. Lá está o restaurante da choperia Baden Baden, além de muitas outras opções. Já para as pessoas que preferem uma diversão mais amena, dirigida aos prazeres do paladar, Campos do Jordão é um verdadeiro paraíso. O que não falta na cidade são lojas para comprar chocolates e guloseimas, cafeterias e, espalhados por todo canto, centenas de restaurantes que oferecem, no almoço e jantar, tanto pratos da culinária internacional quanto os típicos da gastronomia regional, alguns dos quais têm como ingrediente o pinhão.

Ao passar pelo portal de Campos do Jordão, temos a sensação de estar em uma cidade européia. A temperatura e o ambiente de estação de inverno são contagiantes


Divulgação/Sérgio Biagioni


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O palácio do governo, durante muitos anos, foi a residência de inverno de diversos governadores de São Paulo e sua arquitetura lembra o estilo europeu


Divulgação/Sérgio Biagioni


Divulgação/Sérgio Biagioni


É claro que não se pode deixar de experimentar um prato emblemático da gastronomia suíça, o fondue de queijo. Um local agradável para fazer isso é o Matterhorn Empório e Restaurante. Outra atração da casa é o piano de Dna. Cidinha, que atende aos pedidos musicais dos frequentadores há 15 anos. Onde ficar não é problema

que diz respeito aos preços é variada, e é possível encontrar desde as pousadas mais simples até hotéis de padrão internacional, como por exemplo o Frontenac, localizado no Bairro de Capivari, na av. Dr. Paulo Ribas, perto o suficiente da agitação para caminhar até ele, porém longe o bastante para que o agito não atrapalhe as suas horas de sono. Agora, se não houver mesmo lugar na cidade, uma última saída é descer a serra e ficar num motel à margem da rodovia, ou esticar até a cidade mais próxima, São José dos Campos e, quando amanhecer, voltar para continuar a aproveitar tudo o que Campos tem a oferecer.

Durante a alta temporada, apesar de Campos ter hotéis que não acabam mais, se o turista bobear, pode acabar dormindo no banco traseiro do carro. Então, o importante é fazer uma reserva, para passar apenas o final de semana, ou para períodos maiores. Os paulistanos, ao contrário daA cidade da música queles que vêm de lugares mais distantes, podem optar por passar Como se já não fosse atrativo o dia na cidade e, no final da noite, suficiente com todas essas opções voltar para São Paulo. disponíveis, durante a alta estação A questão da hospedagem no a cidade abriga o Festival Inter-

O auditório Claudio Santoro, durante a temporada de inverno, é um dos palcos das apresentações de música erudita do Festival de Inverno de Campos do Jordão


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Além da música, Campos também oferece outras opções para pessoas de todas as idades. A qualquer hora do dia é possível encontrar algo divertido para fazer


Divulgação/Vandeir Rodrigues


nacional de Inverno de Campos do Jordão, considerado um dos maiores eventos de música erudita da América Latina e que este ano comemora sua quadragésima terceira edição. Ao longo de suas edições o festival proporcionou aos amantes da música erudita apresentações de grandes nomes, como por exemplo o maestro Eleazar de Carvalho, a pianista Magda Tagliaferro e o violinista Yehudi Menuhin, além de muitos outros. Ano passado participaram da programação os regentes Frank Shipway, Carlos Kalmar, Claudio Cruz e Yan Pascal Tortelier, os pianistas Nelson Freire, Cristina Ortiz, Maria João Pires e Arnaldo Cohen. Outro foco importante do festival é que, além da apresentação em concertos, esses grandes artistas participam da programação pedagógica do Festival, dando aulas a jovens músicos. Todos os anos, estudantes de música de di-

ferentes partes do mundo, sobretudo do Brasil, América Latina e América do Norte, desembarcam em Campos do Jordão para se aperfeiçoarem. Em 2010, o Festival recebeu mais de mil inscrições, e foram selecionados 180 bolsistas. Muitos renomados artistas brasileiros foram bolsistas do Festival de Campos do Jordão em edições anteriores, e reconhecem a sua importância no caminho para a profissionalização de jovens músicos. O evento também assume sua vocação para ações sociais e trabalha para a comunidade de Campos do Jordão, através de projetos de responsabilidade social, proporcionando formação musical a alunos e professores das escolas públicas da região, apresentações musicais em asilos e ingressos gratuitos ou com desconto para moradores da cidade. O Festival de Campos do Jordão é uma realização do Governo de Estado de

O museu localizado no auditório Cláudio Santoro expõe, ao ar livre, diversas esculturas da artista plástica Felícia Leiner. Elas se integram com harmonia à paisagem


Divulgação/Sérgio Biagioni


Navegue e saiba mais... Abaixo relacionamos endereços de sites que podem trazer informações interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar nos endereços. Baden Baden www.badenbaden.com.br Matterhorn Empório e Restaurante www.matterhorn.com.br Frontenac www.frontenac.com.br Web site oficial da cidade www.camposdojordao.sp.gov.br Google www.google.com.br Festival de Campos do Jordão www.festivalcamposdojordao.org.br

São Paulo, da Tom Jobim - Escola acessar a rodovia Floriano Rodride Música do Estado de São Paulo gues. e da Santa Marcelina Cultura. Quem vem de Belo Horizonte percorrerá os 582 quilômetros É fácil chegar lá que separam a capital mineira de Campos do Jordão em aproxiSe você mora em São Paulo, madamente oito horas. A estrada a viagem até Campos do Jordão também é a Presidente Dutra, e vai durar cerca de duas horas. Siga o acesso é o mesmo usado pelos pela rodovia Ayrton Senna /Car- que vêm de São Paulo e do Rio. valho Pinto (SP-070) ou pela Presidente Dutra (BR-116). Na interligaPara se informar melhor soção entre a Carvalho Pinto e Dutra bre tudo o que acontece durante há um anel viário que permite o o inverno em Campos do Jordão acesso à rodovia Floriano Rodri- acesse o web site oficial da cidade. gues (SP-123), que leva até Cam- Informações sobre traslado, acopos do Jordão. modação e alimentação podem Os cariocas que visitam Cam- ser encontradas no Google. Fora pos levarão cerca de quatro ho- isso, o que resta fazer é tirar botas, ras de viagem, usando a rodovia meias, calças grossas e casacos do Presidente Dutra e, na interliga- armário e se preparar para curtir o ção com a Carvalho Pinto, devem que a cidade tem a oferecer.

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Ao longo de sua realização, o Festival leva a música para quem visita a cidade e, também, cumpre um importante papel social na região

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BICHOS Texto: Roberto Paes Imagens: Depositphotos

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Cachorros: escolha certo para evitar problemas

Quem vive em apartamento decide não ter um cão, por conta dos problemas que ele pode causar. Porém, se você escolher bem, esta pode ser uma experiência agradável e inesquecível


Depositphotos/iorel Sima


S

e pesquisarmos a história do relacionamento do homem com o cachorro, certamente vamos descobrir que esta amizade nasceu há muito tempo e dura até hoje graças ao amor incondicional que este bicho é capaz de dedicar ao seu dono. Quem já teve um em sua vida pode confirmar que a frase “o cão é o melhor amigo do homem” é totalmente correta. Você ainda não teve um? Então imagine chegar no apartamento, depois de um dia estafante, e ser recebido por um cachorro, abanando o rabo e explodindo de felicidade. Ele faz festa, você retribui com afagos e, em menos de dois minutos, todos os problemas da sua vida desapareceram. Segundo Eduardo Freire, diretor geral do Kannel Clube SP, um cartório responsável pelo registro de cães de raça pura com sede no Bairro da Lapa, zona Leste de São Paulo, a relação entre homens e cachorros é benéfica para ambos

porque, além da relação afetiva, cuidar das necessidades do cão, como por exemplo levá-lo para passear, acaba se transformando numa oportunidade para o dono praticar exercícios. “A companhia de um cão traz grandes alegrias, eles fazem companhia se estamos tristes, sozinhos ou doentes e nunca deixam de manifestar sua alegria quando chegamos ao lar. Os cães nos ensinam a amar de verdade, sem exigir nada em troca. Ter um cachorro é bom para toda a família. Crianças desenvolvem a linguagem e a habilidade motora, os adultos e idosos passam a se exercitar mais, melhorando sua saúde física”, diz Freire. Nem tudo é fácil No entanto, as histórias de cachorros em apartamento nem sempre são felizes. Hoje a grande maioria dos paulistanos vive em apartamentos de dois dormi-

Maltês - Originário da Ilha de Malta. É um cão que escolhe um membro da família como seu principal dono e se apega muito a ele. Embora em certos casos se torne muito dependente, adapta-se muito bem à vida em apartamentos


tórios, numa área útil que pode variar entre 55 e 75 metros quadrados. Nestes casos, ter um cão de médio ou grande porte é um pesadelo. Imagine, por exemplo, aquela calorosa recepção de chegada se transformando num verdadeiro furacão, com um rabo abanando em todas as direções e quebrando seus objetos de decoração. Eduardo, além de graduado em Comunicação Social, também se formou Cinófilo pela Sociedade Brasileira de Cinofilia e atua como especialista no reconhecimento e confirmação de pureza em raças caninas. Isto lhe permite falar não apenas sobre as características físicas de um cão, mas também sobre seu comportamento emocional. “Viver em apartamento pequeno, como a maioria das pessoas de cidades grandes vive, e tentar encontrar um cão para companhia é um grande desafio. Se o espaço já é pequeno para os

membros da família, imagine colocar um indivíduo que adora se exercitar, brincar e latir, como um Retriever, um Labrador ou um Beagle, neste tipo de situação”, diz Freire. Uma solução simples Na hora de escolher um animal de estimação, algumas pessoas usam critérios emocionais e acabam decidindo por uma raça que não é a mais adequada para morar em um apartamento. Felizmente, ao que parece, a maioria dos paulistanos tem escolhido com sensatez, algo confirmado, segundo Freire, pela quantidade de registros de cães de pequeno porte feitos pelo Kannel Clube. Segundo ele, de cada 2 mil registros feitos na cidade, 1,5 mil são de animais com estas características. “A questão comportamental do cão às vezes é indício de como e onde ele vive. Cachorros devem

Pug - Originário da China, é um cão muito apegado ao dono, mas não reclama quando ele está ausente. Tem tendência à obesidade, e é preciso ficar atento a isso


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Shih-Tzu - Originário da China, é tranquilo e independente, quase não late e não reclama da ausência dos donos. Fanático por colo, adora ser acariciado


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Yorkshire Terrier - Originário da Inglaterra. Mesmo tendo fama de caçador, é um cão muito companheiro e ciumento de seu dono. Adaptase à vida em apartamentos, desde que não haja outro cão no local


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ser criados soltos e não confinados em espaços pequenos. Mas é evidente que um mesmo espaço pode ser pequeno para um cachorro grande e enorme para um cachorro pequeno. Devemos levar isso em consideração”, diz Freire.

adotam animais da rua, dando a eles o cuidado e a atenção que tanto merecem. Diversas instituições na cidade de São Paulo abrigam animais abandonados (você pode localizar algumas pesquisando no Google). Eles estão à espera de um novo Adotar é uma opção dono, capaz de oferecer carinho e amor, que certamente saberão Então, se você não tem ca- retribuir. chorro e ficou morrendo de vontade de dividir seu apartamento com um, confira as informações nas legendas das imagens desta matéria. Elas indicam raças ideais para viver em um edifício. É imAbaixo relacionamos endereços de portante que o cão seja de pequesites que podem trazer informações no porte. interessantes sobre o assunto desta matéria. Para acessá-los basta tocar Leve em consideração que, nos endereços. em vez de comprar um filhote recém-nascido, adotar um animal Kannel Clube SP abandonado é um ato de amor. www.sobraci.com.br Aqui na redação, ficamos felizes Google ao descobrir que, a cada dia, auwww.google.com.br menta o número de pessoas que

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Lhasa-Apso - Originário do Tibete. Assim como o Shih-Tzu, quase não late, mas pode ser reservado com estranhos. Tem audição muito aguçada, uma das melhores no universo canino. Considerado por muitos o cão da sorte e prosperidade


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