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ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS ENFERMEIROS OBSTETRAS

Encontro Nacional da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional da APEO

Livro de Resumos

Lisboa Maio de 2017


ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS ENFERMEIROS OBSTETRAS Encontro Nacional da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional APEO

Livro de Resumos Autor: Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras Título: Encontro Nacional da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras: XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional APEO - Livro de Resumos Editor: Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras Serviço de Obstetrícia - 5º Piso, Hospital Garcia de Orta Av. Torrado da Silva - Pragal 2805-267 ALMADA Telefone: 918492122 Diretora: Dolores Silva Sardo Coordenador: João José de Sousa Franco Local: Almada, Portugal Suporte – CD-ROM e on-line Ano: 2017 URL: http://www.apeobstetras.com E-Mail-mail: apeo.portugal@gmail.com ISBN: 978-989-97008-2-6

Lisboa Maio de 2017 1


INDICE INTRODUÇÃO .................................................................................................... 4 1 - PROGRAMA ................................................................................................. 5 2 - RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ............................................................. 7 A ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA “DIVIDIDA” NUM CONTEXTO NACIONAL DE INCERTEZAS ................................................................. 8 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: A VIOLÊNCIA INSTITUCIONALIZADA CONTRA O GÉNERO .................................................................................................................... 10 PREPARAÇÃO PARA O PARTO E PARENTALIDADE: RESULTADOS DE UMA INTERVENÇÃO .......................................................................................................... 13 ABC PARENTALIDADE – PROJETO DE INTERVENÇÃO ...................................... 15 MODELO ASSISTENCIAL DA PARTEIRA: É POSSÍVEL EM PORTUGAL? ............. 17 PRÁTICAS NO 3º ESTADIO DO TRABALHO DE PARTO ...................................... 20 INOVAR, ARTICULAR E CONCRETIZAR - CONSULTA PLANO DE PARTO NO SNS ................................................................................................................... 23 PROJETO CONTACTOB: ASSISTÊNCIA NO DOMICILIO À PUÉRPERA E RECÉM-NASCIDO .............................................................................................. 25 REDESENHANDO O NASCIMENTO .................................................................... 28 CONTRIBUTO DO REIKI NO BEM-ESTAR DO RECÉM-NASCIDO COM CÓLICAS ABDOMINAIS ...................................................................................... 30 REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA E SÍNTESE DA EVIDÊNCIA ................ 33 DESAFIOS DA PREMATURIDADE NA ATUALIDADE: DIFERENTES OLHARES - “O OLHAR DOS PAIS”....................................................................................... 34

3 - RESUMO DAS COMUNICAÇÕES LIVRES ....................................................... 35 PERCEÇÃO DA MULHER SOBRE A DOR NO TRABALHO DE PARTO E PARTO............................................................................................................... 36 FATORES CONDICIONANTES DAS RESPOSTAS SEXUAIS ADAPTATIVAS DE MULHERES PORTUGUESAS EM PERIMENOPAUSA ..................................... 38 ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DA LESÃO PERINEAL: HANDS ON/ HANDS OFF ................................................................................................................... 41 A FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS NO FOCO PAPEL PARENTAL: UM VETOR PARA A MUDANÇA ................................................................................ 43 PUERPÉRIO, ÁREA DE INTERVENÇÃO DOS EESMO: O QUE É URGENTE IMPLEMENTAR? ................................................................................................ 46 PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE ÁLCOOL EM MULHERES GRÁVIDAS ............. 49 ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL: AMBIENTES FAVORÁVEIS À PRÁTICA DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA ...................................................................... 51 2


4 - RESUMO DOS POSTERS .................................................................................... 54 A PERCEÇÃO DOS ENFERMEIROS ESPECIALISTAS DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA SOBRE O PARTO EM CASA ...................................................... 55 INTERVENÇÕES DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM SAÚDE MATERNA E OBSTETRÍCIA, PROMOTORAS DA PARENTALIDADE POSITIVA NA GRÁVIDA/MÃE ADOLESCENTE .......................................................................... 57 PROMOÇÃO DO EMPOWERMENT DA GRÁVIDA ADOLESCENTE PELO EEESMO ATRAVÉS DO PLANO DE PARTO: A SCOPING REVIEW ...................... 59

5 - COMISSÕES ................................................................................................. 61 PRESIDENTE DO ENCONTRO ................................................................................. 61 COMISSÃO ORGANIZADORA ................................................................................... 61 COMISSÃOCIENTÍFICA ............................................................................................. 61

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INTRODUÇÃO A Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras tem como missão e desígnio promover o desenvolvimento da Enfermagem Obstétrica nos seus dezanove anos de vida associativa, por isso publica o Livro de Resumos do XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional da APEO, a decorrer dias 5 e 6 de maio de 2017, em Lisboa. Com a realização deste Encontro queremos promover a discussão inter e transdisciplinar das práticas na área da saúde sexual e reprodutiva, que retratem o conhecimento científico produzido, nacional e internacional, pelos enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica/matronas/midwives. No seu programa reunimos investigadores e peritos de renome para trocar experiências e ideias que ajudem a melhorar e a reforçar a investigação produzida na área. Com esta publicação, procura-se registar as diferentes intervenções apresentadas e, em simultâneo, criar um instrumento de divulgação científica que permita aos profissionais da área da saúde sexual e reprodutiva, principalmente aos enfermeiros especialistas, a sua consulta para debate e problematização dos temas abordados. Neste documento, compilámos 22 resumos de comunicações (

12 comunicações em

mesas-redondas, 7 comunicações livres e 3 pósteres), maioritariamente proferidos por enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica. Retratam a investigação atual, em contexto académico e clínico, capaz de gerar cuidados de excelência e seguros, com vista a uma prática autónoma. Este livro inclui o programa do XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional da APEO e está organizado em cinco partes: a primeira corresponde ao programa, o segundo ao resumo das comunicações, a terceira parte aos resumos das comunicações livres, a quarta do resumo dos pósteres e a quinta da organização. Acreditamos que a publicação desta obra ajuda a enriquecer o âmbito científico, tecnológico e profissional. Queremos que o seu conteúdo seja uma referência para fazer progredir a investigação e sirva de guia aos profissionais. Ao finalizar, agradecemos a todos os que contribuíram para a produção e registo deste evento que, com a sua presença, o tornaram notável. A Presidente do XX Encontro Nacional & 4º Congresso Internacional da APEO

Dolores Silva Sardo11

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EE-ESMO, Professora Adjunta da Escola Superior de Enfermagem do Porto, Presidente da APEO

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1 - PROGRAMA XX ENCONTRO NACIONAL & 4º CONGRESSO INTERNACIONAL APEO Auditório do Metro do Alto dos Moinhos, Lisboa, 5 e 6 de maio 2017 PROGRAMA 5 de maio de 2017

8:30 - Abertura Secretariado 9:00 - Dia Internacional do Enfermeiro Especialista Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia / Parteira - Lema ICM. Dolores Sardo, EE-ESMO, Presidente APEO Vítor Varela, EE-ESMO, Presidente Mesa Colégio EESMO-OE Moderadora: Otília Zangão, EESMO, ESESJD-EU, Évora 9:30 – Iniciativa Parto Normal: Guia para mães e pais. Versão portuguesa livro da FAME. Convidado: Sara Vale, Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto, Lisboa Apresentador: João Franco, EE-ESMO, APEO 10:00 – Espaço café 10:15 - Marketing e liderança: uma ferramenta para os ESMOs/ Parteiras. João Catalão, Master em Coaching, presidente da Associação Ibero-Americana de Coaching Apresentadora: Arminda Pinheiro, EE-ESMO, ESE-UM, Braga 12:30 - Sessão de Abertura 13:00 - Almoço livre 14:15 - Copo menstrual Me Luna.  Isabel Girão. Me Luna Portugal 14:30 - Conferência Inaugural  Violência obstétrica: a violência institucionalizada contra o género. Vânia Simões, Advogada Apresentadora: Manuela Pastor, EESMO, HGO, Almada 15:00 – Práticas inovadoras lideradas por EESMOs/Parteiras Moderadora: Dolores Sardo Parte I – Cuidados de Saúde na Comunidade  Preparação para o Parto e Parentalidade: Resultados de uma intervenção. Cristina  

Sales, EE-ESMO, UCC Aveiro Norte, ACESDVII-AN, Oliveira Azeméis ABC da Parentalidade. Cristina Delfino, EE-ESMO, ULSLA/UCSP Alcácer do Sal Modelo assistencial da parteira: é possível em Portugal? Sónia Rocha, EE-ESMO, Projeto Razão d’Ser, V.N. Gaia

16:00 – Espaço café 16:15 - Parte II – Cuidados Diferenciados  Práticas no 3º estadio do trabalho de parto. Goreti Teixeira, EE-ESMO, HB, Braga  Inovar, articular e concretizar: Consulta de plano de parto no SNS. Irene Cerejeira, EE  

ESMO, CHPVVC, Póvoa de Varzim

Projeto contactOB: Assistência no domicilio à puérpera e recém-nascido. Paulo Tourais, EESMO, CHCC-HU, Covilhã Redesenhando o nascimento. Verónica Figueiredo, EE_ESMO, HVFX, Vila Franca de Xira O Reiki no bem-estar do RN com cólicas abdominais. Ana Cristina Ramos, EE-ESMO, CHBM, Barreiro

Diferentes práticas no nascimento num HAPD. Rosália Marques, EESMO, HGO 5


XX ENCONTRO NACIONAL & 4º CONGRESSO INTERNACIONAL APEO Auditório do Metro do Alto dos Moinhos, Lisboa, 5 e 6 de maio 2017 PROGRAMA 6 de maio de 2017

8:30 - Abertura Secretariado 9:00 - Comunicações livres Moderadora: Catarina Silva, EE-ESMO, CMIN, Porto 10:00 - Muda da fralda: novas tendências. Mário Marques e Ana Muche. Medinfar 10:15 – Espaço café 10:45 - Comunicações livres Moderadora: Patrícia Souto, EE-ESMO, CHPVVC, Póvoa de Varzim 11:45 - Análise da literatura: sistemática ou integrativa. João Apóstolo, ESEnfC, Coimbra Moderadora: Isabel Silva; EE-ESMO, ESSCVP, Lisboa 12:10 – A comunicação e o marketing em saúde: A arte da entrevista. Ivone Ferreira, jornalista, HGO Moderadora: Alexandra Amaral, EESMO, CHSJ, Porto 12:30 - Conferencia Encerramento Midwifery Led Units and Safe Care. Sheena Byrom, Parteira, Consultora, Freelancer, Membro do Royal College of Midwives, UK. Apresentadora: Rosália Marques, EE-ESMO, HGO, Almada 13:00 – Almoço livre 14:30 – Desafios da prematuridade na atualidade: diferentes olhares Cristina Leite, Obstetra, HGO, Almada Anselmo Costa, Neonatologista, HGO, Almada Paula Guerra. XXS - Associação Portuguesa de Apoio ao Bebe Prematuro Moderadora: Benvinda Bento, EE-ESMO, HSB-EPE, Setúbal 15:45 - Entrega de prémios 15:50 – Encerramento 16:00 / 17:30 – Workshop Midwifery Led Units. Sheena Byrom, Parteira, Fundadora do Midwifery Unit Network, UK. Apresentadora: Sónia Tojinha, EE-ESMO, ULSLA, Santiago do Cacém

Apoio científico Universidade do Minho - ESE

Direção Geral da Saúde

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2 - RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES

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A ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA “DIVIDIDA” NUM CONTEXTO NACIONAL DE INCERTEZAS VARELA, Vítor21

A Diretiva 2005/36/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de Setembro de 2005, relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais, alterada pela Diretiva 2013/55/UE, determinou e transportou para o direito interno, nacional a Lei 9 de 4 de março de 2009 e por sua vez o regulamento 127/2011 das competências especificas do EESMO da OE. Pelo que a metodologia/estratégia de trabalho é comum a todas as EESMO/Parteiras, em todo o mundo, com um desígnio muito próprio, reconhecido como parte integrante e imprescindível da nossa actividade, a promoção do parto normal, natural, fisiológico. Este desígnio, é um desafio para a EESMO/Parteira, manter a “ normalidade “ no percurso da gravidez, trabalho de parto, parto e puerpério. Penso que uma das 1ªs grandes intervenções como EESMO/Parteiras, passa por melhorar significativamente a literacia em saúde sexual e reprodutiva, demonstrando o nosso significativo papel de educador por excelência, na assistência durante a gravidez de baixo risco, pois no meu entender as mulheres não querem parir em ambientes desconhecidos onde o seu trabalho de parto e parto não lhe é reconhecido. Mas como sabem sou um EESMO, convicto que tenta percorrer um caminho com muitas interrogações, constrangimentos e perplexidades, originadas porque não existem, hoje respostas. Assumi com frontalidade as competências do EESMO em todas as áreas do seu exercício profissional, no entanto, hoje ainda existem dúvidas que requerem no seio dos EESMO uma resposta cabal, defrontando todos aqueles que são incapazes de responder às expectativas do nosso grupo alvo de assistência e cuidados, na área profissional, social e política. A EESMO, criou uma dinâmica, desenvolveu-se, afirmou-se, deve exigir dos órgãos competentes do Estado (MS, DGS), assim como do seu órgão regulador OE-MCEESMO, a determinação de sermos ou constituirmos uma alternativa efetiva. Para a assistência pré natal (consulta de gravidez de baixo risco), a prescrição de medicamentos e exames por EESMO, unidades de baixa intervenção nos hospitais lideradas por EESMO, visitação domiciliaria após o parto e alta 1

Presidente da CNESMO do Ordem do Enfermeiros, Lisboa, Portugal.

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hospitalar por EESMO, a opção de parto no domicilio no seio do SNS, a opção do trabalho de parto e parto no hospital, ser acompanhado e assistido pela EESMO que assistiu a grávida durante a gravidez. Poderemos não estar todos de acordo mas sabemos, tal como conhecemos hoje o SNS, que as insuficiências são cada vez mais notadas, nomeadamente os serviços e a assistência não estão virados ou centrados no nosso grupo alvo. Portanto tudo está em aberto, o momento é promotor de discussão, de inconveniências, pensando e favorecendo sempre o serviço público, em servir os outros.

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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: A VIOLÊNCIA INSTITUCIONALIZADA CONTRA O GÉNERO SIMÕES, Vânia31

A violência obstétrica é uma realidade recente, advinda da medicalização dos partos (e do corpo feminino) que outrora se realizavam em casa, com auxílio das parteiras. Os maus tratos no parto, abusos obstétricos, violência no parto, ou qualquer outra denominação adotada, não encontra tutela ou consagração expressa no ordenamento jurídico português. O ordenamento jurídico só tem resposta para casos, extremos, de violência obstétrica. A violência obstétrica trata-se de um tipo de violência de género conforme nos ensina a alínea d), do artigo 3º da Convenção de Istambul, porquanto define a violência de género como aquela que é dirigida contra a mulher, ou que assim não sendo, a afeta desproporcionalmente. Ora, a violência obstétrica afeta as mulheres por estas serem o género que dá à luz, o género que é sujeito às técnicas de procriação medicamente assistida, ou seja, é uma violência inerente à condição de mulher, de progenitora. Este tipo de violência, atenta contra direitos fundamentais da parturiente, bem como, do recém-nascido. Apesar de a violência obstétrica não se reconduzir exclusivamente ao momento do parto, podendo incidir sobre qualquer momento do processo reprodutivo, a nossa exposição contemplará apenas a vertente da violência no parto. Este tipo de violência é perpetrado pela hegemonia do saber médico sobre o corpo da mulher, atentando a autonomia das parturientes, enquanto pacientes. As parturientes são submetidas às designadas “cascatas de procedimentos”, muitas vezes, de modo invasivo e/ou sem serem consultadas/informadas, para o efeito, vendo o seu ritmo biológico desrespeitado. Assim, o elenco de condutas que consubstanciam atos de violência obstétrica pode reconduzir-se à:

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Advogada, Portugal.

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i) Violência física - São exemplos de violência física, por serem práticas institucionalizadas no seio médico, sem qualquer comprovação científica para o efeito: o jejum forçado, a restrição à liberdade de movimentos imposta à parturiente, amarrar a parturiente à maca, utilizar meios farmacológicos sem autorização, induzir o parto, realização de uma episiotomia sem necessidade e/ou consentimento, realização da manobra de Kristeller, a tricotomia, a administração de ocitocina, a cesariana sem indicação clínica. Podem reconduzir-se à violência física, as condutas que inflijam dor ou danos físicos à parturiente ou ao nascituro, bem como, os atos médicos que desrespeitem o ritmo biológico da parturiente e que sejam, portanto, invasivos/injustificados e aos quais a mesma se apresenta totalmente indefesa. ii) Violência psicológica - Consubstanciam atos de violência psicológica, as humilhações, a indução da grávida em erro com ameaças para que a mesma consinta a realização de uma prática, tratamentos discriminatórios, atendimento que não empático/urbano, maus tratos psicológicos, menosprezo dos pedidos feitos pela parturiente, omissão de informação sobre o decorrer do parto. São, portanto, atos de violência psicológica, aqueles que sejam idóneos a desestabilizar emocionalmente a parturiente, que pelas circunstâncias, já se encontra particularmente vulnerável. Traduz-se, essencialmente, em condutas que causam danos emocionais e/ou psicológicos à parturiente, podendo assumir a forma de condutas negligentes, ou, de tratamento indiferente da paciente ou mesmo, no seu “abandono”. iii) Violência Sexual - exprime-se em condutas que atentam os direitos sexuais das mulheres, que violam a sua intimidade/integridade física sexual e/ou reprodutiva. São exemplos de violência sexual, a realização da episiotomia de rotina sem necessidade, exames de toque invasivos e/ou agressivos, a imposição da posição supina para dar à luz, exames repetitivos dos mamilos sem esclarecimento e/ou sem consentimento, intervenções no parto como a dilatação/redução manual do colo do útero, sendo que alguns destes procedimentos prejudicam a dinâmica do parto. O atual quadro normativo é alheio a este fenómeno. Assim, apesar de as parturientes terem direitos consagrados a seu favor na lei (Direito ao acompanhamento, Direito à privacidade e à confidencialidade, Direito à 11


informação e ao consentimento informado, Direito à mínima interferência, entre outros) esses direitos, uma vez violados, não encontram respaldo legal/ tutela. O atual quadro normativo é, portanto, insuficiente para tutelar os direitos das parturientes, pela ausência de previsão legal para este fenómeno e de sanções para a violação dos direitos da parturiente, o que tem vindo a resultar na impunidade para os seus agentes.

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PREPARAÇÃO PARA O PARTO E PARENTALIDADE: RESULTADOS DE UMA INTERVENÇÃO SALES, Cristina41

Introdução:

O

projeto

de

Intervenção

“Sonhar...Nascer…

e…Crescer!” é

implementado no ACeS Entre Douro e Vouga II – Aveiro Norte, desenvolvendo-se em três eixos: Eixo 1 – Acompanhamento Pré-Natal: Curso de Preparação para o Parto e Parentalidade (CPPP); Eixo 2 – Acompanhamento Pós-Natal: Curso de Recuperação Pós-Parto e promoção da saúde da puérpera e do bebé (CRPP); Eixo 3 – Aleitamento Materno:

 Promoção do Aleitamento Materno no ACeS, construindo e promovendo uma linguagem e postura comuns em todos os profissionais do ACeS que contactem com a grávida, puérpera e seus familiares;

 Acompanhamento e apoio no aleitamento materno. A ser implementado na área de influência do ACeS Aveiro Norte (concelhos de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vale de Cambra). Em concordância com a revisão e extensão do Plano Nacional de Saúde a 2020 (”Saúde 2020”), este projeto visa capacitar os utentes para a autonomia e responsabilização pela sua própria saúde e por um papel mais interventivo no funcionamento do Sistema de Saúde, através da literacia em saúde das famílias nos processos relacionados com os períodos pré e pós-parto, potenciando dessa forma ganhos em saúde ao longo de todo o ciclo vital. Para se conseguir melhorar as condições a oferecer à população, procedeu-se à candidatura à Missão Continente, com o intuito de facilitar a aquisição de recursos. Entretanto esta parceria revelou ser muito valiosa, igualmente no sentido em publicitou atividades desenvolvidas no ACeS, para melhor (re) e conhecimento da população do que é desenvolvido e disponível na sua área. Objetivos: Promover a formação da população alvo na área da Parentalidade; Promover a saúde da mulher e da família, em complementaridade com a vigilância proporcionada pela equipa de saúde familiar; Potenciar a proactividade em saúde (empowerment) do utente; Promover

o

desenvolvimento

e

a

sustentabilidade

da/em

Saúde,

favorecendo o cumprir dos objetivos traçados “Saúde 2020”. 1

EE-ESMO, EESMO, UCC Aveiro Norte, ACESDVII-AN, Oliveira Azeméis

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Métodos: Realização de CPPP à gravida e família, nos 3 concelhos, com 10 sessões cada. Para promover a acessibilidade, em casos particulares que não possam ou não consigam integrar um CPPP, é realizado um Atendimento Diferenciado (AD) à grávida/família, de acordo com a situação, com recurso a atendimentos individuais e/ou inclusão em sessões de diferentes cursos. Abordagem de prestação de serviços centrada na pessoa, implicando um trabalho conjunto com os utentes, abrangente, ajustando método de exposição e aprofundando temas de acordo com as necessidades e expectativas do grupo. Articulação direta com outros profissionais, que complementam a ação de enfermagem, de modo a satisfazer com maior plenitude as necessidades detetadas Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP). Resultados: Em 2015, implementação de 28 CPPP, com nº de sessões variados (entre 7 e 12). Abrangência de 430 grávidas. Em 2016, implementação de 43 CPPP, com 10 sessões cada. Em 2016 realizaram-se 45 Atendimentos Diferenciados. Abrangência total de 483 grávidas. Em 2017, implementação até à data de 10 CPPP, com 10 sessões cada. Em 2017, até à data, 24 Atendimentos Diferenciados. Abrangência total de 157 grávidas. No final de cada CPPP, procede-se à realização de um inquérito de Satisfação dos utentes, de modo a promover a qualidade em saúde e criar potenciais oportunidades de melhoria. Em 2015 atingiu-se um grau de satisfação de bom/ muito bom em 97.79% das respostas obtidas, responderam 23,8 % das 430 grávidas abrangidas. Em 2016 atingiu-se um grau de satisfação de bom/ muito bom em 100% das respostas obtidas, responderam 55,5 % das 438 grávidas abrangidas. Nos Atendimentos Diferenciados não foi realizado inquérito de satisfação, por não ser possível manter o anonimato. Conclusões: O projeto permite à população alvo ter uma relação de proximidade e acessibilidade com o EESMO, ficando mais capacitada para o exercício prazeroso e amplo da Parentalidade. A população fica assim mais ciente dos recursos disponíveis na sua Comunidade e consegue aceder-lhes de um modo mais eficaz e precoce. Com a aplicação deste projeto, promove-se a literacia e ganhos em saúde, assim como uma vivência mais plena e tranquila em família, do ser “Mãe e Pai”. Com o aumento da literacia em saúde promove-se melhor qualidade de vida, individual, familiar e comunitária. .

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ABC PARENTALIDADE – PROJETO DE INTERVENÇÃO DELFIMO, Cristina51

O projeto ABC da Parentalidade surge para a Comunidade de Alcácer do Sal, como uma oportunidade única de capacitar os pais e família para a vivência da Parentalidade, com o objetivo da aquisição de conhecimento e competências para a maternidade e paternidade. Emerge perante o contexto atual, em que a complexidade de competências e saberes necessários aos pais, para cuidar, proteger, desenvolver a afetividade e a socialização da criança. Este projeto de intervenção está integrado no âmbito da transição para a parentalidade, tornando-se desta forma, uma oportunidade única, de influenciar a saúde da gravida/família, e instigar o papel ativo dos mesmos, para que, a vivência da gravidez, parto, pós-parto e desenvolvimento competências parentais, seja satisfatória, gratificante, enriquecedora, permitindo um crescimento pessoal, uma experiencia positiva e feliz da parentalidade. Este apresenta sete eixos de intervenção: 

Preparação para o nascimento

ABC bebé

Recuperação pós-parto

Visitação domiciliaria a puérpera e ao recém-nascido

Massagem ao bebé

Cantinho da amamentação

Mimos, gesso e companhia

Durante o exercício da parentalidade, os pais contam com os recursos da própria família e da comunidade onde se encontram inseridos, mas esta transição para a parentalidade não é fácil, é uma das tarefas mais difíceis e desafiantes que um casal tem que enfrentar. O apoio e acompanhamento à grávida/casal durante esta fase da vida, revela-se e extremamente importante no bem-estar e estabilidade da família. Neste sentido a gravidez e o parto e o pós-parto, representam um marco importante nos laços que se estabelecem entre pais/filho, marcando uma nova etapa no percurso de vida da tríade, bem como todo o apoio especializado oferecido durante o desenvolvimento da criança. Assim torna-se essencial que os profissionais de saúde se encontrem dotados de conhecimentos e competências especializados, que favoreçam e promovam o bem-estar físico e psíquico dos atores envolvidos, disponibilizando à comunidade/casal a viver processo de maternidade/paternidade, um 1

EE-ESMO, ULSLA/UCSP Alcácer do Sal, Portugal.

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conjunto de intervenções que orientem e suportem esta readaptação e ajuste de novos papéis. Formulamos assim os objetivos gerais, que guiam os procedimentos inerentes ao projeto de intervenção na área da parentalidade,  Garantir à mulher/família o acesso a recursos que lhes permitam a vivência da gravidez, saudável a nível físico, psíquico e social, promovendo uma parentalidade responsável e gratificante;

 Promover a autonomia da gravida/casal, através do desenvolvimento de recursos e estratégias próprias, de forma a vivenciarem a sua gravidez e parto e pós-parto em pleno;

 Permitir à mulher/casal substituir a ansiedade e medo por noções de responsabilidade, capacidade, felicidade, criando uma expectativa positiva sobre o processo de parentalidade;

 Capacitar os pais para a aquisição de competências parentais de forma a proporcionar um desenvolvimento harmonioso a nível cognitivo, emocional e social;

 Promover o aleitamento materno.

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MODELO ASSISTENCIAL DA PARTEIRA: É POSSÍVEL EM PORTUGAL? ROCHA, Sónia61

Introdução: Um pouco por todo o mundo industrializado, e nomeadamente em Portugal, em busca da segurança máxima o nascimento tornou-se um evento médico, sendo a assistência obstétrica baseada no modelo biomédico. A excessiva medicalização tem contribuído não só para elevar o número de cesarianas e partos instrumentados, assim como as mulheres não têm sido mais capazes de parir apenas e só utilizando o seu cocktail hormonal. Países como Inglaterra, Canadá, Austrália, Holanda, entre outros, conservam a tradição de parto em casa e de assistência obstétrica por Parteiras baseadas num modelo de continuidade de cuidados – o Midwifery Model of Care, cujos resultados têm hoje prova científica quer ao nível de indicadores obstétricos quer ao nível de satisfação das mulheres. Será este modelo um modelo a implementar em Portugal? Desenvolvimento: Uma das condições para o sucesso do parto nos mamíferos é a segurança e nos humanos não é diferente! Quando temos medo ou nos sentimos inseguros produzimos adrenalina, hormona essencial para despertar instintos de sobrevivência. Hoje sabe-se que a produção de adrenalina em excesso durante a gravidez e parto é inibitória da ocitocina, hormona necessária ao início e desenvolvimento saudável do trabalho de parto. Percebe-se assim facilmente, a influência positiva de uma assistência obstétrica baseada num modelo de continuidade de cuidados, permitindo à mulher conhecer e confiar no profissional durante todo o ciclo gravídicopuerperal e vice-versa. Em 2014 e 20151,2, em duas revisões sistemáticas concluiu-se que mulheres cuidadas neste modelo são menos propensas a internamento na gravidez e menos propensas a intervenção durante o parto, ocorrendo, portanto, maior número de partos vaginais espontâneos e fisiológicos com maior índice de satisfação materna. Em Portugal, entre 2009 e 2016, um grupo de EESMOs (Parceria Razão d’ Ser e Gimnográvida) no qual me incluo, trabalhando de forma independente, 1

EE-ESMO, EESMO, Projeto Razão d’Ser, Vila Nova de Gaia, Portugal.

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assistiu grávidas tendo por base o midwifery model of care, no entanto com algumas limitações, nomeadamente pelo facto de a maioria das mulheres iniciarem o acompanhamento apenas no 2º ou 3º trimestre e manterem acompanhamento médico em simultâneo, e pelo facto de que para algumas mulheres o local de nascimento escolhido foi o hospital público limitando a continuidade de cuidados Num universo de 112 mulheres acompanhadas durante o ciclo gravídicopuerperal, 73% eram nulíparas das quais 72 primigestas, 1 com duas cesarianas prévias e 9 mulheres com uma cesariana anterior, todas desejavam parto vaginal sendo que 96% das mulheres desejavam parto natural e 4% parto vaginal com epidural. No entanto, apenas 77% destas mulheres tinham garantida a assistência contínua com a escolha de local de parto em casa ou em hospital privado. Comparando as mulheres com continuidade de cuidados (n=60) com as mulheres sem possibilidade de continuidade de cuidados (n=22) verificamos diferenças significativas relativamente ao tipo de parto, mais mulheres obtêm partos vaginais 97% versus 82%, e dentro dos partos vaginais mais mulheres obtêm partos sem intervenção 88% versus 41%. Relativamente ao trauma perineal, ao compararmos mulheres com parto vaginal não instrumentado, com e sem continuidade de cuidados, verifica-se que num modelo de continuidade de cuidados o trauma perineal é bem menor, ou seja, menos episiotomias (9% versus 68%) assim como mais mulheres obtêm períneo íntegro ou com uma pequena lac grau I 70% versus 20%. Salienta-se que não ocorreu nenhuma complicação major materna ou neonatal, sendo que todos os bebés nascidos com este grupo de EESMO’s nasceram com Apgar 9/10 ou 10/10. Conclusão: Os resultados obtidos nesta pequena amostra estão de acordo com a evidência científica atual sobre o tema e demonstram que o Enfermeiro ESMO assistindo a mulher num modelo de continuidade cuidados poderá contribuir para um maior número de partos fisiológicos, com maior satisfação materna e familiar sem aumento de acontecimentos adversos. Referências bibliográficas:

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1. SANDALL J, SOLTANI H, GATES S, SHENNAN A, DEVANE D - Midwife-led continuity models versus other models of care for childbearing women (review). Cochrane Data Base of Systematic Reviews 2015, Issue 9. Art. No: CD004667. DOI:10.1002/14651858. CD004667. pub4. Disponível em http://www.cochrane.org/CD004667/PREG_midwife-led-continuity-models-versus- other-models-carechildbearing-women 2. SHAHNAZ S, RAFAT J, RAHAT N Q, SALMA R – A review related to midwifery led model of care. J Gen Practice 2014, 2:5. Disponível em http://www.esciencecentral.org/journals/a-review-related-tomidwifery-led-model-of- care-2329-9126.1000180.pdf 3. PEREZ-BOTELLA M, et al - The use of salutogenesis theory in empirical studies of maternity care for healthy mothers and babies. Sexual & Reproductive Healthcare, Volume 6, Issue 1, March 2015, Pages 33–39. Disponível em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877575614000548 4. BERG M - A Midwifery Model of Care for Childbearing Women at High Risk: Genuine Caring in Caring for the Genuine. The Journal of Perinatal Education. 2005;14(1):9-21. doi:10.1624/105812405X23577. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1595225/

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PRÁTICAS NO 3º ESTADIO DO TRABALHO DE PARTO TEIXEIRA, Goreti71

É a melhor fase do processo de nascimento. É o tempo que a natureza deu à mãe para se apaixonar pelo filho e assim garantir melhor a sua sobrevivência. A dequitadura é o período do nascimento, onde ocorre a expulsão da placenta e dos anexos fetais do organismo materno. Há um evento chave entre o nascimento do bebé e a expulsão da placenta: “o alto pico de oxitocina” libertado somente após o nascimento, é o nível mais alto que a mulher tem capacidade de libertar em toda a sua vida. Para que isto aconteça, mãe e bebé devem permanecer juntos, ainda ligados um ao outro pelo cordão umbilical. Para que a fisiologia do nascimento possa acontecer no seu melhor, em pleno respeito pelas necessidades da mãe e do filho, é desejável que haja o primeiro encontro entre a mãe e o R.N. (recém-nascido). Esse encontro, funciona como uma linha de demarcação que vai ditar ao eixo neuro endócrino de ambos os autores uma lei que os protege face a um evento de riscos potenciais para ambos: a dequitadura. A oxitocina vai garantir a saída fisiológica da placenta prevenindo a hemorragia, promovendo juntamente com outras hormonas o bonding. O bonding é uma medida de segurança, programada para se iniciar antes da saída da placenta, que assegurará os cuidados maternos. Os dois seres encontram, naquele momento, a gratificação máxima do esforço, o conforto afetivo e relacional do evento “o nascimento”. Os seus cérebros estão agora impregnados de opiácios que induzem dependência e vínculo, contribuindo para garantir melhor a sobrevivência do R.N. Estas hormonas vão capacitar a mulher para lidar com o stress da maternidade; a oxitocina endógena aumenta-lhe a autoestima e autoeficácia. Infelizmente, na nossa prática é muito frequente observar que o encontro entre a mãe e o R.N acontece só após a dequitadura, já com todas as rotinas feitas. 1

EE-ESMO, Hospital de Braga, Braga, Portugal.

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Nos casos em que o bebé é dado de imediato à mãe, há uma necessidade irracional de movimentos à sua volta, interferindo de modo significativo sobre o estado quase inconsciente que liga a mãe à descoberta do filho. A dor da fisiologia da dequitadura, normalmente, não é valorizada pela mulher. A dor da dequitadura é iatrogénica, provocada pela impaciência dos profissionais que intervêm para acelerar o processo através de manobras e toques. Tudo isto, além de causar sofrimento, pode ser causa de complicações. A dor associada a estas manobras é inesperada e pode perturbar substancialmente o encontro com o R.N., gerando um círculo vicioso. A adrenalina, que aumentou para a expulsão, deve agora baixar para se dar o pico de oxitocina. Com o aumento da dor, tal não acontece e a oxitocina não é libertada correndo a mãe o risco de hemorragia. O foco dos profissionais na dequitadura e em dar por terminado o seu trabalho pode impedir e arruinar um momento emocional único e irrepetível. Quando se considera importante favorecer de imediato a expulsão da placenta, inicia-se uma série de atitudes que vão perturbar a mãe e a podem distrair do seu recolhimento com o RN: 

injeção de oxitocina;

explorações vaginais;

massagem uterina dolorosa;

pedidos repetidos para puxar e expulsar a placenta sem que o corpo lhe tenha dado sinais.

Se a mulher teve uma evolução fisiológica de trabalho de parto sem intervenção, com total liberdade de movimentos e posicionamentos, devemos reconsiderar intervenções de rotina imediatas e perturbadoras, em prol de uma atenção vigilante. Quando há importantes fatores de risco, é oportuno intervir ativamente. Contudo, é necessário ter atenção a uma relação e comunicação cuidada orientada para a intensidade do momento, muito mais focada na mãe e em quem a acompanha, do que no risco. Podemos envolver o pai a manter o R.N junto da mãe, se possível com contacto pele a pele, conscientes que isso facilitará a secreção de oxitocina. Deve-se agir com empatia, sem falar em voz alta, deixando o maior espaço possível à expressão de reconhecimento e de admiração suscitado pelo encontro com o R.N. 21


Não se costuma dedicar à dequitadura o tempo que devemos como se ela já não fizesse parte do processo. Em termos práticos, as ações da parteira para favorecer o processo fisiológico dos fenómenos da dequitadura são: 

favorecer o descolamento da placenta;

observar com atenção os sinais de descolamento;

intervir com manobras precisas apenas e somente quando as condições clínicas o requerem;

facilitar a saída da placenta e das membranas;

avaliar as perdas hemáticas;

criar condições de um trabalho de parto fisiológico;

favorecer o encontro entre a mãe e o filho (ambiente acolhedor);

facilitar e não perturbar com gestos ou palavras inúteis o bonding;

Os comentários sobre o R.N podem interferir sobre o primeiro encontro, entre a mãe e o filho inibindo a gestualidade e as expressões espontâneas da mãe. Referencias Bibliográficas: Buckley S.J.(2004), Undistturbed Birth-Nature’s Hormonal Blueprint for Safety, Eae and Ecstasy, MIDIRS Midwifery Digest. Carvalho, M. L. D. (2002). O renascimento do parto e do amor. Revista Estudos Feministas, 10(2), 521523. Gouveia, I. M. C. P. (2011). O papel do enfermeiro especialista em saúde materna e obstetrícia promotor de uma experiência de parto positiva (Doctoral dissertation, [sn]). da Graça, L. M., & Andrade, L. (1996). Medicina materno-fetal: fundamentos e prática clínica. Odent, M.(2000). A cientificação do amor. São Paulo: Terceira Margem. Odent, M. (2003). Campones E a Parteira, O. Editora Ground. Odent, M. (2004). El nacimiento de los mamíferos humanos. Ob stare: El mundo de la maternidad, ISSN, 1578-0562. Roberta Spandrio, A. R. (2014). Fisiologia della nascita:Dai prodromi al post partum. Roma: Carrocci Faber.

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INOVAR, ARTICULAR E CONCRETIZAR - CONSULTA PLANO DE PARTO NO SNS CEREJERA, Irene 81

Fundamentação: O plano de parto consiste num documento escrito elaborado pelo casal grávido em que este expressa as suas preferências para o momento do trabalho de parto e parto. Este documento serve de elo de informação com toda a equipa de saúde e salvaguarda a sua intenção na exequibilidade do mesmo. Embora não exista em Portugal nenhuma regulamentação relativa à forma de elaboração do Plano de Parto, existem algumas orientações passíveis de proteger e incentivar a vontade expressa no plano de parto, nomeadamente: Recomendação da OMS para o parto normal; Regulamento 127/2011 de 18 de fevereiro sobre as Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica; Código Deontológico dos médicos e dos enfermeiros. A evidência científica sobre o plano de parto é consensual ao afirmar a sua importância na satisfação dos casais grávidos, no respeito pela liberdade de escolha dos casais, bem como na construção de uma ferramenta que optimiza a informação e comunicação a todos os intervenientes no processo do nascimento. Por este motivo, a equipa multidisciplinar desenvolveu uma Consulta de Plano de Parto, para possibilitar a partilha das expectativas do casal quanto ao seu projecto de parentalidade e de parto seguro, num ambiente de flexibilidade, mas simultaneamente de garantia do bem-estar materno e fetal. A implementação da consulta de plano de parto, implicou numa primeira fase, a discussão de um conjunto de práticas e procedimentos a oferecer ao casal, durante o trabalho de parto e parto, dos profissionais intervenientes neste processo, nomeadamente: Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica, Obstetras, Pediatras e Anestesistas. O objetivo foi a apropriação deste projeto por todos os profissionais que prestam cuidados, e torná-lo real e exequível de forma constante e consistente, para todos os casais que recorrem ao serviço de obstetrícia e bloco de partos do CHPVVC. Deste encontro, foi elaborado um guião que integrou uma Circular Normativa Interna Nº 2/2015, e que serviu de base para a construção do plano de parto específico do CHPVVC. Esta consulta é desenvolvida à segunda-feira de manhã, prevendo uma hora para cada casal, na presença da enfermeira especialista e uma médica obstetra. O casal é

1

EE-ESMO, Enfermeira Chefe no CHPVVC, Póvoa de Varzim, Portugal.

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incentivado a trazer o seu plano de parto, pensado ou escrito, que será a base da discussão para o decurso de toda a consulta. Este documento fica anexado ao plano de parto do CHPVVC, que será preenchido e assinado por todos os intervenientes. Relativamente à documentação desta consulta, também é efectuado registo no Boletim de Saúde da Grávida sobre a efectivação do plano de parto. Resultados Obtidos: A consulta de plano de parto integra, desde Maio de 2016, um dos projetos de melhoria continua que esta equipa desenvolveu, assente em alguns princípios: assistência inovadora, desafio constante e aposta numa cultura de elevada qualificação e criatividade. Com esta oferta deste serviço aos casais grávidos, o serviço de obstetrícia demonstra que a sua conceptualização de cuidados não está apenas centrada na grávida, mas no casal grávido e também na implementação de práticas que promovem um parto natural/normal, tendo em conta o respeito, a humanização dos cuidados, a liberdade de escolha informada, esclarecida e segura.

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PROJETO CONTACTOB: ASSISTÊNCIA NO DOMICILIO À PUÉRPERA E RECÉM-NASCIDO TOURAIS, Paulo91; MOREIRA, Rosa 1; AMARAL, Joana 1; VICENTE, Sandra 1; SALVADO, António 1; FERNANDES; Bruno 1; MARQUES, Carolina 1

INTRODUÇÃO: Todos os indivíduos, ao longo do seu ciclo de vida, experienciam transições para o desempenho de novos papéis. A família é um sistema dinâmico e as mudanças na sua estrutura organizacional e modo de funcionar refletem uma realidade que caracteriza as sociedades ocidentais. Relacionado com esta mudança podem estar associados problemas de adaptação às situações de vida e aos processos de transição, nomeadamente no respeita ao processo de adaptação à parentalidade. No Relatório Mundial da Saúde 2005 consta que "o progresso, no que respeita à saúde dos recém-nascidos, não implica adquirir tecnologia cara. Implica, sim, que os sistemas de saúde possam dar continuidade aos cuidados, que devem começar no início da gravidez (e mesmo antes) e prolongar-se, através da assistência profissional qualificada, até ao nascimento e depois pelo período pós-natal". Os programas promoção da saúde materno-infantil, devem incluir cuidados integrados que se iniciam nas consultas de planeamento familiar e continuam com a vigilância da gravidez, do parto e do puerpério e na vigilância do recém-nascido. A visita domiciliária durante o puerpério constitui-se, portanto, como uma estratégia fulcral de suporte à puérpera e família significativa, neste processo de transição, permitindo uma intervenção em diferentes áreas no âmbito da educação para a saúde. A interação com o contexto familiar da puérpera, permite ainda o despiste de eventuais situações de carência (informação, suporte familiar, socioeconómica, psicológica,

etc.)

permitindo

intervenções

com

reflexos

positivos

e

determinantes numa maternidade/parentalidade adequadas. É neste enquadramento que surge o Projecto ContactOb, acompanhando as boas práticas preconizadas por organizações de saúde competentes, nomeadamente a OMS, a DGS e a Ordem dos Enfermeiros, na promoção da Saúde Materno-Infantil, que pretende assegurar a continuidade dos cuidados 1

Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE, Covilhã, Portugal.

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de enfermagem, em ambulatório/domicílio, no ambiente securizador do contexto familiar, na área de influência da Maternidade do Centro Hospitalar da Cova da Beira - Hospital Pêro da Covilhã (NUT Cova da Beira), visando a excelência dos cuidados de Enfermagem em Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica. A visita domiciliária é efetuada pelos enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstétrica do Centro Hospitalar Cova da Beira, Epe, tendo por base os objetivos do Project ContactOb: 

Assegurar a prestação de cuidados domiciliários a todas as puérperas e recém-nascidos, residentes no NUT Cova da Beira, até ao 30º dia pós parto;

Promover o aleitamento materno e a sua exclusividade;

Promover um puerpério saudável;

Reduzir a procura dos serviços secundários;

Referenciar para os cuidados de saúde hospitalares ou cuidados de saúde mental e psiquiátrica, criando uma “via verde”, todas as puérperas e recém-nascidos a quem sejam detetadas alterações à normalidade, ou para os cuidados de saúde primários, os casos que após o 30.º dia de pós-parto necessitem de acompanhamento domiciliário;

Cativar a realização de partos no CHCB, oferecendo cuidados de saúde diferenciados que promovam a realização de partos na NUT Cova da Beira.

Os recursos materiais utilizados são: 

Panfleto educativo;

Veículo do CHCB;

Computador com Sistema de informação em enfermagem – SClínico;

Check list

Mala de apoio clínico;

Estratégias de implementação: Sensibilização da equipa e integração dos elementos que efetuam a visita;

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Avaliação: Realização de registos no SClinico e, desde 2017, aplicação de um questionário, por meio informático e após consentimento da puérpera, de avaliação da sua satisfação com o apoio domiciliário prestado pela Equipa. Conclusão: O objetivo final, e transversal a toda a atuação, é a excelência da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados no Serviço de Obstetrícia, tendo em vista garantir a satisfação, a segurança e a autonomia da puérpera/família e o acompanhamento de proximidade. À data, os dados recolhidos através do questionário de avaliação da satisfação das puérperas, relativamente ao Projecto ContactOb, é de 100%, bem como relativamente ao profissionalismo e simpatia da Equipa de Enfermagem, o que, sem dúvida, confere notoriedade positiva ao trabalho realizado pelos Enfermeiros Especialistas de Saúde Materna e Obstétrica, junto da comunidade onde se inserem, incentivando a sua manutenção e replicação noutras zonas geograficamente próximas. Bibliografia: Relatório Mundial da Saúde 2005 - Para que todas as mães e crianças contem. OMS, Genebra, 2005 Consultado em 08-07-2014: http://www.who.int/whr/2005/media_centre/overview_pt.pdf?ua=1

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REDESENHANDO O NASCIMENTO FIGUEIREDO, Verónica101

Com a mudança vertiginosa da ciência, e apesar dos benefícios que esta diariamente nos proporciona, o nascimento continua a ser o maior desafio da humanidade Não enegrecendo todo o trabalho conseguido com estas mudanças, dentro do paradigma da obstetrícia, estamos cientes que este caminho está ainda em construção e sobretudo a ser REDESENHADO, no sentido de dar uma nova visão e uma nova intenção aos desígnios do que será o nascimento hoje, quer para os profissionais de saúde, quer para a mulher /casal. A instituição e a medicalização, conduziram a uma assistência do parto mais uniformizada,

mais

intervencionista,

onde

os

aspetos

técnicos

são

privilegiados, destituindo a mulher do seu papel ativo, causando um clima de insatisfação e medo. Intervenção, considerada por muitos, como excessiva e desnecessária, ela própria geradora de novos riscos associados ao parto. E desta vista, a autoridade sobre fazer nascer, e sobre o próprio corpo da mulher, e atribuída ao médico obstetra. Parafraseando Ana Campos complicámos a gravidez e o parto. Associações vão surgindo, novas formas de nascer se buscam e faz-nos pensar: parir em casa será seguro? Que procuram as mulheres? Não poderemos dar-lhes as mesmas condições com nível de segurança superior? Não é o casal grávido o protagonista deste filme? «A experiencia de parte é tão maravilhosa como traumatizante». Não podemos procurar torná-la mais maravilhosa? Que nos falta? Torna-se primordial estabelecer uma relação harmoniosa entre os avanços tecnológicos e a qualidade das relações humanas, fazendo emergir as vantagens do parto natural, da deambulação e da liberdade de movimentos. A atualização contínua de conhecimentos implica novas posturas, novas atitudes e novos projetos para que se consiga redesenhar o nascimento. O protagonismo tem de ser dado ao casal, eles têm o papel principal, os profissionais apenas colaboram para que eles sejam melhores atores. 1

EE-ESMO, HVFX, Vila Franca de Xira, Portugal

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Cuidados de saúde diferenciados e cuidados de saúde primários tem de estar sintonizados. É preciso de acompanhar a evidência, os cursos de especialidade, os departamentos de formação das instituições têm o dever de fornecer formação e treino atual. Obviamente não menos importante e preponderante é o interesse do profissional

na

autoaprendizagem,

na

procura

de

superar

os

seus

conhecimentos teóricos e práticos, tendo sempre como objetivo cuidar melhor, prestar os mais elevados cuidados de saúde ao casal Falta-nos práticas inovadoras lideradas por nós? Falta-nos sim ter a coragem de REDESENHAR O NASCIMENTO – redesenhando com cores apelativas, sugestivas de calma e tranquilidade, com leves toques de movimentos livres e pessoais, um risco firme e seguro!

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CONTRIBUTO DO REIKI NO BEM-ESTAR DO RECÉM-NASCIDO COM CÓLICAS ABDOMINAIS RAMOS, Ana Cristina111

Este projeto foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia 2015/2017, da Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus – Universidade de Évora, e implementado no Serviço de Obstetrícia do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo (CHBM), subordinado ao tema: “O contributo do Reiki no bem-estar do recém-nascido com cólicas abdominais”. As cólicas abdominais são muito frequentes nos primeiros dias após o nascimento, provocam sofrimento no Recém-Nascido (RN) e angústia e sensação de impotência nos pais. Pretendeu-se atuar neste problema através do Reiki, por se tratar de um método abrangente, não invasivo e não farmacológico. Definiu-se como objetivos: 1) Aplicar a Terapia de Reiki aos RN; 2) Verificar a diminuição ou cessação do sofrimento que a cólica provoca no RN, através da aplicação de Reiki; 3) Promover o bem-estar do RN através da aplicação de Reiki. A colheita de dados foi efetuada através da observação estruturada do RN, com recurso à Escala de Avaliação e Registo da Dor no RN, Neonatal Infant Pain Scale (NIPS), que foi aplicada em 2 momentos (antes e depois da aplicação de Reiki). Este trabalho trouxe dados novos que permitem afirmar que o Reiki contribui para o bem-estar do RN. É imprescindível promover a sua divulgação e incentivar enfermeiros e mães Reikianos a por em prática a aplicação desta terapia aos RN, promovendo assim o seu bem-estar. Os dados trazidos pelos resultados obtidos no presente projeto, vem dar luz não só à possibilidade, como às vantagens da utilização desta terapia no RN, ao revelar os benefícios, comprovadamente encontrados, no alívio das cólicas abdominais. O Reiki é uma ferramenta perfeitamente adequada aos mais novos (Rodrigues, 2011). É tão simples que pode ser praticado por todos, independentemente da 1

EE-ESMO, CHBM, Barreiro, Portugal.

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idade. Não há contraindicações e o equilíbrio que resulta desta prática sente-se ao fim de pouco tempo. Por isso, esta terapia complementar começa a ser, cada vez mais, recomendada para crianças e jovens, sendo já comum a sua recomendação por parte de pediatras, médicos de família ou psicólogos, pelas suas inúmeras vantagens e por se tratar de um método não invasivo, é assim sugerida a pais preocupados com o comportamento dos filhos (Vieira, 2015). Uma terapia complementar com as características do Reiki dificilmente obterá bons resultados se for imposta. Caso os pais sintam que o Reiki pode ajudar os filhos, o mais adequado será falar com eles e explicar-lhes o que é o Reiki, fornecendo informação simples, clara e adequada, poder-se-á também efetuar uma pequena demonstração, porque o Reiki, acima de tudo, sente-se, e quando se sente, compreende-se (Vieira, 2015). Reiki é uma terapia complementar de origem japonesa que promove o equilíbrio pessoal (Peter, Lübeck & William, 2006). Desta forma, potencia melhorias a nível físico e emocional, mas também mental ou espiritual, de acordo com o interesse de cada um. Não está relacionado com qualquer sistema de crenças ou religião, podendo ser encarado como uma técnica que facilita o relaxamento e o crescimento individual. No caso de bebés ou crianças até cerca dos 4-5 anos de idade, ainda sem grande entendimento da situação, tanto a forma de aplicação como a duração do tratamento terão de ser ajustadas, sendo orientadas para as suas necessidades, de forma a aumentar o seu conforto e estabilidade (Vieira, 2015). O Reiki não é aplicado em vez de… mas sim em complemento de outras técnicas ou tratamentos, não substitui nem desaconselha os cuidados médicos convencionais. Pelo contrário, o objetivo do Reiki será sempre o de complementar, porque o corpo humano é mais do que apenas matéria física. Assim, o Reiki integra-se numa perspetiva holística de cuidados, procurando contribuir para a melhoria da saúde individual como um todo (Freitag et al., 2015). Em termos de Terapias Complementares, na maternidade do CHBM, existem mais 3 projetos, que se encontram implementados e com um grau de adesão e satisfação elevados. São eles: “Reiki e Shiatsu para os profissionais da área da Saúde Materna”, “Reiki para cuidar de quem cuida” e “Massagem Shiatsu nas grávidas em fase latente do trabalho de parto”. 31


Referências bibliográficas Direção-Geral da Saúde. (2012). Orientação n.°24/2012. Orientações técnicas sobre o controlo da Dor nos recém-nascidos (0 a 28 dias). Lisboa: DGS. Recuperado de https://www.dgs.pt/directrizes-dadgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0242012-de-18122012.aspx. Freitag V., Andrade A. & Badke M. (2015). O Reiki como forma terapêutica no cuidado à saúde: uma revisão narrativa da literatura. Enfermería Global, 14(38): 346. Recuperado de http://scielo.isciii.es/pdf/eg/v14n38/pt_revision5.pdf. Ordem dos Enfermeiros. (2008). Guia Orientador de Boa Prática Estratégias não farmacológicas no controlo da dor na criança. Recuperado de http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/documents/cadernosoe-dor.pdf. Petter, F., Lübeck, W. & William, L. (2016). O Espírito do Reiki. Braga: Nascente Editora. Rodrigues, F. (2011). Reiki para todos e em especial para as crianças. Lisboa: Arteplural Edições. Vieira, A. (2015). Reiki para Crianças. Associação Portuguesa de Reiki. Recuperado http://www.associacaoportuguesadereiki.com/reiki/reiki-em-portugal/2015/02/04/reiki-para-criancas/.

de

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REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA E SÍNTESE DA EVIDÊNCIA APÓSTOLO, João Luís Alves121

A implementação do conhecimento na prática dos cuidados de saúde e a avaliação do seu impacto deverá ser o fim último de um processo cíclico e complexo. A visão da ciência da translação enfatiza a aplicação dos resultados das ciências básicas ou laboratoriais na prática clínica através da realização de ensaios clínicos. Contudo a translação da ciência é um processo mais amplo do que a realização de ensaios clínicos. Inicia-se com a translação das perguntas que surgem da necessidade de conhecimento no mundo real para a investigação e finaliza com a translação dos resultados da investigação em ação clínica ou política. Os profissionais de saúde, consumidores, investigadores e enunciadores de políticas são inundados com quantidades incontroláveis de informação. É improvável que todos tenham o tempo, as competências e os recursos para procurar, avaliar e interpretar essa evidência e incorporá-la nas decisões em cuidados de saúde de maneira eficaz, viável, e significativa para populações específicas, culturas e contextos. A revisão sistemática é o núcleo central e o padrão ouro da síntese de evidências, que é por si uma metodologia de investigação considerada como investigação secundária. A metodologia de revisão sistemática tem evoluído e neste momento há diversas tipologias de revisões que, para além das tradicionais RSL de eficácia, incluem também RSL qualitativa, análise económica, associação e etiologia, precisão de diagnóstico, revisões de revisões, entre outras. Em menor escala os resumos de evidências ou revisões rápidas, que se desenvolvem em menos de cinco semanas, comparativamente com as RSL que podem demorar entre seis meses a dois anos, surgiram como uma abordagem simplificada para sintetizar evidências de forma mais rápida e atempada para atender às necessidades dos decisores políticos, partes interessadas e outros utilizadores do conhecimento. Para que a evidência se torne de fácil acesso e consumo aos clínicos e aos utentes, a informação resultante das revisões sistemáticas pode ser resumida e condensada numa variedade de formatos. Algumas estruturas mundiais têm vindo a desenvolver metodologias para suportar o desenvolvimento da síntese e implementação da evidência. Entre outras, a Colaboração Cochrane e o Joanna Briggs Institute destacam-se pela dimensão da sua estrutura e impacto mundial. 1

Escola de Enfermagem de Coimbra, Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, Portugal Centre for Evidence Based Practice: A Joanna Briggs Institute Centre of Excellence, Coimbra, Portugal.

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DESAFIOS DA PREMATURIDADE NA ATUALIDADE: DIFERENTES OLHARES - “O OLHAR DOS PAIS” GUERRA, Paula131

Como surgiu a XXS, que trabalho desenvolvemos para ajudar bebés, pais, famílias e profissionais de saúde. O impacto da prematuridade nas famílias e a importância e impacto das emoções vividas neste contexto.

1

XXS - Associação Portuguesa de Apoio ao Bebe Prematuro, Portugal.

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3 - RESUMO DAS COMUNICAÇÕES LIVRES

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PERCEÇÃO DA MULHER SOBRE A DOR NO TRABALHO DE PARTO E PARTO SOUSA, Ana Paula Prata141 6 de maio de 2017 às 09:05 h

Palavras-chave: dor de trabalho de parto, satisfação, preparação para o parto Introdução: O estudo que se apresenta é parte integrante de uma investigação mais vasta desenvolvida na tese de doutoramento “Construir a confiança para o parto: desenvolvimento e avaliação de um programa de intervenção em enfermagem”. Uma das variáveis em estudo foi a dor de trabalho de parto. A dor de trabalho de parto é um dos fatores que mais negativamente interfere na experiência de parto, levando a que a mulher fique menos disponível para se envolver emocionalmente com o bebé (Figueiredo et al., 2002). É um assunto que preocupa a mulher desde o início da gestação. Objetivo: Avaliar eficácia do programa CCpP no nível de dor de trabalho de parto; Metodologia: Estudo quasi-experimental, realizado numa instituição da região norte do país. Incluiu dois grupos de grávidas (experimental e controlo) e englobou três momentos. Foi no terceiro momento (aplicação do questionário de follow-up, 48 a 72h após o parto) que se questionaram as puérperas sobre a perceção de dor no trabalho de parto e parto. Amostra constituída por 121 participantes, 66 alocadas ao grupo experimental e 55 ao grupo controlo. Instrumento de colheita de dados - Questionário de Experiência e Satisfação com o Parto, validado por Costa e col., em 2004. Constituído por oito subescalas, a subescala relativa às questões que se relacionam com a intensidade da dor varia entre 0 e 10, que se traduzem respetivamente e em ordem crescente por: nenhuma, mínima, muito pouca, pouca, alguma, moderada, bastante, muita, muitíssima, extrema, a pior jamais imaginável. O estudo teve a aprovação da comissão de ética da instituição onde foi realizado e todas as participantes assinaram o documento de consentimento informado. Conclusão: Não havia diferenças entre os grupos relativamente às variáveis de caracterização: idade, estado civil, grau de escolaridade. A maioria das 1

EE-ESMO, Escola Superior de Enfermagem do Porto, Portugal.

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participantes recordou como doloroso o trabalho de parto e o parto. Verificouse que as participantes do grupo experimental sentiram uma intensidade máxima de dor de trabalho de parto significativamente superior à das participantes do grupo controlo. A intensidade média e máxima de dor de parto variou entre os níveis 4 (alguma dor) e 9 e 10 (dor extrema e a pior jamais imaginável) nos dois grupos, tendo o valor médio diminuído relativamente à dor sentida no trabalho de parto. Aumentou a percentagem de participantes, de ambos os grupos, que sentiram uma dor mínima ou nula. A maioria das mulheres, dos dois grupos em estudo, lembra-se do trabalho de parto e do parto como eventos dolorosos. Estes resultados corroboram os de outros investigadores (Niven & Murphy-Black, 2000; Costa et al., 2003; Vicente, 2009), que referem que, habitualmente, as mulheres recordam o trabalho de parto e o parto como dolorosos. Fabian e col. (2005) reportam que não há evidência que a frequência da PPP influencie a memória de dor, o que comprova os resultados desta investigação. Apesar da dor reportada, a maioria das participantes dos dois grupos estava satisfeita com a intensidade de dor sentida, tanto no trabalho de parto, como no parto. Bibliografia: Costa, R., Figueiredo, B., Pacheco, A., & Pais, A. (2003). Parto: Expectativas, Experiências, Dor e Satisfação. Psicologia, Saúde & Doenças, 4 (1), 47-67 Fabian, H., Rädestad, I., & Waldenström, U. (2005). Childbirth and parenthood education classes in Sweden. Women’s opinion and possible outcomes. Acta Obstet Gynecol Scand, 84, 436–443. doi:10.1111/j.0001-6349.2005.00732.x Figueiredo, B., Costa, R., & Pacheco, A. (2002). Experiência de parto: alguns factores e consequências associadas. Análise Psicológica, 2 (XX), 203-217 Niven, C., & Murphy-Black, T. (2000). Memory for labor pain: A review of the literature. Birth, 27 (4), 244253 Vicente, S. C. (2009). Apoio social, expectativas e satisfação com o parto em primíparas com e sem preparação para o parto. Tese de Mestrado. Universidade do Algarve: Faro.

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FATORES CONDICIONANTES DAS RESPOSTAS SEXUAIS ADAPTATIVAS DE MULHERES PORTUGUESAS EM PERIMENOPAUSA PINHEIRO, Arminda Anes151 6 de maio de 2017 às 09:20 h

Palavras-chave: respostas sexuais adaptativas; perimenopausa; fatores condicionantes; teoria das transições. Introdução: O aumento da esperança de vida requer uma atenção especial para a promoção da saúde das mulheres que viverão mais de um terço das suas vidas em pós-menopausa. Estilos de vida e atitudes face a menopausa são aquisições socioculturais ao longo da vida que influenciam a experiência das mulheres (1) e podem condicionar a sua saúde nos anos mais tardios. A prevenção primária tem focalizado o rastreio do cancro da mama e do colo uterino, declinando a importância da alimentação, exercício físico, tabagismo e atitude face ao envelhecimento e à menopausa. Há diferenças culturais em sintomas sexuais que devem ser medidos na perimenopausa, incluindo: perda de interesse em sexo, secura vaginal, satisfação e dor. A medição destes sintomas permite comparação entre resultados de diferentes regiões (2). A Teoria das Transições apresenta-se como um quadro teórico plausível capaz de ajudar os enfermeiros a compreenderem as respostas adaptativas das mulheres neste período, bem como, a identificação dos fatores que condicionam a transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva. Objetivos: Identificar a incidência e severidade de problemas sexuais de mulheres portuguesas em perimenopausa e quais os fatores associados a ocorrência destas queixas. Método:

Estudo

quantitativo,

transversal

correlacional;

amostra,

não-

probabilística de conveniência (n = 600; 40 -55 anos). Critérios de inclusão: 45 -55 anos; ovário e útero intacto; sem TRH; sem doença crónica; irregularidade menstrual critérios para fases -2 e -1 STRAW (2012). Materias: Menopause Rating Escala (3), Escala de atitudes e crenças face a menopausa SABM (4) (construído e validado para o estudo), Escala de Satisfação de Suporte Social (5), Escala de Auto-Estima (6), perceção de bem1

EE-ESMO, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Braga, Portugal.

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estar subjetivo, eventos estressantes, projetos, níveis de FSH e E2 no plasma, variáveis estilo vida e sociodemográficas. Foram respeitados os princípios éticos relativos à confidencialidade dos dados e o consentimento informado. Tratamento de dados através do SPSS 22 para análise descritiva, testes não paramétricos de Mann Whitney, Kruskal-Wallis e regressão logística pelo método Forward:LR. Principais resultados: 51,3% não referiu; 15,5% leve; 9,5% moderado; 9,0% intenso e 14,7% muito intenso. Houve relação estatisticamente significativa com os seguintes fatores analisados: nível de escolaridade; condição laboral; horas de trabalho, em média por semana; estado conjugal; ingestão diária de café; perceção sobre a adequação do rendimento económico familiar médio mensal para satisfazer as necessidades pessoais e familiares; avaliação subjetiva das alterações na imagem corporal; significado atribuído à menopausa; projetos para o futuro pessoais, laborais, de lazer ou outros; experiencia

de

acontecimentos

significativos;

história

de

problemas

osteoarticulares e síndrome pré-menstrual. Verificamos que houve correlações estatisticamente significativas negativas e fracas entre o relato de sintomas e os escores das escalas e domínios de escalas, utilizados para avaliar as seguintes condições: nível de autoestima; ESAS - satisfação com as atividades sociais; ESAS – satisfação com o apoio familiar; ESAS – satisfação com o apoio dos amigos; ESAS – satisfação com o apoio na intimidade; EACM – alterações de papéis e de relacionamentos; EACM – mudanças na sexualidade e na reprodução; EACM – mudanças na saúde e envelhecimento e EACM – mudanças físicas. Verificamos ainda que houve correlações estatisticamente significativas positivas e fracas com as seguintes condições: IMC (Kg/m2), perímetro abdominal (cm) e fase de perimenopausa. Não houve correlações estatisticamente significativas entre o relato de sintomas e as seguintes condições: níveis sorológicos de FSH (mIU/mL) e níveis sorológicos de E2 (pg/Ml). Em relação a influência dos diferentes fatores incluídos no modelo final sobre a probabilidade de uma mulher ter relatado sintomas sexuais desconfortáveis, a regressão logística Forward: LR revelou que as condições dos fatores sociodemográficos e socioeconómicos: condição laboral (b desempregada = 0,817; OR=2,264), constituição do agregado familiar (b só, com filhos =- 0,993; OR= 0,136); as condições dos fatores psicossociais: significado atribuído à 39


menopausa (b significado positivo = -1,038; OR=0,354), nível da autoestima (b autoestima = -0,045; OR=0,956), satisfação com o apoio social (b apoio familiar = -0,099;; OR=0,906), atitudes e crenças face a menopausa (b mudanças saúde envelhecimento = -0,148; OR=0,863) e atitudes e crenças face a menopausa (b mudanças físicas = -0,147; OR=0,863) apresentaram um efeito estatisticamente significativo sobre o Logit da probabilidade de uma mulher ter referido problemas sexuais, de acordo com o modelo Logit ajustado (G2 (8) = 173,621; p <0,001; X2wald (8) =16,847; p= 0,032; R2CS=0,251; R2N= 0,349; R2MF = 0,228). A análise não revelou valores extremos. Conclusão: Estes resultados indicam que a promoção da saúde sexual de mulheres na perimenopausa deve incluir uma mudança de atitudes e crenças face a menopausa, no aumento da autoestima, na autoimagem e no apoio social durante a idade reprodutiva, e isto poderá ocorrer em consultas de planeamento familiar, muito antes deste período de transição. Referencias bibliográficas: 1 LOOCK, M. (1998). Menopause: Lessons From Anthropology. Psychosomatic Medicine, 60 (4), 410-419 2 ANDERSON, D.; Sievert, L. L.; Melby, M. K. & Obermeyer, C. M. (2011). Methods used in cross-cultural comparisons of sexual symptoms and their determinants. Maturitas, 70 (2),135-40. 3 HEINEMANN,K.; Ruebig, A.; Potthoff,P.; Schneider, H.P.G.; Strelow, F.; Heinemann, L. A. J.; THAI, D. M. (2004). The Menopause Rating Scale (MRS) scale: A methodological review. Health and Quality of Life Outcomes, 2 (45), 2-45. 4 ESCALA DE ATITUDES E CRENÇAS FACEÀ MENOPAUSA- SABM. 5 RIBEIRO, J. L. P. (1999). Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS). Análise Psicológica, 17(3), 547-558. 6 SANTOS,P. J.; Maia, J. (2003). Análise factorial confirmatória e validação preliminar de uma versão portuguesa da escala de auto-estima de Rosenberg. Psicologia: teoria, investigação e prática, 2, 253-268

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ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DA LESÃO PERINEAL: HANDS ON/ HANDS OFF SOUTO, Sandra Patrícia Arantes de161; PEREIRA, Rosa Patrícia Milhazes

1

6 de maio de 2017 às 09:35 h

Palavras-chave: Lesão perineal, proteção perineal, hans on/hans off Introdução: O parto vaginal está frequentemente associado a diferentes formas de lesão perineal. Dentro deste contexto, a morbilidade relacionada com a lesão perineal tem um impacto significativo a curto e longo prazo na vida das mulheres (Rosa-Várez, 2013). No exercício da prática obstétrica, diferentes intervenções têm sido usadas na prevenção da lesão perineal. Diversos autores referem que as técnicas de proteção do períneo: hands on/hands off (Laine, et al., 2012; Rosa-Várez, 2013) podem contribuir para a redução da incidência da lesão perineal. Objetivo: Compreender a eficácia das técnicas de proteção do períneo: hands on/hands off na redução da incidência da lesão perineal. Metodologia: A metodologia utilizada centra-se na pesquisa bibliográfica e revisão de alguns artigos científicos. Na pesquisa foi formulada a frase booleana com os seguintes descritores: “perineum”, “protection” e “injuries”. Resultados: A proteção perineal com os métodos hands on/ hands off reflete uma pesquisa controversa na literatura, sendo que as conclusões retiradas não são ainda totalmente esclarecedoras. Conclusão: No que concerne à prevenção da lesão perineal através das técnicas de proteção perineal, conclui-se que serão necessários mais estudos para que consigamos reunir informações mais específicas. Implicações para a prática: A lesão perineal é uma das maiores preocupações do EESMO no decorrer do segundo estádio do trabalho de parto. A sua ocorrência pode resultar em repercussões negativas na vida da mulher, sendo que está ao nosso alcance a utilização das intervenções mais adequadas para a sua prevenção. A avaliação caso a caso será neste caso o aspeto fulcral. Sermos proactivas na execução de novas estratégias baseadas em evidência científica permite que a nossa prática obstétrica seja constantemente aprimorada. 1

EE-ESMO, Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, Vila do Conde, Portugal.

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Bibliografia: AASHEIM, V. [et al.] – Perineal techniques during the second stage of labour for reducing perineal trauma (review). Cochrane Databases of Systematic Reviews. (2011) LAINE, Katariina [et al.] – Incidence of obstetric anal sphincter injuries after training to protect the perineum: cohort study. BMJ Open accessible medical research. (2012), p. 1-10. LEENSKJODL, Stine [et al.] – Manual Protection of the perineum reduces the risk of obstetric anal sphincter ruptures. Danish Medical Journal. (2015), p. 1-5. PETROCNIK, Petra [et al.] - Hands-poised technique: The future technique for perineal management of second stage of labour? A modified systematic literature review. Midwifery. (2015), p. 274-279. ROSA-VÁREZ, Zoraida, [et al.] – Maniobras de protección perineal: manejo expectante frente a manejo activo. Révision de la bibliografía. Matronas Profisión. Vol.14, nº1 (2013), p.19-23.

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A FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS NO FOCO PAPEL PARENTAL: UM VETOR PARA A MUDANÇA NUNES, Célia171; COUTINHO, Emília Carvalho 2; DUARTE, João Carvalho 2; CEREJEIRA, Irene

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6 de maio de 2017 às 10:45 h

Palavras-chave: puerpério imediato; necessidades das puérperas; áreas de intervenção do EESMO Introdução: O parto em ambiente hospitalar constitui a prática mais frequente em Portugal, independentemente do risco obstétrico. Não obstante, o tempo de internamento tem vindo a diminuir pelo reconhecimento dos riscos acrescidos deste modelo assistencial, principalmente em situações de baixo risco, e pela necessidade de adequação dos parcos recursos de saúde existentes às reais necessidades da comunidade, sem avaliação das reais necessidades das mulheres e suas famílias ou uma rede de referenciação eficaz e eficiente. O EESMO cuida a mulher durante o período pós-natal, no sentido de potencializar a saúde da puérpera e do recém-nascido, apoiando o processo de transição e adaptação à parentalidade. Em Portugal ainda há unidades de cuidados hospitalares de puérperas em que só existe um EESMO por cada turno de trabalho. Objetivos: No sentido de promover uma assistência adequada às puérperas e suas famílias em tempos de internamentos cada vez mais reduzidos em unidades de puerpério, efetuou-se uma pesquisa documental no sentido de identificar a evidencia acerca das necessidades das puérperas mais frequentemente identificadas pelos autores, durante o período de puerpério precoce e comparou-se com os indicadores de qualidade preconizados pelo NHS da Grã-Bretanha para 2013-2014. Metodologia: A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa consiste na análise documental de artigos publicados em bases de dados acessíveis, especificamente na PubMed e o SciELO. As palavras-chave utilizadas

foram:

Women,

Needs,

Puerperal,

48

hours,

Puerperium,

Postpartum. 1 2 3

Centro Hospitalar Trás os Montes e Alto Douro, E.P.E, ??? Portugal. Escola Superior de Saúde de Viseu, Viseu, Portugal. Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde EPE, Vila do Conde, Portugal

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A pesquisa foi efetuada entre os dias 4 e 20 de abril. Na revisão documental realizada, foram encontrados cinco artigos, sendo selecionados os que se referiam exclusivamente às primeiras 48h de puerpério, sem se restringirem apenas às necessidades das puérperas com patologias concomitantes. Foram selecionados estudos com amostras aleatórias, num total de 379 puérperas. Dada a escassez de estudos nesta área e com estas caraterísticas, decidimos incluir na análise estudos randomizados controlados, estudos de coorte, estudos transversais e estudos qualitativos. Resultados/Discussão: Verificamos que existem necessidades comuns a todas as puérperas, nomeadamente a dificuldade no cuidar do recém-nascido, para o qual todas as atenções e preocupações das puérperas estão voltadas. As puérperas também sentem insegurança no que diz respeito à sua reabilitação, à sua mobilidade e quanto aos cuidados pessoais. Houve estudos que realçaram que as mulheres referem que necessitam de descanso, de orientações precisas e de apoio, não só por parte dos profissionais de saúde, mas também das suas famílias. Os resultados dos relatórios analisados salientam ainda que o planeamento de cuidados individualizados deve ter continuidade no período pós-natal, tendo em conta certas circunstâncias não abordadas durante a gravidez; que as primíparas selecionam um número maior de temas importantes em relação às mães mais experientes; que os ensinos individualizados foram classificados como mais eficazes; que existe uma necessidade de modificações na prática e no modo de cuidar profissional de enfermagem, não somente nos procedimentos técnicos, mas também na incorporação de valores e iniciativas humanizadoras do cuidado. Um estudo evidenciou que as mães não estão cientes do nível de serviço e suporte que podem obter no período pós-parto; quase metade das mulheres não discutiram o plano de cuidado pós-parto antes do nascimento e quase dois terços das mães não o discutiram após o nascimento também; apenas 35% das parteiras referiram ter tempo para transmitir toda a informação necessária sobre o cuidado pós-parto, não havendo tempo para discutir o plano com as mulheres e, portanto, o cuidado oferecido não pode ser sensível às suas necessidades e apenas 4% das mulheres receberam continuidade completa nos cuidados pósparto.

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Quando comparamos estes resultados com os 11 indicadores de qualidade preconizados pelo NHS da Grã-Bretanha para 2013-2014 verificamos que muitos aspetos ficam descurados a exceção do indicador nº 7. Conclusões: Em síntese, de acordo com os estudos analisados, a qualidade da assistência à puérpera e sua família parecem estar a ser descurada uma vez que o tipo de necessidades identificadas nos estudos selecionados ainda se encontram aquém do preconizado, por exemplo, pelo NHS da Grã-Bretanha. Quanto as implicações para a prática, sugerimos que se inicie um estudo para identificar as necessidades das puérperas portuguesas, especificamente para a população da área do HB no sentido de se estabelecerem indicadores de qualidade para esta região. Almeida, M. (2005), Assistência de enfermagem à mulher no período puerperal: uma análise das necessidades como subsídios para a construção de indicadores de géneros. Referências Bibliográficas Almeida, M.; Silva, I. (2008). Necessidades de mulheres no puerpério imediato em uma maternidade pública de Salvador. Revista da Escola de Enfermagem da USP, .42 (2), 347-354 Beger, D.; Cook, C. (1998). Postpartum Teaching Priorities: The Viewpoints of Nurses and Mothers. Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing, 27, (2), 161–168 Forster, D.; Savage, T.; McLachlan, H.; Gold, L.; Farrell, T.; Rayner, J.; Yelland, J.; Rankin, B. & Lovell, B. (2014), Individualized, flexible postnatal care: a feasibility study for a randomized controlled trial. Bio Med Central Health Services Research, 14:569 NHS. National Institute for Health and Care Excellence, (2013). NICE quality standard [QS37] http://www.nice.org.uk/guidance/qs37/chapter/Introduction (acesso em abril 2017) Strapasson, M.; Nedel, M. (2010). Puerpério imediato: desvendando o significado da maternidade. Revista Gaúcha Enfermagem, 31(3), 521-8. The Royal College of Midwives, (2014), Postnatal care planning. World Health Organizatio. (1998). Postpartum Care of the Mother and the Newborn: a practical guide.

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PUERPÉRIO, ÁREA DE INTERVENÇÃO DOS EESMO: O QUE É URGENTE IMPLEMENTAR? PINHEIRO, Arminda Anes181; CÔTO, Maria Rosário Pinto Coelho Silva 6 de maio de 2017 às 11:00 h

Palavras-chave: puerpério imediato; necessidades das puérperas; áreas de intervenção do EESMO Introdução: O parto em ambiente hospitalar constitui a prática mais frequente em Portugal, independentemente do risco obstétrico. Não obstante, o tempo de internamento tem vindo a diminuir pelo reconhecimento dos riscos acrescidos deste modelo assistencial, principalmente em situações de baixo risco, e pela necessidade de adequação dos parcos recursos de saúde existentes às reais necessidades da comunidade, sem avaliação das reais necessidades das mulheres e suas famílias ou uma rede de referenciação eficaz e eficiente. O EESMO cuida a mulher durante o período pós-natal, no sentido de potencializar a saúde da puérpera e do recém-nascido, apoiando o processo de transição e adaptação à parentalidade. Em Portugal ainda há unidades de cuidados hospitalares de puérperas em que só existe um EESMO por cada turno de trabalho. Objetivos: No sentido de promover uma assistência adequada às puérperas e suas famílias em tempos de internamentos cada vez mais reduzidos em unidades de puerpério, efetuou-se uma pesquisa documental no sentido de identificar a evidência acerca das necessidades das puérperas mais frequentemente identificadas pelos autores, durante o período de puerpério precoce e comparou-se com os indicadores de qualidade preconizados pelo NHS da Grã-Bretanha para 2013-2014. Metodologia: A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa consiste na análise documental de artigos publicados em bases de dados acessíveis, especificamente na PubMed e o SciELO. As palavras-chave utilizadas

foram:

Women,

Needs,

Puerperal,

48

hours,

Puerperium,

Postpartum. 1

EE-ESMO, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Braga, Portugal.

2 EE-ESMO, Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde EPE, Vila do Conde, Portugal.

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A pesquisa foi efetuada entre os dias 4 e 20 de abril. Na revisão documental realizada, foram encontrados cinco artigos, sendo selecionados os que se referiam exclusivamente às primeiras 48h de puerpério, sem se restringirem apenas às necessidades das puérperas com patologias concomitantes. Foram selecionados estudos com amostras aleatórias, num total de 379 puérperas. Dada a escassez de estudos nesta área e com estas caraterísticas, decidimos incluir na análise estudos randomizados controlados, estudos de coorte, estudos transversais e estudos qualitativos. Resultados/Discussão: Verificamos que existem necessidades comuns a todas as puérperas, nomeadamente a dificuldade no cuidar do recém-nascido, para o qual todas as atenções e preocupações das puérperas estão voltadas. As puérperas também sentem insegurança no que diz respeito à sua reabilitação, à sua mobilidade e quanto aos cuidados pessoais. Houve estudos que realçaram que as mulheres referem que necessitam de descanso, de orientações precisas e de apoio, não só por parte dos profissionais de saúde, mas também das suas famílias. Os resultados dos relatórios analisados salientam ainda que o planeamento de cuidados individualizados deve ter continuidade no período pós-natal, tendo em conta certas circunstâncias não abordadas durante a gravidez; que as primíparas selecionam um número maior de temas importantes em relação às mães mais experientes; que os ensinos individualizados foram classificados como mais eficazes; que existe uma necessidade de modificações na prática e no modo de cuidar profissional de enfermagem, não somente nos procedimentos técnicos, mas também na incorporação de valores e iniciativas humanizadoras do cuidado. Um estudo evidenciou que as mães não estão cientes do nível de serviço e suporte que podem obter no período pós-parto; quase metade das mulheres não discutiram o plano de cuidado pós-parto antes do nascimento e quase dois terços das mães não o discutiram após o nascimento também; apenas 35% das parteiras referiram ter tempo para transmitir toda a informação necessária sobre o cuidado pós-parto, não havendo tempo para discutir o plano com as mulheres e, portanto, o cuidado oferecido não pode ser sensível às suas necessidades e apenas 4% das mulheres receberam continuidade completa nos cuidados pósparto.

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Quando comparamos estes resultados com os 11 indicadores de qualidade preconizados pelo NHS da Grã-Bretanha para 2013-2014 verificamos que muitos aspetos ficam descurados a exceção do indicador nº 7. Conclusões: Em síntese, de acordo com os estudos analisados, a qualidade da assistência à puérpera e sua família parecem estar a ser descurada uma vez que o tipo de necessidades identificadas nos estudos selecionados ainda se encontram aquém do preconizado, por exemplo, pelo NHS da Grã-Bretanha. Quanto as implicações para a prática, sugerimos que se inicie um estudo para identificar as necessidades das puérperas portuguesas, especificamente para a população da área do HB no sentido de se estabelecerem indicadores de qualidade para esta região. Almeida, M. (2005), Assistência de enfermagem à mulher no período puerperal: uma análise das necessidades como subsídios para a construção de indicadores de géneros. Referências Bibliográficas Almeida, M.; Silva, I. (2008). Necessidades de mulheres no puerpério imediato em uma maternidade pública de Salvador. Revista da Escola de Enfermagem da USP, .42 (2), 347-354 Beger, D.; Cook, C. (1998). Postpartum Teaching Priorities: The Viewpoints of Nurses and Mothers. Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing, 27, (2), 161–168 Forster, D.; Savage, T.; McLachlan, H.; Gold, L.; Farrell, T.; Rayner, J.; Yelland, J.; Rankin, B. & Lovell, B. (2014), Individualized, flexible postnatal care: a feasibility study for a randomized controlled trial. Bio Med Central Health Services Research, 14:569 NHS. National Institute for Health and Care Excellence, (2013). NICE quality standard [QS37] http://www.nice.org.uk/guidance/qs37/chapter/Introduction (acesso em abril 2017) Strapasson, M.; Nedel, M. (2010). Puerpério imediato: desvendando o significado da maternidade. Revista Gaúcha Enfermagem, 31(3), 521-8. The Royal College of Midwives, (2014), Postnatal care planning. World Health Organizatio. (1998). Postpartum Care of the Mother and the Newborn: a practical guide.

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PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE ÁLCOOL EM MULHERES GRÁVIDAS COUTINHO, Emília de Carvalho191 ; PEREIRA, Carlos Manuel Figueiredo 1;DUARTE, João Carvalho

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6 de maio de 2016 às 14:30 h

Palavras-chave: álcool; grávida; prevalência, enfermeiro de saúde materna e obstetrícia Introdução: A literatura enfatiza e alerta para os efeitos perniciosos associados ao consumo de álcool por mulheres grávidas, o qual é altamente prejudicial à saúde da mãe e particularmente do embrião/feto podendo desencadear múltiplas patologias e até a própria morte. Não há uma quantidade mínima que seja considerada segura, nem um período da gravidez que esteja isento de consequências. Ao enfermeiro obstetra compete-lhe, antes e durante a gravidez, promover estilos de vida saudável e prevenir comportamentos de risco, como a ingestão de álcool pelas mulheres grávidas. Objetivo: quantificar a prevalência do consumo de álcool em mulheres grávidas. Metodologia: Estudo transversal, observacional, parcialmente analisado como caso controlo, envolveu 753 mães imigrantes com idades entre os 16 e os 45 anos (29,30±5,76) e 1654 portuguesas com idades entre os 15 e os 44 anos (29,99±5,42). A recolha de dados realizou-se através de questionário, nos 18 distritos de Portugal Continental, de janeiro de 2010 a dezembro de 2011. Considerou-se haver consumo de álcool qualquer quantidade de álcool ingerida pela mulher grávida. A prevalência foi expressa em proporções e determinouse ainda a magnitude de associação entre as variáveis com recurso aos Odds Ratio (OR) e respetivos intervalos de confiança a 95%. Estudo aprovado pela CNPD e comissões de ética das 32 instituições envolvidas. Resultados: Conclui-se que 8,3% (199) grávidas ingeriram álcool, com maior percentagem entre as imigrantes (12,0% vs 6,6%; OR 0,52; IC95% 0,37-0,7). No que se refere à frequência do consumo, consumiram algumas vezes 57,8% das portuguesas e 71,1% das imigrantes (OR 0,37; IC95% 0,26-0,52). 1

Escola Superior de Saúde de Viseu, Viseu, Portugal.

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Conclusão: As grávidas imigrantes consumiram mais álcool que as portuguesas. A prevalência de qualquer consumo de álcool durante a gravidez por imigrantes e portuguesas sugere cuidados pré-natais inadequados. Bibliografia: Baron, R., Manniën, J., Velde, S., Klomp, T., Hutton, E. K., & Brug, J. (2015). Socio-demographic inequalities across a range of health status indicators and health behaviours among pregnant women in prenatal primary care: A cross-sectional study. BMC Pregnancy and Childbirth, 15, 261. doi: 10.1186/s12884-015-0676-z Grinfeld, H. (2009). Consumo nocivo de álcool durante a gravidez. In Álcool e suas conseqüências: Uma abordagem multiconceitual (pp. 1-36). São Paulo: Editora Manole. Acedido em http://cisa.org.br/UserFiles/File/alcoolesuasconsequencias-pt-cap9.pdf Mårdbya, A-C., Lupattellic, A., Hensingb, G., & Nordeng, H. (2017). Consumption of alcohol during pregnancy: A multinational European study. Women and Birth, (In Press). Acedido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1871519217300057 Oulman, E., Kim, T. H. M., Yunis, K., & Tamim, H. (2015). Prevalence and predictors of unintended pregnancy among women: An analysis of the Canadian Maternity Experiences Survey. BMC Pregnancy Childbirth, 15, 260. doi 10.1186/s12884-015-0663-4 Portugal, Direção Geral da Saúde. (2015). Programa nacional para a vigilância da gravidez de baixo risco. Lisboa: DGS. Acedido em https://www.dgs.pt/em-destaque/programa-nacional-para-a-vigilancia-dagravidez-de-baixo-risco.aspx Walker, M. J., Al-Sahab, B., Islam, F., & Tamim, H. (2011). The epidemiology of alcohol utilization during pregnancy: An analysis of the Canadian Maternity Experiences Survey (MES). BMC Pregnancy Childbirth, 11, 52. doi: 10.1186/1471-2393-11-52

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ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL: AMBIENTES FAVORÁVEIS À PRÁTICA DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA SOUSA, Carina Gomes de201; ; ZANGÃO, Maria Otília

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6 de maio de 2017 às 11:15 h

Palavras-chave: Ambiente de Trabalho (WorkEnvironment), Parto Normal (Normal Birth), Enfermeira Obstétrica (Midwife) e Tocologia (Midwifery). Introdução: De acordo com Lake (2002) e o International Council of Nurses (2007) um ambiente favorável à prática clínica consiste num conjunto de características organizacionais que facilitam e influenciam a prática profissional de enfermagem. A assistência ao parto normal é uma competência do Enfermeiro Especialista de Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO) que tem vindo a ser desafiado pelo ambiente da prática. Urge a necessidade de promover um ambiente favorável à prática do EESMO na assistência ao parto normal. Objectivos: Desenvolver conhecimentos sobre ambientes favoráveis à prática clínica e Identificar os fatores que condicionam um ambiente favorável à prática do EESMO na assistência ao parto normal. Metodologia: Estudo de abordagem qualitativa. Efetuada uma revisão da literatura conduzida através da plataforma EBSCO host, num período compreendido entre 2000 e 2015. Resultados: Os fatores condicionantes de um ambiente favorável à prática do EESMO na assistência ao parto normal identificados foram: a liderança, a formação contínua e os recursos humanos. O ambiente desfavorável à prática do EESMO parece estar associado a consequências como a desilusão, a insatisfação e o burnout. Conclusões: É essencial que as chefias reconheçam as vantagens de um ambiente favorável à prática clínica e que assumem a sua responsabilidade na promoção dos mesmos. O conhecimento dos fatores condicionantes de um ambiente favorável à prática do EESMO na assistência ao parto normal constitui-se como uma mais-valia para a melhoria crescente da qualidade e 1 2

EE-ESMO, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal. Escola Superior de Enfermagem São João de Deus, Évora, Portugal..

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efectividade dos cuidados, face aos novos paradigmas assistenciais com vista ao parto normal e, às necessidades e expetativas das mulheres, cada vez mais informadas e exigentes. Referências bibliográficas: Aiken, L.H., Clarke, S.P., Sloane, D.M., Sochalski, J. & Silber, J.H. (2002). Hospital Nurse Staffing and Patient Mortality, Nurse Burnout, and Job Disatisfaction. American Medical Association. 288(16) 19871993. Recuperado de EBSCOhost. Amaral, A.F.S. & Ferreira, P.L. (2013). Influência do Ambiente da Prática nos Resultados dos Cuidados de Enfermagem. Revista de Investigação em Enfermagem. 66-74. Recuperado de file:///C:/Documents%20and%20Settings/Administrator/My%20Documents/Downloads/08RIE_5_2Seri e_1113_Art7%20(1).pdf. Bedwell, C., McGowan, L. & Lavender, D.T. (2015). Factors affecting midwives' confidence in intrapartum care: A phenomenological study. Midwifery. 31, 170 – 176. Recuperado de EBSCOhost. Carolan, M., Kruger G. & Garvey-Graham, A. (2015). Midwives' experiences of the factors that facilitate normal birth among low risk women at a public hospital in Australia. Midwifery. 31, 112 – 121. Recuperado de EBSCOhost. Carraro, T.E., Knobel, R., Randunz, V., Meincke, S.M., Fiewski, M.F., Frello, A.T., Martins, M.S., Lopes, C.V., & Berton, A. (2006) – Cuidado no conforto durante o trabalho de parto e parto: na busca pela opinião das mulheres. Texto Contexto Enfermagem. 15(Esp), 97-104. Recuperado de: http://www.scielo.br/pdf/tce/v15nspe/v15nspea11. Confederation International of Midwives [ICM]. (2008). Statement Keeping Birth Normal. Recuperado de:http://www.internationalmidwives.org/assets/uploads/documents/Position%20Statements%20%20English/Reviewed%20PS%20in%202014/PS2008_007%20V2014%20Keeping%20Birth%20Norm al%20ENG.pdf Conselho Internacional de Enfermeiros [ICN]. (2007). Ambientes Favoráveis à Prática Clínica: Condições no Trabalho = Cuidados de Qualidade. ISBN: 92-95040-80-5. Recuperado de: http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/Kit_DIE_2007.pdf. Federação das Associações de Parteiras Espanholas (2009). Iniciativa Parto Normal. Documento de consenso. Tradução e revisão efetuada pela Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras. Lusociência. Loures. Fortin, M.F., Côté, J. & Filion, F. (2006). Fundamentos e etapas do processo de enfermagem. Loures: Lusodidacta. Homer, C.S.E., Passant, L., Brodie, P.M., Kildea, S., Leap, N., Pincombe, J. &Thorogood, C. (2009). The role of the midwife in Australia: views of women and midwives. Midwifery. 25, 673 – 681. Recuperado de EBSCOhost. Keating, A. & Fleming, V.E.M. (2009). Midwives’ experiences of facilitating normal birth in an obstetric-led unit: a feminist perspective. Midwifery. 25, 518-527. Recuperado de EBSCOhost. Kitzinger, S. (1996). Mães – Um estudo antropológico da Maternidade. Lisboa: Editorial Presença. Lake, E.T. (2002). Development of the Practice Environment Scale of the Nursing Work Index. Research in Nursing & Health. 25, 176 – 188. Recuperado de EBSCOhost. Larsson, M., Aldegarmann, U. & Aarts, C. (2009). Professional role and identity in a changing society: Three paradoxes in Swedish midwives’ experiences. Midwifery. 25, 373-381. Recuperado de EBSCOhost. Maternity Care Working Party [MCWP]. (2007). Making normal birth a reality: Consensus statement, NCT, RCM, RCOG. London. Recuperado de:http://bhpelopartonormal.pbh.gov.br/estudos_cientificos/arquivos/normal_birth_consensus.pdf. Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2010). Regulamento das Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica. Recuperado de http://www.ordemenfermeiros.pt/legislacao/Documents/LegislacaoOE/RegulamentoCompetenciasSau deMaternaObstGinecologica_aprovadoAG20Nov2010.pdf. Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2012). Pelo direito ao parto normal – uma visão partilhada. Lisboa. Recuperado de http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/Livro_Parto_Normal.pdf Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2013). Projecto Maternidade com Qualidade. Recuperado de http://www.ordemenfermeiros.pt/colegios/Paginas/ProjectoMaternidadecomQualidade.aspx.

52


Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2014). Norma para o Cálculo das Dotações Seguras dos Cuidados de Enfermagem. Recuperado de:http://www.ordemenfermeiros.pt/legislacao/Documents/LegislacaoOE/PontoQuatro_Norma_de_Dot acoesSeguras_dos_Cuidados_de_Enfermagem_AG_30_05_2014_aprovado_por_maioria_proteg.pdf. Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2015 a). Projeto Maternidade com qualidade - Resultados 2014.Recuperado de:http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Documents/2015/Maternidade_Qualidade_Resultado s_2014.pdf. Ordem dos Enfermeiros [OE]. (2015 b). Livro de Bolso – Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica/Parteiras. Recuperado de http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/LivroBolso_EESMO.pdf. Organização Mundial de Saúde [OMS]. (1996). Care in normal birth: a practical guide. Número de referência who/frh/msm 96.24. Recuperado de http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/63167/1/WHO_FRH_MSM_96.24.pdf. Organização Mundial de Saúde [OMS]. (2015 a). Orientações estratégicas europeias para o fortalecimento da Enfermagem e Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica em relação às metas de Saúde 2020. ISBN: 978-989-8444-34-9. Recuperado de: http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/OMS_Europa_OrientacoesEstrategicasEurop eias_ONLINE.pdf. Organização Mundial de Saúde [OMS]. (2015 b) – Declaração da OMS sobre taxas de cesáreas. Número de referência who/rhr/15.02. Recuperado de http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/161442/3/WHO_RHR_15.02_por.pdf. PORDATA (2015) – Base de Dados Portugal Contemporâneo. Recuperado de http://www.pordata.pt. Thorgen, A. & Crang-Svalenius, E. (2009). Birth centres in the East Midlands views and experiences of midwives. British Journal of Midwifery. 17(3), 144-151. Recuperado de EBSCOhost. Santos, V. (2013). Dotações seguras em enfermagem como reflexo na qualidade dos cuidados prestados. Revista Portuguesa de Gestão & Saúde. 9, 18-23. Recuperado de http://spgsaude.pt/website/wpcontent/uploads/2013/04/rpgs009.pdf. Varela, V. (2012). Como melhorar as práticas assistenciais na área da SMO em Portugal. Fórum de Enfermagem. Recuperado de: http://www.forumenfermagem.org/dossier-tecnico/artigos-deautor/item/3629-como-melhorar-as-praticas-assistenciais-na-area-da-smo-emportugal#.WEqd0dSLTwc

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4 - RESUMO DOS POSTERS

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A PERCEÇÃO DOS ENFERMEIROS ESPECIALISTAS DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA SOBRE O PARTO EM CASA SARDO, Dolores 211; PINHEIRO, Arminda2 6 de maio de 2017 às 09:00 h

Palavras-chave: Perceção, Enfermeiros especialista SMO, Parto em casa Introdução: O parto em casa (PC) está na ordem do dia e tem sido frequentemente debatido em diferentes contextos. Em Portugal e no mundo com o desenvolvimento tecnológico e científico o parto passou a ser entendido como uma prática clinica mais intervencionada, medicalizada e controlada negando às mulheres o direito decidir sobre o local de parto. As associações de mulheres e cidadãos em defesa dos direitos de decisão sobre o modo de parir em Portugal, bem como os profissionais de saúde têm discutido as vantagens/ desvantagens, limitações e constrangimentos da sua implementação com segurança e realizada por peritos à semelhança do que se passa em alguns países da Europa. Por isso, conhecer a perceção dos enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica (EESMO) é crucial para a sua concretização em defesa dos direitos das mulheres. Considerando que os diferentes atores que intervêm no cenário do parto influenciam as possíveis mudanças, realizámos este estudo com EESMOs como profissionais indicados pela OMS para a realização do parto de baixo risco. Objetivo: Identificar a perceção dos enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica sobre os beneficios e os constrangimentos da implementação do parto em casa. Método:

Estudo qualitativo, exploratório e

descritivo. A amostra

de

conveniência e os dados foram colhidos por entrevista semiestruturada gravada (45 a 60 minutos) durante 6 meses e utilizada a análise de conteúdo de Bardin. Participantes: 53 enfermeiros especialistas da região norte de Portugal, 32% com idade entre 41-45 anos, que concordaram em participar no estudo no seu tempo livre. Assegurado o anonimato e confidencialidade.

1 2

EE-ESMO, Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal. EE-ESMO, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Braga, Portugal

55


Critérios de inclusão: enfermeiros especialistas com experiência de parto possuir informação atualizada sobre parto em casa. Resultados: Dos 53 EESMO, 39 (73,6%) trabalhavam em maternidades, 29 (54,7%) trabalhavam na área há 11 anos, 6 (11,3%) com experiência em PD e todas tinham informação atualizada sobre PD. 37 (69,8%) EESMO estão de acordo PC; 14 (26,4%) EESMO discordaram PC e 2 (3,8%) foram totalmente discordantes. Razões de desacordo PD: riscos associados ao trabalho do EESMO e a falta de segurança para as mães e crianças que pode ser mantida nas maternidades. Benefícios PD: nascimento realizado no seio da família evita práticas hospitalares traumáticas e abusivas para a mãe e filho. Medos: a falta de apoio ao trabalho do EESMO; a falta de segurança no sistema de transferência de emergência; gravidez não assistida; falta de comunicação entre EESMO dos CSP e hospitalares; questões relacionadas com: responsabilidade profissional; falta de preparação das famílias; falta de preparação na formação inicial EESMO sobre PC e falta de organização em rede. Conclusões: A maioria dos EESMOs manifestaram sensibilidade e abertura para a realização PC e reconhecimento do direito das mães e famílias no PC. No entanto, revelaram que há falta de políticas de proteção profissional, falta de formação específica e falta de organização de uma rede de referenciação que permita o monitoramento de grávidas e aconselhamento sobre PC. As áreas prioritárias para a implementação e desenvolvimento do PC passam por integrar este na formação do EESMO e necessário desenvolvimento de políticas e de modelos organizacionais que assegurem um parto em casa seguro para as famílias e profissionais. Referências Bibliográficas: BARDIN, L. (2009). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70: 225. FORTIN, M.F (2009). O processo de investigaçäo : da concepçäo à realizaçäo. Loures:Lusociência: 388. LAPIÈRRE, A. (2008). Critérios de cientificidade dos métodos qualitativos. In: Poupart, J.; WHITTEMORE, R., CHASE, S.K., & MANDLE, C.L. (2001). Validity in qualitative research. Qualitative Health Research, 11, 522-537.

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INTERVENÇÕES DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM SAÚDE MATERNA E OBSTETRÍCIA, PROMOTORAS DA PARENTALIDADE POSITIVA NA GRÁVIDA/MÃE ADOLESCENTE ALMEIDA, Débora Cristina Cabá de221; FERNANDES, Joana Teixeira 2; MACEIRAS, Maria Jesus 3 6 de maio de 2017 às 09:50 h

Palavras-chave: Grávida; adolescente; parentalidade; enfermeiro especialista em saúde materna e obstetrícia Introdução: A adolescência é um período caracterizado pela necessidade de reorganização e de resolução de tarefas específicas. O processo transitório para a parentalidade obriga os seus protagonistas a adaptarem-se ao novo estatuto e a reconhecerem o seu papel enquanto pais. Uma adaptação bem sucedida

da

transição

para

a

paternidade/maternidade

promove

a

parentalidade positiva. O EESMO deve ir ao encontro das necessidades da adolescente, providenciando ferramentas que permitam à jovem continuar a sua educação, disponibilizando apoio emocional e social e facultando conhecimentos. Os conselhos e informações dadas ajudam a adolescente a lidar com o stress e a ter comportamentos saudáveis durante a gestação e após o nascimento do seu filho, contribuindo desta forma, para a sua autonomia e sucesso no dia-a-dia, bem como para a prevenção de uma nova gravidez, construção ou reconstrução das relações com amigos, família e pai da criança, aprendendo e colocando em prática atividades para uma parentalidade positiva. Objetivo: Compreender quais as intervenções do Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica (EESMO) promotoras da parentalidade positiva na grávida/mãe adolescente. Metodologia:

Trabalho

elaborado

através

de

uma

revisão

da

literatura, utilizando o método PI[C]OS, tendo por base a questão: Quais as intervenções do EESMO (I) promotoras da parentalidade positiva (O) na grávida/mãe adolescente”(P). A pesquisa dos artigos decorreu no período 1

Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Lisboa, Portugal

2

Maternidade Dr. Alfredo da Costa, Lisboa, Portugal. Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

3

57


de Janeiro a Abril de 2016 na Base de Dados EBSCOhost nos seguintes recursos: MEDLINE, CHINAL Plus, Nursing and Allied Health Collection. Numa primeira etapa, procedemos à leitura dos resumos de cada um dos artigos selecionados para filtragem dos mesmos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão por nós definidos. Numa segunda etapa procedemos à leitura na íntegra de cada um dos artigos filtrados na primeira etapa. Resultaram assim um total de 6 artigos, o que representa a nossa amostra. Conclusão: Os programas de parentalidade, recorrendo a visitas domiciliárias e grupos de apoio com outros jovens pais adolescentes parecem ser as intervenções mais adequadas e facilitadoras, pelos benefícios para a adolescente e o seu filho. O estabelecimento de uma relação de confiança entre o enfermeiro e a jovem é fundamental, pois torna mais provável que a jovem veja o enfermeiro como suporte apoiando-se neste quando se depara com dificuldades. Bibliografia: Canavarro M, Pedrosa A. Gravidez e parentalidade na adolescência: perspetivas teóricas. Saúde Reprodutiva - Sexualidade e sociedade. 2012; 2: 34-55 Barroso R, Machado C. Definições, dimensões e determinantes da parentalidade. Psycologia. 2010; 52(1): 211-212 Ordem dos Enfermeiros. Guia Orientador de Boa Prática: Adaptação à parentalidade durante a hospitalização; 2015 Smokowski P, Bacallao M, Cotter K, Evans C. The effects of positive and negative parenting practices on adolescent mental health outcomes in a multicultural sample of rural youth. Child Psychiatry And Human Development [serial on the Internet]. (2015, June), [cited June 6, 2016]; 46(3): 333-345..

58


PROMOÇÃO DO EMPOWERMENT DA GRÁVIDA ADOLESCENTE PELO EEESMO ATRAVÉS DO PLANO DE PARTO: A SCOPING REVIEW FERRA, Mafalda Sofia de Oliveira231; DELGADO, Mafalda Sofia de Oliveira

2

6 de maio de 2017 às 09:55 h

Palavras-chave: EEESMO; grávida adolescente; empowerment; plano de parto. Introdução - A evidência científica apoia o empowerment das famílias para o parto. Nesta perspectiva os planos de parto (PP) são uma estratégia válida de empowerment. A gravidez na adolescência é percebida como uma situação de risco biopsicossocial. O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia (EEESMO) pode atuar perante este fenómeno, colaborando na elaboração de um PP com estas clientes, proporcionando-lhes também as vantagens do empowerment. Objetivo: identificar como pode a intervenção do EEESMO contribuir para o empowerment da grávida adolescente, usando como estratégia o PP. Metodologia: Tendo como linha orientadora a Scoping Review de acordo com o JBI, foi levada a cabo uma revisão da literatura. Formulou-se a questão: “De que forma as grávidas adolescentes podem ser empowerd para o seu parto pelos EEESMO através da elaboração de um PP?” Foram identificados sete textos que após a análise e extração de dados permitiram chegar às conclusões apresentadas. Conclusão: A assistência desejada pelas adolescentes durante o parto é isenta de julgamentos e prende-se com uma postura atenta às necessidades individuais e esclarecimento por forma a que as adolescentes sejam sujeitos ativos no seu processo de parto. As adolescentes necessitam de ser orientadas no seu processo de parto, já que muitas vezes não têm conhecimento dos seus direitos nem do seu corpo para que possam fazer frente às rotinas hospitalares.

1 2

Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, Lisboa, Portugal Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, Portugal.

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Quanto à necessidade de respeito, as adolescentes maioritariamente não foram consultadas sobre as suas preferências, sendo os cuidados assentes em rotinas. O PP é portanto uma estratégia valida para prestar à adolescente a assistência desejada, fornecendo-lhe orientação e posteriormente reconhecendo-lhe competências e respeitando-a, favorecendo assim o empowerment. Bibliografia: Busanello; J.; (2010). As práticas Humanizadas no atendimento ao parto de adolescentes: análise do trabalho desenvolvido em um hospital do Rio Grande do sul. Universidade Federal Rio Grande do SUL. Dissertação de Mestrado. Google Académico. Enderle, C. F.; Kerber, N. P. C.; Susin, L. R. O.; Gonçalves, B. G. (2012). Delivery in adolescents: qualitative factors of care. Rev Esc Enferm USP. 46(2), 287-94. CINAHL Plus with Full Text. Enderle, C. ; Kerber, N. P. da C.; Susin, L. R. O.; Mendoza-Sassi, R.; (2012 out. / dez) Evaluation of birthing care provided to adolescents in a university hospital. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., 12 (4): 383-394. 2012. RCAAP. Escobal, A. P.;. Meincke, S.; Kerber, M.; Santos, C.; Matos, G.(2016 jul/set).Experiences in the process of teenage Pregnancy. REV Fund Care Online. 8 (3): 4711-4716.Google Académico. Hunter, L.; Magill-Cuerden, J.; McCourt, C. (2015). Disempowered, passive and isolated: how teenage mothers postnatal inpatient experiences in the UK impact on the initiation and continuation of breastfeeding. Maternal and Child Nutrition. (11), pp. 47–58. Consultado em 26 de Outubro de 2016. CINAHL Plus with Full Text. Silva, Daniela Neves.(2014). Empowerment da grávida: fatores de capacitação para a maternidade. Escola Superior de Saúde de Viseu. Tese de Mestrado. Disponível em RCAAP. Vargas, P.; Vieira, B.; Alves, V.; Rodrigues D.; Leão, D.; Silva, L.; (2013. jul./set). The Humanized assistance in parturition: the perception of teenagers. J. res.: fundam. care. online. 6(3):10211035. RCAAP.

60


5 - COMISSÕES

PRESIDENTE DO ENCONTRO Dolores Silva Sardo, EE-ESMO, ESEP - Porto

COMISSÃO CIENTÍFICA Otília Zangão, EE-ESMO, ESESJD-UE - Évora (Presidente) Arminda Pinheiro, EE-ESMO, ESE-UM – Braga Emília Coutinho, EE-ESMO, ESS-IPVC - Viseu Isabel S. Silva, EE-ESMO, ESSCVP - Lisboa João Franco, EE-ESMO - Coimbra

COMISSÃO ORGANIZADORA Rosália Marques, EE-ESMO, HGO - Almada (Presidente Alexandra Paes do Amaral, EE-ESMO, CHSJ - Porto Benvinda Bento, EE-ESMO, CHS - HSB – Setúbal Catarina Sousa e Silva, EE-ESMO, CMIN - Porto Manuela Pastor, EE-ESMO, HGO – Almada Patrícia Souto, EE-ESMO, CHPV-VC - Póvoa do Varzim Sónia Tojinha, EE-ESMO, ULSLA - Santiago do Cacém

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e-book do XX Encontro Nacional da APEO, Lisboa, maio de 2017  

e-book XX Encontro Nacional da APEO, Lisboa, maio de 2017 4º Congresso internacional da APEO, Lisboa, maio de 2017

e-book do XX Encontro Nacional da APEO, Lisboa, maio de 2017  

e-book XX Encontro Nacional da APEO, Lisboa, maio de 2017 4º Congresso internacional da APEO, Lisboa, maio de 2017

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