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Possui graduação em Letras, mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Pós-doutoramento em História da Ciência, PUC/SP, com estágio pós-doutoral na Universidade de Lisboa. Atuou, como professora, em diversas escolas públicas estaduais e municipais durante vários anos. Pesquisadora e professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência, PUC/SP, durante 10 anos. Nesta mesma universidade foi aposentada no ano de 2004. Orientou diversas dissertações de mestrado, assim como teses de doutorado. Coordenadora da Especialização em História da Ciência, PUC-SP, durante o período de 2004 a 2008. Realizou um breve programa, diário, de Língua, Literatura e Redação na Rádio TUPI e na Rádio RECORD durante seis anos. Atualmente, dentre outras atividades, é pesquisadora e professora da UNINOVE na graduação (integrante do Núcleo Docente Estruturante) e, também, no Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado, doutorado e mestrado profissional). Líder de pesquisa do grupo de Literatura Comparada, Tempo-memória: estudos comparativos de literatura, certificado pela UNINOVE e pelo CNPQ. Integra vários projetos de pesquisa, entre eles, RIAIPE III. Pertence ao quadro de pesquisadores do CICTSUL (Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade) da Universidade de Lisboa. Professora da UNIFAI na graduação em Biblioteconomia, assim como integrante do Núcleo Docente Estruturante. Coordenadora de Cursos do Instituto Cronos de São Paulo. Diretora de uma coleção de caráter internacional (Editora APENAS-Portugal). Coordenadora geral de várias coleções (Editora Arte-Livros-Brasil). Colunista mensal da revista Filosofia - Editora Escala. Editora da Revista Dialogia, periódico da UNINOVE (mestrado profissional: Gestão e Práticas Educacionais).


Esta colecção, de cariz internacional, reunirá estudos relacionados com realidades que beneficiaram do contributo dos Novos Mundos. Na verdade e na medida mesma em que a nova escala espacial – relevos espessos, florestas desmesuradas, rios a perder de vista, povos, costumes e comunidades invulgares – deslumbrava o colono e o viajante, as remessas enviadas excediam o imaginário europeu plausível. Ninguém nunca teria sonhado um tal Éden ou Eldorado, porquanto só então os Três Reinos se dilatavam em conteúdos e em formas. Não só um encontro entre a organização inerente aos seres e a lógica das nomenclaturas, dos sistemas e das taxionomias biológicas, como um questionamento racional e metódico tendente a propor o «bom selvagem», com repercussões na formulação teórica do social. Ou tendente a superar o criacionismo fideísta, na linha que irá desembocar na teoria da evolução. Encontros e questionamentos que transformarão a forma de perceber, de compreender e de inteligir o mundo envolvente, incluindo o seu dimensionamento humano, da geografia à antropologia e psicologia. Acontecimentos com ilimitados efeitos nos modos como o conhecimento científico se foi constituindo e foi escrevendo as narrativas para os estudar, usando hipóteses de trabalho e métodos de pesquisa que superaram o olhar e o ver, através de uma postura diferente – o observar. Infra-estruturas com resultados efectivos no trabalho de campo e no trabalho de gabinete. Com efeito, incluem tarefas sucessivas, servidas por formulações de modelos teóricos e por viagens, reservas e espaços museográficos. Acrescente-se que este dinamismo teria sido impossível sem a interferência permanente do mundo colonial e da ideologia colonialista. Prova acrescida de quanto ficaram ligados a um saber-poder decorrente da mundialização de matérias-primas, de recursos e de inovações, submetidas a recortes económicos e políticos, sociais e científicos. A colecção Cultura e Ciência nos Trópicos divulga trabalhos de investigação portugueses e iberoamericanos.

A memória sempre despertou e continua despertando as mais variadas discussões nas diversas áreas do conhecimento. Desta forma, podem discutir-se questões relativas à memória, a partir da psicologia, antropologia, filosofia, literatura, arquitetura, enfim, não faltam abordagens que buscam refletir o conceito de memória e seus possíveis desdobramentos. Além disso, a memória não pode ser pensada sem sua indissociabilidade com categorias de temporalidade em diversos níveis e graus. Com origem latina transmitida pelo étimo memor, oris – que se lembra, que se recorda, que adverte, que traz à memória, reconhecido, grato – e memoria, ae – memória, lembrança, reminiscência, tempo passado, tradição –, a palavra «memória» tem como sinónimos: lembrança, linhagem, registo, tradição, es(ins)crita, acepções que se encontram incorporadas no processo do conhecimento e das ciências modernas. A coleção Memória, Ciências e Literatura, de caráter internacional, reunirá e divulgará pesquisas e estudos dos participantes e colaboradores do Programa Internacional de Investigação – Natureza, Cultura e Memória: Projectos Transoceânicos, integrante do Projeto Memória, Identidade e Inovação do CICTSUL (Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa).


«José de Alencar: a memória dos Índios inscrita na natureza», p. 22. Col. Cultura e Ciência nos Trópicos, nº 3

«Graciliano Ramos: uma perspectiva pessimista da natureza», p. 34. Col. Cultura e Ciência nos Trópicos, nº 6

«A memória e a negação do tempo», p. 15 Col. Memória, Ciências e Literatura, nº 1

«Os jardins mediterrâneos nas memórias de Georges Seféris e os jardins tropicais na dimensão memorialista de Rudyard Kipling», p. 3. Col. Naturarte, nº 15



Ana Haddad