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Magazine Número 2 - Ano I - Maio 2012 • Publicação bimestral • Propriedade da APDV • Presidente: Vânia Cezário • Direção e edição: Sara Silva

Pela primeira vez em Portugal

Jade El Jabel  

Muito obrigado! A sua Magazine APDV teve, no primeiro número, mais de 700 leitores! Muito obrigado por nos ajudar a crescer!

Junte-se a nós! Bailarina do Khan El Khalili (Brasil) Professora no Ahlan Wa Sahlan (Egipto)

“Dança é vida, é sentimento!” Torne-se sócio da APDV e passe a desfrutar das inúmeras vantagens de fazer parte da Família APDV!

26 de maio: Gala na APDV 27 de maio: Workshops e Palestra

Mais informações em www.apdv.pt

Neste número:

Um presente para si, em plena Primavera!

• Crónica: Aceitação de si mesma e auto-estima através da Dança ………………………..…3

Mais uma fantástica produção:

• Notícias: Março-Maio ……....6

• Destaque: Jade El Jabel pela 1ª vez em Portugal! …...………4

• Agenda: Maio-Julho ……....11 • Entrevista: Diana Costa .....12 • Música: “Ana Bastanak” .....16 • As Dicas da Tia Márcia .......17 • Eu quero um destes! ......….19 Saiba mais nas páginas 4 e 5 Todos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

• Debate: ……………………..20 1


Editorial Se o início de um novo ano nos dá a vontade de começar novos projetos e nos faz atrever a dar um rumo diferente à nossa vida, a chegada da Primavera renova-nos as energias para melhorar aquilo que fazemos. O novo ano inspira a mudança, já a Primavera faz florescer um novo requinte: é nesta altura do ano que começamos não a construir o ninho, mas sim a adorná-lo; sentimos mais energia e uma verdadeira compulsão para fazer melhor em vez de fazer mais. A Primavera chegou, também, à APDV – não haja dúvidas disso! Basta saber que temos a nossa Mestre inspiradíssima para arrebatar tudo e todos com novas coreografias de cortar a respiração. O público terá de esperar pelo Verão para confirmar o resultado mas, nas salas de aula de cada turma, a febre já começou! O certo é que esta vaga fervilhante de ideias está a alastrar às várias Professoras da APDV que, mais que nunca, se sentem com a maior das motivações para inovar e surpreender. Mas… não é o lema da APDV “apostar na melhor qualidade tanto nas oportunidades de formação oferecidas às bailarinas como nos espetáculos ao público”, sempre e durante todo o ano, e não apenas na Primavera? Sim, essa é a missão que a APDV se esforça diariamente por cumprir. Mas, inevitavelmente, há uma época em particular em que surgem todas e mais algumas ideias – brilhantes, surpreendentes, por vezes até bizarras! – para projectos mais longínquos. Na verdade, é assim mesmo que deve acontecer, visto que um espetáculo realmente digno de memória leva imenso tempo a preparar, entre ensaios constantes até à quase-perfeição, preparação do guarda-roupa e toda a logística. Não é por acaso que estão já planeados os detalhes para eventos a acontecer no final de 2013! A nossa Mestre Vânia Cezário não poupa na imaginação e tem vindo a paralisar-nos de espanto perante tais planos para eventos como nunca antes vistos em Portugal. Sem querer adiantar pormenores para não estragar surpresas, deixamos no ar o bichinho da expectativa e uma séria promessa de que continuaremos sempre a trabalhar mais e melhor!

Sara Silva (Departamento de Marketing da APDV) 2

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Crónica Aceitação de si mesma e auto-estima através da Dança Fala-se muito dos benefícios da prática da Dança do Ventre, tanto físicos como psicológicos. No que toca aos benefícios psicológicos, gostaria de destacar o aumento da autoestima e a aceitação pessoal. Quantas e quantas vezes não ouvimos na sala de aula uma aluna dizer: “não vou dançar no espetáculo porque não quero mostrar a minha barriga!” ou “sou muito gorda para dançar!” ou “tenho o cabelo muito curto!”. Isto denota alguma falha na aceitação de si mesma. Deveria dizer: “e daí? Eu gosto de dançar, portanto não importa como é o meu corpo, o meu cabelo ou a minha unha do mindinho!”. A Dança do Ventre vai trabalhando esta aceitação de si mesma a pouco e pouco, mesmo sem nos apercebermos. Muitas vezes é a família ou os amigos que reparam que a nossa postura melhorou, que já não andamos tão curvadas, sorrimos mais, e até começamos a usar uma pulseirinha ou uns brincos, quando antes nem sequer ligávamos a isso. Claro que as mudanças são diferentes de pessoa para pessoa mas, a meu ver, a dança vai sempre trabalhar aquilo que mais precisa no seu interior. No meu caso trabalhou a minha aceitação pessoal e acima de tudo a aceitação do meu corpo. Infelizmente não tenho uma árvore de euros no quintal, nem uma varinha de condão e muito menos uma lâmpada com um génio para poder mudar aquilo que menos me agrada no meu corpo, então o remédio é: aceitar! Passei a gostar da minha barriga, ela deixa o meu shimi único, passei a gostar dos meus braços, reparei como são flexíveis e muitas outras coisas. Tudo isto foi acontecendo sem que me apercebesse! Às vezes as mudanças dão-se mesmo ao nível da personalidade, começamos a olhar para nós doutra maneira. Ainda que você não seja uma mulher muito sensual, a dança vai apelar a esse seu lado, através de um movi-

mento ou de uma expressão que a professora lhe pede que use devido à carga dramática de uma música ou por brincadeirinha mesmo: se se deparar com dificuldade na execução quer do movimento, quer da expressão ou da intenção, é porque a sua sensualidade ainda não está trabalhada. Veja que, se calhar, para a sua colega do lado é super natural. Então aqui entra a influência da dança no seu psicológico, fazendo-a descobrir uma versão de si que se calhar estava guardada aí dentro e você nem sabia que existia. Também o facto de, depois de algum tempo a praticar, você começar a ver resultados, mais facilidade na execução dos movimentos, ou até a concretização de algum movimento que no início não conseguia fazer, isso traz-lhe uma nova confiança e deixa-a ainda mais motivada e isto nota-se no seu dia a dia, no trabalho, nos relacionamentos pessoais e até na intimidade. O simples facto de você ver no espelho da sala de aula que consegue fazer um determinado movimento e que esse movimento fica bonito e mais ainda, fica bonito no SEU corpo, faz-lhe um bem que você nem imagina! Portanto não se diminua dizendo: “Isto não é para mim!” É claro que é, é para si e para qualquer mulher! Dê uma oportunidade à dança e veja como ela pode mudar a sua vida! A dança faz bem ao corpo e à alma. Por isso, confie no processo e desfrute do que a Dança do Ventre tem de melhor para lhe oferecer!

Joana Marques (Departamento de Marketing da APDV)

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Jade El Jabel pela primeira vez em Portugal! Nos dias 26 e 27 de maio, a sensacional bailarina brasileira Jade El Jabel estará pela primeira vez em Portugal para participar em mais uma gala da nossa Associação, bem como para ministrar workshops. Mais uma fantástica produção da APDV em parceria com Marcos Ghazalla! A sua Magazine APDV dá-lhe a conhecer algo mais sobre esta profissional deslumbrante. Jade El Jabel iniciou seu percurso artístico ainda na infância, começando pela Música: estudou Piano Clássico e Canto, o que perdurou por toda a sua adolescência, juntamente com a composição de letras de músicas, poesias e pequenos contos. Durante a adolescência frequentou aulas de Jazz, Ginástica Rítmica e Ballet. Tendo ingressado na Faculdade de Letras, voltou o seu interesse para a Literatura e passou a ler e escrever compulsivamente, até ao seu encontro com a Dança do Ventre – que veio a acontecer em 1991, na casa de chá egípcia Khan El Khalili, onde foi aluna até 1994 e trabalha como bailarina até os dias de hoje. Atualmente, combina as duas paixões escrevendo regularmente para revistas e websites do ramo da Dança. Mais tarde, Jade passou a ter mais uma

profissão: trabalhou como Engenheira de Masterização de 2000 a 2007; nesse período, graças ao contacto com vários artistas de renome, ampliou o seu já considerável conhecimento sobre música e passou a frequentar estúdios, ensaios e espetáculos de grandes nomes da música brasileira. Em 2001 iniciou-se como autodidata em Artes Plásticas. Hoje, após alguns anos e poucas aulas práticas, tem um conjunto de, aproximadamente, quarenta Obras – entre desenhos, telas a óleo e feitas com técnica mista e esculturas em terracota. Três das suas peças fizeram parte da exposição “Querida Anima,” na Livraria Cultura do Shopping Bourbon em São Paulo, em novembro de 2010. Além das diversas casas onde já dançou, neste momento apresenta-se mensalmente no estado de São Paulo em diversas casas de renome: no Alibabar com uma banda árabe, com Jihad Ismaili e banda e no Maevva com Tony Mouzayek e banda. Participa anualmente no FIEL (Festival Internacional das Escolas Luxor) ao lado de grandes nomes da

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Dança do Ventre Internacional, além da casa de chá egípcia Khan El Khalili.

participação de grandes nomes da Dança e Música Árabe no Brasil.

Desde 2005, viaja anualmente ao Cairo para aprimorar seus estudos sobre Dança, Cultura e Língua Árabe. É reconhecida por grandes nomes da Dança do Ventre mundial como “uma das bailarinas de maior expressão da atualidade”, título que sustenta com um constante aprimoramento técnico.

Em 2009, a convite da cineasta brasileira Poliana Moura, então residente em Paris, filmou lá o documentário “Dançando em francês”, que fala da aventura inusitada de uma bailarina brasileira a dar aulas e dançar uma dança oriental em Paris.

No ano de 2007, Tony Mouzayek produziu o DVD didático “Jade El Jabel - Interpretando Oum Kalsoun” e também seu primeiro espetáculo “Faces do Oriente”, com grande sucesso. No mesmo ano, nasce a “C.ia Dumuaini”, onde Jade ministra aulas para grupos amadores e profissionais, aulas particulares, grupos de estudo, orientação para professoras e ensaios. Nos anos seguintes, produziu outros quatro espetáculos (todos lotados até o último bilhete!): “Celebração” em 2008 e “Projeto Lua Nova” (edições I, II e III) em 2009 e 2010, com a

De janeiro a abril de 2011, viveu no Cairo para aperfeiçoamento da Língua Árabe e estudo de Caligrafia Artística, tendo também dado aulas e espetáculos. Jade El Jabel, uma maravilhosa artista nata, estará pela primeira vez em Portugal nos dias 26 e 27 de maio, de visita à APDV, para nos brindar com o seu encanto e esplendor e nos transmitir alguns conhecimentos: no dia 26 poderá ter o prazer de ver esta magnífica bailarina dançar ao vivo na Gala; no dia 27 terá a oportunidade única e imperdível de desfrutar dos enriquecedores workshops que ministrará: 10h00-12h00:

Dança Oriental Moderna - Estilo Egípcio (Interpretação e Leitura Musical); 14h00-16h00: Movimentos sinuosos; 16h30-17h30: Palestra "Vivência no Cairo". Entre as 17h30 e as 18h30 irá, ainda, fazer parte do Júri para avaliação dos exames das alunas do Curso Profissional de Bailarina de Dança do Ventre da APDV. Para mais informações, consulte o site: www.jadedancadoventre.com.br No website oficial da APDV poderá encontrar alguns vídeos e acompanhar novidades sobre a Jade El Jabel em Portugal!

Todos os créditos e agradecimentos ao Marcos Ghazalla.

Sara Silva (Departamento de Marketing da APDV) Todos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

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Notícias

Atuações nas FNACs Nos dias 11 e 18 de Março e 1 de Abril, três tardes de domingo, a APDV atuou nas lojas FNAC do MarShopping (Matosinhos), BragaParque e GaiaShoping. Como sempre, contámos com as alunas do Curso Profissional e do Curso Livre, bem como grupos convidados: as alunas da Professora Joana Marques, que lecciona no Ginásio Parque Nascente, e ainda a presença especial dos grupos She Moves e Ruídos. Após o trabalho estafante nos bastidores em cada um dos três dias, o resultado final foi brilhante: para além da animação geral nos camarins, pudemos sentir o carinho que o público fez questão de transmitir ao aplaudir tão vivamente o trabalho de cada bailarina em palco. Valeu imenso a dedicação das coreógrafas para que cada uma das atuações contribuísse para fazer daquela hora de cada um dos três espetáculos uma

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delícia para os olhos dos espectadores. É por isto e para isto que a APDV trabalha intensamente todos os dias, pois o que cria alegria no público, a nós devolve-nos duplamente alegria e satisfação.

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Sessão fotográfica e Portefólio APDV Nos últimos tempos, a APDV tem vindo a conseguir concretizar sonhos antigos e vários projectos a que se tem proposto, tudo graças aos colaboradores e Amigos desta Associação. Desta vez, foi oficialmente criado o primeiro Portefólio de Apresentação da APDV, onde poderá encontrar uma apresentação do nosso trabalho e detalhes sobre as nossas bailarinas activas; um documento sublime, surgido da mente fervilhante do nosso valioso Manager Paulo Renato, ao qual poderá aceder através do link que se segue: http://issuu.com/apdv.pt/docs/portefolio_de_apresenta__o Como “matéria-prima” do nosso novo Portefólio, contámos com o belíssimo trabalho fotográfico profissional feito por Jorge Marciano e Pedro Dionísio. A sessão fotográfica decorreu num ambiente de imensa alegria, quase festivo, e os próprios não escaparam de ser fotografados

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juntamente com as bailarinas, como dois sultões num harém. Sem a ajuda destes simpáticos fotógrafos, nunca poderíamos ter concretizado este desejo. As bailarinas da APDV agradecem do fundo do coração aos fotógrafos Jorge Marciano e Pedro Dionísio e ao Manager Paulo Renato.

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APDV & All About Dance No anoitecer de 17 de Março, as bailarinas da APDV deslocaram-se a Santa Maria da Feira para participar no Espetáculo dos All About Dance no Cine-Teatro António Lamoso. A nossa Associação apresentou apenas uma dança, um Said coreografado pela bailarina campeã Joana Marques, que impressionou o público e os restantes bailarinos que se preparavam para entrar em cena pela alegria, dinamismo e velocidade com que as bailarinas rodavam os bastões. A diversão foi muita e a simpatia de todos os presentes foi contagiante. Mesmo estando a decorrer, no estádio mesmo em frente, o jogo de futebol Feirense-Braga, não nos ficaram a faltar audiência nem aplausos!

Aulão de Giros No dia 18 de Março aconteceu mais um momento especial na APDV, o 4º Aulão de Aperfeiçoamento Técnico com o tema 100% Giros. Como todas sabemos, girar é uma autêntica dor de cabeça para a maioria das bailarinas. Em todos os momentos de aprendizagem, a APDV prima sempre pela qualidade das suas formações; desta vez, pudemos contar com a experiente profissional Petra Pinto, que introduziu o giro sufi, passando então ao giro pivô e ao giro helicóptero. Todas as alunas ficaram satisfeitas e com as dicas bem guardadas, prontas para aplicar na sua dança.

A. MATOS

Eletroterapia; Massoterapia; Pressoterapia; Recuperação Funcional; Termoterapia; Mecanoterapia Telefone: 967 064 823 E-mail: matos-terapia@hotmail.com (Todos os atendimentos carecem de marcação prévia) 10

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Agenda A APDV continua a apostar na qualidade! Delicie-se com a variedade de cursos, workshops e espetáculos que estão já agendados para os próximos meses! Tome nota: 26

de Maio (em horário a definir, pavilhão do G. C. D. R. Realidade): Gala com Jade El Jabel e convidadas – a magnífica bailarina internacional Jade El Jabel estará pela primeira vez em Portugal a dançar numa belíssima Gala da nossa Associação. Mais uma fantástica produção da APDV em parceria com Marcos Ghazalla! 27 de Maio (pavilhão do G. C. D. R. Realidade): workshops com Jade El Jabel – a oportunidade única de aprender com a mag-

nífica bailarina Jade El Jabel! 10h00-12h00: Dança Oriental Moderna - Estilo Egípcio (foco na Interpretação e Leitura Musical); 14h0016h00: Movimentos sinuosos; 16h30-17h30: Palestra "Vivência no Cairo". 26 e 27 de Maio (pavilhão do G. C. D. R. Realidade): Avaliação dos exames das alunas do Curso Profissional, com o Júri composto por Vânia Cezário, Marcos Ghazalla e Jade El Jabel como examinadora convidada. 3 de Junho (15h00, Centro Cívico de Palmeira – Braga) Espetáculo de angariação de fundos – a APDV irá ajudar os pais de uma menina de 3 anos a conseguir tratamento para uma doença ainda não esclarecida. Com dança, música e outras atividades! 17

de Junho (horário a designar, pavilhão do G. C. D. R. Realidade) 6º Aulão de Aperfeiçoamento Técnico – mais um Aulão

Mantenha-se a par de todas as notícias e eventos, actualizados diariamente, através do portal da APDV: www.apdv.pt da série de aperfeiçoamento técnico, desta vez com o tema "Pilates para Bailarinas"! 24

de Junho: 5º módulo do Curso de Música Oriental com Baltazar Molina — a continuação do curso iniciado em Janeiro; um investimento indispensável para o currículo de uma bailarina diferenciada! (Módulo seguinte em data a combinar posteriormente) 14

de Julho (hora e local a designar) Espetáculo de Fim de Ano do Centro Recreativo de Mafamude – com a participação da APDV; mais informações em breve! 15 de Julho (hora e local a designar) actuação em Guimarães.

22 de Julho (hora e local a designar) Espetáculo de Fim de Ano Letivo da APDV — a APDV apresenta o seu já tradicional Espetáculo de Fim de Ano Letivo, desta vez com o tema "Circus Bellydance"! Um acontecimento fascinante, repleto de surpresas, como nunca antes visto em Portugal!

As datas e horários de cada evento, bem como outros detalhes, podem sofrer alterações por motivos alheios à vontade da APDV e/ou outras entidades organizadoras. Pode sempre manter-se a par das atualizações na Agenda do website da APDV!

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A dançar com...

Diana Costa

Com apenas 18 anos de idade, Diana Costa conta já 6 anos de formação em Dança do Ventre e é “a menina dos olhos” da APDV, APDV, onde iniciou o seu percurso. Natural de Braga, frequenta não apenas o Curso de Formação Profissional de Bailarina de Dança do Ventre da APDV mas também a Escola Profissional Balleteatro, onde pratica dança contemporânea e ballet clássico. A sua Mestre, Vânia Cezário, descreve-a como uma bailarina dotada de uma elevada precisão técnica e sensibilidade artística, o que a coloca em posição de destaque como bailarina de alto nível. Desenganese quem pensar que esta é apenas mais uma bailarina promissora, pois a Diana é uma verdadeira campeã: com as suas participações em competições a nível nacional e internacional, conquistou já o segundo lugar na categoria Solo Amador e o primeiro lugar na categoria Grupo no East Fest Lisboa 2011 e também o primeiro lugar no Festival Internacional de Dança Oriental de Barcelona 2012. Diana dança regularmente em bares e casas de chá em Braga, Porto e Santa Maria da Feira, bem como em festividades anuais como a Braga Romana e ainda em casamentos. Participa, igualmente, nos mais variados eventos organizados pela APDV a nível nacional. A equipa de repórteres da APDV não pôde perder a oportunidade de convidar esta verdadeira meninaprodígio para uma entrevista na Magazine APDV, APDV, para tentar perceber de que fibra é feita uma vencedora!

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Como surgiu o interesse por esta Arte? A paixão pela Dança do Ventre surgiu aos 12 anos quando, arrastada pelas minhas vizinhas, comecei a frequentar as aulas desta Arte que até hoje faz parte da minha vida. Sempre tivemos o fascínio pela novela O Clone e curiosidade de perceber como é que a Jade conseguia moverse daquela maneira. Com que estilo de dança te identificas mais? Porquê? Sem dúvida que é a Dança do Ventre. Apesar de praticar outros estilos de dança, como ballet clássico e contemporâneo, a Dança do Ventre permite-me dançar de forma livre e é uma dança onde ponho a postura e a leveza do ballet clássico e a fluidez do contemporâneo. A própria Dança do Ventre é uma Arte que abrange muitos estilos, cada um transmite-me energia e sentimentos diferentes, mas aquele com que mais me identifico é o estilo clássico. Este contém uma estrutura muito variada ao longo da música, o que me permite mostrar diferentes tipos de linhas de movimentos. Uma das coisas que me agrada é que abrange também um lado tradicional/folclórico que também é um dos estilos que mais gosto. Que sentimentos te traz a Dança do Ventre? A Dança do Ventre faz-me sentir livre e bem comigo mesma, completa-me, serve de terapia e, quando danço, para mim é algo mágico que me deixa completamente em paz. Qual o teu segredo para colocar emoção e expressividade nas tuas interpretações na Dança do Ventre? O meu segredo é muito simples: dançar com alma, com coração e acima de tudo com gosto e prazer! Embora passe despercebido para o público, existem diferenças significativas entre uma aluna de Dança do Ventre e uma profissional de Dança do Ventre. Concordas? Onde te enquadras e porquê? Concordo! Sou aluna de Dança do Ventre, ainda tenho muito que aprender e muito que errar, enquanto que uma profissional, como a própria palavra indica, tem de ser profissional; a segurança, o controlo, a coordenação e a dissociação do corpo são características fundamentais que têm de estar consolidadas, para não falar de anos de investimento na formação tanto teórica como prática. Sendo uma aluna, ainda vou investir muito na minha formação. Sabemos que frequentas a Escola Profissional Balleteatro no Porto. Fala-nos um pouco dessa experiência. Achas que será uma mais valia também na Dança do Ventre? Sim é verdade, é com certeza uma mais valia para a Dança do Ventre. O facto de praticar mais estilos de dança permiteme aproveitar o que cada um tem de meTodos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

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lhor e juntar à Dança do Ventre. Enquanto bailarina, estudar no Balleteatro faz com que perceba o meu corpo, como é que ele reage a cada tipo de movimento e ao relacionamento com outros corpos dançantes; ajuda-me a ter uma maior consciência corporal e que não é movimento por movimento, é importante perceber o que acontece dentro do corpo e sentir cada movimento. Enquanto pessoa, ajudou-me a crescer, a ver e a compreender melhor situações a que somos expostos todos os dias, a compreender e a respeitar melhor a Arte e a lidar com as várias visões da mesma. Qual o momento mais marcante na tua carreira como bailarina? Tenho vários momentos que marcam a minha crescente carreira, como o meu primeiro solo, o meu primeiro exame com a bailarina Helena Rull, ter alçando o primeiro lugar na categoria amadora no concurso internacional de Barcelona em 2012 e a formação do meu grupo, as Radiki. Claro que todas as actuações são marcantes para mim, pois fazem parte do meu crescimento como bailarina. Pode-se dizer que a Dança do Ventre tenha proporcionado mudanças significativas na tua vida? Sim, claramente! É das coisas que mais preservo na minha vida e é o meu grande vício, que fez com que encontrasse pessoas espetaculares que me ajudaram a crescer como pessoa e, claro, como bailarina. O que fizeste para alcançares o patamar onde te encontras hoje? É uma pergunta difícil porque nem eu sei onde me encontro, só sei que ainda tenho muito para percorrer e aprender.

Se te fosse oferecida uma oportunidade de expansão nesta Arte, que Mestre escolherias? Porquê? Escolheria o Mestre Yamil Annum, porque o considero um grande bailarino, aprecio o seu trabalho e porque a sua forma de dançar é algo com que me identifico. 14

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Onde esperas chegar com a Dança do Ventre? Espero chegar onde for possível; até la é uma incógnita, mas vou aproveitando cada segundo a que fico ligada a esta Arte. Tens planos futuros para contar aos nossos leitores? Quais as perspectivas de novos projetos? Os planos que vejo para o meu futuro são investir na minha formação como bailarina e, para além disso, gostava de tirar um curso de fotografia e também psicologia. Que conselhos darias a alguém que esteja a iniciar-se na Dança do Ventre? Que acima de tudo respeite esta Arte, que a aprecie e que se deixe levar com cada momento que ela lhe pode proporcionar. Ainda não viu a Diana dançar? Fique atento aos espetáculos da APDV ou, se preferir, consulte o portal APDV.pt para descobrir onde irá dançar nos próximos tempos!

Fotografias da autoria de Fernando Rocha, gentilmente cedidas pela Revista Eppur Si Muove – A 1ª Revista de todas as danças. http://www.eppursimuove.com.pt Consulte a edição mais recente da revista em: http://www.eppursimuove.com.pt/eMagazine/

Com agradecimentos especiais a Nuno Dias, Joana Teixeira e Sara Silva (Departamento de Marketing da APDV) Todos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

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Fica no ouvido! “Ana Bastanak” (Eu Te Espero), de Oum Kalthoum Oum Kalthoum foi uma das maiores divas da música árabe, conhecida como a Estrela do Oriente (kawkab el-sharq). Mais de três décadas após a sua morte, ainda é reconhecida como uma das cantoras mais ilustres da história da música árabe do século XX. É a maior artista clássica que podemos ter como referência para nossos estudos na dança do ventre. Link para a música online: http://www.melody4arab.com/player/en_player_14472.htm Como cantar:

Tradução:

ana bastannak ana ,ana (2x) ana bastannak w lily sham3a sahrana li lilet 7ob we ahlan ahlan ahlan 7elwa shaylaha 3oyoon bet7eb we 2albi 7arir shayillak matra7ak fil 2alb wa zawa2 lili watzawa2 li 2agmal wa3d wa dawiblak fi sharbati shafayf elward wa 2oollak doo2 doo2 doo2 7alawt el2orb ba3di elbo3d wa 2ollak doo2 doo2 7alawte el2orb ba3d elbo3d elbo3d elbo3d ana ana bastannak, bastannak ana min eshebbak wana khadi 3ala shebak ana we shoo2 we naro l7elwa bastanak we far7e eddoniya mestanni , aah mestanni ma3adi ma3ak min eshebek wana khadi 3ala shebek ana we shoo2 we naro l7elwa bastannak min eshebak ana we khadi 3ala shebek ana we shoo2 we naro l7elwa bastanak we far7e eddoniya mestanni , aah mestanni ma3adi ma3ak ya gmal lila fi 3omri , 7abibi ga ya warda beyda fi sha3ri , 7abibi ga ya 3e2di ya2oot 3ala sadri , 7abibi ga (3x) wa zawa2 lili watzawa2 li 2agmal wa3d wa dawiblak fi sharbati shafayf elward wa 2oollak doo2 doo2 doo2 7alawt el2orb ba3di elbo3d wa 2ollak doo2 doo2 7alawte el2orb ba3d elbo3d elbo3d elbo3d ana ana bastannak , bastannak ana Mirayti , 2olili ya mrayti 7abibi magash la dilwa2ti we fatni le wa7deti wenti (3x) abos lro7i was3ab 3ala ro7i nessini lih 7abibi w aghla min ro7i nessini lih? (4x) 7abibi enta feen enta (6x) ya gmal lila fi 3omri , 7abibi ga ya warda beyda fi sha3ri , 7abibi ga ya 3e2di ya2oot 3ala sadri , 7abibi ga (3x) wa zawa2 lili watzawa2 li 2agmal wa3d wa dawiblak fi sharbati shafayf elward wa 2oollak doo2 doo2 doo2 7alawt el2orb ba3di elbo3d wa 2ollak doo2 doo2 7alawte el2orb ba3d elbo3d elbo3d elbo3d ana ana bastannak , bastannak ana Tradução:

Eu te espero... Eu... Eu… (2x) Eu te espero, e minhas noites são como velas acesas para uma noite de amor E venha, venha, venha, venha docilmente Mantendo seus olhos de amor E meu coração está guardando um lugar para você feito de seda E eu embelezarei esta noite, e me embelezarei para a mais bela promessa E eu deixarei rosas em sua sobremesa E te direi, prove, prove, prove a doçura da proximidade Após a distância E digo a você, prove, prove, prove a doçura da proximidade após a distância, a distância, a distância Eu te espero, eu te espero... Da janela, e minhas bochechas estão na janela Eu e o anseio e este doce fogo estão te aguardando E a felicidade do mundo te espera, oh, espera por você Na mais bela noite da minha vida, meu amado chegou Com uma rosa branca no meu cabelo, meu amado chegou Com um colar de jóias em meu pescoço, meu amor chegou E eu embelezarei esta noite, e me embelezarei para a mais bela promessa E eu deixarei rosas em sua sobremesa E te direi, prove, prove, prove a doçura da proximidade Após a distância E digo a você, prove, prove, prove a doçura da proximidade após a distância, a distância, a distância Eu te espero, eu te espero... Oh, espelho, me diga Meu amado ainda não voltou E me deixou sozinha com você Eu me encaro e fico angustiada Por que meu amado me esqueceu? Ele é mais precioso que minha alma Por que ele esqueceu? Oh, meu amado, onde você está? Na mais bela noite da minha vida, meu amado chegou Com uma rosa branca no meu cabelo, meu amado chegou Com um colar de jóias em meu pescoço, meu amor chegou E eu embelezarei esta noite, e me embelezarei para a mais bela promessa E eu deixarei rosas em sua sobremesa E te direi, prove, prove, prove a doçura da proximidade Após a distância E digo a você, prove, prove, prove a doçura da proximidade após a distância, a distância, a distância Eu te espero, eu te espero...

Catarina Barbosa (Departamento Comercial da APDV) 16

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As dicas da Tia Márcia A cor perfeita para a base A nossa já conhecida detentora do “dom do pincel” traz às leitoras da Magazine APDV algumas dicas para ajudar a escolher uma base para brilhar em qualquer situação. Como sabe, a base deve ser exatamente da cor da nossa pele, nem mais clara nem mais escura, esqueça aquela ideia de usar uma base mais escura para dar um toque bronzeado à pele. Para isso existem os bronzeadores! Quando for comprar base, vá com o rosto sem maquilhagem. Sei que às vezes custa sair à rua assim, mas é o melhor. Para escolher a cor é muito simples: coloque um pouco da base na linha do maxilar (nada de experimentar na mão, porque não é na mão que vai utilizar a base, certo?) e espalhe; não se limite a fazer só um risco com a base no maxilar, porque pode parecer mais escura ou mais clara e não ser (já me aconteceu isso). Se a cor se fundir com a da sua peHá alguma experiência que gostasse de le, óptimo! Encontrou a “tal”. Por vezes a cor é mais partilhar com os restantes leitores? Gosescura e a cor a abaixo é muito clara: nesse caso, taria de expressar publicamente a sua misture! opinião acerca dos temas abordados? Veja a base à luz natural (nem que tenha de sair do centro comercial), pois algumas luzes artificiais alteram a cor da base… E lembre-se: a mesma base não dá para o ano todo, pois a nossa pele vai variando conforme o sol etc. Por isso, esqueça lá isso de no inverno usar a Envie-nos o seu texto por e-mail para base de cor X e no verão ir comprar a mesma cor! publicacoes@apdv.pt e ajude-nos a escrever a sua Magazine de Dança do VenMárcia Costa tre preferida!

Espaço do leitor

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(Tesoureira da APDV)

Vença um prémio! Os melhores textos serão publicados nos números seguintes da Magazine APDV e ficarão habilitados a um prémio surpresa. Todos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

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Restaurante ● Marisqueira Rua de Santa Catarina, 74 4450-635 Leça da Palmeira GPS: N 41º 11’ 16,1’’ - W 8º 42’ 6,31’’ Telefone: 22 995 1626 22 996 2360 Fax: 22 994 2491

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Eu quero um destes! Conjunto rosa (3 peças) Neste número, resolvemos brindar as nossas leitoras com um dos fatos que o Atelier APDV teve o prazer de fazer subir ao palco do Porto BellyFashion. O fato, composto por 3 peças e cuja saia pode tomar diferentes modelos ou até mesmo ser substituída por uma calça, acaba por permitir diferentes visuais para quem usa as suas roupinhas de Dança do Ventre com muita regularidade. A saia de licra, com uma racha e com corte à godê, pode ser substituída por outro modelo ou personalizada ao seu gosto. O cinto e o soutien são completamente bordados à mão com lantejoulas de óptima qualidade cosidas uma por uma e assumindo 3 tons: prata nos contornos e dois tons de rosa; além da franja, também executada com material de 1ª qualidade. Este é o fato que transforma a bailarina numa bela sereia e que enche o palco com seu brilho maravilhoso. Eu já tenho o meu... e você, o que espera?

Conjuntos em segunda mão, como novos E porque a situação económica actual não é a mais favorável, o Atelier APDV propõe uma solução: estão disponíveis dois exemplares do maravilhoso fato rosa e lilás das fotos que se seguem. São usados mas estão impecáveis, como novos. Aproveite!

atelier@apdv.pt Fátima Silva (Departamento Comercial da APDV) Todos os conteúdos desta publicação são propriedade da APDV e estão protegidos por direitos de autor.

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Momento de reflexão... Formas e Desafios na Aprendizagem da Dança Oriental — uma reflexão a dois Valquíria Hayal pratica Dança do Ventre há 15 anos; lecionou em Lisboa até Abril, tendo-se, entretanto, mudado para França. É bailarina do Grupo Mahtab e do Bellydance Evolution Team. Define-se como "uma bailarina do mundo", que constrói a sua identidade e estilo com o que aprende em cada lugar que passa. Flor Coelho pratica Dança do Ventre há 10 anos; atualmente leciona no Porto, S. João da Madeira, Penafiel e Guimarães. É mentora do "BellyStudio Project", assumindo a responsabilidade de dinamização do espaço "BellyStudio", do qual é Diretora Artística e Pedagógica. A distinção na dança é um desafio diário que enfrenta com paixão, trabalho, determinação e perseverança.

Valquíria Hayal: Como se dá este desenvolvimento, ou esta aprendizagem? De muitas formas, por isso gostaria de falar de algumas que vivenciei e observei durante estes anos de dança. A maioria das pessoas começa por fazer aulas com alguma professora e permanece por algum tempo, mas a meu ver não o tempo suficiente; o que vejo é que, no primeiro momento em que conseguem fazer algumas “coisinhas”, já acham que são bailarinas profissionais e então deixam as aulas. Não digo que precisem ser fiéis à mesma professora durante anos, mas as aulas regulares são fundamentais; deixar de fazer aulas para fazer workshops e aprender por vídeos não me parece realmente eficiente. A propósito disso, por vezes pergunto-me: as pessoas acham mesmo que aprendem alguma coisa num workshop, onde o professor dá uma coreografia e elas ficam a repeti-la 20 vezes no meio de não sei quantas pessoas e sem 20

nenhum feedback?? Bem, para mim a resposta é clara, não se aprende muito em workshops (aqueles em que nos despejam uma coreografia e pronto). O que conseguimos nos workshops é ter ideias de novos passos e outros tipos de interpretação da música; entretanto, se uma bailarina ainda não tem a técnica consolidada, não é num workshop que vai ganhar isso, porque a aprendizagem de qualquer coisa exige um feedback e uma correção para que a pessoa possa ter consciência do que está a fazer de errado e então aperfeiçoar. Esta é a base da evolução de qualquer conhecimento. Seguindo este último pensamento falo então das autodidactas: não digo que não seja possível, pois há muitas pessoas que têm esta capacidade, mas falta-lhes o mesmo que falta a quem só faz workshops: não tomam conhecimento do que está mal e, assim, conseguem muitas vezes aprender diversas coisas e dan-

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çar melhor, mas normalmente falta lá qualquer coisa de base. Como não têm um professor que as corrija, ficam cada vez mais convictas de que aquilo que fazem está muito bom! Para finalizar os meus comentários sobre o assunto, gostaria de deixar uma ideia para pensarem, que só ficou clara para mim depois de muitos anos a dançar, pois acho que falta esta noção a muita gente, principalmente a quem dança há menos de 5 anos (chamo este o momento de deslumbre, em que achamos que dançamos muita coisa, temos uma perceção alterada do que estamos a fazer mas na verdade ainda não está nada de jeito): a primeira parte da ideia é seja humilde e tenha noção que há sempre algo a aprender. Já ouvi muitas bailarinas dizer que não precisam fazer cursos porque já sabem dançar; bem, se quer dançar para os amigos ok, mas se quer dizer-se profissional, por favor tenha consciência que se não é uma estrela como Jillina ou Randa Kamel terá de certeza muito que aprender. A segunda parte da ideia é aumente o seu padrão de exigência. Penso que há muita gente, principalmente em Portugal, que tem um padrão de exigência muito baixo comparado a outros países. Sempre que vou para fora noto uma grande diferença, tanto na qualidade das bailari-

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nas quanto na sua perceção do que é dançar bem e a exigência que têm com elas próprias. Aumentar o seu padrão é visualizar que você pode ser uma excelente bailarina e pode realizar-se muito mais através desta dança. Tenho a certeza que a maioria das pessoas poderia fazer muito mais do que faz atualmente, todos temos uma capacidade que não é totalmente explorada. Para chegarmos ao próximo nível temos que exigir um pouco mais de nós; é difícil mas é recompensador ver os resultados e entender a nossa capacidade de evoluir quando fazemos o devido esforço. Flor Coelho: Quando penso em “Aprendizagem da Dança Oriental” de imediato me transporto para o passado e tento recuperar as minhas razões, motivações e percurso na dança. Invariavelmente, um elemento prevalece: a paixão pela Arte!... Ora, ao que parece, as paixões são o motor da nossa vida, são o sal, a pimenta… enfim, são o tempero ideal para quem gosta de viver com emoção, risco, brilho e cor. Se assim é, pensar em aprender Dança Oriental, do meu ponto de vista, implica estar apaixonada por tudo o que esta dança representa (o movimento, o traje, o contexto cultural em que se encontra inserida, a música, a linguagem, o simbolismo, etc). • Coaching:  Life Coaching  Business Coaching

• Training People:  Comercial de Excelência  Líder de Excelência  Telemarketing  Formador Comercial

Paulo Renato 933 974 178 • beyou.acttoday@gmail.com http://beyou-acttoday.blogspot.com 22

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Mas… há sempre um mas… Toda a paixão em algum momento da vida perde a sua intensidade. E se numa primeira fase tudo parece belo, fantástico e natural, com o tempo, com a descoberta de novos patamares de conhecimento, perante situações adversas e escolhas diversas, essa paixão vai-se diluindo, podendo ficar meio adormecida ou mesmo vir a desaparecer. Neste último caso, dá-se o abandono. A Dança Oriental deixa de fazer sentido ou parte de um plano; aprender deixa de ser um prazer para se tornar numa obrigação. A não ser que…. um verdadeiro processo alquímico aconteça dentro de cada um de nós, na nossa relação com a dança e com o mundo e aprender Dança Oriental, para além de uma paixão, passe a ser uma fonte de inspiração, respeito e entrega, sem margem nem lugar. Se encararmos então a aprendizagem da Dança Oriental como um desafio para a vida, iremo-nos debater ao longo do tempo, com algumas questões interessantes. Partilho convosco algumas das que me assaltaram de momento: 1. “Fast-Food Bellydance” vs. Formação Artística Contínua e Integrada: perante uma oferta formativa diversificada, há que saber analisar a informação que se recebe e selecionar os recursos mais adequados para o alcance dos nossos propósitos.

2. Aprendizagem e Empowerment pela Dança Oriental: olhar para a Dança Oriental enquanto espetáculo e olhar a dança como forma de conhecimento e desenvolvimento – uma visão integradora e multifacetada da aprendizagem. A importância de considerar os Ritmos de Aprendizagem, a Autonomia e a Iniciativa – a mesma dança, diferentes percursos; a personalidade e singularidade de quem está a aprender. 3. De Aprendente a Bailarino/a Inteligente: entender a dança como um processo e não como mero resultado. Saber gerir o tempo de aprendizagem e controlar a impaciência. Entre o/a aprendente e o/a bailarino/a – diferentes patamares de aprendizagem, responsabilidades partilhadas, palcos diferenciados. Um caminho a percorrer. Construir uma imagem de credibilidade e transmitir respeito pela arte que se defende – cada aprendente, bailarino/a, professor/a, é embaixador/a da Dança Oriental enquanto Arte. 4. Avaliar-se e ser-se avaliado/a na dança ou enquanto se dança: Autocrítica (“o que preciso melhorar na minha dança ou na minha preparação diária?(…)”); projectar-se no futuro (“porque danço e aonde quero chegar?”) e encontrar os alicerces (“quais as minhas referências e inspirações na dança?”). Assumir riscos e aceitarse como se é – o papel do cor-

po na dança: o corpo oriental como um corpo real, sensual e intuitivo; o corpo versátil, estético e com potencialidade. O papel do público como critério de análise e evolução na dança – a relação bailarina/aprendente e público – a empatia, o carisma, o valor do produto artístico. 5. Mainstreaming da Dança Oriental e os critérios de qualidade da performance: o papel dos meios de comunicação, da internet e em particular das redes sociais na difusão, comunicação e aprendizagem da dança. Mais informação e conhecimento pressupõem mais qualidade na dança? Diferenciar-se pelo estilo e pela qualidade – destacar-se pela autenticidade, pela humildade e se possível, pela originalidade.

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Em jeito de conclusão… Cabe a cada um/a de nós selecionar a informação que recebe, adotar uma atitude proactiva e séria na relação com a arte, encontrar formas diversificadas de aprender e crescer com a dança e tomar decisões inteligentes. As nossas opções atuais ditam os nossos êxitos futuros e a melhor recompensa não é certamente a imagem que se compra, mas a solidez de uma carreira que se conquista. Valquíria Hayal & Flor Coelho

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Magazine APDV nº 2  

Na segunda edição da Magazine APDV contamos-lhe as mais frescas novidades sobre a atividade da Associação e damos-lhe a conhecer os grandes...

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