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IGREJA METODISTA TERCEIRA REGIÃO ECLESIÁSTICA

Programa Puxando as Redes planejamento estratégico missionário

manual de orientações 2003


Igreja Metodista - Terceira Região Eclesiástica Bispo Presidente: Revmo. Adriel de Souza Maia COREAM: Revmo. Adriel de Souza Maia – Presidente Revda. Amélia Tavares Correia Neves Rev. Anísio Pereira Rev. Lorenz Richard Koch Rev. Marcos Antonio Garcia (COGEAM) Aser Gonçalves Júnior Neusa Felippe Silva Souto (COGEAM) Tiharu Matsumoto Washington Zucoloto Zacarias Gonçalves de Oliveira Júnior Câmaras Ministeriais/Secretarias Executivas: Ação Social: Eloah Mara Peres Borges de Souza Administração: Juarez Reinaldo Jesus de Lima Departamento de Escola Dominical: Suzana de Mello Contieri Educação Cristã: Cristiane Capeleti Pereira Expansão Missionária: Sérgio Gama Lavoura Grupo de Trabalho de Planejamento Estratégico Missionário: Amélia Tavares Correa Neves; Joel Lemes da Silveira; José Soares Marcondes; Juarez Reinaldo Jesus de Lima; Luciano Sathler Rosa Guimarães e Rodolpho Weishaupt Ruiz Redação: Amélia Tavares Correa Neves; Luciano Sathler Rosa Guimarães e Rodolpho Weishaupt Ruiz Revisão: Amélia Tavares Correa Neves; Ana Claudia Braun Endo (Assessoria de Comunicação & Marketing) e Mauren Gomes Furtado Julião Diagramação: Maria Zélia Firmino de Sá (Editora da Umesp) Capa: Cristiano Freitas Arte da Capa: Arthur Balestero Sede Regional Rua Dona Inácia Uchoa, 303, Vila Mariana, São Paulo, SP. CEP: 04110-020 • Tel.: (11) 5904-3000 e-mail:3re@metodista.com.br • www.metodista.org.br/3re

Apoio Institucional


Índice Apresentação......................................................................5 Bispo Adriel de Souza Maia primeira parte

Pré-diagnóstico..............................................................9 1. Evolução histórica regional e anseios das igrejas locais, manifestadas pelas CLAM´s – Coordenações Locais de Ação Missionária............................................. 13 Gráfico 1. Número de igrejas na 3ª Região...................... 13 Gráfico 2. Total de congregações e pontos missionários.... 13 Gráfico 3. Total de membros arrolados............................ 14 Gráfico 4. Total de alunos matriculados na Escola Dominical........................................... 15 Gráfico 5. Total de clérigos............................................. 16 Gráfico 6. Total de sócios - Sociedades de Crianças.......... 17 Gráfico 7. Total de sócios - Sociedades de Juvenis............ 17 Gráfico 8. Total de sócios - Sociedades de Jovens............ 18 Gráfico 9. Total de sócios - Sociedades de Mulheres......... 18 Gráfico 10. Total de sócios - Sociedades de Homens......... 19 Gráfico 11. Total de sócios - Sociedades Mistas................ 19 Gráfico 12. Total de assinaturas - Expositor Cristão.......... 20 Gráfico 13. Total de assinaturas - Voz Missionária............. 20 Gráfico 14. Total de assinaturas - No Cenáculo................. 20 Gráfico 15. Receitas - Média mensal de arrecadação de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00...................... 21 Gráfico 16. Receitas - Média mensal de arrecadação de R$ 3.001,00 a R$ 8.000,00...................... 21 Gráfico 17. Receitas - Média mensal de arrecadação de R$ 8.001,00 a R$ 15.000,00.................... 22 Gráfico 18. Receitas - Média mensal de arrecadação de R$ 15.001,00 a R$ 30.001,00.................. 22 Gráfico 19. Desafios e Carências - Respostas das CLAM´s.... 23


segunda parte

Planejamento estratégico missionário da Igreja Local Introdução........................................................................ 29 Comunidade Missionária a Serviço do Povo Espalhando a Santidade Bíblica........................................... 30 Modelo de Planejamento para a Igreja Local........................ 30 1. Plano........................................................................ 30 2. Planejamento............................................................ 30 3. Visão........................................................................ 31 4. Missão...................................................................... 31 5. Objetivos.................................................................. 31 6. Valores..................................................................... 31 7. Metas........................................................................ 32 Definições estratégicas a serem desenvolvidas pela Igreja Local............................................................... 37 Diagnóstico da Igreja Local................................................ 37 Planos de Ação.................................................................. 40 Referências bibliográficas................................................... 48 Anexo 1 - Tipo de estrutura de funcionamento da igreja....... 49 Anexo 2 - Análise do ambiente interno e externo da Igreja Local................................................... 50 Anexo 3 - Avaliação das potencialidades.............................. 51 Anexo 4 - Principais projetos para a Igreja Local.................. 52 Anexo 5 - Principais projetos para a Igreja Local.................. 53 Anexo 6 - Resumo dos Principais Objetivos, Estratégias e Metas da Igreja Local......................................... 54 Anexo 7 - Projetos prioritários para a Igreja Local................ 55


Apresentação

“E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; nossos filhos e nossas filhas profetizarão, nossos velhos sonha­rão e nossos jovens terão visões” (Joel 2.28)

À liderança da Igreja Metodista na 3 a Região Eclesiástica! Graça e Paz! O profeta Joel afirma em seu livro que, quando Deus vier ao encontro do seu povo, Ele dará o seu Espírito a todos sem distinção, quebrando as barreiras de idade (velhos e jovens), sociais (escravos e livres) e de sexo (filhos e filhas). O Espírito dará visão, sonho e profecia. Visão – ato ou efeito de ver – o sentido da vista. Sonho – desejo veemente, inspiração. Vivemos num mundo que perdeu a capacidade de sonhar. Não há como viver sem esperança, sem sonho. O Planejamento Estratégico da 3ª Região Eclesiás­ tica objetiva levar-nos a sonhar com o tipo de igreja que queremos, prevendo uma união de todos os gru­ pos, segmentos, instituições, incluindo jovens, adul-


tos, crianças, homens e mulheres. A falta de visão causa separação e gera estagnação. Nessa linha de pensa­mento, ser uma igreja inclusiva ou seja, “Comunidade Missionária a Serviço do Povo, Espalhando a Santidade Bíblica por toda a Terra” Para que o sonho se torne realidade, ele precisa partir da realidade concreta. Temos sofrido crescimentos desordenados que provocam divisões e não produzem frutos ou sofremos de estagnação em função da mesmi­ce de nossas práticas religiosas. Não ousamos sonhar e incrementar o novo. Queremos que nossas igrejas sonhem, tenham visão de futuro e, acima de tudo, descubram que planejando é possível chegar a um novo lugar. Afinal, nosso Deus é aquele que faz novas todas as coisas. Na Igreja de Cristo não existe lugar para sonhos individua­listas. “Sonho que se sonha sozinho continua sendo sonho, sonho que se sonha em comunidade se transfor­ma em realidade”. Quando não temos noção de onde queremos chegar, qualquer lugar serve. Muitas igrejas estão estagnadas em pontos e lugares não determinados por Deus. O sonho obriga a olhar para a frente, projeta o futuro. Martin Luther King teve um sonho, compartilhou e, hoje, seu sonho é uma realidade nos direitos raciais iguais nos Estados Unidos. O sonho de Deus para a sua Igreja encontra-se em Atos dos apóstolos: uma igreja vibrante, comunitária, crescente, submissa à vontade de Deus, com visão do reino de Deus, querendo chegar aos confins da terra com a mensagem de salvação.


Com alegria e submissão à vontade de Deus, colocamos este manual de orientação em suas mãos. Leia o mesmo, discuta em pequenos grupos e com toda a igreja. Finalmente, sonhem com uma nova igreja, uma igreja segundo o coração de Deus. Sonhando, planejando e executando, teremos uma igreja forte, vibrante, revitalizada, curadora, comunidade restau­radora e fonte de salvação. Que o senhor abençoe a obra de nossas mãos. Fraternalmente, em Cristo, Amélia Tavares Correa Neves Joel Lemes da Silveira José Soares Marcondes Juarez Reinaldo Jesus de Lima (coordenador) Luciano Sathler Rosa Guimarães Rodolpho Weishaupt Ruiz


Primeira parte Pré-diagnóstico

“Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” Isaías 43:19 Ao final de 2002, por convocação episcopal, foi formado o grupo de trabalho regional com a missão de elaborar uma proposta de metodologia para a elabo­ração do planejamento estratégico missionário da 3ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista. Algumas premissas foram colocadas para orientar a iniciativa, tais como: – O planejamento deveria ser construído coletiva­ mente, com a participação de todas as igrejas e segmentos metodistas que fazem parte ou se rela­cionam com a 3ª Região Eclesiástica, dando voz a pastores e leigos; – As perguntas que norteariam o trabalho seriam ‘qual a igreja que queremos para os próximos 10 anos?’ e ‘quais as razões para isso?’; – O próximo Concílio Regional seria a data limite para a apresentação do Planejamento Missionário, para ser discutido e analisado de forma demo­crática e participativa; – Para que fique claro o sentido que se pretende, o nome do Planejamento Estratégico Missionário passaria a ser ‘Programa Puxando as Redes’, de-


monstrando o vigor que se espera para fortalecer a presença metodista, como parte do impulso transformador do Reino de Deus nas terras pau­ listas alcançadas pela 3ª Região Eclesiástica. Após vários encontros, foi formulada uma proposta para que o assunto seja trabalhado da seguinte forma: – Durante a primeira Concentração Regional de 2003, dia 8 de março, lançamento de um manual de orientações, com princípios básicos e dicas para que as igrejas locais possam desenvolver seu Planejamento Missionário; – No primeiro domingo de maio, dia 04/05/03, data indicativa a todas as igrejas locais para que rea­lizem um grande esforço de composição do Plane­jamento Missionário, com ampla participação de todos os segmentos da comunidade. É o Pro­grama ‘Puxando as Redes’. As igrejas que já tive­rem realizado alguma forma anterior de planeja­mento podem inserir e aproveitar o trabalho rea­lizado, dentro da nova metodologia proposta; – De março a agosto de 2003, realização de cursos rápidos junto aos distritos, em parceria com a Câmara de Educação Cristã, sobre como imple­ mentar o Plane­jamento Missionário na prática; – Em setembro de 2003, harmonização das informa­­ ções colhidas junto às igrejas locais, para formu­ lação de um documento construído de forma partici­pativa, a ser apresentado durante o Concílio Regional, previsto para acontecer em novembro do corrente.

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O manual de orientação para o Planejamento Estratégico Missionário - Programa Puxando as Re­des - ora apresentado se compõe das seguintes partes: 1. A apresentação de um pré-diagnóstico, com informações enviadas à Sede Regional pelas CLAM´s Coor­denações Locais de Ação Missionária em outubro de 2002 por ocasião da Avaliação Pastoral. Também se buscaram informações históricas e estatísticas da Sede Regional, que pudessem servir como elementos de análise e conhecimento sobre a real situação da Região. Destacamos, a seguir, as comunidades que tiveram suas respostas analisadas. DISTRITO ABCDMR: Jardim Ipê; Central em São Ber­ nardo do Campo; São Caetano do Sul; Vila Conde do Pinhal; Vila Floresta e Vila Planalto. DISTRITO BAIXADA SANTISTA: Cota 200 – Cubatão; Cubatão; Jardim Bom Retiro; São Vicente e Vicente de Carvalho. DISTRITO CENTRAL/SP: Central de São Paulo; Luz e Mooca. DISTRITO LESTE: Guaianazes; Itaim Paulista; Jardim América; Mogi das Cruzes; Poá; São Miguel Paulista e Suzano. DISTRITO NORDESTE: Central em Guarulhos; Vila São João – Guarulhos; Ponte Grande; Vila Galvão e Vila Maria. DISTRITO NOROESTE: Congregação Francisco Morato; Itaberaba; Jundiaí; Morro Grande; Vila Nova Cachoei­rinha; Vila Penteado; Vinhedo; Parada de Taipas e Pirituba. DISTRITO NORTE: Vila Mazzei; Vila Nivi e Tucuruvi.

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DISTRITO OESTE: Butantã; Carapicuíba; Jardim Belval (Missão Barueri); Jardim Bonfiglioli; Lapa; Missão Barueri e Pinheiros. DISTRITO PENHA DE FRANÇA: Aricanduva; Arthur Alvim; Cidade Líder; Cohab II; Itaquera; Jardim Arisi; Jardim Ipanema; Parque Boturussu; Penha; Vila Formosa e Vila Santo Estevão. DISTRITO SÃO ROQUE: Cotia; Ibiúna; Mairinque e São Roque. DISTRITO SOROCABA: Capão Bonito; Itapetininga; Central em Sorocaba e Vila Gomes – Sorocaba. DISTRITO SUDESTE: Ipiranga; Jardim Colorado; Vila Mariana; Vila Prudente e Vila Rica. DISTRITO SUL: Cidade Dutra; Itapecerica da Serra; Jardim Ângela; Jardim Aeroporto; Palmeiras; Santo Amaro; Taboão da Serra e Veleiros. DISTRITO VALE DO PARAÍBA: Campos do Jordão; Central em Cunha; Guaratinguetá; Jacareí; Jericó; Lorena; Missão Cachoeira Paulista; Missão Ubatuba; Pindamonhangaba; Piquete; Betel – São José dos Campos; São José dos Campos; São Sebastião e Taubaté. 2. A segunda parte do Manual apresenta uma proposta de modelo para o “Planejamento Estratégico Missionário da Igreja Local”, com dicas e orientações, inclusive sobre documentos já existentes da Igreja Metodista, em nível nacional e regional.

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1. Evolução histórica regional e anseios das igrejas locais, manifestados pelas CLAM´s - Coordenações Locais de Ação Missionária

Gráfico 1. Número de igrejas na 3ª Região

Gráfico 2. Total de congregações e pontos missioná-

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Uma igreja não se mede em números, nem é intenção aqui tentar quantificar crescimento espiritual. Todavia, para que se possa planejar com alguma previsibilidade, é necessário dispor de dados numé­ricos, complementados por dados qualitativos que possam delinear um quadro de reconhecimento da situação vigente. Por mais de uma década (1990 a 2001), a Região foi acrescentada em apenas 4 novas igrejas, o que significa um crescimento de 3,84% (total de 108). No mesmo período, o número de congregações e pontos missionários avançou de 67 para 77, uma evolução de cerca de 15% . Trata-se de um quadro que demonstra uma certa fragilidade no impulso missionário, espe­cialmente tendo em vista o sensível aumento do número de evangélicos no País, atestado pelo Censo 2000 do IBGE. Gráfico 3. Total de membros arrolados

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Gráfico 4. Total de alunos matriculados na Escola Dominical

A timidez do crescimento numérico se confirma quando verificado o crescimento da membresia, ao redor de 15% durante o período em destaque, enquanto que, de 1991 a 2000, a Taxa Média de Crescimento Anual da População Residente no Estado de São Paulo foi de 1,80 e no Município de São Paulo de 0,91, segundo fontes oficiais (IBGE e Fundação SEADE). Mais de 17% da população paulista é evangélica, aproximado de 6 milhões e trezentos mil pessoas, num total de cerca de 37 milhões no Brasil. O crescimento do número de alunos matriculados na Escola Dominical foi mais posi­tivo, de 28%.

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O número de pastores cresceu 26% (182 ao todo), sendo outro fator marcante que a presença de pastoras evoluiu mais de 68% e o de pastores cerca de 4%, reforçando a presença do Ministério Pastoral Feminino. Em 2003 chegamos a 170 pastores/as que recebem nomea­ção pela 3ª Região Eclesiástica.

Gráfico 5. Total de clérigos


Gráfico 6. Total de sócios - Sociedades de Crianças

Gráfico 7. Total de sócios - Sociedades de Juvenis

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Gr谩fico 8. Total de s贸cios - Sociedades de Jovens

Gr谩fico 9. Total de s贸cios - Sociedades de Mulheres

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Gráfico 10. Total de sócios - Sociedades de Homens

Gráfico 11. Total de sócios - Sociedades Mistas

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Gráfico 12. Total de assinaturas - Expositor Cristão

Gráfico 13. Total de assinaturas - Voz Missionária

Gráfico 14. Total de assinaturas - No Cenáculo

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Gráfico 15. Receitas - Média Mensal de Arrecadação de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00

Gráfico 16. Receitas - Média Mensal de Arrecadação de R$ 3.001,00 a R$ 8.000,00

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Gráfico 17. Receitas - Média Mensal de Arrecadação de R$ 8.001,00 a R$ 15.000,00

Gráfico 18. Receitas - Média Mensal de Arrecadação de R$ 15.001,00 a R$ 30.001,00

De 1998 a 2002, o número de igrejas que arrecada de R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00 caiu de 23 para 12. Já as que alcançam até R$ 1.000,00 saíram de 11 para 24. Nas demais faixas não houve grandes alterações.

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Gráfico 19. Desafios e Carências Respostas das CLAM´s

As respostas encaminhadas pelas CLAM’s à Sede Regional demonstraram um profundo senso de com­ promisso com a Igreja Metodista, bem como claras percepções sobre alguns problemas e desafios que temos pela frente. Para tentar facilitar a compreensão, o Grupo de Trabalho organizou e classificou as observações feitas em alguns eixos, detalhados a seguir, na ordem decres­cente do número de menções.

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Análises das Respostas ao Formulário de Informações Básicas de Igrejas Locais

DESAFIOS / CARÊNCIAS

N.º DE OCORRÊNCIAS

Ação Social Comunicação Educação Cristã Espaço Físico / Infra-estrutura Expansão Missionária Identidade Metodista Integração com a Região (SD’s, Coream, Bispo e Instituição) Membresia Ministério Pastoral Recursos Financeiros Suporte da Sede Regional

21 21 75 39 80 21

menções menções menções menções menções menções

56 49 40 20 45

menções menções menções menções menções

EXPANSÃO MISSIONÁRIA 80 menções Foi assunto de destaque especial por parte das igrejas respondentes. Há um claro sentimento pelas comunidades, que querem maior e mais rápido cresci­mento numérico da membresia, mais ações de evange­lização, mais projetos missionários e buscar maior apoio aos grupos societários para que possam se expandir. Sugestões de realização de concentrações regionais descentralizadas e mais freqüentes, além de promover ‘Semanas para Jesus’ na própria localidade em que se situam as igrejas.

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EDUCAÇÃO CRISTÃ 75 menções Os temas voltados à capacitação para a missão estão muito presentes dentre os desafios levantados pelas igrejas. A educação cristã é vista como prioritária para atingir a expansão missionária. Quase a totalidade de respondentes indica a necessidade de capacitação de líderes e o discipulado para ampliar e melhorar a condução dos momentos de louvor, a prática da Escola Dominical, a gestão administrativa, as atividades de evangelismo, a visitação e a ação social. Houve também um destaque para a busca de revitalização da Escola Dominical e a utilização de recursos didático-peda­gógicos mais aprimorados e ágeis. Uma reclama­ção é a presença de publicações em linguagem acadê­mica, distante da realidade do povo.

INTEGRAÇÃO COM A REGIÃO 56 menções Trata-se de uma forte preocupação para as igrejas locais. Desejam uma maior aproximação com o Bispo-Presidente da Região, maior presença dos Superin­tendentes Distritais – mesmo sabendo que esses já estão sobrecarregados de trabalho. Acreditam que aproxi­mação facilita o diálogo, elimina a solidão e faz com que se sintam como parte integrante da região. Desco­nhecem, em grande parte, as diferentes áreas de atuação da região. Desejam trocar informações entre distritos e ter uma ação articulada entre as igrejas, para atingir objetivos comuns.

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MEMBRESIA 49 menções É recorrente a observação de que a comunidade encontra-se desanimada, sendo que algumas desta­cam problemas anteriores e atuais, tanto entre mem­bros como em relação ao Ministério Pastoral. Uma grande preocupação é com a diminuição da presença nas atividades da Escola Dominical, cultos e outras oca­siões, bem como a falta de articulação entre os ministérios. Acreditam ser necessário fortalecer a espiritualidade do grupo.

SUPORTE DA SEDE REGIONAL 45 menções As igrejas e líderes gostariam de contar com maior apoio e assessorias por parte da Sede Regional, espe­cial­mente em assuntos administrativos, tais como: engenheiros para reformas, arquitetos para novas construções, orientações jurídicas e contábeis, cursos para evangelismo e ação social etc. Há também um desejo de maior aproximação com as pessoas que se dedicam profissionalmente na Sede Regional, para disseminação de informações.

MINISTÉRIO PASTORAL 40 menções A vontade das igrejas aponta para ter mais pas­ tores de tempo integral, que dediquem mais tempo à comunidade, visitem mais os mem­bros e que dêem continuidade ao trabalho, apesar da itinerância. Uma preocupação é a elevada ocorrência de pregações

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academicistas, que não motivam para a missão e a pouca realização de ‘apelos’, tanto para pessoas aceitarem a Jesus quanto para a renovação de votos. As mudanças constantes causadas pela itine­rância, às vezes em desacordo com a vontade da Igreja Local, também são citadas como fatores de desânimo. Levan­ ta-se a necessidade de maior preparo admi­nistrativo e prático para os pastores e pastoras, sendo objeto de preocupação para alguns o tipo de formação teológica que atualmente recebem.

ESPAÇO FÍSICO E INFRA-ESTRUTURA 39 menções As necessidades apontadas nesse item incluem refor­mas, ampliações de templos, instalações e pré­dios. Tam­bém se destacam intenções de novas cons­truções, aquisições de terrenos e residências pastorais. Em todos os casos, a preocupação passa, ou pela vontade de crescer e expandir a presença da Igreja, ou melhorar as condições em que se encontra a comu­nidade que ali se reúne. Os demais itens (AÇÃO SOCIAL - 21 menções; COMUNICAÇÃO - 21 menções; IDENTIDADE METO­ DISTA - 21 menções; e RECURSOS FINANCEIROS - 20 menções), surgem como preocupações importantes, todavia o número de citações parece indicar que podem ser considerados mais como sintomas do que causas de alguns problemas. As vezes em que são citados apontam sempre para a necessidade de serem melhor e mais contemplados por uma ação integrada por parte da Igreja.

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Há de se fazer destaque aqui para o fato que uma grande parte das igrejas demonstra a necessidade de forta­le­cimento da Identidade Metodista, um posicio­ namento mais firme da Igreja perante a sociedade e de um envolvimento maior em atividades que promovam a prática da cidadania.

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Segunda parte Planejamento estratégico missionário da Igreja Local Introdução

“Chegou o momento especial de colocar o sonho em ação. Temos certeza de que você tem um sonho para sua igreja. A Bíblia conta a história de muitos servos de Deus que acreditaram no sonho de Deus para o seu povo e agiram. Noé acreditou na construção de uma nova sociedade, abolindo a injustiça e a maldade e para isto construiu a arca. Josué acreditou que Deus daria a vitória ao povo na tomada da cidade de Jericó e cumpriu as instruções dadas por Deus. Débora profetizou a vitória do povo de Israel sobre os cananeus, mas pagou o preço de ir junto ao campo de batalha. Seu sonho poderá se tornar uma realidade através do planejamento estratégico. Nosso convite é para que este momento seja um momento participativo, inclusivo e de comunhão. Listamos alguns conceitos, exemplificamos cada um destes e convidamos sua igreja a seguir os passos elencados para a montagem do Planejamento Estratégico de sua igreja local, depois é o momento especial de “puxar as redes”.”

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Comunidade Missionária a Serviço do Povo – Espalhando a Santidade Bíblica Temas Bienais: 2002 – 2003: Testemunhar a vitalidade do evangelho 2004 – 2005: Testemunhar o ardor da missão 2006 – 2007: Testemunhar a alegria e a esperança do serviço

Modelo de Planejamento para a Igreja Local Para a montagem do que chamamos de “Plane­ jamento Estratégico” para a igreja local, necessita-se, inicialmente, uniformizar alguns conceitos básicos:

1. Plano É um documento formal que consolida as infor­ mações, atividades e decisões que surgiram do Plane­ jamento da igreja local.

2. Planejamento É a identificação, análise, estruturação e coor­ denação de missão, propósitos, objetivos, desafios, metas, estratégias, políticas, programas, projetos e atividades, bem como expectativas, crenças, compor­ tamentos e atitudes, a fim de se alavancar de modo mais eficiente, eficaz e efetivo o máximo desenvolvi­ mento possível, com a melhor concentração de esforços e recursos.

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3. Visão É um macro objetivo, não quantificável, de longo prazo. É um misto de sonho, utopia, idealizações e desejos de uma pessoa ou de um grupo para servir de linha mestra para que os que dela venham a partici­par, tenham um ponto de convergência. A Visão é composta por um conjunto de elementos, a saber: Missão, Objetivos e Valores.

4. Missão É a maneira pela qual a igreja exerce sua função, ou seja, o que ela é hoje e o que deseja ser no futuro, a partir de agora. A missão é diretiva e não limitadora e indica onde concentrar os recursos, procurar por novas oportunidades e construir o sucesso. Deve-se interligar a definição de missão com as estratégias e táticas por meio de um conjunto de objetivos que sejam, ao mesmo tempo, específicos e desafiadores. Quando se tem uma missão definida, os objetivos gerais e específicos fluem a partir dela.

5. Objetivos Determinam o rumo a ser seguido pela igreja, pois identificam o que se deseja realizar; podem ser atemporais e indicam grandezas, sem quantificação.

6. Valores São as convicções claras e fundamentais que a igreja defende e adota como guia de gestão. Trata-se

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de um conjunto de doutrinas, credos, padrões éticos e princípios que orienta as ações da igreja ao longo do tempo e independe das metas, dos objetivos e das estratégias por ela adotada.

7. Metas Corresponde aos passos ou etapas perfeitamente delimitados, realizados para o alcance dos objetivos. São fragmentos dos desafios e sua utilização permite melhor distribuição de responsabilidades e também melhor controle dos resultados. Para que possamos resgatar o Plano Nacional da Igreja Metodista e possibilitarmos um alinha­mento das ações da igreja local a este plano, temos: Definições Estratégicas já desenvolvidas: I – Referenciais do Plano Nacional Visão do Mundo “Estamos em uma Igreja que quer ser missionária. Para exercermos esse papel, temos que ter muita cons­ciência do que se passa a nosso redor. É possível que muitas vezes sejamos aprisionados pela confusão mental criada pelo mundo da globalização e, pensando estar a serviço de Deus, estejamos servindo ao reino dos po­deres deste mundo. Isto para nós é um alerta”1 . O momento em que vivemos está profundamente permeado pelas forças do mercado, em especial, o 1. Ver texto da Análise de Conjuntura de Luiz Eduardo Prates da Silva, apresentado na Consulta Missionária. 32

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mercado globalizado. O individualismo justifica a indiferença. A busca do lucro a qualquer preço passa a ser parte fundamental da ideologia dos grupos religio­sos de “sucesso”. A exclusão social das multidões, sem acesso ao mercado, ao lado da valorização do sucesso pessoal de quem sabe competir ou gozar as vantagens do oportunismo, agravam a violência social. O povo no Brasil vive as agruras de uma socie­ dade injusta e desumana. Entramos no século XXI com a perversa hegemonização dos processos de globa­lização que, no caso brasileiro e latino-americano, aprofundam nossa dependência e põem em xeque nossas identidades culturais. O lado perverso desse processo tecnológico-econômico é a brutal exclusão social. Em nosso país, os excluídos contam em dezenas de milhões. São mais que miseráveis. São não-cidadãos que sequer contam nos processos de organização social. Escuta-se em toda parte o clamor desse sofrimento2. Ainda que haja esforços por parte do governo, a degeneração das instituições políticas fez com que a saúde ficasse doente, a educação sem escola, o traba­ lho sem emprego, a habitação sem moradia e o povo sem esperança. Tudo isso fez com que a religião se tornasse o refúgio do povo. Essa situação favorece o despontar de movimentos, os mais diversos, no seio da Igreja e da Sociedade. O religioso virou produto do mercado, pois a lógica que nos move é a do consumo. Líderes religiosos de toda ordem abusam do mes­sianismo, da magia, do misticismo extremado, afetando mesmo a verdadeira natureza da Igreja e o 2. Ver texto da Análise de Conjuntura, de Luiz Eduardo Prates da Silva, apresentado na Consulta Missionária.

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sentido da fé. A sociedade contemporânea parece ter se incom­patibilizado com o caminho da cruz. Proliferam “igrejas supermercados”, nas quais as pessoas entram, apa­nham o produto de que necessitam, pagam e vão embora; ou, “igrejas rodoviárias”, em que muitos chegam, e outros tantos saem, desaparecendo assim o sentido de comunidade de fé. II. A Base de Nossa Fé Visão: “O Reino de Deus é o alvo do Deus Trino e significa o surgimento do novo mundo, da nova vida, do perfeito amor, da justiça plena, da autêntica liberdade e da completa paz”3 . São elementos decisivos de nossa confissão de fé: A experiência pessoal com Cristo é fundamental para a vida cristã pessoal e comunitária. A base da fé e da prática do Metodismo é a Bíblia. Nós, metodistas, aceitamos completa e totalmente as doutrinas fundamentais da fé cristã, enunciadas nos Credos promulgados pelos Concílios da Igreja dos quatro primeiros séculos da Era Cristã, e sintetizados nos 25 Artigos de Religião do Metodismo Histórico. O metodista junta, em uma unidade disciplinada, a piedade religiosa e a prática concreta da mise­ ricórdia. A presença e o poder do Espírito Santo são funda­mentais para a vida da comunidade da fé, para a vida de piedade pessoal e para os frutos do amor que se expressam nas obras de misericórdia. A graça divina é fundamental em toda revelação. O Metodismo enfatiza a experiência e a vivência na 3. Plano Quadrienal da Igreja Metodista, 1979-1982, p.36

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graça por meio da fé receptiva. Graça preveniente, graça justificadora e graça santificadora, pessoal e comunitária. III. Nossa Identidade Missão: A Igreja Metodista define a missão como sendo “A Missão de Deus”. Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.” A Igreja Metodista reconhece e enfatiza o fato de que todo o povo de Deus é chamado a desempenhar os ministérios por meio dos dons concedidos pelo Espírito, junto das pessoas e da sociedade (mundo). É a grande ênfase da presença indispensável do “laicato” como parte integrante da Igreja e de sua expressão missionária. O compromisso com a Educação Cristã como um processo dinâmico para a transformação, libertação e capacitação da pessoa e da comunidade. Compromisso com o bem-estar total da sociedade, procurando conhecer o modo como organizações e instituições se articulam, e disposição para afetar as causas de seus problemas. Esse compromisso, que surge com a experiência pessoal de salvação, é uma viva expressão da santificação. O sistema conexional é característica básica e funda­mental para a existência do Metodismo, tanto como movimento espiritual quanto como instituição ecle­siástica. Nosso sistema conexional afirma que há uma só Igreja, que é o Corpo de Cristo, comprometida com a sinalização do Reino de Deus no mundo, a qual não se esgota na igreja local, mas se expressa na

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mutualidade dos dons e serviço do povo chamado metodista, em todo o Brasil, e em todo o mundo. O ministério pastoral é essencial à vida da Igreja. Ele foi instituído pelos apóstolos como um modo de dar forma e unidade à Igreja, para que todo serviço refletisse o próprio ministério de Cristo. O ministério pastoral da Igreja Metodista organiza-se na ordenação de pastores/pastoras e constituição da Ordem Presbiteral. Afirmamos a importância de um sistema de governo episcopal, no qual os bispos e bispas exercem por seu ministério pastoral, em comunhão com a Ordem Presbi­­t eral, a supervisão sobre a Igreja e seus diferentes ministérios, garantindo que as decisões conciliares sejam executadas, e os dons e ministérios sejam desafiados a frutificar no mundo, para o efetivo exercício da missão. A igreja local é definida em nossos documentos como sendo a unidade básica do sistema metodista. Isso significa que todo Plano deve voltar-se para ela e que todos os níveis de Plano devem estar integrados a essa base.

Objetivos 1. Igreja Nacional: “Promover/fortalecer a doutrina, identidade e ação missionária”. 2. Igreja Local: “Fortalecer e promover a ação da igreja local junto à comunidade”.

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Definições Estratégicas a serem desenvolvidas pela igreja local Diagnóstico da igreja local Vide Anexo 1 (todos os anexos estarão, de forma seqüencial, no final do manual) 1. Definição do tipo de estrutura para o funcio­ namento da igreja Descrever aqui a atual estrutura da sua igreja. Relacionar e descrever as principais funções dos minis­térios, grupos societários, projetos, etc. que atualmente estão atuantes em sua igreja local. Vide Anexo 2 2. Avaliação das potencialidades a ) A nálise do ambiente externo da igreja .

Neste aspecto, procura-se avaliar o crescimento da igreja local nos últimos anos e que média ela tem mantido de freqüência de pessoas nos cultos regulares e progra­mações. Considerando que o público-alvo primário da igreja são os habitantes do bairro ou da cidade que nunca ouviram falar de Jesus, é necessário avaliar o potencial de crescimento da igreja para otimizar a participação dela no alcance da população. Exemplos de perguntas que devem ser respondidas nesse tópico: o bairro onde minha igreja está inserida tem predo­minância de residências, indústrias ou há muito comér­cio em volta? Meu bairro é tradicional com maioria composta de idosos?

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A forma e o conteúdo que for oferecido pela igreja definem o tipo de público que a igreja pode alcançar. Perguntas que se encaixam nesse contexto: a freqüência nos cultos e trabalhos regulares tem sido mais de homens, mulheres, mocidade ou crianças? Qual o perfil das pessoas que estão assistindo os cultos: empresários, profissionais liberais, assalariados, aposentados, desem­pregados? Seguindo o raciocínio acima temos: que tipo de perfil de pessoas há mais próximo de nossa igreja? Aqui também devemos considerar se há outras igrejas evangélicas próximas à sua comunidade. Pergun­tas do tipo: há congregações, pontos missio­ nários, igrejas de outras denominações perto de minha comu­nidade? Se sim, quais e quantas são? Que tipo de perfil de pessoas freqüentam esses trabalhos? b ) A nálise do ambiente interno da igreja

Nesse aspecto busca-se entender qual a visão da igreja sobre ela mesma. Pode ocorrer das pessoas terem uma visão da igreja como uma prestadora de serviços. Logo, podem existir muitos projetos sociais. E esta atuação pode fazer com que a igreja, ao criar uma aproximação com o seu público-alvo, não esteja me­xendo realmente com o ponto central da vida de uma pessoa, que é seu relacionamento com Deus. Perguntas que se encaixam nesse contexto: quantos novos membros nos últimos anos vieram de nossa prestação de serviço? Quantos pontos missionários a igreja tem? Há estudos bíblicos sendo realizados regularmente fora do templo? Qual o crescimento numérico de membros e alunos matriculados na Escola Dominical nos últimos anos?

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Aqui também há de se explorar outro aspecto: a idade espiritual da igreja. Uma comunidade com 50 anos de existência às vezes pode ser um bebê espiritual. Isto ocorre porque os membros antigos tenham morrido ou saído ou até porque a maioria dos membros parou no tempo. Pergunta: quantos membros minha igreja tem que se sentem aptos a serem professores da Escola Dominical, liderar estudos bíblicos ou dar suporte a um ponto missionário? Outro aspecto importante: a habilidade dos mem­ bros em gerar crises. Pergunta: nos últimos anos, por quan­tas crises nossa igreja passou? Avaliar aqui a capa­cida­de dos membros atuais em desenvolver rela­cio­­namentos profundos e duradores em seu meio, para que se criem oportunidades de relacionamento entre os crentes e não-crentes. Vide Anexo 3 c ) P ontos fortes da igreja

Aqui é importante ressaltar os aspectos mais mar­ cantes de sua igreja local. Perguntas do tipo: no que somos fortes? O que sabemos fazer de melhor: evange­ lização ou ação social ou o quê? Aspectos sobre horários dos trabalhos, localização da igreja, acomodações e espaço físico, residência pastoral, estacionamento próprio ou próximos a igreja, nível de arrecadação, freqüência nos trabalhos, grupos societários, reuniões de oração/discipulado/estudos bíblicos, quantidade de escolas dominicais e/ou pontos missionários, coral, ministérios, grupos de louvor, projetos desenvolvidos etc devem ser relacionados quando for destacado algo que os membros considerem ponto de destaque, que faz a diferença na vida da sua igreja.

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d ) P ontos fracos da igreja

Aqui se destacam os pontos onde a igreja não está bem. Essa é uma reflexão difícil e deve ser feita com muita calma, para que não seja listado item que faça menção às/aos pastores/as. Deve-se lembrar que aqui são desta­cados itens que realmente foram comentados por visitantes ou por membros atuantes na igreja. Como exemplo pode ser destacado: pastores/as de tempo parcial, acomodações e espaço físico, localização da igreja, falta de estacionamento para carros, berçário, capa­citação dos professores e dos ministérios, falta de utilização de material metodista, visitação, ausência de ponto missionário etc.

Planos de Ação Uma vez realizado o diagnóstico da igreja local (estrutura atual, pontos fortes e fracos, análise do ambiente externo e interno) e entendendo a visão, missão e os objetivos estratégicos vindos da área nacional da Igreja Metodista, finalmente chegou a hora de formular os planos. Com tanta informação coletada passaremos a delinear os planos para que a igreja continue a se desenvolver. Esta é uma etapa empol­gante, porém exige muita objetividade, pois caso contrário teremos apenas uma lista de “atividades da igreja” – o que não é o caso! Aqui serão descritos os projetos para a igreja local, a partir das maiores necessidades detectadas. Por exemplo: ao se verificar, na análise de potencialidades, na parte referente aos pontos fracos, que há necessida­ de de realizar ações na área de discipulado, teremos:

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Projeto 1- Discipulado - Objetivo geral: Levar os membros a aprofundar o relacio­namento com Deus, tornando-os verdadeiros discípulos de Jesus e fortalecendo a base espiritual da igreja para o desenvolvimento dos demais projetos. Iremos relacionar aqui, a título de ilustração, mais alguns projetos: Projeto 2 - Ministérios e Dons Espirituais – Objetivo geral: Ministrar a todos os membros sobre dons espirituais, levando-os a exercê-los, nos ministérios que a igreja está desenvolvendo. Projeto 3 - Ensino Bíblico e Treinamento – Objetivo geral: Desenvolver um sistema de ensino bíblico gradual e seqüencial na igreja utilizando a Escola Dominical e Estudos Bíblicos Seriados (durante a semana). Projeto 4 - Oração – Objetivo geral: Levar a igreja a orar mais. Projeto 5 - Visitação – Objetivo geral: Levar a igreja a visitar membros, membros afastados, doentes e visitantes. Projeto 6 - Evangelização – Objetivo geral: Desenvolver formas alternativas de evange­lização. Estimular o testemunho pessoal, os grupos de estudo bíblicos com não-crentes etc. Projeto 7 - Ação Social – Objetivo geral: Desenvolver formas alternativas de evangeli­zação por meio de iniciativas pessoais. Engajamento da Igreja em projetos promovidos por ONG’s ou pelo Estado. Projeto 8 - Famílias – Objetivo geral: Desenvolver apoio e fortalecimento das famílias, envol­vendo casais, crianças, adolescentes e jovens, a fim de trabalhar para o amadurecimento espiritual. Projeto 9 - Missões – Objetivo geral: Criar bases para o surgimento de uma igreja missio­nária, que

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tenha paixão pelas almas, que trabalhe e ore pela salvação do mundo. Projeto 10 - Louvor e Adoração – Objetivo geral: Dinamizar os atos de culto. Projeto 11- Crescimento Numérico – Objetivo geral: Criar condições de crescimento nu­mé­rico da comunidade, com ações específicas voltadas para as crianças, mocidade e adultos. Projeto 12 - Crescimento na Arrecadação – Objetivo geral: Levar os membros a exercer plenamente sua mordomia cristã. Promover campanhas para conscientização da prática de se dar o dízimo. Com base nesses exemplos, preencha o Anexo 4, relacionando os principais projetos para sua igreja local. Lembre-se que os projetos devem estar cumprindo a MISSÃO da igreja. Para esclarecer ainda mais, tenha em mente que na hora de definir um objetivo, deve-se focalizar uma área ou projeto específico da igreja, relacionando sempre esse objetivo com a missão da sua igreja local. Verifique se o objetivo definido atende alguma neces­sidade específica da igreja. Imagine de forma prática o objetivo estabelecido e como este poderá ser atingido por meio de atividades. Lembre-se que um Objetivo é algo geral e desafiador, Estratégia é a forma pela qual o objetivo será atingido e Meta é um alvo mensurável para alcançar esse objetivo. Preencher o Anexo 5, onde teremos um cruza­ mento dos objetivos, estratégias e metas por projeto relacionado no anexo 4. Exemplos: Projeto Louvor e Adoração – Obje­tivo geral: Dinamizar os atos de culto. Obje­tivos espe-

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cíficos: aprimorar o amadurecimento espiritual de cada grupo musical da igreja. Levar cada crente a entender o verdadeiro sentido do louvor. Estra­tégias: Integrar o maior número possível de novos crentes nos grupos musicais da igreja. Continuar incen­tivando o estudo de instrumentos que possibilitem a formação de novos grupos. Ministrar estudos sobre louvor e adoração. Metas: Dinamizar a bandinha infantil. Organizar um conjunto coral masculino. Restabelecer o conjunto de louvor da mocidade. Projeto Ensino Bíblico e Treinamento – Objetivo geral: Desenvolver um sistema de ensino bíblico gradual na igreja utilizando a Escola Dominical e Estudos Bíblicos Seriados (durante a semana). Objetivos específicos: Treinar e reciclar líderes para a área de Educação Cristã. Implantar um novo modelo de trabalho com as crianças. Implementar e desenvolver o processo de discipulado e ensino. Estratégias: Implan­tar o ministério do discipulado. Ministrar cursos espe­cíficos de treinamento para o culto infantil. Amplia­r o número de grupos de treinamento de líderes e discipu­ladores. Metas: Aumentar em 10% o número de matri­cu­lados na Escola Bíblica Dominical e em 30% a presença. Ativar e dinamizar a videoteca e biblioteca da igreja. Realizar três cursos de treinamento abertos, atingindo 150 pessoas. Realizar dois seminários temá­ticos de treinamento, atingindo 100 pessoas. Para que se tenha um resumo dos projetos e seus objetivos a fim de ser apresentado a igreja local e a todos os seus membros, é interessante preencher

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o Anexo 6, onde teremos um resumo de objetivos, estratégias e metas da igreja. Veja esse exemplo: Objetivos: • Conscientizar a igreja sobre o que é evan­ gelização e a necessidade de realiza-la para o cumprimento de sua missão. • Desenvolver a visão missionária na igreja. • Treinar e reciclar líderes para a igreja. • Implementar e desenvolver o processo de disci­ pulado e ensino. • Levar cada crente a compreender o verdadeiro sentido de louvor e adoração. • Levar cada crente a entender a necessidade e o poder da oração na sua vida e na vida de sua igreja. • Fortalecer os valores da família e o relacio­ namento conjugal. • Levar cada membro da igreja a ter comunhão no corpo de Cristo. • Levar cada membro a ser dizimista. Estratégias: • Otimizar o programa de adoção do novo con­ vertido. • Desenvolver um programa de adoção de missio­ nários pelas famílias. • Implantar o ministério do discipulado. • Ministrar cursos específicos de treinamento. • Integrar o maior número possível de novos crentes nos grupos musicais da igreja. • Desafiar as famílias para a realização do culto doméstico.

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Metas: • Alcançar um crescimento anual da igreja de 10%. • Batizar 30% dos decididos. • Sustentar 40 missionários nos próximos 5 anos. • Enviar 2 missionários da igreja nos próximos 5 anos. • Aumentar anualmente em 10% o número de alunos matriculados na Escola Bíblica Dominical e em 30% a presença nos próximos 5 anos. • Treinar 100 pessoas para a liderança em 5 anos. • Promover semanalmente reunião de oração na igreja. • Realizar um encontro trimestral com as famílias. • Envolver 100% da igreja no processo de discipu­lado em quatro anos. Gerenciamento, estruturação e orçamento Há necessidade de gerenciamento de todos os projetos e suas respectivas metas. Nesse instante são acionados os ministérios de sua igreja que estarão fazendo a implantação do Planejamento Estratégico. Uma vez que foram relacionados todos os projetos, seus objetivos e suas metas, o que falta são os ministérios responsáveis pelo cumprimento das ações e relacionar quais os projetos que serão priorizados, num primeiro momento. Logo, há necessidade de estruturar as ações, pois, caso contrário, teremos uma série de conflitos entre datas e de recursos financeiros, fazendo com que as pessoas gastem suas energias em disputar priori­dades, o que acaba por gerar um desgaste enorme e o não cumprimento dos alvos estipulados. A falta de respon­sáveis e de projetos prioritários, aliada à falta de planejamento financeiro, pode fazer com que todos queiram desenvolver suas idéias ao mesmo tempo, provocando Orientações

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um estouro no orçamento da igreja, con­flitos entre datas, desgaste físico e mental nas pessoas, e uma má qualidade nos trabalhos desenvolvidos. Com o crescimento da igreja e do número de ministérios, é preciso definir com regras claras a forma de geren­ ciamento e tomada de decisão: que tipo de decisões cada ministério pode tomar, e até onde pode ir, que limite de gastos cada ministério pode ter. Uma vez entendido esse tópico vamos preencher o Anexo 7. Esse anexo representa o que queremos prioritariamente, o que efetivamente iremos fazer para realizar o que queremos, como vamos fazer o que queremos realizar, quem é o ministério responsável, quando iremos começar e quanto tempo vai durar o projeto ou as ações que estamos tomando. Destacamos que o acompanhamento sistemático das atividades é tão crítico quanto o seu lançamento. Isto nos leva à necessidade de estabelecer alguns critérios de avaliação do planejamento e tomada de decisões. Esses critérios certamente levarão os geren­ ciadores do plano à tomada de decisões, para corrigir os rumos do plano. Os critérios precisam ser estabe­ lecidos antes que o planejamento chegue ao final. Caso contrário, dificilmente serão estabelecidos depois. Um plano nunca é inflexível. Partindo do ponto de vista de que diversos fatores podem alterar seu curso, princi­palmente os novos fatos que surgem a cada dia, ele é passível de mudanças. Assim, para que a igreja tenha condições de fazer as devidas correções em seu plane­jamento, a partir de avaliações concretas, podese estabelecer os seguintes critérios: Realização de uma avaliação anual, para avaliar em profundidade todo o andamento do plane­ jamento, época em que serão decididas eventuais

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correções de rumo e estratégias; Realização de reuniões semestrais e trimestrais de avaliação e desenvolvimento das várias etapas do plano; Avaliação dos índices de crescimento da igreja, comportamento das receitas e despesas, conjugados com pesquisas entre os membros sobre a aceitação e credibilidade daquilo que está sendo implementado; Avaliação do desenvolvimento das áreas de minis­térios da igreja e a comparação do crescimento dessas áreas com os investimentos que estão sendo feitos. Devemos lembrar aqui que a análise de crescimento não pode ser apenas numérica, pois há alguns ministérios em que o desenvolvimento não pode ser aferido por núme­ros. Deve existir um critério para cada área; Análise da presença da igreja na sociedade e os resultados práticos de sua atuação na evangelização e na obra missionária. Estas são as causas de falhas mais comuns durante a elaboração do planejamento estratégico nas igrejas. Cuidado com elas: • Falta de oração; • Considerar que o planejamento estratégico é um processo com alto grau de facilidade ou dificul­dade em seu desenvolvimento; • Esquecimento de que o planejamento estratégico é um sistema integrado entre ministérios; • Acreditar que o planejamento estratégico é o pastor quem deve fazer, ao invés de ser o planejamento da igreja independente do seu pastor; • Mau gerenciamento das atividades e falhas na comunicação; Orientações

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• Envolvimento excessivo de poucas pessoas e do pastor(a); • Atitudes de negação frente às metas estipuladas; • Não interligação do planejamento estratégico com as atividades ou projetos que estão ocorrendo no momento; • Apresentação de excesso (ou falta) de simpli­ cidade, formalidade e flexibilidade; • Inadequação no estabelecimento do período de tempo para as metas e atividades; • Atritos pessoais entre os responsáveis pelas atividades; • Falta de participação e envolvimento nos projetos; • Descontinuidade das atividades; • Evitar frases do tipo: “Para que planejar com esta política governamental que aí está? Plane­ jamento não funciona é coisa do inimigo! Pla­ neja­mento para quê? Não sabemos quem vai ser nosso(a) pastor(a) no próximo ano!”. Lembrete: o/a seu/sua pastor/a pode mudar, mas a igreja permanece e tendo ela um planejamento bem elaborado e voltado para suas necessidades, o/a novo/a pastor/a dará seqüência ao mesmo.

Referências bibliográficas Campanhã, Josué. Planejamento Estratégico. São Paulo: Vida. Rebouças de Oliveira, Djalma de Pinho. Planejamento Estratégico. Qual a cidade: Atlas. WARREN, Rick. Uma Igreja com Propósitos. São Paulo: Vida.

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Grupos Societários

Ministérios

Outros (ex.: AMAS, Escola Dominical Departamento Primário)

Descrição

Descrição

Descrição

Tipo de estrutura de funcionamento da igreja

Anexo 1


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FATOR

COMENTÁRIOS

COMENTÁRIOS

Análise do Ambiente Interno

Visão da igreja sobre ela mesma Força missionária Crescimento A idade espiritual da igreja Habilidade da equipe ministerial Envolvimento dos membros

FATOR

População próxima a igreja Perfil das pessoas vizinhas a igreja Perfil das pessoas que frequentam a igreja Outras igrejas evangelicas próximas a igreja

Análise do Ambiente Externo

Análise do Ambiente Interno e Externo da Igreja Local

Anexo 2


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Pontos Fortes

Pontos Fracos

Descrição

Descrição

Avaliação das potencialidades

Anexo 3


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Projetos

Objetivos Gerais

Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”. Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Principais Projetos para a igreja local

Anexo 4


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Projetos

Objetivo Geral

Objetivos Específicos Estratégias Metas

Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”. Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Principais Projetos para a igreja local

Anexo 5


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Objetivos

Estratégias

Metas

Missão: A Igreja Metodista define sua missão como sendo “A Missão de Deus”. Ela consiste em “estabelecer o seu Reino.”

Resumo dos Principais Objetivos, Estratégias e Metas da Igreja Local

Anexo 6


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Projetos Prioritários Objetivos Específicos Estratégias Metas Ministérios envolvidos o que queremos o que faremos como vamos fazer responsáveis

Projetos Prioritários para a igreja local

Anexo 7

Duração

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orientações de evangelização da Igreja Metodista

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