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APAH organiza .workshop sobre Sistemas de SaĂşde rantes e Oliveira

oempreendedor'

guĂŞs


04 Editorial

Opresidente da APAH, Manuel Delgado, analisa desta vez a questão da eficiência nos hospitais. O Executivo pediu um esforço adicional aos responsáveis pela administração hospitalar no sentido de reduzir gastos (pelo menos cinco por cento) e aumentar a qualidade. Será possível? Manuel Delgado responde.

12 Accões APAH ,

Debater com os seus associados assuntos que estão na ordem do dia é apenas um dos objectivos da APAH. Para Setembro estão agendadas duas iniciativas importantes: um 'workshop', sobre " Sistemas de Saúde" e o jantar-debate, já habitual, sobre " Modelos Remuneratórios e Motivação Profissional". Saiba onde e quando e não falte.

14 Entrevista

João Gomes Esteves, presidente da APIFARMA, é o entrevistado de Agosto da GH. Numa altura em que a indústria farmacêutica contesta algumas das iniciativas governamentais sobre medicamentos, Gomes Esteves explica, de forma contida, as razões do seu descontentamento.

18 Reflexões

Nunca se falou tanto em plano tecnológico como nos últimos tempos. Será que na Ciência e na Investigação esse plano também pode funcionar? A GH foi falar com Nuno Arantes e Oliveira. Um ex·bolseiro da Gulbenkian que, vindo dos EUA, resolver criar em Portugal uma empresa vocacionada para a biomédica. Será que funciona?

30 Comentários

As opiniões de Agosto estão a cargo de José Carlos Lopes Martins {Administrador Hospitalar) e de Paulo Fidalgo (Médico). Lopes Martins responde a Vasco Reis (capa da GH de julho) a propósito dos " milagres". Paulo Fidalgo escreve sobre o novo impulso para a reforma hospitalar. Leia e compare.

\._,.

I


Sopra uma boa nova,

Mais eficiê nc1a nos Hos itais O desafio que o Governo fez recentemen-

de se manter o nível de crescimento na despesa

te aos hospitais do sector público

clínica são óbvios .

administrativo (os hospitais SA já têm

Em contrapartida, a actuação nos serviços de

nos seus objectivos para 2005 desafio idêntico)

acção médica, designadamente nas áreas do medi-

determinando uma redução de custos de 5%, com

camento, da utilização das tecnologias, dos horá-

excepção das remunerações fixas, até ao fim do ano,

rios de trabalho e da organização dos serviços,

é particularmente exigente e dificilmente atingível.

pode potenciar níveis de poupança significativos

O tempo é escasso, na prática quatro meses, e as medidas com maior impacto previsível demo-

e, o que é curioso, com ganhos também ao nível da qualidade das prestações.

Manuel Delgado

ram algum tempo a ser implementadas e a dar

Para isso, os gestores hospitalares têm que

Presidente da APAH

resultados. O desafio não deixa, todavia, de ser

encontrar nos médicos, nos enfermeiros e nos téc-

oportuno e todos o devíamos levar a sério.

nicos de diagnóstico e terapêutica, aliados de peso

"Os gestores têm que encontrar nos médicos, nos

Oportuno, porque retoma a questão da efi-

que, pelo seu perfil, competência e prestigio, per-

ciência hospitalar, num tempo de forre contracção

mitam liderar e monitorizar esse esforço de racio-

da despe·sa pública; para levar a sério, porque a

nalização. Muitos destes profissionais têm hoje,

enfermeiros e nos

estrutura e o funcionamento dos nossos hospitais

felizmente, uma visão mais arejada das questões

técnicos, aliados de

públicos poderiam permitir tratar mais doentes

de organização e funcionamento dos serviços e

peso que, pelo seu

com os mesmos recursos ou, como é o caso, tratar

estão disponíveis para assumir novas tarefas ao

os mesmos doentes, gastando menos.

nível da "Governance" clínica.

perfil, competência e prestigio, permitam

Há, no entanto, que seleccionar bem as áreas

Mas, não tenhamos ilusões! Os Hospitais são

liderar e monitorizar

de intervenção e actuar com bom senso e, sobre-

sempre reféns dos sistemas de saúde em que os

tudo, com inteligência.

cuidados de proximidade, primários e continua-

esse esforço de racionalização"

A ideia, peregrina, de deixar a componente

dos, funcionam mal, já que as ineficiências sisté-

clínica à margem deste processo de racionalização

micas se repercutem essencialmente nessas

e, actuar, sobretudo, na aquisição de bens e ser-

" baluartes institucionais".

viços a melhores preços e no corte de despesas

enquanto não se operacionalizarem modelos

com pessoal administrativo e auxiliar, tem tanto

remuneratórios mais inteligentes e incentivadores

de pueril como de ignorante. Os ganhos de efi-

da eficiência e da qualidade, os avanços serão sem-

ciência são manifestamente marginais e os riscos

pre episódicos e, eventualmente, reversíveis. rm

Aliámos a experiência e solidez de um grupo internacional, líder na sua área, ao maior e mais moderno complexo industrial farmacêutico português. &colhemos Portugal para ser o centro mundial de desenvolvimento e produção de medicamentos injectáveis da Fresenius Kabi. Apostámos na qualidade, competência e formação dos nossos profissionais. Acreditámos no seu apoio. Em Portugal, com portugueses, para o mundo.

Por outro lado ,

~ LABESFAL

Fresenius Kabi Caring

for

Life


Lisboa

Clínicos gerais com subsídio de produção

º

Ministério da Saúde vai, alargar a ~~dos os clínicos gera~s .º regime re~unerat~rio que prevê o pagamento, alem do salano base, de um subs1d10 de produçao. Regime que

Entrevista

INFARMED

Críticas à indústria farmacêutica

Vasco Maria tomou posse

m entrevista à revista 11 Notícias Maga-

E

deverá abranger também os médicos das urgências, uma vez que o pagamento de horas extra-

zine", o ministro da Saúde Correia de

ordinárias deverá acabar. A secretária de Estado Adjunta do ministro da Saúde, Carmen Pig-

Campos afirmou que o problema funda-

natelli, que participava no IV Fórum sobre "As Reformas da Saúde", organizado pelo "Diá-

mental das dívidas à indústria farmacêutica

rio Económico", afirmou que a intenção do Executivo é uniformizar o pagamento do regime

se prende com o facto de as vendas de

remuneratório experimental.

medicamentos aos hospitais estarem a cres-

ln "Público" 22/01/05

cer entre 18 a 20% por ano. E sublinha que

V

Higiene

60% dos hospitais sem lavatórios adequados

os fármacos usados em meio hospitalar

Quatro mil vales-cirurgia para o Sul

cia e do Medicamento {lnfarmed), tendo tomado posse no passado dia 20 como presidente deste organisocupara

o

m relatório do Programa Nacional de

mesmo lugar de Janei-

U

Controlo de Infecção do Instituto Nacio-

ro a Julho de 2002,

Assim, quem fica "refém" da indústria são os

nal Ricardo Jorge detectou falhas nas estruturas

nomeado pelo mesmo

doentes, frisa.

de higienização das mãos. Dos 52 hospitais

ministro, quando Cor-

analisados só 40% têm lavatórios adequados às

reia de Campos inte-

Ministério da Saúde enviou, entre o

necessidades e mais de um terço não possuem

grava a equipa de Antó-

início de Dezembro e 18 de Junho últi-

normas escritas. O mesmo estudo revela que

nio Guterres.

mo, mais de quatro mil vales que permitem

cerca de 8% dos doentes internados sofrem

Hélder Mota Filipe, da

a realização de cirurgias no sector privado a

de, pelo menos, uma infecção hospitalar. Para

Faculdade de Farmácia

doentes que esperam operações nas regiões

combater esta situação, o ministro vai enviar

de Lisboa, e a m édica de família Luísa Car-

do Alentejo e Algarve. Contudo, apenas 35%

uma missiva às ordens dos Médicos, Enfermei-

valho são os vice- presidentes, tendo como

ros e Farmacêuticos em que pede ajuda para

vogais a economista Emília Alves e o engen-

uma campanha nacional a lançar em breve.

heiro Fernando Bello.

O

dos inscritos (1446) reclamaram esses vales e, destes, apenas 203 já foram operados. Mas uma avaliação recente detectou que

14% dos doentes pura e simplesmente ser recusam a ser tran sferidos do hospital de origem para outro.

ln "Público" 04107105

Orçamento Rectificativo

Saúde reforçada com 2100 milhões de euros

O

Hospitais reduzem prejuízos em 27,6%

Nacional de Saúde (SNS), para pagar despe-

ln ''jornal de Notícias" 27/07105

ln "Diário de Notícias" 1510 7105

Relatório

Santo António tem a gestão mais cara r O

Orçamento Rectificativo vai transf~rir

Sociedades Anónimas

1800 milhões de eu ros para o Serviço

conselho de administração do Hospital de Santo António, no Porto, era

sas de 2004 e comprom issos de 2005. A

o mais bem pago do país entre as 31 unidades S A, segundo um rela-

s 31 hospitais sociedades anónimas

esta verba há que acrescentar os muitos

tório da Inspecção-gera l de Saúde que se reporta ao mês de Janeiro de 2004.

fecharam o ano de 2004 com um pre-

milhões pagos aos subsistemas de saúde

No total, em cada mês, o hospital gasta mais de 34 mil euros em salários com

juízo global de 91, 1 milhões de euros.Verba que

como a ADSE ou os que abrangem PSP, GNR

representa uma diminuição de 27,6% face ao

e militares, de onde sairão pagamentos por

Quanto aos presidentes dos conselhos de administração, os mais bem pagos

resultado negativo registado em 2003, o qual

dívidas ao SN S.

eram liderados pelos hospitais de Santarém (11 .846 euros) e de S. Francisco

ascendeu a 125,9 milhões de euros. O balanço

A ADSE, por exemplo, vai receber mais 147

de Xavier, em Lisboa (11.495 euros). Sendo, no entanto, ultrapassa dos pelos

analítico divulgado pelo Ministério da Saúde

milhões, dos quais 80 milhões serão para

directores clínicos do Hosp ital de Bragança (15.400 euros) e do Hospital de

revela que as dívidas de curto prazo aos for-

pagar dívidas a outras instituições do SNS

Amarante (13.500 euros). Todos bem acima do sa lário do presidente da Repú-

necedores aumentaram 8,8%.

relativas a 2004 e colmatar falhas de 2005.

blica, que estabe lece os limites para a Administra ção Públi ca.

ln ''jornal de Negócios" 01/01/05

regressou ao Instituto Nacional da Farmá-

quando os ensaios clínicos chegam ao fim.

ln "Notícias Magazine" 24/06/05

O

Medicina da Universidade de Lisboa,

mo. Já

não poderão continuar a aceitar pagar todos

SIGIC

asco Maria, professor da Faculdade de

gestores.

ln "Público" 28/06/05

ln "Correio da Manhã" 12107105

l

i

--


EPE's

GOP

Hospitais universitários podem mudar de estatuto

Governo adia promessas Prescrição por DCI e acompanhamento de idosos e doentes crónicos não constam das Grandes Opções do Plano {GOP).

A

O ministro da Saúde pondera transformar os hospitais universitários de Lisboa, Porto e Coimbra em empresas públicas.

O

p rescrição de todos os medicamentos

m edicamentos por D CI não faz parte das

por princípio activo e a criação de ser-

intenções do Executivo para 200 5 ou 2006.

viços comunitários de proxim idade para doen-

De acordo com in formaçõ es relatadas pela

titular da pasta da Saúde, Correia de

pudesse passar a entidade pública empresa-

tes crónicos ou idosos são algumas das medi-

Imp rensa diária, esta medida poderá avançar

pital dos idosos e dependentes restabelecidos

Campos, falava durante a inaugu-

rial". Ainda de acordo com o governante a

das que não constam d o d ocumento das

apenas em 2007, mas de forma diferente,

de um problema agudo paras as respectivas

ração da segunda sala de exames da Unidade

escolha cem de ser criteriosa rendo em coma

Grandes Opções do Plano (GO P), divulgado

nomeadamente, permitindo que o médico

famílias, continuando a sua reabilitação a ser

de cardiologia de Intervenção do serviço de

o facto de haver dotação limitada quanto ao

pelo Executivo no passado d ia 18 de Julho.

escreva, além da substância activa, o nome

feita através dos centros de saúde.

Cardiologia do Hospital de sanca Maria, no

capital social necessário para esta transfor-

Medidas estas que constavam do programa

do íaboratório, tal como já faz quando recei-

Para 2005 e 2005 fica apenas prevista a definição

passado dia 22 de Julho. O governante anun-

mação.

do Governo e, também, do p rograma eleito-

ta medicamentos gen éricos.

do modelo, tipo de serviços e modalidades em

ciou que a decisão sobre a passagem dos hos-

Segundo o presidente do conselho de admi-

ral do PS, tal como fo i noticiad o pela Gestão

Também p ara 2007 fica, em princípio, a

que esta articulação irá assentar. Para o ano está

pi cais universitários a Entidades Públicas

nistração do Hospital de Sanca Maria, Adal-

H ospitalar de Fevereiro.

criação de serviços comunitários de proximi-

ainda previsto o reforço das equipas de cuidados

Empresariais (EPE's) será tomada até ao final

berto Campos Fernandes, está neste momen-

C onform e as GOP, a prescrição de todos os

dade e o encaminhamento imediato pelo hos-

continuados nos centros de saúde. im

do ano. Já o secretário de Escada da Saúde,

to a ser feito um trabalho técnico de avaliação

Francisco Ramos, anunciara à GH de Junho

rigorosa das condições materiais e financei-

Caso as propostas de Loures

que o Governo iria decidir até final de 2005

ras do hospital para que, acé fin al de 2 005, o

ou Braga excederem o limite,

quais os hospitais que mudariam para EPE's

Santa Maria possa apresentar ao Governo

o Governo encara a hipótese

incluindo os que não faziam parte do grupo

uma proposta sólida que suporte a candida-

dos SA.

tura a empresa pública empresarial.

Naquela cerimónia, o ministro afirmou que

Campos Fernandes realçou que a passagem a

"gostaria muito que houvesse um hospital

EPE permite agilizar a contratação e o recru-

universitário com ensino de grande difi?:ensão,

tamento de recursos humanos, a aquisição de

de referência e de grande qualidade, que

equipamentos e a inovação.

11111

ppp

Gestão clínica pode sair dos contratos

de limitar as parcerias apenas à construção

º

Cargos

menta interno deste hospical ainda não foi apro-

Ministro continua mudanças

vado por aquele órgão de gestão". Isto apesar de terem decorrido quase dois anos sobre a entrada em vigor do referido diploma legal. Também,

O ministro Correia de Campos continua a sua política de

acrescenta, não foram elaborados os planos de

remodelações na área sob a sua tutela.

actividades e relatórios de actividades do mesmo hospital referentes aos anos de 2004 e 2005.

Executivo de José Sócrates está a estu-

público-privadas (PPP) em alguns dos últi-

A

de mudanças em 24 direcções tuteladas

outros organismos na sua tutela poderá desen-

mos cinco hospitais previstos no programa do

pelo ministro da Saúde, Correia de Campos. A

cadear uma verdadeira "limpeza" nos lugares

anterior Governo, limitando-as à construção e

escas juntou-se a exoneração de José António

cimeiros. Alguns agentes do sector não deixam

deixando fora do contrato a gestão clínica.

Soares da Lomba, vogal do conselho de admi-

de apontar o caso do presidente da Estrutura de

Em declarações ao "Diário Económico" de 8

nistração do hospital de S. Marcos, em Braga,

M issão das Parcerias de Saúde, José Abreu

de Julho , o ministro Correia de Campos

sem d ireito a indemnização, por não ter elabo-

Simões, que ainda não apresentou um único

confirmou esta hipótese, justificando-a com

rado os planos e relatórios de actividades do

relatório anual de actividades desde que assumiu

o facto de a "parte d a construção fura r o

hospital referentes aos anos de 2004 e 2005.

o cargo no final de 2001 .

valor do com parador público mais fortemen-

No despacho assinado a 16 de Junho e publica-

Para já, o ministro afastou José Abreu Simões da

te do que a com ponente clínica, que é mais

do a 7 de Julho no Diário da República, o minis-

comissão de avaliação das propostas do concur-

con tida" . A posição do m inistro surge depois

tro da Saúde começa por lembrar que o decreto-

so para o contrato de gestão do Centro de Medi-

da m aiori a das propostas do s privados ter

lei que aprovou o regime jurídico dos hospitais

cina Física e Reabilitação do Sul, em S. Brás de

ultrapassado o valor do comparador público

do Sector Público Administrativo (decreto-lei n.0

Alportel, embora recusando-se a divulgar os

no co n curso p ara o Hospi tal d e Lo ures,

188/2003, de 20 de Agosto) prevê a existência de

motivos da sua decisão.

argumentando os consórcios que não conse-

"um conjunto de instrumentos necessários à sua

que "de acordo com informação do recente-

O presidente da comissão será o ex-secretário de

guem apresentar propostas mais baixas sem

boa gestão, cuja elaboração cabe aos elementos

mente nomeado presidente do conselho de admi-

Estado da Segurança Social de António Guterres,

prejud icar a qualidade.

do conselho de administração". E revela ainda

nistração do Hospital de S. Marcos, o regula-

Ribeiro Mendes.

dar a hipótese de reduzir as parcerias

11111

GH dava conta, no seu número de Julho,

Caso o ministro decida aplicar esta medida a

im


Programa operacional da Administração Pública

Financiamento da formação transversal em hospitais

O

novo Programa Operacional da

formativos, nomeadamente nas seguintes

pais; outros Organismos da Administração

Administração Pública (POAP),

áreas:

Pública Central e Autárquica.

para o período 2005/2006, tem

- SIADAP; Novos Modelos de Gestão Organi-

O SIADAP veio instituir medidas aplicáveis

como principais objectivos qualificar os

zacional; Gestão Financeira para não Financei-

a toda a Administração Pública, com vista a

recursos humanos de modo a prosseguir

ros; Gestão de Serviços Médicos; Gestão de

uma profunda reestruturação organizacional,

uma estratégia integrada de formação trans-

Recursos Humanos; Gestão de Equipas; Siste-

mais justa e eficiente, fundamentalmente orien-

versal. Neste domínio, inserem-se questões

mas de Gestão da Qualidade; Auditores da Qua-

tada para as necessidades dos utentes, promo-

tão prementes como o reforço de competên-

lidade; Gestão de Resíduos; Gestão de Risco;

vendo a eficiência, organização e qualidade dos

cias, passando pela melhoria do desempen-

POCP- Plano Oficial de Contas da Adminis-

serviços prestados.

ho, até à desburocratização e simplificação

tração Pública; Contabilidade Analítica; Higie-

A intervenção da SINASE insere-se no diag-

de procedimentos e processos de decisão, de

ne e Segurança no Trabalho; outros em função

nóstico organizacional, definição de metodo-

modo a que possam ser adaptados modelos

do diagnóstico de necessidades de formação.

logias, apresentação de processos de pedido de

de organização mais ágeis, flexíveis, eficien-

A Sinase tem experiência nesta área de inter-

co-financiamento aos respectivos Programas

tes e transparentes. O que se pretende, con-

venção, através de serviços de consultoria e

Operacionais, formação, aplicação de instru-

cretamente, é assegurar a qualidade do ser-

formação desenvolvidos e outros a decorrer,

mentos de Avaliação, promovendo-se o deba-

viço público prestado e elevar o grau de

nomeadamente o SIADAP, junto de vários

te de ideias e consensos, tendo em vista a

satisfação dos utentes.

Ministérios; Secretarias Gerais; Direcções

implementação de ferramentas decorrentes de

A formação destina-se a Dirigentes, T écni-

Gerais; Serviços; Institutos Públicos; Governos

novas práticas de gestão pública, potenciando as

cos Superiores, Chefias, Técnicos e de:.mais

Civis; Hospitais; Administrações Regionais de

vertentes de Avaliação do Desempenho (Orga-

funcionários, independentemente de serem

Saúde; Centros de Saúde; Câmaras Munici-

nizações e pessoas). rm

médicos, enfermeiros, técnicos de saúde e outras carreiras espec1a1s. Será adaptada uma filosofia assente em gestão por projecros integrados, em que a

Estrutura

formação será uma das áreas de actuação nos

EIXO

processos de mudança organizacional, visando responder à satisfação das necessidades concretas das Instituições. Para atingir os objectivos referidos, o

1 - Promoção da Modernização e da Qualidade na Administração Pública

MEDIDA 1 - Modernização dos Sistemas e dos Procedimentos

METAS

BENEFICIÁRIOS

Apoio à realização de Projectos-piloto de modernização da AP

Serviços da Administração directa e Organismos da Administração lndirecta do Estado

Z - Qualificação dos Serviços Públicos

POAP está estruturado em três Eixos, cujas Medidas e metas se encontram evidenciadas no Quadro seguinte, com excepção do Eixo 3 - Assistência Técnica, cujo beneficiário final é o Gestor do Programa Operacional. A abertura das candidaturas está prevista para Setembro, podendo as entidades da Administração Pública apresentar projectos

Realização de 4.000 estágios 2 - Qualificação e Valorização dos Recursos Humanos

1 - Qualificação e Valorização dos Recursos Humanos

Formação para 130.000 formandos {dos quais 25% devem ser Dirigentes e Técnicos Superiores)

Serviços da Administração directa e Organismos da Adm inistração lndirecta do Estado, associações profissionais, associações representativas dos trabalhadores, estagiários e candidatos a funcionários

<< <

Carla Gonçalves Pereira Administradora Executiva da SINASE


Workshop Manahealth/APAH

Sistemas de Saúde - as decisões, o financiamento e o desempenho A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) realiza a 12 de Setembro, em Lisboa, um workshop sobre "Sistemas de Saúde -As decisões, o financiamento e o desempenho".

O

encontro, que se engloba no pro-

,

jecto europeu de gestão dos serviços de Saúde denominado

'Manahealth', tem como objectivo principal "contribuir para o conhecimento dos sistemas de sau'de europeus" . A expressão "Manahealth" associa duas palavras - 'management' e 'health' - e a sua vocação está ligada ao desenvolvimento de uma cultura europeia na área de Gestão de Serviços de Saúde. Assim, existem três sectores primordiais a ter em atenção e que vão ser o ponto de partida dos debates agendados.

Questões na mesa

A 'rentrée' da APAH com jantar-debate

também o que pensa quem está, de uma

Uma dessas vertences passa por conhecer as

forma ou de outra, no meio do problema. Por

"medidas de desempenho dos sistemas de saúde",

outro lado, importa também ter em ·c onta se

Modelos remuneratórios e motivação profissional

tendo por base a d efinição do 'ranking', e importância dos indicadores e as polític~s de 'benchmark'. Um segundo tema que vai certamente marcar este workshop está relacionado com a polémica e actual questão de "como pagar a saúde". É que além de existirem dife-

as opções do sector público e do privado são idênticas. Mais: será que quem esteve no p rivado e está actualmente no sector público como é o caso de Campos Fernandes muda de posição? Em todo este domínio há ainda que saber quais as diferenças de pensa-

Depois de férias, merecidas, regressam em Setembro os jantares-debate da APAH. São as já conhecidas "Conversas Imprescindíveis" a marcarem espaço na Saúde.

rentes sistemas de financiamento, há ainda a considerar o já clássico drama dos seguros, sem esquecer a combinação entre seguros públicos e privados e os pagamentos dos utilizadores.

à gestão de serviços, não sendo exigido conhe-

bem com o na avaliação económica das tec-

A terceira área a ter em conta prende-se com "as

cimento prévio sobre sistemas ou economia da

nologias; e M artine Bellanger, doutorada em

decisões em saúde", ou seja quem decide, que

Saúde. Neste encontro, que vai decorrer duran-

Economia e investigadora sénior na ENSP

tipo de informação está disponível e que formas

te todo o dia na Escola N acional de Saúde

de Renhes.

de incentivo se podem utilizar para a imple-

Pública (ENSP) vão estar presentes duas per-

M artin e Bellanger é especiai is ta na análise

mentação das decisões.

sonalidades europeias ligadas ao sector.

mento de médicos e de administradores hospitalares. E já agora, que modelos remuneratórios devem ser tidos em co n ta pelos responsáveis governamentais? De certeza que

O

próximo encontro está agendado

presidente do CA do Espírito Santo Saúde;

os que são baseados na produção são os pre-

para dia 16 de Setembro, em Lis-

Adalberto Campos Fernandes, presidente do

feridos de quem governa, mas serão plausíveis

boa, m ais precisamente no res-

CA do Hospital de Santa Maria e Pedro Ara-

no momento actual tendo em conta as regras

taurante da antiga FIL, e o tema que vai

újo Lopes, vice-presidente da APAH e mem-

existentes, quer se trate de gestores quer de

com parada d os. Sistemas de Saúde e conhe-

estar em discussão é polémico qb: "Modelos

bro do CA dos H.U.C. Numa altura em que

clínicos? Muitas questões na mesa, para um

Trata-se de Hans Keiding, que além de pro-

cedora profunda do sistema de saúde francês .

remuneratórios e motivação profissional".

os gastos nos hospitais são questionados pela

debate com convidados que prometem uma

Nomes de relevo

fesso r de Economia da Saúde da Universida-

Este encontro tem como número máximo de

Os oradores convidados são, desta vez, três

tutela - quer seja no que se refere a medica-

discussão viva. É a APAH em fase de 'rentrée'.

Este worshop destina-se a administradores hos-

de de C openhaga é também investigador na

participantes 30 pessoas, e a data limite de ins-

nomes bem conhecidos de quantos estão

mentos quer a horas extraordinárias, com

O jantar está agendado para as 20h30 e o

pitalares e outros profissionais de saúde ligados

área do financiamento e dos seguros de saúde,

crições é 2 de Setembro.

ligados à área da Saúde, ou seja Isabel Vaz,

médicos e enfermeiros - é altura de se saber

debate será moderado por Marina Caldas. rm

l!!D


João Gomes Esteves à GH #'ffll

Hospitais públicos sao os piores pagadores De forma muito sucinta, João Gomes Esteves, presidente da Apifarma, analisa algumas das questões que se colocam hoje em dia na área dos medicamentos. Chama a atenção para o facto de a verdadeira redução dos preços dos medicamentos, proposta recentemente pelo Governo, afinal ultrapassar os quatro por cento para o produtor e sublinha que todas as medidas que o Executivo quer introduzir neste sector levarão a uma alteração da estratégia da indústria farmacêutica internacional em Portugal. Com óbvios custos para os doentes portugueses. De qualquer forma, ainda permanece esperançado em que as negociações com o ministro Correia de campos possam produzir frutos.

Gestão Hospitalar - Os medicamentos são mesmo caros em Portugal?

>>>

João Gomes Esteves - Não . Os preços

"O fim da majoração de 10% dos genéricos significa o fim da discriminação de um segmento de mercado face a outro"

dos medicamentos em Portugal são abaixo

Curriculum Vitae João Gomes Esteves Idade - 61 anos

da média europeia.

>

Licenciado em Ciências Médico-Veterinárias da Escola Superior de Medicina Veterinária

>

Assistente no Instituto Nacional · de Investigação Industrial

>

Oirector do Gabinete da Área de Sines

>

Oirector da Divisão AGVET da Merck Sharp & Oohme

>

Oirector Geral dos Laboratórios Químico-Farmacêuticos Chibret Lda.

>

Oirector Geral do Grupo Merck Sharp & Oohme / Chibret / Frosst

>

Oirector da CIP (Confederação da Indústria Portuguesa)

>

Oirector da Câmara de Comércio Americana em Portugal

>

Presidente do Grupo M.S.O.

>

Presidente da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica)

GH - Em Agosto entra em vigor a redução de preço dos medicamentos comparticipados. Como é que vê esta medida? JGE - Esta decisão foi-nos apresentada como parte de um processo para fazer face à situação de pré-recessão que o país atra-

vessa .

GH - Considera justa a redução de 3% para o produtor? JGE - Para quem cria a riqueza de um País, nenhuma redução administrativa de preços parece justa. Economicamente, é complicada para a vida das empresas e para a sua capacidade de investir, manter e criar novos empregos. Além disso, a baixa não representará para a indústria 3% mas sim 4, 17%. Uma surpresa desagradável que agrava a nossa penalização.

GH - Qual seria a margem de redução mais justa? Ou qualquer redução é injusta?

partir de Setembro, como é que vê a

JGE - Estas medidas podem implicar uma

GH - A indústria pôs fim ao acordo com o

JGE - Qualquer redução é injusta, porque

sua introdução já pelos preços de

alteração estratégica da indústria interna-

Ministério da Saúde. O Governo já disse

contraria as expectativas legítimas dos

referência?

cional sediada em Portugal. Opções de

estar disposto a iniciar negociações.

agentes económicos. Mais ainda no caso

JGE - Esperamos poder vir a discutir esse

lançamento de novos produtos, por exem-

Quais vão ser as exigências da Apifarma?

dos medicamentos, um mercado altamen-

assunto com o Senhor Ministro em sede de

plo, podem ser adiadas para Portugal. Aqui,

JGE - Num ambiente negocial não se

te regulamentado , com critérios esparti-

Protocolo com a indústria farm acêutica.

os maiores prejuízos são para os portugueses.

fazem exigências, encontram-se as soluções

lhados de fi xação dos preços.

mais equilibradas para ambas as partes.

GH - Estas medidas implicam que cus-

GH - E para as empresas nacionais?

GH - Relativamente aos novos medi-

tos para a indústria internacional sedia-

JGE - Estimam-se perdas importantes

GH - Em que condições é que aceitarão

camentos introduzidos no mercado a

da em Portugal?

para as empresas nac10na1s.

um novo acordo?

Se a ANF entrar na produção de medicamentos, a indústria farmacêutica quererá entrar na distribuição e venda directa


JGE - Ainda não foram iniciadas as nego-

GH - Quem deve mais, são os antigos

JGE - Uma o pção do Govern o a que as

ciações.

SA ou os hospitais públicos?

empresas da indústria farmacêutica pro-

JGE - D evem ambos muito, mas os públi-

curarão dar resposta.

GH - Qual é actualmente a dívida dos

cos são piores pagadores, em geral.

GH - Acha que pode contrib uir para a

hospitais aos laboratórios? JGE - A dívida total é de cerca de 7 00

GH - Como vê a liberalização da venda

diminuição do preço dos medicamentos?

milhões de euros.

de medicamentos sem receita méd ica?

JGE - Aplicar-se-ão as regras de mercado. Esse cenário é um dos possíveis .

GH - Já admitiu a sua surpresa com a associação da Associação Nac ional de farmácias (ANF} e a Alliance Unichem. Acha que as fa rmácias não se devem associar à produção? JGE - Se lh es fo r permitido isso, à ind ústria também deverá ser permitido entrar na distribuição e na venda directa ao consumidor final. Tratamento igualitário dos parceiros.

GH - Esta é uma aliança contra-natura? JGE - A da ANF com a Alliance Unich em, tendo sido exequível, não é co ntra-natura, embora levante muitas questões ao nível do mercado a que a in dústria farmacêutica deverá saber dar resposta.

GH - Afirmou ta mbém que, nesse caso, a indústria consideraria a hi pótese de entrar na comercialização. Est ão rea l-

>>>

mente dispostos a isso ou é apenas

Hospita is devem 700 milhões

uma h ipótese remota? JGE - O m u ndo está em mudança. Deve-

fica o fim da discriminação de um seg-

gastos em Sa úde , e m gera l, e , em par-

mos estud ar todas as oportunidades.

mento de mercado face a outro, o que é,

ticu lar, as d ív idas dos ho s pit a is aos

para nós, positivo. Não é certo que a pres-

la boratórios?

GH - Considera que esta liberalização

crição de genéricos tivesse uma relação

JGE - Esperamos q ue contribua para as

pode ser um primeiro passo para a

directa com essa majoração.

dim inuir!

zação ? Através da assoc iaçã o com hipermerc.a dos ?

GH - Vê com bons olhos a vontade do

GH - Acha que os administradores hos-

SE da Sa úde de reorganiza r as farmácias

pita la res são se ns íveis ao facto de os

J G E - É prematura qualquer avaliação .

hospitalares?

medicamentos inovado res, mais caros,

JGE - Vemos com bons olhos tod as as

poderem red uzir os gastos em Saúde

GH - Com o fim da majoração de 10%

intenções para melho rar o desempenho

numa pe rspectiva de longo prazo?

nos genéricos, a cha que as vendas

hospitalar, com ganhos para os doentes.

JGE - Espero q ue todos eles tenham com-

entrada da indústria na come rciali-

>>>

podem descer?

"Espero que AH tenham competência para escolher o melhor para o doente"

JGE - O fim da majoração de 10% signi -

petências para saber d iscernir o que é me-

GH - Isto pode aumentar o u dim inuir os

lhor para o doente. 1111


A década de 90 foi próspera

Ciência

para a Ciência nacional. Muitos investigadores portugueses concluíram a sua formação avançada nas

. comercio do conhecimento ,

O bioempreededor

1

O ' b ioempreendedoris mo' é ainda

J

em Portugal, p ois os n ossos cien-

um conceito p ouco desenvolvido t ist as só agora co meçam a ver o

melhores universidades do

potencial co mercial d os seus tra-

mundo. Regressados,

balhos .

enriqueceram a massa

Foi n os anos 80, nos EUA, q ue sur-

cinzenta nacional.

giram as primeir as bio empresas. Após an os d e investigação, alguns cientistas da área da biotecnologia lançaram no m ercado as suas ideias, o produto do seu trabalho. Porém, pelas características próprias

N

uno Arantes e Oliveira é produto

desta área, po ucas são as empresas

dessa selecção de ilustres douto-

q ue conhecem o sucesso .

res. Após concluir a licenciatura

"As chances destes negócios falha-

em Biologia, rumou, ao abrigo do programa

rem são muitas . O ciclo d e um

Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e

empresa apo iada em I&D é muito

Medicina, para a Universidade da Califórnia

lento. D esde a investigação até à

(em São Francisco, nos EUA). D ecorria o ano

ch egada a uma aplicação prática

de 1998. Já doutorado na área da genética, o

deco r rem mui tos anos", explica

biólogo regressa, em 2002, a Portugal. Cheio

Nuno Arantes de Oliveira.

de ideias, deu largas ao seu espírito empreen-

Por outro lado, em Portugal ainda

dedor. Aproveitando o know-how adquirido

não há investidores de capital de

nos EUA e sabendo das potencialidades dos

risco que apostem em bio tecnologia.

~uno

Po r cá, o Estado e o sector bancário

Arantes e Oliveira esteve na criaçao da Alfa-

contin u am a ser os grandes investi-

ma, empresa de Investigação e Desenvolvi-

do res com capital de risco. E o bio-

mento (I&D) dedicada à biomédica.

emp reendedor acrescenta: "Havendo

negócios com base biotecnológica,

um caso de sucesso, os investidores

Risco ambicioso

estariam mais disponíveis para arris-

A trabalhar na descoberta e desenvolvimento

car em biotecnologia. Gerar-se-ia

de n ovas d rogas, a Alfam a é a p rimeira

um efe ito tipo bola de neve. "

empresa portuguesa com forte base biotecnológica a investir neste sector da I&D. Os objectivos traçados são ambiciosos: "Tra-

director da Alfama, que pretende, até 201 2,

investim entos, públicos e privados, no valor

tante dos 80 0 m ilh ões de eu ros - cus to

tar mais valia em relação às demais presentes

importante é a descoberta e o desenvolvi-

balh amos para fazer chegar ao mercado uma

ter um produto no m ercado baseado nestas

de três milhões de euros, vão ser injectados

médio das etapas que antecedem a comercia-

no m ercado. Na investigação farmacêu tica

mento de novos fármacos.

nova classe de fármacos aplicáveis às doenças

investigações.

na empresa.

lização de um fármaco -, este capital servirá

muitas das moléculas estudadas não chegam a

À posteriori, o direito de comercialização

inflamatórias. Para tal, desenvolvemos molé-

Com persistência, esta empresa biotecnológi-

"Para além de representar, em Portugal, um

para dar continuidade às investigações inicia-

ser comercializadas, pois as várias fases de tes-

poderá ser cedido a uma multinacional far-

culas que possam dar novas respostas a doen-

ca tem conseguido contrariar a ideia de que

dos maiores investimentos com capital de

das. "Desde a fase d o estudo da m olécula

tes clínicos a que são sujeitas ditam que ape-

macêutica. "Vender um produto n uma fase

tes com artrite reumatóide.

não há investidores disponíveis para aplicar

risco, na área da biotecnologia, esse dinheiro

que origina um medicamento até à disponi-

nas as melhores cheguem ao doente", explica.

intermédia de ensaios clín icos não significa

Asma, psoríase o u enfarte do miocárdio são

di n h eiro e m C iê n cia . H á cerca d e dois

possibilita um grande salto para as n ossas

bilização do fármaco nas farmácias decorrem

outros dos problemas de saúde que se enqua-

m eses, os responsáveis pela Alfam a recebe-

aspirações'', conta o em preended or.

muitos anos.

Descobrir, desenvolver e vender

É que a partir de determ i nada fase os

dram no trabalho q ue desenvolvemos'', diz o

ram uma excelente notícia. Um conjunto de

Ainda que o montante em causa esteja dis-

Uma droga tem de funcionar bem e apresen-

Para empresas start-ups, como a Alfama , o

i n vestimento s são muito av u lt ados e

que os objectivos da empresa fracassaram.


O futuro da biotecnologia A biotecnologia tem vingado na área das ciências biomédicas, sobretudo em aplicações farmacêuticas. É que os medicamentos têm um valor acrescentado muito grande, pois,

Autógrafos 1

apesar de concentrarem avultados

Muitos médicos amigos do escritor marcaram presença no evento. Luís Lebre Mendes, int ernista no Hospit al de Santa Cruz, foi um dos que fez questão em dar os parabéns a António Sampaio pelo "Asas de Cartão''. Um livro de um Portugal onde

investimentos, as margens de lucro associadas a esta indústria são muito elevadas. "A área da saúde vai continuar a ser

a hierarquia social e religiosa existia mas onde o que contava era, e talvez ainda seja, a personalidade forte da sua gente.

o grànde destinatário da investigação biotecnológica. Mas outras áreas, como a agro-alimentar e a· industrial (no melhoramento de processos industriais, nas áreas da

Autógrafos 3

química, do têxtil ou do ambiente), têm registado um aumento do

Mais personalidades que não quiseram deixar de elogiar a

recurso à biotecnologia. Porém,

escrita do clínico. Além do casal Lebre Mendes, vemos ainda na foto o internista do Hospital da Marinha, João Sampaio-- que não é fam iliar do autor do "Asas de Cartão" - e a assistente social do BES, Fátima Veiga.

quando comparado ·com a área da biomédica, estes sectores representam um menor valor acrescentado. Mas sem dúvida que há muito pr:n onde aplicar biotecnologià' , refere o bioempreendedor.

>>>

Para se comercializar a Ciência tem de ser boa; mas nem sempre a boa Ciência é comercializável

incomportáveis para uma empresa com a

director da Alfama concorda que "nos anos

mente comercial. Regra geral, investe-se

dimensão da Alfama'', explica N uno Aran-

90 foi criado um enorme potencial ao nível

em ciência fundamental, na acumulação de

tes e O liveira. Embora nem sempre seja o

dos recursos humanos - com os programas

saber. "

melhor, muitas vezes esse é o negócio pos-

de doutoramento e pós-doutoramento para

E conclui: "Para se comercializar a Ciência

sível. "Uma co isa é certa: quanto mais

jovens." E qual deve ser o papel do Estado

tem de ser boa; mas n em sempre a boa

longe uma empresa for, mais dinheiro con-

no contexto da Ciência nacional? "Vejo o

Ciência é comercializável. Por outro lado,

seguirá arrecadar. À medida que a droga vai

Estado como agente que cria as condições

h á também áreas científicas que estão mais

passado fases da sua evolução, menor é o

para que os privados invistam em ciência.

perto do mercado. Nem toda a Ciência

risco empresarial associado à sua comercia-

Investir não é só apoiar e dar subsídios. O

tem de ser comercializável. Tem de haver

lização".

investimento privado em base científica e

um certo equilíbrio entre a investigação

tecnológica tem uma perspectiva de lucro.

fundamental e a investigação aplicada". E

O mercado da ciência

É um investimento para ganhar dinheiro a

sendo o Estado o principal responsável por

Ciente da importância da investigação que

médio prazo. Nas universidades, o investi-

essa gestão, a política científica de um país

se faz nas Universidades portuguesas, o

mento público não tem um fim necessaria-

é um espelho das suas principais opções. im

Autógrafos 2 Nem só os médicos estiveram presentes no lançamento da obra literária do psiquiatra António Sampaio. Os farmacêuticos também marcaram presença. Na foto vemos Luís Rodrigues, professor da Faculdade de Farmácia de Lisboa, e Sofia Abrunhosa, fa rmacêutica. Os sorrisos provam que o clínico-escritor é muito considerado entre os responsáveis das diferentes áreas da Saúde. Certamente que Ant ónio Sampaio não deixou de referir que no seu livro a Mulher tem um papel preponderante. Ela era a única conhecedora das verdades, dos homens e dos santos.


Desporto e aventura

uando fa lamos em actividades

outros desportos igualmente entusiasman-

radicais ou desportos extremos,

tes . Os participantes já não se limitam a

faz-se de imediato uma associação

ficar a ver e saber que se faz noutros países e

ontudo, não tem de ser assim .

trazem as novidades para solo nacional. Por

Aliás, é bom que não seja. Mais do que peri-

isso, do rafting ao snowpaint, passando

gosos, pretende-se que os desportos extremos

pelos fi ns-de-semana tipo "Survivor'', há

sejam actividades recreativas que alimentam

uma imensidão de ofertas adequadas à con-

o espírito de equipa e o contacto com a natu-

dição fís ica, carteira e entus iasmo de cada

reza. Talvez por isso, são cada vez mais as pes-

um . Aconselhamos a que deixe o fato e o

soas interessadas nestas actividades.

portátil em casa e decida-se por algo radical.

Depois de uma semana de trabalho, reuniões importantes e stress exagerado, é muito agradável Largar tudo, calçar os ténis e ir para o meio da natureza. Descubra o que ela tem para Lhe oferecer e diga adeus aos fins-desemana monótonos.

com per

Aquilo que inicialmente se resumia à escalada, ao montanhismo e à canoage m já se

Acção todo o terreno

diversifico u e trouxe um sem número de

Se tem vontade de sair do stresse da cidade e


Contactos Algumas empresas que organizam as actividades referidas e que podem servir de apoio na criação de um programa que combine desporto e natureza. Algumas empresas estão mesmo preparadas para organizar um plano multiactividades, incluindo diversos desportos num período curto de tempo.

Actividades organizadas Aqui fica um cardápio de actividades a praticar em outdoor.

A Vida é Bela www.avidaebela.com Tel.: 213 617150

enveredar por actividades que exigem trabalho de equipa, esforço e dedicação, convém descobrir os desportos que as empresas orga-

Cabra Montêz www.cabramontez.com Tel.: 91 7 446 668

nizadoras de actividades radicais têm preparados para si. Não basta saber que o montanhismo consiste em andar nas montanhas ou

Passeios Todo-o-Terreno Canoagem Canyoning Passeios interpretativos da natureza Passeios de Moto 4 Desportos de aventura aquáticos (ex: Geocaching) Slide Viagens aventura (em Portugal e no" estrangeiro) Rappel Provas de karts Motos de água Surf Kart cross

que o parapente consiste em voar. Conheça

lnkart4x4 www.inkart4x4.com 96 4685096/ 93 6207954

as actividades e atreva-se a escolher uma. Mas tenha sempre em conta que os desportos extremos podem proporcionar uma fuga

EcoTI-Turismo & Aventura www.ecott.pt 91 4743360

ao dia-a-dia, mas têm de ser praticados com consciência. Por serem muito exigentes e praticados em meios naturais são muitas vezes imprevisíveis. É, por isso, essencial

principalmente pelo facto de ter motor. De

seguir as normas de segurança e respeitar a

acordo com Paulo Freitas "é muito semel-

natureza. Consulte o cardápio de activida-

hante ao parapente, mas tem motor, pelo

des e deixe-se levar por uma (ou por várias).

que necessita só de alguns metros para des-

Os desportos radicais são óptimos para combater o stress

colar e aterrar". Para além disso, o paramo-

Emoções fortes no ar

tor é fácil de pilotar e também de transpor-

O desejo de voar é conhecido, por isso não

tar porque é todo desmontável. E se pensa

BTT

nos surpreende que o homem esteja sempre

que por ter motor é perigoso, desengane-se.

Tiro com arco Escalada Montanhismo Orientação diurna e nocturna Paintball Equitação Rafting Passeios de helicóptero Aluguer de insufláveis e paredes de escalada artificiais

à procura de novas formas d e chegar às

Desde que sejam tidas as precauções neces-

nuve ns. A nova moda é o paramotor.

sárias não há riscos acrescidos.

Depois do parapente quis mais e este é o

Quanto à apren dizagem , alegrem-se os

resultado: uma asa de parapente e um motor

interessados: "um pequeno curso com pro-

montado numa estrutura de liga leve. Uma

fissionais credenciados e dedicação é sufi-

certeza: "um vôo inesquecível", exclama

ciente. Ao fim de alguns dias estamos pre-

Paulo Freitas praticante da modalidade há

parados para voa r. Aliás, se ho uver

Avaliação Clínica - Academia - Dermocosmética - SPA

poucos meses e adepto dos desportos radi-

antecedentes no parapente a aprendizagem

cais h á largos anos. D e facto, esta aeronave

é muito facilitada", esclarece o adepto de

Tlf. 217 112 000 - Estádio da Luz www.wellness.pt

pessoal começa a cativar os portugueses,

desportos radicais. !!li


A alma de Aire

Comunicar com a Siemens

A Loewe criou um perfume a pensar numa mulher

Leve, atraente, compacto e funcional são alguns

o frasco foi desenhado a pensar numa janela de

Flik Flak: • para o menino • e para a menina

um avião, duas janelas de vidro que preservam o

Porque aprender também pode ser divertido, a Flik

A agenda integrada com lista de endereços ajuda os

"a ire" entre si. Lá dentro, guardam-se aromas a

Flak propõe relógios suíços coloridos, animados e

utilizadores do C75 a organizarem o seu dia-a-dia,

que se sente bem consigo própria, é feminina e independente. A Mi Aire vem dar forma a um novo conceito de fragrância que acompanha a mulher actual, tão dinâmica como sensual.

Proteccão aos cabelos

vem equipado com triband, o que possibilita aos utilizadores estarem contactáveis em qualquer parte

CREME

do mundo, e com uma câmara VGA que permite tirar

DESODORIZANTE

fotografias e filmar pequenos vídeos. Gérmen de Trigo

No Verão, as agressões ao cabelo são uma

tangerina, bergamota, trevo, almíscar e um original

atraentes sem esquecer a excelência da máquina.

mesmo que seja "fora de portas" pois terão acesso

constante: o sol, a água salgada e o calor. Davines

toque de musgo de carvalho.

Com a ajuda de especialistas em aprendizagem, a

ao instant messaging para conversas on-line de

Essential Haircare é a solução para dar nova vida

A gama deste novo perfume é composta por um

marca desenvolveu a Fun Collection, para ajudar as

baixo custo.

ao cabelo depois de umas férias passadas na praia.

Eau de Toilette, um gel de banho e uma emulsão

crianças a ler as horas. Acompanhados de cowboys,

A linha Davines Morno é a indicada para quem

hidratante que dão resposta às necessidades de

do Capuchinho Vermelho, de flores e bonecas os

necessita de revitalizar os cabelos secos e

todas as mulheres.

O homem atrás

da sombra

desidratados ou pintados. Para os tratar, existe um champô, um condicionador, um creme, um fluído

AROJ1AteM4

predicados do novo C75 da Siemens. Este telemóvel

e Exuacto de úmomib

50 g

mais pequenos fazem o primeiro contacto com o tempo. Epara resistiram às traquinices, os relógios

Frescura de Verão

têm a caixa em alumínio, vidro resistente a riscos e

hidratante e um sérum que trazem de volta a

Elegantemente simples, simplesmente elegante. É

podem ser lavados na máquina a 40°. Tudo para

saúde do cabelo.

assim que se pode adjectivar o novo perfume

prevenir desastres maiores.

Combater os odores da transpiração com um

masculino Davidoff Silver Shadow. Três notas fazem

perfume suave e delicado é a proposta da Aroma

desta fragrância uma verdadeira assinatura: o

da Terra.

âmbar, o açafrão e a laranja amarga. A harmonia é

base de óleo de gérmen de trigo e extracto de

conseguida com toques subtis de folhas de canelas

camomila, regula a transpiração durante o dia sem

e cravo que deixam no ar uma aura que destaca o

a inibir. Os ingredientes garantem ainda um

homem da restante multidão. O frasco corresponde

cuidado extra para a pele, não interferindo com o

ao seu interior, com linhas rigorosas e materiais

seu equilíbrio e deixando-a sedosa, hidratada e

luxuosos, reflectindo a masculinidade carismática e

com um aroma agradável. Um verdadeiro mimo

misteriosa.

para fazer frente aos odores indesejáveis

o seu novo creme desodorizante, feito à

provocados pelo calor da estação.

jennifer Lopez lança Live

Recorde com a Sony

Ela canta, ela dança, ela representa e em tudo o que faz imprime um toque de

Cyber-shot H1 com zoom óptico 12x e Super Steady Shot.

sensualidade. jennifer Lopez deixou a sua imagem de marca no perfume que acaba

Parece complicado mas não é. Estas são as características da

MOISTURIZJNG REVIT

de lançar. Live tem um aroma frutado e floral com notas de limão da Sicília, laranja

nova máquina fotográfica digital da Sony. Com a Cyber-shot

wmi MILK 1lilSTlE DRY & OEHYORATED

italiana, caramelo, sândalo

H1 o objecto mais distante é focado com toda a precisão, os

e groselha. A mistura

detalhes são extremamente apurados e as fotos saem

resulta numa fragrância

"firmes como uma rocha". Esta qualidade só é

leve, cheia de energia e

possível com as características especiais desta

vivacidade guardada dentro

máquina: uma lente poderosa, o sistema Super

e um frasco único, de onde

Steady Shot (exclusivo da Sony), um ecrã

são lançados raios de cor

LCD de 2.5 polegadas, um CCD Super HAD

púrpura, amarela e verde. O

com resolução de 5.1 Megapixeis efectivos

conjunto resulta numa

e uma memória interna de 32 MB. Ea

envolvência que se

bateria não é problema, com uma só carga

assemelha à de dois

das duas baterias pode tirar até 260

bailarinos a dançar.

fotografias.

MOMO I CONOITI CREME

27 .


SPEM quer residência temporária para portadores de esclerose múltipla António Amaro de Matos - Director da SPEM

T

erminou para a Sociedade Portuguesa de

feito em duas viaturas pró p rias, es pecialme nte

tadores de EM, todos os serviços que só possam

portadores. O conceito teve aplicação no Reino

Esclerose Múltipla (SPEM), em Dezem-

adaptadas . Essas mesmas viaturas são tam b ém

ser prestados localmente. A Sociedade tem âmbi-

Unido onde se estimularam as sociedades locais a

bro de 2004 com a eleição dos órgãos

utilizadas no apoio domiciliário a doen tes (higie-

to nacional e, portanto, a responsabilidade de

coar pequenas instalações onde, em períodos

sociais presentemente em funções, um período

ne e cuidados de casa) e na d is t r ibu ição de

procurar organizar fora da sua

muito limitados (de uma a qua-

que se pode chamar "de ouro" pela riqueza das

refeições. Um outro elemen to da SPEM p resta

sede apoios aos associados. Não

tro semanas) os portadores de

transformações ocorridas. Duas direcções sucessi-

apoio psicológico também no domicílio dos asso-

sendo possível, nem aconselhá-

"O caso da SPEM é

EM dependentes podem residir,

vas presididas pela Drª. Manuela Martins adquiri-

ciados que não podem deslocar-se.

vel, d irigir centralizadamente, a

o da vantagem de

dispondo das condições e dos

ram apoios, mostraram que os mereciam e dota-

Não tendo pertencid o a nenhum a das duas

partlf de Lisboa, as organi -

pessoas simples,

cuidados especializados indis-

ram, em seis anos, a sociedade dos meios materiais

direcções anteriores e, pelo contrário, tendo parti-

zações locais, concretizar este

comuns, mas

pensáveis. Com o duplo objec-

e humanos indispensáveis. Passou, assim, das boas

cipado da que a antecedeu, sinto-me perfeitamen-

ob jectivo depende da captação

intenções do passado (inegáveis, mas sem concre-

te à vontade para fazer o elogio do esforço dedica-

interessadas, que se

de pessoas disponíveis nos

tização) à realidade actuante do presente que, pelo

do e bem sucedido da Drª. Manuela Martins e dos

locais e de obter financiamento

menos em Lisboa, na sua sede, já satisfaz algumas

seus colaboradores mais directos, alguns dos quais

(desejavelmente local) para os

aplicam esforçada e

tivo de lhes permitir a mudança do ambiente ao qual estão limitados pela sua dependência e

persistentemente,

pelas dificuldades de locomoção e de possibilitar às pes-

das necessidades sentidas pelos portadores de

praticamente em tempo completo. Não é que a

encargos correspondentes. Já há

sobre personali-

esclerose múltipla.

Sociedade, nos 14 anos em que quase se limitou a

algumas delegações da SPEM

dades brilhantes

soas que deles cuidam fazerem

O centro de neuroreabilitação, sob a orien-

existir, não dispusesse de personalidades de relevo,

que iniciaram, com o apoio da

mas ausentes"

as suas próprias férias ou, sim-

tação de dois médicos especializados em fisiatria,

até no plano social, competentes, bem intenciona-

direcção nacional, a prestação

plesmente, descansarem de

dispõe de duas fisioterapeutas e de uma terapeuta

das, que integravam os seus órgãos dirigentes .

de serviços aos associados . E

uma actividade esgotante física

ocupacional clínica. Esta última orienta também

Mas, sendo profissionalmente activas, acabavam

muito se espera do efeito de

e psíquicamente. Falta-nos, para

o centro de actividades com a colaboração de

por subordinar a sua colaboração aos escassos

demonstração que as insta-

conseguirmos tornar realidade

uma assistente social e de uma assistente sócio-

tempos livres de que dispunham. O caso da

lações da nossa sede e o traba-

estas residências, instalações em

psicológica. O apoio na altura (frequentemente

SPEM é o da vantagem de pessoas simples,

lho que aqui se faz proporciona.

primeiro lugar. Talvez não seja o

traumática) do diagnóstico e o acompanhamento

comuns, mas interessadas, que se aplicam esforça-

Leva tempo mas lá chegaremos.

mais difícil de obter. Possivel-

posterior é feito pela psicóloga clínica da socieda-

da e persistentemente, sobre personalidades bri-

de. A coordenação da acção social e a triagem dos

lhantes mas ausentes.

Ainda no âmbito das acções

mente através de uma autar-

que podem ser directamen te

quia, com o aproveitamento de um fogo devoluto. Garantir o

portadores de EM desse ponto de vista compete a

A satisfação que dá enunciar os apoios que a

conduzidas pela direcção nacio-

uma assistente social que trabalha na sede. Existe

Sociedade já presta aos associados não pode servir

nal colocamos como objectivo

Dedicado a:

também a possibilidade de dar assistência jurídica

para esconder o muito que falta: Objectivos para

importante, com um impacto

Manuela Martins

correspondente é o mais com-

(direito de trabalho, benefícios, aquisições, etc.)

o futuro. Mais alguns anos de esforço com a

muito significativo para a quali-

Presidente da SPEM

plicado. Implica encontrar um

aos associados, através de uma advogada contrata-

mesma determinação e persistência. Há que

dade de vida, quer dos portado-

da. O transporte desde o domicilio até às insta-

estender ao País inteiro, pelo menos às localida-

res de EM quer dos seus familiares, a concren-

nos permita contratar o pessoal indispensável e

lações da Sociedade, para os que necessitam, é

des que tenham um número considerável de por-

zação de uma residência temporária para os

cobrir as outras despesas.

financiamento

da

despesa

apoio seguro e permanente que

rim


Administradores Hospitalares nao fazem milagres ... Mas têm que tentar ,,..,,

H

á um gap persistente entre o que podia

zação, porventura a área mais resistente a mudanças

ser o desempenho dos hospitais e o que é

de mentalidade.

o desempenho dos hospitais; ou dito de

É que, para obter melhoria de performance no hos-

outra forma - há uma significativa distancia entre a

pital, é necessário combinar estratégias que promo-

expectativa dos cidadãos ("clientes") e dos contri-

vam o envolvimento e a participação clinica, com

buintes ("accionistas") e a performance dos hospitais.

estratégias económicas orientadas para os resultados e para a melhoria de qualidade

Esta é uma questão política, económica e social sensível, tanto mais quanto há públicos desa-

"Para obter melhoria

dos serviços.

É aqui, na resposta a desafios estratégicos e operacionais que

soluções para reduzir esse gap e

de performance no hospital, é necessário

dar sustentabilidade financeira

combinar estratégias

hospitalar, independentemente

que promovam o envolvimento

da posição que ocupam no inte-

e a participação clinica,

têm que desenvolver e aplicar

cordos em relação às melhores

ao sistema. Naturalmente que podemos ser ideológicos sobre estas ou outras questões de saúde, mas temos o dever profissional de 'encontrar respostas práticas e efectivas para

com estratégias económicas"

os profissionais de administração

rior da estrutura hierárquica, com coragem e determinação os seus conhecimentos e competências especificas.

os problemas graves e persisten-

Os hospitais e o sistema de

tes do sistema de saúde.

saúde português não podem

A questão ideológica pode e deve

fugir ao principio da mutabilida-

centrar-se nos princípios enfor-

de, seja pela necessidade de

madores do sistema; o que não

adaptar as estruturas e o funcio-

pode, nem deve é condicionar a

namento às novas exigências

adopção das melhores e mais

sociais e económicas, seja funda-

ajustadas modalidades de gestão

mentalmente pela imperiosidade

e dos instrumentos mais adequa-

em tornar sustentável um siste-

dos à concretização dos princí-

ma que, protegendo a equidade

pios fundamentais defendidos. Claro que as alce rações de esta-

José Carlos Lopes Martins Administrador Hospitalar

e a solidariedade, faça aumentar a eficiência e a satisfação de

t u ro são importantes, mas

doentes e profissionais.

manifestamente insuficientes se

As reformas exigem clareza de

não ocorrerem transformações substanciais na orga-

objectivos e continuidade e coerência nas medidas de

nização interna, na reestruturação do management e

política, mas exigem também protagonistas compe-

na cultura de prestação de contas e de responsabili-

tentes e vontade de acção.

11111


O novo impulso à reforma dos hospitais P

elo menos para mim, iniciou-se a ideia da reforma

A viragem capitalista traria consigo um aumento dos custos

necessário mas em sim mesmo sem potencial de valorização,

ou alteração retributiva.

dos hospitais públicos e do SNS, num célebre docu-

da mão-de-obra com perda da chamada competitividade.

é despiciendo montar quantificação organizada.

A própria consign a da redução consistente da despesa, aquela

mento «cor de rosa» (a cor meio rosa meio lilás com

Fruto certamente do ambiente estagnado na economia e da

A pressão para a compressão da despesa, a recusa de passar a

que de facto serviu de arremesso para isolar e derrotar o

que viu a luz do dia) aprovado ao fim de dilacerantes dis-

frustração das perspectivas de remuneração dos investimentos,

economia estatal a um modo valorizador da produção, a

m inistério de Maria de Belém, fal ha rotundamente. Na

cussões no sector da saúde do PCP, ainda nos anos 80.

o capitalismo da saúde está, no mínimo, em reavaliação.

insistência correlacionada na manutenção estrita do assalaria-

medida em que os facrores de produção continuam mais ou

Foi quando Edgar Correia, o renovador comunista entretan-

Uma segunda corrente disputa amplamente e tem até hege-

mento, e o centralismo burocrático de comando, consti-

menos livremente a determinarem a subida de custos.

to desaparecido e responsável à data pelo sector da saúde do

monizado o poder nos últimos anos, após a derrota do

tuem-se em travões ao desenvolvimento das forças produti-

Aumenta portanto a pressão para uma ruptura com o

PCP, conseguiu a pulso, gerar força suficiente para que se

ministério Maria de Belém/Sakellarides: é o ponto vista esta-

vas. Perpetuam uma gravíssima dissociação entre os que

modelo de comando estatal. Para a radical remodelação do

passasse de um quadro defensivo, no plano das ideias, para

tista ou de capitalismo de Estado. Se é verdade que a viragem

comandam e os comandados, os diversificados e longínquos

ambiente gestionário de financ iamento, e de comando,

uma iniciativa transformadora.

capitalista no financiamento e na prestação de cuidados de

braços operacionais do aparelho prestador

Eram simples as ideias embora envoltas em ambiguidades: o

saúde comporta riscos de elevação geral dos custos de mão-

estatal, gerando erros e desperdícios. E per-

modelo de comando, de financiamento e de remuneração do

de-obra, não é menos verdade que as despesas gerais do Esta-

petuam no âmago das relações de produção

sector público carecia de reestruturação para gerar mais auto-

do com a saúde não devem, mesmo assim, superar o limiar

uma dissociação e grave relutância entre o

nomia e responsabilização, mais regulação por via económica

mais baixo possível dos custos gerais do funcionamento da

assalariado e o produto do seu trabalho.

e não administrativa e promover uma mudança retributiva

própria economia, para que os recursos continuem a alimen-

A derrota a prazo dos émulos do capitalis-

com ligação da remuneração à produção.

tar as necessidades de fomento e investimento do próprio

mo de Estado na saúde está na forma mis-

Com a chegada ao Ministério da Saúde de Maria de Belém e

capitalismo.

tificatória com que encaram este aspecto

Sakellarides em 199 5, cedo se percebeu, embora uns mais

A noção portuguesa e europeia de direito à saúde apresenta-

fulcral da crise gestionária do SNS.

cedo do que outros, que havia no PS pensamento reformador

se deste ponto de vista como perigosamente desligada das

Faze m flirr com as ideias originais de

suficiente para dar o pontapé de saída no processo de refor-

necessidades estritas da economia nacional e pressiona por-

autonomia, incluindo autonom ia de

ma. Num curtíssimo espaço de tempo, arrastando com gran-

tanto aquilo que o capital aceita como custo de manutenção

gestão de saldos, de auto -d efinição de

de fragilidade na base de apoio, nos aparelhos sindicais e par-

da mão-de-obra.

estratégias, de regulação económica, por

tidários e, sobretudo, nas direcções respectivas, do PCP e do

O Estado e os seus agentes procuram controlar a despesa,

contrato, das un idades públicas. Fazem

salarial na despesa, a dissociação crescente

PS, um núcleo com pensamento e acção foi-se formando,

centralizar e burocratizar o processo de decisão, combater a

flirt com o desassalariamento, prometem

entre o valor percebido das prestações e a

saltou por cima das diferenças partidárias e ganhou solidez de

autonomia das unidades prestadoras, sujeitar o reapetrecha-

in centivos rem un eracórios, mas o que

desvalorização salarial, aumentam a per-

discurso.

mento e a introdução de novos progressos, a um feroz con-

acontece é aumento do centralismo, do

cepção de que é urgente uma remodelação

Sakellarides com a sua proverbial sabedoria de gestão da

trolo administrativo. Do ponto de vista do Estado, interme-

peso e da ditadura da João Crisóstemo, da

retributiva que ligue a remuneração ao

mudança avisou os fogosos reformadores, desde cedo, de que

diário na socialização do custo da mão-de-obra no que se

U nidade de Missão e o reiterado e piorado

valor da produção.

o processo só adquire verdade material quando as pessoas, os

refere à saúde, a prestação é uma despesa. Apenas a pressão

assalariamento - com ataques às carreiras

Se a posição americana está sem perspecti-

profissionais e os cidadãos, dele se apropriam. Quando por-

popular e de capitalistas com negócio na saúde obrigam a

e àquilo que é a sua matriz de qualificação

tanto as leis saltam fora do Diário da República para a cabeça

uma expansão da oferta.

profissional.

das mulheres e dos homens. O que determina uma conduta

Enquanto a despesa por parte do Estado se manteve em

Podem exibir como sucessos aumentos de

bottom - top e não top - down.

níveis aceitáveis, nunca houve quantificação e contabilização

registo que não são aumentos do efectiva-

condições para superar a crise não podem

Dez anos depois da subida ao poder de Maria de Belém, que

significativa das prestações. A rigorosa contabilidade da pro-

mente produzido, ou são apenas a linha

contudo resultar apenas, como aconteceu

avaliação fazer das peripécias da reforma?

dução só é perseguida quando está em causa a valorização da

ascen cional de produção do SNS dos últimos 50 ou 60

no tempo de Maria de Belém, de uma mão cheia de pesso-

Importa situar o discurso e os objectivos dos diversos actores.

produção - para a geração de mais-valia - ou para efeitos de

anos, sem oscilação específica. No interior das unidades de

as preocupadas com o SNS. Terá de contar com uma base

O discurso reformador, comum a comunistas, socialistas,

cálculo dos equivalentes de produção gerados pelos produto-

produção nenhuma remodelação efectiva aconteceu. Ne-

laboral de apoio mais consciente e amadurecida, que se

comuns a Luís Filipe Pereira, Manuela Arcanjo, Correia de

res livres associados em economia comunitária (em comunis-

nhuma r.egociação, nenhuma mudança organizativa, ne-

aproprie das ideias mestras da reforma: novas retribuições,

Campos e a Maria de Belém esconde concepções obviamente

mo - onde cada um precisa de saber exactamente o que fez e

nhuma remodelação de serviços ou de prioridades tiveram

nova autonomia, maior responsabilidade, um novo Serviço

contraditórias.

o que os outros fizeram). Quando é apenas um en cargo

lugar. Enfim, nenhuma mudança das relações de produção

Nacional de Saúde.

cada vez mais percebido como entrave ao

"A noção portuguesa e europeia de direito

à saúde apresenta-se como perigosamente desligada das necessidades estritas da economia nacional"

Paulo Fidalgo Gastrenterologista (IPO/ Lisboa)

relançamento das unidades hospitalares públicas . Nestas, o assalariamento induz relutância produtiva, as promessas de melhoria retributiva iludidas resultam em estagnação, enquanto as modificações , incipientes, mas de amplo significado, do tem po da refo rma de Maria de Belém, marcam passo . São exemplos o regime remuneratório experimental da clínica geral, o sistema retributivo das listas de espera e os congeladíssimos centros de responsabilidade integrada. O recuo do peso

vas, se os agentes da aristrocracia de Estado falham, aumenta a oportunidade para uma retomada efectiva de reforma. As

lilll


DIÁRIO DA REPÚBLICA A GH fará eco, mensalmente, das medidas tomadas por quem nos governa e que de uma forma ou de outra são importantes para o sector da Saúde e, em casos mais específicos, para o próprio País. Nesta edição, damos conta de decisões apresentadas em Diário da República entre 30 de Junho e 21 de Julho de 2005. Presidência· do Conselho de Ministros

Roche

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

R..olução do Conselho de Ministros n. 0 113/2005 de 30 de Junho

Dccieto Regulamenlar n .0 512005 de 12 de Julho

Aprova o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água- Bases e Linhas O rientadoras (PN UEA)

Cria o Gabinete de lmervençáo Integrada para a Reestrururaçáo Empresarial (AGllRE). bem como os núdeos de intervençáo rápida

Inovamos na Saúde

e personalizada responsáveis pela aplicaçáo local da poUtica de emprego

Resolução do Conselho de Ministros n. 0 112/2005 de 30 de Junho Define o procedimento para a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimcnco Suscenrávd

Dccieto-Lei o.• 119/2005 de 22 de Julho Quana alteração ao Decreto-Lei n.0 328/93, de 25 de Setembro, que revê o regime de segurança soci21 dos trabalhadores inde-

Resolução do Conselho de Ministros n.• 111/2005 de 30 de Junho

pendentes

Incumbe os Ministérios cbs Fina.nças e do Trabalho e da Solidariedade Social e o ministério penine nte em razão da matéria de cond uz.ir o processo de avaliação dos regimes especiais que consagram, para determinados grupos de subscritores da Caixa Geral de

Ministério da Administração Interna

Aposentações, desvios às regrudo Escaruco da Aposentação. por fo rma a convergirem com o regime geral

Decreto n. 0 13-A/2005 de 20 de Julho Fixa a daca das dciçõcs gerais para os 6rgãos das autarquias locais

Resolução do Conselho de Ministros n. 0 110/2005 de 30 de Junho Aprova as o rientações e medidas necessárias para reforçar a convergência e a equidade entre os pensio nisras da Caixa G eral d e Apo-

Presidência da República

sentaçôes e os da segurança social e a garamir a sustentabilidade dos sistemas de procecção social, bem como medidas tendentes

Decieto do Presidente da República n. 0 35-A/2005 de 2 1 de Julho

a reforçar a equidade e eficácia do sistema do regime gern.1 da segurança social

Exonera, a seu pedido e sob proposta do Primeiro-Ministro, o Prof. Doutor Luís Manud Moreira de Campos e C unha do cargo de Ministro de Estado e das Finanças

Resolução do Conselho de Ministros n.0 109/2005 de 30 de Junho Aprova um conjumo imcgrado de medidas rdativas à gC"Scáo da função pública

Dccieto do Presidente da República n.0 35-812005 de 21 de Julho

Dcclarasão de Rcctificação o.• 58/2005 de 13 de Julho

e das Finanças

Nomeia, sob proposta do Primeiro-Miniscro, o Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos para o cargo de Ministro de Estado

De cer sido recrificado o Decreto-Lei n.0 93/2005, do Miniscério da Saúde, que transforma os hospitais sociedades anónimas em enc.idadcs públi~ empresariais, publicado no Diário da República, 1."' série, n.0 109, de 7 de Junho de 2005

Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Portaria n. 0 57612005 de 4 de Julho Aurnriza o funcionamemo do curso de oomplemento de formação em Enfermagem na Escola Superior de Saúde Jean Piaget -Algarve e aprova o respectivo plano de escudos

FORMAÇÃO FINANCIADA EM SERVIÇOS DE SAÚDE

-

Portaria n.• 585/2005 de 6 de Julho Aumri1..a o lnstiruro Superior Bissaya Barrem a conferir o grau de mestre na especialidade de Administração Pública

V " Ll· :'\EUl='<t: t 1..\ f rO:· 3oxU &if~tJ

Portaria n. • 59512005 de 15 de Julho AU(oriza um conjunto de escabelecimenros de ensino superior politécnico público a conferir os gr:ius de bacharel e de licenciado em diversas áreas e, em consequência, a ministrar os respectivos cursÕ~. Introduz a1cera.ções em cursos minisuados em escabelecimenros de ensino superior politécnico público

Portaria n.• 60912005 de 25 de Julho Autoriza o Instituto Superior de Estudos Inccrcuh urais e Transd.isciplinarcs - Viseu a conferir o grau de mestre na especialidade de Reabilitaçáo Cognitiva

Portaria n. • 60812005 de 25 de Julho Aurori7..a o lnstiru to Superior Bi..._u~ Barreto a conferir o grau de mec;rre na especialidade de Geroncologia Social

Portaria n.0 607/2005 de 25 de Julho Autoriza a alteração do plano de estudos do curso biet:ípico de licenciatur:i em Terapia da Fala ministrado peJa Escola Superior de Saúde Egas Moniz

Ministério da Economia e da Inovação Ponaria n.• 578/2005 de 6 de Julho Revoga diversos diplomas de concrolo administrativo de preços de alguns bens e serviços

Ministério da )usti~a Dccn:to-Lci n.• 111/ 2005 de 8 de Julho Cria a «empr~ na hora», arrav6' de um regime especial de constituição imediata de sociedades. aJcerando o Código das Sociedades Comerciais, o regime do Registo Nacional das Pessoas Colectivas, o Código do Registo Comercial, o Decreto-Lei n.0 322N200 1. de 14 de Dezembro. o Regulamento Emolumemar dos Registos e Notariado, o Decreto-Lei n. 0 8-B/2002, de 15 de

Janeiro, o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colcctivas e o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado

Portaria n. • 590..A/2005 de 14 de Julho

Nº Início Horas Local

Curso Actualização de Formadores Relações Interpessoais Gestão de Equipas Sistema Gestão da Qualidade Auditores Internos da Qualidade Sistema HACCP SIADAP - Avaliação do Desempenho Relações Interpessoais Actualização de Formadores Auditores Internos de Acreditação Sistema de Gestão da Qualidade SIADAP - Avaliação do Desempenho Sistema de Gestão da Qualidade Auditores Internos da Qualidade

1 2

20 set 22 set

60 21

Porto Porto

27 set 28 set 24 out 6 15 nov 7 15 set

21 36 40 21 16

Porto Porto Porto

8 20 set 9 21 set 10 27 set

21 60 40

Coimbra Coimbra

11 08 nov

36 30

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3 4 5

12 26 set 13 27 set 1 -L4~ 15 nov ~

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1

Formação Co- Financiada para Empregados-Act~vos l

Rt:gulamenra u anigo 26.• do Dt:en:tr.>-Lei n.0 111/2005, de 8 de Julho, o n.0 1 do artigo 167.0 do C6digo das Sociedades Comer·

Informações e lnscrições:iDra. Ana Luísa Seno

ciais e o n. 0 2 do anigo 70.0 do Código do Regi.~ro C'..omercial. estipulando que os actos relativos às sociedades comerciais e outras

Tel. 21 390 93 85 • Fax: 21 396 92 24 • serga@mail.telepac.pt

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Gestão Hospitalar - Nº8_agosto_2005  

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