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ANO XII - Nº 32

GOIÂNIA GOIÂNIA, FEVEREIRO/MARÇO DE 2012

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL A inclusão exige uma inserção mais completa e sistemática


págs. 3 e 4

A estimulação precoce por meio da orientação e do acompanhamento de crianças de zero a dois no Programa Primeiros Passos, o atendimento odontológico e o serviço de audiologia são destaques neste número.

Complexo II

págs. 5 e 6

O projeto Refazer atende educandos com características de autismo e ao longo dos anos tem melhorado a qualidade de vida e a aprendizagem dos usuários. Conheça também o Centro de Assistência e Formação da Família Apaeana que por meio de sua atuação tem ampliado oportunidades de qualificação profissional.

Complexo III

págs. 7 e 8

Projeto Prata da Casa auxilia aprendizes em busca de inserção no mundo do trabalho. Usuários são formados pela equipe do Ceprolim, que também sensibiliza as empresas para garantir a empregabilidade de pessoas com deficiência intelectual.

Complexo IV

pág. 9

Teste da Mamãe é citado nacionalmente como exemplo positivo de diagnóstico precoce de doença de Chagas. Matéria publicada no jornal Correio Braziliense afirma que os exames realizados pelo Instituto de Diagnósticos e Prevenção da Apae Goiânia permitem a triagem de pacientes e o tratamento da doença.

VII Olimpíada Estadual das Apaes

pág. 10

A Apae Anápolis (GO) realiza de 7 a 11 de maio, a VII Olimpíada Estadual das Apaes.O evento é promovido pela Federação Estadual das Apaes com o objetivo de favorecer o desenvolvimento global da pessoa com deficiência intelectual e múltipla e sua inserção social por meio da prática esportiva.

expediente APAE ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DE GOIÂNIA RUA 255 Nº 628 - SETOR COIMBRA - GOIÂNIA/GO CEP 74.533-150 - TEL (62) 3226-8000 www.goiania.apaebrasil.org.br/contato@apaedegoiania.org.br UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL LEI 50517 ESTADUAL LEI 9492 / MUNICIPAL LEI 4211

editorial

nesta edição

Complexo I

Apae Goiânia – 43 anos Autonomia social e intelectual como metas No próximo dia 29 de maio a Apae Goiânia completa 43 anos de intensa atuação em favor das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Durante esse período a instituição esteve focada na sua missão de levar esperança e uma vida melhor a milhares de crianças e jovens deficientes por meio do atendimento nas áreas de prevenção, saúde, educação, assistência social, preparação, qualificação e encaminhamento para o mundo do trabalho. A Apae Goiânia, sempre atenta ao presente e ao mesmo tempo voltada para o futuro, tem como metas a autonomia social e intelectual de seus usuários, determinantes para que ocorra a verdadeira inclusão. O desafio é encontrar soluções para o aprendizado e para a construção da autonomia do deficiente intelectual que se assemelhem às rampas nas calçadas e ao manejo das cadeiras de rodas, que possibilitam aos deficientes físicos um deslocamento o mais autônomo possível no espaço físico. Os profissionais de educação da Apae Goiânia avaliam que a educação de pessoas com deficiência intelectual implica a criação de alternativas metodológicas que contenham, em seus princípios e na sua operacionalização, meios de proporcionar experiências de escolarização que se adaptem às características e às especificidades dos aprendizes, diminuindo ou eliminando os obstáculos do meio escolar. Por esse motivo a preocupação com a formação dos quadros da instituição é constante. Essa concepção sobre a deficiência intelectual tem provocado transformações importantes na prestação de serviços da Apae Goiânia, ao mesmo tempo em que chama atenção para as habilidades adaptativas dos seus usuários considerando-as como um ajustamento entre as capacidades dos indivíduos e as estruturas e expectativas do meio em que vivem, aprendem, trabalham e se divertem. Pesquisadores da área têm insistido que nenhum modelo educativo pode ignorar as características individuais das pessoas que apresentam incapacidades intelectuais, sem considerar a interação das mesmas com o meio e suas diversidades. O que importa é valorizar todo e qualquer nível de desempenho cognitivo e considerar o processo pelo qual a habilidade é exercida, para atingir um determinado fim. Para ilustrar esse processo utilizaremos a metáfora do caleidoscópio para definir a inclusão. “O caleidoscópio precisa de todos os pedaços que o compõe. Quando se retiram pedaços dele, o desenho se torna menos complexo, menos rico. As crianças se desenvolvem, aprendem e evoluem melhor em um ambiente rico e variado”. Ou seja, garantir a competência intelectual dos deficientes é garantir o direito de viver desafios para desenvolver suas capacidades, da mesma maneira que proporcionar autonomia significa garantir o direito de decidir e escolher, de acordo com suas necessidades e motivações.

DIRETORIA EXECUTIVA PRESIDENTE: Emília Teresinha Borges; 1° VICE-PRESIDENTE: Albanir Pereira Santana; 2ª VICE-PRESIDENTE: Simone de Araújo Pereira; 1ª DIRETORA FINANCEIRA: Ivone Pereira Borges; 2º DIRETOR FINANCEIRO: Mário Borges de Oliveira; 1º DIRETOR SECRETÁRIO: Carmem Marize Lima; 2ª DIRETORA SECRETÁRIA: Marcília Cândida Martins; DIRETOR DE PATRIMÔNIO: Nael da Costa Limas; DIRETOR SOCIAL: Suelene Elizabeth Camargo de Matos PROCURADOR JURÍDICO Eduardo Vieira Mesquita CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Beatriz Fabiana Rocha Nascimento, Dagmar de Oliveira, Elza Maria de Jesus, Eva Pereira dos Santos, Giselle Franco, Magalhães Paulo da Silva, Maria Suely, Marilene Azevedo Ribeiro, Rael de Jesus Barbosa, Romilda Vasconcelos, Valdivina Rodrigues de Lima, Ronaldo Honório Batista, Vilomária Paixão Vargas CONSELHO FISCAL Elizabeth Pontes Santos Anjo, Luzinete Marciana da Cruz, Nilza Maria de Jesus Santos, Iolanda Ferbônio, Alexandre Gabriel Sobrinho, Arlindo Alves da Silva

AUTODEFENSORES Aline Santos Silva e Diego Menezes da Silva JORNALISTA RESPONSÁVEL Silvana Coleta (434/03/118vDRT) DESIGN GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO Marcelo Lyma Fotos Apae Goiânia Tiragem 3 mil exemplares IMPRESSÃO Grafsafra

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Administração Telemarketing Centro de Atendimentos Especializados I Centro de Educação Especial Helena Antipoff

Complexo I – Setor Coimbra

Programa Primeiros Passos Estimulação precoce por meio da orientação e do acompanhamento de crianças de zero a dois anos

Com o objetivo de promover a estimulação precoce de bebês com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, síndromes genéticas e outras intercorrências que resultem no comprometimento de estruturas e funções psico-cognitivas, além de oferecer suporte e orientação aos pais, foi idealizado o Programa Primeiros Passos da Apae Goiânia. Logo após o nascimento dos bebês é fundamental a proximidade com os pais e o estímulo aos recém-nascidos. O estímulo precoce tem como meta desenvolver e potencializar, por meio de técnicas e atividades específicas, as funções do cérebro do bebê, beneficiando seu intelecto, seu físico e sua afetividade. É importante que as atividades da estimulação sejam agradáveis para os pais e para os bebês. É um momento em que os pais acariciam o filho e observam suas habilidades e dificuldades, lembrando sempre que a estimulação da criança deve estar relacionada com a sua idade e adequada às suas condições físicas e psicomotoras.

De acordo com a psicóloga Vitória Régia Ramalho Martins, coordenadora do Programa, a Apae Goiânia atende 64 mães e bebês, totalizando uma média de 256 atendimentos por semana. Ela explica que o trabalho de estimulação proposto pela instituição realiza atividades relacionadas às áreas socioafetiva, cognitiva, motora, sensorial, perceptiva e de linguagem. Os bebês aprendem de um modo muito diverso, principalmente pelos mecanismos da observação, da repetição, da imitação e da exploração sensorial, por meio do brincar. Em bebês com deficiência, não é rara a dificuldade dos pais em aceitar a novidade da situação, por isso, a importância do Programa Primeiros Passos em atender, juntamente, pais e filhos com vistas a estabelecer uma relação de vínculo entre eles e promover uma maior estimulação.

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Complexo I – Setor Coimbra

Administração Telemarketing Centro de Atendimentos Especializados I Centro de Educação Especial Helena Antipoff

Serviço odontológico realiza 733 atendimentos em 2011 Um serviço essencial e pioneiro é realizado pelo atendimento odontológico da Apae Goiânia, que mesmo com apenas uma profissional cirurgiã dentista atende usuários dos Complexos I, II e III. Em 2011 foram 733 atendimentos. No período das férias de julho, durante 15 dias, as mães também são atendidas de acordo com uma triagem que observa necessidade, condição econômica e disponibilidade. Candice Maria de Oliveira Pedrosa, profissional responsável pelo serviço, explica que a Apae Goiânia não tem medido esforços para garantir que os atendimentos sejam perenes. O projeto Apae Sorridente: Saúde Bucal com Responsabilidade visa promover uma melhor qualidade de vida aos usuários por meio da melhoria da saúde bucal e indiretamente da saúde como um todo. A iniciativa proporciona um atendimento qualificado e humanizado nas diversas áreas da odontologia, além de envolver a família na continuidade do tratamento bucal em casa, por meio da escovação, da alimentação e de hábitos orais. Os principais objetivos do projeto são diagnosticar, tratar e manter a saúde bucal dos usuários da Apae Goiânia, bem como atuar de maneira multidisciplinar em prol da melhoria da saúde e do bem estar das pessoas. Para atingir esses objetivos são realizadas ações preventivas relacionadas à doença cárie, à doença periodontal e maloclusões, com palestras, escovação supervisionada e aplicação tópica de flúor. O serviço odontológico proporciona atendimento clínico nas áreas de Dentística, Cirurgia, Periodontia e Prevenção desde os bebês do Programa Primeiros Passos, até os adultos usuários do Complexo III As urgências são prioridade e o que não pode ser realizado pela Apae Goiânia é encaminhado para o serviço público.

Atividades do serviço de audiologia são intensificadas O Centro de Atendimentos Especializados I (Ceate I) localizado no Complexo I, no setor Coimbra, oferece desde 2010, um Serviço de Atenção à Saúde Auditiva, que realiza o Teste da Orelhinha já nos primeiros dias de vida do bebê. O comprometimento do sistema auditivo, responsável pela recepção, condução, discriminação do som, seja na orelha externa, média, interna e/ou vias auditivas de forma hereditária e/ou adquirida, leva a uma redução na acuidade ou deficiência auditiva, trazendo prejuízos para a integração social e profissional da pessoa com deficiência auditiva. A Apae Goiânia trabalha diariamente com deficientes intelectuais, dentre eles pessoas com síndrome de Down, suscetíveis entre 80% e 90% à perda auditiva exigindo avaliações audiológicas precoces e exames de seguimento para promover prevenção, diagnóstico e reabilitação. Durante o processo de triagem auditiva realizado pela especialista em Audiologia, Mônica Said Machado, já foram detectados vários casos de crianças com perda auditiva que foram encaminhadas para a realização do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (Peate) e já foram encaminhados

Imitanciometria

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Audiometria

para a protetização, ou seja, o uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). A detecção precoce da deficiência auditiva é considerada atualmente fator determinante para melhores resultados no processo terapêutico. Além disso, o desenvolvimento auditivo adequado é fundamental para a aquisição da fala e de linguagem permitindo o desenvolvimento educacional da criança. No ano de 2011 a Apae Goiânia realizou 353 exames auditivos assim distribuídos: Audiometria Clínica – 99; Audiometria Ocupacional – 58; Audiometria com Ganho Funcional – 01; Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas – 156; Imitanciometria – 39, além da realização de palestras e orientações aos familiares dos usuários da instituição. O serviço tem capacidade para realizar 100 exames mensalmente e são disponibilizados para os usuários e seus familiares em 1º grau. Para a comunidade os exames podem ser realizados por meio de convênio com a Unimed ou ao preço de R$ 50,00.

Teste da Orelhinha


Centro Educacional Professor Anísio Teixeira Centro de Atendimentos Especializados II Centro de Cultura, Esporte e Lazer Centro de Assistência e Formação da Família Apaeana

Complexo II – Jardim Goiás

Projeto Refazer aprimora qualidade de vida dos educandos O projeto Refazer desenvolvido pela Apae Goiânia no Centro Educacional Professor Anísio Teixeira (Cepat) integra o Programa de Educação para a Diversidade numa Perspectiva Inclusiva, da Secretaria Estadual de Educação, implantado em 1999, com o objetivo de atender educandos com características de autismo. Ao longo dos anos o Refazer tem melhorado a qualidade de vida e a aprendizagem dos alunos, orientando-se pelo ideal de que todo conhecimento deve ser remetido a um contexto de vivência na promoção de habilidades cognitivas e socioafetivas. Cada turma do Refazer na Apae Goiânia, seis no período matutino e três no período vespertino, é regida por dois professores e o número de alunos por sala é de, no máximo, quatro. O projeto fundamenta-se na abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano e vem subsidiando os educadores quanto aos aspectos teóricos e metodológicos de forma que possibilitem aos educandos viver situações que promovam o desenvolvimento de capacidades cognitivas, sociais, físicas e emocionais. Atividades aquáticas e lúdicas, além de atividades que estejam diretamente vinculadas aos interesses dos alunos têm permitido quebrar alguns paradigmas, “culturalmente construídos” de que a pessoa com autismo não faz contato social, que não interage com o meio e com as outras pessoas e de que tem dificuldade em atribuir significado à funcionalidade de objetos e de comunicar-se. A equipe da Apae Goiânia destaca resultados pedagógicos importantes, tais como a melhoria na atenção dos educandos (manutenção do olhar direcionado, compartilhado), convivência em grupo e encaminhamento de alguns alunos para turma maiores, no próprio Cepat.

Foto: Prédio do Complexo II da Apae Goiânia no Jardim Goiás

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Complexo II – Jardim Goiás

Centro Educacional Professor Anísio Teixeira Centro de Atendimentos Especializados II Centro de Cultura, Esporte e Lazer Centro de Assistência e Formação da Família Apaeana

Centro de Assistência e Formação da Família Apaeana amplia oportunidade de qualificação profissional No último dia 6 de fevereiro teve início o curso de Modelagem, Corte e Costura oferecido pelo Centro de Assistência e Formação da Família Apaeana (Caffa) instalado no Complexo II, no Jardim Goiás. Em 2012 o projeto Qualificação e Requalificação Profissional da Família, que tem por objetivo oportunizar inserção no mundo do trabalho e consequente melhora na qualidade de vida das famílias dos usuários da instituição, também oferecerá Oficinas de Alimentação (salgados e doces) e Oficina de Artesanato (patchwork e bordados). Foram abertas 34 vagas, distribuídas nos períodos matutino e vespertino, e os interessados podem procurar o Serviço Social no Centro Educacional Professor Anísio Teixeira (Cepat). O curso tem duração de um ano e cinco meses e oferecerá conhecimento sobre as técnicas de modelagem e o exercício do corte e da costura. Podem participar os responsáveis pelo usuários ou parentes próximos que tenham interesse e disponibilidade. A proposta do curso inclui o fomento às iniciativas individuais e familiares daqueles que queiram ser costureiros autônomos no segmento de facção ou empreender com vistas à conquista da segurança de renda.

PARCERIA O projeto da Apae Goiânia conta com a parceria do Banco do Brasil Responsabilidade Social (DRS) que apoia com financiamento de baixo custo a compra de máquinas de costura Overlock, Galoneira e Costura Reta os alunos concluintes. De 2010, data do início da parceria, até o momento, oito mães foram beneficiadas com os financiamentos e outras seis estão com o processo em andamento. A iniciativa oferece as condições necessárias aos que queiram empreender seu próprio negócio e a meta para 2012 é que mais 15 famílias iniciem suas atividades repercutindo diretamente na melhoria da qualidade de vida dos envolvidos.

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CAFFA


Centro de Profissionalização Dr. Lincoln Marques da Rocha

Complexo III – Chácara do Governador

Projeto Prata da Casa

auxilia aprendizes com inserção na Apae Goiânia Por meio dessa ação a entidade reafirma seu compromisso social e investe na competência laboral de seus usuários

Gean Matheus de Sousa da Silva

Valdina Lourenço de Carvalho

Foto: Prédio do Complexo III da Apae Goiânia na Chácara do Governador

Hoje em dia o mundo do trabalho está muito exigente, ou seja, a grande oferta de mão de obra em algumas áreas faz subir bastante o nível de requisitos para contratação. Para as pessoas com deficiência intelectual, mesmo com a lei de cotas, que obriga a contratação, a situação é ainda mais difícil tendo-se em vista que o preconceito ainda é muito grande e os deficientes intelectuais são vistos como incapazes. Porém, a experiência com a colocação do deficiente intelectual no mundo produtivo faz crer que, mesmo compulsoriamente, o deficiente inserido pouco a pouco passa a ser percebido, valorizado e finalmente integrado ao ambiente organizacional. Nesse sentido, o compromisso maior com o destino dessas pessoas está nas mãos de quem defende suas capacidades, competências e valoriza integralmente sua existência. Garantir emprego e remuneração justa aos deficientes intelectuais é ato de reconhecimento e investimento na pessoa humana. Foi pensando dessa maneira, que a equipe do Centro de Profissionalização Dr. Lincoln Marques da Rocha (Ceprolim) elaborou o projeto Prata da Casa com o objetivo de inserir o deficiente intelectual, mais comprometido, em atividades laborais específicas e ajustadas às suas possibilidades de execução, nas instalações da Apae Goiânia. O projeto já permitiu a colocação de três aprendizes (dois no Complexo I e um no Complexo IV) e tem contribuído com a valorização da pessoa com deficiência intelectual, desarticulando os mecanismos de exclusão impostos por uma cultura social desatenta. O Ceprolim agrega em seu grupo de educandos, um número expressivo de pessoas altamente valorosas e competentes para atender as necessidades de colaboração interna em vários setores da instituição. Ou seja, se adaptam com facilidade às mudanças, sabem trabalhar em equipe, relacionam-se muito bem com os demais, são determinados e flexíveis. Além disso, a Apae Goiânia oferece condições adequadas ao acolhimento desses indivíduos, proporcionando-lhes a chance de revelarem-se colaboradores competentes e produtivos.

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Complexo III – Chácara do Governador

Centro de Profissionalização Dr. Lincoln Marques da Rocha

Necessidade de mediar a inclusão As exigências altamente competitivas do mercado de trabalho, a possibilidade legal de inserção da pessoa com deficiência intelectual em diversos segmentos empresariais e a necessidade de mediar a inclusão de seus aprendizes, faz com que a Apae Goiânia, por meio do Centro de Profissionalização Dr. Lincoln Marques da Rocha (Ceprolim), trabalhe, desde a sua fundação, em prol da defesa dos direitos dessas pessoas. São vários projetos colocados em prática que objetivam a superação das dificuldades dos deficientes intelectuais para ingressarem no mundo do trabalho e exercerem a sua cidadania, sendo protagonistas da própria história. Em 2011, mais sete aprendizes foram encaminhados para as empresas Panarello Indústria de Medicamentos, M.Martan Enxovais, USE Mobiliário Corporativo e Sicmol Indústria de Móveis. As ações específicas e as metodologias adequadas do Ceprolim, com o desenvolvimento da preparação, integração, informação e colocação no mercado, bem como a sensibilização das empresas e da sociedade para garantir o direito de empregabilidade, estão contribuindo para a superação das dificuldades iniciais e permitindo, na maioria dos casos, a estabilidade no emprego.

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CEPROLIM


Instituto de Diagnósticos e Prevenção (IDP)

Complexo IV – Jardim Goiás

Teste da Mamãe é citado nacionalmente como exemplo positivo de diagnóstico precoce da doença de Chagas Matéria publicada no jornal Correio Braziliense afirma que os exames realizados pelo IDP da Apae Goiânia permitem a triagem de pacientes e o tratamento da doença O jornal Correio Braziliense, de circulação nacional, publicou uma reportagem especial no dia 5 de fevereiro sobre a ocorrência da doença de Chagas no Brasil. Em um trabalho minucioso da equipe de reportagem foi constatado que em vários estados brasileiros, dentre eles Goiás, ainda ocorrem muitos registros da doença. Entre as formas de transmissão, que ocorre por via oral (alimentos contaminados com as fezes do barbeiro ou pela urina e secreção anal de gambás), transfusão de sangue e transplante de órgãos, a doença de Chagas também pode ser transmitida de mãe para filho (pela placenta, por contato das mucosas do feto com o sangue da mãe infectada, na passagem do canal do parto ou pelo leite materno). A matéria do jornal evidencia positivamente o fato de que Goiás é um dos poucos estados do País, que por meio do seu Programa de Proteção à Gestante, em parceria com o SUS, realiza o Teste da Mamãe no Instituto de Diagnóstico e Prevenção da Apae Goiânia com 13 exames que diagnosticam além de Chagas, hepatite B, hepatite C, HTLV, rubéola, HIV, sífilis e toxoplasmose. Exames laboratoriais durante a gravidez têm sido uma das principais formas de descoberta do mal de Chagas por mulheres mais jovens. O Teste da Mamãe, em seus oito anos de existência, já diagnosticou 2,2 mil mulheres. Mais de 1,5 mil passaram por exames e foram triadas para acompanhamento médico no ambulatório de chagas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. A possibilidade de gestantes infectadas transmitirem o Trypanosoma cruzi aos fetos, pela placenta, é de 0,5% a 3%. E as chances de cura dos bebês, que precisam ser monitorados por seis meses, são muito altas. Quanto maior a demora para o diagnóstico, menores são essas chances. Por isso, a importância da realização do Teste da Mamãe realizado em qualquer unidade pública de saúde do estado de Goiás.

Foto: Prédio do Complexo IV da Apae Goiânia no Jardim Goiás

O ciclo da doença O mal de Chagas ou a doença de Chagas é causada por um protozoário, o Trypanosoma cruzi.

Mamíferos silvestres, como 1 hospedeiros do proto-zoário.

gambás e roedores, são

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Os barbeiros não nascem infectados com o Trypanosoma cruzi. São contaminados quando sugam o sangue dos animais que têm o parasita.

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A picada e a sucção no homem ocorrem geralmente durante a noite. Depois de se alimentar, o barbeiro defeca – o protozoário está nas fezes.

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Quando a pessoa se coça, ocorre a infecção. Células próximas são contaminadas. O Trypanosoma cruzi entra na corrente sanguínea e no sistema linfático.

Nos primeiros anos, na chamada fase aguda, a doença é 5 assintomática. Restringe-se à corrente sanguínea. Na faze crônica, os tripanossomas se multiplicam no eixo maior do coração, formando uma fibrose que lesiona o miocárdio. Esôfago e intestino grosso também podem ser atingidos.

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VII Olimpíada Estadual das Apaes Evento que é seletiva para a Olimpíada Nacional será realizado em Anápolis, de 7 a 11 de maio

A Apae Anápolis (GO) realiza de 7 a 11 de maio, com apoio do governo do estado de Goiás e prefeitura municipal de Anápolis, além de organizações privadas, a VII Olimpíada Eatadual das Apaes. O evento é promovido pela Federação Estadual das Apaes com o objetivo de favorecer o desenvolvimento global da pessoa com deficiência intelectual e múltipla e sua inserção social por meio da prática esportiva adequada às suas necessidades especiais. A atividade também promove integração entre atletas, profissionais, dirigentes e famílias apaeanas. As inscrições podem ser efetuadas até o próximo dia 2 de abril, com a relação de todos os integrantes da delegação (atletas, técnicos, dirigentes e acompanhantes) com nome completo, função e uma foto 3X4 para confecção dos crachás. A idade mínima exigida para inscrição nas modalidades individuais (atletismo, natação, tênis de mesa e capoeira) é de 12 anos, completos até 1º de maio de 2012. Para as modalidades coletivas (basquetebol, handebol, futsal, futebol de campo) somente será permitida a participação de atletas com no mínimo 15 anos, completos até o dia 1º de maio de 2012. É importante lembrar que a VII Olimpíada Estadual das Apaes é seletiva para a XX Olimpíada Nacional das Apaes que será realizada no mês de novembro de 2012, em Maringá – PR.

Os jogos serão disputados nas seguintes modalidades: MODALIDADE Atletismo Basquetebol Futebol de Salão Futebol de Campo Handebol Natação Tênis de Mesa Capoeira* * Modalidade de apresentação

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NAIPE Masculino e Feminino Masculino e Feminino Masculino Masculino Masculino e Feminino Masculino e Feminino Masculino e Feminino Masculino e Feminino


Espetáculo Apae Goiânia 2012

“O Pequeno Príncipe” O Pequeno Príncipe é uma adaptação da obra literária de grande sucesso de Antonie Saint-Exupéry e apresenta personagens plenos de simbolismos como o Rei Autoritário, o Homem Vaidoso, o Acendedor de Lampiões, o Geógrafo, a Raposa, a Rosa, o Adulto Solitário, a Serpente, entre outros. A história narra sobre o personagem principal que vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. Tinha também uma rosa de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.

O Espetáculo está programado para o dia 30 de novembro, às 20 horas, no Teatro Rio Vermelho do Centro de Convenções de Goiânia e propõe uma profunda mudança de valores, sugerindo ao expectador que muitas vezes os nossos julgamentos são equivocados e como podem nos levar à solidão. O Espetáculo nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, carregados de preconceitos sobre o que é “diferente”, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos um dia. Profissionais de todas áreas da Apae Goiânia, juntamente com o idealizador da apresentação, Ronei Maciel, já estão completamente envolvidos com a preparação de mais este espetáculo que promete repetir o sucesso das suas edições anteriores.

Nova lei facilita doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente A grande novidade da lei sancionada pela presidente Dilma permite dedução de imposto de renda de pessoas físicas A presidente Dilma Rousseff sancionou, no último dia 18 de janeiro, a Lei 12.594 que, entre outras mudanças, inseriu uma série de novos artigos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069). As alterações trataram especialmente das doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, às quais facilitaram a dedução do Imposto de Renda por parte das pessoas físicas. A grande novidade trazida pela lei é que as pessoas físicas poderão optar pela doação com dedução diretamente em sua Declaração de Ajuste Anual, conforme disposto no Art. 260-A inserido no ECA: “ A partir do exercício de 2010, ano-calendário de 2009, a pessoa física poderá optar pela doação de que trata o inciso II do caput do art. 260 diretamente em sua Declaração de Ajuste Anual”.

A pessoa física não mais precisará efetuar as doações até o dia 31 de dezembro, como era praxe, para informá-las na Declaração de Ajuste Anual do exercício seguinte. Mesmo após encerrado o ano, a pessoa poderá optar por doar parte de seu imposto devido, a ser verificado na elaboração de sua Declaração (abril). Exemplificando, se a pessoa física recolher um imposto de renda de R$ 10 mil no exercício de 2012, e durante o ano tiver feito doações de R$ 300,00 aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, poderá, no momento da Declaração, optar pela doação de mais R$ 300,00 cujo pagamento deverá ser feito até a data fixada para o vencimento da primeira quota do imposto.

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Apae Goiânia Há 43 anos na defesa de direitos e na promoção da qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual e múltipla.



Jornal Apae Goiania - Março12