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Ano 12 - N.º 33

APACI

Abril de 2011

CRL - Acompanhamento Pós-colocação

CEE - Mobilidade na Comunidade

2.

Editorial

3. CEE Mobilidade na Comunidade 4. CEE Sentidos em acção 6. SIP

O desenho Infantil

8. CRL Acompanhamento Pós-colocação 10. CAO Actividades no ultimo Semestre

CFP - Oficina de fornos solares

12. CFP Futsal Oficina de fornos solares

16.

Aniversários

18. SAD Encontros Terapêuticos 19. LR Ceia de Reis Carnaval

20.

Celebração Pascal

CAO - Janeiras 2011

LR - Carnaval

SIP - O desenho Infantil SAD - Encontros Terapêuticos


Vivemos neste momento uma situação extremamente grave a nível nacional. Fruto de uma irresponsabilidade colectiva, fomos gastando mais do que tínhamos e chegámos onde chegamos. E nestes tempos a Acção Social tem um papel demasiado importante para os apoios que recebe. Ao nível da deficiência as coisas ainda pioram. Há já bastante tempo que a Segurança Social não actualiza os apoios ás Instituições. Mas quem serve está já habituado a estas situações. A crise servirá para reforçar a nossa esperança e solidariedade.

A única forma de sairmos desta situação é através do esforço de todos. Mas este esforço não se fará sem dor, sem sofrimento, e só será possível resistir se valorizarmos o espírito de solidariedade para com os outros, e se acreditarmos num futuro melhor.

Esperança e Solidariedade, são valores que pertencem à nossa herança cultural e, não desapareceram do mais íntimo do nosso povo. E serão essenciais para nos fazer dar a volta por cima. Porque na APACI, vamos resistir a mais esta grande provação, como temos resistido a tantas outras ao longo dos anos e vamos dar a volta por cima, precisamos de nos unir e de lançar mãos à obra sabendo que, nos momentos de maior dificuldade, contaremos uns com os outros, e já não com o Estado protector, porque esse já não tem possibilidades para nos ajudar. Mais uma vez vamos mostrar que somos capazes!


CENTRO DE ENSINO ESPECIAL

de transporte público, lanchou numa pastelaria e assistiu a uma exposição e hora do conto na biblioteca. É agradável constatar que de um modo geral, os alunos evoluiram nas competências sociais, demonstrando comportamentos mais assertivos em público, sendo mais confiantes em comunicar intenções, falando em tom moderado. Programaram-se as próximas saídas para os seguintes locais: hipermercado, talho e peixaria. Como actividade de encerramento, é nosso objectivo proporcionar um passeio e convívio no Shopping. A Mobilidade na Comunidade é constituída por um grupo de três alunos, Joel, Catarina e Márcio, orientado pela terapeuta Ana Bárbara.

Com este grupo, pretende-se transmitirlhes o conhecimento e confiança para a sua autonomia pessoal e social e ir de encontro aos gostos e motivações dos nossos alunos.

Semanalmente, os alunos são incentivados e envolvidos no sentido de aprender as funções e características de cada serviço existente na cidade, de simular as possíveis situações que acontecem nesse serviço, de interiorizar e desenvolver capacidades sociais como a assertividade, regras de conduta, normas de segurança rodoviária, … Mensalmente, o grupo desloca-se à cidade onde coloca em acção as aprendizagens propostas. De Setembro a Março, o grupo realizou compras na feira, utilizou o multibanco, andou

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CENTRO DE ENSINO ESPECIAL SENTIDOS EM ACÇÃO A aprendizagem faz-se através dos sentidos. Proporcionando à criança estimulação ao nível dos diferentes sentidos com mais frequência (no cérebro aprende pela repetição), maior intensidade (envolvendo um maior número de canais sensoriais) e maior duração, oferecemos-lhe oportunidades ilimitadas de exercitar suas funções, facilitando o desenvolvimento das suas habilidades e sua aprendizagem. Nessa perspectiva, é importante levar a criança ou o indivíduo a vivenciar.

A criança / jovem com uma lesão no sistema nervoso central apresenta um atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, originando um comprometimento na área motora, sensorial e/ou cognitiva, implicando alterações ao nível de tónus muscular, qualidade de movimento, percepções e capacidade de apreender e interpretar os estímulos ambientais. Muitas vezes, as sequelas dessa lesão tornam-se agravadas pelas dificuldades que essas crianças / jovens apresentam em explorar o meio e em comunicarem com o mundo externo, não conseguindo expressar-se e nem interagirem funcionalmente. Em suma, a lesão cerebral actua como barreira à recepção dos estímulos sensoriais e pode actuar como barreira à resposta motriz em direcção ao exterior. Para contrariar os efeitos dessa lesão existente nos alunos da sala de bem-estar do Centro de Ensino Especial, propusemo-nos a desenvolver o Projecto “Sentidos em acção”. Este projecto vem no seguimento do trabalho realizado no anterior ano lectivo e prevê, para os alunos, a vivência plena de sensações proporcionadas pelos estímulos ao nível dos diversos sentidos (gosto, olfacto, audição,

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térmico, tacto, visão, vestibular, propriocepção), em actividades de carácter afectivo e comunicativo, facilitando a socialização/interacção com os colegas e adultos e o intercâmbio com outras realidades escolares e com o meio envolvente. As actividades já desenvolvidas exploraram: o tacto (manipulação de diferentes tipos de texturas, massagens corporais com cremes, óleos e parafina); o térmico (contacto em diversas partes do corpo com materiais com diferentes temperaturas – parafina, gelado, balão de água, etc); o gosto (degustação de diversos alimentos com diferentes sabores, texturas e temperaturas – gelado, chocolate quente, chantilly, doces da época, etc); a audição (auscultação de diversos instrumentos musicais e coros – concertina, viola, caixa de música, Grupo Adonai, cantar as janeiras, etc), o olfacto (cheirar diferentes odores – óleos essenciais, especiarias, etc); a visão (visualização de focos luminosos, mobiles, imagens de computador, espuma no espelho, etc); o vestibular (movimentação na meia-lua, meia roda, colchão de água, etc); e a propriocepção (manuseamento de barro, digitinta, espuma de barbear, etc). Nalgumas destas actividades procurou-se fomentar a socialização através do contacto com os restantes alunos e adultos do mesmo centro, da instituição onde nos inserimos e de outras escolas ou meio envolvente. Neste caso, recebemos um adolescente da vizinhança, que se prontificou a tocar


CENTRO DE ENSINO ESPECIAL concertina no CEE, um grupo de alunos do Jardim de Infância de Roriz que veio representar um teatro e cantar e o Grupo Adonai que veio cantar músicas de Natal. Também fomos diversas vezes à sala de estimulação e de snoezelen, em S. Veríssimo, o que proporcionou uma mudança de ambiente e o contacto com algumas pessoas diferentes do dia-a-dia, visita à Casa da Música, no Porto, a uma fábrica de velas e saídas esporádicas acompanhando os alunos de marcha autónoma, como foi o caso da visita à Catarina que se encontrava na Colónia, na Apúlia.

Todo o trabalho realizado com este grupo de alunos tem-se evidenciado proveitoso, no sentido de que ao vivenciarem experiências significativas e diversificadas, aumentaram a possibilidade de construir novas respostas e despertar um comportamento adaptativo, com vista ao pleno desenvolvimento do seu potencial e melhoria da sua qualidade de vida. "O saber "entra" pelos sentidos e não somente pelo intelecto". (Frei Betto)

Ana Pereira (Educadora de Infância)

“Vi um novo céu e nova Terra” “Vinde a mim” João! Tu já vives nesse novo Céu e nessa nova Terra, onde não há luto nem dor. E bendizes a Deus, que é Pai, porque Deus revela-se aos simples, aos humildes, aos pequeninos no dizer do Evangelho. Não terei muitas palavras a dizer. E mais que as palavras são a presença, as atitudes, a vida. Mas o Homem comunica com palavras. E a primeira palavra é para os teus pais, irmãos, familiares e amigos, porque tu nos deixas, e eles precisam de palavras de estima, de amizade, de apoio, de solidariedade humana e cristã. O João não precisa dos nossos sufrágios, mas precisamos nós que ele na sua comunhão com Deus interceda por todos. Contrariamente à opinião de muitos Sábios e de toda a Ciência, devo afirmar que “quem nasce, nunca morre!”. João a tua ausência provoca tristeza, mas estamos conscientes de que a nossa separação não é para sempre. Para sempre é muito tempo e o tempo não pára. Só a saudade é que tem o dom de fazer as coisas pararem no tempo. E podemos definir a saudade como uma forma de zelo, cuidado, a prova fundamental da falta que já estamos a sentir de ti. Essa palavra bem portuguesa, a saudade, é sempre boa, mesmo quando dói e não se apaga mesmo que outra pessoa tente ocupar o seu lugar vazio. Assim te lembramos que o teu lugar permanece dentro de cada um de nós. Agradecemos a Deus a oportunidade de te ter conhecido. És a lembrança gravada de forma perene dos pequenos e grandes factos da nossa história. João, estarás eternamente connosco. Não precisas dos nossos sufrágios, mas precisamos que intercedas por nós, e leva uma saudação amiga dos pais, dos irmãos, da família, do pároco, dos amigos, ao teu Deus e nosso Deus, ao teu Pai e nosso Pai. João, não te esqueças de ninguém! Homilia do Funeral do João P. Albino Faria, 29/03/2011

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O DESENHO INFANTIL O desenho é de uma actividade que favorece a imaginação, de fácil acesso e agradável para a maioria das crianças. Permite uma interacção positiva com a criança, dá-lhe liberdade, e raramente a criança recusa. A idade privilegiada situa-se entre os quatro e os onze anos. O desenho atravessa várias fases na sua execução consoante o desenvolvimento da criança: Realismo Fortuito A primeira fase surge por volta dos dezoito meses e é denominada de Realismo Fortuito. O desenho é desprovido de significado. A criança desenha apenas pelo prazer motor que lhe dá e pelo prazer dos resultados que surgem na folha de papel. Se o adulto perguntar à criança o que ela desenhou, ela dá-nos sempre uma resposta em função da sua fantasia momentânea. Por exemplo, a criança desenhou um círculo; “o que é que desenhaste? 1 bolo. Passado algum tempo, diz-nos que desenhou uma roda.

Realismo Falhado A segunda fase, situada entre os dois e três anos, é apelidada de Realismo Falhado. Já aparece desenhos com estruturas mais definidas (já faz linhas horizontais, verticais e paralelas). O desenho pretende ser realista, mas não consegue sêlo por motivos físicos (a criança ainda não controla os movimentos gráficos) e de ordem psíquica (a atenção é muito descontínua). das proporções dos desenhos. É frequente ver desenhos com braços e cabelos maiores que o corpo. Podem surgir figuras um pouco estranhas, com as pernas ao lado do corpo ou os olhos deslocados. A criança ainda não consegue ter em conta as posições dos elementos do desenho.

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Realismo Intelectual O Realismo Intelectual desenrola-se a partir dos três anos e prolonga-se até aos seis a sete anos. Nesta fase, para a criança, um desenho realista é aquele que contem todos os elementos que ela imputa a esse objecto. Podem surgir transparências como meio de representar elementos não visíveis. As casas irão ter paredes transparentes para deixar que os móveis e os moradores sejam visíveis. Nas figuras humanas, há misturas de perspectivas: a cabeça de perfil e o corpo e braços de frente e pernas de perfil. É importante estimular o desenho, mas sem observações contraproducentes, que poderão cortar a espontaneidade e criatividade da criança.

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CENTRO DE RECURSOS LOCAL Acompanhamento Pós-colocação:

O Serviço de Acompanhamento Pós colocação da APACI enquadra-se no âmbito da Tipologia 6.3 “Apoio à Mediação e Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade” Eixo 6 “Cidadania, Inclusão e Desenvolvimento Social” do Programa Operacional Potencial Humano (POPH). Visa a manutenção no emprego e a progressão na carreira das pessoas com deficiências e incapacidade e o apoio técnico às entidades empregadoras e aos candidatos a emprego, bem como aos que pretendam criar o seu próprio emprego, designadamente, ao nível da criação de condições de acessibilidade, de adaptação do posto de trabalho e de apoio à reorganização do processo produtivo no inicio da sua actividade. São destinatários do acompanhamento pós-colocação trabalhadores com deficiências e incapacidade, por conta própria ou de outrem, colocados pelo centro de emprego, directamente ou através dos centros de recursos, e que necessitem de apoio para a manutenção ou progressão no emprego, desde que encaminhados pelos centros de emprego. São também destinatários do acompanhamento pós-colocação os trabalhadores nas condições referidas no número anterior, auto-colocados ou cuja colocação tenha ocorrido na sequência de processo de formação, desde que solicitado ao centro de emprego pelo próprio, pela entidade empregadora ou formadora. Actualmente este serviço acompanha 34 beneficiários. Dos beneficiários que o serviço acompanha, quatro foram contratados no passado mês de Janeiro. Estes contratos são o culminar de todo o trabalho desenvolvido pelo Centro de Formação Profissional da APACI no âmbito da integração sócio profissional de pessoas com deficiência.

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Depois do período de formação em posto de trabalho realizado nas empresas, os formandos Ana Rita Peixoto Silva, Andreia Filipa de Sá Ribeiro, Maria de Fátima Azevedo Pedrosa e Pedro Manuel Vale Sousa assinaram com grande satisfação no mês de Janeiro o seu primeiro contrato de trabalho

Mais uma vez, a APACI agradece a preciosa colaboração das Empresas:

Jumbo – Companhia Portuguesa de Hipermercados, S.A, Espaços Miranda – Mobiliário e Decoração, Lda Dr – Limpezas, Lda, Casa do Povo de Alvito S. Pedro

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CENTRO DE ACTIVIDADES OCUPACIONAIS Atividades do Centro de Actividades Ocupacionais Atendendo ao Plano Anual de Actividades da APACI, o Centro de Actividades Ocupacionais promoveu uma série de atividades que contribuem para o desenvolvimento de competências dos seus clientes bem como para a sua inclusão na sociedade.

Janeiras 2011 No primeiro mês de cada ano é tradição os clientes do CAO visitarem as empresas e particulares que colaboram com a APACI durante o ano, alegrando-as com canções relativas à temática das “ Janeiras”. Este ano não foi excepção e entre os dias 1 e 14 de Janeiro, o grupo percorreu várias freguesias do concelho cantando e tocando com vários instrumentos de percussão tradicionais para embelezar as melodias. O carinho de todas as entidades e particulares foram evidentes, por isso agradecemos a todos a amabilidade!

GNR visita CAO No âmbito da actividade de Auto representação, foram abordados temas como as funções da Guarda Nacional Republicana e a sua actuação, principalmente na via pública. Na tarde do dia 8 de Fevereiro, o Chefe Pinto (1º Cabo da GNR de Barcelos),

responsável pela Escola Segura, aceitou o convite da APACI para uma sessão de esclarecimento. O grupo assistiu a uma apresentação multimédia e experimentou vários utensílios utilizados nas funções desta actividade, como por exemplo, objectos utilizados na prevenção rodoviária e na protecção dos profissionais.

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Dia dos Afectos O dia de S. Valentim é comemorado no CAO, através do dia dos afectos. Nos dias 14 e 15 de Fevereiro, alguns clientes e funcionários visitaram várias instituições públicas e particulares, que durante o ano colaboram com a APACI e ofereceram uma lembrança realizada no CAO, como forma de agradecimento por essa colaboração.

Hora do Conto e as Aventuras da Rita O projecto Hora do Conto, teve início em Janeiro e trata-se de uma actividade dedicada às crianças do Ensino Pré-Escolar e do 1º ciclo, de carácter lúdico mas também didáctico, onde um dos nossos clientes, o Simão Lopes, com o auxílio de uma projecção multimédia com imagens e de fantoches, é o narrador de contos infantis, que o próprio escreveu e ilustrou. No final de cada narração, os alunos podem desfrutar da pintura de ilustrações alusivas às histórias. A hora do conto é dinamizada na Biblioteca Municipal de Barcelos e nas escolas do concelho. Este projecto faz parte de um protocolo realizado com a Câmara Municipal de Barcelos, para divulgar as capacidades criativas dos nossos clientes, junto do público infantil. As escolas interessadas podem contactar a Biblioteca Municipal para marcações. A adesão tem sido bastante positiva e As Aventuras da Rita narradas pelo Simão, estão a ficar conhecidas, de tal modo que a edição das suas histórias em livro poderá estar para breve.

Projecto Artesãos de Barcelos Desde Janeiro que o CAO está a dinamizar um novo projecto na área das artes plásticas. Tal como no projecto de pintura anterior “Duas Mãos Um sentimento”, a APACI está a convidar vários artistas do concelho, desta vez especialistas na arte do barro, para colaborar com os nossos clientes numa obra a duas mãos. Ao longo do ano, os clientes poderão visitar as oficinas e ateliês dos artesãos, para vivenciar um contacto mais directo com estes. Os temas a trabalhar são diversificados, passando por cenas do quotidiano até épocas temáticas. No final do ano esperamos ter uma serie de peças que farão parte de uma exposição a divulgar. A adesão dos artesãos está a ser elevada e as experiências enriquecedoras para ambos.

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CENTRO DE ACTIVIDADES OCUPACIONAIS Visita ao Diversidartes Itinerante O CAO participou recentemente no concurso de Artes Diversidartes, organizado pela Rede Social de vários concelhos do norte do País, inclusive Barcelos. A APACI ganhou uma Menção Honrosa nas áreas da Música e Pintura. No dia 2 de Março, o grupo de clientes da Actividade de Competências Pessoais e Sociais visitou a exposição de Pintura e Desenho resultante deste concurso, patente até ao dia 16 de Março na ESAF (Escola Secundária Alcaides de Faria), que esteve em itinerância pelos vários concelhos desde o término do concurso.

Carnaval 2011 O carnaval da APACI, foi festejado no CAO, na tarde do dia 4 de Março, com a participação especial de clientes do Apoio Domiciliário e Centro de Ensino Especial, assim como funcionários e membros da Direcção da Instituição. A alegria característica desta data esteve sempre presente durante os festejos, através das máscaras originais dos clientes e funcionários da instituição, da música, da dança, dos jogos e brincadeiras habituais. Para o ano haverá mais animação, certamente…

CAO participa na 7ª Mostra de Arte Jovem O Grupo de Pintura do CAO, participou pela quarta vez consecutiva, na Mostra de Arte Jovem de Barcelos, organizada pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos. Este concurso valoriza os talentosos artistas do nosso concelho. O tema este ano é Barcelos – Minha Cidade e a APACI participou na área da pintura, com uma tela intitulada Barcelos, que enaltece os vários monumentos de Barcelos. A exposição dos trabalhos a concurso está patente ao público na Casa da Juventude de Barcelos e na Sala Gótica da Câmara Municipal de Barcelos entre 24 de Março e 3 de Maio.

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APACI – BARCELOS FUTSAL

1ª ETAPA VENCIDA

GOLOS ATRÁS DE GOLOS Jogadores: Tiago Gonçalves nº1 Sérgio Barbosa nº2 Margarida Moutinho nº 3 Rui Fernandes nº 4 Vítor Carvalho nº 5 Hugo Pinheiro nº 6 Diogo Araújo nº 8 Paulo Azevedo nº 9

Treinadoras: Judite Coelho Natália Fernandes

Rui Maia nº 12

A ANDDI – PORTUGAL, organizou no passado dia 2 de Março, com o apoio do associado APACI – BARCELOS, a “5ª JORNADA DO CAMPEONATO NACIONAL ADAPTADO DE FUTSAL”, no Pavilhão de Barcelos, entre as 10.00 e as 13.00 horas. A equipa APACI – BARCELOS chegou e venceu esta primeira fase. Mantém-se na disputa pelo título e volta a jogar no dia 30 de Março em Penafiel. Não perca de vista esta grande equipa!

ENTREVISTA À EQUIPA 1. Quanto tempo tiveram de preparação para o Campeonato? Para nos preparamos para o Campeonato tivemos dois jogos de treino bem intensos, desde já, um muito obrigado às nossas treinadoras. 2. Quais foram os melhores momentos do Campeonato? O primeiro jogo contra a equipa de Felgueiras e que ganhamos por 8-0. Outro grande momento foi no último jogo, contra a equipa de Penafiel, estávamos empatados a um golo e tivemos de ir a penaltis, o nosso guarda-redes defendeu três penaltis seguidos e nós marcamos três golos, acabamos por ganhar o jogo por 4-1, foi um momento de grande emoção, até lágrimas nos caíram pelo rosto abaixo. 3. Qual foi o momento menos feliz dos dois jogos? Quando o Penafiel marcou o golo do empate 1-1 e quando o nosso guarda-redes teve que sair de campo porque estava lesionado na cara. 4. Como se entenderam em equipa? Dêmo-nos sempre bem, estávamos todos concentrados e a pensar na vitória.

5. Qual foi o jogo mais marcante? Foi o jogo contra o Penafiel porque foi o que nos deu a vitória. Era uma equipa forte e foi difícil ganhar. 6. Quem foi o maior goleador da equipa? O maior goleador foi o jogador Diogo Araújo com 5 golos marcados. 7. Quem foi o jogador mais forte em campo? O jogador mais forte em campo fomos todos, porque jogamos todos com uma intenção, dar o melhor de nós. 8. O árbitro foi justo na sua arbitragem? O árbitro foi sempre justo, não via só para um lado, tinha em conta as duas equipas. Entrevistadora: Marta Martins Entrevistados: Equipa APACI-BARCELOS Futsal

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Oficina de fornos solares O centro de formação profissional promoveu, junto dos seus clientes e colaboradores, uma oficina de fornos solares. Esta iniciativa ocorreu no dia 10 de Março e contou com a preciosa colaboração da Drª Ana Cristina Costa, Presidente do núcleo da Quercus de Braga.

A construção do nosso forno solar de “caixa”

Como Construimos?

Após a explicação do funcionamento dos fornos solares e a realização de experiências para observar a importância da cor e dos materiais na absorção das radiações, os formandos foram divididos em 3 grupos para realizarem o seu próprio forno.

1-A tampa da caixa aproveita-se para fazer a porta e o painel de reflexão da luz

Material necessário - Caixa de cartão com tampa ( exºcaixa de resmas de papel A4) -Papel de alumínio ou de “pratas” de chocolate -Cartolina preta -Película de papel celofane - Fita-cola forte -Paus de cana de bambu, de espetadas, ou de talheres chineses - cola resistente a esferovite -recipiente negro para alimentos

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2-Une-se a tira da tampa à caixa, ,pelo lado mais alto da caixa, utilizando cola para fixar. 3-Forra-se o interior da caixa com placas de esferovite e folha de alumínio, as paredes laterais, e o fundo com cartolina preta, colando com cola resistente à esferovite.As bordas da caixa forramse com fita cola.


4-Cobre-se a zona interior da tampa com o papel de aluminio e cola-se . 5-Coloca-se um pau de cana de cada lado da caixa, por fora, segurando-os à tampa para que esta possa inclinar conforme a direcção da radiação. 6-Depois de se pôr dentro do forno o recipiente com os alimentos a cozinhar deverá isolar-se a parte de cima da caixa com papel celofane ( ou com vidro à medida).

Fornos solares realizados pelos 3 grupos de formandos

7-Havendo mais cartão, dever-se-á colocar mais abas laterais coladas à boca do forno, aumento a áera de recepção e encaminhamento de radiação para o foco.

Forno solar construido por um dos grupos

No final do dia houve um lanche onde saboreamos as pizza, maçãs e peras cozidas nos nossos fornos solares . Observação da temperatura da água - Resultados da experiencia: Temperatura da água: Branca 1: 34,3ºC: Preta 2 :56,8 ºC; Preta tapada: 60,3 ºC; Preta em cartão: 45,7 ºC

Os vencedores, com a realização do forno mais eficiente, foram: Ana Carlos , Paula Carvalho, Cristiano Lima e a Engenheira Custódia Gonçalves.

Confecções Quinhamar, Lda. Lugar de Fraião - T. S. Veríssimo • 4750 BARCELOS

Super Talho de São Marcos Braga

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Lista de Aniversários dos Elementos da Direcção e Colaboradores Nome

Lista de Aniversários dos formandos do CFP

Mês

Dia

Nome

Andreia Cristina Pinheiro Leite - CRI

Janeiro

02

Joana Elvira Vilas Boas de Sousa - CAO

Janeiro

Marta Raquel Bastos Martins - CFP

Mês

Dia

Marina Figueiredo da Silva Lima

Janeiro

05

03

Marta Sofia Ferreira Pedrosa Gomes de Campos

Janeiro

21

Janeiro

03

Maria do Rosário Sousa Coelho

Janeiro

28

Armandina Loureiro Mota - CAO

Janeiro

05

Carla Raquel de Barros Alves - CRI

Janeiro

05

Sérgio Filipe da Silva Barbosa

Fevereiro

10

Ana Cristina da Cruz Bárbara - CEE

Janeiro

09

Carlos Miguel Campos Gandra

Fevereiro

12

Joaquim Venâncio Brito Pedrosa - CFP

Janeiro

17

Miguel Joaquim Matos dos Santos

Fevereiro

16

Susana Paula Silva M. Fernandes Gonçalves - CEE Janeiro

18

Ana Paula Gonçalves C. Pereira - CAO

Janeiro

20

Margarida Moutinho de Carvalho

Março

03

Maria Rosa Sousa da Silva - SAD

Janeiro

21

Eliana Marina Gomes Gonçalves

Março

06

Natália Patrícia Macedo Fernandes - CRI

Janeiro

27

Jorge Bernando Machado Martins

Março

06

José Manuel Mendes Pereira - Serv.Administ.

Fevereiro

12

Patrícia Manuela Sousa Senra

Março

25

Sónia Paula de Castro Reis- SAD

Fevereiro

12

Maria de Fátima Marques Varela

Março

28

Maria Goreti Silva - CAO

Fevereiro

15

Maria Amélia F. da Silva Azevedo - Direcção

Fevereiro

20

Maria Fernanda Alves Torres - SAD

Fevereiro

22

Maria Júlia Correia Martins - Direcção

Fevereiro

23

Carina Sofia Correia Leite - SIP e CEE

Fevereiro

27

Manuel Augusto Martins Fernandes - Direcção

Março

04

Carla Maria Gomes Fernandes Lopes - CAO

Março

08

Manuel Correia Morais - Serv. Administ.

Março

12

Maria Dias Lima - SEDE

Março

Maria José Carvalho Araújo Silva - CEE Alexandra Isabel Rego Araújo - Serv. Administ.

Lista de Aniversários dos utentes do SAD Nome

Mês

Dia

Rosa Carvalho Fonseca

Janeiro

10

Maria da Purificação Fernandes Silva

Janeiro

18

14

Maria Adélia Sousa Cardoso-

Janeiro

24

Março

17

Constância Gomes Azevedo

Janeiro

25

Março

19 Laurinda de Sousa Peixoto Silva Caseiro

Março

21

António Martins Oliveira

Março

25

Carlos Alberto Gomes Pereira - CAO

Abril

04

José Fernando Gomes da Cunha - CEE

Abril

04

António Jorge Silva Ribeiro - Coord. Geral

Abril

07

Delfim Carvalho Cortês

Abril

04

Lucinda Dias Duarte Barbosa - CEE

Abril

07

Rosa de Jesus Dias Lourenço

Abril

08

Elisabete Maria Miranda Martins - SIP

Abril

23

Manuel Ferreira

Abril

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Lista de Aniversários dos utentes do CAO

Lista de Aniversários dos utentes do SIP

Mês

Dia

Nome

Mês

Dia

Carlos Gabriel Miranda Macieira

Janeiro

11

Gabriel Lopes Brás

Janeiro

6

António José da Silva Mendes

Janeiro

21

Mara Isabel Coelho Martins

Janeiro

15

José Manuel Portela Figueiredo

Janeiro

24

Rafael Barros Fernandes

Janeiro

21

Sónia da Conceição Dias Campos

Janeiro

31

Beatriz Assunção

Janeiro

23

Bruno Miguel Esteves Coelho

Fevereiro

05

Beatriz Ferreira Ramos

Fevereiro

7

Rosa Maria Leal de Faria

Fevereiro

08

Marisa Rafaela da Silva Peixoto

Fevereiro

12

Sónia Isabel da Silva Rodrigues

Fevereiro

09

José Pedro Lopes Araújo

Fevereiro

17

Cláudio Roberto Ferreira Coelho

Fevereiro

11

Nuno Miguel Fernandes Queirós

Fevereiro

26

Maria de Lurdes Barbosa Rodrigues

Março

02

Tiago Silva Castro

Março

10

Simão Pedro Pereira Oliveira

Março

16

Carlos Rafael Alves Gomes

Março

16

Rui Filipe Martins Ferreira

Março

29

André Filipe Ferreira Eiras Azevedo

Março

29

Igor Rafael Gomes Salgado

Abril

08

Francisco Enxuto

Abril

13

Bruno Daniel Rodrigues de Sousa

Abril

13

Diogo Miranda Gomes Arezes

Abril

19

João Paulo Loureiro Vilas Boas

Abril

17

João Pedro Evaristo Barros

Abril

21

Nome

Lista de Aniversários dos utentes do CEE Nome

Mês

Dia

Janeiro

06

Nádia Catarina Rodrigues Silva

Fevereiro

26

Márcio Rafael Ramos Peixoto

Abril

17

Ruben Filipe Sousa Lopes

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Encontros Terapêuticos O Serviço de Apoio Domiciliário tem desenvolvido um novo projecto com os seus clientes denominado “Encontros Terapêuticos. Os encontros terapêuticos caracterizam-se como sessões de grupo, destinados a clientes do serviço de apoio domiciliário. Este grupo é, actualmente, constituído por 12 clientes autónomos, que se reúnem cerca de 2 a 3 vezes por mês. Estas sessões de grupo foram desenvolvidas com o objectivo de responder a necessidades e prioridades manifestadas por este grupo específico. Para além disto, visam também promover uma oportunidade de socialização, interacção e de criação de relações entre os clientes do grupo. As actividades desenvolvidas nos encontros terapêuticos são bastante diversificadas, englobando desde actividades de movimento, nas quais a motricidade global e outras competências são estimuladas, até actividades mais direccionadas para a partilha de experiências e vivências dos diferentes elementos do grupo. Em suma, os encontros terapêuticos procuram fomentar o leque de actividades experenciadas por esta população, para que estas de alguma forma contribuam para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos nossos clientes.

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LAR RESIDENCIAL Ceia de Reis No dia 07 de Janeiro decorreu, no Lar Residencial, a tradicional Ceia de Reis, isto porque, é uma actividade que tem vindo a ser dinamizada em anos anteriores, sendo um momento de convívio de bastante agrado dos clientes. Nesta Ceia de Reis, o prato principal é batatas com bacalhau e boa disposição. No final, comem-se os tradicionais doces de Natal, não faltando o bolo-rei. É também nesta festa que se realiza a troca de prendas, contrariando a tradicional troca de prendas que ocorre na noite de Natal.

Festa de Carnaval Os clientes do Lar Residencial participaram na Festa de Carnaval organizada pelo C.A.O. (Centro de Actividades Ocupacionais) que decorreu no dia 4 de Março. Para participarem nesta actividade, os clientes usaram máscaras gentilmente emprestadas pelo C.E.E. (Centro de Ensino Especial) da Instituição. Já na terça-feira de Carnaval, os clientes do Lar Residencial foram assistir ao tradicional desfile organizado na Cidade de Barcelos.

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Elas são… mais Elas, pessoas com deficiência, «clientes» ou não de uma instituição, olhados como «menos». Elas, de facto, são «mais». Há um olhar sobre as pessoas. Um olhar catalogador: de um lado ficam os normais; do outro, os outros, os não-normais ou anormais. Assim, aquele ou aquela que não atinge a «norma» passa a ser um «diminuído», um «deficiente», um «anormal». De facto não chegou à «norma», não atingiu a fasquia. E, dentro da «normalidade» do nosso olhar, vamos classificando os «coitadinhos», a «má sorte», o «peso familiar». E até as «despachamos» para que outros cuidem delas. Numa tentativa de «institucionalizar» os afectos. Pobres de nós. E da nossa normalidade, da nossa fasquia. Quem nos deu o direito deste olhar altivo, que diminui uns tantos, a quem se tolera a existência? Pobres de nós, que não conseguimos chegar mais longe! Porque a realidade é bem diferente: elas são pessoas e são mesmo «especiais». Porque fugindo às «normas» dos ditos normais, conseguem ser uma permanente provocação ao nosso egoísmo, aos nossos conceitos de felicidade, à nossa ânsia de ter e de atirar para o ter a condição da felicidade. Não gostamos que nos provoquem, que nos descalcem das nossas seguranças. E ei-las que o fazem com toda a naturalidade, no meio de gritos e de sorrisos, numa doçura ou numa impetuosidade que nos confunde, sem máscaras ou condicionamentos ao politicamente correcto. Ao falar do olhar sobre a morte, o Livro da Sabedoria (cap. 3) chama insensatos aos que olham apenas pelas aparências, aquele olhar superficial dos olhos humanos. É que não conseguem penetrar no mistério do ser humano, do coração e dos afectos, negando-se a uma visão transcendente. Hoje, misturado com um olhar assistencial como direito dos «diferentes», surge um olhar «insensato», que não reconhece uma felicidade que não atingimos ou não entra nos nossos cânones, uma felicidade só notada a partir da abertura ao transcendente, àquilo que está para além de nós. Essa abertura ao transcendente, a Deus, conduz ao acolhimento da diferença como dom e riqueza. Sim, o olhar humano precisa de se tornar divino para perceber e aceitar que «elas são mais» do que nós, que «temos mais»: saúde, inteligência, dinheiro. Elas são… nós temos. Elas são ricas porque «são»; nós somos pobres porque «temos» e nunca temos o suficiente. Logo, elas são «mais» e nós somos «menos».

Nós, os considerados normais, temos muito a aprender com as pessoas com deficiência: afinal, que bom seria cruzar com elas no nosso quotidiano, para agradecermos o dom da vida e da saúde, louvarmos aqueles que se dedicam a elas e aprendermos os sorrisos doces, de que tanto precisamos! P. Abílio Cardoso, Prior de Barcelos (Reflexão a partir da celebração pascal dos jovens e adultos da APACI)

BRILHO DO SOL - ABRIL 2011  

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