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ESTRUTURA ASSOCIATIVA 05

MENSAGEM DO PRESIDENTE 06

EQUIPA AORP 07

ATIVIDADES AORP 08

CONTAS DE EXERCÍCIO 16

ANEXO 24

PARECER CONSELHO FISCAL 37


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DIREÇÃO EFETIVOS

SUPLENTES

ASSEMBLEIA GERAL

CONSELHO FISCAL

CONSELHO GERAL

EMPRESA

REPRESENTANTES

Delfim Pires Marinho Alves & Filho, Lda.

Nuno Marinho

Fernando Rocha Joalheiros, S.A.

Fernando Rocha

Ilídio dos Santos Galeiras, Lda.

António José Galeiras

J. Borges de Freitas, Lda.

Ana Freitas

Manuel Alcino & Filhos, Lda.

Manuel Alcino

Ouronor, Lda.

Álvaro Fernandes de Freitas

Ourivesaria Martins do Vale Irmão, Lda.

Paulo do Vale

Minúcias Joias Unip. Lda.

Ana Margarida de Carvalho Rebelo

Manuel Rodrigues de Freitas - Ouriv. Freitas

Manuel Rodrigues de Freitas

Fernando Martins Pereira, Lda.

Rosário Neves

Jorge Silva, Lda.

Isabel Silva

António da Cruz Moutinho & C.ª, Lda.

António da Cruz Moutinho

Manuel Fernando da Rocha Unip. Lda.

Nuno Rocha

Ouropa - Pedro Rosas, Lda.

José Manuel Marques

R. L. Antunes, Lda.

Luís Antunes

Afonso & Afonso, Lda.

Joaquim José Afonso

Bruno da Rocha, Unipessoal, Lda.

Bruno da Rocha

Monseo - Rui Viera Joalheiros, S.A.

Manuela Vieira

Finogold, Com. e Ind. Ourivesaria, Lda.

Rui Castro

José Cândido Cruz, Lda.

Paulo Cruz

Tochas Representações, Lda.

Bruno Tochas

Casimiro Coelho, Ind. e Com. de Joias, Lda.

Casimiro Coelho

Maria Elisabete dos Santos

Elisabete dos Santos


Entregamos aos associados as contas do ano passado. E fazemos este exercício com o maior prazer e sentido de dever cumprido. A dinâmica que imputámos à associação lá atrás, revela-se agora. A imposição de uma estratégia leva tempo, mas os seus efeitos vão-se recolhendo. Os resultados positivos sucessivos permitem-nos continuar a trabalhar em prol da nossa ourivesaria, cada vez com mais ferramentas e com um posicionamento mais forte. Os objetivos cumpridos, a casa arrumada, a confiança das nossas empresas e dos de fora animam-nos, mas criam, no entanto, mais responsabilidade nos passos seguintes. Este é um setor de grande tradição. Defendemos um símbolo da nação, com características portuguesas. O ouro português, filigrana portuguesa, os ourives de Portugal, são de quem somos. E essa é uma herança que nos orgulha e nos move. Estes valores são os que temos que maximizar e apresentar aos mercados estrangeiros, quer pela via das exportações, quer pelo turismo que acolhemos. A época de dificuldades financeiras não pode tolher o desenvolvimento dos nossos negócios, antes impõe-nos mais inovação, criatividade e espírito de superação. É isto que muitos setores estão a fazer, e muitas empresas da nossa ourivesaria já fizeram. É este o mote que promovemos na associação. A AORP desenvolve projetos que auxiliam as empresas a modernizar os seus negócios. Somos um verdadeiro parceiro dos empresários deste setor. Temos soluções, apontamos percursos, ajudamos a definir estratégias. Somos mais fortes junto dos nossos associados porque contamos com eles. O presente relatório de atividades permite perceber o nosso trabalho, e as contas do exercício o rigor na gestão que nos conduziu à apresentação de resultados positivos, no seguimento daqueles que apresentamos já no ano de 2011 e 2012.

Com as melhores saudações associativas, Manuel Alcino Moutinho Presidente de Direção


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FÁTIMA SANTOS Secretária Geral

fatima.santos@aorp.pt

PATRÍCIA LOPES

SÍLVIA RAMOS

Departamento Financeiro

Departamento Financeiro

patricia.lopes@aorp.pt

ramos.silvia@aorp.pt

SÍLVIA SILVA

MIRIAM AMARAL

Departamento COMUNICAÇÃO E IMAGEM

Departamento JURÍDICO

miriam.g.amaral@aorp.pt

silvia.silva@aorp.pt

CÉLIA SOUSA Departamento ADMINISTRATIVO

celia.sousa@aorp.pt


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Página a página, vamos contando e relembrando o que a AORP construiu ao longo do ano de 2013. Não poderíamos ser aqui exaustivos, concentrar-nos-emos apenas nos pontos altos que aqui merecem destaque, porque marcam a atividade da associação e do setor.


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* PROJETO GOLD WIN TOGETHER O projeto GOLD WIN TOGETHER foi promovido pela AORP, durante os anos de 2012 e 2013 e enquadrou-se no aviso 02/SIAC/2011 que convidou à apresentação de candidaturas para a obtenção de financiamentos aos programas e ações coletivas, na tipologia de “Internacionalização e outros fatores de competitividade para as PME”. Tem como objetivo estratégico gerar crescimento e rentabilidade sustentável no setor da ourivesaria nacional a médio e longo prazo. A curto prazo a candidatura apresentada pretendia atuar sobre os fatores-chave da competitividade setorial, relacionados com a gestão do produto, incidindo diretamente na criação de especialização relacionada com a criação e gestão de conhecimento, criatividade e inovação e com a valorização da imagem conjunta no mercado internacional. Surgiu da necessidade de lançar no terreno iniciativas para consolidar os progressos realizados, induzindo ao mesmo tempo a melhoria contínua nas práticas. O setor deve mostrar a mudança de forma marcante e impactante de forma a despertar o interesse do mercado e dos agentes mais dinâmicos. O novo paradigma que tem vindo a desenhar-se nos últimos anos, baseado na introdução de conhecimento, inovação e melhoria contínua no acesso ao mercado deve consubstanciar-se e espalhar-se. Este projeto incidiu no apoio institucional (top-down), que produz externalidades a partir de efeitos de arrastamento e ganhos na rentabilidade empresarial.

ATIVIDADES DE PROMOÇÃO E APOIO NAS FEIRAS E SALÕES DE PROMOÇÃO SECTORIAL EM FRANÇA, ESPANHA E ALEMANHA Durante 2013 foram concretizadas as 4 ações previstas nos 3 mercados alvo indicados. O calendário promocional consolidado na campanha Portuguese Jewellery Shaped with Love ficou definido da forma seguinte: 18 a 21 de janeiro 2013- Feira Bijorhca /Eclat de Mode (França) 22 a 25 de fevereiro 2013 - Feira Inhorgenta (Alemanha e mercado germanófilo) 05 a 08 de julho 2013 - Feira Bijorhca /Eclat de Mode (França) 17 a 19 de outubro de 2013 – Feira Joya Barcelona (Espanha) As ações de promoção organizadas contaram com um espaço de exibição onde foi apresentada a nova imagem e marca do Made in Portugal, bem como com uma seleção do melhor da oferta nacional. A campanha provocou o interesse de profissionais e compradores internacionais, presentes nos eventos. De entre as opiniões recolhidas destaca-se o interesse pela iniciativa institucional e pela imagem criada, assim como pela abrangência e riqueza de estilos das peças em exibição. Através da iniciativa, a divulgação da marca foi amplamente conseguida nos mercados visados. Foram exibidas peças de 36 empresas/marcas nacionais (47 diferentes participações). A iniciativa serviu ainda para apoio de ações individuais de outras empresas que se realizaram durante os eventos visados pelas iniciativas do projeto (18 empresas durante 34 participações em feiras).


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PORTAL PORTUGUESE JEWELLERY.PT Com o objetivo de reforçar a presença digital da marca Portuguese Jewellery Shaped with Love, foi criado em 2013 um portal específico, www.portuguesejewellery.pt, como portal de promoção da ourivesaria portuguesa no internacional e também da campanha. A plataforma online foi lançada com um enfoque na promoção internacional, mas com especial relevância para os mercados mais promissores, neste primeiro momento os 3 definidos como alvo do projeto – Espanha, França e Alemanha, e onde a ourivesaria nacional conta com uma maior projeção. Pretende divulgar a nova marca criada no projeto, transmitir os valores da ourivesaria portuguesa, assim como as atividades da associação. No site ganham relevância o testemunho e os valores veiculados com a nova marca internacional. Serve ainda para multiplicar os vetores de transmissão ampliando-se o âmbito de influencia que se pretende mundial. O site foca-se nos aspetos diferenciais da ourivesaria e da oferta nacional: a especialização produtiva, as capacidades criativas nos domínios do design e da moda e a qualidade dos serviços prestados na esfera internacional. Constitui um fim em si próprio para promover a identidade da nova marca e as ações da campanha internacional da ourivesaria nacional no internacional e é, ao mesmo tempo, um meio para que as empresas venham a integrar cada vez mais as iniciativas da AORP e promover o melhor do setor e das produções portuguesas no mundo. O site lançado apresenta as principais tendências da divulgação digital. Apresenta um formato muito visual, imitando a estrutura de um blog. Utiliza imagens apelativas e suportes audiovisuais. Os conteúdos da página são adaptados à idiossincrasia de cada um dos mercados. Integra duas categorias de informação, a básica sobre o setor e a campanha – Portuguese Jewellery Shape with Love e o projeto.

* PROJETO WHAT’S COMING NEXT What’s Coming Next?, é o projeto que em 2013 encheu as mãos da equipa AORP e cujo objetivo é gerar melhores condições para a internacionalização da ourivesaria portuguesa. O projeto financiado pelo programa COMPETE, aproveita fundos do Programa Operacional Fatores de Competitividade, e surge no seguimento do trabalho desenvolvido ao abrigo do projeto Gold Win Together. Com este novo What’s Coming Next? quer-se “ir além” dos progressos obtidos com experiências anteriores para alargar conhecimentos sobre novos mercados e valorizar de uma forma mais abrangente a oferta nacional. Afigura-se como um novo referencial mais qualificado e capaz de acompanhar as rápidas mutações que percorrem o setor no contexto internacional. Este What’s Coming Next?, tem como objetivos estratégicos concretos, expandir a marca internacional da ourivesaria portuguesa a nível global, alargar a base geográfica dos potenciais mercados e dotar o setor de uma maior capacidade exportadora. As atividades propostas incidem na criação de conhecimento adaptado à base empresarial e na valorização da imagem internacional e das produções da ourivesaria nacional no estrangeiro. Na globalidade, contribui para o progresso das condições de competitividade no mercado global.


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Neste contexto, a associação preparou nestes últimos meses de 2013 o lançamento de uma nova campanha da marca PORTUGUESE JEWELLERY * SHAPED WITH LOVE no espaço internacional. A campanha saiu na edição de dezembro da Vogue Gioiello, e incide nas características diferenciais e reconhecíveis a nível internacional da ourivesaria portuguesa, tendo sido realizada uma seleção de empresas/peças mais representativas para a promoção da ourivesaria portuguesa. Com a cobertura da Vogue Gioiello pretende-se assegurar uma promoção efetiva de abrangência internacional e global. A revista Vogue Gioiello (e Vogue Acessory) é a única especializada no setor com abrangência mundial estando presente nos principais certames e eventos da Europa, no Médio Oriente, nos Estados Unidos e no Oriente Asiático. Conta com uma tiragem de 75.000 cópias. Tem distribuição direta de mais de 5.000 exemplares em feiras e eventos setoriais.

* MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA AORP COM IMAGEM E VISIBILIDADE EM DESTAQUE: JORNAL | FACEBOOK | NEWSLETTER | SITE Temos poucas dúvidas que a comunicação será o poder mais forte que a AORP tem nas suas mãos para mostrar o que tão bem a nossa ourivesaria faz. Este é um departamento chave na execução do nosso trabalho, e por isso, concentramo-nos em mostrar o que fazemos e o que a ourivesaria portuguesa faz nos nossos meios. Sabemos que o que não é comunicado, não existe, e por isso diariamente criamos conteúdos que alimentam o setor, com novidades, com partilha de bons exemplos de fora e de dentro, notícias sobre os metais preciosos e do mundo em seu redor, inspirações, lifestyle, exposições, seminários, e tantas outras coisas. Em 2013, prosseguimos com esta estratégica enfocada na comunicação. Através das redes sociais chegámos efetivamente a mais gente do setor, em Portugal e no estrangeiro. Comprovamos o retorno do que publicámos, e isso motiva-nos para desenvolvermos o trabalho neste sentido. Durante o ano publicámos 4 edições do Jornal, distribuídos trimestralmente via postal a 2000 empresas e/ou agentes ligados ao setor da ourivesaria, escolas de ourivesaria, câmaras municipais e entidades parceiras da AORP, como Serralves, ESAD, Engenho & Arte, Contacto de Autor, Soares dos Reis, Alquimia entre outras. Agora à quinta-feira, para criar leitura relaxada no fim de semana, enviamos uma newsletter para o correio eletrónico de mais de 5000 contactos. A cada estação, mudamos-lhe a cor para acompanhar as tendências e inspirar à criação de coisas novas! Renovamos todos os dias a nossa página do facebook, que nos permite uma comunicação diária e imediata com o setor. Partilhamos curiosidades, notícias do mundo da ourivesaria, sugerimos exposições, conferências. Acrescentámos inspirações ao álbum “Jewellery Land”, publicamos fotografias dos nossos eventos, das feiras que fazemos, e elogiamos o trabalho dos parceiros que merece aplauso. O site institucional continua a ser o local onde recebemos diariamente mais de 2000 visitas, sendo a principal atração a divulgação diária e contínua do preço de referência dos metais preciosos.


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* JEWELLERY EUROPEAN FEDERATION – UMA ENTIDADE EUROPEIA AO SERVIÇO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS Em abril, reuniram-se no Palácio dos Congressos, em Basileia, as principais organizações e associações de ourivesaria na Europa, onde selaram um acordo sobre a criação de uma Federação Europeia de Ourivesaria. Este organismo veio a ser criado no final do ano. O nascimento desta Federação tem como objetivo responder às expectativas de todos os agentes que desejam reforçar a sua presença nas instituições europeias. As problemáticas comuns de cada membro (REACH, marca de origem das peças, propriedade intelectual, direitos aduaneiros, etc.) serão agora objeto de ações de discussão de nível técnico e político dentro da União Europeia. Nos membros fundadores encontramos: UFBJOP (Union Française de la Bijouterie, Joaillerie, Orfèvrerie, des Pierres et Perles, Federorafi (Federazione Nazionale Orafi argentieri gioiellieri fabbricanti), AEJPR (Asociación Española de Joyeros, Plateros y Relojeros) e AORP (Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal). Da Alemanha, BV Schmuck + Uhren também manifestou interesse nesta iniciativa, com um rol de observações. Por ocasião da reunião inaugural, as organizações fundadoras realizaram a eleição da primeira Direção e foi nomeada como presidente Bernadette Pinet-Cuoq. Durante o seu mandato de três anos, Bernardette Pinet-Cuoq será assistida pelos seguintes vice-presidentes: Licia Mattioli (Itália), Giovanna Tagliavia (Espanha) e Fátima Santos (Portugal). Os outros Estados-Membros serão convidados a participar na Federação brevemente.

* PROJETO “OURIVESARIA EM AÇÃO” FORMAÇÃO PME – EDIÇÃO 2013/2014 Com a experiência de duas edições entre os anos 2008/2010 e 2011/2012, iniciámos com grande ímpeto a edição 2013/2014 do Projeto “Ourivesaria em Ação” que é financiado a 100% pelo Programa Operacional Potencial Humano – Medida 3.1.1 Programa Formação PME Formação / Ação, contando com o apoio técnico como Organismo Intermédio da AEP – Associação Empresarial de Portugal. A intervenção estendeu-se durante o ano de 2013, e prolongar-se-á durante boa parte de 2014. Continua a intervenção a basear-se num modelo de “FORMAÇÃO/ ACÇÃO”. Este modelo tem por objetivo conduzir empresas a atingirem padrões de desempenho mais competitivos, recorrendo para o efeito a metodologias ativas e diversificadas, suportadas em atividades de formação dentro das próprias instalações da empresa e com um caráter fortemente individual e flexível, quer dizer feitas em conformidade com as necessidades específicas de cada uma das empresas participantes. Trata-se de uma intervenção direcionada para as empresas do setor da Ourivesaria e Relojoaria, liderada pela associação. Este terceiro projeto está a ser desenvolvido em 40 PME do setor da ourivesaria, contando com uma equipa de cerca de dez consultores de ligação, e mais de setenta formadores. Antecipando o saldo final do Projeto os dados de execução prevêm-se os


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seguintes: 3220 horas de consultoria e 3704 horas de formação, esperando-se nesta fase uma taxa de execução do projeto muito próxima dos 95%.

* IV JORNADAS DE OURIVESARIA: COMUNICAR OURIVESARIA. AGIR GLOBAL O levantamento da informação sobre mercados e tendências no setor da ourivesaria e da fileira moda e a apresentação das conclusões anuais durante o evento Jornadas de Ourivesaria é uma das linhas de intervenção anual da associação. A 18 de dezembro decorreu a quarta edição do evento, sendo o tema abordado “Comunicar Ourivesaria. Agir Global”. O evento é o principal fórum de encontro do setor, proporcionado oportunidades de aprendizagem e um fecundo espaço para networking. Esta edição contou com a presença de cerca de cem participantes, que estiveram no Hard Club, no Mercado Ferreira Borges, na cidade do Porto. Foi sobre “comunicação”, entendida como umas das chaves principais para a criação de valor na ourivesaria, que versaram os trabalhos do observatório e o conteúdo das Jornadas de Ourivesaria. Estas serviram de cenário para a validação da ideia da relação direta entre comunicação e a capacidade para vender mais e abranger cada vez mais e mais longínquos mercados. A comunicação é considerada como um dos elementos fundamentais para impulsionar soluções para os problemas comuns do setor. Esta problemática enquadra-se na situação da ourivesaria em Portugal, sendo o resultado de mudanças no ambiente de mercado, e das especificidades da ourivesaria/joalharia em geral, a nível mundial. Comunicar apresenta-se como uma função-chave na gestão empresarial e como garante do acesso a recursos estratégicos. Neste enquadramento a comunicação vai mais além da simples função de transmissão, da emissão de informação, interna ou externa. A comunicação no século XXI fundamenta-se em novos valores e práticas tais como fazer aderir, envolver, transmitir e motivar. Diz respeito à gestão do relacionamento com os stakeholders, entendidos como todas aquelas pessoas que estão envolvidas no desenvolvimento do modelo de negócio da organização. No novo paradigma, emitir não é suficiente, é preciso assegurar que a mensagem é bem recebida e que o efeito esperado é alcançado. A ourivesaria em geral está a viver um momento de mudanças acentuadas. Encontrase numa encruzilhada, devendo recapturar o papel do empowerment, cativando novos grupos e aspirações societais e adoptando ferramentas para os novos usos e públicos/mercados. “Comunicar mais” tem sido uma das vias adotadas pela associação e por algumas empresas pioneiras para potenciar o crescimento sustentável. A estratégia consiste em transmitir, para fora e para dentro, um ambiente de abertura e de nivelação com o mainstreaming internacional da moda e do setor. Os resultados positivos resultam de um reconhecimento externo e do incremento nas exportações, o que vem contradizer a ideia generalizada de que os factores até agora considerados negativos, tais como a pequena dimensão, as singularidades tecnológicas, ou as derivadas da potente tradição, entre outras, podem constituir uma força – desde que devidamente comunicada. Pretendeu-se com o evento alargar as perspetivas da comunicação para a ourivesaria, sendo tratados múltiplos enfoques. Foram convidados a participar especialistas e em-


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presários para aprofundar a reflexão sobre a importância da reputação no âmbito dos negócios, onde saber relacionar-se ou comunicar com os stakeholders é fundamental e o alinhamento com o universo do luxo é crucial.

* CONGRESSO MUNDIAL DA CIBJO – THE WORLD JEWELLERY CONFEDERATION, TEL-AVIV, ISRAEL Decorreu nos dias 7 a 9 de maio no centro de congressos do Hotel Dan Panorama na cidade de Tel Aviv, capital de Israel, o congresso anual da CIBJO - Confederação Mundial da Joalharia, de que a AORP é representante oficial de Portugal. A edição de 2013 foi organizada pelo IDI - Israel Diamond Institute Group of Companies, uma instituição sem fins lucrativos que reúne as empresas e profissionais do setor diamantário de Israel, onde existe ampla tradição nesta área. O Congresso teve, neste ano particularmente difícil para a economia em geral e para o setor em particular, uma expressiva participação, contando-se com mais de 130 delegados de todo o Mundo. Portugal esteve representado por três delegados da AORP, que defenderam a ourivesaria portuguesa. O congresso CIBJO serve como ponto de encontro oficial dos delegados para a Assembleia da Confederação Mundial da Ourivesaria. É também o local onde são realizadas as reuniões anuais das comissões setoriais CIBJO, onde podem ser introduzidas alterações aos diretórios definitivos da organização de padrões da indústria internacional de diamantes, pedras coloridas, pérolas, os laboratórios de gemas e metais preciosos, conhecidos como os livros azuis. O Congresso CIBJO é também o local onde é discutido o programa da World Jewellery Confederation Education Foundation (WJCEF) e onde se relata a cooperação em curso entre a CIBJO e as Nações Unidas.

* DIA DE STO ELOY A história cumpre-se e constrói-se de tradições. Em dezembro a AORP celebrou o Dia de Sto. Eloy – Padroeiro dos Ourives, convidando os associados e família para assistirem à celebração da Santa Missa no Altar Privativo do Sto. Eloy, na Igreja de São Nicolau, no Porto, seguindo-se um almoço de confraternização e convívio na nossa sede. Este Dia de Sto. Eloy foi igualmente comemorado noutros pontos do nosso país, com especial destaque para as cidades de Gondomar, Guimarães e Póvoa do Lanhoso. Tal como no Porto, nestas três cidades as comemorações tiveram início com as celebrações religiosas às quais se seguiram almoços de confraternização.

* PORTOJÓIA O setor recebeu a 24.ª edição da PORTOJÓIA que, em 2013, teve lugar entre 26 e 29 de Setembro na EXPONOR. A associação esteve presente num stand institucional, composto por dezasseis vitrines com peças de diversas empresas associadas, espaço que tem vindo a crescer de ano para ano, revelando o interesse neste modelo de exposição montado pela AORP. A AORP aproveita esta ocasião para estar junto dos expositores e visitantes promovendo os programas e as atividades em curso e sentindo o pulso ao setor.


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* OURINDÚSTRIA A 14.ª edição da Ourindústria realizou-se de 21 a 24 de Março, no Multiusos de Gondomar “Coração de Ouro”. A AORP, parceira institucional, esteve presente nesta feira ocupando um stand apelativo, divulgando e promovendo o setor da ourivesaria em Portugal e as atividades a desenvolver e em desenvolvimento em seu benefício. Durante a feira Ourindústria, a AORP divulgou os vencedores do último desafio lançado sobre a ecologia e inovação no mundo da ourivesaria. O concurso foi lançado nas terceiras jornadas de ourivesaria com o objetivo de colocar à prova os criadores, designers e empresas a desenvolverem uma peça/peças com origem sustentável. De uma forma objetiva, acelerar a aplicação direta da eco-inovação no setor. Este concurso pretendeu distinguir pela inovação peças/protótipos/projeto de joalharia e ourivesaria originais, apresentados pela primeira vez ao público, podendo incidir num ou vários destes âmbitos: novos produtos, novos serviços, novos processos e/ou novos materiais. Foram atribuídos 3 lugares e 4 prémios: 1º PRÉMIO - Maria Magnólia Joias por Joana Santos, alfinete em madeira e brilhantes Swarowski. 2º PRÉMIO - Sofia Gomes, colar em cortiça. 2º PRÉMIO - Paula Castro Pereira, alfinete em madeira e alumínio. 3º PRÉMIO - Coletivo “As 3 Joias”, Guarda joias noz em grafite; alfinete SOS em prata e semente de ervilha anã; pins em forma de noz em prata; colar bolota em semente de carvalho e prata; colar/pulseira em prata e semente de açaí/palha de buriti; pendente, estrela de anís em prata. Participantes: Alexandra Lacerda; Amélia Abreu; Ana Ramalho; Ângela Macedo; João Pedro Oliveira; Márcia Vicente; Maria José Teixeira Moura e Susana Noro.

* ANUÁRIO O projeto do Anuário da AORP reafirma-se como um instrumento de muito interesse dos associados, na medida em que permite que estes divulguem os seus produtos e que a informação seja amplamente difundida, dentro e foras de portas a potenciais clientes. A edição de 2013/2014 do anuário foi lançada durante a realização da Portojóia, que prosseguiu e sedimentou a estratégia lançada apostando numa imagem menos convencional e mais apelativa. Revelando-se um meio muito proveitoso para a publicitação do negócio, aproximadamente 100 empresas do setor e áreas conexas elegeram este meio para publicitarem os seus produtos e marcas. O anuário foi distribuído a todos os expositores e visitantes da feira e depois enviado a mais de 3500 ourivesarias e instituições em redor da cadeia de valor do setor da ourivesaria, nacional e internacionalmente. Em particular destacamos a distribuição feita em mão, aos visitantes profissionais das feiras internacionais onde a AORP expôs ao longo do ano, que potenciou a promoção dos agentes nacionais da ourivesaria portuguesa. Este anuário foi ainda enviado a toda a rede internacional da AICEP e ainda às embaixadas e consulados portugueses pelo mundo.


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* CONTRASTARIA Nos últimos dias de 2012 foi aprovada a Portaria 418-A/2012 que publicou os novos emolumentos, as taxas e as propinas previstos no Regulamento das Contrastarias, revogando a anterior legislação. Esta portaria aprovou, na generalidade, aumentos de cerca de 90% e criou um emolumento mínimo por lote de Euros 7,5. Como é sabido o nosso setor convive com legislação com mais de 30 anos que não é alterada quase desde a sua publicação. Foi com surpresa que os agentes económicos receberam a notícia da entrada em vigor desta portaria, sendo um ato isolado e prevendo somente o aumento do preço dos emolumentos, sem mexer em nenhuma outra questão do setor, que há anos reclama pela atualização da legislação há muito obsoleta. Na sequência desta realidade, a associação convocou uma reunião de associados para definir medidas a tomar face a esta legislação, sendo que na Assembleia Geral realizada a 15 de janeiro 2013, numa das mais participadas reuniões de sempre da associação, os mais de 140 associados presentes, unanimemente decidiram realizar uma série de ações com o objetivo de suspender a aplicação da portaria até saída de novo regulamento das contrastarias. Durante o ano a AORP continuou a lutar por este objetivo, não tendo ainda alcançado o sucesso desejado, por inércia das entidades com responsabilidade legislativa do nosso país. O Regulamento das Contrastarias deverá forçosamente rever esta portaria aprovada, o conceito de lote, as questões das isenções (metais e pesos mínimos de artefactos sujeitos a marcação), sistema de contrastarias, e outras questões igualmente fulcrais para o desenvolvimento da Ourivesaria Portuguesa. Foi esta a posição dos associados da AORP.

* CONTRATOS COLETIVOS DE TRABALHO Atendendo a que continuamos a atravessar um momento particularmente crítico da economia portuguesa e mundial, em sede de negociação de contratação coletiva, em 2013, ainda não foi possível chegar a acordo com as estruturas sindicais, no sentido da revisão dos contratos coletivos de trabalho, nas suas cláusulas de expressão pecuniária.

* CINDOR – CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA INDÚSTRIA DA OURIVESARIA E RELOJOARIA Durante o ano de 2013, esta foi em suma a atividade formativa do CINDOR, com efeitos para o setor da ourivesaria:


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Ano de 2013 - Execução Física dos Cursos da Área de Ourivesaria e Relojoaria Volume de Formação

Formandos SISTEMA DE APRENDIZAGEM CURSOS EFA FORMAÇÃO MODULAR

FORMAÇÃO MODULAR EXTRA CNQ

Total de Cursos

Técnico de Joalharia / Cravador/a

41

43.098

3

Técnico/a de Ourivesaria

30

5.227

2

Técnico/a de Joalharia/Cravador/a

63

53.741

4

Técnico/a de Ourivesaria

23

3.571

1

OURIVESARIA/Joalharia

363

14.187

23

Cravação

93

3.629

6

Filigrana

71

2.843

4

CINZELAGEM

95

4.435

5

CAD - Rhinoceros

84

2.972

5

Photoshop

96

2.256

6

OURIVESARIA/Joalharia

33

1.125

2

Modelação em Cera

11

275

1

AVALIAÇÃO DE JOIAS

14

302

1

RELOJOARIA

43

2.487

3

1.060

140.148

66

TOTAL

* PARCERIAS INSTITUCIONAIS Ao longo de 2013, a AORP estabeleceu e desenvolveu várias parcerias na realização de ações setoriais. Destacámos algumas: APG – Associação Portuguesa de Gemologia – realização de cursos na área de gemologia PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea – divulgação das atividades da associação INCM – Departamento das Contrastarias – divulgação dos cursos de comercialização de artefactos, de ensaiador e de avaliador ESAD – Divulgação de atividades da escola CONTACTO DE AUTOR – Divulgação de ações ALQUIMIA – Escola de Joalharia – divulgação de ações ESCOLA DE JOALHARIA CONTEMPORÂNEA ENGENHO E ARTE - Divulgação de ações

* Quantos somos Associados em 31.12.2012- 344 Demissões ao longo de 2013 - 33 Admissões em 2013 - 36 Associados no final do ano de 2013 - 347


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SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA A contrariar o ambiente de descrença que assola a sociedade e que decorre da anemia da atividade económica, a AORP persiste na caminhada do equilíbrio financeiro, que envolve um número cada vez maior de protagonistas e que pretende proporcionar patamares de excelência para todos os intervenientes nos setores que representa, otimizando as potencialidades e capacidades humanas e físicas instaladas e disponíveis e aptas para o sucesso. O exercício em 2013 é mostra dessa atividade estruturada e com uma musculatura que quer assegurar os anos seguintes. O trabalho instruído pela direção é pois merecedor de confiança. As ações desenvolvidas foram orientadas neste sentido ambicioso de criar sinergias que todos aproveitem e que possam constituir ou reforçar as bases da ansiada modernização, capaz de concorrer para a consecução dos superiores objetivos de maior afirmação da ourivesaria portuguesa no contexto global, onde todos somos simultaneamente atores e fautores. A recorrência na participação da Associação em programas que conduzam à concretização destes anseios, foi a tónica que, mais uma vez, caracterizou as preocupações na definição e programação das atividades neste exercício de 2013. E foi possível conciliar estas ações de desenvolvimento, crescimento e fomento da qualidade com a disponibilidade para presença efetiva e atuante nos palcos onde os interesses mais imediatos da classe exigiam presença afirmativa e clarificadora das situações. Um efeito suplementar, mas não de menor importância, deste envolvimento é o que significa de aproveitamento da estrutura associativa e toda a capacidade dos recursos humanos e meios técnicos que lhe estão afetos, com notório aproveitamento da disponibilidade e partilha de custos, com os consequentes benefícios nas contas de exploração e na estrutura do balanço, na senda dos bons resultados que em anos consecutivos têm sido alcançados por força desta intensificação e diversificação dos recursos. O expressivo incremento dos serviços prestados, onde ocorreu um aumento de mais de 57 000 euros, correspondente a mais de 30%, em simultâneo com a evolução dos subsídios angariados para apoio às ações desenvolvidas, que cresceu cerca de 35%, ilustram de forma clara o empenhamento na intensificação desta vertente associativa. É certo que, do lados dos gastos, se verificou um aumento dos recursos externos mobilizados para a realização dos programas subscritos e concretizados, mas o equilíbrio constitui a nota dominante na análise dos gastos e rendimentos, de que resultou o resultado positivo no exercício no montante de 16 311,04 euros. O balanço exprime igualmente a evolução favorável das contas, porquanto a um aumento do passivo corrente em cerca de 32 000 euros corresponde um ativo corrente que se situa em mais de 76 000 euros relativamente ao período anterior. Saliente-se ainda a virtude da eliminação de passivo bancário, com as consequências evidentes da futura eliminação dos correspondentes encargos. Conclui-se, pois, pela capacidade que a Associação apresenta, também através das suas contas, de garantia de sustentabilidade para percorrer a trajetória desenhada em benefício dos altos interesses que representa. O resultado líquido do período apresenta-se positivo em 16 311,04 euros e propõe-se que seja afetado a resultados transitados.


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BALANÇO - ATIVO 31 de Dezembro de 2013

NOTAS

ATIVO NÃO CORRENTE

VALORES EM €

2013

2012

ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

7.1

272.976,32

291.926,52

PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

7.2

225.615,79

235.937,44

Ativos intangíveis Investimentos financeiros

300,00

Fundadores/beneméritos/patrocinadores/doadores/associados/ membros TOTAL DO ATIVO NÃO CORRENTE

498.892,11

527.863,96

10

5.199,60

5.227,90

17.1

68.577,68

35.636,62

Outras contas a receber

17.6

87.114,42

129.297,15

Diferimentos

17.2

70.424,03

10.301,03

5

67.621,98

41.643,76

TOTAL DO ATIVO CORRENTE

298.937,71

222.106,46

TOTAL DO ATIVO

797.829,82

749.970,42

ATIVO CORRENTE INVENTÁRIOS Clientes e utentes Adiantamentos a fornecedores Estado e outros entes públicos Fundadores/beneméritos/patrocinadores/doadores/associados/ membros

Outros ativos financeiros Caixa e depósitos bancários


21

BALANÇO - FUNDOS PATRIMONIAIS E PASSIVO 31 de Dezembro de 2013

2013

FUNDOS PATRIMONIAIS

Fundos

VALORES EM €

NOTAS

2012

17.7

99.759,58

99.759,58

17.7

-244.690,28

-273.864,92

17.7

668.149,13

668.149,13

Excedentes técnicos Reservas Resultados transitados Ajustamentos em ativos financeiros Excedentes de revalorização Outras variações nos fundos patrimoniais 523.218,43

494.043,79

Resultado líquido do período

17.7

16.311,04

29.174,64

Total dos Fundos patrimoniais

17.7

539.529,47

523.218,43

0,00

0,00

170.573,47

63.463,68

PASSIVO NÃO CORRENTE: PROVISÕES FINANCIAMENTOS OBTIDOS OUTRAS CONTAS A PAGAR

PASSIVO CORRENTE: FORNECEDORES

17.4

ADIANTAMENTOS DE CLIENTES E UTENTES ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

1.062,75 17.5

15.003,19

5.896,79

0,00

60.000,00

Fundadores/beneméritos/patrocinadores/doadores/associados/ membros FINANCIAMENTO OBTIDOS

9

DIFERIMENTOS

17.2

9.928,10

4.041,78

OUTRAS CONTAS A PAGAR

17.3

62.795,59

92.286,99

TOTAL DO PASSIVO

258.300,35

226.751,99

Total dos Fundos patrimoniais e do Passivo

797.829,82

749.970,42

OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS


22

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS 31 de Dezembro de 2013

Notas

RUBRICAS - RENDIMENTOS E GASTOS

VALORES EM €

2013

2012

VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS

19

243.597,24

187.954,35

SUBSÍDIOS, DOAÇÕES E LEGADOS À EXPLORAÇÃO

13

506.356,34

376.384,33

Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas

10

-28,30

-800,75

Fornecimentos e serviços externos

20

-648.358,35

-443.949,56

Gastos com o pessoal

18

-122.760,48

-103.436,90

Outros rendimentos e ganhos

22

89.956,19

61.206,63

OUTROS GASTOS E PERDAS

21

-20.194,06

-14.073,93

48.568,58

63.284,17

-29.271,85

-30.353,12

19.296,73

32.931,05

-2.985,69

-3.756,41

16.311,04

29.174,64

0,00

0,00

16.311,04

29.174,64

GANHOS/PERDAS IMPUTADOS DE SUBSIDIÁRIAS, ASSOCIADAS E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS VARIAÇÃO NOS INVENTÁRIOS DA PRODUÇÃO TRABALHOS PARA A PRÓPRIA IDENTIDADE

Ajustamentos de inventários (perdas/reversões) Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) Provisões (aumentos/reduções) Outras imparidades (perdas/reversões) Aumentos/reduções de justo valor

RESULTADOS ANTES DE DEPRECIAÇÕES, GASTOS DE FINANCIAMENTO E IMPOSTOS GASTOS/REVERSÕES DE DEPRECIAÇÃO E DE AMORTIZAÇÃO

7

IMPARIEDADE DE INVESTIMENTOS DEPRECIÁVEIS/AMORTIZÁVEIS (PERDAS/REVERSÕES) RESULTADO OPERACIONAL (ANTES DE GASTOS DE FINANCIAMENTO E IMPOSTOS) JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES OBTIDOS JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS

9

RESULTADO ANTES DE IMPOSTOS IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO PERÍODO RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO

16


23

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA 31 de Dezembro de 2013

NOTAS

VALORES EM €

2012

2012

ATIVIDADES OPERACIONAIS

Recebimentos de Clientes pagamentos a Fornecedores

209.594,92

171.486,73

-541.248,56

-397.808,93

Pagamentos ao Pessoal

-121.848,64

-99.249,00

Caixa gerada pelas operações

-453.502,28

-325.571,20

467.038,75

336.197,56

13.536,47

10.626,36

Pagamento/Recebimento de imposto sobre o rendimento Outros recebimentos/pagamentos Fluxos de caixa das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento Recebimentos provenientes de: Investimentos Financeiros

Ativos fixos tangíveis

-300,00 - 14.148,00

-10.693,97

89.875,43

61.064,81

75.427,43

50.370,84

-60.000,00

-26.000,00

-2.985,69

-3.756,41

-62.985,69

-29.756,41

25.978,22

31.756,79

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO INÍCIO DO PERÍODO

41.643,76

10.402,97

CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO PERÍODO

67.621,98

41.643,76

ATIVOS INTANGÍVEIS SUBSÍDIOS PARA INVESTIMENTOS EMPRÉSTIMOS AOS SÓCIOS

Pagamentos Respeitantes a: Investimentos financeiros ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS ATIVOS INTANGÍVEIS EMPRÉSTIMOS AOS SÓCIOS Fluxos de caixa das atividades de investimento FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Recebimentos provenientes de: Financiamentos obtidos AUMENTOS de capital, PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES E PRÉMIOS DE EMISSÃO SUBSÍDIOS E DOAÇÃOES VENDA DE AÇÕES E QUOTAS PRÓPRIAS COBERTURA DE PREJUÍZOS EMPRÉSTIMOS DOS SÓCIOS Pagamentos Respeitantes a: empréstimos obtidos AMORTIZAÇÃO DE CONTRATOS DE LOCAÇÃO FINANCEIRA JUROS E CUSTOS SIMILARES SUBSÍDIOS E DOAÇÕES REDUÇÕES DE CAPITAL E PRESTAÇÕES SUPLEMENTARES AQUISIÇÃO DE AÇÕES E QUOTAS PRÓPRIAS EMPRÉSTIMOS DOS SÓCIOS FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO(3) (4=1+2+3) VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES EFEITO DAS DIFERENÇAS DE CÂMBIO


24


25

Anexo às demonstrações financeiras 1.

IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE

2.

REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

A ASSOCIAÇÃO DE OURIVESARIA E RELOJOARIA DE PORTUGAL é uma Associação Patronal, sem fins lucrativos, com sede na Avenida Rodrigues de Freitas, 204, cidade do Porto, constituída em 29 de junho de 1949 sob a designação de Grémio dos Industriais de Ourivesaria do Norte de Portugal, tendo adoptado a atual denominação em 30 de julho de 2008, e tem como objetivos principais a defesa dos interesses dos seus associados e o desenvolvimento do setor de ourivesaria. 2.1 REFERENCIAL CONTABILÍSTICO As presentes demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos registos da Associação e de acordo com a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF-ESNL) previstos no Decreto-Lei nº 36-A/2001 de 9/3 e Portaria nº 105/2011, de 14/3. O conjunto de normativos que integram o ESNL foi utilizado pela primeira vez em 2011 para a elaboração de demonstrações financeiras completas, passando a constituir o referencial de base para os períodos subsequentes. Estas normas foram ainda aplicadas ao período iniciado em 01 de janeiro de 2010, de forma a garantir a necessária expressão e apresentação para efeitos comparativos. As demonstrações financeiras foram elaboradas com um período de reporte coincidente com o ano civil e com expressão dos respetivos montantes em euros. 2.2 INDICAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DAS DISPOSIÇÕES DA NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA PARA AS ENTIDADES DO SETOR NÃO LUCRATIVO (ESNL) QUE, EM CASOS EXCEPCIONAIS, TENHAM SIDO DERROGADAS Nos períodos abrangidos pelas presentes demonstrações financeiras não foram derrogadas quaisquer disposições da normalização contabilística para as entidades do setor não lucrativo (ESNL) que tenham produzido efeitos materialmente relevantes e que pudessem colocar em causa a imagem verdadeira e apropriada que devem transmitir aos interessados pelas informações disponibilizadas. 2.3 INDICAÇÃO E COMENTÁRIO DAS CONTAS DO BALANÇO E DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CUJOS CONTEÚDOS NÃO SEJAM COMPARÁVEIS COM OS DO PERÍODO ANTERIOR Os conteúdos das contas do Balanço e da Demonstração dos Resultados são comparáveis na sua totalidade com o período anterior. As principais políticas contabilísticas aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente aplicadas a todos os períodos apresentados, salvo indicação contrária.

3.

PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

3.1 ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS Os ativos fixos tangíveis registados ao seu custo considerado, o qual corresponde ao custo de aquisição, ou ao custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios geralmente aceites em Portugal até aquela data, deduzido de depreciações acumuladas. O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas directamente imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do ativo para que se encontre na sua condição de utilização. Os custos subsequentes incorridos com renovações e grandes reparações, que façam aumentar a vida útil ou a capacidade produtiva dos ativos, são reconhecidos no custo do ativo. Os encargos com reparações e manutenção de natureza corrente são reconhecidos como gastos do período em que são incorridos. As vidas úteis estimadas para os ativos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue:


26

ANOS E difícios e outras construções

10-50

E quipamento básico

5-10

E quipamento administrativo

5-10

O utros

7-10

As depreciações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo método da linha reta, em conformidade com o período de vida útil estimado, em sistema de duodécimos. Os ganhos ou perdas na alienação dos ativos são determinados pela diferença entre o valor de realização e o valor contabilístico do ativo, sendo reconhecidos na demonstração dos resultados. 3.2 INVESTIMENTOS FINANCEIROS Os investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição ou, no caso dos empréstimos concedidos, ao custo. Sempre que existam indícios de que o ativo possa estar em imparidade e a mesma se confirme, é registada a respetiva perda por imparidade. 3.3 IMPARIDADE DE ATIVOS A Associação avalia, à data de balanço, se há algum indício de que um ativo possa estar em imparidade. Sempre que a quantia escriturada pela qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada como um gasto na rubrica “Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis”. 3.4 LOCAÇÕES Nas locações financeiras, o valor dos bens é registado no balanço como ativo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo, na rubrica “Financiamentos obtidos” e os juros incluídos no valor das rendas e a depreciação do ativo são registados como gastos na demonstração dos resultados do período a que respeitam. 3.5 INVENTÁRIOS As matérias-primas, subsidiárias e de consumo e as mercadorias encontram-se valorizadas pelo custo ou valor realizável líquido, no caso de este ser inferior. É utilizado o “Custo médio” como método de custeio. Os gastos relativos aos inventários vendidos são registados no mesmo período de reporte em que o rédito é reconhecido. 3.6 CUSTO DE EMPRÉSTIMOS OBTIDOS Os custos de juros e outros incorridos com empréstimos são reconhecidos como gastos de acordo com o regime do acréscimo. 3.7 INSTRUMENTOS FINANCEIROS 3.7.1 Dívidas de terceiros As dívidas de terceiros são registadas ao custo e apresentadas no balanço, deduzidas de eventuais perdas por imparidade, de forma a refletir o seu valor realizável líquido. As perdas por imparidade são registadas, sempre que exista evidência objetiva de que os mesmos não são recuperáveis, conforme os termos iniciais da transação. As perdas por imparidade identificadas são registadas na demonstração dos resultados, em “Imparidade de dívidas a receber”, sendo subsequentemente revertidas por resultados, caso os indicadores de imparidade diminuam ou desapareçam.


27

3.7.2 Empréstimos Os empréstimos são registados no passivo ao custo, sendo expressos no balanço no passivo corrente ou não corrente, dependendo de o seu vencimento ocorrer a menos ou mais de um ano, respetivamente. O seu desreconhecimento só ocorre quando cessarem as obrigações decorrentes dos contratos, designadamente quando tiver havido lugar a liquidação, cancelamento ou expiração. 3.7.3 Dívidas a terceiros As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros que não vencem juros são registadas ao custo. O seu desreconhecimento só ocorre quando cessarem as obrigações decorrentes dos contratos, designadamente quando tiver havido lugar a liquidação, cancelamento ou expiração. 3.7.4 Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transação, independentemente da forma legal que assumem. 3.7.5 Caixa e depósitos bancários Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e depósitos bancários” correspondem aos valores de caixa, depósitos à ordem que sejam imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor. 3.8 PROVISÕES As provisões são reconhecidas quando a Associação tem: i) uma obrigação presente legal ou construtiva resultante de eventos passados; ii) uma obrigação para a qual é mais provável de que seja necessário um dispêndio de recursos internos no seu pagamento; e iii) o montante dessa obrigação possa ser estimado com razoabilidade. Sempre que um dos critérios não seja cumprido ou a existência da obrigação esteja condicionada à ocorrência (ou não ocorrência) de determinado evento futuro, a empresa divulga tal facto como um passivo contingente, salvo se a avaliação da exigibilidade da saída de recursos para pagamento do mesmo seja considerada remota. As provisões são mensuradas ao valor presente dos dispêndios estimados para liquidar a obrigação utilizando uma taxa antes de impostos, que reflete a avaliação de mercado para o período do desconto e para o risco da provisão em causa. 3.9 REGIME DE ACRÉSCIMO Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o regime de acréscimo. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas são registadas nas rubricas “Outras contas a receber e a pagar” ou “Diferimentos”. 3.10 CRÉDITO O crédito corresponde ao justo valor do montante recebido ou a receber relativo à venda de produtos e/ou serviços no decurso normal da atividade da Associação. O rédito é registado líquido de quaisquer impostos e descontos comerciais e quando todos os riscos e vantagens da propriedade foram transferidos para o adquirente dos bens ou com referência à fase de acabamento dos serviços prestados. O rédito de juros é reconhecido utilizando o método do juro efetivo, desde que seja provável que benefícios económicos fluam para a entidade e o seu montante possa ser valorizado com fiabilidade. 3.11 SUBSÍDIOS DO GOVERNO Os subsídios governamentais são reconhecidos de acordo com o justo valor quando existe uma garantia razoável de que irão ser recebidos e que a entidade cumprirá as condições


28

exigidas para a sua concessão. Os subsídios não reembolsáveis associados com ativos fixos tangíveis e intangíveis estão registados nos capitais próprios como outras variações nos fundos patrimoniais, e deverão ser transferidos numa base sistemática para a conta de Imputação de subsídios para investimentos à medida que forem contabilizadas as depreciações/amortizações do investimento a que respeitam. 3.12 IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO PERÍODO O imposto sobre o rendimento do período compreende os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre o rendimento são registados na demonstração dos resultados, exceto quando estão relacionados com itens que sejam reconhecidos diretamente nos capitais próprios. O valor de imposto corrente a pagar, é determinado com base no resultado antes de impostos, ajustado de acordo com as regras fiscais em vigor e tendo em conta a especificidade do objeto social da Associação e respetivo apuramento da matéria coletável. Os impostos diferidos são reconhecidos usando o método do passivo com base no balanço, considerando as diferenças temporárias resultantes da diferença entre a base fiscal de ativos e passivos e os seus valores nas demonstrações financeiras. Os impostos diferidos são calculados com base na taxa de imposto em vigor, ou já oficialmente comunicada à data do balanço e que se estima seja aplicável na data da realização dos impostos diferidos ativos ou na data do pagamento dos impostos diferidos passivos. Os impostos diferidos ativos são reconhecidos na medida em que seja provável que existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis, exceto as relacionadas com: i) o reconhecimento inicial do goodwill; ou ii) o reconhecimento inicial de ativos e passivos, que não resultem de uma concentração de atividades, e que à data da transacção não afetem o resultado contabilístico ou fiscal. 3.13 BENEFÍCIOS DOS EMPREGADOS Os benefícios de curto prazo dos empregados incluem salários, retribuições eventuais por trabalho extraordinário, prémios de produtividade, subsídio de alimentação, subsídio de férias e de Natal, e quaisquer outras retribuições adicionais decididas pontualmente pelo órgão de gestão. Para além disso, são ainda incluídas as contribuições para a Segurança Social de acordo com a incidência contributiva decorrente da legislação aplicável, as faltas autorizadas e remuneradas e, ainda, eventuais participações nos lucros e gratificações, desde que o seu pagamento venha a decorrer dentro dos 12 meses subsequentes ao encerramento do período. As obrigações decorrentes dos benefícios de curto prazo são reconhecidas como gastos no período em que os serviços são prestados, numa base não descontada, por contrapartida do reconhecimento de um passivo que se extingue com o pagamento respetivo. De acordo com a legislação laboral aplicável, o direito a férias e subsídio de férias relativo ao período, por este coincidir com o ano civil, vence-se em 31 de dezembro de cada ano, sendo somente pago durante o período seguinte, pelo que os gastos correspondentes encontram-se reconhecidos como benefícios de curto prazo e tratados de acordo com o anteriormente referido. Os benefícios decorrentes da cessação do emprego, quer por decisão unilateral da Empresa, quer por mútuo acordo, são reconhecidos como gastos no período em que ocorrerem. 3.14 EVENTOS SUBSEQUENTES Os eventos subsequentes ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existam à data do balanço (“acontecimentos que dão lugar a ajustamentos”) são refletidos nas demonstrações financeiras da empresa. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de condições que surgiram


29

após a data do balanço (“acontecimentos que não dão lugar a ajustamentos”), quando materialmente relevantes, são divulgados no anexo. 3.15 OUTRAS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS RELEVANTES a) Fluxos de caixa A Associação classifica na rubrica “Caixa e seus equivalentes” os montantes de caixa, depósitos à ordem, depósitos a prazo e outros instrumentos financeiros com vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. b) Principais fontes de incerteza As estimativas de valores futuros que se justificaram reconhecer nas demonstrações financeiras refletem a evolução previsível da Associação no quadro do seu planeamento estratégico e as informações disponíveis face a acontecimentos passados e a situações equivalentes de outras associações do setor, não sendo previsível qualquer alteração significativa deste enquadramento a curto prazo que possa pôr em causa a validade dessas estimativas ou implicar um risco significativo de ajustamentos materialmente relevantes nas quantias escrituradas dos ativos e passivos no próximo período. 3.16 JUÍZOS DE VALOR QUE O ÓRGÃO DE GESTÃO FEZ NO PROCESSO DE APLICAÇÃO DAS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E QUE TIVERAM MAIOR IMPACTO NAS QUANTIAS RECONHECIDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da Associação são continuamente avaliados, representando à data de cada relato a melhor estimativa da Direção, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se acredita serem razoáveis. A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que tinham sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de ativos e passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem: - Vidas úteis dos ativos tangíveis, nomeadamente edifícios; - Registo de provisões e perdas por imparidade; 3.17 PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS RELATIVOS AO FUTURO As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Associação. Os eventos ocorridos após a data do balanço que afetem o valor dos ativos e passivos existentes à data do balanço são considerados na preparação das demonstrações do período. Esses eventos, se significativos, são divulgados no anexo. 4.

POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS, ALTERAÇÕES NAS ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS E ERROS

Não ocorreram durante o exercício alterações de políticas contabilísticas nem erros materiais relativos a períodos anteriores.


30

5.

FLUXOS DE CAIXA

Decomposição dos valores inscritos nas rubricas Caixa e Depósitos bancários em 31.12.2013 e 31.12.2012:

31.12.2013 C aixa

31.12.2012 491,74

218,49

D epósitos à ordem

47.130,24

21.425,27

D epósitos a prazo

20.000,00

20.000,00

TOTAL

67.621,98

41.643,76

6.

ATIVOS FIXOS INTANGÍVEIS

7.

ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS E PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

A Associação não detém ativos fixos intangíveis, nem incorreu em gastos no exercício de 2013 que cumpram as condições de reconhecimento e identificabilidade de ativos com estas características. 7.1 ATIVO FIXO TANGÍVEL Durante o período findo em 31 de dezembro de 2013 os movimentos registados em rubricas do ativo fixo tangível foram como segue:

EDIFÍCIOS E OUTRAS CONSTRUÇÕES

EQUIPAMENTO BÁSICO

EQUIPAMENTO DE TRANSPORTE

EQUIPAMENTO ADMINISTRATIVO

1.001.832,13

88.253,29

272,47

204.460,92

32.775,75

1.346.144,24

756 .031,55

88.176,90

272,47

203.019,03

6.717,77

1.054.217,72

245.800,58

76,39

0

1.441,89

25.070,27

291.926,52

17.926,04

76,39

241,10

706,67

18.950,20

18.549,68

227.874,54

0

0

1.200,79

24.363,60

272.976,32

18.549,68

1.001.832,13

88.253,29

272,47

204.460,92

32.775,75

1.346.144,24

773.957,59

88.253,29

272,47

203.260,13

7.424,44

1.073.167,92

18.549,68

227.874,54

0

0

1.200,79

25.351,31

272.976,32

TERRENOS

OUTRAS IMOBILIZAÇÕES

TOTAL

1 de Janeiro de 2013 Custo de aquisição / reavaliado

18.549,68

Depreciações acumuladas

Valor líquido

18.549,68

31 de Dezembro de 2012 Adições Alienações Transferências e abates

Depreciações exercício

Depreciações alienações

Dep.

transf. e

abates

Valor líquido 31 de Dezembro de 2013 Custo de aquisição / reavaliado Depreciações acumuladas

Valor líquido


31

No período não existem indícios de perdas de imparidade. As depreciações dos ativos fixos tangíveis estão reconhecidas na rubrica “Depreciações do exercício” da demonstração dos resultados pela sua totalidade. A Associação dispõe dos seguintes bens do património histórico, artístico e cultural, valorizados ao preço de custo ou do custo reavaliado: - Peças de museu em metais preciosos no valor de 23.204,12; - Biblioteca no valor de 599,38.

7.2 PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO Durante o período findo em 31 de dezembro de 2013 os movimentos registados na rubrica das propriedades de investimento foram como segue:

TERRENOS

EDIFÍCIOS E OUTRAS CONSTRUÇÕES

EQUIPAMENTO BÁSICO

EQUIPAMENTO DE TRANSPORTE

EQUIPAMENTO ADMINISTRATIVO

OUTRAS IMOBILIZAÇÕES

TOTAL

1 de Janeiro de 2013 Custo de aquisição / reavaliado

17.609,53

478.002,44

495.611,97

259.674,53

259.674,53

17.609,53

218.327,91

235.937,44

10.321,65

10.321,65

17.609,53

208.006,26

225.615,79

17.609,53

478.002,44

495.611,97

269 996,18

269.996,18

208.006,26

225.615,79

Depreciações acumuladas

Valor líquido 31 de Dezembro de 2013 Adições Alienações Transferências e abates

Depreciações exercício

Depreciações alienações

Dep.

transf. e

abates

Valor líquido 31 de Dezembro de 2013 Custo de aquisição / reavaliado Depreciações acumuladas

Valor líquido

17.609,53

As propriedades de investimento são constituídas por terreno e edifício cujos fins são a obtenção de rendas e/ou valorização do capital investido e não para uso na produção ou fornecimento de bens e serviços, ou para fins administrativos ou para venda no decurso da atividade corrente dos negócios. O modelo aplicado foi o custo e o justo valor avaliado tendo em conta os valores correntes de mercado, com ponderação de parâmetros correlacionados com a qualidade e o grau de conservação da construção, acessibilidade, visibilidade, proximidade de centros urbanos, equipamentos sociais e disponibilidade de meios de transporte.


32

A Associação estima que o justo valor se situa entre os valores de 400.000,00 euros e os 500.000,00 euros. A depreciação foi aplicada pelo método da linha reta.

7.3 GASTOS DE DEPRECIAÇÃO Gastos

Reversões de depreciação e amortização

2013

Gastos

Propriedades de investimento

10.321,65

10.321,65

Gastos

Ativos fixos tangíveis

18.950,20

20.031,47

29.271,85

30.353,12

Saldo Final

2012

Não foi efetuada qualquer revalorização dos ativos fixos ou propriedades de investimento. 8.

ATIVOS FIXOS INTANGÍVEIS

A Associação não celebrou contratos de locação financeira.

9.

CUSTO DE EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

O detalhe dos financiamentos obtidos quanto ao prazo (corrente e não corrente) e por natureza de empréstimo, no final do período e maturidade, bem como dos juros suportados, é como segue:

DESCRIÇÃO

CORRENTE (até 1 ano)

MAIS DE 1 ANO

TOTAL

Empréstimos Bancários

JUROS SUPORTADOS 2.985,69

Locações Financeiras Letras Descontadas Empréstimo do IEFP Financiamentos 2.985,69

obtidos

10.

INVENTÁRIOS

10.1 QUANTIA DE INVENTÁRIOS RECONHECIDA COMO UM GASTO DURANTE O PERÍODO O custo dos inventários reconhecidos, em 2013, como gasto e incluído na rubrica “Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas” totalizou 28,30 euros, conforme se evidencia abaixo: 2013 Matérias primas, subsidiárias E DE consumo Inventário inicial Compras

5.227,90 0

Reclassificação e Regularização de Inventários Inventário Final

5.199,60

Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas

28,30


33

11.

RÉDITO

Réditos reconhecidos no período Vendas Prestação de Serviços Quotizações e Joias

28,30 243.568,94 64.225,02

Feiras e cedência de instalações

182.343,92

SUB TOTAL

187.954,35

Subsídios e Doações

506.356,34

Subsídios do Estado e Outros Entes Públicos

506.356,34

SUB TOTAL

506. 356,34

Total

749.953,58

12.

PROVISÕES, PASSIVOS CONTIGENTES E ATIVOS CONTIGENTES

As políticas contabilísticas de reconhecimento de provisões estão explicitadas no ponto 3.8 do presente anexo. A Associação não reconheceu Provisões nem passivos nem ativos contingentes nas demonstrações financeiras e é reduzido o grau de previsibilidade e probabilidade de influxos ou exfluxos de recursos além dos identificados e reconhecidos.

13.

SUBSÍDIOS E OUTROS APOIOS

13.1 DO GOVERNO A Associação reconheceu como proveito do período, ao justo valor, subsídios provenientes de Organismos estatais no montante de 506.356,34 euros para apoio aos programas que desenvolveu no âmbito do desenvolvimento das competência da indústria de ourivesaria, os quais foram afetados às seguinte rubricas: Programa Formação PME

217.553,81

Programa Ourivesaria 3.0

47.633,30

Programa Gold Win Together

79.711,56

Programa What’s Coming Next

159.262,52

IEFP Apoio a Estágio Profissional TOTAL

2.195,15 506.356,34

Destes programas beneficiaram as empresas que acolheram ações de modernização nas suas instalações, ministradas por formadores credenciados, tendo-se satisfeito todas as condições correspondentes. O subsídio recebido do IEFP destinou-se ao apoio a um estágio profissional. Quanto as subsídios reconhecidos mas ainda não recebidos, existem garantias razoáveis de que serão recebidos. 14.

EFEITOS DE ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO

Todos os ativos, passivos, rendimentos ou gastos reconhecidos nas demonstrações financeiras foram inicialmente expressos em euros.

15.

ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO

Não ocorreram acontecimentos materialmente relevantes após a data do balanço. As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pela Direção da Associação em 25 de março de 2014, para posterior apresentação à Assembleia Geral.

16.

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

A Associação encontra-se abrangida pelo artigo 55º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, gozando da isenção do Imposto sobre o Rendimento excepto no que respeita a rendimentos comerciais ou agrícolas e rendimentos de capitais. A atividade comercial exercida, não abrangida pela isenção, não gerou rendimentos sobre os quais devam ser pagos impostos sobre os rendimentos, pelo que não foi reconhecida qualquer quantia para este fim.


34

17.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS

17.1 CLIENTES Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, a decomposição da rubrica de Clientes, é como se segue: 2013 Clientes c/ gerais nacionais

2012 68.577,68

35.636,62

37.729,10

37.729,10

106.306,78

73.635,72

Clientes c/ gerais comunitários Clientes c/ gerais outros países Clientes títulos a receber Clientes cobrança duvidosa Imparidade

37.729,10

37.729,10

Total Clientes

68.577,86

35.636,62

0

1.062,75

Adiantamentos de Clientes

Para os períodos apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor.

17.2 DIFERIMENTOS 17.2.1 Ativos Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012 a Associação tem registado na rubrica de diferimentos ativos os seguintes saldos: 2013 Seguros

2012 424,03

563,77

Outros

70.000,00

9.737,26

TOTAL

70.424,03

10.301,03

17.2.2 Passivos 2013 Rendas a Reconhecer

2012 9.831,08

Quotas

97,02

TOTAL

9.928,10

4.041,78 4.041,78

17.3 OUTRAS CONTAS A PAGAR Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, a decomposição da rubrica de Outras contas a pagar, é como segue: 2013 Fornecedores de Imobilizado

2012 5.200,00

19.348,00

Credores p/acréscimo de gastos

17.742,84

16.831,00

Credores diversos

39.852,75

56.107,99

Total Outras Contas a Pagar

62.795,59

92.286,99

Para os períodos apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor.


35

17.4 FORNECEDORES Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, os saldos de fornecedores dizem respeito a: 2013 Fornecedores c/ gerais nacionais Fornecedores comunitários

2012 100.573,47

58.880,18

70.000,00

4.583,50

170.573,47

63.463,68

Fornecedores países terceiros Fornecedores conta títulos a pagar Total Fornecedores

Para os períodos apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor.

17.5 ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, os saldos com o Estado são os seguintes: 2013 Devedor

2012 Credor

Devedor

Credor

Imposto s/rendimento - IRC

0

0

Imposto s/rendimento - IRS

2.079,04

1.978,88

Imposto s/valor acresc. - IVA

8.920,69

1.911,71

Contrib. p/segurança social

4.003,46

2.005,20

Outros Impostos

0

TOTAL

0

0

15.003,19

0

5.896,79

17.6 OUTRAS CONTAS A RECEBER Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, os saldos com outros devedores são os seguintes: 2013 Devedor Devedores por acresc.rendim. Outros devedores TOTAL

2012 Credor

Devedor

Credor

87.114,42

0

128.586,15

0

0

0

711,00

0

129.297,15

0

87.114,42

17.7 OUTROS INSTRUMENTOS FINANCEIROS 17.7.1 Fundos patrimoniais Movimentos nas contas de Fundos patrimoniais ocorridos no período.


36

DESCRIÇÃO

SALDO INICIAL

Fundos

DÉBITO

CRÉDITO

SALDO FINAL

99.759,58

99.759,58

Excedentes Técnicos Reservas: Reservas legais Outras Reservas Resultados transitados

-273.864,92

Excedentes de revalorização

29.174,64

-244.690,28

668.149,13

668.149,13

Outras variações nos fundos patrimoniais Resultado líquido do período TOTAL

29.174,64

29.174,64

16.311,04

16.311,04

523.218,43

29.174,64

45.485,68

539.529,47

18.

BENEFÍCIOS DOS EMPREGADOS

Os benefícios dos empregados foram como segue: 2013

2012

Remunerações Órgãos Sociais

0

0

Pessoal

100.341,19

88.097,17

Sub-total

100.341,19

88.097,17

Encargos sobre remunerações

20.818,70

14.706,46

Seguro acidentes de trabalho

800,59

633,27

Encargos Sociais

Outros Sub-total TOTAL

800,00

0

22.419,29

15.339,73

122.760,48

103.436,90

Durante o ano de 2013, o número médio de pessoas ao serviço da Associação foi de 5, tendo sido também de 5 em 2012. Os órgãos sociais estão eleitos, em Assembleia Geral de 27 de Setembro de 2012, para o triénio 2012/2015 e têm o seguinte elenco: A Direção é composta por cinco membros efetivos e três suplentes; a Mesa da Assembleia Geral é composta por três elementos; o Conselho Fiscal conta igualmente com três membros efetivos e o Conselho Geral é composto por nove elementos. 19.

COMPRAS, VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS

19.1 VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS O montante de vendas e serviços prestados reconhecidos na demonstração dos resultados, é detalhado como segue:


37

2013

2012

VENDAS Mercado interno

28,30

1.675,00

28,30

1.675,00

243.568,94

186.279,35

TOTAL

243.568,94

186.279,35

TOTAL VENDAS E SERV. PRESTADOS

243.597,24

187.954,35

Mercado comunitário Mercado extra-comunitário TOTAL SERVIÇOS PRESTADOS Mercado interno Mercado comunitário Mercado extra-comunitário

19.2 COMPRAS No período não foram reconhecidas quaisquer compras. 20.

FORNECIMENTO E SERVIÇOS EXTERNOS

O detalhe dos gastos com fornecimentos e serviços externos é como segue: 2013 Subcontratos

2012 0

0

Trabalhos especializados

378.455,97

235.449,84

Publicidade

150.291,88

111.185,48

2.340,34

131,50

Vigilância e Segurança Honorários

30.609,15

9.205,72

Conservação e reparação

8.843,07

5.286,25

Despesas bancárias

2.240,64

2.981,57

Ferramentas utensílios

2.763,08

1 .561,19

Outros materiais

2.561,67

8.362,34

Electricidade

6.630,21

4.901,26

Combustíveis

652,00

0

Limpeza Higiene e Conforto

288,44

521,95

36.522,63

38.252,37

Deslocações, estadas e transportes Rendas e alugueres

3.718,34

2.035,91

15.237,89

15 .912,73

Seguros

2.262,68

1.596,03

Despesas representação

1.602,68

471,00

Outros

3.337,68

6.094,42

TOTAL

648.358,35

443.949,56

Comunicações

21.

OUTROS CUSTOS E PERDAS

2013 Impostos Correções rel per anter Quotizações

2012 8.684,02

5.995,05

10.350,02

783,74

1.150,00

7.290,00

Outros

10,02

5, 00

TOTAL

20.194,06

14.073,93


38

22.

OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS

2013 Rendas prediais Correcções rel per anter

2012 89.875,43

61.064,81

0

141,82

Outros

80,76

0

Total

89.956,19

61.206,63

23.

DIVULGAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS

Nos termos do nº 21 do DL 411/91 de 17/10, informa-se que em 31 de dezembro de 2013 a Associação não tem dívidas em mora à Segurança Social. Nos termos do DL 534/80 de 7/11, informa-se que em 31 de dezembro de 2013 não existem dívidas em mora ao Estado e Trabalhadores.

24.

CONTINGÊNCIAS E GARANTIAS PRESTADAS

24.1 PASSIVOS CONTINGENTES Em 31 de dezembro de 2013 a Associação não tinha processos em curso que possam ser avaliados como passivos contingentes.

24.2 GARANTIAS Não foram prestadas garantias bancárias. 25.

REMUNERAÇÕES DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

Não foram atribuídas aos órgãos sociais quaisquer remunerações no decorrer do ano 2013.


39


Nos termos do disposto nos nossos Estatutos, procedeu este Conselho à análise do Relatório das Actividades Associativas e das Contas relativos ao exercício findo em trinta e um de dezembro de dois mil e treze. Feita a análise dos mesmos, constata-se que no referido exercício houve um resultado líquido positivo de 16.311,04 euros. É com satisfação que continuámos a verificar que a estratégia desenvolvida na gestão da vida associativa, levada a cabo pelos atuais órgãos sociais, revela os seus frutos. Chegámos pois ao desejado equilíbrio, que permite à associação continuar o seu percurso de dedicação ao setor da ourivesaria. O investimento em projetos que trazem benefícios claros para a ourivesaria, como seja o Formação PME - Ourivesaria em Ação, o Gold Win Together, o What’s Coming Next e o Ourivesaria 3.0, revelam-se apostas seguras e vencedoras. Assistimos a um plano sustentado de desenvolvimento de atividades em benefício da ourivesaria, que muito nos apraz. Em 2013, mantém-se a rentabilização do património predial da associação, estando ocupados todos os espaços que a AORP tem disponíveis para arrendar. Entendemos, à semelhança do que temos vindo a afirmar, que o mandato desta direção só pode merecer elogio, para além da recuperação total do prejuízo, totalmente atingido em 2011, mantém em 2012 e continua em 2013 na senda dos ganhos. O caminho certo para a AORP é este, e com a participação dos associados continuará o percurso de forma equilibrada. Deixamos uma palavra de louvor neste parecer para a equipa interna da AORP, que com esforço e dedicação a que já nos habituaram, em 2013 continuaram a demonstrar brio e empenho no exercício do trabalho em prol da vida associativa, e por isso a eles lhes prestamos o nosso agradecimento. Posto isto, o Conselho emite o parecer de que o Relatório e as Contas merecem a aprovação dos senhores associados. Porto, 10 de abril 2014 António Moutinho Presidente do Conselho Fiscal


AORP - ASSOCIAÇÃO DE OURIVESARIA E RELOJOARIA DE PORTUGAL Av. Rodrigues de Freitas, 204 | 4000-416 Porto T. +351 225 379 161/2/3 | F. +351 225 373 292 geral@aorp.pt | www.aorp.pt CAPA Fotografia | Orlando Gonçalves Brincos | Eleuterio Jewels Anel | Gandras Jewellers Camisola | Maison Martin Margiela



Relatório e Contas 2013