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22 tripartida por dois robustos pilares era encimada por uma enorme arcada fechada por vitral. O colorido de um pavão que vai de um azul intenso ao amarelo ouro, servem, na arcada central de fundo a duas dançarinas que o escultor francês Guerin, soube interpretar obtendo um efeito extraordinário. Uma alegoria da música na chave do arco e as máscaras da comédia e da tragédia do mesmo escultor, como as palmas dos pilares se fundem com as linhas modernas do edifício, dando-nos um conjunto estético e harmônico. (L‟ARCHITETTURA ITALIANA, lug./ago, 1920; tradução nossa)

Figura 10. Projeto para o Kursaal Baiano. As duas alas laterais não foram executadas em virtude da falta de espaço do lado do Curriachito com notáveis prejuízos para os frequentadores – correspondiam às saídas laterais – e para estética geral do prédio.

Figura 11. Flagrante do quiosque lateral direito, onde funcionava a sorveteria, no dia da inauguração. Notar a elegância dos garçons. Fonte: L‟ARCHITETTURA ITALIANA, lug./ago, 1920

Fonte: BOCCANERA, 1921.

A sala de espetáculos, com capacidade para 1.200 espectadores, apresentava decoração cuja “entonação geral é cinza pérola e ouro. Todas as balaustradas são em esmalte branco e ouro.” Dotado de todos os requisitos propiciado pelas tecnologias mais modernas, o edifício possuía “iluminação elétrica, rica e brilhante e a ventilação natural é auxiliada por quatro exaustores capazes de renovar o ar viciado do ambiente em três minutos”. (L‟ARCHITETTURA ITALIANA, lug./ago, 1920. Tradução nossa) A Renascença, revista mensal de variedades, alias uma das novidades da época, saudou com entusiasmo a feliz iniciativa de Filinto Santoro de transformar o abandonado logradouro público em um centro magnífico, como poucos existem no país, a lembrar sem exageros alguns do Velho Mundo.

2011 Praca Castro Alves IGHBA CAPITULO - Copia  

A PRAÇA CASTRO ALVES: O LAMENTO DOS “CANTOS”. 1850 – 1888. Texto originalmente publicado em: DOURADO, Odete. Do lamento dos “cantos” à munda...

2011 Praca Castro Alves IGHBA CAPITULO - Copia  

A PRAÇA CASTRO ALVES: O LAMENTO DOS “CANTOS”. 1850 – 1888. Texto originalmente publicado em: DOURADO, Odete. Do lamento dos “cantos” à munda...

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