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Sexta-Feira ou Vida Selvagem, de M. Tournier (Resumo da obra) I - Robinson deixara os dois filhos e a mulher e viajara, no Virgínia, para fazer trocas comerciais entre o seu país e o Chile. Mas uma tempestade estragou a viagem e cuspiu toda a tripulação para o mar. II - Ao voltar a si, Robinson viu-se numa ilha deserta. III - Robinson estava esperançado que algum navio o encontrasse e, entretanto, alimentava-se do que encontrava na ilha. IV - Com a ajuda de alguns materiais do Virgínia, construiu um barco, ao qual deu o nome de Evasão. V - Algum tempo depois, Robinson deu por concluído o Evasão, mas acabou por desistir do projecto, ao aperceber-se que não o conseguiria transportar até ao mar. VI - Destroçado por causa do fracasso do Evasão, passava dias inteiros no lamaçal, acabando por enlouquecer. Alguns dias depois, resolveu voltar ao trabalho para nunca mais cair naquela tentação. VII - Robinson criou cabras e cabritos e alimentava-se do seu leite. Cultivou trigo e milho. Para seu espanto, encontrou o seu cão, Tenn, e este deu-lhe força para levar avante o seu projecto da construção de uma casa. VIII - Robinson decidiu fazer um calendário. Ao milésimo dia, criou leis para a ilha. IX – Dá-se o aparecimento de muitos ratos e Robinson teve de lutar contra eles. X - Há muito que Robinson não sorria. Um dia, viu o seu cão sorrir e queria responder-lhe com outro sorriso, mas apercebeu-se que ainda não conseguia. XI - As preocupações de Robinson eram relativamente aos trabalhos diários: a cultivação, os animais e a organização da ilha. XII - Robinson explorou melhor a gruta onde guardava os materiais que retirara do Virgínia. Acabou por adormecer lá dentro, mas algum tempo depois viu-se obrigado a sair, pois já não suportava o frio. XIII - Robinson avista vários índios que tentavam matar outro. Disparou a espingarda para um deles e o índio fugiu para perto de Robinson. XIV - O índio foi acolhido por Robinson em sua casa. De manhã, ao acordar, Robinson verificou se algum índio estava por perto para atacar o seu colega. Ao aperceber-se de que não havia ninguém por perto, sorriu. Era o seu primeiro sorriso após se encontrar na ilha. XV - O índio foi baptizado de Sexta-feira (dia em que o Robinson o encontrou). Sexta-feira passou a ser o companheiro e criado de Robinson, cumprindo todas as ordens que este lhe dava. Sexta-feira construiu uma piroga, na qual eles percorreram a costa da ilha. XVI - Sexta-feira nunca percebera o porquê de Robinson criar todas aquelas leis. Sexta-feira estava farto de trabalhar e de ser mandado pelo Robinson, só o fazia porque lhe estava grato, pois Robinson salvou-lhe a vida. XVII - Ao acordar, Sexta-feira não encontrou Robinson (pois tinha ido para a gruta). Pegou num cofre e transportou-o até perto de uns cactos. Dentro do cofre havia roupas e jóias, que Sexta-feira colocou sobre os cactos, vestindo-os como seres humanos. Na brincadeira com o índio, Tenn atirou-se para a água (onde estava a cultura o arroz) e o índio, ao ir salvar o cão, secou a cultura do arroz. XVIII - Quando Robinson viu tais coisas ficou irritado. Foi procurar Sexta-feira e sentiu inveja dele, pois viu que este andava muito contente.


XIX - Sexta-feira descobriu na gruta o tabaco de Robinson e fumou-o. Quando Robinson entrou na gruta à sua procurar, Sexta-feira apercebeu-se e atirou o cachimbo contra os barris. Isto provocou uma explosão. XX - Tudo o que Robinson construíra explodiu. Por causa da explosão, Tenn morreu. XXI - Depois do que aconteceu, Robinson já não se dedicava a construções. Robinson cortou a sua longa barba. Ficou com um visual diferente e mais jovem. Sexta-feira divertia-se a mandar flechas ao ar. XXII - Agora, Robinson aprendia várias coisas com Sexta-feira e assim divertiamse muito os dois. XXIII - Sexta-feira construiu uma espécie de manequim e deu-lhe o nome de Robinson Crusoe, que era o governador da Ilha Speranza. XXIV - Robinson e Sexta-Feira divertiam-se imenso a fazer um jogo em que cada um fala da personalidade do outro, do que fazia, do que comia… XXV - Sexta-feira encontrou um barril de pólvora e os dois amigos encontraram várias maneiras de se divertirem com ela. Por vezes, à noite, faziam festas. XXVI - Robinson dedicava-se, agora, a ensinar o inglês ao seu companheiro XXVII - Um dia, ao acordar, os dois foram surpreendidos por um bando de papagaios. Qualquer palavra que eles dissessem era repetida pelos papagaios e, assim sendo, Robinson e Sexta-Feira viram-se obrigados a comunicar por linguagem gestual. XXVIII - Sexta-Feira encontrou uma cabrinha aleijada e dispôs-se a cuidar dela. Anda (a cabrinha) desapareceu. Sexta-Feira encontrou-a com Andoar. Os dois, Andoar e Sexta-Feira, lutaram e Sexta-Feira feriu-se. XXIX - Robinson encontrou Andoar e Sexta-Feira. Andoar estava morto e Sexta-Feira estava a rir-se dele. XXX - Sexta cortou o corpo de Andoar em várias partes: a cabeça pô-la num formigueiro, a pele e os intestinos deixou-os sobre a terra e um braço atirou ao mar. Sexta-Feira queria fazer voar Andoar. XXXI – Robinson, para perder o medo das alturas, subiu a uma árvore e lá viu Andoar a voar. XXXII - Sexta-Feira fica muito contente por ter cumprido a sua promessa, de fazer voar Andoar. XXXIII - Com as tripas e o crânio, Sexta-Feira fez uma harpa eólica, e fez tocar Andoar. XXXIV - Um dia, Robinson viu um barco aproximar-se da ilha. O barco parou e Robinson ficou a saber que era um Sábado, dia 22 de Dezembro de 1787. Assim sendo, Robinson encontrava-se na ilha há cerca de 28 anos. Robinson não quis continuar no barco e regressar à sua terra, preferiu permanecer na ilha. XXXV - Ao acordar, Robinson não sabia de Sexta-Feira. Apercebeu-se de que Sexta-Feira o abandonara na ilha e partira no barco, mas encontrou o grumete do Whitebird, que se escondeu na ilha, pois não queria continuar naquele barco. Deu-lhe o nome de Domingo, dia dos jogos e divertimentos. Assim, Robinson perdeu um companheiro, mas ganhou outro.

O professor: António A. V. Alves


Sexta-Feira ou Vida Selvagem - Resumo por Capítulos (blog8 09-10)