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Informativo do Governo da Cidade de Embu

Nº 7

Novembro - Dezembro/2009

www.embu.sp.gov.br

O sonho é possível Casa própria

Pró-Habitação • Minha Casa, Minha Vida • Morar Legal • Meu Bairro Mais Bonito

Todo mundo quer Embu se chamará Embu das Artes. Oficialmente

Cuca legal Nossa loucura é premiada em Brasília

Reforma geral Esculturas de Elaine Malca na janela da galeria Empório King

Avenida Elias Yazbek, novo cartão postal da cidade

Artista na Europa Expressionismo de Ciuffi à mostra em Portugal


Olá, Está nas suas mãos a edição número 7 do Jornal da Cidade, a última de 2009. E com uma reportagem de capa que faz um desejo adormecido, mas jamais esquecido, desabrochar: o sonho da casa própria, um desejo de, no mínimo, 15 mil famílias que vivem amontoadas em barracos e casebres de nossa cidade, sem perder a esperança de que seu dia chegará. O governo da cidade de Embu das Artes trabalha duro e faz parcerias com o governo federal, estadual e movimentos sociais de moradias, para que, até 2012, 32 mil pessoas possam bater no peito e dizer: “pode entrar, a casa é sua!” Outra coisa: Embu vai virar, oficialmente, Embu das Artes. Não é pra menos: Todo Mundo Quer. Basta apenas a gente conseguir que 1% dos nossos eleitores assinem o abaixo-assinado pedindo a alteração do nome. Em seguida, a Câmara Municipal oficializa um pedido ao Tribunal Regional Eleitoral, e pronto: ele marca o dia em que será feito um plebiscito geral para a aprovação da medida. Até lá, com certeza, o artista Wanderley Ciuffi já estará de volta da Europa, a Avenida Elias Yasbek estará ficando um brinco e nossos “loucos” estarão faturando outros prêmios, como o obtido com a obra Cuca Legal, em Brasília, mês passado. E tudo isso, claro, será notícia no próximo Jornal da Cidade. Até lá. Feliz 2010.

Fala

Povo

Entulho

Atenção, Prefeitura. Favor fiscalizar a Av. Rotary. Estão despejando entulho próximo ao Cemitério dos Jesuítas. Joaquim Pereira Resposta: Neste ano, a fiscalização da Prefeitura está de olho em quem despeja entulhos na cidade (veja reportagem na pág. 15). Porém, não é possível fiscalizar tudo. Por isso, pedimos a colaboração dos cidadãos: caso alguém veja um veículo suspeito despejando entulho em via pública, entre em contato com a Guarda Civil Municipal, telefone 153. Francisco Carlos Pereira Secretário de Trânsito e Transporte

Poluição Sonora

Um dos maiores males dos tempos modernos é o barulho. Já passou da hora de se criar mecanismo para disciplinar esse abuso que tanto prejudica nossa saúde. Não é possível admitir tamanha falta de educação e cidadania de pessoas que querem

Jogos do Interior

Parabéns aos atletas, que deram tudo de si, e ao mestre Paraíba, descobridor do melhor de cada um. Estou orgulhosa em saber que somos representados por esse grupo. Tatiane Timoti

Meio Ambiente

Gostaria de saber se a Prefeitura vai plantar algum manacá-da-serra, pois só vejo palmeira imperial, mas o símbolo da cidade, nada. Nem na prefeitura, que estranho! Shirley Terezinha Silveira Resposta: O intuito da realização do concurso que escolheu a árvore símbolo da cidade era mostrar aos moradores de Embu das Artes as espécies de árvores nativas do município. O manacáda-serra é uma espécie que não se desenvolve quando plantada em áreas isoladas ou em praças públicas e calçadas, por exemplo, pois necessita de um lugar propício para sobreviver. João Ramos Secretário de Meio Ambiente

impor sua vontade, fazendo com que outro cidadão ouça o que elas querem ouvir, na altura que desejarem. Torço sinceramente pelo sucesso da Lei, desde que com critérios justos e bem abalisados. Jairo Feitosa

CampanhaAntifumo O Procon-Embu orienta sobre a Lei Estadual Antifumo, por intermédio de fiscais, que entregam o material a ser afixado no estabelecimento e orientam sobre a abrangência da Lei. Eles já passaram pelos Jardins Santo Eduardo, Vazame, Santa Tereza, São Marcos, Santa Clara e Pinheirinho, Parque Pirajuçara e Centro e perceberam a aceitação dos comerciantes.

Expediente O Jornal da Cidade é uma publicação da Secretaria de Comunicação Social do Governo da Cidade de Embu das Artes • Rua Andronico dos Prazeres Gonçalves, 114 - Centro - Embu - SP - Cep: 06804-200 PABX: (11) 4785-3500 - Disque Serviços: 0800-7730005 - Site: www.embu.sp.gov.br Prefeito: Chico Brito • Vice-prefeito: Natinha • Secretário: João de Barros, MTb 16.066/SP Redação: Brunno Rocha, Cristiane Del Gaudio, MTb 25.865/SP, Daniela Karin, MTb 44.134/SP, Maria Regina Teixeira, MTb 25.799/SP Projeto gráfico e editoração: Alexandre de Carvalho, Antonio de Oliveira e Juan Paulo Fotos: Carolina Mas, Guego e acervo da Secretaria • Apoio: Maria Emília Lucas Cardoso, Nadir Prado Bremecker e Tatiane Nunes • Jovens Aprendizes: Jaqueline Barbosa e Júlio Pedrete Distribuição: Gustavo Fernandes Patez, Manuel Rafael da Silva, Mauro Damasceno e Silvio Moreira da Silva Gráfica: Carlos Augusto e Cleder Felício • Site: Marcelo Souza Ramos Impressão: Bangraf • Tiragem: 50 mil exemplares. Distribuição gratuita E-mail: comunica@embu.sp.gov.br • Tel.: (11) 4785-3633 / Fax: 4704-2451

Telefones úteis

Guarda Municipal: 153 • Centro de Atendimento ao Turista: 4704-6565 Disque Ambulância: 192 • Maternidade Municipal: 4785-0194 • Procon-Embu: 4785-3569 Pronto-socorro Central: 4785-0155 • Pronto-socorro do Jardim Vazame: 4782-4937 Defesa Civil: 4781-1090 • Ouvidoria: 0800 770 4114

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Embu das Artes: todo mundo quer

Identidade

Reconhecida nacional e internacionalmente pela feira de artes e artesanato, Embu está perto de ter seu nome oficialmente rebatizado para Embu das Artes. Foi aprovada, pela Assembleia Legislativa, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), do deputado Donisete Braga (PT), para que os municípios alterem o nome, se desejarem – o prefeito Chico Brito já solicitara que Embu fosse oficialmente chamada de Embu das Artes, para distingui-la de Embu-Guaçu.

Agora, para a mudança, é necessário que 1% dos eleitores, por meio de abaixo-assinado, peçam a alteração do nome à Câmara Municipal. Depois, o pedido vai ao Tribunal Regional Eleitoral, que convocará o plebiscito. A ideia é que ele se realize antes das eleições de 2010. O processo deve levar cinco meses.

Lei do Silêncio quase pronta Orientação Urbana

O ruído é uma questão ambiental dos centros urbanos, uma preocupação de saúde pública.

A barulheira está com os dias contados.

A Prefeitura de Embu das Artes elaborou a Lei do Silêncio, depois de constatar nas reuniões de bairros e, principalmente, nas inúmeras queixas de perturbação da paz registradas na Ouvidoria da prefeitura, que a questão do barulho atingia índices alarmantes.

O uso abusivo de aparelhos sonoros, que provocava desconforto geral, levou o governo da cidade a apresentar a base do projeto, depois de promover duas conferências públicas com grande participação popular. Com os principais artigos definidos, a lei foi levada à comissão formada por representantes de segmentos da sociedade (casas de show, restaurantes com música ao vivo e igrejas, por exemplo), num encontro na Prefeitura, quando todos avaliaram a íntegra da redação. O projeto de lei foi encaminhado para votação da Câmara Legislativa. A lei exige que os estabeleci-

mentos com instalações e espaços de lazer, atividades culturais, diversão, casas noturnas, restaurantes e bares, entre outros, tenham tratamento acústico que limite a passagem do som para o exterior. Pelo projeto, os parâmetros para regular os abusos são baseados na legislação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Instituto de Metrologia (Inmetro). As infrações, classificadas em leves, graves e gravíssimas, têm penas de até R$ 5.000,00. No caso de residências há pena de apreensão do equipamento, sem prejuízo de outras sanções.

Fome de quê? de Abril e no Centro Histórico – esclareciam sobre temas de Segurança Alimentar, explicavam o projeto de agricultura urbana Colhendo Sustentabilidade, davam informações sobre o Núcleo de Consumo de Alimentos Orgânicos e verificavam a pressão arterial das pessoas. Quem quis, saboreou as

Cozinha Experimental: receitas supimpas.

deliciosas receitas de aproveitamento integral de alimentos, produzidas na Cozinha Experimental do Banco de Alimentos. Os bairros Vista Alegre, Jardim

A vez dos pequenos produtores rurais

Plantação de chuchu em Itatuba.

Embu vai comprar produtos agropecuários de pequenos agricultores familiares, a partir de fevereiro de 2010, para atender mais de 10 mil beneficiários do Banco de Alimentos e combater os preços altos praticados

“Ruídos acarretam estresse: elevação da pressão arterial, aumento do metabolismo e da taxa de glicose no sangue, dilatação das pupilas” – explica a psicoterapeuta Eunice Ferrari, em artigo no portal do Ministério da Saúde.

Assistência Social

Cerca de 800 pessoas participaram das ações de Segurança Alimentar do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional – o Comsea. Foram debatidos temas como os impactos da monocultura, de agrotóxicos e adubos químicos, os transgênicos, o papel da Agricultura Familiar na alimentação do brasileiro e a necessidade de ela ser considerada uma política pública no município. Três tendas educativas – no Pátio da Prefeitura, na Praça 21

Saúde

Riscos à

por atravessadores. A Prefeitura se reuniu com cooperativas e associações de pequenos produtores rurais, para estreitar as relações com os agricultores. Na reunião, foram apresenta-

Santa Emília e Jardim Júlia foram contemplados com palestras e oficinas sobre Alimentação Saudável, Aproveitamento Integral e Agricultura Urbana.

dos os planos para a implantação do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA –, para a merenda escolar, cujo desafio será entregar, ponto a ponto, os produtos em Embu.

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Administração Acerto de contas Reunião com donos de escritórios de contabilidade discute melhorias na política tributária e administrativa. Um dos problemas apontados pelos contadores é o alto valor das taxas cobradas pela Prefeitura para abertura de uma firma – R$131,26 para se abrir uma empresa, mais uma taxa que varia de R$116,99 a R$1.871,84, dependendo do ramo de atividade do estabelecimento. Outra reivindicação é a taxa anual cobrada para abertura de uma empresa – atualmente, tanto faz que ela seja aberta em dezembro ou em

Calouros 2010

Os moradores da cidade de Embu que desejam ingressar em uma faculdade no próximo ano devem ficar atentos. Algumas entidades de ensino superior conveniadas com a Prefeitura de Embu – conforme a Lei Municipal n.º 2.032/03 – estão com inscrições abertas para o vestibular 2010. Os descontos

janeiro, por exemplo. Também foi solicitada a mudança do prazo de validade do alvará concedido às empresas – de um ano para três anos –, coincidindo com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – A.V.C.B. Existem casos ainda em que empresas encerram suas atividades sem cancelar sua inscrição – assim, elas continuam acumulando débitos. A equipe da Prefeitura vai avaliar o que pode ser feito

concedidos variam entre 10% e 40%, dependendo do curso escolhido. Os interessados devem procurar uma das praças de atendimento – Centro, Jardim Santo Eduardo ou Jardim Santa Tereza – e levar cópia do documento de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência.

Contabilistas: problemas com abertura e encerramento de empresas.

para atender às solicitações. A Prefeitura pediu aos contadores que divulguem aos seus clientes a Lei nº 120, que autoriza o Poder Executivo a identificar e cancelar as inscrições

Entrar na faculdade, o desejo de boa parcela de jovens da cidade.

Servidores aprendem língua de sinais Como parte da política de inclusão, o governo de Embu das Artes promoveu um Curso de

Formação em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), no Centro de Referência de Pessoas com

Rapidinhas

O pessoal da Prefeitura aprende a Língua Brasileira de Sinais.

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cadastrais mobiliárias inativas e demais débitos, desde que o contribuinte, pessoa física ou jurídica, comprove estar inativo no período em que ocorreu o lançamento tributário.

Libras?

O que é Deficiência (CRPD). As aulas foram dirigidas pelo professor Juan Ramirez – formado em pedagogia e mestre em educação especial – e destinou-se aos funcionários da Prefeitura, com o objetivo de prepará-los para atender pessoas com deficiência. Logo no primeiro dia de aula, o professor lembrou que “mais importante do que entender a teoria é praticar. Por isso – disse –, as próximas aulas serão ministradas também por surdos”. Este módulo terá duração de três meses – vai até dezembro. A previsão é que em 2010 sejam realizados dois módulos subsequentes e que se abram mais vagas para o primeiro módulo.

Com origem na língua de sinais francesa, a Língua Brasileira de Sinais – Libras – é um idioma praticado por pessoas que não se comunicam através da fala. Ela é considerada um idioma por conter estrutura gramatical, níveis linguísticos – fonológico, morfológico, sintático e semântico – e caráter visual-espacial. Os sinais estão ligados à cultura local e variam a cada região ou país. O professor Juan Ramirez diz que há palavras que não têm sinal definido, daí a importância da prática com os surdos, que permite a ampliação do vocabulário.

Agentes resgatam tucano

Dinheiro para o trânsito

Os agentes de trânsito Lúcio Lopes e Marcelo Santos resgataram um tucano-de-bico-verde. O pássaro estava numa árvore na Rua Lorena, no Jardim Dom José, com linhas de cerol enroladas nas asas e pescoço, mas não estava ferido. Os agentes o entregaram à Secretaria do Meio Ambiente, que devolveu o bicho à natureza.

Foi assinado um convênio para implantar sinalização viária e semáforos nas Ruas Marcelino Pinto Teixeira e Jorge Alfredo Camasmie, no Parque Industrial. O objetivo é solucionar o trânsito, que aumentará com o fim das obras da ETEC e do Rodoanel. O valor da obra é de 60 mil reais e o prazo de execução é de 120 dias.


Universidade Federal: a luta continua

Educação

Os prefeitos do Conisud (Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo) se reúnem para discutir a educação superior gratuita. O movimento não é uma atuação apenas das seis cidades que o compõem, mas abrange toda a região sudoeste, incluindo as subprefeituras paulistanas de Butantã, Campo Limpo e M’Boi Mirim, que fazem divisa com os municípios do Conisud e também seriam beneficiadas. O prefeito Chico Brito sugeriu que, paralelamente, seja feito um diagnóstico profundo das seis ci-

dades, incluindo a análise técnica da localização de terrenos de que cada uma dispõe para a implantação da Universidade Federal, além de dados sócioeducacionais dos municípios. Os relatórios serão encaminhados ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que apoiou a luta dos prefeitos na reunião anterior, realizada na Diocese de Campo Limpo, num ato considerado inédito.

Iara Bernardi, representante do MEC em São Paulo, fala em reunião do Conisud.

Embu terá primeira faculdade particular FPA é a sigla da Faculdade Polis das Artes, primeira instituição de ensino superior particular de Embu das Artes, que, a partir de 2010, oferece o curso de Administração. Depois de fundar a primeira escola de educação infantil da cidade, há 27 anos – a Arco-Íris, precursora da Polis, no Jardim Santa Emília, um dos bair-

ros mais antigos de Embu –, a psicóloga e pedagoga Maria do Carmo Santos Motta concretiza mais um de seus sonhos. Aos 19 anos, ela começou a dar aulas a cinco crianças, numa das salas da antiga casa da família Motta. A residência na estrada de Itapecerica a Campo Limpo era uma referência do bairro, quando passou a abrigar a escola. Quando os pais,

Marcelino e Maria, vieram para o bairro, há mais de 40 anos, não havia sequer uma escola pública. O casal, então, passava nas casas do lugar relacionando numa lista as crianças em idade escolar para reivindicar a abertura de um colégio. A iniciativa levou à criação do grupo escolar do Jardim Santa Emília, que mais tarde se tornaria a Escola Estadual Irmã Iria Kunz.

Assustados com violência, moradores pedem ajuda

Segurança

Bairro Maria Auxiliadora enfrenta onda de assaltos a residências e pede socorro à Prefeitura. Em dois meses foram assaltadas nove casas, três delas em uma semana. Na busca de solução, dez moradores se reuniram com o prefeito Chico Brito e o Comandante Dirceu, da Guarda Civil Municipal (GCM). A proposta apresentada é a continuidade das

rondas, de forma ostensiva, pela GCM. Além disso, o prefeito irá, com os representantes dos moradores, conversar com o delegado titular, Mario Watanabe, e com o da seccional de Taboão da Serra, Erasmo Filho, para cobrar investigação da Polícia Civil.

Auxílio ao Auxiliadora: ladrões atazanam a vida dos moradores do bairro.

Sabesp nova

Sabesp velha

Outro convênio é para a reforma da Escola Municipal Reynaldo Ramos de Saldanha da Gama, no Jardim Nossa Senhora de Fátima. Haverá readequação hidrossanitária e elétrica da escola, nova rampa de acesso e troca dos fechamentos e do piso do pátio. A obra custará R$ 600 mil e o prazo de execução é de 180 dias.

O novo prédio do escritório da Sabesp foi inaugurado na Rua Luiz de Almeida Carvalho, 132 – Centro. A agência, próxima ao ponto final dos lotações, tem acesso para cadeirantes e possui caixas de autoatendimento, que permitem ao usuário tirar a segunda via de contas, fazer registro de vazamentos e reclamar da falta de água.

Em outubro, a Sabesp deixou sem água 130 mil pessoas das Chácaras Caxingui e São Marcos, dos Jardins Dom José, da Luz, Nossa Senhora de Fátima, Presidente Kennedy, Santa Tereza, São Vicente, Silvana, Valo Verde e Vazame e dos Parques Independência e Pirajuçara. O motivo, segundo a empresa, foi uma limpeza na rede.

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Rapidinhas

Dinheiro pra escola

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Defesa do Consumidor Procon Itinerante Atender ao público, divulgar e conscientizar o consumidor são normas desse novo serviço, que funciona desde março. Os atendimentos são feitos nas feiras livres de Embu. Em outubro, nos Jardins Vista Alegre e do Colégio, foram distribuídos mais de 800 panfletos com informações sobre as reclamações atendidas pelo Procon. Até este

mês, segundo a coordenadora do Procon-Embu, Silmara Bergamini, mais de quatro mil pessoas foram atendidas pelo projeto. Nas tendas o consumidor pode abrir Cartas de Informações Preliminares (CIPs) – primeira ação

Procon Itinerante: marca registrada de Embu.

do processo de atendimento, quando o Procon registra a reclamação e a envia ao fornecedor. Caso ele não responda ou o faça de forma desfavorável, marca-se uma audiência de conciliação. No início, foram priorizadas

as maiores feiras. Os eventos eram realizados duas vezes por mês, com revezamento entre os bairros. Agora, o Procon atende também em bairros menores, para “projetar o trabalho e divulgar o serviço” – diz Silmara.

Direitos na Terceira Idade O Procon-Embu realiza o ciclo de palestras “Direito naTerceira Idade”, nos 23 núcleos do Centro de Referência do Idoso. Na primeira parte da palestra, a Técnica de Atendimento do Procon, Maria Aparecida, dá dicas de formas de consumo – identificação de produtos necessários

e supérfluos –, fala dos cuidados que se tem de tomar ao fazer parcelamentos e informa sobre pesquisa de preços e orçamento doméstico. Na segunda parte, o Técnico de Proteção e Defesa do Consumidor, Paulo Pereira de Moraes, lembra os direitos garantidos pelo Estatuto do Idoso

– saúde, transporte e assistência social – e aborda temas como cartões de benefícios, empréstimos consignados e respeito ao idoso. Além de orientar e conscientizar sobre os direitos, as palestras têm por objetivo fazer com que os idosos sejam multiplicadores dessas informações.

Saúde

Embu deixa Brasília maluca

Procon atende o pessoal da 3ª Idade.

A cidade reuniu a maior comitiva da Grande São Paulo – 14 pessoas – na Marcha de Usuários da Saúde Mental.

Ah, eu tô maluco!

Cuca Legal

Rapidinhas

O Centro de Convivência Conviver conquistou o 3° lugar do V Prêmio Arthur Bispo do Rosário, na categoria Escultura/Instalações, com a obra Cuca Legal. A premiação foi realizada em outubro, em São Paulo. O trabalho foi feito coletivamente nas oficinas de argila e

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O grupo entregou uma carta com as seguintes reivindicações para o governo: aprovação de legislação de cooperativismo social; apoio a organização de feiras de saúde mental, economia solidária e formação em empreendedorismo; comércio justo e solidário; cooperativismo social em parceria com universidades; inclusão no Projeto Brasil Local (da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho) de agentes de desenvol-

artes, em parceria com o Memorial Sakai. Houve mais de 800 inscrições em seis categorias – Pinturas e Ilustrações, Esculturas e instalações, Fotografias e imagens, Poesias e textos, Livros e Vídeos. A obra ficou exposta na estação de Metrô Sé.

vimento que acompanhem localmente os projetos de trabalho da saúde mental. A marcha assegurou ainda a realização da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental; expansão da reforma psiquiátrica, com a ampliação de equipamentos substitutivos aos manicômios; maior acesso dos usuários de hospitais ao programa De Volta para Casa; e investimento na implantação de residências terapêuticas. Os usuários que sofreram maus-tra-

tos (abandono, eletrochoques, hipermedicação etc.) e passaram por longos períodos de internação em manicômios defenderam as causas do movimento com propriedade. Na avaliação da coordenadora da Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Embu das Artes, Katia de Paiva, depois de 200 anos de manicômios e 20 de Reforma Psiquiátrica, “o momento é histórico. Conseguimos avançar. A emoção das pessoas foi contagiante” – sintetizou.

Obra Cuca Legal, premiada e exposta no Metrô Sé, em São Paulo.

Orkut

Culto ecumênico

Morre Roque Valente

O Comitê Pró-Plebiscito – órgão suprapartidário que deseja a alteração do nome da cidade – está na maior rede mundial de relacionamento via internet, o Orkut. Entre lá, deixe seu recado e participe da comunidade Embu das Artes: Todo Mundo Quer. Para participar, basta ter uma conta no Orkut.

O dia de Finados teve missa campal e culto ecumênico no Cemitério dos Jesuítas, no Parque Pirajuçara. De manhã, a missa foi presidida pelo padre Pierre e reuniu mil pessoas. À tarde, 200 pessoas acompanharam o culto ecumênico dirigido pelos pastores Wiliam, Edvaldo, Carlos, Zacarias e Adílson.

Aos 91 anos, faleceu Roque Valente, dia 10 de novembro, em São Vicente (SP). Paulistano, ex-vereador de Embu – 19601964 –, esse médico formouse em Direito com mais de 60 anos. Seu nome batiza a Mata do Roque Valente, antigo sítio da família, com 430 mil m², no Parque Pirajuçara.

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Embu das Artes no Banco de Imagens

Turismo

Ele permitirá o acesso a duas mil fotos dos principais pontos turísticos de São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Turismo, elas serão mostradas em voos com destino a São Paulo, nos ônibus e metrô. No site do Banco de

Imagens podem-se encontrar 14 fotos de Embu das Artes. O serviço permite que o internauta faça o download gratuito das imagens em alta resolução. Para isso, cadastre-se em http:// www.fcvb-sp.org.br/bancodeimagens/index.php.

Foto: Miguel Schincariol

O secretário municipal de Turismo, José Aparecido da Silva, participou do lançamento do programa.

Escultura do Memorial Sakai: uma foto do Banco de Imagens de São Paulo.

Velhas alegrias

Participação Cidadã

O Centro de Referência do Idoso (CRI) promoveu o evento Melhor 3ª Idade, no Dia do Idoso, em outubro.

O grupo de percussão Batuca Lata.

Em parceria com a Pastoral do Idoso e a União dos Aposentados do Embu (UAPE), houve música – com o grupo de percussão do CRI, Batuca Lata, que usa instrumentos feitos de material reciclável –,

dança e artesanato. Na ocasião, foi distribuída a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, e quem quisesse podia aferir a pressão arterial. Nos CRIs os idosos têm ativi-

dades físicas, terapia em grupo, artesanato, dança, bailes mensais e acompanhamento psicológico. Ligados à Secretaria de Participação Cidadã, eles valorizam o idoso e garantem que seus direitos sejam cumpridos. Ao todo existem 23 núcleos de CRIs em Embu - nesta administração foram abertos três e até o final do ano serão instalados mais três. Com isso, o idoso não precisa ir a bairros distantes de sua casa para participar de atividades. “Isso resgata quem ficava em casa, tendo a impressão de que a vida acabou. O objetivo é valorizá-los e elevar sua autoestima, trazendo-os para o convívio social” – diz a coordenadora do CRI, Nelman do Amaral.

Maria Follador Cechimel, 80 – “É um dia especial, de renovação da vida.”

Ivo Sarkis, 67 – “Sinto orgulho dessa idade. Venci muitas lutas e dificuldades. Meus filhos estão criados, tiveram boa educação. A idade não quer dizer nada.”

Cursos, cursinhos e cursões A Secretaria de Participação Cidadã promoverá o curso Envelhecimento: fundamentos em gerontologia e políticas públicas para práticas sociais, ministrado pelo Instituto Sedes Sapientiae, para os profissionais do Centro de Referência do Idoso (CRI) e membros do Conselho Municipal de Direito do Idoso.

O objetivo é oferecer subsídios teóricos em gerontologia – estudo do processo de envelhecimento –, visando uma atuação mais propositiva com os idosos. Eles serão estimulados a desenvolver um pensamento crítico e reflexivo sobre as concepções de velhice. O curso tem carga horária de 60 horas.

Outros cursos Além do curso de Libras (leia na pág. 4), há outro sobre o Controle Social e Orçamento Público, para que os conselheiros e representantes das 13 regiões do Orçamento Participativo (OP) fiscalizem o orçamento público. Os encontros são quinzenais e vão até março de 2010.

Mudança de feira

A 6ª etapa do Campeonato Regional de Saltos ocorreu na Vila Hípica Moinho Velho. Realizado pela Federação Paulista de Hipismo e pela Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural, teve o apoio da Prefeitura de Embu. Foi a primeira vez que a cidade recebeu um evento do gênero, que contou com cavaleiros de todo o Estado.

Desde o dia 3 de outubro, a feira livre do Jardim Vazame é realizada na Rua Boa Viagem, às quartasfeiras e aos sábados, e não mais na Rua Augusto de Almeida Batista. A medida faz parte das diretrizes do governo municipal e foi discutida em conjunto com os feirantes da cidade. Bom para todos. Ótimo para a cidade.

Rapidinhas

Pula, cavalinho!

Por fim, o curso Fortalecimento de Rede de Abrigos do Município de Embu, visa fortalecer a rede de abrigos da cidade. Participam os funcionários dos três abrigos conveniados com a Prefeitura, conselheiros tutelares e servidores do Fórum de Justiça de Embu.

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A casa dá d No Jardim da Luz havia um vale em que nascentes brotavam da terra e árvores coloriam a paisagem de verde. O vale podia ser um lugar ideal para se viver. Mas o lugar, uma área pública, começou a ser ocupado no final dos anos 1980. A nascente e o córrego no fundo do vale foram contaminados. A mata que o cobria, hoje se limita ao entorno – e parece cada vez mais distante. À margem do córrego, antes limpo, ergueram um barraco, depois outro, e mais outro. Assim nascia a favela Dois Palitos – o nome, diz gente antiga do lugar, faz referência às poucas tábuas fincadas para erguer os primeiros barracos. Considerada uma das maiores favelas de Embu, a Dois Palitos é um aglomerado de construções precárias de tijolos, blocos e madeira, em que sobrevivem 600 famílias, de acordo com mapeamento feito pela Companhia Pública Municipal Pró-Habitação, empresa pública responsável pelos programas habitacionais da cidade.

Morar Legal A urbanização e a recuperação ambiental da área da Dois Palitos são prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e do Programa Morar Legal, do governo da cidade de Embu das Artes. Serão investidos R$ 12,8 milhões em obras de infraestrutura de saneamento básico – água, luz, coleta de esgoto,

iluminação pública, novas vias e pavimentação. Serão construídas 186 moradias, praças, áreas de lazer equipadas e centro comunitário. A maior parte da grana – R$ 10,2 milhões – virá da União. A contrapartida do município será de R$ 2,5 milhões. Atrasos burocráticos impediram o início da obra, previsto agora para 2010.

O Deputado da Dois Palitos

Um deputado que vive mal.

Valdeci Ferreira, 67 anos, chegou na Dois Palitos há 17 anos, quando “havia apenas alguns barracos e uns dez moradores” – diz. Pernambucano falante, Valdeci logo

se tornou “Deputado”, apelido que até hoje o deixa orgulhoso. Deputado viveu no Jardim Ângela. “Era um lugar prensado” – diz esse criador de porcos, que procurou outro canto para morar e acabou na Dois Palitos – ele possui hoje uma vara de 12 porcos, um deles, de 200 quilos, será o prato de Natal da família. Segurança aposentado numa metalúrgica de São Paulo, Deputado teve com a esposa Terezinha, de 63 anos, 14 filhos, dos quais seis sobreviveram. Três filhas e 11 netos moram em barracos próximos ao dele. A família compreende mais 27 netos e quatro bisnetos.

Um dia, garantem os técnicos, a Dois Palitos será assim.

De favela a bairro

A favela e o bairro: o tempo trará a mudança.

A expectativa dos moradores da Dois Palitos é que a favela dê lugar a um bairro, como está no projeto da Pró-Habitação, do governo municipal. Sobre o início da obra de urbanização e regularização, Deputado diz: “queremos uma resposta definitiva, se vai fazer mesmo ou não vai, que marquem o dia pra

começar ou parem de vez”. Deputado se recorda de uma frase dita, segundo ele, pelo prefeito Chico Brito, numa reunião com os moradores: “Ele falou assim: ‘Vocês vão ter o prazer de não chamar mais de favela, será uma habitação’ – o povão escutou ele falar isso”.

Cadê a conta de luz?

Feliz 2010, 2011, 2012

Consciente da condição em que vive, Deputado conta: “quando tenho de fazer documento ou uma compra, sempre pedem a conta de luz, a conta de água, perguntam se moro em terreno próprio, querem ver os documentos”. Morar em casa própria e regularizada é o desejo maior de quem vive na Dois Palitos. Um sonho de igualdade que tem no projeto de urbanização e recuperação ambiental do PAC-Morar Legal a oportunidade de se tornar realidade.

Entre 2010 e 2012, cerca de 22 mil pessoas celebrarão a conquista de suas moradias. Os projetos de urbanização, regularização fundiária e recuperação ambiental que envolvem unidades habitacionais são os seguintes: PAC/Morar Legal Jd. dos Moraes: 386 moradias Ísis Cristina: 356 moradias Complexo Pombas-Botucatu: 230 moradias Jd. Castilho: 240 moradias Jd. da Luz:186 moradias

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Barracão de zinco: tristes memórias.

Vista Alegre: 114 moradias Valo Verde: 102 moradias João do Dico: 60 moradias Santo Antônio: 27 moradias Minha Casa, Minha Vida: 1.100 moradias Movimentos Populares Parque Luiza: 1.100 moradias Pró-Habitação Jd. Casa Branca: 140 moradias Valo Verde: 35 moradias Jd. Sílvia: 32 moradias Jd. Vazame: 13 moradias Jd. Santo Eduardo: 11 moradias


dignidade

Em bairros, favelas, conjuntos habitacionais, loteamentos precários, nas ruas de Jardins e Vilas de Embu, o Jornal da Cidade ouviu que morar legal é bom demais

Vida

Vielas estreitas e sinuosas, barrancos, escadarias de terra e cimento formam uma espécie de labirinto na Dois Palitos. Por detrás de paredes de madeira ou tijolos, há ricas histórias. De pessoas cordiais, que abrem as portas de suas casas, oferecem bebida, lugar pra sentar e falam da vida: da origem nordestina, da interrupção dos estudos, da falta de planejamento familiar – evidenciada pela grande quantidade de filhos – e do subemprego ou desemprego. Vamos a elas. Larissa, 13; Daniel, 11; e Jamile, 6. Todos estudam. Ana estudou até a 5ª série. Diarista, trabalha uma vez por semana. O alimento da família vem, toda semana, do Banco Municipal de Alimentos.

José de Lima, o Canjica, alagoano, 33 anos, vive com a pernambucana Marinalva da Silva, 43, e onze dos 12 filhos na favela (um está no Nordeste). Marinalva mora há 18 anos na Dois Palitos. O barraco dela tem dois cômodos. O quarto é onde todos dormem. Ao lado do barraco, um cômodo em tijolos que Canjica erguia, caiu sobre ele e os filhos. Ninguém se feriu. “Seria uma vendinha, para defender o leite dos filhos” – explica.

Morar é ter

uma casa mesmo, com quarto pros meus filhos. Porque aqui não é morar, aqui é passar uns dias.

A baiana Ana Cláudia de Jesus, 34 anos, vive num barraco com seus cinco filhos e Lucas, que ela juntou a família depois que ele perdeu a mãe. São dez anos na Dois Palitos. “Eu e meus filhos levantamos isso aqui, sem medição, sem estrutura, sem nada. Quando chove, entra água, estraga tudo. Pior é o esgoto que invade tudo” – relata. Ana pergunta: “as casinhas vão sair mesmo?” E completa: “Somos rejeitados pela sociedade. Dizem: ‘Ah, mora na favela!’ Mas eu não moro aqui. Foi só a forma que achei para ter um local pra colocar os meus filhos” – observa. Ana lembra que as dificuldades a fizeram deixá-los num internato. Foi aí que construiu o barraco para viver com eles: Adriano, 17 anos; Acauã, 15;

Morar é uma casa de bloco, regu-

larizada, com luz elétrica, água encanada, esgoto e tudo que uma pessoa precisa: dignidade.

de o primeiro mês de vida. Parte do barraco onde moram desmoronou com as chuvas de outubro. Mas nem só de enchentes Cláudia vive. “Já passei fome, já convivi com ratazanas na cama – daquelas que você ataca com um pau, e elas te enfrentam. Fora o esgoto. O cano estourou e a gente não tem dinheiro pra comprar outro” – reclama.

Morar é ter uma casa bonitona, bem arrumadinha, onde a gente viva sossegada, porque morar em barraco dá um trabalho danado.

Cilene Rocha, 39 anos, está há 16 na favela. Baiana de Salvador, teve três maridos. Mudou-se de um barraco para uma casa de alvenaria na Dois Palitos com oito filhos. Os caçulas, gêmeos de 1 ano e três meses, Vítor (que nasceu com problema pulmonar) e Vitória, estão sob a guarda do Conselho Tutelar Municipal até que a mãe consiga morar em boas condições. Ela os visita aos domingos. Cilene, ao contrário de seus filhos, nunca foi à escola. Ganha R$ 200 de pensão mais o Bolsa Família.

Morar é não pagar aluguel. Já fui despejada várias vezes. Morei na rua com as crianças. Uma vergonha.

Cláudia Horácio, 33 anos, nasceu no Valo Velho, em São Paulo. Tem cinco filhos, mas apenas dois moram com ela e o marido, Mateus Pinheiro, 21 anos, desempregado. O filho mais novo, de cinco meses, está internado com meningite no Hospital Geral Pirajussara des-

A paulistana Irene Fernandina Borges Campos, 57 anos, está no Embu há 11 anos – ela foi morar numa casa do Jardim São Marcos com o genro. Há seis anos, porém, a separação da filha levou a família à Dois Palitos. Na ocasião, o então genro garantiu: pagaria a casa em vez da pensão ao filho Gabriel, que tem leve retardamento mental e baixa visão. Mas ele não pagou nada, o dono pediu a casa de volta e a família então teve de alugar um barraco, que acabou comprado por suados R$ 2.700. Hoje, o barraco, de três cômodos, está assim: o banheiro caiu com as chuvas; o esgoto corre pela cozinha. Há quatro meses não sai uma gota d’água das torneiras – o jeito é encher um monte de vasilha. “A gente tem que ficar pedindo favor pra quem quer dar” – relata Irene, que mora com os três filhos e dois netos. “A vida é muito difícil na favela.”

Morar é ter uma casa digna, com

banheiro digno, quarto digno, que a gente quando chega nela, fala: ela é minha.

Escultura A Sertaneja, de Elaine Malca

Histórias de

Maria Lúcia Mendes veio para a Dois Palitos direto de Fortaleza, há 17 anos. Dos três filhos, um foi assassinado, aos 19 anos, na favela; outro mora também na Dois Palitos com um casal de filhos. A filha vive no Ceará, nunca veio a São Paulo. Ela sobrevive do conserto de roupas. Como é morar na favela? “Um tédio. Não tem ponto de ônibus, transporte, não entra carro. A gente passa dois, três meses sem água, a luz falta bastante, é tudo longe. Não tem nada, nada. Se tiver um incêndio, bombeiro não entra. A gente mora por precisão.”

Morar é não ter vergonha de levar parentes, amigos. É a gente ter um endereço.

A família da alagoana Genedi Lino dos Santos, 67 anos, veio direto para a Dois Palitos. Vítima de um derrame, ela vive na cama há quatro anos, num barraco construído há 18 no fundo do vale. O programa Saúde em Casa, criado este ano pela Prefeitura, com uma equipe médica e de enfermagem que atende e colhe exames e o agente de saúde que leva os medicamentos de que precisa, veio como uma salvação. Sua filha Mônica, 31 anos, mãe de dois filhos, vive com a família num barraco vizinho. Ela encara essa barra toda.

Morar é ter um lugar adequado para uma pessoa como a minha mãe.

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Residencial Casa Branca: bom, bonito e barato

Fala

Prefeito

Jornal da Cidade: Como está tão fazendo nos bairros. É motivo a habitação em Embu? de orgulho. Outro é o Complexo Chico Brito: Atendemos hoje Pombas-Botucatu, obra do PAC mais de 4 mil famílias por meio que já começou. A intervenção dos programas habitacionais do beneficia o bairro inteiro, não só município. O déficit habitacional as famílias que moram na área é de 8 mil moradias. O Programa pública, à beira ou em cima do Minha Casa, Minha Vida, do gocórrego. O saneamento básico é verno federal, cadastrou 13 mil integrado, liga o esgoto da região pessoas. O Programa de Aceleao coletor de fundo de vale que ração do Crescimento (PAC) caestá sendo implantado. A populadastrou mais 3 mil famílias. Nosção desses bairros que recebem sa meta é atender 80% desse essas obras porque têm favelas, déficit habitacional até 2012. O loteamentos irregulares, ocupagoverno munições em área cipal conhece as “O déficit habitacional de manancial, carências da povai ter mais é de 8 mil moradias” pulação e é nosqualidade de so dever trabalhar para supri-las. vida e Embu das Artes viverá num O trabalho da Prefeitura, com a outro patamar de desenvolviPró-Habitação, resultou na enmento humano. trega de mais de 600 moradias Jornal da Cidade: Qual é a a famílias que viviam em favelas, previsão do início das obras? em assentamentos precários, em Chico Brito: Se dependesse só áreas de risco. Regularizamos loda Prefeitura, os moradores cateamentos, como o Jardim Sílvia, dastrados nos programas habio Jardim Independência II e o tacionais já estariam vivendo em Parque Luiza. suas moradias. Mas há um proceJornal da Cidade: Quais prodimento legal obrigatório da dojetos o senhor destacaria? cumentação do loteamento e liChico Brito: Todos são imporberação dos recursos financeiros tantes. Há um intenso trabalho até a licitação pública e o início da de urbanização, construção de obra, mas os projetos apresentamoradias e recuperação ambiendos à população serão executatal no Jardim Castilho, uma revodos. Alguns já começaram, mas lução urbana e ambiental que os a maioria se inicia em 2010 com governos municipal e federal esconclusão prevista até 2012.

Valo Verde: o sonho é realidade

Maria e Ademílson: casa para o resto da vida.

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Iniciativa beneficia 140 famílias. O projeto do conjunto habitacional tem qualidade e é bonito.

Sobrados do Casa Branca formam um condomínio na periferia.

Os sobrados possuem 51 m², dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Cada imóvel tem prestação de R$ 105, sem entrada, em 222 parcelas. Cada morador assinou uma carta de crédito com a Caixa Econômica Federal. O Residencial Casa Branca será um condomínio fechado, com área de lazer. O projeto inicial previa sua construção no esquema de mutirão, mas como o Movimento de Luta por Moradia Vila das Artes e a Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Químicos (Sindicoop), entidades que capitaneiam o projeto, conseguiram R$ 1,4 milhão do governo do estado, decidiram contratar uma empreiteira. Mesmo assim, alguns moradores ajudam

na parte paisagística. A obra conta com acompanhamento social da Pró-Habitação. A entrega das unidades está prevista para o final de 2009 e início de 2010. O principal critério para a seleção dos beneficiados foi a renda familiar, no caso, entre um e três salários mínimos, além da participação nas assembleias realizadas pela Vila das Artes. A recomendação foi para que priorizassem o atendimento de famílias que moram ou trabalham no município, o que realmente aconteceu – 90% são de Embu. Para se filiar ao Movimento Vila das Artes, paga-se uma taxa de R$ 30 e mensalidade de R$ 10, destinada ao custeio das despesas. Atualmente, 400 famílias estão inscritas.

A paulista Maria da Silva, 55 anos, e seu marido, o baiano Ademílson Santos, 57, foram os primeiros moradores de Embu a receber as chaves de uma moradia popular da Pró-Habitação. Foi o presente de Natal de 2004. “O sonho se fez realidade” – disse ela na mudança. Eles vieram para o Vazame, em 1990, e ergueram um barraco à beira do córrego. Já não acreditavam em casa própria quando, em 2001, o governo municipal os cadastrou no programa habitacional da cidade, depois de um incêndio na favela. Maria e os outros moradores queriam os barracos de vol-

ta. Na época, eles foram informados de que teriam moradias dignas, perto de onde viviam, legalizadas, a boa distância do córrego. Valeu! Hoje, a casa de Maria se distingue pela cor azul e pelo muro. O casal pôs a mão na massa: fez o piso, o reboco e forrou o quarto. “O esforço valeu” – diz Maria. Sobre a qualidade da casa, ela fala de “um problema sério: os pombos. E falta uma laje na cobertura”. Mas sobre o lar, ela diz: “estou na minha casa, graças a Deus, e pelo resto da vida”.


Histórias de

Vida

João Pedro no quarto de casa: carros e bichos na cortina e na parede. Mimás vivo: as casas foram remodeladas e ganharam cores fortes.

Cores iluminam casas no Mimás Azul da cor do mar. É assim que Bárbara Rocha de Souza, de 71 anos, define sua casa depois da reforma. Moradora do Jardim Mimás há dez anos, ela está no programa Meu Bairro Mais Bonito. “Ainda escolhi a cor” – diz, orgulhosa, essa baiana, viúva há 25 anos, que mora com três filhos, na Rua China,104. “O bairro merecia um trato” – desabafa. O programa realiza o sonho de quem não acaba as casas – 95% delas não têm reboco. Foram atendidas 430 famílias. O valor do subsídio do governo federal é de

“Moro no céu”

Conceição: metade da vida num barraco.

Conceição dos Santos tem 43 anos e viveu 25 deles num barraco, no Jardim Castilho. Em 2006, a urbanização do bairro tirou 45 famílias da favela. Uma delas é a de Conceição. Ela recebeu as chaves do apê 22, da Rua Perová, 380, bloco B. Hoje, ela, quatro de seus seis filhos e um neto vivem no apê. “Antes, morava em área de risco. Hoje me sinto no céu.” Conceição vivia desconsolada.

R$ 10 mil por família, sendo R$ 6 mil para as obras – o restante vai para a Pró-Habitação. O recurso é para melhorias no bairro, como posto de saúde, terminal de ônibus, reforma de vielas, escadões e implantação de praças de lazer. Cirso Oliveira não tinha acabado a casa por fora. Agora, a cor terracota embeleza os três pavimentos da Rua Japão, 197. Mais bonito, o imóvel também teve a dívida quitada.

“Perdia tudo com a enchente” – lembra. Ela e os filhos viveram um ano no Estádio Municipal. A Prefeitura bancou o aluguel social, até tudo ficar pronto. Por isso, ir para casa própria foi a realização de um sonho para quem estudou até a 5ª série e mostra feliz da vida os certificados de Confeitaria e de Vagonite e Boneca, cursos concluídos em 2006, na Prefeitura. Graças a eles, Conceição hoje é quituteira – faz coxinhas por encomenda –, bordadeira de panos de prato e ainda defende uma graninha cuidando de uma menina por R$ 200 ao mês. Ela se esforça para acabar a casa, mas falta dinheiro. “Coloquei só piso no banheiro” – lamenta. Conceição avalia que vive num lugar melhor, mas reclama que a chuva provoca infiltrações no apartamento.

O córrego foi canalizado e o Jardim Castilho ganhou aparência de bairro.

Edinéia Azevedo, 28 anos, nasceu no Valo Verde. Casada com Júlio César Praxedes Lima, 30, ela morava na favela incendiada em 2001. Em março de 2010, fará quatro anos que vive em seu sobrado, na Rua da Liberdade. Edinéia mostra

feliz a casa e, com certo orgulho, o quarto dos filhos. O quadro com os nomes de Júlio, 11 anos, e João Pedro, 3, é um dos detalhes da decoração em azul e branco, com papel de parede e cortina, que revela o cuidado do casal com o sobrado.

Morar é um alívio, quando se está na casa própria. Se é pra morar

bem, você tem que correr atrás disso. E morar bem não é ter uma casona, é você se sentir bem.

Maria Xavier: moradia digna num endereço de fato.

Maria Xavier Gonçalves tem 74 anos. Em 1975, ela ergueu um barraco colado ao córrego do Jardim Castilho. Depois construiu três cômodos de alvenaria no mesmo lugar. Mas as chuvas estavam prestes a destruir tudo. “Às vezes, eu nem podia atravessava o córrego” – conta. Com o projeto de urbanização do

Morar é

PAC/Morar Legal, a aposentada e sua família conquistaram moradia digna num endereço de fato. “Mudei no dia 6 de abril de 2008” – lembra a proprietária do apartamento 36-A, na Viela Patumi, Jardim Castilho. Com dona Maria moram o filho Claudionor, 30 anos, a nora Ednéia, 33, e o neto Lucas, 11.

uma maravilha. Nossa! Na situação que eu vivia. Minha casa era perto do rio, ia desabar.

Leandro Tomaz vive no barraco à espera de um apê como esse.

Na Vila Bonfim, 32 famílias saíram de barracos do Galpão do Sílvia para morar nos apartamentos da Pró-Habitação. “Em relação ao que a gente vivia, está cem por cento melhor” –, afirma Leandro Tomaz, 36 anos.

Segundo ele, os moradores precisam de um muro de arrimo, por causa das chuvas de outubro. Leandro faz parte de um grupo de dez pessoas que aguardam a construção das novas casas no Vila Bonfim.

Criada em 1997, a Pró-Habitação era, até 2001, “promotora de empreendimentos irregulares” na cidade e passou por auditoria externa e uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara. A partir daí, a Pró começou a construir a política habitacional da cidade. Em 2003, os projetos começaram a sair do papel. Saneada, com uma pequena e eficiente equipe de profissionais, a Pró-Habitação é premiada por projetos que aliam inovação, criatividade e baixo custo.

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Obras Governo de Embu apresenta projeto aos comerciantes Avenida Elias Yazbek terá investimentos de R$ 4,2 milhões do governo federal Trabalhar para tornar a Cidade Bonita, Organizada e Segura faz parte das diretrizes do governo de Embu das Artes. Por isso, a Prefeitura elaborou um projeto de urbanização da Avenida Elias Yazbek, principal via de acesso ao Centro Histórico, para que ela se torne mais um cartão-postal da cidade. Desde o início de novembro, engenheiros e arquitetos estão à disposição dos comerciantes para explicar a intervenção que será

realizada em cada local. Entre as prioridades estão áreas de estacionamento e calçadas com 1,5 m de largura, para garantir a segurança do pedestre e o bom andamento do tráfego. Segundo a Secretaria de Trânsito, o volume varia entre 15 e 18 mil veículos, chegando a picos de 25 mil. O resultado da licitação da obra sairá no final de novembro. O prazo de execução dos trabalhos é de um ano, com início em janeiro de 2010. A repaginação visual na Elias

Reforma do

Cemitério dos Jesuítas

Foi entregue, no feriado de Finados, a primeira etapa da reforma do Cemitério dos Jesuítas, localizado no Parque Pirajuçara. Na ocasião, ocorreu uma missa campal e um culto ecumênico. O cemitério foi revitalizado em sua parte interna e externa. O espaço destinado a enterros assistenciais foi reformado – houve pavimentação com bloquetes nas alamedas, calçamento e paisagismo. O local de sepultamento foi padronizado, criando um ambiente de paz para atender com carinho e respeito as pessoas que per-

dem um ente querido. Além disso, foram construídos um playground e uma fonte luminosa com chafariz. Na parte externa, foram reformadas as guias e as calçadas, na tentativa de evitar o despejo de lixo e entulho no local. O muro do cemitério também recebeu acabamento de mosaicos, resultando em aspecto mais receptivo e bonito. As intervenções da parte externa foram realizadas em parceria com o supermercado Irmãos Lopes. A obra demorou cinco meses e foram investidos R$ 148.550 pelo governo municipal.

Os mosaicos enfeitam agora o muro externo do Cemitério dos Jesuítas.

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O pessoal que tem comércio na Elias Yazbek vibrou com as novidades.

Yazbek começou a ser realizada em agosto. A Praça da Bíblia, em frente à Igreja Nossa Senhora de Caravaggio, ganhou novo espaço, com paisagismo, parque

infantil, bancos e uma pérgula. Ao lado, a área verde onde ficava o monumento à Bíblia foi revitalizada e rebatizada de Praça Elízia Cachoeira.

Outros ruas

Beneficiadas em 2010 • Estrada de Itapecerica a Campo Limpo • Avenida Aimará • Rua Augusto de A. Batista

• Rua Constantinopla • Rua dos Orquidófilos • Avenida Rotary

A recuperação dos JardinsTaima e da Luz

Jardim Taima: a obra, ainda inacabada, vai remodelar o bairro.

O governo da cidade de Embu das Artes visitou as obras de recuperação urbana e ambiental do Complexo Pombas-Botucatu, nos Jardins Taima e da Luz. O projeto completo vai da região do Jardim Vazame até o Jardim Dom José. Os moradores receberam esclarecimentos sobre os procedimentos para o andamento e conclusão dos trabalhos. Cada família receberá atendimento personalizado. Quem tiver de ser removido, receberá o aluguel social (R$ 150,00) – 1.200 famílias recebem o aluguel social na cidade. Todas serão avisadas com antecedência. A exemplo do que ocorreu nos Jardins Valo Verde e Castilho, ninguém ficará na rua. Quem não for removido terá a situação regularizada – água, esgoto, energia e documento de posse do imóvel. O projeto Um dos objetivos da obra é aca-

bar com o esgoto a céu aberto, para que os moradores tenham uma vida mais digna. Iniciadas neste ano, as obras envolvem canalização do córrego próximo à avenida das Pombas, reconstrução de moradias, rede elétrica, iluminação pública, implantação de rede de água, drenagem pluvial, coleta de esgoto, criação de áreas de lazer equipadas e regularização fundiária. O investimento gira em torno de R$ 12 milhões, sendo R$ 1 milhão contrapartida da Prefeitura – o restante é verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Os apartamentos terão 42 m², com dois quartos, sala para dois ambientes, cozinha, banheiro e área de serviço. As unidades do térreo são para os idosos e podem ser adaptadas para cadeirantes. Cada apartamento vai custar R$ 6 mil parcelados de acordo com a renda. O término das obras será em 2011.


Ciuffi na Europa

Cultura

A arte expressionista de Wanderley Ciuffi estará exposta em Lisboa, na Galeria Colorida. O artista preparou 14 telas para atender o convite da mostra. As obras exclusivas retratam diversos temas em cores vibrantes, como questões ambientais, o amor, a liberdade da mulher, a dança e a música. “É como se as tintas dançassem também, com a magia da cor e do sentimento que se afirmam no quadro” – declara Ciuffi, ao explicar sua dinâmica. Ciuffi já esteve por lá, em 1991, na Galeria Tempo.

Com a viagem, Ciuffi pretende ampliar os contatos de Embu com a Europa. Ele vai visitar Telmo de Farias, presidente da Bienal Internacional de Arte de Óbidos, cidade portuguesa com características turísticas e culturais semelhantes às nossas, e estará em galerias em Barcelona (Espanha), Roterdam (Holanda), e ainda dará aulas particulares em Viena (Áustria).

Ciuffi na Cidade

Ciuffi prepara duas obras para instalar na cidade: um painel para o Centro Cultural Valdelice Medeiros Prass e uma escultura para a Praça do Jardim São Marcos, trabalho que será realizado em conjunto com a equipe de Saúde Mental e fará referência à luta manicomial. “Será um prazer ter minhas obras na periferia da cidade, pois se no centro representam projeção, nos bairros elas se inserem na cultura popular” – disse o artista.

Festa à padroeira A convite do padre Sebastião Gomes Neto, o prefeito Chico Brito e a esposa, Mariângela Graciano, participaram da festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Embu, dia 10 de outubro. Houve procissão da paróquia que leva o nome da santa, no Centro Histórico,

O expressionista Wanderley Ciuffi tendo ao fundo o quadro que retrata Assis do Embu.

O artista peruano e a fé latino-americana à Praça da Lagoa, onde os fiéis acompanharam a missa campal. O momento de maior emoção ficou por conta da coroação de Nossa Senhora do Rosário, por crianças das comunidades paroquiais. A festa contou com barracas de comes e bebes, além de jogos e bingo. Mendoza e o quadro com inspiração em Machu Picchu.

A padroeira foi carregada pelas ruas de Embu das Artes.

A Secretaria de Cultura promove a exposição Pintura Barroca Cuzquenha, do artista peruano Jaime Mendoza, no Centro Cultural Mestre Assis do Embu, até o fim de novembro. A arte cuzquenha, oriunda da região peruana de Cuzco, surgiu no século XVI por influência da evangelização jesuítica na civilização inca e retrata temas religiosos.

As obras, apresentadas em cores vibrantes, mostram imagens da Virgem Maria com o menino Jesus, passagens bíblicas e ainda uma cena de Machu Picchu. Radicado em Embu há oito anos, Mendoza já expôs no Chile e na Argentina, mas afirma que a melhor receptividade ocorreu no Brasil. “Aqui me sinto acolhido e prestigiado” – afirmou o artista.

Luz, câmera, ação e diversão As crianças das escolas municipais de Embu das Artes viveram manhãs diferentes nos dias 23 de outubro, no Centro Cultural Mestre Assis do Embu, e 28 de outubro e 8 de novembro, no Centro Cultural do Complexo Educacional Professora Valdelice Prass. Elas acompanharam

a Mostra de Curtas-Metragens de Animação Nacionais e Internacionais, em comemoração ao Dia Internacional da Animação (dia 28/10). Como se estivessem num cinema, antes de começar a sessão, elas ganharam pipocas. Depois, ainda animadas, levaram para casa balas e felicidade. O evento foi uma realização da

Fundado em 1951, o Grupo Giroflex é líder nacional no seexcelência da qualidade de sua linha de produtos. A empresa é a maior do Secretaria de Cultura, em par- Conselho Nacional de Cinesegmento América Latina. 49 representantes no Braceria com anaAssociação Cultu-Possui clubes e Federação Paulista de sil,Photo nove Cineclube no exteriorChaparral, e exporta para Europa, América Latina, ral Cineclubes. Caribe e África. Curtas-metragens: a meninada se esbaldoucorporativo nas sessões de cinema. tor de assentos e mobiliário pela

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Esporte Obras

Dentão e Dentinho mordendo títulos

A capoeira de Embu, mais uma arte da cidade.

Rodando a baiana

As categorias Dentão e Dentinho de Embu das Artes foram campeãs da fase regional do Campeonato Estadual de Futebol, organizado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, ao vencer, em Taboão da Serra, a equipe da casa. Os meninos do Dentão fizeram 2 a 0, gols de Felipe e Thiago. Já o Dentinho, ganhou por 1 a 0, gol de Erick. Na pri-

meira fase, havia seis times, divididos em dois grupos de três times cada. Embu estava na chave B com Osasco e Cotia. Por terminar essa fase em 1º lugar, nas duas categorias, Embu fez a final contra a cidade de Taboão da Serra, que liderou o outro grupo. Agora, Dentão e Dentinho participam da fase sub-regional. Os adversários serão Santo André, Mogi das Cruzes e Guarulhos.

Os responsáveis pelas medalhas de Embu foram o meio-pesado Nilson Serqueira e a peso-leve Priscila Souza, que as dedicaram ao técnico da equipe, Mestre Paraíba, que dá aulas de capoeira na Prefeitura de Embu há 22 anos e possui respeito e confiança de seus alunos. A capoeira também foi representada por Adaiane da Luz, 6º lugar na categoria peso-pesado, Edson Araújo Silva, 5º no peso-médio, e Maércio Trindade da Silva, que saiu contundido. Até hoje, Embu

A festa da conquista

Depois da conquista, haja carne.

ganhou oito medalhas e a capoeira foi responsável por seis delas. As outras duas foram conquistadas pelo atletismo. Além da capoeira, Embu das Artes participou dos Jogos em mais três esportes. O handebol foi eliminado na primeira fase. No atletismo, o único representante, Ivanildo Dias de Souza, ficou em 5º lugar nos 10.000 metros rasos e em 6º lugar nos 5.000 metros rasos. No taekwondô, José Jales Carneiro perdeu uma luta e não conseguiu trazer nenhuma medalha. taria ao empenho de sua equipe, que entendeu a proposta de esporte como política social. Apontada nas pesquisas em primeiro lugar como resultado positivo da Prefeitura, a secretaria comemora o elogio popular. Os programas aplicados em toda a cidade, com o apoio do governo federal, são reconhecidos como alternativa saudável para as crianças, com 70% de aprovação das mulheres. “Havia uma carência e ela foi devidamente preenchida” – disse Panzetti.

Foto: Daniel Bonke

Capoeira fatura dois bronzes nos 73ª Jogos Abertos, em São Caetano do Sul, que teve 215 cidades e 15 mil atletas.

Os Dentinhos de Embu fizeram como os Dentões: levaram a taça.

Garotada boa de bola

Erick, Natanael, Felipe e Thiago: craques.

Depois da conquista do Campeonato Estadual de Futebol, as categorias Dentinho e Dentão treinam duro para disputar a

fase sub-regional da competição. O técnico do Dentinho, Jadir da Silva, e do Dentão, Carlos Alberto, retomaram os treinamentos nos campos dos Jardins Santa Tereza e São Marcos para ajustar as equipes para a próxima etapa. O destaque da final contra Taboão da Serra na categoria Dentinho foi o zagueiro Erick. No Dentão, os heróis da partida foram o goleiro Natanael, o atacante Felipe e o volante Thiago, os goleadores na vitória sobre o Taboão.

Damas e kickboxing no Esporte Cidadão

Os

Damas: jogo de tabuleiro desportivo, educacional e recreativo, em que dois jogadores realizam planos estratégicos e táticos. O jogo de damas exercita memória, atenção, imaginação, orientação e cálculo. Kickboxing: esporte de combate derivado do Muay Thai, arte marcial tailandesa.

Nilson Serqueira – Tetra-

Damas • Ginásio Hermínio Espósito

Atletas, treinadores e equipe técnica participaram de um jantar no restaurante Rosa Mundo. O secretário de Esporte e Lazer, Humberto Panzetti, atribuiu o sucesso da recém-criada secre-

Medalhistas

campeão dos Jogos Regionais e medalha de bronze dos Jogos Abertos do Interior, Nilson, 30 anos, mora no Jardim Júlia. Pratica capoeira desde os dez anos. Escolheu-a pelos movimentos e arte, que resgatam a cultura popular brasileira. Há dez anos é professor de capoeira da cidade. O momento mais difícil da disputa foi na rodada final: “fui para o tudo ou nada e consegui o 3º lugar”.

Priscila de Souza – Priscila tem 20 anos e mora no Jardim

Arabutan. Antes, fazia ginástica olímpica, mas ao assistir a uma aula de capoeira, há cinco anos, se interessou pela modalidade. A jovem é balconista numa lanchonete, e a paixão pelo esporte é tanta que ela pede para sair mais cedo do trabalho para treinar. No ano passado, Priscila foi 3ª colocada nos Jogos Regionais, em São Caetano do Sul, e este ano foi medalha de ouro nos Jogos Regionais disputados em Santo André.

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Horários 8h15 às 9h05 9h20 às 10h10 10h25 às 11h15 16h10 às 17h

A modalidade usa punhos e pernas, tem raízes no caratê e é praticada como técnica de defesa pessoal, condicionamento físico, competição ou simplesmente como lazer. As duas novidades do Programa Esporte Cidadão estão em 29 polos da cidade. Veja como se inscrever:

Terças e Quintas 6 a 9 anos

Quartas e Sextas 6 a 9 anos 10 a 14 anos 15 a 17 anos 10 a 14 anos

Damas • Ginásio Valdelice Prass Horários 14 h às 14h50 15h05 às 15h55 16h10 às 17h

Terças e Quintas 6 a 9 anos 10 a 14 anos 15 a 17 anos

Kickboxing • Ginásio Hermínio Espósito Horários 8h15 às 9h05/ 16h10 às 17h

Terças e Quintas 10 a 14 anos


Que flagra!

Meio Ambiente

Em meio a tratores, caminhões e operários, o prefeito Chico Brito e secretários vistoriavam obras na cidade até depararem com um caminhão de desova. A primeira parada do grupo foi na obra da futura Rodoviária de Embu das Artes, no centro. Lá, o prefeito anunciou a liberação de R$ 800 mil pelo governo federal e garantiu a contrapartida da Prefeitura. A rodoviária está sendo construída numa área de 20 mil m². A previsão é que seja entregue no ano que vem. Em seguida, o grupo inspecionou a Praça Esportiva do Jardim Vista Alegre – no início de 2010 será entregue o mais novo campo de futebol da cidade. A área de 9.000 m² terá um campo com arquibancadas, vestiários e iluminação. “O compromisso do governo com a população, que perdeu a área dos sete campos, adquirida pela Friboi, foi cumprido” – afirmou Chico Brito. Os moradores do Vista Alegre terão ainda a quadra do bairro, na Rua Mongaguá, reformada com

recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre o Vista Alegre e o Parque Jane, a cobertura de asfalto sobre os bloquetes da Rua Amélia dos Anjos Oliveira também foi vistoriada. Já no Parque Industrial Ramos de Freitas, o prefeito e sua equipe visitaram as instalações da futura Escola Técnica Estadual (ETEC). A obra conta com 70% de recursos da Prefeitura e 30% do governo do Estado. O terreno de 6 mil m² foi doado pela cidade. No pavimento térreo, o grupo verificou o espaço do pátio, as quadras poliesportivas, o auditório, a biblioteca, um laboratório e a praça de alimentação. No primeiro andar, viu as oito salas de aula e dois laboratórios de informática. No último pavimento, outros dois laboratórios e mais sete salas de aula.

O prefeito pegou a turma do sofá com a boca na botija.

Flagrante Quando a tarde ensolarada parecia transcorrer tranquilamente entre uma vistoria e outra, eis que Chico Brito e equipe flagram um caminhão, de uma fábrica de móveis de Umuarama (PR), desovando sofás velhos num terreno baldio, à margem da Avenida Helio Ossamu Daikuara, perto das obras do Rodoanel. Dois homens

Outro crime ambiental A fiscalização desconfiou de vários caminhões que circulavam juntos pela Avenida Jorge de Souza. Pediu o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e da GCM Ambiental e parou o comboio. Não deu outra. De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes, Francisco Carlos Pereira, os motoristas, que prestavam serviço a

A fila de caminhões que despejava entulho na cidade.

uma empresa de terraplanagem de São Paulo, disseram ter sido instruídos a despejar o mate-

rial em Embu das Artes. “Sempre fiscalizamos os caminhões que transitam no município,

tiravam o terceiro sofá para jogar no terreno, quando as autoridades municipais chegaram. Indignado, o prefeito acionou a Guarda Civil Municipal e a Ambiental para registrar a ocorrência e determinou aos guardas que levassem o caminhão e seus ocupantes para o almoxarifado da Prefeitura e só liberassem o veículo após o pagamento da multa. pois tememos que eles despejem entulhos por aqui, onde 60% das áreas são de mananciais” – disse. Um representante da empresa foi chamado ao local e orientado a retirar os caminhões da cidade, depois de advertido. Os fiscais de trânsito e os GCMs acompanharam os veículos até a divisa do município para garantir que eles não retornassem à cidade.

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Flagrantes do nosso sucesso

A edição passada do Jornal da Cidade bombou firme. No salão de beleza, enquanto o pessoal dá um trato nos pés, escova os cabelos, tira a cutícula das unhas, enfim, dá um retoque no visual, só dava ele reinando tranquilo. 50 mil vezes obrigado!

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Respostas

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Novembro - Dezembro/2009

Sudoku

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1. Sigla do extinto Conselho Interministerial de Preços; E as demais coisas • 2. Cidade do Pará • 3. Coqueiro-de-vênus • 4. Armas de fogo, com calibres variados, de porte individual • 5. Forma de saudação; Ocean Observatories Initiative (abrev.);Terceira nota da escala musical • 6.Quociente emocional; Obravam, operavam • 7. Exemplar solitário • 8. Sufixo que designa base, face; Arroteia • 9. Enxerga; Prenome de Tolstoi, autor de Guerra e Paz; Pelado • 10. Mamífero, comum na África; Existe • 11. Lei complementar (abrev.); Fazer transa, combinar • 12. Limpeza de uma plantação por turmas que usam enxadas; Nome de um álbum de estúdio da banda britânica James • 13. Caravela; Como é chamado o Orçamento Participativo • 14. Tempo determinado •15. A nossa cidade; Em posição erguida

E N T E I A M T U B O P U C R L A R A Z Z I I O S D O T P R E

Vertical

V A L E N C T L I T I O R E P A V E N S N H A U A R

1. Aqui; Mata de Embu das Artes • 2. Um dos nomes da região administrativa número Um, de Embu das Artes • 3. Pequena, limitada, apoucada; Partir; Segunda pessoa • 4. A negativa; Aquele que acompanha e serve, na Igreja Católica, aos ministros superiores; Símbolo de plutônio • 5. Série de fenômenos que se sucedem numa ordem determinada; Instituto de Ortopedia e Reumatologia; Identificação de cruzeiro, antiga moeda brasileira • 6. Turvação atmosférica, menos intensa que a cerração; País cuja capital é Katmandu; Atmosfera • 7. Nome de ator brasileiro • 8. Máquina que produz tecidos; Nota musical; Símbolo do ósmio • 9. Símbolo do cobre; Embaraçado • 10. Deste, desse ou daquele modo; O clarão da Lua; Passa o sentido de anterioridade

N O V A L

Horizontal

O Q U P E N A I A C O O O A I G I I M A R I M

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C A R I N D E P A R V N A O C I C L N E V E D N E T E A R C U E A S S

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Sudoku

Jornal da Cidade • Dezembro de 2009  

Projeto Grafico, editoração e diagramação Jornal do Governo da Cidade de Embu das Artes, com tiragem de 50 mil unidades e distribuição de ca...

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