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Antonio Cabral Filho VER... SÓ CURTO & GROSSO

Edição Letras Taquarenses 2013


DADOS DO AUTOR Antonio Cabral Filho Nasceu em 13 de agosto de 1953 No município de Frei Inocêncio – MG; aos dezesseis anos cai no Rio e vai se virar, de janeiro a janeiro; estudou até ao 2º grau, técnico em contabilidade, ingressa na Universidade Federal Fluminense em 1978, cursa quatro períodos de direito, se afasta e volta, cursando dois períodos de jornalismo, faz teatro nas horas vagas, conhece Roseli com quem une suas aventuras; logo a seguir Ana Maria vem se somar na formação da família, que ganha a companhia de Edson Luis pra firmar a marca. Entre suas preferências, Yuri Popov e Guimarães Rosa são adorados. Até agora, publicou Ecce Homo, Poetas 10engavetados, Duelo de Sombras, Ver...So Curto&Grosso e Cinza dos Ossos, de poesia; integra diversas coletâneas e antologias, entre as quais destacam-se ANTOLOGIA POÉTICA 2 – Uff 1995, POETAS DA CIDADE DE NITERÓI – ANE 1992 e POETAS EM/CENA 6 BELÔ POÉTICO 2012; Além disso, participa da imprensa literária Mais com poemas, tentando um conto de vem em quando. Edita o blog http://letrastaquarenses.blogspot.com.br


Estes poemas-piadas estão a caminho da execração pública, com a certeza dos determinados. À GUISA DE APRESENTAÇÃO “Guarulhos, 20 de agosto de 2004. Caro Cabral, Recebi seus poemas. Gostei muito; tem alguns achados ali, algumas pequenas ( no tamanho ) obras-primas; Militância, Desembuche, Macunaimaicai. O artista é livre, pode voar em céus diversos de diversas temáticas. O Brasil é um país de muitos talentos. Trabalhar com humor, como você faz, é muito bom. Vivemos numa época tão caótica que deve ser difícil vê-la e defini-la com humor. E através do humor pode-se dizer muitas verdades, mas têm que ser ditas com bastante talento, para não parecer superficial. Você consegue escrever com esse talento. Tão logo seja possível estarei divulgando eu trabalho no meu humilde fanzine. Grato pelo contato, um abraço. Paz e poesia. TOUCHÉ* Antonio Luis Lopes Touché – SP Editor do WWW.fanzineversoslivres.blogspot.com.br


Frei Gaspar – MG, 10/2006. “Sacrifício algum Vale o prazer intenso De matar o tempo.” “Macunaimaicai” Oi Cabral, acabo de ler ( e reler porque uma única leitura não é suficiente ) “Ver só curto & grosso “. Concordo com o seu manifesto “Libertinagens...”. Os chamados poetas marginais dos anos 70 e 80 praticaram o poema piada ( ou poema pílula ), recurso lançado por Oswald. Quem criticou o poema piada entende que ele fazia sentido no primeiro momento do modernismo quando um dos pontos chave era manifestar a recusa à linguagem tradicional. Mas passada a fase, todos cuspiram no prato, dizendo que o poema piada teria perdido o sentido com a consolidação das liberdades artísticas conquistadas pelo modernismo. Quanta bobagem, quanto purismo! Há beleza e leveza no poema piada cujo objetivo é trazer idéias concentradas em poucas palavras, além do efeito humorístico/curioso. 50 anos depois do poeta José Paulo Paes ( e tantos outros infelizmente com pouco talento), se especializou na escritura de poemas piadas: “ Homem público / mulher pública”. (Lembrete Cívico).


E o que dizer dos versos curtos ( quase aforismos ) e líricos de Mário Quintana? Ou a ironia de Leminski? Todos herdeiros de uma poética tão bela e tão “parnasiana” quanto o “Via Láctea” de Bilac, que sentou o pau nos modernistas ao lado de Lobato, um nacionalista. “Ver...Só Curto & Grosso” contém em suas páginas a máxima dos pássaros: Um máximo de canto num mínimo de corpo. Há erudição e o necessário humor, característica dos poetas e escritores refinados ( e afinados ) com Oscar Wilde e Machado de Assis. Vou publicar seu texto no próximo TOMZINE. Abraços, TOM.* Tom é ativista GLBT e editor http://paredesteto.blogspot.com À GUISA DE INTRODUÇÃO Libertinagens à Flor da Pele... Há muito venho pesquisando o poema-piada. Pelo que tenho observado, ele cruza temas e formas desde tempos imemoriais e engloba estilos os mais variados, desde o simples chiste até ao trocadilho, passa pelo trava-língua e chega até às formas mais nobres, como a trova ou a quadra. Mas uma coisa sobressai disso tudo: É o acanhamento dos poetas em exporem esses trabalhos com a mesma pujança dada a um


soneto e a outras formas de composição poética. Manoel Bandeira é um exemplo emblemático de poeta envergonhado com esse tipo de produção literária, como ele mesmo diz em “Itinerário de Pasárgada” a respeito do livro Libertinagem: “ Piadas... piadas... como mais tarde as faria Murilo Mendes a propósito do Rio Paraibuna e da Batalha do Itararé. Por essas e outras brincadeiras estamos agora pagando caro, porque o “espírito de piada”, o “poema piada”, são tidos hoje por características precípuas do modernismo, como se toda a obra de Murilo, de Mário de Andrade, de Carlos Drummond de Andrade, e outros, eu inclusive, não passasse de chorrilho de piadas. Houve um poeta na geração de 22 que se exprimiu quase que exclusivamente pela piada: Oswald de Andrade. Mas isso nele era “modernismo”: Era, e continua sendo, o seu modo peculiar de expressão. Um caso como o do grande poeta colombiano recentemente falecido: Luiz Carlos Lopes. Mas quem negará a carga de poesia que há nas piadas de PAU BRASIL? E por quê essa condenação da piada, como se a vida só fosse feita de momentos graves ou se só nestes houvesse teor poético?” O que está dito acima é sobre o seu livro LIBERTINAGEM, de 1930. Mas a comprovação do acanhamento que lhe atribuo fica clara quando ele fala de outro livro seu, o


Mafuá do Malungo; vejamos: “No ano de 48 publiquei em livro sob o título de Mafuá do Malungo os meus versos de circunstância”. “O poeta se diverte”, comentou Carlos Drummond de Andrade, traduzindo um verso de Verlaine. E cita o poeta mexicano Alfonso Reyes a título de muleta: “ Lamenta Reyes que se tenha perdido o bom costume de tomar a sério , o mejor, em broma, os versos sociais, de álbun, de cortesia.” E acrescenta “Desde ahora, digo que quien solo canta em do de penho no sabe cantar, que quien solo trata em versos para lãs cosas sublimes no vive la verdadera vida de la poesia y de lãs letras, sino que lãs lleva postizas como adorno para lãs fiestas.” Para reforçar o que digo, vejamos sua justificativa para publicar o Mafuá...: “É possível que nunca viesse a publicar esses versos se não fosse a neurastenia de João Cabral de Melo.” E conclui “Pediu-me o poetatipógrafo alguma coisa minha para imprimir e eu me lembrei dos meus jogos onomásticos e outras brincadeiras.” Em relação ao livro Libertinagem, ele faz um meã culpa, como se isso não fosse assim algum crime: “e por que essa condenação da piada?” Não quero aqui exigir que ele fosse um advogado do estilo; apenas estou destacando trechos que confirmam


o seu envergonhamento, quanto ao poema piada. Mas já em relação ao Mafuá isso fica patente, até porque ele embarca nas rotas do preconceito com expressões tais como “ versos sociais, de álbun, de cortesia, de circunstâncias, de brincadeiras, jogos onomásticos e que tais”. Existem ainda outras formas de contar piadas, todas disfarçadas sob nomes pomposos como poesia pornográfica, satírica, burlesca etc, mas em fim, que fazer? Mário de Andrade diz que ninguém se esquece da noite para o dia das teorias que bebeu no café com leite que a vovó lhe serviu; daí eu fico com o meu FALSO DIÁLOGO COM FERREIRA GULLAR Gullar – “Eu, como poeta, Preciso da língua, Para violentá-la.” Cabral – Eu, como poeta, Prefiro violentar Com a língua...


TRONCO EM MIÚDOS Há coisas não Há coisas sim Há coisas zen Coisas assim Sem não Nem Sim Nem Zen Não vem Que não tem F I M HUMOR INGLÊS Os ingleses são um povo Sui genere no mundo, Pois é o único a dispor Da pontualidade britânica. CAÇA PREDATÓRIA Nunca tirei o atraso Com a virgem dos lábios de mel, Para não invadir searas alheias.


Mas para vingar-me do Alencar, Sempre que posso, Passo Iracema na cara! SALDO PASSIVO Não sei mas Do jeito que as coisas vão Esse negócio de pensar Que somos alguma coisa não Vai dar em nada... FILHO PRODÍGIO Pedro II foi pescar No pesqueiro Pedro I E levou o maior piau. Na fuga, Tropeçou no paralelepípedo Da Dona Leopoldina E quebrou a espada de Príapo. DESATINO Qualquer dia “cometo um dístico De raro sortilégio verbal” E me atiro às traças Do “mau gosto ocasional.”


DIALÉTICA DA UTOPIA 69 é tudo em minha vida Mas foi 68 que deu partida. O Cine Atlântida Ainda passa A Passeata dos 100 mil Pelo canal 100? REFLEXÕES DE ROBINSON CRUZOÉ Gregório de Mattos tinha razão. Do Brasil os males são Gentinha e corrupção. Mas do Brasil cheio de ismos, Prefiro os istmos. De cá Tudo é Ficção. CINEMA FRANCÊS Por entre as pernas De Maria Schineider, Não escorreu só margarina. Afinal, ela não era assim Nenhuma Belle Du Jour, Nem o Ùltimo Tango em París Foi feito só nas coxas.


Mas também nos cus Dos Judas mais lombrados À mercê do esperma de luxo. ACRECULTURA Odeio viajar em abobrinhas, Mas odeio muito mais Carona em minhas abobrinhas. PICKWICK PAPERS Por São Gerebe de Bendengó, Eu nunca li as cartas de Pickwick, Pra saber onde fica a Grubb Street. Mas não tem problema. Qualquer coisa, eu acuso Dickens, Que tinha muito mais a fazer Na Londres de Príncipes e mendigos Durante o século do Zé Sete. DAVI Ele não sabia, Que era impossível Derrotar gigantes Com apenas uma pedra. Mas ao longo de sua vida, Nunca deu trela para o medo. Já matou seu Golias hoje?


GUERRA E PAZ Meu pai e meu tio, Por mulher trocaram tiros, Até ao último cartucho. Depois saíram no braço Até o chão ficar liso. Que pena! Enquanto isso, Eu e a prima Nena Nos atracávamos Na trincheira. FELINIDADE Hoje, no almoço, Eu não comi galinha, E ontem, no jantar, Também não. É que cheguei à conclusão De que galinha Eu tenho comido demais, Sobretudo na cama. Cuidado bicharada! Agora eu quero comer outros animais.


COISA DE CLEMENCEAU Clemenceau é um ás! Ele viu que a guerra É algo sério demais Pra ser entregue a generais. CONTO DO VIGÁRIO Era uma vez São apenas três palavras, Mas tome cuidado Que todo conto do vigário Começa com Era uma vez... TRISTEZA DE BIN LADEN Ah,que saudades que eu tenho Dos tempos da Torres Gêmeas, Tão senhoras da paisagem! Mas não tem nada, Bin Laden. Agora, quando eu quero vê-las, Eu fecho os olhos e penso Em Marilyn Monroe deitada Com os seios mirando o céu.


ELEGIA PAULISTA Cantam em verso e prosa: - São Paulo, locomotiva do Brasil ! E seguem dançando Fox-trot. - Uai ! Se o Brasil é um trem Arrastado por São Paulo, Por quê que o maquinista Não desfaz-se dos vagões? - Ôxente! O maquinista sou eu! MALUCO 18 O carro dobrou à direita E a calota foi em frente. Aí o 18 gritou: - Alá! O cara nem viu. A tampa da roda fugiu. GERAÇÃO 22 O movimento modernista Tinha mesmo que dar certo, Pois entronou a paranóia Como essência do poder E estabeleceu que o certo Para o povo brasileiro


É ser macunaímico, macunaimicamente Sem vergonha nenhuma De ser sem vergonha, Graças à sisudez de Mário E à pandeguice de Oswald, Sem chamar ninguém de 22. ELEGIA CORYDRANE Sartre foi guru Das rebeliões juvenis Sem prever o dè já vu. Muito “Idade da Razão” Camuflou “merirruana” Junto com “trezoitão” Dentro da tiracolo, Enquanto o free-love Dissolvia as barricadas. Mas quando pintou desbunde, Nem Sartre Colheu razão da idade.


CABEÇA FEITA Nos meus tempos de hippie Falar em fazer a cabeça Causava o maior grilo Porque ninguém saberia Se se tratava de droga, Política ou candomblé, Pois apenas viciados, Militantes e candomblecistas Eram ditos “cabeça feita.” POLÍTICA DO BIG STICK Sem medo de malhar No ferro frio, Quem avisa amigo é E não me canso de lembrar Ao amigo John Steinbeck Que o Alexis de Touqueville Plantou “Democracia na América” Pra sufocar as “Vinhas da Ira”.


CASO PARA MAIGRET Detetive nenhum De época nenhuma Deu conta do caso. Mas talvez uma dica baste Para explicar a estabilidade Da vida adúltera de Drummond: Ele se casou com Dolores. CARTAZ DE ANTIQUÁRIO Andarilho sem meta Troca passado atávico Por presente sem raiz Ou futuro sem legado Pra morrer em paz Livre de si mesmo. ALVARÁ DE COMPRAS O sujeito não tinha nem um pila, Mas vivia de nariz empinado, Que nem uns e outros. Nem comia sardinha, Mas fedia bacalhau no arroto.


CABOTINISMO Nem mesmo depois Que o homem morcego avisou Que o homem-mor é cego, Ninguém sossegou o superego. CACHORRADA Conheço um cachorro Igualzinho ao Fernando Sabino: Ele adora mulher do vizinho. Mas o cachorro do vizinho da direita Vive cruzando com a cadela Da vizinha da esquerda, Enquanto isso, O cachorro do vizinho do meio Tenta um mènage à troir. MORO NA FILOSOMIA Sem razão de ser, Sem moral pra ver O tempo passar ao largo, Sem moral pra deixar correr O sem-pé nem cabeça Até que algo aconteça,


Torço Pois reza que se presa Não vira presa Pega no laço De mandinga rasa. Moral Que é fugaz não marca, Vaza. CRIACIONISMO Por Quê Mi Nha Não mãe me Sei foi ter BANDEIRA Nunca participei De escaramuças literárias; Não por medo de escaramuças, Mas por não ser tropa Nem ser chegado a generais.


ENTREVERO Antes ser bobo da rua Que ser bobo da corte Nesta terra endolarada Sem bancos que avalisem Nosso sonho expatriado. KÁTIA PLENA Flutuar na aula de química Com a cabeça cheia De compostos poéticos Não produz nenhuma solução. MÁGICA Com o poema na cabeça E a varinha de condão em riste, O coelho grita abacadabra E saca o poeta da cartola... FAROESTE EM MOSCOU Bala lá e cá Qualquer um troca Em qualquer lugar.


Mas com o Bolshoi É diferente: Balalaica só em Moscou. FÉ CEGA Calma Eduardo Galeano. As veias abertas da América latina São uma sangria desatada, Cuja enfermeira que virá estancá-la, Sobreviveu à última guerra Em algum lugar do planeta E vem arrastando-se por aí, Por amor de ofício, Trazendo guardado no peito Os sonhos de Che Guevara. OBTUÁRIO João Cabral A “palo Seco” Foi S E Sem Ninguém Molhar o bico.


SABONETE LUX Depois que o Lux Enlouqueceu as estrelas, O firmamento ficou muito Mais celestial. AUTO RETRATO Não quero saber De poeta fingidor, Muito menos de poeta gauche Nem de poeta amigo do rei. Prefiro viver Como Baudelaire: Cercado de mim mesmo. PROFECIA Oswald feliz, enfim São Paulo destrinçado Por um Alkmin. EXERCÍCIO POÉTICO Gastava a sesta Escarafunchando mapas, De preferência, rotos. Interrogado, respondeu: Procuro rimas.


DESOMENAGEM Chove nos campos gerais: Menos nicotina no ar, Menos cepticismo no salão, Menos alcoolismo na tribo, Menos desprezo ao que digo. Foi-se Rosário Fusco, Nosso spleen sem Paris. DESEJO & PRAZER Lady Godiva despia-se Pelo puro prazer De montar seus eqüinos Pelo a pelo. Salomé não era Nenhuma amazona E também despia-se, Mas para ser montada Por seus cavalos, Pele a pele. Rosinha, a filha do vizinho, Não é nenhuma topmodel, Mas fez assim também E desabrochou-se todinha Embaixo do pé de manga Para o Jorginho Florista.


ASSÉDIO EXPLÍCITO Inútil Mona Lisa Flertar comigo Do alto desse olhar Da Vinci. Por você, Dou todas.

CABARET POEM’S Findo expediente, A vida escorre Copo a dentro Sua gosma de lábios Sedentos... LASER Desescrevo torto Sem linha reta Antidiscurso roto Sem fim nem meta.


SARRO Poema feito nas coxas É igual a mulher bonita: Não precisa entender o enredo, Basta gostar do arranjo. MILITÂNCIA Os meus sonhos de 68 Acabaram em 69 Nas areias de Ipanema Com uma loura bem suada... EPITÁFIO Dorme em paz Robert Louis Stevenson, Que a tua ilha do tesouro Há muito foi saqueada Pelos piratas de tua rainha. DESEMBUCHE Oh, meu caro Gabo, Tenha a santa paciência, Mas ninguém agüenta Cem anos de solidão.


MACUNAIMAICAI Sacrifício algum Vale prazer mais intenso Que matar o tempo. DICA DE ÍNDIO Se Cabral voltar aqui Com quinquilharias, Nós mete ibirapitanga nele E casca pra Guaxindiba. PADARIA ESPIRITUAL Todos os meus sonhos Foram parar na padaria´ Onde vende-se Inclusive mentiras Em troca de alguns vinténs. Tempos depois quis reavê-los, Mas sem um níquel sequer Só pude admirá-los na vitrine. LICOR DOS DEUSES Esse negócio de curar Amor platônico Com trepada homérica É próprio de quem Desconhece o orgasmo lunar.


BEMBÃO Não é bem assim Nem é mal assado. O que dizem de mim, Não faço valor algum Se bem dito ou mal, Passo ao largo Imune ao pódio Do cara ao lado, Com meu verso rimado. HAIKAI I Luciferina Noite, mergulho fatal, Feroz menina. HAIKAI II Entre quarto e paredes, O concreto não conta. Só suor e lençóis.


VER...SO CURTO & GROSSO - POEMAS PIADAS 2006 * ANTONIO CABRAL FILHO