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PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922 PUBLICAÇÃO BIMESTRAL - DEP. LEGAL Nº 6711/93 - ANO XXXIV- Nº 313 - OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO 2012 * ASSINATURAANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREÇO: 1 EURO

Lc 2.10

Não temais anuncio-vos uma boa nova

Que será alegria para todo o povo

“ HOJE VOS NASCEU UM SALVADOR”

A TODOS OS JOVENS E CASAIS DO MOVIMENTO E LEITORES DO BALADA DA UNIÃO

FELIZ NATAL O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO "O Verbo era a verdadeira luz que vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam. Mas a todos os que O receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, a glória que um filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade.


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BALADA DA UNIÃO

Viver o Natal, festa da vida! O natal de Jesus aproxima-se pelos caminhos do advento e convida-nos a nascer de novo... Para a perfeita harmonia, que fortalece e unifica, é necessário que eu nasça nos outros e os outros nasçam em mim. O berço do meu natal é o coração de todos. Neste Natal, quantos homens e mulheres, sobretudo quantas crianças, vão passar sem o aconchego dum lar, metidos em ambiente de guerra, de ódio, de violência, a viver em campos de refugiados, em cadeias, em hospitais. Neste Natal, quantos não vão ter a alegria de viver, o gosto da felicidade que lhes alegraria o coração, o pão que lhes alimentaria o estômago, um ambiente familiar pacífico e fraterno. Neste Natal - festa de amor e da vida - quantos andarão por caminhos escuros e sombrios de morte e de desamor, de desprezo pelos outros, de violência que gera violência. Oxalá as prendas que vamos dar e receber nos abram o coração aos mais pobres e marginais,

aos que não têm pão, casa, cultura, Deus nas suas vidas, que vivem na pobreza, na miséria social, sem amor, sem dignidade. Oxalá as iluminações que vão encher as nossas ruas, as montras, as árvores de Natal, nos encaminhem para o Menino que é luz do mundo, para aquele que é a vida. Que o Natal nos abra o coração para viver ao jeito do J.C. e nos faça renascer por dentro para uma vida mais humana e mais cristã. Que o natal nos lance, sem amarras, atrás de Jesus, para melhor o conhecer e amar. Vamos ao presépio, com os pastores e magos, com verdadeira humildade, para que o Menino nos ensine os valores da vida, da família, da verdade, do amor, da alegria de sermos irmãos. Procuremos que o natal seja natalício. Coloquemos Jesus bem no centro do nosso natal. Muito boas festas do natal de Jesus! Manuela C.F. 860 (Bragança)

Outubro / Novembro / Dezembro 2012

Procura-te e encontra-te, Ele está a chegar! Desde a escuridão dos tempos, através da sua vida de sofrimento e escravidão, o povo de Deus procurou sempre uma luz, uma esperança e um caminho que o conduzisse à felicidade. Procurou essa luz e essa esperança em várias coisas, sem no entanto conseguir saciar a sua sede de felicidade. Mas Deus não votou o Seu povo ao abandono, ao nihilismo e à resignação: criou para ele um projecto de vida, de amor de salvação. Enviou os seus profetas para lhe transmitir uma mensagem de confiança e para lhe pedir que pela sua fé acreditasse na sua libertação e na construção de uma nova Jerusalém. E eis que um dia o anjo Gabriel anuncia a Maria: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo" (Lc1, 31-32). É por estas palavras que Deus fala a todos os homens, como que dizendo-lhe: "Tens um Salvador!!". No fundo, é aqui que a nossa caminhada começa: sabemos que temos um Salvador, e por ele somos filhos de Deus. Jesus, aquele que nos veio libertar da escravidão do pecado e quebrar as amarras da morte, disse-nos um dia: "Eu vim para que tenham Vida e a tenham em abundância" (Jo 10, 10). Jesus nasceu, e pela sua vida deu-nos a Vida! Realmente é tão incrível quanto inimaginável o amor do Pai para connosco: além da Sua palavra, enviou-nos o Seu próprio Filho, para que todo o homem fosse salvo! Será este então o período certo para

reflectirmos sobre este Mistério da Incarnação, para nos encontrarmos connosco próprios e para nos prepararmos espiritualmente para o tempo de alegria que chegará no Natal, com o Nascimento de Jesus. Neste período vamos moldar-nos de forma a que Jesus possa também nascer nos nossos corações, tornando-nos mais uma vez o "barro nas mãos de Deus". É este o tempo, a que nós chamamos Advento (Adventus significa "chegada" em Latim). Preparamo-nos assim, para a chegada de Cristo, renovando a nossa esperança num mundo mais alegre e mais fraterno, que pode ser alcançado pelo nosso renovado caminhar até ao dia em que o Anjo do Senhor dirá: "Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor" (Lc 2, 10-12) Que através deste Advento Deus nos conceda a todos nós, convivas, a graça de celebrarmos frutuosamente o Nascimento de Jesus, despertando em nós sentimentos como a caridade e a partilha, pois Amor de Cristo quer mesmo chegar até todos nesta época... especialmente até aqueles que mergulhados na tristeza, na pobreza e na solidão anseiam a chegada do Salvador. Núcleo de Convivas de Miranda do Douro da Diocese de Bragança-Miranda

A fé ensina a viver melhor? Celebração de Natal, Revelação de Jesus, o Menino Deus O advento é um momento privilegiado de revisão da caminhada de fé já realizada e de preparar novos rumos para a vida. Cada um é convidado a contemplar, numa atitude de serena adoração, esse maravilhoso passo de Deus que se torna Menino, expressão extrema de um amor sem limites. Cada um de nós, irmãozinho de Jesus no presépio, é convidado a assumir o compromisso de fidelidade ao Evangelho, na simplicidade e humildade, sendo a expressão suprema da ligação a Jesus, testemunho da caminhada, para melhor vivermos o quarto dia do convívio fraterno, junto dos amigos, familiares, como também na paróquia e nos grupos de jovens e casais, para que não desanimemos na caminhada ao longo da vida. As crises, a hipocrisia, a guerra e a mentira abundam no nosso mundo. No Natal promovemos a paz, a vivência do perdão e do amor que é Jesus "O Menino". Sejamos nós cristãos convivas, fermento no meio da massa, construtores da paz. O mundo precisa de paz e de pão para alimentar os famintos, sejamos nós capazes de erguer a nossa voz contra todas as formas de violência e de opressão. Ser Conviva é fazer convívio fraterno ao longo de todo o quarto dia, em que se dá oportunidade ao Menino Jesus do presépio para transformar os corações, de forma a acolher pela vida fora o seu projeto de felicidade. O Natal é um tempo de expetativa e de amizade, e nele os convivas são convidados a contemplar e a adorar o menino Deus do presépio de Belém, é a espantosa aventura de um Deus menino que ama até ao limite e que, por amor, aceita revestir-se da nossa fragilidade, a fim de nos dar vida em plenitude. António Silva

... cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações. A fé, manifestada em Jesus, ensina-nos a viver neste mundo. O nosso ponto de partida pode ser a passagem da Carta a Tito (Tt 2, 12), onde se diz a propósito de Jesus: "a graça de Deus, fonte de salvação, manifestou-se a todos os homens, ensinando-nos a viver neste mundo". Esta frase é um desafio, antes de tudo, a tomarmos a sério a humanidade de Jesus como narrativa de Deus e do Homem. Nessa humanidade temos o caminho, a verdade e a vida. Hoje sentimos a necessidade muito grande de uma fé orientada para a vida. De uma fé que possa constituir uma arte de viver, um laboratório para uma existência autêntica e não apenas para a manutenção de um conjunto de práticas fragmentárias. E precisamos reencontrar ou reinventar, a partir da fé, uma gramática do humano. A fé é um exercício muito concreto de confiança na narrativa de Deus que Jesus nos relata com a sua própria vida, com o seu próprio corpo, os seus gestos, o seu silêncio, a sua história, a poética da sua humanidade. Que se pode concluir então? Que

Deus, por exemplo, não bate a uma porta que nós não temos, mas está à nossa porta e bate; que Deus não está numa época passada ou futura simplesmente, mas Deus emerge no nosso presente histórico e é aí (é aqui!) que o encontro com Ele se torna para nós decisivo. Há um ensaio literário de uma grande autora americana, Susan Sontag, onde ela se levanta contra a interpretação, porque diz, "O mundo encheu-se de comentários, já só vivemos de coisas em segunda mão". De facto, cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações. Há sempre mais uma interpretação que se sobrepõe, à maneira de cascas de cebola. Mas o que é a essência do (nosso) problema? O que é o núcleo fundamental? Isso como que nos escapa. E Sontag dizia que o que temos a fazer é ensinar a ver melhor, a ouvir melhor, a saborear melhor, a tocar melhor. No fundo, a exercitar melhor a nossa humanidade. Uma fé vivida aqui e agora é também uma fé que não se deixa capturar pelo labirinto epidérmico dos meros comentários, mas arrisca-se a construir como uma aventura na ordem do ser. José Tolentino Mendonça


OLHANDO O DEFICIENTE

O meu testemunho Parando para reflectir sobre o movimento e o que representou para mim ao longo da minha vida, pude concluir que foi muito bom. Na realidade, como jovem que era, na altura, se calhar o mais importante para mim era evoluir e caminhar numa certa direcção. E para isso contribuiu muito a atitude do Sr Padre Valente que me abrindo os braços abriu-me o coração a Jesus e as portas da Igreja, o necessário de que eu precisava na altura já que de tudo andava afastado. Tudo a partir daí teria corrido bem se certas pessoas não interviessem quando era apresentado como conviva ao grupo de jovens da minha terra. Afastei-me de novo da Igreja desiludido. Entretanto tirei a carta de condução, e, como sabia que os meus pais gostavam de ir a Fátima, levei-os lá, embora lhes dizendo que não participaria nas cerimónias. Eles nada disseram. Deixei-os lá e fiquei no carro a ouvir música. De repente, depois de pensar em Nossa Senhora, senti-me comovido, as lágrimas caíram-me dos olhos e decidi nesse momento ir confessar-me. Tive a sorte de encontrar um padre que me compreendeu… Participei nas cerimónias, na eucaristia e no momento próprio foi comungar. Confesso que foi um momento muito feliz na

minha vida. Mais tarde dizia-me a minha mãe que me vira a comungar e sentiu felicidade inexplicável!… Após o meu convívio, passei por momentos muito felizes e momentos também, por vezes, dolorosos. Mais tarde já desgostoso de mim mesmo e depois de muita procura quis controlar na minha vida impulsos negativos, paixões e as ideias que me feriam e assaltavam. Deus levoume ao encontro de um sacerdote que muito contribuiu para que eu pudesse parar com os estragos que me estavam a destruir. Acabei, todavia por ter um esgotamento que me causou mesmo sofrimento. Agora neste momento, que a minha vida serenou e depois de com a graça de Deus ter vencido tantas coisas, posso dizer que sou muito feliz. É também com tristeza que olhando para tudo o que se passa no meu país e vejo que no plano da cultura quem mais ofende a Deus mais importância ganha. Na verdade pessoas que obstinadas e ultrapassando todos os limites se lançam no abismo do materialismo e do ateismo deixando atrás de si um caminho que tantos jovens e não jovens ousam incautamente seguir. É pena!… José Carlos

A palavra chega de bem perto, das várias Instituições de Solidariedade Social existentes na nossa região e vem com autoridade, pois, os seus fundadores, impressionados pelos clamores dos menos válidos, deixam de lado as sua vidas para se dedicarem completamente às comunidades mais incapacitadas. Algumas acolhem sobretudo pessoas com insuficiências mentais profundas. Tomemos como exemplo, o António que para além da falta de compreensão, não pode mexer as mãos, nem anda, nem articula qualquer palavra. Mas, dizem, é dotado de uma beleza extraordinária, possui uns olhos brilhantes e um sorriso admirável. Aceitava com sossego a sua debilidade, sem ódio e sem azedume. Os que o assistiam ou com ele contactavam afirmam terem mudado de parecer e alguns até de vida, pois aquele doente, só com o sorriso agradecido, transportava-os a uma admirável comunhão de corações construída sobre mútua confiança, abandonando-se de boa vontade aos cuidados dos outros e mostrando sempre uma acabada alegria. Se nem todos os deficientes reagem com modos aprazíveis como este jovem ceifado pela morte, podem, no entanto, conduzir-nos a descobertas importantíssimas para compreendermos o sentido profundo do existir humano, sobretudo no tempo em que tudo se mede pela eficiência e produtividade. Mesmo no absurdo da sua existência, estes doentes são da nossa raça, do nosso sangue, da nossa família humana e pedem carinho, ternura e amor. Têm o direito de cidadania, como todos os outros, e não podem ser atirados para qualquer gueto, por mais belo e bem organizado que tecnicamente pareça. Antes de serem diferentes, são homens, pessoas, irmãos nossos a repetir-nos ser a

existência de cada um tocada por milhentas formas de falhas e fraquezas. Acarretando sobre nós defeitos, lacunas e imperfeições, somos constrangidos a descobrir que os deficientes são o nosso espelho e mostram-nos, na sua dor amarga e estranha, o fracasso de uma sociedade onde nem todos têm lugar, pois os espertinhos e habilidosos apressam-se a ocupar a sua pousada e a dos outros, a apossar-se do seu posto e dos demais. No mundo sempre a ensinar a competir, rivalizando com todos, vai faltando o amor e muito mais o respeito pela pessoa seja ela quem for. Depois, tendo perdido o rumo da afectividade, nem sabemos amar. Até nos escondemos, por entre inúmeros preconceitos, novas formas de violência, para nem sequer sermos amados, pois essa nova postura poderia trazer-nos algumas perdas económicas. Quando o homem moderno tem medo de amar e ser amado, tornando-se apenas um açambarcador de benefícios, em que se irá transformar o mundo? Não basta proclamar, por toda a parte, o dia do deficiente. É forçoso formular atitudes cheias de afecto e ternura para com os mais necessitados, não tão somente promovendoos a máquinas de produtividade, mas mostrando-lhes que para além do dinheiro há muitos outros bens a instituir no mundo como a interajuda, o sentido do outro, a preocupação por todos sem marginalizar ninguém. Grupo de Convivas de Bragança-Miranda no dia Internacional das Pessoas com Deficiência

SENHOR do frio. Faz frio neste inverno de manhãs brancas de geada. Veio o frio no tempo que é o seu e parece não querer partir sem que se cumpra o prazo que O PAI CRIADOR lhe concedeu. Faz frio neste inverno que veste de branco o alto das serras e gela as águas dos ribeiros. Despem-se as árvores, calam-se os pardais... Até parece que a vida pára pelo respeito. No frio quem tudo fala é o silêncio... Gosto deste frio SENHOR que me trás esta Calma e esta Paz.

Gosto deste tempo em que ilumina a natureza e comtemplo neste velho grande silêncio, neste quieto silêncio, a serena grandeza da TUA PRESENÇA. É preciso ter um frio assim para que o meu coração reconheça com humildade a TUA MISERICÓRDIA em cada fugaz raio de sol que me traz o calor e regenera a vida. Faz-me falta esta falta para que não esqueça a minha condição pois nada tenho que não seja por TI dado. Faz bem este frio à minha alma que assim aprende o que é o drama de viver sem o calor da TUA GRAÇA.

Este inverno assim frio faz parte da vida tal como a pensaste, por ele falas e me ensinas por isso é importante para ele e que o reconheça na sua boa verdade como reconheço a dureza dos frios invernos do meu coração em que a infidelidade o esvazia de sentimento e o peso do remorso lhe abate a vida. Este frio de inverno é bom e é bem-vindo porque estimula a esperança de pensar que ÉS TU que presides ao tempo e à História e que ao frio sucede o calor como a vida sucede à morte. Milú 185 CF


JOVENS EM ALERTA

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Diocese de Portalegre e Castelo Branco "Anda sempre Alguém por lá, junto à tempestade…" Entre os dias 4 e 7 de Fevereiro realizou-se no Seminário dos Missionários do Preciosíssimo Sangue em Proença-a-Nova o Convívio Fraterno 1195, 58º da diocese de Portalegre e Castelo Branco. Numa noite quente, na "casa de sempre" (que nos acolhe há muitos anos), uma equipa coordenadora e alguns amigos de sempre acolhiam com um serão animado e cheio de sorrisos 35 jovens, muito jovens. Aí, no meio das dúvidas, houve o despertar para a primeira certeza: "Anda sempre Alguém por lá", Alguém que nos abriga e nos acolhe nas nossas tempestades. No primeiro serão fomos convidados a perceber que, à semelhança de um Ovo Kinder, seriamos, nestes três dias, interpelados a "sair do embrulho" e caminhar num encontro connosco e com Deus, para culminar no encontro com a "surpresa": somos membros ativos da Igreja de Cristo e construímos diariamente a Missão que Deus rezou para cada um de nós. Na fotografia "de família" não se consegue perceber a novidade. A novidade para quem participa pela primeira vez, a novidade para os elementos da equipa coordenadora e da cozinha, a novidade da primeira existência de uma equipa de oração! Pelo contrário, os sorrisos espelham a confiança de quem se abandona nos braços d’Ele e aí saboreia a

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Quando o Senhor Chama!... Shalom meus irmãos, é o que vos desejo ao entrarmos num novo Advento.

alegria do Seu amor e da Sua paz, o convite a confiar, pois só Deus basta! A medo e com algum cansaço, ao longo do primeiro dia, as dúvidas foram surgindo e começaram a ecoar no nosso coração as razões da nossa existência. Fomos questionados sobre o amor que Deus tem por nós e percebemos que Ele é uma constante na nossa vida, independentemente das nossas escolhas. Pelo perdão de Deus, estes rostos foram aos poucos sendo substituídos pelo olhar brilhante de quem confia e se sente imensamente amado, especial e único. Embalados e acolhidos no abraço do Pai, reacendemos a chama da nossa fé. Na certeza de que não somos super-heróis com poderes extraordinários, assumimos o compromisso de ser Igreja, na entrega total e gratuita às pequenas coisas que nos levam a ser Missão no nosso dia-a-dia e com a certeza que temos sempre uma "capa" protectora que é Jesus Cristo. Para os 35 novos participantes, o Convívio Fraterno 1195 não terminou no encerramento do dia 7 de Outubro, pelo contrário, mantémse a cada dia nas paróquias a que cada um regressa, com mais ânimo, mais militância e mais alegria no serviço, com mais Cristo nas mãos, com mais Cristo no coração. A equipa coordenadora.

"Donde me é dado, que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?" (Lc 1, 43), questionouse admirada Isabel ao ver, chegar junto de si, sua prima Maria. Fraternos convivas, caminhamos a passos largos para mais um Natal. E, tal como a nossa Imaculada Mãe, somos convidados a renovar o nosso "Fiat" perante o compromisso assumido no Batismo e na Confirmação. O dia 11 de Outubro, aniversário do Concílio Vaticano II, marcou o início do Ano da Fé. O Papa Bento XVI convida-nos, cristãos comprometidos com o amor de Cristo, a refletirmos sobre a Fé. Dizia o seu antecessor, João Paulo II: "O anúncio e o testemunho de Cristo, quando feitos no respeito pelas consciências, não violam a liberdade. A fé exige a livre adesão do ser humano, mas tem de ser proposta". Entrei para esta grande família no convívio 1145. Foi o último do nosso saudoso Pe. Armando. É impressionante como, em tão pouco tempo de contato, ele me tenha marcado tanto. São fidedignas as palavras da Virgínia: "alguém tão sábio e tão simples, tão bondoso e tão duro, tão brincalhão e tão grave, tão observador e tão humano". Deus me concedeu a graça de com ele privar num momento de busca. Foi um virar da página que me levou a integrar as equipas do C.F., e o Pe. Luís Marques foi o primeiro instrumento. "Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor". Tal como aconteceu com Zaqueu, Jesus oferecenos a conversão. Assim queiramos abrir-lhe a porta. À semelhança da Virgínia - conviva da mesma diocese -, desde 2008 que o Pai começou a 'bater-me à porta'. Meu coração não disse logo que sim, mas também não disse logo que não! Perante tamanha insistência, a resposta urgia e a minha caminhada de fé intensificou-se. As perguntas eram muitas, mas os sinais concretos pareciam tão poucos… Não desisti. Conseguir 'ver' o caminho desenhar-se é como esperar que um remédio faça efeito: temos de o tomar regrada e continuamente. Mesmo que o efeito não seja imediato, os resultados surgirão. Temos de ser pacientes, mas, acima de tudo, perseverantes. Por consequência, comecei a participar em todas as atividades

de pastoral que podia, pois para perceber o que sentia tinha de começar a 'desbravar' terreno por algum lado! Sendo natural de Castelo de Vide, onde existe a casa diocesana de MemSoares, governada por uma pequena comunidade de irmãs Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo -, aproximar-me delas foi inevitável. De MemSoares para os Convívios foi um salto! Contudo, o caminho não findava aqui. Se o Pe. Luís me levou a ser conviva, MemSoares levou-me à Família Vicentina. Tornei-me associada da Medalha Milagrosa, até que fui trabalhar com as Irmãs em Lisboa, no Serviço de Apoio Domiciliário. Gradualmente o carisma de S. Vicente foi-seme entranhando. Ao longo destes (quase) três anos, o trabalho como assistente social preencheu-me, e realizou-me. A população idosa é um constante desafio. Mas tem faltado qualquer coisa. O meu coração grita por mais. Que ambição! Os desígnios do Senhor são um mistério inalcançável à compreensão humana; eu sou tão nova, e já consigo ser tão feliz. Conquistei amigos, tenho a minha família, tenho o amor de Cristo… Muitas vezes reflito: que medo tenho de morrer; não porque duvide, mas como poderei conceber que é possível ser-se ainda mais feliz?! Primeiro a Virgínia, agora eis-me aqui; atrás de nós, quem virá? "Senhor, a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna." Jo 6, 68. As vocações escasseiam e a obra de Deus é tanta! Peçamos ao Senhor trabalhadores para a Sua messe. Peçamos por mim, para que seja concreto e seguro o meu sim. Que todos juntos conjuguemos esforços na oração, no desenvolvimento e na concretização da Fé. "Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossos, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus. O encontro com Cristo como Pessoa viva que sacia a sede do coração só pode levar ao desejo de partilhar com os outros a alegria desta presença e de a dar a conhecer para que todos a possam experimentar. Porque a Fé é um dom que nos foi concedido para ser partilhado". Bento XVI Eu voto pela esperança e, por isso, acatei a vida religiosa!... Elisabete Inverno - C.F. 1145 Diocese Portalegre e Castelo Branco

Convívio Fraterno Nº 1195 para a DIocese de Portalegre e C. Branco

Algarve Foi como um jarro que se foi enchendo de água até transbordar para fora! Nos dias 01,02 e 03 de Novembro de 2012 realizou-se em S. Lourenço de Palmeiral, no Algarve o Convívio Fraterno nº 1199. Sorrisos, dúvidas, lágrimas, alegria, amor, amizade.... felicidade.... foram muitos dos sentimentos que se fizeram sentir durante o Convívio Fraterno. Felicidade em Cristo, a razão mais forte que fez estes jovens arriscarem e procurarem viver este amor em Deus. Apesar de tantas coisas que nos prendem ao dia a dia, 29 jovens vindos de diferentes pontos do Algarve decidiram arriscar ... não

um arriscar qualquer... mas um arriscar que se transformou em firmeza e convicção em Deus. Foi um momento de paragem, de escuta, de reflexão, de encontro com Aquele que tanto nos ama e nos guia. Com a certeza de que Deus está presente no coração de cada um, queremos abraçar o mundo para o inundar com a nossa luz! Equipa dos Convívios Fraternos do Algarve Um abraço em Cristo, Vânia Luz Convívio Nº 1199 dos jovens do Algarve


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JOVENS EM ALERTA

Setúbal "Wspólnota Tysi?c sto dziewi??dziesi?t osiem", traduzindo, Convívio 1198 Quis Deus que, na comunhão com o dia de Todos os Santos, se juntassem, no lar de Férias da Casa do Gaiato na Arrábida, um grupo de jovens provenientes da diocese de Setúbal a que se juntaram outros da diocese de Lisboa e ainda um jovem Polaco. A família, os amigos, a rotina, tudo foi deixado para trás, para vivermos 3 dias especiais. Começava, então, o CF 1198, um convívio "cheio de Style". Numa tentativa de rumarmos à santidade, à qual todos somos chamados, tivemos a oportunidade de travarmos encontro connosco próprios, com Cristo e com os outros. Este encontro, que sabemos nem sempre ser fácil, foi possível graças à confiança que depositamos n'Ele. Os nossos corações foram-se abrindo e a resposta não tardou: Deus estendeu a Sua mão a cada um de nós, fazendo crescer um sorriso em cada rosto. Muitos foram aqueles que se fizeram

presentes no convívio com a sua oração sem a qual este encontro não teria sido possível. Foi com muito entusiasmo e emoção que nos juntámos a essas mesmas pessoas e à restante família conviva que nos esperava na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na paróquia de Cova da Piedade, para celebrarmos o encerramento. Vivemos um forte tempo de partilha com a alegria de quem é de Cristo, sendo recompensados com a perseverança, o amor e o exemplo de tantos outros convivas que, mesmo tendo feito o seu convívio há muito tempo atrás, se fizeram presentes para retomar forças para o 4º dia. O encerramento culminou com a celebração da Eucaristia, onde foram dadas graças pela entrega, pelo serviço e pelos novos convivas que vão, agora, cheios de força, mostrar pelo mundo a sua herança. Pela equipa, Fábio Sousa

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Porto Que espanto!... 5, 6 e 7 de Outubro de 2012! Data célebre não só pela data do Convivio-Fraterno, mas, ao que ouvimos dizer, o último feriado comemorativo da Implatação da República, o que originou a marcação deste evento. Esperávamos 49 jovens que iriam fazer, pela 1ª vez, um Convivio-Fraterno. À última hora só apareceram 46... Um a um fomo-nos dando a conhecer e a deixar que nos conhecessem!... Que espanto!... As palavras foram adquirindo, cada vez mais, a força da comunicação e, uma vez esgotadas, restaram os gestos, os olhares, os símbolos, as lágrimas, os sorrisos... Tudo parecia adquirir nova e intensa beleza... Ainda o convívio não tinha acabado já começávamos a ter saudades: do já vivido e do futuro!... Aí acontecia a surpresa de Deus, a novidade da sedução, a intensidade da entrega... cujo sabor se delonga no tempo...

Convívio Nº 1198 para a diocese de Setúbal

Nova surpresa ao chegarmos ao Palco do Centro Paroquial de Aldoar (Porto)... Na ribalta estavam, em destaque grande, 66 rostos que se agigantavam em forma de Cruz ( símbolo dos Convivios-Fraternos) olhando todos com meiguice misturada de Esperança. Era um cenário “poderoso”... E depois os testemunhos, imparáveis no ímpeto vulcânico de transmitir, ineguláveis e irrepetíveis, pois cresciam de intimidades em polvorosa... E esse mesmo palco, novo berço do “crucificado”, ressuscitadamente, em gosto eucarístico redobrou de certezas: «Ser gente com gente, para que cada vez mais gente seja gente e nunca ninguém deixe de ser pessoa...» Lá estaremos a 9 de Dezembro... Convosco, sou o Moutinho de Carvalho

Convívio Nº 1197 para a diocese do Porto

Viana do Castelo

E foi assim o 1199(1)… Realizou-se nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, no Seminário dos Passionistas, em Barroselas - Viana do Castelo o convívio fraterno nº 1199(1) para jovens de vários pontos da diocese e até do país, já que se encontrava um jovem de Lobrigos - Santa Marta de Penaguião. Para a realização deste Convívio Fraterno, foram vários os convites. No entanto, foram apenas 17 os que realmente disseram o sim, aceitando o desafio de passar um fim de semana totalmente diferente dos outros, deixando para trás família, amigos … e costumes. Rapidamente de um grupo de desconhecido passou para um grupo alegre, unido e que a pouco a pouco, através de uma música; de uma conversa com alguém; de uma festa; enfim de algum momento especial de cada um, foi encontrando um Amigo, o Amigo de todos nós - Jesus Cristo. Como diz S. João: "Antes que vós me tivesses escolhido, escolhi-vos eu a vós".(Jo 15,10), a cada um coube a tarefa de O deixar entrar no seu coração.

Foi também em festa que encerramos este convívio no Salão Paroquial de Perre, com a presença, de vários sacerdotes, de familiares dos participantes e de outros jovens convivas. Foi, segundo afirmaram os novos convivas, uma experiência única nas suas vidas, irrepetível, e aconselham todos os jovens a viver momentos únicos de encontro consigo mesmos, com os outros e com Deus. Para terminar em grande festa, todos foram convidados a participar na eucaristia realizada na Igreja Paroquial de Perre. Terminada a eucaristia, cada um seguiu para a sua casa, preparando-se para o 4ºdia. Este 4ºdia que começa para novos e que continua para os "velhos", onde é necessário continuar a mensagem que Jesus nos deixou, transformando este mundo no Reino de Amor e de Paz...

A equipa coordenadora

Convívio Nº 1199(1) para Jovens de Viana do Castelo


JOVENS EM ALERTA

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REFLEXÃO SOBRE OS CASAIS CONVIVAS DA DIOCESE DO PORTO Foram muitos os casais convidados pelo Secretariado Diocesano do Porto para o encontro do dia 21 de Outubro de 2012 em Eirol, mas nem todos compareceram. Este encontro com elementos ligados às equipas coordenadoras de casais e elementos responsáveis dos núcleos, teve como principal finalidade uma reflexão no início do ano apostólico sobre o momento atual do Movimento de Casais Convivas. Após diálogo e reflexão concluímos que nem tudo está bem e que é urgente atuar no sentido de melhorar. Refletimos sobre a falta de empenho dos casais convivas no cumprimento de compromisso como membros da igreja de Jesus Cristo na ausência nos trabalhos de evangelização, sobre a falta de acolhimento e integração dos novos casais convivas na sua paróquia, a união em igreja como Movimento, a falta de entusiasmo adquirido durante o convívio, dificuldade de convites a novos casais para participar nos convívios e no interesse pelos convívios e na animação e pelo Movimento no seu todo. O que fazer para criar uma atuação mais dinâmica, uma vivência mais ativa como Igreja

e ultrapassar este adormecimento em relação ao Movimento e a Deus? Os elementos presentes neste encontro com a preocupação do crescimento do movimento e de um acordar em relação a Deus, propõem um acolhimento personalizado chamando e entusiasmando os casais mais distantes para promover a sua inserção nas paróquias. Será este um trabalho que todos os casais já inseridos deverão desempenhar com toda a modéstia e ausência de ciúme. A realização das reuniões após convívios com todos os elementos participantes, bem como retiros para reflexão, serão motivo para diálogo e melhor se conhecerem e integrarem. Consideramos também necessário maior partilha entre grupos das paróquias e ainda a realização de encerramentos em paróquias onde o movimento não tenha a divulgação que merece ter e os convites para novos casais convivas tenham pouca receptividade. Vamos dar as mãos e trabalhar no sentido de melhorar o Movimento. Finalizamos este encontro com a celebração da Eucaristia presidida pelo Padre Valente, Assistente Nacional do movimento.

Outubro / Novembro / Dezembro 2012

Convivas de Bragança iniciaram o Tempo do Advento No passado dia 1 de Dezembro os convivas de Bragança celebraram o início do novo Ano Litúrgico com o Tempo do Advento, através da Interacção com uma Instituição Particular de Solidariedade Social Bragança, a APADI (Associação de Pais e Amigos do Diminuído Intelectual). Grandeza da visão, missão e valores desta Instituição que acolhe pessoas com deficiência, impulsionou esforços para que a Celebração do Natal na Instituição fosse um momento de partilha, convívio, acção de graças e oração. O dia iniciou-se com a Eucaristia, solenizada pela participação dos Utentes desta Instituição e animada pelos jovens dos Convívios Fraternos. O tema dominante da celebração eucarística encorajou todas as pessoas presentes a reverem-se "no espelho do presépio de Belém", e nos seus protagonistas Jesus, Maria e José.

O Advento é sobretudo um convite à vigilância, à escuta e à oração, que nos ajuda a melhor celebrarmos solenemente a grandeza de um Deus que se faz Menino, um Deus que quer fazer do coração de cada homem o seu berço. Seguiu-se um almoço/convívio entre os vários membros da APADI e os jovens convivas. No final da refeição afinaram-se novamente as vozes e entoaram-se alguns cânticos natalícios. Este momento culminou com a entoação do hino da Instituição, "És necessário", da autoria de uma convíva de Bragança. Ao início da tarde todos os participantes puderam apreciar e adquirir alguns trabalhos manuais elaborados pelos Utentes desta Instituição, e contribuir com um pequeno gesto solidário para os projectos desta obra. Pedro Castro CF 765 Bragança-Miranda

Viseu

NÃO SEI BEM O QUE DIZER!...

O desafio do diálogo O encanto do primeiro encontro (...) não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa A criação de um Átrio dos Gentios, por parte do Vaticano, para ir ao encontro de agnósticos e ateus é um sinal para toda a Igreja Católica e Portugal quis dizer presente, organizando uma sessão do projeto, em Braga e Guimarães, simbolicamente capitais europeias da juventude e da cultura, respetivamente. O encanto do primeiro encontro deixa uma sensação de dever cumprido e abre as possibilidades que todo o futuro encerra em si, mas não pode iludir a questão de fundo: é importante falar das coisas que unem crentes e não crentes, mas é fundamental discutir também o que os separa, um fosso que muitas vezes oscila entre a indiferença e a pura rejeição. Esse passo implica sair até do próprio átrio, por parte da Igreja, e ir à procura pelas ruas, pelos espaços que não habita, sujeitando-se à crítica, ao escárnio e eventualmente à perseguição, mas sempre na convicção de que a sua mensagem é de todos os tempos e para todas as pessoas.

Os cruzamentos de reflexões e de valores podem, nesse sentido, reforçar a apresentação dessa mensagem, sem a desvirtuar, tornandoa mais apta à compreensão de quem a desconhece e mais plural para quem, dentro da própria Igreja, se limita a visões parciais, incompletas e mesmo incorretas do património ético, espiritual e religioso do Cristianismo. Entre o 'eu acredito em mim' e o 'eu acredito em Deus', expressões ouvidas em Braga, vai um mundo de questões, de vivências, de opções de fundo que não podem ser ignoradas se o Átrio dos Gentios, em Portugal, quiser mesmo ser a porta para um novo caminho que os seus promotores pretendem. E, necessariamente, tem de deixar os limites geográficos em que se realizou e abrir-se ao país, com o apoio dos responsáveis e das comunidades católicas, para uma nova gramática do ser Igreja num tempo em que a fé não é um dado explícito no viver quotidiano. O diálogo, o verdadeiro encontro, é sempre um prazer mas é, acima de tudo, um desafio constante e nunca terminado. Octávio Carmo

Não sei bem o que dizer, pois é difícil descrever com as palavras certas tudo o que aconteceu durante aqueles 3 dias que passei no Centro Pastoral de Viseu num Convívio Fraterno, o 1196. Após ter sido convidada para fazer o Convívio, ao qual não soube responder na hora, lá acabei por aceitar. Devo dizer que depois de ouvir tantas coisas a respeito destes Convívios, mesmo por parte de quem nunca lá foi, se ganha um pouco de medo por ir em busca do desconhecido. Hoje em dia, depois da experiência, só tenho pena de como ‘’formanda’’ poder apenas participar num Convívio. Apesar de terem sido apenas 3 dias, foram vividos de forma muito intensapor toda a gente. Actualmenteconsideramo-nos como uma Família, a Grande Família Conviva. Neste convívio que vivemos na nossa diocese tivemos como lema para a caminhada “Na tua vida tudo é possível, basta acreditar!” e, isso mesmo, nós mesmo comprovamos na vivência destes 3 maravilhosos dias… Na verdade, na acontece por acaso nas nossas vidas…. Muitas vezes somos desafiados a

perguntar a nós mesmos “porque?” e nem sempre temos uma resposta pronta a dar, mas sentimos que algo nos direciona para a conquista de grandes felicidades. JC é impecável neste trabalho, descobrimos que Ele não dá ponto sem nó… Para ele somos um impressionante tesouro, que por nada deste mundo Ele irá perder. No Centro Pastoral, somos bem acolhidos, bem tratados e a despedida é emocionante. Aconselho vivamente a quemestiver com dúvidas, como eu estava, em assumir o seu Compromisso e ir. O Convívio serve para um reencontro connosco próprio e com Deus. Por isso, não tenham medo de ir ao encontro Dele, pois Ele nunca terá medo de ir ao vosso encontro de braços estendidos. Só um aparte; a comida é fantástica, os quartos, óptimos, o Convívio entre Irmãos é excelente e ficar 3 dias sem telemóvel e sem facebook não é o fim do mundo. Por isso, coragem para os futuros Convivas e um magnífico 4º dia (depois do Convívio realizado perceberão o significado desta expressão). Goreti Rodrigues, C F 1196


Outubro / Novembro / Dezembro 2012

BALADA DA UNIÃO

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Abandonei-me nas mãos do Senhor Já há algum tempo e até posso dizer, bastante que andava para partilhar com todos os meus irmãos convivas e não só, mas também com todos os que leem este jornal a alegria de poder servir o Senhor no serviço do Diaconado Permanente. Pois ao celebrarmos este ano pastoral, o ano da Fé segundo a vontade do nosso Santo Padre, impeliume então a avançar e não adiar mais essa partilha, pois penso que este ano da Fé assim como a nova evangelização de que o Papa fala, de certo modo por leituras, reuniões ou simpósios já todos nós mais ou menos sabemos do que se trata. Penso que não só sabemos do que se trata como se quisermos refletir sobre o mesmo sabemos que infelizmente a Igreja está como que anestesiada, amorfa, insipida, indiferente a tudo ou quase tudo, parece ter perdido a vitalidade que lhe é conferida por Aquele da qual ela vem e pertence. Assim sendo, nós sabemos que as propostas que o Santo Padre fez e que para mim são uma verdadeira bênção de Deus, pois é prioritário que façamos todos nós uma verdadeira revisão á nossa vida, e vejamos como estamos a celebrar, a transmitir e a viver a nossa Fé. Fé esta que não é a minha Fé, também o é, mas é mais que isso na sua plenitude, pois é a Fé da Igreja da qual é cabeça o Senhor Jesus e é também a Fé do próprio Senhor Jesus que nos revelou e continua a revelar o Pai. Sintetizando a Fé dos cristãos é a adesão incondicional ao Senhor Jesus, e para haver esta adesão tem que haver o conhecimento do mesmo e depois de O conhecer é preciso experienciá-LO,e experienciá-LO é precisamente viver o quotidiano como uma verdadeira extensão do Senhor, é que o que nós vamos vendo é uma Fé mais espiritualista e não vivêncialista. E assim como o Senhor Jesus nos disse que fazia e dizia o que viu o Pai fazer e dizer, e assim procedeu durante a sua estada na Terra, também nós como cristãos que dizemos ser e somo-lo de facto devido a termos sido Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, mas se calhar só o seremos por isso ou porque vamos a umas missas ou a algumas peregrinações porque se calhar no que toca naquilo que é o cerne da questão e que é isso em concreto que Deus quer e espera de todos nós, que não descorando: a evangelização e a celebração que é muito importante e que todos estamos chamados a fazê-lo, depois temos a terceira componente que é a vivência daquilo que anunciamos e celebramos. Caríssimos amigos e irmãos em Cristo na realidade como é urgente e premente aprofundarmos estas temáticas, pois há uns e muitos anos a esta parte esta Europa a que pertencemos tem-se vindo a degradar e a destruir autenticamente, senão vejamos de grosso modo: vive-se para o consumismo, inventam-se leis para legalizar: aborto, eutanásia, estilos de casamento ou de família, droga, enfim é um sem fim de coisas que se vai criando

para através das leis positivas criadas pelo homem e de certo modo tentar apaziguar a consciência, porque se a lei permite então não cometemos pecado. Erro total! Pois as leis que o homem cria não se sobrepõe nem nunca se sobreporão às do Criador, é uma forma de nos auto enganarmos deixando-nos conduzir por elas. Por isso e se calhar voluntaria ou involuntariamente também nós tenhamos caído nestas invenções feitas por nós e até se calhar até nos pode dar jeito mesmo que aparente em algumas situações, podemos ter aderido ou poderíamos vir a aderir e, assim a fim de nos corrigirmos esforcemo-nos por viver este ano aderindo ao máximo a todas as ações que surjam e estejam ao nosso alcance: sejam elas práticas ou teóricas. Desculpem-me a extensão do texto, pois quero acreditar e acredito que a maioria de vocês conhece e está mais esclarecido e elucidado que eu sobre esta matéria, mas achei por bem partilhar esta que também é minha preocupação. Para finalizar e até de certo modo dizer a razão principal porque escrevi este texto é a de vos comunicar a todos que a razão ou melhor uma das razões porque eu hoje estou a servir o Senhor como ministro ordenado (Diácono Permanente), tendo sido ordenado em 12 de julho de 2009,com mais cinco irmãos na igreja da Glória em Aveiro, pelo nosso Bispo, Dom António Francisco, foi devido a ter feito um convívio fraterno na Aguda no ano de 1980 nos dias 25, 26 e 27 de Abril, convívio esse que foi o 97º. Isto porque apesar de ter tido uma educação cristã dos meus pais, não era nada ou quase nada praticante e daí se não tivesse tido o convite a fazer aquele convívio talvez continuasse a ser uma espécie de cristão, mas garantidamente que de cristão só tinha o nome. E porque foi neste convívio que pela primeira vez tive pelo menos de forma consciente uma verdadeira experiência de comunhão com Deus, posso dizer e digo com toda a minha convicção que foi o dia mais feliz da minha vida, pois ainda hoje tenho bem vincado na minha memória aquele dia de encerramento em Loureiro, onde senti uma alegria indescritível e por isso eu nunca mais ter deixado de viver um cristianismo mais real e condizente com o que deve ser. E é nesta caminhada normal em que após um ano ter feito o convívio casei, tive e tenho graças a Deus três filhos, depois tive no percurso de casado várias atitudes, profissões e movimentações que só entendi tudo isso ou em parte depois de numa disciplina que lecionei me ter sido colocada a seguinte questão "os desígnios de Deus podem ser os nossos desígnios"? E foi neste contexto que eu ao fazer uma retrospetiva da minha vida vi o quanto o Senhor tinha operado nela, sempre! E em todo o momento. Pois até nos aspetos materiais tudo funcionou segundo a vontade de quem tudo pode, o Senhor. E neste percurso normal de homem casado e a trabalhar na Igreja desde o convívio, sim desde o convívio porque até aí nada,

a Igreja era para os outros, surge-me o convite pelo senhor reitor de Avanca, meu pastor, o Padre José Henriques, perguntando-me se estava disponível para fazer formação para Diácono Permanente, ao que anui, pois era obrigatório eu anuir uma vez que no meu compromisso do convívio que fiz manifestei "ser mais útil aos outros", assim sendo se não aceita-se estava a ser infiel ao compromisso que tinha feito ao Senhor. Na realidade nós, e porque andamos preocupados com tanta coisa á imagem de Marta, não conseguimos ver esta ação em nós do Senhor. Mesmo nesta altura em que já passei por tantas festas como: casamento, nascimento de três maravilhosos filhos com os seus batizados, comunhões, crismas e casamentos, nascimento de três maravilhosas netinhas com respetivos batismos, bodas de prata de casado, enfim um sem número de momentos muito felizes mas nenhum como esse primeiro encontro com o meu e nosso Deus. Daí eu a partir desse momento e graças a Deus já la vão trinta e dois anos nunca mais ter deixado de trabalhar neste Reino que só dá felicidade. Também quero aproveitar este momento para endossar a todos os convivas e seus familiares um

saudoso abraço mas de modo especial àqueles que fizeram este convívio (97º) comigo, assim como aos monitores, corpo auxiliar, àqueles que o Senhor chamou para me convidar e um muitíssimo obrigado ao senhor padre Valente por ter dado o seu sim ao Senhor quando o convidou a criar este Movimento, pois se olharmos para a história, vemos que neste Movimento já nasceram muitas e boas vocações para o matrimónio, religiosas, sacerdotais, diaconais e bons homens e boas mulheres que com certeza desempenham vários ministérios dentro da Igreja, para além de ter aberto novos horizontes a alguns irmãos nossos que duma ou de outra maneira já andavam por caminhos que levavam á total destruição. Neste momento quero agradecer a Deus por tudo quanto me deu e vos ofereceu também a vós. E não nos esqueçamos de que até ao dia do encontro final com o Senhor temos que ir pelo mundo mostrar a nossa herança que cantamos no nosso hino. Essa herança que é a felicidade, é a vida em Cristo, é a vida eterna. Um abraço a todos e até sempre. Nome: José Maria tavares do Carmo Data: Avanca, 8 de Outubro de 2012

Braga Uma nova "transfiguração"… Jesus pegou 33 jovens e convidou-os a "subir" até ao Seminário do Verbo Divino, em Guimarães. Jovens que estavam receosos, cheios de inquietações, que iam em busca de algo. Aí houve um encontro consigo mesmo, com Deus e com os outros; houve espaço para fazer silêncio, em que cada um descobriu o melhor de si mesmo; experimentou-se o Amor de Deus e tocou-se na beleza da vida quando é vivida em clave de doação e de ternura. Aí descobriu-se o sentido profundo das suas vidas. Houve mudança, houve transfiguração. Eles disseram: "Senhor é bom estarmos aqui, podemos montar as nossas tendas e manter este clima

de paz e de harmonia que estamos aqui a viver". Ainda eles estavam a falar, quando escutaram uma canção: "Vai pelo mundo mostrar a tua herança. Sê conviva da paz e do amor" Ao ouvirem isto ficaram assustados. Jesus aproximou deles e disse-lhes: "Levantai-vos e não tenhais medo. Eu estou convosco". Erguendo os olhos os novos convivas viram apenas Jesus e mais ninguém. Enquanto voltavam para a sua realidade Jesus disse-lhes: "Sede sinais do meu amor com o vosso testemunho de vida, com a vossa alegria de jovens e com vosso empenho".

Convívios Nº 1198 da diocese de Braga


8 Um balanço em perguntas

É bom que também a Igreja se interrogue sobre se incrementou o serviço aos seniores, melhorando a sua pastoral neste domínio Faz-se, por estes dias, o balanço do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações vivido ao longo de 2012. Registo, com agrado, que os responsáveis não desejam apenas contabilizar iniciativas levadas a cabo - comprazendo-se nos números cumpridos - mas pretendem, sobretudo, ver como percorrer no futuro os caminhos até agora abertos. A não ser assim, aliás, estaríamos perante mais um momento de entusiasmo estéril, por não gerar novas e melhores oportunidades para os mais velhos e mais conscientes responsabilidades para os decisores e a sociedade em geral. Na minha ótica, o balanço tem de fazer-se transformando os objetivos desenhados no início do Ano em perguntas honestamente respondidas. Por exemplo: Estão a ser efetivamente reconhecidos o potencial e as oportunidades do envelhecimento ativo? Aceitamos melhor os anciãos como parte da cena social e - na expressão de João Paulo II - percebemos que a sua vida "ajuda a clarificar uma escala de valores humanos"? Estamos, um ano volvido, mais sensibilizados para a importância da intergeracionalidade para a coesão e desenvolvimento da sociedade como um todo? "Uma sociedade verdadeiramente multigeracional - disse o representante da Santa Sé na Conferência Ministerial Europeia Sobre o Envelhecimento, em abril de 2002 é aquela em que as pessoas da terceira idade sentem que lhe pertencem plenamente, em que a sua dignidade é sempre protegida, em que elas não têm medo e em que a sua contribuição seja respeitada e a sua sabedoria apreciada". Neste tempo de balanço é bom que também a Igreja se interrogue sobre se incrementou o serviço aos seniores, melhorando a sua pastoral neste domínio. Deixando, por exemplo, de os considerar apenas como os mais assíduos dos praticantes, que evitam a total desertificação das missas da semana... Há, realmente, a obrigação de contribuir para a sua qualidade de vida, através de iniciativas que os envolvam fora dos atos de culto. As nossas paróquias podem e devem, de facto, ajudá-los a manter e alargar o círculo em que se movem, pois que uma boa e diversificada rede social melhora a qualidade de vida; podem e devem atribuir-lhes tarefas - sendo o aconselhamento, enraizado na sua experiência, uma das mais evidentes. Basta, a este propósito, lembrar a Carta de João Paulo II aos Anciãos: "Os anciãos ajudam a contemplar os acontecimentos terrenos com mais sabedoria, porque as vicissitudes os tornaram mais experimentados e amadurecidos. Eles são guardiões da memória coletiva e, por isso, intérpretes privilegiados daquele conjunto de ideais e valores humanos

BALADA DA UNIÃO

Outubro / Novembro / Dezembro 2012

EMIGRANTES, SERES HUMANOS A RESPEITAR Para que, em todo o mundo, os emigrantes sejam acolhidos, especialmente pelas comunidades cristãs, com generosidade e autêntica caridade. Celebra-se, no dia 18 de Dezembro, o Dia Mundial do Migrante. Daqui a razão de ser da Intenção Geral deste mês. O fenómeno das migrações não faz só parte do passado, mas continua presente (e até talvez mais agudizado) e, infelizmente, continuará no futuro. Segundo estatísticas da ONU, o número de refugiados é, hoje, de 214 milhões, número este que não tende a diminuir, antes pelo contrário. Normalmente, ninguém emigra por gosto ou opção, mas fá-lo porque busca melhores condições de vida e também, em muitos casos, para fugir de perseguições e guerras, sendo, portanto, esta uma migração forçada, com todos os sacrifícios e problemas que essa situação reveste. As vítimas destas perseguições assumem, em muitos casos, o estatuto de refugiados. Mas a Intenção Geral deste mês refere-se especialmente àqueles que emigram livremente. Complexidade do fenómeno migratório O fenómeno das migrações é sumamente complexo. Por um lado, aqueles que emigram conseguem, muitas vezes, melhorar as suas condições de vida, o que supõe, contudo, grandes sacrifícios. Mas noutros casos, isso não acontece, passando assim as pessoas por muitas dificuldades, mas em vão. Por outro lado, como reconhece o Secretário Geral da ONU, Ban Kimoon, na sua Mensagem para o "Dia Mundial do Migrante" deste ano, é fundamental o papel dos migrantes no reforço da economia mundial. Segundo as suas próprias palavras: "Os migrantes contribuem para o crescimento económico e para o desenvolvimento humano, enriquecem as sociedades, através da diversidade cultural, conhecimentos e intercâmbio de tecnologia, e permitem melhorar o equilíbrio demográfico das populações em processo de envelhecimento". Mas acrescenta também, frisando o lado negativo da migração: "Se para muitos a migração é uma experiência positiva e emancipadora, muitos outros são vítimas de violações dos direitos humanos, de xenofobia e exploração". Foi isto também que o Papa reconheceu ao afirmar, na sua Mensagem para o "97º Dia Mundial do Migrante e Refugiado", em 2011: "O mundo dos migrantes é vasto e diversificado. Conhece experiências maravilhosas e prometedoras, mas também, infelizmente, muitas outras dramáticas e indignas do homem e das sociedades que se

consideram civilizadas". Intensificar esforços Tem havido, ao longo dos últimos tempos, grandes esforços por melhorar as condições de vida dos migrantes, mas estes têm que ser intensificados, como declarou o já citado Secretário Geral da ONU, na Mensagem para o "Dia Mundial do Migrante" deste ano: "É evidente que é necessário intensificar os esforços para proteger os direitos dos migrantes. Por isso, o Grupo Mundial sobre a migração (que é composto por 14 organismos da ONU, a Organização Internacional para as migrações e o Banco Mundial) aprovou uma declaração conjunta, em Setembro, que salientou a necessidade de proteger os direitos humanos de todos os migrantes, sobretudo das dezenas de milhões de pessoas que se encontram em situação irregular". Com efeito, estas são, por definição, mais vulneráveis a toda a espécie de abusos, por parte de pessoas ou Governos sem escrúpulos. O papel da Igreja A Igreja tem um papel importante a desempenhar no problemas das migrações. Ela sabe que todos os homens formam uma só família, sem distinção de raça, cor ou religião, e que todo o ser humano deve ser respeitado, seja qual for a sua condição, proveniência ou quaisquer outras condições externas. Sabe também que todos temos a mesma origem que é Deus e que foi Ele que fez habitar na terra todo o género humano.

CONVÍVIOS RUMO AO FUTURO Nos dias 21, 22 e 23 de dezembro de 2012 1200 - Em Bragança, para jovens desta diocese 1201 - Em Maputo, para jovens de Moçambique Nos dias 27, 28 e 29 de dezembro de 2012 1202 - Em Eirol, Aveiro, para jovens da diocese do Porto 1203 - No Seminário de Santarém, para jovens desta diocese 1204 - No Seminário de S. José, em Vila viçosa, para a Arquidiocese de Évora.

Sabe ainda que migrantes e populações que os recebem têm o mesmo direito a usufruir dos bens da terra, porque o destino deles é universal. E a Intenção Geral deste mês faz um apelo particular às comunidades cristãs. Sobre este tema, afirma o Papa na Mensagem para o "Dia Mundial do Migrante" deste ano: "As comunidades cristãs reservem uma particular atenção aos trabalhadores migrantes e suas famílias, acompanhandoos com a oração, a solidariedade e a caridade cristã, valorizando aquilo que enriquece reciprocamente e promovendo novos projectos políticos, económicos e sociais, que favoreçam o respeito pela dignidade de cada pessoa, a tutela da família, o acesso a uma habitação condigna, ao trabalho e à assistência". O "Dia Mundial do Migrante e do Refugiado" oferece a oportunidade a toda a Igreja para reflectir sobre o tema relacionado com o crescente fenómeno da migração, para rezar, a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e trabalhem para que cresça no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura. António Coelho, s. j. Intenção Missionária

Balada da União Propriedade Editorial e Administração Convívios Fraternos N.I.P.C. 503298689 Tlef: 234 884474 Fax: 234 880904 Director e Redactor: P. Valente de Matos Depósito Legal: 634/82 - Nº de Registo: 108164 Este Jornal encontra-se em www.conviviosfraternos.com Rua Júlio Narciso Neves Nº 65 3860-129 Avanca


Balada da União Q4-2012  

Jornal Balada da União do último trimestre de 2012

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