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PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922 PUBLICAÇÃO BIMESTRAL - DEP. LEGAL Nº 6711/93 - ANO XXXIII - Nº 310 - NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011 * ASSINATURA ANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM 10.000 EXS. * PREÇO 1 EURO

DOU-VOS UMA BOA NOVA: HOJE VOS NASCEU UM SALVADOR

Que os nossos corações acolham o Deus Menino

Que as nossas mãos se tornem o berço de Belém

A TODOS OS CONVIVAS E LEITORES DO BALADA DA UNIÃO

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO


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BALADA DA UNIÃO

VEM SENHOR JESUS!

ABRIR-SE AO DOM

Tempo de Advento… tempo de espera e de preparação para receber o senhor que veio e que virá. É um tempo que nos convida a estar vigilantes, a endireitar os caminhos da nossa vida… a transformarmo-nos. O tempo do Advento exorta-nos a reviver alguns dos valores essenciais cristãos… a alegria expectante e vigilante na vinda do Salvador; a esperança, porque Cristo é a nossa esperança, esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, dos nossos pecados e fraquezas, na

Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que cristo se forme em nós. Acende-se, neste tempo, a nostalgia nos nossos corações. E quando escrevo "nossos", estou a pensar em quantos ainda viveram um Natal religioso, familiar e feliz; afinal os que conheceram outra realidade diferente desta pressa anónima, irreflectida e comercial que hoje nos afoga. Nostálgicos, exclamamos que "já não é como dantes". Estranhamente, porém, resignamo-nos, qual pedaço de esferovite perdido na corrente: apesar de flutuar, está decididamente rendido a uma força estranha! Foi já há mais de uma dezena e meia de anos que me confrontei com um grito de alarme numa revista espanhola: "Roubaram-nos o Natal". Mas aonde nos levou esta constatação? Que reacção provocou, para além do estranho sentimento de perda? Às indefinições que vivemos… Sempre tive grande dificuldade em lidar com a resignação, mesmo quando ma apresentavam vestida de suposta virtude. Realmente, tenho medo de cobardias dóceis ou cómodas abdicações. É por isso mesmo que defendo uma urgência: recuperar a verdade do Natal - lavando-a de todas contaminações e "distracções", para usar a ideia expressa pelo Papa Bento XVI no Angelus do passado domingo. Se o fizermos, torna-se natural o anúncio e a partilha da impensável notícia: "Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho unigénito". Reconheça-se que muitos cristãos assim procedem, trabalhando para que os sinais do Amor não desapareçam das casas, das ruas e, sobretudo, dos gestos. Deparamo-nos, por isso, com exposições, presépios, estandartes às janelas e campanhas que levam ao encontro do outro - que é sempre o lugar de encontro com Deus. Mas são demasiados os embrulhados numa mera generosidade de coisas; ou em atitudes simplesmente protocolares, vividas com o desencanto de quem eterniza indiferenças, ainda que escritas sob o manto de "cordiais saudações"!.. Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que Cristo se forme em nós. Sem medo, pois que quanto mais fugirmos de Deus, mais nos desumanizamos. João Aguiar Campos

vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida; a conversão, sim, é necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração; a pobreza, não uma pobreza económica, mas aquela que nos leva a confiar, a abandonarmo-nos e a depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Esta pobreza que tem n'Ele a única riqueza. Queres celebrar a vinda do Senhor e participar do seu Reino? Muda o teu coração; - vive no amor; - dá testemunho de união, de partilha, de solidariedade. Apresenta os teus frutos de conversão: Paz, Fraternidade, Justiça... "Marana tha"! Vem Senhor Jesus! Manuela Pires, CF 860 Bragança-Miranda

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011

A CRISE DO HOMEM E A PROVIDÊNCIA DE DEUS Que fazer, onde ir, que desesperança nos espera! A crise fere como bala perfurante o homem só, Só, o homem… sem Deus, sem fé, sem o próximo… Transforma-se em bicho, biologia e finanças apenas… Procura-se a fé, a esperança, a providência! A Providência dos Filhos de Deus…. Onde vos escondeste! Escondeste-vos, ou terá sido o coração do homem… Que se escondeu de vós! O mundo anda loucamente depressivo. Que fazer já que à crise, nada a consegue conter Parece que esta bola carece de juízo, Onde anda? Aonde pára o bom senso? Onde fica? Onde está o juízo dos inteligentes? Urge olhar para fora de nós, para o que nos transcende! Procura-se cardiologista que ofereça um coração de carne, que retire o coágulo fétido de dor do homem só. Procura-se coração quente onde circule o que torna o homem gente, A solidariedade, a tolerância, a justiça, a liberdade, a amizade, enfim o amor.

Mas acredito, tenho fé! Que este amor que não é vulgar nem comum em muitos lugares, Será ELE O AMOR, que nos fará transcender, ser gente! Será este AMOR que dará a serenidade para erguer o projecto, que no íntimo de cada ser humano o anima; O PROJECTO DE SER FELIZ! Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, Como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, Pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema." (Mateus, 6, 27-34) António Silva

REUNIÃO DO SECRETARIADO No dia 3 de Dezembro de 2011 ,reuniu-se , na Rua Júlio Neves nº 65 , na Vila de Avanca , sede do movimento , o Secretariado Permanente dos Convívios - Fraternos , para preparar a próxima REUNIÃO DO Conselho Nacional , marcada para o dia 21 de Janeiro 2012. Presidiu à reunião o Presidente do Conselho Nacional Foram propostos pelos membros do Secretariado vários assuntos de interesse para o movimento a serem apresentados e discutidos na próxima reunião do Conselho Nacional, entre os quais salientamos : 1 . Necessidade do movimento ser vitalizado e incrementado em algumas dioceses , em especial no Patriarcado e nos Açores , para que possa ter credibilidade em Igreja como resposta para a pastoral juvenil , ao lado de outros movimentos e associações . 2 . Existindo o movimento há 38 anos como resposta válida à pastoral e evangelização Juvenil e certificado o seu valor pela Igreja com a aprovação dos seus Estatutos pelo Episcopado Português , como o dar a conhecer e propor seu carisma também a nível internacional?... 3 . Encontros e acções pastorais e formativas a ser desenvolvidas por

todas as dioceses , a nível nacional e internacional. 4 . Motivação , dinamização e preparação , em todas as dioceses , a nível nacional , e internacional onde o movimento está implantado , para o Encontro Animação Nacional a realizar em Fátima nos dias 8 e 9 de Setembro 2012 , para que possa ser uma verdadeira festa de juventude e uma grande manifestação de Fé e amor a Jesus Cristo e à Igreja . 5 . Formação de uma base de dados , na Internet , para agilizar a comunicação dos conhecimento e da partilha das actividades em todas as dioceses. 6 . Necessidade e urgência de em todas as dioceses serem criados os " núcleos paroquiais " (grupos de formação e partilha ) de jovens convivas e não convivas , como base para que o movimento cresça e possa ser resposta em todas as dioceses aos problemas , angustias e aspirações dos jovens de hoje tão carenciados de Deus. 7 .A urgência e a necessidade insubstituível de em todas as dioceses serem nomeados os Assistentes Espirituais do movimento para que os ConvíviosFraternos possam ser resposta válida de encontro com Deus e crescimento na fé e no amor para todos os jovens que neles desejem participar.


SUPLEMENTO DO BALADA DA UNIÃO Nº 310 * NOVEMBRO/DEZEMBRO / 11 * PROPRIEDADE DA COMUNIDADE TERAPÊUTICA * N.I.P.C. 503298689

DEIXEM-ME PARTIR PARA O PAI sempre foi de uma entrega total ao Pai e foi o de nunca vacilar perante as dificuldades, o de sempre dizer como no cântico, do qual se "apaixonou": "Teus braços que libertam, presos na cruz, Teus braços que ofertam harmonia e luz. E que me envolvem e me transformam, P'Ia Tua Cruz Senhor, pela Tua Cruz. Contigo na Tua Cruz, contigo em Cruz."

"Morro, mas vou com os amigos" Esta foi uma frase que ficou no telemóvel do padre Armando, que nunca chegou a ser enviada. Para um familiar? Para um amigo? Não importa para quem. Importa o conteúdo, que revela tudo sobre o padre Armando. Ele só vivia para a família e para os amigos e a cada dia que passava procurava fazer mais amigos. Nos últimos dias de vida, com uma das irmãs sentada à cabeceira de sua cama, ia recordando cada pessoa que tinha passado por sua vida. Recordava momentos, recordava amigos. Foram 3 anos de sofrimento, e 3 meses de agonia que o levaram a descansar, finalmente, nos braços amorosos do Pai. Nos últimos dias o seu pedido era como tinha sido o de João Paulo II: "deixem-me partir para o Pai". O sofrimento era muito e o desejo de se encontrar com o Pai eterno era ainda maior. Partiu, a 3 de Novembro, mas deixou um grande legado, mormente aos jovens convivas, quer aos da diocese de Portalegre e Castelo Branco quer aos de fora, pois também esteve presente em vários convívios organizados em outras dioceses. Foi ele quem trouxe a espiritualidade e o movimento para a diocese e foi ele o nosso director espiritual durante estes trinta e muitos anos de movimento na diocese. Nunca deixou o leme deste barco e nunca deixou que a chama se apagasse, quer nele próprio, quer naqueles que ia convidando para mais perto de si servirem o movimento, servirem o Senhor. Dada a grandeza da vida do padre Armando não é possível escrever tudo sobre ele e por mais palavras que se coloquem no papel, nunca serão suficientes para falar deste Homem. Por mais palavras que se escrevam nunca saberemos agradecer o quão importante ele foi para esta nossa Igreja, para os jovens. Por mais lágrimas que choremos nunca seremos capazes de falar a tristeza e a saudade que nos fica no coração, mas também não seremos capazes de falar o quão gratos lhe estamos. Uma certeza nos fica de que o seu testemunho de vida, quer na saúde, quer na doença,

Talvez tenha sido este o maior e o último testemunho que nos deixou, o de uma entrega e de uma certeza na força redentora e libertadora do Pai, no sentido da cruz de Seu Filho. O nosso último gesto de gratidão para com o padre Armando foi o de poder carrega-lo, em nome de todos os convivas, até à sua última morada, pois ele já tinha carregado, durante toda a sua vida, com os nossos pecados, as nossas fraquezas e dificuldades, os nossos desabafos, as nossas tristezas. Ele foi, durante a sua vida o nosso baluarte terreno, a nossa bússola, a nossa referência. Um último desejo fica: que Deus lhe permita, onde ele estiver, poder ser força para os que ainda estão nesta terra e possam continuar a sua obra, a obra que ele não pode concluir. OBRIGADO PADRE ARMANDO! Nota da R: O P. Armando Tavares levou o movimento dos Convívios - .Fraternos para a diocese de Portalegre e Castelo Branco em 1980 sendo seu Diretor Espiritual e Assistente Diocesano até à sua morte. - Durante todos estes anos viveu intensamente os problemas dos Convívios- Fraternos, sobretudo na sua diocese, fazendo parte integrante da sua vida pastoral até ao esgotamento total das suas forças físicas. Em carta escrita, já não por sua mão, porque disso impossibilitado, afirmava: "Escrevo-lhe com os meus sinceros votos de óptima saúde, na paz e na graça de Deus. Faço-o através da Susana uma vez que o rápido avanço da doença que me está a imobilizar me impede já de o fazer pela minha própria mão com o mínimo de condições de legibilidade… Lembro que iremos ter convívio-fraterno no fim de semana das férias do Natal:17,18, 19 de Dezembro, para o qual temos todo o material necessário. APESAR DA MINHA PARTIDA,OU PELO MENOS DAS MINHAS LIMITAÇÕES deixo, os C. F. nesta diocese com pernas para andar. São assim as almas grandes, os apaixonados por Jesus Cristo. QUE NA GLÓRIA DO PAI continue a interceder pelo nosso movimento.

CONVÍVIOS RUMO AO FUTURO NOS DIAS 1, 2 E 3 DE DEZEMBRO DE 2011 1164 - Em Coimbra, para jovens desta diocese 1165 - No Seminário dos Passionistas, em Viana do Castelo, para jovens desta diocese. NOS DIAS 15, 16 E 17 DE DEZEMBRO DE 2011 1166 - Em Maputo, Moçambique, para jovens moçambicanos 1167 - Na Casa do Clero, em Bragança, para jovens desta diocese NOS DIAS 17, 18 E 19 DE DEZEMBRO DE 2011 1168 - No Seminário do Preciosíssimo Sangue, em Proença A Nova, para jovens da diocese de Portalegre- Castelo Branco 1169 - No Seminário de Nossa Senhora de

Fátima, em Beja, para jovens desta diocese NOS DIAS 27, 28 E 29 DE DEZEMBRO DE 2011 1170 - No Seminário de Santarém para jovens desta diocese 1171 - Em Eirol, Aveiro, para jovens da diocese do Porto 1172 - No Seminário de Vila Viçosa, para jovens da Arquidiocese de Évora 1173 - Na Casa de S. José, Ortigosa, Lamego, para jovens desta diocese NOS DIAS 13, 14 E 15 DE JANEIRO DE 2012 1174 - No seminário de Cristo Rei, na Matola, para jovens de Moçambique

É POSSÍVEL EDUCAR PARA O FIM DA VIDA (MORTE)? 1 - A vida tem sentido? E tem algum sentido? Estas são questões que desde a antiguidade se continuam a fazer! É uma pergunta radical sobre a vida em geral, mas de modo particular, sobre a vida do ser humano, porque o homem, a pessoa, é diferente da vida em geral, porque só o homem tem capacidade intelectual e reflexiva para pensar sobre a vida e sobre si mesmo. É, precisamente, pela capacidade intelectual e reflexiva que a pessoa pensa e reflecte sobre as questões do sentido da vida, a três níveis: primeiro, a pessoa, pelo sentido estético descobre o agradável e o desagradável; o segundo, pelo sentido ético o bom e o mau, o positivo ou o negativo, o aceitável e o inaceitável para o sujeito ou para a vida em comunidade; por fim, o terceiro, a capacidade racional que inclui a ponderação lógica do seu pensamento, que vai perguntar pelo sentido da vida e do viver humano e do viver em geral. O sentido que a inteligência da pessoa humana procura não é, apenas, o presente, é também o passado, e de forma mais radical o futuro. Quem sou eu, de onde venho e para onde vou, eis as perguntas para as quais a inteligência da pessoa procura desde sempre respostas que constituam no seu conjunto o sentido da vida humana. 2 - Então qual o sentido da vida humana? Aqui não temos espaço para dirimir a questão na sua totalidade. Resumindo pudemos dizer que o sentido da vida humana é o de ser parte da natureza, de estar vinculada a ela para (sobre)viver. Como seres naturais temos de cumprir um programa natural: nascemos, crescemos, reproduzimo-nos (ou não) e morremos. Por isso, a morte de cada um de nós é parte do sentido da nossa vida, como parte viva e integrante do mundo natural que vive, cresce e morre… o ciclo vital da vida humana é como o ciclo vital da vida animal ou das plantas: todos nascem, todos vivem, todos morrem. Então a morte não é uma tragédia pessoal; não é uma surpresa imprevisível; não é uma vingança de Deus. Enfim, morrer é tão natural como natural é viver. Deste modo, aludir para uma pedagogia do fim de

vida, devemos dizer que morrer é tão natural como viver. Pois, na medida que nenhum de nós pode evitar viver ou ter nascido, também do mesmo modo, não pode evitar a morte. 3 - A meditação transcendental ajuda-nos a viver a morte como sentido da vida. Jesus de Nazaré destacou o amor como fonte de vida eterna. Isto é, a relação humana deve ser uma relação de amor: Amai-vos uns aos outros e tereis a vida eterna". Os cristãos católicos, milhões de pessoas em todo o Mundo repetem que esperam "na vida do mundo que há-de vir". Não é, como muitos possam pensar, uma posição de fé, mas sim uma declaração de esperança. 4 - Educar para o fim da vida consiste em dizer que o homem - corpo, composto orgânico/biológico parte integrante da natureza regressará à mesma natureza, mas permanecerá para sempre o seu eu e o seu espírito e as suas obras criadas no tempo que lhe foi dado a viver. A necessidade de educar para o fim da vida, para a morte, na cultura pós-moderna, é resultante de uma cultura que nada tem de valor e nada tem de sentido, mas do facto indiscutível de cada vez mais a morte deixar de ser um momento vivido e acompanhado no ambiente familiar, e, inversamente, tornou-se numa banalidade solitária das rotinas hospitalares. A educação para o fim da vida, para a morte, terá que ser feita a partir da vida familiar, da vida comunitária e não no frio e no vazio ambiente hospitalar. O fim da vida biologia da pessoa humana, como no nascer, deve ser acompanhado e que este se transforme numa possibilidade de reencontro da totalidade da vida que ali se esgota no esvaziamento do seu viver. Estar ao lado de quem dá o último suspiro da vida, é um acto de suprema virtude e elevação humana que gera paz interior e espiritual em quem vai morrer e, por antonomásia, em quem continua a viver. O fim da vida é sempre um desafio inultrapassável para quem morre e para quem continua a viver, mas educar para perspectiva do fim da vida é um desfio ultrapassável e possível!... Carlos Costa Gomes


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Jovens em Alerta VIANA DO CASTELO OH CRISTO, OH CRISTO, BATES FORTE CÁ DENTRO

Neste momento vivemos tempos de crise, uma crise económica, uma crise de falta de valores, uma crise falta de esperança, uma crise onde tudo falta, até o tempo já não chega para nada, limitamo-nos a correr contra o tempo. Por vezes nem sabemos porque corremos tanto. Porque será? Será assim tão importante dar resposta a esta questão, numa sociedade que dá tanta importância a uma palavra que a todos preocupa: CRISE. Está na moda, tal como a "Casa dos Segredos", ninguém vê, todos criticam, mas no fim todos sabem o que se passa... Porque será? Tudo isto acontece porque na correria desenfreada nós não damos conta que a vida passa por nós, por isso para que a vida não passe por nós, sem nos apercebermos, é preciso olharmos para ela, é preciso fazermos uma paragem para percebermos porque corremos tanto... E parar foi o que os participantes da "Casa dos Segredos" fizeram, porém com objectivo de combaterem a crise económica. E parar foi também o que vinte e seis jovens, da diocese

nos a segui-lo, a anunciá-lo, a imitá-lo, e diz-nos que estará sempre presente em toda a nossa caminhada. Não nos abandona, é o amigo sempre presente. É aquele que pega em nós ao colo, sobretudo naqueles momentos em que até julgamos que Ele nos esqueceu. É nesses momentos que Ele nos pega ao colo com mais carinho e nos carrega caso seja necessário. É neste encontro com J.C. que melhor percebemos e entendemos o verdadeiro sentido da palavra AMAR. J.C. amou-nos em primeiro lugar, e nós devemos corresponder ao seu amor infinito, dando um pouco de nós aos outros e a Deus, porque uma coisa é certa J.C. a todos ama com as suas qualidades e defeitos. E todos nós conseguimos perceber que este Jesus Amigo sempre estive connosco, bem dentro de nós, por isso no final do 3º dia todos lhe cantávamos: "CF 1165, Oh Cristo, Oh Cristo, bates forte cá dentro". A festa de encerramento foi no Salão Paroquial de Perre que contou com a

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011

RESIDENTES DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS PARTICIPANTES NO SEMINÁRIO DE DEFESA PESSOAL

No passado dia 5 de Novembro de 2011, realizou-se um seminário de Defesa Pessoal e boxe, na Academia Don Kinguell Este foi ministrado pelo Instrutor Carlos Sousa em Defesa Pessoal e pelo Treinador de boxe Fernando Kinguell. Este seminário contou com a presença de atletas da Atlética de Avanca e de uma boa parte de residentes da Comunidade Terapêutica de Avanca. Como foi referido os residentes/atletas puderam beneficiar de várias áreas de desporto de combate e ginásio. O programa de actividades foi o seguinte: 08:00 - Encontro de atletas 09:30 - Inicio das actividades desportivas na Academia Don Kinguell 12:30 - Almoço convívio 14:30 - Demonstração e aprendizagens de técnicas da modalidade. 17:00 - Entrega de diplomas 18:00 - Sessão de encerramento De referir que um dos objectivos foi apresentar os atletas a treinadores e atletas da Don Kinguell

de Viana do Castelo, fizeram nos dias 1, 2 e 3 de Dezembro, no Seminário dos Passionistas em Barroselas, onde se realizou o Convívio Fraterno n.º 1165, com o objectivo combaterem a falta de tempo, falta de esperança e falta de Deus em nossas vidas. Deixaram para trás: os amigos, a família, e um fim-de-semana igual a tantos outros... Pela frente um desafio!... Três dias totalmente diferentes, era tempo de esquecer a correria do mundo e fazer uma pausa, para partilhar, para reflectir, para interrogar, para ter dúvidas, para brincar, para sorrir, para falar, para encontrar, para reencontrar, e o mais importante para ver Jesus Cristo que ansiosamente aguardava a nossa chegada. Jesus falou-nos!... Convidou-nos a fazer silêncio e a escutá-lo. Foi seduzindo e conquistando cada jovem, a pouco e pouco foi entrando e falando ao coração de cada um. Jesus foi acolhido!... Fez-se sentir... E apela-

presença de convivas, familiares e amigos que dispuseram o espaço de uma forma bastante acolhedora. Contamos também com a presença amiga, sempre muito importante, do D. Anacleto Oliveira, Bispo desta diocese. Os jovens transmitiram a sua alegria, trocaram experiências, e o encerramento culminou com a celebração da Eucaristia, onde todos celebraram as graças concedidas. Se por vezes nem tudo acontece como queremos. Não esqueçamos que há alguém que sabe o que é melhor para nós em cada momento. E mesmo que por vezes possa parecer, Jesus nunca nos abandonará, mas se alguém tem dúvidas ficam as palavras dos jovens deste convívio fraterno: "CF 1165, Oh Cristo, Oh Cristo, bates forte cá dentro" Equipa Coordenadora

Convívio-Fraterno 1165 na diocese de Viana do Castelo

PARIS SENTIMO-NOS EM IGREJA Nos dias 28, 29 e 30 de Outubro, 20 jovens da região parisiense disseram sim ao convite de fazerem um convivio fraterno. Foi na casa

da missão católica polaca de La Ferté sous Jouarre que se realizou o convívio numero 1159. Quando estamos disponíveis e somos

a importância destes desportos e a mais-valia que os mesmo podem representar para a vida e inserção de jovens "problemáticos" na sociedade. Um dos jovens que fez o seu programa terapêutico é um dos vários exemplos, em 2011 sagrou-se campeão regional de boxe e mais recentemente campeão nacional na mesma modalidade. Como tal, este jovem pode ser um dos casos que fundamenta o desporto de combate como mais uma via para uma vida diferente. Em suma, foi um dia bem passado com as várias áreas e objectivos cumpridos, a saber: objectivos desportivos, partilha de conhecimentos, objectivos sociais e mais uma vez reforçada a ideia de que não existe um único saber, em nossa opinião existem vários saberes a ser explorados para o crescimento, tanto físico como mental. Este foi o saldo final apresentado em palestra ao atletas pelo Instrutor Carlos Sousa e Treinador Fernando Kinguell. Obrigado a todos os participantes

Convívio Fraterno Nº 1159 realizado em Paris capazes de escutar, o Espirito Santo vem sempre abundante e faz maravilhas. E foi o que aconteceu: os corações dos novos foramse abrindo com docilidade e alegria. Souberam confiar Naquele que, na cruz, já venceu tudo por nós, e a festa foi grande na presença do Pai! Sentimos muitas coisas mas percebemos que ser de Cristo é muito mais que "sentir uma coceguinhas no coração": é uma realidade de amor, de fé, de perdão, de caminho. Sentimo-nos em Igreja, unidos a todos os que

rezavam por nós, e também rezámos por esta Igreja a que queremos pertencer mais plenamente. Saímos com a vontade de nos mantermos fieis ao nosso compromisso, de não nos abandonarmos uns aos outros, e de sermos mais santos, que é como quem diz, mais felizes! Pela equipa coordenadora, Joana Santos


NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011

Jovens em Alerta

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VILA REAL

MESTRE ONDE MORAS? "Que procurais?" perguntava Jesus aos dois discípulos de João que o seguiam naquele primeiro momento em que João O apresentou à multidão. Que procuramos nós que seguimos Jesus? Que procuram os jovens de hoje no Mestre de Nazaré? O conforto, o sentirmo-nos bem, uma segurança, uma pacificação interior, uma libertação? O verbo procurar é o mesmo lançado, na manhã de Páscoa, às mulheres que iam ao sepulcro, portanto é uma questão decisiva para os cristãos nascidos da Páscoa de Jesus.

aceitar o desafio de passarem um fim-desemana diferente, numa experiência de encontro. Foi o 1160 Convívio-Fraterno, realizado nos dias 29, 30 e 31 de Outubro na Casa Paroquial de Valpaços. Um grupo pequeno, é verdade, mas foi o grupo que Deus quis reunir à volta de Jesus Cristo, grande amigo que estás sempre presente. Ele próprio disse: " onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estarei com eles." E esteve realmente com aqueles seis jovens

COIMBRA O QUE NOS LIGA É CRISTO…

Convívio Fraterno Nº 1164 na diocese de Coimbra

Convívio Fraterno Nº 1160 na diocese de Vila Real O interessante é que os dois discípulos não filosofaram, não disseram que procuravam a salvação, a felicidade, a paz, etc, etc. Nada disso, somente o fundamental: "Onde moras?" Isto é, quem és Tu? Queremos conhecer-Te. Ouvimos falar de Ti, mas não nos chega, queremos mais, queremos comer contigo, viver contigo, dialogar contigo, criar uma relação pessoal para podermos viver em comunhão contigo e com os outros de um modo novo. Enfim, para acreditarmos, teremos que sentir e ver se és de confiança, se Te podemos confiar a vida, se nos podemos colocar nas tuas mãos. Para encontrar onde mora o Mestre, não teremos que parar o nosso ritmo quotidiano, silenciar e sair dos lugares habituais para ir à procura desse "lugar" onde Ele se deixa encontrar? Também para tentar encontrar a resposta a esta questão, alguns jovens oriundos de vários pontos da nossa Diocese, resolveram

que viveram três dias de encontro com eles próprios, com Deus e com os outros. Três dias, em que abriram os seus corações à semente que lhes foi lançada, à Palavra de Deus que lhes foi transmitida e que os levou ao encontro e a comprometerem-se a serem também eles portadores desta Palavra, deste Jesus que se quer dar a todos. No final do Convívio Fraterno, estes jovens, com a alegria espelhada no rosto, e o coração cheio de Amor de Deus, deixaram a certeza de que valeu a pena abrir mão de um fim de semana "normal", pois encontraram-se com alguém que os ama, perceberam que Deus os aceita como são e que quer que também eles sejam suas testemunhas no mundo em que vivem. A uma só voz, todos afirmaram sem medo: "Nós queremos levar Cristo, a toda a gente." Equipa Coordenadora

Do dia 30 de Novembro ao dia 3 de Dezembro, realizou-se na Diocese de Coimbra o CF 1164, na casa Com Vida na Praia de Quiaios. Nos dias de hoje, em que todos temos muito que fazer… 22 jovens de várias paróquias da Diocese disseram SIM! Sim ao desafio de parar durante 3 dias, e experimentarem algo diferente. Mesmo sem saber ao certo ao que vinham, arriscaram e vieram… Tendo a coragem e disponibilidade interior para serenar, abrir os seus corações a Deus e deixá-LO entrar, acolhendo-O e deixando-se acolher por este PAI que é Amor Nele Todo. Cada um à sua maneira, foi descobrindose e aprofundando o conhecimento do seu íntimo, tendo consciência que não estamos

aqui por acaso… mas apenas e só, porque Deus nos criou por AMOR e nos ama infinitamente. Tivemos oportunidade de redescobrir e estreitar a relação com ELE, houve festa e ritmos de dança, porque fomos acolhidos no colo do PAI. A tomada de consciência que no peito levamos uma cruz e no coração, tudo aquilo que ao longo dos 3 dias nos disse Jesus. Levou-nos a testemunhar, mostrando a nossa herança, dizendo aos outros que não somos apenas jovens, mas sim, jovens profetas dos Céus. Que temos obrigação de tornar o meio onde vivemos mais justo e mais fácil… Pela Equipa Coordenadora Manuel António Marques

NÓS, como que lápis, desenhámos a nossa e a folha de papel de quem estava ao nosso lado...

Foi bom... é bom!!

E o 1162 ficou marcado como um conjunto papeis, bem juntinhos, a formar um único desenho... o do AMOR, que só se vive verdadeiramente se estivermos puramente unidos ao Pai!!

Agora, meus AMIGOS... Façamos na nossa Vida aquilo que descobrimos! Construamos um Mundo de Amor… um Mundo Feliz! 1162.. é amor, é amor, é amor… o que eu sinto no meu coração!

ALGARVE SER FAROL NA VIDA DO OUTRO O 1162 começou com jovens que aceitaram um desafio e abandonaram os seus planos por um fim-de-semana onde não sabiam o que os esperava nem o que iriam fazer… Jovens estes, tão diferentes entre si e tão especiais… Uns com dúvidas, outros com incertezas; uns com medos, outros acorrentados; uns contrariados, outros curiosos… Uns crentes, outros descrentes…. Os motivos que levaram cada um a aceitar tão grande desafio, só mesmo Deus sabe. Sei que ao longo de cada momento, os corações

escancararam-se ao AMOR… receberam, acolheram e começaram a repartir… Descobrimos um pouco mais sobre nós, sobre Deus e as nossas relações com os outros… Cada um de nós, tornou-se farol na Vida do outro… Chegámos na 6feira, todinhos, sem excepção tal e qual folha branca... e cada um de nós foi um lápis nas mãos do Pai... o resultado, foi um belo desenho de cada uma das nossas Vidas... Convívio Fraterno Nº 1162 na diocese do Algarve


Jovens em Alerta

4 BRAGANÇA-MIRANDA

O MEU BAPTISMO

BEM-VINDO D. JOSÉ CORDEIRO, PODE CONTAR CONNOSCO! Foi com profunda alegria que os convivas de Bragança acolheram a notícia da nomeação do novo responsável pela diocese de BragançaMiranda pelo Papa Bento XVI, no dia 18 de Julho. Dom José Cordeiro, seria, a partir do dia 2 de Outubro, o 44º Bispo da nossa Diocese! O entusiasmo com esta notícia levou à grande mobilização da comunidade cristã, particularmente dos jovens, que com o seu dinamismo organizaram de forma espontânea uma serenata na sexta-feira antecedente à cerimónia de ordenação episcopal de D. José Cordeiro. Nela, os vários movimentos de jovens da nossa diocese puderam dar as boasvindas ao novo Bispo e oferecer-lhe algo alusivo aos mesmos. Nós, convivas de Bragança, oferecemos uma t-shirt do movimento onde estava inscrito o lema do seu episcopado: "Ad docendum Christi mysteria". Foi uma noite na qual se viveu verdadeiramente o espírito jovem, onde reinou a alegria, animação e entusiasmo. E também onde o nosso Pastor pôde verificar que nós, jovens de hoje, queremos ser ovelhas do seu rebanho e juntos darmos o nosso "sim" a Jesus Cristo e fazer da nossa diocese uma pedra viva da Igreja de todos nós! Neste ambiente festivo, os jovens foram fermento da mobilização que ocorreu por toda a diocese para a cerimónia de ordenação episcopal. A Sé Catedral de Bragança, a maior do país, tornou-se pequena

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2011

para acolher esta festa da comunidade cristã! Os convivas de Bragança aderiram em massa, com a sua alegria, com os seus cânticos festivos e com olhares repletos de esperança num sonho de futuro para a sua diocese! No nosso coração ficaram as palavras de Dom José Cordeiro: "A nossa realidade pastoral exige a coragem, a confiança e a paciência para ir ao encontro dos homens e das mulheres do nosso tempo, testemunhando que também hoje é possível, belo, bom e justo viver a existência humana à luz do Evangelho". Incentivados pelas suas palavras, queremos, mais que nunca, ser o eco de Cristo numa diocese que precisa do entusiasmo e da radicalidade da mensagem de Jesus Cristo. A voz de Cristo, o verdadeiro e eterno Jovem, continua a ouvir-se nos nossos corações e a impelir-nos a deixar a nossa vida para O seguir. Tal como Tiago e João, também nós queremos deixar tudo e seguí-lO quando Ele nos chama. Pedimos ao Senhor que abençoe abundantemente Dom José Cordeiro nesta desafiante missão de cuidar da vinha do Senhor. Também nós, convivas, queremos ser, ao serviço do nosso Bispo, solícitos e humildes trabalhadores, sendo os primeiros lutadores contra a cultura da indiferença, do egoísmo, do materialismo e do relativismo que esgota a esperança da humanidade e da juventude. João Mourinho, CF 980 Bragança-Miranda

Convivas dos CF 1148 e 1157 movidos pela fé Cristã reencontraram-se, em Bragança, no Centro Paroquial do Santo Contestável, para realizar o seu 1º pós-convívio. Direccionado para o sacramento do Baptismo. A igreja do santo contestável foi palco, de mais um pós-convívio, que proporcionou a todos os convivas presentes, um momento de abrir as portas a Deus. Para desta forma caminharem pela vida, conscientes, firmes e seguros pelo sacramento o Baptismo. A manhã foi marcada por dois momentos, a troca das velas entre os convivas e uma palestra interactiva com todos os convivas, onde abordamos os sete sacramentos, mas

voltando especial atenção para o Baptismo. Reflectindo sobretudo no papel de cada cristão, e na função dos pais e padrinhos. Pode-se dizer que o Baptismo é o apagar do pecado original, é o começo, de um enraizamento em Deus, que é necessário frutificar durante toda a vida. Tivemos a oportunidade de reviver o nosso Baptismo. De uma forma elucidativa e em profunda comunhão com Jesus Cristo, fomos passando por todas as etapas do Baptismo. Este dia terminou com os convivas a animar e participar na eucaristia na igreja de São Tiago. Rafael Teixeira CF 1157

"PECADO E RECONCILIAÇÃO" Foi este o tema que me proporcionou um grande dia de reflexão vivido no meu 3º pós-convívio. Um dia em cheio! Repleto de emoções, pensamentos, música, convívio e, claro está… de Jesus Cristo! Ao longo do dia fomos descobrindo um pouco mais sobre o tema "O pecado e a Reconciliação" na actualidade e o modo como o vivemos na sociedade e no dia-a-dia. Logo pela manhã, com o calor de todos aqueles corações, esperançosos em Jesus Cristo, fizemos frente ao frio que se fazia sentir. Envoltos num ambiente de curiosidade, pelo dia que tínhamos pela frente, procuráramos conhecer aqueles que nos rodeavam e que iam fazer deste dia, certamente, mais um dia inesquecível. Sem faltar a música e o poder da oração, os momentos foram marcados pela partilha do carinho entre todos e pelo amor infinito de Deus Pai. Inesquecíveis foram também os momentos de reflexão e de partilha, que me levaram a reflectir sobre o meu Baptismo e a minha caminhada desde então… No baptismo recebemos uma vida nova, mas nos dias de hoje torna-se difícil conservá-la. Frequentemente falhamos, enganamos, pecamos

e afastamo-nos do caminho da Santidade. Trazemos a nossa vida desprotegida, vivemos sujeitos ao sofrimento, à doença, à morte e, pior que tudo, sujeitos aos caprichos e aos vícios fúteis do mundo que nos rodeia. Mas é sempre possível levantarmonos e continuar a nossa caminhada em direcção à luz. Há sempre alguém que nos acolhe, nos compreende e nos perdoa. Jesus "quis que a Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação." É esta a finalidade do sacramento da Confissão. No final deste dia, depois de um profundo e emotivo exame de consciência, fundamental na preparação interior de todos aqueles que se arrependem dos seus pecados e procuram receber o perdão de Jesus Cristo, aconteceu a festa! Foi o ir ao encontro do Pai que acolheu a cada um em especial, com a sua bondade e misericórdia, o renascer de novo pelo sacramento da reconciliação e da Eucaristia, indispensável num dia tão marcante e luminoso como foi aquele Domingo… Armanda Rebelo, CF 1141 Bragança-Miranda

PORTO

SOUBE A POUCO

JOVENS À ESCUTA NA CATEDRAL A luz aqueceu a noite fria do dia 5 de Dezembro, quando, em pleno tempo de Advento, a Catedral de Bragança recebeu jovens vindos de toda a Diocese que aceitaram o desafio da escuta. Na primeira Leccio Divina promovida pelo nosso Pastor D. José Cordeiro, Bispo da Diocese foi escolhido o texto bíblico da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. A esperança do Advento, traduzida pelo "Eisme aqui" dado por Maria é a mesma esperança que nasce quando os jovens aceitam ser Igreja. A Organização e preparação desde primeiro "Jovens à Escuta na Catedral", ficou a cargo

do Movimento dos Convívios Fraternos, que contou também com uma intervenção do Grupo de Jovens Ser Clave com a interpretação da Antífona Akathistos. Para além destes dois grupos, muitos outros jovens (e menos jovens) encheram a Cripta da Catedral, superando a expectativa de uma noite fria de Dezembro. No final, ficou a certeza de que o Espírito Santo inundará o coração jovem desta Diocese e a vontade de repetir a maravilhosa experiência da Escuta. Fabíola Mourinho, CF 833 Bragança-Miranda

Foi com muita alegria e entusiasmo que nos tornamos a encontrar passado um mês e alguns dias após a realização do 38°. Convívio Fraterno para casais. Não faltou ninguém. O encontro realizou-se no dia 25 de Setembro de 2011, durante a tarde, no Salão Paroquial de Santiago de RibaUI. Fizemos uma reflexão sobre a nossa caminhada. Todos debateram, em equipas, as dificuldades e a forma como as superaram e a conclusão é esta: ainda temos muito que aprender para sermos verdadeiras testemunhas

de Jesus Cristo. Cada casal fez uma revisão aos compromissos assumidos no Convívio. Tivemos a celebração da Eucaristia ,presidida pelo Sr. Pe. Francisco, da Sociedade Missionária da Boa Nova, que nos ajudou a completar mais o dia. Seguiu-se um assalto aos merendeiros, trazidos por cada um, e o convívio que é habitual entre a família conviva. Chegada a hora da partida, tivemos que ir cada um para suas casas, mas com a certeza de que nos havemos de reencontrarmo-nos daqui a algum tempo.


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"SEDUZISTE-ME, SENHOR E EU DEIXEI-ME SEDUZIR"

Hoje, quando escrevo estas linhas, é dia 9 de Dezembro. Ontem, na Diocese do Porto foram ordenados trinta Diáconos Permanentes. Entre eles eu Álvaro Chaves, natural de Avanca, que fiz o 484 Convívio Fraterno nos dias 25,26 e 27 de Abril de 1991. Escrevovos, porque sinto que muito do caminho por mim trilhado ao longo da minha vida de jovem e agora de casado, muito se deve ao facto, de naqueles três dias, ter decidido parar e escutar de uma forma diferente, a "Voz" do Cristo que chama permanentemente no nosso coração e que quase nunca temos "tempo" ou "disponibilidade" interior para o escutar. Agradeço a Deus ter colocado no meu caminho este Movimento, pelo crescimento que me proporcionou, pelas pessoas que ao longo do tempo me marcaram imenso, e por ter proporcionado o encontro especial, que foi, e que é a minha esposa, Maria de Fátima (Fatinha) do Convívio Fraterno nº 298. Como podem observar, as nossas vidas cruzam-se com o Movimento Convívios Fraternos, pelo qual demos muito de nós, mas, o que fomos recebendo ao longo dos anos, foi muito mais gratificante. Não sei se a palavra gratidão é adequada, mas é o que eu sinto … eu diria que é muito mais que isso … os Convívios que ao longo dos anos fomos realizando fizeram-nos amar de uma forma tão forte a Deus, que, hoje estando de uma forma menos activa, no Movimento faz-me olhar para traz e ter este sentimento de que se não fosse aquele encontro, e as actividades que o movimento me proporcionou, nunca a minha vida teria tomado este rumo, com toda a certeza seria feliz, mas não desta forma. Quando eu tinha os meus 15, 16 anos, e sentia no coração, o chamamento que Deus fazia para o seguir de uma forma "radical", decidi depois do devido discernimento seguir o amor à família. Senti que na construção da minha família, poderia também servir o Senhor, vivendo segundo o seu ensinamento e nunca me cansando de o anunciar, de o levar a todos aqueles que Deus colocou no meu caminho. Sempre testemunhando que a minha felicidade reside neste Cristo, que é o amor e que nunca me abandona. O tempo passou, e mesmo depois de ter realizado vários retiros, quando me convidaram para o C.F. 484, achei que não iria acrescentar nada, ao meu amor a este Cristo e à sua Igreja, da qual já era um membro activo na minha comunidade. Estava redondamente enganado, o Convívio Fraterno foi como que uma "alavanca", para a minha entrega aos outros, proporcionou-me experiências fantásticas, conheci pessoas extraordinárias, que marcaram para sempre a minha vida, e para quem tenho uma "divida" enorme. Não é todos os dias que poderemos "beber", o amor de Deus em pessoas como: Srº Padre Valente, o Simão, o António Manuel,

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BALADA DA UNIÃO

o Carlos Costa Gomes, o Padre João, o Padre José Carlos, o António, o Beto, o Rui, a Rosário, Ana, e tantos outros (perdoem-me estes outros mas não poderia mencionar todos) que foram sendo na minha vida instrumentos de quem Deus se serviu para se fazer entrar no mais íntimo do meu coração. Graças a esta experiência, Deus colocou no meu caminho, alguém especial, pois só uma pessoa efectivamente "grande", poderia suportar especialmente estes últimos três anos, em que a minha ausência em casa, foi notória, mas que a minha esposa soube, e bem colmatar. Não esqueçamos, que quando iniciamos este caminho (Diaconado Permanente), o nosso filho mais velho tinha 8 anos e o mais novo 2. Na construção do nosso lar, Deus, foi e é a figura central, é a âncora que dá segurança às nossas vidas. Depois de na juventude, ter, de alguma forma, rejeitado o chamamento a uma adesão "radical", que Deus me fez, não imaginava que Deus continuava a contar comigo, para o servir de um modo especial. Pois, Deus não me abandonou, e voltou a tocar o meu coração, agora num chamamento não para o servir "exclusivamente", isto é, deixar tudo, pai, mãe, para o servir. Mas, chamou-me, para um serviço aos outros e à sua Igreja, já não na ordem ao Presbiterado (Sacerdote), mas na ordem do Diaconado (Diácono Permanente). Este Sacramento da Ordem, com vista ao Diaconado, não vem substituir, nem ocupar o lugar do Sacramento do Matrimónio, mas vem completá-lo, um Sacramento não obscurece o outro os dois complementam-se. Este Deus que chama … que desinstala … que desinquieta …, veio ao meu encontro, e como nos diz Jeremias: "Eu deixei-me seduzir por Ele". As pessoas … a maioria das pessoas … que me conhecem nunca perceberão, o que eu sinto e a alegria que é estar ao serviço, daquele que ofereceu toda a sua vida, num serviço desinteressado, numa fidelidade ao Pai, desconcertante aos olhos do homem. Cristo serviu, servindo o homem numa doação sem paralelo, dizendo a todos, e a cada um de nós em particular, que é possível mesmo no mundo em que vivemos caminhar para Deus, e construir um mundo melhor. Quando deixamos a Palavra de Deus, entrar no nosso coração, jamais a nossa vida ficará a mesma. Não é possível, ao homem que sente o Amor de Deus, que se revela através da Sua Palavra, ficar indiferente a este mesmo Deus … que vem ao nosso encontro … que bate permanentemente no nosso coração … que nos desinstala e chama para o seguir. Este homem, que tem contacto com o Deus Misericordioso, nunca mais será o mesmo, a sua vida nunca mais será a mesma. É verdade que a "casa" fica "desarrumada", é verdade que hoje estou aqui, amanhã estou ali, e não consigo parar, pois é urgente levar, e anunciar este Deus que nos Ama. A verdade é que o discípulo de Cristo, é aquele, que, põem as mãos ao arado e não olha para trás … é aquele que vai … é aquele que O segue … Ele próprio exige seguimento … "Vem e segue-Me"… Quero hoje, de uma forma sincera e humilde, dizer, que estou grato a todas as pessoas, que ao longo da minha vida me ajudaram. Muitas delas, acredito, que nem se aperceberam, mas Deus, serviu-se delas para me moldar, para se aproximar de mim de uma forma fascinante e sedutora. Na verdade, agradeço a Deus, o

facto de me ter proporcionado o encontro, a partilha e o convívio, durante parte da minha vida, com tantas e tão boas pessoas que o Movimento Convívios Fraternos tem. A todos o meu obrigado, e dizer, que é um orgulho enorme, pertencer a esta "família", de gente, que tem e sente os Convívios Fraternos no coração. Em Junho 2007, iniciei o percurso em ordem ao Diaconado. Na festa de Cristo Rei de 2009, foi aceite às Ordens Sacras na Catedral do Porto. A 10 de Janeiro 2010, na celebridade do Baptismo do Senhor, foi Instituído Leitor. No ano seguinte, na mesma Celebridade a 9 de Janeiro, foi Instituído Acólito. No dia 8 de Dezembro, na Catedral da Diocese do Porto,

foi ordenado Diácono Permanente pelo nosso Bispo, D. Manuel Clemente. É o fim de uma caminhada, e o inicio de um caminho, ao qual espero saber estar à altura daquilo que Deus espera de mim. O "sim", ao chamamento que Deus fez no meu coração, tem muito do que o Movimento fez em mim na minha juventude e na minha vida. Neste momento queria partilhar com todos os Convivas alegria que neste momento sinto … Obrigado …. "Não fostes vós que me escolhestes, fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto" Jo 15, 16 Um Conviva Álvaro Chaves

"JESUS CONFIO EM TI", OBRIGADO PELO TEU AMOR Alguém me ser solicitou que colocasse em palavras, algo que só no coração se consegue ler… Tarefa difícil… Serei capaz de fazer chegar a todos a experiência intensa vivida em 3 simples dias, em convívio fraterno? Mas quem sou eu?... É nessa minha peregrinação, pelos caminhos que Deus tem para mim que, depois de uma extraordinária Jornada Mundial da Juventude, em Madrid e ao deparar-me com o destaque no sitio www.mergulha.org, à realização de um Convívio Fraterno, em Viseu, se acendeu em mim uma chamazinha bem pequenina e fraquinha, que tentava iluminar um novo caminho até Ele. Na altura não prestei atenção, pois nunca esteve

No segundo dia já não ansiava por respostas, apesar das perguntas permanecerem. Grande mudança para mim: Não tinha encontrado as respostas que procurava, simplesmente tinha deixado de fazer perguntas, pois sentia uma confiança enorme em Cristo e isso bastava! Finalmente no 3º dia perguntei a mim mesmo. E agora? Terceiro e último dia de um convívio fraterno, de um salto de fé que dei, de um encontro com Jesus, que cada um viveu e sentiu à sua maneira, interiormente na intimidade com Cristo. Assaltou-me o pensamento: E agora? Mais uma vez aconteceu algo que foi transversal a tudo o meu convívio. Tudo bateu

Convívio- Fraterno 1161 na Diocese de Viseu nos meus planos ser conviva. Mas os planos de Deus são insondáveis e a verdade é que a chamazinha se foi transformando num fogo que ardia dentro de mim e acendia o desejo de saber mais… Bem tentei saber mais… Mas todas as fontes de informação estavam indisponíveis ou o que diziam era manifestamente pouco, para que eu conseguisse entender o propósito do desejo que sentia. E assim foi participar no Convívio-Fraterno 1161 realizado nos dias 26, 27 e 28 de Outubro. Foi com ela que acordei. Venham as respostas, desejava eu… Mas não foram as respostas para as minhas perguntas o que encontrei, mas a confirmação de que me encontrava no caminho certo, o que aumentava a dúvida inicial. Estranhamente, ou não, sentia-me bem, sentia que estava em família, revia-me em tudo, identificava a minha vida em tudo o que ouvia e senti-me tão bem no convívio, junto a Jesus! No 2º dia - Interpelei novamente o Senhor. Que queres de mim, Senhor?

certo. Todas as peças se encaixaram e mesmo as "corridas" desse dia tão cheio e tão longo fizeram sentido para o "E agora?" o 4º dia será simplesmente o dia, nem longo nem curto, pois esse conhecimento pertence a Deus que fez o dia e a noite, logo só Ele sabe se me reservou muito ou pouco tempo de trabalho na Sua vinha. O 4º dia será, para mim, cada momento, sem pensar se falta muito ou pouco, não quero ir a mais nenhum lado, pois sei que estou onde Deus me quer, estou onde devo estar a cada momento. O 4º dia serão todas as minhas tarefas na vinha, que tentarei fazer com alegria e entrega a Deus, na certeza de que cada uma contribui para o meu crescimento, para o meu caminhar para Deus, o que fará de todas elas tarefas suaves, pois têm nelas um propósito maior. Valeu bem a pena ter ido!... "Jesus, eu confio em Ti". Obrigado pelo teu AMOR. Fernando Chapeiro, C.F. 1161


BALADA DA UNIÃO

MENSAGEM AOS JOVENS CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA Caríssimos jovens, as melhores e mais amigas saudações dos vossos Bispos, reunidos em Fátima. Todos nós, os que estivemos em Madrid, na XXVI Jornada Mundial da Juventude (JMJ), recordamos, com alegria, a "Grande Festa da Fé", vivida com o Papa Bento XVI e com tantos jovens, vindos do mundo inteiro. De Portugal, fomos mais de 12.000: jovens, responsáveis das dioceses e das estruturas diversas da Pastoral Juvenil. Nós, os Bispos, acompanhámos todo este acontecimento com alegria e proximidade pastoral e afetiva. Porém, foram muitos mais os jovens que, mesmo não indo a Madrid, viveram estas Jornadas, ou porque acompanharam e estiveram na sua preparação, ou porque seguiram, de perto, a experiência ali vivida. É a todos vós, jovens de Portugal, e responsáveis diocesanos e de todos os organismos juvenis, que nós queremos dirigir esta mensagem. O que foi a JMJ de Madrid? Certamente já tivestes ocasião de partilhar esta vivência com tantos e tantos amigos... Foi uma experiência de fé, no encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, mediado pelo Papa Bento XVI, por todos aqueles que vos acolheram e vos falaram - nas comunidades paroquiais, nas catequeses, nas atividades diversas daqueles dias, nos momentos de oração - e por tantos jovens, vindos das diversas partes do mundo, com quem estabelecestes uma relação próxima, a vários níveis e de tantas formas. Este encontro com Jesus Cristo sentiu-se particularmente vivo na Eucaristia, na Adoração eucarística, durante a Vigília em Quatro Vientos, e na Via Sacra. Como momento especial das Jornadas, não podemos esquecer o encontro e a festa do dia 18 de agosto, no Palácio de Congressos "Arena de Madrid". Por ser a primeira vez e pela sua grandeza espiritual, pastoral e social, queremos felicitar a Equipa do Departamento Nacional da Pastoral Juveni l (DNPJ), todos os responsáveis e animadores e todos os jovens, louvando o trabalho feito, desde a preparação até à realização deste momento tão significativo na Pastoral Juvenil de Portugal, vivido na JMJ de Madrid. A JMJ tocou alguns pontos fundamentais, que podem ajudar a delinear um "perfil" de jovem cristão. Concretamente: - O jovem cristão encontra em Jesus Cristo o sentido da sua vida, tornando-se discípulo e missionário, no mundo e na Igreja. - A partir deste encontro com Jesus Cristo, o jovem acredita na importância da sua missão e quer trabalhar por um mundo melhor, tornandose testemunha de fé nos diversos ambientes. - Na sua ação, o jovem sabe que não está sozinho, pois ser cristão é caminhar com Jesus na comunhão da Igreja. Vê os outros como amigos e irmãos e a todos quer comunicar a alegria de conhecer Jesus Cristo. - O jovem vê na Igreja a comunidade que lhe mostra o verdadeiro rosto de Jesus. Nela, sem medo e sem vergonha, vive a sua alegria no seguimento de Cristo. - O jovem cristão precisa da Igreja para viver a fé em Jesus Cristo, numa formação permanente, assente na Palavra de Deus e na Eucaristia, dando sentido à sua esperança. De facto, como afirmou o Papa, "a Igreja precisa dos jovens mas vós, os jovens, também precisais da Igreja".

O que vos disse o Papa? Convosco tivemos a oportunidade e a alegria de partilhar esta experiência única e de viver aquela feliz aventura. Somos testemunhas de alguns desafios que vos foram feitos por Bento XVI e que, nesta mensagem, queremos recordar e propor como compromissos para a Pastoral Juvenil em Portugal. Assim, a todos os mediadores que vos acompanham - nas dioceses e nas paróquias, nos institutos de vida consagrada e nos movimentos, em todas as estruturas da Pastoral Juvenil e também na coordenação nacional - queremos recordar três pontos fundamentais: - Necessidade de formação permanente, complementando o amor à Palavra de Deus e à Eucaristia com outros meios de aprofundamento da fé. O YOUCAT, oferta incluída no vosso "kit de peregrino", é um meio ao serviço deste desafio. A valorização do tema vivido - "enraizados em Cristo, firmes na fé" - deve ser complementado pelo de 2012 - "alegrai-vos sempre no Senhor".

- Ajuda à formação e à missão o cumprimento de outro apelo do Papa Bento XVI, o de viverdes uma relação de pertença, participando na vida da Igreja. - Não podeis esquecer, caros jovens, a dimensão da resposta alegre, feliz e entusiasta a Jesus, nos diversos chamamentos que Ele vos faz ou vier a fazer: "Respondei-Lhe com generosidade e coragem - escreve o Santo Padre - como corresponde a um coração jovem como o vosso. Dizei-Lhe: Tu conheces-me e amasme. Eu confio em Ti e coloco nas Tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustenta, a alegria que nunca me abandone". A Igreja e a Sociedade são campos vastos para a entrega consagrada, na missão. E a partir de Madrid? O Papa convidou-vos para um novo encontro, no ano 2013, no Rio de Janeiro. Porém, a Pastoral Juvenil não é somente encontros, festas e jornadas mundiais. O programa que esses acontecimentos suscitam, deveis vivêlo no dia a dia, num testemunho cristão que une muito bem os três temas, tão próximos e seguidos no tempo: "enraizados em Cristo, firmes na fé" (2011), "alegrai-vos sempre no Senhor" (2012) e "ide e fazei discípulos de todos os povos" (2013). Podem ser fonte de um belo programa para vos motivar à formação, vos acompanhar na dinamização

das vossas comunidades, estruturas ou movimentos, de vos guiar na participação em grupos de jovens no vosso meio e de vos iluminar no testemunho ativo, coerente e feliz no seguimento de Jesus. Ao terminar a missa de encerramento, disse o Papa aos jovens portugueses: "Foi para este momento da história, cheio de grandes desafios e oportunidades, que o Senhor vos mandou: para que, graças à vossa fé, continue a ressoar a Boa Nova de Cristo por toda a terra". É nesta hora concreta que sois chamados a ser protagonistas para a transformação da sociedade, enraizados em Cristo e firmes na fé. Nós, os Bispos de Portugal, tudo faremos para dotar as dioceses, as estruturas diversas da pastoral e o órgão coordenador nacional (DNPJ), das pessoas que vos possam ajudar a conhecer melhor Jesus Cristo e a viverdes firmes na fé e na alegria de serdes discípulos e missionários na Igreja e na Sociedade.

MENSAGEM DOS BISPOS DE PORTUGAL Esperança em tempo de crise Estimados concidadãos e também vós, os imigrantes que connosco constituís Portugal, neste difícil fim de 2011: É com inteira proximidade e muito afeto que vos dirigimos esta mensagem, querendo assinalar o nosso compromisso com todos, especialmente os mais atingidos pela presente crise e as grandes interrogações que ela levanta. Atravessamos dificuldades grandes, como grandes são as incertezas quanto ao futuro, tanto na economia como na vida social, para a generalidade dos cidadãos e muito especialmente os mais pobres e frágeis. Como bispos católicos, devemos e queremos estar absolutamente com todos, em especial com quem mais precisa de palavras e gestos de esperança: esta nasce da solidariedade e de um Deus que nunca nos abandona. Na compreensão cristã da vida, a generosidade e a coragem com que se superam as dificuldades são fermento de uma sociedade nova.

Não é a primeira vez na nossa história que os sobressaltos na vida habitual e nas expectativas normais se tornam ocasiões de consciencialização e decisão coletivas. Aproveitemos este momento, que não desejávamos, para aprofundar valores que não deveríamos esquecer nunca, pois são a própria base duma sociedade justa e saudável. É certo que se juntaram fatores externos e internos, como muitas análises, mais ou menos coincidentes, não deixam de evidenciar. Excessiva especulação financeira e pouca consistência económica somaramse negativamente e tanto nos enfraqueceram internamente como nos prejudicaram internacionalmente. Alimentámos, ou alimentaram-nos, aspirações que agora são impossíveis de concretizar. Falha hoje a própria base material em que tudo o mais se sustenta, ou seja, uma vida económica saudável e suficientemente apoiada pelo investimento e pelo crédito, que garanta trabalho digno para todos: trabalho que é condição indispensável para o sustento e a realização das pessoas e das famílias. Acompanhamos o esforço dos vários responsáveis nacionais e internacionais, agora mais premente pela magnitude dos problemas. É cada vez mais claro que a política internacional não pode reduzir-se, nem muito menos submeter-se, a obscuros jogos de capital que fariam desaparecer a própria democracia. Esta só acontece onde todos se reconhecem, respondendo cada um pelo que faz ou não faz, à luz de valores e direitos que a todos interessam e suportam. O capital provém do trabalho, que, realizando a pessoa humana, mantém prioridade absoluta. Nem podemos abster-nos da vida democrática, nem devemos cair nas mãos de novos senhores sem rosto. Também aqui se há de respeitar a verdade, condição básica da justiça e da paz. Nesta curta mensagem, que pretende ser um sinal de presença, oferecemos o que nos é mais próprio como Igreja Católica em Portugal: - A nossa solidariedade ativa, como é exercida diariamente pelas instituições sociais católicas, com todas as possibilidades que tivermos e em franca colaboração com tudo o que se faça na sociedade em prol de um bem que tem de ser verdadeiramente comum e não deixe ninguém em condições desumanas. - A nossa insistência nos valores e princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, que aliás compartilhamos com a racionalidade humana em geral, concretizando-se em quatro pontos axiais: a dignidade da pessoa humana; o bem comum; a subsidiariedade, que suscita e apoia a contribuição específica de cada corpo social; e a solidariedade, expressão da fraternidade, que nunca procura o bem particular sem ter em conta o bem de todos. - A certeza, mais uma vez afirmada, de que compartilhamos "as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias" dos nossos concidadãos, querendo reproduzir agora os sentimentos daquele Cristo, que tendo nascido há dois mil anos, quer "renascer" também no Natal que se aproxima - e com a mesma luz para idênticas trevas. Com todos e cada um de vós, Os Bispos de Portugal Fátima, 10 de Novembro de 2011

Balada da União - novembro / dezembro 2011  

Balada da União de novembro e dezembro de 2011 - Convívios Fraternos

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