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Sumário I.

Apresentação...............................................................................................................................3

II.

Documentação............................................................................................................................3

III.

Estrutura do Modelo Cerne ...............................................................................................5

IV. Lógica de Organização do Modelo Cerne ..............................................................7 V.

Processos-Chave e Práticas-Chave ............................................................................ 13 1. Cerne 1 .................................................................................................................................... 13 1.1

Sensibilização e Prospecção ............................................................................. 14

1.2

Seleção ............................................................................................................................ 18

1.3

Desenvolvimento do Empreendimento......................................................... 22

1.4

Graduação e Relacionamento com Graduadas .................................... 25

1.5

Gerenciamento Básico ........................................................................................... 28

2. CERNE 2................................................................................................................................... 31 2.1

Gestão Estratégica ................................................................................................... 32

2.2

Ampliação de Limites............................................................................................. 34

2.3

Avaliação da Incubadora ..................................................................................... 37

3. Cerne 3 .................................................................................................................................... 39 3.1

Relacionamento Institucional ............................................................................. 40

3.2

Desenvolvimento em Rede .................................................................................. 42

3.3

Responsabilidade Social e Ambiental .......................................................... 45

4. Cerne 4 .................................................................................................................................... 47 4.1

Atuação Internacional ............................................................................................ 48

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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I.

Apresentação

O desenvolvimento do modelo Cerne é resultado do esforço empreendido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro

e

Pequenas

Empresas

(Sebrae),

em

resposta

à

crescente

necessidade do movimento brasileiro de incubação de ampliar quantitativa e qualitativamente seus resultados, de forma a aumentar seus resultados para a sociedade. Neste contexto, a Anprotec, o Sebrae e centenas de gestores de incubadoras atuaram na construção de um novo modelo de atuação, pautado na análise e reavaliação de conceitos e no compartilhamento de experiências bem-sucedidas, alinhadas às tendências mundiais de incubação. Denominado Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos, o Cerne visa criar um modelo e um padrão de atuação, de forma a ampliar a capacidade das incubadoras de gerarem sistematicamente empreendimentos inovadores bem-sucedidos. Com isso, cria-se uma base de referência para que as incubadoras de diferentes áreas e tamanhos possam utilizar elementos básicos para reduzir o nível de variabilidade na obtenção de sucesso das empresas apoiadas.

II.

Documentação

O

conhecimento

acumulado

ao

longo

da

estruturação

do

Cerne

possibilitou a organização do presente Termo de Referência, instrumento TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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de trabalho que norteará as ações a serem realizadas, tendo como base parâmetros para o planejamento, a execução e o monitoramento da implantação do modelo, no sentido de garantir sua eficiência e eficácia no

contexto

do

desenvolvimento

de

um

novo

patamar

para

as

incubadoras brasileiras. Para facilitar a compreensão e divulgação do Cerne, o conteúdo do modelo está estruturado em três volumes, visando atender a níveis de detalhamento e público-alvo distintos. Em conjunto, esses volumes exploram todos os detalhes do modelo, tornando possível a sua compreensão e implantação em realidades específicas. A Figura 1 apresenta as três publicações referentes ao modelo Cerne, além de especificar o público-alvo e os objetivos a que se destinam.

Figura 1 - Documentação do Modelo Cerne

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O Sumário Executivo tem por objetivo apresentar os princípios, a estrutura do modelo, sua lógica de organização e os benefícios que podem ser alcançados pelas incubadoras a partir da implantação dos processos e das práticas-chave propostos pelo modelo Cerne. A presente publicação, intitulada Termo de Referência, aborda os princípios, a estrutura e o detalhamento do modelo Cerne, incluindo a descrição e os elementos-chave de cada uma das práticas-chave propostas para cada nível de maturidade. Além disso, esse documento inclui um Glossário para o alinhamento do vocabulário utilizado ao longo dos documentos. O Manual de Implantação esclarece e orienta o processo de implantação do Cerne, incluindo os objetivos, as evidências, os exemplos e as dicas para tornar esse processo mais objetivo.

III.

Estrutura do Modelo Cerne

O modelo Cerne está estruturado em três níveis de abrangência (Figura 2).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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Figura 2 - Níveis de Abrangência do Modelo Cerne

Empreendimento: relacionados

esse

com

a

nível

inclui

geração

e

os o

processos

diretamente

desenvolvimento

dos

empreendimentos. Para isso, a evolução dos empreendimentos é entendida ocorrendo a partir de cinco eixos: o Empreendedor: trata da evolução do perfil pessoal dos empreendedores, de forma que o empreendimento seja bemsucedido; o Tecnologia: envolve o desenvolvimento e a evolução dos produtos e/ou serviços entregues pelos empreendimentos a seus clientes; o Capital: envolve a captação de recursos econômicos e financeiros para a alavancagem do empreendimento; o Mercado: está relacionado ao desenvolvimento comercial do empreendimento; o Gestão: envolve a utilização de metodologias, técnicas e ferramentas

para

a

administração

bem-sucedida

do

empreendimento. TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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Processo: o foco desse nível são os processos que viabilizam a transformação de ideias em empreendimentos.

Incubadora: nesse nível, o foco na estruturação da governança da incubadora, viabilizando a ampliação de seus limites, ou seja, são os processos referentes a finanças, pessoas e ao relacionamento da incubadora com o entorno.

IV.

Lógica de Organização do Modelo Cerne

Em função do número e da complexidade dos processos a serem implantados, o CERNE foi estruturado como um Modelo de Maturidade da

Capacidade

da

incubadora

de

gerar

sistematicamente

empreendimentos de sucesso. Para isso, foram criados quatro níveis crescentes de maturidade. É importante destacar que cada um desses níveis de maturidade são acumulativos, ou seja, para implantar o Cerne 2, a incubadora precisa ter implantado as práticas do Cerne 1; para implantar o Cerne 3, a incubadora precisa ter implantado as práticas do Cerne 1 e as do Cerne 2; para implantar o Cerne 4, a incubadora precisa ter implantado as práticas do Cerne 1, do Cerne 2 e do Cerne 3. Assim, conforme a incubadora evolui nos níveis propostos pelo Modelo Cerne, maior a maturidade de sua capacidade de gerar sistematicamente empreendimentos inovadores bem-sucedidos e resultados expressivos para a sua região. Como foram organizadas na forma de um modelo de maturidade, as práticas de um dado nível são compatíveis com a maturidade da

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incubadora para implantá-las. Dessa forma, foi necessário estabelecer uma lógica para definir quais práticas deveriam fazer parte de qual nível de maturidade. Para isso, ao longo do processo de construção coletiva, foram definidos “Eixos Norteadores” de cada nível de maturidade. Com isso, foram definidos incubadora,

quatro

“Eixos

rede

de

Norteadores”,

parceiros e

que

são:

empreendimento,

posicionamento global,

conforme

mostrado na Figura 3.

Figura 3 - Níveis de Maturidade do Modelo CERNE

Cerne 1 – Empreendimento: nesse primeiro nível, todos os processos e práticas estão diretamente relacionados ao desenvolvimento dos empreendimentos. Assim, as práticas a serem implantadas nesse nível de maturidade vão desde a sensibilização, prospecção e seleção de empreendimentos até a graduação e o relacionamento com as graduadas. Entretanto, além dessas práticas, é essencial que a incubadora implante uma estrutura mínima de gestão,

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maneira que as práticas relacionadas aos empreendimentos possam ser monitoradas e avaliadas quanto às suas efetividades. Ao implantar esse nível de maturidade, a incubadora demonstra que tem capacidade para prospectar e selecionar boas ideias e transformá-las em negócios inovadores bem-sucedidos, sistemática e repetidamente. •

Cerne 2 – Incubadora: o foco desse nível é implantar práticas que tenham como foco a estruturação da governança da incubadora, implantando processos que viabilizem a sua gestão estratégica, a ampliação dos serviços prestados e do público-alvo e a avaliação dos seus resultados e impactos.

Cerne 3 – Rede de Parceiros: o objetivo desse nível é implantar práticas que formalizem uma rede de parceiros, visando ampliar a atuação da incubadora, criando instrumentos capazes e efetivos para realizar a incubação a distância. Assim, nesse nível, a incubadora reforça a sua atuação como um dos “nós” da rede de atores envolvidos na promoção da inovação por meio da geração de empreendimentos inovadores.

Cerne 4 – Posicionamento Global: nesse nível, o objetivo é implantar práticas

que

tenham

como

foco

a

internacionalização

dos

empreendimentos apoiados. Além disso, a incubadora precisa promover sua própria internacionalização, estabelecendo parcerias para viabilizar uma presença internacional. Assim, cada nível de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4) representa um passo da incubadora para se posicionar como um ambiente de inovação que atua profissionalmente e que gera resultados expressivos para o desenvolvimento de sua região e do país.

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Cada nível de maturidade contém um conjunto de processos-chave que buscam garantir que a incubadora esteja utilizando todas as boas práticas relacionadas àquele nível de maturidade. A Figura 4 resume os processoschave de cada nível de maturidade, permitindo uma visão geral do grau de complexidade de implantação de cada nível.

Figura 4 - Níveis de Maturidade X Processos-Chave

Assim, cada nível de maturidade é formado por “Processos-Chave”, os quais contêm um grupo de “Práticas-Chave”, que são implantadas a partir da operacionalização de elementos-chave, conforme pode ser visto na Figura 5.

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Figura 5 - Detalhamento dos Níveis de Maturidade

Como um dos princípios do modelo é a melhoria contínua, espera-se que as

incubadoras

aprimorem,

constantemente,

as

práticas-chave

implantadas. Assim, para que uma prática-chave esteja implantada, a incubadora

precisa

demonstrar

que

possui

três

elementos-chave

implantados, conforme pode ser observado na Figura 6.

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Figura 6 – Elementos-Chave para a Implantação da Prática-Chave

Ações: o gestor da incubadora precisa coordenar a implantação de ações que demonstrem de que maneira a prática-chave é executada.

Métricas: o gestor da incubadora precisa coordenar a definição de medidas

que

demonstrem

os

resultados

alcançados

com

a

execução da prática-chave. •

Aprendizado: o gestor da incubadora precisa coordenar a definição da frequência e da maneira com que a equipe aprende com os resultados obtidos, de forma a decidir, caso necessário, quais melhorias precisam ser implementadas.

Nesse sentido, a lógica do modelo é de que a incubadora deve aprimorar, continuamente, a qualidade das práticas-chave, mesmo que se mantenha em um mesmo nível de maturidade. Por exemplo, se a incubadora se manteve no Cerne 1 por um período, é importante que avalie, por meio

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de métricas, se os resultados estão dentro do esperado e, caso contrário, defina as melhorias que precisam ser implantadas.

V.

Processos-Chave e Práticas-Chave

O objetivo dessa seção é detalhar os processos que compõem o modelo Cerne, especificando, para cada nível de maturidade, os processos-chave e suas respectivas práticas-chave.

1. Cerne 1 O Cerne 1, conforme ressaltado anteriormente, tem como objetivo profissionalizar o processo de atração, seleção, desenvolvimento e graduação de empreendimentos inovadores. Para isso, cinco processoschave precisam ser implantados nesse nível, conforme mostrado na Figura 7.

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Figura 7 - Cerne 1: Processos Chave

A seguir serão detalhados os processos-chave e suas respectivas práticaschave. Adicionalmente, cada prática será detalhada em seus elementoschave.

1.1 Sensibilização e Prospecção Esse processo-chave envolve a manutenção de um processo documentado e contínuo para a sensibilização da comunidade com relação ao empreendedorismo e para a prospecção de novos empreendimentos.

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É importante destacar que, para esse processo-chave estar implantado, não

basta

realizar

palestras

para

atrair

novas

propostas

de

empreendimentos. É essencial uma postura proativa do gestor no sentido de prospectar novos empreendimentos com potencial de alto crescimento e alto impacto, sintonizados com as demandas e necessidades do ecossistema de inovação da região. Para implantar esse processo, é preciso que o gestor organize a implantação

de

três

práticas-chave:

sensibilização,

prospecção

e

qualificação de potenciais empreendedores (Figura 8).

Figura 8 - Sensibilização e Prospecção: Práticas-Chave

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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1.1.1 Sensibilização Descrição: essa prática-chave envolve a execução de ações que promovam a difusão do empreendedorismo e da inovação, de forma a estimular potenciais empreendedores a criarem propostas de empreendimentos e as submeterem à incubadora. Essas ações envolvem temas relacionados ao processo de concepção e de desenvolvimento de empreendimentos nos setores de atuação da incubadora. Trata da apresentação dos primeiros passos para empreender. Elementos-Chave: a implantação dessa prática-chave envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a estruturação de ações que promovam a difusão do empreendedorismo e da inovação na comunidade, estimulando a submissão de novas propostas de empreendimentos inovadores com potencial de sucesso;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar utilizadas a necessidade de implantação de melhorias nessa prática-chave.

1.1.2 Prospecção Descrição: essa prática-chave envolve a execução de ações para prospectar novas oportunidades de empreendimentos inovadores com potencial de alto crescimento e alto impacto, alinhados com as vocações, potencialidades e tendências do ecossistema de

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inovação da região. A diferença com relação à prática-chave “Sensibilização” é que na “Prospecção” o gestor precisa coordenar ações para buscar, de maneira proativa, novas oportunidades de empreendimentos, em vez de apenas aguardar que propostas sejam submetidas à incubadora. Elementos-Chave: a implantação da prática “Prospecção” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a execução de ações que permitam

identificar

oportunidades

para

a

geração

de

empreendimentos inovadores com potencial de sucesso, seja para atender à demanda do mercado e/ou para viabilizar a transformação de pesquisa em negócio; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação melhorias nessa prática-chave.

1.1.3 Qualificação de Potenciais Empreendedores Descrição: essa prática-chave envolve a execução de ações que promovam a qualificação de potenciais empreendedores sobre o processo

de

concepção

e

desenvolvimento

de

um

novo

empreendimento inovador. Isso inclui palestras, cursos e base de conhecimento que abordem os diferentes aspectos do processo de empreender, incluindo conteúdos relacionados à identificação, validação e ao desenvolvimento de ideias de negócios.

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Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Qualificação de Potenciais

Empreendedores”

envolve

a

operacionalização

dos

seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a execução de ações que viabilizem a realização de, pelo menos, um evento de qualificação de potenciais empreendedores em um período alinhado com a dinâmica do processo de incubação;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.2 Seleção Esse processo-chave envolve a manutenção de uma sistemática para a seleção dos empreendimentos que participarão do processo de incubação. Esse processo deve incluir a definição da metodologia e dos critérios de seleção e a participação de profissionais capacitados para identificar aqueles empreendimentos com potencial de alto crescimento e alto impacto. Para implantar esse processo-chave, é preciso que o gestor organize a implantação de três práticas-chave: recepção de propostas, avaliação e contratação (Figura 9).

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Figura 9 - Seleção: Práticas-Chave

1.2.1 Recepção de Propostas Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

procedimentos formalizados para que os empreendedores possam apresentar suas propostas de empreendimentos. Elementos-Chave: a implantação dessa prática-chave envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

deve

coordenar

a

estruturação

de

procedimentos para receber as propostas encaminhadas pelos empreendedores interessados, explicitando as fases existentes, bem como os formulários e as ferramentas a serem utilizados;

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ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.2.2 Avaliação Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

uma

sistemática de avaliação de propostas de empreendimentos para incubação,

utilizando

critérios

de

seleção

e

profissionais

experientes, qualificados e com pontos de vista complementares, de maneira a selecionar os empreendimentos com maior potencial de sucesso. A avaliação deve possibilitar a identificação e seleção de empreendimentos com potencial de alto crescimento e/ou de alto impacto. Elementos-Chave:

a

implantação

da

prática-chave

“Avaliação”

envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

deve

coordenar

a

estruturação

de

procedimentos, critérios e profissionais, de forma a selecionar os empreendimentos com maior potencial de sucesso, com ênfase naqueles com potencial de alto crescimento e alto impacto.

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ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave de.

1.2.3 Contratação Descrição: essa prática-chave envolve a existência de documentos padronizados que estabeleçam os direitos e deveres da incubadora e dos empreendimentos/empreendedores com relação à prestação de serviços, aos aspectos comerciais, ao acesso a informações, dentre outros. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Contratação” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

procedimentos

e

deve

coordenar

documentos

para

a

estruturação

de

a

contratação

dos

serviços de incubação pelos empreendimentos selecionados, definindo as regras de relacionamento com a incubadora durante o período de incubação; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a

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necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave”.

1.3 Desenvolvimento do Empreendimento Esse processo-chave envolve a manutenção de um processo documentado e contínuo para a promoção do crescimento dos empreendimentos, contemplando,

pelo menos,

cinco

eixos:

empreendedor,

tecnologia,

mercado, capital e gestão. Para implantar esse processo-chave, é preciso que o gestor organize a operacionalização de três práticas-chave: planejamento, agregação de valor e monitoramento (Figura 10).

Figura 10 - Desenvolvimento do Empreendimento: Práticas-Chave

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1.3.1 Planejamento Descrição:

essa

procedimentos processo

prática-chave

formalizados

de

envolve

para

desenvolvimento

a

apoiar de

o

existência

de

planejamento

cada

do

empreendimento,

contemplando, pelo menos, cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Planejamento” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a estruturação de ações para auxiliar cada empreendimento no planejamento de seu desenvolvimento para um período compatível com a dinâmica de seu setor de atuação, contemplando, pelo menos, cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizada, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.3.2 Agregação de Valor Descrição: sistemática

essa para

prática-chave ofertar

envolve

serviços

de

a

existência valor

de

uma

agregado

aos

empreendimentos, de forma a acelerar seus desenvolvimentos. O conjunto de serviços específicos a serem oferecidos é definido com

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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base nos resultados da prática-chave “Planejamento”. Os serviços oferecidos devem contemplar, em seu conjunto, pelo menos, cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Agregação de Valor” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve articular a oferta de serviços de valor agregado para o desenvolvimento dos empreendimentos, tomando como base, pelo menos, cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.3.3 Monitoramento Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

procedimentos padronizados que permitam monitorar a evolução dos empreendimentos, possibilitando verificar se o empreendimento está pronto para graduar. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Monitoramento” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a estruturação de ações para

avaliar,

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

periodicamente,

a

evolução

dos

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empreendimentos, considerando, pelo menos, cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.4 Graduação e Relacionamento com as Graduadas Esse processo-chave envolve a manutenção de um processo documentado e contínuo para auxiliar os empreendimentos na “mudança de status” de “Incubada”

para

“Graduada”,

além

de

estruturar

ações

para

a

continuidade da interação entre a incubadora e a graduada. Para implantar esse processo-chave, é preciso que o gestor organize a implantação de duas práticas-chave: graduação e relacionamento com graduadas (Figura 11).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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Figura 11 – Graduação e Relacionamento com as Graduadas: Práticas-Chave

1.4.1 Graduação Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

procedimentos formalizados para promover a “mudança de status” de “incubada” para “graduada”. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Graduação” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

procedimentos

que

deve

coordenar

auxiliem

os

a

estruturação

de

empreendimentos

que

concluíram o processo de incubação na “mudança de status” de “incubada” para “graduada”; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

26


iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.4.2 Relacionamento com as Graduadas Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

uma

sistemática para a interação com as graduadas, de forma a monitorar seu desenvolvimento e prestar novos serviços de valor agregado. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Relacionamento com as Graduadas” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a estruturação de ações para prestar novos serviços de valor agregado e para definir métricas

que

permitam

acompanhar

a

evolução

do

desenvolvimento das graduadas; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

27


1.5 Gerenciamento Básico Esse processo-chave envolve a manutenção de estrutura de gestão que possibilite a continuidade da operação da incubadora e a geração sistemática

de

empreendimentos

de

sucesso.

Para

implantar

esse

processo-chave, é preciso que o gestor organize a implantação de três práticas-chave: estrutura organizacional,

operação da incubadora e

comunicação e marketing (Figura 12).

Figura 12 – Gerenciamento Básico: Práticas-Chave

1.5.1 Estrutura Organizacional Descrição: essa prática-chave envolve a manutenção de uma estrutura jurídica e de pessoal que viabilize a operação da incubadora e o seu relacionamento com a mantenedora e os parceiros.

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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Elementos-Chave:

a

Organizacional”

implantação

envolve

a

da

prática-chave

operacionalização

“Estrutura

dos

seguintes

elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a manutenção de estrutura jurídica que viabilize a operação da incubadora e o seu relacionamento com a mantenedora e os parceiros. Além disso, o gestor deve estruturar uma equipe formada por pessoas em

quantidade

necessária e

com

qualificação

compatível com as necessidades dos empreendimentos; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.5.2 Operação da Incubadora Descrição: sistemática

essa para

prática-chave viabilizar

a

envolve

a

continuidade

existência da

de

operação

uma da

incubadora a partir da efetiva gestão financeira, permitindo definir estratégias de sustentabilidade. Além disso, o gestor deve organizar os serviços operacionais e a infraestrutura física e tecnológica necessários para a execução do processo de incubação. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Operação da Incubadora” envolve a operacionalização dos seguintes elementos:

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

29


i.

Ações: o gestor deve coordenar a administração das receitas e despesas, de forma a manter a saúde financeira da incubadora.

Além

disso,

o

gestor

deve

coordenar

a

disponibilização de serviços operacionais e infraestrutura física e tecnológica necessários para a execução do processo de incubação; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

1.5.3 Comunicação e Marketing Descrição: essa prática-chave envolve a existência de estratégias de comunicação e marketing que possibilitem o posicionamento, o fortalecimento e a visibilidade da incubadora em sua região de atuação. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Comunicação e Marketing” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a elaboração e utilização de material de comunicação e marketing para promover a imagem da incubadora;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

30


ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

2. CERNE 2 O nível de maturidade Cerne 2, conforme ressaltado anteriormente, tem como objetivo a estruturação da governança da incubadora, implantando processos que viabilizem sua atuação como negócio. Para isso, três processos-chave

precisam

ser

implantados

nesse

nível,

conforme

mostrado na Figura 13.

Figura 13 - Cerne 2: Processos-Chave

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

31


A seguir, são detalhados os processos-chave e as práticas-chave relativos ao Cerne 2.

2.1 Gestão Estratégica A incubadora deve ter um processo sistemático e documentado de governança que viabilize o planejamento estratégico e a administração estratégica, estruturando e acompanhando, pelo menos, sua identidade, seus objetivos, suas ações e suas metas nos cenários definidos. Para isso, esse processo-chave contém duas práticas-chave: Planejamento Estratégico e Administração Estratégica (Figura 14).

Figura 14 - Gestão Estratégica: Práticas-Chave

2.1.1

Planejamento Estratégico Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático e documentado para o planejamento estratégico que estabeleça,

pelo

menos,

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

sua

identidade

organizacional,

seus 32


objetivos, suas ações e suas metas para realização da visão de futuro da incubadora de empresas. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Planejamento Estratégico” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

operacionalização

deve de

coordenar um

a

processo

elaboração

e

sistematizado

a de

planejamento estratégico, de forma a definir os objetivos e metas estratégicas da incubadora para a realização de sua visão de futuro; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

2.1.2

Administração Estratégica Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático e documentado para a administração estratégica que monitore a agenda de ações e metas e gerencie os instrumentos e a equipe para a realização da visão de futuro da incubadora. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Administração Estratégica” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a execução das ações previstas no planejamento estratégico, fazendo uma análise

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

33


entre o previsto e o realizado, de maneira a executar ajustes e melhorias para alcançar a visão de futuro da incubadora; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

2.2 Ampliação de Limites Esse processo-chave envolve ações sistemáticas e formais para ampliar o público-alvo e/ou os serviços prestados pela incubadora, de modo a melhorar seus resultados. Para implantar esse processo-chave, é preciso que o gestor organize a implantação de duas práticas-chave: ambientes de ideação e serviços a organizações (Figura 15).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

34


Figura 15 – Ampliação de Limites: Práticas-Chave

2.2.1

Ambientes de Ideação Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático

para o estímulo

a operação de

ambientes que

possibilitem o networking e o compartilhamento de conhecimentos para a geração de novas ideias. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Ambientes de Ideação” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar ações para estimular a operação de ambientes que possibilitem o networking e o compartilhamento de conhecimentos para a geração de novas ideias;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

35


ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

2.2.2

Serviços a Organizações Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático para a prestação de serviços a organizações, utilizando o know-how da incubadora e/ou da rede de parceiros. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Serviços a Organizações”

envolve

a

operacionalização

dos

seguintes

elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a estruturação de ações para prestar serviços a outros tipos de clientes, além das incubadas e graduadas;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

36


2.3

Avaliação da Incubadora

Esse processo-chave envolve ações sistemáticas e formais necessários para a avaliação dos resultados e impactos da incubadora. Para implantar esse processo-chave, é preciso que o gestor organize a operacionalização de duas práticas-chave: avaliação da qualidade e avaliação dos impactos (Figura 16).

Figura 16 – Avaliação da Incubadora: Práticas-Chave

2.3.1

Avaliação da Qualidade Descrição: essa prática-chave envolve a implantação de um processo sistemático de ações focadas na avaliação da qualidade dos empreendimentos. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Avaliação da Qualidade” envolve a operacionalização dos seguintes elementos:

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

37


i.

Ações: o gestor deve coordenar a implantação e a operação de procedimentos que possibilitam avaliar a qualidade dos empreendimentos apoiados;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

2.3.2

Avaliação dos Impactos Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático

para a

avaliação dos

impactos

da

atuação

da

incubadora sobre o desenvolvimento da região. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Avaliação dos Impactos” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a definição e a utilização de indicadores que demonstrem os efeitos da atuação da incubadora sobre o desenvolvimento da região;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas de maneira a verificar a

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

38


necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3. Cerne 3 O

foco

do

nível

de

maturidade

Cerne

3,

conforme

ressaltado

anteriormente, é formalizar uma rede de parceiros para ampliar a atuação da incubadora, criando instrumentos capazes e efetivos para atender tanto a empreendimentos residentes quanto não residentes. Assim, nesse nível, a incubadora reforça a sua atuação como um dos “nós” da rede de atores envolvidos no processo de promoção da inovação por meio da geração de empreendimentos inovadores. Para isso, três processoschave precisam ser implantados nesse nível, conforme mostrado na Figura 17.

Figura 17 - Cerne 3: Processos-Chave

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

39


A seguir será detalhado cada processo-chave e cada prática-chave relativos ao Cerne 3. 3.1 Relacionamento Institucional Esse processo-chave envolve ações sistemáticas e documentadas sobre o posicionamento da incubadora como agente proativo em uma rede de atores para a proposição de políticas públicas voltadas à promoção do empreendedorismo e da inovação. Para isso, o gestor precisa organizar a implantação de duas práticas-chave: interação com o entorno e participação na proposição de políticas públicas (Figura 18).

Figura 18 - Relacionamento Institucional: Práticas-Chave

3.1.1

Interação com o Entorno Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático para a interação sistemática da incubadora com os

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

40


atores do ecossistema de inovação da região, envolvidos com a promoção do empreendedorismo e da inovação. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Interação com o Entorno” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a realização de parcerias com outros atores do ecossistema de inovação, de forma a ampliar

os

apoios

oferecidos

aos

empreendimentos

inovadores; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação os resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3.1.2

Participação na Proposição de Políticas Públicas Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático para a participação da incubadora, de forma planejada, em

fóruns

que

propõem

políticas

públicas

voltadas

ao

empreendedorismo e à inovação. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Participação na Proposição de Políticas Públicas” envolve a operacionalização dos seguintes elementos:

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

41


i.

Ações: o gestor deve coordenar a participação ativa da incubadora nos fóruns de discussão e proposição de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo e à inovação;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3.2 Desenvolvimento em Rede Esse processo-chave envolve ações sistemáticas e documentadas para a ampliação dos limites da atuação da incubadora, por meio de uma rede de atores que possuem interesses comuns, compartilhando competências e recursos. Para isso, o gestor precisa organizar a implantação de três práticas-chave: rede de mentores, gestão de demanda e oferta e incubação virtual (Figura 19).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

42


Figura 19 – Desenvolvimento em Rede: Práticas-Chave

3.2.1

Rede de Mentores Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático e documentado para a operação de uma rede de mentores,

formada

por

profissionais

de

destaque

e

com

credibilidade para orientar o desenvolvimento dos empreendimentos. Elementos-Chave:

a

implantação

da

prática-chave

“Rede

de

Mentores” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar o planejamento e a operacionalização da atuação de um grupo selecionado de mentores junto aos empreendimentos apoiados, realizando um

monitoramento

dos

resultados

da

atuação

desses

mentores;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

43


ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3.2.2

Gestão de Oferta e Demanda Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistemático e documentado para promover a inovação por meio da aproximação entre oferta e demanda, apoiando o processo de inovação aberta em empresas já estabelecidas. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Gestão de Oferta e Demanda” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a sintonia entre ofertas e demandas, estimulando a aproximação entre empresas já estabelecidas, incubadas, graduadas e ICTI;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

44


3.2.3

Incubação Virtual Descrição:

essa

prática-chave

envolve

a

existência

de

uma

metodologia de incubação virtual definida de forma a ampliar o número de empreendimentos apoiados. Elementos-Chave:

a

implantação

da

prática-chave

“Incubação

Virtual” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações:

o

gestor

deve

coordenar

a

estruturação

e

a

operacionalização de uma metodologia de incubação virtual que

promova

a

geração

e

o

desenvolvimento

de

empreendimentos inovadores; ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3.3

Responsabilidade Social e Ambiental

Esse processo-chave envolve o estabelecimento de uma política voltada para a adoção de boas práticas de gestão social e ambiental. Para isso, esse

processo

contém

duas

práticas-chave:

gestão

ambiental

e

responsabilidade social (Figura 20).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

45


Figura 20 - Responsabilidade Social e Ambiental: Práticas-Chave

3.3.1

Gestão Ambiental Descrição: essa prática-chave envolve a existência de processos sistemáticos e documentados para a mitigação dos impactos ambientais resultantes da atuação

da

incubadora e/ou das

incubadas. Elementos-Chave:

a

implantação

da

prática-chave

“Gestão

Ambiental” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar uma avaliação constante de sua atuação e dos empreendimentos incubados, de forma a identificar os potenciais efeitos ambientais e atuar ativamente para que os eventuais impactos ambientais sejam mitigados;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

46


iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

3.3.2

Responsabilidade Social Descrição: essa prática-chave envolve a existência de uma política formalizada de responsabilidade social para o bem-estar do público interno e externo da incubadora. Elementos-Chave: a implantação da prática-chave “Responsabilidade Social” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar a realização de ações contínuas de responsabilidade social, estimulando que as empresas participem e/ou façam suas próprias ações;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

4. Cerne 4 No nível Cerne 4, conforme ressaltado anteriormente, a partir da estrutura implantada

nos

níveis

anteriores,

a incubadora

possui

maturidade

suficiente para atuar internacionalmente e promover sistematicamente a

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

47


globalização dos empreendimentos incubados. Para isso, um processochave precisa ser implantado: a atuação internacional (Figura 11).

Figura 21 - Cerne 4: Processo chave

A

seguir

será

detalhado

o

processo-chave

e

cada

prática-chave

relacionada.

4.1

Atuação Internacional

Esse processo-chave envolve a implantação de processos sistemáticos e documentados para a atuação internacional que possibilite a ampliação de recursos (financeiros, tecnológicos e humanos), de conhecimentos e mercados tanto para a incubadora quanto para os empreendimentos. Para isso, o gestor precisa organizar a implantação de duas práticaschave: internacionalização da incubadora e internacionalização dos empreendimentos (Figura 22).

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

48


Figura 22 - Atuação Internacional: Práticas-Chave

4.1.1

Internacionalização da Incubadora Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistematizado e documentado de atuação em rede com parceiros internacionais para ampliar a capacidade da incubadora de captar recursos

(financeiros,

tecnológicos

e

humanos),

compartilhar

conhecimentos e acessar novos mercados. Elementos-Chave:

a

implantação

da

prática-chave

“Internacionalização da Incubadora” envolve a operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar o planejamento e a execução da atuação internacional da incubadora por meio de uma rede de parceiros que viabilize o desenvolvimento de ações e projetos conjuntos;

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

49


ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados; iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

4.1.2

Internacionalização dos Empreendimentos Descrição: essa prática-chave envolve a existência de um processo sistematizado e documentado de oferta de serviços para que os empreendimentos possam acessar o mercado internacional Elementos-Chave:

a

“Internacionalização

implantação dos

da

Empreendimentos”

prática-chave envolve

a

operacionalização dos seguintes elementos: i.

Ações: o gestor deve coordenar o planejamento e a execução de um conjunto de ações que facilitem a atuação dos empreendimentos incubados no mercado global;

ii.

Métricas:

o

gestor

deve

coordenar

a

definição

e

a

operacionalização de medidas que demonstrem que essa prática-chave está gerando os resultados esperados. iii.

Aprendizado: o gestor precisa organizar uma avaliação dos resultados das métricas utilizadas, de maneira a verificar a necessidade de implantação de melhorias nessa práticachave.

TERMO DE REFERÊNCIA CERNE 2018

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