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MENEZES, R. K. C.

na área de ensino-aprendizagem, não sejam criadas novas modalidades de transferência e distribuição de conhecimento em escala de crescimento proporcional às novas demandas que surgem em todos os setores: ambientes acadêmicos, treinamento corporativo, educação continuada para profissionais liberais, intercâmbio de conhecimento entre grupos de interesse comum. A velocidade de transferência de informação e o novo comportamento colaborativo, talvez como conseqüência, estão, conforme sugere Tapscott (2007), criando novos e poderosos modelos de produção baseados em comunidade, colaboração e auto-organização. Os clientes estão colaborando para a criação de bens e serviços em vez de consumirem apenas o produto final. Esse novo modelo de inovação e criação de valor, chamado de peer production, está tornandose comum entre as grandes empresas inovadoras que buscam novas fontes de criatividade e inovação em colaboradores externos. Diante dessa nova dinâmica social, o indivíduo amplia sua necessidade de experiência e conhecimento. É inegável o interesse das pessoas pelo aperfeiçoamento de seus conhecimentos em qualquer área de trabalho. Profissionais de todas as áreas estão tornando-se trabalhadores do conhecimento, mesmo para aquelas atividades de baixa remuneração. Saber fazer através da melhor técnica ou procedimento é critério essencial na contratação de novos colaboradores. O novo comportamento colaborativo e participativo exige, contudo, aquisição de conhecimento, o que implica em custo e tempo de aprendizagem. Devido ao seu potencial multiplicador, o e-Learning pode suprir necessidades de aprendizagem de uma comunidade de interessados ou atender a aplicações corporativas a custo reduzido e em tempo adequado. Como tendência que veio para evoluir, o eLearning apresenta um cenário de oportunidades no mercado de transferência do conhecimento. Em todos os setores da economia multiplicam-se os empreendimentos que utilizam a Web como ambiente para treinamento, capacitação e formação de recursos humanos. Universidades e corporações divulgam seus programas de ensino e treinamento em escala global. As Tecnologias da Informação e Comunicação geram mudanças comportamentais e organizacionais, e tornam possível a existência de um mercado concorrente além das fronteiras. Os empreendimentos estão em permanente processo de destruição criativa e o planejamento tradicional é substituído pelo fazer,

testar, ajustar e agir rápido. Nestas circunstâncias, é válido se pensar na padronização das melhores práticas para negócio, como se um protótipo de franquia estivesse sendo construído. Segundo Gerber (2004), o empreendimento deve ser algo dissociado do indivíduo que o concebe. Desse modo, é importante que os processos estejam definidos de modo a serem executados de forma independente por qualquer pessoa que tenha interesse em operacionalizá-los. O e-Learning como modelo Turn-key – pronto para uso com eficácia – apresenta-se como um produto atraente para os clientes e usuários. Alguns aspectos adaptados de Gerber (2004), que podem ser associados à concepção do e-Learning com este propósito, são: 1) O modelo irá fornecer vantagens reais a seus clientes, usuários e colaboradores, acima da expectativa deles; 2) O modelo será operado e usado por pessoas com o mínimo possível de conhecimento profissional; 3) O modelo se comportará como um sistema interativo multidirecional onde tudo flui e funciona; 4) Todas as tarefas do modelo serão documentadas em Manuais de Operação; 5) O modelo oferecerá o serviço de forma previsível e uniforme ao cliente; e 6) O modelo utilizará padronização de cores, códigos, letras, mensagens, avisos, mídias e sons, tudo conseqüência do design instrucional adequado. Segundo Gerber (2004), modelos de negócios com base em formato de franquia estão baseados na crença de que o verdadeiro produto de um negócio não é o que ele vende, mas como é vendido: o verdadeiro produto de um negócio é o próprio negócio. Modelos de e-Learning com esta configuração devem ser robustos nos seguintes aspectos: conteúdos, design instrucional, facilidade de uso, atualização do conhecimento, comunicação e interatividade, certificação legal, flexibilidade para o usuário com opções síncronas ou assíncronas, mediação pedagógica, gestão do treinamento/capacitação, pontualidade nos prazos e preço. As palavras-chave do e-Learning são: conexão, acesso, interação, compartilhamento, respostas rápidas, aprendizado e satisfação – práticas do marketing estratégico.

CONCLUSÃO A tendência de crescimento dos negócios na Web garante a expansão do e-Learning, em escala global, como sistema de divulgação e distribuição do conhecimento em todos os níveis de aplicação: Revista da ANPG, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 84 - 90, segundo sem. 2009

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