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GOLF

NOVOS TALENTOS - ANO 1 - Nยบ.2 - JUNHO/JULHO 2012

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EDITORIAL Caros Leitores, Primeiramente, gostaria de agradecer pelo sucesso da nossa 1ª edição brasileira, às pessoas que estiveram junto conosco apoiando a nossa nova edição que hoje tenho o prazer de apresentar. Na nossa capa destacamos uma das nossas promessas para as Olimpíadas, Julia Debowski. Além de muito dedicada ao esporte, percorre todo o Brasil em torneios. A cada edição, nos dedicamos a um tema e como acreditamos no futuro do golf, sempre teremos uma seção dedicada aos novos talentos, nesta, em especial, nosso tema são elas: as estrelas que brilham e brilharão nos campos daqui alguns anos. Percorreremos do norte ao sul do Brasil buscando materiais que atraiam nossos leitores, também contamos com as reportagens e entrevistas que você sempre encontra a cada edição. Nas páginas Platinum, você vai sentir um papel diferente, que dará um destaque à essa seção. Isso faz parte de um novo design que torna a GJ cada vez mais moderna! Torneios também fazem parte desta nova edição: Bananeiras na Paraíba, Campo Grande (MS), tivemos em SP o Tam Embrase e, na Bahia, tivemos dois grandes eventos, dignos de aplausos em pé, assim como o concerto musical que fez parte de um deles. Temos o prazer de a cada evento conhecer pessoas interessantes e expandir nosso relacionamento, coisa que só o golf proporciona, como o pequeno (de idade) mas grande jogador, nosso amigo Tomás de 9 anos, que busca seu espaço com garra e determinação. Nós, gente grande, temos a obrigação de apoiar essas crianças se quisermos chegar à excelência em nosso esporte. Acredito na união do nosso esporte para juntos apresentarmos ao mundo, em 2016, o golf moderno, maduro e profissional, que espero ver o mais breve possível! Aproveite! Marcelo Aniello Publisher


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INDEX 76

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INTE RVIEW

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NEW TALENTS

NEW TALENTS

14 HAPPENS GOLF JOURNAL NUTRITION 86 Carboidratos PRESIDENTES 90 CBG 92 ABGS 94 FPG

PLATINUM PLATINUM 100 Joias do tempo 104 Luxo super exclusivo 108 Um s茅culo de hist贸ria 112 AROUND THE WORLD


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HAPPENS Fique por dentro de tudo o que acontece no incrível mundo do golf Um verdadeiro swing da informação, com notas precisas e sucintas, complementadas em nosso web site. O mercado que envolve o golf é tão intenso que, a cada dia, inúmeros eventos, torneios e novidades ocorrem, transformando este esporte em uma atividade fabulosa também para a realização de networking. São novos campos que se inauguram, jogadas inusitadas e produtos criados especialmente para que o desempenho de cada golfista seja aprimorado.

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Extensão do jardim O Terra Selvagem Condomínio & Golf Club é um residencial fechado de alto padrão. São 311 lotes, com mais de mil metros quadrados, a apenas 20 minutos de Cuiabá, em Mato Grosso do Sul. O campo de golf anexo ao condomínio tem 3570 jardas de comprimento e nove buracos, possibilitando a realização de competições estaduais e nacionais. O percurso, que possui loops, está rodeado de área preservada e da beleza do cerrado. O clube de golf possui hoje 30 golfistas cadastrados. Venda exclusiva O mercado de golf ainda é incipiente no Brasil. Comprar material de qualidade é praticamente impossível, o que faz os praticantes viajarem para outros países e adquirirem as peças prediletas. Porém, o São Bento Golfe (www.saobentogolfe.com.br) é a única que vai além do que há no país. Inaugurada em 2006, em Pinheiros, ela é comandada por Hilton Campos. Além de produtos da Mizuno, Taylor Made, Footjoy, Precept, AMF e Ping, o São Bento é distribuidor exclusivo da americana Tour Edge, que tem os tacos Bazooka como grande destaque, e da inglesa Hippo Golf. Na lista de produtos estão bolas, bolsas, chapéus, carrinhos, luvas, óculos, roupas, sapatos, tacos, tees e material para treino, como tapete e putting cup. Aprendizado Ocorreu em março o Seminário Regras do Golfe do R&A, voltado para árbitros. Quem esteve à frente das palestras foi Chris Hilton, presidente do Comitê de Regras. Cerca de 60 pessoas participaram do curso que credenciou os profissionais para atuação em competições internacionais. John Byers, diretor de Arbitragem e Assuntos Internacionais da Confederação Brasileira de Golfe também esteve presente e ressaltou que o Brasil é o primeiro a receber esse novo evento sobre a formalização profissional dos árbitros. Realizado a cada quatro anos, o seminário contou com o patrocínio da Embrase Segurança e Serviços e do banco Alfa. Visão de futuro A 2ª etapa do HSBC Tour Nacional de Golfe Juvenil, que ocorreu entre os dias 16 e 18 de março, reuniu grandes promessas do esporte. O torneio organizado pela Federação Riograndense de Golfe e com o apoio da Confederação Brasileira de Golfe e do Porto Alegre Country Club reuniu 82 participantes. E foi o paranaense Henrique Pombo o grande vencedor do torneio no masculino. Com 147 tacadas ele sagrou-se campeão. A catarinense Julia Debowsk, com 159 tacadas, venceu o feminino. A disputa do masculino foi acirrada do começo ao fim. Pombo superou por apenas um ponto o gaúcho Alan Dietrichkeit. Já no feminino, Julia deu um show e venceu com 10 tacadas de vantagem a carioca Giulia Mallmann. Válido para os rankings juvenil masculino, feminino estadual e pré-juvenil teve ainda Marcos Aurélio Negrini como campeão da categoria C (até 15 anos), seguido de Pedro Nagayama. Na categoria D (até 13 anos), o grande vencedor foi Rohan Boettcher, com Lucas Park em segundo lugar. Na categoria E (até 11 anos) a vitória ficou com Thomas Choi. Mateus Park foi vice-campeão. No feminino, Thuane Oliveira de Souza venceu a categoria C. Celia Luz acabou em segundo. Luiza Helena A. Caetano ganhou a categoria D, com a vice-campeão Laura Helena A. Caetano. As próximas etapas do HSBC Tour Nacional de Golfe Juvenil ocorrem em Alphaville Graciosa Clube, no Paraná, em maio, e no Clube de Golfe de Brasília, em julho. Aquascutum for Bentley Golf A cobiçada marca britânica de automóveis de luxo Bentley acaba de anunciar que irá contar com peças e acessórios com sua assinatura, em parceria com a marca de design Aquascutum. Ambas irão desenvolver produtos que tenham intrínsecos o luxo, autenticidade e tecnologia. “A Bentley e a Aquascutum são discretos, elegantes, clássicos e requintados”, conta Lindsay Weaver, diretora global de Licenças da Bentley Motors. “É um conceito britânico que transpõe em um vestuário de luxo, tanto no campo de golf quanto no clube house”. A coleção será lançada durante a estação Primavera Verão 2013 no hemisfério norte, e estará disponível nas lojas da Aquascutum, nas revendedoras Bentley e nos melhores campos do mundo. GOLF JOURNAL

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FESTA COMPLETA Associação Terras do Golfe recebe Taça Pantanal e anuncia ampliação do campo

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A Associação Terras do Golfe, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, recebeu a primeira edição do torneio do estado: a Taça Pantanal, entre 25 e 27 de fevereiro. Porém, a festa não foi apenas para a vitória de João Morais. Durante o evento houve o anúncio da ampliação do campo – de nove para 18 buracos. A obra deve demorar dois anos para ficar pronta. O responsável pelo desenho do campo será o americano Dan Blankenship. Ele terá a missão de desenhar os outros nove buracos em 80 hectares. “Queremos iniciar as obras em 2013”, diz Alexandre Miranda, diretor do campo. “A ampliação vai beneficiar o desenvolvimento do golf no país e, principalmente, no estado. Conseguiremos descobrir novos talentos”. O campo está anexo à Associação Terras do Golfe, um condomínio residencial de altíssimo padrão.

Os jogadores creditam sua estrutura como uma das melhores do país. “Ele é ótimo, com muita técnica”, conta Rafael Barcellos. Para Ronaldo Francisco, sua estrutura exige muita experiência e tranquilidade dos golfistas. O campo hoje possui 7.290 jardas. Com 80 tacas, o golfista João Morais venceu o torneio. Ele foi seguido de perto por Paulo Miranda Jr. Enquanto Morais registrou 80 tacadas, Miranda acabou com 82. Ambos tiveram boa pontuação para o ranking sul-mato-grossense amador. Shinji Towata (handicap 8,6 a 14,0), Caspar Urs Burn (14,1 a 19,4), Helio de Lima (19,5 a 25,7) e Sergio Paiva (25,8 a 36,0) venceram as demais categorias. No feminino, vitória de Andreia Munaro, com 72 tacadas. A taça terá ainda mais seis etapas este ano.

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JOVENS DO FUTURO Primeira etapa do Campeonato Juvenil de Ver達o de S達o Paulo consagra atletas do Rio e de Alphaville


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A primeira etapa do Tour Nacional de Golfe Juvenil de 2012, principal competição para jovens golfistas, ocorreu no Clube de Campo de São Paulo, em fevereiro. O Campeonato Juvenil de Verão do Estado de São Paulo, na cidade paulistana, contou com jogadores de todo o país para iniciar o ano com chave de ouro. E dois deles saíram na frente: Giulia Mallmann, do Itanhangá Golf Club, do Rio de Janeiro, e Homero de Toledo Sobrinho, do Alphaville Graciosa Clube, do Paraná. Giulia viajou do Rio de Janeiro a São Paulo para ser a grande vitoriosa com 250 tacadas (79/86/85), após disputar, swing a swing, com Júlia Debowsky, do Costão Golf, de Florianópolis, que conquistou 251 (85/84/82). Luz Cela, também do Itanhangá, ficou em terceiro. No masculino, Homero foi o grande campeão depois de realizar 221 tacadas, contra 227 do gaúcho William Clarke. Na categoria 14 e 15 anos, o ganhador foi Marcos Negrini, do Damha Golf Club, com 234 tacadas; na de 12 e 13 anos, vitória do gaúcho Rohan Bettcher, com 236 tacadas; Thomas Choi, do Paradise Golf Resort, até 11 anos, com 250 tacadas; Luz Celia (feminino 14 e 15 anos), com 283 tacadas e Vitoria Monteiro (até 13 anos), com 289 tacadas. As disputas ocorreram em stroke play, individual gross (sem handicap) em 54 buracos, sendo 18 por dia. Organizado pela Federação Paulista de Golfe, com apoio da Confederação Brasileira de Golfe e do Clube de Campo de São Paulo, o torneio contou pontos para o ranking nacional pré-juvenil e juvenil masculino e feminino.

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RELACIONAMENTO EM ALTA Pelo segundo ano consecutivo o Open Golf TAM Viagens – Embrase reúne uma seleta gama de jogadores, executivos e amantes do esporte


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Enquanto jogadores amadores disputavam, tacada a tacada, empresários e executivos se reuniam para bater-papo e estreitar relacionamento. O Terras de São José Golfe Clube, em Itu, interior de São Paulo, recebeu a primeira etapa do 2º Open Golf TAM Viagens – Embrase, em março. Válido para o World Golfers Championship – torneio mundial amador – e para o ranking nacional, o evento reuniu 112 participantes. Entre eles figuras ilustres, como os atores Rodrigo Lombardi (handicap index 12,2) e Marcos Pasquim (handicap índex de 24).

icap até 24, a vitória ficou com Leandro Apolinário, seguido de Dou-glas Delamar. Na categoria até 36 de hand, vitória de Hermes Hirano e segunda colocação para João Carlos Fogaça. No sênior, destaque para Emanuel Queiroz. Na iniciantes, Humberto Polah levou a melhor, acompanhado de perto por Marcelo Ribeiro. As mulheres também se apresentaram com lisura. Com até 18, a vitoriosa foi Dalila Costa (31 pontos), acompanhada por Terezinha Dias (30 pontos). Até 36 de handicap, a vencedora foi Tânia Fogaça (35 pontos), com Lilian Koike em segundo.

Além da etapa paulista, outras quatro foram agendadas: Praia do Forte, na Bahia, de 26 a 29 de abril; Cancun, no México (20 a 24 de junho); Punta del Este, Uruguai, 16 a 19 de agosto; e Ilha de Comandatuba, na Bahia, de 4 a 7 de outubro. A final será realizada em Orlando, Estados Unidos, entre 27 de novembro e 2 de dezembro. Quem saiu na frente em busca do título foi Ademir Mazon. Na categoria até 15, ele conseguiu 40 pontos, um a mais do que Paulo Mattos. Fábio Oiwa terminou em terceiro lugar. Com hand-

O torneio contou com a presença de importantes personalidades do golf, como Arata Hara e Paulo Pacheco, da Confederação Brasileira de Golfe, Manuel Gama, da Federação Paulista de Golfe, e André Egoroff, do Terras de São José, além de empresários, caso de Wagner Martins, fundador e presidente da Embrase, principal promotora do torneio, além de Marcelo Varella, Luiz Cabernite e Carlos Eduardo Hue. Uma paixão movida também pelo saudável relacionamento.

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PARA ULTRAPASSAR BARREIRAS Paraíba recebeu primeiro torneio aberto, no Águas da Serra Golf Club – e promete ser uma grande opção para disputas nacionais


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Março de 2012 foi marcante para a Paraíba. Pela primeira vez o estado recebeu competidores de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná e Bahia na disputa do 1º Aberto de Golfe. O Águas da Serra Golf Club, na cidade de Bananeiras, a 140 km de João Pessoa, clube que recebeu os golfistas, foi inaugurado no ano passado e promete ser um novo chamariz para intensificar o turismo na região. Para criar o campo, o casal de empreendedores e donos da propriedade Alírio e Mirian Trindade, além de Vinicius Beltrão, responsável pelo condomínio, convidou Sebastião Neres, da NGA Golf, para desenhar o empreendimento. “O turista de golf só costuma viajar para onde pode praticar o seu esporte predileto”, diz ele, que também é responsável pela gestão. “Cidades com campo conseguem atrair um turista mais qualificado, que gasta mais que o visitante convencional”. Com nove buracos e investimento superior a R$ 4 milhões, o campo conta com Club House, com vestiário, bar, varanda e sala de tevê. Há também driving range, chipping green e putting green.

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Para atrair os golfistas, o casal visitou campos de golf no interior de São Paulo em busca pela promoção do Águas da Serra. E a tratativa surtiu efeito – mais de 15 esportistas viajaram do interior do estado paulista até a Paraíba para disputar o torneio. Foi justamente Marcos Muritiba, representante do Terras de São José Golf Club, de Itu, o vencedor da disputa. Ao somar 153 tacadas, ele terminou dois pontos à frente de Jorge Vasconcelos, do Caxangá Golf Club, do Recife. “O campo é novo e parece ser fácil. Mas, não é”, conta o campeão. “O evento foi ótimo e a receptividade do povo paraibano foi fantástica”. Mario Rios, presidente da Federação Pernambucana de Golfe, foi o campeão da categoria até 19,4, com 139 tacadas. O vice-campeão foi Mamoru Kondo, também de Pernambuco, com 145 tacadas. Na categoria de handicap 19,5 a 32,7, o vencedor foi o paraibano Jorge Trigueiro, com 118 net, seguido do conterrâneo Caio Beltrão, com 119. Para animar ainda mais o torneio, houve clínica de golf com o profissional Luiz Menezes, do Terras de São José Golf Club, além de uma apresentação musical típica.


CENÁRIO PARADISÍACO Trancoso, na Bahia, recebe grandes nomes do presente e jovens talentos para o L´Occitane Golf Open 2012


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A grife francesa de cosméticos de luxo L’Occitane sempre primou pela qualidade e excelência na fabricação de seus produtos. A empresa, porém, com a instabilidade financeira europeia, focou seus investimentos no Brasil. À frente da operação está a executiva Anna Chaia, que visa ampliar o número de consumidores da empresa no país, com o auxílio do presidente mundial da empresa, o francês Reinold Geiger. Para atrair um público exigente e formador de opinião a companhia apostou no golf como novo fomentador de classe. Assim, realizou o L´Occitane Golf Open 2012, competição que ocorreu no Terravista Golf Course, em Trancoso, na Bahia, com apoio da Confederação Brasileira de Golfe e da Federação Baiana de Golfe. A organização séria e o cronograma bem preparado foram dois grandes diferenciais. O golfista Ronaldo Francisco - segundo co-

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locado no ranking da PGA Brasil - saiu de São Paulo e conquistou o torneio, somando 142 tacadas (71/77). Ou seja, dois pares abaixo do par. “Mesmo vencendo a primeira rodada com quatro abaixo do par, mantive a concentração”, conta o jogador que realizou um eagle no seis e um birdie no três, na primeira etapa. “A segunda rodada foi mais disputada e difícil, pois o vento influenciou bastante”. Mesmo assim ele ainda conquistou bogeys nos buracos 11 e 16. “O campo é desafiador, mas com um visual surpreendente”. A disputa contou ainda com dois vice-campeões: o paranaense Marcos Silva e o chileno Francisco Cerda, com 147 tacadas. O gaúcho Rafael Barcelos, com 150, ficou em quarto. Estiveram presentes ainda reconhecidos esportistas do golf, casos de João Paulo Albuquerque (PR), Guilherme Oda e Sérgio Brasil, (Bauru) e Ruberlei Felizardo e o carioca Philippe Gasnier.


Duplas Francisco Cerda e Bruno Tariant (presidente da Federação Baiana de Golfe) foram os vencedores da disputa de duplas – um amador e um profissional – com 128 tacadas. Os vice-campeões foram o profissional Erik Anderson e o amador Michael Gail, com 132 tacadas.Nas disputas de amadores, Alberto Osório Filho conquistou o index até 19,9, com 69 pontos stableford, mesmo resultado de Dan Blankenship, designer do campo, que ficou sem segundo lugar. Na index até 36, vitória de Roberto Prata (70 pontos), seguido por Antonio Leal, com 62. No feminino, primeiro lugar para Roana Alves Santos (72 pontos) e segundo lugar para Hiroe Wakabayashi (66). Juventude Novos talentos também participaram do torneio, a convite da organização. Os jovens Felipe Navarro (Gávea Golf & Country Club), Giordano Junqueira (Ipê Golf Club) e Ricardo Bernardo (Terravista Golf Course) estão sendo treinados para serem representantes do Brasil em torneios internacionais e representar o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Diversão Em paralelo ao torneio, a organização realizou uma disputa pro-am – confraternização entre equipes formadas por profissionais e amadores – e o Música em Trancoso, festival de apresentação erudita, com apresentações em um auditório construído próximo ao campo, no alto das falésias.


ABERTO DE BRASÍLIA ENTRA PARA O CALENDÁRIO OFICIAL DOS EVENTOS DO DISTRITO FEDERAL O Clube de Golfe de Brasília e a Federação Centro-Oeste Nordeste de Golfe (Fecong) comemoram o anúncio de que o Aberto de Golfe de Brasília passa a fazer parte do calendário oficial de eventos do Distrito Federal. O projeto, do deputado Cristiano Araújo, foi sancionado na semana passada pelo governador Agnelo Queiroz.

vem, será realizada a 30ª edição do torneio, um dos mais tradicionais do país.

Realizado sempre próximo do dia 21 de abril, o Aberto de Brasília comemora o aniversário da cidade. Este ano, a 29ª edição do torneio, válida para os rankings nacional e mundial de golfe, reuniu mais de 130 jogadores do DF e de outros 10 Estados, mostrando a vocação turística e de negócios do golfe.

Durante a abertura do torneio, o secretário de Esportes do DF, Célio René, deu a tacada inicial do evento e mostrou a disposição do Governo do DF em apostar no desenvolvimento do golfe. “Temos um projeto audacioso para o desenvolvimento do golfe no Distrito Federal. Estamos olhando a modalidade com muito carinho e atenção”, disse René. Ele disse que no segundo semestre iniciará a parceria do Governo do DF com o Clube de Golfe de Brasília para a Escolinha de Golfe, que apresentará o esporte a crianças da comunidade.

A competição foi vencida pelo gaúcho Leonardo Conrado e pela paulista Carla Ziliotto e contou com o apoio de empresas de porte, como a American Airlines (www.aa.com), que sorteou passagem para os EUA e disponibilizou uma passagem de premiação caso algum jogador fizesse um hole in one (embocar em uma só tacada) no buraco 17. Outro apoiador do evento foi o Hotel Golden Tulip Brasília Alvorada, que mantém um acordo com o clube que oferece descontos nas diárias e nas tarifas para uso do campo para os hóspedes golfistas. No ano que

O Clube de Golfe de Brasília receberá este ano diversos torneios importantes do calendário brasileiro e mundial. Em junho, o clube sediará a etapa inaugural do CBG Pro Tour 2012 - Circuito Brasileiro de Golfe, a primeira série de torneios profissionais organizada pela Confederação Brasileira de Golfe. Com R$ 100 mil em prêmios, o torneio irá reunir os principais golfistas profissionais do Brasil e do continente, que lutarão por vagas no Aberto do Brasil, que acontece no final do ano em local a ser anunciado. No mês seguinte é a fez do Tour Nacional de Golfe


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Juvenil e da Faldo Series South America Championship, que é a final sul-americana do circuito de golfe juvenil mundial criado pelo britânico Nick Faldo, campeão de seis torneios de Grand Slam da modalidade. A competição reunirá os melhores jovens golfistas do continente, que buscam vagas para a final mundial da competição, que costuma trazer projeção internacional para seus vencedores. A realização de tantas competições importantes no mesmo ano se explica pelo elogiado desenho do campo, que leva a assinatura do inglês Robert Trent Jones, uma das lendas em design de golfe, aliado a melhorias que foram implantadas no campo ao longo dos últimos anos. Um exemplo é a instalação de um moderno sistema de irrigação da Rain Bird, líder mundial no setor, que fez o campo atingir níveis internacionais de qualidade, ao mesmo tempo em que adotou o uso mais racional da água, e pela aquisição de maquinário de última geração.

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AMANTE DOS TACOS Sempre que pode, o empresário Toninho Abdalla foge do comando de suas empresas – companhias internacionais - para dar tacadas pelo mundo Muitos acreditam que Toninho Abdalla é um playboy. Entretanto, desde cedo, o empresário batalha, do nascer ao pôr-do-sol, para ganhar a vida e explorar mercados pouco visados. Proprietário de diversas empresas – mineradora, plantações de eucalipto e laranja e hotéis, taxi aéreo e imóveis -, Abdalla tem um xodó todo especial pela sua importadora de carros. No showroom, nada menos do que Bentleys e Bugattis com preços de R$ 1,5 milhão e R$ 8,5 milhões, respectivamente. Bom gosto, ele tem de sobra. Apaixonado por carros, o empresário acaba de ingressar em um novo mercado: o gastronômico. Após muita negociação ele conseguiu abrir um caviar-bar da grife francesa Petrossian no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e uma nova loja no Shopping Iguatemi, a ser inaugurada nos próximas semanas. À frente dos negócios, sua filha Patrícia. Além dos carros, Abdalla nutre um fascínio pela arte. Em sua residência, nada menos do que obras do americano Andy Warhol, ícone da pop art, do brasileiro Candido Portinari e do colombino

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Fernando Bottero. A coleção só está completa com as centenas de peças de cerâmica assinadas pelo espanhol Pablo Picasso. Viajante, costuma sempre estar atento ao mercado. Porém, boa parte de suas jornadas pelo exterior ocorre não pelos negócios, mas sim por uma paixão mais recente: o golf. “Após um amigo comprar uma propriedade no interior de São Paulo, onde costumávamos cavalgar ou jogar tênis, começamos a praticar em um campo próximo”, lembra. “Foram as minhas primeiras tacadas. E não foram nada certeiras”, brinca. Aposentado não pela idade, sim por tempo de contribuição, na semana respira trabalho. Nos finais de semana, ele, lógico, pratica o esporte que adora no São Paulo Golf Club, local que presidiu de 2008 a 2011, ou no país em que se encontra. “Tento aproveitar e dar uma escapa, para relaxar e descontrair”, conta ele, sócio do Hudson National Golf Club, em Nova York. “Adoro o campo, é desafiador e considerado um dos 50 melhores dos Estados Unidos”. Toninho não cansa de falar em golf. Otimista com o momento brasileiro, ele antevê que o esporte irá se popularizar no Brasil. “Grandes empresas estão apostando no patrocínio em torneios”, realça. “É o único esporte que dá pra jogar com 90 anos de idade. Pode-se jogar a vida inteira, por isso é tão importante apostar e investir no golf”.

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Experiências incríveis tornam LPGA Brasil Cup 2012 inesquecível LPGA Brasil Cup 2012 reúne as melhores jogadoras profissionais do mundo no Itanhangá Golf Club, no Rio de Janeiro


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O sol brilhou entre as montanhas do Itanhangá Golf Club, no Rio de Janeiro, oferecendo as melhores condições para que Suzzan Pettersen, Paula Creamer, Ângela Park e companhia dessem suas melhores tacadas, em 7 e 8 de maio, durante o LPGA Brasil Cup 2012, apresentado pelo HSBC. E para um evento tão importante, nada como a presença da maior jogadora de todos os tempos, a sueca Annika Sorenstam, que é a embaixadora do LPGA no mundo. Ela jogou o Pro-Am e esteve presente em clínicas. Antes do início do torneio, algumas estrelas visitaram os bairros de Ipanema e Copacabana. Em seguida, brincaram com crianças da Associação Golfe Público de Japeri. No dia do campeonato, cerca de 120 golfistas tiveram a oportunidade de jogar com as profissionais. Entre elas dois jovens talentos nacionais: Giulia Mallmann e Célia Luz, convocadas pela Confederação Brasileira de Golfe. “Não há como descrever como é estar perto dessas jogadoras”, tietou Célia, quinta colocada no ranking juvenil feminino da CBG. “Elas foram muito educadas

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e me deram muitas dicas. Dava pra ver que elas estavam se divertindo no campo”. A golfista brasileira acompanhou o grupo da americana Brittany Lang. Para Giulia, líder do ranking carioca juvenil e vice-líder do ranking nacional juvenil, o torneio foi um aprendizado. “Essa experiência foi inesquecível. Elas se concentram muito em todas as bolas. Aprendi que a concentração e o treino são muito importantes para o jogo em alto nível”, comentou de maneira empolgada. “Quero ser profissional e ter contato com elas me mostra que posso chegar lá”. Mas as experiências para os jovens talentos brasileiros não pararam por aí. Sete das melhores jogadoras juvenis brasileiras (Carolina Yamada, Julia Debowski, Florense Hirose, Giulia Mallmann, Sonia Vasena, Célia Luz e Victoria Postigo) foram convocadas pela Confederação Brasileira de Golfe para uma clínica com Anikka no driving range do Itanhangá. As sete meninas ficaram cerca de uma hora com a sueca e receberam diversos ensina-


mentos e dicas, além de correção de movimentos e postura. “Estava com um problema no grip e mostrei a ela qual era a minha dificuldade. Anikka pegou uma caneta, desenhou algumas linhas na luva e me deu, para que eu usasse de guia nos meus treinos. Senti diferença na primeira bola que bati”, relatou Victoria. Já Julia, líder do ranking nacional juvenil, se encantou com as dicas sobre pressão. “Achei legal quando ela falou da pressão que é liderar um torneio”, disse. “Ela já ganhou tudo na vida e ainda fica nervosa em competições. Isso mostra que qualquer uma de nós pode se tornar uma Anikka”. Aposentada das competições profissionais desde 2008, a golfista sueca esbanjou simpatia e se mostrou muito prestativa. “Gosto das crianças. Elas são curiosas, interessadas no que estamos falando e amam o golf. Espero que eu tenha passado boas dicas”, ressaltou ela, proprietária de uma academia para jovens em Orlando, na Flórida, onde organiza um torneio apenas para meninas. “Meu objetivo é conseguir desenvolver este mesmo trabalho no Brasil, com apoio público”. Crianças e ado-

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lescentes das comunidades da Rocinha e do Chapéu Mangueira também tiveram seu primeiro contato com o golf em clínicas com sete professores. Eles explicaram como funciona o esporte e ensinaram os movimentos para as primeiras tacadas. “Alguns alunos tiveram um destaque maior do que outros. Vamos tentar algum tipo de apoio para que este trabalho não pare aqui”, comentou o professor Tiago Silva. Com a chegada dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 fez uma visita técnica ao Itanhangá para acompanhar de perto o funcionamento do LPGA Brasil Cup 2012 e a capacidade dos organizadores realizarem um evento de grande porte. No total, 22 integrantes do comitê foram convidados para a visita que foi coordenada por Márcio Galvão, diretor executivo da CBG. “Para o Brasil é fantástico a volta do golf às Olimpíadas e com certeza é um novo horizonte para o esporte”, disse Rachid Orra, presidente da CBG. “A confederação o Rio 2016 estão trabalhando para que seja um marco histórico para o golf”.


Pelo Bem da Saúde

Fitness por Cristian Cruz

Os exercícios e a corrida como aliados da manutenção do bem-estar Utiliza-se muito pouco da capacidade cardio-respiratória no golf. Assim, a corrida não influencia na melhora da performance do praticante. Mas, pensando no bem-estar, saúde e estética, a corrida é uma excelente ferramenta. Eu recomendo pelo menos a pratica três vezes na semana, por 30 a 40 minutos, podendo ser um treino constante ou intervalado.   Em relação à idade, o treinamento seria muito parecido. Porém, para os mais jovens, o treinamento seria mais dinâmico e lúdico para ludibriar a preguiça. Nessa idade os jovens acabam praticando outros tipos de esportes que acabam contrabalanceando os músculos que foram pouco utilizados no golf. Já para os praticantes acima de 40 anos, cujo golf seria o único esporte praticado, aconselharia fazer um trabalho específico fora do campo envolvendo exercícios físicos para trabalhar os dois lados do corpo simetricamente, evitando assim futuras lesões, como: epicondilite, tendinite, problemas nas articulações dos ombros e joelhos, dores nas costas, mãos e até mesmo punhos.   O golf é um esporte assimétrico, que naturalmente leva ao desequilíbrio muscular e à má postura (ombro direito mais baixo que o esquerdo).  O praticante ou jogador exercita repetidamente os mesmos músculos durante o jogo, fortalecendo o mesmo grupo muscular, ao passo que os outros músculos não se desenvolvem tanto quanto os exigidos pelas tacadas. Talvez muitos não consigam se manter na postura correta. Isso pode acontecer por inúmeros motivos: déficit de equilíbrio, pouca flexibilidade ou limitação articular, falta de força muscular ou uma antiga lesão.

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 O treinamento ideal para golfistas inicia-se com o fortalecimento do CORE. O objetivo da estabilidade do core é manter uma base sólida, e de transferência de energia a partir do centro do corpo para os membros. Os principais músculos do Core são: transverso do abdômen (músculo mais profundo da região abdominal), reto abdominal e oblíquos, glúteos, paravertebrais e multífidos (estabilizadores da coluna). Quanto mais forte for o CORE, mais estável estará sua coluna lombar e pelve, promovendo a melhora do controle e equilíbrio corporal durante o movimento. Isso resultará no aumento da potência e efetividade dos músculos periféricos.    Não recomendo trabalhar os músculos isoladamente, pois o golfista utiliza seus músculos de forma integrada para realizar o movimento completo.  Sugiro que os jogadores de golfe façam exercícios para reforçar os músculos estabilizadores do corpo (CORE) fortalecer a musculatura do quadríceps e posterior (glúteo máximo), alongar o músculo peitoral.  Os exercícios devem ser realizados em vários planos e/ou direções e em superfícies instáveis (almofadas de ar, cilindros) para associar o treino de equilíbrio.    Não podemos esquecer-nos de fazer um bom trabalho de alongamento e flexibilidade. Velocidade e potência vem com músculos mais fortes e mais flexíveis.Você deve incorporar em sua rotina de alongamento de simulação do balanço do golfe, tanto quanto possível. Cristian Cruz, SettCoaching


1º Aberto de Golf da Paraíba

Patrocinio: Águas da Serra Bananeiras - Paraíba


OBRIGADO POR SUA PRESENÇA! Primeiro torneio aberto, no Águas da Serra Golf Club


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ESPERANÇA BRASILEIRA Jovem Júlia Debowski lidera ranking de sua categoria e surge como principal golfista juvenil para representar o país nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro – esbanjando dedicação Em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Júlia Debowski, parisiense por nascimento, mas brasileira de coração, terá 19 anos. Ela é a principal promessa do país no golf. Atual líder do ranking nacional sub-15, as prateleiras de sua casa, em Florianópolis, Santa Catarina, digamos, estão bem pesadas. “Conquistei diversos torneios”, lembra a campeã. O mais importante, entretanto, foi ter conquistado por vários anos seguidos o título de melhor jogadora juvenil brasileira”. Para atingir esse nível expoente de golf, Júlia vive intensamente sua rotina de treinos – que, alias, é bem puxada. As segundas e quartas treina na academia. Nos demais, se exercita em casa. Aos finais de semana pratica no Costão do Santinho. “Treino sozinha, já que aqui não tem muitos juvenis que jogam, e com meu treinador Luiz Felipe Miyamura, de Curitiba, que encontro dois ou três dias por mês”, conta, apaixonada pelo esporte. “Como jogo desde pequena, o golf faz parte de minhas memórias e de minha vida. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Também é uma forma de relaxamento, para descansar do dia a dia”. Igual aos principais juvenis, um dos seus sonhos é conseguir uma bolsa de estudo nos Estados Unidos ou Europa, possibilitando melhorar seu conhecimento acadêmico – ela gostaria de fazer Design de Interiores - e esportivo. “Quero ser profissional, igual ao Tiger Woods”.

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Talento ela tem, além de muitas histórias pra contar. “Fiz um play-off uma vez, que decidia entre a campeã do torneio e a vice. Foi um jogo muito bom de ambas as partes. Durou 3 buracos e acabei vencedora”, relembra. “Já no Costão realizei meu primeiro, e único até agora, eagle, no buraco 9”. Por isso, seus pais estão em constante busca de apoio financeiro. Atualmente ela recebe uma bolsa do governo de Santa Catarina, por meio do Fundesporte – desde 2009 – e do governo federal, pela Bolsa Atleta. “Também contamos com o apoio da Federação Paranaense e da Confederação Brasileira de Golfe”, conta a mãe Sheila Maddalozzo. “Ela conta com essas ajudas, pois é honesta e muito disciplinada”. Até 2016, Júlia ainda terá bastante tempo para encantar os golfistas por todo o país.

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AMOR FORTE E SINCERO “Posso dizer que o golf mudou a minha vida, tornando-me uma pessoa melhor a cada dia”


Meu primeiro contato com o golf foi por meio de minha mãe, Rosimeire Alves, que trabalhava no Stand de vendas do Terravista Golf Course, em Trancoso, na Bahia. Em uma das vezes que meu pai foi buscá-la pode acompanhá-lo. Ao chegar, fiquei impressionada com a grama, o verde do campo. Parecia de mentira de tão verdinha e perfeita. Foi quando conheci o professor do Terravista, Celso Palma. Ele quem me fez o primeiro convite para ser caddie, me apresentando os tacos, a bola e as regras básicas. Meu primeiro jogador, por coincidência, se chamava Celso. Ele estava participando de um torneio que o Sr. Michael Gail organizou com amigos. Na época eu tinha 13 anos e fiquei super empolgada por ganhar R$ 80,00 dele e mais R$ 50 do Terravista. Logo após o torneio, o Caddie Mestre do Terravista, Mauricio Gomes, iniciou um treinamento para Caddies. Foi neste curso que realmente aprendi a ser Caddie e comecei a me envolver com o golf. Em maio de 2004, com a inauguração do Terravista Golf Course, tive a oportunidade de ser uma das primeiras Caddies. Em 2005 o professor Anísio Santos – minha grande inspiração, a quem eu atribuo o cargo de meu ‘Anjo da Guarda’, com sua vasta experiência adquirida em 40 anos de trabalho no São Paulo Golf Club, me ensinou técnicas, regras e me fez obter foco, seriedade, e responsabilidade, qualidades mínimas para uma jogadora iniciante, como eu estava me tornando. Sou competitiva, mas não ao extremo. Jogo contra mim e não me interfere o jogo do próximo, me concentro no meu jogo. Adoro jogar com desconhecidos. Meu principal objetivo de vida é me tornar uma professora de golf.

Amo jogar, mas me fascina a construção de um golfista. Atualmente me realizo sendo instrutora de um grupo de crianças, alunos de escolas públicas da região, que estão no programa do Instituto Irene Gail, comandado por Michael Gail e administrado por Anísio Santos, e alunos do Instituto SHC. Estou viabilizando a realização de um sonho: ir para os Estados Unidos melhorar minhas técnicas e aprender muito mais, para me tornar uma professora de golf. Ganhei as passagens durante o IV Open Club Med 2011. Enquanto luto por isso, estudo Ciências Contábeis na Faculdade Integrada do Extremo Sul da Bahia. Meu primeiro torneio eu nunca esqueço. Foi o de Caddies do Terravista, que aconteceu em 2006. Emocionada, minha primeira volta não foi tão boa. Porém, me superei jogando 8 acima do par na segunda volta. Meu prêmio foi uma TV de 29 polegadas que tenho até hoje. A jogada que marcou a minha vida foi um eagle no buraco 16 do Terravista par 4 de 271 jardas, um drive lindo, bem batido e um 52 maravilhoso com vento a favor. A bola caiu no Green e, em seguida, no buraco. O golf no Brasil infelizmente é um esporte ainda muito caro e de difícil acesso. Não temos campos públicos para treinar e jogar um torneio é muito caro. Apesar do grande número de vitórias em torneios, como o último realizado no Terravista, o L’Occitane Golf Open, ainda não possuo nenhum tipo de patrocínio, me mantendo como Caddie e instrutora. *Roana Alves Santos, 22 anos, residente em Arraial d’Auda , na Bahia.

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Sede de Campeão O jovem Felipe França Andrade Silva treina duro, mesmo aos nove anos, para sair da Paraíba e conquistar o Brasil


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Aos dois anos Felipe França Andrade Silva teve seu primeiro contato direto com o golf. Em uma viagem a trabalho, seu pai adquiriu uma taqueira para o seu irmão mais velho, à época com nove anos. Como toda criança, o pequeno Felipe queria igual. “Como ele não tinha idade, compramos uma de plástico para que ele pudesse jogar sem se machucar”, lembra a mãe Gabriela França. “Infelizmente há poucos campos no Nordeste, o que dificulta a prática do esporte”.

O golf, para Felipe, vai além de uma prática esportiva. Ela congrega diversão, concentração, família e novos amigos. “Eu treino com o meu pai, minha mãe e o meu professor Renato Lopes”, conta o novo talento, que pratica sempre no drive range e no campo. O empenho já rendeu dois títulos nos torneios Taça Águas da Serra.

Gabriela tem levado o filho sempre no Águas da Serra, em Bananeiras, a 140 km de João Pessoa, na Paraíba. A criação do campo, no ano passado, tem possibilitado treinos mais frequentes, na busca por resultados positivos dentro do green. “Após perder sua primeira competição ele imediatamente foi treinar e conseguir melhorar seu desempenho”, recorda ela. “Mesmo com os nove anos atualmente, consideramos que isso

Apesar da pouca idade, o golfista mirim já protagonizou jogadas de efeito – e que efeito. “No buraco 9 no campo em Bananeiras a bola bateu na pedra na beira do lago e voltou até o Green”, diverte-se. “Teve outra vez que eu fiz o par no buraco 4 e, no nove, cujo green é uma ilha, eu acertei na primeira tacada”. Aos nove anos, Felipe surge, no interior da Paraíba, para o crescente mundo do golf brasileiro.

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foi uma grande lição em trabalhar para superar os obstáculos”.


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NEW TALENTS

LARISSA BELTRÃO Jovem golfista se destaca na Paraíba, região escassa ao esporte, e controla suas jogadas com experiência Larissa Beltrão, de 14 anos, tem se destacado em Bananeiras, na Paraíba. O município entrou na lista de cidades com novos campos de golf no país. É no Águas da Serra Golf Club que a jovem treina desde março de 2011. “Para mim, o golf é um esporte em que você eleva a sua alma. É um jogo em que todas as suas energias ruins vão embora. É um esporte de equilíbrio, para o corpo e para mente”, conta. Determinada, sua rotina de treinamento ocorre duas vezes por semana. Hora pratica sozinha, hora com o pai - Marcos Vinicius Mesquita Beltrão, funcionário público aposentado, e também com o professor do clube, Renato Lopes. Mesmo com apenas um ano de experiência, a prateleira de conquistas tem crescido. “Nos torneios locais já conquistei dois troféus. O primeiro em 3º lugar iniciante e o segundo em 1º lugar iniciante”. Para participar de campeonatos nacionais, ela está com sua associação na Federação Pernambucana de Golf em andamento. “Estou batalhando para me tornar uma golfista  profissional”, realça. Os pais são os principais apoiadores da novata. “Incentivamos a prática do esporte, pois é saudável, de equilíbrio e familiar”, explica Marcos Beltrão. “O golf na região ainda é muito recente e estamos deixando acontecer naturalmente sua adaptação”.

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NEW TALENTS

Tomás Ribeiro O baiano, com apenas nove anos, já sonha em conquistar o mundo com suas tacadas

Tomás Ribeiro mora no Terravista Vilas, em Trancoso. A apenas 100 metros está sua segunda casa: o Terravista Golf. Seu pai Miguel é o principal incentivador e fã do jovem de nove anos, considerado uma das promessas do esporte no Brasil. “O primeiro contato dele foi bastante prematuro, pois quando Tomás nasceu morávamos num condomínio com campo que dava para o nosso jardim”, explica Miguel Ribeiro. “Aos 3 anos de idade, tendo diversas atividades, como havia um dia vago, a mãe deixou a escolha de uma delas ao seu gosto e, para surpresa, ele pediu-lhe para jogar golf. Começou essa história de amor com o esporte”.

assistência, e da marca internacional de moda Vivienne Westwood”, anima-se Miguel. A seguir, conversamos com exclusividade com Tomás Ribeiro, esse novo talento do golf que nos conta como é sua rotina e quais são seus sonhos no esporte.

O jovem golfista aprendeu a engatinhar, andar e correr no green e, com frequência, observava as pessoas praticando. Bicampeão baiano de karatê, ele é tratado com carinho por todos da Fe-deração Baiana. “Com esse apoio conseguimos o patrocínio do escritório de advogados Fernandes&Moura, que nos dá toda

Qual sua rotina de treinos, com quem você treina e qual seu treinador? Hoje ainda treino no drive ranger com apenas 60 bolas por dia, como me foi aconselhado pelo professor Anisio, quando tenho Ricardo vou junto com ele em seus treinos no campo.

O que é jogar golf para você? É um desporto que me permite estar muito em contato com a natureza. Além disso, eu sou o meu maior adversário. Assim, tenho que me superar sempre e isso me dá imensa garra para atingir o meu objetivo, que é ser hoje melhor que ontem.


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Quantos títulos já conquistou? Comecei a participar no ranking da FBG este ano. Eles me consideraram uma grande revelação e promessa. Todos estão me dando muito incentivo para continuar e agora estou me preparando intensamente para jogar o torneio Faldo Series, em Brasília, em julho. Quero obter uma boa marcação. Como você se analisa no golf? Excelentes jogadores que conheço dizem que muito em breve serei o melhor do ranking. O meu desempenho é decorrente ao fato de eu ser muito ciente dos meus objetivos e principalmente do excelente apoio que tenho por parte dos meus pais e instrutores. Qual seu objetivo dentro do golfe? Jogar o Master no Augusta entre os melhores do mundo Há algum jogo inesquecível ou jogada impactante? Conte um pouco para a Golf Journal. Um momento inesquecível foi quando atingi o green em

uma primeira tacada no buraco 14, no Terravista Course Golf. Era uma tarde esplêndida, e meu pai estava olhando. É muito difícil quando ele está ali, fico preocupado em lhe mostrar o melhor. Em quem você se inspira? Assisto muitos campeonatos pela televisão e me inspiro para fazer grande jogada. Meu pai é minha fonte de motivação, que me acompanha em todos os lados. E, no golf, não há ninguém melhor do que Tiger Woods. Você estuda está estudando? Como pretende aliar golf e estudos? Estudo, lógico, para me tornar um grande jogador no Brasil e ir aos Estados Unidos ou Europa estudar em uma universidade especializada no golfe. Qual sua jogada inesquecível? Quando acertei a bola pela primeira vez.

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Nutricionista Gisele Peres CRN 5746 Email: gis.peres@uol.com.br Especialista em Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva.


O CONSUMO DE CARBOIDRATOS NO EXERCÍCIO FÍSICO A nutrição é uma importante ferramenta dentro da prática esportiva, pois, quando bem orientada, pode reduzir a fadiga, permitindo que o atleta treine por mais tempo e/ ou se recupere rapidamente do gasto causado pelo exercício. Inúmeros nutrientes alimentares estão relacionados ao fornecimento de energia e regulação dos processos fisiológicos do exercício, com isso a associação de modificações dietéticas seria útil para o aprimoramento do desempenho atlético. A fadiga que ocorre em exercícios físicos prolongados e/ou de alta intensidade está associada com baixos estoques e depleção de glicogênio nos músculos, hipoglicemia e desidratação. Como os estoques de carboidratos são limitados no organismo e suficientes para poucas horas de exercício, a manipulação da dieta com alimentação rica em carboidratos e a oferta desses nutrientes, tem como objetivo aumentar os estoques corporais tanto nos músculos quanto no fígado, melhorar o processo de recuperação, a resposta imune e prover substrato energético prontamente disponível para a utilização durante as atividades físicas. Antes os atletas se preocupavam com a ingestão protéica, pois a associavam à melhora da performance durante as competições. No entanto, as razões para a alta ingestão de proteínas sofreram diversas mudanças com o passar do tempo, pois estudos mostraram que os carboidratos e os lípides fornecem maior aporte energético durante o exercício. Os carboidratos são importantes substratos energéticos para a contração muscular durante o exercício, principalmente aos prolongados e realizado sob intensidade moderada e em exercícios de alta intensidade e curta duração. São divididos em três categorias principais: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. Os monossacarídeos são representados pela glicose e frutose; os dissacarídeos pela sacarose, maltose e lactose; e, por fim os polissacarídeos, pelos carboidratos complexos, incluindo os polímeros de glicose (maltodextrina). A ingestão de carboidratos durante o esforço ajuda a manutenção da glicemia e a oxidação destes substratos. Essa prática tem sido empregada ao longo das últimas décadas e está fundamentada em estudos que demonstraram uma correlação positiva entre as concentrações de glicogênio muscular pré-exercício e o tempo de manutenção do esforço. Além disso, alimentar-se imediatamente após o exercício prolongado é de extrema importância, pois o consumo de carboidratos pode diminuir a degradação das miofibrilas protéicas e aumentar a síntese de proteína corporal. Além do carboidrato, ingerido

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A nutrição é uma importante ferramenta dentro da prática esportiva, pois, quando bem orientada, pode reduzir a fadiga, permitindo que o atleta treine por mais tempo e/ ou se recupere rapidamente do gasto causado pelo exercício. Inúmeros nutrientes alimentares estão relacionados ao fornecimento de energia e regulação dos processos fisiológicos do exercício, com isso a associação de modificações dietéticas seria útil para o aprimoramento do desempenho atlético. A fadiga que ocorre em exercícios físicos prolongados e/ou de alta intensidade está associada com baixos estoques e depleção de glicogênio nos músculos, hipoglicemia e desidratação. Como os estoques de carboidratos são limitados no organismo e suficientes para poucas horas de exercício, a manipulação da dieta com alimentação rica em carboidratos e a oferta desses nutrientes, tem como objetivo aumentar os estoques corporais tanto nos músculos quanto no fígado, melhorar o processo de recuperação, a resposta imune e prover substrato energético prontamente disponível para a utilização

durante as atividades físicas. Antes os atletas se preocupavam com a ingestão protéica, pois a associavam à melhora da performance durante as competições. No entanto, as razões para a alta ingestão de proteínas sofreram diversas mudanças com o passar do tempo, pois estudos mostraram que os carboidratos e os lípides fornecem maior aporte energético durante o exercício. Os carboidratos são importantes substratos energéticos para a contração muscular durante o exercício, principalmente aos prolongados e realizado sob intensidade moderada e em exercícios de alta intensidade e curta duração. São divididos em três categorias principais: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. Os monossacarídeos são representados pela glicose e frutose; os dissacarídeos pela sacarose, maltose e lactose; e, por fim os polissacarídeos, pelos carboidratos complexos, incluindo os polímeros de glicose (maltodextrina). A ingestão de carboidratos durante o esforço ajuda a manuten-


ção da glicemia e a oxidação destes substratos. Essa prática tem sido empregada ao longo das últimas décadas e está fundamentada em estudos que demonstraram uma correlação positiva entre as concentrações de glicogênio muscular pré-exercício e o tempo de manutenção do esforço. Além disso, alimentar-se imediatamente após o exercício prolongado é de extrema importância, pois o consumo de carboidratos pode diminuir a degradação das miofibrilas protéicas e aumentar a síntese de proteína corporal. Além do carboidrato, ingerido principalmente na primeira meia hora, deve-se aumentar o consumo de água, pois dessa maneira eleva-se estímulo para maior produção de urina e aumenta-se a excreção de substâncias indesejáveis ao organismo. O consumo de carboidratos melhora o rendimento dos atletas. No entanto, devemos lembrar o tipo de carboidrato a ser ingerido não somente pela sua classificação (simples ou composto), sua velocidade de absorção, mas principalmente sobre o índice glicêmico (IG), sendo este desenvolvido para avaliar o efeito dos carboidratos sobre a glicose sanguínea. O IG é um indicador da habilidade de um carboidrato elevar os níveis glicêmicos, sendo útil para a elaboração de um plano nutricional apropriado quanto à suplementação estratégica de carboidratos para o exercício . Isso sugere que, o IG pode ser usado como um guia de referências para a seleção do suporte nutricional ideal de carboidratos para os esportistas. O consumo de carboidrato e/ou alimentos precedente ao treino deve respeitar a ingestão de alimentos de baixo IG (pão integral, laranja, maçã) a moderado IG (mistura de cereais tipo musli, sacarose, suco de laranja, manga, banana madura), prevenindo, assim, a hiperinsulinemia decorrente do súbito aumento da concentração de glicose na corrente sangüínea, podendo acarretar uma hipoglicemia de rebote. Após o treino, deve-se dar preferência a alimentos com alto IG (glicose, bebidas esportivas, arroz branco, batata assada, cereais de milho. Assim, a utilização de estratégias nutricionais envolvendo a ingestão de uma alimentação rica em carboidratos antes da prática de exercícios físicos aumenta as reservas. Em suma, a manutenção das reservas de glicogênio muscular é extremamente importante para atletas de alto rendimento, onde o treinamento físico regular e alimentação adequada podem influenciar positivamente no aumento dessas reservas. Portanto, dietas ricas em carboidrato propiciam aumento nos depósitos de glicogênio antes, durante e após o exercício com variações da quantidade de ingestão e o IG do carboidrato, garantindo energia para o esforço físico.

Faça a escolha certa: Prefira

Escolha os melhores alimentos para os horários certos: Horário Sugestões de alimentos

Pães Barras de cereias Banana Suco de frutas Bolos simples Sports drinks

3 ou mais horas antes

Ao invés de:

2 a 3 horas antes

Sonhos Barras de doces Melancia Batata frita Cachorro quente Refrigerantes

Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas, pães, biscoitos e bolos simples queijo ou carne magra, iogurte desnatado, cereal com leite desnatado, batata assada, massa com molho de tomate. Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas, pães, biscoitos e bolos simples (sem cobertura adicional).

1 ou 2 horas antes Suco de frutas ou de hortaliças, frutas frescas e pobres em fibras, como ameixa, melão, cereja e pêssego.

Dicas gerais: •Antes do exercício é melhor consumir alimentos que sejam fontes ricas de carboidratos, especialmente complexos (batatas, arroz, pães), e evitar aqueles com proteínas e gorduras, que permanecem no estômago por mais tempo. •Alguns alimentos ricos em fibras, como as frutas e as hortaliças cruas, as castanhas, as sementes e os farelos, não são recomendados neste momento, pois podem causar desconforto intestinal. •Os alimentos fontes de carboidratos mais indicados para esta refeição são aqueles ricos em amido, como massas, pães, tubérculos, arroz, bolos e biscoitos simples.

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CBG

Curso de Regras de Golfe da CBG e R&A prepara árbitros para às Olímpiadas A Confederação Brasileira de Golfe (CBG) está trabalhando para que o crescimento do golf no Brasil seja cada vez mais forte. Durante a divulgação de Gil Hanse, como designer do campo olímpico, a CBG teve seu trabalho reconhecido pelo Comitê Organizador Rio 2016. Entre as várias ações desenvolvidas com sucesso pela CBG uma delas foi o V Seminário Regras de Golfe do Royal & Ancient Golf Club of St. Andrews, realizado em São Paulo. Com a participação de golfistas amadores e profissionais, de vários estados brasileiros, o curso faz parte do compromisso da CBG junto com a Federação Internacional de Golf (IGF) e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 na formação de profissionais aptos a atuarem como NTO’s (National Technical Officials) durante os jogos de 2016. O curso teve o patrocínio do Banco Alfa e da Embrase Segurança e Serviços e apoio da Golf Travel. Para o presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Rachid Orra, o curso de regras mostra que o país está preocupado com a formação de profissionais para o esporte: “Não adianta sediar uma Olimpíada e investir na formação de atletas sem olhar para os árbitros. Temos uma grande oportunidade de fazer o esporte crescer em todas as áreas”, afirma.


Workshop com participação da CBG apresenta golfe aos realizadores dos Jogos Olímpicos de 2016 O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 realizou um workshop para apresentar o golf aos envolvidos na preparação dos Jogos Olímpicos de 2016. O evento aconteceu na sede do Comitê Olímpico Brasileiro, no Rio de Janeiro, e contou com a presença da Confederação Brasileira de Golfe, da Federação Internacional de Golfe (IGF) e do Comitê Olímpico Internacional (IOC). Além de uma breve explicação do histórico e das especificidades do esporte, a Federação Internacional de Golfe abordou assuntos como os preparativos para os jogos, estrutura de campos e do evento, assim como o legado que será deixado para os golfistas do país. A Confederação Brasileira de Golfe foi representada por Márcio Galvão, Gerente Executivo da entidade, e por Lilian Urata, Coordenadora de Negócios e interlocutora da CBG com o Rio 2016. “O golfe no Brasil tem a oportunidade singular para crescer, de forma significativa, em virtude dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Neste cenário, a CBG está desenvolvendo, prioritariamente, programas de formação de novos talentos e de fortalecimento dos atletas de alto rendimento, incluindo os profissionais”, explica Galvão. GOLF JOURNAL

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ABGS O golfe sênior latino-americano prepara sua maior tacada para o período de 27 de maio a 2 de junho, quando acontece o I Campeonato Lationamericano de Golf Senior 2012 no Doral Golf Resort & Spa, em Miami, na Flórida (EUA). Esse será o primeiro evento da Confederacion Latinoamericana de Golf Senior (CLGS), criada em 2011 com participação ativa da Associação Brasileira de Golfe Sênior (ABGS) para trabalhar em prol do crescimento do golfe sênior no continente. O objetivo da entidade é unir todos os países latino-americanos para a realização de torneios internacionais da categoria, agrupando os sêniores latino-americanos num ambiente desportivo de confraternização, amizade e participação. Os países que fundaram a CLGS são Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Panamá, Peru e Venezuela. O torneio ocorrerá durante três dias. A final será no famoso Blue Monster. Só poderão participar golfistas com mais de 55 anos e filiados às suas associações nacionais de sêniores. Cada delegação deverá jogar uniformizada para defender as cores de seu país. As para reservas podem ser feitas através da ABGS (abgs@ golfsenior.com.br) e também da Golf Travel (reservas@golftravel. com.br - (11) 3262-4060).

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ABGS lança programa de fidelidade A ABGS anunciou o lançamento do Programa Fidelidade ABGS. Trata-se de uma maneira de incentivar e premiar a participação dos associados nos torneios da entidade, uma das mais ativas do país. Cada participação em torneio da ABGS durante o ano valerá 01 ponto. A partir de 15 pontos, ou seja, participação em 15 torneios, os associados já concorrem a sorteio de prêmios. Quem somar de 15 a 18 pontos irá concorrer a uma caixa com 12 bolas de golfe Titleist, uma toalha Titleist, uma luva e um boné. Já o associado que somar de 19 a 22 pontos participará do sorteio da inscrição para participar de três torneios da ABGS durante 2013. Quem juntar de 23 a 27 pontos poderá ganhar green fee para dois jogadores em campo do Rio de Janeiro ou São Paulo. Já quem participar de mais de 28 torneios irá concorrer a uma viagem com acompanhante para um resort no Brasil. “O Programa Fidelidade é uma ferramenta a mais para incentivar o congraçamento entre nossos membros nos diversos torneios que compõem o nosso calendário anual”, diz Paulo Pacheco, presidente da ABGS.


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FPG Sob o comando de Manuel Gama, presidente reeleito para o triênio 2011/2013, a Federação Paulista de Golfe - FPG iniciou 2012 cumprindo o cronograma de trabalho proposto pela atual diretoria e prestando importantes serviços aos seus associados. A entidade está ampliando o número de palestras, iniciadas em sua primeira gestão, com o objetivo de aprimorar a qualidade técnica dos golfistas, dos campos de golfe do estado e de seus funcionários. Ao longo deste ano serão 14  palestras sobre os mais variados temas que beneficiam diretamente o esporte. Neste primeiro semestre estão programados encontros com profissionais especializados em regras do golfe; doenças em greens e adubação; prevenção de lesões aplicadas ao golfe; doping; organização de torneios; starters; gerenciamento de clubes de golfe e slope system. Todos os encontros são gratuitos e abertos às federações, aos clubes e aos golfistas. O site da FPG http://www.fpgolfe.com.br/ traz informações atualizadas sobre datas e como se inscrever. Em março, golfistas convidados de todo país estiveram na sede da FPG para acompanhar o Fórum do Golfe de Alto Rendimento, realizado com patrocínio da Embrase e da Travel Inn e apoio das federações do Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia. O encontro foi transmitido simultaneamente pela internet e assistido por centenas de golfistas em diversos países, como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Chile, Espanha, Portugal e Itália, os quais também puderam participar com envio de perguntas. Os caminhos para que o golfe se desenvolva tecnicamente e gere campeões capazes de representar o Brasil no circuito mundial e nos Jogos Olímpicos foram temas deste importante debate que avaliou os problemas mais urgentes do golfe brasileiro, propondo soluções para resolvê-los. “O golfe brasileiro está em um momento crucial de sua história, pois temos todos os ingredientes para fazê-lo crescer”, defendeu Manuel Gama. “Só um trabalho conjunto de todos os que realmente se importam e acreditam no golfe, sem ambições pessoais, vai nos permitir recolocar o nosso esporte na trajetória correta e transformar o presente que nos foi dado com o golfe olímpico, no Rio, em 2016, num legado verdadeiro para muitas e muitas gerações”, diz o dirigente da Federação Paulista, que responde por mais da metade do golfe brasileiro. Em sintonia com a volta do golfe aos jogos Olímpicos em 2016, a  FPG já está adotando medidas de incentivo. Desde o Campeonato Juvenil de Verão do Estado de São Paulo, no início de fevereiro, além dos troféus, a FPG também passou a entregar medalhas de ouro, prata e bronze para os mais bem colocados das competições paulistas, nas categorias feminino e masculino geral. “Acredito que ao disputar medalhas os golfistas do estado já vão se adequando ao espírito olímpico”, explica Gama. “As medalhas valorizam ainda mais as colocações de segundo e terceiro lugares e têm uma maior portabilidade, permitindo que os jovens as carreguem no peito e mostrem com orgulho suas conquistas no clube, ou mesmo na escola e para parentes e amigos, ao invés de receber um troféu que normalmente acaba esquecido num canto da casa”.

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96 JOIAS DO TEMPO 100 LUXO SUPER EXCLUSIVO 104 UM SÉCULO DE HISTÓRIA 108 AROUND THE WORLD


Joias do Tempo Cada volta no ponteiro é uma vitória do trabalho minucioso e artesanal de centenas de profissionais dedicados. Criar e desenvolver relógios de altíssima qualidade não é simples. Demanda semanas de empenho e muita precisão para, muitas vezes, preparar apenas um. As cerca de 300 peças que compõem um mecanismo tão preciso são feitas em detalhes milimétricos. Duas feiras na Suíça, que ocorrem anualmente, expõem essas joias do tempo – o Salon International de La Haute Horlogerie (Feira Internacional da Alta Relojoaria – SIHH) e a Feira da Basileia. Uma das marcas presente é a centenária Breitling, que desde 1884 conquista os apaixonados por relógios com seus cronógrafos exclusivos. O fundado, Leon Breitling, tinha apenas 24 anos quando fundou a empresa, em St. Imier. A grife ganhou notoriedade durante a Primeira Guerra Mundial, quando iniciou a manufatura de cronômetros e cronógrafos para aviões. A Montecristo Relojoaria é uma das empresas que comercializa relógios especiais da Breitling.

Breitling Bentley Mulliner

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Outras grifes lançaram modelos exclusivos este ano. É o caso da IWC Schaffhausen, que expôs ao público a nova coleção Top Gun, que se alia à família dos Relógios Aviadores. O Grande Relógio Aviador Calendário Perpétuo Top Gun foi desenvolvido com base na aviação e traz facilidade de leitura dos segundos e minutos – conta com círculos das horas e dos minutos separados, além de explorar as cores bege e o verde, típicas da aviação. Conta ainda com o uso de materiais pouco convencionais na alta relojoaria: o óxido de zircônio para a caixa e o titânio para o fundo. Com 48 mm e sistema moderno e resistente, dispõe também de funções de flyback e indicação analógica dos segundos e minutos. Além do calendário perpétuo, conta com mostrador anual de quatro dígitos, fases da Lua e reserva de sete dias. A Piaget também separou novidades. O recém-lançado Altiplano Skeleton é o mais fino automático desenvolvido. Com apenas 5,34 mm e movimento automático de 2.40 mm torna-o especial, teve sua concepção proposta pelo uso do Calibre 1200S, mundialmente

Grande Relógio Aviador Calendário Perpétuo Top Gun, da IWC


conhecido. Com design curvilíneo e caixa de 38 mm é confeccionada em ouro branco de 18 quilates – são 26 joias no total -, além de pulseira em couro de crocodilo na cor preta. O modelo dispõe de funções de horas, minutos e carga de reserva de energia de 44 horas. Para a Montblanc, três modelos chegarão ao mercado no segundo semestre de 2012: o TimeWalker TwinFly Chronoraph Grey Tech, com 43 mm, 888 unidades, contador monocromático e pertencente à coleção Rieussec; o Vintage TachyDate – apenas 58 unidades em ouro branco e 58 em amarelo -, da coleção Villeret 1858, explora a mais pura emoção com a exibição de data às “6 horas”, com proximidade do contador de 30 minutos às “3 horas”; e o Nicolas Rieussec Chronograph Open Hometime, que possui

Piaget: Altiplano Skeleton

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um único impulso como um “monopusher”. Conta com disco rotativo que exibe um segundo fuso-horário, sempre com precisão estilo Montblanc, além de ser fabricado em ouro 18 quilates. Os relojoeiros da Jaeger-LeCoultre também se esforçaram para mostrar suas joias - o Duomètre à Quantième Lunaire e o Duomètre à Sphérotourbillon. Ambos possuem conceitos Dual-Wing (dois mecanismos separados e independentes alojados em um só). Essa separação de mecanismos possibilita que, enquanto um é responsável por alimentar as indicações de tempo, o outro serve para a condução funcional. O Lunaire possui ainda em seu mostrador as fases da lua para ambos os hemisférios, 40 joias e detalhes em ouro vermelho. Já o Duomètre à Sphérotourbillon tem turbilhão multi-uso – que pode ser apreciado pelo mostrador openworked – gira em torno de um segundo eixo, inclinado em um ângulo de 20°.

Linha Duomètre, da Jaeger-LeCoultre


Luxo Super Exclusivo Complexo no interior de São Paulo recebe Hotel Fasano e dois campos de golf com assinatura internacional A cidade de Porto Feliz foi a escolhida. Nela, o grupo Fasano, principal grife da hotelaria e gastronomia nacional, inaugurou em meados de 2011 sua estrutura que congrega não só um hotel, mas também vilas com residências super exclusivas. O complexo, localizado na Fazenda Boa Vista, interior de São Paulo – menos de 100 km -, é repleto de natureza, com mais de 100 alqueires de mata nativa, bosques, jardins e 15 lagos. O empreendimento inédito, desenvolvido pela incorporadora JHSF, não conta apenas com o hotel e com residências de luxo. Nele, dois campos que prometem agradar aos golfistas. Ambos com 18 buracos. Enquanto o projeto de Arnold Palmer – primeiro championship course certificado para sediar campeonatos internacionais, tem inauguração prevista para este ano, o outro, já aberto, tem a assinatura de Randall Thompson, 6,8 mil jardas e é reconhecido e aprovado pela Federação Paulista de Golfe. Villas A Fazenda Boa Vista conta com dois tipos de comercialização imobiliária: lotes ou estâncias que são grandes áreas a partir de 5 mil metros quadrados ou residências já construídas. Estas, denominadas de Villas Fasano, são assinadas pelos arquitetos Isay Weinfeld, Marcio Kogan ou Gui Mattos. As Villas do Pólo, projetadas por Weinfeld, contam com 18 cases de 384 m2 cada. Distribuídas em dois pisos e com três suítes, possuem vista privilegiada para o campo de pólo e para o de golf by Randall Thompson. Já as cinco residências da Mata, de Gui Mattos, possuem entre 370 e 438 m2, quatro suítes e fachadas contemporâneas. Os moradores podem ainda desfrutar de toda a infraestrutura do hotel, como o novo SPA – que será inaugurado em maio – além dos serviços de concierge, room service e governança.

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Atendimento vip O hotel Fasano, projetado pelo arquiteto Isay Weinfeld, conta com 39 apartamentos, sendo 12 suítes duplex com lareira. O destaque, porém é a suíte com dois quartos. São 180 m2, cama king-size e duas camas twin, lenões de algodão egípcio e travesseiros de pluma de ganso, vista panorâmica para um dos lagos, três varandas, lareira, aquecedor, mesa de jantar para quatro pessoas, conexão para iPod, três banheiros de mármore e, na suíte master, banheira de imersão. Por ser um empreendimento de alto luxo, há um heliponto privativo e serviço receptivo vip no aeroporto. O atendimento especial também pode ser apreciado pela mordomia, que está à disposição para fazer e desfazer as malas; pelo concierge, que organiza todas as atividades do dia; além da estrutura de lazer, com quadras de tênis, fazendinha, kids club, centro equestre, quatro piscinas, academia e trilhas. Há ainda aulas de equitação, de golf e tênis. Para os hóspedes, o campo de golf by Randall dispõe de driving range, aluguel de carrinhos, green fee de R$ 500,00 e um bar estilizado em um antigo vagão de trem de 1930. No cardápio do bar apenas coquetéis, aperitivos e refeições leves. Já o restaurante tem a assinatura dos renomados chefs Salvatore Loi e Laurent Suaudeau, além de criações com receitas italianas clássicas. A adega conta com uma seleção do sommelier Manoel Beato. Um primor de bom gosto.

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Um Século de história Em 1901 três amigos criaram a Harley Davidson, um estilo de vida com motocicletas artesanais e peças exclusivas Seu nome, o ronco do motor e a personalização são inconfundíveis. A Harley-Davidson deixou de ser uma fabricante de motocicletas para se tornar ícone de um produto. Com mais de 100 anos de história, a empresa conta com modelos Custom, Cruiser e Touring, além de oferecer uma completa linha de peças, acessórios, equipamentos e vestuário, espalhados por todos os continentes. Tudo começou em 1901, quando William S. Harley e os irmãos Arthur e Walter Davidson, amigos, apresentaram na Milwaukee’s Grand Avenue, nos Estados Unidos, um modelo diferenciado de veículo. A qualidade das motocicletas conquistou os americanos: de 1906 a 1908, a produção saltou de 50 para 450 motocicletas e, no ano seguinte, para 1.419 unidades. Em 1909, a empresa apresentou seu primeiro motor V-Twin, criado com o objetivo de aumentar a potência das motocicletas. A invenção tornou-se o maior símbolo de durabilidade entre os motociclistas americanos. As duas décadas seguintes foram marcadas pela instalação de mais de duas mil concessionárias em 67 países, além do acordo fechado com o exército americano, em razão da Primeira Guerra Mundial. Foi nesta década também que a Harley-Davidson revelou o modelo Sport, com um motor opposed twin, que logo ganhou a reputação de ser silencioso. Durante as décadas seguintes foram feitas modificações e diversificação do portfólio. Hoje a gama de opções cabe no bolso e no gosto dos aficionados por essas máquinas de duas rodas. Os

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brasileiros estão ainda mais entusiasmados, com a criação de uma subsidiária no Brasil, em 2011, além de uma nova fábrica, em Manaus. Para 2012, a empresa promete lançar oito modelos, distribuídos em cinco famílias. “A HarleyDavidson está em expansão no Brasil. Em 2011 trabalhamos para montarmos uma estrutura comercial que atenda bem ao nosso público”, conta Longino Morawski, diretor-superintendente da Harley-Davidson do Brasil. “A decisão de expandirmos a linha de produtos foi um passo fundamental para tornarmos esta nova estrutura ainda mais competitiva e continuarmos oferecendo uma experiência premium completa aos nossos clientes”. As novidades para 2012 estão em todas as famílias de motocicletas que a marca oferece: Sportster, Dyna, Softail, Touring, VRSC e, a grande novidade, um modelo CVO – preparado pela Custom Vehicle Operations, especializada na customização de motocicletas na própria fábrica da Harley-Davidson. Na família Sportster, destaque para a 1200 Custom (R$ 33 mil). Seu visual robusto é ressaltado pelo pneu dianteiro largo - roda cromada de cinco raios e aro 16 -, nova lanterna traseira de LED e o guidão pull-back com visual old school. Da família Dyna, o modelo Switchback (a partir de 43 mil) é versátil, com saddlebags rígidas na cor da moto e para-brisa montado no garfo, ambos removíveis. A moto vem equipada com computador de bordo eum potente motor Twin Cam 96, de 1600 cm3. Enquanto isso, a Fat Bob é uma motocicleta da linha dark custom. O farol duplo cromado e os largos pneus com rodas estilizadas em disco de alumínio melhoram o conforto na rodagem. Equipada com computador de bordo, que mostra ao piloto autonomia, indicação de marcha e giro do motor, além das funções normais, além de freios ABS de série e transmissão de seis velocidades Six-Speed Cruise Drive, a Fat Bob (a partir de R$ 40 mil) é um luxo para se pilotar. A Harley-Davidson Blackline 2012 (R$ 42 mil) é uma moto custom moderna, com perfil minimalista e muitas peças vintage. Com visual clean, é uma das mais ágeis já desenvolvidas pela empresa. Sua frente estreita com guidão estilo drag, para-lamas estilo chopped, pedaleiras avançadas e centro de gravidade e peso baixos conferem atitude, estilo e flexibilidade. Os gráficos do tanque e da tampa de combustível discretos refletem o cuidado nos mínimos detalhes. Já a V-Rod 10th Anniversary Edition, da família VRSC, com preço a partir de R$ 53 mil, é alusiva e edição limitada, em comemoração ao 10º aniversário da primeira motocicleta da linha V-Rod. A cor Brilliant Silver Pearl é o grande destaque. Equipada com lanterna traseira de LED, conta com ângulo do cáster reduzido, melhorando a estabilidade e a performance, principalmente nas curvas. O motor Revolution de 1250 cm³ refrigerado a água é capaz de atingir 125 cv a 8500 rpm e foi desenvolvido em parceria com a Porsche. Além delas ainda vão aparecer no Brasil a Street Glide e a Electra Glide Ultra Limited (R$ 68 mil), ambas da família Touring; além da CVO Ultra Classic Electra Glide. Esta, da família CVO, com valor a partir de R$ 104 mil, é diferente de qualquer outra motocicleta. Com pintura premium personalizada e rodas cromadas de alumínio aro 17, é equipada com o maior motor em produção pela H-D: o Screamin’ Eagle Twin Cam 110, de 1800 cm³. As manoplas aquecidas e o assento duplo com encosto para as costas do condutor e passageiro e controles individuais de aquecimento garantem o máximo de conforto. Possui ainda sistema Boom de áudio de alta performance, iPod com controles pelo rádio e suporte no saddlebag, sistema de navegação GPS à prova d’água, Tour-Pak com lanterna traseira e luz de freio com tecnologia LED, além de sistema de trava elétrica que bloqueia a ignição e tranca/destranca as saddlebags e o Tour-Pak. As apenas 50 unidades fabricadas serão comercializadas pelo preço a partir de R$ 105 mil.

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Golf pelas Arรกbias Doha, no Qatar, reserva momentos reais dentro e fora de campo


Jogar em Doha, no Oriente Médio, é um sonho para qualquer golfista. Não só pelo conhecimento dos campos mais desafiadores e espetaculares do mundo, mas também para aproveitar o luxo dos grandes hotéis. Um desses campos é o famoso Doha Golf Club, que recebe anualmente o PGA Qatar Masters. Sua estrutura – imponente e técnica – aguça turistas em busca de diferentes swings. Com 7.312 metros quadrados e oito lagos artificiais, o campo exige precisão e perfeição em cada tacada. O design obriga os visitantes a vencer o calor local e os desafios impostos – porém, é possível apreciar cachoeiras internas e imensos terraços, que possibilitam um clima mais aconchegante à disputa. Fora de campo, o descanso é certo – hotéis cinco estrelas não faltam. O La Cigale é um desses super luxuosos. A 10 minutos do aeroporto, dispõe em cada acomodação de wi fi, camas king size, edredom de penas de ganso e um confortável menu de travesseiros. E não para por aí – há uma teve de tela plana com canais a cabo, tudo controlado via teclado. Se a opção é relaxar o corpo, a opção é usufruir de um completo centro de bem-estar com seis salas de tratamentos e da convidativa piscina aquecida. No restaurante Le Centrale, anexo ao hotel, pratos mediterrâneos. No Bar Sky View, uma carta especial de drinques e uma das vistas panorâmicas mais cobiçadas do Oriente.

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De olho no Golfo O Four Seasons Doha é diferente de tudo o que se imagina em hotelaria. Situado no Golf Pérsico, com sua praia privativa e uma marina particular, é um dos ícones do turismo mundial. Apesar da grandiosidade, cada visitante é tratado como único. Os seus 232 espaçosos quartos, incluindo 57 suites – alguns com varandas -, estão situados entre os pisos três a 18. Tal construção possibilita um deslumbre de visão da cidade, da Corniche e do Golfo Pérsico. Como todo grande hotel, o Four Seasons também oferece um sistema tecnológico de acesso à internet e entretenimento. Certas suítes contam com banheiras de imersão. O hotel se parece com grandes resorts brasileiros devido à sua estrutura: sauna, SPA, salão de chá, Kids Club, quadras de tenis e squash e fitness center. Há ainda um centro aqáutico, com piscina, jacuzzi, banheiras de hidromassagem, piscina infantil com toboágua e até mesmo trajes de banho descartáveis e de cortesia ​​e fraldas de natação para bebés. Doha promete ser um passeio inesquecível.

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Golf Journal Brasil Issue no. 2