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Uma iniciativa jovem

Primeiro ciclo da Plataforma dos Centros Urbanos é concluído com conquistas nas áreas de saúde, educação, proteção e participação

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Mudança possÍvel “Os jovens de hoje só querem saber de bagunça. Eles sequer pensam no futuro”. Era com essa frase, acompanhada de tantas outras, que a sociedade julgava a juventude. Mas isso só até 2009, pois, desde então, adolescentes e jovens de São Paulo, Rio de Janeiro e Itaquaquecetuba (SP) tiveram a oportunidade de conhecer um projeto inovador que nos transmitiu um olhar diferente do que tínhamos até então sobre o lugar em que vivemos. Esse projeto é a Plataforma dos Centros Urbanos, uma iniciativa do UNICEF que articula a sociedade para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes que vivem em grandes cidades. Nos últimos anos, percebemos que a realidade de muitos bairros – carentes de serviços básicos, como saúde e segurança – poderia ser transformada, mas que para isso seria preciso chamar alguns amigos e colocar a mão na massa. Durante os três anos de atuação, os Adolescentes Comunicadores – como ficamos conhecidos – participaram de formações educomunicativas sobre temas relacionados às questões sociais para facilitar a mobilização e articulação nas comunidades. Nesse processo, houve contato com pessoas e situações que para um adolescente, digamos comum, não seria algo de tão fácil acesso, como reuniões com prefeitos e gestores da cidade, representantes de organismos internacionais, participação em conferências, além da possibilidade de realizarmos eventos com grande participação das comunidades.

Ou seja, se o objetivo era mudar a realidade de crianças e adolescentes nos grandes centros urbanos, a Plataforma fez bem mais do que isso, já que, por meio de suas ações, estimulou a juventude a empoderar-se para essa mudança, quebrando o estereótipo de que o adolescente não tem capacidade e iniciativa para atuar socialmente. E olha que, durante essa caminhada, vários adolescentes admitiram ter motivos para pensar em desistir. O ceticismo de alguns familiares - talvez pelo fato dos resultados não serem alcançados da noite para o dia fez com que participantes do projeto enfrentassem desafios para poder implantar ações onde moram. O fato de alguns desses adolescentes terem de procurar emprego para ajudar na renda da família também tornou difícil conciliar estudos, trabalho e a participação na comunidade. Mas a compreensão e o companheirismo de todos os adolescentes uniram forças para tornar esse processo viável. Se pensar no futuro é ter atitudes individualistas, os adolescentes da Plataforma talvez estejam fora, pois pensam diferente. Acreditamos que toda criança e todo adolescente pode e deve participar da construção política e ajudar a pensar em novas e boas atitudes para um futuro coletivo, que podem não provocar mudanças imediatas, mas que certamente levarão a uma realidade mais justa.

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o/BemTV

Divulgação/

Divulgação/V ira ção

V iração

Texto escrito pelos Adolescentes Comunicadores participantes da Plataforma dos Centros Urbanos

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Na Plataforma dos Centros Urbanos, os adolescentes participaram de formações sobre temas relacionados às questões sociais para facilitar a mobilização e articulação em suas comunidades


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Divulgação/V ira ção

Como tudo começou A Plataforma dos Centros Urbanos nasceu em 2008, como uma estratégia do UNICEF e seus parceiros para ajudar a reduzir as desigualdades existentes nas grandes cidades brasileiras e garantir os direitos de cada criança e adolescente. Seu primeiro ciclo (2008-2012) aconteceu nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e Itaquaquecetuba (SP). Sua história é marcada pela participação jovem desde o início. Primeiro, crianças e adolescentes foram convidados a fazer suas propostas para a cidade em que vivem e debatê-las com os adultos. As sugestões ajudaram o UNICEF a construir uma lista de 20 metas que os candidatos a prefeito se comprometeram a cumprir caso fossem eleitos. Depois de tomar posse, os prefeitos reafirmaram seu compromisso com as metas. E lá foram os adolescentes, de novo, debater suas propostas pessoalmente com os novos gestores. Ao mesmo tempo, as comunidades populares foram convidadas a participar da Plataforma, organizando-se em Grupos Articuladores que tivessem no mínimo dois adolescentes, outros representantes de organizações da sociedade civil, como ONG’s e associações de bairro, e representantes do poder público, como diretores de escolas públicas do bairro ou agentes comunitários. Ao longo do caminho, foram realizadas ações de mobilização social, fortalecimento da capacidade de ação dos gestores municipais, articulação das organizações da sociedade civil, apoio à organização comunitária e convocatória dos diferentes atores sociais da cidade. A todo momento, os adolescentes foram estimulados e orientados a participar, debatendo suas ideias nas famílias, nas escolas, nas comunidades, na cidade e em muitas partes do País. Tudo isso porque para o UNICEF e seus parceiros a adolescência representa uma fase extraordinária de oportunidades e realizações. A construção de soluções para os problemas que afetam a vida de meninas e meninos nas grandes cidades apenas será efetiva se contar com a participação cidadã deles. Os resultados da Plataforma dos Centros Urbanos mostram mais oportunidades de saúde, educação, proteção e participação. Mas também destacam a urgência das cidades encararem a pauta da redução das disparidades que afetam a efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Essa é uma prioridade que tem que ser de todos: adolescentes, famílias, escolas, governos, sociedade civil, empresas e cada cidadão. Parceiros da Plataforma A execução da Plataforma contou com a parceria de cinco organizações, que atuaram diretamente na formação de adolescentes e líderes comunitários. Confira o que cada uma delas tem a nos contar! “A Plataforma é um processo inédito de mobilização em torno da defesa de direitos de crianças e adolescentes. Pode ser vista como uma forma diferente de construir uma política pública: mais aberta, participativa e democrática, com

capacidade de acolher múltiplos atores, interesses e recursos. Para os adolescentes foi uma oportunidade de crescer e contribuir, sem precedente na história do Rio de Janeiro. Para a Bem TV foi um aprendizado e uma honra participar do processo. Neste momento de conclusão, temos orgulho de olhar para o final e enxergar um começo. Vida longa à Plataforma!” Márcia Correa e Castro - Coordenadora da Bem TV

“A mobilização das comunidades na Plataforma é uma demonstração prática de que é possível reduzir disparidades e distâncias entre gerações, territórios, pessoas e poderes presentes nas cidades. Promovendo encontros produtivos e diálogos, que por um lado identificam e garantem visibilidade às violações de direitos e, por outro, construam soluções locais e coletivas que promovem estes mesmos direitos violados.” Kátia Edmundo - Diretora Executiva do CEDAPS

“A Plataforma contribuiu muito para transformações de vidas, pessoal e coletiva. Ajudou todo mundo a ‘ser mais’, como dizia nosso mestre Paulo Freire. Transformações para o bem dos direitos reconhecidos e garantidos; para o bem de sonhos arraigados em meio a tantos desafios para fazer valer, para crianças e adolescentes, o direito da participação efetiva e decisiva nas políticas públicas. São Paulo não é mais a mesma!” Paulo Lima - Diretor Executivo da Viração Educomunicação

“A Plataforma reúne tudo o que acreditamos ser essencial para qualquer processo de mobilização e transformação. Envolve vários atores, interlocução com poder público, reconhece no adolescente uma força de mobilização e compreende que qualquer ação deve partir de demandas locais. É a receita certa. Para o CIEDS é uma alegria ter vivido cada momento com todos esses grupos e comunidades. Aprendemos muito com todos que estiveram conosco nesta jornada. Muito obrigada”. Cláudia Frazão - Coordenadora Executiva Adjunta do CIEDS

"A Plataforma dos Centros Urbanos foi ousada ao acreditar na potencialidade das comunidades em se transformar e transformar a realidade das crianças e dos adolescentes que ali vivem. Para nós foi uma satisfação ver que aquilo que fazemos todos os dias no Ibope, que é gerar informação a partir da opinião das pessoas, serviu para uma causa absolutamente legítima". Ana Lúcia Lima, Diretora Executiva do Instituto Paulo Montenegro

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A Cidade - Rio de Janeiro Ao longo dos três anos da Plataforma, foram realizadas ações de mobilização social, fortalecimento da capacidade de ação dos gestores municipais, articulação das organizações da sociedade civil, sempre com o objetivo de atingir as metas estabelecidas no início do projeto. Confira alguns dos resultados alcançados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Percentual de crianças e adolescentes com deficiência, matriculados em escolas regulares da rede municipal do Rio de Janeiro, entre 2008 e 2011

52,4% 33,9%

Alunos que concluíram o ensino fundamental na idade adequada (Rio de Janeiro)

87,2% 2008

2011

Fonte: Secretaria Municipal de Educação Rio de Janeiro

“Hoje eu não encontro dificuldades em matricular minha filha na escola. Foi a própria coordenadoria de educação que indicou a escola em que a Carolline está matriculada. A instituição nos acolheu muito bem, a professora tem uma formação específica para lidar com crianças especiais e eles estabelecem comigo uma relação muito próxima, me informando e indicando reuniões quando o assunto é deficiência.” Sara Vicente Cyrillo moradora de Vista Alegre, zona norte do Rio de Janeiro, mãe de Carolline Vicente, adolescente com deficiência, que estuda na escola municipal Alfredo Gomes

78,3%

Meta municipal: Reduzir a taxa de homicídios entre adolescentes

Meta municipal: Ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF)

38% 30,9%

62,3%

22,6% 2008 4

2008

2011

Fonte: Secretaria Municipal de Educação Rio de Janeiro

2010 2008

2011


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A Cidade - São Paulo

Meta municipal: Ampliar em 10% o número de matrículas na escola regular de crianças e adolescentes com deficiência

12.501

Meta municipal: Ampliar em 16% o número de Conselhos Tutelares

11.365

37 unidades

44 unidades

2008

2011

Fonte: Secretaria Municipal de Parcipação e Parceria

2008

2011

Fonte: Sistema Escola Online/Secretaria Municipal de São Paulo

Meta municipal: Ampliar em 38% o número de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), segundo número de famílias referenciadas

31

46

unidades

unidades

2008

2011

3

17unidades

Os Conselhos Tutelares, previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, são criados por lei para garantir que, nos municípios, a política de atendimento à população infanto-juvenil seja cumprida. Estes órgãos devem ser procurados pela população em caso de suspeita ou denúncia de violação dos direitos de crianças e adolescentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Fonte: SMADS

2008

2011

77,1%

2011

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) oferta serviços especializados e continuados às famílias e aos indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos (violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto etc.).

Percentual de nascidos vivos de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal, no município de São Paulo, entre 2008 e 2011

73,3%

Fonte: SMADS

unidades

2008

Meta municipal: Ampliar número de Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), segundo número de famílias referenciadas

Fonte: SINASC/CEInfo/SMS

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O que mudou?

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Neste espaço, você confere depoimentos dos adolescentes que participaram da Plataforma dos Centros Urbanos. Eles destacam o que consideram o ganho mais importante em suas comunidades, e aproveitam para dizer que o término deste ciclo é apenas combustível para continuar monitorando metas e exigindo direitos!

Rio de Janeiro “Na comunidade do Salgueiro, na Tijuca, eu observei que o atendimento neonatal teve uma grande melhoria. A violência dentro da comunidade também diminuiu se considerarmos a entrada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Uma última questão, que julgo ser a mais importante porque fomos nós Adolescentes comunicadoras que iniciamos o processo dentro da nossa comunidade, foi termos puxado um abaixo assinado para o retorno de um posto do Programa Saúde da Família aqui na comunidade. Agentes comunitários de saúde foram enviados e já estão começando a atuar, auxiliando as famílias nos tratamentos e garantindo vagas nos postos de saúde.” Bruna Gentil Por meio de entrevistas identificamos os maiores problemas de crianças, adolescentes e jovens da Cidade de Deus. A educação foi o mais comentado e questionado entre eles: quantidade insuficiente de professores dentro das escolas, poucos materiais didáticos, falta de infraestrutura, de creches e de escolas de ensino médio. Para tentarmos buscar soluções para esses problemas, fizemos parcerias com a rede local de ONGs, as escolas existentes, o projeto Bairro Educador, além dos serviços do poder público local. Com isso, conseguimos diversos resultados positivos, como inaugurações de creches públicas em diversos pontos da comunidade, a criação de grêmios estudantis e a implantação da primeira escola de ensino médio dentro da Cidade de Deus.” Landerson Soares “Na minha comunidade foi diagnosticada a falta de informação sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), gravidez na adolescência, a dificuldade em se adquirir o preservativo, a falta de saneamento básico, de iluminação, de escolas, de cursos profissionalizantes e de transporte público em quantidade suficiente e com atendimento de qualidade. Diante dessas demandas foram realizadas reuniões com o subprefeito e outros parceiros. Nossa comunidade agora possui o Ônibus da Liberdade para estudantes da rede municipal. Também está recebendo o projeto Bairro Maravilha, da prefeitura, com colocação da

rede de esgoto, pavimentação e calçamento. Porém, ainda estamos reivindicando reuniões com os engenheiros para averiguarmos a acessibilidade para as pessoas deficientes. Além disso, uma ONG da região se tornou pólo de disponibilização de camisinhas, além de um ponto de encontro para realização de rodas de conversa com adolescentes e jovens da comunidade.” Artur Moreno

São Paulo “O Jardim Rosana/Juacris iniciou os trabalhos de forma tímida, com pequenas ações, mas tendo a certeza que isso faria grande diferença na comunidade, carente de muitos serviços. Nosso Grupo Articulador decidiu começar sensibilizando as organizações da região sobre questões de acessibilidade de crianças e adolescentes, raça e etnia. Outro legado que conseguimos foi a produção de um fanzine colaborativo, que trata de assuntos locais e temas como HIV/aids. Mas isso só foi possível com a união da comunidade, que acreditou na iniciativa, estabelecendo metas e participando das ações de cobrança.” Gutierrez de Jesus Silva “Durante a consulta que fizemos pela comunidade do Jardim Pantanal, ouvimos muitas críticas em relação à falta de limpeza dos espaços comuns das escolas e, principalmente, dos banheiros. Outra questão apontada pelos adolescentes diz respeito ao lazer: existe apenas uma quadra esportiva para atender a todos, o que não supre as necessidades. A comunidade também não possui saneamento básico e ruas asfaltadas. Mas uma importante conquista nossa é a boa quantidade de escolas próximas do Jardim Pantanal, o que ajuda a diminuir o número de crianças fora da sala de aula.” Linderlane Pereira de Souza “Um grande avanço que tivemos no Itaim Paulista foi a criação do primeiro Centro de Referência da Juventude, espaço que tem o objetivo de garantir o acesso à cultura e à cidadania para os adolescentes e jovens da Zona Leste. O local, além de oferecer cursos e palestras dos mais diferentes assuntos, já se tornou ponto de encontro para a juventude discutir ideias, organizar ações de mobilização ou simplesmente fazer novas amizades. Avançamos nesse sentido, mas ainda há muito a fazer e, com o apoio que tivemos na Plataforma, sabemos por onde começar.” Alisson Rodrigues

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Divulgação

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Que rumos tomarão os adolescentes que participaram deste primeiro ciclo da Plataforma? A Viração e a Bem TV, organizações responsáveis pelas formações técnicas dos jovens em São Paulo e no Rio de Janeiro, foram atrás dessas respostas “Não consigo mais me ver fora da área social! Eu sempre gostei de participar, mas aprendi novos caminhos para fazer aquilo que acredito. Além da minha participação nos movimentos, estou engajado com amigos também formados na Plataforma, para montar uma produtora de vídeo”, afirma o jovem Arthur Moreno, membro do Grupo Articulador da comunidade 29 de Março, na zona oeste do Rio de Janeiro. Hoje ele é dinamizador e promotor de saúde, trabalha com jovens surdos e acaba de ser indicado ao prêmio Rotary de Liderança Jovem. Gisele Gomes, moradora do Morro do Turano, na zona norte do Rio de Janeiro, também quer continuar envolvida com a defesa dos direitos humanos. “Eu sempre quis participar e fazer alguma coisa em que fosse protagonista. Nesses três anos da Plataforma dos Centros Urbanos, me senti assim. Minha vontade é levar informação sobre sexualidade aos jovens e aprofundar os debates, indo muito além daquilo que eles sabem ou ouvem falar na grande mídia”, conta Gisele, que foi aprovada para a faculdade de enfermagem e pretende associar saúde e comunicação para trabalhar com adolescentes. Mas, além de um maior (e melhor) engajamento social, a Plataforma favoreceu o crescimento pessoal dos adolescentes. Para Bruna Gentil, que foi adolescente comunicadora no Morro do Salgueiro, seu envolvimento contribuiu para que ela esteja cursando história numa universidade pública. “Pude realizar um sonho que, infelizmente, é distante da maioria dos adolescentes e jovens das favelas. Sem dúvida, aprendi muito durante a Plataforma”, conta. Resumindo o sentimento geral, Sabrina Plácido, da comunidade de Urucânia, na zona oeste do Rio de Janeiro, o maior ganho dos adolescentes comunicadores vai muito além das capacitações a eles oferecidas: “O conhecimento que tenho da minha cidade hoje e a consciência do que ela representa pra mim eu devo à Plataforma dos Centros Urbanos, que soube integrar diversas forças: comunidade, cidade, governo, sociedade civil, adolescentes, todos num só objetivo. O futuro das crianças e dos adolescentes depende de todos nós”, fala. Em São Paulo, Gutierrez de Jesus Silva é outro jovem que, após as formações, direcionou suas forças para a área social. Estudante do curso superior de Ciências da Computação, ele conseguiu um estágio na Viração para auxiliar no núcleo de novas tecnologias. “Antes da Plataforma, eu pensava seguir apenas uma área profissional, mas as formações acabaram me levando para a área social, abrindo novas oportunidades e até carreiras. Participar dessa iniciativa foi uma grande oportunidade de conhecer pessoas novas e outras regiões da

V BemT ação/ Divulg

O futuro depende de todos nós

cidade de São Paulo, além de saber por quais meios posso me comunicar com o poder público”. A jovem Nayara Sousa de Lima está em busca de novas oportunidades profissionais, mas diferentemente das outras vezes em que procurou emprego, agora ela é bem mais criteriosa para enviar o currículo a uma empresa. “Hoje eu tenho uma base do que eu quero e as oportunidades que busco devem acrescentar algo, tanto no campo social como profissional. Com as formações que tive durante a Plataforma, aprendi que quase nada é impossível, tudo se tornou mais claro e sei quais caminhos posso seguir para alcançar meus objetivos”, conta Nayara, do Grupo Articulador José Bonifácio, na zona leste de SP. “A partir do momento que comecei a frequentar as formações, passei a olhar minha comunidade de uma forma diferente, descobri que o meu papel também é fundamental e que não bastava apenas criticar, ser passiva nas situações. Foi muito bom ter participado. Considero um privilégio e um grande investimento pessoal”, finaliza a estudante de letras Micaelly Viviane de Matos Alves, da Fazenda da Juta, também zona leste de São Paulo.

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Parceiros da PCU A Plataforma dos Centros Urbanos se tornou possível graças a muitas parcerias formadas ao longo dos últimos anos. Confira, a seguir, um breve relato de algumas das empresas que acreditaram nesta iniciativa. “O Brasil é um dos países mais importantes do cenário mundial na atualidade por sua economia, potencial turístico e excelentes perspectivas de crescimento. Para a MSC Cruzeiros, a educação é um meio essencial para garantir um futuro melhor para as nossas crianças, melhor qualidade de vida para todos, mais oportunidades com menos desigualdade social e, deste modo, colaborar para que essa nação se consolide, no futuro, como uma potência desenvolvida e líder no panorama global. Por esse motivo, a MSC apoiou desde o início esse programa inovador do UNICEF e teve o privilégio de ver de perto a evolução de crianças menos favorecidas de comunidades de São Paulo e Rio de Janeiro por meio de uma educação de melhor qualidade e ações que estimulam uma maior integração social.” Adrian Ursili Diretor Comercial da MSC Cruzeiros “A Fundação Itaú Social partilha os mesmos princípios da Plataforma dos Centros Urbanos: a) Conciliação de diferentes setores sociais, cada qual com sua especificidade de atuação e expertises, em prol de importante causa social; b) Reconhecimento e valorização das riquezas territoriais; c) Fortalecimento e a formação das novas gerações para que empreendam inovações em

seu meio, contribuindo de forma decisiva com a superação de disparidades e a elevação da qualidade de vida nos centros urbanos. E foi acreditando nestes princípios de atuação que a Fundação Itaú Social, em 2009, iniciou a parceria com o UNICEF para a realização da PCU. Ficamos contentes por colher frutos do investimento realizado ao longo destes anos. As inúmeras ações realizadas contribuíram para a efetiva participação social dos moradores das comunidades e, sobretudo, para garantir oportunidades iguais para todas e cada criança e adolescente que integra as grandes cidades brasileiras.” Valéria Veiga Riccomini Diretora da Fundação Itaú Social “Apoiar a Plataforma dos Centros Urbanos foi motivo de grande realização profissional e pessoal. Como dizia durante alguns encontros ao longo destes anos, é um privilégio desempenhar um trabalho cujo foco é construir alianças para melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes no Brasil. No caso da PCU, o time da Kimberly-Clark Brasil convenceu a matriz nos Estados Unidos a investir nesta iniciativa pioneira aqui no Sudeste brasileiro, e eu pessoalmente participei das reuniões do comitê técnico e momentos chaves da Plataforma. Nestes anos, fiz muitas amizades no UNICEF e com os aliados estratégicos e aprendi muitos ensinamentos que aplico aqui na empresa.” Jefferson A. Correia Gerente de Relações Públicas da Kimberly-Clark Brasil

Expediente Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Adriana Alvarenga e Melissa Abla

Aliados Estratégicos

Bem TV Ana Paula da Silva e Márcia Correa e Castro Parceria Viração Educomunicação Elisangela Nunes, Gisella Hiche, Rafael Stemberg e Vânia Correia Projeto gráfico Ana Paula Marques e Manuela Ribeiro – Viração Educomunicação

Apoio

Parceria técnica

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