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Mês 94

Versão Online - Volume Experimental – Número 1 - 2020

ANIC JOURNAL BRAZ IL Uma publicação em parceria com o Instituto Nacional de Educação Continuada-INAEC

EDITORIAL

INTRODUÇÃO

N

Edição Especial ONLINE de Natal 2020

o primeiro artigo, Maria Laura, presidente da Associação Nacional dos Instrumentadores cirúrgicos, nos relembra a historia da ANIC, e como está hoje a profissão da Instrumentação Cirúrgica Na mesma linha, a Instrumentadora Cirúrgica Leliane Tesser, hoje Presidente Adjunta da ANIC, fala também sobre sua trajetória e sobre o primeiro procedimento de Laparoscopia e sua participação como a Instrumentadora Cirúrgica pioneira nesse procedimento no Brasil.

Com grande satisfação que compartilhamos essa edição especial de caráter experimental na versão “online” do Anic Journal Brazil.

É

Durante mais de 37 anos, a Associação Brasileira de Instrumentadores Cirúrgicos– ANIC, vem buscando regulamentar a Profissão de Instrumentador Cirúrgico. Para isso, promoveu vários eventos científicos, por todo o Brasil e também fora do Brasil em parceiras com outras entidades na América Latina. Nesse período de luta e formação em Instrumentação Cirúrgica, a Anic contou com sua própria publicação sobre o tema, através do “JORNAL DA ANIC”, que teve 93 edições. E hoje, esse espaço cientifico para congregar e discutir as questões relativas a Instrumentação Cirúrgica, e o universo das cirurgias é retomado, num formato “eletrônico” de forma experimental. O nosso objetivo é que a partir de agora, o novo jornal chamado “ANIC JOURNAL BRAZIL”, congregue profissionais capacitados e qualificados que venham discutir e proporcionar reflexões acerca dos temas pertinentes à Cirurgias e ao Instrumentador Cirúrgico. O ANIC JOURNAL BRAZIL, será publicado duas vezes por ano. Uma no Mês de JUNHO e outra no Mês de DEZEMBRO. As submissões de Artigos poderão ser feitas até dois meses antes de sua publicação: No caso, para as publicações em JUNHO, as submissões devem ser enviadas até o ultimo dia de ABRIL. E para a Publicação de DEZEMBRO, a submissão de textos deve ser enviada até o ultimo dia de Outubro do mesmo ano da data de Publicação. Com isso, esperamos refletir, discutir, congregar e divulgar a profissão de Instrumentador Cirúrgico em todas suas áreas de atuação, online.

“Na sessão produção de alunos”, compartilhamos trabalhos de alunos e exalunos como parte de processos avaliativos na sua formação, hoje, trazemos o resumo de um vídeo sobre revascularização do miocárdio.

EXPIDIENTE Inst. Maria Laura (Presidente ANIC)

Savietto

Alves

Prof. Dr. Marcos Alessandro (Editor Acadêmico do ANIC JOURNAL BRAZIL e Diretor Administrativo do - INAEC) Inst. Leliane Tesser (Presidente Adjunta da ANIC) Inst. Roxana Roques (Coordenadora do Curso de Formação Técnica em Instrumentação Cirúrgica do INAEC) Vladimir INAEC)

Santos

editorial@anic.com.br

(Secretário

ANIC-

Na sessão Interessante, O Prof. Dr Daniel Paiva e seus alunos, trazem para nós, uma reflexão sobre os jogos e tratamentos de reabilitação cognitiva. Na sessão Internacional a Instrumentadora Cirúrgica Genoveva Amuchastegui vinculada ao Hospital Tránsito Cáceres de Allende - Córdoba – Argentina, nos brinda com o caso clinico: Exéresis de Tumor de Tronco con Neuronavegación y Tractografia Intraoperatori. E por fim, Roxana Roques, trás um pouco de diversão e entretenimento para mexer com nossa cabeça, na sessão “humorúrgica.”

Nesta edição Instrumentador Cirúrgico: A origem da Anic e a 1 Profissão caminhada de sua Presidente - Maria Laura A trajetória da Instrumentadora Cirúrgica, Adjuta da Presidência – 2 ANIC – Leliane Tesser de Alunos: Procedimento Revascularização do 3 Produção Miocárdio. 4 Interessante: JOGOS E TRATAMENTOS DE REABILITAÇÃO COGNITIVA: uma revisão literária 2016-2020. Daniel Paiva Francisco Oliveira

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Internacional: Exéresis de Tumor de Tronco con Neuronavegación y Tractografia Intraoperatoria. . Genoveva Amuchastegui. – Cordoba-Ar


2 Saiba um pouquinho mais sobre a ANIC O 1º curso de Instrumentação Cirúrgica surgiu em 1972 no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tendo como mentor o Profº Edmundo Vasconcelos e sobre a supervisão da inesquecível Profª Raimunda Costa Limagrande profissional que nos deixou em legado de profissionalismo e ética, sempre nos orientando a ter paixão pela profissão, a digníssima professora nossa eterna gratidão. Lá pelos idos de 1975, iniciou-se o curso de Instrumentação Cirúrgica no Centro de Estudos de Desenvolvimento em Administração da Saúde (Cedas) do Hospital São Camilo em São Paulo. Após serem ministrados vários cursos de instrumentação cirúrgica e haver uma grande quantidade de profissionais formados na área, os diretores do Cedas Profº Sr. Dario Paterno e a Profª Maria Inez de Fazzio sentiram a necessidade de organizar uma Associação e um Órgão de Classe para os Instrumentadores Cirúrgicos Brasileiros. A partir dai iniciaram as reuniões para dar um nome para associação e instituir uma diretoria, após muitas idéias surgiu a Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos - ANIC e isto se deu no dia 06 de maio de 1983, a que após alguns anos, através de uma moção foi instituído dia 06 de maio o "Dia do Instrumentador Cirúrgico Brasileiro". A ANIC teve como sua primeira Presidente a Instrª Cirúrgica Leide Izabel do Nascimento e a seguir a Instrª Cirúrgica Paulette Nehemy Bittar. Foram organizados muitos Seminários no Centro de Estudos (Cedas) do São Camilo, e nós caminhávamos lado a lado com as diretorias. Um certo dia em uma das reuniões, os diretores do Cedas nos comunicaram que a ANIC já podia andar com as próprias pernas, e daí!, aonde íamos levar a sede da ANIC?, não tínhamos verba para pagar uma sala, ai surgiu a idéia de levar a ANIC para a residência da atual Presidente da ANIC, a Intrª Cirúrgica Maria Laura, e lá funcionou por dois anos e meio, a Associação passou por várias mudanças. Foram realizados, congressos, seminários e jornadas científicas. Em 1986, eu trabalhando no Instituto do Coração do HVFMUSP (Incor), conseguimos realizar o nosso 1º Congresso no Centro de Convenções, cedido pela Fundação Zerbini, pelo nosso

JORNAL DA ANIC Grande Mestre Prof. Adib Domingos Jatene, um evento com mais de 500 participantes que foi um sucesso. Fomos trabalhando, participamos de vários congressos na América Latina. Em 1996 organizamos um congresso em Salvador/BA, no Centro de Convenções da Bahia, com mais de 600 participantes. A anic sempre lutando em prol da qualificação dos instrumentadores cirúrgicos, atualmente existe um curso que realmente qualifica o instrumentador cirúrgico. Méritos obtidos com muita luta e determinação da Diretoria da Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos. ANIC. Atualmente já estruturada e com uma sede, nós continuamos lutando e batalhando para regulamentar a profissão, é uma longa caminhada, com 10 (dez) Projetos arquivados, mas confiamos que ainda vamos conseguir a tão almejada regulamentação. Após muitos anos de luta conseguimos que o Conselho Estadual de Educação regulamentasse e fiscalizasse os cursos de Instrumentação Cirúrgica, atualmente são necessários os cursos que se dizem livres se adequarem a nova legislação, há necessidade de carga horária exigida pelo C.E.E. para o aluno receber um Diploma de Habilitação Técnico de Nível Médio em Instrumentação Cirúrgica, já foi uma grande conquista e ainda acreditamos que existam políticos de boa fé que se sensibilizarão com a nossa luta e irão abraçar a nossa causa. Esse é breve relato e um pouco da historia da ANIC.

MINHAS RECORDAÇÕES. Inicio minha narrativa, relatando que nasci em Jundiaí, em 16 de setembro de 1940, oriunda de uma família constituída de 5 (cinco) filhos, onde crescemos e vivemos na cidade natal na Rua Prudente de Morais, 713 morando num sobrado ao lado da casa onde residia minha avó Laura Stella, nascida esta no Canadá, de família de imigrantes que vieram a se instalar no Brasil, pessoas essa que me deixou um grande legado de força e fé para enfrentar a vida com dignidade e caráter. Meus pais, Ermelinda e Florisbello, ele de origem de imigrantes italianos, deixaram uma herança para os filhos de companheirismo, cumplicidade e humanidade, e assim nos cinco filhos crescemos unidos e com muita amizade que perdura até dias de hoje e especialmente nós nos respeitamos mutuamente. Minha formação ocorreu em Escola Municipal Conde de Parnaíba até o quarto ano primário, e depois prossegui

meus estudos no Colégio Anchieta onde terminei os estudos do curso fundamental, concluindo meus ciclos de estudos no Instituto de Educação de Jundiaí ao cursar o ensino médio. Meus pais na época da minha adolescência enfrentaram muitas dificuldades decorrente da perda de uma fábrica de fogões, e assim, nós filhos, fomos trabalhar, e eu com 16 anos iniciei minha caminhada na área da saúde quando fui prestar serviços em uma clínica de oftalmologia e otorrinolaringologia com Dr. Adelmo Souza Leão, que me ensinou os primeiros cuidados básicos com os pacientes que se submetiam a uma cirurgia, e assim como auxiliar em pequenas cirurgias de olhos tive os primeiros passos na área cirúrgica, e também como cuidar dos instrumentos cirúrgicos utilizados durante o procedimento operatório, e paralelamente aprendi a aferir pressão arterial e fazer pequenos curativos. Criei gosto por tudo que executava e assim passei a admirar tudo aquilo, e foi aí que eu percebi minha vocação para a instrumentação cirúrgica. O tempo passou, anos viriam, e acabei me casando, mudando para São Paulo, na Rua Monsanto, 146, onde nasceram meus três filhos Luiz Henrique, Marcia Conceição e Mario Eduardo Filho. Meus filhos já em idade escolar, me proporcionando-me direcionar em outras atividades, me acendeu o desejo de cursar o ensino voltado a formação em instrumentação cirúrgica, e estava sendo brindada pela condição de ser vizinha de um médico e este prestava seus serviços no Hospital das Clinicas da F.M.U.S.P. Meu desejo se tornou realidade a partir de conversas havidas com o Dr. Abdalla Abduch, ao qual perguntei sobre a existência de curso de instrumentação e me informou de sua existência no H.C., me indicando para procurar a pessoas da Enfermeira Dna. Raimunda Costa Lima, e assim não perdendo tempo no dia seguinte lá estava eu e me inscrevi para o curso de instrumentação cirúrgica, fato esse ocorrido pelos idos do ano de 1975. Comecei o curso e durante um ano de estágio no Hospital das Clínicas conclui as instruções básicas voltadas ao exercício da instrumentação cirúrgica. Estava me realizando em executar essa função, tanto que passava o dia todo dentro do hospital pois meu amor pela instrumentação era tão latente que não me cansava, e assim foram horas e horas de plena dedicação, e a Enfermeira Dna. Raimunda se constituiu em minha grande incentivadora, e dela


3 tenho boas mestra.

JORNAL DA ANIC recordações,

foi

minha

Nessa época tive minha primeira decepção, tristeza. Terminado o curso e depois de estagiar na cardiologia, sala C do Centro Cirúrgico do Hospital das Clinicas, pleiteava ser mantida na equipe de cardiologia, mas infelizmente não fui contratada. Mágoa não. Tristeza, sim. Chorei muito por não ser a escolhida, oportunidade em que Dna. Raimunda, já citada, buscou me consolar, e me disse para não ficar decepcionada pois que estava guardado para mim outras oportunidades. Palavras sábias, pois no dia seguinte o pessoal que trabalhava na perfusão cardíaca indicou-se um hospital que estava necessitando de uma instrumentadora, e assim imediatamente fui até o SAME, que era ao lado do Hospital 9 de julho, conversar com o Dr. Ortiz que era administrador clinico do Hospital, a quem entreguei minhas credenciais e contatos. Nada me foi prometido, mas somente me informado por ele que assim que resolvesse com a instrumentadora que estava grávida e com gravidez de risco, me ligaria. Expectativa, ansiedade. Uma semana de espera, aconteceu. Acreditem que na semana seguinte estava eu no meu primeiro emprego como instrumentadora cirúrgica, momentos em que me foi proporcionado enorme aprendizado por ter executado minha função em nas diversas especialidades no período entre 1976 e 1978 no Saminho como era conhecido e privilegiada em prestar meus serviços a respeitáveis cirurgiões, que os tive como meus grandes professores, podendo citar entre eles o Dr. José Paulo Avidames, que passaria a ser o administrador clinico do Hospital Santo Amaro. Ao me demitir do SAME, passei a prestar serviços para o Dr. Ricardo Muniz, ginecologista e obstetra durante dois anos, até que em 1980 surgiu uma vaga no INCOR, que dessa vaga tomei conhecimento através de uma vizinha que cursou a instrumentação cirúrgica comigo, e que me informava que referida vaga já havia sido preenchida.

Não me dei por satisfeita a informação dada, e assim no dia seguinte, logo pela manhã, decidi ir até o INCOR e lá chegando conversei com o Dr. Lauro, que já o conhecia do H.C e lhe perguntei sobre se tinha conhecimento de alguma equipe que estava precisando de instrumentadores e assim me foi informado que desconhecia mas sabia que o INCOR tinha uma vaga para contratar, ao que lhe informei que já havia sido preenchida e ele me “disse que restava sim uma vaga”, e me indicou para falar com a enfermeira Vanderly, lotada no setor do centro cirúrgico, com a qual

imediatamente contatei me sendo solicitado entregar a documentação correspondente. Pasme !!! Por DEUS, a vaga estava reservada para mim. Prestei meus serviços de instrumentadora cirúrgica no INCOR entre 1980 e 1990, vindo a me especializar em cirurgia cardíaca. Nesse período novamente me vi privilegiada por haver prestados meus serviços para ilustres cirurgiões, entre eles, como costumo dizer mestre dos mestres, o prof. Euryclides de Jesus Zerbini, e para os renomados cirurgiões Drs. Noedyr Stolf e Dr. Sergio de Almeida e outros grandes professores.

a continuidade como instrumentadora cirúrgica prestando serviços em outras especializações. A instrumentação cirúrgica muito deve ao Professor Adib, que sempre nos auxiliou muito na nossa profissão, se constituindo como grande orientador como melhor qualificar o profissional instrumentador, e assim somente temos a agradecer a este grande cirurgião que além de nos proporcionar ensinamentos nos estendeu suaS mãos de apoio na busca de um lugar digno ao instrumentador cirúrgico, cuja batalha nos encontrarmos ate hoje e em fase derradeira. Ao Prof. Adib só me resta dirigir nossa eterna gratidão em nome da instrumentação cirúrgica brasileira e principalmente aqueles que tiveram o privilegio de instrumentar para ele.

(Maria Laura Savietto Alves)

Depois da aposentadoria do Professor Zerbini, o substituiu como Diretor do Incor o Professor Adib Domingos Jatene, que veio a se constituir com o meu grande mestre, pessoa de caráter, admirável ser humano e que respeitava muito o instrumentador cirúrgico, e narrava sempre que ele instrumentou por 5 anos para o Prof. Zerbini e vivenciou nessa época as dificuldades do instrumentador, tanto que acabou idealizando uma mesa com varal para facilitar a acomodação e colocação de tantos instrumentais.

(Maria Laura Savietto Alves)

No período em que prestei meus serviços no INCOR este se constituiu de anos de aprendizado sólido, muito importante para

(Adib Domingos Jatene 1929-2014) Alguns momentos que não podem ser deixados de anotar são aqueles nos quais se tinha em dialogo com o Prof. Adib Jatene, oportunidade que conversávamos sobre a regulamentação da profissão e ele sempre nos alertava que era necessário qualificar os profissionais com cursos de alto nível, e assim incentivados foi quando surgiu minha ideia e do meu inesquecível amigo Mustapfá de lutar para regulamentar um curso com boa formação e qualificação profissional, e assim obter junto ao Conselho Estadual de Educação a devida autorização, e assim proporcionar a diplomação como técnico em instrumentação cirúrgico. Depois de vencida resistências, muitos e anos de luta e insistências, nunca desistindo de nossos objetivos, conseguimos a aprovação do Curso Habilitação Técnico de Nível Médio em Instrumentação Cirúrgica, proporcionando ao instrumentador cirúrgico o reconhecimento de qualificado e diplomado instrumentador cirúrgico, e assim a partir do ano de 2001 teve início o Instituto Nacional de Educação Continuada, mantido pela Associação Nacional de Instrumentação Cirúrgica – ANIC, que proporciona atualmente mais


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JORNAL DA ANIC

de 2.000 instrumentadores formados e atuando no mercado de trabalho. Antes de concluir tenho que descrever minha caminhada, após deixar o INCOR, continuei trabalhado como instrumentadora cirúrgica e nessa época prestei serviços à diversas equipes abrangendo as áreas torácica, vascular e urologia. Não parei. Passei me dedicar como educadora na formação e qualificação do instrumentador cirúrgico e assim damos continuidade através do Instituto Nacional de Educação Continuada – INAEC essa tarefa, situação essa que perdura até os dias atuais. Tenho também que ressaltar que Deus me presenteou com um grande companheiro de todas as horas, que sempre me incentivou, colaborou e financiou todos os meus objetivos os dias de hoje. Rogo a Deus pela sua saúde e meus agradecimentos ao meu marido Mario Eduardo a ele minha eterna gratidão. Outra grande pessoa, que me foi enviada por Deus é o nosso grande colaborador e amigo Vladimir dos Santos, que me acompanha a mais de dez anos nessa jornada, nossos agradecimentos ao querido Vlady como é chamado carinhosamente por todos nossa eterna gratidão. Me permito após esse relato afirmar que me sinto realizada com a minha profissão e sempre me orgulhei de ser instrumentadora cirúrgica, e a quem me indaga eu falo: VALEU A PENA.! Maria Laura Savietto Alves, Instrumentadora Cirúrgica e sua caminhada.

MINHA TRAJETÓRIA NA INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA

Sou Leliane M. F. Tesser, ( Lily) . Diretora Adjunta à Presidência da Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos -

ANIC. Minha trajetória como Instrumentadora Cirúrgica teve início em 14\08\1990 no CEDAS- Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, como aluna do curso de formação em Instrumentação Cirúrgica desta instituição. Em 10\10\1990 já havia feito minha inscrição na ANIC tendo meu Registro

1013. Conclui meu estágio no Hospital Santa Rita sendo que durante o estágio fui convidada para auxiliar a supervisora de estágio do mesmo. Logo já engatilhei a nova função junto ao estágio.

molhados pois molhados a diminuição da sua validade diminuía.

Nesse período conheci O dr. Sergio Rol que entre uma cirurgia e outra falou um dia você será minha instrumentador.

Deixava mergulhado o material e cobria com compressas para ele ficar todo molhado com o Cidex por 30 minutos. Lembrando que esse produto não esterilizava e sim desinfetava passando o tempo estipulado a circulante abria uma bacia estéril e colocava água destilada eu tirava o material do Cidex e passava todo nessa água, fazia isso com todo o material enquanto isso minha mesa estava forrada com compressas grandes para começar a secagem do material, ainda colocava 2 borrachas estéreis que chegavam até o O2 para secagem de borrachas aonde a compressa não secava dentro dos trocateres, etc.

Dr. Sergio Roll era auxiliar do dr. Thomas Szego, o primeiro cirurgião a utilizar a videolaparoscopia no Brasil. Passando um tempo Dr. Sergio Roll montou sua equipe e me chamou para ser sua instrumentador cirúrgica por onde fiquei por 20 anos. Eu não imaginava o que seria a videolaparoscopia a cirurgia que me encantou desde a primeira e ainda me encanta. Dr. Sergio Roll era o cirurgião principal seu auxiliar na época Dr. Vladmir, Ana Helena outra instrumentador que fazia a ótica e eu instrumentava. O Rack onde se encontravam todos os aparelhos era do dr. Sergio sendo da Strattner pinças Storz. A cirurgia carro chefe por videolaparoscopia foi a Colecistectomia. Esse Rack ficava na sala 04 uma sala grande que o hospital Santa Rita cedeu para o Dr. Sergio Roll realizar assim suas cirurgias videolaparoscopicas. Nessa época os instrumentadores que trabalhavam com a videolaparoscopia tinham que cuidar de todo material do seu cirurgião. As cirurgias foram sendo aperfeiçoadas depois da colecistectomia vieram a hérnia de hiato, hérnia inguinal, esplenectomia, retossigmoidectomia e as de redução de estômago e assim várias outras. Nesses 20 anos que fiquei na equipe do Dr. Sergio Roll aprendi muito acho que não só eu, mas todos da equipe aprendemos na raça todo dia uma novidade explorada. Minha rotina na videolaparoscopia eu chegava as 5:30 da manhã no Hospital Santa Rita cirurgia marcada para as 7:00, me trocava e seguia para sala 04 chegando lá abria o armário do Dr. Sergio Roll tirava as bandejas de plásticos onde se encontravam todo seu material de videolaparoscopia. Os hospitais tinham em sala quando a cirurgia era por vídeo caixas de plásticos contendo um produto chamado Cidex um glutaraldeído ele é um desinfetante de alto nível aonde a enfermagem preparava 2 galões de 2 litros com esse produto e sua validade era de 14 dias por isso quando se colocavam os materiais submersos nele tinha que seca-los se estivessem

Colocava pinças, fios, óticas todo o material da vídeo.

Para assim começar a cirurgia. Quando a cirurgia acabava pegava todo o material colocava numa bandeja contendo várias escovas de vários tamanhos e espessuras, seringa, escova de dente e seguia para o expurgo aonde iria lavar as matérias para preparação da próxima cirurgia. E assim sucessivamente até a finalização das cirurgias naquele dia. Daí com o passar dos tempos vieram os trocater descartáveis, as pinças, que depois de usados eu fazia a limpeza e percebia se daria parausá-lonovamente. E assim coloca também em Cidex para usar em cirurgia. Acecil era uma empresa que esterilizava o material descartável quando esse estava em perfeito estado era esterilizado em óxido de etileno e a validade era mais extensa. O material descartável era muito caro e se podia ser esterilizado eu mandava. Veio a proibição tempo depois desse reaproveitamento. Os convênios começaram a liberar os materiais com pacotes e assim ajudaram muito facilitando muito as cirurgias. Dr. Sergio Roll ensinou e ensina muitos médicos suas técnicas em vários tipos de cirurgias e com isso as suas respectivas instrumentadoras precisavam assim aprender daí foi quando eu montei um curso e comecei a dar aula na Anic a uns 17 anos. Com o passar dos tempos tudo evoluiu os equipamentos de vídeo laparoscopia com comando de voz, as técnicas tiveram êxito em suas mudanças as pinças mais aperfeiçoadas. O insuflador que avisa com voz sobre a perda de CO2. A câmera que avisa quando realizava o White balance. Fizeram uma sala inteligente no Hospital Santa Rita chamava-se Suíte. Toda preparada para o que seria para o começo de uma nova era.


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JORNAL DA ANIC

Hoje, estamos com o que mais temos de moderno: os Robôs. Da Vinci o primeiro tinha 3 braços. E agora temos Da Vinci Xi e Si. Por isso em todas as aulas eu falo para meus alunos sempre se atualizar seja no que for tanto em curativos, pinças, grampeadores pois precisamos sempre estar preparados para as mudanças. Todo aprendizado não é perdido. Nunca sabemos tudo eu sempre estou apreendendo e amo o que faço. Fazer o que você gosta é Liberdade. Gostar do que você faz é Felicidade.

Essa sessão é um espaço destinado aos nossos alunos para a iniciação em escrita cientifica. O Objetivo é que nossos discentes e Estudantes de outras instituições, possam também discutir sua aprendizagem com a comunidade Nacional e Internacional de suas Impressões a cerca de sua formação.

permitindo-se

Nesta Edição especial de Natal de 2020, trazemos o seguinte trabalho de uma de nossas ex- alunas, Vanessa.

PROTAMINA:

efetivação

das

anastomoses sem que ocorra isquemia do músculo do músculo cardíaco.

Substancia

administrada

pelo anestesista, no final da circulação extra-corporea, para neutralizar os efeitos

PROCEDIMENTO: REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

Minha frase predileta.

a

anticoagulantes da heparina;

. PACIENTE: sexo masculino, 89 anos, dores no peito (Angina)

DIAGNÓSTICO: Insuficiência coronariana ( lesão nos troncos. Coronárias esquerda, proximal direita e diagonal direita;.

PROCEDIMENTO (SEQUÊNCIA):

1º PASSO: ANTISSEPSIA;

DADOS:

Colocação

CINTILOGRAFIA: exame diagnostico, através de imagens, utilizando-se radiofármaco endovenoso para verificar a perfusão do miocárdio..

Eventualmente, utilização de filme plástico (Steri-Drape)

de

sobre

campo

a

estério;

região

a

ser

operada, concomitante as ações sedação CORONÁRIAS: Responsáveis perfusão do músculo cardíaco..

pela e anestesia.

PONTE-DE-SAFENA: O tempo correto é revascularização do miocárdio, através de uma ponte entre o local da obstrução e aorta, sendo que, uma das opções de material autógeno para utilização como enxerto: é a safena, mas há alternativas que são as mamarias e artéria radial esquerda. Instrumentadora Leliane M. F. Tesser

SESSÃO PRODUÇÃO DE ALUNOS

2º PASSO: Exérese da veia safena, artéria mamária e radial esquerda; 3º PASSO: Incisão da pele e tecidos subcutâneo

HEPARINA: Substancia natural utilizada como anticoagulante administrada no átrio direito, antes da circulação extracorpórea. . CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA: Equipamento utilizado para oxigenar e bombear o sangue PA a aorta ( que enviará para todo o corpo) enquanto o coração está em procedimento.

(PONEUROSE); Esternotomia (SERRA + AFASTADOR DE ANKENEY). 4º PASSO: Administração

da

Heparina

(ÁTRIO

DIREITO). CÃNULAS AÓRTICA E ATRIAL (VENOSA): Promovem o desvio do sangue para a circulação extracorpórea.

5º PASSO: Análise dos materiais excisados para

SOLUÇÃO CARDIOPLÉGICA: Solução enxerto

autógeno.

Caso

necessário,

cristalóide ou sanguínea, utilizada para utilizam-se tesoura de potts (VEIAS) e diminuir

o

consumo

de

oxigênio

e, tesoura Dietrich (ARTÉRIAS).

conseqüentemente,

o

ritmo

cardíaco,


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JORNAL DA ANIC

6º PASSO:

Remoção da circulação extracorpórea e

Introdução

e

fixação

(AÓRTICA

E

ATRIAL)

das

cânulas

para

desvio

administração de protamina; 14º PASSO:

temporário da circulação.

Verificar o funcionamento correto do

7º PASSO:

coração e as anastomoses.

Circulação extracorpórea;

15º PASSO:

8º PASSO:

Fechamento do esterno: fio de aço

Administração (“IN SITU”) de solução

numero 4 (DE SEIS A OITO FIOS

cardioloplégica;

AGULHADOS) sendo que, cada qual é

9º PASSO:

responsável apenas por uma fixação;

Enxerto

e

Anastomose

utilizando-se

fio

das

pontes, de

cruza e torce e corta; Fechamento da

polipropileno (ARTÉRIAS: 7-0 OU 8-0 E,

aponeurose: VICRYL; Fechamento da

ESPECIALMENTE, A AORTA: 6-0). Soro

pele: NYLON;

fisiológico aplicado sobre as luvas do

16º PASSO:

cirurgião para que o fio deslize mais

PÓS-OPERATÓRIO:

facilmente

encaminhado

durante

inabsorvível

transpassa ambos os fios ,aproxima,

o

atos

dos

nós

O

para

a

(APROXIMADAMENTE OITO NÓS).

aproximadamente, dois dias;

10º PASSO:

17º PASSO:

Introdução

e

fixação

de

dreno

no

PÓS-OPERATÓRIO: para

UTI

O o

por

paciente

hemitorax, devido a excisão da mamária e

encaminhado

01 dreno no esterno para drenagem de

aproximadamente, cinco dias;

sangramento;

18º PASSO:

11º PASSO:

Acompanhamento

Colocação de um eletrodo de marcapasso

operatório após alta médica.

clínico

paciente

quarto

do

por

pós-

provisório (SERÁ REMOVIDO ANTES DO PACIENTE

IR

PARA

O

QUARTO),

apenas para estimulação em caso de

SESSÃO INTERESSANTE!

emergência, sem que haja necessidade de nova esternotomia; 12º PASSO: Remoção das cânulas (CIRCULAÇÃO

JOGOS E TRATAMENTOS DE REABILITAÇÃO COGNITIVA: uma revisão literária 2016-2020

EXTRACORPÓREA) e fechamento das

Daniel Paiva Francisco Oliveira

aberturas (FIO POLIPROPILENO 5-0) na aorta e nas cavas o mersilene 2-0;

RESUMO

13º PASSO:

Este trabalho tem como objetivo a investigação da aplicação de jogos mobiles em tratamentos aplicados a

reabilitação cognitiva e plasticidade neuronal. Para isto foi aplicado o método de revisão literária acerca da plasticidade neuronal devido à utilização de jogos eletrônicos, avaliando trabalhos publicados entre 2016 a 2020 coletados em bases de dados digitais. Os resultados preliminares são apresentados e a busca por identificar lacunas e indícios de respostas está em andamento. Palavras-chave: Jogos Cognição; Tecnologia.

Mobiles;

INTRODUÇÃO A plasticidade neuronal é considerada o fenômeno de adaptabilidade cerebral através do aumento, redução ou modificação neuronal ou sináptica. Através de treinamento é possível estimular o cérebro a desenvolver conexões que possibilitem a reabilitação cognitiva e motora (FONTANA, 2016). Para tal tarefa, os aplicativos mobiles de smartphones são empregados como programas interativos para fins recreativos, a partir de dispositivos de entrada de dados para exibição visual. Estes são divertidos e criam ambientes de desafios para tirar o usuário da “zona de conforto”, criando uma experiência de aprendizagem de estratégias e métodos a partir da imaginação, associação, atenção e criatividade (OLIVEIRA, 2020). O objetivo deste estudo foi analisar trabalhos publicados por meio de uma revisão literária de artigos sobre a plasticidade neuronal no contexto de tratamentos voltados a reabilitação cognitiva. Pesquisas de Fernandes e Nohama (2020), e Oliveira (2020); indicam que os jogos mobiles podem auxiliar no treino de diversas habilidades cognitivas, como: a aprendizagem e a atenção. Segundo Oltmann (2018), pessoas que se divertem com jogos de forma regular, demonstram maior capacidade de concentração em atributos visual-espacial. Também possuem facilidade para identificar contrastes visuais com maior precisão, além de ter a capacidade de tomar melhores decisões em menor tempo frente a diferentes situações (FONTANA, 2016). Demais estudos, conforme citados no quadro abaixo, também mostram que os jogos mobiles ocasionam sobre o cérebro, alterações que correspondem a uma melhora de capacidades básicas da cognição. Tabela I – Artigos localizados nas bases de dados digitais (2016-2020), sobre plasticidade neuronal com a utilização de jogos eletrônicos mobiles. Titulo 1. FLARC: uma ferramenta lúdica de

Fonte Scientia Prima.


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JORNAL DA ANIC

auxílio à reabilitação cognitiva de idosos acometidos pelo Acidente Vascular Encefálico (AVE). 2. Aplicativos Móveis: Auxiliando a Terapia Ocupacional em Idosos com Alzheimer.

Revista RTICFP

3. Análise de um Jogo Educacional para Mensuração de Habilidades Cognitivas Preditoras do Desenvolvimento de Leitura em Crianças.

CBIE

4. Estudo sobre os benefícios da estimulação cognitiva com recurso à realidade virtual em indivíduos com a doença de Alzheimer numa fase leve a moderada.

RCL

5. Estratégias da terapia cognitiva comportamental aplicada à dependência tecnológica.

FAEMA

6. Os jogos digitais online na educação matemática: apontamentos da neurociência cognitiva.

ENEM

7. Contributos para a validação de um software de treino cognitivo: um estudo exploratório com pessoas idosas na comunidade.

Universidade de Aveiro

8. Implementação de jogos na reabilitação da criança com síndrome de FOXP1.

RPSD

9. Uso de videogames no estímulo da memória.

CNNTS

10. Investigação da Influência dos Aspectos Cognitivos em Indivíduos com Doença de Parkinson sobre o Autogerenciamento de Tarefas Cotidianas.

Plataforma RSA

Fonte: Autoria própria.

Analisando de modo sucinto cada um dos trabalhos indicados na tabela 1, FLARC teve como objetivo de abordar o uso de jogos mobiles para reabilitação de idosos vitima de AVC e

apresenta resultados da incorporação de jogos mobiles para Terapia convencionais de reabilitação, dado ao impacto positivo sobre a recuperação de partes cerebrais em pacientes. Enquanto o trabalho encontrado na Revista RTICFP objetivou apresentar a utilização de aplicativos contendo jogos didáticos, que visam auxiliar o tratamento terapêutico em doenças crônicas e os resultados enfatizam o papel dos jogos em avaliações em idosos, especialmente com a colaboração de especialistas no processo de aplicação. O artigo 3 analisado investigou o uso de aplicativos de jogos mobiles na mensuração do tempo de resposta das crianças em tarefas de consciência fonológica, memória visual, e coordenação viso-motora. Os resultados demonstram evidências em relação à praticidade do jogo na detecção de eventuais dificuldades e de aprendizagem ou difusão cognitiva na infância. No projeto publicado na RCL, a partir do objetivo de realizar uma avaliação da aplicação da realidade virtual a partir de jogos mobiles sobre a cognição de idosos vitima de Alzheimer, alcançou indícios que ressaltam os jogos como ferramenta de manutenção e preservação de algumas funções cognitivas. Um trabalho relevante encontrado na FAEMA é uma revisão da literatura sobre estratégias da Terapia Cognitiva Comportamental para trabalhar a dependência tecnológica a partir do uso de jogos mobiles, com resultados demonstrando que as técnicas terapêuticas resultaram na substituição do uso excessivo de tecnologia por outras ações que proporcionem bem-estar, empregando metas e participação de grupos de apoio ao dependente. “Os jogos digitais online na educação matemática: apontamentos da neurociência cognitiva” enfatizou o desenvolvimento da memória e atenção dos indivíduos e seus resultados apontam que os jogos digitais foram determinantes em aspectos da aprendizagem, memória de trabalho e a atenção concentrada. Na linha de treino cognitivo, o texto publicado na Universidade de Aveiro, objetivou contribuir para a validação do TV Neurones, um software de treino cognitivo por meio de jogos estratégicos. Especificamente, pretendeu analisar a aceitabilidade da população adulta idosa e alcançou dados que apresentam aceitabilidade e satisfação com a usabilidade, sendo observada a motivação intensa de participantes no cumprimento de tarefas em sessões de reabilitação. Sobre o estudo de reabilitação da criança com síndrome de FOXP1, disponivel na RPSD, o mesmo buscou

desenvolver e validar uma estratégia gamificada com jogos mobiles adaptado à reabilitação da função psicomotora em criança portadora de FOXP1 e indica contribuições para a adaptação destes jogos na população pediátrica e tratamento clínico infantil. Considerando os videogames, o texto seguinte buscou analisar os benefícios à memória através da utilização de videogames mobiles e considera que há um aumento da memória para estímulos momentaneamente apresentados. Melhor desempenho na atenção, memória e processamento perceptual. E, no décimo texto analisado o objetivo foi investigar a influência de jogos sobre a cognição de indivíduos com Doença de Parkinson sobre o autogerenciamento de tarefas cotidianas por jogos mobiles e seus resultados indicam benefícios sobre a reaquisição de habilidades motoras, auxiliando no processo educacional. Além destes dados, os jogos mobiles, conforme aponta Ramos (2019); demonstram benefícios cognitivos sobre a flexibilidade cognitiva com mudanças rápidas de tarefas; e melhorias na solução de problemas que incidem sobre a recuperação de habilidades envolvidas nas interações sociais reais, como a própria fala. Os dados do pesquisador indicam conclusivamente que regiões do cérebro foram mais estimuladas próximas ao córtex pré-frontal (controle da atenção), córtex parietal (mudança de foco e linguagem) e córtex cingulado (funções emocionais e comportamentais). Contudo, relacionado a este arcabouço de resultados, existem muitos estudos na literatura sobre as influências dos jogos sobre a cognição humana. Estas pesquisas analisam os benefícios destes sobre a formação/recuperação cerebral, com destaque sobre as funções motoras, aprendizagem e memória; bem como doenças degenerativas como o Parkinson (OLIVEIRA, 2020). Entretanto, os estudos em geral; dada a percepção de Oliveira (2020); mostram a atuação de jogos eletrônicos no restabelecimento de Acidente Vascular Cerebral (AVC); lesões de nervos periféricos e capacidade cognitiva de idosos. Todavia, são poucos os estudos relacionados aos jogos com participação sobre a plasticidade neuronal, tendo neste momento, mais atenção dada à popularização do jogo sobre atividades de treino cognitivo em âmbitos acadêmicos e clínicos (FONTANA, 2016). As contribuições aqui resultaram da busca por abordagens atuais que envolvem o uso de tecnologias, em especial jogos, na identificação, tratamento e reabilitação cognitiva a qual identificou dez trabalhos em diferentes


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JORNAL DA ANIC

vertentes de atuação, resultados alcançados aplicando-se o método de revisão da literatura.

REFERÊNCIAS FERNANDES, M.; P. NOHAMA, Jogos Digitais para Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA): Uma Revisão Sistemática. Revista Iberoamericana de Tecnología en Educación y Educación en Tecnología, Nº. 26, pp.72-80, 2020. Doi: 10.24215/18509959.26.e8. FONTANA, Emanoel. Aplicativos para treino cognitivo: uma revisão sistemática. 2. ed. [S.I]: CINTED-UFRGS Novas Tecnologias na Educação, 2016. 9 p. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/renote/article/vie w/70651/40080. Acesso em: 26 nov. 2020. OLIVEIRA, Everton Jales de. Doctraining mobile: um jogo sério para treinamento de estudantes de medicina em casos clínicos. 2020. 104 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação, Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró/RN, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufersa.edu.br/bitstream/ prefix/5412/1/EvertoJO_DISSERT.pdf. Acesso em: 26 nov. 2020. OLTMANN, Cláudio. Desenvolvimento de uma aplicação web e um aplicativo mobile para o controle da recuperação do treinamento físico através da total quality recovery. 2018. 124 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de PósGraduação em Engenharia Biomédica, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2018. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstrea m/1/3456/1/CT_PPGEB_M_Oltmann%2c %20Cl%c3%a1udio_2018.pdf. Acesso em: 26 nov. 2020. RAMOS, Rita de Cassia. Desenvolvimento e análise de uma aplicação mobile no contexto do tratamento da depressão e prevenção do suicídio. 2019. 189 f. Monografia (Especialização) Curso de Especialização em Tecnologias Interativas e Jogos Digitais, U. PORTO, [S.I], 2019. Disponível em: file:///C:/Users/Micro/Dropbox/363912.pdf. Acesso em: 26 nov. 2020.

INTERNACIONAL

HOSPITAL TRÁNSITO CÁCERES DE ALLENDE SERVICIO DE QUIRÓFANO ESPECIALIDAD NEUROCIRUGÍA

EXÉRESIS DE TUMOR DE TRONCO CON NEURONAVEGACIÓN Y TRACTOGRAFÍA INTRAOPERATORIA. Paciente de 65 años que consulta por visión doble y dificultad en la coordinación de los movimientos.

El tratamiento de los tumores cerebrales es cada vez más una actividad multidisciplinaria, donde se conjugan los esfuerzos de los (Neuroradiólogos (TAC, RM y angiografía, Tractografía), Neuropsicólogos (RM funcional y Magnetoencefalografía) y especialistas de Medicina Nuclear (PET), para realizar un correcto estudio preoperatorio. Durante el acto quirúrgico, los Neurofisiologos (Registro de EEG de corteza cerebral, estimulación cortical, potenciales evocados…) actúan junto a los Neurocirujanos y Neuroanestesiólogos, para conocer y respetar durante la resección quirúrgica las zonas funcionales importantes. Los Oncólogos Médicos y Radioterapeutas completarán, en un numeroso grupo de pacientes, el tratamiento tras la intervención quirúrgica. La tractografía es la representación 3D de las imágenes de resonancia obtenidas mediante imágenes con tensor de difusión o Imagen Ponderada por Difusión“, que se usa para poner de manifiesto los tractos neurales de sustancia blanca en el interior o alrededor de una lesión, proporcionando una información importante en la planificación de la resección de una lesión cerebral. Utiliza técnicas especiales de imagen por resonancia magnética (RM) y análisis de imágenes asistido por ordenador. El resultado se presenta en imágenes bi y tridimensionalmente. Los neurocirujanos están sofisticando continuamente sus técnicas quirúrgicas, en primer lugar, obteniendo en los estudios preoperatorios una buena visión del tumor y zonas adyacentes, funcionalmente importantes o no. Con este objetivo, se han diseñado complejos sistemas de neuroimagen Quirúrgica (Neuronavegadores), que además guían al cirujano, para garantizar que sea completa y respetuosa con los márgenes no tumorales. El avance tecnológico requiere una formación y capacitación permanentes del Instrumentador Quirúrgico, que le permita adquirir las competencias necesarias en el manejo de las técnicas quirúrgicas y de la tecnología, para dar una respuesta eficiente a estos procedimientos de alta complejidad, resguardando la seguridad del paciente quirúrgico en todo su proceso de atención. CASO CLÍNICO

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APP Tumor de mama hace diez años. Antecedentes quirúrgicos: Mastectomía + vaciamiento axilar hace diez años, apendicectomía, colecistectomía. Antecedentes medicamentosos: Quimioterapia. AEA: paciente refiere que hace un mes comienza con diplopía (visión doble) y ataxia (dificultad en la marcha. Examen físico: se objetiva parálisis músculo oculomotor interno y externo compatible con parálisis internuclear, presenta lateralización y movimientos atáxicos cordonal posterior. Estudios complementarios: IRM con imagen nodular que toma contraste en la región interpeduncular de tronco cerebral. Tractografía

Fig. 1 Tumor de Tronco. Imágenes del Neuronavegador INSUMOS Y MATERIALES *Equipo de ropa de neurocirugía *Caja de instrumental básico delicado *Caja de microcirugía *Caja de microdisectores *Separador de Yasargil, soporte en “y” *Cànulas de aspiración de diferentes calibres *Tubuladura de aspiración *Bols mediano para la solución fisiológica *Mango de electrobisturi monopolar y bipolar *Hojas de bisturí Nª 11/15/24 *Jeringas de 20cc ( infiltración e irrigación ) *Jeringa de Bonneau *Aguja 16 o 18G (Abbocath) *Lidocaína al 2% con epinefrina *Bandas elásticas


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*Agentes Hemostáticos ( cera para hueso, Surgicel, Spongostan ) *Algodones con cola ( cotonoides ) para macrocirugia y microcirugia *Planchas de algodón *Adhesivo de fibrina (Beriplast ) *Frasco de biopsia ELEMENTOS PARA CATETERIZACIÓN VESICAL *Sonda Foley de 2 vías Nª 14/16 *Clorhidrato de lidocaina jalea * 1 jeringa de 10 ml *Bolsa colectora de orina *Antiséptico *Guantes y gasas

Fig 3. Posición Fowler con cabezal de Mayfield

Fig 4. Cabezal de Mayfield

Fig. 2. Mesas con instrumental para Neurocirugìa.

Posicionamiento del paciente: Posición de Fowler con cabeza en flexión y colocación de cabezal de Mayfield. Se sujeta la cabeza con el cabezal dándole posicionamiento y se fija a la mesa operatoria el arco que sujetarà al cabezal, las rodillas del paciente se flexionan y el tronco se posiciona con una inclinación de 60 o 70 grados; los brazos se ubican lateralmente, alcolchando y protegiendo los puntos de apoyo: articulaciòn del codo, hueco poplíteo y talones. Se coloca una faja de sujeción por arriba de las rodillas. El día previo al acto quirúrgico se debe chequear el funcionamiento del cabezal y los accesorios de la mesa de operaciones.

Quirófano Hospital Tránsito Cáceres de Allende. Córdoba - Argentina.

Abordaje: Supracerebeloso infratentorial. Asepsia: Una vez que el paciente está en el quirófano se procede a cortar el cabello y rasurar en la zona donde se hará el abordaje, posteriormente, se realiza una primera antisepsia con iodopovidona solución y se enjuaga con solución de cloruro de sodio. Se realiza una segunda antisepsia con Iodopovidona solución. Infiltración: Se infiltra el cuero cabelludo con clorhidrato de lidocaína 2% con epinefrina para disminuir el sangrado y efectuar la disección hidráulica del plano subgálico. Se trabajará con Neuronavegación, permitiendo al cirujano localizar en forma tridimensional la lesión a trazar, por lo que en este tiempo, se procede a calibrar la cámara a través del registro de puntos “X” , “Y”, “Z” con la estrella colocada en el cabezal 1. Colocación de campos: cuatro campos chicos delimitando el abordaje, un campo cerrado grande podálico, un campo cerrado en forma de U, luego un campo craneal adhesivo impermeable con bolsa colectora para líquidos, un campo adhesivo con Iodo y por último un campo fenestrado que delimitará la zona estéril. Se enfunda la estrella del neuronavegador con fundas de nylon estériles. Incisión: Se incide con bisturí hoja Nº 4 en forma lineal, del ineon a la apófisis espinosa de C7 (se realizan puntos de referencia anatómicos), se progresa hasta aponeurosis, se realiza apertura angular invertida de apófisis del cuello dejando tejido para realizar el colgajo, en este tiempo el cirujano trabaja con electrobisturì monopolar y aspiración de calibre grueso, separadores de Farabeuf angostos y anchos. Retracción de músculos suboccipitales: Se utiliza disección monopolar, los colgajos se retraen con anzuelos retractores en forma simétrica (de cuatro a seis anzuelos), quedando expuesta la escama del occipital, el arco posterior del atlas y el vértice de la apófisis espinosa del axis, se utiliza el elevador de periostio para retraer el mismo. Se realiza craneotomía suboccipital con apertura del agujero magno: con craneotomo y fresas autobloqueantes y disectores de Penfield, pinza de disección hemostática en bayoneta, en este tiempo es necesario preparar buena aspiración, se irriga continuamente con solución fisiológica, evitando de esa forma el calentamiento del tejido por fricción, se utiliza material hemostático (cera para hueso).

Coordenadas utilizadas para neuronavegación obtenidas a partir de los estudios previos del paciente y que permite, una vez introducidas en el neuronavegador, conocer la localización exacta del tumor. 1

Fig. 5. Se observa a la paciente en posición con el cabezal de Mayfield. Foto real del caso clínico, con autorización PROCEDIMIENTO:


10 Se realiza apertura dural en Y: Con mango de bisturí Nº 3 hoja 15 y se amplìa con tijera de Potts, se repara duramadre con puntos de seda 4/0, una vez que se incide duramadre se continúa con electrobisturí bipolar y cánulas de aspiración delicadas, se procede a cambiar las compresas por otras limpias y se colocan segundos campos de algodón1. Se realiza marcación con neuronavegador: Se entrega al cirujano el Pen, dependiendo de la zona puede ser angulado o recto. Se procede a colocar el separador de Yasargil, fijando la valva de Cushing, se comienza progresión con valva de Cushing supracerebelosa bajo visión microscópica. Tiempo de trabajo con el exoscopio que reúne algunas condiciones de ambiente: 1º acondicionar quirófano para que esté oscuro. 2ºposicionar Camilla dejando vías de circulación y espacio para torre con monitor y columna de la cámara, se posiciona el monitor a una distancia no menor a 2 mts de la zona quirúrgica. Es un sistema en 3D muy similar al de un microscopio quirúrgico, las funciones principales se efectúan a través de un joystick al borde de la camilla a una altura a elección del cirujano. Se requiere de una funda de vídeo para el joystick y una amplia para la cámara y brazo de cámara. No requiere espacio extra en la mesa de instrumental, ya que no dispone de componentes estériles. Se disponen de 6 anteojos 3D entre estos están para el instrumentador quirúrgico aséptico porque es fundamental el seguimiento visual de procedimiento quirúrgico, el cirujano posiciona la cámara frente al campo quirúrgico y regula desde el joystick el zoom, brillo y amplitud del campo, también permite grabar y capturar imágenes desde el mismo joystick. Se comienza a traquear vías con estimulador bipolar, se localiza sitio de ingreso seguro, disecando los tejidos con instrumental de microcirugía, disectores de Rothon, micro tijeras rectas y en bayoneta, en este tiempo se utilizan cotonoides de algodón pequeños. Se realiza resección de lesión tumoral: Se utiliza pinza de tumor para su extracción. Se continúa marcando con neuronavegación y aspiración ultrasónica: Para este tiempo se prepara un sistema de aspiración específico del aspirador, conectado a la pieza de mano.

Esta técnica suele variar de acuerdo a las preferencias del cirujano con respecto a la colocación de los campos y el material utilizado para ello. 1

JORNAL DA ANIC Se reseca la totalidad de la lesión sin modificación de potenciales evocados sensitivos y sensoriales. Se realiza hemostasia y cierre por planos.

Asegurar tubuladuras del respirador para evitar obstrucción parcial o total, hipoventilación e hiperventilación. Anotar parámetros del ventilador. Verificar permeabilidad de vías áreas ( evitar presencia de secreciones optimizando su oxigenación y ventilación). Recordar utilizar kit de aspiración de circuito cerrado para disminuir riesgo de infecciones respiratorias futuras. Solo aspirar según necesidad.

Fig. 6 Neurocirujano realizando el procedimiento. Quirófano Hospital Tránsito Càceres de Allende. Córdoba Argentina.

CUIDADOS DE ENFERMERÍA EN UTI Conocer los app de la paciente previo al ingreso a la unidad, (edad, antecedentes patológicos, antecedentes medicamentosos, antecedentes quirúrgico, alergias , etc) Preparar y controlar funcionamientos de equipos para recibir a la paciente: Ventilador, sistemas de oxígeno, sistema y elementos aspiración, tubuladuras y sujeción de tubos , monitores con saturometros , control de PIC y tensiómetros , PAM , bombas de infusión continuas (BIC), kit de aspiracion de circuito cerrado , colchón de aire para prevenir úlceras por presión. Recepción de la paciente en unidad de cuidados críticos. Movilizar a la paciente de la camilla de cirugía a la cama, en bloque asegurando drenajes. Mantener el grado de cabecera según indicación del neurocirujano. Control de signos vitales, incluido PIC, PAM y glucemia horarios. Avisar al médico de las alteraciones de los mismos. Valorar estado neurológico. Glasgow y pupilas horarios Visualizar elementosinvasivos de la paciente, (vía central, Tubo endotraqueal, drenaje/sonda nasogástrica, sonda vesical , etc ). Asegurar y controlar TET ( posición, fijación, presión del balón del tubo endotraqueal).

Controlar en forma estricta , todas las infusiones indicadas a través de las BIC. Vigilar la sedoanalgesia . Importante para evitar complicaciones ( aumento de PIC, hipertensión/hipotensión arterial o queel paciente se despierte y se arranque las tubuladuras y drenajes). Controlar SNG, anotando cantidad y características de los débitos. Controlar sonda vesical, anotando cantidad y características de la orina. Controlar drenaje ventricular (debe estar en la línea media ventricular), controlando altura y anotando cantidad y características del débito. Vigilar signos de posibles sangrados. Control estricto de alarmas de BIC, monitores cardíaco , PIC y ventilador. Evitar ruidos producidos por alarmas del ventilador mecánico, BIC, monitores, teléfonos y conversaciones del personal para favorecer la sedación del paciente. Brindar un ambiente con la menor cantidad de luz posible. Para prevenir la queratitis, se pueden usar gotas y pomadas lubricantes y/o, cerrar los ojos con cinta adhesiva. Una gasa empapada en agua estéril también proporciona una cámara de humedad. Mantener permeable catéter de vía central. Controlar una vez por turno o según necesidad. Evitar movilización del paciente en el post operatorio inmediato o en las primeras 24 hs , para evitar aumento de la PIC. Si se moviliza al paciente, realizarlo en bloque, controlando rigurosamente la PIC, durante el procedimiento Registrar estrictamente los ingresos y egresos, avisando al médico de guardia


11 alteración durante los balances de 8 o 24 hs1 Profesionales intervinientes: Anestesiólogo: Dra. Celeste Panna. Neurocirujanos: Dr. Claudio Turco. Dr. Gonzalo Pedroza.

JORNAL DA ANIC Profissão do Instrumentador Cirúrgico. Com o título : ““No Caminho Certo Após uma Cirurgia Cardíaca: um Guia Completo com Orientações e Recomendações Para o Pós-operatório.” Nesta obra, o Doutor Marco Antônio Volpe utiliza sua experiência para trazer de forma simples e lúdica as principais orientações para esse período. Tendo o cuidado de utilizar textos curtos, em linguagem acessível e relacionados a charges ilustrativas dos diferentes cenários, o autor conseguiu compor um guia de grande valor para pacientes e seus familiares seguirem no caminho certo rumo a uma ótima recuperação.

9. Instrumento encontrado no espaço síntese. 10. É constituído por um cabo de tamanho e formatos variados, onde se encaixam diferentes tipos de lâminas. 11.Diminuição da massa óssea principal responsável pela alta incidência de fraturas em mulheres pós menopausa.

Dr. Altamirano. Instrumentadores Quirúrgicos: Lic. Carolina Barea. Lic. Nancy Moreno. Lic. Genoveva Amuchastegui. Enfermeros de UTI: Lic. Jorge Gómez. Lic. Magdalena Farías

Fig. 7 Hospital Tránsito Cáceres de Allende - Córdoba - Argentina

HUMORÚRGICO

CONTATOS

HUMOR E CIRÚRGIA Nesta sessão, sempre traremos algo para nos divertirmos, nessa edição trazemos palavras cruzadas. Prontos?

Instrumentadora Cirúrgica Lic. Genoveva Amuchastegui Hospital Tránsito Cáceres de Allende - Córdoba – Argentina

LITERATURA CIENTÍFICA Em Dezembro de 2020, a Presidente da Associação Nacional da Instrumentação Cirúrgica (ANIC) , esteve presente ao lançamento do Livro do Dr. Marco Antônio Volpe e apoiador da Regulamentação da 1

Estos cuidados irán modificándose de acuerdo a la evolución y respuesta del paciente, quedando con conducta expectante.

1. Tipo de afastador dinâmico, usado em várias especialidades; 2. Remoção de um membro ou parte necrosada do corpo;. 3. Máquina para esterilização à vapor saturado sob pressão; 4. Responsável por preparar e fornecer o instrumental e material cirúrgico ao medico durante a cirurgia. 5. Um dos procedimentos mais simples e eficazes contra a transmissão de doenças; 6. Recipiente sólido e resistente utilizado para descarte de materiais pérfurocortantes. 7. Tipo de pinça que fica no segundo espaço da mesa cirúrgica, tem a finalidade de hemostasia. 8. Ato de raspagem de pêlos da área a ser operada para iniciar a incisão;

Para informações de como se Associar e sobre os benefícios aos Instrumentadores Cirúrgicos membros da ANIC e dos Cursos Técnicos em Instrumentações Cirúrgicas e Curso de Especializações na Área cirúrgica e Gestão de Centros Cirúrgicos, entre em contato no horário comercial de segunda a sexta, com o Secretário da ANIC e do INAEC Sr. Vlademir Santos. Av. Liberdade, 21 – 11 Andar – Conj 1100 à 1105 – São Paulo – SP. Telefones + 55 (11) 3816-5624; + 55 (11) 3675-4126; + 55 (11) 9. 7748-9300. anic@anic.com.br Nossas redes www.anic.com.br


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É com grande satisfação que compartilhamos essa edição especial de caráter experimental na versão “online” do Anic Journal Brazil. Durante m...

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