Issuu on Google+


A CHANCE DE LEO Leo's Chance (#2) Mia Sheridan


SINOPSE

Todos merecem uma segunda chance? Mesmo alguém que mentiu e enganou para consegui-la? Todos nós temos uma segunda chance no futuro? Mesmo se desempenhamos um papel em nossa própria destruição? Quão árduo você lutaria para ter uma segunda chance no amor? Uma segunda chance na vida? Uma outra chance para contar sua própria história? Toda história tem dois lados. Evie contou a sua. Dessa vez é a chance do Leo.


DEDICATÓRIA Este livro é dedicado a Darcy Rose, entre muitas coisas, ensinando-me que sou mais corajosa do que eu sabia.


Tradução e Revisão

MAD ABOUT BOOKS


PLAYLIST DE LEO’S CHANCE Seguindo Evie – Dreaming with a Broken Heart, John Mayer Primeiro encontro – You Make it Real, James Morrison Jake indo ao Bar – What I’ve Done, Linkin Park Jake saindo do Bar – Not Over You, Gavin DeGraw Importante descoberta com o Doutor – My Songs Know What You Did in the Dark, Fall Out Boy Encontro no apartamento – Look After You, The Fray Primeira vez em seus olhos – Make You Feel my Love, Orto Pilot Dançado no Club – Troublemaker, Olly Murs, Flo Rida Preparando para dizer a Evie a verdade – You Know Where I’m at, Gavin DeGraw Revelação da tatuagem /Drives Around – Where You Are, Gavin DeGraw Lauren/Carta do Doutor’s /Sits on Patio – The Fighter, Gym Class Heroes Epílogo – We Both Know, Colbie Caillat, Gavin DeGraw


CAPÍTULO 1 Deitei na minha cama de hospital, olhando para o teto, nadando na minha própria tristeza. Como é que cheguei a isso? Como é que a vida me trouxe a este lugar - não apenas neste quarto neste edifício, mas o estado insuportável do meu próprio coração e mente? Eu quero escapar, quero rastejar para fora da minha própria cabeça e me tornar uma sombra encolhida no canto, apenas uma bola vazia. Eu tinha destruído todas as pessoas que sempre tentaram me amar, e a dor da realização disso é tão devastadora que parece me esmagar, constringir, demasiado para suportar. Ouço uma batida de leve na porta do meu quarto de hospital e antes que eu pudesse responder, ele abriu lentamente e o topo da de cabeça do Dr. Fox aparece na porta, cabelo selvagem. "Bom dia, Jake", diz ele, sorrindo. Ele entra, deixando a porta se fechar atrás dele. Dr. Fox é o psicólogo do hospital e ele parou aqui por duas semanas, mas não tenho uma palavra para dizer a ele. Não estou interessado no que ele está vendendo. Tempo. Quando eu não digo qualquer coisa, ele olha para mim por um minuto e depois diz suavemente: "Ainda não quer falar comigo sobre o mês traumático que você já teve? Você pode ficar surpreso de como falar ajuda." Expiro, ainda permanecendo em silêncio. Esta é a última porra que eu preciso, alguns retrocedem tentando me dizer para gritar para fora e tudo vai ficar bem. Ele se parece com Einstein, o que pode ser bom, considerando que eu preciso de um gênio para sequer tentar trabalhar através de todos os meus problemas. Eu sou uma porra de bagunça e eu sei disso. Ainda assim, eu passo. Obrigado, mas não. "Então, o quê?" finalmente digo. “Você é algum tipo de gênio indomável ou algo assim? Não é minha culpa, certo? " rio sem graça e desvio o olhar. Que piada. Ele está em silêncio por um par de batidas e, em seguida, ele diz: "Bem, eu não sei, Jake, eu li sobre o seu acidente e parece que foi definitivamente sua culpa. E eu gostaria de falar com você sobre isso, se você estiver disposto. Seu pai falecer, obviamente, não é sua culpa. Mas de qualquer forma, eu não estou aqui para soprar sol na sua bunda. Se você quiser alguém para dar um tapinha em suas costas e dizer-lhe que você não é responsável por suas próprias decisões ruins, eu não sou o cara. Se você quiser falar com alguém que tem ajudado as pessoas muito piores do que algum pobre menino rico que não encontrou seu caminho e lançou um ataque ao quebrar o seu novo Porsche, talvez eu possa ser um ouvido atento." Ele se vira para ir embora e estou vendo vermelho em suas palavras. Eu mal posso mover meu corpo quebrado, ambos os braços estão engessados e minha perna está suspensa no ar, envolta em um elenco tão bem e meu rosto está inchado e enfaixado. Mas consigo mover o idiota do meu corpo o suficiente para fazê-lo balançar a cabeça para trás, quando vejo ele gira retornando e eu olho fora. "Seu bastardo presunçoso. Você acha que me conhece baseado em algumas coisas que você escreveu em uma porra de um pedaço de papel? Você acha que as pessoas podem se resumir em uma ou duas linhas em uma prancheta? Eu não sou um ‘pobre menino rico ' Eu não cresci com mais de um pinico eu tinha acabado de descobrir que meu irmão está morto, um garoto que eu praticamente criei. Você não sabe nada sobre a minha situação."


Ele está novamente em silêncio por um minuto. "Conheço agora." diz ele em voz baixa. "Obrigado por me avisar. Qual era o nome do seu irmão? " Hesitei por um minuto, franzindo a testa e, em seguida, viro a cabeça para olhar pela janela para o céu azul da Califórnia. Puta merda, esse bastardo sorrateiro me enganou. Uh. Sinto meus lábios contraindo contra a minha vontade. A semente de respeito se enraíza. Eu levo o meu tempo para responder, continuando a olhar pela janela em silêncio por um minuto ou dois depois que ele fez a sua pergunta. Ele me espera com calma. "Seth." "Eu adoraria ouvir sobre Seth, se você me disser sobre ele." Diz ele. Eu suspiro. Não falei sobre Seth em tanto tempo. Ah, o que o inferno? A única maneira que essa doutore criança vivia neste mundo é através de mim. Eu arruinei o trabalho. Devo-lhe muito. Ainda assim, hesito, mas, finalmente, encontro as palavras. "Não o tinha visto em oito anos. Eu sou adotado. Ele era meu irmão real. Ou meio-irmão. Mas o meu irmão de verdade em todos os sentidos que conta. É uma longa história." "Eu tenho um PHD em longas histórias." Ele sorri e eu rio, apesar de mim mesmo. "Eu aposto que sim". "Como você se sente sobre eu voltar amanhã de manhã por uma hora ou algo assim?" Faço uma pausa, considerando. "Não sei, estou um pouco ocupado. Tenho uma festa de compaixão prevista para oito horas seguido de chafurdar as nove. " Ele ri baixinho. "Ás dez então. Vejo você amanhã, Jake." Ele começa a caminhar em direção à porta e, quando está chegando a maçaneta eu chamo. "Ei, Doutor?" "Sim." Ele diz virando-se para olhar para mim. "Meu nome é Leo. Meu nome verdadeiro, quero dizer. Não é Jake. É Leo." Ele faz uma pausa por um minuto, mas não me pede para explicar. "Ok, então, Leo. Vejo você amanhã às dez horas." E com isso ele abre a porta e sai.


CAPÍTULO 2 Vejo Evie quando ela se senta no banco do parque, come uma maçã, um romance aberto em suas mãos. Ela é tão bonita que dói um pouco vê-la e não abordá-la. Acho que ela provavelmente está tão absorvida em seu livro que posso chegar um pouco mais perto e então eu chego, sentando em um banco por perto, e fingindo falar em meu celular. Estou desesperado para vê-la detalhadamente, para absorvê-la. Mas tenho que me manter a distância por enquanto, pelo menos até descobrir o que vou fazer e o que vou dizer. Meu coração começa a bater mais rápido. Não posso estragar isso. Eu vim de tão longe e agora a única garota que eu já amei está bem na frente de mim. E ela pode odiar a minha maldita coragem. Eu a tenho acompanhado por alguns dias e agora verifiquei que ela não é casada - graças a Deus. Não quero nem pensar como eu teria lidado com isso. Mas ainda não sei se ela tem um namorado, ou se ela está se encontrando com alguém. Não sei se isso vai me parar, mas seria bom saber quem estou contra. Ela trabalha no Hilton no Centro da Cidade e ela não tem um carro. Odeio que ela pegue ônibus para todos os lugares que ela vai. Eu me sinto melhor quando a estou seguindo no meu carro, porque sei que está segura, pois estou olhando. Uma vozinha na parte de trás da minha cabeça me diz que ela estava indo bem, sem eu cuidar dela durante oito anos e eu tremo por dentro, uma lança de culpa esfaqueando através do meu peito. Ela parece estar indo muito bem por si mesmo, apesar do fato de que ela pode não estar fazendo muito dinheiro. Mas ela mora em uma parte razoável de Clifton, um bairro perto da Universidade de Cincinnati, e ela se veste bem e está claramente fazendo um trabalho muito bom de cuidar de si mesma. Não estou surpreso. Ela ainda é a Evie que me lembro. Sinto um orgulho feroz tomar posse de mim. Inferno, vi meninas com muito menos problemas do que Evie virando bagunças choronas quando suas manicures cancelam. Eu mesmo tive que consolar algumas delas. Mas quem era eu para julgar? Eu tinha sido fraco, também. A primeira vez que vi Evie quando voltei para Cincinnati, fiquei esperando no meu carro, estacionado em frente a seu apartamento. Ela veio andando, vestida de jeans e um suéter, seu longo cabelo escuro solto pelas costas. Minha boca ficou seca e minha respiração saiu em uma expiração difícil enquanto eu olhava, congelado, observando-a descer a rua. Não sabia que era possível prender a respiração por oito anos, mas, aparentemente, era. Ela tinha sido uma menina bonita, mas ela havia se tornado uma mulher deslumbrante. Ela ainda era pequena e magra, mas agora com curvas femininas que ela não tinha na última vez que a vi. Emoções bateram de volta, fazendo sentir como se fosse ontem que eu a beijei no nosso telhado, e disse-lhe para esperar por mim e que eu esperaria por ela, buscá-la, amá-la para sempre. Mas eu tinha falhado. Enquanto a seguia por aí, lembrei-me da força da minha menina, e vi que ela ainda era a Evie carinhosa que eu conheci. Ela sorria para todos e ela parava e ajudava quando ela poderia facilmente continuar andando. As pessoas que entravam em contato com ela pareciam que se prendiam e chamavam por ela quando a viam partir. Não podia culpá-los. Minha menina ... isso não é um pensamento inteligente, cara. Eu já tinha perigosamente investido mesmo antes que eu conseguisse um olhar dela e agora ... Vai me destruir completamente, se ela me rejeitar logo de cara. Depois de apenas alguns dias perseguindo Evie, eu estava malditamente muito certo de que já estava ainda mais apaixonado por ela do que eu era quando tinha 15 anos de idade. Agora eu só tinha que


descobrir o que diabos fazer. Eu pensava e pensava sobre isso e não conseguia encontrar uma resposta. Meu desejo de falar com ela, tocá-la, era tão ardente, que mal conseguia ficar ainda sentado. Eu ia o meu escritório todos os dias e tinha que me esforçar para me concentrar no que deveria estar fazendo. A questão, o que devo fazer pulando na minha cabeça até que pensei que eu enlouqueceria. Depois de anos e anos suspirando por ela de forma tão intensa, agora ela estava bem a minha frente, e mesmo assim ela ainda estava a milhares de quilômetros de distância.

Quando eu era criança, costumava odiar o dia da foto na escola. Não porque eu dava a mínima para esse tipo de coisa, mas eu poderia dizer que Evie dava e essa porra me matava. Qualquer outro dia do ano nós poderíamos nos misturar um pouco com as nossas roupas usadas e cabelo bagunçado. Mas no dia da foto, todas as outras crianças apareceriam com roupas novas, as meninas com laços no cabelo, envelopes de dinheiro pronto para entregar ao professor. Ninguém dava a mínima se eles tinham uma foto de seu filho adotivo para pendurar na parede. Ninguém se preocupava em doutorumentar como eu parecia na quinta ou na sexta série ou em qualquer idade, se eles se preocupassem, provavelmente se importariam também que eu estava morando na casa de um estranho. Eu via Evie observando as outras meninas e vendo como ela auto conscientemente trazia sua própria mão até seu cabelo sem corte, meio escovado, um esforço para alisá-lo. Ela não conseguia alcançar a parte de trás sozinha muito bem e não havia mais ninguém que faria isso por ela. Então eu via aqueles olhos infinitamente escuros sonhando e sabia que a minha Evie estava tecendo uma história para ela. Em parte, esse olhar me quebrava e, em parte, fazia o meu coração inchar de orgulho. Eu sabia que era a razão pela qual ela não quebrava ou virava uma pessoa dura como eu já tinha virado. Não achava que ela sonhava porque ela estava negando suas próprias circunstâncias. Ela era a mais inteligente, a pessoa mais observadora que já conheci. Achava que ela sonhava, porque era como ela cuidava de si mesma e como ela sublimava o suficiente para manter esse espírito suave que me fez amá-la tão ferozmente. De alguma forma, ela mantinha a capacidade de acreditar descaradamente que havia bondade no mundo, apesar de sua própria situação devastadora. Acho que a razão pela qual essa memória volta para mim hoje, enquanto sigo Evie para o trabalho é porque, apesar do fato de que ela está vestindo um uniforme de limpeza do hotel, ela anda orgulhosa e despreocupada como se estivesse perfeitamente contente com sua vida e sua situação. E ela deve estar. Ela absolutamente deve estar e estou muito orgulhoso que ela tenha chegado a este ponto. Eu só quero saber mais. Preciso saber mais sobre o que ela se tornou. Preciso saber tudo. É por isso que preciso estar pronto e chegar a uma decisão sobre o que vou dizer, antes de confrontá-la. Medo de rejeição agita fortemente em meu intestino. Eu me recuso a deixá-la longe de mim antes que eu tivesse a chance de tentar reconquistá-la. Merda, preciso de uma bebida. Não, não vou fazer isso. Vou correr para a academia e expulsar alguma tensão e então vou voltar em mais cedo hoje essa noite. Vi no jornal na semana passada que o funeral de Willow é amanhã e estou planejando ir. Tenho certeza que Evie estará lá e por isso vou ter que manter a minha distância, mas eu não perderia por nada. Devo a Willow meu respeito. Ela tinha um monte de demônios, mas ela nunca foi indelicada com ninguém. Bem, exceto ela mesma. Até o fim. Penso sobre o quão perto estive de acabar com a minha própria vida, e eu sei que a única coisa que me separa de Willow é que tenho uma segunda chance.


CAPÍTULO 3 Estaciono na parte de trás do cemitério e ando pelo caminho mais longo para o pequeno grupo de pessoas que sei que está reunido para o funeral de Willow. Vi no jornal que um fundo foi criado para os custos do enterro da menina que descreveram como não tendo família e amigos que pudessem arcar com as despesas. Liguei para a casa funerária e cobri tudo, incluindo uma lápide de granito. Willow merecia mais do que uma cova anônima. Não estive lá para ela ao longo dos anos, mas eu poderia fazer esta pequena coisa agora. Saio um pouco para trás, inclinando-me contra uma árvore a alguns metros do resto dos participantes, enquanto espero começar. Minha mente vagueia para Willow como uma menininha. Seus olhos tinham uma cautela muito profunda para sua tenra idade. Eu queria protegê-la, assim como eu queria proteger Evie, mas Willow estava sempre um passo à frente de todos quando queria se destruir. Eu não disse uma palavra naquela época, e não sei se ela teria escutado mesmo que eu dissesse. Mas gostaria de poder dizer-lhe agora que eu entendo. Eu sei que você não quer tirar sua própria vida, porque a morte é atraente, mas porque a vida é insuportável. E você quer saber para que isso tudo - toda a luta e sofrimento – qual é a porra do objetivo? Dia após dia, o que é o ponto de machucar pra caramba? Ela não queria morrer. Ela só não queria estar mais com dor. Eu sei. Eu sei. Eu estive lá, também. Voltei o pensamento para uma das vezes que Willow apareceu no meu lar adotivo, bêbada e alta, quem sabe com o quê. Acho que ela tinha doze anos, talvez treze. Foi pouco antes de eu partir para San Diego. Escapei e a levei de volta para seu lar adotivo, apenas dez quarteirões de distância. Lembro-me de ficar tão frustrado com ela naquela noite. Era como se, não importasse quantas vezes eu tentasse mantê-la segura, tentasse protegê-la das crianças que não davam a mínima para ela, ela sempre acabava de volta no mesmo lugar de qualquer maneira. Era cansativo. Quando eu estava levando-a para sua casa, ela olhou para mim, olhos vidrados e sua voz arrastada e disse: "Leo, por que você é bom para mim?" E a expressão no rosto dela disse que era honestamente um mistério que ela não podia explicar. Olhei para ela por um minuto e finalmente respondi: "Porque eu me importo com você, Willow." "Mas, por quê?" ela pediu. "Porque nós somos amigos, ok?" Eu disse. Mas, realmente, eu acho que a coisa que me fazia sentir protetor com Willow era diferente do que me fazia sentir protetor com Evie. Acho que via uma parte de mim em Willow. E é assim que eu sabia que não importava quantas coisas boas eu ou Evie ou alguém fizesse para ela ou lhe dissesse, ela continuaria acreditando nas coisas que todos os outros que vieram antes de nós tinham dito. Meu pai chutou minha bunda e me disse que eu era um desperdício inútil de espaço e Evie me amava. Por que era tão fácil acreditar que eu merecia o passado e que não merecia o depois? Não entendia, mas eu sabia que Willow e eu tínhamos mais em comum do que eu gostava de pensar no momento. Eu a entendia, mesmo que eu desejasse como o inferno não entender. Ainda assim, eu pensava que eu era mais forte do que ela – ainda que eu não fosse. Volto para mim quando vejo Evie caminhando para o


grupo na direção oposta de onde entrei. Ela está usando um vestido preto sem mangas e saltos pretos e ela tem o cabelo puxado para trás. Posso ver o contorno de sua silhueta perfeitamente no vestido justo, e me pergunto qual seria a sensação de passar minhas mãos em seus quadris levemente arredondados até que encontrasse sua cintura fina. Quero tanto que quase dói fisicamente. O ministro começa a falar e estou ouvindo suas palavras, mas não posso tirar meus olhos de Evie. A cada poucos minutos, ela enxuga as lágrimas dos olhos com um lenço de papel e custa-me não correr para ela e confortá-la de alguma forma. Pressiono meu corpo na árvore para me impedir de ir até ela. Quinze minutos depois, Evie caminha para frente do grupo para fazer sua despedida e quando ela toma seu lugar, ela olha diretamente para mim, franzindo a testa ligeiramente. Merda, o que ela está pensando? Não há nenhuma maneira que ela pudesse me reconhecer a esta distância, havia? A razão mais provável é que pareço fora do lugar nesse grupo que parecia uma manta de retalhos. O gosto de Willow para amigos não tinha mudado muito ao longo dos anos, eu vejo. Evie olha para mim por uma batida ou duas e, em seguida, seus olhos voltam para as pessoas na frente dela. É a primeira vez que nossos olhos se encontraram em oito anos e sinto isso no fundo de minha alma, o momento parece ficar parado e brilhando ao meu redor. Ainda assim, a minha ruína acontece alguns minutos mais tarde, quando Evie começa a falar e conta uma de suas histórias para Willow. Foda-me. "Era uma vez uma linda menina muito especial que foi enviada para uma terra distante pelos anjos para viver uma vida encantada, cheia de amor e felicidade. Eles a chamavam de A Princesa de vidro, pois sua risada lembrava-lhes o tilintar dos sinos de vidro que foram penduradas na porta do céu e badalava cada vez que uma nova alma era bem acolhida. Mas seu nome também era apropriado para ela, porque ela era muito sensível e amava profundamente e seu coração poderia ser facilmente quebrado. Durante o arranjo de sua viagem a esta terra distante, um dos anjos mais recentes cometeu um erro e uma confusão ocorreu, o envio de A Princesa de vidro para um lugar que ela não deveria estar, uma área feia escura, regida principalmente por gárgulas e outras criaturas do mal. Infelizmente, quando a alma é colocada na pele humana, que é uma situação permanente que não pode ser alterada, e embora os anjos gritassem em desespero pelo destino que A Princesa de vidro teria de suportar, não havia nada que pudessem fazer, além de vigiá-la e tentar o seu melhor para levá-la na direção certa, longe da terra de gárgulas e criaturas do mal. Infelizmente, logo após A Princesa de vidro chegar nesta terra, a crueldade dos animais ao seu redor criaram sua primeira grande rachadura em seu coração muito frágil. E, embora muitas outras criaturas menos más tentarem amar a princesa, pois ela era muito bonita e muito fácil de amar, o coração da princesa continuou a rachar até que desmoronou completamente, deixando a princesa com o coração partido para sempre. A princesa fechou os olhos pela última vez, pensando em todos os monstros que haviam sido cruéis com ela e fez seu coração quebrar. Mas, criaturas do mal, não importaram o quão demente era, nunca teria a última palavra. Os anjos, sempre por perto, desceram e levaram a princesa de vidro de volta para o céu, onde eles colocaram o seu coração quebrado novamente, para nunca mais se machucar novamente. A princesa abriu os olhos e sorriu seu sorriso bonito e riu sua bela risada. E ainda soava como os sinos de vidro tilintando como sempre estiveram. A princesa de vidro estava de volta em casa." Com suas palavras, as memórias batem de volta tão forte e rápido que quase sinto como um golpe físico. De repente estou em cima de um telhado, chorando nos braços da garota mais corajosa que já conheci e sentindo o único amor que eu já senti, o único conforto que eu já tive. Quero cair de joelhos, porque sua voz traz de volta não só a memória, mas também o sentimento desses momentos,


e meu desejo por ela salta dez vezes. Preciso dar o fora daqui. Como é que vou lidar com tudo isso? Eu me sinto intoxicado com memórias, bêbado de emoção. Evie faz o seu caminho de volta através da multidão e quando ela está falando com uma mulher mais velha, com cabelos loiros clareados e um sapato rosa quente ridículo de stripper, dou a volta na árvore e faço meu caminho para o meu carro. Enquanto estou andando, torna-se mais claro do que nunca que eu nunca vou superar Evie - um pensamento angustiante quando considero que ela pode nunca ser minha novamente. Entro no meu carro e sento ali olhando para fora do para-brisa durante vários minutos até que sinto algum retorno do equilíbrio emocional. Então pego meu telefone e ligo para a funerária e faço uma adição à lápide de Willow. “Princesa Glass" será adicionado abaixo de seu nome. Acho que Willow teria gostado disso. Diz que ela foi amada.


CAPÍTULO 4 Dr. Fox entra no meu quarto de hospital e sorri em saudação. Levanto minhas sobrancelhas para ele. Ele não deveria vir aqui até quinta-feira e é só terça-feira. "Ficando mais feio a cada dia, eu vejo", diz ele. "Feio é apenas um estado da alma, meu velho." sorrio o meu melhor sorriso com rosto dolorido, sorriso com nariz quebrado. "Se estou ficando mais feio, você pode querer olhar para outra linha de trabalho." Ele ri e puxa uma cadeira ao lado da minha cama. Ainda tenho uma tala no meu nariz e profundos hematomas debaixo dos meus olhos, e dentro da minha boca dói como uma cadela, de onde entraram para fazer mais trabalhos de reparação na minha bochecha e meu queixo. E tenho outra cirurgia agendada para o próximo mês. Mas meus braços estão fora do gesso, graças a Cristo. Posso pelo menos escovar meus próprios malditos dentes. Minha perna vai estar em um gesso por mais um mês e minhas costelas ainda precisam de algum tempo de cura, e então poderei começar alguma fisioterapia. Não posso esperar. Posso sentir a minha força, crescendo e murchando a cada dia. Eu teria sido enviado para a clínica de reabilitação por agora, se a placa na minha perna não tivesse ficado infectada. Todo o calvário está estendendo minha estadia, mas eu realmente não me importo. Pela primeira vez em oito anos, sinto que estou reivindicando de volta uma parte de quem sou e se analisar a vida por um tempo me ajuda a fazer isso, então talvez não seja uma coisa ruim. "Aconteceu algo com a quinta-feira e então pensei que passaria hoje por 20 minutos ou mais se você estiver livre", diz o doutor. Levanto uma sobrancelha. "Estou muito livre, tipo ... o tempo todo, Doutor." "Certo". Ele ri novamente. "Então acho que a melhor pergunta é, sente vontade de falar?" "Sim, com certeza. Na verdade, estive pensando sobre o que falamos pela última vez. Sobre eu colocar Evie em um pedestal na minha mente. Estive pensando sobre se é esse o caso ou não e acho que cheguei a conclusão de que, sim, de certa forma eu sempre fiz e faço agora. Mas acho que o meu raciocínio por trás disso é válido e por isso não sei se é um "pedestal" tanto quanto ela só merece o respeito. Sempre fiz. " "Ok, mas você fala sobre quem ela é no tempo presente, tanto quanto passado e você não tem visto a menina por oito anos." Suspiro. "Sim, eu sei. Talvez seja uma ilusão ... talvez seja apenas um pressentimento. Eu não sei." "Bem, diga-me o que você está pensando." Reuni os meus pensamentos por um minuto antes de falar. "Você tem alguma ideia de como é corajoso continuar manter seu coração livre e aberto, continuar sensível, quando você já experimentou o tipo de vida que eu e Evie experimentamos? Quando você está cercado de abutres, você sabe quanta


coragem é preciso para sair todos os dias com um coração sensível maduro para a colheita? Para continuar a amar? Merda, a coisa mais fácil a fazer é tornar-se duro. É o caminho que segui. É o caminho que a maioria das crianças com quem eu cresci foi. Quero dizer, como ela fez isso? Eu só ... Eu sempre me senti tão orgulhoso dela por isso. E assim mortalmente protetor. " Eu ri uma risada sem humor. Dr. Fox me estuda por um minuto. "É sempre mais fácil construir paredes. Você está certo sobre isso. E sim, é notável que ela seja capaz de manter a sensibilidade como ela fez, e espero que ainda seja o caso. Mas o que eu quis dizer quando falei que você manteve Evie em um pedestal é que você parece estar sob a impressão de que você não era digno dela." "Porque eu NÃO era digno dela. " "Se você confiava tanto nela, ela não deveria ser a única qualificada para decidir isso? " Considero isso por um minuto, perguntando pela milésima vez, o que ela via em mim? Todos aqueles anos atrás, mostrei-lhe o meu verdadeiro eu mais ainda do que já havia mostrado a ninguém. Mais do que mostrei a ninguém até este minuto. Nunca me segurei com Evie, porque ela me fazia sentir seguro de uma forma que ninguém na minha vida já fez. Eu ANSIAVA aquilo. E ela nunca se afastou. Nem uma vez. "Eu não sei. Vou ter que pensar sobre isso". Suspiro e corro a mão pelo meu cabelo curto. Eles tiveram que raspá-lo para fechar o corte em cima da parte de trás do meu couro cabeludo e está finalmente crescendo. "Jake", diz ele, e levanto meus olhos para o rosto dele. O primeiro dia que ele voltou ao meu quarto para conversar, ele me perguntou como eu preferia ser chamado. Expliquei porque eu comecei a usar Jake, e embora eu pensasse que poderia estar pronto para ter alguém me chamar de Leo, percebi que eu não estava. Ainda. Aquela palavra de duas sílabas uma emoção que tanto era um alívio, quanto era doloroso. Ouvir meu nome verdadeiro, mesmo na minha própria cabeça, me fazia sentir como voltando para casa. Mas não sei como tenho que voltar para casa. Está tão confuso. Tenho tanta coisa para classificar. Talvez eu vá limpar a minha agenda para que eu possa conseguir isso. Eu sou hilário, mesmo na minha própria mente. O Doutor continua. "O que me preocupa é que você está colocando toda a sua autoestima nas mãos de uma só pessoa. Evie amava você. Não parece mesmo que você duvide disso. Nenhum de nós podemos saber como sua vida parece agora e, se ela estará disposta ou não a deixar você voltar, a qualquer título. Mas isso não pode ser o que define você, filho. Isso não pode ser o que faz você se valorizar. Isso tem que estar lá, com ou sem Evie. Porque mesmo que ela esteja em lugar de te aceitar de volta em sua vida, e mesmo que ela esteja disposta a fazer isso, você deve a ela ser um homem completo quando você pedir a ela para se lançar. Você deve isso não só para ela, mas para si mesmo. " "Isso é um monte de merda melosa, Doutor. Pensei ter dito que não estava pronto para isso." Estou apenas parcialmente brincando. Ele ri baixinho. "Tudo bem, então vamos para a parte do nosso programa de honestidade brutal. Você precisa de um banho, como, há três semanas. "


Eu rir em voz alta. "Sim, tente sentar sua bunda em uma cama de hospital por três meses. Você pode não sentir o cheiro tão fresco como uma margarida também. " Ele sorri, as rugas de seus olhos enrugando." Será que eles não têm enfermeiras bonitas para dar banhos de esponja mais?" Eu ri. Mas não disse a ele que, na minha mente, estou caminhando de volta para Evie. Só posso rezar para que ela me deixe voltar para sua vida. Mas, independentemente, permitir que outras mulheres me toquem é algo que eu fazia para anestesiar a minha própria dor. Não quero ser esse homem. "Então, você tem um encontro quente na quinta-feira ou o quê?" "Não, na verdade estou ajudando um velho colega de trabalho com um projeto que ele está trabalhando. Você pode ficar surpreso ao saber que eu costumava trabalhar com os computadores quando era mais jovem. Era bom nisso também. Ainda faço uma base de consultoria, aqui e ali. " "Isso é surpreendente. Como você vai de computadores à psicologia? " "Decidi que os computadores são muito previsíveis. Gosto mais de pessoas. Eles mantêm você adivinhando." Ele pisca. Dou risada. "Homem, isso faz um de nós. É exatamente por isso que não gosto de pessoas. " "Ah, não, filho. A complexidade do coração humano é algo a ser admirado. Se as pessoas sempre agissem de uma forma previsível, determinado exclusivamente por um conjunto de dados, você e Evie teriam sido pessoas muito diferentes. Respeite o mistério. " "Hey Doutor, alguém já mencionou que você tem uma tendência a soar como um biscoito da sorte? " Ele ri alto e se levanta para ir embora. "Te vejo na próxima semana, meu filho. " "Até lá, Confúcio ".


CAPÍTULO 5 Tenho que me parabenizar. Eu poderia ser um maldito de um bom investigador particular. Tenho acompanhado Evie por uma semana e meia agora e ela não tem ideia. Tenho mesmo chegado muito perto um par de vezes. Não perto o suficiente, mas ainda muito perto. Hoje, estou seguindo-a enquanto está indo para casa da biblioteca, onde ela só passou uma hora. Então ela é ainda uma ávida leitora. Tenho que sorrir para mim. Ela sempre teve a cabeça enterrada em um romance quando éramos crianças. Ela praticamente pulava para a escola no dia da biblioteca. Ela costumava tentar me contar sobre as histórias que lia e eu só podia rir de seu entusiasmo. Ela falava sobre os personagens como se fossem pessoas reais. As histórias próprias de Evie sempre foram as minhas favoritas, porque cada uma delas era colorida com amor. E uma vez que elas eram não-escritas e improvisadas, feitas no local, você podia contar com o fato de que elas diziam a verdade sobre o que ela sentia por você. E havia sempre beleza na forma de Evie ver nosso fodido pequeno mundo. Ela me fez acreditar também. Deus sinto falta disso. Era ... era a esperança, isso é o que era. Pretendo falar no meu celular quando ando no outro lado da rua, alguns metros atrás dela. Vejo quando ela acelera e anda para a direita após o seu prédio de apartamentos. Mas que diabos? Ela circula o canto no final do seu bloco e eu não posso mais vê-la mais tempo quando seu bloco de apartamentos alcança todo o caminho até o canto e bloqueia a vista da rua que ela está ligada. Espero que alguns carros passem pela rua e, em seguida, atravesso atrás deles, pegando meu ritmo ligeiramente. Paro na esquina e olho ao redor do prédio. Quando não a vejo, viro a esquina e ando no meio do bloco. Ela está completamente desaparecida. "É falta de educação perseguir estranhos"! Puxo a respiração e giro em torno da voz feminina e lá está ela, Evie, de pé bem na minha frente. "Jesus! Você me assustou pra caramba"! Eu expiro. Puta que pariu! "Eu assustei você"? diz ela, olhando para mim. Deus, ela é incrivelmente bonita. Eu quase caio de joelhos direito na sua frente. Chega idiota. Ela já pensa que você é algum tipo de perseguidor demente, que, chegou a pensar nisso, você é. Merda. "Você é o único a me seguir como uma trepadeira," ela diz, inclinando a cabeça para o lado. "A propósito, o ponto é, se você está perseguindo alguém, você deve tentar ser um pouco menos óbvio sobre isso. Por exemplo, " ela varre a mão em minha direção, indicando tudo de mim. " Em pé no meio da rua, olhando estupidamente para sua vítima tende a ser uma delação." Ela estreita seus olhos. Ouço o que ela está dizendo, registrando metade disso, observando seus lábios se moverem e sabendo que estou esperado para responder, em algum momento, mas o sangue correndo pelo meu cérebro está fazendo tudo, exceto ela parecer distante. Meus pensamentos estão todos misturados e minha pele parece irritadiça.


Caralho, não estou pronto para isso. Fico olhando para ela por alguns segundos, tentando desesperadamente me recompor. Ela não me reconhece. Graças a Deus. Porra! Não, isso é bom. Não, isso é ruim, muito, muito ruim. Ela põe as mãos nos quadris e os meus olhos seguem seus movimentos. "Não se desespere. Tenho certeza que com um pouco de estudo, você poderia se sair melhor. Pode haver um vídeo instrutivo ou algo que você pudesse pegar ... talvez um livro sobre o assunto, Espionagem para Idiotas?" ela levanta uma fina sobrancelha arqueada. Suas palavras se registram e percebo que ela está zombando de mim. Eu mereço isso, obviamente. Também percebo que ela provavelmente sabia que eu estava seguindo ela há algum tempo. Eu realmente, realmente pensei que estava sendo discreto. Isto me parece engraçado e começo a rir. "Bem, santo inferno, você realmente é uma coisa, não é você? " Eu amo isso no entanto. Adoro que ela esteja mal-humorada e engraçada. E ser capaz de rir de mim mesmo parece bom. Vejo seus olhos se arregalaram ligeiramente e os seus lábios se separam quando ela olha para mim, sem dizer uma palavra. Estou desesperado para saber o que ela está pensando. Ela está me avaliando, mas não há um olhar de reconhecimento em seus olhos. Ela definitivamente não sabe quem eu sou. Sabia que havia uma chance dela não reconhecer. Pareço diferente do que eu parecia quando tinha quinze anos. Muito diferente. Mas, ainda assim, alguma coisa dentro de mim morre silenciosamente e luto por mim mesmo contra a dor. Depois de um minuto, ela diz baixinho: "Ok, bem, o show acabou. Por que você está me seguindo"? Meu sangue corre frio. Preciso de tempo. Preciso pensar. Corro a mão pelo meu cabelo, comprando um minuto e olho para ela. "Tenho sido tão óbvio, né"? Dou um passo em direção a ela e ela dá um passo para trás. "Não vou te machucar" digo. Ela não responde. Mas esse pequeno movimento é tudo o que preciso. É isso. Esse movimento me atinge como água gelada, medo deslizando pela minha barriga. Vou fazer de tudo para impedi-la de se afastar de mim. "Sim, você tem sido TÃO óbvio. Chega de jogos. Quero saber por que você está me seguindo". Faço uma pausa por um breve segundo, o pânico correndo pelas minhas veias, mas antes que eu possa realmente pensar sobre isso, as palavras: "Eu conhecia Leo. Ele me pediu para verificar em você" derramam dos meus lábios. Eu minto. E agora não há como voltar atrás.

Vejo como os olhos dela se exaltam e ela ignora ligeiramente de volta e depois congela. "O quê"? , diz ela, com a voz quebrada. Mas então vejo ela imediatamente encolher. Ela está descontente com sua própria reação. Não tenho certeza do que fazer com isso. "O que você quer dizer com, você conhecia Leo?", ela pergunta, suas palavras fortes, mesmo agora. Ela se reuniu a partir de sua reação inicial. Não sei se isso significa que seu primeiro sentimento foi de nada mais do que surpresa, e ela foi capaz de livrar-se rapidamente disso? Ou se sua reação era algo


mais forte do que isso e ela não quer que eu saiba. Estou fora de equilíbrio, as emoções batendo em mim muito rapidamente para examinar, a sensação que acabei de sentir uma falha épica estão a frente na minha mente. Porra, Porra, Porra. Posso congelar o tempo e tomar um minuto? Ela se vira e caminha até alguns degraus da varanda diretamente atrás dela e se senta. Ela respira fundo e repete a pergunta: "O que você quer dizer que você conhecia Leo?" Sento-me e viro em direção a ela, apoiando os cotovelos nos joelhos. Seu rosto está em branco e ela está olhando um pouco além de mim, para o espaço. Jesus, isso parece além da merda. Agora vou ter que expandir sobre minha mentira e pareço como um fodido babaca. Mas a minha outra opção é expandir a verdade, incluindo Lauren, e não, não estou pronto para isso. Sei em meu coração que se eu não estava pronto para dizer a Evie a verdade, o certo teria sido ir embora, uma vez eu vi que ela estava bem. Mas o pensamento de me afastar dela novamente é insondável para mim, mesmo agora que me meti nessa porra de bagunça. Falo devagar, escolhendo as palavras com cuidado, tentando manter minha mentira tão simples quanto possível. "Leo morreu em um acidente de carro no ano passado. Éramos amigos, companheiros de equipe na escola. Todos nós pensamos que ele poderia melhorar em alguns dias, mas ele não fez. Nós o visitamos ele juntos e ele me puxou de lado e me contou um pouco sobre você. Ele me fez prometer que verificaria você para ter certeza de que você estava bem, que estava em um bom lugar, feliz. Ele sabia que eu estava me mudando pra cá para trabalhar para a empresa do meu pai, e que seria fácil checar você pessoalmente". Ela fica em silêncio por um minuto antes de responder francamente, "Entendo. O que exatamente Leo disse sobre mim"? Não só estou me odiando por estar aqui mentindo, mas também pelo fato de que ela parece um pouco indiferente ao fato de que eu disse a ela que morri está jogando estragos graves com meu coração. Estou tendo um tempo difícil focando exclusivamente nela embora e não nos meus sentimentos de pesar sobre a minha desonestidade, por isso a minha compreensão poderia ser cancelada. "Só que, assim que ele te viu no orfanato ele sabia que você era especial para ele. Ele disse que perdeu o contato, mas ele sempre se perguntou sobre como sua vida acabou. Isso é realmente tudo ". Vejo seu rosto mexer muito pouco e sei que foi uma droga de coisa a dizer. Como me sentiria se alguém me dissesse que Evie casualmente perguntou como minha vida tinha acabado, mas não o suficiente para se incomodar nunca me contatando ela mesma? Estou caminhando através de um rio de merda da minha própria autoria. Mas é isso ou dizer a verdade e vê-la se afastar de desgosto. De qualquer forma, estou fodido. Pelo menos desta maneira, estou sentado ao lado dela em um degrau, memorizando suas belas feições de perto e respirando seu fresco muito ligeiramente perfume floral. Deus, sou um canalha egoísta. "Mudei para cá em junho, mas levei alguns meses para me instalar. Então,finalmente tive tempo para me dedicar a ser o perseguidor que tinha prometido a ele que seria.”


Dou um sorriso, esperando como o inferno para fazê-la sorrir também. Ela parece tão perdida. Ela me oferece um pequeno sorriso em troca e levanta. Salto ao lado dela. Ela limpa as mãos nas coxas vestidas do jeans e diz em voz baixa: "Eu sinto muito em ouvir sobre Leo. Isso não soa como se você soubesse muito sobre a nossa história, mas Leo é alguém que ... quebrou uma promessa para mim. Foi algo que aconteceu há muito tempo, e não penso sobre ele mais. Não havia nenhuma razão para ele enviá-lo para ver como estou. Se ele queria saber como a minha vida estava, ele deveria ter entrado em contato comigo antes ... bem antes. Ao mesmo tempo, foi bom que você manteve sua palavra para o seu amigo. Agora que você fez o seu trabalho. Aqui estou, missão comprida. Realizada. Último desejo realizado". Ela sorri um sorriso pequeno mas parece forçado. Suas palavras me estriparam e eu quase fisicamente vacilei pra traz. Sua indiferença, fingida ou não, mata. "De qualquer forma, como devo chamar o meu próprio assustador, assediador pessoal"? ela pergunta. Acho dentro de mim um sorriso, mesmo que eu ainda esteja sofrendo com suas palavras anteriores. "Jake Madsen." Assisto seu rosto de perto para qualquer sinal de reconhecimento. Não acho que já tenha mencionado o sobrenome do meu pai adotivo, mas não me lembro ao certo. Nenhum sinal de reconhecimento aparece em seu rosto. "Bem, Jake Madsen, assediador, assustador, obviamente, você já sabe que sou Evelyn Cruise. E você já sabe que me chamam de Evie". Ela estende a mão para apertar a minha e quando nos tocamos, sinto a eletricidade saltar para a vida contra nossa pele tocando. Essa mesma química que tivemos quando éramos adolescentes ainda está lá. Quero sorrir de felicidade nesta prova inegável da ligação entre nós, mas me contenho, simplesmente olhando para nossas mãos entrelaçadas, até que ela se afasta. "Tchau, Jake", diz ela, virando-se. "Evie!" Eu chamo, e ela se vira. "Você vai sentir minha falta, não é"? Estou sorrindo, porque não há maneira dela sentir minha falta não estou indo embora. Eeeee ... sugestão assustadora de música de perseguidor. Foda-se isso. Não me importo. "Você sabe, Jake, acho que eu vou." Ela sorri um pequeno sorriso e se vira e vai embora.


CAPÍTULO 6 Volto para o meu escritório e quando entro para o meu lugar no estacionamento atribuído na garagem subterrânea, percebo que nem lembro de qualquer parte do percurso. Meu cérebro está examinando sobre cada segundo da minha rodada com Evie. Parte de mim sente culpa intensa por mentir, mas parte de mim está em alta pelo tempo que passei perto dela, breve que fosse. Esperei o que pareceu ser uma vida para o momento que eu pudesse sentí-la e conhecer a sua presença na minha vida novamente. Vou ter que lhe dizer a verdade, obviamente, e, Deus eu temo isso. Apenas o pensamento disso gela o meu sangue instantaneamente. Mas se vou explicar por que nunca fiz contato com ela, preciso ter certeza de que ela se preocupa o suficiente para ficar enquanto vomito minha fodida história. E então vou ter que orar a Deus para que ela possa encontrar isso em si mesma para me perdoar. Bato minha cabeça contra o banco. Depois de alguns minutos, eu me sento e saio do meu carro. Puxo meu paletó para trás e me dirijo para dentro do elevador de vidro que me leva ao meu escritório. Paro no balcão da recepção do lobby no meu andar, sorrindo para Christine, minha recepcionista. Christine está na casa dos quarenta anos, casada e com um filho e uma filha na escola secundária. Ela e eu não nos conhecemos fora do escritório, mas posso dizer pelo jeito que ela fala sobre seu marido e seus filhos que eles são o seu mundo e que não há nada que ela não faria por eles. Ela é tudo para eles assim como eu esperava que Lauren fosse para mim quando me mudei para San Diego. "Ei, e aí", ela me cumprimenta, sorrindo de volta, colocando os cabelos ruivos no comprimento do queixo atrás da orelha. "Oi. Como está você? O que eu perdi?" "Estou ótima! Nada emocionante acontecendo por aqui. Você vai me dizer por onde você tem desaparecido tanto ultimamente ou o quê? Você tem um brilho em seus olhos há uma semana. Há uma boa história aí. Posso sentir isso" ela esfrega as mãos bem cuidadas juntas e sorri. Eu me inclino para frente no balcão acima dela e olho ao redor, como se para garantir que ninguém está por perto. Ela se inclina em direção a mim, os olhos arregalados. "Christine", abaixo a minha voz e olho em volta mais uma vez para o efeito. "Posso ter minhas mensagens"? Ela olha para mim por uma batida e, em seguida, as sobrancelhas se encaixam para baixo e ela golpeia os papéis na mão para mim. Eu rio, inclinando-me para trás para evitar levar um tapa no rosto. "Tudo bem, tenha isso à sua maneira. Não tenho tempo para ouvir a sua história chata de qualquer jeito. Preciso terminar aqui para que eu possa chegar ao jogo do Michael as cinco e meia". Rio dela pelo comentário de história chata. "Por que você não sai agora? Você estava aqui todo sábado de manhã para a reunião de Preston. Devemos-lhe algumas horas. Dessa forma, você pode tomar o seu tempo.


Ela faz uma pausa. "Você tem certeza? Isso seria realmente ótimo, porque então eu teria tempo de parar em casa e me trocar, também." "Sim. Vá". sorrio e me dirijo ao meu escritório. "Obrigado. Eu só vou arrumar aqui e vejo você amanhã ". "Ok. Oh," eu disse, parando na porta do meu escritório e me voltando para ela, "Vou chegar um pouco tarde amanhã. Tenho algo para cuidar pela manhã. Mais espionagem secreta". Pisco e entro no meu escritório, fechando a porta atrás de mim. Ouço-a resmungar. Sento-me no meu computador, examinando os relatórios que Preston me enviou, enquanto eu estava fora. Surpreendentemente, sou capaz de me concentrar neles o suficiente para fazer algumas alterações necessárias e enviar-lhe alguns e-mails com minhas sugestões. Em muitos aspectos, o dia em que fui adotado por Lauren e Phil foi o início da minha queda. Mas, ao mesmo tempo, estou constantemente ciente de como tenho sorte de ser responsável por esta empresa. Estou sinceramente apaixonado pelos negócios e admirado com o brilhantismo de Phil e o design do produto. Passo tanto tempo quanto possível, no laboratório, aprendendo exatamente como a tecnologia funciona e quais mudanças estão sendo implementadas para melhorá-la. Phil escolhia a dedo todos os seus engenheiros de chumbo e assim eu sei que eles são os melhores dos melhores. É fundamental para mim que eu dirija essa empresa bem e através do meu sucesso, prestar homenagem ao homem que queria e tentou o seu melhor para fazer direito por mim e quem eu injustamente tratei tão mal por anos e anos. É a razão de eu adiar encontrar Evie imediatamente quando cheguei ao Cincinnati. Eu precisava ter certeza de que estava tão presente mentalmente quanto possível, quando peguei a minha nova função. Sabia que uma vez que eu recebesse um olhar de Evie, minha mente estaria, pelo menos parcialmente, em outro lugar. Só de pensar sobre ela e quão perto estava, fazia estragos com as minhas emoções. Eu estava fodido de várias maneiras ao longo dos anos, mas uma coisa que tenho certeza é sobre a minha ética de trabalho. Sempre fui um trabalhador. Sempre tive boas notas na escola e sei que não sou uma pessoa preguiçosa, como o bom-para-nada, canalha, que me criou a maior parte da minha vida. Tomo uma respiração profunda quando as imagens do homem que se chamava de meu pai durante os primeiros 11 anos da minha vida giram em torno do meu cérebro. Ainda é tão difícil não ficar preso no sentimento que sua memória evoca. Ainda é tão difícil não deixar que suas palavras depreciativas sobre mim repitam no meu cérebro. Dr. Fox me trouxe até aqui, mas agora preciso fazer o trabalho diário de substituir as ideias odiosas que eu era forçado a aceitar desde o momento que pude compreender quem eu era, por algo mais positivo. É preciso diligência diariamente para não cair na armadilha da autodepreciação. Doença pode ser fatal, e autodepreciação é uma doença, também. Segredos e vergonha podem acabar com uma vida tão facilmente como as células metástase e aquisição viral. Sei que não estou me ajudando, fazendo algo que me sinto moralmente questionável, escondendo algo de Evie, mas preciso de tempo. Não muito, só um pouco. Meus pensamentos são interrompidos quando ouço uma batida leve na porta do meu escritório. "Entre", eu chamo.


Um cabeça loira espreita em torno da porta, um sorriso em seus lábios carnudos. Gwen. Merda. Se Christine ainda estivesse aqui, ela teria sabido me ligar depois de alguns minutos, com uma chamada "urgente". Droga. Por que a deixei ir mais cedo? Agora estou preso, como um rato em uma gaiola. E Gwen é o gato com fome neste cenário. Ela entra e fecha a porta atrás de si antes de se pavonear, seu corpo magro envolto em um justo vestido azul marinha. "Jake!" ela canta. Eu me levanto para cumprimentá-la e ela vem em torno da minha mesa, com os braços abertos. Eu me inclino para beijá-la no rosto, seu perfume me agredindo. Seria um cheiro agradável se ela não estivesse banhada nele. Ela vira a cabeça no último minuto então assim não posso evitar e beijo seus lábios e ela aperta meus ombros. Eu me inclino para trás, sorrindo com força e ela leva seu polegar e limpa o batom da minha boca, seus lábios franzindo enquanto ela se concentra na tarefa. Todos os músculos do meu corpo estão tensos para se afastar dela. Preciso ficar sozinho com o meu trabalho e os meus pensamentos. Não estou aqui para jogar seus jogos nesse momento e experiência passada me diz que isso é exatamente onde estou. "Oi, Gwen. Como você está"? "Melhor agora que estou aqui com você, lindo". Ela sorri, mostrando-me os dentes perfeitos, excessivamente brancos quando ela se senta na borda da minha mesa, seus seios grandes, redondos direto ao nível dos olhos. Respiro fundo e mudo a minha cadeira ligeiramente para trás e olho para ela. "Gwen, há duas cadeiras ali mesmo". Gesticulo minha cabeça na direção das cadeiras do outro lado da minha mesa. Ela me ignora, agarrando minha gravata e me puxando em sua direção. "Deus, olhe para você. Todos corporativo. Isso é sexy". Ela desliza seu sapato e coloca o pé descalço no meu colo, mexendo os dedos dos pés na minha virilha. É isso aí. Pego o pé e o removo, em seguida, mudo minha cadeira ainda mais pra traz, a minha gravata caindo de sua mão. Através de uma mandíbula apertada, e digo: "Gwen. É o suficiente". Meu sangue está fervendo. Não suporto mulheres paradas na frente. É principalmente minha questão pessoal, por razões óbvias, mas essa merda me enfurece. "A menos que você esteja aqui para algo relacionado a trabalho, você precisa sair". "Mal-humorado", diz ela, levantando-se, deslizando no seu sapato e andando em torno da minha mesa para uma das cadeiras. Ela se senta, cruza as pernas e continua, "Nós costumávamos ser amigos, Jake. O que aconteceu"? Ela faz beicinho, cruzando os braços e pondo pra fora o lábio inferior. Ela literalmente põe pra fora o lábio inferior como uma petulante de dois anos de idade. Eu quase rio. "Eu já lhe disse, Gwen, podemos ser amigos. Contanto que você mantenha seu pé, e outras partes do corpo longe da minha virilha, ficaremos muito bem". "Você costumava gostar quando eu prestava atenção à sua virilha" diz ela, levantando uma sobrancelha. "Você sabe que sou boa nisso. Porque negar a si mesmo"?


Fico olhando para ela por alguns momentos. Eu me meti nessa confusão, levando-a todos esses anos. Eu a usei para me vingar de Lauren e Phil. Toda vez que havia uma viagem patrocinada pela empresa e a família ia junto, ou o pai dela a levava com ele para negócios em San Diego, eu saía do minha maneira para me certificar de que nós fôssemos "pegos" juntos nas posições mais comprometedoras possíveis. Ela é uma das pessoas mais rasas que tive o desprazer de conhecer, mas a verdade é que ela é uma pessoa, e no fundo, talvez ela tenha sentimentos. Nunca os vi, mas há uma chance de que eles existam. "Ouça, Gwen, qualquer coisa que tínhamos já terminou há muito tempo. Muito tempo, na verdade. Estou tentando recuperar a minha vida num caminho melhor e preciso me concentrar em fazer isso, ok"? Ela estreita os olhos para mim. "Tudo bem. Fico feliz em vê-lo limpo, não me leve a mal por isso. Só sei que não vou desistir de nós". Tomo uma respiração profunda, evocando paciência. "É por isso que é realmente difícil ser seu amigo. Você entende isso? Maldito seja". Corro a mão pelo meu cabelo. Quantas vezes você tem que dizer alguma coisa a alguém? "Acalme-se, Jake. Muito bem. Você precisa de algum espaço para percorrer seus quatorze passos ou qualquer outra coisa. Entendi. Na verdade, vim aqui por uma razão específica. Tenho os bilhetes para o evento de levantamento de fundos do autismo". Ela pega um envelope de sua bolsa e o coloca na minha mesa. Ela se levanta e ventila o cabelo e faz um show para ajustar o vestido para baixo dos quadris. "Pegue-me às sete e meia?” Porra. Quase me esqueci sobre levar Gwen ao evento. Quase lhe digo que algo aconteceu e não posso ir, mas não posso fazer isso. É um benefício para o autismo, para Seth, e não há nenhuma maneira de eu estar caindo fora disso, mesmo se eu tiver que suportar Gwen por algumas horas. Vai ser em público, e haverá muitas outras pessoas da empresa lá. Deve ficar tudo bem. "Sim. Sete e meia. E Gwen? São doze passos" Ela aperta os olhos para mim, franzindo os lábios. "O que são doze passos"? "Você disse que são quatorze passos. Estou supondo que você está falando do AA, que, aliás, não estou dentro. Mas são Doze Passos". "Oh-kaaay. Se você não estiver nele, então quem se importa quantos passos existem"? Uh, muitos alcoólicos e suas famílias provavelmente importam. Pessoas que crescem em lares como o que eu cresci. "Não importa, Gwen. Vejo você sexta-feira. E Gwen? Amigos ". Ela segue pra fora, anunciando: "Tanto faz. Veja você, então"! Ela se vira para a porta e para por um segundo. "Ah, e vou vestir vermelho. Você sabe, se você quiser combinar a gravata ou algo assim". "Não vou levá-la para o baile, Gwen". Ela dá um grande sorriso e fecha a porta atrás dela.


Sem a menor ideia. Cerro os dentes. Por que tenho a sensação de que isto será doloroso?


CAPÍTULO 7 Na manhã seguinte, eu me levanto cedo e tomo banho e visto um jeans e uma camiseta de manga comprida. Preciso voltar para casa e me trocar antes de ir para o trabalho, mas depois que eu checar Evie, vou visitar Seth. Não posso ir a um cemitério vestindo um terno. Tomo uma respiração profunda. Isso não vai ser fácil. Quando estava no hospital, contatei o advogado que tinha localizado Seth para Lauren. Segurei minha respiração quando liguei para ele, na esperança dela ter mentido para mim. Podia vê-la fazer algo assim só para se vingar de mim. Mas não, ela estava dizendo a verdade. Quando ouvi as palavras, parecia que o perdi novamente. Segurei tempo suficiente para pedir a ele para descobrir onde Seth está enterrado, e então desliguei e deixei as lágrimas pelo meu irmãozinho caírem mais uma vez. Estaciono na rua, e quando chego ao prédio dela, vejo ela trancar seu apartamento através das portas de vidro da frente. Tempo perfeito. Eu me inclino contra um carro bem a frente e espero ela sair. Não posso ajudar o sorriso que se espalha por todo meu rosto. Eu me sinto tão delirantemente feliz por ela está de volta a minha vida. Sei que isso é completamente casual, praticamente sem condição neste momento. A felicidade desse pensamento é tão desgastante que ainda é para afastar o fato de que estou aqui sob falsos pretextos. O lembrete persistente de que precisa ser lidado está lá no fundo, mas a primeira linha na minha mente é Evie que está bem na minha frente. Depois de todos esses anos, ela está bem na minha frente. Ela sai e me vê e para no caminho, um olhar surpreso cintilando brevemente em seu rosto. Ela cruza os braços e inclina a cabeça para o lado enquanto seus olhos percorrem o meu corpo e, finalmente, pousa no meu rosto. "Precisa de ajuda para "encontrar o seu cachorro 'suponho"? Rio. "Estava realmente vindo só lhe oferecer alguns doutores. Está na minha van para lá. " Dou um sorrio maior. Devo parecer um fodido idiota. Seu rosto se transforma em um belo sorriso também, e juro que ouvi os anjos cantando. Adquira um controle de si mesmo, desesperado. Ela balança a cabeça e começa a andar e caio no passo ao lado dela. Da minha visão periférica, vejo ela inspirar pelo nariz e, em seguida, abrir a boca e sutilmente ingerir um sopro do meu ar. Puta merda! Ela acabou de provar o meu cheiro na boca? Sinto meu pau se contrair na minha calça. Examino relatórios de vendas na minha cabeça tentando me distrair. Não arme barraca no seu jeans andando na rua com ela. Por um minuto sinto que tenho catorze anos novamente, implorando para o meu corpo não me trair na frente de Evie, que está inconscientemente me deixando muito ligado, eu mal posso pensar em linha reta. Quero começar a sorrir de novo, porque, pela primeira vez em oito anos, o pensamento de ficar ligado parece puro e normal. A sensação de estar ligado por ela no presente evoca a memória de ser ligado por ela no passado, quando o sexo não era tudo sobre culpa e vergonha. Isso me atordoa. Eu nem sabia que poderia lembrar desse sentimento e Evie trouxe-o de volta para mim em um dia. Queria beijá-la. Pare! Não pense em beijá-la! Relatórios de vendas, planilhas Excel, gráficos de barras.


Evie quebra o silêncio momentâneo. "Você sabe, tenho certeza que existem meninas por toda a cidade que adorariam a oportunidade de serem perseguidas por você. Realmente não parece justo que você concentre toda a sua bizarrice em mim.” Sorrio. "Decidi que gosto de focalizar em você, no entanto, Evie". Ela é louca? Tanto quanto estou interessado, não há outras garotas na cidade. Ela para de andar e cruza os braços. Eu paro, e também dou uma rápida olhada nos perfeitos seios pequenos que ela está inconscientemente expondo. Equações, apresentações em PowerPoint, testes de produtos. "Olha, Jake," ela diz, olhando sério " você me pegou de surpresa, ontem, sobre uma pessoa que não tenho pensado a um longo tempo, mas estou bem. Você não precisa me verificar. Minha vida está bem. Não é emocionante, não é glamorosa. Mas tenho tudo que preciso. Eu sou, um, feliz". Corro a mão pelo meu cabelo me perguntando o motivo pelo qual sua declaração acabou soando como uma pergunta. Alojo o comentário sobre ela não pensar em mim por um longo tempo. Isso arde. "Eu só achei que você parecia um pouco chateada quando saiu ontem. E eu fiz isso com você. Só queria ter certeza de que você estava bem hoje, não em geral, mas hoje". Ela olha para mim, se recompondo. "Estava bem ontem. Não gosto de ouvir falar de alguém que encontrou um fim trágico, mesmo alguém que não conheço mais". Ela franze a testa um pouco e faz uma pausa, mas, em seguida, continua, "Mas não é nada que um pouco de sorvete não vá cuidar. É onde estou indo. Quer me seguir para o supermercado? Uma última perseguição para relembrar os velhos tempos? " Ela pisca. Apesar do fato de que suas palavras machucam e eu ter cada vez mais certeza de que ela me deixou ir a muito tempo, reanimo e rio de sua piada. Estou aqui agora. Estou aqui agora. "Não acho que é perseguição, se eu receber um convite, mas sim, eu adoraria acompanhar você até a loja". Ela olha para mim e coloca uma mão no peito, olhando para mim através de seus cílios. "Não sei se estou pronta para este salto enorme de categoria", ela brinca. "De perseguidor a acompanhante em um dia? Você acha que sou fácil"! Deus, ela é uma gracinha. "Só lidere o caminho, espertinha", digo. E então, antes mesmo de eu realmente pensar sobre isso, pego a mão dela. Toda esta situação é tão familiar e ela está trazendo sentimentos em mim que pensei que me lembrava perfeitamente, mas que percebo agora que eram apenas lembranças em preto e branco. A realidade é tão irresistível que mal consigo acompanhar tudo o que estou sentindo. É como se todos os meus sentimentos por ela estivessem em cores vivas agora e percorrendo meu corpo à velocidade da luz. Estou em casa. Ela sacode levemente e puxa a mão dela, alcançando em sua bolsa os seus óculos de sol, e em seguida coloca eles e coloca as mãos na alça da bolsa de modo que não posso alcançá-la novamente. Droga. Eu a assustei. Vá devagar.


"Então," ela diz, "O que empresa do seu pai faz"? Digo a ela um pouco sobre a minha empresa e como comecei a trabalhar com meu pai e, em seguida, me mudei para o escritório de Ohio quando começou a padecer. E porque você está aqui, Evie. Ela balança a cabeça quando nos viramos a esquina para a quadra onde a mercearia está. "Seu pai deve confiar muito em você para te dar a responsabilidade de uma tarefa tão grande assim rapidamente", diz ela. Sinto-me endurecer com suas palavras. Esse ainda é um assunto difícil para mim. "Nunca lhe dei muita razão para confiar em mim. Mas na verdade ele faleceu há quase um ano, seis meses antes de eu me mudar para cá". Ela fica quieta por uma batida e então sinto a sua pequena mão agarrar a minha e meu coração apanha quando ela sorri para mim. "Estou feliz que você tinha algo para voltar após terminar com a sua carreira de curta duração de perseguidor". Ela bate os cílios. Não posso evitar isso. Comecei a rir. Ela sempre foi muito boa em conseguir me fazer rir de mim mesmo quando eu estava em um dos meus humores e ela ainda é. Tenho saudades dela pra caramba. Quero dizer a ela seriamente, mas sei que não posso. Ainda não. Entramos na loja e pegamos um carrinho e eu a assisto descaradamente enquanto ela seleciona itens, caminhando atrás dela como um cachorrinho doente de amor. Estou bem com isso. Vários homens se demoram duas vezes quando ela anda, completamente alheia. Tenho uma visão rápida de mim mesmo combatendo eles dentro de um grande display de caixas de cereais; corações cor de rosa, luas amarelas, estrelas laranjas e trevos verdes mudando de cor, giz sob os rostos deles enquanto bato neles até o chão de azulejos. Magicamente deliciosa carnificina. Saio dessa quando voltamos para o corredor de sorvete. "Qual é o sabor que você gosta", pergunto, abrindo a porta do congelador. " Mantega de Noz Pecã ", diz ela, abrindo a porta do congelador um par a baixo de onde estou. Examino as escolhas rapidamente e puxo uma caixa de mantega de Noz Pecã, ao mesmo tempo que puxa o mesmo sabor de outra marca. "Por que esse aí"? pergunto. "Este aqui é o dobro do preço. Este tem que ser o melhor". Ergo minha escolha. Ela balança a cabeça, "Não se trata de preço, Jake. Este é o Melhor Sorvete do Mundo. Olha, é o que diz na embalagem". Ela está completamente séria. Olho entre os dois. "Evie, você sabe que eles podem dizer o que quiserem na embalagem, certo? Isso não quer dizer que seja verdade". Ela não pisca. "Você está certo. Mas você também está errado. Acho que 95 por cento do conhecimento que você é o melhor, tem tudo haver com confiança. Você pode suspeitar que seja o melhor, você pode ter esperança de ser o melhor, mas se você não tiver a coragem de proclamar você


mesmo o melhor na embalagem, e deixar seus críticos testá-lo se eles ousarem, então você provavelmente não é o maior. Quem pode resistir ao cara que realmente e sinceramente acredita em si mesmo?" Ela joga o sorvete no carrinho, volta, e começa a andar pelo corredor enquanto olho para ela. E é isso. Se não estava antes, agora estou arruinado para a vida. Irremediavelmente. Apaixonado. A menina é para mim. Sim, arruinado. Alegremente arruinado, de pé bem no meio do corredor de sorvete. Tento pagar suas compras, mas ela me olha e empurra o meu dinheiro fora. Fico irritado. Algo mudou em minha mente. Ela é minha e quero mais do que nunca cuidar dela. Mas ela é independente e sei que ela precisa que eu respeite isso. E sei que isso seria verdade se ela soubesse quem eu realmente sou ou não. Nós voltamos para seu apartamento. Estou esperando em Deus que ela me convide para entrar quando chegarmos lá. Quero passar mais tempo com ela. "Então, posso perguntar o que você quis dizer quando disse que não deu ao seu pai muita razão para confiar em você"? ela pergunta, uma ligeira carranca no rosto. Ela provavelmente está se perguntando se sou uma pessoa confiável. Quase gemo em voz alta, a culpa me inunda. Suspiro. Pelo menos posso dizer a verdade aqui. Olho pra frente quando eu digo "Eu era uma criança miserável. Era egoísta e atrapalhado e fiz tudo o que meu pai esperava que eu não fizesse. Se fosse algo autodestrutivo, eu era o primeiro da fila. Não é exatamente o sonho de qualquer pai." Ela olha para mim tristemente, mas não diz nada. Quando chegamos à porta da frente do prédio dela, ela empurra a porta com o pé e passa. Sinto minha mandíbula tensa. "Não há nenhum cadeado na porta aqui fora"? "Ah, não. Chamei o proprietário várias vezes, mas claramente, não é a sua prioridade. Está tudo bem. Este é um bairro muito seguro. Ninguém vai se adiantar e chamá-lo de O Melhor do Mundo, mas é decente.” ela brinca. Estou chateado. Isso é inaceitável. Faço uma nota mental para chamar seu senhorio na segunda quando chegar ao meu escritório. Paramos do lado de fora de sua porta e coloco suas sacolas no chão e a espero pegar as chaves. Ela não pega. "Hum, então, obrigado, Jake", diz ela em vez disso, obviamente, sem a intenção de me convidar pra entrar. Maldição. Eu realmente não posso culpá-la, embora. Sou praticamente um desconhecido, tanto quanto ela sabe. "Foi um passeio mais agradável do que esperava que fosse" Ela sorri educadamente. Ambas as nossas cabeças giram quando um grande homem negro, musculoso, provavelmente em meados dos seus quarenta anos, abre a porta do apartamento e fica lá com os braços cruzados, olhando para mim desconfiado. "Oi, Maurice". Evie sorri. "Este é Jake. Estou bem. É bom, hum, estamos bem".


Maurice continua olhando para mim como se ele estivesse considerando a possibilidade de rasgar a minha garganta com seus dentes ou as próprias mãos. Tento apaziguar a situação, colocando meu sorriso mais inocente e um passo à frente. "Maurice", eu digo. Maurice finalmente cede e aperta minha mão estendida. "Jake". Isso é bom. Esse cara parece que poderia quebrar um homem de tamanho normal ao meio e ele é obviamente o protetor de Evie. Até que eu possa assumir o cargo, Maurice será. "Ah, obrigado, Maurice. Então, vou vê-lo mais tarde"? Evie sorri. Maurice para por um minuto e, em seguida, "Certo. Estou apenas aqui dentro da porta, Evie. Se você precisar de mim, você chama, sim"? "Sim, Maurice", diz ela delicadamente. Maurice fecha a porta de seu apartamento e eu olho para trás, Evie, olhando entre ela e a porta. Ainda assim, não vou. Tudo bem, plano B. Corro a mão pelo meu cabelo declarando uma oração silenciosa que ela diga sim à minha próxima pergunta. "Tudo bem, eu entendo. Não estou convidado a entrar. Posso pelo menos ter o seu número de telefone"? Ela faz uma pausa e eu prendo a respiração. A última vez que fiquei nervoso ao pedir uma garota para sair, eu era um adolescente e era essa mesma garota. "Dê-me o seu telefone", ela finalmente diz e eu expiro, entregando a ela. Ela programa seu número e o entrega de volta. Sorrio para ela e viro para ir embora, dizendo: "Parei de perseguir você, Evie. Acabamos de elevar o nosso status de verdade." Ela não tem ideia. Ela ri e anuncia depois de mim. "Você tira toda a diversão de tudo. Você sabe disso, Jake Madsen?" Saio pela porta sorrindo como um idiota.

Leva quase uma hora para encontrar a pequena placa de metal de Seth, metade coberta com grama e folhas. Agacho e empurro a sujeira para o lado, lendo as palavras "Seth Michael McKenna, 07 de abril de 1986 a 27 de julho de 2003". Nenhum "amado" ou "nosso menino", nada para dar qualquer indicação de que ele era alguma coisa para quem quer que seja. Mas ele era alguém para mim. Minha garganta trava enquanto arranco outra folha fora que acaba flutuando para baixo da grande borda nas proximidades. Descanso os cotovelos nas coxas e digo em voz alta: "Ei, amigo." Deixo um período de silêncio por longos minutos, quase esperando ouvir sua risada, sua doutore voz dizendo: "Weeeo". "Sinto muito que levei tanto tempo para chegar aqui. Falo com você um monte, tenho um sentimento de que você me ouve. Mas eu devia ter vindo aqui. Vendo onde você está, isso parece tão ... real, eu


acho". Olho para baixo em sua placa por alguns minutos antes de ir em frente. "Sinto muito, amigo. Espero que onde quer que você esteja que você possa encontrar no seu coração perdão pra mim". Faço uma pausa, encontrando a mim mesmo. "Você deve ter se perguntado onde eu estava, todos esses anos. Você deve ter se perguntado o que você fez de errado. Toda a sua vida, você deve ter se perguntado o que você fez de errado. E eu não estava lá para lhe dizer que você fez tudo certo. Amigo, com o que lhe foi dado, você fez tudo certo. E eu nunca mais voltei para você. E tenho que viver com isso. Mas você tinha que viver com isso também, e isso deve ter confundido você e te machucado." Lágrimas estão deslizando pelo meu rosto agora, mas eu as deixo cair porque Seth merece cada um delas. Foda-se meu orgulho. Suspiro e me recolho um pouco, arrancando a grama. "Lembre-se quando o pai chegou em casa naquele momento exageradamente bêbado e eu e a mãe estávamos tão malditamente tensos, pisando em ovos? E ele virou-se e você começou a imita-lo por balançar ao redor e olhando de soslaio"? Eu ri em voz alta na memória. "A mãe pensou que você estava apenas sendo você, ela estava muito envolvida em seu próprio mundo para perceber quem você era. Mas eu vi o que você estava fazendo e rachei de tanto rir em voz alta. O pai me bateu porque ele pensou que eu estava tirando sarro dele, o que eu estava, na verdade. Mas, porra, Seth, valeu a pena, porque estávamos na brincadeira juntos e isso foi foda. Nós nos conectamos e esses foram os momentos que vivi com você. Fiquei com aquele olho preto em torno de duas semanas, com orgulho. Espero que você leve alguns momentos como esse com você também. Espero que você saiba que te procurei. E espero que você saiba que eu precisava de você também, amigo". Sento arrancando a grama, deixando as memórias me inundarem, deixando o passado, apesar do fato de que dói. Dói malditamente demais. "Qual era aquela canção estúpida que você usava para me pedir toda noite? Baa Baa Black Sheep? Lembra disso? Juro que cantei essa música maldita cinquenta mil vezes." Rio, mas depois faço uma careta com a dor que a memória traz. "Cantaria cinquenta mil vezas mais, amigo, se eu pudesse ter você de volta. Espero que você saiba disso." Paro por alguns minutos, imaginando o rosto do meu irmãozinho, o seu sorriso, ouço sua voz na minha cabeça. Então recito muito, muito calmamente, "Baa, baa, ovelha negra, você tem lã? Sim, senhor, sim senhor, três sacos cheios. Um para meu mestre, um para a minha dama, e uma para o menino que vive abaixo da pista. Baa, baa, ovelha negra, tem todas as lãs? Sim, senhor, sim senhor, três sacos cheios. Um para meu mestre, um para a minha dama, e uma para o menino que vive abaixo da pista". Ajoelho na grama e agora coloco minhas mãos sobre o metal frio, traçando cada letra do seu nome e as datas da sua curta vida. "Você era importante, Seth. Neste mundo, você foi importante. Eu me importava com você. Você sempre será importante. Eu te amo amigo. Quero que você saiba disso. Você era importante". Então me levanto e ando devagar de volta para o meu carro.


CAPÍTULO 8 Chego ao escritório, um pouco antes do meio-dia e sento no meu carro na garagem por dez minutos buscando força. Tem sido uma longa, montanha-russa emocional nessa manhã. Coloco minha cabeça em minhas mãos, massageando minhas têmporas, mesmo não tendo uma dor de cabeça. Ainda. Fiquei tão feliz quando saí da Evie, mas agora estou confuso. Visitar Seth foi difícil e agora só quero ligar para Evie e dizer-lhe sobre isso. Mas, claro, não posso fazer isso. Faz oito anos, mas de alguma maneira, sinto como se não tivesse sido tanto tempo assim. Eu me pergunto se ela sente um nível de conforto comigo, também, se ela está tendo dificuldade em explicar para si mesma. Quando saio do elevador no meu andar, Preston está andando pelo corredor em direção a mim. Preston era o parceiro de negócios do meu pai adotivo, Phil, e está com ele praticamente desde o início, quando a empresa era apenas uma companhia iniciante. Ele é extremamente inteligente e um versátil cara bom. Sei que meu pai confiava nele implicitamente e respeito ele pra caralho. Mesmo que Phil fosse um cara da engenharia, assim como Preston, Phil também tinha realmente um grande talento para os negócios, e assim, quando ele se mudou para San Diego para abrir um escritório lá, o escritório Ohio sofreu. É no que tenho trabalhado tão duro para reverter como o novo CEO e acho que fizemos algumas melhorias importantes. Estamos agora operando em terra firme. "Jake!" ele me cumprimenta. Preston se parece com o engenheiro máximo, magro e nerd com óculos de lentes grossas e um aspecto amarrotado perpétuo, como se ele dormisse em sua mesa. Inferno, tanto quanto sei, ele dorme. Talvez seja assim que ele parece fazer uma quantidade desumana de trabalho. "Estava indo ver se você tinha um minuto para examinar alguns destes projetos que consegui na engenharia." Ele estende uma pasta.. "Hey, Preston. Sim, é claro. Venha para o meu escritório". Caminhamos em direção ao meu escritório e ele espera que eu pare e cumprimente Christine e pegue minhas mensagens com ela. "Você vai amar isso. Os caras acertaram com parque do novo revestimento", diz Preston. Sentamo-nos à mesa para quatro pessoas no meu escritório e examinamos todos os projetos, discutindo nossas preferências e os detalhes dos esquemas. Concentro-me facilmente no trabalho a nossa frente, atraído pela emoção e paixão na voz de Preston. Nós não concordamos em tudo a nossa frente, mas vamos discutir nossas diferenças facilmente e, no final, o convenço a dar uma chance na preferência do meu projeto. Ele está certo, os engenheiros acertaram com o parque. Quando ele levanta, agarra meu ombro e sorri, dizendo: "Você me faz lembrar muito seu pai quando era um homem jovem, Jake. Ele sempre teve um talento especial para me convencer a ficar do lado dele. E ele estava quase sempre certo." Ele ri. Ele se vira para ir embora, mas quando chega à porta, ele para e se vira para mim. "Espero que você não se ofenda quando nós o chamamos 'O Garoto'." Ele sorri. "Sei que nós brincamos sobre isso, mas


com toda honestidade, você se manteve desde o dia que assumiu aqui e estamos todos muito impressionados. Conhecia seu pai há mais de 30 anos e trabalhei mais de perto com ele do que ninguém. Jake, sei que ele ficaria orgulhoso de você, também". Ele não me deu tempo para responder, virou e fechou a porta suavemente atrás dele. Fico imóvel por vários minutos. Finalmente, me levanto e reúno minha papelada . Observo a mim mesmo no espelho na parede sobre um aparador. É só então que percebo que estou sorrindo.

Mais tarde naquela noite, estou sob a corrente de água quente, deixando que o vapor do chuveiro relaxe o meus músculos cansados. Parei na academia depois do trabalho e funcionou até que meu corpo estava gasto e minha mente inquieta estava finalmente acalmada, pelo menos temporariamente. Quando a água cai sobre o meu corpo cansado, minha mente vai para Evie e me pergunto o que ela está fazendo hoje. Gostaria de ter o direito de saber. Gostaria de ter o direito de ligar pra ela e dizer que a quero comigo esta noite. Apoio uma mão no azulejo na minha frente enquanto e com a minha outra mão na minha cabeça, enxaguo o xampu do meu cabelo. Então apoio as duas mãos na parede e fico com a minha cabeça diretamente sob o jato, fantasiando sobre como seria se Evie aparecesse na minha porta ... dar o beijo de olá, levá-la para a minha cama. Sinto minha virilha pulsar. Minha mão viaja para baixo e aperto a mim mesmo. De repente, estou dolorosamente duro e seguro um gemido quando me derramo lentamente. Prazer, intenso e quente, dispara através do meu corpo. Eu me imagino tirando as roupas de Evie , uma peça de cada vez e bebendo de cada centímetro do seu pequeno corpo perfeito. Eu me pergunto como seria nua, de que cor são seus mamilos, que sabor eles tem. Doutore, tenho certeza. Tão doutore quanto sua boca era quando a beijei no nosso telhado todos aqueles anos atrás. Costumava pensar nela nua constantemente quando era adolescente, mas não tenho me permitido desde então. Era muito doloroso, porque sabia que eu nunca a teria. Mas agora ... a mera possibilidade faz o sangue ferver nas minhas veias. Finjo que a água correndo pelas minhas costas são as mãos de Evie me acalmando, me acariciando. Finjo que a minha mão é a dela, alcançando em torno de mim pelas costas para me acariciar, para cima e para baixo, a mãozinha acelerando enquanto salpicos de água sobre nós dois. Gemo em voz alta. Seus seios são pressionados contra as minhas costas, seu corpo liso com a água chovendo sobre nós dois. Ela esfrega-os contra mim, gemendo no atrito de seu seixo contra a minha pele. O som da água corrente mistura-se com os nossos gemidos fundidos. "Porra, baby isso é tão bom. Ela desliza em torno de mim e vai para baixo nos seus joelhos, levando-me em sua pequena boca quente. Vejo como ela move a cabeça, chupando e lambendo, a água lubrificando meu pau para que ela deslize para cima e para baixo sem esforço. "Oh baby, porra, não pare ", cerro fora. Ela geme, acelerando quando passo minhas mãos sobre seu cabelo molhado. Porra, isso parece tão incrível. Sinto minhas bolas se erguerem firmemente, meu orgasmo rodopiando pela minha barriga.


"Vou gozar, baby ", sufoco. Ela recua, apertando o punho quando gozo mais forte do que já gozei minha vida. Sua mão continua a me ordenhar lentamente enquanto gozo. Puta merda. Limpo o sêmen da parede a minha frente com a minha mão e me ensaboo mais uma vez antes de ficar sob o jato por mais alguns minutos. Rio baixinho. Puta merda, se gozo forte apenas fantasiando com ela, o que vai acontecer comigo se eu realmente a tiver? Eu me enxugo e desabo na minha cama. Fico maravilhado com o que acaba de acontecer. Sexo, mesmo por mim, nunca foi mais do que uma liberação para mim. Não posso dizer honestamente que sempre gostei completamente porque as emoções que o rodeiam têm sido sempre tão negativas para mim. Nunca me permiti desfrutar plenamente. Era sempre um meio para um fim para mim – o que quer que fosse para fins entorpecentes, para provar a Lauren que ela não me possuía, ou por um lançamento físico, nunca foi, jamais uma experiência gratificante. Nem sequer reconheci isso que até este momento. Pela primeira vez desde que me mudei para San Diego, tive uma boa experiência sexual e foi bater punheta na minha porra de chuveiro por uma fantasia com Evie. Puta merda.


CAPÍTULO 9 Passo sem expressão através dos canais de televisão instalada na parede na minha frente, não encontrando nada de interesse. Desligo e ajusto o controle remoto sobre a mesa ao meu lado, enquanto a porta da sala oscila para abrir. Viro minha cabeça, minhas sobrancelhas tirando-se imediatamente. É a fodida da Lauren. Mas que diabos? As enfermeiras sabem que ela está na lista "não permitida" de visitantes. Ela deve ter se infiltrado por eles de alguma forma. Pego o botão de chamada, mas Lauren o moveram de lugar deixando fora do meu alcance. Ela se senta, pegando minhas mãos e dizendo: "Jake, pare. Eu só quero um minuto. Por favor. Você sabe o que venho passando, não ser capaz de vê-lo? Não ser capaz de consolá-lo? Eu amo você, querido." "Você não me ama", cuspo. "O que você sente por mim não é amor. Nunca foi. É sexo. Sexo que era errado e sujo e manipulador e arruinou minha vida, porra. E terminou com a vida de Phil, também. Lembra-se dele, Lauren? Seu marido? Você precisa sair daqui." Ela faz uma pausa, em seguida, se inclina tentando mover um pedaço de cabelo da minha testa, afasto sua mão. "Não." "Oh, Jake, é claro que penso em Phil. Mas isso não foi culpa nossa. Ele nunca cuidou muito bem de si mesmo... sempre trabalhando." Ela faz uma pausa, estudando as unhas. "Seria melhor que ele descobrisse sobre nós. Deveríamos ter dito a ele anos atrás ... o que temos, o que sempre tivemos, não é errado ou sujo. Você só precisa superar sua culpa e você vai perceber isso. Você não tem nada para se sentir culpado. Nós nos apaixonamos. Não há nada para se envergonhar." Estou olhando para ela, meus olhos se estreitaram. Jesus, ela vive em seu próprio mundo. "Lauren, você é delirante. Nunca me apaixonei por você. Você deveria ser uma mãe para mim. Quanto mais cedo você meter na cabeça que eu nunca te amei, mais fácil será para nós dois. Isto não é produtivo. Você precisa sair. Se você não vai me der o botão de chamada, vou começar a gritar. Você precisa me ouvir pela primeira vez em sua vida egoísta." Ela fica tranquila por um minuto, depois balança a cabeça. "Não, você não sabe o que você está dizendo. Eles colocaram em você muita medicação. Você não está pensando direito. Uma vez mais entre nós e você se lembrará por que nós pertencemos um ao outro. Lembre-se, Jake? Aqueles noites em seu quarto..." Sinto-me desligar agora. "Eu costumava esgueirar-me para o seu armário de bebidas e depois fazer quatro doses de bourbon apenas para que eu pudesse voltar a dormir, Lauren. O que quer isso dizer?" Eu tinha feito isso em vez da alternativa, que era chorar como uma cadela, confusa e horrorizada com a traição de meu corpo. Ela ri. "Estava pensando em você, também. Erai difícil para eu dormir, também, querido." Não foi isso que eu quis dizer, mas ela é muito egocêntrica para perceber isso. Faço uma pausa por


apenas um segundo. "MISSY! SUSAN!" grito no topo dos meus pulmões para as enfermeiras que estão de plantão agora enquanto Lauren se assusta na minha súbita voz, crescendo. Odeio me sentir impotente na presença de uma mulher, chamando minhas enfermeiras como se eu fosse uma criança. Mas me recuso a gastar mais um segundo com ela, especialmente quando estou, incapaz de me mover, como uma mosca em sua teia de aranha. "Oh pare, Jake. Bem, eu vou embora." Ela se levanta, mas em vez de recuar, ela se inclina para frente e planta sua boca na minha, lambendo meus lábios fechados, tentando ganhar a entrada. Antes que eu possa fazer um movimento, a porta se abre e Missy e Dr. Fox ficam ali olhando para nós. Lauren dá passos para trás, limpando a boca e sorri brilhantemente para mim. "Não se esqueça de me colocar de volta na lista de visitantes, Jake. Estarei de volta em breve." Então ela sai, deixando nós três olhando para ela. Missy vem até mim e me pergunta se estou bem, os olhos desviando para longe do meu quando olho para ela. Obviamente, ela viu a minha "mãe" tentando fazer comigo na minha cama de hospital. Jesus. Cerro os dentes em humilhação e vergonha. "Não sei como ela conseguiu passar por nós, Jake. Estávamos bem sentados na recepção. Sinto muito", diz ela em voz baixa. "Não é culpa sua, Missy", digo. Quando uma mulher quer alguma coisa, ela usa todos os meios necessários. Missy checa meus sinais e depois me diz que ela vai voltar a verificar em algumas horas, saindo e fechando a porta atrás dela. Dr. Fox não se moveu do lugar perto da porta. Ele está franzindo a testa para mim quando se aproxima e senta-se na cadeira ao lado da minha cama. "Hey Doutor, você se importa se nós reagendarmos? Não estou sentindo bem de verdade para falar agora." "Parece-me que este pode ser um bom momento para falar", disse ele suavemente. Balancei minha cabeça. "Não, na verdade. Não estou pronto para isso. Além disso, não estou me sentindo muito bem. Preciso dormir. Tenho outra cirurgia marcada para amanhã de manhã..." Ele fica quieto por um momento, franzindo os lábios. "Tudo bem, filho." Ele põe a mão no meu ombro e recuo ligeiramente. Ele a remove e olha para mim por um momento antes de se afastar. "Vou verificar você amanhã à tarde após a cirurgia. Podemos reagendar uma sessão para o início da próxima semana, ok? Mas você me chama, se você quiser falar mais cedo do que isso." Concordo com a cabeça, sem expressão alguma. Estou tão malditamente cansado. Quero ficar sozinho. Eu quero dormir. Ele caminha até a porta e olha para mim uma última vez. Ele olha como se ele estivesse lutando consigo mesmo sobre alguma coisa. Quando ele fecha a porta atrás dele, ouço uma voz familiar no corredor. Preston. Ele disse que iria me


visitar esta semana, quando estivesse na cidade para algumas reuniões no escritório de San Diego. Fui aos poucos tentando voltar ao trabalho, participando de algumas chamadas de conferência e passando por cima de relatórios no meu laptop. Tenho tanta coisa para fazer até ter velocidade o suficiente para começar a gerenciar as coisas em Cincinnati. Mas não posso nem pensar nisso agora. Eu me sinto oprimido, fraco, nauseado. As vozes se arrastam para longe pelo corredor, cada vez mais silenciosas. Dr. Fox deve ter dito a ele que não estava bem. Graças a Deus. Não estou. Fecho meus olhos, deixando a depressão que a presença de Lauren sempre evoca me lavar. E caio em um sono inquieto.


CAPÍTULO 10 Assim que eu consegui uma pausa no trabalho no dia seguinte, ligo para Evie. Preciso vê-la. Sinto uma enorme necessidade de ouvir a voz dela, só para me lembrar que isto não é um sonho. Ela está de volta na minha vida. Ela não atende e por isso mando uma mensagem de texto. Assim que estou indo para uma reunião do conselho, meu telefone toca e vejo que é ela. Paro de andar e passo para o lado do corredor fora da sala de conferência. "Evie". "Oi, Jake", diz ela, parecendo um pouco insegura. Exalo. Deus, só de ouvir a voz dela me sinto tão bem. "Olha, estou correndo para uma reunião, então só posso falar por um minuto, mas eu gostaria de levála para jantar hoje à noite." "Oh," ela diz, parecendo surpresa. "Hum, eu-" "Evie, é uma questão sim ou sim", digo brincando. Ouço o sorriso em sua voz quando ela diz: "Eu-. Sim, isso vai dar certo" Graças a Deus. Sorrio. "Ótimo. Vou buscá-la às sete." "Hum-" "Vejo você hoje à noite, Evie", digo, pendurando-me rapidamente, não dando a ela um segundo para desistir. Todo mundo olha para mim com curiosidade quando entro na sala de conferência. Percebo que tenho um sorriso estúpido na cara e mudo minha expressão. Concentre-se! Mas, isso é real? Será que eu realmente disse, "Vejo você hoje à noite, Evie?" É preciso esforço para não sorrir durante todo o encontro. Saio do trabalho às cinco e sigo para a academia para um treino rápido. Tomo banho e me visto às seis e meia. Sei que é muito cedo para sair, mas, apesar do exercício reforçado, estou tão impaciente. Estou andando no chão do meu apartamento. Foda-se. Vou chegar cedo, mas não me importo. Estou muito ansioso para ver Evie e percebo isso, mas não pretendo esconder dela o fato de que a desejo. Neste ponto, acho que sou provavelmente incapaz de disfarçar muito. Não quero assustá-la, mas também quero que ela saiba que estou afim dela. Tenho certeza de que ela está pelo menos atraída por mim e, por enquanto, isso é o suficiente para me dar a confiança necessária para seguir em frente. Sou um homem de 23 anos de idade, que se sente como se estivesse indo para seu primeiro encontro. Tenho que rir de mim mesmo. Mas ela é Evie. Esse pensamento tanto conforta quanto assusta muito de mim. Tentei sair com algumas mulheres ao longo dos anos. Mas nunca me senti bem por manter relações puramente físicas. Isso não era nada que me trouxesse satisfação de qualquer maneira. Mas, apesar do fato de tentar, uma ou duas vezes, sempre acabei me sentindo ainda pior sobre a tentativa de formar


uma relação emocional com alguém. A relação física era uma coisa, mas uma ligação emocional sempre me deixou sentindo mais culpado ainda, como se isso fosse uma traição à Evie. Não só ficava com um vazio após cada "encontro", como ficava desinteressado, o que me fazia sentir uma grande merda em vários níveis diferentes. Ninguém nunca chegou perto de me fazer sentir como Evie faz. Estava destinado a comparar todas as mulheres que conheci para o resto da minha vida com a menina que ainda possuía o meu coração. Não era justo com ninguém. Depois de algumas tentativas de namoro, joguei a toalha e jurei que nunca ficaria perto de ninguém. Eu tinha traído Evie, e merecia viver uma vida de solidão. Queria viver uma vida de solidão. Estacionei a frente do prédio de Evie e fiquei sentado no meu carro por alguns minutos. Meu corpo está vibrando com o pensamento de ela estar a menos de cem metros de distância de mim, esperando atrás da porta. O calor aumenta no meu peito e sei que tenho que beijá-la, saboreá-la, antes de voltar para o meu carro. Nunca fui muito de beijar. Muito íntimo. Mas quero beijá-la como se sentir seus lábios nos meus fosse necessário para a própria vida. Não sei como ela vai reagir, mas a necessidade profunda que me enche me impulsiona para fora do meu carro e com determinação obstinada, abro a porta da frente com força e passo completamente. Liguei para o zelador do trabalho ontem e essa merda é melhor ser consertada no dia seguinte, ou vou estar na cola da sua barata bunda preguiçosa. Bato na porta de Evie, e posso ouvi-la se movendo lá dentro antes dela abrir a porta. E de repente ela está de pé à minha frente, com o cabelo comprido e escuro solto em torno de seu belo rosto e os olhos dela se concentrando em mim. Então seus olhos vagueiam em cima de mim, e a apreciação que vejo neles sela o acordo. Sou fisicamente incapaz de resistir a tocá-la. Sigo em frente e toco seu queixo, puxando-a para o meu corpo. Sinto um grunhido subindo meu peito como um homem das cavernas. Tudo o que sou é puro querer, uma possessividade que não senti durante quase uma década vem correndo através de mim, enviando ondas de testosterona que vem surgindo através do meu corpo. Mergulho minha cabeça e coloco a minha boca na dela. Coloco minha língua para dentro e quando a língua dela encontra a minha, quase gemo ao sentir o gosto dela. Céu. Meu céu. Ela choraminga e ergue os braços em volta do meu pescoço, apertando seu corpo mole no meu. Sou como um homem faminto que finalmente está sentado diante de uma mesa de banquete da mais deliciosa comida na Terra. Cursos de ecstasy andam através do meu corpo enquanto a língua dela encosta na minha lance a lance. Vagamente percebo que suas mãos estão andando no meu cabelo e quando trago minhas mãos ao topo da bunda dela, ela choraminga na minha boca e não posso evitar, gemendo de volta. Este é o segundo mais incrível beijo da minha vida. O primeiro foi com a mesma garota. Minha ereção está lutando contra minhas calças e sei que preciso cortar isso antes que eu goze como um adolescente super ansioso. Ou antes que Maurice fique sabendo disso e esmague a minha bunda como um inseto aqui no corredor. Relutantemente, rompo, respirando com dificuldade e me forçando a voltar atrás. Ela faz um pequeno gemido doutore na garganta e não posso deixar de sorrir quando digo: "Porra, você sabe beijar." Mas, eu já sabia disso. Ela pisca para mim. Ela estava tão envolvida no beijo como eu estava.


Ela sorri doutoremente. "Uau". "Sim", concordo, ainda sorrindo. Nunca poderei parar de sorrir novamente. "Com fome?" Ela parece confusa por um minuto, mas, em seguida, diz: "Sim". Quando estamos caminhando para o meu carro, ela pergunta: "O normal não seria você me beijar depois do nosso encontro?" Pergunta ela sorrindo. "Não podia esperar", digo sorrindo de volta e piscando. "Era beijá-la, ou ficar louco." É a maldita pura verdade. Uma vez que estamos acomodados no carro e saio do meu espaço no estacionamento, pego a mão dela e a seguro entre nós. Estou tendo dificuldade em manter minhas mãos longe dela, como se ela pudesse desaparecer no ar, como um sonho nebuloso se eu não ficar com ela ligada a mim de alguma forma física. Além disso, o efeito calmante de sua pele quente e macia na minha é como uma droga. Estou viciado. Minha confiança em que estamos juntos está crescendo a cada minuto. Nossa química é inegável. Ela me tira para fora do meu devaneio com as suas palavras: "Então, Jake, você namora muito?" Ela está mordendo o lábio como se ela estivesse preocupada com o que a minha resposta poderia ser. E aqui estamos nós. Não posso mentir sobre isso. Nem tenho certeza porque me sinto compelido a ser completamente honesto sobre o meu passado a este respeito, e algo dentro de mim sente que é fundamental e por isso lhe respondo honestamente. "Não. Houve uma grande quantidade de mulheres, Evie, mas não, não namorei muitas delas." Olho para ela para ver a reação dela, mas ela está olhando para frente, não me dando nenhuma pista. Não só quero que ela saiba que ela é diferente, mas quero que ela saiba que não sou mais aquele homem, e assim continuo. "não me orgulho disso, mas é a verdade. Isso incomoda você?" Ela está em silêncio por tanto tempo que o meu estômago começa a atar. Finalmente, ela diz baixinho: "Jake, não posso ser sua amiga de foda." Tive que continuar olhando para frente para a estrada para não cair na gargalhada. É isso o que ela pensa? Vou deixar isso cem por cento claro. "Não quero isso com você, Evie." "Oh. Eu só pensei... Quer dizer, eu... Porque..." Merda, eu não soube dizer a frase corretamente. Deixe-me fazer isso cento e dez por cento claro. "O que quero dizer é, quando eu foder você, você vai ser minha. Isso é bastante claro para você?" Ela continua olhando para frente, mas a vejo apertar as coxas na minha visão periférica. Quase gemo alto. "Evie, olhe para mim. Você sente isso também, não é?"


Ela hesita por um segundo antes que olhe para mim, acena com a cabeça, e sussurra: "Sim". Sorrio para ela enquanto entro em uma vaga de estacionamento em frente ao "Chart House". Preciso perguntar a ela sobre seu passado também. Tenho certeza de que ela está namorando. Como pode uma garota com a aparência dela não ter chamado a atenção dos homens ao longo dos anos? O próprio pensamento vira meu estômago, e me sinto enojado, não só pelo pensamento, mas também comigo mesmo por ter o pensamento. Não tenho o direito. Eu deveria ter estado aqui me certificando que nenhum outro homem olhasse em sua direção. Eu deveria... Eu deveria ter... pare. Isso não é produtivo agora. Trabalhe com a realidade, com o agora. Desligo o carro e volto para Evie. "Posso perguntar com quantos homens você já namorou, Evie?" Tento não prender a respiração. Tudo o que ela disser, sou o responsável. A quantidade de homens com que ela ficou é minha culpa. Preciso aceitar isso. Parece que a minha pergunta a surpreende e percebo que ela está corando levemente quando diz: "Muitos homens, Jake, mas duvido que você diria que realmente namorei alguns deles." Congelo. Que porra é essa? Mas então percebo que ela está zombando de mim. Exalo. "Você está brincando comigo", digo. Ela inclina a cabeça. "Está tudo bem para você, mas não para mim?", pergunta ela. Não. Não é bom para nenhum de nós, mas ela não teria cometido os erros que cometi. Ela teria encontrado um jeito de ser melhor que eu. Ela sempre fez. "Sim, porque você é uma pessoa melhor do que eu sou", respondo. "Jake," ela começa. "Eu só quero uma resposta honesta. Só quero saber quantos homens estiveram em sua vida." Ela suspira. Ela provavelmente pensa que estou a pressionando. Incerto em um minuto e homem das cavernas no próximo. Mas isso é exatamente o que está acontecendo dentro de mim. As duas metades de mim estão em duelo. Estou morrendo de medo e possessivo pra caramba. É cansativo. Mas tenho que saber. Talvez eu queira me torturar, eu não sei. Mas preciso que ela me responda. Depois de um minuto, ela diz: "Eu já sai com uns caras. Principalmente uns arrumados pela minha amiga Nicole. Ninguém sério, e ninguém mais do que três vezes. O último cara que fui a um encontro foi há um ano. Nós saímos para jantar uma vez, ele perguntou se poderíamos sair mais uma vez, recusei. Isso é suficientemente específico para você?" Ela olha para o lado. Levo sua mão na minha. "E na escola?" pergunto. Certamente, tinha de haver alguém especial depois que me mudei para San Diego. "Na escola?" ela balança a cabeça um pouco e ri, mas soa vazio para os meus ouvidos. "Não, não namorei na escola." Lentamente se instala em minha alma que nem um de nós tenha tido um amor depois do outro. Algo


dentro de mim toma voo, subindo. Eu me inclino e viro a cabeça em direção a ela com o dedo em seu queixo e beijo seus lábios doutores. A possessividade me varre novamente. Sorrimos um para o outro por alguns segundos antes de eu pegar as chaves da ignição e dizer, "Hora de alimentá-la e falar de coisas mais leves. Quero ver você sorrir e ouvi-la rir. Quero saber quem Nicole é, quero saber qual o seu filme favorito é, por que você gosta de correr tão cedo pela manhã, e qual música está em seu iPod. Espere aí. " Eu a deixo sair do meu carro e a levo para o restaurante. Tomamos nossos lugares e eu sorrio para Evie, levando as mãos no meio da mesa. Ela sorri para mim e olha apreciativa ao redor do restaurante. "Este lugar é bonito. Nunca estive aqui", diz ela. Não posso deixar de pensar de onde nós viemos e o que eu teria pensado ao comer em um lugar como este, quando éramos crianças. Não é o restaurante mais chique da cidade, mas para nós, teria sido como pousar em outro planeta. Minha mente vai para uma vez em que minha mãe estava dopada no sofá em um coma alcoólico. Meu pai tinha batido nela, Deus sabe por que, por olhar torto para ele, ou algum outro erro grave, e depois que ele saiu, ela bebeu uma garrafa de Vodka e não acordou durante dois dias. Tínhamos pouco alimento em casa conosco e acabou completamente no dia seguinte. Fui a alguns restaurantes fastfood e roubei tantos pacotes de ketchup quanto pude e fiz uma versão horrível de "sopa de tomate" para manter Seth e eu alimentados até que nossa mãe despertasse o suficiente para funcionar. Era horrível, mas eu tinha alguém dependendo de mim e fiz o que tinha que fazer. Eu tinha nove anos. Desejo compartilhar meus sentimentos com Evie, para falar sobre como é incrível para nós dois estarmos aqui neste lugar, depois de onde viemos. É a nossa ligação e ela entenderia como ninguém mais poderia. E o fato de que não posso me faz sentir vazio. Enquanto bebemos nosso vinho, eu digo: "Então, me fale sobre sua amiga Nicole." Seus olhos se aquecem e ela diz: "Conheci Nicole no trabalho. Ela é minha melhor amiga e eu acho que você poderia dizer que ela e seu marido Mike meio que me adotaram." Ela ri. Sorrio para ela e ela continua, "eu passo os feriados com eles, coisas desse tipo. É bom. Nunca tive isso antes de conhecer Nicole." Ela toma um gole de vinho e parece um pouco envergonhada. "Onde você passou os feriados antes disso?" pregunto. Por quê? Só para me torturar? Seus olhos se viram para o meu e ela diz baixinho: "Depois que saí do orfanato, antes de realmente conhecer Nicole e sua família, passei sozinha." Ela encolhe os ombros. Fico em silêncio por um minuto, esperando que ela não veja nos meus olhos a tristeza que sinto no meu coração. "Sinto muito, Evie." Ela sorri. "Por quê? Não foi culpa sua. Foi... solitário. Mas isso não foi o pior que passei, Jake." Franzo a testa e ela faz uma pausa, inclinando a cabeça. "Espere, pensei que nós deveríamos estar falando de coisas mais leves." Ela sorri.


Acho que consigo sorrir de volta, mesmo que o seu comentário sobre não ser minha culpa esteja ecoando na minha cabeça. É inteiramente minha culpa. "Você está certa. Nicole e Mike tem uma filha?" Ela sorri e seus olhos se iluminam. Obviamente, a menina é especial para ela. "Sim. O nome dela é Kaylee e ela é a mais inteligente e mais doutore pequena coisa no mundo. Ela que nos mantém sensatos." Ela sorri novamente. Evie tem se cercado de pessoas boas, pessoas que ela ama e que as amam de volta. Estou muito feliz em saber que ela tem isso em sua vida. Enquanto estamos comendo, pergunto sobre seu trabalho. Ela fala facilmente sobre isso e ri quando me diz algumas histórias engraçadas sobre as piores coisas que as pessoas acidentalmente deixam para trás nos quartos que ela limpa. "Encontrei mais dentes falsos que posso contar", ela ri e eu também. "Quero dizer, como você se esquece de seus dentes? Será que você não percebe?" Seus olhos se esquentam enquanto ela está olhando para os meus. Eu amo isso. Eu amo estar aqui rindo com ela, conhecendo-a novamente. Não quero que isso acabe. Uma voz calma no fundo da minha mente me diz que isso provavelmente vai acabar quando lhe contar quem eu sou. Sinto minha comida tentando voltar a minha garganta e engulo seco. "Você está muito bem, Evie," eu digo, em voz baixa. Ela está. Olhe para ela, ela tem bons amigos, ela cuida de si mesma, ela é uma trabalhadora, ela é engraçada e quente e doutore. Ela levanta as sobrancelhas. "Eu sou uma faxineira de hotel, Jake", diz ela, como se eu já não soubesse disso. Penso em todas as pessoas que cresceram da forma como nós fizemos e como a maior parte de suas vidas acabaram. Penso na Willow. Penso em mim. "Nunca se envergonhe do trabalho honesto que você faz para pagar o aluguel. É muito raro que alguém que venha do fundo como você fez e não vai repita o ciclo... drogas, gravidez precoce, violência doméstica. Tenha orgulho de si mesmo. Você merece todo o respeito do mundo. Acho que você é incrível", eu digo com sinceridade. Ela olha para mim, os olhos ficando úmidos antes dela olhar para o lado e diz baixinho: "Obrigada." Fico olhando para ela, observando-a piscar as lágrimas nos olhos. Ninguém nunca disse que ela é incrível? Meu coração aperta dolorosamente no meu peito. Se me for dada a chance, eu me comprometo a dizer pelo menos uma vez por dia o quão incrível ela é. Nós dois ficamos em silêncio por um minuto, quando ela diz: "Posso te perguntar sobre Leo?" Ela me olha nervosamente. Eu pulo de volta para a realidade. Merda. Odeio isso. "É claro", respondo hesitante. "Ele estava feliz? Será que ele teve uma boa vida?" Fique calmo. Eu já me sinto como um idiota com toda esta mentira, não há necessidade de expandi-la. Penso sobre quem eu era antes do meu acidente e misturo um pouco de verdade na minha mentira. "Não sei como responder a isso. Eu não o conhecia muito bem. Quer dizer, fora dos esportes e festas,


esse tipo de coisa." Ela acena com a cabeça e respira fundo. Ela está mordendo o interior de sua boca como ela costumava fazer quando era criança. Eu sei que é seu modo de dizer que está nervosa ou com medo. "Quando ele saiu, prometeu que iria manter contato e ele nunca o fez. Você tem alguma ideia do por quê?". Acho que vi um flash de dor rapidamente em seus olhos. Sim, eu vi. Sua vida foi uma merda logo imediatamente e ele viveu com um desejo de morte constante por oito anos. Mas nunca deixou de te amar. Nem por um segundo. "Sinto muito. Eu não sei. Eu realmente não sei o como sua vida doméstica era. E a primeira vez que ele falou sobre você para mim foi no hospital e eu te falei a extensão do que ele disse." é o que eu digo em vez da verdade. Merda. Eu me odeio por não reunir coragem para lhe dizer a verdade. Ela acena com a cabeça e fica em silêncio por um minuto, mas, em seguida, olha para mim e sorri timidamente. "Isso pode ser um pouco estranho de se dizer, mas, bem, já que ele mandou alguém, estou contente que foi você. Tivemos um bom momento esta noite." Por que isso dói? Estou realmente com inveja de mim? Empurro minhas fodidas emoções de lado e sorrio de volta para ela e digo: "Estou contente que ele me enviou também. Pensei que estava fazendo um favor a ele, mas parece que ele me fez um favor." Depois que nossos pratos são levados, chego do outro lado da mesa e pego suas mãos nas minhas. "Posso te levar para sair novamente?" Ela acena com a cabeça que sim e a felicidade se espalha através de mim. Nos dirigimos de volta para o apartamento de Evie, conversando sobre a cidade. "Onde você mora?", pergunta ela. "No centro, perto do novo cassino." "Oh! Você já esteve lá?" "Não. Não tive tempo para muitas atividades de lazer. O trabalho tem tomado todo o meu tempo desde que me mudei para cá." Eu sorrio. "Você gostaria de ir algum dia?" "Gostaria de vê-lo. Mas não acho que eu seria boa em qualquer jogo", diz ela, sorrindo. "Por que não?" "Não tenho uma boa cara de blefe", diz ela, sorrindo para mim. Rio. "Não, né?"


Ela balança a cabeça, ainda sorrindo. "Então, você sente falta da Califórnia?" "Sinto falta de estar perto do oceano." Só de sentar e olhar para aquele vasto corpo de água me fazia sentir como talvez os meus problemas não fossem tão grandes quanto eu sentia que fossem. Isso me fazia sentir... humilhado. Essa lembrança me fazia passar alguns maus dias. "Mas, não, eu gosto da Costa Oeste. Gosto das quatro estações." sorrio. Ela inclina a cabeça para trás no encosto da cabeça e diz: "Adoraria ver o mar algum dia." Volto à vez que voei sobre o oceano pela primeira vez, e como eu queria que Evie estivesse lá comigo. "Eu adoraria ser o único a mostrar-lhe algum dia", digo baixinho, olhando rapidamente para ela. Ela simplesmente sorri para mim, mantendo-se calma. Acho que é um pouco cedo para começar a fazer planos de viagem. Eu já estou ficando melhor em ler o rosto de Evie, suas expressões voltando para mim como uma música que eu não ouvia há anos e ainda conheço toda a letra. Ela está certa, ela não tem muita cara blefe. Sorrio. A primeira vez que realmente a notei, um idiota desagradável estava a menosprezando sobre sua mãe. Eu tinha olhado para Evie e a dor e vergonha estava ali em seu rosto. Fiquei sentado lá, congelado, incapaz de parar de olhar para essa menina linda, suas emoções claras e presentes em seus olhos. Fazia muito tempo desde que eu tinha visto esse tipo de vulnerabilidade no rosto de alguém. Estava hipnotizado. Se porcos voassem sobre a nossa mesa de jantar, não teria me surpreendido tanto quanto o que eu vi na expressão de Evie. Ela não tinha aprendido a esconder essa merda? Ela não sabia o que significava ‘estoico’? Você não pode dar ao seu inimigo esse tipo de munição - era suicídio emocional. Então, por que eu estava tão impressionado? Por que senti meu coração apertar no meu peito? Não consegui descobrir isso no momento. Mas soube que havia algo sobre ela que era pura beleza. Como ver o sol de repente romper as nuvens. Queria levantar o meu rosto para ela e sentir o seu calor. Ela olhou para mim e me pegou olhando e neste momento, acho que já estava meio apaixonado, algo novo florescendo no meu coração. "Por que você está me olhando?" ela sussurrou, tentando e não conseguindo ser dura. Eu gostava disso também. Estudei por alguns segundos antes de responder: "Porque gosto do seu rosto." Não consegui conter o sorriso que se seguiu - o primeiro que tinha estado no meu rosto por muito, muito tempo. Meu leão manso tinha sido domado. Andamos os últimos quilômetros em silêncio sociável, ambos perdidos em nossos próprios pensamentos, o rádio tocando suavemente no fundo. Estacionamos a meio quarteirão de seu apartamento e desligo o carro, mas não faço movimento para sair. Evie está olhando para mim com expectativa, um pequeno sorriso em seu rosto. Quando olho para ela, meu coração fica na garganta. "Você é tão bonita quando sorri," eu digo. Senti tanto sua falta.


Inclino-me, beijando-a suavemente e inclinando a testa contra a dela. Lembro vagamente que é exatamente da mesma forma que nos olhamos nos olhos um dos outro na noite em que dissemos adeus. Olhamos um para o outro por longos minutos. Seus olhos se arregalaram um pouco e pude sentir seu pulso batendo violentamente na ponta dos dedos. De repente, seus olhos nadaram com perguntas, alargando-se ligeiramente. Congelo. E então vejo os questionamentos. Ela está empurrando as questões para longe. Vejo-a fazer isso. Esse olhar estará para sempre gravado em minha alma. Esse é o olhar de sobrevivente da minha Evie. Ela não quer saber. As emoções estão batendo em mim, confusão, medo, amor. Ela se afasta de mim. "O que há de errado?" pergunto com cautela. Ela exala. "Nada. É que isso é novo para mim." Ela sorri para mim e de alguma forma, acho que consigo sorrir de volta. Eu a levo a seu prédio. Aquele olhar em seu rosto continua patinando pela minha mente. Não quero dizer boa noite. Preciso fazer isso rapidamente, enquanto ainda tenho força para deixá-la entrar. Paramos na porta do apartamento e a beijo nos lábios macios, sorrindo para ela, sussurrando boa noite e voltando para o meu carro. Tão maravilhoso como a nossa noite foi, estou lutando. Desejando a Deus que eu tivesse alguém para conversar sobre isso. A pessoa com quem eu realmente queria falar era Evie, mas, obviamente, isso não era uma opção. O meu estado de solidão absoluta me bate no estômago e sinto algo dentro se apertar e enquanto me afasto no meio-fio.


CAPÍTULO 11 Surpreendentemente, acordei me sentindo muito bem, fisicamente e mentalmente. Não deveria ter bebido ontem à noite para desligar o meu cérebro. Poderia ter lidado melhor com isso. Mas ainda é uma melhoria sobre a forma como fiz no passado. Estou indo na direção certa? Tenho realmente um grande fator de motivação, Evie. No meu carro para o trabalho, puxo meu telefone e envio uma mensagem de texto para ela enquanto espero em um semáforo. Eu tive um grande momento com você ontem à noite. O que você vai fazer hoje? Enquanto estou estacionando na minha vaga na garagem, ouço meu telefone tocar duas vezes. Tive um tempo muito bom também. :) Trabalhando em dois empregos. Não estarei em casa até tarde. Por falar nisso, sabe alguma coisa sobre o conserto da fechadura da porta da frente do meu prédio? Pego o meu paletó e pasta e digito de volta enquanto estou indo para o elevador. Posso ter chamado e ameaçado seu zelador com uma ação legal se ele não fizesse o conserto da porta. Fico feliz que ele fez. Você deve sempre se sentir segura. Meu telefone não faz nenhum barulho novamente até que estou chegando no meu andar. Será que ela não gostou de eu interferir com seu zelador? Que seja. Não há nenhuma maneira agora de voltar e ficar sem fazer nada e não me certificar de que ela esteja segura. Bem, obrigada. Eu aprecio isso. "Billy!" Christine cumprimenta. É seu apelido para mim. Uma vez que o resto do conselho começou a me chamar "The Kid", ela me disse que podiam colocar algo a mais, pelo menos, adicionar "Billy" a isso. "Ele era um bandido esperto e mortal", ela sussurrou, me fazendo rir. "Vamos ouvir o tremor em sua voz quando eles te chamam 'The Kid' e vamos saber o porquê." Então ela tinha que assobiado a música Wild West Showdown e piscado. Sinceramente, não me importava realmente com o apelido, no entanto. "The Kid" é muitíssimo melhor do que "Idiota incompetente", achei que tinha mais a ver com a idade do que com a capacidade de liderança e por isso vivo com isso. Todos eles mostram respeito na sala de reuniões e sei que estou ganhando mais do mesmo a cada dia, mesmo com o pai de Gwen, Richard. Não quero nada que não mereça. "Bom dia, Christine. Como você está?" pergunto, sorrindo. "Ótima. A equipe está se dirigindo para a sala de conferência no momento. Café e rosquinhas já estão servidos. Sua apresentação está pronta no laptop e a tela está a postos. Relatórios estão disponíveis à todos em seus lugares.""Obrigado, Christine. Seríamos todos inúteis sem você." "Diga-me algo que já não sei", ela bufa e eu sorrio para ela. Coloco minhas coisas no meu escritório e envio a Evie um texto em resposta a seus agradecimentos.


Qualquer coisa para você. Dirigido para uma reunião. Tenha um bom dia / noite no trabalho. Posso te ligar amanhã? E se eu disser não? Sorrio. Vou ligar de qualquer maneira. ;) Tenha um bom dia, Evie. Fico feliz ao saber que Evie está trabalhando hoje. Ir para a festa beneficente com Gwen já é ruim por si só. Se eu soubesse que poderia estar com Evie em vez, seria ainda pior. Foi um dia muito monótono no escritório e começo a me preparar para as cinco horas. Quando estou saindo, Christine diz: "Vejo você em seu terno de macaco mais tarde!" Ela vai à festa, também. Vai ser bom ter alguém lá para conversar, que eu realmente gosto. "Sim, estou levando Gwen", eu disse, fazendo uma careta. "Por que?" Ela pergunta com um olhar de horror em seu rosto. Ela não é exatamente fã número um de Gwen. Gwen sempre foi uma cadela rude com ela como é com todos aqueles que ela considera "abaixo" dela. Pela décima vez hoje, considero de repente não poder ir porque fiquei mal do estômago. Suspiro. Minha lealdade a Seth vence, embora e eu tenha vontade de desistir, prometendo fazer tudo rápido à noite, escrever um cheque grande e estar de volta a casa antes das onze horas. "Porque estava tentando ser bom acabei atirando no meu próprio pé", corro minha mão pelo meu rosto, balançando a cabeça. "Jake, você não precisa tentar ser legal com aquela garota. Tentei durante anos, toda vez que ela chegava perto para visitar seu pai, ou durante o tempo que ela fez um estágio aqui. Ela é totalmente desagradável. Você só pode ser bom para alguém por tanto tempo antes de sua bondade começar a fazer você se sentir como um capacho. Tenho certeza que não saio do meu caminho para ser sua amiga mais. Você não deve também. Além disso, ela não quer ser sua amiga. Você está apenas lhe dando mais uma oportunidade para colocar suas garras em você." Dou uma risada sem humor. "Você está certa. Em todos os pontos." sorrio para ela. "Seus filhos tem sorte de ter uma mãe como você, você sabe disso? Aposto que você lhes dá bons conselhos o tempo todo." "Dou a qualquer um que quiser ouvir um grande conselho." Ela pisca. "Isso inclui você." Sorrio para ela. "Obrigado, Christine. Fico feliz que você estará lá hoje à noite." "Eu também, e se você precisar de uma pausa da bobagem falsa, coce a parte de trás do seu pescoço e vou lá buscar você." Ela sorri. Rio enquanto reúno minhas coisas e começo a andar em direção ao elevador. "Por que estou tão receoso de ter que levá-la?"


Paro à frente da casa do pai de Gwen em Indian Hill e me forço a sair do carro. Preferia estar comendo um Coney Skyline sozinho ao ter que ir a este jantar black-tie com Gwen. Não seria nem uma competição. Mas aqui estou. Vamos acabar logo com isso. Mesmo que eu esteja em um smoking, ando dois passos de uma vez e bato na porta com a cabeça de leão dourada usada como batedor. Isso me faz pensar em Evie e sorrio. Mal posso esperar para ligar para ela amanhã e-, a porta se abre e Gwen me pega sorrindo e sorri para mim. Droga! Não quero dar-lhe a impressão de que isso é muito agradável para mim. Fico sério e digo: "Oi, Gwen. Você está bonita." Ela se parece com a Barbie de Natal, envolta em um apertado, vestido de veludo vermelho, adornado em joias de ouro e seu cabelo em um grande coque loiro. "Hey," ela diz, sedutora, encostado no batente da porta. "Quer entrar por alguns minutos? Meu pai já saiu para a festa. Podemos praticar sermos... amigáveis" Ela levanta as sobrancelhas. Aperto minha mandíbula. "Não, Gwen. Quero chegar lá. Mal vamos ficar para o final do coquetel." Ela não faz qualquer tentativa de esconder o beicinho. "Tudo bem", diz ela em um longo suspiro. "Eu só vou pegar meu casaco." Ela caminha para pegá-lo e fico de fora esperando por ela. Ela para e abro a porta do carro e ela entra, fazendo com que qualquer tentativa de puxar o vestido para baixo, quando a alta fenda indecentemente alta se abre e deixa-me saber que ela não está usando calcinha. Eu me afasto rapidamente, batendo a porta atrás dela. Que porra é essa? Meu vírus estomacal se sente iminente. "Então, Jake", ela murmura, enquanto guio pela rua "onde é a festa depois? Não vi seu novo condomínio ainda." Olho para ela e ela bate seus cílios, sorrindo timidamente. Será que realmente passei por tudo aquilo, todo o inferno, todas as sessões com Doutor, todas as cirurgias, todas as lutas, e estou sentado no meu carro, morrendo lentamente de sufocamento por um perfume enjoativo, com esta pegajosa, desinteressante mulher? Gwen não é o tipo de pessoa que quero como amiga, com culpa ou não. Ela tem que ser cortada fora. Completamente ignoro o comentário e seu desrespeito flagrante para o que eu disse a ela em meu escritório esta semana, decidindo que a melhor tática é mudar de assunto. "Então, como está o seu novo trabalho, Gwen?" "Pfft", ela meio que assobia, suspirando um pouco. "É inútil". Ela estuda as unhas por um minuto, com uma carranca em seu rosto. "Papai quer que eu aprecie o trabalho duro. Tão chato." Ela suspira novamente, como se o meu coração devesse estar quebrando por ela. Jesus, ela conseguiu um emprego em um prestigiado escritório de advocacia entregue a ela em uma bandeja de prata, porque o pai dela tem conexões. Estou praticamente chorando pelos meus olhos pela dura vida dela. Não é como se eu pudesse falar sobre ganhar um trabalho, mas tenho o bom senso


suficiente para saber como, porra, sortudo eu sou a esse respeito. Penso em Evie, trabalhando como doida como faxineira, e fazendo com dignidade. Ela poderia ensinar a Gwen algumas lições sobre como valorizar o trabalho duro. Quase rio em voz alta. "O que mais você faz, Gwen? Compras o dia todo?" É uma coisa rude para dizer, mas, porra, pessoas como Gwen me irritam e minha paciência com ela está se esgotando. Ela está tão envolvida em si mesma que não percebe que o mundo se estende além de seus próprios problemas mesquinhos. Ela é muito superficial para olhar ao redor e maravilhar-se com todos os presentes em torno dela, não que ela realmente tenha que trabalhar. E eu não estou nem falando sobre a riqueza material, estou falando sobre ter uma família, um lugar seguro para ficar. Eu daria meu braço direito por isso, e Gwen reclama. Maldita sem noção. Ela estreita os olhos para mim. "Não é uma coisa ruim apoiar a economia, Jake. Minhas compras suportam empregos. E por falar nisso, você acha que essa aparência vem fácil? Trabalho para parecer assim incrível. É um trabalho em tempo integral cuidar de si mesmo. Tem clareamento, e depilação, e tratamento de pelo e manicure e bronzeamento e-" Eu a olho depois disso. Ela é de verdade? Agora me lembro por que eu precisava estar desesperado para sair com Gwen no passado. Aumento a música e nós ficamos em silêncio durante os cinco minutos seguintes, graças a Deus. Estou exausto e só estive com ela por 20 minutos. Paramos em frente ao Hotel Millennium e deixo meu carro com o manobrista. Enquanto estamos caminhando para o elevador, Gwen segura meu braço. Nós entramos no elevador e olho para ela em cima de mim, dando-lhe um olhar aguçado. Quando eu disse amigos, não quis dizer amigos com benefícios. Ela ainda não está percebendo isso. Damos um passo fora do elevador e ela segura de volta em mim. Jesus. Respiro profundo. Duas horas. Eu a levo até o bar onde vejo algumas pessoas da empresa, incluindo Christine, e os cumprimento. Christine apresenta-nos o seu marido Tom, que nunca conheci e converso por alguns minutos antes de um cara com uma bandeja de champanhe passar. Pego dois e entrego um na mão de Gwen. "Gwen", diz Christine, enquanto todos nós tomamos uma bebida, "que lindo vestido. Ele certamente não nos dá qualquer dúvida quanto ao belo corpo que você tem, não é?" Ela sorri alegremente. Gwen coloca as mãos nos quadris, sorrindo, um sorriso grande, falso. "Obrigada, Christine. Se você tem isso, tem que ostentá-lo, certo? E se você não... bem... " Ela para, olhando Christine de cima a baixo. O marido de Christine quase engasga com a bebida e eu aperto meu queixo, completamente humilhado. Christine parece que está segurando o riso, porém, e assim respiro fundo digo: "Vou encontrar alguns aperitivos. Estou morrendo de fome." Eu me viro e cerro os dentes, quando Gwen vira comigo, ainda colada no meu braço. Ouço um pequeno suspiro e quando olho para cima, Evie está de pé de frente a mim em um uniforme de garçonete, com uma bandeja de aperitivos na mão. Ela parece congelada. Meu coração parece que dá uma guinada em direção a ela, e não posso evitar o sorriso que se espalha automaticamente no meu rosto. Quero correr pra ela e pegá-la e beijá-la em todo seu belo rosto. A visão inesperada dela é ainda mais bem-vinda após a última meia hora com Gwen. Oh merda, Gwen. Anexada ao meu braço. Foda-


se! "Evie", digo, claramente segurando o braço de Gwen e o removendo do meu. Sinto-a enrijecer quando me separo dela, mas meus olhos estão grudados em Evie que pisca e me lança um sorriso falso. Merda. "Jakey, você a conhece?" Ouço a voz mal-intencionada de Gwen vindo atrás de mim, mas sou fisicamente incapaz de desviar o olhar de Evie. “Jakey?” Ela nunca me chamou assim antes. Vejo o olhar de Evie em Gwen, um olhar de mágoa cruzando sua expressão. Esta é uma das situações mais fodidas que já estive. E isso quer dizer alguma coisa. Seus olhos escuros são uma mistura de dor e confusão enquanto ela olha para mim e sussurra: "Oi". Eu me sinto como um maldito idiota, apesar de não ter feito nada de errado. Mas ela não sabe disso. Preciso agarrá-la e puxá-la para fora em algum lugar para que eu possa explicar isso. Foda-se, ela está trabalhando. Não quero colocar em risco seu emprego. Nunca faria isso com ela. Seu trabalho é muito, muito importante para ela. Eu sei disso. Sinto que minha mandíbula está apertando quando respondo a Gwen, "Sim, eu a conheço. Esta é Evie Cruise". O amor da minha vida. Evie olha para Gwen interrogativamente e por isso eu digo: "Esta é Gwen Parker" gesticulando a cabeça em direção à Gwen. Evie acena com a cabeça em direção a ela, dizendo: "Oi", muito calmamente. "Não preciso de uma apresentação, Jakey, estou surpresa de você conhecê-la", diz ela, tão cadela como ela é, e então conecta-se de volta ao meu braço e o agarra com mais força quando tento tirar. O sangue começa a bater no meu cérebro e sinto meu maxilar marcando contra a minha vontade. Os olhos de Evie se deslocam para os braços de Gwen me agarrando e ela diz muito calmamente, com a testa franzida. "Certo. Bem, tenha uma boa noite." E enquanto ela está se afastando, tenho que me conter fisicamente de estender a mão e agarrá-la e arrastá-la para o meu carro. Posso ver que suas mãos estão tremendo e como ela se transforma, colocando a bandeja para a frente e eu ouço uma voz alta, molhada quando um biscoito cheio de caviar cai diretamente em cima do pé de Gwen. Mira perfeita! Ponto! Mal consigo conter a risada que ameaça aparecer, mas que é rapidamente reprimida quando Gwen grita: "Oh meu Deus! Você sabe quanto esses sapatos custam? Não, claro que não! Estes são sapatos de mil e quatrocentos dólares!" E, Cristo, a merda é muito engraçado e quase rio de novo até que registrei o olhar no rosto de Evie. Suas bochechas estão vermelhas, olhos arregalados e ela está humilhada. Foda-se! Meus instintos rugiram através de mim e tudo em mim está gritando, para protegê-la! Há muitos, muitos anos, esse era o meu trabalho, e levei isso muito a sério. Evie nem sequer tem ideia de quantas vezes tive minha bunda chutada, ou chutei o traseiro de alguém. Sempre preferi comprar briga, mas o resultado era um pouco irrelevante para mim, ou para o babaca que a insultou, seja na cara ou pelas costas, aprendi por que isso não era aceitável. Eram crianças, que sempre iram contra o mais fraco de sua espécie, e quem é mais fraco do que a criança adotiva com roupas baratas e baixa autoestima? Merda, nós éramos como alvos gigantes andando pela escola. Isso não ia acontecer com Evie, porém, não se eu tivesse


alguma coisa a dizer sobre isso. Antes que eu pudesse sequer reagir, um cara loiro que trouxe a bandeja de bebidas ao redor mais cedo corre até Evie, sussurra algo perto de seu rosto e leva a bandeja, me lançando um olhar de morte. Ai. E quem diabos é ele? Olho para ele, minha mandíbula apertando ainda mais forte. PORRA! Evie se abaixa para atender Gwen que está passando um papel pelo seu pé e resmungando para si mesma sobre os trabalhadores de salário mínimo, e diz: "Eu sinto muito. Por favor, deixe-me ajudá-lo a limpar isso. Se você vier comigo para o banheiro, posso passar um pano para limpá-lo. Aposto que ficará melhor." "Tudo bem!" Grita Gwen e acho que é provavelmente bom que Evie está a levando para longe de mim, porque dizer foda-se para Gwen me faria sentir tão bem agora, e eu sinceramente não sei se poderia ter evitado. O loiro se aproxima de mim de novo, segurando uma bandeja de champanhe e pego dois, tomando ambos, um após o outro. Fico olhando para ele sem expressão enquanto ele me atira um último brilho de nojo. Alguém protege as costas de Evie. Não é de se estranhar. Fico olhando na direção do banheiro, esperando que elas surjam, necessitando de um vislumbre de Evie para me certificar de que ela está bem. Christine, que deve ter visto tudo acontecer chega e toca suavemente meu braço. "Você está bem?" ela pergunta gentilmente. "Não, não muito." Ela me dá um olhar preocupado. "Vou me certificar que Gwen fique ocupada, se você quiser ir falar com aquela garota." Suspiro, correndo a mão pelo meu rosto. "Não posso, Christine. Ela está trabalhando. Eu só vou piorar a situação." Ela franze os lábios e solta um grande suspiro. "Ok". Ela faz uma pausa e, em seguida, "Qual é o nome dela?" Olho para ela rapidamente. "Evie". "Será que Evie sabe que você a ama?" Estou quieto por alguns momentos. "Ela soube uma vez. Mas não, agora não." Christine fica parada também, deve estar se perguntando o que isso significa. "Bem, então, encontre uma maneira de lembrá-la." Olho para ela totalmente agora. "Estou tentando". Vejo Evie emergir do banheiro primeiro, com um olhar ferido em seu rosto enquanto vai para a porta da sala do banquete. Foda-se! “Gwen é uma vadia!” Ouço dizer Christine em advertência "Jake-" mas não escutei. Saio com rapidez, e bato no banheiro das mulheres como deveria ter feito há dez minutos. O que estava pensando em


deixar Evie sozinha com uma bruxa sem escrúpulos como Gwen? Ela está no espelho do banheiro, se ajeitando, um olhar de satisfação no rosto. "Bem, Olá", diz ela, virando-se, e inclinando-se contra a pia. "O que você disse a ela?" Exijo, adrenalina correndo pelo meu corpo. Ela zomba e se vira para o espelho. "Quem se importa? Ela é uma garçonete, Jake. Sério?" Fico olhando para ela, incrédulo por vários segundos. "Chega, Gwen. Acabei sendo agradável com você por pura culpa. Você é uma cadela mimada, impensada e chata pra caralho, mal consigo me manter acordado quando você está falando. Cristo, você deve engarrafar sua personalidade e vendê-la como um auxílio para dormir." Ela vira-se lentamente, com a boca aberta e seus olhos se estreitando. Ela cruza os braços e diz: "Pensei que você tivesse mais classe que isso, Jake, mas vejo que você pode ser o menino que saiu da vila, mas a vila não saiu de você." Não pude evitar, e começo a rir. Toda a raiva, todo esforço dos últimos 30 minutos apenas ferviam em um ataque de risadas. Ela é tão absoluta e completamente sem noção, que não há mais nada a fazer senão rir. "Você acabou de dizer 'vila', Gwen? Puta merda, de onde você tirou isso? Uma música do 50 Cent explodiu no seu rádio via satélite do seu Lexus?" De repente, me parece ser tão engraçado, que quase me dobro. Em vez disso, me inclino contra a parede, forçando o riso de volta. Realmente tinha esquecido que ela sequer sabia que sou adotado. Ela nunca tinha falado nisso antes. Provavelmente ajudava a dormir melhor à noite se ela não pensasse que se associara com alguém que não nasceu com uma colher de prata na boca. Gwen ainda está olhando para mim, olhos estreitos e efervescentes quando meu riso cessou. Dou um passo mais perto dela quando e digo: "Você não tem ideia do por que isso é engraçado Gwen, e você nunca terá, mas deixe-me te dizer algumas coisas. Você não tem ideia sobre mim. Nem uma. Caralho. E você não sabe nada sobre ela e você nunca saberá. Mas aqui está o que você precisa saber. Você nunca vai chegar perto de mim de novo, entendeu? Se eu vê-la em um evento, vire e vá para o outro lado, e se eu acidentalmente topar com você na porra da rua, finja que você nunca me viu. Agora, infelizmente, estamos sentados na mesma mesa esta noite, mas não há necessidade de falarmos uma palavra um ao outro. Se você precisar da porra de sal, peça a alguém para passá-lo. Quando o jantar acabar, você vai pegar uma carona para casa com seu pai, porque, francamente, um outro passeio de carro por vinte minutos com você parece intolerável. Estamos claros? " Ela me olha por alguns segundos, com os olhos ainda apertados, antes de finalmente assobiar: "Você vai se arrepender disso, Jake. Considere a nossa amizade acabada." "Graças a Deus". Saio do banheiro, assim que uma mulher mais velha entra, e ela exclama "Oh!". "Desculpe, porta errada", murmuro.


Entro no banheiro dos homens e paro com as minhas mãos sobre o balcão da pia por um minuto me recolhendo. Poderia esta noite ter sido mais merda que isso? Espirro um pouco de água fria no meu rosto e quando estou tirando uma toalha na bandeja no balcão, percebo as “melhores balas do Mundo”. Olho para baixo, para elas, um sorriso se espalhando por todo o meu rosto. Pego uma e a coloco no bolso.


CAPÍTULO 12 Acordo na manhã seguinte e faço careta em memória a noite anterior. Ficar durante o jantar foi uma tortura. Cada vez que a porta da cozinha balançava aberta, meu coração saltava na minha garganta. Mas não vi Evie novamente. Dei a bala de hortelã para seu amigo loiro, que eu tinha certeza que era gay, depois de vê-lo açoitar seus quadris através do salão. Homens héteros nao andam dessa forma. Ele tinha me olhado com dúvida quando lhe entreguei a bala de hortelã para Evie, mas ele enfiou em seu bolso de qualquer forma e caminhou para a cozinha. Após o jantar, fiz um cheque, dei um lance em alguns dos itens do leilão e então recuperei meu carro e fui para casa. Lutei comigo mesmo sobre ligar para Evie, mas sabia que ela provavelmente não sairia do trabalho até tarde e que eu era a última coisa que ela provavelmente queria lidar. Merda . Eu mal consegui dormir, mas tinha que colocá-la em primeiro lugar e deixar isso até de manhã, mesmo que cada instinto em mim estivesse gritando para dirigir para seu apartamento e explicar tudo. Comecei a escrever-lhe uma mensagem de texto, mas depois de me sentar lá por uns bons cinco minutos sem saber o que dizer que estaria no caminho certo, joguei meu celular na minha mesa de cabeceira e cai de volta na minha cama. Tomei um banho e me vesti e, em seguida, fui ao apartamento de Evie. Estava todo empenhado com a necessidade de lhe explicar sobre o que tinha acontecido na noite anterior. Preciso fazer isso direito se eu for capaz de me manter saudável hoje. Toquei a campainha da porta a frente do apartamento dela e quando não obtive resposta, peguei meu telefone, procurei pelo número do hotel Hilton e disquei enquanto estava a frente de seu apartamento. Quando ma passaram para falar com o gerente do serviço de limpeza, digo-lhe que eu deveria ir buscar Evie Cruise no trabalho hoje, mas esqueci a hora que ela me disse para estar lá. Sem quaisquer questionamentos, ele me diz a que horas ela sai do trabalho. Isso me irrita um pouco, mas mesmo assim tenho a informação que queria. Mesmo sendo sábado, tenho duas reuniões pela manhã, agendadas com Preston e alguns engenheiros. Estamos enfrentando um prazo de testes e então a equipe concordou em sacrificar um par de fins de semana, a fim resolvê-lo. Por mais que eu gostaria de ficar obcecado com Evie, tenho que colocar meu chapéu corporativo e estar presente para o trabalho. Devo isso a todas as pessoas que trabalham horas extras para mim. Termino a primeira rodada de reuniões bem na hora de pegar Evie no trabalho. Dirijo rapidamente para o centro e paro perto do ponto de ônibus que eu sei que Evie pega, e estaciono ilegalmente enquanto a aguardo virar a esquina. Não me sinto nervoso, apenas determinado. Vou fazêla compreender sobre o que foi a última noite. Não há outra opção. Não há nenhuma maneira no inferno que Gwen, de todas as pessoas, é que vai se meter no caminho que eu tinha começado a reconstruir com Evie. Nem fodendo isso é pensável. Depois de dez minutos mais ou menos, vejo Evie aparecer na esquina do hotel. Felizmente, não há ninguém atrás de mim, assim ando lentamente ao lado dela enquanto ela anda para baixo da quadra. Ela olha para mim e eu me inclino sobre o assento e sorrio.


"Quer uma carona menina?" provoco, tentando persuadir um sorriso dela, também. Não tem. Ela olha para mim como se eu fosse uma mosca que só pousou em seu jantar. Ótimo. Tudo bem-Estou disposto a trabalhar para isso. "Engraçado. Não, Jake. Estou bem com o ônibus." Ela continua andando. "Evie, precisamos conversar," digo sério, mas ela nem mesmo olha na minha direção e em vez disso, continua andando. "Não, Jake, não precisamos," ela diz. Merda, há carros estacionados ao longo da rua a partir deste ponto para frente, então puxo para o lado e saio do meu carro. Deixaria meu carro no meio da rua se precisasse. Quando corro até ela, ela se senta em um dos bancos vazios do ponto de ônibus, e inclina seu pescoço para ver se o ônibus está vindo. Oh inferno não, vou saltar naquele ônibus com ela. Porque existem pessoas na frente dela se esbarrando, fico atrás dela e ligeiramente para a esquerda quando digo: "Ouça, Evie, ontem à noite não foi o que você acha que foi." "Jake," ela interrompe, "tem sido um longo dia. Estou realmente pedindo-lhe para deixar isso, tudo bem? Você deveria ter me dito que tinha uma namorada. Você não disse. Está feito. Vá embora." Então ela se afasta de mim. Posso sentir meu sangue começar a ferver, não porque culpo Evie por sua raiva, mas porque é a foda da Gwen que está entre nós agora. É muito ridículo para se dizer. Aperto meu queixo. "Gwen não é minha namorada, Evie. Acho que você deveria pensar mais de mim do que isso, após o tempo que passamos juntos." "Jake, mais uma vez, vá embora." "Não vou fazer isso, Evie," digo. Nem no inferno. Eu a vejo fazer um esforço para respirar, impaciente e franzindo aqueles belos lábios dela. Ela está chateada. Ela se levanta e olha bem no meu rosto, olhos estreitados. "Uma pista, Jake. Você não me conhece. Você acha que conhece, mas você não conhece. Você acha que sabe o tipo de pessoa que sou, mas você não tem ideia. Assim, você não pode fazer isso. Você não pode interromper a minha vida de vez em quando, em seguida, pensar que estarei grata a você por enfeitar a minha vida com sua presença. Depois da noite passada, acho que está perfeitamente claro que não há nenhuma razão para você estar aqui. Então estou te perguntando novamente se podemos ter essa conversa outra hora, tipo nunca?" Enquanto ela gira para longe de mim, pego a mão dela e puxo-a de volta para mim, até meu rosto. Oh inferno, não. Essa menina vai me ouvir mesmo se eu tiver que prendê-la contra a parede para fazê-lo. Eu realmente a prenderia contra a parede para ouvir-me? Sim, sim, foda-se, eu faria. Mas estou esperando um bocado que esse cenário não aconteça, porque então vou realmente irritá-la. Realmente prefiro ter essa conversa no meu carro, mas acho que não vai acontecer.


"Não era minha intenção fazer isso em uma esquina, mas essa menina teimosa vai me obrigar”, disse principalmente a mim mesmo. OK, porém. Eu sou flexível. Eu tomo uma profunda respiração enquanto Evie restringe os olhos em mim novamente. Mas ela não está tentando se afastar. Isto é um começo. Não tenho que dizer à Evie quem sou para deixá-la saber o que era muito claro para mim simplesmente por vê-la viver sua vida por pouco mais de uma semana. Eu poderia muito bem ter sido um estranho, e ainda descobrir como ela é incrível. "Você acha que não conheço você, Evie? Vou te dizer o que sei sobre você. Por essa semana que estava seguindo você, sei que você tomou o ônibus maldito para casa de um homem velho para deixar cookies." Suas sobrancelhas franzem e ela olha para mim por um segundo. "O Sr. Cooper?" ela finalmente pergunta, sacudindo a cabeça em confusão, seus olhos perdendo um pouco da raiva que eles estavam segurando. "Ele morava ao lado da casa onde morei quatro anos atrás. Ele sempre foi bom para mim. Ele está viúvo. Solitário. Ele realmente gosta dos meus cookies de chocolate." "É uma ida e volta de ônibus de duas horas, Evie." Ela está ainda olhando para mim como eu fosse um pouco louco quando ela toma uma respiração profunda. "Jake, tenho certeza que há um ponto aqui, mas–" "O cara do outro lado do corredor me mataria antes mesmo que eu pensasse muito em como fazer você se sentir desconfortável.” "Maurice?" diz ela, amassando seu rosto em confusão. Deus, ela realmente não tem nenhum indício de merda de como ela afeta outras pessoas. "Ele é um cara muito protetor." Continuo, tentando fazer o meu ponto de vista, "Como o cara na noite passada que praticamente me derreteu com os lasers de raiva que saiam de seus olhos, depois que ele pensou que desrespeitei você em público?" Pergunto gentilmente, meu aperto na mão dela afrouxando porque não acho que ela vai fugir agora. "Landon?", pergunta ela. "Ele é um dos meus melhores amigos, ele—“ Jesus, estou deixando isso claro para ela? Nunca conheci ninguém que tenha tido mais dificuldade em compreender um elogio. Entendi, acredite em mim, eu entendi. Mas é muito frustrante quando é você que está tentando entregar um elogio. Ocorreu-me que ela provavelmente não teve um monte de elogios sinceros em sua vida desde que fui embora, e não é de se admirar que ela não reconheça um elogio quando recebe. Este pensamento faz um intenso fluxo de possessividade encher meu peito e faço o voto para continuar dizendo-lhe o quão incrível ela é, todos os dias até eu deixar essa terra. Se por algum horror ela me rejeitar, uma vez que ela sabe minha inteira e nojenta verdade, vou escrever isso no céu todas as manhãs ao longo de seu apartamento.


Parece ser como a maior injustiça do planeta, esta menina não compreender a profundidade de sua própria beleza. Que a minha menina não compreenda a profundidade de sua própria beleza. "Evie, acho que você não está compreendendo o que estou dizendo e por isso vou soletrar para você aqui, baby." Olho diretamente em seus olhos alargados quando digo, "Você diz 'Por favor' e 'obrigado' a todos, Evie. Você quase colidiu com um cocker spaniel sendo levado por seu dono e quando se abaixou a seu redor, você disse: 'Desculpe-me.' Você disse 'Desculpe-me' para um cão, Evie. E aposto que você nem sequer pensa duas vezes sobre isso. E isso é porque seus modos são tão profundamente arraigados em você, que essa é sua segunda natureza. E dado o que sei sobre o seu passado, vou supor que nenhum fodido te ensinou isso. Que isso apenas é tudo Evie.” Ela está olhando para mim, sem falar nada e assim considero que é um bom sinal para continuar. "O que sei sobre você, é que as pessoas que têm sorte suficiente de ter a sua confiança e sua amizade está claro que eles voltariam uma polegada de sua vida e isso é porque você se dá a eles, e eles sabem que quando eles têm você, eles têm uma porra de muita coisa. E, Evie, quando você deixa as pessoas, mesmo estranhos, você tem que saber que seus olhos seguem você. E vou te dizer por que, porque senti isso em mim mesmo. É porque eles não querem ver a luz que é Evie, a luz que é você, os deixando. Eles querem vê-la vindo na direção deles e ficando com eles." "Uh–" ela começa a dizer algo, mas estou em um rolo e, francamente, esse é meu assunto favorito, e assim não quero parar. "Então talvez eu não saiba qual é sua refeição favorita, talvez nem saiba o seu aniversário. Mas o que eu sei é bonito e, Evie, o que conheço me deixa saber que quero saber mais." O fato é, eu sei quando é seu aniversário. Sei tão bem como se fosse o meu próprio, mas não importava se eu não soubesse. Não importaria se eu não soubesse mais nada além do que descobri em uma semana e meia. E sei de fato, que levei quinze minutos para saber que ela era alguém que eu ia me apaixonar, quando eu tinha a merda de onze anos de idade. No primeiro dia que a notei, sentada a mesa de jantar, demonstrando claramente os sentimentos, ela trouxe-me de volta para a vida e deu-me esperança. Nesses primeiros minutos, é o que ela tinha feito. E por isso que a minha traição a ela me fez odiar-me tão malditamente, muito. Tudo isso passou como redemoinhos através da minha mente na velocidade da luz enquanto nos olhávamos nos olhos, estando em uma parada de ônibus em uma rua da cidade. Estou perdido nas profundezas das janelas marrom escuro de sua alma. "Hum, Jake," ela finalmente diz calmamente. "O que, Evie?" "Perdi meu ônibus. Vou precisar de uma carona." Suas palavras penetraram e não posso evitar o gigante sorriso que sinto se espalhando por todo meu rosto. Eu a guio para o meu carro e deposito-a no lado do passageiro quando faço meu caminho de


volta e chego ao lado do motorista. Dirijo para a rua. Preciso certificar-me que Evie fique perfeitamente clara sobre Gwen, também. "Quero que você me ouça sobre a noite passada." Ela me lança um olhar, mordendo dentro da sua bochecha. Ela que me disse . "O pai de Gwen é o CFO da empresa do meu pai. E quando eu digo 'a empresa do meu pai,' na verdade quero dizer 'minha empresa', porque isso é o que é agora, mas isso é uma transição que meu cérebro ainda está trabalhando." Nem mesmo percebi que isso era verdade até que acabei de dizer isso, mas é. "Enfim, conheço Gwen e seu pai por um longo tempo e ao longo dos anos, Gwen e eu passamos algum tempo juntos aqui e ali, embora sempre deixei claro para ela que não estava interessado em nada mais do que tínhamos, e o que tínhamos era muito pouco. Gwen deixou claro que ela estava interessada em mais, e Gwen foi criada para acreditar que ela tem direito de ter o que ela quer e que, eventualmente, se ela chora bastante, ela o terá." Ela está quieta, só escutando e eu continuo, "quando me mudei para cá, tentei ser um amigo para ela, porque, apesar do fato de que Gwen é uma cadela superficial, a tratei desrespeitosamente ao longo dos anos e, em parte, isso foi porque era um efeito colateral por acreditar que Gwen estava transando com meu pai, e que estava constrangido com o meu tratamento para a filha de um colega." Eu tremo internamente, ainda envergonhado de todas as merdas estúpidas que tinha feito ao longo dos anos, mas sabendo o porque fiz. Depois de um minuto, continuo. "Eu tinha combinado o evento de ontem à noite com Gwen meses atrás e não poderia sair fora. É uma causa que é importante para mim, e não achei que seria arriscado trazer Gwen como tinha planejado. Três segundos dentro e percebi que estava enganado nisso, e foi antes mesmo de ver você lá." Ela fica silenciosa por um segundo, carrancuda. "Gwen fez soar como se as coisas fossem muito atuais com você," ela diz, olhando para frente. Oh, claro que ela fez. Nunca soube exatamente o que Gwen disse para Evie no banheiro, mas está muito claro que posso descobrir que era algo no sentido de, Ele é meu, e você é menos do que a sujeira. "Isso é porque Gwen viu o jeito que olhei para você, ela viu a sua beleza, e Gwen fez o que ela pensou que funcionaria para mantê-la longe de mim. Sei que Gwen fez você se sentir menos, porque é isso que Gwen faz de melhor, mas, Evie, você poderia estar usando um saco de pano, rolando na lama, e você teria mais classe em seu mindinho do que Gwen tem em todo seu corpo coberto por trajes de estilistas. E Gwen sabe disso. E ela odeia isso. E é por isso que ela saiu de seu caminho para fazer você se sentir assim. Estava me matando não entrar naquela cozinha e te pegar e explicar a situação para você, mas você estava trabalhando e eu não pioraria as coisas para você." Ela fica quieta por um bom minuto e a vejo olhando ao redor dentro do meu carro e, em seguida, olhando para baixo para seu uniforme e sei exatamente o que ela está pensando. Ela está deixando o veneno de Gwen infectá-la e está pensando que talvez ela seja menos. Depois de tudo que eu disse sobre como ela é incrível, ela está deixando a memória das palavras de Gwen assumirem. Isso me


irrita. "Jake," ela começa, tranquilamente, "Eu não poderia ser–" Estaciono em um espaço, desligo o carro e me viro para ela. "Não, Evie. Tudo o que você está prestes a dizer, considero que vai em direção contrária a tudo o que acabei de te dizer na última meia hora e se for isso, simplesmente jogue fora, ok?" Ela olha para mim novamente e, em seguida, fecha a boca e calmamente diz: "Está bem." Sorrio para ela. Essa é a minha menina. "Boa resposta". Enquanto estou andando ao redor do meu carro para deixá-la sair do carro, tomo uma decisão. Ela é minha. Preciso começar a deixar isso muito, muito claro. Este tipo de mal-entendido estúpido não voltará a acontecer. "Vou te pegar às seis e meia esta noite e vou fazer o jantar para você. Você come carne?" "Sim," ela sussurra. Os olhos dela aquecem e ela oscila em direção a mim, acendendo uma feroz possessividade. "Você trabalha amanhã?" "Não, dia de folga." Eu a acompanho até a porta e ela para e fica olhando para mim, e então pego suas chaves, abro a porta de fora, e dou um pequeno empurrão para dentro. "Vejo você hoje à noite. E, Evie, leve uma mochila para passar a noite." Muito, muito, muito claro. "O que? –" ela engasga, mas deixei a porta fechar atrás de mim, não permitindo que ela argumentasse.


CAPÍTULO 13 Dr. Fox está sentado ao lado de minha cama, em seu lugar habitual, inclinado para trás, um pé em seu joelho oposto, o bloco de notas na mão. Ele repete a pergunta que me fez a alguns minutos, que ainda não tinha respondido. Estou olhando pela janela, a raiva fervendo no meu cérebro. "Podemos falar sobre Lauren?" Sua voz me encaixa de volta em mim mesmo, e percebo que estou apertando meu queixo contra a minha vontade. "Não há nada para falar." "Acho que nós dois sabemos que não é verdade." "Tudo bem, então, esse assunto está fora dos limites." "Você precisa falar sobre isso, filho." "Não falo sobre ela. Nunca. Ela não existe para mim." "Dizendo isso, não torna verdadeiro. Acho que você já sabe disso." Uma nuvem de raiva se estabelece na minha cabeça agora, e estou lutando contra as imagens que me agridem, uma por uma, caralho. Sinto que estou prestes a entrar em combustão, minhas mãos se fechando em punho no meu colo, meu corpo inteiro tenso. "Por que você não quer falar sobre ela?" E foi quando senti acontecer. Estalei. Acho que até ouvi o efeito sonoro de cada pensamento em minha cabeça se dobrando e finalmente quebrando enquanto uma nuvem apagava cada função cognitiva. De repente, não sou nada mais que raiva pura, meu cérebro repleto de, e controlado por, um disfarçado tumor de fúria. E por um minuto vira metástase, células multiplicando, espalhando e ultrapassando. "Porque eu a odeio!" Grito, pegando minha bandeja de comida pra fora da mesa ao lado de minha cama e arremessando-a violentamente na parede. Respingos de restos de comida e a bandeja atingem o chão com um bumm. "Quem você odeia, filho?" "Lauren! Eu a odeio! Eu a odeio!" Pareço como uma criança fazendo birra. Estou vagamente consciente disso e ainda minha raiva é tão autoconsumidora, não me importo. São as regras da fúria e estou apenas junto para o passeio. Balanço as pernas para fora da minha cama e começo varrendo as coisas de cada superfície do quarto, gritando alto, "eu a odeio. Eu a odeio. Eu a odeio," com cada estampido. Minha respiração acelera agora e sinto as palavras começando a bater na minha garganta. Sinto-me


enlouquecido com raiva enquanto manco de um lado pro outro pelo quarto, gritando e destruindo, um ciclone de dor, de raiva e amargura. Furacão Leo. Categoria cinco. "Quem você odeia, Jake?" A voz do Dr. Fox vem para mim através do ruído vermelho pulsando através de meu cérebro. "Eu te disse! Eu te disse! Lauren! Eu a odeio! Eu a odeio! Eu a odeio!" Continuo em parte afiando, em parte gritando, em parte palpitando. Minha voz está vindo para mim parecendo ser de muito longe. Não posso sentir meu corpo por mais tempo. Eu me sinto como uma grande bola em redemoinho de emoção, completamente fora de controle. Na minha visão periférica, noto brevemente que uma enfermeira com um olhar aflito abre um pouco a porta para ver o que está causando o que parecia soar como uma briga de bar no meu quarto de hospital. Dr. Fox mantém sua mão erguida até ela em um gesto parado e acena, e ela sai do quarto rapidamente, seus olhos alarmados. "Eu a odeio! Eu a odeio! Eu a odeio!" Eu me zango, derrubando a mesa ao lado de minha cama. "Quem você odeia, filho?" Dr. Fox pergunta novamente, calmamente. Giro de volta pra ele e a voz de meu pai, aquele bastardo que chamava a si mesmo de meu pai, vem a mim de repente. Vejo seu rosto na minha frente, cheio de nojo, nadando em minha visão turva, cheio de fúria. Sinto uma raiva maior aflorando no meu peito e pego uma cadeira e lanço-a pela sala. Ela atinge a alta lata de lixo plástica no canto, e cai no chão com estrépito, uma perna caindo fora. “Meu pai!" Eu me abaixo. "Eu o odeio! Eu odeio aquele rato desgraçado porra! Odeio cada osso de seu corpo nojento! Quero, porra, mata-lo! Quero esmagar a sua cabeça de caralho!" Continuo cantando meu mantra de ódio, me viro para a minha cama e socando pro alto, elevando as mãos completamente do meu colchão, novamente e novamente e novamente. Resmungo em cada golpe, um rosnado desumano proveniente do fundo do meu peito. "Quem você odeia?" A voz do Dr. Fox vem diretamente por trás de mim, ainda suave e controlado. "Pare de me perguntar isso! Eu te disse! Você não está me ouvindo, porra? Meu pai! Minha mãe! Lauren! Odeio todos eles! Eu os odeio! Fodam-se eles! Fodam-se todos eles! Fodam-se! Eu os odeio!" Minha voz racha no final e estou respirando tão pesadamente, que eu sinto que poderia hiperventilar. Uma vida de raiva construída sobre egoísmo, que rouba a dignidade e a crueldade daqueles que atacam os fracos está cursando através de minhas veias, um fogo procurando consumir-me de dentro para fora. "Quem você odeia, filho?" Meus golpes tornam-se mais suaves, meu indefeso colchão recebendo uma suspensão momentânea dos meus golpes cheios de raiva. Minha respiração engata na minha garganta, mais uma vez, e agora posso sentir as lágrimas queimando por trás de meus olhos, querendo cair. Isto estimula a minha raiva novamente e assim meus golpes tornam-se mais fortes e estou quase sufocando agora.


A raiva começa a diminuir e por trás, está só o sofrimento e sinto que vem para mim como uma onda. Estou impotente para combatê-lo. Tudo o que posso fazer é esperar, enquanto lava sobre mim, encharcando a ardente bola de raiva, apagando aquela chama, mas arrastando-me para baixo, me abalando, me açoitando e me deixando indefeso contra seu poder implacável. É maior do que a raiva, maior do que a amargura, maior do que a culpa, e não posso fazer nada, apenas me submeter a ele. Sufoco, "eu! Eu me odeio! Eu me odeio! Eu me odeio! Eu me odeio merda!" E agora as lágrimas estão chegando, e estou sufocando em minhas palavras, salivando e socando e gritando. "Porra me odeio! Merda! Merda! Eu me odeio! Merda! Merda! " Eu me ouço chorando e resmungando e em algum lugar, de longe, acho que as palavras que ouço são, "por quê? Por quê? Por que eu não fui forte suficiente? Eu sou inútil. Por que fiz isso? Por que deixei ela fazer aquilo? Por que eu fiz isso? Por quê? Por quê? Eu me odeio. Eu me odeio. Eu me odeio. Eu sou inútil. Eu me odeio." "Quem você odeia, Jake?" Dr. Fox pergunta uma última vez. "Eu. Eu me odeio," digo através de uma respiração ofegante e cortante. "Eu me odeio. Oh Deus. Oh Deus. Eu me odeio." Então sinto a sua mão pegar no meu ombro e ele a deixa lá, quando enterro meu rosto à pilha elevada de travesseiros que milagrosamente manteve sua posição durante os meus socos, e finalmente lamento pela primeira vez desde que Evie me segurou em seus braços em um telhado, durante uma noite de verão, e me disse que eu tinha o coração de um leão. Eu lamento por Seth, e lamento por toda a esperança que mantive, dia após dia, ano após ano, que meus pais encontrariam algo em mim que valesse a pena amar, desisti completamente e deixei a tristeza e o anseio por Evie me consume, lamentando a minha perda e meus próprios sentimentos de auto ódio do meu abandono. Lamento pelo que fiz com Lauren, meu desgosto comigo mesmo, e com todo o ódio que encheu meu coração por muitos, muitos anos. Lamento até minha voz ficar rouca e estou drenado de emoção. Quando minha cabeça clareia e meu próprio soluço e conversa confusa foram embora, volto para mim mesmo e noto que a mão do Dr. Fox ainda está segurando meu ombro firmemente, ancorando-me. Permaneço parado por vários minutos até que me sinto calmo suficiente para levantar a minha cabeça. Mantenho-me ereto e volto a olhar ao redor lentamente, me voltando para o Dr. Fox. Ele tem um olhar sombrio no rosto, mas não há, absolutamente, nenhuma piedade em seus olhos, e fico grato por isso. Solto uma respiração irregular e me sento de volta na minha cama, quieto, deixando minha irregular respiração voltar ao normal. Depois de alguns minutos, olho ao redor da sala. Parece que um animal enlouquecido destruiu tudo. Suponho que foi exatamente o que aconteceu. Deixei escapar uma risada sem graça e passo minha mão no meu cabelo curto. "Isso deve ter sido realmente patético. Acabei de fazer um papel de idiota ,não?" Faço uma careta. "Sim. Finalmente. Talvez possamos começar agora." Sua voz é suave.


Olho para ele e não posso aguentar. Rio. E então rio mais forte para o que devemos parecer agora. Eu, uma desordem capenga, inchada, enfaixada, sentado no meio da destruição de meu quarto de hospital e o Einstein aqui, cabelo branco esquisito, casualmente sentado em sua cadeira como se isso acontecesse a cada maldito dia. Ambos estamos rindo agora, por alguma remota razão que não posso, pela a minha vida descobrir.


CAPÍTULO 14 Após outro par de horas em reuniões no trabalho, vou para a mercearia para comprar os ingredientes do jantar. Cozinhei um pouco para mim mesmo quando sai da casa de Phil e Lauren e gostei. Pauso depois de reunir todos os ingredientes que preciso para o jantar e, em seguida, caminho até a seção de saúde e beleza da mercearia, e lanço uma caixa de preservativos no meu carrinho. Não quero ser presunçoso com Evie, e tenho certeza que nunca nem no inferno a pressionaria, mas é bom estar preparado. E não tenho um único preservativo em nenhum lugar. Não tenho ficado com ninguém a bem mais de um ano. Gostaria que tivesse sido assim sempre. Estou quase com medo do quanto a quero na minha cama. Imagino se ela esteve com alguém sexualmente, e o ciúme que inflama dentro de mim faz-me apertar meu queixo e jogo este pensamento para o lado imediatamente. Através dos anos, imaginei-a com outra pessoa, algumas vezes, apenas para tortura-me. Sentia como se eu merecesse a agonia que isso trazia. Isso realizava o que pretendia – fazer-me odiar a mim mesmo ainda mais, mas isso faz parte da pessoa que estou tentando deixar para trás. Porque ela não deveria ter ficado com outra pessoa? Ainda, me machuca muito pensar nisso. Caso ela tenha ficado com alguém ou não, ela pode não estar pronta para ficar comigo, que, até onde ela sabe, ela apenas praticamente acabou de me conhecer. Ainda assim, a atração entre nós é palpável, e sei que ela sente também. E isso traz um nível de conforto mesmo eu não estando preparado. De qualquer forma, apenas quero que ela fique comigo esta noite. Eu a quero sob o meu teto, onde ela pertence. Deixo os mantimentos no meu apartamento rapidamente desempacoto, antes de ter que sair correndo para pegar minha menina. Minha menina . Sorrio para mim mesmo. Dirijo até a casa de Evie me perguntando se ela realmente arrumou uma bolsa para passar a noite. Não é como se eu tivesse esperado por uma resposta, e não seria capaz de culpá-la se ela não estivesse pronta. Pensando em tê-la todinha para mim no meu apartamento, beijá-la, tocá-la, o sangue começou a fluir ao sul e tenho que me ajeitar no assento. Bato em sua porta, e quando ela abre, noto duas coisas imediatamente. Um, ela parece linda e dois, há uma pequena bolsa de pernoite em sua mão. Meu coração voa e não posso evitar o sorriso que se abre em meu rosto. Ela passará a noite comigo. Meu coração começa a martelar no meu peito. Parte de mim sente-se como um adolescente nervoso, e parte de mim sente-se jogando-a no chão aqui mesmo no corredor e reivindicando-a como minha. Uma pequena, bolsa de pernoite me fez sentir simultaneamente apavorado e invencível. Ela bate na porta de Maurice e fala "Noite, Maurice!" enquanto andamos para a porta da frente, e ele responde “Boa Noite, Evie," o que me lembra que qualquer reivindicação de Evie no chão do corredor, muito provavelmente seria desaprovada por Maurice. Nós dirigimos para meu apartamento, e digo-lhe sobre minhas reuniões pela manhã e um pouco sobre os prazos que a empresa está enfrentando. Ela escuta com atenção, fazendo algumas perguntas.


É incrivelmente bom conversar com Evie sobre as coisas do dia a dia que estão acontecendo em nossas vidas e não todos os dias fodido de merda como o que estávamos enfrentando quando éramos crianças. Deus, estava almejando isto pelo que parece ser, minha vida inteira. Eu costumava sonhar com como seria chegar em casa para a minha menina no final de um dia de trabalho. Naquela época, eu não tinha ideia que estaria dirigindo uma empresa, mas sabia que eu trabalharia duro todos os dias da minha vida para nos dar mais do que o que nossos pais nos deram. Eu a faria se sentir segura, a faria feliz. Eu faria um lar com ela. E agora... Estou indo mostrar-lhe quão profundamente são meus sentimentos por ela e fazê-la acreditar até sua alma que quero cuidar dela. Porque eu quero. E então, quando lhe disser quem sou, ela vai saber o que podemos ser juntos. Estacionamos na minha garagem e pego a bolsa dela e acompanho-a subindo as escadas para o elevador, não soltando sua mão. Entramos em meu apartamento e olho para trás para Evie enquanto lanço minhas chaves na mesa ao lado da porta. Ela está absorvendo tudo, uma pequena carranca no rosto. Quase rio. Não gosto também. É elegante e moderno e frio. "Apartamento Executivo. Você não gosta dele." Ela fica horrorizada. "Não, não!", ela diz, "É muito elegante. Estava pensando que precisa de um pouco de calor. Talvez algumas almofadas coloridas ou algo assim". Ela olha para baixo e começa a morder o interior da sua bochecha. Eu sorrio. "Concordo. Eu só não sei por quanto tempo vou ficar neste lugar. Gostaria de comprar alguma coisa, eventualmente." Tento não deixar minha mente ir para um lugar onde nós estamos escolhendo uma casa juntos. Devagar. Eu a levo para dentro e tiro seu casaco, pendurando-o nos ganchos no hall de entrada. Quando me viro, ela está na janela, olhando para fora da cidade, as luzes do Casino Horseshoe brilhando à distância. Um calor se espalha pelo meu peito enquanto a vejo de pé no meu apartamento. É onde ela pertence. É onde ela sempre pertenceu. Comigo. O sofrimento de todos os anos que perdemos pairam ao fundo, mas empurro para longe. Isso não é para hoje à noite. Esta noite é sobre nós. Hoje à noite é apenas sobre nós. Ando em direção a ela e envolvo meus braços em torno dela, puxando-a firmemente contra mim. Paro no momento, imergindo, inalando o cheiro de seus cabelos, a sensação de seu delicado corpo envolvido em meus braços, seu calor pressionado contra mim. Eu me lembro disso tão bem. Sempre foi assim. Ela sempre teve um jeito de me acalmar, simplesmente com seu toque. Como pude duvidar que seria sempre assim? Então, agora, um milhão de vidas depois. Minha Evie, meu coração, minha salvadora. Minha domadora de leão. Abaixo minha cabeça e escovo seu cabelo para o lado, baixando meus lábios na parte de trás do pescoço, aninhando na pele acetinada. Ela se arrepia e sinto-me inchar na minha calça. "Deus, Evie, tocar em você é tão bom. Você cheira tão bem. Você me desfaz. E nem tive você ainda. O que isso vai fazer comigo?”


Sinto-a endurecer. "Jake–" ela começa, virando-se em meus braços e trazendo os dela em volta do meu pescoço, até que estou a olhando nos olhos. "Sobre isso-" "Você está nervosa". Caramba. Está tudo bem, embora. Ela pode definir o ritmo. Este é o seu show. "Sim. Não. Quer dizer– " ela balança a cabeça, rindo uma pequena risada. É cedo, eu acho. Quero dizer, não é- são passados quatro anos. Queria que a vida tivesse trabalhado de forma diferente, para que assim eu tivesse dado um rasante em seu aniversário de dezoito anos e casado com ela nesse mesmo dia. Mas, quanto a realidade de agora, realmente apenas começamos. Ainda assim, acho que ela sente o que sinto. De qualquer forma, quero que seja completamente sua escolha. "Sim. Não. Quer dizer." Balanço minha cabeça e solto uma risada trêmula. "Que tal eu faço o jantar, nós conversamos, nos embriagamos, e então se você quiser dormir no quarto de hóspedes, estou bem com isso hoje à noite, certo? Gostaria de você na minha cama. Mas quero que isso seja um pedido seu e se você não estiver pronta, então você dorme no quarto de hóspedes. Eu só quero você aqui esta noite, ok? " Seus olhos procuram os meus por vários segundos. "OK," ela sussurra. "Bom", digo, meus olhos movendo-se para sua bonita boca, tão incrivelmente adorável. Pressiono meus lábios contra os dela, sorrindo enquanto tomo seu lábio inferior entre meus dentes, provocando-a suavemente. Ela se derrete em mim enquanto continuo lambendo e chupando seus lábios, mas não vai mais longe. Quero que ela tome a liderança, sabendo que estou dando isso pra ela agora. Ela não tem ideia do que isso significa para mim, ser capaz de fazer isso, dar a uma mulher de bom grado o controle sexualmente. Até agora, o ponto todo, na maioria das vezes, era eu estar no controle, para tomar aquela parte de mim de volta. Mas com Evie, sinto-me não só seguro, mas farei de tudo para fazê-la se sentir segura também. Finalmente, depois de cerca de mil anos, ela faz um pequeno som frustrado em sua garganta e desliza sua língua em minha boca. Oh, merda, isso é tão fodidamente sexy . Gemo profundo e meu pau salta na minha calça. Ela desliza uma de suas mãos nas minhas costas, e entra debaixo da bainha da minha camiseta larga por fora das calças e corre com suas unhas levemente contra minha pele. Estou em chamas. Nada nunca foi tão bom como isso. Evie inclina a cabeça e o nosso beijo fica mais profundo, sangue batendo mais forte e mais rápido para a minha ereção. O gosto dela é como uma droga, e estou completamente perdido na sensação dela contra mim, o gosto dela, a ideia dela. Estou impressionado com estes novos sentimentos cursando através de mim. Isso é o que a proximidade física é supostamente deveria ser. O próprio pensamento de tudo o que experimentei até este momento, de repente é colorido com ainda mais doença, e a beleza, o acerto, deste momento é destacado contra os flashes nublados de memórias horríveis.


Ela corre sua outra mão até a volta do meu pescoço, no meu cabelo, examinando e acariciando, e registro que isso parece ótimo, antes de registrar que os dedos estão rastreando minha cicatriz. Merda! Separo meus lábios dos dela, me recompondo. "O que aconteceu com você, Jake?", ela indaga carrancuda. Dizer a verdade, mas manter vago. Esta noite não é para isto. Faço uma pausa antes de dizer baixinho, "Lembra-se da merda que eu disse a você que fiz para merecer o desprezo de meu pai?" Ela acena, ainda carrancuda. "Algumas dessas resultaram em mim rasgando a parte de trás da minha cabeça. Algum dia vou te contar tudo sobre isso, Evie, prometo. Mas que tal eu começar a fazer o jantar agora?" Ela olha de sobrancelhas franzidas e leva sua mão até meu cabelo e rastreia minha cicatriz novamente. E a ternura do seu toque é algo que só ela sempre me deu. Fecho meus olhos e tiro a sua mão da minha cicatriz e trago-a para os meus lábios para beijá-la. "Tão malditamente doutore," digo. Porque isso é exatamente o que ela é. Eu a levo para a cozinha e puxo uma banqueta para ela. “Posso te servir uma taça de vinho e levar alguns minutos para trocar este terno?” pergunto. Eu só tive tempo de remover minha gravata e tirar minha camisa da calça depois de deixar as compras, já que eu estava alguns minutos atrasado, e não queria que ela esperasse por mim. Também, depois desse beijo, preciso mergulhar numa água gelada se eu quiser ser capaz de me focar em cozinhar um jantar comestível. “Que tal você se troca e eu abro o vinho e o sirvo.” Ela diz sorrindo. “Perfeito.” digo a ela onde está tudo e então ando para o meu quarto. Deixo a água fria correr por alguns minutos antes de ligá-la na quente e ensaboar-me. Dez minutos depois me troquei e caminho de volta para a cozinha onde Evie está agora sentada no balcão com dois copos de vinho tinto na sua frente. Ela entrega-me um e diz: "Tinto. Espero que esteja ok. Vai com carne vermelha e tudo mais." Ela parece incerta, doutore. Sorrio e estendo meu copo para o dela. "Aos começos", digo. Para novos começos. Enquanto começo a pegar os ingredientes da geladeira,pergunto, "Posso te fazer uma pergunta? Você me disse outro dia que você não namorou na escola. Por que não?" Espero que ela me dê uma ideia melhor de como era a sua vida após eu a deixar. Sei que eu poderia estar torturando-me com essas informações, mas preciso saber o que ela tinha passado. Ela fica quieta por um minuto, parecendo considerar se vai me responder ou não, quando coloca seu vinho para baixo e começa. "Quando eu tinha quinze anos, minha mãe adotiva, Jodi, foi diagnosticada com câncer e ela e seu


marido decidiram que não poderiam adotar mais. Eu não era próxima de nenhum deles, eles eram em sua maioria desinteressados em nós meninas que morávamos com eles. Eles não eram rudes, apenas uma espécie indiferente e omissa. Eles assistiam muita TV e não tinham um grande interesse em saber quem qualquer uma de nós éramos. Nós coexistíamos e eles principalmente nos deram o que precisávamos fisicamente, mas emocionalmente, não eram pais para nós, pelo menos não da maneira que eu definia a paternidade. Mas eu estava confortável onde estava, gostava da casa, gostava das garotas com quem eu vivia e achava que a vida era tão boa para mim enquanto estava nessa situação. De qualquer forma, quando me mudei, fui morar com outro casal e eles não fizeram nem um osso sobre o fato de como eu e as outras meninas que vivíamos tinham drenos neles, embora, tanto quanto eu poderia dizer, a principal razão que nós estávamos lá eram os cheques que nós trazíamos para eles. Eu, Genevieve e Abby, as outras meninas que moravam lá, éramos em sua maioria suas escravas. Nós cozinhávamos, limpávamos e cuidávamos de seus meninos gêmeos de seis anos de idade que, deve ser dito, eram bons de controle de natalidade para nós meninas se isso era o que eles estavam tentando nos ensinar. Nossos pais adotivos sentavam em suas extremidades e se eles queriam alguma coisa, eles gritavam para nós corrermos e buscá-la para eles. Minha mãe adotiva, Carol, constantemente fazia observações sobre mim, meu corpo, meu cabelo, minha falta de personalidade, apenas sendo desagradável. Ela era especificamente malvada para mim, mas ela tinha uma política de oportunidades iguais quando vinha ao nosso cuidado. Ela não gastava nenhum centavo a mais do que ela tinha em nossas necessidades, o que significava que as nossas roupas eram constantemente velhas e muito pequenas. Na escola, as meninas zombavam de mim porque elas achavam que eu usava minhas roupas muito apertadas para que os garotos me notassem. Elas me chamavam de vagabunda ou pior e os meninos me tratavam como uma e então eu evitava todos, tanto quanto possível. Eu não era exatamente cheia de autoconfiança como parecia, mas Carol fez o trabalho dela para me fazer sentir ainda pior sobre mim. Isso não me fez exatamente ansiosa para sair, tanto quanto fazer amigos ou namorar. Eu almoçava na biblioteca todos os dias, e ia para casa depois da escola e limpava a casa da Carol e do Billy. No dia em que completei 18 anos, consegui um emprego no Hilton, e me mudei com a intenção de dormir no sofá de Genevieve por três meses (ela tinha saído do nosso lar adotivo com o namorado há seis meses), até que eu guardasse dinheiro suficiente para um depósito de segurança em um apartamento. Dois meses da minha estadia lá, seu namorado flertou comigo, Gen me expulsou e eu não tinha para onde ir e assim, eu trabalhava durante o dia, ia para a biblioteca depois do trabalho e dormia em uma mesa no canto por três horas, até que fechava e então vagava por várias cafeterias diferentes bebendo café até que era hora de voltar ao trabalho, onde, felizmente, eles têm um chuveiro no banheiro dos empregados que eles não se importavam que usássemos. Eu dormia em um abrigo no centro uma noite, mas um velho tentou rastejar em minha cama comigo no meio da noite e roubaram o par de sapatos que eu tinha deixado no final da minha cama antes de ir dormir. Não podia arriscar alguém roubar o dinheiro que eu tinha guardado para um apartamento, eu estava levando tudo, sem dinheiro voltaria para onde comecei e isso era impensável." Estou tomando todas e cada uma de suas palavras em minha alma, deixando-as dissolver nas fibras de quem eu sou, forçando-me a imaginá-la sozinha e com medo, dormindo em cima de uma mesa da biblioteca, vagando pela cidade sozinha, sem ter para onde ir. Quero começar a jogar coisas; quero bater os meus punhos no rosto de alguém. Não tenho certeza quem quero que seja minha vítima. Provavelmente eu mesmo. Preciso estar aqui para ela, embora. Preciso manter meus próprios sentimentos de autopunição para o que não fiz para ela, na baía. Minha mente volta para o tempo em que tínhamos uns doze e treze anos, e vi um pequeno formulário que ela tinha preenchido de alguma porcaria "Dando Árvores" que os seus pais adotivos tinham dado a


ela, que alguma instituição de caridade estava promovendo por crianças órfãs. Eu tinha ganhado um também, mas tinha amassado a meu e jogado fora. Não queria uma família próspera pagando alguma merda para mim e dirigindo para casa na sua minivan para comer carne assada em torno da mesa de jantar familiar, sentindo-se como se eles fossem super pessoas, ajudando a Comunidade. Apenas o pensamento disso me deixou chateado. Mas tive um vislumbre do que Evie tinha preenchido, quando caiu de sua mochila. Ela tinha ficado vermelha e rapidamente colocou dentro de volta, e fingi que não tinha lido, mas eu tinha. Ela tinha escrito que ela queria seu próprio travesseiro e fronha. Não sei por que isso era importante para ela e nunca perguntei. Talvez, porque ela se mudava o suficiente para parecer que, se ela tivesse uma coisa para ficar com ela, que era dela permanente, alguma coisa que proporcionava conforto, não seria tão difícil. Eu não sei. Mas algo sobre aquilo me quebrou de uma forma que não podia explicar na época, e eu tinha ido para casa e briguei uma luta com este grande bandido de um garoto com quem eu morava, na maior parte deixando-o chutar minha bunda. Eu era geralmente capaz de dar alguns bons tapas, mesmo contra crianças muito maiores que eu. Mas naquela hora nem mesmo tentei. Quando eu disse ao Dr. Fox sobre isso, ele me disse que eu só peguei onde meu pai havia parado, porque pensava que eu merecia. Talvez. Mas ele provavelmente não sabia a dor excruciante de ver alguém que você ama sofrer, e não ser capaz de fazer um caralho de alguma coisa para mudá-lo. A menina que eu amava queria uma porra de uma fronha de Natal. Isso me matou e eu odiava minha própria impotência. Acho que a única coisa que eu tinha controle era de estar fazendo a dor física, ao invés de emocional, que é sempre o tipo de dor que parece não sobrevivente. A memória desse sentimento volta para mim agora porque é o que estou experimentando, sentado aqui nesta cozinha, ouvindo Evie me dizer o que o meu abandono fez a ela. Mesmo que ela não saiba que isso é o que está fazendo. Aperto meu queixo, e suporto a dor que vem em ondas, quando ouço pelo que ela passou – ela viveu isso, o mínimo que posso fazer é absorver e deixar me afetar totalmente, que é o que estou fazendo. Mas, foda-se, dói. Ela fica silenciosa por um minuto, observando-me, antes de continuar. "No final desse mês, eu tinha dinheiro suficiente para um depósito de segurança em qualquer um dos apartamentos que tinha olhado. Liguei para alguns e encontrei um que eu poderia mudar naquele dia. Dormi no chão usando minha mochila como travesseiro e um cobertor surrado, rosa que eu tinha desde que era criança, até que eu pudesse pagar alguns móveis usados. Consegui concluir meus estudos no ano seguinte, já que tinha me mudado e começado a trabalhar antes de me formar." Ela me olha novamente com cuidado antes de pegar seu copo e tomar um gole de vinho. Mantive minhas mãos ocupadas com a preparação do jantar, para que eu não pegasse o mais próximo e pesado objeto e lançasse-o através da janela, e Evie acena em direção as batatas que estou lavando. "Quer que eu faça isso?" ela pergunta. "Não, quero que você sente e relaxe e saboreie seu vinho e fale comigo." Tenho que sorrir agora porque, apesar da história que ela me disse, ela está sentada descontraída e sorrindo. Ela me espanta e acalma minhas próprias emoções. "Você já passou por tanta coisa, Evie," finalmente digo.


"Sim, mas a coisa é, de certa forma tenho sorte por isso." "Como assim?" Estou confuso. "Bem, quantas pessoas você acha que entram em seu apartamento no final do dia, pequeno e simples que seja, e olham em volta e se sentem como uma das pessoas mais sortudas do mundo? Quantas pessoas realmente apreciam o que elas têm, porque elas sabem o que se sente quando não tem absolutamente nada? passei muito para chegar onde estou e não levo nada que tenho como certo, nunca. Essa é a minha recompensa." E nesse exato momento, esse é o melhor exemplo do por que essa menina é a pessoa mais excepcional que eu já conheci. O que ela faz, transformando a feiura em algo bonito - é seu dom. É a coisa que eu poderia nunca, jamais fazer, não importava quão duramente tentasse em vez de deixar o feio assumir e tecer sua maneira através de mim até que ele mudasse quem eu era, fazendo-me amargo e raivoso. E talvez seja exatamente por isso que Evie foi capaz de me amar – ela olhou profundamente para dentro de mim e foi capaz de passar além da feiura, para algo que era bom. Eu não sei. Tudo o que sei é que ela é a coisa mais linda que já vi, por dentro e por fora. Finalmente, tranquilamente, digo "Eu nunca teria pensado em olhar para isso dessa maneira." E eu não teria. É por isso que ela me faz uma pessoa melhor. É por isso que ela me inspira. Termino mais algumas preparações do jantar, e ela toma um golinho do vinho, nós dois em silêncio por alguns minutos pensando nossos próprios pensamentos. É tão incrivelmente bom apenas sentar-me aqui com ela, fazer o jantar e conversar. Estou pensando sobre as histórias que ela costumava contar quando éramos crianças, e para mantê-la falando e para ouvir seus pensamentos em como ela cresceu, peço-lhe, "Evie, o elogio que você deu para a sua amiga, Willow. Conte-me sobre isso." "Estou falando muito sobre mim, novamente. Como isso acontece toda vez que estou com você?", indaga, sorrindo. "Satisfaça-me, você é fascinante para mim." Ela rola seus olhos e sorri para mim. "Eu costumava contar histórias para Willow quando éramos crianças e vivíamos juntas em um orfanato. Ela amava e mesmo depois que estávamos adultas e gostava de ir lá e limpá-la de qualquer confusão que ela se metesse; Ressaca da droga, merda expulsa dela por um namorado, qualquer que seja.” Ela acena sua mão, pausando brevemente antes de continuar. "Mesmo quando adulta, ela me pedia para lhe contar uma de suas histórias. Ela as pedia pelo nome, mesmo em um estado completamente embriagado às vezes." "Parece que ela se sentia especial no domínio delas. Ela provavelmente não tem domínio de muita coisa. Isso é lindo, Evie." digo. E eu sei que é verdade porque é exatamente como me sentia sobre as histórias que me contava. Apenas


pensar sobre elas me fez sentir bem sobre mim mesmo e eu precisava disso muito desesperadamente. Suas histórias eram como medicamento para meu coração ferido. Naquela época, e até mesmo pensar sobre eles agora, ainda faço às vezes. Ela olha para mim silenciosamente por um minuto, um olhar macio no rosto. "No início, era só coisa de criança estúpida. Tinha uma imaginação fértil." Ela ri uma pequena risada. "Veio a calhar. Apenas uma criança tentando compreender o incompreensível, sabe?" Eu aprovo com a cabeça. Claro que eu sei. E então não posso aguentar. A pergunta sai antes mesmo de me dar permissão para fazer, "Você vai me falar sobre Leo?” Ela olha para baixo e toma um gole do seu vinho. Merda, não deveria ter ido por esse caminho. "Jake, compartilhei muito esta noite e me senti bem e isso me surpreende, porque não tenho o hábito de trazer o meu passado com muita frequência, mas podemos guardar Leo para outra hora? Tudo bem?" Algo inflama dentro de mim, quando vejo o olhar nos seus olhos, com a menção do meu nome. Tenho quase certeza que vejo tristeza lá. Ela tenta escondê-lo, mas novamente, ela nunca foi boa nisso. Algo quente me enche, não só pela realização de estar lendo minha Evie novamente, como eu costumava ser capaz, mas sabendo que talvez ela não me deixou por todos esses anos, como ela disse que fez. Olho para ela, pensando mais sobre quão doutore e única e amada ela é. Ela olha para mim através de seus cílios e pergunta o que estou pensando. Vou ao redor do bar e sento no banquinho próximo a ela e ela se vira em direção a mim quando pego sua mão, "Eu só estava pensando sobre o quanto aprecio você compartilhar comigo esta noite. E também estava pensando onde eu estava em pé, que você fez um trabalho muito notável em não deixar seu passado torná-la dura. Não há coisa alguma dura ou amarga sobre você, nem uma única coisa, nem a sua atitude, nem o jeito que você se mantém, nem os seus olhos, nem o seu sorriso, e nem a maneira como você trata as pessoas, sempre cuidando das pessoas que têm a sorte de ter o seu amor, e isso é só você. A vida obviamente levou muito de você e sei que você tem um corte profundo, mas o fato de que você confiou em si mesma para fazer isso não deixou que isso te tornasse cínica ou fria, que é tudo você. Reconheça isso. Isso é o que estava pensando." Ela olha para mim por alguns minutos antes de eu ver a umidade brilhando nos seus olhos e ela sorri um sorriso tímido. Deus, ela é linda. Faço um gesto para ela se sentar a mesa enquanto coloco rapidamente os pratos de comida e nós atacamos. "OK, realmente impressionada," diz ela. "Isso está incrível." Estou feliz que ela pensa assim, porque se isso for da minha maneira, vou cozinhar para ela todos os dias pelo resto de sua vida. Depois que comemos em silêncio por alguns minutos, ela pergunta: "Você vai me contar sobre seus pais? Como foi a passagem do seu pai?" Ela olha-me nervosamente. “Ataque cardiaco. Foi repentino. Ele resistiu por uma semana depois, mas tinha um coágulo de sangue. Isso que realmente o matou.”


“Eu sinto muito, Jake.” Ela pausa, ainda me olhando nervosamente. “Você deve sentir falta dele.” "Sim, eu sinto. Desperdicei um monte de anos com o meu pai que não posso nunca ter de volta.” "Eu sinto muito”. Penso sobre meu pai por um minuto. Há ainda uma tristeza lá para mim, mas Dr. Fox ajudou-me a superar muita da culpa, não que tenha passado completamente, mas reconheço que passei por um longo caminho agora que Evie comentou. "Está tudo bem. Realmente. Não ficou ok por um longo tempo, mas vim para um lugar onde estou chegando lá. Percebo agora que há uma série de caminhos na vida. Alguns nós escolhemos e alguns são escolhidos para nós. Fui tratado como merda, assim como muitos de nós somos, e fiz um monte de escolhas erradas também. Tenho que assumir a responsabilidade por elas. Mas a única coisa que nós temos que imaginar é onde outro caminho nos teria levado, são perguntas que não têm respostas e desgostos não podem ser curados. Independentemente de como chegamos lá, tudo que qualquer um de nós pode fazer é seguir em frente de onde estamos.” Assim como quando conversei com o Dr. Fox, falando com Evie sobre isso, me senti bem. Gostaria de ir afundo nesse assunto com ela um dia, porque sei agora, que falar sobre isso com quem pode compreender, é a cura. Um dia, embora. Não esta noite. Não quero me fechar novamente após ela me dar tanto de si mesma, mas não só estou sendo incapaz de falar sobre um monte de coisas, mas ainda é um assunto difícil para mim. Colocar pra fora é bom, mas quero que esta noite seja sobre eu e ela, não um monte de merda. Ela está em um lugar melhor que eu, em relação a dor do passado – hoje à noite ficou muito claro isso. Além disso, o meu ainda está curso. Só de pensar na cruzada da Lauren já me faz ficar tenso. "Vou te contar tudo sobre ele, Evie. Você já me deu tanto de você, e quero me dar para você, mas não esta noite. Hoje à noite, quero desfrutar de um jantar e desfrutar de você, e não trazer um monte de merda que vai me colocar de mau humor. Ok?" “Ok.” Ela sussurra, olhando para mim com seus olhos meigos como se pudesse realmente entender. Sou grato. Pego sua mão e aperto-a sobre a mesa. Terminamos o jantar e, em seguida, ela me ajuda a limpar a mesa e a lavar os pratos. Ela pede licença para usar o banheiro enquanto termino de jogar os tachos e panelas na pia, e seco minhas mãos. De repente, a realidade do fato de que Evie está na minha casa e que nós apenas compartilhamos o jantar juntos como qualquer outro casal normal me bate forte, e uma intensa felicidade enche-me. Quando ela volta para a cozinha, agarro sua mão e a levo para o sofá. Meu corpo vibra com a felicidade que sua presença traz e preciso mostrar a ela. Eu a puxo para baixo, em cima de mim, para que ela monte em cima de mim, e porra, isso é sexy. Mais uma vez, a admiração que me enche em deixá-la numa posição de controle e estar bem com isso, é avassaladora. Seus olhos enchem de calor pouco antes de ela colocar sua boca na minha, e lamber a costura dos meus lábios. Abro para ela imediatamente e ela geme e oh Deus, já estou doidamente duro e esse pequeno gemido doutore atinge direto o meu pau. Pego a parte de trás de sua cabeça com minhas mãos e a inclino para poder beijá-la mais profundamente, o desejo de possuir o seu corpo tão


forte que já me sinto fora da necessidade de controle. Beijamos-nos, profundo e molhado, línguas em emaranhamento, saboreando, gemendo na boca um do outro e já nem quero subir para o ar. Ela é meu ar, minha razão para a existência, a única coisa que importa para mim nesta vida ou em qualquer outra. Estou bêbado do gosto dela, luxúria atirando através das minhas veias, todo o meu corpo vibrando com a necessidade de estar dentro dela, possui-la, para torna-la minha. Minha! Um rosnado vem da minha garganta e ela geme de volta enquanto roça no meu colo, assim minhas bolas apertam-se firmemente, "Foda-se! " Tenho que tirar minha boca para longe dela, respirar profundamente. "Deus, Evie, sentir você é bom pra caralho.” "Jake," ela diz, com a respiração difícil também. "Não vou dormir no quarto de hóspedes esta noite." "Graças a Cristo, porra." Graças a Cristo, porra. Graças a Cristo, porra. Levanto com ela em meus braços, para que assim ela envolva suas pernas ao redor da minha cintura. Carrego-a pelo final do corredor para minha cama, minha boca trancada na dela todo o caminho, a palavra Minha! reverberando na minha cabeça, a necessidade de mostrar a ela fisicamente o quanto eu a amo, pulsando através de minha veias.


CAPÍTULO 15 Eu a carrego para meu quarto, deposito-a no meio daminha cama e, em seguida, me levanto e tiro a minha camiseta antes de voltar para ela. Minha tatuagem ocorre-me, pela primeira vez. Sei que não posso mostrar-lhe ainda, mas sorrio por dentro, pensando que minha domadora de leão está nas minhas costas e nos meus braços. Nunca na minha vida estive tão excitado. Estou vibrando com ela. Penso brevemente que assim seria se ela tivesse sido a minha primeira – isto é como deveria ter sido. O sofrimento desse pensamento me atinge, mas empurro para o lado. Estamos aqui juntos agora. E preciso ver como ela é toda agora, neste segundo do caralho. Coloco minhas mãos até sua blusa, forçando seus braços sobre sua cabeça e tirando dela, antes de jogar no chão. Sento e olho para baixo para ela. Ela está usando um sutiã de renda vermelho, e sua pele é lisa e impecável, e preciso sentir ela contra mim- agora . "Ajude-me, Evie, quero sentir sua pele na minha." Estive esperando o que parece uma vida inteira para sentir sua pele na minha. Ela parece apenas um pouco insegura enquanto se senta e desata o seu sutiã e puxa as tiras lentamente para baixo pelos braços e então deixa cair no chão. Bebo na perfeição de seus seios, pequenos e firmes, seus mamilos rosa escuros já duros sob meu olhar. "Cristo, ainda mais bonita do que eu imaginava," sussurro. Baixo minha boca na dela novamente, minha língua deslizando em sua doçura e festejando a sensação de sua maciez contra o meu peito, as mãos vagueando sobre minhas costas. Meus quadris começam a rolar instintivamente, e ela cobre toda a minha boca, enviando mais faíscas voando direto para meu pau. Gemo novamente, pensando que preciso retardar isso, se não, não vai durar mais de três segundos. Isso é tão foda de bom, já não quero terminar, mas também quero fazer bom para ela – que significa não gozar na sua barriga antes de sequer começar. Afasto um pouco dela e beijo seu pescoço quando trago uma mão até pegar o seu peito e esfregar meu polegar sobre seu mamilo. O peso leve dele é pura perfeição em minha mão, a pele como o cetim. Essa mulher foi feita para mim em todas as formas possíveis. Seus quadris se encorajam contra minha fúria dureza e rosno ao sentir seu calor ao meu encontro. Deus, vai ser como o céu afundar-me nela. Desesperado para prová-la, abaixo minha boca para o seu mamilo e sugo em minha boca, lambendo e chupando enquanto ela treme e suspira debaixo de mim. Eu me revezo em ambos, quando seus suspiros se tornam quase um choro e seus quadris, movendo-se com cada chupada, suas mãos alisando meus cabelos. Minha menina é assim sensível, tão perfeita. Minha . Quando uma de suas mãos começa a se mover para baixo pelo meu estômago, chupo uma respiração e largo fora de seu peito para olhar para ela. Ela não sabe que o foco é diminuir a velocidade, se ela me tocar lá, será muito fácil perder o controle.


Eu sei que o olhar na minha cara é provavelmente intenso quando ela olha de volta para mim, com os olhos largos, lábios separados, lindos demais para palavras. "Eu sou virgem," ela diz de repente, seus olhos estudando os meus. Tudo em mim congela quando me afundo em suas palavras. Meu coração aperta em meu peito e o sangue começa rugir em meus ouvidos. Seus olhos continuam estudando o meu rosto quando ela sussurra, "Tudo bem?" Tudo bem? Tudo bem? "Na história do mundo, nada nunca foi tão bem,” digo, a emoção que sinto esbarra em minha garganta e faz minha voz ficar rouca, mesmo aos meus próprios ouvidos. Ela se guardou para mim? Certamente não. Eu só uma maldita sorte que vida se encaminhou dessa maneira, que ninguém nunca tocou nesta menina linda, exceto eu. E como isso é mesmo possível? Não me importo. Eu só agradeço a Deus, e coloco a minha boca de volta na dela, beijando-a com um abandono selvagem, lambendo e chupando em seus lábios. Sinto-me guloso e possessivo, mais impaciente do que estava antes de enterrar-me dentro dela e reivindicá-la como minha. Mas sei que preciso ir devagar agora para ela. Preciso certificar-me de que ela está tão molhada quanto possível para mim, para que isso não seja muito doloroso para ela. Preciso fazê-la gozar. Desabotoo e abro o zíper de seus jeans e, em seguida, ajoelho-me acima e puxo suas botas para fora, uma de cada vez. Então, rapidamente puxo seus jeans e sua minúscula calcinha vermelha de renda para baixo de suas pernas e atiro tudo no chão. Em seguida, rapidamente, volto sobre ela, pedindo sua boca novamente e desço a minha mão entre as coxas de seda, instando-os a abrir. Ela se arrepia e levanto minha cabeça, olhando-a nos olhos e sussurrando, "abra para mim." Ela faz o que eu digo imediatamente, deixando as pernas caírem para os lados. "Eu vou tornar isso mais fácil para você me levar," eu digo, e vejo seus olhos brilharem com minhas palavras. Ela acena ligeiramente. Pressiono um dedo suavemente dentro dela e sinto seu corpo tremer. Jesus, ela é tão apertada, tão quente, tão molhada. Meu pau surta em minha calça jeans, ansioso para tomar o lugar do meu dedo. Meu polegar encontra o pacote de nervos sensíveis acima da sua abertura e espalho sua umidade sobre ele e em seguida, inicio um movimento com meu polegar nele em câmera lenta e em círculos, enquanto movo o meu dedo para dentro e para fora da sua abertura escorregadia. Ela inclina a cabeça para trás e geme, e ver o seu prazer é quase demais para mim. Sinto que estou sufocando na luxúria, montando uma linha fina de desespero. Nunca foi assim antes, nunca. A beleza deste momento esmaga-me enquanto assisto Evie à beira do orgasmo, luxúria e amor surgindo através do meu corpo simultaneamente. “Deus, você é tão bonita. Isso é bom?” Quase sufoco. “Sim”. Ela ofega quando acrescento outro dedo, alongando-a, sentindo seu suco cobrirem meus dedos enquanto os coloco e tiro de dentro dela. Quando seus quadris começam a levantar para encontrar minha mão, sei que ela está quase lá. É isso, baby, venha para mim. "Oh meu Deus," ela ofega e não posso aguentar o som selvagem que escapa dos meus lábios. Vê-la sobre o limiar do orgasmo é tão bonito e tão intenso. Suas bochechas estão vermelhas, sua cabeça jogada de volta no travesseiro e seus quadris estão ondulantes contra minha mão. Em seguida, seu


corpo endurece por um mais breve dos segundos e ela grita meu nome quando o orgasmo passa sobre ela. É isso, menina bonita. Ah, foda. Preciso estar dentro dela agora. Agora mesmo. Eu me sento e tiro fora meu jeans e cueca e atiro-os no chão e rastejo sobre ela quando ela está abrindo os olhos, um olhar maravilhoso no rosto. Estou praticamente tremendo quando me inclino e pego uma camisinha de dentro da gaveta da minha cabeceira e ajoelho para trás e a coloco. Estou tão excitado, estou dolorido, desesperado com a necessidade de liberar-me nela. Lembro-me de ir devagar com ela, embora. Não quero machucá-la. "Posso tocar em você, Jake? Você vai me mostrar como?" ela sussurra. "Da próxima vez, baby. Estou pendurado por um fio aqui. Se você me tocar, nós dois vamos nos arrepender," digo, meu frágil controle, enfraquecendo a cada minuto. Eu me seguro sobre ela e introduzo a ponta do meu pau na sua entrada molhada. Baixo a minha boca na dela novamente, empurrando minha língua em sua boca, mostrando-a com minha boca o que estou prestes a fazer com meu pau. Gemo em antecipação. “Enrole suas pernas em volta de mim,” digo a ela. “Vou fazer isso rápido para passar logo a parte mais dolorosa, está bem?” “Ok,” ela sussurra de volta, e me empurro dentro dela de uma vez só. Oh, merda, merda. Mas então faço careta quando ela chora de dor. Permaneço parado por um minuto, deixando seu corpo se acostumar com a minha invasão, e quando sinto o seu relaxamento em torno de mim, começo a me mover muito lentamente, saboreando o sentimento do seu abraço quente, molhado. Quero ser lento e cuidadoso mas meu pau está latejando, gritando para mim mover-me quando o atrito quente do seu corpo me rodeia. “Baby, tenho que ir mais rápido. Você está bem?” Engasgo. "Sim," ela sussurra, e com ela estando bem, começo empurrando-me dentro dela, o sentimento tão esmagadoramente requintado que acho que vou me afogar nela. Afogando-me num mar de felicidade. As suas pernas estão envolvidas em torno de meus quadris, as mãos movendo-se em minhas costas e sobre minha bunda, enquanto ela geme e choraminga debaixo de mim, encontro-me de impulso para o impulso. Ela é a perfeição e estou perdido. É tão bom, não quero que acabe, mas sinto calor e prazer circulando na minha barriga e sei que não vou ser capaz de resistir por muito mais tempo. Trago minha boca de volta a dela e minha língua pressiona em sua boca no mesmo tempo que empurro o meu pau. Isso parece acendê-la quando ela arqueia o seu corpo para cima, e sinto as contrações de seu orgasmo no meu comprimento, ordenhando meu próprio orgasmo à superfície, minhas bolas puxando para cima apertadas. Eu meto nela uma vez, duas vezes e, em seguida, explodo com a força de um vulcão em erupção, trêmulo e gemendo e vendo estrelas da intensidade do meu clímax. Quando volto a mim mesmo, estou circulando meus quadris lentamente, puxando para fora o último prazer e ela está acariciando suas unhas nos meus braços. Não posso evitar o sorriso que se espalha em


toda a minha cara, quando afundo em seu pescoço com cheiro doutore. Deus do céu. Isso foi...isso foi...Deus, não há nenhuma palavra. Levanto minha cabeça e olho em seus olhos. “Você está bem?" sussurro. "Sim," ela sussurra suave, saciada, com sorriso nos lábios. Gostaria de ficar ligado a ela por tempo indeterminado, mas preciso me certificar de que ela está bem e se tiver algum sangue, limpá-la. Quando saio dela, ela dá uma miada e não posso deixar de sorrir. "Minha Evie gosta de mim dentro dela." Uma coisa boa, porque pretendo gastar muito tempo lá. "Deixa eu meu livrar deste preservativo e pegar algo para te limpar. Fique aí." Porra, há um monte de sangue. Algo primordial dentro de mim sente uma intensa satisfação, à vista do sangue virginal de Evie por cima de mim. Nunca iria admitir isso em voz alta – parece coisa de homem das cavernas, suponho, mas é a verdade. Fico encarando-a enquanto coloco minha camiseta e cueca para que ela não vislumbre as minhas costas. Ainda não. Vou ao banheiro e dou descarga no preservativo sangrento. Então corro uma toalha em água morna e trago de volta para o quarto. Sorrio porque Evie não moveu um músculo, ainda deitada nua e como uma deusa nos meus lençóis, uma visão de beleza. Sento ao lado na cama e digo, "abra suas pernas e dobre seus joelhos." Ela parece um pouco envergonhada, mas faz o que falei, e limpo o sangue e retorno ao banheiro para lavar o pano e lançá-lo no cesto de roupa suja. Quando ando de volta para o quarto com um copo de água, Evie colocou sua minúscula calcinha vermelha novamente. A vista do pequeno pedaço de renda vermelho contra sua pele cremosa envia uma seta de excitação mais ao sul, mas esmago-a. Ela deve estar dolorida. Sinto uma momentânea pontada de culpa por não ter sido mais suave, mas eu tinha me controlado o melhor que pude sob as circunstâncias – eu tinha esperado um longo maldito tempo por isso. E nunca tinha experimentado esse nível de pura luxúria. Foi fora das cartas. Evie toma um longo gole de água e sorri pra mim doutoremente quando me devolve o copo. Coloqueio no criado-mudo e subo de volta para a cama com ela, virando-a e puxando de volta contra meu peito. Eu aconchego meu rosto em seucabelo com doutore cheiro e agarro seu peito em minha mão possessivamente. Apesar do fato de que nunca estive aconchegado assim em minha vida, isso parece normal e natural e assim muito, muito bom. Depois de alguns minutos, Evie se vira nos meus braços para que assim ela fique me encarando, ela rola sua mão do lado do meu rosto, olhando profundamente em meus olhos. Acho que vejo – não, não é possível. É muito cedo. Mas ela se preocupa comigo, acho que posso dizer com segurança isso. Minha própria possessividade transforma-se num entalhe. "Você é minha agora, Evie. Diga isso," sussurro. Sua mão para e ela continua pesquisando meus olhos, olhando para o que, não tenho certeza. Prendo a respiração.


"Eu sou sua, Jake, " ela sussurra de volta. Expiro, mas na minha fantasia, ela sempre tinha me chamado de Leo quando ela dizia que pertencia a mim. Quero que ela saiba exatamente a quem ela pertence e espero ouvi-la dizer. Sorrio para ela e beijo seus lábios muito suavemente. Quero que ela saiba o quanto isso significava para mim. "Nunca tinha experimentado algo tão bonito quanto isso.” E eu quero dizer, literalmente. Ela sorri suavemente de volta e, em seguida, a puxo mais perto e depois de alguns minutos, sinto sua respiração diminuir. Ela está dormindo. Enquanto deito a segurando, uma emoção lava sobre mim que não reconheço imediatamente. As bordas da minha mente parecem compreender isso como uma memória, o contorno difuso de algo que experimentei há muito tempo, mas nunca depois. Deixo isso envolver-me como um casulo, divertindo-me com ele, exaltando na euforia que isso traz. Experimentei totalmente antes de poder nomeá-lo, antes que a palavra vem a mim: alegria. Alegria . Eu a puxo mais perto de mim no escuro e ouço a sua respiração; afundando-me em seu perfume e sentindo a constante ascensão e a queda do peito contra o meu próprio. Alegria. Eu saboreio este momento, plenamente consciente da minha própria felicidade no aqui e agora. "Você é meu sonho," sussurro-lhe no escuro. "Você é cada sonho realizado." relaxo e deixo o sentimento de Evie em meu braços escoar em minha alma. Em momentos, caio em um sono profundo e tranquilo.


CAPÍTULO 16 Acabei acordando de repente, sentindo o corpo quente de Evie se separando do meu. Abro meus olhos sonolentos e a vejo desaparecer no banheiro. Fecho meus olhos novamente contente, recordando a noite anterior e percebendo que não era apenas um sonho. Foi real. A melhor noite da minha vida. Ela volta para a cama e se aconchega de volta em mim, e quando sinto o peso do seu olhar, acabo abrindo um dos olhos para vê-la. Ela está olhando para mim, com um sorrisinho doutore no rosto. Sorrio de volta. "Você está me observando dormir?" Pergunto, brincando com ela, com a voz grogue. "Quem é o assustador agora?" Ela ri e aconchega a cabeça debaixo do meu queixo. Hummm. Isso é bom. O corpo doutore, quente e sexy da minha garota fica pressionado contra mim, enquanto memórias do que nós compartilhamos ontem à noite giram em minha cabeça, fazendo minha ereção matinal pulsar na minha cueca. Envolvo meus braços em torno dela e a puxo ainda mais apertado. Gosto de me aconchegar com ela por alguns minutos e então sinto sua mão indo para baixo em movimento. Chupo minha respiração. Por favor, deixe-a fazer o que acho que ela está fazendo. E... oh Deus, sim, a mão se move suavemente sobre minha ereção, fazendo-me inchar ainda mais. Eu a viro, colocando suas costas na cama e passo por cima dela, ansioso para participar de seu jogo. "Você quer jogar, linda?" "Sim", ela sussurra com seus olhos quentes. Eu a sinto apertar as coxas. Ela também está excitada. "Você está sentindo alguma dor ou está tudo bem?" Ela mexe a bunda um pouco, fazendo uma careta ligeiramente. "Só um pouquinho." Ela olha decepcionada e quase sorrio. "Bem, há outras coisas..." "Sim", ela sussurra de novo e isso é tudo que preciso. Eu me curvo e arrasto meus lábios para baixo de sua barriga lisa, parando em seu umbigo e lambendo em torno dele, mergulhando a minha língua dentro. Cada parte de seus sabores me surpreende. Ainda tenho a minha camiseta vestida e por isso não há risco de ela ver a minha tatuagem. Assim, posso desfrutar tanto quanto espero que ela vá. Tiro sua calcinha e a jogo de lado, vendo como o olhar quente dela me segue. Seus lábios estão entreabertos e sua respiração já está irregular. Deus, ela é a mulher mais sexy viva. Quero devorar cada parte dela. Quero fazê-la gritar e gozar contra a minha boca. Mergulho minha cabeça e beijo a pele acetinada no interior de sua coxa e ela treme, suas pernas entorpecidas de prazer se abrem, me concedendo acesso. Essa é minha garota. Ao sentir o cheiro dela, um grunhido primitivo cresce em meu peito, reconhecendo o cheiro de nosso sexo combinado de ontem à noite e um leve traço de meu sabonete ainda nela.


"Eu amo, você cheirar como eu.” Digo com a voz rouca, antes de abaixar a minha cara nas suas dobras suaves, rodeando minha língua sobre seu pequeno clitóris rosa. Perfeito. Ela choraminga assim que mordisco com os meus lábios, chupando-o cuidadosamente antes de passar a minha língua lentamente sobre ele uma vez e outra. Experimento diferentes movimentos e pressão, ouvindo seus gemidos, até que sei exatamente o que ela mais gosta. É quando começo a lamber ritmicamente seu tecido inchado, primeiro devagar e depois mais rápido e com mais pressão, ela se contorce e geme. Os sons que ela está fazendo, combinados com o sabor que recai direto contra o meu rosto e o cheiro inebriante dela como uma flor exótica, me tem duro como uma rocha, e finalmente posso sentir meu pau surgindo contra minha cueca. Eu a ouço segurar o lençol ao lado de seus quadris e sua respiração se torna mais ofegante, com ela começando a rolar os quadris contra o meu rosto, em busca de mais pressão. Oh merda, oh porra. Isto é tão intenso. Ela grita quando seu orgasmo começa e sinto quando enfio minha língua nela, querendo saboreá-la e sentir seu prazer ao meu redor. Ela grita de novo, cantando o meu nome mais e mais, assim que os músculos apertam e estremecem, sendo de longe a coisa mais erótica que eu já vi. Tão linda. Tão malditamente bonita. Arrasto mais beijos para baixo de sua coxa e levanto minha cabeça. Ela ainda está de olhos fechados, com a cabeça virada para o lado e cabelo derramando-se sobre a maior parte do rosto. Sorrio ao rastejar de volta para cima e beijo seu pescoço antes de cair ao lado dela. Puxo-a para mim e ela parece como macarrão molhado em meus braços. Sorrio novamente e fecho meus olhos. Mas eles se abrem alguns minutos mais tarde, quando sinto sua mão ir sob o fim da minha camiseta e se esfregar o meu estômago, traçando um dedo ao longo dos músculos. Meu pau pula na minha cueca. Ela se inclina em cima de mim e puxa a minha camisa, e vejo como ela faz isso, o olhar em seu rosto com tanta concentração e nervosismo. Se soubesse como me afeta, ela não teria um pingo de ansiedade em sua mente. Realmente nada pode dar errado agora. Seu corpo nu em uma cama é praticamente tudo o que eu preciso. Aconteça o que acontecer depois disso, só vai ser bom. Estendo meus braços para cima e me sento um pouco, ela morde o lábio inferior cheio e puxa minha camisa para cima e sob a cabeça, tão sexy como o inferno. Ela a joga no chão, deixando o seu mamilo rosado perto de meu rosto enquanto ela se inclina sobre mim. Eu lambo meus lábios, querendo aquele pequeno broto perfeito na minha boca. Mas este é o show dela agora e fico quieto. Adoro vê-la assumir o momento, uma alegria pacífica arde em mim, apesar do meu furioso tesão que exige mais do que apenas uma noite com Evie, mostrando que não há controle na cama. Minha salvadora. Minha domadora. Ela se inclina e seus olhos vagam de cima a baixo pelo meu peito, logo antes dela beijar e lamber todo o caminho para baixo, parando em um mamilo, lambendo e o sugando entre os lábios. Eu gemo ao sentir sua boca pequena e doutore em mim e sinto o seu sorriso contra a minha pele. Todas essas sensações são tão novas para mim, sendo muitas delas coisas que nunca tinha experimentado antes. E então, oh Deus, oh sim, a mão passeia pelo meu estômago e lhe peço em minha mente para continuar. Estou tremendo com a necessidade de ser tocado, para ela me levar na sua mão ou a boca. Mas não sei se ela está pronta para esse último ainda. "Ensine-me como você gosta", ela sussurra com o calor em seus olhos.


"Basta colocar sua mão em mim. Eu só quero que você me toque", digo não me importando se soou desesperado. Eu me inclino um pouco e tiro minha cueca para baixo de modo que ela tenha todo o acesso. Ela olha para baixo e quando envolve a mão quente em torno do meu pau ereto, sinto ele se contrair em sua mão. Oh, Jesus, apenas a sensação de sua mão me agarrando é tão boa, que algumas gotas de líquido pré-ejaculatório aparecem na ponta. Ela leva seu polegar e as esfrega em círculos lentos habilmente, fazendo-me perguntar se ela já tocou outro homem antes - ou se isso é apenas instintivo? O ciúme ameaça e ferve no meu peito. Sei que sou um hipócrita, mas não posso segurar minha reação, embora eu saiba que é injustificada. Mas, então, ela me olha interrogativamente, imaginando o que fazer a seguir e eu relaxo. "Mova sua mão para cima e para baixo, baby", gemo. "Assim." Coloquei minha mão sob a dela e lhe mostro como gosto. Vejo-a apertar as coxas e os olhos dela se arregalaram com a visão de nossas mãos em meu comprimento. Gosto muito disso. Há algo altamente erótico sobre ensinar a ela sobre meu corpo, sobre ela estar tão ansiosa para saber o que eu gosto. Ninguém nunca se importou com isso antes. Talvez nós dois venhamos a aprender juntos. Ela começa a mover sua mão e é tão fodidamente incrível, que cerro os olhos fechados e apenas desfruto a sensação de sua mão me acariciando, lentamente no início, mas depois mais rápido. Posso dizer que ela está movendo a mão em resposta a minha respiração e isso me excita ainda mais. Quero aproveitar isso, fazer durar segurando de propósito, mas é tão bom, que só relaxo e deixo meu corpo seguir o seu caminho. Sinto que meu pau está inchando em sua mão, minhas bolas estão mais apertadas com as faíscas prontas para atirar em minha barriga, e sufoco o nome de Evie quando gozo quase tão duro como fiz ontem à noite. "Oh Deus!" Eu gemo e sua mão diminui o ritmo. Será que vai ser sempre assim com ela? Puta merda. Vou morrer quando chegar aos trinta e dois anos. Mas que caminho maravilhoso a percorrer. Morte por orgasmo. Ele gozou com tanta força que ele teve um aneurisma. Filho da mãe sortudo. Quando abro meus olhos, Evie está sorrindo com orgulho para mim, como se tivesse descoberto a cura para o câncer. Não posso culpá-la. Comecei a rir. Ela é bonita pra caralho. Toda quente. E toda minha. Ambos rimos enquanto me sento e puxo seus braços para colocá-la perto de mim, de modo que fique deitada em cima de mim, olhando nos meus olhos. "Você é uma pessoa singular," Eu brinco, mas sei que o que digo é verdade.Ela deita a cabeça no meu ombro e cheira meu pescoço, nos deitamos como se fosse um longo tempo, apenas me divertindo com a sensação de tê-la por perto, tendo a perfeição de como o seu corpo se encaixa contra o meu. "Você vai para o banho enquanto faço café da manhã. E saiba que vai passar o dia comigo." Não havia nenhuma maneira de ela ficar longe da minha vista hoje. Não depois de ontem à noite e esta manhã. De jeito nenhum. Além disso, quero passar mais tempo apenas me divertindo com ela. Ainda não foi o suficiente. "Hmmm... Mandão", ela murmura, sorrindo.


Ela se levanta e comeรงa a caminhar para o banheiro, enquanto coloco minhas mรฃos atrรกs da minha cabeรงa, observando a maravilhosa vista da bunda nua de Evie. Fico sorrindo enquanto me sento para pegar minha camiseta e boxers.


CAPÍTULO 17 Faço o café da manhã enquanto Evie fica imersa na banheira. Eu a ouvi cantarolando para si mesma e não posso deixar de sorrir, que permanece no meu rosto até eu pegar os pratos do armário e a comida fora da geladeira. Tudo parece tão certo, como se a minha vida estivesse finalmente de volta na pista onde sempre deveria estar. Além disso, estou nas nuvens após a noite de sexo mais incrível que já tive. Faz tempo que senti a paz de um dia desde que deixei Cincinnati há oito anos, é como um descanso, com uma sensação esmagadora de alívio. Mas sei que nunca vou ter o suficiente dela. E o fato é que essa garota, que amei com tudo que sou desde quando era criança, é cada sonho que se tornou realidade para mim na cama e também é, de alguma forma milagrosa, apenas mais um pedaço da prova que fomos criados para estar juntos. Evie sai do meu quarto vestida e tomamos nosso café da manhã juntos, rindo e provocando um ao outro, sentindo essa atmosfera normal e tão incrivelmente boa. Adoraria começar todos os dias para o resto da minha vida dessa maneira. De vez em quando, minha decepção aparece correndo na minha mente e a culpa surge em de mim, mas a empurro de volta. Logo... a gente só precisa de um pouco mais de tempo. Logo. Nossa brincadeira termina com ela sentada no meu colo no banco da bancada, comigo fazendo cócegas, mordendo seu pescoço e soltando um falso rosnado em seu ouvido. Visões dela em cima de mim no sofá ontem à noite, e tudo o que veio depois, voltam e assim estou pronto para levá-la aqui agora, no banquinho da cozinha. Rosno mais uma vez para mostrar o quanto a quero, mas perco concentração, rindo com ela. Quando ela lambe a base do meu pescoço e beija até meu queixo, meu gemido ecoa. O pensamento de entrar nela novamente está no topo da minha lista de prioridades e adoraria nada mais do que leva-la de volta para minha cama e passar o resto do dia lá. Mas ela disse que estava dolorida... gemo de novo, porque sei que ela está excitada também. "Evie, pensei que você disse que estava dolorida..." Ela suspira parando. "Estou. Talvez um Tylenol possa ajudar...?" Fico a olhando por um instante e, em seguida, caio na gargalhada: "Cristo. Trouxe um demônio sexual à vida." E digo isso com plena convicção. Ela ri enquanto desce do meu colo. Automaticamente, enrugo a testa com a perda de seu corpo próximo ao meu. "Ok, então o que você vai fazer comigo hoje?" Pergunta ela. "Já foi ao zoológico?" Penso na primeira vez que fui ao zoológico de San Diego. Eu tinha dezessete anos e minha vida era uma merda em casa. Mas adorei. Por algumas horas, eu era um garoto, fazendo algo simples que


nunca tinha feito quando era realmente uma criança. Por um curto período de tempo, me perdi em fazer algo sem nenhuma outra razão além do divertimento. Queria dar isso para Evie também. Ela olha chocada por um segundo. "Na verdade, não. Você vai me levar para o zoológico?" Um belo sorriso se espalha por seu rosto. Eu sorrio de volta e confirmo. "Beleza. Você tem sapatos confortáveis para caminhar?" "Sim, eu trouxe um par de tênis." "Ok, então, vou tomar um banho rápido e vamos seguir em frente." Terminamos o café da manhã e lhe dou um beijo antes de ir para o chuveiro. Abro o chuveiro e tiro minha roupa. Enquanto estou girando para entrar no chuveiro, pego um pequeno vislumbre da minha tatuagem no espelho. Se Evie aparecesse de repente antes de ouvi-la entrar... sinto um lampejo de culpa, diante do que estou fazendo e o que tenho que fazer. Acabo trancando a porta por via das dúvidas. Quando entro na cozinha novamente, Evie vem até mim, colocando os braços em volta da minha cintura e a cabeça no meu peito. Quando levanta o rosto, sorri para mim e beijo a sua testa, sussurrando: "Minha Evie. Tão doutore." Minha Evie. Minha. Assistir Evie no jardim zoológico é uma das experiências mais gratificantes da minha vida. Eu a observo muito mais que alguma das exposições, como se uma profunda paz fixa-se em minha alma só pelo fato de eu ser capaz de dar isso a ela. Gostaria mais do que qualquer coisa que eu pudesse voltar atrás e apagasse a feiura do seu passado e lhe dar a graça de uma infância despreocupada que ela merecia. Mas não posso. Só posso dar isso a ela agora. Vendo-a assim, ocorre-me que talvez esse momento seja um presente para mim também. Todos esses anos me sentindo tão malditamente impotente, tão incapaz de dar uma vida melhor para ela, talvez essa seja a minha cura. Talvez até seja mais do que isso. Porque ela sempre teve uma maneira de encontrar sua própria paz. Essa mesma coragem que sempre me preenche quando penso na força de Evie que me envolve agora. Enquanto estamos observando os elefantes, Evie mantém os olhos sobre eles, falando baixinho: "Os elefantes sofrem como nós. Eles derramam lágrimas e choram seus mortos." Olho para ela. "Sério? Como você sabe?" "Eu li um livro sobre eles no ano passado." "Você leu um livro sobre elefantes?" levanto uma sobrancelha. Ela olha para mim. "Não tire sarro. Tento aprender sobre coisas diferentes. Você nunca sabe quando o tema sobre paquidermes virá à tona. Quero ser capaz de manter uma conversa como essa caso ocorra em um evento social." Ela sorri provocante para mim e, em seguida, volta-se para os elefantes. "Paquidermes?" sorrio.


"Há vários animais não ruminantes... como um elefante, um rinoceronte ou um hipopótamo..." "Não ruminantes?" "São animais que têm apenas um único compartimento no estômago". Ela se vira para mim agora, ainda sorrindo. "Por que você não me disse que era uma enciclopédia sobre animais ambulante? Eu teria te levando em uma turnê sobre o assunto." Ela ri. “’Não’ sobre animais, ‘apenas’ elefantes. Não cheguei a ler mais livros sobre ‘criaturas vivas’ na biblioteca." Ela sorri para mim e a beleza daquele sorriso cheio me atinge direto no coração. Ela encolhe os ombros, voltando-se para olhar os majestosos paquidermes, aparentemente sensíveis enquanto olho para ela, acabando de encontrar outra razão pela qual quero passar a vida inteira com essa mulher. Não conheço ninguém que leria algo na biblioteca sobre elefantes apenas para aprender algo novo. Sigo para ficar atrás dela e a puxo de volta contra a minha frente, envolvendo-a em meus braços, enquanto vemos os elefantes por mais alguns minutos. "Está pronta para o almoço?" Finalmente lhe pergunto. Ela acena com a cabeça, olhando para trás ao redor e depois para mim, sorrindo. "Você pode me comprar um cachorro-quente?" Pergunta ela. Eu rio. "Sim, Evie, vou te comprar um cachorro-quente." O jardim zoológico de Cincinnati não é tão grande como o de San Diego, mas ainda é bonito, com trilhas para caminhadas agradáveis e pavões passeando por aí. Damos as mãos enquanto caminhamos. Mal posso conter o sorriso que adoraria que permanecesse no meu rosto. À medida que almoçamos, um dos pássaros coloridos passa por nossa mesa e Evie suspira, saltando da cadeira e o segue ao redor com seu telefone, tentando tirar uma foto. Ela parece dançar com esse olhar selvagem em seu rosto e não posso deixar de rir como a estúpida coisa se esquiva em torno de mesas e cadeiras, enquanto ela o segue implacavelmente. Mas, de repente, juro que o maldito pássaro olha direto para mim, e depois se aproxima mais dela, parando na frente de Evie e espalhando todas as suas penas, balançando-as para frente e para trás. Assisto quando ela respiração fundo e dá um olhar de pura alegria no rosto, tirando uma foto seguida de outra. Eu completamente deixo de existir. É como se eu tivesse desaparecido. Porra pássaro. E eu me pergunto se pavão grelhado é bom. Ela vem saltando e gritando: "Olha!" e empurra seu telefone na frente do meu rosto para que eu possa olhar para as dezenas de fotos que tirou. Dou um resmungo, já cansado desse pássaro estúpido e, ao olhar para cima, ela está olhando para mim com um olhar incrédulo no rosto. "Você está com ciúmes de um pássaro?" Ela me pergunta. "O quê? Não!" Falo rapidamente. Só não acho que gosto muito pavões. "Você está com ciúmes de um pássaro", diz ela com um brilho de diversão em seus olhos. Ela olha


novamente para seu telefone. "Ele é lindo. Deuuuuus, tããão lindo," ela geme as palavras, jogando a cabeça para trás. "Muito engraçada", digo, tentando não rir do meu próprio ciúme ridículo. "Esse pássaro estava tentando entrar no meu território. Conheço ameaça de um macho descarado quando vejo um.". Ela ri alto, e tento o meu melhor para não rir, mas no final, sorrio para ela e nós dois rimos. Ela se senta no meu colo e leva o meu rosto nas mãos, nos olhamos fixamente nos olhos um do outro, ela olha para a minha boca e meu corpo reage, criando um desconforto nas minhas calças. "Jake-", ela sussurra. "Evie -", sussurro de volta. Inclino meu rosto e planto meus lábios nos dela, deslizando minha língua na doçura de sua boca com sabor de sorvete. Quando voltamos a respirar, ela coloca sua testa contra a minha a fim de recuperar o fôlego e diz: "Eu tive um dia muito, muito bom, Jake." Estudo seu rosto com muita coisa correndo pela minha mente, tenho tanto para lhe contar. Quero dizer a ela que vou fazer qualquer coisa para fazê-la feliz, que qualquer coisa que tenho é dela. Mas não posso. Ainda não. E assim, em vez disso, sorrio e digo: "Isso ainda não acabou, baby. Vamos ver os tigres." Deixamos o zoológico perto da hora do jantar. Espero que possamos comer alguma coisa e depois eu possa levá-la de volta para o meu apartamento. O pensamento de ela ir para o seu apartamento não me faz feliz. Vou abordar o assunto no jantar logo. Tenho que me lembrar de que ela tem uma vida e um trabalho, e que não posso tê-la sempre comigo como estou tentado. Não sei se ela vai aceitar isso com bons olhos. Ainda assim, vou ter que deixar claro que ela está em minha vida agora e, ao dizer que é minha, significa muito mais que estar na minha cama, apesar de não ser tão frequente como gostaria. Não vai ser possível para eu levar isso com muita calma. Espero que ela concorde. Eu a levo para o Ferrari, um pequeno restaurante italiano em Madeira que já fui um par de vezes. Uma vez que estamos sentados na nossa mesa, peço uma garrafa de tinto e digo a ela quais pratos são bons. Ela fecha o cardápio e levanta a taça, dizendo: "Aos pavões quentes!" Ela está sorrindo. Eu rosno. Mas desisto e brindo com seu copo, sorrindo de volta. Uma vez que fizemos os nossos pedidos, eu lhe pergunto: "Qual é o turno que você vai trabalhar amanhã?" Tento parecer indiferente, mas preciso descobrir como vai ser a semana dela para que eu possa reservá-la. Adoraria pegar a agenda de sua bolsa e apenas escrever JAKE em cada página. "De dez a sete toda a semana." O que quero lhe dizer é para ela sair do seu trabalho amanhã e vir morar comigo. Ela não precisa trabalhar como camareira mais. Às vezes me pergunto o que ela faria se tivesse a sua escolha.


"Já pensou em fazer outra coisa?" Pergunto. Seus olhos cruzam com os meus. "Você quer saber se tenho ambição de ser mais do que uma camareira?" "Sim, quero dizer, você sabe que não acho que haja algo de errado com o que você faz. Você é tão inteligente, poderia fazer qualquer coisa. Estava me perguntando se você já pensou sobre isso." Estas são coisas que nós nunca conversamos sobre crescer. As lutas do dia-a-dia pareciam tão esmagadoras na nossa época de crianças, que apenas sair do sistema parecia ser a principal prioridade. O que faríamos depois era algo para pensar mais tarde. Ou pelo menos, era onde minha mente ficava. Ninguém nunca tinha me perguntado o que eu queria ser quando crescesse, mas pensei em ser policial quando criança. Pensei em trazer justiça às vítimas, o que seria gratificante para minha personalidade. Ou talvez fosse algo normal, já que todos os meninos queriam ser policiais e bombeiros quando pequenos. Eu não sei. E então fui adotado e, depois disso, o que eu queria da vida foi levado pelo caminho. Tomo uma respiração profunda. Foi como aconteceu. E não posso mudar isso agora. Só posso seguir em frente. E é isso que estou fazendo. Ela suspira. "Sim, eu quero, na verdade. Adoraria ir para a faculdade, mas isso precisa de dinheiro. Dinheiro que agora não tenho. Mas o que eu realmente gosto de fazer é escrever. Tenho uma ideia para um livro... " Ela se cala por um instante, ficando com as bochechas vermelhas. Ela seria uma escritora incrível... Deus, é como se ela tivesse nascido para contar histórias. Ela deveria saber disso também. "Faça isso. Porque não?" "Bem, preciso de um computador para escrever. Comprei um pendrive e o levava sempre para a biblioteca por um tempo, mas não é muito prático. Quando estava me sentindo inspirada, a biblioteca estava fechada... ai você sabe. Simplesmente não funcionou." O garçom nos interrompe, trazendo a nossa comida. Evie experimenta, fechando os olhos e gemendo, enquanto saboreia a primeira mordida. "Bom?" Pergunto, levando minha mente a algum lugar que não seja o jantar. "Mmmm", diz ela, balançando a cabeça. "Você vai ficar comigo de novo hoje à noite?" "Não posso, Jake. Preciso me preparar para a semana. Preciso ir para casa e me organizar." "Amanhã à noite?" Todas as noites para o resto da sua vida? "Também não posso. Tenho um trabalho de recepção que vai até tarde. Não costumo fazê-las nas segundas a noites, mas é um tipo de arte em exposição numa galeria no centro." Ela olha para mim, estreitando os olhos. "Você não vai estar lá, vai?"


Rio. "Não tem nada planejado, mas talvez quem sabe vejo o que posso fazer." "Não se atreva." Estou em silêncio por um minuto, completamente decepcionado. "Tenho que viajar para o meu escritório em San Diego na terça, mas vou estar de volta na quarta. Você pode ficar comigo, então?" Estou um pouco chateado que não vou vê-la por mais de três noites. Mas ela sorri. "Ok". Sorrio de volta. Nós nos concentramos no jantar por alguns minutos antes dela perguntar: "Acredito que você foi para a faculdade?" "Sim, eu fui para UCSD . Estava estudando e também trabalhando com o meu pai, aprendendo tudo sobre a empresa, uma vez que o plano era para eu começar a trabalhar lá quando me formasse. Nós apenas não tínhamos a maldita ideia se eu daria certo trabalhando ali. Foi quando meu pai e eu, finalmente, acertamos a nossa relação de vez. Eu já tinha saído de casa e foi realmente aquilo que nos permitiu começar de novo. Foi a primeira vez que estive realmente próximo de ser feliz por um longo tempo, estar longe de meus pais, apenas "me encontrando", para usar uma expressão clichê." Pensando brevemente nesse tempo, percebi que tinha parado de fazer caretas. Depois que saí daquela casa, comecei a ficar um pouco melhor, vendo mais claramente que meu pai, Phil, não era culpado pelo que estava acontecendo com Lauren todos esses anos. O problema em desapegar da raiva em relação a ele era que eu, em seguida, tive que aceitar a plena responsabilidade do que tinha acontecido. A culpa intensa que senti me mandou para outra espiral de depressão que ainda estava em mim quando fiquei no hospital. Ela acena com a cabeça, me observando de perto. "Você não é próximo da sua mãe?" Sua escolha de palavras quase me fez vomitar. "Próximo?" Se ela soubesse o quão perto nós realmente éramos. Eu tremo, mas respondo a sua pergunta do jeito que ela me questionou. "Não." Forcei minha mente para voltar à conversa que estavam tendo antes do tema Phil e Lauren vir à tona. "Quero pagar para você ter aulas, Evie." Ela pisca tensa. "O quê? Por que você faria isso?" Oh não, um território hostil aqui. Eu me forço a falar com cuidado. Obviamente, ela não gosta da ideia. Não a culpo. Provavelmente teria me chateado aceitar caridade de alguém também se me tivessem sido oferecido em qualquer momento da minha vida. Mas o que preciso para fazê-la entender que as coisas que vêm de mim não são caridade. Quero que ela saiba que me importo com ela e vou fazer o que posso para tornar seus sonhos realidade, não porque lamento, mas sim porque ela é incrível. "Porque acredito em você. Porque sei que é inteligente e penso que você só precisa de uma pequena pausa para ser capaz de alcançar seus sonhos."


Uma lembrança aparece na minha cabeça de repente na época de Natal quando eu tinha onze anos, foi antes mesmo de eu ir para um orfanato. O Natal era como qualquer outro fodido dia em nossa casa – nenhuma árvore, presentes ou qualquer coisa, mas sabia que dia era e isso me irritava, e por isso eu tinha deixado a casa e caminhei pelo bairro por um tempo, apenas para sair de lá. Fazia isso sempre que possível, contanto que soubesse que Seth estaria a salvo por algum tempo. Quando voltei, havia um saco de lixo preto depositado nas escadas da minha casa com um laço vermelho nele. Eu o abri meio confuso e dentro havia um cachorro de pelúcia vestindo um suéter vermelho e uma bola de futebol. Não tinha ideia de quem havia deixado lá, mas a minha mente naquela idade pensou ser algum tipo de mágica. Sabia que a bola de futebol foi, provavelmente, para mim e o cão era para Seth, mas algo dentro de mim queria o cão em vez da bola, e por isso, dei a bola para Seth embora soubesse que me faria uma mariquinha por querer o estúpido bicho de pelúcia. Mas eu sabia que Seth não se importaria de qualquer forma, e por isso, fiquei com o que eu queria. Nunca teria admitido isso a ninguém e mantive escondido do meu pai, mas eu amei aquele maldito cachorro. Levei o cachorro comigo para o lar temporário e o mantive escondido debaixo da minha cama, só o retirando à noite para dormir com ele. Alguns meses depois, estava no supermercado com a minha mãe adotiva e olhei para o quadro de avisos na frente da loja, havia uma grande convocação de voluntários para entregar presentes de Natal para crianças carentes. Quando olhei de perto, havia fotos dos voluntários do ano anterior, colocando os sacos de lixo preto amarrado com laços vermelhos nos degraus de uma varanda. Algo em mim quebrou, depois queimou e murchou. A vergonha e a profunda decepção que me tomaram naquele momento foram tão intensas, que quase comecei a chorar como um bebê. Não era mágica. Era caridade. O negócio foi que eu sabia dentro de mim que não era mágica, mas até aquele momento, poderia fingir que não aconteceu. Agora tive a prova olhando para mim naquele quadro de avisos. Eu me odiei por causar tamanha mágoa que fiz a mim mesmo. Quando cheguei em casa, peguei o cachorro e o trouxe para casa de Evie, atirando pedras no monte de cascalho vazio ao lado da janela em que ela vivia. Quando saiu de sua casa e me viu, ela agarrou meu braço e me perguntou o que tinha acontecido, com um olhar de confusão e preocupação em seu rosto, ela deve ter percebido meu humor. Acabei lhe contando toda história, divagando sobre a caridade, mágica e besteira ainda atirando as pedras, enquanto ela ficou me olhando em silêncio por vários minutos antes de se abaixar, pegar uma pedra em sua própria mão e jogá-la naquele cão, acertando-lhe a cabeça. Nós nos entreolhamos e sorrimos, continuando depois a atirar pedras até que o cão estúpido se transformasse em nada além de uma pilha de enchimento puído. Em seguida, ela colocou os braços em volta do meu pescoço e me apertou com força. Ela fez tudo melhorar naquele dia. Ela sempre fazia tudo ficar melhor. Pulei de volta para a realidade com ela balançando a cabeça levemente, pensando na minha oferta de lhe pagar para ir a escola. "Jake, escute, isso é uma boa oferta, mas trabalhei muito para chegar onde estou. Sei que a minha vida, provavelmente, não se parece com uma incrível estória de sucesso delirante, mas estou bem e vou encontrar uma maneira de ir para a escola em algum momento... Quero dizer, apenas começamos a dormir juntos agora e realmente não sei como tudo isso funciona, mas talvez devêssemos esperar para ver aonde isso vai antes de começar a me oferecer grandes somas de dinheiro." Entendo que é difícil aceitar coisas de outras pessoas quando você cresceu como nós, mas seu comentário sobre apenas começando a dormir juntos me deixou extremamente irritado. "Primeiro de tudo, pensei que já deixei claro que, na verdade, não considero a sua vida uma história de


sucesso delirante, considerando todas as coisas. Em segundo lugar, preciso lembrá-la de que você disse na minha cama nessas vinte e quatro horas, Evie? " Ela pisca. "Hum-" "Você me disse que era minha, Evie. Isto não é uma porra de brincadeira. Não é casual para mim. Pensei que tinha demonstrado isso para você." "Então, o quê? Você é meu namorado ou algo do tipo agora?" Sim, exatamente isso. "Namorado, homem, amante, qualquer rótulo que você gostar você pode usar, mas o que isso significa é que nós cuidamos um do outro, dentro e fora do quarto. E parte de mim que quer cuidar de você diz que estou me oferecendo para lhe dar o dinheiro que é necessário para tornar seus sonhos em realidade." Esperançosamente torço em ter esclarecido as coisas para ela. Percebo que tenho a tendência de ser mais exigente com Evie. Não estou realmente certo que essa dinâmica entre nós é a correta, mas está sempre aparecendo, e algo que me parece estar funcionando para nós, isso a acalma e a mim também. Preciso ficar no controle e talvez ela tenha uma necessidade de dar a alguém esse controle. Fosse o que fosse - isso trabalhava para nós, então, eu me vejo pronto para discutir isso agora, especialmente quando preciso que ela realmente me ouça. "Basta pensar nisso, certo?" Ela me olha por alguns segundos. "Certo". "Certo". Comemos em silêncio por alguns minutos, assim que outro pensamento me ocorreu – e enquanto estou no comando... "Além disso, você precisa decidir por um controle da natalidade, não quero usar preservativos com você." Ela pisca e diz baixinho: "Eu já estou tomando anticoncepcional. Tenho cólicas ruins. Ele as regula. Já o uso a um bom tempo." Na verdade, me lembro disso. Eu me lembro dela ir para a enfermaria da escola a cada mês, parecendo tão pálida como um fantasma. "Ok, bom. Agora termine o seu jantar." Ela fica em silêncio por um minuto e depois "Hum, Jake. Se não vamos usar preservativos eu provavelmente deveria perguntar..." "Estou limpo. Sempre usei camisinha e faço check ups regulares. Posso lhe mostrar a papelada, se quiser." Graças a Deus sempre fui bom nisso. Como uma criança que cresceu em um lar onde não era querido por ninguém, nunca teria arriscado uma gravidez indesejada. Nunca.


Ela continua silenciosa, me estudando e eu me pergunto o que ela está pensando. "Não, eu confio em você." Concordo com a cabeça e seguro sua mão por cima da mesa, sorrindo para seus lindos olhos castanhos. Eu a levo para seu apartamento depois do jantar e nós nos beijamos no meu carro por alguns minutos antes de me afastar, murmurando "Como é bom." Quero gemer em frustração. Ela me dá um último beijo na porta do seu prédio, e então ela se vira e vai para dentro, atirando-me um sorriso por cima do ombro. Não posso deixar de sorrir de volta, embora não esteja feliz por estar indo para casa sozinho.


CAPÍTULO 18 Volto para o meu quarto depois da fisioterapia, sentindo como se fosse entrar em colapso. Mas estou bem, de qualquer forma. Todos os músculos do meu corpo têm se exercitado e eu poderia dizer realmente a diferença hoje. Eu me sinto mais forte e mais seguro, e não tão normal como gostaria. Mas, pela primeira vez, sinto como se tivesse um vislumbre do meu antigo físico. Fui transferido para a seção de reabilitação do hospital há alguns dias atrás e sei o que isso significa, não vou ficar aqui por muito tempo. Esse pensamento tanto me deixa impaciente para sair daqui, e como também me traz o medo de sair. Este lugar tornou-se uma zona de segurança para mim de tantas maneiras. Olho para mim mesmo no espelho como se estivesse no meu banheiro. Estou acostumado com as pequenas mudanças que as cirurgias fizeram para o meu rosto agora. Elas são muito sutis, verdade seja dita, mas me pergunto se essas mudanças, juntamente com todas as outras coisas que são diferentes sobre mim, vão tornar mais difícil para Evie me reconhecer imediatamente. Eu me pergunto se ela mudou depois de todos esses anos. Tomo um banho longo e quente, e logo saio do meu banheiro, Dr. Fox caminha no meu quarto. "Ei, doutor." sorrio. Ele sorri, sentando-se em sua cadeira habitual. "Como vai isso, filho? Como foi a fisioterapia?" "Foi boa, na verdade. Bem melhor e logo eles vão me expulsar deste lugar." Eu sorrio. Ele sorri de volta, mas parece pensativo. "E como estão os planos de mudança?" "Ótimos. Tenho um apartamento no centro, em Cincinnati, e Preston está preparando um escritório para mim." "Boa, garoto. E Evie?" "Vou procurá-la quando eu chegar lá. Eu só... Eu não estou pronto ainda. Não sei o que vou dizer, como é que vou falar a ela o que aconteceu..." Corro a mão pelo meu cabelo úmido, franzindo a testa. "Falando sobre isso, garoto, quero falar com você sobre algo hoje que talvez seja um pouco fora da minha área como terapeuta." Ele franze a testa, e fica em silêncio por um minuto. Fico aguardando. Tenho certeza que sei o que ele vai dizer. Eu lhe contei tudo sobre Lauren na sessão depois do meu surto. Foi difícil, mas sabia que ele praticamente adivinhou com base no que ele viu, e então no que tinha dito quando destruí meu quarto. "Acho que você deveria processar Lauren." "Não."


"Por que não?" "Bem, por um lado, o prazo prescricional para o crime de estupro está apto. Por outro, não é uma boa ideia. Certa vez, pesquisei como uma forma de tentar... incentivá-la a ficar longe de mi, mas não adiantou. Em segundo lugar, não faria isso com Phil e... e a empresa de meu pai. Você sabe que tipo de péssima propaganda traria? Especialmente agora que estou na direção? Tudo que fosse ligado ao meu nome estaria ligado ao nome da empresa. A mídia faria uma novela da porra sobre aquela merda. E Phil trabalhou praticamente sua vida adulta inteira fazendo dessa empresa o que ela é. Era o sonho dele. Depois de tudo que fiz para ele, não poderia viver comigo mesmo se eu fizesse isso também. Manchar o seu bom nome? Porque isso é exatamente o que a mídia faria, mesmo que ele não tivesse nada a ver com isso. Não foi apenas Lauren que me adotou. Se o caráter moral dela for questionado na medida em que aconteceu, o dele também será, e tudo vai por água abaixo. Então, não." Ele ficou calado por um minuto, considerando o que havia lhe dito. Então ele fala calmamente: "Não sei se você consegue ver que o que lhe aconteceu não foi simplesmente um caso de estupro, garoto. É que... essa mulher adotou você, um garoto danificado pelo sistema de Serviço Social, com a única intenção de molestá-lo. Você vê isso? Você vê a perversão nisso? Ela prometeu lhe dar esperança e então, através de suas ações doentes, em vez disso, reforçou a mensagem de que você não merece ser amado e protegido? Você vê que o crime dela vai além de estupro?" Olho para fora da janela. Ele está certo, não tenho nenhuma dúvida neste momento que ela me trouxe para casa com a intenção de começar um relacionamento sexual comigo quando eu tinha quinze anos. Eu sei por que ela me disse. Mas o que está feito está feito. Buscar uma investigação criminal contra ela não vai desfazer o que aconteceu. "Ainda assim, não. Não vou fazer isso com meu pai. Ponto final. Não posso fazer isso com o meu pai." "Jake, por que exatamente você carrega tanta culpa quando se trata de seu pai?" Eu dou uma risada sem humor. "Bem, foder sua esposa não era algo muito bom de se fazer." "Isso de você ser grosseiro é uma forma de desviar do assunto. E não foi isso que aconteceu. Uma mulher mais velha que lhe levou para sua casa manipulou você. Você foi..." "Ok, Doutor, entendi. Vou trabalhar nisso, ok? Falamos sobre isso na última sessão. Estou tentando abandonar um pouco da minha própria culpa. Nem toda ela, mas não vou fazer isso, apesar do que disse. Mas vou usar parte dela, o suficiente para ser capaz de me perdoar, tudo bem? Mas, quanto ao meu pai, ele nunca foi nada além de bom para mim e eu não só fodi sua esposa nas costas por três anos, mas também o tratei como merda. Eu era uma porra de tão zangado com ambos, que pensei que talvez ele soubesse e a deixasse fazer o joguinho dela comigo. Ou talvez eu só tenha me convencido disso porque só assim eu poderia odiar alguém, culpar alguém. Mas no final, o nosso segredo o matou. Ele morreu por minha causa, por causa de nós ". "Garoto, ele mudou seu testamento para deixar a empresa dele para você, a mesma empresa que você acabou de me dizer que era o sonho dele, o trabalho de sua vida. Ele deixou apenas para você. Você não acha que isso diz muito?" Corro a mão pelo meu cabelo novamente. "Sim, eu acho. Mas isso só reforça a minha decisão de


concentrar a minha energia em fazê-lo orgulhoso com a maneira que lidei com esse presente." "Então você apenas deixa Lauren impune com o que ela fez? Assediando você até mesmo agora?" "Estou me mudando para outra cidade, doutor." "As pessoas obcecadas com alguém não costumam deixar isso detê-las." Estou em silêncio por um minuto, olhando para fora da janela, considerando que ele está me dizendo. "Posso te contar um pouco sobre a psicologia de uma mulher que faz o que ela fez?" Suspiro. "Se for necessário. Isso não vai mudar nada, mas vou ouvi-lo." Ele fica em silêncio por um minuto. "A maioria das mulheres mais velhas que praticam sexo com rapazes adolescentes jovens possui um desenvolvimento retardado. Psicologicamente, elas se veem como uma adolescente, portanto não sentem culpa sobre o relacionamento, e, geralmente, se justificam, dizendo que eles se apaixonaram. Elas são doentes, Jake. Extremamente doentes." Isso soa muito familiar. E ele continua, "As vítimas do sexo masculino podem mostrar o mesmo trauma que uma vítima do sexo feminino – depressão, ansiedade, falta de atenção, problemas de relacionamento... O desequilíbrio emocional e o fato de que o corpo de um menino geralmente coopera é imensamente confuso e extremamente traumático." Ok, então sou um estudo de caso do caralho. Mesmo assim não muda nada. Tomo uma respiração profunda. "Isso tudo é interessante, mas posso lidar com ela agora, Doutor. Não tenho mais quinze anos." Ele suspira olhando aflito. Ele fica quieto alguns minutos, e posso praticamente ver as rodas girando em sua cabeça, mas com o quê, eu não sei. Não importa. Não vou mudar minha mente. Ele se levanta e coloca a mão no meu ombro e aperta suavemente antes de se virar e caminhar em direção à porta. "Não há palavras de sabedoria em despedidas, Confúcio?" brinco. Ele se vira, sorrindo, mas ainda parecendo distraído. "Sim, você está indo bem, garoto." Ele caminha até a porta e falo para ele, "Sério? Isso é uma mensagem de biscoito da sorte." Mas não o ouvi rir, assim que se move para longe da minha porta, seguindo pelo corredor.


CAPÍTULO 19 Os próximos dois dias se arrastam para mim, apesar do fato de que estou trabalhando pesado. Ligo para Evie sempre que posso entre reuniões e seus dois empregos. Odeio que ela ainda esteja andando de ônibus pela cidade, mas quando lhe ofereço o meu motorista da empresa, ela recusa. Gostaria de insistir, mas acho que se pedisse de verdade, ela se renderia, contudo sei que a independência é importante para ela e não quero tirar isso dela apenas para fazer do meu jeito. Não é esse o ponto. Não é o risco que estou disposto a correr. Assim, a minha garota está andando de transporte público pela cidade. Não me deixa satisfeito. Mas é ponto vencido. Por enquanto. Segunda-feira é um dia louco, já que estou me preparando para a minha ida ao escritório de San Diego a fim de me encontrar com investidores e participar de um jantar beneficente que a empresa está patrocinando. O nome de Evie surge no meu telefone no meio de uma reunião e me desculpo saindo da sala para atender chamada no corredor. "Ei, baby." "Oi". Posso ouvir o sorriso em sua voz. "O que você está fazendo?" "Em uma reunião..." Preston enfia a cabeça para fora e faz gestos para um esquema em sua mão. Ele levanta um polegar como um sinal murmurando "certo?" Concordo com a cabeça, sabendo que ele está perguntando se está tudo bem para compartilhá-lo com o grupo. "Desculpe-me, Evie, só posso falar por um minuto. Estou com saudades. Você está bem?" "Sim, estou bem. Sinto sua falta também." "Minha cama está fria... e não há nada de bom para me esquentar durante a noite." Ela ri. "Talvez você devesse trazer uma manta quente para a cama com você." "Mmmm... chata. Não é a mesma coisa." Ela ri novamente. "Ok, Jake, sei que você tem que voltar ao trabalho. Vou te ligar na terça, quando chegar em casa, ok?" "Estarei esperando. Tchau, baby." "Tchau". Volto à minha reunião sorrindo e perguntando como vivi sem ela todos esses anos. Como sobrevivi? Então percebo que não estava vivendo. Simplesmente existia. Estava colocando um pé na frente do outro seguindo em frente. Nos meus melhores dias estive dormente e nos meus piores era miserável.


Voei para o escritório de San Diego na terça. Voando por cima da água sempre me fazia lembrar de Evie e a minha primeira viagem de avião para a Califórnia. Estava segurando um nó na garganta que me apertava durante toda a viagem de cinco horas. Sentia falta dela tão desesperadamente. Mas também estava cheio de uma esperança que nunca tive antes – uma esperança de que finalmente eu tinha uma família, pessoas que ajudariam a Evie e a mim quando começarmos nossa vida juntos, quando chegasse o momento. Seria muito mais fácil agora. Esmaguei essas lembranças. A escuridão que paira sobre a borda dessas lembranças não é um lugar que quero visitar agora. Passei o dia em reuniões com investidores em uma sala de conferência em um hotel na baía. A vista é de tirar o fôlego, e não havia uma nuvem no céu, a água era brilhante e os veleiros pontilham o horizonte. Mas isso não era minha casa. Casa é onde ela está e não posso esperar para voltar para o meu céu frio e cinza – quando voarei para a cidade do meio oeste. Sorrio para mim mesmo. Casa. O tempo todo pensei que casa era um local, e acontece que casa é uma pessoa. Casa é a Evie. Gostaria de voar de volta hoje à noite, mas tenho um jantar beneficente que a empresa está patrocinando. É para uma organização que ajuda crianças carentes em San Diego, uma causa importante para Phil, que ele fez vários trabalhos ao longo dos anos e, talvez, a inspiração para querer me adotar. Em todo o caso, sinto que preciso representá-lo esta noite. Então, a contragosto visto meu smoking e sigo para lá. Converso com alguns executivos de San Diego ao longo da festa, e quando viro a cabeça para minha mesa do jantar, vejo Gwen andando para me encontrar. Ela tentou falar comigo várias vezes esta noite, mas tenho sido bem sucedido até agora em fugir dela. Aparentemente, dizer a ela para não se aproximar de mim outra vez entrou por um ouvido e saio pelo outro. O que é isso comigo e as mulheres que não me ouvem? Aperto meu queixo e torço para ela ir para o outro lado. Mas ela não o faz. "Jake!" ela chama. Dirijo-me lentamente. "Gwen. Que você está fazendo aqui?" "Oh, minha mãe não pôde vir. E Papai me trouxe como seu par hoje à noite." Ela dá um grande sorriso deslumbrante. Naquele momento um fotógrafo que está aqui para tirar fotos dos convidados aparece, vindo até nós e nos pede uma foto. Rapidamente considero lhe dizer para se foder, mas não quero causar cena, e assim me inclino para Gwen e falo com um sorriso falso: "Se estivéssemos em qualquer lugar, mas não na frente de uma câmera em um evento da empresa agora, você estaria me vendo caminhar para o outro lado." Ela ri como se eu estivesse brincando. Não estou. Assim que os flashes da câmera apagam, eu me viro e sigo na direção oposta. Depois de alguns passos, ouço Gwen chamar atrás de mim: "É por causa dela, não é?" Paro e me viro lentamente. "Ela?"


Gwen põe a mão no quadril numa expressão presunçosa. "A menina em suas costas. Você não pode deixá-la ir, não é?" Olho em volta, mas ninguém está perto o suficiente para ouvir o que estamos dizendo. Balanço a cabeça lentamente. "Não. Nunca pude. Nunca deixarei." Ela sorri cruzando os braços sob os seios. "Bem, é bom saber que não é só comigo." Encaro-a por um minuto antes de responder: "Se isso ajuda a dormir à noite, que assim seja." Eu me viro e vou embora. Saio assim que pude, sem parecer rude. É cedo, mas estou ansioso para voltar ao o meu quarto de hotel e esperar a chamada de Evie. Ando pelo meu quarto e jogo minhas coisas no armário, é começo a tirar minha jaqueta quando ouço uma batida na porta do meu quarto de hotel. Quem diabos pode ser isso? Pensando que é mais provável ser uma camareira com alguma questão ou outra, abro a porta e Lauren está lá. "Jake, antes de fechar essa porta na minha cara, por favor, podemos apenas falar por um minuto?" Fico olhando para ela. "Lauren, não há nada para falar-" "Por favor. Eu só queria vê-lo por um minuto. Estive esperando no saguão do hotel por uma hora. Por favor." "Lauren, diga o que você quer dizer de forma rápida, dai mesmo. Você tem trinta segundos. E estou sendo generoso com isso." Ela franze os lábios antes de dizer: "Você não vê! Este é o NOSSO momento agora, Jake. Phil já se foi e nós podemos ficar juntos agora. Podemos ter tudo agora, Jake. Nós-" Faço uma careta e dou um passo para trás. "Oh meu Deus. Há algo seriamente errado com você." Ela dá um passo para frente. "Não, a única coisa errada é que eu não tenho você. Jake, eu preciso-" "Você precisa de ajuda profissional. Quero que você saia agora, Lauren. Porque você sempre acha que isso vai funcionar?" Tento fechar a porta, mas ela mantém aberta, recusando-se a sair. Desisto. "Ótimo. Faça à sua maneira. Não vou ter uma luta corporal com você numa porta. Vou para o chuveiro e a porta estará TRANCADA. E se até o momento de eu sair você não estiver muito longe daqui, vou chamar a segurança para te jogar para fora. Você me entendeu? " "Jake, por favor."


Mas sigo para o banheiro, batendo a porta com força e trancando-a. Fico encostado na pia por alguns minutos com os olhos fechados. Deus apenas a visão daquela mulher traz de volta a lembrança de ser um garoto fraco de 15 anos cujo controle havia sido completamente retirado. Corro minhas mãos pelo meu rosto e, em seguida, vou para o chuveiro, ligando a água tão quente quanto possível. Retiro meu smoking e o deixo em uma pilha no chão, acabo por entrar na água escaldante, ficando de pé sob ela tanto quanto suporto, antes de ficar com a pele vermelha toda marcada pela água. Quando saio do banheiro, a sala está desocupada. Deito-me na cama, considerando rapidamente ligar para Evie, apesar de ela dizer que estava indo visitar sua amiga hoje à noite e então prefiro não interrompê-la. Ela disse que ligaria quando chegasse em casa. Fecho meus olhos, sentindo que só preciso descansar por alguns minutos. As emoções que Lauren trouxe para mim sempre me faz sentir tão malditamente cansado. Eu só quero calar o mundo um pouco. Acordei assustado. Que porra é essa? Levanto-me, esfregando uma mão pelo meu rosto. Acho que dormi na mesma posição que caí na cama. O relógio mostra 02:58 É quase seis horas em Ohio. Evie nunca ligou. Merda! E se alguma coisa aconteceu com ela? A porra do ônibus. Sabia que deveria ter insistido com meu motorista. Estou ligando para o número dela na discagem rápida antes mesmo de registrar quando pego meu telefone sob a mesa-de-cabeceira. Meu coração está acelerado no meu peito quando seu telefone toca uma, duas, três vezes. Então, finalmente, graças a Deus, "Alô". É evidente que a acordei. Meu coração fica mais lento, mas agora estou chateado. Por que ela não ligou? "Evie". Ela hesita. "Ei". Alguma coisa está errada. "Ei, você nunca ligou ontem à noite. Eu teria ligado para você, mas caí no sono te esperando. Acabei de acordar. Fiquei preocupado." Há silêncio por um segundo antes dela falar: "Jake, eu liguei pra você. Uma mulher o atendeu. Ela disse que você estava no chuveiro." Posso ouvir claramente a dor em sua voz. Pisco confuso por um segundo antes de entender o que aconteceu. A porra da Lauren! Ela deve ter atendido meu telefone antes de deixar meu quarto de hotel. Fodido timing. A mentira aai pela minha boca ao dizer que alguns colegas de trabalho estiveram no meu quarto para beber e uma colega do sexo feminino respondeu meu telefone, isso me fez sentir uma merda devido à facilidade com que se formou. Mentir é como um reflexo imediato quando se trata de Lauren. Passei anos guardando segredos quando se trata dela. Deus, odeio isso. Não estou pronto para Evie assumir esse fardo ainda. Mal posso aguentar quando vejo Lauren por cinco minutos, mesmo sabendo o que aconteceu há anos. O que é que isto vai fazer com Evie? Pergunto-lhe se ela está chateada e ela continua em silêncio por um segundo. "Se essa é a verdade, Jake, então não, não estou chateada. Só não vejo por que ela iria pegar seu celular e depois não lhe avisar que liguei." Fecho os olhos brevemente fazendo uma careta me odiando.


"Eu também não sei, mas eles estavam bebendo então é o meu único palpite. Sinto muito, querida. Você deve ter ficado irritada", digo baixinho. Não quero nem pensar sobre o que eu teria feito se um homem tivesse respondido o telefone enquanto ela estava no chuveiro. Apenas a ideia me faz ficar puto. Ela suspira, mas finalmente diz: "Fiquei confusa, Jake. Está tudo bem. Se foi isso que aconteceu, então não é culpa sua." Eu me sinto aliviado, mas uma flecha quente de vergonha está deslizando pela minha espinha. Quero tanto compartilhar isso com ela, mas sei que é a mesma coisa que nos arruinou e então pode nos arruinar ainda mais agora. Limpo minha garganta. "Estou com saudades. Mal posso esperar para te ver. Ainda posso te pegar depois do trabalho hoje à noite?" "Sim. Eu te vejo lá, ok?" "Certo. Evie, eu... eu realmente senti sua falta. Sei que foi simplesmente um par de dias, mas, estou realmente ansioso para te ver." Só preciso ficar com ela. Preciso dela sempre ao meu lado. "Eu também, Jake. Vejo você hoje à noite." Sua voz está mais quente agora. Desligo e me deito na cama, olho para o teto, imaginando se Evie vai ser capaz de me perdoar quando ela conhecer a verdade. Minha reunião da manhã passa rapidamente e sou capaz de conseguir um voo de volta para Cincinnati, o que me dá uma hora mais cedo do que o meu voo inicialmente previsto. Depois de pegar meu carro no estacionamento pago, tenho tempo de sobra para ir ao shopping. Vou comprar a Evie um laptop. Ela vai brigar comigo sobre isso, mas é o que tenho que fazer. A necessidade de tornar a vida dela melhor está queimando dentro de mim. Talvez seja a previsão que meu tempo na vida dela seja temporário. Peço a Deus que não e só o pensamento disso envia pânico para o meu intestino. Eu lutaria com unhas e dentes, mas se esse cenário impensável, de fato, vir a acontecer, saberei que fiz o que podia para lhe garantir uma posição de conquistar os seus sonhos. Deixo no meu apartamento e sigo para pegar Evie no trabalho. Aguardo-a no lado de fora do meu carro e quando ela sai, ela me vê e dá um belo sorriso, que se espalha pelo seu rosto. Meu corpo todo relaxa. Nem sequer percebi o quão tenso estava até que a vi. E agora meu coração bate forte até mesmo na sua presença. "Oi", ela diz. "Oi", respondo-lhe de volta, ainda sorrindo como um pateta. Nós dois caímos numa gargalhada e não posso deixar de tocá-la por mais um minuto. Eu a giro no ar e sinto seu cheiro. "Deus, senti sua falta. Desse seu sorriso e," pressionei meu nariz na curva doutore de seu pescoço, "do seu cheiro, do seu corpo contra o meu à noite." "Também senti sua falta", ela sussurra de volta.


"Está com fome?" "Sim, morrendo de fome." "Você gosta de sushi?" pergunto. "Gosto sim, mas não posso sair vestida com o uniforme." "Que tal pegar e comermos em casa?" "Parece ótimo". Dirijo a um pequeno restaurante de sushi perto do meu apartamento e corro para pegar o jantar, enquanto ela espera por mim no carro. Quando entramos no meu apartamento, Evie para, imediatamente olhando o MacBook que deixei aberto sobre a minha mesa de jantar com um laço vermelho em cima. Meu coração acelera quando a vejo se aproximar do laptop, finalmente me encarando com um olhar atento no rosto. "Jake, você não-" ela exclama. "Evie", falo, colocando minha mão em um gesto de 'pare'. "Não diga nada até que você me ouça. Sei que o seu primeiro pensamento será de dizer não para este presente, mas, por favor, ouça." Ela levanta uma sobrancelha, mas não disse nada. "Quero fazer isso, mas não porque é apenas você, mas porque acho que você é incrível e para fazer seus sonhos se tornarem realidade, já que isso vai se espalhar por toda parte e não apenas afetá-la, mas também a mim, e quem sabe, a muitas, muitas pessoas. Por favor, deixe-me fazer isso por você, Evie, e para todas aquelas pessoas lá fora que vão ser motivadas quando lerem as palavras bonitas que estão na sua alma. " Ela respira fundo com os olhos lacrimejando e diz em um pequeno sorriso. "Sem pressão, lembra?" Quando ela caminha até o computador e começa a olha-lo, sei que ela vai aceitá-lo. Não posso deixar de sorrir, o que acaba se espalhando por todo meu rosto. "Você sabe muito, muito bem fazer alguém não lhe dizer não, não é Jake Madsen?" Ela respira fundo e sei o que está sentindo. Eu estive lá, também. Pode ser um golpe para a sua autoestima aceitar presentes de quem tem mais do que você. Torço como um maluco que sua aceitação signifique que ela receba o tanto que me dá em troca. Não monetariamente, obviamente, mas em todos os sentidos. Ela me faz feliz. Inacreditavelmente feliz. E isso vale todos os MacBooks da sede da Apple.


"Obrigada", ela finalmente disse, olhando-me nos olhos. Eu sorrio de volta. É uma noite fria e assim acendo a lareira a gás, coloco as taças de vinho sob a mesa de café e em seguida, disponho a nossa comida em um cobertor no chão. "Um piquenique de Sushi?" , ela pergunta, sorrindo e sentando-se. "Sim. Quando comer sushi, faça como os japoneses." Eu sorrio, ajoelhando-me sobre o cobertor em frente a ela. Coloco minhas mãos juntas na frente do meu rosto e me curvo um pouco para ela. Ela ri e se curva em retorno. Então pego nossas taças e dou uma a ela. "Vamos brindar a quê?" ela pergunta. Decido. "Aos sonhos." respondo-lhe, brindando meu copo com o dela. Ela toma uma bebida e, em seguida, diz: "Obrigada mais uma vez pelo o laptop, Jake." apenas sorrio para ela. Isso não é o sonho que eu estava falando, mas deixei que ela pensasse que fosse. Abro todos os recipientes, há um pouco de tudo já que ela me disse para surpreendê-la. Ela pega seu hashi e desembrulho um garfo de plástico. "Sério, Jake?" Ela pergunta, inclinando a cabeça em direção ao meu garfo. “Quando comemos sushi, comemos como os japoneses também." "Baby, não como com isso daí. Quero minha comida na boca." Ela franze a testa. "Oh, vamos lá, é mais fácil do que parece. Comece pelos pedaços maiores. Não é como se você estivesse tentando pegar pedaços individuais de arroz. Olha." E ela desce com seu hashi, habilmente pega um pedaço de rolo de Alaska e o coloca na boca. Olho para a comida na nossa frente e, em seguida, para o meu garfo suspirando. Então pego o hashi, quebro-o ao meio e os posiciono em minha mão. Chego para baixo e pego um pedaço de sushi entre eles, trazendo-o para o meu rosto. À centímetros de distância, ele cai na minha virilha. Minhas sobrancelhas engrossam quando ouço Evie soltar um grunhido muito grosseiro. "Oh, isso é engraçado, não é?" Ela está olhando para baixo, claramente segurando o riso enquanto pega outro pedaço de sushi com o hashi e o coloca na boca mastigando e engolindo, antes de dizer: "Nããão, não é nada engraçado. É preciso um pouco de prática. Tente novamente." Finjo uma falsa irritação para ela, mas pego o hashi de volta e desta vez tento um pedaço de tempura de camarão. Ele está a meio caminho entre o recipiente e a minha boca aberta quando cai novamente em minha virilha. Evie solta uma gargalhada. "Ok, já chega. É com o garfo mesmo." Tiro a comida da minha virilha, observando minhas calças manchadas, enquanto jogo o guardanapo ao lado das embalagens.


"Oh, vamos lá, dá má sorte ou algo assim se comer comida japonesa com um garfo. Ok, se você não vai comer com o hashi, posso lhe dar na boca. Vamos lá, abra a boca." Ela pega um pedaço de rolo de Alaska e o ergue para mim. Abro e ela me alimenta, com os olhos grudados na minha boca enquanto pego isso. Meu coração acelera. Os olhos dela se ligam aos meus e vejo desejo lá. Em instantes, o ambiente muda, vibrando em algo denso e elétrico. Ela olha para baixo rapidamente, pegando um pedaço de camarão e o traz para minha boca também. Desta vez, ela permanece com o hashi nos meus lábios, deslizando-o lentamente depois de eu ter pegado a comida. Sinto a excitação girando na minha barriga. Quem sabia que poderia ser tão sexy comer sushi? Ela me alimenta várias vezes e, em seguida, se serve também enquanto a vejo mastigar. Percebo que sua boca é incrivelmente erótica e não posso aguentar, inclino-me para frente e provo seus lábios. "Você tem um gosto salgado, como molho de soja," digo sorrindo contra sua boca. "Doutore e salgado". "Mmmm...", ela murmura, sorrindo de volta e se aproximando mais. Nós lambemos e provamos a boca um do outro por alguns minutos, e então eu me inclino para trás, subindo os joelhos e me movendo em torno da comida perto de onde ela está ajoelhada. Tomo sua mão e vamos até a lareira, a vários metros de distância do piquenique de sushi. Podemos terminar isso depois. Agora, eu estou desejando algo mais interessante. Eu me inclino em direção a ela, beijando-a suavemente antes baixar o zíper do vestido do seu uniforme. Nenhum de nós se preocupou em mudar de roupa ainda. Mantenho meus olhos nela enquanto solto o vestido de seus ombros. Seus olhos escuros estão arregalados e procuram os meus. Ela sorri suavemente, como se ela estivesse feliz com o que ela vê refletindo de volta. Deslizo as alças do sutiã os braços e alcançar atrás dela para solta-lo, beijando-a pelo pescoço enquanto me aproximo um pouco. Ela suspira com prazer. "Você é tão bonita." Ela olha para baixo timidamente. "Você acha?" "Sim. É o que penso." Eu levo seu rosto em minhas mãos e volto para sua boca, deslizando minha língua dentro, beijando-a profundamente, até que ambos nos afastamos ofegantes. Quando ela estende a mão sobre a minha ereção, dou uma respiração irregular. Olho em seus olhos e o desejo lá quase me mata. Ela se levanta e deixa o vestido cair no chão. Ela está vestindo nada agora, exceto uma pequena calcinha de algodão branco com rendas nas bordas. Há alguma coisa sobre essas lingeries que são tão puras, mas tão sexys que me sinto endurecer ainda mais. Ela se vira e começa a se afastar. "Onde você está indo?" Ela olha por cima do ombro, sorrindo ligeiramente. "Acabei de me lembrar que tenho outro lugar para ir. Vejo você por aí?"


Dou uma risada enquanto ela desliga a luz e caminha de volta para mim. Ela se ajoelha na minha frente e coloca a palma da mão na minha bochecha. Eu me inclino para ela. "Queria que fosse você, eu e a lareira ", sussurra. Concordo com a cabeça, inclinando em direção a ela para beijá-la novamente. Eu não me canso de sua boca. Não me canso dela. Tiro minha camisa e a jogo para o lado. A luz do fogo oscila, fazendo as sombras dançarem ao nosso redor, aumentando a sensação de estar sozinho com ela em outro mundo. Deito-me no tapete assim como ela também, que fica de frente para mim. Nossas frentes estão pressionadas juntas, enquanto continuamos a nos beijar com o fogo próximo atrás dela. Eu trago uma mão ao seio, tocando-o e provocando seu mamilo endurecido, fazendo ela gemer e esfregar a parte inferior do seu corpo contra o meu. Quebro o beijo e sinto que ela começa a desabotoar minha calça, acabo me deitando sobre minhas costas para que eu possa puxá-la e tirar minha calça com a ajuda dela. Nós nos deitamos e nos olhamos novamente, agora completamente nus. Ficamos em silêncio por alguns instantes, desfrutando de algo terno e belo. Ela traz sua mão para o meu rosto novamente e traça os meus lábios com o polegar, sussurrando: "Posso te perguntar uma coisa?" Concordo com a cabeça. "Você disse que nunca namorou, nunca teve um relacionamento com ninguém." Ela, fica em silêncio por um momento. "Por que eu?" Olho em seus olhos, procurando-os, querendo tanto lhe contar sobre todas as razões que me fizeram nunca amar ninguém, exceto ela, mas sei que ainda não posso, ainda não. "Porque você é tudo que eu sempre quis", sussurro de volta. "Porque para mim, você é perfeita." Ela me olha em silêncio mais uma vez antes de sorrir e sussurrando: "Mesmo com essa pinta no meu ombro?" Olho para baixo, mal conseguindo ver o ponto minúsculo de beleza marca a pele dela na penumbra. "Especialmente essa pinta. Estava em cima do muro sobre você antes de te ver. Mas essa pinta selou o negócio para mim." Ela ri baixinho. "Ok, bom. Obrigada, querida pinta". Sorrio e trago de volta os meus lábios nos dela. Desço minha mão entre nós e deslizar o dedo entre suas pernas. Oh, Jesus, ela está tão molhada. Dou um gemido em sua boca e ela se pressiona contra mim, querendo mais da minha mão. Deslizo meu dedo mais profundo em sua umidade quente e uso o polegar para esfregar levemente sobre seu pacote inchado de nervos. Ela treme um pouco e geme em minha boca. Ela leva a sua mão até minha ereção e desliza suavemente para cima e para baixo. Eu me afasto de sua


boca, gemendo "Evie", com ela continuando a me acariciar. Ficamos nos olhando novamente, vendo o desejo nos olhos dela e seus lábios entreabertos, com nossas mãos dando prazer um ao outro durante vários minutos. Assistimos as expressões mudando com o aumento da excitação. É íntimo, intenso e já posso sentir um orgasmo circulando através do meu abdômen. Eu fecho meus olhos e os músculos tremem até que eu sinto que estou perto de explodir. Esse é o momento. "Jake", ela respira pesadamente, "estou perto. Quero gozar com você dentro de mim." Ao falar isso, ela me aperta levemente e esfrega o liquido pré-ejaculatório na ponta com o polegar. "Ahhhhhh". "Posso traduzir isso como 'Ok, Evie?'", Ela ri baixinho. "Sim", eu digo, retirando minha mão entre as pernas dela e pego sua perna colocando sob meu quadril e me aproximo ainda dela. Eu me inclino sob ela para me posicionar em sua entrada e me empurro nela. Seu calor apertado e a sensação de estar rodeado sem camisinha nela são indescritíveis. Estou com medo de me mover. Mas meu corpo, aparentemente, não está e meus quadris que começam empurrando praticamente por conta própria. Dou gemido: "Oh Deus, baby, você é tão gostosa." Ela geme de volta, segurando-me mais forte para ela. Nós nos movemos juntos, gemendo, ofegando e observando o rosto do outro na luz fraca da lareira. Há algo de primitivo e belo sobre fazer amor com o brilho das chamas como se pudesse estar em outra era e ainda ser nós dois entrelaçados nesta dança atemporal de paixão. A respiração dela se torna mais rápida, alcanço minha mão entre suas pernas novamente, passando o dedo sobre o clitóris. É como um gatilho e preciso dela gozando primeiro. Depois de apenas alguns segundos, ela arqueia as costas e pressiona contra mim, ofegando através de seu orgasmo. Ao observá-la, sinto os espasmos em torno de mim o que me leva a borda, fazendo com que eu explodisse dentro dela com onda após onda de prazer através de mim. E assim, nós gozamos juntos. Depois de nos limpar e mudar de roupa, terminamos nosso jantar. Isso acaba tendo um sabor ainda melhor agora, depois de nossa minimaratona sexual. E Evie ainda permite que eu use um garfo. Pegamos nosso piquenique e seguimos para o sofá com a tv ligada. Estou saciado e feliz, e ver um pouco da estúpida televisão parece certo. Evie vai para o Mac e o liga, sentando-se à mesa da sala de jantar. "Já usou um Mac antes?" pergunto, olhando por cima do meu ombro. "Não, mas sempre fui muito boa com computadores. Provavelmente vou aprender logo." Eu me envolvo com a TV, que fala de algum crime no noticiário sobre uma mulher que desapareceu e o som do computador de Evie digitando com baixo solavancos me desconcentrando da história. Quando olho para Evie de novo, o seu rosto está pálido. E eu me levanto imediatamente.


"O que há de errado, querida?" Pergunto. Merda, o que aconteceu? Ela me ignora, caminhando para a porta e começando a colocar seus sapatos.Mas que diabos? "Evie! O que aconteceu? Por que você está indo embora?" Meu coração começa a bater rápido. "Aquela mulher em seu quarto de hotel era Gwen, não era, Jake?" "O quê?" Estou perdido. De onde veio isso? Minha mente relembra a mentira que disse a Evie depois que Lauren respondeu o meu telefone. "Não. Claro que não. Você acha que eu convidaria Gwen ao meu quarto de hotel para bebidas depois do jeito que ela tratou você?" "Bem, não estava exatamente pensando se você a levou para o seu quarto de hotel para beber, Jake. Tudo o que sei é que você tinha um olhar acolhedor ao sussurrar no ouvido dela naquelas fotos do jantar beneficente na terça à noite." Leva apenas alguns segundos para eu ligar os pontos. Ah, meu Deus, ela pesquisou o meu nome no Google e viu a maldita foto de Gwen e eu no jantar em San Diego. Porra de Google. Não tinha pensado naquela foto desde que foi tirada. Corro a mão pelo meu cabelo. Como é que Gwen de todas as pessoas, continua ficando entre Evie e eu? É tão ridículo, eu riria se a Evie não estivesse com essa expressão de ferida. "Evie, foi um jantar da empresa. Gwen estava lá com pai dela. Ela tentou falar comigo várias vezes e não interagi com ela. Quando ela me encurralou na frente de um fotógrafo, eu me inclinei e disse que ela teve sorte de eu não ser do tipo de demostrar minha antipatia por alguém nas fotos. Ela riu como se eu estivesse brincando, o que não foi. E foi isso. Não falei com ela novamente durante toda a noite. " Ela só fica me olhando, analisando meu rosto. Finalmente, ela toma uma respiração profunda. "Eu quero acreditar em você, Jake, eu só... eu não quero que...” "Evie, ouça, Deus, se você soubesse ..." Rio sem humor. "Se eu soubesse o quê?" "Se você soubesse o quão triste é você pensar nisso, eu jamais iria traí-la, e muito menos com a Gwen. Realmente, se você pudesse entrar na minha cabeça, você estaria rindo também." "Jake," "Por favor, confie em mim. Por favor, não vá". Ela continua a analisar o meu rosto, finalmente dando um pequeno aceno de cabeça. Libero minha respiração e a levo para longe da porta, jogando o casaco de volta no banco da entrada.


CAPÍTULO 20 Evie trabalha no serviço de Buffet na noite seguinte e me diz que vai conseguir uma carona para casa depois. Quero que ela volte para casa, para mim, mas estou tentando equilibrar fazendo ela se sentir confortável em nosso “novo” relacionamento. Esta é a parte mais difícil para mim porque estou muito além emocionalmente que ela, penso, mas às vezes vejo um olhar em seu rosto que me diz que seus sentimentos por mim são mais intensos do que faria sentido para um novo relacionamento. Eu me pergunto se ela acha estranho. Eu me pergunto se ela está questionando tudo. Então, novamente, ela não tem muita experiência com relacionamentos, talvez por isso ela não esteja. Depois de uma reunião de trabalho naquele dia, Preston me puxa de lado, com um olhar de preocupação em seu rosto. "O que foi? Tudo bem?" pergunto. "Bem, sim, mas acho que você deve saber que Lauren ligou para o conselho. Ela está pedindo para marcar uma reunião, mas ela não quer vai dizer o porquê." Ah, merda. Faço uma pausa por um minuto, considerando o que ela poderia querer com a diretoria e me perguntando se isso é simplesmente porque a expulsei do meu quarto de hotel algumas noites atrás. Esta é a nova tática para chegar até mim? Seguro a maioria das ações, de forma realista, não há muito que ela seria capaz de fazer. Mas porque sou o diretor do conselho, não farei parte da reunião e não saberei o que ela quer até depois de seu encontro com eles. "Ok, bem, obrigado por me deixar saber, Preston. Sinto muito que esse drama familiar esteja afetando a empresa." "Ela está fazendo tal coisa. A empresa está indo muito bem. É com você que eu estou preocupado." Ele faz uma pausa por um momento, olhando para mim, parecendo considerar a possibilidade de ir em frente. "Você sabe, trabalhei muito de perto de seu pai. Quando fui visitá-lo no hospital após o ataque cardíaco, obviamente não sabia que você estaria assumindo a empresa tão logo como você fez, mas ele o preparou muito bem, ficou muito claro para mim que, quando esse momento chegou, ele não queria que Lauren tivesse nada a ver com esta empresa. Ele pediu que, se houve um tempo e se eu ainda estivesse aqui, mas ele não estivesse que eu olhasse por você. Espero que não soe condescendente. Ele não quis dizer isso dessa forma. Eu só acho que senti como se ele tivesse falhado de alguma forma e queria ter certeza de que você saberia que tinha alguém do seu lado em quaisquer circunstâncias futuras." Droga. Sinto a emoção brotando em mim e a empurro de volta para mais tarde. "Obrigado, Preston.” Agradeço


"Não precisa me agradecer. Só queria que você soubesse que estou lidando com a situação conselho, ok?" E com isso, ele me dá um tapinha nas costas e vai embora. Peço Evie para ficar comigo na sexta-feira à noite. Tenho uma ideia que espero que vá fazê-la feliz. Não só nunca tive a chance de fazer as coisas que as crianças habituais fazem, mas nunca tive a chance de fazer as coisas que jovens casais fazem - todas as coisas que poderia ter feito só de brincadeira, se tivéssemos realmente tido a chance de namorar quando éramos jovens e despreocupados. Se é que alguma vez tinha sido jovem e despreocupado. Também estou indo para satisfazer algo em mim a partir de um longo, longo tempo atrás. Vou comprar-lhe um vestido e levá-la para dançar. Isso ainda não superará ter dançado com ela sob as estrelas em um parque vazio, que, apesar de tremer de nervoso e pisar em seus pés, foi o melhor baile da minha vida até agora. Dois filhos adotivos dançando juntos no parque, porque não tem a roupa certa para vestir para uma dança. Completamente lamentável. Mas completamente mágico. Minha mente volta para a dança, há tantos anos e não posso deixar de sorrir. Tinha sido tão estranho, mas tão intenso. Uma dessas memórias que parece ser escaldado em cada fibra do meu ser. Engraçado, não me lembro das canções que estavam tocando, minha cabeça estava tão cheia e estática por sua proximidade, o quão bom ela cheirava, como ela se movia contra mim. Se eu perguntar a ela, me pergunto se ela se lembrará das músicas. Esses são os tipos de coisas que desejo perguntar a ela, para relembrar. Nossas memórias. Algumas das boas que apenas eu tenho. Quando abro a minha porta para ela na sexta-feira, ela está linda, mas cansada. Isso não vai mudar. Pego e digo a ela que vou correr para um banho para que ela fique um segundo tomando fôlego, porque vou levá-la a dançar. Ela luta um pouco mais sobre o plano de dançar e me dá um olhar exasperado quando eu digo a ela que comprei-lhe uma roupa. Mas ela caminha em direção ao quarto para ver o que escolhi para ela, então acho que é um bom sinal. Eu a sigo de volta para o quarto e a vejo com os dedos na seda do vestido e verifica os sapatos Jimmy Choo. A vendedora na loja de departamentos tinha colocado vários na minha frente que ela sugeriu para o vestido que escolhi, e eu tinha notado que um dos pares custava mais de mil e quatrocentos dólares, preço que Gwen tinha gritado depois de Evie ter derramado caviar sobre eles. Eu tinha escolhido automaticamente aqueles. Era pequeno e superficial, eu sabia, mas isso me fez sorrir por saber que Evie estaria usando sapatos melhores do que a cadela arrogante. Finalmente, ela se vira para mim com um sorriso. "Eu amo isso. Obrigada. Será que você realmente escolheu isso?" "Bem, eu tive a ajuda de uma vendedora. Mas eu lhe dei o esquema de cores que queria, e olhei as roupas que você deixou aqui para saber o seu tamanho." "Pavão azul, né?" Ela levanta uma sobrancelha. Eu dou de ombros, sorrindo. "Eu gosto da cor. Só não me peça para levá-la a qualquer lugar perto do zoológico."


Ela ri e vou para o banheiro para começar meu banho. Eu faço-lhe um pouco de massa enquanto ela está se arrumando e quando ela sai do quarto, quase começo a babar em mim mesmo. Puta merda, ela é linda. Não vi nada do corpo dela e eu sei que ele é perfeito, mas esse vestido destaca seus melhores atrativos, seus seios empinados, barriga lisa e sua bundinha firme, sem mostrar muita pele. "Você está deslumbrante." Eu não tenho certeza se quero levá-la em público nisso. Eu momentaneamente me arrependo de não ter pegado aquela blusa preta, de grandes dimensões que vi quando passei no caminho para o departamento de traje de gala. "Obrigada. Tenho um personal shopper que está bem familiarizado com a minha figura." Ela levanta as sobrancelhas, mas sorri. Uma vez que ela está sentada comendo, decido revelar a camiseta que eu tinha feito em um quiosque no shopping que passei quando estava comprando seu laptop, apenas puramente para fazê-la rir. Tiro meu pullover de mangas longas e despreocupadamente me viro para que ela possa ver o que está escrito na frente em negrito, impressão em preto, Maior do Mundo. Ela quase engasga com a mordida que ela é elástica, e traz o guardanapo à boca, reprimindo o riso. "O quê?" pergunto, inocentemente. Ela aponta para a minha camisa. "Maior do Mundo, em que?" "Oh, isso?" Eu aponto a minha camisa. "É tudo incluído. Melhor cara do mundo, O maior amante do mundo, maior cozinheiro do mundo. Você o nomeia, eu sou o maior." "Ah. Bem, eu aprecio a sua confiança. Mas você sabe, agora você deixou-se aberto para os seus críticos para testá-lo." Ela levanta uma sobrancelha. "Eu só me importo com um crítico. E estou ansioso para ser testado. Quanto mais testes, melhor. Muitos testes seria bom." Eu pisco. "Você está completamente ridículo, você percebe, né?" diz ela, balançando a cabeça, mas sorrindo. Eu rio. "Termine. Estou indo trocar de roupa enquanto você está comendo e depois vamos." "Você não está indo vestir a camisa do Maior do Mundo para o clube?" ela grita atrás de mim. "Você realmente não quer fazer propaganda de mim por toda a cidade, não é?" chamo de volta. Posso ouvi-la rir quando abro a minha porta do armário. Visto algumas roupas e dez minutos depois, estamos saindo sentido centro. Levo Evie para um clube chamado Igby que é relativamente novo e ouvi dizer que tem um incrível interior que foi completamente destruído e refeito para se assemelhar a um Loft de Nova York. Depois que peço uma bebida, ela menciona seu amigo Landon, o cara que estava me encarando até a


morte sobre o incidente da Gwen no Evento de Autismo. Eu sei que ele é alguém importante para Evie, e eu gostaria de ter uma oportunidade de fazer uma impressão melhor, então sugiro que ela lhe peça para nos encontrar aqui. Ela parece hesitar por um instante, mas depois concorda e cerca de uma hora mais tarde, ele e seu amigo, Jeff, se juntam a nós. Pago uma rodada de bebidas e todos nós nos esprememos em uma pequena mesa. Não me importo que Evie praticamente tenha que sentar no meu colo. Congratulo-me com a desculpa de estar tão perto dela quanto possível, especialmente em público. Eu já peguei vários homens olhando para ela por um instante mais do que eu ficaria confortável e quero deixar bem claro que ela está aqui comigo. Landon inclina-se para mim e pergunta: "Então, Jake, você é de Cincinnati?" Faço uma pausa por um segundo, desnorteado, mas então percebo que Evie provavelmente não teve a oportunidade de lhe dizer muito sobre mim, e ele está apenas fazendo uma pergunta simples. Então, ao invés de dizer, sim, cresci em Northside como Evie. Eu digo: "Não, na verdade, San Diego." "Califórnia? Sério? Eu amo San Diego. Estive lá duas vezes. Fiquei em Pacific Beach com um amigo meu. Onde você mora?" "La Jolla". Tomo um gole da minha água, mastigando um pedaço de gelo. De um lar adotivo em condições precárias em Northside, para uma mansão em Cincinnati sobre as falésias do Oceano Pacífico. E cada um era um tipo diferente de inferno. Ele olha por um minuto. Obviamente ele conhece a área. Ele assobia. "Parte bonita da cidade. Que o traz aqui?" "A empresa do meu pai tem um escritório aqui. Comecei a organizar as coisas cerca de seis meses atrás." Landon balança a cabeça, erguendo as sobrancelhas e olhando para Evie. Jeff diz: "Você deve sentir falta da luz do sol." Olho para Evie. "Aqui tem muito sol também." sorrio para ela. "Brega", ela ri, mas puxa meu rosto em sua direção e me dá um beijo rápido nos lábios. Nós olhamos um para o outro rindo por um minuto, e quando olho para Landon e Jeff, Ambos estão olhando para trás e para frente entre nós, com grandes sorrisos em seus rostos. Puxo Evie contra meu lado e olho para os caras. "Então, Landon, Evie me disse que você está estudando na escola na U.C.?" "Estou recebendo meu diploma em negócio", diz Landon. Concordo com a cabeça. "Legal. Quando você se forma?" "Ainda a alguns anos de distância. Estou no caminho lento", ele diz, sorrindo e tomando uma bebida.


Concordo com a cabeça mais uma vez, sorrindo também. "E você, Jeff? O que você faz? " "Sou engenheiro", diz Jeff. "Ah, é mesmo? Que tipo de engenharia?" Ele me diz que ele é engenheiro mecânico e falamos por alguns minutos sobre seu trabalho e que a minha empresa faz. Depois de alguns minutos, ouço uma boa música e me levanto, puxando Evie comigo, e sussurrar, "Quero você na pista de dança." Preciso senti-la contra mim. Ela parece hesitante, mas dá um pouco de onda com os caras e começa a seguir-me. Quando vamos para o meio da pista de dança, ela coloca os braços em volta do meu pescoço e começamos a nos movimentar com a batida. A combinação de nossos corpos em movimento um contra o outro e com o intenso ritmo da música é sexy como o inferno. Eu olho para ela e seus olhos estão cheios com a mesma coisa que estou sentindo. "Eu deveria saber que você seria um bom dançarino" Ela sussurra para mim, e a sensação de sua respiração no meu ouvido envia um raio de excitação pelo meu corpo. Pressiono mais de perto dela. Landon vem por trás Evie, conforme a música muda e aproveito a oportunidade para ir ao banheiro. "Cuide dela", digo para Landon quando solto a mão de Evie. Quando volto alguns minutos mais tarde, vejo um grande, excessivamente musculoso imbecil puxando Evie em direção a ele enquanto Landon tenta puxá-la na direção oposta. Uma névoa vermelha vem sobre a minha visão e, de repente, tenho catorze anos de novo e alguém está empurrando Evie em torno da escola. Só que agora há um elemento sexual aos motivos do agressor. É tudo que posso fazer para não enfrentar o babaca e golpear seu rosto no chão bar. Em vez disso, pego as costas do colarinho de sua camisa e o viro de volta para mim. Eu chego perto dele e digo: "Ei idiota, você precisa aprender o que significa não." Ele mede nossos tamanhos por uma fração de segundo. Ele é maior, mas sou mais alto e minha expressão deve dizer-lhe que estou disposto a empurrar isso porque ele diz: "Seja como for, homem," e mantém suas mãos em sinal de rendição fingida e me empurra para trás, longe dele, enquanto passa por mim. Estúpido imbecil. Olho para Evie, e por um segundo bloqueio nos encaramos e o resto do clube desaparece à distância quando ela inclina a cabeça, olhando para mim com ar sonhador. Ela sabe. Mas com a mesma rapidez, ela balança a cabeça muito pouco e sorri brilhantemente para mim, curvando o dedo para chegar a ela. Eu faço. Quando chego até ela, ela olha para mim e sussurra: "Meu herói". Olho para baixo em sua expressão, um pouco tonto, balançando a cabeça e sorrindo para ela habilidade para me desarmar. Doutore, bela domadora de leões. Dançamos ao lado dos caras por mais ou menos 45 minutos. Landon é engraçado como o inferno e posso ver por que Evie gosta dele. Quando Troublemaker de Olly Murs toca Landon começa a fazer


esses movimentos de dança que juro que nunca vi antes. Estamos todos rindo de seu show quando as pessoas começam a ficar para trás para assistir e torcer por ele. Olho para Evie e não consigo parar de sorrir, olhando para ela enquanto ela ri e se diverte, vivendo no momento. O tempo parece lento e a música se foi. Há apenas ela, e acho, que isto, Isso faz com que a minha alma se sentir completa. A música vem batendo de volta na minha cabeça, e recomeça quando Landon puxa Jeff para frente, e agora todo mundo está batendo palmas para ambos. Jeff não é quase um dançarino como Landon é, mas consegue manter seu próprio estilo. É divertido, mas estou pronto para ir para casa e ir para a cama com Evie. A adrenalina do grandalhão puxando ela, e toda a dança suada vêm me dando trabalhado. Tudo o que posso pensar é tê-la abaixo de mim na cama e afundar com força em seu calor úmido. Enquanto a multidão preenche e Landon dança de volta para nós, viro para ele e digo-lhe que vou levar Evie em casa. Ele balança a cabeça, dizendo: "Foi muito bom conhecê-lo." Sorrio e aceno para Jeff a poucos metros de distância, e Evie sopra-lhe um beijo e acena para Jeff enquanto a levo para fora da pista de dança. Evie dirige-se para usar o banheiro e espero por ela, tomo um susto quando uma mulher caminha em linha reta em direção a mim. Você está brincando comigo? Um enorme lançamento de adrenalina surge no meu corpo. Lauren. Ela me seguiu até aqui? Olho rapidamente para os banheiros e ando em linha reta para Lauren, agarrando o braço dela e viro-a de modo que ela é forçada a caminhar comigo em direção a frente do bar. Ela se inclina para mim, me abraçando enquanto eu praticamente a arrasto para frente. Eu a sacudo. "Estou farto. Juro por Deus, Lauren." "Jake – Pare. Espere, estou na cidade para me reunir com o conselho amanhã, você não me deixou falar com você em San Diego, fui ao seu prédio para ver você e seu porteiro me disse que estaria aqui! Não acho que você se importa..." "Sim, me importo. Qualquer das minhas palavras ou ações nos últimos cinco malditos anos, deu-lhe o pensamento de que não me importaria? E sobre o que diabos você está na reunião do conselho?" Estou rangendo os dentes com tanta força que mal estou movendo minha boca que estou cuspindo cada palavra para essa lunática enlouquecida. Ela tem que estar vivendo em um mundo de fantasia em sua própria cabeça. É a única explicação. Olho para trás em direção ao banheiro, meu coração disparado no meu peito. Evie vai sair a qualquer momento. Não há nenhuma maneira no inferno que eu possa deixar Lauren saber que estou aqui com uma mulher. Ela tentará causar uma grande cena - Estou muito familiarizado com a maneira que ela trata as garotas que apresentei a ela, enquanto eu ainda morava na casa dela. Feio. Se eu a vir tentar alguma dessa merda com Evie, eu poderia ter de matá-la. Agora que Evie voltou para minha vida, a prisão não parece muito atraente. "Eu vou te dizer, Jake. Por favor, eu..." "Tudo bem, me ligue neste fim de semana e vamos conversar. Se você sair agora, vou responder a sua chamada e vamos conversar, tudo bem? Estou com alguns amigos aqui esta noite e este não é o


momento nem o lugar. " Ela franze sua testa e me olha com desconfiança para um minuto, mas, em seguida, olha em volta e quando ela olha para mim, ela diz: "Tudo bem, quero vê-lo pessoalmente, embora - vou te ligar depois da reunião. Certifique-se de atender, Jake." E com isso ela se vira e sai pela porta do clube. Deixo escapar um suspiro e volto para olhar para o banheiro de novo, mas ainda nenhum sinal de Evie. Vou até o segurança e pergunto-lhe se há uma linha externa. Ele diz que sim. O que me faz sentir melhor. Se Lauren tentar voltar antes de sairmos, ela terá que esperar. Quando olho para cima, Evie já quase fez todo o caminho até onde estou. Merda, não a vi sair. Sorrio, esperando que não pareça forçado e tomo-lhe a mão. "Pronto?" pergunto. "Com quem você estava falando?" , ela pergunta, franzindo a testa. Droga, ela me viu com Lauren. Mais mentiras. Odeio isso. Eu me sinto uma depressão se abater sobre mim. "Só uma mulher bêbada que estava fazendo uma cena. Os seguranças chamaram um táxi e a levei até a porta. Espere, deixe-me pegar um copo de água para você no bar antes de sairmos", digo, tentando distraí-la. "Estou bem", diz ela. "Você parecia furioso." "Não é verdade. Ela estava apenas sendo um tipo agressivo. Ela tentou fazer um passe. Que eu disse não. Foi isso." Não sei o que ela viu se estou cobrindo todas as bases. Digo-lhe para confiar em mim quanto à água e a levo até o bar. Eu a vejo beber, tentando acalmar meus nervos em frangalhos. Esta noite só fui para merda. Ela coloca o copo no bar, sorrindo para mim de maneira sedutora, dizendo: "Leve-me para casa. Antes que eu tenha que bater nas mulheres de cima você." Eu rio, esperando que isso não pareça forçado. Interiormente, me encolho. Nós entremos a porta da minha garagem, quinze minutos depois. Naqueles poucos minutos, Evie conseguiu me relaxar um pouco enquanto ela conversa e relembrava sobre nossa noite e parecia tão entusiasmada e feliz. Não sei o que estou sentindo agora. Eu me sinto tenso, uma intensidade que atravessa o meu corpo que não sei se é bom ou ruim, ou talvez ambos. Estou alto por fazer Evie feliz hoje à noite, a partir dos sentimentos intensos de manter seu corpo contra o meu por horas, a partir da música, mas também estou pronto para estourar fora da minha própria pele a raiva que sinto de Lauren não vai me deixar em paz, a culpa por ter mentido para Evie. As mentiras estão crescendo e está ficando cada vez pior.


Está tudo um turbilhão dentro de mim e não sei o que fazer com isso. No passado, era tudo negativo e eu iria procurar uma substância para entorpecê-lo, mas agora que há um rio de alegria que atravessa tudo, confundindo a minha mente. Sinto-me suave e agressivo e confuso pra caralho. Desligo o carro e puxo Evie para mim, e tenho seu rosto em minhas mãos, despejo com todas as minhas emoções beijá-la. Nós nos beijamos fervorosamente no carro por alguns minutos antes que ela sobe em cima de mim e foda-se! Este show precisa ir lá para cima agora para que eu possa transar com ela adequadamente. Estou prestes a sugerir exatamente isso quando o som de tecido rasgando enche o carro. Mas que diabos? Ela se inclina para longe de mim e da costura em minha virilha que está dividida em linha reta no meio. Bem, isso é interessante. "Oh meu Deus", ela respira, "Seu pedaço de garoto é como o Incrível Hulk." Pedaço de Garoto? "Pedaço de garoto?" Ela acena com a cabeça, os olhos arregalados. "Ele está com raiva?" Estou tentando realmente não rir. "Ainda não. Mas se você continuar se referindo a ele como um ‘um pedaço de garoto' posso chegar lá. Ele é todo homem. Você não quer vê-lo ficar com raiva." "Oh, eu definitivamente quero o ver ficar com raiva." Não posso resistir em seguida. Rio em voz alta. "Venha, vamos lá em cima." Evie entra na minha frente para esconder minhas calças abertas à medida que caminhamos e passamos por Joe, o porteiro. Vou lidar com ele com relação à Lauren mais tarde. Pensar em toda a situação hoje envia um raio de posse através de mim - minha primeira prioridade é proteger Evie. Lauren não vai estragar isso. De. Jeito. Nenhum. Nós andamos em meu apartamento, tropeçando contra a parede, ainda rindo sobre minhas calças. Eu a pressiono contra a parede e a testosterona começa a pulsar nas minhas veias. Meu desejo por seus entalhes até vários níveis e o sangue corre para baixo. Ela é bonita pra caralho. Olho para ela e seu rosto se torna sério quando ela olha de volta. "Jake, nunca fui muito boba em minha vida e por isso quero agradecer-lhe por isso. Sei que soa meio louco e talvez até um pouco idiota, mas, realmente, é um grande negócio para mim, então sinceramente, muito obrigada por esta noite." Essa é a melhor coisa que ela poderia ter dito para mim, porque foi o ponto inteiro. "Estou ansioso para muitos momentos mais bobos com você, linda", digo de volta, sorrindo. Eu a pressiono mais firme na parede e baixo minha boca na dela. Nós nos beijamos por longos minutos, as nossas línguas lutam, lambem e chupam os lábios um do outro. Ela tem gosto de Evie e chardonnay. Gemo na mistura, amando-a, sentindo como o resíduo de álcool no hálito dela estivesse me deixando bêbado, mas eu sei que, na realidade, é apenas a ela que me embriaga. Com a excitação, os sentimentos que tinha correndo por mim, meu corpo reage, a minha língua pilham, revirando os quadris contra ela enquanto ela geme e choraminga, me desfazem completamente. Eu me sinto fora de controle tonto de desejo, mais agressivo do que senti até agora, preciso me perder nela e reclamá-la


completamente ao mesmo tempo. Eu levanto fora de seus pés assim ela é forçada a envolver suas pernas em volta de mim e eu mais firmemente a pressiono contra a parede. Ela estende a mão dentro das minhas calças e me excita, enviando-me a desfiar o limite da sanidade. Tudo o que posso pensar é bater nela. Perdi completamente o controle e não me importo. Eu a saboreio. Ouço outro som rasgando e vagamente percebo que arranquei sua calcinha. Maldita coisa estava no meu caminho. Ela respira fortemente, e, em seguida, geme alto quando passo meus dedos em torno de sua abertura molhada, não penetrando, apenas espalhando a umidade em círculos lentos. Sinto um grunhido consumir meu peito com a sensação de sua pele escorregadia. "Sempre tão molhada para mim," sufoco. Ela traz seus braços em torno de mim para segurar firme, e inclina a cabeça para trás contra a parede, me dando acesso perfeito para saborear a pele doutore em seu pescoço. Continuo com o dedo nela, espalhando seus sucos e em torno de seu clitóris. Ela está se contorcendo e choramingando alimentando o desejo de me consome. Espero que ela esteja pronta para um passeio áspero porque isso é tudo que eu sou capaz agora. Inclino meus quadris para trás e sinto uma explosão do liquido pré-ejaculatório, enquanto Evie choraminga em protesto. "Tire meu pau para fora, Evie", digo, sentindo como minha voz está grossa e muito longe. Ela chega através do rasgo em minhas calças, dentro dos meus boxers e me toma na mão. A sensação de sua mão em mim é quase demais. Mas ela vai rapidamente, e eu agarro sua bunda com uma mão e me posiciono em sua entrada, com a outra e bato nela, não muito gentil. Ela grita e ele me traz de volta a mim por um instante, ainda que por alguns segundos, quando olho em seus olhos que se encheram luxúria, certificando-se de que ela está bem. Quando vejo que ela está, puxo de volta muito lentamente e em seguida, empurrou de volta para ela novamente. O atrito de seus músculos tensos em volta de mim parece tão bom que deixo escapar um silvo involuntário. Evie fecha os olhos e geme profundamente, separando os lábios e me perco novamente, meu corpo assume e minha mente toma um banco traseiro no passeio de prazer onde estou. Colo minha boca por cima dela e começo a empurrar violentamente dentro dela, duro e profundo, batendo-a contra a parede. Quero possuí-la, ser dono dela e confirmar que ela é minha. Convencer-me de que algo de belo neste mundo é meu, e apenas meu. Sinto outra explosão de pré-ejaculação e um pico de prazer esmagador pulsar através do meu abdômen. Estendo a mão entre nós e rolo meu dedo contra seu ponto ideal, e ela começa a ofegar e gemer em minha boca enquanto seu orgasmo rola através dela. Tiro minha boca da dela e vejo como o prazer lava suas características, ela é tão incrivelmente bela que as palavras, "Minha. Só minha. Sempre. Só. Minha," derramam espontaneamente do meu cérebro


aos meus lábios enquanto continuo incansavelmente a bombear dentro dela. Meu próprio clímax gira automaticamente para baixo e minha cabeça cai para trás, o prazer intenso assume e as estrelas explodem na frente dos meus olhos quando incho e gozo dentro dela. Quando as estrelas diminuem e desaparecem lentamente, controlo o fluxo de volta, me pergunto o que aconteceu. Como extremamente incrível foi para mim, espero que não tenha a machucado. Paredes não são exatamente macias. Mas quando trago minha cabeça para trás e olho em seus olhos, ainda deslizando dentro e fora dela lentamente, o olhar em seu rosto me acalma. Ela olha admirada e satisfeita, e muito bem fodida. Orgulho brota em mim e um sentimento feroz de propriedade. "Você é tão bonito", ela diz preguiçosamente. Eu sorrio, deixando-a ir para o chão muito lentamente. "Você é linda," eu sussurro. Ela se inclina e me beija doutoremente, e a levo para o quarto. Mais tarde, depois que se já limpou um pouco e caiu na cama, Evie se aconchegou com força contra mim, respirando profundamente. Eu sei que ela está dormindo. "Eu te amo", sussurro, a necessidade de dizê-lo, mesmo sabendo que ela não ouve. "Mmm, Leo...", ela murmura de volta. Todo o meu corpo congela a batida do meu coração faz uma pausa e, em seguida, retomo as suas palavras quando bater em mim. Oh, meu Deus. Puta merda. Meu coração dispara furiosamente agora, meu cérebro nublado, os olhos arregalados no escuro. Não sei o que sentir, mas me leva várias horas antes que eu caia em um sono profundo.


CAPÍTULO 21 Evie sai para o trabalho na manhã seguinte, e eu descanso um pouco antes de me levantar e ir para o ginásio. Continuo a ouvir a voz de Evie na minha cabeça, sussurrando Leo em seu sono. Ainda não sei o que pensar sobre isso. Será que ela ainda sonha comigo? O que significa isso? Existe algo dentro dela que ainda detém sobre o menino que eu uma vez fui? É isso que vai tornar mais fácil ou mais difícil para ela ouvir a verdade sobre mim? Trabalho por algumas horas e depois volto para casa. Eu também estou tenso porque sei que Lauren está se reunindo com a diretoria hoje - e não sei porquê. Seja o que for posso praticamente garantir que sua única motivação é ter algo para me controlar, e o conhecimento disto só me enche com uma raiva doentia. Quanto tempo vou ter que lidar com sua merda? Como posso pedir para Evie lidar com tudo isso? Essa porra nunca para. E sei, é fato que se Lauren perceber que Evie está de volta na minha vida, só vai piorar. Piorar muito. Lidar com Lauren hoje ou qualquer dia é a última coisa que quero. Mas tenho que saber o que ela está fazendo. Meus sentimentos pessoais de lado, devo isso a minha empresa precisa saber o que ela está planejando. Melhor encontrá-la em público antes de sair para pegar Evie. Não quero saber o conselho de negócio que ela acha que tem, acho que poderia ignorar sua ligação como costumo fazer. Mas, então, ela vai tentar mostrar-se enquanto Evie está aqui e, oh Cristo, agora tenho uma dor de cabeça. Sento-me no bar na minha cozinha com a minha cabeça em minhas mãos por alguns minutos, apenas considerando essa bagunça. Então me levanto e tomo um banho, faço a barba e trabalhão na minha escrivaninha usando calças de treino e uma camiseta pelo restante da tarde. Tenho o número de Lauren programado para ir direto para a caixa postal, então verifico meu telefone de vez em quando até ver que tenho uma mensagem. Quando ouço isso, é Lauren e eu ligo de volta. "Jake, estou subindo." Ela nem mesmo esperar para me dizer oi. "Que porra é essa, Lauren? Não lhe disse para vir para o meu apartamento. Quem o deixou, de qualquer maneira?" "O porteiro me deixou subir. - Disse a ele quem eu sou e claro que ele deixou." Ah inferno - me esqueci de falar com Joe. Vou foder sua bunda quando eu for lá embaixo. Saio para o corredor, assim como os sinos do elevador. Lauren aparece, dando-me um enorme sorriso. Não sorrio de volta. "Ainda é um adolescente mal-humorado, pelo que vejo", diz ela, alegre entrando em meu apartamento. Ela olha em volta. "Eu amo isso, Jake." Ela vai até a janela e olha para a vista. "Você sabe que me mudo pra cá, se você quiser. Prefiro você voltando para San Diego comigo, mas..." "Lauren, por que você está se reunido com o conselho? Por que eles têm que sacrificar um sábado por você?"


Ela suspira, se aproximando. "Jake, eu me encontrei com o conselho de hoje para que eles saibam que estou contestando a decisão. Phil não estava em seu juízo perfeito quando ele deixou a maioria das ações com você. Meu advogado me aconselhou, disse que tenho um caso muito bom. Fiz um apelo ao Conselho para suspender todas as decisões financeiras até eu recuperar a propriedade da empresa, o que vou fazer." Eu a encaro por alguns momentos. Pergunto-me porque ela tenta fazer este jogo. "Isso não vai acontecer. Phill foi rígido em sua vontade, e ele estava muito certo em seu pensamento. Você tem todo o dinheiro que você vai precisar. Você sabe que a única razão pela qual você está fazendo isso é tentar me controlar. A vida era muito boa para você quando você tinha o controle sobre mim, não era? " Jogo pra fora. "Oh, Jake," ela suspira. "O que se trata é eu conseguir o que é meu por direito. Fui casada com um viciado em trabalho, por vinte anos. Você sabe o quanto me sacrificava? Até que você veio, estava sozinha o tempo todo. Você precisa deixar ir a culpa desnecessária. Phil ter ido torna mais fácil para nós estarmos juntos. É a verdade. Foi justo o que aconteceu. Você não precisa se sentir mal sobre isso. Não é possível duas pessoas serem tão atraídos um pelo outro, como somos e não estar certo." "Lauren, isso é um desperdício da minha respiração, porque você ouve o que você quer ouvir, mas nunca fui atraído por você - pelo menos não por mais de vinte minutos, muito confuso, em última análise, horripilantes, há oito anos, durante um episódio que foi o começo do fim para mim. A parte mais fodida do que aconteceu entre nós é que uma parte de mim cedeu a você porque eu não queria decepcioná-la. Eu tinha sido uma decepção toda a minha vida e pensei... eu pensei que finalmente ia ter uma família que se preocupava comigo. Uma parte muito confusa, muito fodida de mim só queria que você gostasse de mim, em qualquer circunstância. E de alguma forma, eu acho que você sabia, caçava-lo ainda mais. Quando você fala sobre o que é "seu por direito", tenho a sensação de que você está se referindo a mim mais do que a empresa, Lauren." Estou praticamente cuspindo as palavras para ela, meu queixo apertado. Ela não vai me ouve, mas talvez eu precisasse dizer isso de qualquer maneira, não por ela, mas por mim mesmo. Ela parece derrotado por apenas um segundo, e me pergunto se talvez minhas palavras penetraram, mas depois ela se aproxima de mim, e tenta colocar a mão no meu rosto. Eu a bloqueio, afastandome. "Você não tem que agir assim. Deixe-me fazê-lo melhor, querido." Em seguida, ela se inclina na ponta dos pés e tenta pressionar seus lábios nos meus. Eu passo para trás, e coloco minha mão na frente de mim. Chega. Ela sempre vem com isso. "Não comece essa merda. Expliquei-lhe em San Diego a natureza da nossa relação e isso quer dizer que não há uma, ok"? "Você está mentindo para si mesmo, Jake. Você não pode simplesmente fazer isso e ir embora. Você não pode me fazer ir embora."


"Que porra que não posso. Saia". Ela dá um passo em minha direção novamente e tenta envolver os braços em volta de mim. "Sai fora!" Eu grito, a raiva bate dentro de mim agora. Por que eu ainda perco meu fôlego com ela? Eu juro por Deus, ela é psicótica. Ela olha para baixo e sussurra tão baixinho que mal consigo ouvi-lo: "Nunca vou ter você de volta, eu vou?" Eu nem sequer respondo. Qual é o ponto? Ela dizendo que não quer dizer nada - ela só virá para mim de alguma outra forma, uma vez que ela reúne. Dou passos largos para a minha porta, atirando-a aberta. Puta merda, Evie está lá piscando para mim do corredor. Minha adrenalina está bombeando em minhas veias e este é o pior cenário possível que posso pensar. Quanto ela ouviu? Nem me lembro o que foi dito, estou tão cheio de raiva e agora o medo. "Merda. Evie. Que diabos você está fazendo aqui?" Seu rosto fica pálido, a boca abre-se para dizer alguma coisa e, em seguida, fecha seus grandes e expressivos olhos se enchem de dor. Foda, foda, foda! Quero gritar e quebra alguma coisa. Aperto minha mandíbula, lutando para manter o controle quando Lauren sai da minha porta e para em seu trajeto quando vê Evie. Ela está entre nós dois e, em seguida, gospe fora: "Realmente, Jake? Já?" Isto é um pesadelo. Evie não pode descobrir mais sobre Lauren desta forma. Fecho meus olhos por um momento, lutando por força, e digo com toda a calma que posso, "Saia". Lauren me ignora como de costume, e caminha para Evie dizendo: "Eu sou Lauren", mal-intencionada, a voz condescendente que significa algo ruim está por vir. Evie pisca e começa a estender-lhe a mão, sussurrando: "Prazer em conhecê-lo, eu sou..." "Mamãe!" grito. Evie não pode dizer o nome dela. Lauren nunca a conheceu, mas ela com certeza sabe o nome dela desde que eu disse cerca de mil vezes em nosso caminho para San Diego. Ela sabe que Evie é o nome da garota em minha volta. Duvido que ela vá reconhecer que esta mulher é aquela garota, especialmente desde que ela só viu a minha tatuagem algumas vezes, mas não posso deixá-la ouvir seu nome. Sei que chamar Lauren de 'mamãe' vai chamar sua atenção. Ela sempre odiou. "Se você não sair, juro por Deus, vou chamar a segurança para transportar você lá para baixo." Minhas mãos apertam e a coloco ao meu lado. Lauren faz beicinho momentaneamente, mas se recompõe e diz: "Tudo bem, Jake, faremos à sua maneira." Nunca tive isso do meu jeito, não com você, sua vaca louca. Em seguida, ela entra no elevador aberto, se vira e olha diretamente para Evie e diz: "Você é apenas uma de muitas. Você deveria saber disso."


Evie deixa escapar um pequeno som, silencioso que seja, bate no meu peito como uma bola de demolição de dez toneladas. Choque consternado corre pela minha espinha. Fico onde estou por vários segundos, tentando obter uma alça sobre o meu controle, tentando controlar a raiva, querendo engasgar com o desgosto enorme por ter Lauren e Evie no mesmo corredor. Evie é a primeira a mover-se, caminhando até o elevador e aperta o botão. Seu movimento me tira do meu transe com raiva e sinto uma onda de pânico. Ela vai me deixar agora. "Evie! Onde você está indo?" "Estou saindo, Jake. Obviamente você não me quer aqui. Sinto muito, saí do trabalho mais cedo e pensei, quer dizer, eu pensei que iria ficar bem. Liguei para você..." Ela caminha desligada, com os olhos cheios de lágrimas, me desfazendo. "Evie, baby, por favor. Deixe-me explicar. Sinto muito. Muito mesmo porra. Eu fiz uma bagunça." Corro a mão pelo meu cabelo, tentando descobrir como fazer com que Evie entenda. Então puxo sua mão, muito, muito pouco, esperando que ela me siga até meu apartamento. Ela ainda permanece por um minuto, estudando meu rosto antes que ela me permita levá-la para dentro. Ela não está perdida para mim, mas ela deixa suas coisas ao lado da porta. Ela vai deixar-me explicar, mas ela está pronta para fazer uma fuga rápida, caso seja necessário. Sentamo-nos na minha sala e começo. "Primeiro de tudo, sinto muito se fiz você se sentir mal por ter vindo aqui. Você pode aparecer aqui a qualquer hora que você quiser. Nunca esperei que minha mãe..." Eu suspiro: "Estamos... distante. As coisas não estão bem entre nós, o que acho que você mesma poderia dizer." Eu ri sem graça. Há nada remotamente engraçado sobre esta situação. Conto a Evie sobre Lauren estar na cidade para apelar ao conselho, e que, apesar de ela ter dito que não quero nada com ela, preciso lidar com essa questão. Explico a ela sobre meu relacionamento complicado com a minha mãe, só deixando de fora detalhes do porquê. Mesmo falando de Lauren em tudo é difícil para mim. Passei muitos anos tentando fingir que a situação não existe, tentando encher os sentimentos de distância e anestesiar a dor do que aconteceu naquela casa. Obviamente, não deu certo, mas foi uma forma de tentar superá-lo. Acho que mesmo dizendo a Evie a natureza da minha relação com Lauren, e que ela era a razão para meu modo de agir na escola e meu relacionamento complicado com meu pai, é muito difícil. Apesar do fato que não dou Evie um monte de detalhes, esse é cem vezes mais difícil do que dizer a Doutor todos os meus segredos mais obscuros. Por um lado, Doutor foi o meu psicólogo, Evie é... Evie é tudo para mim. O medo de ela se afastar quando ouvir mesmo uma parte da minha verdade é aterrorizante em um nível muito profundo. Quero que ela entenda de onde meu ataque a ela veio. Não estava certo. Eu sei disso. Mas ele veio de um lugar que não tinha nada a ver com Evie, não realmente. . Quando te vi ali, eu não podia acreditar que você estava mesmo prestes a compartilhar o ar dela. Ela é uma puta cruel e ela vai fazer ou dizer qualquer coisa que ela acha que vai promover a sua própria


agenda. Não estava louco por você estar aqui, estava louco que você estava na mesma vizinhança dessa jararaca. E isso não é sua culpa, mas perdi essa, e sinto muito." Peço a sua compreensão com os meus olhos. "Jake", ela diz: "sinto que quando você está falando sobre si mesmo, você está falando comigo em código. Recebo a essência do que você está dizendo, mas você realmente não me disse nada." Ela está completamente certa, claro, e me sinto péssimo com isso, mas isso é tudo que eu posso dar agora. Dizendo-lhe tudo sobre o meu ódio por Lauren significa dizer-lhe quem sou, e não consigo reunir a coragem para fazê-lo neste momento. Eu sou um covarde. Quando se trata dela, sou um covarde. Mas, se alguma maneira, quero que ela saiba o quanto estou triste. Nós dois estamos em silêncio por um minuto antes de eu apertar as mãos e dizer: "Perdoe-me por falar assim com você, por fazer você se sentir desse jeito? Deus, para que foder toda a situação?" Ela respira fundo e olha para mim por alguns instantes, franzindo a testa um pouco antes de dizer: "Sim, eu te perdoo. E você não tem que pedir desculpas por sua mãe, Jake. Sei melhor do que ninguém que você não pode ajudar, quem são seus pais. " "Obrigada", digo baixinho, levando as mãos à boca e beijando os nós dos dedos. "Eu nunca quis fazer nada para prejudicá-la, Evie. Tudo o que faço, é porque meus sentimentos são tão fortes por você... eu... Cristo, estou tão fora do meu elemento aqui e há todas essas coisas fodidas... Apenas, seja paciente comigo?” E então a minha doutore Evie faz a única coisa que ninguém fez por mim em oito anos, a única coisa que eu não poderia sequer pedir, porque não sabia o quanto eu precisava. Ela coloca os braços em volta de mim e me mantém perto.


CAPÍTULO 22 Peço o jantar enquanto Evie toma um banho. Estraguei tudo e sei disso. Conversar com Evie da maneira que eu fiz pesa em minha mente. Minha raiva foi por Lauren e tirei com ela. E eu ainda estou pedindo-lhe para ser paciente comigo. Quanto tempo ela vai estar disposta a fazer isso? Ela sabe que estou me escondendo dela, e ainda está confiando em mim de qualquer maneira. Acho que ela sente que os meus sentimentos por ela são honestos, mas ela deve saber que o que estou escondendo dela tem o potencial de mudar sua ideia sobre mim. Vou machucá-la de qualquer maneira. E vou perdê-la de qualquer maneira. Olho para fora, para a cidade invisível, miséria agitando através do meu intestino. Sinto os braços de Evie envolta por trás da minha cintura e suspiro, recostando-me em seu calor. Ela deita a cabeça contra as minhas costas, e tomo suas mãos na minha. Quero o conforto dela. Imploro seu conforto. Ficamos assim em silêncio por alguns minutos, encontro a paz em seu calor e sua doçura. Sinto-me realizado nos braços dela é como um bálsamo para o meu coração. Respiro profundamente, deixando que a lavagem mágica de Evie faz sobre mim - nada neste louco, confuso mundo parece tão mal quando estou em seu abraço. Nada parece que não pode ser superado quando sinto que seu amor me rodeia. Quero virar e cair de joelhos a seus pés e declarar meu amor eterno, dizer a ela que eu iria para a batalha por ela, faria tudo e qualquer coisa para mantê-la. Pode dizer-lhe a verdade? Você corre o risco de perdê-la? Um pequeno sussurro ressoa no fundo da minha mente. Eu a agarro com mais força. Depois de um pouco, ela me dá um aperto e desliza as mãos quentes até a parte inferior da minha camisa. Eu a sinto se inclinar para baixo e em seguida, sinto os lábios beijando e lambendo minha espinha. Posso senti-la sorrindo contra a minha pele. Enquanto ela se move mais, fico tenso. Minhas costas estão fora dos limites, por agora. Em breve, baby, vou falar sobre como sentir sua falta pra caralho, precisava de você gravada em minha pele permanentemente até mesmo torná-la a próxima respiração. Viro-me para que meu estômago esteja em seu rosto, e ela olha para mim e pressiona seus lábios contra ele. "Evie", eu respiro. Eu ainda me sinto culpado por minhas palavras antes, e sinto que eu deveria puxála para mim e impedi-la de prosseguir com o que vejo em seus olhos, mas por mais que tentasse, não posso me obrigar a fazê-lo. Quando fazemos contato visual, uma corrente viva circula entre nós e o sangue corre para baixo, endurecendo-me imediatamente. Quero ter certeza de que ela está bem com isso. Mas quando ela sorri para mim e cai de joelhos, desabotoando minha calça jeans, minha mente está em branco e é doutore alívio. Ela abre o meu zíper para baixo e puxa minha calça e cueca pelas minhas pernas, saltando-me livre. Sinto o ar fresco contra minha ereção e quero muito sua boca em mim, sinto dor. "Coloque sua boca em mim, por favor, Evie," Eu imploro, todo o pensamento racional se foi. Ela olha para mim com grandes olhos escuros e, em seguida, se inclina para mim e lambe a parte


inferior da minha ereção. Oh Deus, oh Deus. Ela me leva a boca, vibrando a língua em toda a parte inferior do meu pau, e depois sugando suavemente, e não posso controlar o impulso involuntário dos meus quadris. Ela me possui agora e eu amo dar-me a ela completamente. O alívio em ser capaz de perder o controle com ela é impressionante. Seu cabelo cai sobre seu rosto e escovo-o de lado e o mantenho lá, querendo assistir. As sensações físicas são incríveis, mas o visual dos lábios de Evie se estendendo ao redor do meu pênis é tão emocionante, já sinto picos de corridas de prazer através de minha barriga, apertando minhas bolas e me fazendo gemer involuntariamente. Como ela me leva totalmente em sua boca, ela olha para mim e sinto uma explosão de pré-ejaculação. Ela toma a base da minha ereção em uma mão e começa a me chupar ritmicamente, e estou completamente à sua mercê. "Oh, foda-se! Evie... sua boca... desse jeito!" Eu digo, minha voz carregada de desejo. Empurro minhas mãos por todo o caminho em seu cabelo, puxando-o pela raiz e segurando-o de volta de seu rosto para que eu possa ver mais dela. Ela geme e continua chupando e acariciando com a boca, os olhos fechados agora. Eu me sinto idiota na boca dela, não podendo ajudar, empurrando meus quadris em direção a seu rosto, fora de controle, com o prazer e ao vê-la me tomando, os lábios esticados em volta do meu comprimento. Não quero que isso acabe, mas estou tão longe, não posso segurar. "Oh Deus, vou gozar, baby", eu a aviso, mas ela não tira a boca de cima de mim, o que faz com que o orgasmo que estava construindo me batesse forte e rápido, o prazer explodindo enquanto gozo de novo e de novo no aperto de sua boca quente. Eu gemo através dela, observando-a enquanto ela engole tudo isso, me ordenha em sua boca até que meu corpo se acalma. "Puta merda". Ela me enfia de volta em minhas calças, sorrindo para mim. Tenho olhos turvos e desorientados. O que aconteceu? A campainha da recepção parece. Balanço minha cabeça, confuso, enquanto ela olha para mim. Ah, certo, a nossa comida. Nós dois olhamos simultaneamente à porta e, em seguida, de volta para o outro e ambos caem na gargalhada. Depois que comi e tomei banho, eu a levo de volta para o quarto e devolvo o favor de mais cedo. Sou só eu e ela - e apenas esta noite, nenhum dos outros assuntos importa. Somos apenas Evie e Jake, um casal se apaixonando, ou no meu caso, já profundamente apaixonado, aproveitando o conforto e prazer que nossos corpos podem dar. Depois, de eu estar saciado e feliz na cama depois de um orgasmo alucinante. Sorrio para o teto, ponderando sobre as camadas do meu amor por essa garota.


"O que é isso?" , ela pergunta, sorrindo para mim. "Eu sabia que seria assim com a gente." digo, sorrindo agora. "Você sabia, não é?" "Sim. Eu sabia na primeira vez que eu te beijei." Em nosso telhado, há oito anos. Aquele beijo tinha explodido minha mente no momento. Eu tinha antecipado beijá-la por tanto tempo, mas ainda assim, a forma como o ar parecia brilhar em torno de nós, quando nossos lábios se encontraram tinha me pego de surpresa. Percebi então que minha conexão com Evie foi além do meu amor por ela. Eu a amava profundamente, sim, mas também havia algo puramente físico e elétrico que chiou à vida quando os nossos corpos se tocaram. Não sabia na época como isso é raro, mas eu sei agora. Ela sorri para mim e se inclina e me beija suavemente nos lábios. "Vou me limpar. Já volto." Ela termina no banheiro, e eu puxo minha boxers e minha camiseta e entro debaixo das cobertas. Quando ela volta, ela puxa a calcinha e regata e desliza ao meu lado, tomando seu lugar na minha cama. Coloco-me por trás dela e estico meu braço em torno dela, segurando seu peito possessivamente, no que se tornou a nossa posição de dormir. Ela olha por cima do ombro para mim e sorri, e eu me inclino para frente e beijá-la, e então se inclina para trás e coloco minha perna sobre seu quadril. Ela empurra de volta contra mim. "Sua perna é muito pesada. Isso está fazendo me sentir presa." "Você está presa. Vou mantê-la aqui na minha cama indefinidamente, presa debaixo do meu corpo, ter meu caminho com você." Ela ri. "Indefinidamente? Vamos precisar parar para comer em algum ponto." "Tenho uma metade de um pacote de goma de mascar na minha mesa de cabeceira. Vamos cortar cada peça em pequenas porções e racionar." "Você viveria de goma racionada para ter sexo ilimitado comigo?" "Não é apenas sexo. Gosto de tudo o que fazemos na minha cama... o aconchego, o falar, o fungar". passo o meu nariz em seu pescoço e inalo e ela ri. "Eu só quero você comigo 24 horas por dia. Aqui." "Ah, isso é tão doutore." Faço uma pausa. "Mas, principalmente, sexo. Principalmente para o sexo." Ela ri e empurra minha perna, e vira-se ainda sorrindo. Ela se aconchega em mim e envolvo meus braços em torno dela, beijando-a no alto da cabeça de cheiro doutore. Não sei exatamente quanto tempo levo para adormecer, mas sei que estou sorrindo.


CAPÍTULO 23 Estou terminando meu treinamento físico quando Doutor anda na academia. Meu fisioterapeuta, Mark, já está trabalhando com outra pessoa, e estou na minha própria, fazendo alguns exercícios extras para ajudar a minha amplitude de movimento. "Parece que você está prestes a voltar ao normal." Eu me levanto, puxando uma pequena toalha em volta do meu pescoço e tomando um gole da minha garrafa de água. "Sim, estou. Sinto-me bem. Remendado por dentro e por fora." sorrio. Ele sorri de volta. "Tudo embalado?" "Sim". Corro a mão pelo meu cabelo, pousando sobre a cicatriz na parte de trás da minha cabeça. "Vou me sentir estranho ao sair deste lugar. Eu quase sinto que comecei uma nova vida aqui. E agora preciso ir lá fora e começar tudo de novo." "Não comece de novo. Basta continuar. Não estou preocupado com você." Ele sorri e bate a mão no meu ombro, apertando-o antes de se afastar. Solto um pouco de sopro de ar. "Estou preocupado comigo. E se eu estragar tudo isso, Doutor?" E por "isso", eu quero dizer tudo isso - a empresa, Evie, o resto da minha vida. Ele balança a cabeça. "Você não vai. Você sabe por quê?" "Por quê?" Nós começamos a caminhar para fora da academia e viramos o corredor em direção ao meu quarto agora. "Porque quando uma pessoa está no caminho certo, ela sabe disso. Além disso, Jake, você é um sobrevivente, um lutador. Você vai lutar para permanecer no caminho que você está agora. O caminho que você sabe que está destinado a ser ligado. Alguma coisa sobre os últimos oito anos, fez bem para você?" Eu tomo uma respiração profunda. "Não. Nem uma única coisa." "Se você ficar com aquela sensação novamente, vire para o outro lado, tudo bem?" "Sim. Ok, Doutor". À medida que caminhamos relembro ao longo dos últimos oito anos... Chegando em San Diego, tanta esperança... Daquela primeira semana horrível, odiando a mim mesmo cada maldito dia seguinte. Uma visão de estar desviando do caminho traçado na minha frente pisca através da minha mente.


Penso sobre o ensino médio. Penso sobre o quão diferente fui recebido naquela escola na Califórnia que alguma vez tinha sido em qualquer escola antes que - pela primeira vez como uma criança que tem almoços grátis e, depois, como uma criança adotiva. Penso sobre gostar de como me senti e me odiando por gostar dela. Penso em tentar praticar esportes e ser bom para eles, ficando popular, meninas gostavam de mim. Eu tinha dezenas de chamados "amigos" e, no entanto, nenhum deles realmente me conhecia. Sempre um fio de miséria atravessava meu coração. Sempre a solidão não podia me fechar completamente, sempre um desejo que eu nunca poderia preencher. Penso sobre beber em festas, usar drogas, se eles estavam lá. Penso que quando se tratava de sexo, qualquer um poderia ter-me, o que, de alguma forma fodida, significava que ninguém me tinha. Todos esses garotos ricos pareciam viver dessa maneira também, passando uns aos outros por aí, vivendo para a próxima festa. Mas eu era o pior de todos eles, porque sabia que era melhor, porque eu era um merda vendido. Percebo agora que, apesar de não ter muito em Ohio, a única coisa que eu tinha era a esperança, e uma vez que tinha ido embora, apesar do fato de que eu finalmente tinha todos os bens materiais que se podia imaginar, não tinha nada. Absolutamente nada. Penso em quando sai da casa de Lauren e Phil, indo para a faculdade, mas ainda levando em torno aquele auto-ódio que nunca iria me deixar ter o suficiente de um dedo seguro para sair do poço do desespero que eu estava constantemente. E assim cometi todos os mesmos erros que eu tinha feito na escola. Eu tive relações sem sentido que só fez me sentir mais miserável, sempre tentando reivindicar algo de volta, mas nunca sabendo exatamente o quê. Bebi quando ficava tão ruim que não sabia mais o que fazer e, finalmente, o canudo- Seth. Rugindo fora daquela rodovia em uma missão de morte. Eu podia admitir isso agora. E Evie, Deus, Evie. A falta dela a cada segundo de cada dia e machucando tão malditamente forte, porque eu sabia que ela nunca iria me perdoar. Mas talvez, só talvez eu estivesse errado. Eu ia descobrir. Estava finalmente forte o suficiente para descobrir. Por favor, por favor, não deixe que seja tarde demais. Nós paramos na frente da porta do meu quarto. "Você sabe que sou apenas um telefonema de distância, certo. Se você precisar de alguma coisa qualquer coisa, você pega o telefone e me liga." Senti a emoção bem no meu peito. Despedidas são uma droga. E esse homem mudou a minha vida de uma maneira profunda. "Sim". Ele sorri. "Ok". Faço uma pausa para um minuto e, em seguida, digo: "Doutor, eu só... Merda, isso é difícil." Faço uma pausa e passar a mão pelo meu cabelo enquanto a emoção me domina. Ele me espera. Ele sempre foi bom nisso. "Eu quis dizer, você sabe, nunca tive um pai. Pelo menos não aquele que me ensinou a ser um homem. E sei que você é o meu médico, mas você foi mais do que isso para mim. Outros médicos me remendaram, mas você... você salvou minha vida." Ele limpa a garganta e aperta meu ombro novamente.


"VocĂŞ fez todo o trabalho duro, garoto." Eu aceno, limpando a garganta tambĂŠm. "Vai acabar a embalagem. E Jake?" "Sim?" "Vai pegar aquela sua garota." Ele sorri para mim e vai embora.


CAPÍTULO 24 Planejei uma viagem para San Diego para me reunir com os advogados da empresa sobre o que Lauren colocou na ação. A raiva me envolve quando penso no que ela está tentando fazer. Ela não tem participação na gestão da empresa. Ela nunca teve interesse algum em nenhum momento em todos os anos que a conheço - não até que fosse algo que ela pudesse me segurar em cima. Seus motivos são transparentes. Mas, infelizmente, as suas razões de manipulação não importam num tribunal. Preciso falar com meus advogados e encontra uma saída se ela vir com algo que possa conter qualquer ponto válido. Duvido, mas devo isso a todos os meus colaboradores e os membros do conselho para serem plenamente informados sobre essa situação. Não vi Evie em dois dias e estou desejando-a, então esta viagem me irrita por mais de uma razão. Ela falou para mim que está limpando a cobertura esta semana, se ela estiver ocupada, então na primeira hora na terça de manhã, tive uma ideia e liguei para o Hilton no meu caminho para o aeroporto a fim de alugar o apartamento até quarta-feira à tarde. Quarta-feira parece uma quantidade inaceitável de tempo para esperar para vê-la. Vou ter que pegar um voo noturno, mas está tudo bem. Eu me encontro com meus advogados na terça-feira, e falamos sobre o testamento de Phil, incluindo o momento da mudança. Os advogados sentem-se confiantes de que Lauren não tem nada em que se sustentar, mas a verdade é que ainda vai ser caro para me defender, e isso pode se arrastar por um bom tempo. Aperto meu queixo, pensando em todo o tempo desnecessário que vou ter de gastar em San Diego, longe de Evie, trabalhando por esta besteira. Penso em todo o tempo que vou ter de gastar com Lauren num tribunal e numa mesa com ela e seus advogados. É exatamente o que ela quer, e sinto como se estivesse perfurando minha mão através de uma parede com o pensamento de sua manipulação. Será que já posso continuar com a porra da minha vida? Eu não disse na empresa o nome do meu hotel desta vez para que pelo menos eu tivesse certeza de que Lauren não teria como me fazer uma visita surpresa. Eu só fiz o check-in para um quarto na verdade porque eu não queria vagar pelo aeroporto até a meia-noite quando o meu voo saísse. Eu precisava jantar alguma coisa e dormir por algumas horas, já que vou ficar acordado o suficiente para surpreender Evie. Sorrio com o pensamento. Evie está no trabalho, mas mando uma mensagem de texto para ela e deixo-a saber que terminei minhas reuniões e fiz o check-in no hotel. Peço o serviço de quarto e tomo um longo banho quente. Há uma batida na minha porta, assim que estou colocando alguma roupa. Congelo, com a minha camiseta pela metade sobre a minha cabeça. Não há nenhuma maneira... Vou até a porta e olho através do olho mágico. É o serviço de quarto novamente. Quando abro a porta, o garçom adolescente começa a rolar um carrinho com uma única chapa, coberta no meio. "Ah, não pedi nada. Você deve estar no quarto errado." Ele olha para o seu bilhete. "Jake Madsen, quarto oitocentos e quarenta e dois?" "Sim. Mas realmente não pedi nada."


"Alguém chamou isso, senhor." Eu franzo minha testa. "Ok. Ah, bem, obrigado." Pego uma nota de vinte da minha carteira e entrego a ele. "Obrigado!", diz ele, olhando para a nota e esquivando-se fora da porta. Levanto a tampa da placa e há uma pilha de biscoitos de chocolate quentes. Evie. Um sorriso surge sobre o meu rosto. Assim que estou recolocando a tampa, meu telefone toca, e vejo o nome de Evie na tela. "Hey, baby", respondo. "Oi". Posso ouvir o sorriso em sua voz. "Que você está fazendo?" "Sentindo a sua falta." "Você pegou a minha entrega?" Eu sorrio. "Sim. Os lençóis estão todas sujos de chocolate e migalhas. E ainda me deixou insatisfeito." Ela riu. "Sinto muito. Pensei que eles fossem satisfatórios em meu lugar." "Uh uh. Não chegou nem perto. Alguma chance de um carro passar por ai e rolar com você depois disso?" Ela riu novamente. "Eu gostaria disso. Que horas você vai estar de volta amanhã?" "Não até tarde." "Oh. Ok". Ela parecia desapontada. Sorrio para mim mesmo. "Como as suas reuniões foram?" "Muito bem". Suspiro. "Não mencionei isso porque é apenas mais um exemplo do meu relacionamento disfuncional com a minha mãe, mas... ela tem alguns problemas com o testamento de meu pai. É sobre isso que ela estava reunida com a diretoria em Cincy . Encontrei-me com advogados da empresa hoje para analisarmos se ela tem uma razão afinal e como será a luta no tribunal." "Oh. Jake. Isso é... Eu sinto muito. O que ela quer com isso?" "Essencialmente, ela quer ter controle sobre a empresa, sobre mim. Mas os meus advogados estão confiantes de que ela não vai conseguir. Ainda assim, vou ter que ficar aqui mais do que eu gostaria." Não tenho sucesso em manter a amargura da minha voz. Ela faz uma pausa. "Talvez eu pudesse ir com você uma vez ou duas, se não estiver trabalhando numa de suas viagens. Você sabe, para apoiá-lo. Se você acha que isso iria ajudar..." Ela despista, parecendo insegura.


A emoção brota no meu peito e eu estou tranquilo após várias batidas. "Jake?" Ela pergunta baixinho. "Você faria isso?” "Eu faria isso? Sim, claro que eu iria com você-" "Para me dar apoio." Ela fica em silêncio por um minuto. "É claro que eu apoiaria você.” Deixei escapar uma exalação dura, e algo dentro aquece e amolece, parecendo descerrar, como um músculo que foi atingido por uma cãibra perpétua. "Eu não te mereço, Evelyn Cruise". "Provavelmente não. Esses biscoitos também foram feitos para servir como um aviso de como você ficará se não me tratar bem. Uma vida inteira de lençóis manchados de chocolate e insatisfação." Eu rio, e nós continuamos a falar sobre o que ela vem fazendo nos últimos dois dias, inclusive fazendo o planejamento do jantar para nós com seus amigos Nicole e Mike. Depois de algum tempo, posso ouvir em sua voz que ela está sonolenta, e por isso dizemos nossas despedidas. Na quarta-feira de manhã, quando chego em Cincinnati, eu mal tive tempo de parar em casa e tomar banho antes de sair e me dirigir direto para o Hilton. Usei o cartão que me foi dado ontem ao entrar no apartamento de cobertura. Quando ouço três fortes batidas na porta, não respondo. Estou na porta entre o quarto e o banheiro e espero. Meu coração foi pego na emoção enquanto antecipo a aparição de Evie na porta do quarto. Faço alguns ruídos tranquilos para que ela saiba que alguém está aqui. "Olá?" ela grita e apenas sorrio, não respondo. Os minutos se arrastam enquanto ouço Evie fazendo algo no outro quarto. Viro meus ouvidos, ouvindo seus passos quietos no carpete de pelúcia, enchendo as minhas mãos nos meus bolsos e espero, de repente me sentindo um pouco nervoso. Como ela vai reagir a esta surpresa? Eu a vejo espiar pela porta, um walkie-talkie numa mão e uma garrafa de algum tipo de produto de limpeza no outro. Continuo sorrindo quando ela me espia, um olhar de choque em primeiro lugar e, em seguida, pura felicidade preenche seu rosto. Ela deixa os itens em suas mãos e lança-se para mim, soltando um pequeno grito de felicidade quando a pego. Eu rio, surpreso e a giro em torno enquanto nós tanto rimos e beijamos. Evie, Evie, minha menina, meu coração. Imagino que isso é o que teria sido se tivesse a buscado, quando ela completou


dezoito anos. Por apenas um minuto, finjo que éramos apenas duas crianças que tiveram uma infância áspera, mas tiveram a sorte de encontrar um ao outro, e agora é só ela e eu contra o mundo, começando de novo. Toda a nossa vida está na nossa frente - sem segredos, sem culpa, sem vergonha. Ela tira o meu rosto nas mãos, rindo contra minha boca quando me beija de novo e de novo. Eu a beijo de volta com tanta paixão, girando-a mais uma vez. Tudo sobre ela me faz sentir em casa. A única casa que eu tenho e nunca realmente tive. Depois de alguns minutos, o nosso riso morre e nós ficamos ainda, simplesmente abraçados, de imersão no momento. Por fim, deixo o meu domínio sobre ela soltar e ela desliza no chão, olhando para mim. "O que você está fazendo aqui, Jake?" "Eu queria fazer uma surpresa. Quando falamos no domingo, você me disse que estava limpando a cobertura toda esta semana se estivesse ocupada e meus pensamentos malignos começaram a funcionar. Aluguei na terça-feira na manhã antes de eu sair da cidade. Quanto tempo toma geralmente para limpá-lo?" "Você alugou este quarto para que pudesse ter tempo comigo porque eu preciso limpá-lo?", ela diz, franzindo a sobrancelha. "Sim." Ela olha para mim em silêncio por um segundo. "Hum, quanto tempo levo para limpá-lo? Se os hóspedes são realmente bagunceiros, uma hora e meia?" "Eles são vagabundos sujos." "Oh, bem, então, talvez eu possa empurrá-lo para duas horas." Não há tempo a perder. Começo tirar o vestido dela. "O que você está fazendo, Jake?", pergunta ela. "Não perdendo tempo." "Hum, Jake," ela começa, mas não termina de falar o que pensou, enquanto eu beijo o pescoço dela. Isso é bom. Há muito tempo para conversar mais tarde. Ela olha para mim com os olhos aquecidos e um pequeno sorriso em seus lábios enquanto ela pega a minha mão e me leva para a cadeira estofada sobre o lado oposto da sala. Ela me empurra para baixo e a vejo, perguntando-me o que ela tem em mente. Estava esperando que as coisas fossem levar numa determinada direção. Eu, Evie, uma cama... vários dias me perdendo pra cacete nela. Mas não sei se ela se sente confortável com isso, enquanto ela deveria estar trabalhando. Aparentemente, ela está. Graças a Deus.


Ela sobe em cima de mim, me montando e leva meu rosto entre as mãos, olhando nos meus olhos por várias batidas antes de abaixar seus lábios nos meus, me beliscando e deslizando sua língua em minha boca. Sorrio contra seus lábios. Minha Evie está encontrando sua deusa interior do sexo. Algo em mim ruge para a vida - um orgulho possessivo feroz no fato de que ela só conhece o meu jeito de amar, tudo que ela sabe, soube por mim. Assumo o controle do nosso beijo, inclinando a cabeça para que eu possa ir mais fundo em sua doçura, o gosto dela explodindo em minha língua e me fazendo mais forte. Meu corpo a agarrou em um ataque de desejo, minha ereção inchada para sua plenitude sob o núcleo de Evie. Desejo estar dentro dela, para afundar-me tão profundamente que não sabemos onde ela começa e eu termino. Arranco o zíper de seu vestido para baixo, abaixando até que eu tenha exposto a pele macia dos ombros. Trago minha boca de volta para a dela enquanto abaixo seus braços. Quando a curva de seus quadris param a roupa de fazer qualquer coisa ainda mais nesta posição, ela quebra o nosso beijo e se levanta, mantendo contato com os olhos, enquanto ela deixa-o cair no chão. Meus olhos se sentem pesados, necessidade correndo por mim, enquanto inclino-me para trás na cadeira, dobrando um braço sobre as costas e assistindo o show que ameaça o que eu mal consigo manter sob controle. Evie tira o sutiã lentamente e deixa-o deslizar para baixo dos braços e cair no chão. Sua calcinha é a próxima e ela conecta seus polegares na cintura e apenas tão lentamente, arrasta para baixo das pernas para pousar no chão com seu sutiã. Ela arranca os sapatos e tira sua calcinha. Meus olhos foram seguindo cada pedaço do material que cai abaixo de seu corpo, e agora eles andam em cima dela, em pé diante de mim em toda sua perfeição nua. Meu olhar encontra o dela e vejo hesitação mista com o desejo. De alguma forma, o fato de que ela está um pouco nervosa faz com que tudo fique mais sexy. Estendo a mão e desabotoo as calças e tiro meu zíper para baixo, nunca deixando o contato visual com ela. Quero tranquilizá-la, mostrar-lhe o que ela faz comigo. Quando minha ereção brotou livre, ela finalmente quebrou o contato visual e seguiu a minha mão com os olhos. Seus olhos ficaram vidrados e quase tive um derrame. Oh Deus, isso não é uma boa ideia. Estou mal estou pendurado por um fio aqui. O pequeno gemido que vem da garganta de Evie me inflama. "Toque-se, Evie," eu sufoco. A hesitação que vi em seus olhos parecia ter desaparecido. Ela faz o que digo imediatamente, toca seus mamilos levemente, e, em seguida, trazendo uma mão entre os cachos escuros curtos em V e dedilhando a si mesma enquanto gemia, os lábios entreabertos. Esse controle que estive agarrado por um fio se rompe. "Foda-se! Preciso estar dentro de você agora, baby", consigo dizer, agarrando-a pelos quadris e trazendo-a de volta para escarranchar-me novamente, com os joelhos na cadeira ao lado de meus quadris. Trago-a em cima de mim, empurrando com meus quadris numa força que a espeta completamente. Seus músculos internos me envolvem brevemente antes dela puxar para cima e, em seguida, bateu de volta em cima de mim. Estrelas piscam em minha cabeça. Oh Deus, isso é bom. Solto um grunhido na onda de prazer que atravessa pela minha espinha. Vejo enquanto ela experimenta esta nova posição, me cavalgando, tomando o prazer do meu corpo e é tão gostosa pra caralho que não sei se posso aguentar muito mais.


Enquanto ela se move para cima e para baixo em mim, acariciando-nos tanto em direção ao orgasmo, trago minha boca para seu peito, sugo o mamilo em minha boca. Enquanto eu torço o endurecido pico, rolo seu irmão gêmeo entre o polegar e o indicador, e em seguida, mudo de lado. Quando me inclino para trás, um rosnado vem a minha garganta quando vejo que seus mamilos são escuros e úmidos em minha boca e os lábios estão vermelhos e inchados de meus beijos. Por alguma razão, a visão me inflama, a satisfação primal subindo em mim para as provas do meu o ato sexual em seu corpo. Enquanto sinto o meu clímax subindo em mim, a agarro pelos quadris, guiando-a mais e mais rápido, levando ao que preciso. "Cristo! Foda-se!" solto um grunhido enquanto o prazer explode através de mim. Aproveito sua boca enquanto ela começa a gozar, beijando-a apaixonadamente enquanto nós tanto gememos e agarramos um ao outro. Estamos ainda nos braços um do outro para vários minutos até que nossa respiração esteja estável novamente. "O que você está fazendo comigo?" ela finalmente pergunta. Eu sorrio para ela, rindo baixinho. "O que você fazendo comigo?" Nós limpamos e, em seguida, caímos sobre a cama, Evie aconchegou-se em mim e me apertou com força, enquanto envolvia meu braço ao redor dela. "Você tomou um voo noturno na noite passada?" ela pergunta. "Você deve estar exausto." "Sim. Pensei em dormir um pouco no avião, mas me sentei ao lado de um cara que não parava de tagarelar toda a noite. Ele estava com medo de voar e acho que falar o evitava de entrar em pânico." "Oh Deus, isso é terrível - para vocês dois!" "Sim. Cada vez que havia mesmo uma pequena colisão, ele pegava minha coxa. Apenas em seu estado de pânico, sua pontaria não era ótima o tempo todo e ele roçou minhas ‘partes de menino' mais de uma vez." Ela ri. "Isso é provavelmente perto o suficiente para que você possa riscar ‘clube de sexo nas alturas’ da sua lista de desejo." Eu ri muito. "Provavelmente." "Sério – isto está sua lista de desejo?", ela pergunta, levantando a cabeça e uma sobrancelha. "Não. Mas se for com você eu poderia me sacrificar." sorrio para ela. "Eu não sei. Nunca voei antes. Eu aviso você se for." "Ok". Eu a puxo para perto e beijo o topo de sua cabeça.


"O que está em sua lista de desejo, baby?" Ela ficou em silêncio por um minuto, antes que ela disse baixinho: "Ter uma família." Minha mão, movendo-se lentamente para cima e para baixo do braço permanecia enquanto suas palavras me envolviam. É a única coisa que eu sempre quis muito. Com ela. Apenas e sempre com ela. Ela deve tomar o meu silêncio como desconforto porque ela diz: "Quero dizer, algum dia. No futuro. Se isso acontecesse. Não, tipo-" "Evie, pare. Você não tem que qualificar a sua resposta. Querer uma família, especialmente quando você nunca teve uma é completamente compreensível." Ela levantou a cabeça e olha em meus olhos, e finalmente concorda. "Eu só não queria que você pensasse que estou propondo a você ou qualquer coisa", disse ela, sorrindo agora e colocando a cabeça no meu peito. Eu rio. "Eu teria dito sim. Apenas para o registro." "É bom saber", disse ela com um sorriso em sua voz. "Mas não por menos de três quilates." Ela riu. "Sabia que você era apenas um escavador de ouro." "Ei, um cara tem que ter padrões". Ela levantou a cabeça e olhou nos meus olhos, "Às vezes me pergunto se eu iria mesmo ser uma boa mãe. Isso não é algo que alguém tenha me mostrado como fazer." Olho para ela em silêncio por um minuto. "Acho que algumas pessoas só conhecem as coisas em seu coração, Evie. Você vai ser uma ótima mãe", eu disse, sabendo com certeza que isso é verdade. Ficamos em silêncio por alguns minutos, enquanto voltei a correr minha mão para cima e para baixo do seu braço, e sentia o conforto de seu coração batendo contra meu lado onde ela está enrolada. Visões dela carregando um bebê em seus braços, o meu bebê, passam pela minha mente. Eu a puxo mais apertado. "Oh, ei, tenho uma coisa." "O quê?" , ela pergunta, sentando-se um pouco. Eu me inclino e pego o casaco que tinha colocado no fim da cama quando cheguei, busquei no bolso e tirei o pequeno item embrulhado em papel de seda e entreguei-o para Evie. Ela pegou-o, olhando para mim com um pequeno sorriso no os lábios. Ela desembrulhou e olhou a pequena, delicada concha, com um sorriso saindo no rosto.


"Uma concha! Acho que tive uma concha! Obrigado. Você a encontrou ou comprou?" "Eu a encontrei. À primeira vista, não é o mais extravagante concha ao redor, mas você viu o espiral do lado aqui? É chamada de espiral. Veja. Noventa e nove por cento das espirais são no sentido horário. Este é um anti-horário." Pausei enquanto ela estudava. "Eu dei um passeio na praia, entre reuniões ontem e quando vi a concha, peguei para você. Então notei a sua espiral. Nunca encontrei uma assim antes." Ela olhou para a concha e traçou a espiral com um dedo delicado. Ela olhou para mim e sorriu. "Será que você verificou um livro sobre conchas? Como você sabe tanto sobre espirais?" Ela levantou uma sobrancelha. Eu ri. "Não. Eu não sei. Eu só peguei esta informação em algum lugar. Nem me lembro onde." Eu a vejo com um pequeno sorriso no seu rosto enquanto ela olha de volta para a concha, estudando-a. Eu vou em frente. "A coisa cerca dos caracóis do mar espirais anti-horário é que eles só podem acasalar com outros caracóis do mar, cuja bobina de conchas esteja na mesma direção." Seus olhos encontram os meus e ela franze a testa. "Como fazer eles sempre encontrar um companheiro, se seu tipo constitui apenas um por cento da população caracol? Parece impossível." Concordo com a cabeça. "Bem, sorte para caracóis com espirais sentido anti-horário, seus predadores usam uma técnica de caça que só funciona em seus opostos, os noventa e nove por cento mais comuns. Se seus predadores tentam comê-los, eles descobrem que não podem e acabam largando-os em seu lugar. Este pequeno cara, seu design, a forma como ele é feito, que lhe permite sobreviver outro dia. E isso é mais um dia para encontrar sua companheira. Ele é raro, mas ele é um sobrevivente, e assim como o outro caracol do mar que ele está procurando." Ela está olhando para mim com ar sonhador enquanto falo, um pequeno sorriso nos lábios, e eu me sinto hipnotizado por seus belos olhos escuros. Ela olha para a concha na mão e diz baixinho: "Hmmm... Eu me pergunto se este morreu antes de encontrar sua companheira. Pobre cara." Sorrio. "Gosto de pensar que ela estava em algum lugar largada naquela praia também, e que eles haviam vivido uma longa e feliz vida de caracol de mar juntos." Ela sorriu de volta e, em seguida, olhou para trás, para baixo, para a concha, traçando as espirais novamente. Quando ela olhou para mim, e disse: "Esta foi uma agradável surpresa, Jake. Obrigada." Eu a mantive na cama por mais algum tempo, antes que estivesse na hora de levantar e endireitar o quarto e deixá-la voltar para trabalhar. Hoje vai ser um longo dia. Estou exausto. Mas valeu totalmente a pena. Completamente.


CAPÍTULO 25 Depois da nossa conversa na suíte no Hilton, não consigo tirar as imagens da minha cabeça de como gostaria de ter uma família com Evie. Não penso muito sobre o que seria quando eu tinha quatorze e quinze anos, mesmo que tivesse como certo o que teria acontecido - e nunca me deixei ir lá depois disso. Seria desnecessário e torturante. Na minha mente, nunca poderia tê-la novamente. Qual seria o ponto de imaginar a mim e criancinhas com os olhos castanhos de Evie correndo quando eles nunca existiriam? Mas agora... apenas falando sobre o sonho de uma família com Evie trouxe a vida para mim. Não algo enevoado, um sonho distante, mas também uma visão específica. Não podia tirá-la da minha cabeça. Ela nem sequer disse que ela queria isso comigo, mas eu quero que ela saiba que quero isso com ela. E não posso fazer isso sem lhe dizer quem sou. Quero tanto seguir em frente, que mal posso pensar direito. Mas, para seguir em frente, tenho que dizer a verdade. Ela agora sabe que nós podemos estar juntos. Isto não pode continuar. Se ela decidir que não quer ficar comigo depois que souber a verdade, também tenho que sair fora de seu caminho para que ela possa realizar o seu próprio sonho. Não posso fazer isso com ela por mais um dia. Eu a amo. Quero que ela tenha tudo o que ela quiser, mesmo que isso não seja comigo. Um flash de tiros medo atravessa a espinha só de pensar, mas me fortaleço. Faça o que você sabe que está certo. Tenho certeza que ela está ligada a mim de modo que ela esteja menos propensa a querer sair. Jesus, quão mais egoísta eu poderia ser? Sou o garoto-propaganda para idiotas fraudulentos em todos os lugares. Se ela me odiar ainda mais agora, não vou culpá-la. Não só vou perdê-la, vou para o inferno. O medo e a vergonha que sinto agitam fortemente meu intestino. Quero tanto dizer a ela que eu amo, mas como pode faço isso quando estou a sendo tão egoísta? O amor não é egoísta. Amei todo esse tempo, mas eu me recuso a dizê-lo até que ela saiba o meu nome. Uma semana depois de surpreendê-la em seu trabalho, eu ligo para Doutor enquanto ela está no trabalho. "Jake!" ele me cumprimenta. "Como você está?" "Estou bem, doutor. Trabalho está bem." "E Evie? Como vão as coisas com Evie?" Não falei com Doutor desde que Evie me surpreendeu naquele dia. Eu tinha lhe enviado uma nota breve e disse-lhe que tinha reconectado com ela, mas nada além disso. "Bem. Mas, Doutor", faço uma pausa antes de continuar, "ela não me reconheceu. Menti para ela e disse Leo morreu e que sou alguém que ele conhecia." Há um minuto de silêncio absoluto. Eu juro que ouvi o cair de uma gota na outra extremidade da linha. "Jake". Ele soou desapontado. Porra.


"Eu sei, doutor. Eu sei. Acredite em mim, eu sei." "E você ainda não disse a verdade? Por quê?" "Porque sou um covarde inútil que assumiu o queria. E eu queria, e pensei que era a única maneira que poderia impedi-la de sair. Entrei em pânico e menti, e agora... Eu sei que tenho que lhe dizer, mas estou com um medo do caralho. Viu, um covarde inútil." Ele suspira. "Filho, você não é nada desprezível. mas você sabe que você tem de dizer a verdade para que você dê a ela uma escolha real. Dê-lhe a opção de escolher você ou não, o verdadeiro você." "E se ela não me escolher?" Minha voz quase rachou, mas eu me mantive firme. "Então você sabe que fez o que é certo e você mostrou o seu amor por ela para deixá-la ir. Você a respeita por deixá-la escolher a vida que ela quer e deixá-la decidir o que ela pode perdoar." Nós dois ficamos em silêncio por alguns segundos, quando ele pergunta: "Você está no caminho certo, garoto? Você se sente em paz por dentro?" Estou em silêncio por um segundo. "Não." Eu suspiro, correndo minha mão pelo meu cabelo. Mas estou tão perto... "Dê um passo para trás sobre isso, então. Diga a ela a verdade." Deixei escapar um suspiro. "Tudo bem. Sei disto, eu sei. Apenas, fazer é que..." "A coisa certa nem sempre é a coisa mais fácil. Mas acredito em você. Acredito que você é mais forte do que você dá-se em crédito. Mas você já sabe disso." Ouço um sorriso em sua voz. "Ok, Ei, Doutor tenho que correr - obrigado, ok" precisava desligar antes do nó na garganta subir ainda mais. "Ok, Jake. Você pode fazer isso." "Ok. Tchau, Doutor." "Adeus, meu filho." Naquela noite, na sexta-feira fiz amor com ela no escuro, derramando todas as minhas emoções adorando o seu corpo. Percebi que estou tentando memorizar cada parte ela, no caso de ter que usar minhas memórias para o resto da vida. Eu vou dizer a ela amanhã. Ela tem planos para o jantar feito para amanhã à noite com seus amigos, e não posso deixar isso ir por mais tempo do que eu já tive. Segurei-a em meus braços naquela noite até que ela dormiu, e então eu estava lá no escuro, deixando seu perfume e a sensação dela mergulhar na minha alma. Este vai ser o último momento que terei disso? Será que vou ser capaz de fazê-la entender? Será que ela vai ser capaz de me perdoar?


Finalmente, saio debaixo do corpo sonolento dela, e fui para a cozinha e me servo uma bebida e vou para a varanda. O ar fresco limpa minha cabeça e o álcool começam a fazer-me sonolento após um tempo. Estou quase pronto para voltar para a cama quando sinto os braços de Evie em torno de mim por trás. "Não consegue dormir?", ela pergunta numa voz sonolenta. "Sim. Achei que uma bebida ajudaria. Volte para a cama, baby. Vou acompanhá-la em um minuto." "Ok", ela concorda, me dando um pequeno aperto e caminhando de volta para a cama. Eu tinha combinado um dia de spa para Evie na semana anterior, pensando que seria bom para ela relaxar antes de sairmos para jantar. Não cancelei na manhã seguinte. Quero que ela goste disso, e percebo que estou me comprando mais algumas horas. Mais algumas horas, enquanto eu ainda posso chamá-la minha. Nós nos levantamos e comemos um café da manhã leve e ela sai para o spa. Tomo banho e coloco um jeans e uma camiseta antes de retornar para a sala para esperar por ela. Faço alguns trabalhos no meu laptop por algumas horas, mas é difícil me concentrar e assim, finalmente, coloco de lado e simplesmente sento-me. Não tento descobrir o que dizer quando ela voltar - a ordem exata das palavras não importa. Nem sei se ela vai deixar explicar além de que sou Leo e que estive mentindo para ela todo esse tempo. Será que ela vai chorar? Será que ela vai ficar com raiva? Estapear-me? Espero que ela o faça. Eu mereço. Sinto náuseas e medo, mas sei o que tenho que fazer e vou fazê-lo. Estou com medo, mas resolvido. A campainha da recepção toca e o susto me tira do transe que estive pela última hora. Atendo e o outro porteiro da recepção, Carl, diz ao telefone, "Sr. Madsen, a Sra. Cruise está lá embaixo. Ela parece... indisposta. Devo enviá-la?" "Sim, claro", falo, colocando minhas próprias emoções de lado para me preocupar com o que ela me agarra. Ela deveria ter mandado uma mensagem de texto para que eu pudesse mandar um carro buscála. Será que algo deu errado no spa? Quando a porta do elevador se abriu, Evie dá passos para fora, pálida e em estado de choque. Meu coração para. "Evie, querida, o que está errado?" pergunto, colocando meus braços em torno dela e levando-a para o meu condomínio. Fecho a porta atrás de nós e a viro em minha direção, tomando seu rosto em minhas mãos. "Evie, fale comigo, amor, o que está errado?" Meus olhos percorrem para cima e para baixo de seu corpo, procurando uma lesão de algum tipo, algo para explicar o olhar no seu rosto. "Tire a camisa, Jake", diz ela, inexpressiva. Por um minuto eu só olho para ela, não compreendendo. O que minha camisa tem a ver com isso? "O quê? Baby, não entendo."


"Deixe-me ver as suas costas, Jake", diz ela, olhando para meus olhos agora, o medo, a lavagem dura e viva sobre sua expressão. Olho para ela por um longo momento, a compreensão deslizando pela minha espinha, o pânico me agarrando. Alguém tem de ter dito a ela sobre a minha tatuagem. Quem? O que mais eles disseram a ela? Preciso ser o único a explicar isso. Preciso ser aquele que a fará entender. Não era assim que eu queria começar. Fecho meus olhos, disposto a parar o tempo. Quando abro meus olhos, olho para os dela, cheio de dor e confusão. O olhar em seu rosto me encoraja. "Evie, com quem você falou? Baby me deixe explicar primeiro." "Não!" ela grita, a voz trêmula. "Mostre-me suas costas, Jake!" Por favor, não deixe isso acontecer. Fecho meus olhos mais uma vez, resignado agora, e deixo cair a minha cabeça e, em seguida, levanto-a para olhá-la nos olhos. Não importa o que lhe disser. Queria fazê-lo suavemente, mas o destino interveio e é assim que isto vai acontecer agora. Chego para baixo e levanto a barra da minha camisa, elevando-a sobre minha cabeça. Fico na frente dela, com o peito nu, como estive muitas vezes antes. Encaro em seus olhos novamente, implorando que ela entendesse. Seus grandes olhos apavorados olham para mim, esperando que eu explique de alguma forma. Lentamente, me viro e dou-lhe às costas nuas. Penduro minha cabeça enquanto seu olhar queima dentro de mim por trás. O sangue bombeia através do meu cérebro, o som do meu próprio coração ecoando alto na minha cabeça. Ouço seu suspiro, mas não me movo. Vários longos segundos esticam, e ainda não me movi quando ouço um grito estrangulado e os pés tropeçando para trás. Minha mente fica em branco e, de repente estou de volta em San Diego, meses antes do aniversário de dezoito anos de Evie. Essa data acenou dolorosamente para mim no calendário, o pensamento da data sozinha causa uma dor de cabeça como se eu nunca tivesse conhecido antes, mesmo que na primeira semana, quando sabia que o que aconteceu com Lauren significava que ela estava perdida para mim para sempre. Senti como se já tivesse morrido lá dentro, como se eu fosse uma concha de uma pessoa andando, vazia, eviscerado. Não ia admitir isso para mim na época, mas olhando para trás, sei que, mais do que nunca, precisava para acabar com a dor. Estava farto. Foi torturante. Não podia aguentar. A vida parecia como um queima crescente e a única coisa que eu poderia pensar em fazer era saltar. Estava sufocando de onde estava, as chamas lambendo-me de todos os lados. A morte parecia que iria fornecer o ar doutore e limpo que não conseguia acessar a partir do inferno em que estava preso. Isso não parecia como uma opção - parecia sobrevivência. Eu queria morrer, mas queria que ela fosse comigo quando eu fosse. Precisava segurá-la, para tomar uma parte dela comigo. Algo dentro de mim desejava contar a minha própria história, a história de nós dois, a história de como destruí tudo de lindo que já tive, e então me destruir. E então procurei um tatuador. Ele me ajudou projetar a obra de arte que descrevi para ele, mantendo-


me em silêncio enquanto ele esboçava o primeiro conceito básico, olhando para mim, finalmente, quando tudo estava feito, ele disse baixinho: "Esta é a sua história, cara?" Fiquei estudando por longos minutos, finalmente olhando para ele e simplesmente responder: "Sim". Willow estava lá, andando na corda bamba, a probabilidade de cair sempre presente - sem rede de segurança abaixo dela, apenas a sempre presente dureza do vazio chão. Era Willow, mas ela representava muitos outros. Sempre vivendo com medo e solidão, nada macio para pousar. E então os palhaços. Todas essas pessoas sem coração que deveriam nos proteger, nos fazer rir - para ser uma fuga da aspereza da vida. Mas, ao invés disso, acabavam por ser nada, mas, o pior dos piores, com cruéis piadas de si e por si mesmas. E eu, metade leão, metade menino, assim como Evie acreditava que eu fosse. E pensei que ela provavelmente estava certa, porque metade do tempo eu me sentia raivoso, selvagem e indomável, e a outra metade me sentia excessivamente suave, muito sensível para este fodido mundo. Não sabia como mesclar os dois em uma pessoa capaz - não sabia como ser ao mesmo tempo e não um ou outro. Ela tentou me mostrar, minha Evie, minha domadora de leões, mas eu não era suficiente. Mesmo para ela, a pessoa que eu mais amava neste mundo, eu não era o suficiente. Eu nunca seria o suficiente. No fundo, o mestre de cerimônias. Supervisionando tudo, orquestrando o show. Ele tinha colocado o palhaços no ato, tantos deles. Ele havia colocado em Willow uma corda bamba sem rede embaixo dela. Ele me fez metade danificado e meio selvagem. Mas... mas, ele tinha me dado um belo domador de leões com olhos tão profundos como sempre, e amigos para Willow que queriam pegá-la se ela caísse, e ele me fez corajoso o suficiente para amá-los desde ‘era uma vez’. Como é que faço o sentido disso? Como eu poderia entendê-lo quando não conseguia entender nada do show que ele tinha me escalado? Ele era bom ou ele era cruel? Eu não sabia. Parecia uma pergunta impossível de responder. Paguei o tatuador um extra para fazer minha tatuagem toda num dia, e quando ele disse que iria doer muito para fazer uma obra de arte grande toda de uma só vez, eu lhe disse que não me importava. E, quando a agulha mergulhou dentro e para fora da minha pele, saboreei a dor. Eu merecia a dor. A dor física pôs a agonia emocional no banco de trás, e finalmente senti uma paz naquele dia que não sentia há muito tempo. Mais tarde naquela noite, sozinho e embebedando num estupor, eu olhava para a imagem daquela arte no pedaço de papel que tinha sido usada como modelo para a história agora gravada em minha pele. Eu tinha olhado para a representação dos olhos de Evie, e até mesmo a cópia de uma cópia das grandes, escuras janelas para a alma, senti meu coração vibrar de volta à vida e começar a bater no meu peito. Olhando para sua linda face, algo em mim decidiu que queria viver. Não sabia o que era, mas alguma coisa sussurrou no meu ouvido para esperar. E então esperei. Por um pouco de tempo. Volto a mim quando Evie solta um silencioso, estrangulado grito, e o som sacode-me, mas por outro lado, permaneço parado. Ela anda até a minha frente agora e leva meu queixo em sua mão trêmula, levantando meu rosto para


que eu fosse forçado a olhar em seus olhos cheios de dor. "Por que você está me olhando?", ela perguntou-me, vazia de qualquer expressão em sua voz, mas seus olhos selvagens com pânico. Meus olhos procuram os dela por longos segundos, olhando para qualquer coisa parecida com o amor ou a compreensão, mas não encontrando nenhum. Eu sei o que ela quer de mim embora e então dou a ela. "Porque eu gosto da sua cara." Ela tropeça para trás, soltando um estrangulado choro quando a compreensão enche os olhos. Então, como eu sabia que ela faria, ela se vira e corre. Acho que estou congelado, mas sem sequer pensar sobre isso, eu a sigo, sufocando o nome dela quando ela tropeça dentro do elevador, e a porta se fecha entre nós. E, assim como eu sabia que ela faria se soubesse da verdade, ela se foi. E faço a única coisa que posso fazer - caio até os joelhos na frente das portas do elevador que se fecham, a minha cabeça em minhas mãos, meu coração despedaçado.


CAPÍTULO 26 Não sei quanto tempo fico nessa posição até encontrar força para me levantar e ir para dentro. Estou totalmente dormente agora. Tiro minha camisa por cima da cabeça e estou à janela com vista para a cidade, e enfrento a verdade do que fiz. Penso sobre como ela deve estar se sentindo agora. Ela está chorando? Machucada? Será que ela me odeia? Sim, provavelmente. O olhar em seu rosto, quando o elevador fechou entre nós me disse que sim. Eu traí sua confiança, novamente. Eu a abandonei e depois a enganei. Ela me odeia. Mas não tanto odeio a mim mesmo. Onde ela está? Ela está sozinha em seu apartamento? Sendo consolada pelos amigos que deveríamos estar jantando esta noite? Quero tanto ser o único consolá-la. Mas ela não me quer. Eu fiz isso. E se ela está machucada? Se ela saiu correndo e eu não sei nem por onde ela passou. Preciso saber se está tudo bem com ela. Pego meu telefone e mando uma mensagem de texto para ela, pedindo-lhe para que por favor deixe-me saber que ela está bem. Novos apertos de pânico me atingem quando considero o estado que ela estava quando ela correu para longe de mim, e o número de áreas precárias em que ela poderia ter acabado se ela correu na direção errada. Não posso ficar parado, e assim que pego as minhas chaves e deixo meu apartamento. Dirijo em torno por um tempo, marco o seu número mais algumas vezes, tentando fingir que não tenho um destino. Mas, eventualmente, acabo onde sabia que acabaria o tempo todo. Estaciono na frente de seu prédio e mando uma mensagem de texto outra vez, e em seguida, chamo o número dela. Ainda não responde. Saio do meu carro e toco seu apartamento. Não responde. Ela poderia estar lá, ignorando o aviso sonoro. Eu só quero saber se ela está segura. Volto para o meu carro e circulo em torno um pouco mais, chamando-a mais algumas vezes, a envio mais um par de mensagens de texto. Por fim, deixo-lhe uma mensagem de voz. "Evie, Deus, eu... por favor me ligue. Estou ficando louco aqui. Você correu e eu nem mesmo sei se você está bem. Baby, por favor, deixe-me saber se você está bem. Pelo menos isso. Mesmo se você não queira falar comigo... ou, ainda, se você não quer ter nada a ver comigo, por favor deixe-me saber que você está segura. Passei por seu apartamento e você não estava lá e está tarde e eu... por favor, esteja bem". Eu tomo uma respiração trêmula e desligo o telefone. Ela provavelmente está bem - ou em seu apartamento não atendendo ao telefone ou com seus amigos. Ela tem que estar bem. Dirijo em torno um pouco mais, o céu escuro, agora, mais uma vez, sem destino específico em mente. Estou quase chocado quando encontro-me dirigindo para baixo do bloco onde cresci, puxando para cima na frente da casa onde passei os primeiros 11 anos da minha vida. Por que eu, inconscientemente, vim aqui de todos os lugares? O que me leva para o lugar que eu nunca mais queria ver de novo? Assim que estaciono, ocorre-me que este lugar é apenas a uns poucos quilômetros do apartamento de Evie. Nossos lares adotivos eram apenas uma milha ou assim aqui também. Tão perto em proximidade física, e ainda assim ela andou um milhão de milhas. Nós dois fizemos isso, de certa forma, eu acho, mas ela fez tudo isso sozinha.


Sento lá olhando para a minha casa de infância na luz do poste, memórias doentes piscando na minha mente. Coloco minha cabeça em minhas mãos, e deixo o ataque de visões fazerem o seu pior - um monte de coisas ruins aconteceram nesse teto, um monte de coisas tinham me fodido para sempre entre aquelas mesmas paredes. Mas de alguma forma, sentado aqui, as memórias ruins não parecem ter o poder que eu esperava que eles tivessem. Em vez disso, a lembrança mais forte que me vem é estar sentado no pequeno banheiro do segundo andar, com Seth. Por alguma razão, ele parecia gostar desse pequeno espaço, e o levaria lá quando eu chegasse em casa da escola, às vezes por horas, e eu fazia o meu dever de casa no chão e tentava ensinar-lhe as coisas que eu tinha feito na escola naquele dia. Principalmente, ele não parecia penetrar, mas de vez em quando, e sempre apenas lá, seus olhos pareciam se clarear, e por um minuto ou dois, ele estava presente. Isso era coisa que mais me tirava o fôlego. O som de uma porta batendo me tira aos solavancos do passado, e olho para cima e um homem negro mais velho sai para a varanda e acende um cigarro. Eu sabia que eles não moravam mais aqui. Não tinha nenhuma ideia de onde eles viviam, ou mesmo se eles ainda estão vivos. Não tenho nenhum desejo de saber. Mas ver alguém sair da porta ainda me choca um pouco. Entro no meu carro e dirijo para longe. Eu teria pensado que hoje de todos os dias, vendo a casa teria me feito por dentro, mas por alguma razão, não. Na verdade, pelo contrário, me sinto melhor por ter ido para vê-la. Mais forte. Como se talvez, não segurasse o poder sobre mim que eu ainda imaginava que ela fazia. Não tenho certeza do que fazer com isso, mas sou grato. Encontro-me parado na frente da casa de acolhimento onde Evie viveu quando eu disse adeus a ela. Parece abandonada, o gramado cheio de ervas daninhas, a estrutura dilapidada. Eu estaciono na rua e olho para o telhado onde eu subia para vê-la tantas vezes. O lugar onde nós nos apaixonamos... mostramos um ao outro nossos corações, sonhado tantos sonhos juntos. Formou-se uma protuberância na minha garganta. Por favor, não deixe que seja tarde demais. Depois de alguns minutos, eu me afasto e conduzo ao cemitério onde Seth está enterrado. Desta vez, ando em linha reta para o túmulo, onde a lápide que eu pedi para ele está agora de pé. Sento-me na grama úmida, mas não digo nada. Eu só preciso estar com o meu irmão. Depois de algum tempo, meu telefone toca e o retiro do meu bolso. É Evie com uma mensagem de texto de duas palavras. Estou segura. Expiro e fico lá por um tempo mais longo. Lute. Minha cabeça aparece. Não sei se essa era a única palavra do meu próprio pensamento ou algo imaginado, mas de repente, é a única coisa repetindo na minha cabeça, enchendo meu cérebro, me dando força. Lute. Depois de um pouco, me levanto e caminho de volta para o meu carro, e vou para casa. Acordei cedo. Eu dormi como um merda, mas sinto minha energia renovada. Eu vou lutar por ela. Eu fodi tudo. Muito. Eu era egoísta e enganador, e devo-lhe muito, um pedido de desculpas, uma explicação. Vou rastejar pelo resto da minha vida, se é isso que ela quer de mim. Eu vou fazer de tudo para fazê-la entender. E então se ela pode encontrar em seu coração algo para me perdoar, eu vou


passar o resto da minha vida provando para que ela não cometeu um erro. Tomo banho e visto uma roupa, e dirijo para o seu apartamento. Eu sei que pareço com o inferno, mas acho que não me importo. Toco a campainha e enquanto estou ali, Maurice sai de seu apartamento através das portas dianteiras. "Vi-a sair quase uma hora atrás." Então ele esbarrou-me e desaparece. Mais uma vez, um homem de poucas palavras. Eu me inclino contra o lado de fora do prédio, e decido esperar por mais um pouco, na esperança de que ela esteja vindo direto. Poucos minutos depois, eu a vejo virar a esquina para a sua rua, uma xícara de café numa mão e um pequeno saco de papel na outra. Vejo-a espiar o meu carro e começar a andar devagar. Caminho ao seu encontro, as mãos enfiadas nos bolsos, e quando ela me vê, ela para. Uma miríade de emoções voam em seu rosto, relâmpagos de velocidade, surpresa, dor, amor. Vejo isso e dá-me esperança. Ela instala uma carranca, com os olhos ainda um pouco entrando em pânico quando nós olhamos um para o outro na rua. E então ela tenta correr de mim, se esquivando enquanto eu viro-me. Mas sou mais rápido e a alcanço facilmente, pegando-a por trás. Ela não tem que me perdoar, mas ela vai ouvir-me. Este momento teve oito anos de atraso, não por uma culpa de ninguém além de mim, mas ele não pode demorar um minuto a mais. Ela luta contra mim fracamente, mas seguro-a mais com força, e quando chegamos à porta de seu prédio, rosno no ouvido dela: "Dê-me a chave, Evie." Ela me entrega, me encarando. Tudo bem também. Mas ela vai me ouvir. Abro a porta do apartamento e levo-a para dentro embora ela não esteja resistindo mais. Eu a coloquei no chão e fechei a porta atrás de nós. Nós olhamos um para o outro, os meus estreitando e os olhos dela me encarando por um bom, longo minuto. Desvio o olhar primeiro, quebrando o contato visual e corri minha mão pelo meu cabelo. "Evie, precisamos conversar e precisamos conversar agora." "Por que você começa a decidir quando precisamos conversar? Não é a minha decisão, Jake? Ou devo chamá-lo Leo? Você aceita ambos? Por favor, me dê uma pista aqui." Fecho meus olhos, reunindo paciência. Recebo a raiva dela, mas ela tem que saber que nós precisamos conversar. Ela pode me odiar depois. Deus, espero que ela não me odeie depois. "Evie. Favor. Podemos conversar? Você vai me ouvir? Isto tem sido um inferno para mim. Por favor. Eu só quero que você me diga que você vai me ouvir - realmente me ouvir." "Um inferno para você? Oh, por favor, Jake. Que eu não queira tornar as coisas mais difíceis para você. Por favor, sente-se. Posso trazer-lhe uma bebida? Uma massagem nos pés? " Ela me encara um pouco mais. Eu suspiro. "Sente-se, Evie. Agora".


Ela olha para mim por algumas batidas mais antes ela afundar-se no sofá, olhando resignada enquanto permaneço acima dela. Sento-me no sofá também, mas certifico me de dar espaço de sobra. Estamos praticamente em extremos opostos. "Se você precisar de alguma coisa, vá buscá-la agora. Vamos falar e isso pode demorar um pouco. Pegue o que você precisa para sentir-se confortável, e, em seguida, plante-se no sofá." Suas sobrancelhas se encaixam, mas ela finalmente exala dizendo: "Estou bem, Jake... Leo. favor, vamos acabar com isso." Ela aperta a ponte de seu nariz, como se ela sentisse uma dor de cabeça chegando. Hesito por um segundo. Eu sei que nós precisamos conversar, que tenho que lhe dizer o porquê, mas o meu coração está batendo alto em meus ouvidos no pensamento do que vem a seguir. Aproximo-me dela, e por apenas alguns breves segundos ela olha à frente estoicamente antes de sua expressão amassar e ela traz as mãos ao rosto e começa a soluçar. Ah, porra, Evie, baby. Sinto muito. Eu sinto muito mesmo. Recolho-a em meus braços e a embalo em mim, enquanto ela chora. Não posso fazer melhor que isso. Eu fiz isso. Enterro minha cabeça em seu cabelo e tento levar toda a sua tristeza em meu coração. Eu ficaria feliz em levá-lo, se pudesse. Só que não funciona deste jeito. Eu sabia disso há oito anos e eu sei agora. As mãos dela saem de seu rosto e ela engasga "Eu esperei por você! Esperei e esperei e você simplesmente desapareceu. Eu não sabia se estava vivo ou morto. Não sabia se tinha decidido começar uma nova vida sem mim e me riscou de sua vida ou o que! E ainda esperei. E, sinceramente, mesmo que nem sequer admita isso para mim, eu ainda estava esperando até o dia em que voltou para a minha vida, chamando-se por outro nome! Nunca parei de espera por um menino quem me jogou fora como se eu fosse um nada!" Seus soluços pegaram intensidade, me dilacerando completamente. Eu puxo-a apertada contra mim e balanço-a e embora eu espere que ela me empurre para longe, ela se agarra a mim, deixando-me confortá-la. Os soluços diminuem após um pouco de tempo, e ela inclina a cabeça e olha para mim, tão incrivelmente bonita mesmo em sua tristeza. Ela estuda-me por alguns minutos, e em seguida, ela leva seu polegar e corre sobre o meu rosto, espalhando umidade. Estava chorando, também? Não tinha percebido. Suas mãos param, mas seus olhos continuam atropelando meu rosto, olhando cada parte. Então, ela usa as mãos para explorar todos os cantos, varrendo os dedos sobre minha testa e minhas bochechas, meu nariz e minha mandíbula. Seus olhos seguem o movimento de suas próprias mãos. Não digo nada. Eu só me pergunto o que ela está pensando, saber se ela está me vendo como o menino que ela conhecia. Seus olhos encontram os meus, e algo corre vivo e atual entre nós. Não tenho certeza do que fazer. Não tenho certeza do que ela precisa agora. E assim continuo parado. Mas quando seus olhos se fixam em minha boca e ela move seu rosto para o meu, a encontro no meio do caminho. Ela parece selvagem, carente, e em poucos minutos estamos ambos gemendo um na boca


do outro. Quando arrasto o suéter pela sua cabeça e puxo seu sutiã para baixo para que eu possa lamber e chupar seus mamilos, ela engasga "Leo!" e não posso conter o grunhido satisfeito que sobe, espontaneamente, do meu diafragma. Ninguém me chamou de Leo em oito anos e algo sobre isso alimenta meu desejo por ela. Algo que me faz sentir como se estivesse começando de novo, como se eu pudesse finalmente ser eu mesmo, mas sem os entraves com a bagagem emocional que eu adquiri em San Diego. Com essa única palavra, o menino inseguro foi para o banco traseiro. Sou todo fera e me sinto muito foda. "Diga isso de novo," ordeno, e ela sabe exatamente o que eu quero dizer, cantando: "Leo, Leo, Leo," enquanto eu a deito, ela envolve as pernas ao meu redor. "Faça amor comigo, Leo,", diz ela, com os olhos olhando profundamente os meus. Faço uma pausa breve, quando vejo o olhar em seu rosto. Ela quer isso, mas não porque ela sabe que pode me perdoar. Ela quer isto apesar do fato de que ela pode não ser capaz de fazer. Abaixo minha cabeça de volta para seus seios, beijando e sugando-os até que ela se contorceu e se esfregou contra mim. Conheço agora seu corpo quase tão bem quanto conheço o meu próprio e lhe dou o que sei que ela ama. Ela geme, arqueando as costas e oferecendo-se para mim enquanto eu continuo a adorar os picos rosados, com foco em um e em seguida, me deslocando para o outro. "Por favor", ela implora: "Eu preciso de você." "Minha Evie," respiro, inclinando-me para fora dela e tirando seu jeans para que ela possa me ajudar enquanto o empurro com calcinha, para baixo de suas pernas. Então trago minha mão de volta entre suas pernas e movimento meu dedo lentamente contra seu clitóris inchado enquanto eu retorno a minha boca para seu peito. Eu movo meu dedo nela no ritmo correspondente ao que puxo os seus seios, e muito rapidamente, ela está ofegante e respirando meu nome mais uma vez. "Leo". Um raio de excitação pura vai direto para o meu pau, e tenciono com a força disso, sentindo minhas bolas elaborarem bem ao meu corpo. Estou em grave perigo de gozar simplesmente por tocá-la, ouvindo os sons que ela está fazendo. Estamos falando a linguagem mais simples, sem o uso de uma palavra. Mergulho um dedo dentro dela e ela está lisa com o desejo, praticamente gotejando. Eu trago meu polegar de volta até seu clitóris inchado, e suas pernas se abrem, fazendo com que tenha certeza que há espaço de sobra para agradá-la. Ela abre os olhos para me ver com pálpebras pesadas, e suspiros para fora outro gemido enquanto eu continuo a acariciar meus dedos dentro e fora dela, esfregando o polegar em movimentos circulares. Observando seu rosto é quase demais e eu sinto que é impossível crescer mais. Esfrego e empurro com os dedos, observando o rosto dela e mudando ritmo apenas quando eu acho que ela está prestes a cair a borda. Eu tiro seu prazer de modo que quando ela chega, ela goza mais duro do que ela já gozou antes.


"Leo!" ela implora, quando eu diminuo o ritmo novamente. Ela levanta os quadris para reivindicar seu próprio prazer. Acrescento outro dedo e pego o ritmo, porque sei do que ela gosta, esfregando e empurrando ritmicamente agora. Ela geme e com o som, eu também posso ver pela expressão no rosto dela que ela está lá. "Goze para mim, Evie," resmungo e seus tempos de corpo enquanto arqueia-se para fora do sofá, gritando o meu nome de novo e outra vez. Eu puxo minhas próprias calças jeans fora e quando ela está abrindo a olhos, a viro. A necessidade de reclamá-la parece primal, quase animalesco. Eu não acho, eu me sinto, agindo puramente por instinto agora. Eu puxo-a para cima e me posiciono em sua entrada e mergulho enquanto nós dois gememos juntos. Começo empurrando lentamente, no início, mas, em seguida, mais rápido que eu digo o nome dela, ela responde de volta, “Leo, Leo, Leo". Seguro seus quadris para aproveitar e me ver entrar e sair dela, brilhante, com seus sucos. Solto um grunhido a cada estocada. Evie é meu direito mundial agora - o cheiro dela, nossos sons combinados, o sentimento de seu calor apertado em minha volta. Ouço sua respiração voltar para calças e eu chego em torno de ela e pressiono o dedo para o seu clitóris. Ela resiste debaixo de mim, jogando a cabeça para trás e empurrando a bunda em mim, então para que eu fosse tão profundo quanto eu pudesse ir. Meu próprio clímax explode tão intenso, parece que fogos de quarto de julho estão iluminando por trás de minhas pálpebras. Dou mais alguns golpes, tirando o prazer e então paro, colocando a minha cabeça contra suas costas enquanto nós dois recuperamos o fôlego. Depois de um minuto, ela começa a afundar para o sofá e a pego, puxando e girando-a enquanto nos apegamos a uns ao outro. Sento-me, trazendo-a comigo e colocando-a em meu colo, a nossa pele nua, pegajosos um contra o outro, a nossa respiração lenta e constante agora. Eu me inclino para trás e tomo seu rosto em minhas mãos, finalmente capaz de dizer a única coisa que eu tenho desejado dizer por oito, longos anos. "Eu te amo, Evie." Ela olha para mim e eu seguir em frente, "Não importa o que você vai pensar sobre o que estou prestes a lhe dizer, você tem que saber isso. Eu sempre te amei. Eu nunca parei. Nem por um segundo nesses oito anos".


CAPÍTULO 27 Nós nos limpamos rapidamente e ela está de volta no sofá ao meu lado. Ambos parecendo estar em pouco mais do que um torpor sobre o que aconteceu. Era como se nossos corpos tivessem assumido, reivindicando algo do outro que era necessário, mas que ambos sabiam que não iria mudar a situação atual. Está ainda na nossa frente. A primeira pergunta que ela me faz é por que mudei meu nome. Faço uma pausa antes de começar. Aqui vamos nós. "Lauren me disse que iria me ajudar no novo começo se me chamassem pelo meu nome do meio, e, claro, meu novo sobrenome. Eu disse não no início, mas depois da primeira semana, concordei. Eu queria me tornar alguém diferente. Sinceramente, eu queria escapar de mim mesmo, claro que uma mudança de nome não pode fazer isso, mas parecia um começo no momento. Eu me registrei na escola como Jake Madsen e ninguém me chamou de Leo até agora." E isso parece certo que Evie seja a primeira a usar meu nome real, como se eu tivesse escondido atrás de Jake Madsen por oito anos. Talvez de alguma forma, inconscientemente, tentando manter o meu eu real seguro, escondido à distância. Percebo agora, porém, que Evie é a única a que preciso estar completamente exposto, e aquela que tenho mais medo de ser exposto. Isso não justifica a minha mentira, mas foi a motivação por trás da minha desonestidade. Medo. O único julgamento que realmente me importo é o dela, e realmente me preocupa que é o único julgamento que pode me achatar completamente. Estou começando a pensar que talvez haja uma chance de que vamos estar bem quando tratarmos de meu passado e todos os demônios que transporto por tanto tempo desde que me lembro. Mas será que vou sobreviver se Evie me julgar imperdoável? Deus, eu não sei. Com medo nos olhos dela, ela me pergunta o que aconteceu na primeira semana. E é assim que eu começo a contar a minha história, cheio de segredos e vergonha, e erros e, talvez, apenas talvez, alguma redenção. A partir desse primeiro voo de San Diego, para o voo de volta para Cincinnati. Ela ouve cada palavra que digo, sua expressão indo do horror à dor, a raiva, a tristeza - a minha Evie, suas emoções lá para que eu veja. Ela não sabe como esconder, ou talvez ela não tente. Mas de qualquer forma, a beleza e força na medida em que é ainda mais evidente para mim no meio da minha própria história. Eu tinha escondido em todos os sentidos possíveis. Mas, no final, os demônios tinham me encontrado apesar de todos os esforços de qualquer maneira - eles são diligentes assim. Digo a ela sobre aquele dia terrível no porão de minha nova casa em San Diego. O horror em seu rosto é devastador e quase decido que não posso ir em frente. Mas me recomponho e vou de qualquer maneira. Eu devo isso a ela. Mas a minha própria vergonha me escalda por dentro, queimando-me vivo. Estou revivendo-a enquanto digo a Evie sobre o momento que afetou nós dois, o momento que mudou o nosso curso, talvez para sempre. Naquele momento não era apenas sobre mim. Tratava-se de ela também. Eu assumo a responsabilidade por isso. Ela chama Lauren de pedófila, e talvez ela esteja certa. Mas eu cooperei. Mesmo se ela me manipulou, me joguei direto para a sua teia. Aceito isso. Tenho que fazer. Aprendi muito, e olho para as ações de Lauren sob uma nova luz desde que conversei com o Dr. Fox. E ele me ajudou a entender por que assumi a parte que fiz. Mas ainda não fui capaz de deixar ir a vergonha ardente que as memórias trazem. Talvez seja a última peça do meu quebra-cabeça. Fiz um


pouco as pazes com o meu passado, permitindo-me deixar ir um pouco da dor, e digo a Evie a verdade agora. Talvez Lauren seja a única coisa que preciso deixar de ir antes que eu possa me curar totalmente e ser o homem completo que o Dr. Fox falou. Por que ainda me sinto como se tal façanha fosse impossível? "Você não acha que podia confiar em mim o suficiente para me dizer", ela pergunta baixinho, um soluço fazendo seu engate de voz, e meu coração apertado dolorosamente. "Um milhão de vezes eu pensei em como poderia explicar-lhe o que aconteceu. Precisei de você assim desesperadamente, pensei que iria morrer de saudade. Mas o que eu ia dizer? Não conseguia nem fazer sentido para mim mesmo, muito menos tentar explicar isso para você. Estava tão profundamente envergonhado. "E, finalmente, considerei a saudade como minha penitência por ser quem eu sou, alguém que destruía as pessoas que amava. O que eu não podia suportar era o que o meu silêncio devia ter feito para você." Faço uma pausa por um minuto, considerando as minhas palavras, ouvindo meu próprio coração. "Com o tempo, porém, eu me convenci de que estando separada de mim, você teria uma chance de lutar. Percebi que eu estava quebrado e que algumas pessoas não podiam ser corrigidas, ou se pudessem, seria um amor tão grande que curadoria. Eu não poderia destruí-la mais do que pensei que já tinha feito, Evie. Eu me convenci de que saber a verdade sobre mim teria te machucado mais do que deixá-la sozinha. Eu só queria desaparecer. Mas, você também tem que entender que eu me odiava por me afastar. E eu sofri tanto quanto você.” Quando Evie me olhou com simpatia em seus olhos e manteve-se para trás sem me tocar, eu sabia que era mais um testemunho de sua bondade inata do que eu ser digno de seu perdão. Dizendo a Evie toda a minha verdade era a coisa mais difícil que eu já fiz. É a coisa mais difícil que já tive de fazer. Para sentar-me e Evie olhar nos olhos e explicar que pessoa miserável eu tinha sido. Eu tinha me transformado em tudo o que sempre tinha prometido a mim mesmo que eu nunca seria - um covarde, um usurpador, um mentiroso. Eu tinha me tornado a mesma coisa que tinha me machucado tanto quando menino, me entorpecendo com substâncias em vez de ir em frente com a minha própria dor. E quando me revelei a ela, eu me pergunto como ela vai ser capaz de me amar de novo, se ela jamais fosse capaz de me amar de novo. Quando contei a ela sobre o meu acidente, ela agarrou a minha mão e apertou-a, e era quase demais. Eu coloquei minhas mãos para trás no meu próprio colo, sabendo que eu não mereço o conforto. Digo a ela sobre ataque cardíaco de meu pai, sobre o Dr. Fox, sobre todos esses meses deitado em autorreflexão, de querê-la de volta em minha vida tão mal, que era uma dor física. Conto a ela sobre a ter seguido, sobre deixar escapar minha mentira e, em seguida, deixá-la continuar. Eu tremo. Estou enojado pelo meu engano, mas, ao mesmo tempo, uma parte de mim não está arrependido, pois nos deu a chance de descobrir que estamos juntos antes de ter que lidar com todos os problemas que minha identidade faria se imediatamente levantada. Não tenho certeza de como conciliar esses sentimentos conflitantes, e por isso eu não tento. Eu apenas confesso. Confesso tudo e eu não me detenho.


"Eu quase te disse tantas vezes. Estava quase quando você percebeu que eu estava na noite em que levei você para casa em nosso primeiro encontro e nos sentamos na frente do carro, exatamente como naquela noite em que eu te beijei pela primeira vez no nosso teto." Ela me estuda calmamente, olhando triste e pensativa por alguns minutos, antes de dizer: "Eu sempre fui boa em empurrar as coisas de lado que não quero pensar, boa em me perder em minha própria cabeça. É por isso que sou boa em inventar histórias, eu acho. Ser capaz de escapar a uma terra de sonho é um instinto de sobrevivência para mim. Talvez eu tenha usado com você também. Dentro de mim eu sabia que havia algo que eu não estava me permitindo pensar. Eu deixei você mentir para mim porque a mentira me fazia sentir bem. Eu admito isso agora." Deus, isso é tão típico de Evie, tentando tirar a responsabilidade para empurrar o conhecimento de quem eu sou para o fundo de sua mente, mas eu rejeito isso. Talvez ela o tenha feito, talvez ela não o tenha, mas isso não é para ela. Eu sou o único que mentiu. "Não vou deixá-la assumir a responsabilidade por nada disso. Talvez você tenha feito algumas escolhas inconscientes, mas você não pode se culpar por isso. Eu fiz todas as decisões conscientes. Sou o único culpado nesta situação. Entendo que você precisa de espaço para digerir tudo. Mas, por favor, por favor, Evie, não posso te perder de novo. Nunca vou sobreviver duas vezes. Você pode pelo menos tentar me perdoar? Para entender o porquê?" Eu sufoco. Ela faz uma pausa, e diz baixinho: "Eu não sei. Preciso de algum tempo, Leo. Você acabou de me contar sobre oito anos de vida... realmente uma merda de vida... para nós dois". Ela ri sem graça. "Podemos... eu posso ter um pouco de espaço para pensar? Por favor?" Ela sentou-se aqui e ouviu toda a minha história fodida, e passou por todas as emoções que trouxe para cima dela, direto junto comigo. Vou dar-lhe tudo o que ela precisa. Eu me sinto emocionalmente exausto, entorpecido, com medo de que ela não será capaz de me perdoar. Mas tenho que dar um passo para trás para o caminho certo - eu sei que tenho. Eu sinto isso. Agora, eu só tenho que orar para que ela se junte a mim, que é o seu caminho também. Quando estou prestes a abrir a porta e sair, talvez pela última vez, digo baixinho: "Seu dom de contar histórias, Evie? Não se trata de você se perder na sua própria mente, ou viver em uma terra de sonhos. É sobre a beleza do seu coração. É sobre ser capaz de superar até mesmo o pior das situações. É uma das razões pelas quais eu te amei todos os dias desde que eu tinha 11 anos de idade." Quero que as últimas palavras que eu disse a ela sejam palavras de amor. Abro a porta e saio, fechando-a em silêncio atrás de mim.


CAPÍTULO 28 Passo o próximo par de dias em um estado de desespero silencioso. Mas o faço através dos dias, sem tentar atenuar a dor de qualquer maneira. Em vez disso, vivo com ela e a processo o melhor que posso. Vou para a academia, me enterro no meu trabalho, e chego em casa no fim do dia, exausto por todas as emoções que estou lidando, mas sentindo um lampejo de satisfação por segurá-las. Tomo isso como um sinal de que estou mais saudável do que era e me permito sentir um pequeno pingo de orgulho. Não sei exatamente qual é a diferença neste momento. Talvez seja o tempo que passei com o Dr. Fox, talvez seja a porque há uma paz em finalmente dizer a verdade. Talvez seja por Evie, caso ela queira avançar comigo ou não, pelo menos não me olhou com nojo ou ódio. Dor, sim. Nojo, não. O alívio por isso é humilhante. Meu plano não mudou. Vou lutar pela minha menina. Mas eu sei instintivamente que lutar por ela significa dar-lhe o espaço para processar tudo o que eu disse a ela. Poucos dias depois da minha conversa com Evie, vou para o aeroporto bem cedo para alguns negócios em San Diego. Preston contratou um novo vice-presidente de Operações para o escritório da Califórnia e quero estar lá para recebê-lo. Não é um passeio obrigatório, mas sair da cidade vai me ajudar a me distrair por um dia, e parar de andar na frente da minha porta, querendo correr para Evie. Enquanto estou esperando meu vôo para embarcar, escuto minhas mensagens. Há uma de um número que não reconheço e quando a ouço é Lauren. "Jake. Preciso de você. Fui presa. Falsamente, é claro. Essas pessoas incompetentes me levaram para a prisão, Jake. Isto é inacreditável. Preciso que você me tire-" Chocado, escuto quando ela parece colocar a mão sobre o bocal e falar com alguém. Em seguida, ela volta ao telefone. "Jake. Só por favor, me tire daqui. Minha acusação é na segunda-feira de manhã. Reserve um vôo, eu não posso sequer imaginar que tenho que passar a noite aqui. Pague a fiança e pronto, querido. Estou na prisão centra de San Diego. " Guardo meu celular de volta no bolso da jaqueta, franzindo a testa e completamente confuso. Presa? Por quê? Não posso acreditar que ela me chamou dentre todas as pessoas. Ou, eu acho que posso. Olho para cima, de repente, perceber que o embarque de primeira classe já começou. Pego minha mala e vou para o avião. Quando pouso em San Diego, dirijo até o balcão de aluguel de automóveis e tenho rapidamente em um carro, saindo do estacionamento. Pesquisei a delegacia de polícia, enquanto estava esperando e assim disco o número agora. Depois de ter sido ligado em torno de várias linhas, estou ligado a um detetive Peterson. "Detetive, aqui é Jake Madsen. Lauren Madsen é minha mãe. Recebi uma mensagem que ela foi presa, " "Sim, Sr. Madsen", diz ele solenemente. "Eu sou o detetive responsável pela operação policial que levou à prisão de sua mãe."


"Operação?" pergunto, incrédulo, rindo um riso sem humor. "Isso parece sério. Pensei que ela poderia ter tido alguns muitos copos de vinho e entrodo no carro." "Não, Sr. Madsen. Eu realmente não posso te dar mais informações pelo telefone, mas se você estiver por perto, eu ficaria feliz em encontrá-lo agora e explicar os detalhes do caso de sua mãe." Faço uma pausa. "Na verdade, eu estou. Não moro na cidade mais, mas acontece que estou aqui hoje. Posso ir lá agora se isso funcionar para você." O que é isso? Ainda me importo? Não, não se trata de Lauren. Mas a curiosidade tem o melhor de mim agora. Além disso, e se isso afetar de alguma forma o processo judicial que ela tem contra mim? "Agora está ótimo." Ele me diz que ele está na delegacia no momento, e me dá direções e desliga. Ligo para meu escritório e digo-lhes que vou chegar um pouco mais tarde do que eu pensava e vou me encontrar o detetive Peterson. Que diabos isso pode ser? E essa operação? As operações que já ouvi falar tem drogas relacionadas, ou aquelas que vi no Dateline onde o repórter surpreende o cara que criou um encontro com a garota menor de idade que ele conheceu online – empurrei o volante em minhas mãos e virei um pouco longe demais para dentro da pista ao meu lado, uma buzina estridente e com raiva me sacudindo para trás para mim. Um pavor frio cai sobre mim. Oh, foda-se. Não. De jeito nenhum. De jeito nenhum. Não podia ser, não é? Apaguei minha mente e conduzir o resto do caminho até a delegacia. Quando cheguei lá, perguntei pelo Detetive Peterson na recepção e depois de cinco minutos, um homem de meia altura, com cabelo loiro e olhos cansados saiu e apertou minha mão. "Mr. Madsen. Lamento ser conhecê-lo sob estas circunstâncias. Por favor, siga-me. Há um escritório vazio por aqui." Concordo com a cabeça e o sigo através da delegacia, pensando que tive a sorte de evitar este lugar em muitas ocasiões durante a minha adolescência, mas não por falta de tentativa. Todo o consumo de bebidas quando menor de idade, dirigindo bêbado, porra, estupidez. Sinto espetar a vergonha por mim nos lampejos de memória. Ele me mostra em um pequeno escritório monótono do outro lado da delegacia, o céu brilhante da Califórnia está azul fora da janela, um pequeno contraste surpreendente com a caixa maçante onde estamos sentados dentro. Ele senta-se atrás de sua escrivaninha, e eu me sento na cadeira de vinil marrom à frente dele. Há o famoso cartaz do gatinho com o "Cair lá no" slogan. Algo sobre isso me parece tão engraçado e eu quase ri, mas me pegar. "Mr. Madsen, sua mãe foi presa ontem em uma operação policial que foi criada para pegá-la arranjando um relacionamento sexual com um menino menor de idade. As acusações contra ela estão seduzindo um menor para sexo e viajando para atender um menor para fins sexuais ". Tudo ao meu redor parece fechar até que a única coisa que vejo é um ponto de luz brilhante. Fecho meus olhos, muito brevemente, reunir-me, e tentando trazer a minha corrida batimentos cardíacos sob controle.


Respiro fundo e abro os olhos quando o detetive Peterson continua, "Mr. Madsen, sinto muito ter que lhe dar esta notícia. Sei que é sua mãe que estou falando." Ele faz uma breve pausa antes de continuar. "Isso deve vir como um choque e posso imaginar que é muito, muito perturbador. Mas você tem que entender que esse tipo de criminoso é muito bom em manter seu segredo. E na maioria das vezes, as mulheres não só mostra interesse em adolescentes. Muitas vezes, elas são casadas, têm os seus próprios filhos ... É comum que as pessoas que as conhecem, mesmo aqueles que os conhecem melhor de tudo, ainda ficam chocados quando descobrem que eles estão fazendo ". Corro a mão pelo meu cabelo e Detective Peterson continua, "Nós trabalhamos com um psicólogo que nos ajuda em muitos dos crimes pessoais que envolvam um elemento sexual. Se você está interessado em falar com ele sobre isso, posso colocá-lo em contato. Ele é um especialista no assunto. Ele poderia lançar alguma luz. Às vezes isso ajuda. " Aceno, mas apenas para mostrar. Já estou informado sobre o assunto. Infelizmente. Fico quieto, detetive Peterson me estudando enquanto reúno meus pensamentos. "Então, só aconteceu dela entrar neste site onde vocês montaram a operação?" Ele me estuda novamente por um minuto. "Não. Na verdade, um informante anônimo, deixe-nos saber que essas conversas estavam ocorrendo entre uma mulher mais velha e meninos menores de idade. Podemos apenas imaginar que ele é alguém que conhece a Sra. Madsen, como foi capaz de identificála pelo nome, e tinha informações específicas sobre sua atividade online. Ela estava tendo conversas sexualmente inapropriadas com até cinco rapazes, com idades entre 13-16. Tivemos sorte que essa pessoa sabia exatamente quais as informações que precisávamos, e olhamos as conversas que estavam ocorrendo. Uma vez verificada a informação, entramos em contato com os meninos envolvidos e seus pais, e, em seguida, um de nossos diretores se colocou on-line como um dos adolescentes e disposto a encontra-la. Uma vez que ela foi presa, nós confiscamos o telefone e o computador, e encontramos todas as provas que precisa para processar, não só para os crimes pelos quais foi presa, mas por pornografia infantil encontrada em seu disco rígido também. " "Oh, Jesus." Sinto meu café da manhã ameaçando chegar minha garganta. "Jake, me desculpe dizer-lhe que sua mãe vai servir tempo na prisão. E ela vai ter que ser registrada como criminosa sexual quando sair. Felizmente, ela foi pega antes de qualquer coisa física acontecesse com os meninos, mas ela ainda vai ser processada pelas tentativas que ela fez. " Ele olha para mim com o olhar de alguém acostumado a más notícias - uma mistura de empatia e resignação. "Você está procurando o informante anônimo?" pergunto. Ele balança a cabeça. "Não. Não há nada para procurar. A dica foi enviada para nós com todas as informações que precisávamos contida numa carta. Muita gente não iria nos dar dicas se não pudessem ser anônimo. Nós não temos nenhuma razão para investigar isso." Concordo com a cabeça e, em seguida, começar a ficar de pé. Isso está bem. "Detetive, aprecio por você encontrar comigo pessoalmente. Não quero sair correndo daqui, mas isso é um monte para processar." Estendo minha mão para apertar a sua sobre a mesa, e ele agarra minha em um aperto firme, balançando duas vezes e me deixa ir.


"Eu sei que isto é um choque, e por isso, se você pensa em todas as perguntas mais tarde, por favor, não hesite em me chamar. Se você está pensando em pagar a fiança, você pode ligar para o tribunal para obter instruções sobre como fazer com eles . Sua acusação é segunda de manhã. Mas, Jake, eu posso te dizer, a evidência que temos sobre ela é consistente e provo suficiente ". Concordo com a cabeça, mas não tenho nenhuma intenção de salvá-la, então não peço mais detalhes. "Obrigado mais uma vez, Detetive." Ele me entregou seu cartão, acenando com a cabeça de novo, e saio. Ando fora de seu escritório, tecelagem através da estação, as emoções em conflito dentro de mim. Sinto-me mal e com desgosto ao ter conhecimento do que Lauren estava tentando fazer, iniciar um relacionamento com outro jovem de quinze anos? Ou 13 anos de idade? Jesus. Vômito ameaça, e engulo-o. Mas algo no fundo dentro de mim sente uma espécie de vingança também. Quase como se eu não pudesse realmente acreditar que ela estava doente até este momento. Percebo de repente que sempre acreditei que a minha participação permitiu-lhe estar doente, não que ela estava doente, apesar da minha participação. Ando pela sede da polícia de San Diego, é como se um peso que está sentado no meu peito por oito anos, fica um pouco mais leve. Subo no meu carro e sento olhando fixamente através do para-brisa. Abro a janela e tomo uma inspiração profunda do fresco, quente, ar da manhã. Penso sobre tudo que o detetive me disse novamente, repassando as informações em minha mente. Foda-se, como esse informante anônimo tinha chegado a informação, o que será que ele ou ela fez? Esfrego minha mão pelo meu rosto. Imagino algum outro adolescente encontrando-se com ela ... Oh, Cristo. Se eu pudesse chamar esse informante e agradecer a ele ou ela, eu o faria. Mas, um informante anônimo? Sério? Gostaria de saber a forma como alguém poderia ter identificado pelo nome e sabe sobre essas conversas. Não há nenhuma maneira no inferno Lauren disse a alguém sobre isso. Não era como se ela fosse o tipo para ficar bêbado e se gabar para alguém em um bar em algum lugar sobre a sua mais recente conquista sexual de menores. Fico sentado pensando nisso por vários minutos, os pensamentos correndo pela minha cabeça, indo a todas as direções. Você pode ser surpreendido ao saber que eu costumava trabalhar com os computadores quando eu tinha a sua idade. Era bom nisso também. Eu ainda fazê-lo em uma base de consultoria, aqui e ali. Congelo. Não, não, isso é muito louco. Ele não pode ser. Balancei minha cabeça para limpá-la, quase rindo da minha próprio pensamento ridículo. Mas se alguém bom com os computadores não acessou o dela, como é que essa informação chegou à polícia? E quem gostaria de manter o controle sobre a atividade de internet da Lauren? Detetive Peterson havia dito que eles tiveram sorte que o informante sabia exatamente quais informações eles precisam olhar para as conversas on-line que estavam ocorrendo. Assim, o informante é alguém que não só é bom com computadores, mas é um especialista em crimes sexuais, e trabalha com a polícia, e, portanto, sabe quais informações específicas eles precisavam para avançar em uma investigação? Pego o meu telefone e o cartão que o Detetive Peterson me deu. Disco o número dele e quando ele


responde, diz-me que ele é e, em seguida, "Detective, você mencionou um psicólogo que pode ser capaz de lançar alguma luz sobre a natureza do crime de minha mãe. Posso pegar o seu número de você, apenas no caso de eu decidir chamá-lo?" "Ah, claro. Espere, tenho o cartão aqui." Eu ouvi-lo vasculhando o que soa como uma pilha de papéis. "Ok, achei. Seu nome é Dr. Fox e aqui está o seu número." Ele falou calmamente, mas não me incomodo em escrevê-los. Eu já tenho esse número. Agradeço-lhe e desligar, sem saber o que sinto. Nada disso é coincidência. Como sentar lá imóvel, minha mente corria, vejo duas figuras familiares sair de um carro. Preston e Christine. Eles fecham as portas do carro e começar a andar na rua em direção à delegacia. Saio do meu carro e os chamo. "Jake!" Christine corre para mim e agarra minhas mãos, com os olhos voando sobre meu rosto como se eu devesse estar mostrando algum tipo de ferimento físico. "Você está bem? Lauren chamou Preston esta manhã para pagar sua fiança e depois ligamos para a delegacia para falar com o detetive do caso. Um dos oficiais nos disse que você estava reunido com ele. Viemos direto do aeroporto. " Preston voou esta manhã, pela mesma razão que eu e ele trouxe Christine para ajudar com algumas das apresentações que tiríamos hoje. "Sim. Estou bem. Podemos ir a algum lugar e falar sobre isso? Tomar um café ou algo assim?" Preston andou até mim agora, e ele diz: "Sim, claro, Jake. Mas não temos de falar sobre isso, se você não quiser. Estamos aqui apenas para ter certeza que está tudo bem. Você é o único com quem estamos preocupados. " O solto o ar para fora de mim e limpo minha garganta, sentindo-me de repente, como se tivessem me dado algo que eu nem sabia o quanto eu precisava, até que foi oferecido. Suporte. "Obrigado. Aprecio isso. Você vai pagar fiança de Lauren?" Por favor, diga não. "Não, eu não vou. Nós não precisamos ter uma conversa sobre o porquê. Mas, Jake, quero que você saiba que não. Estou. Não". Ele olha para mim incisivamente e, em seguida, olha para o lado, continuando: "Talvez ela vá conseguir a fiança, eventualmente, mas o inferno se eu sei que não vou ajudá-la." Algo em sua expressão parece satisfeito. Estamos todos em silêncio por um minuto e então aponto para o meu carro. "Eu posso dirigir em algum lugar próximo e, em seguida, deixá-lo para trás fora em seu carro."


Todos nós entrar no meu carro alugado e parar no primeiro café que vemos. Pedimos café e nos sentamos. Depois que todos tomamos vários goles de nossas bebidas, digo-lhes tudo o que o detetive me disse. Preston fica lá balançando a cabeça, com uma expressão triste no rosto, e Christine só olha horrorizada. Eu me pergunto se ela está pensando em seu próprio filho. "Isso não vai refletir seriamente sobre a empresa, não é? Por Phil?" Dirijo a minha pergunta para Preston. "Eu não vejo por que seria, Jake. Phil está falecido há mais de um ano. Obviamente, ele não estava envolvido em qualquer aspecto do que Lauren vem fazendo. Na verdade, se alguma coisa, isso parece que era algo que ela decidiu uma vez que ele tinha ido embora. Simplesmente não há razão para questionar o contrário. Além disso, você é o administrador da empresa agora. E, obviamente, você não tem nada a ver com isso também. No entanto, se isso te faz sentir melhor, posso fazer os nossos advogados cientes da situação. Se alguém imprime uma palavra que nós não gostamos, vamos processar por calúnia. E nós ganharemos. " Concordo com a cabeça. "Não prevejo como isso afeta a empresa em tudo. Mas, Jake, se isso acontecer, vamos enfrentá-lo juntos, ok?" Estou em silêncio por um minuto, os pensamentos que passam zunindo pela minha cabeça novamente. "Pelo menos não terá que se preocupar com a contestação dela sobre a vontade de Phil, agora", diz Preston. "Ela vai ter que deixar a ação judicial. Ela tem outras preocupações mais urgentes". Ele solta uma risada superficial. Preston, Christine e eu falamos sobre a situação para o período de tempo que leva para que possamos concluir nossos cafés e Preston me diz para pegar um voo mais cedo e voltar para casa. Obviamente, não estou em estado de espírito para estar no escritório hoje. Eu os levo de volta. Agradeço a ambos, na esperança de que eles veem o quanto seu apoio significa para mim, e os deixo entrar em seu carro. Quando estão indo embora, Christine faz uma pausa e a ouço dizer Preston ela vai encontrá-lo no carro em um segundo. Em seguida, ela caminha de volta para onde estou de pé e diz: "Jake, não perguntei-lhe como as coisas estão indo com Evie? Você lembra ainda?" Ela sorri. Ela está falando sobre a nossa conversa em que clusterfuck de um benefício onde Gwen tem suas garras em Evie. Respiro fundo, olhando Christine no olho. "Estraguei tudo, Christine. Eu não sei. Ainda estou trabalhando nisso." Ela inclina a cabeça, me estudando. "Bem, então, você tem mais de um motivo para correr de volta para Cincinnati, não é?" Ela põe as mãos nos quadris. "E só uma dica, se ela não vai ouvir, escreva seus sentimentos. Meninas gostam de cartas." Ela pisca e eu não posso deixar de sorrir para ela. Ela me dá um abraço e se apressa para se juntar Preston.


Volto para o aeroporto e felizmente, há um assento em um voo saindo em uma hora. Sento-me para esperar e tiro meu telefone. Disco o número do Doutor. Ele não atende, mas deixo uma breve mensagem, deixando-o saber que conheci o detetive Peterson, onde ele aparentemente trabalha, e pedindo-lhe para me ligar. Uma hora mais tarde, estou sentado no meu lugar no avião quando ouço meu telefone tocar com um novo e-mail. Puxo-o para fora, o toque lembra-me que preciso desligá-lo antes da decolagem. Quando abro o e-mail, eu vejo que é do Doutor. Leo, recebi sua mensagem e compreendo a razão para a sua chamada. Gostaria que ouvisse o que tenho a dizer, sem ter que responder. Às vezes as pessoas são imprevisíveis. Mas, muitas vezes, eles não são. Ao longo dos anos, comecei bem em saber que é provável que me surpreendesse, e quem não é. As pessoas que têm certas tendências geralmente não as deixa, especialmente quando se torna claro que a relação com o objeto de sua obsessão está se tornando cada vez mais improvável. Essas pessoas geralmente olham para substituir essa pessoa. Você não tinha como saber que e eu não ia colocar isso em seus ombros. Mas espero que você veja por que não podia deixar isso acontecer. Espero que você veja por que tive monitorado a situação e usei meu conhecimento para intervir. Você lutou para outras pessoas toda a sua vida, Leo. Apesar do fato de que nunca ninguém lhe mostrou como fazer isso, ou ensinou-lhe porque era nobre e valente. E então, quando você precisava mais, ninguém estava lá para lutar por você. Espero que compreenda as minhas razões para fazê-lo agora, apesar do fato de que ultrapassei meus limites. E é minha esperança que você veja, que lutei por você, porque você vale a pena lutar. Doutor

Dez minutos depois, quando o avião decola, olho pela janela para o azul desaparecendo por entre as nuvens. Emoções estão ameaçando chegar a minha garganta, a vontade de lutar mais forte do que nunca. Quando me inclino para trás em minha cadeira, respirando fundo e fechando os olhos, ele registra que, pela primeira vez, Doutor me chamado Leo. De alguma forma, ele sabia que estava pronto....


CAPÍTULO 29 Quando chego em casa muito tarde naquela noite, visto apenas um par de calças de treino, e saio na minha varanda. Sento-me em uma das duas cadeiras lá fora e colocar meus pés em cima da borda, olhando para as luzes da cidade. Eu só sento e deixo minha mente vagar. Penso sobre de onde eu vim, todas as coisas miseráveis que passei para acabar em um orfanato. Penso sobre a minha mãe por um longo tempo, algo que eu realmente nunca me permiti fazer. Ela tentou ficar limpa algumas vezes. Nunca acreditei, mas quando ela estava tentando, eu tinha vislumbres de como ela poderia ter sido se sua vida tivesse sido diferente, ou talvez se tivesse sido forte o suficiente para passar por acima de suas circunstâncias, mesmo um pouco. Ela tentou fazer biscoitos com Seth e eu uma vez, quando o meu pai saiu. Tenho a sensação de que ela estava tentando fazer algo "como mãe", tentando ser alguém que ela sabia que tinha falhado por estar tão longe. Ela estava tentando muito duro, cantarolando e conversando a mil por hora. Mas eu não me importei. Pelo menos ela finalmente tentou. Enquanto eles estavam assando, ela pegou o baralho e me perguntou se eu queria aprender a jogar poker. Então, ela me ensinou as regras básicas e sentamos na nossa mesa na pequena cozinha e jogamos com palitos enquanto Seth via. Foi uma das únicas vezes que minha mãe nos deu qualquer atenção real e eu estava tão feliz, não conseguia parar de sorrir. Mas, então, o cheiro de algo e a fumaça preta começou flutuando para fora do forno. Os biscoitos estavam queimando. Ela puxou-os para fora, gritando, e jogá-los no fogão. E então foi como se algo tivesse acabado de morrer em seus olhos, e ela retirou-se para dentro para o lugar que ela geralmente vivia, vago, indisponíveis. "Sempre estrago tudo", ela disse, sem emoção. "Nunca faço nada direito." E então ela tinha ido para o sofá e sentou-se lá assistindo tv e beber para o resto da tarde. Entretanto não quisesse fazer isto. Ela perdeu todo o sentido do caralho. Não nos preocupavam com os cookies. Nós só a queríamos. Muito, era como uma dor interior que nunca, nunca curava. Tê-la por um breve tempo só fez doer ainda mais quando ela se afastou de nós novamente. E eu tinha me odiado porque senti que não era o suficiente para fazê-la querer ficar. Ela estava sempre tão fora, tão ausente, tão aparentemente despreocupada com o horror que seus filhos estavam vivendo bem debaixo do seu nariz. Sempre disse a mim mesmo que não a amava porque ela nunca havia demonstrado qualquer amor por mim. Mas a verdade era que eu a amava. Podia admitir isso agora. Queria tanto que ela me amasse de volta e ela nunca amou. Pergunto-me, pela primeira vez o que aconteceu com ela, para desistir tão completamente, desistir de sua própria alma. Deixei-me sentir a dor que nos purifica quando me lembro do olhar vazio em seu rosto enquanto meu padrasto se lamentou sobre mim, dia após dia. Mas, sentado aqui sozinho na minha varanda, de repente parece tão claro como o dia que não era sobre nós. Nada que pudéssemos fazer jamais teria sido suficiente para ela, porque ela já tinha desistido. Ela tinha desistido tão completamente que estava vazia por dentro, como Evie tinha me dito em sua história todos os anos. Mas agora entendi que esse vazio tinha tudo a ver com ela, e nada a ver comigo. Sentado aqui no meio da noite, olhando para o céu, uma sensação de paz lavava através de


mim, e posso respirar um pouco mais fácil. Penso sobre o meu pai, meu padrasto, mas ele sempre se chamou de meu pai. Por um lado me reivindicando, mas nunca perdendo a oportunidade de me lembrar que só existio porque a minha mãe era uma prostituta. Acreditei e isso fez a minha verdade, repetindo suas palavras uma e outra vez, sempre que me senti fraco, procurando por algum motivo, confirmar a mim mesmo que não valia nada. Penso sobre isso por um longo tempo e percebi que já não tenho um desejo ardente de provar que ele estava errado. Não preciso mais disso. A única pessoa que quero provar algo é Evie. Ela é a única que merecia. Penso muito sobre Evie. Penso em como eu estava sempre tão admirado com o fato de que ela era muito mais do que de onde ela veio. Mas talvez eu também esteja. Talvez nós dois acabamos sendo pessoas melhores do que as pessoas que nos criou, ou não criou, conforme o caso foi. E isso tem que ser raro. Quase tão raro quanto os caracóis com espirais no sentido horário. O pensamento me faz sorrir. Eu tinha dito a ela que algumas pessoas simplesmente conhecem as coisas em seu coração. Talvez eu saiba algumas coisas em meu coração também. Não tantos como ela, nem de longe. Mas talvez eu tenha algo para oferecer, se eu trabalhar duro nisso. Quero tanto receber essa chance. Uma vez, ela tinha me salvado por me amar, por acreditar em mim. Será que ela será capaz de novo? Mesmo depois de tudo? Espero por Deus que a resposta seja sim. Penso sobre a virada inacreditável de eventos com Lauren, ainda uma sensação de enjoo subindo no meu peito quando penso sobre o quão perto ela esteve para colocar alguém na mesma posição que ela tinha me colocado e Doutor ... que ele tinha feito para mim. Eu ainda não conseguia envolver minha mente em torno dele .... minha esperança é que você verá, que lutei por você, porque você vale a pena lutar. Quando o sol surge no céu, procuro algum papel e uma caneta e um livro para escrever, e volto para a varanda e escrevo uma carta para Evie, derramando todos meus pensamentos no papel. Derramando tudo o que era para mim, tudo o que ela representa para mim, e tudo o que quero tanto ser para ela, pedindo-lhe que, por favor, por favor, me escolha novamente. Depois que o dobro e o coloco em um envelope, algo me ocorre. Vou para o meu quarto e chego a parte de trás da minha gaveta de cima, tirando a carta que comecei a escrever para ela todos esses anos - a carta que eu sempre usei para me lembrar o que é ser um ser humano desprezível que eu era quando começava a esquecer. Um instrumento perfeito de autotortura, uma lembrança perfeita do que fiz para traí-la. Não acho que vou fazer isso para mim mesmo. Mas espero que isso a faça entender um pouco melhor. Vou para o trabalho final da manhã seguinte, finalmente adormeço por algumas horas no início da manhã. No meu caminho, paro no apartamento de Evie, tocando campainha de Maurice. Ele vem pesado para fora, olhando para mim com desconfiança. Sorrio meu sorriso mais encantador e pergunto a ele se poderia colocar o envelope pardo. Coloco a carta debaixo da porta de Evie. Quero que ela a leia, mas não quero que ela tenha que me enfrentar até que esteja pronta.. Até que seja a sua escolha. Maurice balança a cabeça e fecha a porta.


Eu me fecho em meu escritório. Várias vezes ao longo do dia, as palavras de Doutor correm pela minha cabeça ...É minha esperança que você veja, que lutei por você, porque você vale a pena lutar. Evie vai pensar assim agora que ela sabe a verdade? Mais tarde naquela noite, saio para tomar um café na rua, precisando do ar fresco e da cafeína, a fim de manter-me de cochilar durante o último par de e-mails que planejo enviar. Quando saio do elevador para o saguão, vejo Gwen andando em minha direção. Tremo internamente, mas mantenho minha expressão vazia quando ela vira para mim. A expressão no rosto dela é a mesma que eu poderia imaginar, um tubarão usaria certamente antes de afundar seus dentes em um boto. Entrando para matar. "Oi, Jake", diz ela, com um sorriso falso no rosto. "Gwen", digo para trás, passando por ela. "Corri para Evie no spa", ela fala rapidamente. Paro e me volto para ela. Ela é a única que disse a Evie sobre a minha tatuagem. Não que isso importe. Na verdade, talvez a maneira que aconteceu fosse a melhor. Exceto pelo fato de que Evie provavelmente foi abordado publicamente por Gwen o tubarão da terra, fazendo uma refeição leve com quem se atreve a entrar em seu caminho. Olho para ela, pensativo por um segundo. "Provavelmente deveria agradecer-lhe, Gwen. Evie precisava ver a minha tatuagem e eu tinha hesitado por muito tempo. Precisava ver porque é ela. É a nossa história. " Gwen chama de volta, tirando as sobrancelhas para baixo. "O quê? Ela é a garota que tem tatuado em suas costas?" Ela se mantém franzindo a testa, parando por alguns segundos. "Sempre achei que a menina estava morta." Balancei minha cabeça. "Não, não está morta. Muito viva. E muito amada. E eu oro a Deus, muito. Tenha uma boa vida, Gwen. " E me virar e vou embora. Volto para o meu prédio quinze minutos depois, com cafeína e sentindo mais vivo. Eu me pergunto se Evie já leu minha carta. Eu me pergunto o que ela está pensando pela centésima vez desde que correu para fora do meu apartamento. Eu me pergunto se ela vai responder a mim, e se sim, quando. Lutarei por ela. Oh, eu pretendo. Você vale a pena lutar. Talvez esteja chegando lá. Talvez eu não seja uma má aposta que eu acreditava ser por tanto, tanto tempo. Passo para o elevador e espero que o pequeno grupo de pessoas entrem comigo. Quando estou esperando as portas fecharem, um homem ao meu lado me bate no ombro, e quando olho para ele, ele aponta para o vidro atrás de mim. Eu me viro e lá está ela. Minha domadora de leões, a minha Evie,


meu amor. Por um segundo, não entendo. Ela está sorrindo para mim e pronuncia: "Eu escolho você". O tempo parece diminuir e o ruído de fundo desaparece em torno de mim. Puxo um enorme fôlego, o repentino nó na garganta ameaçando me sufocar. Você vale a pena lutar. Grito: "Pare o elevador!" e avanço com as pessoas na minha frente, a abertura da porta para o próximo andar para que eu possa descer. Corro em direção a escada rolante à minha esquerda, e mesmo que esteja indo na direção errada, é um caminho para Evie e assim vou por ela, saltando três e quatro degraus ao mesmo tempo, ignorando o povo me xingando e me dando olhares sujos quando os empurrando para passar por eles. Você vale a pena lutar. Ela é a única coisa que vejo, a única coisa em foco quando salto sobre os trilhos uma vez que estou perto o suficiente do chão. Corremos um para o outro e eu a busco, girando em torno dela, apertando meu rosto em seu cabelo, tentando desesperadamente manter o controle das emoções que estão rolo compressor em cima de mim - alegria, gratidão, esperança, amor. Ela continua a cantar: "Eu escolho você. Eu escolhi você, Leo. Sempre. " Você vale a pena lutar. Os sons de pessoas aplaudindo e assobiando rompem através da névoa de alegria em torno de mim, e olho ao redor para ver as pessoas olhando para nós. Rio, uma risada incrédula, e olho para trás, Evie que está sorrindo, também, com o rosto cheio de amor. "Eu te amo, Evie", digo, minha voz profunda, com emoção, mesmo para os meus próprios ouvidos. "Eu amo você, Leo, meu leão leal." "Você ainda acredita nisso, depois de tudo?" Olho profundamente em seus olhos e vejo o que ela faz. Você vale a pena lutar. Ela acena com a cabeça. "Ainda mais. Você encontrou coragem para saltar através de fogo para mim. Encontrou-me, do outro lado, não é?" Olho para ela, pensando que sim, acho que ela está certa. Acho que o fogo acabou por ser o meu próprio medo, minha sensação de inutilidade. " Eu acho que sim. Mas você era a única segurando o anel." Você foi o único que sempre acreditou em mim. Você foi o único que sempre pensou que eu era o suficiente. "Essa é a parte mais fácil, meu lindo menino. Acreditar em você é fácil. Ele sempre foi." Deus, amo esta linda, linda garota. Eu sorrio.


"Eu vou levar você de volta para o meu gabinete e espancar você agora." Ela sorri de volta. "Sim, por favor." Tomo sua mão na minha, o nosso futuro se estendia para fora e a nossa frente, a promessa de dar-lhe uma vida bela é uma promessa gravada no meu coração.


Epílogo Dois meses mais tarde

Leo agarra a minha mão entre nossos assentos, trazendo-a aos lábios e beijando-a. Ele sorri para mim, e inclino a cabeça para trás no encosto de cabeça e dou-lhe um sorriso também. Quando ele volta-se para a estrada, bebo na beleza do seu perfil. Já se passaram dois meses desde aquele dia em seu lobby do prédio do escritório, os mais belos dois meses de minha vida. Passamos relembrando os bons e os maus momentos, caindo mais profundamente no amor, basta estarmos juntos, não há segredos entre nós, sem medo, sem culpa ou vergonha. Eu o provoco dizendo que Jake é o meu leão, e Leo é o meu garoto. Eu o amo tanto, eu preciso tanto - apenas um ou o outro não faz sentido para a pessoa completa, que ele se tornou. Meu feroz, homem leal e meu tenro menino, protetor. Ambos cicatrizados, mas ambos finalmente capazes de encontrar a força para aceitar que as piores experiências da vida podem até serem presentes valiosos. Ah, e também, os dois gostam de me espancar, com frequência, e isso é uma coisa boa. Uma coisa muito, muito boa. Eu sorrio para ele. "O quê?" , pergunta ele. "Eu só estava pensando hoje de manhã", digo, sorrindo mais. Ele ri de volta. "Sim. Nós realmente perdemos por não tomarmos banho juntos, no início, não é? Estou feliz que estamos recuperando o tempo perdido." Ele dá piscadelas e sorrisos de volta. Rio. "Definitivamente. Então, onde você está me levando?" Inclino minha cabeça e olho para ele com desconfiança. Quando estava no carro, ele disse que queria me mostrar algo, mas não quis me dizer o quê. "Você verá em um minuto." Nós dois olhamos para frente quando ele faz uma curva e foi aí que percebo que estamos na rua onde eu morava, a rua da minha antiga casa de acolhimento. Franzo a testa ligeiramente. O que estamos fazendo aqui? Quando ele estaciona em frente da casa, olho para Leo, e ele tem uma expressão nervosa no rosto enquanto ele me estuda. "Confie em mim?" , pergunta ele. Eu nem sequer tenho um segundo para pensar nisso antes de sussurrar: "Sim. Completamente."


Ele sorri quando desliga o motor e se inclina e me beija suavemente. "Vamos lá, então." Ele sai e vem ao redor do carro para me deixar sair do meu lado. Ele pega minha mão na sua, como eu sair e me puxa contra ele, antes de fechar a porta. É um dia frio de dezembro e há plumas de respiração no ar quando ele diz, "Eu te amo, Evie." Olho em seus olhos castanhos quentes e sussurro de volta: "Eu também te amo." Ele beija minha testa e diz baixinho: "Nunca, nunca me canso de ouvir isso." Então, ele me puxa suavemente e caminhamos em direção à casa. Está em péssimas condições, o lixo espalhado por todo o quintal, pintura lascada em todos os lugares, as janelas quebradas. Obviamente ela está abandonada por algum tempo. Quando ele abre a porta da frente, e espreito para dentro, memórias me lavam. Por apenas um minuto, me sinto como uma garotinha assustada novamente, o vazio me consumindo. Mas, em seguida, Leo aperta minha mão e olho em seus olhos cheios de amor, e estou bem. Mas por que ele me trouxe aqui? Ele me puxa suavemente de novo e o sigo à medida que subimos as escadas para o segundo andar. Eu sei onde ele está me levando agora, e de repente meu coração acelera e um sorriso inclina os cantos da minha boca. Nosso telhado. Subimos com cuidado através da janela quebrada e esfrego minhas mãos quando saio. Ele envolve seus braços em volta de mim, e nós simplesmente ficamos ali abraçados por alguns minutos sobre a superfície ligeiramente inclinada. Quando ele me solta, passo para me sentar, mas ele me interrompe, dizendo suavemente: "Não. Fique aí. Favor." Olho para ele em confusão, mas quando ele cai de joelhos, entendo e uma respiração trava em minha garganta. Meu Leo enfia a mão no bolso, e traz uma caixa de anel e a abre mostrando o mais belo anel de noivado de estilo vintage que já vi. Fico olhando para ele, hipnotizado por alguns segundos antes de voltar os olhos para ele. Minha visão embaça quando vejo a emoção no rosto dele. "Evelyn Cruise", diz ele, fazendo uma pausa antes de tomar uma respiração instável e continua: "Queria trazer-te aqui para pedir-lhe para passar sua vida comigo, porque este é o lugar onde eu primeiro soube que eu te amaria para sempre. Este é o lugar onde aprendi o que é a sensação de ser amado. E este é o lugar onde os meus lábios tocaram os seus pela primeira vez. " Ele sorri para mim quando deixo escapar uma risada / metade soluço e trago minha mão a seu rosto. Ele se inclina e sorri novamente antes de olhar nos meus olhos e dizer: "Você vai me dar a grande honra de ser minha esposa? Casa comigo?" Lágrimas escorriam pelo meu rosto agora e há um nó tão grande na minha garganta que não posso falar. Então eu aceno de novo e de novo, indo para baixo em meus joelhos com Leo para que eu possa beijá-lo através das minhas lágrimas e meu vigoroso assentindo. Nós nos beijamos e ele ri contra a minha boca e, finalmente, me recomponho o suficiente para rir também. Ele puxa um pouco para trás, sorrindo, mas, em seguida, fica sério quando diz, "Eu preciso ouvi-la, baby. Deixe-me ouvir você dizer


isso." "Sim, sim, sim", sussurro entre mais beijos. "Um milhão de sim. Sim infinito". Sorrio através das minhas lágrimas quando ele desliza o anel no meu dedo. Pego seu belo rosto em minhas mãos e trago minha boca para sua novamente. Esse beijo é mais profundo, nossas línguas flertam, acariciando. Sinto o brilho do ar em torno de nós e inclinar minha cabeça para que ele possa ir mais fundo. Ele geme e me puxa para mais perto e me deleito com o gosto inebriante dele, a sensação de seu corpo pressionado contra o meu. De repente, ele registra que algo frio e úmido está acertando meu rosto. Afasto-me de Leo, ambos respirando com dificuldade. Nós olhamos para cima ao mesmo tempo e chupo uma respiração quando percebo que está nevando! Nós olhamos para trás um para o outro e ambos caímos na gargalhada maravilhosa. Está realmente nevando! Assim como a primeira vez que nos beijamos. Só que desta vez, não estamos dizendo adeus. Desta vez, estamos começando nossa vida juntos. A qualidade mágica do momento me bate e começar a chorar de novo, e Leo me puxa para perto, enxugando minhas lágrimas. Nós prendemos um ao outro por alguns minutos antes de ocorrer-me que estamos de pé sobre um telhado em propriedade alheia. Olho para ele. "Hum, Leo, provavelmente devemos ir. Não estamos invadindo?" Ele sorri, pegando a minha mão me puxando para cima e em direção à casa. "Na verdade, não. Venha comigo. Tenho uma coisa para lhe mostrar." Eu o sigo de volta para baixo, confusa. Ele me leva para o que costumava ser a sala de estar e encostado a parede tem algo debaixo de um lençol drapeado. Ele puxa o lençol e levo alguns segundos antes de bater minhas mãos sobre minha boca para me impedir de chorar novamente. É uma placa, e ela diz: "Casa de Willow", e tem uma árvore Willow rodeada por crianças correndo e brincando e lendo abaixo dela. "Comprei essa propriedade, Evie, e o terreno vazio ao lado dele", diz ele calmamente, observando a minha reação de perto e traz seus braços em volta de mim. "Eu pensei que nós poderíamos abrir uma casa da comunidade para as crianças que estão no sistema de assistência social e poderia usar um lugar para vir depois da escola e nos fins de semana. Um lugar para que eles pertençam, que é estável e imutável. Estava esperando que você o administre. " Olho em seus olhos castanhos e, neste momento, caio ainda mais profundamente no amor por ele, algo que não achava que seria possível.

Nove anos depois

Coloco o último crisântemo na caixa da janela e a ajeito a sujeira em torno dela com as minhas mãos,


enchendo-o e em seguida, organizar a hera entre as flores amarelas e bordô brilhante, certificando-me de cortinas apenas assim. Fico para trás e sorrio, admirando a beleza das plantas. Escovo minhas mãos e, em seguida, reunir minhas ferramentas de jardinagem. As crianças e eu tínhamos passado o dia plantando e fazendo limpeza no quintal, e a caixa de janela era a única coisa que não tínhamos conseguido terminar. Eu lhes havia prometido que terminaria hoje à noite. Ando dentro e assim quando estou secando minhas mãos, ouço a voz de Leo chamando meu nome. Corro para frente com entusiasmo. "Ei, baby." Ele sorri quando o vejo com uma grande abóbora em cada braço. "Oi". Sorrio, indo até ele e inclinando a cabeça para beijá-lo na boca como ele se inclina para me conhecer. "Você achou o suficiente?" "Sim. Tivemos que ir a cinco diferentes supermercados, mas acho que arredondado para cima pelo menos um para todos. Há mais de cinquenta na parte de trás da caminhonete." "Obrigada." Sorrio, colocando minha mão em seu rosto e olhando em seus olhos, tão fácil me perder dentro deles. "De nada. Mas baby? Estas abóboras não são exatamente leves. Onde devo colocá-las?" Embora ele esteja sorrindo para mim. Eu pisco. "Oh! Desculpe. Aqui. Coloque as aqui." Indico a grande mesa que tenho decorado com toalha de plástico com um tema laranja. Perfeito para limpar abóbora, bagunçado. Leo coloca as duas abóboras para baixo. "Os meninos estão com Mr. Cooper?" pergunto. "Sim. Eu os deixei em sua casa depois que peguei o último lote de abóboras. Disse-lhe que estaria buscando-os no nosso caminho de casa. Eles foram uma grande ajuda com as abóboras, até mesmo Cole. " Aceno e sorrio, feliz que nossos meninos estão gastando tempo com o homem que é como um avô para eles. Faço a última limpeza quando Leo traz as abóboras para dentro. Quando ando de volta para a sala principal, a mesa está cheia de abóboras de todos os tamanhos. Nós vamos ter um dia divertido de escultura amanhã. Nicole e Kaylee e seu irmão Mikey estão vindo para ajudar. Nicole está grávida de seu terceiro filho de Mike, uma feliz surpresa. Eu sei que vê-la por aqui balançando em seus saltos loucos e grande da gravidez vai me dar um ataque do coração. E sei que ela vai me dizer para parar de ser boba, que só porque ela está grávida, não há razão para ela usar sapato deselegante ortopédico que vou tê-la em meu caminho. Leo pega a minha mão e me puxa para as escadas e eu sigo, sabendo onde ele está me levando.


Entramos no quarto pequeno na parte de trás e ele abre a janela e me ajuda escalar para o telhado. Ando um pouco para o lado e sento-me. Ele se senta ao meu lado, e coloco minha cabeça em seu ombro enquanto ele me puxa para perto e me mantem aquecida. "Este é o meu lugar favorito no mundo", sussurro em seu ouvido. Ele sorri e traz meus braços para cima e ao redor dele. "Este é o meu lugar favorito no mundo", diz ele de volta, sorrindo. Acaricio seu pescoço e um sorriso contra a sua pele, beijando-o lá e, em seguida, minha cabeça em seu ombro novamente, que tanto olho para fora toda a noite. Tinha nove anos antes que Leo tinha proposto a mim neste telhado. Nós nos casamos dois meses depois, em uma pequena cerimônia com nossos amigos mais íntimos, a família que tinha escolhido. Logo após o casamento, Leo havia contratado uma empresa de construção para entrar e reformar toda a propriedade, sendo importante tanto para nós consertá-la, em vez de derrubá-la e começar do zero. O telhado da casa foi refeito, mas além disso, manteve-se inalterada, e nosso. Vários meses depois, quando o projeto ‘Casa Willow’ estava em pleno andamento, eu tinha tomado a mão do meu marido e o levado para o nosso telhado, e sob um céu quente de verão, eu tinha dito a ele que estava esperando um filho dele. Ele olhou nos meus olhos, congelado por várias batidas antes daquele sorriso lindo que eu amo tanto se espalhar pelo seu rosto, e ele puxou minha camisa e beijou minha barriga de novo e de novo enquanto eu ria. Então ele pressionou sua bochecha lá e olhou para mim, e eu tinha visto meu lindo, rapaz incerto em sua expressão. Passei meus dedos pelos cabelos e sussurrei: "Sim, Leo, você será um pai incrível. Algumas pessoas só sabem as coisas em seu coração." Ele sorriu para mim e, de repente, parecia em pânico quando ele praticamente me arrastou de volta para a janela. "O que você está fazendo?" Eu tinha rido. "De jeito nenhum minha esposa grávida sai em um telhado", ele disse. "Eu não me importo o quão seguro seja este." Mais tarde, bebê Seth dormia em um pacote e jogar em um canto quieto lá em cima o que tinha sido o meu antigo quarto. Quando Landon se formou um ano depois de aberto, ofereceu-lhe o cargo de diretor e ele aceitou. Eu estava aqui tão frequentemente quanto poderia estar, mas eu era uma nova mãe ocupada, e eu sabia que precisava de ajuda. Ele traz vida e entusiasmo e diversão para o lugar e todo mundo gosta dele. Como poderiam não gostar? Ele é muito amável. Vários anos depois, quando estava grávida de nove meses com Cole, minha bolsa estourou na sala da frente enquanto estava pendurando uma arte de um projeto que eu tinha feito com as crianças. Mais tarde, Cole deu seus primeiros passos no Willow House enquanto as crianças aplaudiram. Temos um grande jardim na parte de trás, onde as crianças ajudam a plantar vegetais e depois apanhá-


los quando estão maduros. O que antes era um terreno vazio ao lado agora tem uma quadra de basquete na frente e um espaço gramado grande na parte de trás para as crianças correrem e brincar. Plantamos uma árvore Willow no meio e colocamos várias mesas de piquenique em torno dela. Ela ainda era pequena, mas um dia ele iria crescer grande e forte, os seus ramos e balançariam ao vento. Às vezes, o vento seria frio e, por vezes, seria quente. Pensei que árvore robusta ficaria bem de qualquer maneira. No interior, criamos centros de arte, sala de música e uma biblioteca inteira dedicada aos livros e à leitura. É onde eu conto histórias, se as crianças pedem. Quando meu livro foi publicado, Leo comprou cerca de vinte cópias para o quarto sozinho. Eu só balancei a cabeça e ri. Mas quando eu vi o jeito que algumas crianças olhavam para o livro e me perguntavam se eu realmente cresci no sistema de assistência social, assim como eles, decidi deixá-los ficar. Quero que as crianças saibam que a sua situação não precisa limitá-los - que se pude encontrar a coragem para alcançar os meus sonhos, eles também podem. Temos também computadores e tutores que ajudam nos trabalhos de casa. Temos uma grande cozinha onde os voluntários ensinam as crianças como cozinhar e preparar as refeições. Preston coloca em uma feira de ciências a cada ano para A Casa de Willow e o vencedor recebe uma bolsa de estudos para ser usada para ciência ou engenharia. Christine se aposentou cedo para ser uma mãe em tempo integral quando seus filhos começaram a escola. Ela e sua família se voluntariam, muitas vezes, e nós nos tornamos muito próximos. Christine é como uma mãe para mim. Para nós. Nós tínhamos planejado e sonhado e amado no telhado. Nós não sabíamos que a viagem essa finalmente nos levar ao nosso ‘felizes para sempre’ estaria cheio de desvios e armadilhas e dor. Nós não sabíamos o quanto o amor, o perdão e a compreensão nos obrigariam a fazê-lo novamente em nossos caminhos, mas nós fomos feitos para estarmos juntos. Mas o que sabia era que estávamos aqui porque ambos estivemos dispostos a lutar, a lutar uns pelos outros, para lutar por nós mesmos, a lutar para as crianças que precisavam de um lugar para pertencer, para lutar por amor. E isso significa que, apesar de toda a dor que tinha sofrido para estar onde estamos, e no final, o amor venceu.


Agradecimento Agradecimentos especiais a partir do fundo do meu coração ao meu Comitê Executivo para provas, Angela Smith e Larissa Kahle. Obrigado por ler meu livro várias vezes, me dando constante incentivo, e por me dizer a verdade quando Leo estava sendo um "narrador idiota." Eu sei que ele agradece também. Obrigado a minha família, bem como, especialmente meu marido infinitamente apoio.


Sobre a autora Mia Sheridan vive em Cincinnati, Ohio, com seu marido, que é um policial e seu maior fã (não necessariamente nessa ordem). Eles têm quatro filhos aqui na terra e outro no céu. Quando ela não está escrevendo ou lendo romances, ela gosta de nada criativo como construção de um pátio, e sim costurar travesseiros. Leo é seu romance de estreia. Mia pode ser encontrada online em www.MiaSheridan.com.


O "SIGN OF LOVE" SERIES Bem, um dia, quando eu entrar para o Yahoo, uma das principais histórias era um pequeno artigo divertido sobre "Sexo do seu signo." Basicamente, ele descreveu as características sexuais de cada signo astrológico. Então comecei a pensar ... se havia uma pessoa, um herói, que exibia fortemente a principal qualidade descrito para cada signo ... mas então os eventos da vida vieram fazer com que esse ato de caráter em oposição direta a essa característica inata ... como isso seria ? Como que ele iria lutar para retornar à sua verdadeira natureza? Eu soube imediatamente que Jake era meu Leo, meu leão forte e leal e a história fluiu a partir dai. Esta série terá um elemento relacionado com cada signo, mas não haverá nada diretamente astrológico sobre qualquer um deles. Eles serão todos estão romances sozinhos. Eu li demasiadas terminações "cliffy" e sinceramente, a maioria deles me deixa querendo lançar meu Kindle para a parede. E se o próximo livro da série não sair por meses e meses, pelo tempo que eu iniciá-lo, eu perdi toda a minha emoção para os personagens. Quando comecei a escrever, jurei que eu não faria isso aos meus leitores! Então não se preocupe! Meu próximo herói representa Escorpião e ele nunca picada! Mas eu acho que você vai amá-lo! Eu sei que já faz ...

Abraços enormes e muito obrigado! – Mia

Fonte: www.miasheridan.com


Table of Contents PLAYLIST DE LEO’S CHANCE CAPÍTULO 1 CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 4 CAPÍTULO 5 CAPÍTULO 6 CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 CAPÍTULO 16 CAPÍTULO 17 CAPÍTULO 18 CAPÍTULO 19 CAPÍTULO 20 CAPÍTULO 21 CAPÍTULO 22 CAPÍTULO 23 CAPÍTULO 24 CAPÍTULO 25 CAPÍTULO 26 CAPÍTULO 27 CAPÍTULO 28 CAPÍTULO 29 Epílogo

6 7 9 11 14 17 21 26 32 35 38 47 55 61 65 75 80 84 93 96 107 117 122 125 128 136 142 148 151 158 163


Mia sheridan [livro 02] leos chance ok