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PORTFOLIO ARQUITECTURA

André Serrasqueiro


PROJECTO I

PROJECTO II

PROJECTO II

PROJECTO III


PROJECTO I

LOW-COST HOUSING Para este exercício do 3º ano do curso de Arquitectura foi-nos proposto o projecto para um lote localizado no encontro entre a Av. Fontes Pereira de Melo e a Av. 5 de Outubro. O programa funcional incluía um hotel de «««, habitação com tipologias low-cost T1 e T2, comércio e parqueamento automóvel subterrâneo. Como resposta ao enunciado e ao local, foi proposto um prolongamento do Jardim Augusto Monjardino, frontal à Maternidade Alfredo da Costa, feito através de um plano inclinado que se eleva sobre a Av. Fontes Pereira de Melo e que permite criar um piso térreo de lojas e estabelecimentos comerciais. O parqueamento surge por baixo deste piso térreo e em todo o perímetro do lote de intervenção. O resto do programa é dividido em três volumes separados - o hotel mais a Sul, assumindo um carácter de torre, e os outros dois volumes de habitação T1 e T2, ao centro e a Norte no lote.


Axonometria


Corte Transversal


Alรงado Av. Fontes Pereira de Melo


Perspectivas e Fotomontagem


T1

Piso 9

T2

Piso 8

Piso 7 Volumetria e alçados das tipologias Piso 6

Piso 5

Como proposta para as tipologias de habitação T1 e T2, optou-se por uma solução que permitisse dividir os espaços sociais dos espaços privados dos apartamentos.

Piso 4

A solução prevê dois tipos de volumes paralelepipédicos que se encaixam uns nos outros, permitindo uma grande variedade de disposições e conjugações. Estes volumes são sempre compostos por dois pisos (tipologia “duplex”), repetindo-se pelos dois volumes de habitação. No caso das pontas opostas dos edifícios, as tipologias adaptam-se, sofrendo alterações de áreas e por vezes beneficiando da adição de varandas.

Piso 3

A distribuição e o número de tipologias é feita em função da exigência do programa, e prevê que hajam pontualmente uns vazados nos volumes que permitam beneficiar os habitantes com espaços comuns de contemplação a diferentes cotas sobre a cidade.

Piso 2

Piso 1

Piso 0 Montagem e possibilidade de encaixe das tipologias na volumetria

Esc.: 1/1000


Tipologia T1 Plantas e Cortes

Tipologia T2 - Plantas e Cortes

Esc.: 1/200


PROJECTO II

URBANIZE A-DA-BEJA Neste trabalho do 4o ano, o objectivo era apresentar uma proposta de intervenção urbana para a aldeia da A-da-Beja, localizada na freguesia de S. Brás, Amadora. Depois de uma análise da zona de intervenção como um aglomerado caótico e descaracterizado, surge a proposta que prevê conter a construção através de verde arbóreo conjugado com parque urbano, e que estabelece várias “rótulas” no território, de modo a dinamizar o local, proporcionando vida urbana. Uma cintura de serviços que vai beneficiar tanto a A-da-Beja como os aglomerados urbanos vizinhos. No diagrama apresentado ao lado pretende-se transmitir tanto as diferentes hierarquias nas necessidades de intervenção do local, bem como a necessidade de unificação dos serviços, equipamentos e habitação como aglomerado único e exequível. De acordo com a topografia acentuada do território, são definidos, através de jogos de plataformas, os serviços e os diversos espaços públicos e de lazer, sempre complementados e interligados por um percurso pedonal longitudinal que penetra e percorre a composição do projecto.


Verde arbóreo denso / Parque Urbano

Passeio pedonal

Verde arbóreo

Construção proposta

Verde relvado

Área de Intervenção

Planta de Pavimentos


Centro Polidesportivo

Creche / ATL

Quartel de Bombeiros

Espaço do Munícipe / Casa das Associações / Mediateca

Centro de Artes

Biblioteca / Centro de Dia / Biblioteca

Diagrama de distribuição e hierarquia dos serviços

Verde arbóreo denso / Parque Urbano

Passeio pedonal

Verde arbóreo

Construção proposta

Verde relvado

Área de Intervenção

Corte Longitudinal


No LOTEAMENTO A a solução surge através de um bloco habitacional desenhado por um corpo serpenteante com uma galeria de acesso interior e acessos verticais pontuais, que além de permitirem o acesso vertical aos vários pisos, funcionam também como pontos estruturais de apoio do corpo.

Acessos verticais Tipologias de habitação Acessos horizontais em galeria

T1

Habitação 1

O bloco habitacional está apenas assente no terreno pontualmente, com a maior parte do corpo elevado, o que permite a criação de uma zona pública em parte protegida e a passagem de uma estrada de acesso automóvel por baixo.

Habitação 2

As tipologias de habitação desenvolvem-se a partir de um modelo base T1, constituído por uma zona de acesso e zonas de estar. Esse modelo dobra-se na horizontal e na vertical. Assim, desta maneira, surge uma composição entre tipologias variada e de fácil entrosamento.

“Vazio” comum

T1

+

Esc.: 1/500

T3 T2 No LOTEAMENTO B a abordagem surge da vontade de promover as relações entre famílias diferentes num ambiente mais íntimo. É definido um volume paralelepipédico que alberga duas habitações, divididas na diagonal e longitudinalmente, criando um volume central comum às duas.

T2

T3

Os volumes são distribuídos pelo terreno segundo a mesma linguagem do Loteamento A, mas desta vez assentes no terreno, formando uma coluna de habitações serpenteante e sempre permeável à “cidade”.

Esc.: 1/200


PROJECTO III

POUSADA RIBAFRIA Este trabalho insere-se no concelho de Sintra, na localidade do Lourel, mais concretamente na área da Quinta da Ribafria. Ao visitar o local houve desde logo um impacto enorme de toda a envolvência natural repleta de cenários perfeitamente idílicos, com um misticismo e “magia” típicos da região de Sintra. Como primeira abordagem é assumido o gesto de “abraçar a colina”, permitindo uma forte relação entre os quartos da pousada e quem os habita com a natureza. É também forte intenção a inclusão dessa natureza nos quartos, fazendo com que ela os invada, transportando a magia idílica do lugar para o íntimo dos hóspedes. Os quartos da pousada são dispostos na encosta da colina, organizados em dois corpos longitudinais que “abraçam” a encosta. O acesso é feito através de um jogo de rampas em ziguezague, que liga o corpo existente principal (palacete), os corpos das suites e os dois corpos dos quartos da pousada. Para o palacete propõe-se uma reabilitação profunda, inserindo aí todas as áreas de apoio administrativo e de lazer da Pousada, e um restaurante de autor. No edifício mais a Oeste, visto ser uma construção mais recente sem grande valor arquitectónico, é sugerida a sua demolição, erguindo uma construção mais adaptada à proposta geral de intervenção, cujo espaço será multifunções, direccionado para a organização de eventos.

Planta da zona de intervenção e várias perspectivas do local


- Quartos - Suites - Áreas técnicas -

-

Zona recreativa Zona de conferências Salas multiusos Zonas de lazer

-

Zona de Spa Piscinas Ginásio Zonas de lazer

Restaurante de Autor Bar Biblioteca Salas de estar Sala de jogos Sala de exposições Zonas de lazer Administração Áreas de staff Áreas técnicas Diagramas funcionais

1 2 3 4

-

Zona Zona Zona Zona

pública e de lazer privada semi-pública e de lazer semi-privada e de lazer

Alçado Longitudinal dos volumes da Pousada


As tipologias dos quartos são compostas por área de quarto e casa de banho no caso dos quartos standard; e as suites são compostas por zona de leitura, zona de escritório, zona de quarto e casa de banho, sendo que ambas as tipologias têm pátios independentes associados. Estes pátios permitem que a natureza invada o ambiente do quarto, fazendo com que o ambiente interior se encontre rodeado pela flora - de um lado através do vão que mostra o ambiente exterior, e de o outro pelo pátio invadido pelo exterior - e cuja relação se estreita através de um jogo de permeabilidades visuais entre interior / exterior.

Planta Esc.: 1/200

Corte Transversal B


Planta Esc.: 1/200

Corte Transversal A


1

PROJECTO III Hostel + GuestHouse

1 Parque Eduardo VII

2

2 Miradouro do Monte Agudo

3 Miradouro do Torel

4 Miradouro da Sra. do Monte

4

3

5 Miradouro da Graça

5 8

6 Miradouro do Castelo S. Jorge

6 7 Miradouros do Centro de Lisboa

7 Miradouro das Portas do Sol

Área de Intervenção

8 Miradouro de S. Pedro de Alcântara


Para este projecto é proposto um Centro Cultural de Sintra, com uma Guest-House e um Hostel, em plena Avenida da Liberdade, Lisboa. Sendo uma cidade de miradouros e recantos, é proposto, como primeira premissa, o recriar dessa perspectiva sobre a cidade para a área de intervenção.

PRIVADO

PRIVADO

Assim, como abordagem inicial eleva-se um “podium”, onde se encontra todo o programa público com uma relação mais directa com a Avenida, e onde irá assentar o programa privado que se irá desenvolver em dois volumes "suspensos". A nível urbano cria-se uma ligação entre a Rua do Salitre e a Avenida da Liberdade, através de uma passagem que atravessa o espaço de exposições, permitindo uma permeabilidade do quarteirão e o acesso a um pátio interior. Todo o projecto vive sobre esse pátio. Ainda no "podium", propõe-se o bar, o restaurante, o espaço de exposições e a loja; Num segundo plano, aparece o Hostel a fazer o confronto com a Rua do Salitre, num volume mais recuado; e sobre o “podium”, espreitando sobre a avenida, surge o volume da Guest-House, encerrando, com o volume do Hostel, um pátio no seu interior. Na sua distribuição programática, o acesso ao Hostel e à Guest-House é feito pela Rua do Salitre, com uma recepção conjunta. Para chegar aos quartos da Guest-House, desenvolve-se uma “manga” de acesso, translúcida, que envolve todo volume num movimento ascendente e que cria uma linguagem continua entre o primeiro e o último piso do Hostel, percorrendo todos os pisos da Guest-House.

PÚBLICO

Hostel

Restaurante Loja

Guest-House Auditório Espaço de Exposição

Bar


Zona Pública - Restaurante, Bar Espaço de Exposição e Loja Zona Privada - Guest-House e Auditório Zona Privada - Hostel

Em relação aos materiais propostos, a escolha recaiu na vontade de trazer para a cidade alguns elementos de Sintra. Assim, tendo em conta os azulejos encontrados na Quinta da Ribafria, foi trabalhado sobre uma pele de aço cortén - que envolve o volume da Guest-house - um padrão que permitisse diferentes entradas e jogos de luz para o interior em betão à vista. No volume do Hostel, essa mesma estereotomia aparece, por sua vez gravada na fachada em baixo relevo, de modo a criar uma relação com o volume que confronta. Por último, no “podium” optou-se pelo uso de pedra Lioz, na leitura da linguagem e memórias da cidade de Lisboa. Planta esquema de circulações

Axonometria funcional

Simulação 3D dos padrões

Estudo da estereotomia

Simulação 3D dos padrões

Padrão escolhido para a estereotomia

Estudo do tipo de aberturas / perfurações


1 - Zona de refeições (restaurante) 2 - Copa 3 - Instalações sanitárias 4 - Espaço de exposições 5 - Loja comercial 6 - Recepção do Hostel / GuestHouse 7 - Plataforma de acesso automóvel ao estacionamento subterrâneo

Planta do piso térreo


Planta de cobertura

Alรงado Av. da Liberdade

Alรงado Travessa da Horta da Cera


Corte Longitudinal


Corte Transversal


Alรงado Rua do Salitre


1

2

3

4

11 10

12

8 5 6 7

9

PC01 PC02

7 7 12 17

21

18

10

19

20

22 13

23 24 5 25

PC01

PC02 4

5

2

3

14

Legenda:

15 14

16 13

1 - Chapa metálica trapezoidal 2 - Soalho em madeira de carvalho 3 - Ripado de madeira 4 - Rodapé em madeira mogno 5 - Moldura em madeira mogno 6 - Caixilho em madeira mogno 7 - Painel Viroc cinza CG bruto 8 - Betonilha de assentamento 9 - Perfil metálico HEB 220 10 - Tela asfáltica 11 - Camada de forma 12 - Isolamento térmico 13 - Montante metálico 14 - “Pele” em aço cortén

15 - Pedra calcário Lioz abancado escacilhado 16 - Fixador metálico 17 - Lajeta Filtrón com isolamento incorporado 18 - Lâmina impermeabilizante Rhenofol CG 19 - Suportes reguláveis 20 - Camada de regularização 21 - Reboco 22 - Tijolo cerâmico 7x20x30cm 23 - Junta elástica 24 - Laje de betão armado 25 - Estuque Pormenores Construtivos Esc.: 1/20


Portfolio Arquitectura  

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