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O QUE NOS UNE SÃO NOSSAS DIFERENÇAS ANDRÉ RODRIGUES DE MEDEIROS

Bauru Setembro - 2012


ANDRÉ RODRIGUES DE MEDEIROS

O QUE NOS UNE SÃO NOSSAS DIFERENÇAS

Apresentado a Professora Drª Sônia de Brito da disciplina Fundamentos da Comunicação nas Organizações do curso de Especialização em Estratégias Competitivas

Universidade Estadual Paulista – “Júlio de Mesquita Filho” Bauru – 28 de Setembro de 2012


SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO

p. 4

2 – ATUAL MODELO SOCIAL

p. 5

3 – O QUE NOS UNE SÃO NOSSAS DIFERENÇAS p. 6 4 – REFERÊNCIAS

p. 8


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1 – INTRODUÇÃO

Com base nos fundamentos da comunicação, pesquisas sobre o tema e considerando o mote “O que nos une são nossas diferenças”, este trabalho pretende traçar um panorama atual das comunicações nas organizações e propor abordagens da mesma, de forma a aprimorar os laços humanos e gerar novos resultados.


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2 – ATUAL MODELO SOCIAL Podemos observar nossa sociedade cada vez mais “líquida”, ou seja, cada vez mais adaptável às circunstâncias da vida cotidiana, de maneira que seja conveniente a todos os seres envolvidos e gere cada vez mais velocidade nas interações humanas. Como premissa básica de seres humanos que somos, possuímos a necessidade da comunicação. E esta, por sua vez, propicia nossa interação de forma que atendamos nossos anseios, sejam pessoais ou profissionais. O modelo organizacional em que estamos inseridos aceita como principal virtude o ter, em contraposição ao ser. Essa visão, de certa forma distorcida, nos traz diversos transtornos no âmbito da comunicação, haja vista as diversas divergências que pode ocasionar. Entre os problemas que podemos enfrentar, encontramos os chamados “Negros Pecados”. Resumidamente, podemos citar os “Juízos Ligeiros”, julgamentos superficiais que nossa mente analítica tende a realizar, a “Vaidade”, que nos priva de olhar o todo em favorecimento do “eu” e a “Intolerância”, comportamento este que afeta nossa capacidade de análise e decisão. Embora vivamos uma época, dita, de prosperidade, devemos nos atentar as diversas relações humanas que ocorrem diariamente.


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3 – O QUE NOS UNE SÃO NOSSAS DIFERENÇAS Se observarmos atentamente as pessoas que dia-a-dia estão em contato conosco perceberemos que a única semelhança entre nós são nossas diferenças, ou seja, o que nos mantém, de certa maneira, unidos é o simples fato de sermos diferentes uns dos outros, forçando-nos a interagir e gerar o então conhecido vínculo social. Este vínculo, por sua vez, nos leva a construção de organizações. As organizações, por surgirem da comunicação (esta podendo ser considerada como uma das “necessidades básicas dos seres humanos”), abrigam nossas culturas e nossos ideais de mundo e de situações. No entanto, o modelo atual encontra-se em ruínas, seja por não deixar de atender ao nosso modelo social, seja por meros enganos em nosso entendimento diário do mundo e das relações. Valorizar as diferenças das pessoas e considerar sua visão de mundo, além de traçar metas tangíveis aos envolvidos e contextualizações adequadas de situações, podem ser vertentes do caminho que buscaremos trilhar nas próximas décadas. Há necessidade do entendimento de que a multiculturalidade e a crescente adaptação do homem ao mundo podem trazer resultados benéficos às pessoas e corporações. Além disso, é sabido que um conjunto de pessoas, com suas próprias bagagens de conhecimento, podem buscar/criar soluções completamente novas e aplicáveis ao nosso atual contexto social e de negócios, com mais eficiência que pessoas “especialistas” trabalhando sozinhas. A facilitação da coorientação, da reflexão diária e do entendimento adequado de mundo devem ser as “novas tendências” se quisermos nos deparar com uma


7 sociedade inteligente e apta a realizar negócios com positivos impactos financeiros, sociais e ambientais. Devemos aprimorar nossa visão holística a fim de que possamos pensar de maneira coletiva, visando à essência do ser, invertendo o atual consenso (mesmo que involuntário) do ter. O diálogo como premissa de qualquer problema e a abertura individual para novos entendimentos se faz necessários nesse futurístico cenário em que projetos serão coletivos, mesmo que ainda em ideias e palavras, porém bastante reais. Além disso devemos nos voltar à percepção real de que nossas diferenças são a maior fonte de riqueza para solução de problemas sociais, econômicos e ambientais. O homem não é mais (ou nunca foi) o centro da natureza, pelo contrário, ele é dependente do meio em que está inserido, meio este muitas vezes virtualizado em nome de ideias e teorias já desgastadas pelo tempo. O novo mundo é o mundo das relações humanas com verdadeira intensidade e ao mesmo tempo em que engloba o respeito mútuo pelas opiniões, culturas, visões e crenças diferentes. É na pluralidade que encontraremos as respostas que há tanto buscamos. São nas diferenças que encontraremos nossas reais semelhanças e com isso criaremos o novo mundo corporativo, onde negócios, pessoas, ambiente e resultados vão interagir de maneira responsável e assertiva.


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4 – REFERÊNCIAS Material da disciplina Fundamentos da Comunicação nas Organizações, Profª. Drª. Sônia de Brito Livros EINSTEIN, Albert. Como vejo o mundo. Tradução de H.P.de Andrade-Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 1981 HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo. 1932 Material da Internet Mike Wallace entrevista Aldous Huxley - Entrevista 18 de maio de 1958. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iOvXbJ6jJIE


O que nos une são nossas diferenças