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BECo com SaĂ­da Batizado? Por quem?

Dezembro 2013


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INTRODUÇÃO Certo dia, uma senhora entrou no cartório de uma Paróquia da nossa Diocese. Estava muito nervosa, e com ar muito preocupado, e entrou tão “de rompante” no cartório paroquial que o padre (nesse dia e hora disponível para atendimento), até se assustou com tamanho alarido. Mas, depois de recuperar do susto, logo tentou sossega-la, convidando-a gentilmente a sentar-se. Assim que a viu mais calma, apresentou-se e perguntou-lhe qual era então o motivo de tanta pressa e preocupação. “Quero batizar o meu neto.”, foi a sua resposta. “Mas isso não é problema nenhum” – disse o padre. “Basta que acertemos alguns pormenores… Por exemplo: já pensaram em data? Tenho aqui duas possibilidades…” Mas, sem o deixar acabar, a mulher interrompe o padre dizendo, com voz firme: “Quanto a isso, está resolvido: tem que ser no dia 10 deste mês, porque a minha filha vai emigrar prá Holanda e, por isso, já marcámos mesa no restaurante pra lhe fazermos uma despedida… e, ao mesmo tempo, festeja-se o baptizado do miúdo (as coisas não estão fáceis… temos que poupar, não é?)”… “Mas… dia 10 é uma 4ª feira! E, neste dia, eu nem sequer posso estar cá, pois como saberá, sou pároco de várias paróquias e tive a necessidade de destinar um dia específico para a celebração dos batismos nesta paróquia…”, retorquiu o padre, surpreendido. “E quando seria esse dia então?”, perguntou a mulher, aumentando a voz. “Na semana seguinte… dia 21… durante a Eucaristia Dominical…” – respondeu ele. “O quê?? Durante a missa? Mas seria com outras crianças ou só pro meu neto?” – questionou a mulher, novamente enervada… “Sim… com outras crianças, suas famílias e a restante comunidade. Já temos pelo menos mais três batismos marcados para esse dia, com quem já estive reunido… está tudo encaminhado…” “Ai, nem pensar Sr. Padre! Eu quero que o baptizado do meu neto seja uma cerimónia muito liiiiiinda…. mas só pra família e convidados… até já temos marcado o restaurante e tudo! Já viu?? Aquela gente toda, as outras crianças a choramingar ou aos berros… não senhora! O meu neto já é muito grandinho para se misturar com choradeiras… e, já que não pude dar esse presente à minha filha, quero que o baptizado dele seja perfeito! “Bem… quanto a isso, ainda teremos que conversar… Mmas, para já, preciso igualmente que me me dê alguns dados relacionados com os pais e padrinhos...” “Ui!! Isso agora, Sr. Padre… vai ser um problema…! É que, do pai do meu neto, já há 4 anos que não temos notícias: mal a criança nasceu, evaporou-se! E, cá por mim, nem é preciso que ele saiba… ainda vinha estragar a festa… Quanto à minha filha, não é batizada… Sabe, quando ela nasceu, eu não lhe podia pagar a festinha…”. – De repente, uma lágrima cai pela sua face abaixo. Depois de um breve silêncio e de se assoar ruidosamente, continua: “Por isso é que vim aqui ver se resolvia este problema… como ouvi dizer que o senhor era boa pessoa…” O padre, ouvindo-a atentamente, tinha entretanto pegado numa folha de papel e começado a tirar apontamentos: . pai – ausente . mãe - solteira, não batizada… 2


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“Hummm… estou a ver… E, quanto aos padrinhos? Já escolheram alguém? Sabe se são baptizados?”, perguntou o padre, embora sem grande esperança de que a situação pudesse melhorar… “Para padrinhos, só temos a minha filha mais nova e o meu António…” – respondeu a mulher. “E que idade tem a sua filha?”, perguntou o padre. “Tem 14 aninhos… fez no ano passado a Comunhão Solene… espere, não foi no ano passado.. foi há dois anos… O António é o meu companheiro… é um anjo de homem (finalmente, depois de tantos anos a aturar o traste com quem me casei, acabou por me sair a lotaria…).”

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Na folha, a situação crescia . madrinha – 14 anos (não pode!!!) . padrinho – em união de fato (?). batizado?

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Ao reler, rapidamente, esta ”ficha”, o padre ficou uns momentos em silêncio, tentando identificar todos as questões que teria que clarificar… Quando se preparava para começar a falar, diz a mulher: “Ó senhor padre, páre lá de tirar apontamentos e resolva-me o meu problema! Arranje um buraquinho na sua agenda, preencha lá os papéis e trate de me resolver isto porque não posso perder muito mais tempo… é que tenho que ir à modista comprar o fatinho e aquilo fecha daqui a 15 minutos…”

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NOTA: À atenção dos “animadores de grupo” (e/ou membros e leitores): o caso aqui apresentado é real e semelhante a tantos outros. Recomendamos, contudo, que na abordagem do tema se evite o perigo de se ficar refém dos pormenores, entrar em inútil discussão casuística ou mesmo na apresentação de outros casos. É importante, por isso, ter presente o horizonte temático em que se quer enquadrar - “quem batiza - a Igreja” - e os naturais “sublinhados” que também em relação ao caso daí decorrerão como exigência mais para nós mesmos (que nos queremos reconhecer Igreja) do que para quem pede o Batismo e a quem pode bastar acreditar naquilo em que a Igreja acredita). Ou seja, a pergunta, a que o caso e o tema deveriam conduzir, mais do que sobre as soluções para o caso (e/ou exigências para quem pede o Batismo ou para quem deve responder a esse pedido), deveria incidir sobre: “ e eu / e nós como Igreja, de que forma nos poderemos sentir co-responsáveis pelo nascimento para a Fé desta criança?”

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Por: Alice Fernandes, Igreja de Carregosa, Vale de Cambra.


ELEMENTO BÍBLICO

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“Não quero que ignoreis, irmãos, que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, todos passaram através do mar e todos foram baptizados em Moisés, na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e todos beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam de um rochedo espiritual que os seguia, e esse rochedo era Cristo. (…) Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.” (1 Cor 10, 1-2; 12, 12-13)

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“O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, - de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho e anunciamo-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Escrevemo-vos isto para que a nossa alegria seja completa.” (1 Jo, 1-4). 4


DEBATE/REFLEXÃO DOUTRINAL

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Conforme todos sabemos (e também já pudemos observar na proposta de reflexão anterior), normalmente, quem batiza é o pároco ou o diácono com encargo na paróquia (ou outro sacerdote ou diácono, com a permissão do pároco); mas, na Igreja Católica, e em caso de absoluta necessidade, qualquer pessoa pode também fazê-lo, desde que verificadas algumas “condições”: desde que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja e o faça corretamente, qualquer pessoa - inclusive, uma pessoa não baptizada – pode verdadeira e realmente batizar alguém. Mas então, uma dúvida se levanta: se “qualquer pessoa” pode baptizar, não se está a diminuir o seu valor/significado? Não é fácil a resposta a esta questão… mas podemos resumi-la em dois pontos:

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1º: ao contrário do que possa parecer, quando a Igreja Católica diz que “qualquer pessoa”, em “casos extremos”, pode baptizar, não está a diminuir o valor/significado do batismo mas antes a reconhecê-lo e a afirmá-lo. Como? Porque é sabendo e reconhecendo a sua importância e necessidade para a salvação (cfr. Jo, 3, 5) que não permite que se criem condições (de injustiça e sofrimento) em que alguém possa, por exemplo, morrer com o desgosto de não ser baptizado (ou de ver morrer um filho por batizar) apenas porque não havia ali por perto um padre/diácono para o fazer.

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2º: de acordo com uma velha tradição/interpretação da Igreja, “não importa” quem é “o sujeito”/a pessoa que batiza (administra o sacramento) pois a Graça/poder de Deus que o sacramento transmite não depende da “qualidade” da pessoa que o administra/recebe. Chamase a esta doutrina, em Teologia, o “ex opere operato”. “Ex opere operato” (por efeito de quem opera (a Igreja)) é uma fórmula que significa que o sacramento funciona como um canal da Graça de Deus por efeito do próprio rito, um canal que é sempre eficaz, independentemente das virtudes do ministro humano que aplica esse rito. Todos os sacramentos acontecem/atuam “ex opere operato”, porque, no fundo, é sempre Jesus Cristo o seu Ministro principal: é Ele quem garante a autenticidade do rito, desde que os ministros humanos (bispos, padres, diáconos ou leigos) utilizem a matéria e a forma corretas. E esta Graça é tão poderosa que Cristo age nos sacramentos inclusive através de homens indignos. Por isso, nem a santidade nem o pecado do ministro humano afetam a validade dos sacramentos. Da parte do ministro humano, o que se requer é que seja validamente ordenado, aplique a matéria e a forma devidas e tenha a intenção de fazer o que Cristo faz, mediante a Igreja, ao ministrar os sacramentos.

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Obviamente que isto não quer dizer que o ministro humano possa ser um mero “funcionário” / “despachante de sacramentos” da Igreja; pelo contrário, requer-se que tenha em si os sentimentos de Cristo Jesus (Fl 2,5); 5


DEBATE/REFLEXÃO DOUTRINAL Mas atenção: a doutrina do “ex opere operato” não tem nada a ver com magia, isto é, também não dispensa o sujeito receptor dos sacramentos de criar em si boas disposições para que a graça oferecida produza nele os seus frutos. Há uma diferença entre a “validade” do Sacramento (se foi ou não ministrado correctamente) e a sua “real eficácia” (se teve ou não consequências práticas na vida daquele que o recebeu). Assim, o sacramento validamente ministrado pode ser ineficaz ou estéril no fiel que o receba sem fé ou que se mantenha no pecado de que o Sacramento o quer salvar. Cristo não salva o Homem sem a colaboração do Homem. Esta colaboração Cristo-crente é condição essencial para que o sacramento seja fecundo (realmente eficaz) na vida do cristão. Finalmente, e relacionada com a doutrina/expressão “ex opere operato”, existe uma outra, muito útil para a compreensão deste tema do batismo. Trata-se da expressão/doutrina do “ex opere operantis (Ecclesiae)”(pela obra/acção realizada pela Igreja), que qualifica os atos que têm validade por efeito da graciosidade da Igreja que os ministra. Referimo-nos aqui aos sacramentais, ou seja, aquelas bênçãos (de objectos religiosos, de casas…) e preces diversas (onde incluem até as das cerimónias fúnebres – Celebração das Exéquias) que fazem parte do património litúrgico-sacramental da Igreja. Podemos pois, concluir com as palavras de Santo Agostinho: “Quando Pedro batiza, é Cristo quem batiza (...), quando Judas batiza, é Cristo quem batiza’ (Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de João, 6).

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(...) contudo, este aspecto subjetivo do ministro não é decisivo para a validade dos sacramentos.

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ORAÇÃO

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(IN YOUCAT - ORAÇÕES PARA OS JOVENS, P. 40)

Jesus: -“Tu sabes tudo, sabes que Te amo”; -Eu “creio em Ti, Senhor”, mesmo nas horas de escuridão; - Eu tudo espero do teu amor, pois és o único que nunca nos desiludes!

G R A P H I C

PODEMOS APROXIMAR-NOS DE TI, NÃO POR SERMOS BONS, MAS PORQUE TU ÉS DEUS. AMEN.

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ABRE O NOSSO CORAÇÃO PARA O MISTÉRIO DE QUAL FAZEMOS PARTE: QUE TU NOS AMASTE PRIMEIRO E QUE PODEMOS SER FELIZES CONTIGO.

COMPROMISSO Senhor Jesus! Eis-Nos aqui, renovados pelo teu amor, cheios da vida do teu Espírito. Neste dia, queremos dizer-Te de todo o coração, que podes contar connosco, para sermos tuas testemunhas neste nosso mundo, vivendo a fé de forma mais completa, sempre unidos a Ti, como os ramos à videira.

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DEUS, ANTES QUE TE PROCURÁSSEMOS, ESTAVAS CONNOSCO. ANTES QUE CONHECÊSSEMOS O TEU NOME, TU JÁ ERAS O NOSSO DEUS.

COMPROMISSO

F R E E B I E S :

Senhor, dou-te graças pelas tuas maravilhas, pelo dom do teu Espírito. Faz-me viver, a cada instante, como se fosse a única flor que tenho p’ra Ti. Dá-me a alegria de Te seguir, em Igreja, e de ser feliz na minha vocação. Torna-me teu mensageiro de paz e de esperança, para construir um mundo novo. Onde Tu estás, volta a vida, floresce o deserto. Por isso, fica sempre connosco Senhor!

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TPC/DESAFIO Relê o texto da introdução. Imagina-te como membro da equipa de acolhimento para o Batismo (existente já em tantas paróquias). À luz dos textos que te enviamos em anexo (e pondote também “na pele” daquele Pároco), tenta escrever um possível final para a história, em que possa ser atendido o pedido de Batismo para a neta por parte daquela avó, mas em que possa também ser salvaguardado o dom imenso do Batismo. Não deixes de te colocar a pergunta: o que é que nós como Igreja / paróquia poderemos fazer por esta criança? No fim, partilha com os teus companheiros a tua versão e as tuas conclusões. Se assim pretenderes, envia-nos o teu/vosso texto (máximo: 1 página A4 / 500 palavras) por e-mail… O melhor será publicado na área da “Forma©ção” do (novo) site do SDPJ Porto! 7


ANEXOS

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Alguns textos do Magistério da Igreja para te ajudarem a refletir e a concretizar a relação entre Batismo e Igreja (e suas consequências).

Do II Concílio do Vaticano

“É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e activa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão, «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido» (1 Ped. 2,9; cfr. 2, 4-5)” (SC 14) “As acções litúrgicas não são acções privadas, mas celebrações da Igreja, que é «sacramento de unidade», isto é, Povo santo reunido e ordenado sob a direcção dos Bispos. Por isso, tais acções pertencem a todo o Corpo da Igreja, manifestam-no, atingindo, porém, cada um dos membros de modo diverso, segundo a variedade de estados, funções e participação actual.” (SC 26)

O exercício do sacerdócio comum nos sacramentos

“A índole sagrada e, orgânica da comunidade sacerdotal efectiva-se pelos sacramentos e pelas virtudes. Os fiéis, incorporados na Igreja pelo Batismo, são destinados pelo carácter baptismal ao culto da religião cristã e, regenerados para filhos de Deus, devem confessar diante dos homens a fé que de Deus receberam por meio da Igreja (18). Pelo sacramento da Confirmação, são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras como verdadeiras testemunhas de Cristo (19). Pela participação no sacrifício eucarístico de Cristo, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela (20); assim, quer pela oblação quer pela sagrada comunhão, não indiscriminadamente mas cada um a seu modo, todos tomam parte na acção litúrgica. Além disso, alimentados pelo corpo de Cristo na Eucaristia, manifestam visivelmente a unidade do Povo de Deus, que neste augustíssimo sacramento é perfeitamente significada e admiravelmente realizada.” (LG 11)

Os fiéis católicos; a necessidade da Igreja

“O sagrado Concílio volta-se primeiramente para os fiéis católicos. Fundado na Escritura e Tradição, ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. Com efeito, só Cristo é mediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Batismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Batismo. Pelo que, não se poderiam salvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo, como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar.” (LG 14) “São eles [os Bispos] que regulam a administração do Batismo, pelo qual é concedida a participação no sacerdócio real de Cristo.” (LG 26) “[Os presbíteros] Velem, como pais em Cristo, pelos fiéis que espiritualmente geraram pelo Batismo e pela doutrinação (cfr. 1 Cor. 4,15; 1 Ped. 1,23). Fazendo-se, de coração, os modelos do rebanho (1 Ped. 5,3), de tal modo dirijam e sirvam a sua comunidade local que esta possa dignamente ser chamada com aquele nome com que se honra o único Povo de Deus todo inteiro, a saber, a Igreja de Deus (cfr. 1 Cor. 1,2; 2 Cor. 1,1; etc. etc.).” (LG 28)

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ANEXOS Do Catecismo da Igreja Católica

“Pelo Batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão.” (CIC 1213)

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“O Batismo é o sacramento da fé. Mas a fé tem necessidade da comunidade dos crentes. Só na fé da Igreja é que cada um dos fiéis pode crer. A fé que se requer para o Batismo não é uma fé perfeita e amadurecida, mas um princípio chamado a desenvolver-se. Ao catecúmeno ou ao seu padrinho pergunta-se: «Que pedis à Igreja de Deus?» E ele responde: «A fé!».” (CIC 1253)

M O R E G R A P H I C

“Em todos os baptizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Batismo. É por isso que a Igreja celebra todos os anos, na Vigília Pascal, a renovação das promessas do Batismo. A preparação para o Batismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã.” (CIC 1254)

D E S I G N

“Para que a graça baptismal possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Esse é também o papel do padrinho ou da madrinha, que devem ser pessoas de fé sólida, capazes e preparados para ajudar o novo baptizado, criança ou adulto, no seu caminho de vida cristã. O seu múnus é um verdadeiro ofício eclesial. Toda a comunidade eclesial tem uma parte de responsabilidade no desenvolvimento e na defesa da graça recebida no Batismo.” (CIC 1255)

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“São ministros ordinários do Batismo o bispo e o presbítero, e, na Igreja latina, também o diácono. Em caso de necessidade, qualquer pessoa, mesmo não baptizada, desde que tenha a intenção requerida, pode baptizar utilizando a fórmula baptismal trinitária. A intenção requerida é a de querer fazer o que faz a Igreja quando baptiza. A Igreja vê a razão desta possibilidade na vontade salvífica universal de Deus e na necessidade do Batismo para a salvação.” (CIC 1256)

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Outros textos

“Batizada na fé da Igreja, a criança é apresentada e sustentada pela fé dos pais e padrinhos da qual hão‐ de dar vivo testemunho, contribuindo assim para a formação e vivência cristã da criança ao longo do seu percurso de vida.” (DIOCESE DE BRAGANÇA ‐ MIRANDA – Normativas Pastorais para a Celebração do Batismo, 2012, nº 5) “O Sacramento do Batismo nos introduz no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Insere-nos na comunidade dos seguidores de Jesus Cristo.(…)””…não se pode desvincular batismo e comunidade”. Viver fora da comunidade eclesial é trair um aspecto essencial que o batismo assinala em cada um de nós. Dentro da comunidade eclesial, respeitando a diversidade de serviços e talentos, devemos zelar por aquilo que une a todos nós: a implantação do Reino de Deus. E este trabalho, a favor da unidade, que muito enriquece a multiplicidade de ministérios, é realizado através das vias da evangelização.” In http://www.cnd.org.br/ outros-colaboradores/360-batismo-busca-e-aspectos-essenciais

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O SDPJ-Porto deseja a ti e a todos aqueles que te sรฃo queridos, um Santo e Feliz Ano de 2014.

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G R A P H I C

D E S I G N

F R E E B I E S :

Desejamos-te um excelente ano de 2014.

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Brevemente a nova pรกgina do SDPJ - Porto www.sdpjporto.pt


BECo 1.3. - Batizado? Por quem?  

BECo com Saída - Dezembro de 2013

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