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ARQUITETURA E URBANISMO

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ANO 1 / NÚMERO 11

Espaço

Arquitetura só se consolida como tal, se o projeto for executado, construído e o sonho torne-se então realidade. A cidade é arquitetura e é onde o cidadão vive, estuda, trabalha, diverte-se, passeia, percorre. Muitas vezes não nos damos conta de quanto somos dependentes da arquitetura, de quanto ela está presente e de que forma ela interfere em nosso dia a dia, diretamente. Ao percorrer a cidade da casa ao trabalho, da escola ao lazer, seja caminhando ou sob algum meio de transporte, vivenciamos arquitetura, cujas atividades definem-se no conjunto da cidade, formando ai o conceito de urbanismo. Assim podemos refletir sobre qual é o papel do arquiteto, ao atuar dentro de uma realidade

que se transforma com uma velocidade, que não acompanha o crescimento populacional e que contribui assim para um déficit significativo. Seja ao projetar um pequeno e aparentemente insignificante “pedaço”, no seu local de atuação ou mesmo ao projetar uma cidade, desenvolvendo a tarefa única da melhoria e qualidade dos espaços públicos ou privados, o arquiteto nos demonstra que a sua contribuição profissional torna-se, ao mesmo tempo, complexa e absolutamente necessária. E, ao ocupar todos os espaços possíveis, seja em órgãos públicos ou privados, seja por meio da representação da sua entidade em comissões, conselhos ou mesmo nas parcerias com outras entidades, o arquiteto permite que seu compromisso com a sociedade supere o projeto em si, distendendo-se por todas as

atuações profissionais, observando a sua responsabilidade social, a sustentabilidade de suas propostas, bem como a inserção do homem nesse contexto. A cidade é um organismo vivo, que se transforma rapidamente e, ao sofrer influência de fatores econômicos e imobiliários, a todo o momento propõe um desafio ao arquiteto, que é o de abranger a grande maioria populacional, com espaços planejados e um conjunto de obras organizadas urbanisticamente, oferecendo a todos, de forma democrática, o direito a uma arquitetura com qualidade. Por outro lado, ao analisar a excelência de inúmeros projetos no setor habitacional, sejam eles premiados ou reconhecidos publicamente, que não conseguem garantir seus benefícios ao consumidor final ou obter sua inserção no mercado imobiliário, ficando, na maioria das vezes,

10 a 16 DE JUNHO DE 2011

DIFERENTE PORQUE RESPEITA SUA INTELIGÊNCIA

Prefeito do PSDB inaugura em agosto novo hospital... apenas no projeto, vimos o quanto é importante a intercessão profissional do arquiteto, sua influência e atuação para que o projeto torne-se arquitetura e que se construa a obra planejada, com qualidade, respeito e cidadania. - por Rosana Ferrari, Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo.

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EM CAMPO LIMPO PAULISTA Orçado em R$ 17 milhões, obra é concluída em quatro anos. Já em Jundiaí, promessa do Hospital Regional feita em 2007 ainda não saiu do papel.

DVD

Miguel Haddad aumenta seu salário para R$ 15.732

EM EXIBIÇÃO 29 anos após seu lançamento nos cinemas, “Blade Runner” continua mais atual do que nunca. O filme de Ridley Scott voltou à cena recentemente graças ao lançamento da “Versão Final” (Final Cut) engendrada pelo próprio diretor, a qual seria a versão definitiva de “Blade Runner”. O impacto do filme não diminiu talvez pela grandiosidade dos efeitos visuais, pela fotografia revolucionária de Jordan Cronenweth, pela música inspirada de Vangelis, pela atuação impecável de todo o elenco ou pela descrição de um futuro possível para a humanidade. A visão totalmente sombria de um futuro distópico, onde o planeta foi reduzido a uma terra arrasada sob constante chuva ácida e os animais já estavam extintos, numa sociedade dominada por megacorporações, onde o Estado praticamente só existe na forma de polícia e a maioria da população perambula pelas ruas poluídas e congestionadas sem esperança, enquanto os ricos já foram colonizar outros 8

Folha do Japi

planetas. Uma sociedade na qual a cereja do bolo é a Tyrell Corporation, especializada na produção de “replicantes” para uso fora da Terra – que nada mais são do que clones fabricados para realizar trabalho escravo em operações militares, serviços domésticos ou sexuais nas colônias. A mais famosa controvérsia, que gera polêmica até hoje, é: será que Deckard é também um replicante? Nem mesmo os membros da equipe de produção e do elenco de “Blade Runner” chegam a conclusões iguais nesse tópico, embora seja fato que Scott tenha coberto o filme de dicas que levam a crer que o detetive era realmente um replicante. Muitas dessas dicas são sutis e dúbias, sendo que algumas só fazem sentido e se encaixam na “Versão Final” que traz várias cenas restauradas e lima a narração do protagonista. E, à medida que nos aproximamos do futuro de “Blade Runner”, percebemos o quanto tudo fica mais parecido com o que é retratado no filme. Aquecimento global,

poluição, superpopulação, escassez de água e combustíveis, extinção de animais, consumismo desenfreado e o domínio de megacorporações sobre os Estados são apenas alguns desses fatores. A única diferença em relação ao filme é que ainda não existem colônias fora da Terra. Portanto, quando o futuro de “Blade Runner” virar presente, todos vão sofrer as consequências, sejam ricos ou pobres...

Como Arrasar Um Coração (Leg) – Sala 1 Kung Fu Panda 2 (Dub) – Sala 3 Kung Fu Panda 2 3D (Dub) – Sala 4 e 5 Piratas do Caribe (Leg) – Sala 7 Piratas do Caribe (Dub) – Sala 7 Piratas do Caribe 3D (Leg) – Sala 4 Piratas do Caribe 3D (Dub) – Sala 4 Qualquer Gato Vira-Lata – Sala 1 e 2 Se Beber, Não Case! Parte II (Leg) – Sala 1 X-Men: Primeira Classe (Leg) – Sala 2 X-Men: Primeira Classe (Dub) – Sala 6 Mais informações: www.moviecom.com.br

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Prefeitura aumenta valor dos parquímetros em 71% Pág 3

População protesta contra tarifa de R$ 2,90 dos ônibus Hospital leva esperança de cura a mais de 400 crianças e adolescentes de Jundiaí e região

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ESPORTES

OPINIÃO DO JORNAL

Tática de recolher das bancas jornais com críticas à Prefeitura é antiga em Jundiaí O leitor da Folha do Japi pode ficar espantado de saber que a edição passada do jornal foi sistematicamente recolhida das bancas da cidade. A alegação é de que a reportagem sobre a crise no governo de Miguel Haddad teria incomodado o chefe do Executivo. Algumas denúncias feitas ao jornal, inclusive de servidores públicos, também davam conta de que um ‘arrastão’ estaria acontecendo em Jundiaí para impedir que a informação chegasse até você. Quem acompanhou a edição de número 9 sabe até que uma carta assinada pela Distribuidora Paulista de Jornais e Revistas ameaçava os jornaleiros que tomassem “cuidado” com alguns meios de comunicação que poderiam gerar “prejuízo à categoria”. O documento, obviamente, repercutiu de forma ruidosa em toda cidade.

Esta prática, entretanto, não é nova. No dia 19 de abril de 2000, o jornal Notícias Populares, de São Paulo, denunciou que uma pessoa nma Kombi teria levado todos os exemplares do NP trazia denúncias de suposta corrupção na administração tucana. De acordo com testemunhas ouvidas à época pelo jornal, o veículo tinha identificação da Prefeitura de Jundiaí. A busca para restringir a informação era uma tática empregada pela ditadura militar. Todos que tentavam passar à população o que realmente acontecia eram caçados, presos, torturados e até mortos. Tudo para que o poder continuasse nas mãos de quem menos se importava com o povão. Nos dias atuais, guardadas as devidas proporções, temos visto várias reações de insatisfação por parte da população aos desmandos

Reprodução

Primeira ou segunda? Apreensão da nova droga “oxi” na região foi matéria nos jornais locais na quinta-feira, 9 de junho, a droga foi encontrada na cidade de Cabreúva. Resta saber se essa foi a primeira ou a segunda, enquanto o Jornal da Cidade estampou, em sua capa, como a primeira apreensão da droga na região, o Jornal de Jundiaí noticiou que a “polícia fez mais uma apreensão de oxi na região”, de acordo com o JJ a primeira aconteceu no mês de maio, em Jundiaí. Esta coluna tem como objetivo mostrar como alguns órgãos da imprensa jundiaiense tratam determinados assuntos. O propósito é a reflexão: a quem interessa transformar notícias preocupantes em fatos positivos? 2

Folha do Japi

Segredo do sucesso é investir na formação de cidadãos, afirma diretoria do clube

E

que acontecem em Jundiaí. A falta de voz dos jundiaienses para decidir como e de que forma o dinheiro dos impostos será empregado na cidade, quais as obras são mais importantes e o que realmente é

preciso para melhorar o município está com os dias contados. A Folha do Japi vai continuar ao lado do povo, prestando este serviço de informar, sem rabo preso com o poder. Doa a quem doer.

CARTAS

De olho na MÍDIA

Estreia de Welder no Corinthians mostra a força das categorias de base do Paulista

Sou estudante de jornalismo. Fico muito contente em finalmente ver um jornal que passe a verdade para os leitores de Jundiaí, estamos cercados de jornais presos à prefeitura, que tentam ''tapar o sol com a peneira''. É uma vergonha pagarmos R$ 2,90 num transporte sem qualidade. Também não me conformo com a propaganda que acontece nos terminais, onde existem cartazes enormes dizendo que temos uma frota de 300 ônibus em Jundiaí, isso é um motivo de orgulho? Segundo o último Censo Jundiaí tem 370.251 habitantes, 300 ônibus não são o suficiente. Se quiserem uma prova vão no terminal do Eloy Chaves, onde moro. São 5 bairros que utilizam este terminal, isso sem contar que o ônibus 940 e 941 B são os únicos que passam pelos condomínios Alfa e Metalúrgicos. É impossível

um transporte de qualidade para todos esses cidadãos, já que são só 3 ônibus que fazem o trajeto para o centro. - Daniela Ventura Gostaria de parabenizar o pessoal da Folha do Japi, por abordarem assuntos que outros veículos de comunicação de nossa cidade não tem coragem de publicar! Sem dúvidas é um brinde à liberdade de expressão, pois mostra o outro lado de nossa querida cidade. Jundiaí é excelente em alguns pontos, graças ao seu povo que é trabalhador por natureza. Infelizmente ainda existe miséria, insegurança e uma grande confusão com o crescimento desordenado que estamos sofrendo, tudo isso, fruto da incompetência, pouco caso e arrogância da administração municipal. - Rogério Cardoso, Micro Empresário

EXPEDIENTE

Folha do Japi Edição: André Lux (Mtb 26054) Reportagens e fotos: Felipe Andrade da Silva e Renata Gutierrez Ilustrações: Fábio Iglesias Tiragem: 5 mil exemplares

cartas, sugestões, denúncias: folhadojapi@terra.com.br Blog do jornal: folhadojapi@blogspot.com Twitter: @FolhaDoJapiJund As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

m jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentou o Flamengo no Rio de Janeiro no estádio Engenhão sem poder contar com o lateral direito Alessandro. Então, o recém contratado Welder fez sua estréia. Welder Silva Marçal, 20 anos, é a mais nova revelação do Paulista a ingressar em um grande clube do Brasil, Weldinho – como era chamado nos tempos de Jayme Cintra -, foi contratado pelo Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro e em sua estréia foi muito bem, com bons arranques ao ataque e autor do cruzamento para o gol. O jogo acabou empatado em 1 a 1, resultado que colocou o Corinthians na liderança, mas para os admiradores do Paulista teve outro sentido. Foi a com-

provação de que o clube tem tradição na formação de atletas. Nos últimos anos não foram poucas as revelações exitosas do clube, que a partir da conquista da Copa São Paulo de Futebol Junior em 1997, entrou em uma fase de bonança nas categorias de base. Jogadores como Nenê, Arthur, Rafael Bracalli, Marcinho, Cristian, Márcio Mossoró, Réver, entre outros, são exemplos do bom trabalho feito pelos profissionais do galo. De acordo com o gerente de futebol do Paulista, Marcos Bonequini, trata-se de uma herança dos tempos de parceria com a empresa italiana Parmalat. “Ela nos trouxe métodos de trabalho avançados, onde o clube passou a formar não apenas jogadores de futebol, mas também um ser humano com valores indispensáveis para o bom convívio com a sociedade e sucesso na vida”, comenta. Para o técnico Wagner Lopes, o Paulista acerta em olhar o lado humano de cada atleta. “Peço para que cada um se cobre, pois para poder ter sucesso você tem de trabalhar, aprendi muito

sobre disciplina nos 17 anos que trabalhei no Japão e tento passar isto aos meus atletas”, conclui o técnico. De acordo com Bonequini, o Paulista vai começar a dar preferência para atletas da região, pois diversos nomes de Jundiaí, e das cidades que a circundam, estão despontando em clubes grandes, e o Paulista entende que deve fazer este filtro. O gerente de futebol comenta que é motivo de muito orgulho para o clube formar cidadãos.

Welder estreia com sucesso no Corinthians

Coluna do

ZÉ BOQUINHA A seleção brasileira de futebol fez dois amistosos sem nenhum brilho antes da Copa América. Nenhuma discussão maior sobre os selecionados para a disputa. A escassez é tão grande, que o Mano leva Pato e Ganso, que ainda estão em recuperação, por faltarem talentos maiores. É claro que temos dois diamantes brutos, Neymar e Lucas, que poderão ser fatores de desequilíbrio, mas a expectativa de todo torcedor, é de quando iremos ver novamente uma seleção jogando um futebol envolvente e não pragmático, como foi com o Dunga e que tem sido também com o novo técnico. Vaiada em Goiânia e São Paulo, nossa seleção parece que não provoca mais aquela empatia com o povo, que olha com descrédito aos novos jogadores, muito mais preocupados com o visual, com o marketing e com a possibilidade de um grande contrato fora do Brasil. A insistência com alguns veteranos que estão mais para “bois cansados” e que não têm mais o que

acrescentar e alguns que são homens de confiança do treinador, mas que nada provaram até agora. A Copa América não tem nenhuma atração para nós brasileiros, e só vai servir para derrubar o técnico se o Brasil for mal na competição. Talvez a curiosidade em ver o Messi jogando um futebol na seleção argentina, no nível que ele joga no Barcelona, coisa que não fez ainda. Messi que está sendo comparado a Pelé (que sacrilégio), e que ainda não chegou aos pés do Maradona. A realidade do futebol brasileiro é que estamos nivelados com qualquer outra seleção de primeira linha. Não temos mais aquela sobra de talento que desequilibrava como antigamente, o que fez o Mano Menezes apostar no baleado fisicamente Fred, como a solução para o ataque. Vamos desenrolar as bandeiras e tentar fazer renascer aquele sentimento que sempre tivemos quando a canarinho entrava em campo para jogar o futebol de outrora.

José Roberto Lux, o Zé Boquinha, foi jogador e técnico profissional de basquete por 51 anos e hoje é comentarista de basquete e futebol do canal de TV ESPN e da rádio Estadão ESPN. Folha do Japi

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CIDADES

POLÍTICA

Hospital atende mais de 400 crianças e adolescentes da cidade e da região

Prefeitura reajusta tarifa para estacionar em locais públicos bem acima da inflação

O Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc), fundado em 1995, trouxe mais qualidade de vida às crianças e aos adolescentes portadores do câncer e de doenças hematológicas crônicas de Jundiaí. Antes, as famílias eram obrigadas a se deslocar para cidades vizinhas. “Era muito sofrimento para família saber que o filho estava doente e ainda tinham de ir para outra cidade dar continuidade ao tratamento”, afirma Verci Bútalo, presidente do Grendacc. Esta afirmação vem de uma pessoa que passou por esta realidade. Em 1994, um dos filhos de Verci foi diagnosticado com linfoma e o tratamento era realizado no hospital da Unicamp. Entre idas e vindas, a mãe conheceu o trabalho dos médicos e outros pais que estavam em busca da cura para os filhos. “Contatamos alguns pais que levavam os filhos para o Boldrin e conversamos com uma médica. Foi a partir da realidade de muitos pais, assim como eu, que decidimos nos unir para fundar o

valor cobrado nos parquímetros de Jundiaí aumentou no começo deste ano. Eram cobrados R$ 2,20 pelo tempo de 2 horas e hoje o mesmo valor garante apenas 1h10min. Trata-se de um aumento de 71%, muito acima da taxa de inflação e do ajuste do salário mínimo. A maioria dos cidadadãos só descobriu a surpresa no momento de usar o aparelho.Como foi o caso do aposentado Cleunezio dos Santos. "Esse reajuste é um absurdo, a Prefeitura não avisou sobre o aumento e pegou todo mundo de surpresa". Os lojistas que trabalham próximos às áreas dos parquímetros dizem ouvir críticas constantes dos clientes. O gerente Alejandro Fonseca, 32 anos,

Grendacc”. Inicialmente, a ideia era apenas prestar assistência às crianças e adolescentes diagnosticados com câncer, oferecer atendimento às famílias e cesta básica. Mas com apenas dois anos de fundação o grupo começou a se organizar e contratou a primeira profissional da associação, uma assistente social. “Nunca pensei na proporção que pudesse ter”. Segundo Verci, o estigma da doença era de morte. “Hoje, temos 80% de chances de cura e apenas 20% de óbito. Mas o diagnóstico antigamente era o contrário. Tínhamos 80% de índice de morte e apenas 20% de cura”. Graças ao trabalho 400 voluntários e de mais de 85 profissionais, entre médicos e equipe administrativa, o Grendacc está há quase um ano sem registrar óbitos. Atualmente, a entidade atende mais de 400 crianças e adolescen-

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Fachada do Grendacc

tes com idades de zero a 19 anos, encaminhados pelo SUS (Sistema Única de Saúde) ou que possuem planos de saúde das cidades de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itatiba, Itupeva, Louveira, Jarinu, Cabreúva e Morungaba. Para o tratamento dos pacientes da rede pública, o SUS oferece R$ 1,2 mil por bloco quimioterápico, sabendo que há tratamento que chega a custar R$ 20 mil. “Basicamente vivemos de doação”, afirma Verci. Com gastos mensais de R$ 400 mil, o

Grendacc tem 90% do orçamento suprido pelas doações por meio do telemarketing. O projeto da Casa do Voluntário e da Família já está pronto e prevê a construção de três suítes para abrigar as famílias dos pacientes. Outro projeto desenvolvido pelo Grendacc e prevê a geração de renda é ampliar o espaço culinário. “Este novo projeto vai aumentar a venda de macarrão e lasanha”, acredita a presidente. Para saber como doar, basta entrar em contato pelo telefone: 4815-8440. Ou ir até o Grendacc que fica na Rua Olívio Boa, 99, Parque da Represa, em Jundiaí.

População protesta contra o aumento da tarifa dos ônibus urbanos da cidade Dois dias após o aumento de 9,4% da tarifa dos ônibus, ocorrido em 29 de maio, manifestantes reuniram-se em frente ao Terminal Vila Arens para protestar. O ato contou com cerca de 70 pessoas e diversas forças políticas da cidade estavam representadas. A manifestação foi organizada a partir de uma iniciativa no Facebook, que ganhou apoio do Movimento Jundiaí Livre, União da Juventude Socialista (UJS), PT, PCdoB e PSOL. No ato, os manifestantes panfletaram e utilizaram um carro de som para discursar aos usuários do Terminal. Uma carta ao prefeito Miguel Haddad foi aprovada na manifes6

Folha do Japi

tação, e no dia seguinte foi protocolada na prefeitura de Jundiaí. O texto pede a criação dos conselhos tarifários e de transportes, assim como a abertura das planilhas de custo do transporte público da cidade, para que se possa entender o raciocínio que o secretário de Transportes, Roberto Scaringella, usou para chegar ao valor de R$ 2,90. Na conclusão, os manifestantes solicitam o cancelamento do aumento e uma nova discussão em torno do preço justo a ser pago. O presidente do PSOL de Jundiaí, Vanderlei Victorino, foi um dos organizadores do ato e idealizador da carta, de acordo com ele o

aumento é um abuso, um assalto ao jundiaiense. “O preço é muito caro e o serviço prestado é muito ruim, desconfortável, com trajetos mal planejados e turismo entre terminais”, denuncia. Jundiaí, que já possuía uma das tarifas mais caras do país, subiu no ranking e agora está mais perto do topo.

Entrega da carta na Prefeitura

reclama dos fiscais que atuam na área. "Além do alto preço do parquímetro, essas áreas são verdadeiros festivais de multas", denuncia. O secretário de Transportes, Roberto Scaringella afirma ter informado o reajuste pela imprensa oficial e que os jornais noticiaram o fato na época."O ajuste anterior foi executado em 2004, por isso o alto índice do atual", explica. De acordo com ele, o gerenciamento e a manutenção do estacionamento rotativo são feitos por empresa terceirizada, a Auto Park, e os problemas devem ser informados para as monitoras da empresa ou diretamente para o telefone de atendimento aos usuários: (11) 4522-3200, que está visível nos parquímetros.

Haddad aumenta o próprio salário Depois de todos os protestos da população e do recuo dos vereadores no aumento de 63% nos seus salários, o prefeito Miguel Haddad e seus secretários tiveram reajuste de 6,3% em seus vencimentos, aprovado por 13 votos a 2 pela Câmara Municipal. Uma medida que atropela o momento da conjuntura política local, pois após a manifestação popular o reajuste a ser feito ficou para ser debatido com a população. O prefeito Miguel Haddad, que recebia R$ 14.800, passará a receber R$ 15.732. Já seus secretários, que recebiam R$ 12.932, passam a receber R$ 13.750. Para obter um aumento de 7%, os servidores públicos da cidade tiveram de realizar manifestações e parar por 8 horas, até que o prefeito aceitasse a proposta da classe e desse o aumento que a cidade pode, realmente, pagar. Já o reajuste do executivo foi aprovado na surdina, sem repercussão na imprensa. Somente os vereadores do PT, Marilena Negro e Durval Orlato, Rindo à toa: votaram contra Miguel aumenta o aumento. seu salário em 6,3%

FHC quer liberar a maconha

Parquímetros tiveram aumento de 71% no início do ano

Entrelinhas da

POLÍTICA Cadê você? A ausência dos vereadores Fernando Bardi e de Zé Dias na apresentação dos novos filiados do PDT, na Câmara Municipal, causou burburinho nos bastidores políticos. O partido, agora administrado por Alexandre Pereira, já anunciou que fará oposição ao atual prefeito e que pensa em um nome para concorrer à Prefeitura, no ano que vem. Não terem aparecido no evento e sequer terem respondido ao convite para a reunião significa que Bardi e Zé Dias não concordam com esta filosofia?

Com quem será? Uma fonte da Prefeitura fez questão de manter contato com a Folha do Japi para contar que o prefeito Miguel Haddad vai escolher o candidato a vice para 2012 de uma lista com três nomes. Julião levaria vantagem por ser o atual presidente do Legislativo. Tico, líder do governo, figura na relação mas corre por fora pois estaria em baixa no partido. O terceiro o secretário de Finanças José Parimoschi, que leva desvantagem pela linguagem rebuscada e jeito tecnocrata.

Vez das mulheres Uma conversa animada numa das mesas do Mercadão do Vianelo revelou uma tendência que pode dar muito o que falar nas próximas eleições municipais de Jundiaí. Entre uma beliscada e outra num aperitivo, um senhor bem apessoado garantia que duas mulheres vão sair candidatas a prefeita, buscando capitalizar votos pela renovação política: Marilena Negro, do PT, e a delegada Fátima Giassetti, pelo PPS. Os nomes, inclusive, estariam prestes a receber o aval dos respectivos partidos.

Metas legislativas Mais uma pérola capturada nas reuniões promovidas pela ONG Voto Consciente. Durante a plenária realizada na Associação dos Aposentados, dia 10, o vereador Tico foi perguntado a respeito dos requerimentos de informação da oposição que sempre são rejeitados pela Câmara Municipal. Entre uma justificativa e outra, principalmente de que há limitações para os parlamentares, o tucano soltou essa: "A informação está lá. O cidadão que vá atrás". Então tá. Folha do Japi

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MEIO AMBIENTE

SAÚDE

Estudante formula proposta baseada em reportagem do jornal

Duas cidades administradas pelo PSDB. Dois jeitos diferentes de fazer uma obra similar

U

onstruir um novo hospital em Campo Limpo Paulista, com quase 100 leitos e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), vai custar R$ 17 milhões para a Prefeitura daquela cidade. O prédio de 9 mil m² terá estação de tratamento de esgoto própria, cisternas subterrâneas para aproveitamento da água da chuva e uma estrutura modular que permitirá triplicar a capacidade de atendimento se a cidade necessitar. Em Jundiaí, depois de já ter gastado R$ 13 milhões com a desapropriação da Casa de Saúde Dr. Domingos Anastasio, a Prefeitura anunciou que vai ter de investir mais R$ 30 milhões para a reforma do imóvel e construção de um anexo.

m alerta feito pela Folha do Japi se transformou em proposta do Cidade Democrática. Publicada na edição número 6, a reportagem que tratava do descaso da Prefeitura de Jundiaí em relação ao terreno da antiga Cadeia Pública virou assunto do portal – responsável por receber ideias da população para melhorias públicas. Postada pela estudante Cristina Midori, de 16 anos, a iniciativa cita trechos da entrevista com moradores do Anhangabaú, feita pela Folha do Japi, em que eles afirmam ter medo por conta da bandidagem que tomou conta do terreno abandonado. O prédio onde funcionou por vários anos o Cadeião foi demolido em setembro de 2010 e até agora nada foi feito pelo governo municipal. “É preciso fazer algo com o terreno antes que a situação se agrave e termine em mortes ou aparecimento de doenças”, comentou Cristina, na proposta criada há pouco mais de 20 dias.

C

Divulgação

A ação da jovem pode ser acompanhada pela internet, no site do Cidade Democrática, no seguinte endereço: http://www.cidadedemocratica .org.br/topico/3217-terrenoabandonado-no-anhangabaucadeiao.

Repercussão O assunto também ganhou repercussão nas páginas do jornal Bom Dia. A edição de 8 de junho deu grande destaque para o tema, dizendo que os moradores do

Anhangabaú se fecharam nas casas por conta da onda de furtos e roubos. E ressaltou, conforme a Folha do Japi já havia noticiado, que a Prefeitura ainda não definiu o que vai fazer com o terreno.

Em Jundiaí, vão se passar no mínimo seis anos para a promessa do Hospital Regional sair do papel

Em entrevista recente à Rádio Cidade, o prefeito campolimpense Armando Hashimoto (PSDB) afirmou que a obra será entregue à população dia 30 de julho. “Nosso novo hospital será de média complexidade. Isso garantirá a realização de procedimentos como cirurgias de próstata, de ortopedia, uma grande intervenção no abdome”. No projeto, de acordo com Hashimoto, a construção foi feita de maneira modular para garantir uma futura ampliação. “Isso vai permitir que possamos aumentar mais dois pisos e triplicar a capacidade de atendimento.” Anunciado em março de 2006, o hospital de Campo Limpo tinha previsão de ser entregue em 2008.

Só papel: projeto do Hospital Regional de Jundiaí

Por aqui Depois de amargar por mais de quatro anos o fechamento da Casa de Saúde, a população jundiaiense ouviu da Prefeitura de Jundiaí, também administrada pelo PSDB, que está terminando o projeto arquitetônico do Hospital Regional e que a planilha de custos da reforma vive a fase final de conclusão. A etapa inicial, segundo a Administração, tem prazo de até 15 meses para a conclusão e envolve melhorias no imóvel. Na segunda parte, será erguido

um anexo e uma torre de elevadores que ligará um prédio ao outro. O que mais chama a atenção, no entanto, é o valor da obra: R$ 30 milhões e a morosidade para a conclusão. O hospital terá 138 leitos – 120 para atendimentos de média complexidade e outros 18 para a UTI. A licitação para o início dos trabalhos só deve sair em 60 dias. “Não é uma obra rápida porque o projeto é complexo”, afirmou Tânia Pupo, secretária de Saúde, à imprensa.

Bom Dia destaca tema que já foi abordado pela Folha do Japi 4

Folha do Japi

Folha do Japi

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Folha do Japi 11  

Décima primeira edição do jornal que respeita a sua inteligência.

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