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PRODUTO CAFÉ

O CHEIRO DO CAFE TORRADO NAS FAZENDAS DO BRASIL RURAL

Chamada Não há uma evidência real sobre a descoberta do café, mas sim, muitas lendas que relatam sua possível origem e poderes, embora, quando se adentra pelo universo dos cafezais em flor e na vida das suas fazendas, pode-se perceber, que as lendas que envolvem este universo, nos levam a vivências e experiências inesquecíveis. Certamente, esta é mais que uma viagem, é um momento de prazer. Por isso, prepare-se, para visitar e se hospedar em um extraordinário conjunto patrimonial das fazendas de café, que retratam o apogeu da cultura, para encontrar cada horizonte de sensação, o irresistível aroma da torra dos grãos, e ao fim vivenciar o cotidiano das fazendas produtivas. A exuberância das matas e dos riachos, oferecem também inúmeras opções de lazer com seus passeios ecológicos, de aventura, rural e musical. Embarque conosco nessa história

Roteiro: Primeiro Dia Experiência Café Brasil Rural: Recepção na Fazenda Águas Claras – Fazenda Ambiental em Itapira. Tradicional Fazenda de café que mantém mais que tradição, e um conceito de

desenvolvimento

que

interage

turismo,

agricultura

sustentável

e

desenvolvimento local. Fazenda fundada em 1860, iniciando-se na produção do café graças ao micro-clima especial da região propício para floração e produtividade, por


isso transformada em um dos grandes eixos produtivos de outrora. Tem, na sua produção certificada e orgânica a formação do seu triangulo da sutentabilidade. Nesta fazenda além de conhecer o universo do café e sua proposta produtiva, a hospedagem tem profundo charme e qualidade. Preservando sua arquitetura original mas nunca perdendo a qualidade e o requinte

Segundo Dia Experiência Café Brasil Rural O despertar pela manhã, em uma fazenda, visto pela varanda da hospedaria e,também,um despertar para uma vida contada pela brisa suave do amanhecer que traz os cheiros e aromas de um café da manhã,

servido com profundo cuidado na apresentação alem da

qualidade tradicional do interior paulista. O encontro na biblioteca, nesta centenária fazenda, com os mentores deste plano ambiental de sustentabilidade, afinal a fazenda é

mais

que uma fazenda produtiva,é um sistema de vida que procura a qualidade aliada a preservação, permite o entendimento que o receber na fazenda, e mais que uma atividades de turismo, é uma forma de apresentar uma proposta de vida. Por isso um momento especial que alem de uma boa conversa e possível conhecer visitar recantos desta fazenda, só conhecida por aqueles que lá vivem. Este dia é propício não só para conhecer a historia do café do Brasil, mas, também, para vivenciar esta experiência histórica, participando do roteiro histórico do café, desde os cafezais em flor (dependendo da época de visitação), passando pelo terreiro de lavagem e secagem do café. Ao fim da tarde, o lazer da fazenda é regido pelo por do sol e, algumas das possibilidades de atividade será relaxar, ler um bom livro ou simplesmente passear pelos jardins da propriedade


Terceiro Dia Experiência Café Brasil Rural O caminho do café no interior paulista seguiu muitas trilhas, a despedida de Itapira será o começo de um novo destino, seguindo até Campinas, um dos grandes eixos desta rota. Com saída prevista para as 10h00, a passagem pelos caminhos rurais acompanhado de informações, paradas, visita a patrimônios arquitetônicos e culturais. No caminho cafezais e terreiros de grandes fazendas são palco para o conhecimento. A parada final é Itu, cidade histórica que tem papel importante na construção do universo do Brasil Rural desde a época das tropas. A fazenda que nos recepciona, antigamente conhecida como Japão e hoje Capoava, tem na tradição, elegância e no charme um dos pontos fundamentais deste pacote.

Um brinde de boas vindas ao final da

tarde e um jantar especial, finalizam muito bem um dia tão percorrido. Quarto Dia Experiência Café Brasil Rural Viver a tradição cafeeira, não e somente viver o passado dos barões de café, das grandes e suntuosas fazendas. Também é viver a tradição produtiva, a imigração e a luta pela produtividade. Sendo assim, após o café da manha, a saída para uma Fazenda Produtiva de Café, a fazenda Bela Vista. Neste dia de campo, teremos a companhia da agrônoma Maria Isabel, proprietária que conhece todas as artes da produção do café e atende do café ao cafezinho. O dia de campo e um dia de atividades reais da


colheita, da secagem, da torrefação e da experiência e entendimento de degustação. Por poucas horas a transformação de um visitante a um entendedor da realidade cafeeira será perceptível. O almoço e o café de fim de tarde desta fazenda

regado a quitutes da roça coroam este dia. O

retorno a Capoava permite uma parada rápida no centro de Itu, um museu arquitetônico, cultural e vivencial. Quinto Dia Experiência Café Brasil Rural Após estes dias de múltiplas vivencias, um dia na fazenda permite a renovação das forças. Neste dia será possível, conhecer o museu da fazenda, a capela. Sentar na biblioteca após a explicação detalhada de cada peça que existe lá, dos projetos e ações possíveis de restauro, manutenção da tradição paulista totalmente interligada com a tradição do café vivenciada todos estes dias Lazer, trilhas nas matas, andar a cavalo pelas trilhas e uma nova visita a cidade de Itu são algumas das possibilidades. Ao fim da tarde o encontro com a família Pacheco na Chácara do Rosário, um pequeno sarau rural e um jantar especial com a família que promove um sarau rural traz viva a memória do tempo dos Bandeirantes Uma receita perfeita para amantes da música, prosa e experiências múltiplas Sexto Dia Experiência Café Brasil Rural O retorno a São Paulo e visita ao centro histórico, brindam esta vivência Café do Brasil. Muitos casarões da época dos Barões do Café não existem mais, mas é possível ao passear no centro de SP sentir por alguns momentos a opulência de um São Paulo do Café,e ao fim


deste roteiro nada melhor do que tomar um café de excelência no Fazenda Café.

Datas Programadas Grupos 17 a 22 de maio 21 a 26 de junho 16 a 21 de agosto 22 a 27 de novembro Tarifas p/ pessoa: O roteiro/dia 395,00 (não inclui aéreo) Hospedagem em apartamento duplo Alimentação (não inclui bebidas) Guia Bilíngüe Seguro Brasil Rural Transfer ( São Paulo – Itapira - Itu – São Paulo ) Número mínimo de participantes 5 pessoas* * número menor de participantes, consulte disponibilidade e condições. OBS:

a programação pode ser

de 2 até 10 dias dependendo de

disponibilidade do grupo

Curiosidades: O café


Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas sim, muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma delas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos e que observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes, e que, esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram, fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros

por

subidas

infindáveis.

Kaldi

comentou

sobre

o

comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios e as evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yeme. Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, , e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV. O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as


mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país. A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo. Segure uma xícara exalando o aroma de um bom café e você estará com a história em suas mãos. Apenas um pequena gole dessa saborosa bebida fará com que você possa fazer parte de uma enorme cadeia de produção, romantismo e lances de muito arrojo, iniciada há mais de mil anos na Etiópia. O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercia. Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança.


Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro. Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti -- até então o principal exportador mundial do produto -- entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e dinamização de importantes centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando

o

comércio

inter-regional

de

outras

importantes

mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis. A riqueza fluía pelos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros, que traziam a cultura européia aos teatros erguidos nas novas cidades do interior paulista. Durante dez décadas o Brasil cresceu, movido pelo

hábito

interiorizando

do

cafezinho,

nossa

servido

cultura,

nas

refeições

construindo

de

fábricas,

meio

mundo,

promovendo

a

miscigenação racial, dominando partidos políticos, derrubando a monarquia e abolindo a escravidão.


As

plantações

de

café

foram

fundadas

em

grandes

propriedades

monoculturais trabalhadas por escravos, substituídos mais tarde por trabalhadores assalariados: as grandes fazendas de café.

A produção de

café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia. Estas fazendas ficaram famosas por sua arquitetura típica e seus equipamentos. Tanques em que o grão é lavado logo depois da colheita, terreiros para secagem, máquinas de seleção e beneficiamento fazem parte desse ambiente. A senzala dos escravos ou colônias de trabalhadores livres finalizam a caracterização das fazendas cafeeiras. A fazenda de café, desde a semente até a xícara, era um pequeno mundo, quase um reinado. Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos. As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia. .

Brasil Rural  

Catálogo Brasil Rural 2017 Vivendo Experiências

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